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PicPay amplia atuação da PicPay Store e contrata executivo para liderar operação

O PicPay reforça o seu time de liderança com a contratação de Fabio Plein. O executivo, que era Country General Manager da Uber Eats no Brasil, chega para liderar a operação da PicPay Store.

A PicPay Store é uma plataforma aberta que já está disponível para que qualquer empresa possa criar um mini-app dentro do PicPay com a sua cara e se conectar a uma base de 39 milhões de clientes.

A contratação de Plein visa fortalecer a atuação da loja do PicPay, que teve 25 milhões de transações no ano passado. “O PicPay vem se consolidando como o super-app com o maior número de usuários no Brasil. Para continuar crescendo, precisamos aumentar a relevância da nossa loja e esse é principal desafio do Plein”, explica Anderson Chamon, fundador e Vice-Presidente de Produtos e Tecnologia do PicPay.

O propósito do PicPay é oferecer uma plataforma que atenda todas as necessidades da vida cotidiana das pessoas e não apenas serviços financeiros. “O intuito é proporcionar um marketplace para quem quiser oferecer produtos e serviços aos nossos clientes. Queremos estar ainda mais presentes na rotina dos usuários, facilitando processos e fazendo parte de seu lifestyle“, reforça Fabio Plein, diretor sênior da PicPay Store.

Nos últimos anos, Fabio Plein liderou a operação brasileira da Uber Eats, e antes foi Head de Operações da Uber (Ridesharing) no Brasil. Plein ainda tem no currículo passagens por empresas como Grendene, Cyrela e Falconi. É Administrador de Empresas formado na UFRGS e possui MBA da University of California (EUA).

Omie começa 2021 com 87 vagas em todo o Brasil

Omie, scale-up que é a empresa de gestão (ERP) na nuvem número um do país, começa o ano de 2021 com 87 postos de trabalho abertos. Com vagas na unidade matriz na cidade de São Paulo e em franquias como as capitais Rio de Janeiro, Salvador, Belém, Porto Alegre e cidades do interior de São Paulo e de Minas Gerais, a startup reforça sua atuação em diversos estados brasileiros, levando eficiência em gestão para empresas de diferentes portes. As oportunidades oferecidas são em áreas como Executivo de Vendas e de Contas, Analista de Projetos, Analista de SEO, Consultor de Campo e de Expansão, Customer Success, Agente de Relacionamento, Coord. Comercial, entre outros.

Com vagas tanto em sistema de home office quanto presencial abertas no país inteiro, a empresa contribui para melhoria da economia, assim como melhoria do desemprego. Mesmo em período de pandemia, desde o mês de agosto, a Omie apresentou significativa taxa de crescimento. Com mais de 50.000 clientes, para potencializar seu novo ciclo de crescimento, a companhia precisa de novos profissionais para enfrentar novos desafios e conquistas.

“Queremos profissionais que se comprometam a cumprir essa missão conosco e que estejam dispostos a aprender e desenvolver novas habilidades todos os dias, principalmente no promissor ano de 2021”, afirma Eliana Rozenchan, gerente de RH da Omie.

Para se candidatar e saber mais informações sobre as vagas, acesse o link .

Planejamento, digitalização e atendimento: o futuro da Indústria em 2021

Por Angela Gheller, diretora de manufatura, logística e agroindústria da TOTVS

De acordo com uma pesquisa realizada pelo IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers), organização profissional técnica dedicada ao avanço da tecnologia, 19% dos respondentes acreditam que a Manufatura será um dos segmentos mais impactados pela tecnologia em 2021. O estudo também mostrou que 55% dos entrevistados aceleraram a adoção da computação em nuvem durante a pandemia, 52% adotaram o 5G e 51% tiveram projetos de Inteligência Artificial e Machine Learning acelerados.

Ainda que a indústria seja um setor muito conservador, esses dados comprovam o impacto da pandemia na digitalização do setor. O ano de 2020 foi um marco e trouxe grandes aprendizados para a indústria como um todo, pois o setor passa a enxergar que o caminho para a Indústria 4.0 começa com a transformação digital, e que pranchetas e planilhas não combinam mais com a fábrica do futuro. E muitos desses aprendizados se devem ao home office. Com grande parte do time trabalhando à distância, os gestores conseguiram quebrar o paradigma de que tudo precisa ser feito presencialmente, além de perceber que a tecnologia agiliza a troca de informações, ainda mais considerando a redução de quadro que a maioria das empresas tiveram que fazer.

Pensando em toda essa jornada que foi traçada no último ano, observamos para 2021, ainda que num cenário incerto, um foco e atenção muito grande da manufatura para três principais pontos: digitalização, planejamento e agilidade no atendimento aos clientes.

1) Digitalização

A Consultoria McKinsey prevê que, até 2025, processos relativos à Manufatura Avançada poderão diminuir custos de manutenção de equipamentos em até 40%, reduzir o consumo de energia em até 20% e, ainda, aumentar a produtividade do trabalho na indústria em até 25%.

Com isso, a corrida para acelerar processos manuais no ano passado começou a acontecer de forma gradual e deve continuar crescendo em 2021. Muitas anotações ainda são feitas em pranchetas no chão de fábrica, mas hoje já existem aplicativos que, se instalados em um tablet por exemplo, trazem apontamentos mais simples, descomplicando os processos com informações em tempo real. Esses aplicativos melhoram as taxas de entrega, diminuem perdas dentro da fábrica e ainda contribuem para o aumento da produtividade dos funcionários.

A grande ressalva aqui é a importância do treinamento dos funcionários. De nada adianta as empresas investirem nas melhores tecnologias disponíveis sem ter cuidado com treinamento. Ele é crucial para conscientizar o time sobre a percepção real dos ganhos para o negócio, além de alcançar todo potencial das tecnologias adotadas.

2) Planejamento

Outro fator importante alavancado pela pandemia, e que deve ter mais atenção esse ano, é o planejamento da produção, que se torna uma questão mais estratégica, pois é nela que conseguimos visualizar a capacidade que a indústria tem de atender a demanda do mercado e ter a visibilidade de processos dentro da fábrica.

Com uma ferramenta de MRP (Material Requirement Planning), por exemplo, é possível simular vários cenários e analisar o impacto de um novo pedido, calcular prazos, avaliar como vai atender determinado cliente, o que impacta toda a produtividade do dia a dia da indústria. Esse tipo de sistema ainda considera o estoque insuficiente ou em excesso (ajudando a reduzir perdas), compras equivocadas de insumos e controle do fluxo de caixa. Acreditamos que o setor está olhando para esse ponto com atenção – inclusive entre os nossos clientes tivemos mais de 20 projetos de planejamento avançado nos últimos 18 meses.

Trazendo um exemplo prático: o varejo foi muito impulsionado no último ano pelo atendimento “policanal”, impactando diretamente a indústria. As empresas que não estavam preparadas para atender o aumento dessa demanda provavelmente deixaram de entregar o produto para o consumidor final. E é por isso que é essencial simular cenários e capacitar a cadeia de suprimentos a trabalhar com condições menos previsíveis. Quanto mais estruturado estiver o processo de planejamento, melhor será a performance da indústria.

3) Agilidade no atendimento aos clientes

Se o mercado como um todo está mais digital, com consumidores mais exigentes e imediatistas, independente de qual seja o setor, a real transformação digital exige agilidade e preparação para adversidades. Os clientes vão buscar por empresas mais rápidas, com fretes mais baratos e insumos com pronta-entrega. Sendo assim, esse ponto está ligado aos demais citados para se conseguir vantagem competitiva frente aos concorrentes.

Portanto, é fundamental estudar as dores e exigências de seu cliente para então criar estratégias realmente qualitativas. Vale lembrar que o cliente atual busca, na maioria das vezes, por soluções digitais. Isso significa que seu serviço de atendimento deve dar todo suporte necessário para esse consumidor prosseguir com a compra. Se ele não se sentir seguro, dificilmente fechará ou manterá um negócio com a sua indústria.

Líderes de TI, gestores e tomadores de decisão, para que a Indústria 4.0 realmente aconteça no Brasil é crucial considerar esses pontos. Que a soma de aprendizados e as tecnologias adequadas mudem o patamar da indústria brasileira em 2021.

Amcham Brasil parabeniza posse de Joe Biden e Kamala Harris

As eleições americanas definiram uma nova administração presidencial para os próximos quatro anos: a Amcham Brasil, entidade que representa cerca de cinco mil multinacionais brasileiras e americanas, parabeniza Joe Biden e Kamala Harris pela posse como presidente e vice-presidente dos Estados Unidos, respectivamente, desejando êxito no desempenho de suas funções.

“Esperamos que, com o início desta nova administração, se renovem os laços duradouros de amizade e parceria entre os Estados Unidos e o Brasil e se aprofunde a criação de bem estar e prosperidade para os povos de ambos os países” lembra a CEO da Amcham Brasil, Deborah Vieitas.

Brasil e Estados Unidos são as duas maiores democracias e economias das Américas. Juntos, representam mais de 90% do PIB e mais da metade da população do continente, sendo ambos indispensáveis para o desenvolvimento da região.

“A liderança dos dois países também é essencial na concepção de soluções bem sucedidas para questões globais em áreas que vão desde o comércio internacional e segurança alimentar até meio ambiente e sustentabilidade. Encorajamos os governos de ambos os países a construírem relações pragmáticas e mutuamente benéficas, que levem ao adensamento de seus laços bilaterais e permitam sua atuação coordenada frente a desafios internacionais de interesse comum”, destaca Vieitas.

MUDANÇAS À VISTA

Nesta nova administração, a Amcham espera algumas mudanças importantes em relação à agenda de comércio internacional, com uma administração mais favorável ao multilateralismo, e também na política externa, com atuação em temas como meio ambiente, direitos humanos e segurança. Outra mudança significativa é a ênfase na proteção ambiental e promoção da economia sustentável. Para ver mais análises, acesse o relatório da Amcham , realizado em parceria com a Prospectiva.

PAPEL DA AMCHAM

A Amcham Brasil se coloca à disposição para, em conjunto com a comunidade empresarial dos dois países, apoiar a aproximação e contribuir para o estabelecimento de uma agenda estratégica em temas de comércio, investimentos, sustentabilidade, bioeconomia, infraestrutura, energia, agricultura, entre tantos outros que compõem as ricas e diversificadas relações entre Brasil e Estados Unidos.

Stratasys compra Origin por US$ 100 milhões

A líder em impressão 3D Stratasys Ltd. (NASDAQ: SSYS) anuncia a aquisição da startup de impressão 3D Origin Inc. por aproximadamente US$ 100 milhões. A operação permitirá à Stratasys expandir a sua liderança por meio da inovação no segmento de produção em massa de peças, que cresce em ritmo acelerado, utilizando a nova geração de plataforma de fotopolímero baseada no software da Origin. Dentre as aplicações possíveis da tecnologia estão as áreas médicas e odontológicas, além da indústria, em setores como defesa e de bens de consumo.

“Essa aquisição representa um marco importante para a Stratasys, posicionando-nos para gerar uma receita incremental significativa a partir de uma ampla gama de novas oportunidades de mercado para produção em massa”, afirma Yoav Zeif, CEO da Stratasys. “Estou confiante de que as soluções inovadoras da Origin serão uma contribuição fundamental para o nosso forte crescimento a partir de 2021, e apoiarão o objetivo estratégico de fortalecer a nossa posição de liderança e como opção preferencial dos clientes em impressão 3D de polímeros.”

Segundo o CEO da Stratasys, os clientes estão buscando por soluções de manufatura aditiva que permitam o uso de resinas de nível industrial para a produção em massa de peças, com controle de processo e qualidade, e o sistema, baseado em software, Origin One é o melhor do setor, pois oferece um alto rendimento e uma incrível precisão.

“Acreditamos que a combinação do extenso ecossistema de materiais da Origin com os nossos recursos como líderes do setor nos permitirá capturar uma ampla gama de aplicações de produção sob demanda em escala global”, explica Yoav Zeif. “Juntamente com a nossa entrada na tecnologia Power Bed Fusion, a aquisição da Origin reflete outra etapa no cumprimento do nosso objetivo de liderar a manufatura aditiva de polímeros, oferecendo as melhores e mais abrangente tecnologias e soluções do mercado para criar uma cadeia de valor totalmente digital, projetada para a integração da Indústria 4.0”, completa o CEO da Stratasys.

A tecnologia proprietária Programmable PhotoPlymerization (P3) da Origin – um aprimoramento dos princípios do processamento digital de luz (DLP) – faz a cura da resina líquida de fotopolímero por meio da luz. A primeira impressora 3D de nível industrial da empresa, a Origin One, permite o controle preciso da luz, do calor e da força, entre outros parâmetros, por meio do software de feedback de loop fechado da Origin. A nova tecnologia permite que os clientes construam peças com precisão, consistência, tamanho e detalhes líderes do setor, enquanto usam uma ampla variedade de resinas comerciais duráveis.

A Origin trabalha com uma rede de parceiros de materiais – como Henkel, BASF e DSM – para o desenvolvimento de resinas. “Por meio de uma parceria, desenvolvemos materiais com a Origin antes do lançamento da Origin One porque acreditamos em sua tecnologia e visão para o futuro dos fotopolímeros na manufatura aditiva”, afirma François Minec, diretor executivo da BASF 3D Printing Solutions GmbH. “Agora, como parte da Stratasys, estamos confiantes de que, juntos, podemos avançar para um ecossistema de manufatura mais amplo.”

“Fundamos a Origin para criar uma plataforma de manufatura aditiva totalmente nova, que permite a produção em massa de peças de uso final com incrível precisão, consistência e rendimento, juntamente com uma ampla gama de materiais disponíveis”, acrescenta Christopher Prucha, CEO e cofundador da Origin. “A Stratasys é a melhor empresa para nos unirmos para alcançar nossa visão, que nos dará uma oportunidade incomparável de expandir significativamente o alcance de mercado e nos permitirá levar a tecnologia P3 para um público mais amplo”, completa.

A equipe da Origin se juntará à Stratasys e liderará o desenvolvimento de sua plataforma tecnológica e de produto. O primeiro produto completo, resultado dessa aquisição, tem lançamento previsto pela Stratasys para meados de 2021.

Por que o plástico não precisa ser o vilão do meio ambiente?

Por Alessandra Zambaldi, diretora de Comércio Exterior na Alpes

O plástico tem sido tema central de amplos debates públicos, especialmente em relação a seus riscos ambientais. Em São Paulo, desde 1º de janeiro, nenhum estabelecimento comercial pode fornecer copos, pratos, talheres, agitadores para bebidas e varas para balões de plásticos descartáveis.

De acordo com a nova lei, esses produtos agora devem ser substituídos por outros elaborados com materiais biodegradáveis, compostáveis ou reutilizáveis. No entanto, esta alternativa, além de não resolver o problema ambiental, ainda vai gerar um novo tipo de lixo na natureza, problema com o qual o poder público não poderá lidar da maneira correta. Sendo assim, a emenda pode ser inúmeras vezes pior do que o soneto.

Produtos com embalagens que afirmam ser “biodegradáveis” ou “compostáveis” na grande maioria das vezes se degradam apenas em condições especiais e isso pode complicar os esforços de reciclagem. Portanto, aquele copo de café que possui logotipo indicando ser biodegradável não vai se decompor entre os compostos orgânicos que as pessoas têm em casa, mas, para se degradar adequadamente, precisará ser enviado para instalações de compostagem industriais.

O processo de compostagem industrial envolve alto calor e umidade precisamente controladas, entre outras condições, e não está disponível na maior parte do país. Já se este lixo for parar em um aterro, ficará lá por muito tempo, porque é improvável que seja exposto a condições que ajudariam a se decompor. Além disso, a produção desses itens consome mais recursos, cria mais resíduos e resulta em mais poluição do que a produção de itens plásticos descartáveis.

Obviamente, entendemos ser fácil apontar o plástico como o grande vilão que precisa ser proibido, afinal ninguém no mundo fica feliz com imagens de mares e rios repletos de embalagens e com animais morrendo por conta do produto. No entanto, banir os plásticos de consumo não soluciona os problemas, mas apenas desvia a atenção de soluções reais e, em vez disso, prejudica os consumidores e o meio ambiente.

Para resolver a questão ambiental do plástico, é preciso melhorar a qualidade das práticas de gestão de resíduos, produzir materiais que tenham o menor impacto ambiental possível, investir em coleta adequada e incentivar a reciclagem disponibilizando locais especializados acessíveis para que a população possa fazer o descarte do material que utiliza em seu dia a dia. A grande variedade de formas em que pode ser reciclado também precisa ser vista como um benefício do material. Isso não só é mais ecológico, mas também torna o plástico um material muito flexível para as necessidades do mundo moderno.

Outro ponto importante: com a trágica chegada da pandemia, os argumentos e o debate sobre o uso do material também ganharam outra direção: a saúde e a vida. A pandemia transformou a produção e uso do plástico em um material essencial de sobrevivência. Nos hospitais e laboratórios, ambientes essenciais na luta pela vida, o plástico está sendo utilizado em grande escala para produção de máscaras, luvas, seringas, tubos de ensaio, cateteres e outros produtos.

Além disso, aditivos que inativam o Sars-Cov-2 inseridos a produtos plásticos permitiram que diversos objetos e superfícies com as quais as pessoas têm contato diário em lugares públicos e em suas casas oferecessem uma barreira extra de segurança contra a doença. Este é o caso do Alpfilm Protect que já contava com propriedades antifúngicas e bactericidas graças à presença de micropartículas de prata e que, com a pandemia, passou por uma série de estudos para adequações em sua composição com o objetivo de assegurar sua eficácia antiviral, em especial contra o novo coronavírus.

Já no espaço doméstico, o plástico foi o material que mais entrou nas casas. Itens básicos de sobrevivência, como água e alimentos, tiveram alta de estoque: muitas vezes embalados em materiais plásticos. Também podemos encontrar o material em máscaras n95. Além disso, com o plástico é possível vedar produtos e alimentos, o que evita a degradação rápida da comida, além da contaminação por doenças, garantindo a segurança alimentar e também evitando o desperdício de alimentos, especialmente em um momento com tanta instabilidade econômica e desemprego.

Não há dúvida de que a crise dos plásticos é um problema sério e que precisamos encorajar uma mudança de atitude em relação à mentalidade de uso único da sociedade com pessoas favorecendo o consumo inteligente e o pensamento sobre o ciclo de vida, além de realizar seu descarte apropriado. Mas devemos ter em mente os benefícios ambientais e econômicos que os plásticos oferecem e usar a inovação para aderir à melhor solução.

Recuperação gradual é esperança para indústria em 2021

Por Andreas Göhringer

Como falar de perspectivas após uma retração de 4,4% na economia mundial em 2020, com recuo de 5,8% no Brasil, conforme estimativas do Fundo Monetário Internacional? Temos muito a ser feito, se olharmos o PIB brasileiro, cujo crescimento na década que se encerra foi de apenas 2,2%, ante alta de 30,5% na economia mundial.

A visão de longo prazo é fundamental num momento de crise como o que ainda atravessamos. Isso inclui fazer nossa parte pela superação dos gargalos estruturais do país e seus problemas de infraestrutura que comprometem o escoamento da produção, como estradas, ferrovias, portos e aeroportos carentes de investimentos.

E temos alguma boa notícia? Claro que sim! A esperança permanece. Para lidar com as dificuldades enumeradas acima, o brasileiro lançou mão de sua criatividade. A falta de embalagens, no nosso caso, pôde ser superada com caixas plásticas retornáveis, utilizadas para trazer as importações e levar as exportações na sequência. Outro ponto forte foi o poder de negociação das equipes da cadeia de supply chain da indústria brasileira, sempre capazes de contornar obstáculos.

O segundo semestre de 2020 se mostrou muito melhor que o primeiro, e os efeitos desse início de retomada se fizeram sentir em cascata. Alguns projetos que estavam engavetados foram colocados em movimento. Diversas indústrias enxergaram a oportunidade de realizar manutenções necessárias, e assim um segmento alavanca o outro.

Para quem é fornecedor de máquinas e equipamentos, trata-se de uma oportunidade de oferecer peças de reposição. E a administração inteligente desses insumos é mais do que nunca necessária, como é o caso dos diafragmas para válvulas. A automatização de estoques pode incluir, por exemplo, o uso de chips nas peças, o que representa maior agilidade, controle, capacidade de rastreamento e economia de recursos.

Como fornecedores do setor farmacêutico, trabalhamos com persistência para garantir insumos da maior qualidade possível, entregues em dia e com preço justo.

Começamos o ano com grande otimismo e confiança na capacidade de reação de nossa indústria e conscientes da importante participação que temos na economia nacional e na sociedade como um todo.

Andreas Göhringer, conselheiro da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK-PR) e CEO da GEMÜ Válvulas, Sistemas de Medição e Controle no Brasil.

“Recomércio”, um conceito que deve impactar negócios no varejo

Por Stella Kochen Susskind, fundadora da SKS CX Customer Experience Consultancy

O conceito de brechós de luxo ganhou um novo significado, inspirando uma tendência que ao longo de 2021 pode impactar negócios de diferentes vertentes, sobretudo, o varejo. O “Recomércio” – do inglês, recommerce – pode ser visto, pontuando novas em plataformas de revenda e estratégias de fidelização. Para falar um pouco sobre a origem dessa tendência, lembro que o desafio imposto pela pandemia trouxe uma realidade de recessão para o planeta, impulsionando um mercado de venda de itens usados. De acordo com análises da GlobalData e da WGSN, esse modelo deve crescer 69% até 2021. Vale destacar que não somente a crise econômica potencializou o modelo, mas a reflexão dos clientes sobre a importância de cultivar novos valores de consumo.

Estamos diante de um comportamental – que envolve diversas gerações, não somente os millennials – de valorização da sustentabilidade; há um senso de urgência em formar comunidades mais conscientes do poder e do impacto do consumo. Antes que pensem que essa tendência é algo que tem atingido marcas e produtos mais jovens, alerto para o engano dessa percepção. A Levis, antenada com o crescimento do comércio reverso, lançou uma plataforma própria (Levi’s SecondHand), associada a um programa de recompra que oferece aos consumidores a opção de comprar jeans usados da grife ou trocar itens por pontos que podem ser usados tanto na compra de novos produtos, quanto de seminovos. E, nessa estratégia de fidelização, há oportunidades de adquirir itens vintage. Quer um outro exemplo? O grupo H&M deu start a uma ação similar, no qual os clientes é que comercializam os produtos da marca, que ganha 10% em cima da negociação. Grifes de luxo como Richard Mille e Mark Cross encamparam iniciativas inovadoras alinhadas ao recommerce.

Essa ideia de sustentabilidade e de enxergar os itens de maneira atemporal e com uma vida útil longeva impacta, também, o mercado de aluguel. A entrada de marcas de luxo nesse cenário – Gucci, Burberry e Stella McCartney – tem contribuído para combater o preconceito. Claro que muitas resistem! A Chanel processo a TheRealReal, acusando o site de vender falsificações. Em contrapartida, dados apontam que o recommerce contribui para tornar a marca mais desejada à medida que mais pessoas acessam.

No Brasil, têm surgido exemplos interessantes – em especial, quando pensamos na fidelização. Destaco, ainda, a Marisol – cliente da SKS CX Customer – que está desenvolvendo o projeto Re-conta. A premissa é que “roupas paradas não contam histórias”. A iniciativa incentiva o consumidor a escolher, no guarda-roupa, peças que estão prontas para novas histórias; levar as peças nas lojas Lilica & Tigor para trocar por créditos em novas compras. Em uma parceria com a plataforma Enjoei, as peças doadas vão para uma lojinha online, alimentando a proposta de economia circular. Um outro exemplo vem do mercado livreiro, que tem lançado mão dessa estratégia;  livrarias como a Cultura transforma livros seminovos, levados pelos clientes às unidades, em créditos para novas aquisições; no Sebo Cultura, na plataforma, as obras usadas podem ser compradas com descontos.

Esses novos modelos influenciados por movimentos que impactam nos diferentes perfis de consumo devem levar em consideração novas formas de atendimento ao consumidor. A relação entre gestores de marca e os clientes precisam estar no centro de um processo estratégico de atendimento e fidelização. O varejo – assim como o mundo – está em profunda transformação. As novas relações de consumo demandam um olhar especializado para entender as aspirações de consumo. Há mais de 30 anos tenho acompanhado as transformações e pesquisado, sobretudo com o apoio de clientes ocultos, essas ondas sociais que impactam nas relações de consumo. Recentemente, em um paper do Fórum Econômico Mundial, líderes do mundo alertavam para ser 2021 um ano crucial para reconstruir a confiança das pessoas diante dos impactos econômicos, sociais, tecnológicos e ambientais pós-Covid-19. Eles apontam a relevância de reformular os sistemas e redefinir prioridades. A minha recomendação aos gestores de marcas e produtos é ter máxima atenção às mudanças que a Quarta Revolução Industrial já trouxe e que devem ser consolidadas na próxima década.

Oportunidades de Investimento em iGaming

Ainda que a internet seja um campo amplo para empresas basearem o seu modelo de negócios, muitas enfrentam grandes dificuldades, como avanços tecnológicos frequentes, amplo campo para concorrência e dificuldades para atrair o público em meio a tantas ofertas, esses parâmetros parecem impulsionar a indústria de iGaming, que praticamente explodiu nos últimos anos.

No entanto, este crescimento também apresenta novos desafios, que possuem aspectos positivos e negativos, a regulamentação imposta em cada país. Ainda que a regulamentação seja algo positivo, estabelecendo pontos claros que devem ser seguidos pelas empresas, ainda representa mudanças, que muitas vezes são trabalhosas e requerem grandes investimentos.

Do que se trata o iGaming

iGaming é uma denominação abrangente para os sites de jogos de azar, desde apostas esportivas, e-sports, poker e bingo, até às conhecidas máquinas de slots e jogos de mesa mais tradicionais.

A maior parte das empresas de iGaming operam estabelecidas em locais físicos, onde existe incentivo fiscal e facilidades para a criação de cassinos e demais jogos de azar online, como Gibraltar, Reino Unido e Malta

Atual cenário do iGaming no Brasil

Atualmente, a regulamentação dos sites de jogos de azar no Brasil ainda está em processo de análise, depois de alguns escândalos envolvendo conflito de interesses. No entanto, o processo nunca esteve em fases tão avançadas, e deve ocorrer através de licitações.


As empresas apostam em um crescimento maior no cenário nacional após a regulamentação. Para quem deseja realizar investimento no setor, as principais oportunidades apresentadas no Brasil são as seguintes:

  • Ações de Cassino Online – Os maiores sites da indústria do iGaming possuem suas ações negociadas publicamente, permitindo a compra destas por investidores. Entre estes sites se destacam o Stars Group, que possui diversos portais e produtos do setor de jogos, e o LeoVegas, que se trata de um dos maiores sites de jogos de azar;
  • Ações de Software de Casino B2B – Outra oportunidade interessante é o investimento em ações públicas de empresas que são fornecedoras de serviços B2B, ou seja, terceiros que fornecem o software de back-end que permite o funcionamento do site. Entre as principais empresas se destacam a ambi Group, Gaming Innovation Group e Aspire Global;
  • Investimento em ETFs de jogos – Outra opção de mercado de investimento que tem crescido são os fundos, com um número crescente de oportunidades. Entre os principais fundos de investimento no setor de iGaming se destacam o BETZ, BJK e NERD & HERO;
  • Trade Esportivo – Para quem se arrisca no day trade, uma opção tão emocionante quanto e, até mesmo, similar é o trade esportivo. Neste caso, a aposta não seria no crescimento de certas ações, a análise do cenário é realizada em eventos esportivos, realizando a compra e venda das apostas de acordo com este estudo.

É importante salientar que, mesmo antes da regulamentação, existem empresas empenhadas em analisar e escrever um review explicando mais sobre cada um dos principais sites de jogos de azar, como o brasilcasinos.com.br, que auxilia os jogadores brasileiros a realizar boas escolhas.

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NRF 2021: o futuro da loja física no pós-pandemia

Por Caio Camargo, diretor comercial da Linx

Uma semana da NRF, a primeira completamente virtual, já se passou e os debates começam a esquentar, desenhando tendências para o varejo em 2021. Até aqui, quase todas as apresentações se iniciaram falando sobre os impactos da pandemia e como as empresas atravessaram esse período durante o último ano – e não poderia ser diferente. Uma das maiores apostas dos painéis, sem dúvidas, é entender o quanto dessas novas experiências e modelos de compra e consumo adotados pelas marcas e pelo mercado irão permanecer.

Com tanta digitalização nos últimos meses e conversas intensas sobre como mudar seu negócio para vender online, uma das principais perguntas que pairam no varejo é: “qual o futuro das lojas físicas?”. Algumas palestras já apontam a direção. Acredite: não somente há futuro, como devemos ver as lojas físicas serem novamente exaltadas como o grande ponto de experiências entre marcas e consumidores no mundo pós-pandemia.

É incrível como a tecnologia foi apressada durante a pandemia. Um dos painéis mais memoráveis, até o momento, chamou o momento de “A grande compressão”, um trocadilho com o momento da “Grande Depressão” dos anos 30. Porém, com um olhar positivo em que, além da transformação, identificou que teremos um novo momento da valorização da experiência da loja física. Afinal, depois de tantos meses sem poder sair de casa, as pessoas querem fazer tudo presencialmente. Ansiosos pela retomada, as marcas já começam a se preparar: a Suitsupply, por exemplo, está apostando em uma grande reforma de sua loja no SoHo, em Nova York, criando até mesmo um rooftop para receber os clientes depois que essa crise passar, com uma experiência única e diferenciada.

Para além da aparente fadiga de tudo o que é digital – um dos termos que ouvi foi o de Zoombombing, que é o cansaço de reuniões desse tipo –, esse momento deixará suas marcas em relação aos clientes. Muitos deles novos no digital, suas experiências tiveram fatores como personalização de promoções e serviços e, uma vez que retornem às lojas físicas, vão demandar que elas também ofereçam esse tipo de atendimento, afastando o antigo sentimento de massificação. Segundo pesquisa da Salesforce, mais de 84% dos consumidores norte-americanos desejam soluções e atendimento customizados. Para isso, os clientes estão dispostos a compartilhar seus dados com as marcas, desde que, em troca, tenham um real incremento em sua experiência ou jornada de compra, informação interessante para o momento em que mais discutimos LGPD no País.

A ideia é que, daqui para frente, o físico e digital se conversem mais do que nunca. É mais do que certo que as lojas físicas têm espaço para retomar sua performance e crescer, mas é preciso estar preparado para os novos hábitos do consumidor, lembrando que não é mais apenas a compra que importa, mas como o consumidor é guiado durante sua jornada. E é preciso se preparar agora, pois o cliente não vai querer esperar ainda mais para compensar o tempo dentro de casa.

Investida pela Softbank, Olist aposta em estratégia para reter desenvolvedores

Olist , startup que ajuda quem quer vender a encontrar quem quer comprar, utiliza estratégia que alinha negócios com desafios tecnológicos para crescer e se tornar a maior e melhor ferramenta de empoderamento de lojistas no Brasil – nos últimos 12 meses a empresa aumentou o número de clientes em 150%.

Apesar de sua rápida expansão, por meio de sua cultura organizacional forte, a marca preza pela qualidade de vida, bem-estar, capacitação e engajamento de seus funcionários. Assim, estimula a criatividade, a participação de todos e o aprendizado contínuo por meio de valores fundamentais que orientam todo o time. No entanto, um dos desafios do Olist, como em qualquer empresa de tecnologia, é trabalhar a retenção de desenvolvedores e desenvolvedoras, profissionais cobiçados pelo setor.

Na busca por seguir atraindo talentos e reforçar os benefícios de fazer parte do time de desenvolvimento do Olist, a empresa trouxe para dentro de casa o executivo Bruno Martins, que se tornou CTO da startup no primeiro semestre de 2020. Martins tem a missão de expandir a área de tecnologia e prepará-la tecnicamente para o ganho de escala do negócio, que já recebeu mais de R﹩ 230 milhões em aportes e projeta estar em mais de 100 mil lojas no próximo ano.

“Para um profissional de tecnologia, é uma oportunidade única e muito animadora, pois significa viver na prática tudo que se fala sobre crescimento exponencial, crescendo junto com a empresa e integrando um negócio de alto impacto. Outro ponto que atrai desenvolvedores para o Olist é que a essência da empresa é tecnologia, é o software em si que usamos para empoderar o comércio. Não à toa, estamos dobrando a área de tecnologia. Para 2022, pretendemos chegar a 450 pessoas nesse departamento, incluindo as mais diversas especialidades.”, conta Martins.

Ser um negócio inteiramente baseado em seu software cria uma cultura voltada para o desenvolvimento dessa tecnologia, o que gera desafios e oportunidades interessantes para toda equipe, inclusive os desenvolvedores. Além do ambiente inovador da startup, a área de RH do Olist investe em mapear as dores dos desenvolvedores, promovendo fóruns de discussões e produtos, investindo em propósito para engajar os colaboradores por meio de iniciativas como reuniões semanais e happy hour virtual.

“Aqui no Olist quem é do time de desenvolvimento faz coisas diferentes todos os dias e isso os motiva, pois são profissionais que não gostam de rotina e nem de fazer a mesma atividade por muito tempo”, comenta Bruna Almeida, Business Partner no Olist. Além disso, a startup oferece oportunidade de crescimento para profissionais de tecnologia. “São realizadas reuniões semanais com a liderança para avaliar movimentação salarial e promoção. Se a pessoa estiver alinhada com os valores da empresa e com as entregas, ela vai ser promovida”, finaliza Bruna.

“Ao alinhar propósitos de negócios com tecnologia, nosso CEO, Tiago Dalvi, nos incentiva a ousar, enxergar o erro como etapa fundamental do desenvolvimento de cada um e isso é saudável porque ele olha para os problemas de negócio e nos incentiva a inovar”, complementa Martins. Além dessa possibilidade constante de aprender, a startup acredita que é preciso criar vínculos. Atualmente, com 135 pessoas no time de tecnologia, eles veem a necessidade de entender que pessoas são maiores que tecnologia, por isso promover vínculo entre elas é essencial para o engajamento entre os times. Para isso, as equipes de negócio e tech buscam o equilíbrio entre o agora e o depois, para que ambos tenham clareza do papel da tecnologia no trabalho geral do Olist.

Candidatos podem se inscrever pelo link: olist.gupy.io

Empregados que se recusarem a tomar vacina podem ser demitidos por justa causa, alerta especialista

Após a Anvisa confirmar a aprovação para uso emergencial das vacinas CoronaVac e AstraZeneca neste domingo (17), começa nesta semana o início oficial da campanha de imunização do governo federal contra a Covid-19.

Em meio a uma onda negacionista no Brasil em relação às vacinas, os brasileiros não podem ser obrigados a participar da campanha de imunização, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os cidadãos que recusarem a vacina estarão sujeitos a sanções previstas em lei, como multas e impedimentos de frequentar determinados lugares.

No âmbito da justiça trabalhista, o empregado que se recusar a tomar a vacina pode ser demitido por justa causa, já que estará trazendo riscos sanitários para os colegas. De acordo com o advogado especialista em Direito e Processo do Trabalho, Rafael Camargo Felisbino, a empresa pode demitir o funcionário em questão, mas é recomendável que haja uma tentativa de conversa antes de medidas mais definitivas.

“É possível dispensar a pessoa que se recusa a se vacinar por justa causa, já que é obrigação da empresa zelar pelo meio ambiente e pela saúde de seus empregados. A pessoa que se recusa a tomar a vacina coloca a saúde de todos os colegas em risco. Entretanto, é recomendável que a justa causa seja precedida de uma advertência ou suspensão, ainda mais se esta for a primeira recusa e o empregado em questão tiver um histórico bom na empresa”, explica.

Honda abre inscrições para o Programa de Trainee 2021

A Honda lança hoje (19/01) o seu Programa de Trainee, que oferece oportunidades para recém-formados iniciarem suas carreiras na empresa.

São oferecidas 17 vagas de trainee para as unidades da empresa em São Paulo (SP), Sumaré (SP) e Manaus (AM). As vagas são destinadas para atuação nas áreas de Tecnologia da Informação, Comercial, Crédito, Gestão de Clientes, Seguros e Riscos.

A Honda busca candidatos recém-formados (até 2 anos), de cursos como Administração, Ciência da Computação, Engenharias, Tecnologia, Estatística, Física, Marketing, Matemática, Sistemas de Informação, entre outros. Além disso, o idioma inglês é requerido em nível avançado.

Os trainees passarão os primeiros três meses em job rotation pelas principais áreas da empresa e os nove meses seguintes em atividades em suas próprias áreas de atuação. Estão previstos também o desenvolvimento de projetos de melhorias nas áreas atuantes, além de uma grade específica de treinamentos e mentoria com gestores.

As inscrições para o processo seletivo seguem abertas até 18/02. Os candidatos interessados devem acessar o link https://bit.ly/3bPzQwt, que traz todos os detalhes sobre o programa. Os aprovados iniciarão as atividades em abril de 2021.

Da sobrevivência à inovação – superando desafios presentes no mercado financeiro

Por Ricardo Emmerich, presidente da Hewlett Packard Enterprise no Brasil

No despertar da COVID-19, todos os setores da indústria se encontram agora diante de uma batalha árdua contra o impacto estrutural e financeiro da pandemia global. Os serviços financeiros não são exceção, com muitas firmas tendo de cumprir o desafio de adaptarem-se rapidamente a um conjunto de realidades em constante mutação.

Nenhum empreendimento torce por uma interrupção não planejada da produtividade ou dos serviços, e muitos dos grandes players dos serviços financeiros têm se preparado muito bem para sustentar a resiliência dos negócios em situações de crise, mas 2020 trouxe à tona desafios sem precedentes para todos.

Um desafio imediato e dos mais significativos foi a necessidade de adaptação dos negócios, dos sistemas de TI e das equipes para dar suporte a uma força de trabalho totalmente remota e garantir resiliência operacional. Por exemplo, praticamente da noite para o dia bancos de todos os tamanhos transferiram prontamente milhares de seus funcionários para o trabalho em casa pela primeiríssima vez, a fim de garantir que a produtividade e as tarefas vitais continuassem a funcionar.

Oferecendo suporte a todas as suas equipes neste momento
Para a maioria das empresas, trabalhar em casa não é um conceito novo. Porém o conceito de capacitar e dar suporte para que mais de 90% da empresa trabalhe remotamente representa um caminho que poucos desbravaram no setor de serviços financeiros. Isso coloca uma enorme pressão nos sistemas de TI para sustentar não apenas as equipes de funções essenciais comuns, como o RH, o Financeiro e a TI, mas também equipes mais voltadas ao cliente, como a de vendas e os agentes de call center.

Ao longo dos últimos meses, testemunhamos diferentes abordagens bem-sucedidas, com muitos planos de mudança para colaborações sediadas na nuvem e soluções de produtividade, como o Microsoft Office 365 ou o Google G-Suite, e a adoção de soluções para reuniões, como o Zoom e o Microsoft Teams. Essa aceleração, que muito provavelmente figura na lista de afazeres das equipes de TI há anos, agora aconteceu em meses, impulsionada por uma necessidade urgente de redução da carga que recai sobre a conectividade do acesso remoto, a viabilização da colaboração virtual e a exploração da flexibilidade que essas soluções SaaS oferecem.

Uma outra abordagem se concentra em desenvolver computação remota e infraestrutura de virtualização de desktops (VDI) prontamente adequadas às demandas específicas de cada trabalhador – o setor, a organização e seus usuários finais. Mas, ainda assim, muitas das empresas que rapidamente implantaram soluções táticas para permitir que funcionários trabalhassem remotamente estão agora reavaliando como podem oferecer esse recurso mais estrategicamente e por um período de tempo mais longo. Fundamentalmente, o foco agora recai sobre a avaliação da resiliência dos serviços de trabalho remoto, simultaneamente à garantia de que a infraestrutura seja adequada à proposta de dar suporte à produtividade dos negócios a tempo, em um momento em que toda a organização depende disso para funcionar.

Ambas são soluções simples que as empresas vêm adotando para manter a continuidade dos negócios e resolver seus problemas mais urgentes ao seguir em frente. Em uma época desafiadora, associar-se a fornecedores de tecnologia e provedores de serviço confiáveis é crucial para garantir que sua equipe de TI possa contar com infraestrutura e com uma equipe pronta para auxiliar qualquer iniciativa de design, desenvolvimento e gerenciamento do trabalho remoto, ajudando a empresa a sair da crise mais forte do que nunca.

Planejando para o que vem por aí


Enquanto muito do foco a respeito de como as empresas de serviços financeiros são impactadas pela pandemia de COVID-19 recai sobre a forma como elas podem adaptar-se durante a pandemia, é importante que organizações usem agora o tempo para construir uma estratégia de TI de trabalho remoto a longo prazo, que beneficiará a continuidade dos negócios e a produtividade dos funcionários quando a pandemia chegar ao fim e muitos dos “novos normais” despontarem e estabelecerem-se.

Ainda que estejamos pisando em terreno desconhecido, é crucial que as organizações pensem de maneira inovadora e adotem soluções flexíveis tanto técnica quanto financeiramente para auxiliá-las no combate a qualquer obstáculo que surja conforme seus modelos de negócio mudem.

Com a redução da necessidade de sedes físicas por causa da pandemia e o consequente crescimento na ubiquidade dos serviços bancários digitais, organizações financeiras podem passar a analisar de que maneira elas podem usar seus espaços físicos de outra forma. Um exemplo poderia ser permitir que funcionários que talvez não consigam trabalhar em casa se juntem a pequenos grupos de colegas em um local que não seja o escritório central.

Com os papéis sendo desempenhados remotamente, ninguém pode ter certeza de qual será o novo padrão. Será que as pegadas imobiliárias existentes serão recalculadas para incluir uma mudança na dinâmica de como as pessoas querem trabalhar? Como as empresas se planejarão para o rebote da recuperação?

A despeito de como o mundo estará após a pandemia, a resiliência operacional continuará a ser uma demanda regulatória crucial para todas as empresas. O papel que plataformas e soluções de TI desempenharem na superação de qualquer transição ou mudança na demanda será crucial.

Ainda que uma necessidade tenha levado a essa recente transformação, as decisões tomadas pelas empresas de serviços financeiros hoje serão o impulso-chave para possibilitar a flexibilidade e a funcionalidade remota singular de que precisarão amanhã – uma peça crucial do quebra-cabeça que ajudará as organizações a avançarem na inovação acelerada e a continuarem a atrair os principais talentos que são imprescindíveis para o setor.

Movile anuncia nova diretora de Estratégia e M&A

A Movile, empresa que investe e desenvolve negócios de tecnologia e pessoas, anuncia a contratação da Silvia Motta para a posição de diretora de Estratégia e M&A. Profissional com mais de 10 anos de experiência em vários setores, desde startups até educação, Silvia teve passagens pela McKinsey & Company, Ventus Learning, Eleva Educação, além de The Coca-Cola Company, onde foi responsável pela estratégia da empresa no Brasil.

Silvia tem dupla diplomação em Engenharia Elétrica e Industrial pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e pela École Central de Lyon, respectivamente. Ela também possui MBA em Administração e Gestão Empresarial pela Harvard Business School.

A nova diretora de Estratégia pretende aplicar seu conhecimento de finanças corporativas, empreendedorismo e startups na atuação no Grupo Movile, ecossistema de empresas de tecnologia dentre os quais estão o iFood, MovilePay, PlayKids, Sympla, Wavy, Zoop e Mensajeros Urbanos. “A Movile tem o grande objetivo de impactar a vida de 1 bilhão de pessoas, e espero poder ajudar por meio do trabalho de apoio às empresas do ecossistema e impulsionando seu crescimento. Um dos meus desafios será desenvolver estratégias para que as investidas alcancem o máximo de seu potencial, especialmente em novas verticais que queremos explorar além das que já trabalhamos”, finaliza Silvia.

O que esperar do setor de redes corporativas em 2021

Por Ed Solis, vice-presidente da CommScope para a região das Américas para a área de vendas de soluções de infraestrutura corporativa

Depois de um ano caracterizado por sua complexidade em vários setores, é mais importante do que nunca estar preparado para enfrentar os desafios que virão em 2021. Em relação à tecnologia de telecomunicações, que registrou um avanço positivo e desenvolveu novas ferramentas e soluções, será necessário que seus provedores ofereçam as inovações essenciais que o mercado e as novas circunstâncias exigirão.

No caso da América Latina, uma das regiões mais afetadas pela pandemia, surgiram demandas tecnológicas sem precedentes. No início da crise de saúde as empresas não estavam prontas para adotar o modelo de trabalho remoto, e os funcionários não possuíam em suas casas redes compatíveis com as novas exigências de conectividade – ainda hoje algumas empresas continuam enfrentando restrições tecnológicas que impossibilitam o aproveitamento pleno de milhares de profissionais.

Assim, mais do que nunca os provedores de tecnologia precisarão orientar corretamente seus esforços para aperfeiçoar os serviços que oferecem a seus consumidores. Nesse sentido, destacam-se algumas tendências em redes corporativas que irão impulsionar o desenvolvimento do setor.

Integração de TI e TO

Em 2021 as empresas continuarão a adotar intensamente as redes remotas, pois, devido à incerteza criada pela pandemia, muitas delas manterão o modelo de home office, enquanto outras terão de alterar suas instalações para se adaptarem ao distanciamento social. Tudo isso fará com que um número cada vez menor de empregados trabalhe nos escritórios, o que faz crescer a importância das redes que permitem o trabalho à distância.

Além disso, prevê-se que as empresas continuarão a se equipar com conexões VPN seguras e a administrar suas redes de forma eficaz e, sobretudo, que as equipes de tecnologia da informação (TI) e tecnologia operacional (TO) trabalhem em conjunto, a fim de maximizar a eficiência e minimizar os custos derivados do correto funcionamento das tecnologias, dentro e fora dos escritórios.

Paralelamente, as equipes de TO continuarão a implementar tecnologias de controle de acesso, para evitar o contato entre as pessoas, e a instalar câmeras térmicas em locais estratégicos para verificar continuamente a temperatura dos funcionários. Outros sistemas poderão calcular a quantidade de pessoas aglomeradas em determinado lugar e, ao mesmo tempo, serão instaladas câmeras de segurança IP, luzes LED e sinalização digital 4K/HD.

Com o trabalho conjunto dos profissionais de TI (redes e dispositivos) e TO (HVAC, controle de acesso e iluminação), os limites entre essas áreas começará a ser suavizado, pois as equipes operacionais precisam conhecer a largura de banda disponível nas redes e como esse recurso está sendo administrado. Por sua vez, as equipes de TI deverão conectar à rede uma quantidade maior de dispositivos, o que irá requerer novas tecnologias de apoio, como CBRS e LTE. Isso levará a uma convergência das equipes de TO e TI que unificará a gestão da rede.

Gestão da informação a partir da nuvem

Não será uma surpresa se essas equipes de TO e TI recorrerem à nuvem para administrar grupos de usuários e aplicativos, pois, por se tratar de um recurso universalmente acessível para armazenar informação, facilita a administração simultânea dos funcionários remotos e dos que se encontram na empresa. Graças a essa ferramenta, a gestão do sistema pode ser feita a partir de qualquer lugar, sem que se perca a visão de quem está usando a rede e de onde podem ser encontrados pontos problemáticos.

Muitos costumam dizer que “a necessidade é a mãe da invenção”, e as restrições impostas pela pandemia obrigaram as redes a evoluir com uma velocidade que nunca imaginamos. Um exemplo é a demanda de largura de banda, necessária para suportar as novas tecnologias, o que está impulsionando a evolução generalizada da rede. Além disso, os novos dispositivos de borda serão catalisadores da atualização da infraestrutura de back-end, incluindo novos switches e cabeamento de fibra óptica capaz de suportar até 90 watts de PoE (Power over Ethernet).

A equipe de TI deverá implementar o cabeamento CAT6A, que suporta velocidade de dados de até 10 Gbps para evitar gargalos na rede e, dessa maneira, satisfazer as novas demandas de PoE.

Aumento da complexidade nas redes corporativas

Tudo isso fará com que as redes se tornem ainda mais complexas, e em 2021 veremos isso ocorrer à medida que se expanda o número de implantações tecnológicas. Os prédios de escritórios deverão incorporar redes móveis sem fio, Wi-Fi, CBRS, acesso sem fio fixo (FWA) e redes LTE, além de tecnologias que reduzam os riscos à saúde dos funcionários, como os aplicações de controle de temperatura corporal, de acesso e de aglomerações.

As comunicações por vídeos também continuarão a ser importantes, e as redes terão de suportar uma capacidade de conexão cada vez maior. As redes legadas em geral não foram construídas para suportar uplink de vídeo, por isso as atualizações de rede serão importantes para essa evolução que começou em 2020 e prosseguirá neste ano.

Conclui-se assim que, com mais pessoas trabalhando remotamente, as redes corporativas serão ainda mais importantes em 2021, o que levará à união das equipes de TI e TO e ao aumento do armazenamento na nuvem. Embora a complexidade da rede continuará sendo um desafio, o avanço na aplicação de tecnologias permitirá o surgimento de redes muito mais poderosas e flexíveis, preparadas para enfrentar o futuro do trabalho no setor de telecomunicações.

Leandro Marçal é o novo CIO do Banco PAN

O Banco PAN anuncia a chegada de Leandro Marçal para liderar a área de tecnologia (CIO). Leandro tem experiência consolidada na área de tecnologia, principalmente no setor financeiro. Com atuação de mais de 14 anos na área, a sua última passagem foi no Itaú Unibanco, onde liderou projetos de transformação digital, teve passagem como líder de tecnologia suportando diversos segmentos de negócio, como gestão de recursos, seguros, core banking, cartões e meios de pagamento. A área de tecnologia do PAN recebeu investimentos importantes nos últimos anos para digitalizar produtos, processos e serviços e também sustentar o crescimento da conta digital completa que o PAN oferece desde fevereiro do último ano.

Kuke capta R$500 mil em uma semana via EqSeed

A foodtech Kuke, que oferece experiências gastronômicas completas através de receitas e produtos exclusivos, acaba de realizar sua primeira rodada de investimento. A empresa captou meio milhão de reais em apenas 7 dias por meio da EqSeed, maior plataforma online de equity crowdfunding do Brasil.

De acordo com a CEO e fundadora da Kuke, Renata Ferretti, a Kuke harmoniza um hábito muito popular com alta escalabilidade de negócios. “As pessoas gostam de cozinhar, de comer bem, têm vontade de aprender a fazer uma receita e viver bons momentos em família. O que a Kuke conseguiu fazer foi colocar tecnologia e conveniência na base de toda essa experiência, o que nos permite crescer em larga escala. Essa combinação felizmente agradou a base de investidores da EqSeed”.

Brian Begnoche, CRO da EqSeed, entende que tanto o modelo quanto o mercado da Kuke fazem parte do apelo dessa foodtech. “A Kuke representa uma abordagem moderna e ‘fresh’ na atividade de cozinhar. Hoje em dia cada vez mais pessoas querem simplesmente desfrutar da experiência de cozinhar, sem se preocupar com toda a preparação. Kuke vinculou essa demanda com tecnologia, e inseriu-se em um mercado crescente com enorme potencial,” avalia.

“Há ainda de se apontar a questão da diversificação. Hoje, todos os mercados estão atravessando profundas revoluções tecnológicas e a indústria de alimentos também faz parte disso. Investidores querem construir portfólios diversificados para aproveitar a inovação de diversos setores, e estamos focados em fornecer essa diversificação de oportunidades para eles,” completa Begnoche.

De fato, o mercado de atuação da Kuke é bastante promissor. Atualmente o Brasil é o 4º colocado em consumo de alimentos saudáveis no ranking global e movimenta US$ 35 bilhões por ano, de acordo com uma pesquisa realizada pela Euromonitor. Segundo a agência internacional de pesquisa de mercado, nos últimos cinco anos, o crescimento do setor de alimentos e bebidas saudáveis foi, em média, de 12,3%.

O negócio

A Kuke funciona da seguinte forma: o usuário acessa a plataforma online da empresa, e pode escolher entre as diversas receitas disponíveis, assinadas por chefs profissionais e pela marca. Aí ele recebe todos os ingredientes com um passo a passo super detalhado em casa. Os alimentos são totalmente naturais, com rigorosa seleção de qualidade a partir dos produtores. Atualmente, a empresa já conta com mais de  1600 clientes inscritos e uma média de 4500 refeições produzidas por ano.  

A praticidade está no fato de que, ao invés de visitar mercados atrás de cada item, o cliente resolve tudo em poucos cliques. Vale destacar ainda que a quantidade fornecida é precisa para a receita em questão, evitando desperdício. Por fim, os valores dos pratos são sensivelmente mais baratos que os encontrados em grandes restaurantes. Dessa forma, a Kuke se posiciona como uma opção de alimentação saudável, sustentável –  algo claro também nas embalagens ecológicas –  além de oferecer conveniência e preço acessível.

Outra possibilidade oferecida pela empresa são experiências gastronômicas que a solução por si só já oferece, mas que a Kuke vai além oferecendo ao consumidor a possibilidade de agregar desde produtos complementares como bebidas (vinhos, cervejas) e sobremesas, até mesmo aulas online ao vivo ou vídeo aulas em que os chefs profissionais que assinam a receita dão mais dicas do preparo das receitas escolhidas.  Esse recorte também pode ser adquirido por grupos e empresas. Ambev, OLX  e Brmalls são algumas das companhias que já utilizaram o serviço.

Vale destacar ainda a solução de totens interativos da marca, que dá corpo à estratégia omnichannel da empresa. “A escalabilidade e a tração do negócio se dá por meio da plataforma online. Ali o usuário encontra todas as receitas, os ingredientes e recebe tudo na sua casa em poucos cliques”, afirma Renata.

Com o aporte conquistado, a Kuke pode dar os primeiros passos para o crescimento planejado para o futuro. Os planos incluem expansão para outras regiões, novas contratações, novos modelos de parcerias e o objetivo de atingir R$1 milhão em receita bruta no próximo ano.

“O trabalho, agora, será de expansão não apenas regional, mas de serviços e produtos. O cardápio de receitas deve aumentar, bem como os itens exclusivos da marca. Estamos felizes com a confiança dos investidores e da EqSeed e certas de que teremos muito trabalho pela frente”, completa Renata.