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Impostômetro alcança R$ 300 bilhões nesta sexta-feira (19)

O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) atingirá a marca de R$ 300 bilhões nesta sexta-feira (19), às 20h55. O montante corresponde ao total de impostos, taxas e contribuições pagos pelos brasileiros desde o começo do ano. Em 2015 esse valor foi registrado também em 19 de fevereiro.

Para o presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti, o fato da arrecadação estar crescendo menos evidencia a necessidade urgente do governo começar a controlar seus gastos. “Para equilibrar suas contas, o governo insiste em aumentar impostos, mas não se empenha em reduzir gastos. Essa falta de compromisso com o controle fiscal, inclusive, motivou mais um rebaixamento da nota de risco do País. Por isso, é imprescindível que se abandonem iniciativas de elevação tributária – o que só aprofundaria a recessão. É preciso racionalizar os gastos e realizar as reformas”, diz Burti, que complementa: “Aumentar impostos num momento de retração simplesmente não é viável”.

Redução do PIB

Burti ressalta que a queda de 4,08% do PIB nacional – segundo estimativa divulgada hoje pelo Banco Central – mostra que a sociedade continua pagando muito imposto.

“A marca de R$ 300 bilhões foi atingida no mesmo dia que no ano passado, mas sobre um PIB menor, ou seja, sobre um nível de atividade menor. Em outras palavras, significa dizer que o brasileiro está gerando menos riquezas, mas pagando os mesmos impostos de antes. E o governo ainda quer mais”, afirma.

O que dá para fazer com R$ 300 bilhões

Fornecer mais de 2.174.650.995 bolsas família.

Contratar mais de 22.822.424 professores do ensino fundamental por ano

Comprar mais de 11.275.968 carros populares

Construir mais de 1.057.122 postos de saúde equipados.

Adquirir mais de 276.773.763 geladeiras simples

Pagar 20.329 meses a conta de luz de todos os brasileiros

Construir mais de 264.740 km asfaltado de estradas.

Plantar 60.890.227.857 de árvores

Construir mais de 8.698.604 casas populares de 40 m2.

A arrecadação de tributos corresponde a 253.709.283 Notebooks

Construir mais de 3.309.252 km de redes de esgoto.

Comprar mais de 3.782.002 ambulâncias equipadas.

Construir mais de 22.061.677 salas de aula equipadas.

Construir mais de 6.342.732 postos policiais equipados.

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43% das vítimas de cibercrime no Brasil são da Geração Y

A famosa Geração Y, ou Millennials, é representada por jovens que cresceram com a internet e agora estão assumindo posições no mercado. De acordo com estimativa feita em 2014 pela Catho, 70% da força de trabalho no mundo será composta pelos Millennials em 2025. Essa geração, por se sentir confiante no ambiente online, acredita estar segura ao navegar na internet. Entretanto, de acordo com o novo estudo da Norton[1], os Millennials representaram 43% das vítimas de crimes online em 2014, 4% a mais do que a Geração X.

Isso se deve ao fato de que jovens tendem a se expor mais ao crime online, pois possuem mais dispositivos e perfis sociais, e acreditarem que são imunes a qualquer tipo de ameaça digital – somente 16% acredita ser vítima em potencial. Outros dados sobre pessoas da Geração Y do Brasil, abordados no estudo, dizem que:

• 57% já teve ou conhece alguém que teve o e-mail acessado sem permissão.

• 98% se sente confiante em atualizar configurações de privacidade no celular.

• Somente 47% concorda que usar Wi-Fi público é mais perigoso do que usar banheiros públicos.

• Possui cerca de 6 dispositivos, 2 a mais do que a média da Geração Baby Boomers.

• Acredita que a probabilidade de contrair um vírus de computador é a mesma do que contrair o vírus da gripe em transportes públicos.

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Liminar suspende cláusula de convênio do Confaz sobre ICMS em comércio eletrônico

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, concedeu liminar para suspender a eficácia de cláusula do Convênio ICMS 93/2015, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que dispõe sobre os procedimentos a serem observados nas operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final não contribuinte do ICMS, localizado em outra unidade federada. A medida cautelar, a ser referendada pelo Plenário do STF, foi deferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5464, ajuizada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Na decisão (leia a íntegra), o ministro afirma que, em exame preliminar, a cláusula 9ª do convênio invade campo de lei complementar e apresenta risco de prejuízos, sobretudo para os contribuintes do Simples Nacional, que podem perder competitividade e cessar suas atividades.
ADI

Segundo a OAB, a aplicação da cláusula 9ª do convênio gerou um impacto imediato para os contribuintes optantes do Simples Nacional por não observar o princípio constitucional de dispensar tratamento diferenciado às micro e pequenas empresas (artigos 170 e 179 da Constituição). A entidade sustenta ainda que o Confaz regulou matéria que não poderia, “tanto por ausência de previsão em lei complementar, quanto pela carência de qualquer interpretação autorizada da Constituição”, violando princípios constitucionais como os da legalidade (artigos 5º e 146), da capacidade contributiva (artigo 145) e da isonomia tributária e não confisco (artigo 150).

A entidade alega ainda que a eventual alteração da tributação do ICMS dos optantes do Simples depende de prévia mudança da Lei Complementar 123/2006. Logo, não poderia ter sido veiculada por convênio do Confaz.

Decisão

Ao decidir, o ministro Dias Toffoli assinalou que, diante de documentos acrescidos aos autos pela OAB e do fato de a cláusula 9ª estar em vigor desde 1º/1/2016, decidiu, em caráter excepcional, examinar monocraticamente o pedido de cautelar sem a audiência dos órgãos ou autoridades cabíveis (Confaz, Advocacia-Geral da União e Ministério Público Federal).

“A cláusula 9ª do Convênio ICMS 93/2015, a pretexto de regulamentar as normas introduzidas pela Emenda Constitucional 87/2015, ao determinar a aplicação das disposições do convênio aos contribuintes optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e pelas Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional), instituído pela Lei Complementar 123/2006, acabou por invadir campo próprio de lei complementar, incorrendo em patente vício de inconstitucionalidade”, afirmou.

ADI 5469

O relator observou ainda que o Convênio ICMS 93/2015 como um todo é objeto de questionamento na ADI 5469, ajuizada pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), e também de sua relatoria.

Segundo a Abcomm, o convênio é ato normativo inadequado para tratar de fato gerador específico (as operações envolvendo consumidor final não contribuinte do ICMS e localizado em outra unidade da federação), pois a matéria cabe à lei complementar (artigo 146 da Constituição).

Entre outros pontos, a associação a Lei Complementar 87/1996, que trata do ICMS, não dispõe sobre a base de cálculo aplicada ao consumidor final da forma descrita no Convênio 93, que criou quatro bases para estas operações – uma para aplicação da alíquota interestadual, outra diferencial de alíquota partilha para o estado de origem, a terceira diferencial de alíquota partilha para o estado de destino e a quarta destinada ao Fundo de Amparo à Pobreza (FECOP). E aponta “a superficialidade com a qual o tema foi tratado, ferindo por completo qualquer segurança jurídica”.

A ADI 5469 pede a concessão de medida cautelar para suspender a eficácia dos dispositivos questionados até o julgamento do mérito. A Abcomm acena para o risco que o convênio representa para a manutenção da ordem econômica e financeira, “tendo por fim principal a busca da segurança jurídica do sistema tributário nacional”.

Fonte: STF

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Stefanini adquire a empresa colombiana Sysman

A Stefanini, uma das mais importantes provedoras globais de soluções de negócios baseadas em tecnologia, anuncia sua primeira aquisição em 2016. A colombiana Sysman, que trabalha com uma oferta diferenciada de ERP para Governo, passará a se chamar Stefanini Sysman e complementará o portfólio de soluções do Grupo dentro de seu projeto de expansão na América Latina.

Com 28 anos de mercado, a Sysman conta com cerca de 300 clientes entre prefeituras, Estados e empresas prestadoras de serviços públicos. “Ao se integrar à Stefanini, esperamos quintuplicar esse número nos próximos cinco anos”, ressalta Henry Puerto, atual CEO da companhia colombiana e que será o responsável por liderar as operações da Stefanini Sysman.

A nova aquisição reflete o crescimento da empresa na Colômbia – 25% nos últimos três anos – e também os resultados do próprio país, cuja economia se mostra como uma das mais sólidas da região. Em 2014, a Colômbia cresceu 4,6% e fechou 2015 com um crescimento em torno de 3%.

“Estamos animados com a incorporação da Sysman e esperamos realizar outras aquisições na América Latina, ao longo do ano”, afirma Marcelo Ciasca, CEO da Stefanini na América Latina.

O investimento na Colômbia começou em 2004 com a abertura de um escritório, mas foi em 2011, com a aquisição da empresa colombiana Informatica & Tecnologia, terceira aquisição internacional da empresa, que a Stefanini fortaleceu sua presença no país, com um grande centro de delivery para a região. Atualmente, o Grupo possui quatro escritórios, localizados nas cidades de Bogotá, Medellín, Cali e Barranquilla, com mais de 850 funcionários.

“Com a incorporação da Sysman pela Stefanini, esperamos ampliar o nosso market share na Colômbia e expandir a oferta de ERP para a vertical de Governo em outros países, como Brasil, Equador, Peru e México”, destaca Carlos Moreno, diretor geral da Stefanini Informatica & Tecnologia, subsidiária da Stefanini na Colômbia.

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Norton aponta 8 previsões de cibersegurança para 2016

O ano de 2016 será guiado por uma série de novas tecnologias. Apenas na CES, foram apresentados relógios, carros, casas e outros objetos que poderão se conectar à internet e que cada vez mais estarão presentes no nosso dia a dia. Entretanto, esses avanços também trazem a necessidade de atenção com segurança virtual, já que cibercriminosos encontram novas oportunidades para chegar até o usuário final a partir dessas tecnologias. Apenas no ano passado, 90% dos brasileiros foram ou conhecem alguém que foi vítima de cibercrime, de acordo com o estudo do Norton[1].

Para alertar os consumidores, o Norton lista oito previsões para a área de segurança digital em 2016:

1. O ransomware, sequestro virtual de dispositivos, será o crime mais praticado em 2016 e pode infectar qualquer aparelho conectado à internet. O consumidor deve ficar atento às novas tecnologias como as Smart Tvs e tecnologia vestível, pois ambas podem ser uma porta de entrada para criminosos.

2. Sensores de impressões digitais serão cada vez mais utilizados para proteger dispositivos e para realizar pagamentos, o que gera oportunidades para novos tipos de ataques virtuais.

3. O uso de armazenamento em nuvem aumentará e exigirá maior proteção web para os dados colocados nesse ambiente.

4. A criptografia de dados será mais implementada devida a quantidade de comunicação e interação entre pessoas e sistemas que acontece através de redes inseguras e vulneráveis.

5. Ataques cibernéticos a infraestruturas críticas, como empresas que fornecem luz, água e energia, se tornarão mais comuns, seja por motivos políticos ou criminais, e serão potencializados pela Internet das coisas.

6. Oportunidades de comprometer aparelhos da Apple vão aumentar, conforme a popularidade dos aparelhos cresce a cada ano

7. Ataques cibernéticos e brechas de segurança irão intensificar a necessidade de seguro contra cibercrime, já que além dos danos de imagem e nos negócios, também afetam as empresas economicamente.

8. Jogos e simuladores de segurança digital serão mais utilizados para conscientizar e treinar usuários de uma forma descontraída sobre as ameaças virtuais.

Para evitar as armadilhas virtuais, o Norton recomenda as seguintes medidas de proteção:

• Habilite a administração remota de aparelhos domésticos pela internet apenas se for realmente necessário e utilize marcas confiáveis

• Utilize senhas fortes e criptografia WP2 para proteger sua rede de Wi-Fi

• Optar por digitar o site do seu banco no navegador da Internet;

• Nunca clicar em links suspeitos que são enviados por e-mail ou SMS;

• Ter cuidado ao utilizar as redes de Wi-Fi compartilhadas quando acessar a web via smartphone;

• Somente confiar as suas informações pessoais a sites que tenham “https” no endereço da Web ou um ícone de cadeado na parte inferior do navegador;

• Não colocar informações pessoais e sigilosas em pop-ups;

• Instalar soluções de segurança nos seus dispositivos, como o Norton, e mantê-lo atualizado.

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Samsung e Anprotec iniciam capacitação de startups

A Samsung e a Associação de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) iniciam nesta quarta-feira, 17, a capacitação e a mentoria das oito primeiras startups selecionadas para participar do Programa de Promoção da Economia Criativa. A iniciativa é resultado da parceria entre Samsung, Anprotec e CCEI Daegu – Centro de Economia Criativa e Inovação (Coreia do Sul), que tem o objetivo de identificar e oferecer suporte a novos projetos de empreendedorismo em todo o país. As atividades iniciais incluem a participação das quatro incubadoras selecionadas pelo Programa e vão até o dia 19 de fevereiro.

A abertura do evento, realizado em São Paulo, contará com a presença do embaixador da Coreia do Sul, Jeong-gwan Lee, do secretário de Políticas de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Manoel Augusto Cardoso da Fonseca, do gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung e gerente do Programa no Brasil, Antonio Marcon, do presidente da Anprotec, Jorge Audy, e da ex-presidente da Associação e atual presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti), Franciele Garcia.

No primeiro dia, serão realizadas as apresentações das startups selecionadas por meio de pitch sessions e também das incubadoras participantes. Nos dias 18 e 19, as startups passarão por atividades de capacitação e mentoria com uma equipe especializada da Samsung. Serão abordados temas como economia criativa, design de produtos, marketing digital e tecnologias da empresa.

Essa é a primeira etapa do Programa, que terá duração de seis meses. Os projetos participantes receberão investimentos da ordem de R$ 140 mil e suporte das quatro incubadoras que integram o Programa. Nas incubadoras, as startups terão acesso a infraestrutura física, orientação sobre metodologia de incubação e oportunidades de mentoria. Os projetos selecionados participarão, ainda, de capacitações focadas na criação de empreendimentos, inspiradas no Modelo Coreano de Cultura de Economia Criativa, implantado na Coreia do Sul pelo CCEI Daegu.

Inovação aberta

A expectativa da Samsung é que, depois desses seis meses, a empresa possa estabelecer parcerias com as startups que passaram pelo Programa. Em cinco anos, serão investidos US$ 5 milhões na iniciativa. “Os projetos serão direcionados para áreas estratégicas, como Mobilidade, Educação e Saúde Digital, Pagamentos Móveis e Internet das Coisas (IoT). Implementamos, por meio deste Programa, um modelo pioneiro de colaboração com as startups, contribuindo diretamente para o ecossistema de empreendedorismo brasileiro”, afirma Antonio Marcon.

A Anprotec é a parceira brasileira da Samsung nessa ação. Trabalha para replicar o modelo sul-coreano de Economia Criativa em todo o Brasil por meio do apoio às incubadoras participantes do Programa. “Atividades como essa, na área de inovação e empreendedorismo, têm enorme significado e levam ações importantes de desenvolvimento para o país. Estamos certos de que a aproximação entre empresas de grande porte, como a Samsung, e as startups apoiadas pelas incubadoras gera valor para todos os envolvidos”, explica o presidente da Anprotec, Jorge Audy.

Conheça os participantes

Incubadoras de empresas que apoiarão os projetos selecionados:

– Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de São Paulo (Cietec);

– Incubadora Multissetorial de Empresas de Base Tecnológica e Inovação da PUCRS (Raiar);

– Incubadora Tecnológica de Campina Grande (ITCG); e

– Programa de Incubação de Empresas da Universidade Federal de Goiás (Proine/UFG).

Startups selecionadas:

Mind the Graph – Educação Digital Plataforma online, fundada em 2014 para facilitar o entendimento de artigos científicos por meio de resumos gráficos.

VR Monkey – Educação Digital A startup fornece produtos personalizados utilizando as mais recentes tecnologias de realidade virtual voltadas para a educação.

Sinapse Virtual – Educação Digital Plataforma online, de uso intuitivo, que ajuda professores de ensino fundamental e infantil a identificar e avaliar crianças com dificuldades de aprendizado. A dinâmica acontece por meio de jogos interativos, que traçam um perfil e apontam onde os profissionais podem atuar para educar os jovens.

Optix Imagens Médicas – Saúde Digital Fundada em 2010 para soluções de telerradiologia. A principal solução está relacionada a uma plataforma online que permite o armazenamento, exibição e transmissão de imagens médicas.

Doutor Recomenda – Saúde Digital Plataforma multicanal que conecta médicos, pacientes e players da área da Saúde com a missão de melhorar a adesão ao tratamento de doenças crônicas.

Dev Tecnologia – Internet das Coisas Fundada em 2013, a startup desenvolve soluções focadas em IoT, desde o desenvolvimento do dispositivo conectado até o software de aplicação em nuvem.
Reminds Convergência Aplicativo que permite aos usuários criarem as trilhas sonoras que fizeram parte de suas vidas.

OOBJ (Noov) – Pagamento móvel Aplicativo que permite ao usuário consolidar e salvar suas notas fiscais. Com isso, é possível comparar preços, participar de promoções e diversos clubes de vantagens.

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Huawei apresenta cinco iniciativas para a transformação digital no setor de telecomunicações

A Huawei apresentou hoje suas cinco “Grandes Iniciativas” para o setor de telecomunicações acelerar sua transformação digital. A Huawei também aprovou plataformas abertas para possibilitar colaboração, de forma que o sucesso compartilhado possa ser conseguido no setor de telecomunicações. Além disso, a empresa anunciou soluções inovadoras para 4.5G, Internet das Coisas (IoT — Internet of Things), vídeo 2K/4K e Cidade Segura (Safe City). As Grandes Iniciativas e soluções inovadoras representam o compromisso de longo prazo da Huawei de desenvolver um Mundo Mais Bem Conectado (Better Connected World), através de uma ampla colaboração no setor.

A Huawei prevê um mercado potencial de vídeo no setor de $ 100 bilhões e um mercado de nuvem empresarial de $ 1 trilhão. O número de conexões da Internet das Coisas deve crescer 10 vezes. Haverá oportunidades sem precedentes para as operadoras de telecomunicações. As Grandes Iniciativas da Huawei foram projetadas para criar novas oportunidades. As cinco Grandes Iniciativas são: Grande video – Em todos os lugares (Big Video — Everywhere), Grande TI — Capacitadora (Big IT — Enabling), Grande Operação — Ágil (Big Operation — Agile), Grande Arquitetura — Elástica (Big Architecture — Elastic), Grande Condutor — Ubíquo (Big Pipe — Ubiquitous).

“A transformação digital é um novo mecanismo para propulsionar o crescimento do setor de telecomunicações e também irá potencializar a inovação de outros setores”, disse em Londres o diretor executivo do Conselho e CSMO (chief strategy marketing officer) da Huawei, William Xu. “A Huawei continuará a abrir recursos de plataforma para ajudar as operadoras a desenvolver um ecossistema aberto, colaborativo e de ganho mútuo para o setor, a fim de acelerar a transformação digital”.

Com seus parceiros, a Huawei está instalando laboratórios abertos para inovação conjunta, para dar suporte ao rápido uso comercial de novos serviços. Mais de dez laboratórios abertos na China, Europa e outras regiões reuniram mais de 600 parceiros. Para os desenvolvedores, a Huawei desenvolveu a plataforma eSDK, que disponibiliza ferramentas de desenvolvimento flexíveis, fáceis de usar, e serviços de suporte. A empresa também lançou um Programa de Capacitação de Desenvolvedores (Developer Enablement Program) de $ 1 bilhão, para criar um ambiente propício para a inovação. Para a transformação digital de setores verticais, a Huawei está colaborando com consultores e parceiros de software para construir ecossistemas específicos para o setor, de forma a fornecer soluções integradas a setores tais como transporte, energia, governo e finanças. A Huawei também está inovando com parceiros upstream e downstream, para ajudá-los a se adaptar às novas tendências das telecomunicações, tais como 5G, SDN/NFV e operações digitais.

A Huawei desenvolveu soluções de plataforma aberta para vídeo 2K/4K, que agrega conteúdo e possibilita a inovação em serviços de vídeo. Na computação em nuvem, a prioridade da Huawei é trabalhar com as operadoras de telecomunicações para fornecer serviços de nuvem. A estratégia de nuvem da Huawei é desenvolver um ecossistema de nuvem aberta em conjunto com seus parceiros: a Huawei irá se focar no desenvolvimento de IaaS (infraestrutura como serviço), habilitação de PaaS (plataforma como serviço) e agregação de SaaS (software como serviço), para capacitar nossos parceiros na criação de alto valor, orientada por aplicação e baseada em dados.

“A Huawei se foca em suas atividades principais e está comprometida com a viabilização da transformação digital das operadoras com investimentos estratégicos contínuos. Acreditamos que o esforço concentrado de longo prazo e a perseverança irá levar a um passo revolucionário”, disse em Pequim o diretor executivo do Conselho e presidente de Produtos e Soluções da Huawei, Ryan Ding.

Durante o próximo Congresso Mundial de Comunicações Móveis (MWC — Mobile World Congress), a Huawei irá exibir suas soluções inovadoras de 4.5G, IoT, Cidade Segura, etc., que podem ajudar as operadoras de telecomunicações e empresas globais a promover a inovação ágil, a transformação acelerada e o sucesso empresarial na era digital.

O padrão 4.5G irá garantir taxas de dados de largura de banda móvel de 1.000 Mbit/s, possibilitando a disponibilidade de voz em HD, vídeo 2K/4K e experiências de realidade virtual em qualquer lugar. O padrão 4.5G também viabilizará a IoT, o que tornará nossas vidas mais inteligentes e ajudará as operadoras de telecomunicações a expandir para mercados do setor. O GigaRadio, um dos principais produtos da Huawei lançados neste ano no MWC, é uma tecnologia fundamental para o 4.5G. O GigaRadio será disponibilizado em grande escala para comercialização em 2016 e irá ajudar a acelerar a adoção global do padrão 4.5G.

As soluções de IoT da Huawei irão impulsionar a transformação digital dos serviços de banda larga residencial das operadoras, tornando a casa inteligente uma realidade. A tecnologia de Internet das Coisas de banda estreita (NB-IoT — Narrow Broadband IoT) baseada em LTE da Huawei irá possibilitar às operadoras de telecomunicações oferecer IoT celular ubíqua. Essa tecnologia irá gerar novas oportunidades de negócios em medição inteligente, estacionamento inteligente, rastreamento de logística e cidades inteligentes.

As soluções de Cidade Segura da Huawei são habilitadas pelas últimas tecnologias de IoT e banda larga móvel (MBB — mobile broadband) para disponibilizar sistemas de segurança inteligentes, baseados em vídeo, a cidades. Esses sistemas possibilitam a governos e autoridades municipais prevenir crises e melhorar o atendimento a emergências. Até agora, as soluções de Cidade Segura da Huawei já foram instaladas em mais de 100 cidades, em mais de 30 países.

De acordo com as previsões, até 2025 haverá quatro bilhões de novos usuários de banda larga, mais de 100 bilhões de coisas estarão conectadas digitalmente e o consumo de dados por pessoa irá aumentar em mais de 500 vezes. O mundo digital e o físico estão convergindo rapidamente. E os consumidores estão exigindo a experiência ROADS (Real-time, On-demand, All-online, DIY, and Social — tempo real, a pedido, tudo online, faça-você-mesmo e relações sociais) como uma nova norma.

Para o setor de telecomunicações, oferecer a experiência ROADS e atender as diversas necessidades dos consumidores exige que elas expandam sua própria visão, abram condutores, dados e serviços aos parceiros, adotem as Grandes Iniciativas para a transformação digital e compartilhem recursos em parcerias complementares.

No MWC 2016, a Huawei, operadoras de telecomunicações e clientes empresariais irão compartilhar percepções valiosas sobre a transformação digital dentro do setor de telecomunicações.

O MWC 2016 será realizado em Barcelona, Espanha, de 22 a 25 de fevereiro. Os estandes de exposição da Huawei se localizam na Fira Gran Via, Salão 1 e Salão 3. Para mais informações, visite http://www.huawei.com/en/mwc2016.

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BNDES lança fundo com R$ 200 milhões para empresas inovadoras

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou o Criatec 3. Trata-se de um fundo voltado para investimentos em empresas inovadoras com atuação prioritária nos setores de nanotecnologia, tecnologia da informação, biotecnologia, agronegócios e novos materiais. O fundo atuará com sete polos de atuação regional e patrimônio de R$ 200 milhões.

A Inseed Investimentos será gestora nacional do Fundo. Além do BNDES, serão quotistas a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), o Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul (Badesul), o Banco de Desenvolvimento do Estado do Espírito Santo (Bandes), o Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais (BDMG), o Banco de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), a Agência de Fomento do Estado do Paraná (Fomento PR), a empresa Valid S/A, investidores privados e a própria Inseed.

Os sete polos de atuação regional, a serem aprovados pelo Comitê de Investimento do Criatec 3, serão distribuídos nos seguintes Estados: um no Amazonas ou no Pará; um em Pernambuco ou na Paraíba; um na Bahia; um em Santa Catarina ou no Paraná; e três em cidades da Região Sudeste, sendo um deles obrigatoriamente em Minas Gerais e outro no Espírito Santo.

Poderão ser apoiadas empresas com receita operacional líquida anual de, no máximo, R$ 12 milhões. O valor máximo de investimento por empresa, em uma primeira capitalização, será de R$ 3 milhões. No mínimo 25% do portfólio do fundo deverá ser investido em empresas com receita operacional líquida anual inferior a R$ 3 milhões.

O BNDES, por meio da BNDESPAR, repassará R$ 130 milhões ao Criatec 3. Os demais quotistas deverão somar aportes na ordem de R$ 70 milhões. Ainda há oportunidade para investidores que queiram aportar até R$ 20 milhões.

Criatec 1 e 2

As empresas que obtiveram investimentos do Criatec 1, lançado em 2007, apresentaram elevado crescimento, com aumento médio de receita bruta acima dos 30% ao ano. Além disso, cinco delas figuram entre as 100 empresas brasileiras que mais cresceram. As companhias ainda foram capazes de captar, até dezembro de 2014, R$ 80 milhões adicionais, valor superior aos aportes do Criatec 1 (R$ 66,2 milhões).

Enquanto o primeiro fundo contabilizou investimentos em 36 empresas, entre 2008 e 2015, o Criatec 2, iniciado no final de 2013, já aprovou investimentos em 18 empresas, das quais 15 já foram investidas e três estão em processo de due diligence. Até o fim de seu período de investimento, dezembro de 2017, o Criatec 2 terá investido em até 36 empresas.

Fonte: Portal Brasil, com informações do BNDES

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Segundo Robert Half, área de Tecnologia será o futuro das empresas

Cloud, internet das coisas, big data, business intelligence são alguns dos termos cada vez mais comuns no nosso dia a dia. Para que tudo isso funcione é determinante ter uma área de tecnologia robusta e estratégica. “O investimento em tecnologia tornou-se vital para empresas. Não estou falando somente de equipamentos e sistemas, mas da tecnologia do futuro. Aquela analítica, capaz de transformar uma grande diversidade de dados em diferencial competitivo”, afirma Fabio Saad, Gerente Sênior da Divisão de Tecnologia da Robert Half.

De olho nesse cenário, a Robert Half Technology traz para o Brasil em 2016 sua linha completa de soluções em profissionais de Tecnologia. Para isso, o executivo Fábio Saad, que atua na companhia desde o início da operação brasileira, assume a liderança da divisão, e se dedicará exclusivamente a este negócio, que já conta com sete especialistas. “O potencial de crescimento da divisão é exponencial, pois a demanda por profissionais de tecnologia só tende a aumentar. Agora podemos ajudar os profissionais de TI tanto em sua carreira quanto em seus projetos”, afirma Saad.

A operação brasileira da Robert Half segue o posicionamento global da companhia ao concentrar esforços nas posições de tecnologia. “A divisão já representa um quinto do faturamento global da empresa”, destaca Saad. “As posições de TI são peça chave no nível de digitalização que vivemos e da necessidade de ganho de produtividade, performance e em muitos casos para as transformações dos negócios”, explica.

À frente da Divisão de Tecnologia, Saad tem o desafio de liderar o recrutamento para projetos temporários, consultorias e posições permanentes nas áreas de digital, business transformation, infraestrutura e interim management. No foco de seu time está a busca por talentos aptos a ocupar cargos de CIOs, Gerentes, Coordenadores, Especialistas e Analistas de TI, com agilidade, qualidade, especialização, segurança e flexibilidade, de maneira assertiva. “Nosso propósito é ajudar empresas a terem os melhores profissionais de TI. O mercado é carente de qualidade neste serviço e seremos a melhor solução em pessoas para mercado de Tecnologia”, explica Saad.

Para a divisão de permanentes, a metodologia da Robert Half Technology permite resolver a necessidade do cliente em até 48 horas. “Conseguimos conciliar qualidade pela expertise em recrutamento, velocidade e uma amostragem relevante graças ao constante trabalho de identificação e relacionamento com os melhores candidatos de maneira proativa”, completa. Já para as posições de Projetos de TI a velocidade é ainda maior. A empresa tomadora pode contar com o profissional solicitado em até 24 horas.

Saad acumula em seu histórico os startups das divisões de Mercado Financeiro e de Finanças e Contabilidade com foco em analistas, além da gestão de Finanças e Contabilidade para média e alta gerência. O executivo possui graduação em Engenharia Mecânica, pela Escola de Engenharia Mauá, com extensão em Business Economics, pela Universidade de Toronto.

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TR Service e Zebra Technologies fecham parceria

A TR Service, único fabricante brasileiro a oferecer soluções completas e de qualidade para o parque de impressoras térmicas, etiquetas e ribbons, fecha parceria estratégica com a Zebra Technologies Corporation, líder mundial em soluções e serviços que oferecem visibilidade em tempo real sobre os ativos, pessoas e operações das organizações, com o objetivo de oferecer soluções inovadoras, com foco em outsourcing, consultoria e projetos customizados para o mercado nacional.

Para Célio Andrino, Diretor Geral da TR Service, com este acordo será possível aprimorar os produtos e serviços já comercializados pelas duas empresas de maneira mais customizada, com a finalidade de agregar valor ao negócio de seus clientes e eliminar investimentos em equipamentos. “Nossos grandes diferenciais são a eliminação da necessidade de investimentos pelos clientes e a nossa metodologia de trabalho, consultiva e com foco em novas tecnologias e na excelência no serviço”, explica.

O executivo destaca que as variáveis para uma gestão adequada do parque de impressão são inúmeras. “Nossa estratégia é, primeiro de tudo, entender as necessidades e estrutura do cliente por meio de uma consultoria. Realizamos então um levantamento de item a item de todos os equipamentos, avaliamos o dimensionamento e a compatibilidade dos insumos e todas as demais variáveis. A partir desse dimensionamento correto é apresentado um projeto customizado que possibilitará uma grande redução de custos para as empresas”, avalia.

Para Zebra Technologies no Brasil, essa nova parceria com a TR Service vem com a missão de levar o melhor das soluções para nossos clientes, além de aumentar o portfólio de produtos e clientes no mercado.

Com esta parceria e o foco em consultoria já foi possível conquistar novos clientes. “Acreditamos que estamos no caminho certo, pois oferecemos um diferencial que não existe no mercado, ninguém trabalha com essa visão de consultoria. Conseguimos manter constantemente a parte tecnológica dos clientes atualizada, o que resulta em contratos que vão evoluindo com fornecimento de hardware, serviços, insumos e consultoria constante”, finaliza Andrino.

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Empresas fecham as portas com novas regras do ICMS

Uma em cada três micro e pequenas empresas de e-commerce em todo o Brasil que responderam a uma enquete realizada pelo Sebrae, em parceria com a E-commerce Brasil, Camara-e.net e Abcomm, suspenderam as vendas depois do início das novas regras na cobrança do ICMS. Dessas, 25% pararam de vender para outros estados e quase 9% interromperam todas as vendas da empresa.

Para o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, a pesquisa mostra como a medida tem impacto negativo nos pequenos negócios. “Estão prejudicando as micro e pequenas empresas e o comércio eletrônico de todo o país. Não param de chegar relatos de empresas fechando, suspendendo as vendas on line. Os fiscos estaduais e o Confaz estão agindo como os Exterminadores do Futuro das micro e pequenas empresas”.

Questionados sobre os impactos das mudanças na cobrança do imposto, mais de oito em cada dez donos de micro e pequenas empresas do e-commerce responderam que os encargos tributários aumentaram e, consequentemente, o custo financeiro também. Quase 75% informaram que fizeram mudanças operacionais na empresa e 67% admitiram que, desde o começo do ano, ocorrem atrasos nas entregas.

Desde 1º de janeiro, é obrigatório o pagamento do tributo nos estados de origem e destino da mercadoria, o que afeta, principalmente, as empresas que trabalham com e-commerce – 75% delas são micro e pequenas. A enquete foi feita na última quinta-feira (11) pela internet e respondida por 535 donos de pequenos negócios.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), com apoio do Sebrae, entrou no Supremo Tribunal Federal com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) pedindo uma liminar suspensiva do artigo 9º, que atingiu as micro e pequenas empresas. A OAB defende que as novas regras violam a Constituição ao criar alíquotas diferentes para micro e pequenas empresas inclusas no Simples Nacional. A relatoria da ADI é do ministro Dias Toffoli.

Leia mais sobre as novas regras do ICMS no link: http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/noticias/Novas-regras-de-ICMS-para-e%E2%80%93commerce

Fonte: Sebrae

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“Novo ICMS”: O AI-5 do e-commerce – Por Roberto Dias Duarte

Imagine que você faça parte dos 31,4% da população brasileira que sonham em ter seu próprio negócio. Sim, conforme o relatório da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), este era, em 2014, o anseio de quase um terço dos brasileiros. Enfim, ao contrário dos 15,8% que desejam seguir carreira em uma empresa, você se juntou aos 45 milhões de pessoas que preferem empreender em nosso país.

Assim como 70,6% dos empreendedores, enxergou uma oportunidade de negócios. Sua motivação não foi a necessidade decorrente do desemprego ou coisa similar. Desta forma, criou um comércio varejista focado na venda de roupas femininas – um mercado promissor.

Fez tudo certo. Procurou o Sebrae, buscou a orientação de especialistas, elaborou o plano de negócios e pesquisou muito. Tanto trabalho foi recompensado. Afinal, você deu um tiro certo! Entendeu uma forte tendência no seu segmento.

A categoria de produtos mais vendidos em quantidade de pedidos no e-commerce brasileiro no primeiro semestre de 2015, segundo pesquisa Webshoppers, foi a de “moda e acessórios”, um mercado promissor, sem dúvida. Afinal, 17,6 milhões de pessoas fizeram pelo menos uma compra no primeiro semestre de 2015, atingindo um faturamento total de R$ 18,6 bilhões naquele período. Resumindo, as coisas fluíram bem e a empresa cresceu.

Em janeiro de 2016 surge um fato inédito. Falam de um tal de ‘novo ICMS’. A princípio você não dá importância, pois está no Simples. Sabe o quanto vai pagar de impostos e não tem tantas tarefas cotidianas para atender às exigências legais. Emite as notas fiscais eletrônicas que acompanham os pedidos, recebe a guia todo mês, do seu contador, e a paga.

Mas primeiro te informam que haverá mais impostos a pagar, além do expresso na tabela do Simples. São apenas alguns percentuais a mais, dizem. Notícia ruim, mas em tempos de inflação de dois dígitos, você se planeja para repassar o novo custo de forma suave, em alguns meses. Dá para absorver parte disto, pelo menos no primeiro semestre, quando as vendas são mais fracas.

Depois vem a notícia completa. Não é só uma questão de mais impostos. Seria preciso pagar o ICMS no estado do comprador! Registrar uma inscrição em cada Unidade Federativa seria inviável! Como controlar isso? Então a opção seria gerar uma tal de Guia Nacional de Tributos Interestaduais (GNRE) e pagá-la. Fácil? Não muito, pois para cada pedido enviado, seria necessário imprimir a GNRE, pagá-la, imprimir o comprovante de pagamento e enviar nota, GNRE e comprovante junto com a mercadoria ao cliente.

“Enlouqueceram e querem me enlouquecer!” Revolta é o mínimo que se pode dizer sobre os sentimentos que lhe vem à cabeça. Mas não tem jeito. Este é o país da burocracia, onde há muita gente que ainda acha isso bonito.

Surge então outra opção. Acabar com as vendas na loja on-line. Só que não dá mais! 70% dos pedidos chegam pela Internet. Então, o que fazer? Refazendo as contas e estudando mais detalhadamente o mercado, fica claro que, assim como ocorre com os demais lojistas virtuais, 88% dos seus pedidos se concentram nas regiões Sul e Sudeste. Ou seja, 25% dos estados respondem por quase 90% das vendas.

Para atender 27 estados, você teria de contratar outro funcionário só para cuidar do trabalho adicional gerado pelas GNRE. Entretanto, trabalhar com apenas sete, proporcionaria um custo bem menor.

Para sua surpresa, vários colegas donos de lojas virtuais tomaram um rumo mais radical ainda. Muitos decidiram vender só para o seu estado. E outros continuarão a vender para todo mundo, mesmo on-line. Simplesmente não emitirão notas fiscais!
Quem irá pagar essa conta? Os milhões de consumidores de produtos do comércio eletrônico; os trabalhadores demitidos das empresas que fecharão; e os consumidores das lojas físicas, em especial no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que, sem a concorrência das lojas virtuais, poderão aumentar seus preços à vontade.

Mas quem fez tamanha maluquice? O responsável é o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), composto por representantes de cada estado, Distrito Federal e governo federal. Seu presidente é o ministro da Fazenda. Mas participam também todos os secretários de Fazenda dos estados; o da Receita Federal do Brasil e o do Tesouro Nacional (STN), além do procurador-geral da Fazenda Nacional (PGFN) e outras autoridades.

Por que isso? Em abril de 2015 tivemos a promulgação da Emenda Constitucional nº 87/2015 (EC 87/2015), que criou uma nova regra sobre a incidência do ICMS nas operações realizadas entre estados.

O ICMS tinha como regra geral o fato de ser devido no estado de origem da mercadoria. A EC 87/2015 criou um cronograma modificando a repartição do Imposto nas compras virtuais, distribuindo parte do valor arrecadado com o estado destinatário da mercadoria. O Confaz afirmou que “a mudança é uma medida de redução de desigualdades e desequilíbrio tributário entre os estados, aguardada há mais de uma década pela maioria das unidades da federação”.

O problema é que a EC 87/2015 atribui a responsabilidade pelo recolhimento ao remetente, quando o destinatário não for contribuinte do imposto. Ou seja, quem vende para pessoas físicas deve recolher o tributo.

Opa lelê! Muita calma nessa hora! Mas a Lei Complementar nº 123/2006, que criou o Simples Nacional, também não deixa claro que este regime implica o recolhimento mensal, mediante documento único de arrecadação de diversos tributos como IRPJ, IPI, CSLL, Cofins, PIS/Pasep, CPP, ISS e o próprio ICMS? Uma vez recolhidos estes tributos, eles não são repassados aos estados, Distrito Federal, governo federal, INSS e municípios, no valor correspondente a cada um?

Sim! Mas as autoridades que compõem o Confaz, quando publicaram o Convênio ICMS 93/2015, optaram por não utilizar a Nota Eletrônica para gerar os dados do ICMS devido ao estado destinatário e incluir este valor no Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).

Por que eles tomaram uma decisão diferente? Será que não pensaram nisto? É claro que sim. Mas não o fizerem primeiramente porque os servidores públicos que compõem o Confaz fazem parte daqueles que se servem do público, ao invés de servi-lo. Trocando em miúdos, deixaram o trabalho para a população.

Em segundo lugar, porque não há liderança política neste nosso Brasilzão. Nem “presidenta” da República, nem governadores de nenhum estado ou partido apresentam capacidade de liderança para colocar nosso país em ordem. Infelizmente, nenhum deles tem coragem e competência para promover ações que reduzam a burocracia e os entraves para o nosso desenvolvimento.

O Convênio do Confaz funciona como um Ato Institucional nº 5 (AI-5) tributário. Para quem não se lembra, foi o quinto de uma série emitidos pela ditadura militar brasileira. Este Ato, de 13 de dezembro de 1968, desconsiderou a Constituição Federal vigente à época, bem como às constituições estaduais, suspendendo diversas garantias constitucionais. Além disso, ele concedia um poder extraordinário aos chefes do Executivo.

Felizmente, algumas entidades da sociedade civil ainda se posicionam contra a ditadura da burocracia. A Ordem dos Advogados do Brasil e a Confederação Nacional do Comércio ingressaram no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma Adin – Ação Direta de Inconstitucionalidade, contra a medida do Confaz.

O diretor-presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Guilherme Afif Domingos, afirmou que “Os fiscos estaduais estupraram a legislação do Simples, que é uma legislação nacional, para implantar em curto prazo uma máquina de arrecadar”.

Diretor da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon) Valdir Pietrobon, classificou a situação como surreal. e ainda explicou que “além de desestimular o mercado, traz de volta um sistema antiquado de cobrança”.

Enfim, se você também faz parte dos 31,4% da população brasileira que sonham em ter seu próprio negócio ou dos 45 milhões de pessoas que empreendem em nosso país, saiba que terá de trabalhar muito e enfrentar os interesses dos burocratas.

Tenha muito claro: a solução para o fim da ditadura da burocracia está em cada um de nós, não neles, assim como a prosperidade de nossa nação.

*Roberto Dias Duarte é sócio e presidente do Conselho de Administração da NTW Franquia Contábil, primeira do gênero no país.

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