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E se cidades se envolvessem com os cidadãos como os times se envolvem com os torcedores? – Por Rui Botelho

Avaliada em US$ 100 bilhões, globalmente, a indústria do esporte é um dos negócios mais lucrativos do mundo. Não se trata apenas de dinheiro, mas também do engajamento de pessoas.

A tecnologia e as mídias sociais têm tido um profundo impacto nessa indústria. Times bem sucedidos funcionam como pequenas cidades nas quais os ‘cidadãos’ são os torcedores apaixonados. E se cidades e governos se envolvessem com os cidadãos da mesma forma que os times se envolvem com seus torcedores?

De acordo com Don Steele, chefe de desenvolvimento de públicos da empresa Tumblr, a expansão das mídias sociais ajudou a gerar duas mudanças no modo como as pessoas têm suas experiências com os esportes. Primeiro, está ocorrendo a globalização das torcidas e as pessoas não precisam mais viver em uma região específica para acompanhar seus times. Em segundo lugar, as plataformas de mídias sociais estão cada vez mais permitindo que os atletas construam relacionamentos individuais com torcedores e simpatizantes.

Essas duas mudanças podem ser exemplificadas nos três clubes de futebol europeus que são as equipes mais valiosas do mundo. Esses clubes são empresas de sucesso e dominam a arte de desenvolver torcidas maiores do que muitas cidades ou, mesmo, países. O Barcelona, por exemplo, possui mais de 100 milhões de seguidores no Facebook e no Twitter.

Clubes com visão usam as mídias sociais para expandir suas bases de torcedores. Agora, atletas e equipes podem se envolver diretamente com seus fãs, produzindo impactos em suas percepções.

O que o setor público pode aprender com a indústria do esporte?

Megatendências como a hiperconectividade, supercomputação e tecnologias inteligentes estão mudando todos os aspectos da sociedade e dos negócios. A área dos esportes é um negócio digital e está usando a tecnologia para mudar o jogo. Sensores e wearables (roupas com tecnologia) estão revolucionando o modo como as equipes se prepararam, competem, analisam e melhoram o desempenho e controlam os riscos de lesão de seus atletas. A análise de dados e outras ferramentas de última geração têm ajudado as equipes a gerenciar melhor suas operações, seus jogadores e seus torcedores para que possam se tornar mais rentáveis, mais eficazes e mais populares.

Essas mesmas tendências também estão gerando impactos nas cidades em grande proporção – como elas funcionam e se envolvem com seus cidadãos. Algumas cidades como Buenos Aires, Boston, Toronto e Birmingham, para citar apenas algumas, já estão usando tecnologias associadas à Internet das Coisas para tomar decisões inteligentes que afetarão as gerações futuras e ajudarão a gerenciar questões urbanas de forma mais sustentável. Algumas cidades também estão usando a tecnologia para se envolver com a população através de Portais de Cidadãos que permitem às pessoas fazer comentários e colaborar para que melhores serviços sejam oferecidos à comunidade.

No entanto, a maioria dos administradores das cidades ainda não encontrou uma maneira de capitalizar a paixão dos cidadãos por suas cidades, muito menos fazê-los com que se envolvam com elas assim como fazem com seus times de futebol.

Imagine se as entidades governamentais começarem a usar ferramentas e tecnologias para funcionar de modo mais simples, mais eficiente, mais como um negócio digital. Imagine se elas usarem essas ferramentas para saber o que é importante para seus cidadãos, com serviços e assistência para apoiar as pessoas e criar o lugar mais seguro e mais tranquilo para se viver.

Tecnologia como nossa força vital

Cidadãos e torcedores em todo o mundo querem abraçar as causas que melhorem suas vidas e a economia para que possam garantir um futuro melhor para si e para seus filhos.

A realidade na economia digital de hoje é que cada equipe esportiva, cidade e empresa – grande ou pequena – deve considerar o impacto da tecnologia e das mídias sociais em sua organização, seu compromisso com as pessoas e a eficácia de suas operações. Aquelas organizações que quiserem prosperar e não apenas sobreviver devem começar a pensar em si como uma empresa de tecnologia porque essa é a chave para um futuro sustentável.

* Rui Botelho é vice-presidência de Vendas para Core Industries da SAP Brasil

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Modelos 2016 da Land Rover trazem novo sistema de entretenimento InControl Apps

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Os modelos da linha 2016 da Land Rover poderão ser equipados com um completamente novo sistema de entretenimento. A tecnologia InControl Apps permite o motorista acessar aplicativos do seu celular pela tela do veículo. Aplicativos como o reprodutor de música Rdio e o app de notícias News OnBoard podem, por exemplo, ser utilizados sem a necessidade de desviar o olhar para o celular, tornando a viagem mais confortável e segura.

A novidade faz parte da renovação do sistema de entretenimento das marcas, que inclui tela de oito polegadas touchscreen com ainda melhor sensibilidade ao toque, novo layout mais intuitivo e com melhor resolução, funções com comando de voz em português, sistema de navegação mais rápido e fácil de manusear com mapas em 2D e 3D e sistema de som premium com assinatura da marca Meridian.

A tecnologia permite a conexão entre motorista e veículo tornando a experiência de viagem mais agradável, além de possibilitar um novo patamar de personalização, já que o sistema de entretenimento pode ser configurado para se tornar cada vez mais pessoal. As mesmas configurações de um único smartphone podem ser usadas em todos os veículos da marca, configurados com a nova plataforma InControl.

O sistema não ficará parado no tempo, pois usará sempre a última atualização dos aplicativos, também terá novos aplicativos lançados regularmente.

O InControl Apps já está disponível em toda linha Land Rover ano modelo 2016 e estará disponível na linha Jaguar a partir de 2017.

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7 lições que os grandes sites de e-commerce têm a ensinar às pequenas lojas virtuais

Fábio Ricotta, considerado o mestre do SEO no Brasil, ensina como os pequenos e-commerces podem fazer para se destacar diante de grandes lojas

Seja diante de dificuldades que o atual cenário econômico, ou das robustas estratégias de grandes lojas e suas estruturas grandiosas, as pequenas lojas online precisam encontrar formas de se destacar e vender mais. Especialista em SEO e sócio da Agência Mestre, Ricotta já foi responsável pelas estratégias de grandes clientes do varejo nacional, como Ponto Frio, Extra, Nike e Casas Bahia, com táticas conhecidas pelos nomes de inbound marketing e growth hacking. Baseado em sua experiência, o especialista traz sete lições dos grandes que podem ser aproveitadas por todos os tipos de e-commerce, incluindo os pequenos.

1 – Relação entre loja e estoque

O especialista destaca o principal cuidado que deve ser tomado em relação ao estoque. “Muitas lojas pequenas costumam ter menos controle dos pedidos em relação ao que está disponível, criando o tipo de problema mais comum na venda online, que é ter um produto disponível no site, mas que já teve todas as unidades vendidas”, explica Ricotta. Portanto, o primeiro passo é ter muito bem afinada a comunicação entre a equipe do site e a do estoque.

2 – Faça mensuração das vendas

Na hora de anunciar, é preciso acompanhar os anúncios e o retorno que eles trazem, conforme sugere o especialista. “A mensuração do que cada canal traz de conversão, incluindo anúncios e divulgação orgânica nas redes sociais, é primordial para que a loja saiba onde tem mais retorno de investimento”. Assim, é possível aumentar ou reduzir os investimentos, valorizando os que dão mais retorno.

3 – Entenda a necessidade dos clientes

Toda loja online precisa compreender o cliente e suas necessidades. No entanto, Ricotta destaca que isso é mais fácil para as pequenas lojas, que possuem mais proximidade com quem compra. “O empresário do pequeno e-commerce tem mais tempo para cuidar da loja e dos clientes, entendendo melhor as necessidades dos compradores, o que permite que seja feito um descritivo diferenciado, um bom e-mail, e fotos mais personalizadas dos produtos”, exemplifica.

4 – Ofereça um serviço personalizado

Diferente dos outros ensinamentos, que sugerem imitar as grandes lojas, este é justamente o contrário: fazer o que um grande site não consegue fazer. “A grande sacada do pequeno e-commerce é oferecer um serviço de qualidade, com preço justo ou, se possível, menor, mas com um valor agregado de forma que permita ao consumidor falar bem da marca e do serviço”, ensina o especialista. Outras ações indicadas pelo especialista em Marketing Digital é dar pequenos mimos aos clientes como forma de se diferenciar. “Oferecer um pacote com descritivo diferente, caixa perfumada, atendimento via Whatsapp e e-mail personalizado mostram uma dedicação maior ao consumidor, que gosta de ser bem atendido”, sugere.

5 – Aposte nas milhas e gamification

Dentre as estratégias de growth hacking mais importantes, Ricotta destaca a importância dos planos conhecidos como “milhas” ou “cupons de desconto”, que oferecem ofertas progressivas conforme o cliente faz a compra. “Esses hacks de cupom e milhas por compras ou indicação são exemplos dos que mais dá resultado em e-commerce, e também vale a pena oferecer desconto aos que sugerem novos produtos, no caso de lojas que montam seus próprios produtos, como canecas ou camisetas”. Aliado a isso, o especialista sugere que sejam feitas promoções em redes sociais como Instagram, Snapchat ou Youtube pra atrair mais pessoas.

6 – Invista em Google e Facebook

Segundo Ricotta, todo e-commerce precisa apostar em anúncios no Facebook Ads e no Google Adwords, que segmentam o público, alcançando-o de formas diferentes. “No Facebook há uma assertividade maior de dados da pessoa, como idade, interesse, cidade, localização e páginas que curte, enquanto no Google Adwords se utiliza mais a intensão de busca e os sites que o público frequenta, para exibir banner de produto”. Ele sugere que se aposte em anunciar os produtos na plataforma Google Shopping. “O Facebook tem uma plataforma similar, e em ambos os casos é necessário ter uma boa segmentação conforme os produtos anunciados”.

7 – Aposte em vídeos e imagens

Mesmo que a produção de vídeos possa ser mais cara, Ricotta afirma que vale a pena investir na produção de vídeos sobre os produtos, assim como produzir imagens mais criativas e de alta qualidade. “Este tipo de investimento vai atrair mais público de acordo com as estratégias de SEO, e se o conteúdo for sobre os produtos com mais faturamento ou receita, você vai conseguir fazer com que eles vendam mais”, destaca.

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Cresce a devolução e o distrato na compra de imóveis – Por Pedro Henrique Picco

Como se o péssimo ano de 2015 não tivesse sido suficiente diante do aumento da taxa de juros e instabilidades econômicas e políticas, o setor da construção civil não passará ileso no ano de 2016, estima-se uma retração do Produto Interno Bruto (PIB) da Construção Civil em 5%.

O ano de 2016 promete atenção e trabalho redobrado para as construtoras para venda de imóveis, lançamento de novos projetos, geração de caixa e readequação da estrutura da empresa.

Entretanto, os problemas não param por aí. No ano de 2015 de cada 100 imóveis vendidos, 41 foram devolvidos para as construtoras, segundo dados da agência Fitch, o que representa um volume de R$ 5 bilhões de reais retornando aos estoques das empresas.
E ao que tudo indica 2016 não será nem um pouco diferente. O relatório da Ficht estima que se 35% das unidades vendidas forem canceladas, os distratos alcançariam a cifra de R$ 6 bilhões de reais.

O motivo para tantas devoluções dos imóveis é a crise econômica instaurada em nosso país, com o aumento das taxas de juros, a restrição de crédito e o aumento da taxa de desemprego.

Assim, muitos compradores que haviam adquirido seu imóvel, no momento da entrega das chaves e liberação do financiamento acabam desistindo de celebrar o negócio, seja porque não conseguem o financiamento bancário, seja porque o valor das parcelas não cabe no orçamento, seja porque ficaram desempregados.

Nesses casos, não resta alternativa a não ser a devolução do imóvel.

Entretanto, o chamado distrato não acontece facilmente entre as partes. As construtoras acreditam que o contrato de compra é irrevogável e irretratável. O comprador do imóvel, por sua vez, acredita na devolução dos valores do imóvel na sua integralidade podendo rescindir o contrato a qualquer momento.

Os contratos celebrados entre as partes, na maioria das vezes, estabelecem percentuais de retenção no caso de desistência do comprador – no patamar de 30%, 40% e até 50% sobre o valor do imóvel. Outras vezes não estabelecem, simplesmente informam ao comprador que não poderá haver a desistência, ou caso haja, perderá todo o valor pago.

Logo, o impasse entre as partes é encaminhado para o Poder Judiciário.

Em recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), proferida em 13/12/2015, no Recurso Especial n.º 814.808/DF, o ministro Moura Ribeiro, estabeleceu a retenção em favor da construtora em 10% do valor pago pelo comprador.

No caso em discussão, o comprador adquiriu o imóvel e ao requerer o cancelamento do negócio a construtora requereu a retenção de mais de 40%. Ao julgar o recurso, o ministro manteve decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal que estabeleceu que “a rescisão unilateral do contrato, por desistência do adquirente, ensejaria a retenção de mais de 40% do total pago, o que claramente é excessivo. A cláusula estabelece obrigação abusiva. Coloca o consumidor em desvantagem excessiva, em afronta aos artigos 51,II, e 53, do CDC, aplicáveis a hipótese”.

Na explicação do TJ-DF, constou o seguinte: “O valor retido não pode ser fonte de enriquecimento sem causa da construtora. E, o contrato, porque de adesão, impossibilita ao consumidor verificar e discutir as cláusulas”.

Assim, no caso narrado, o comprador teve retido do valor pago, por ter desistido do negócio, o percentual de 10%. A construtora foi condenada a restituir o percentual de 90% do valor pago corrigido desde os pagamentos e 1% de juros de mora desde a citação.

A retenção de 10% tem como finalidade compensar as construtoras pelas despesas de elaboração de contratos e publicidade.
As construtoras têm tentado de todas as formas evitar os novos distratos, facilitando a aquisição pelo comprador, por meio de financiamento direito e troca por outro imóvel. Quando não é possível infelizmente a solução razoável é o distrato do contrato.

Contudo, as construtoras devem ficar atentas com os contratos realizados, pois a estipulação de retenção em percentual superior a 10% demostra-se abusiva. Nesse caso, uma solução amigável junto ao comprador pode ser a melhor maneira possível de resolver a questão, evitando novos gastos e custos de um processo judicial que somente acabariam por trazer mais prejuízo à construtora.

Do outro lado, o comprador, antes de adquirir o imóvel, deve mensurar bem a situação econômica e a atual conjuntura política do país, verificar se tem recursos suficientes para adquirir o imóvel e sua capacidade financeira para se comprometer em um financiamento de longo prazo, para evitar desperdiçar 10% sobre o valor pago, no caso de desistência do negócio.

*Pedro Henrique Picco é advogado e coordenador do Task Force Construção Civil e Terceirização do escritório A. Augusto Grellert Advogados Associados, atuante na área de Direito da Construção e especialista em Direito e Processo Civil pela UNICURITIBA.

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CA Technologies apresenta o CA Virtual Summit 2016

Em um ambiente 100% digital e preparado para atender usuários de toda a América Latina, a 1ª edição do evento trará palestrantes internacionais e de empresas disruptivas, como o Facebook e LinkedIn

A CA Technologies, uma das maiores empresas de software para segurança, desenvolvimento e gestão de TI do mundo, promove em 3 de março, das 9h às 12h, a primeira edição do CA Virtual Summit. Com o objetivo de fomentar a discussão sobre tecnologia, tendências e modelos de negócios disruptivos na Economia dos Aplicativos, o evento terá formato inovador e inteiramente online, levando conteúdo ao público de toda a América Latina nos idiomas Português e Espanhol.

“Criamos um evento 100% online para não restringir a participação ao público dos grandes centros e para mostrar, na prática, como a tecnologia é transformadora. A plataforma digital somará todos os elementos importantes de um evento físico, garantindo, além de mobilidade e praticidade, uma boa experiência ao usuário”, diz Laércio Albuquerque, presidente da CA Technologies para a América Latina.

O evento tem como tema central a “Disruptura do Modelo Tradicional de Negócios”, que traz a transformação digital como um divisor de águas em um mundo onde um aplicativo vale mais do que indústrias e o nome de uma marca já não é fator decisivo na hora da compra. Para discutir o assunto o evento traz Facebook e LinkedIn, duas empresas que causaram uma verdadeira disruptura na forma como a sociedade se relaciona, consome e faz negócios.

Estão confirmados também o diretor da API Academy e autor de livros de referência sobre Desenvolvimento, Mike Amundsen, e do vice-presidente global de Solution Sales para DevOps da CA, Raymond Brancato.

Em diferentes sessões, o CA Virtual Summit abordará temas como: o Impacto da Entrega Contínua, A Segurança como um Habilitador de Negócio, Operações Ágeis e Gerenciamentos Ágeis. No centro do pavilhão virtual, o público poderá circular entre os estandes de DevOps, Agile Management, Mainframe, Segurança, Serviços & Educação e Recursos Humanos.

As inscrições para o evento, que é gratuito e com vagas limitadas, devem ser feitas através do site www.cavirtualsummit.com. A plataforma é responsiva, ou seja, se ajusta à tela de tablets e smartphones.

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A gestão da qualidade dos serviços digitais é fundamental para a construção de uma Cidade Inteligente – Por Helder Ferrão

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Anunciada como tendência há poucos anos, não há dúvidas de que as cidades inteligentes já são uma realidade e chegaram para ficar. De acordo com estudo da Frost&Sullivan, o mercado global de smart cities movimentará cerca de US$ 1,565 trilhão em 2020, especialmente na Europa e América do Norte, regiões nas quais estarão 50% das cidades que demandarão por serviços inteligentes em meados de 2025. No Brasil, esse conceito de smart cities vem ganhando força.

Em comum, os administradores públicos em todo mundo encontrarão o desafio de prover serviços básicos a uma população que em 2025 será gigantesca. Cerca de 4,6 bilhões de pessoas estarão vivendo em áreas urbanas, ou seja, cerca de 50% da população mundial compartilhando espaço e serviços públicos básicos.

A resposta para isso é, como sempre, a tecnologia. Um recente estudo da IDC revelou que ela é a chave para a melhoria dos aspectos socioeconômicos de uma cidade, especialmente as que possibilitam conectividade. Afinal, consistem na base para a criação de serviços digitais em beneficio da comunidade e apoiando iniciativas relacionadas às áreas de educação, saúde, turismo, segurança e espaços públicos, além de prover banda larga de alta velocidade.

É claro que construir uma arquitetura de rede e modernizar a infraestrutura de telecomunicações das cidades é primordial e ponto de partida para qualquer projeto. Mas, isso só será realmente efetivo se, além de um desenho de redes apropriado, integradores e provedores de serviços de rede, produtos inteligentes e serviços de gestão fizerem parte do ecossistema da criação de uma smart city. Essas empresas devem integrar suas tecnologias, serviços e plataformas para oferecer uma experiência única, com benefícios diretos e indiretos à população, como melhor atendimento do serviço público, maior segurança para os moradores e turistas, incentivo a novos negócios e fortalecimento da economia local. Entretanto, a gestão da qualidade desses serviços é uma importante questão para que a cidade inteligente esteja pronta para auxiliar completamente a infraestrutura e a operação do município.

Por tratar-se de diversos serviços e tecnologias integradas, é fundamental que exista um gerenciamento da qualidade dessas aplicações digitais, como por exemplo, a mensuração de usabilidade, avaliando o nível de uso dos equipamentos e da gestão proativa de problemas em tempo real, e também da conectividade por meio do monitoramento da qualidade de rede e do sinal Wi-Fi.

Esse tipo de gerenciamento é responsável pelo suporte técnico remoto, gestão e resolução de problemas que acontecem no dia a dia, reduzindo os custos operacionais de manutenção e aumentando o tempo de vida da infraestrutura da cidade.

Além de melhorar o monitoramento e a gestão do município, com base na análise das informações e seu comportamento, a informação gerada por este tipo de tecnologia possibilita que gestores e cidadãos utilizem os recursos públicos de forma mais consciente.

A real inteligência das cidades começa por uma gestão de qualidade, capaz de direcionar corretamente os recursos, aumentando a eficiência dos serviços, a qualidade de vida e a satisfação da população. Uma verdadeira cidade inteligente está totalmente focada na geração de valor para o cidadão.

Helder Ferrão é Diretor Comercial & de Desenvolvimento de Negócios da ISPM.

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Confiança do consumidor começa o ano em baixa, informa ACSP

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O Índice Nacional de Confiança (INC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registrou 75 pontos em janeiro – o que representa uma queda de dois pontos em relação a dezembro de 2015 e de 62 pontos em relação a janeiro daquele ano. Essa é a décima queda nos últimos doze meses.

O INC é elaborado pelo Instituto Ipsos, que realizou a pesquisa entre os dias 14 e 24 de janeiro em todo o Brasil. No INC, os valores entre 100 e 200 pontos apontam otimismo; o intervalo de zero a 100 indica pessimismo.
De acordo com Alencar Burti, presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), a contínua baixa da confiança no início de 2016 sinaliza para o aprofundamento da crise política e econômica pela qual passa o País.
“A confiança está estabilizada, mas em patamares mínimos. Para que o consumidor saia desse pessimismo, é preciso haver uma solução rápida da crise político-institucional e a queda da inflação. Somente assim, poderemos retomar a atividade econômica”, comenta Burti.

Segundo o presidente da ACSP, o recuo da inflação melhorará, sobretudo, a confiança das classes mais baixas. Já o fim da crise política irá reduzir a incerteza que paralisa as compras parceladas.

Situação, consumo e emprego

Em janeiro, 52% dos entrevistados avaliaram sua situação financeira atual como ruim e apenas 24% como boa. Há um ano, essa relação era de 32% e 40%, respectivamente.
Em relação ao trabalho, 54% sentem-se inseguros em seus empregos, contra 14% que se sentem seguros (27% e 35%, respectivamente, em janeiro de 2015).

Mais do que isso, cada entrevistado disse conhecer, em média, 4,96 pessoas que perderam o emprego nos últimos seis meses. É o maior número desde que a pesquisa foi criada, em abril de 2005. Em janeiro do ano passado, essa média foi de 3,31 pessoas.
Como consequência desse cenário, apenas 16% dos consumidores disseram estar à vontade para comprar eletroeletrônicos nos próximos meses (41% em janeiro de 2015).

“A insegurança no emprego e a má percepção que o brasileiro tem de sua situação financeira se refletem no consumo das famílias, sobretudo na aquisição de bens duráveis”, explica Burti.
Na comparação com dezembro, todos esses indicadores mantiveram-se estáveis ou dentro da margem de erro de 3 pontos.

Estado de SP

O Índice de Confiança do Consumidor Paulista registrou 60 pontos em janeiro – o pior resultado desde que a pesquisa começou. Em dezembro de 2015, a confiança entre os consumidores de São Paulo tinha sido de 64 pontos. Já em janeiro do mesmo ano, foi de 126.
A queda mais forte em SP pode ser explicada pelo fato de o estado ter uma grande presença de consumidores da classe AB, a mais pessimista. Além disso, por ser um estado altamente industrializado, sofre ainda mais com a recessão econômica, pois a indústria tem sido o setor mais prejudicado.

Regiões

Das regiões analisadas, apenas o Nordeste apresentou alta em relação a dezembro de 2015. O INC nordestino subiu de 82 para 91 pontos, embora continue no campo pessimista. O Sudeste caiu de 70 para 66 pontos; o Norte/Centro-Oeste, de 91 para 85; e o Sul despencou de 74 para 63 pontos.

Classes

A classe DE foi a única a apresentar ligeira elevação de confiança, com o INC desse grupo indo de 90 para 92 pontos. Já a confiança da classe C baixou de 76 para 73 pontos, e a da classe AB caiu de 64 para 62.
A melhora na confiança tanto da classe DE quanto na região Nordeste pode ser explicada pelo aumento do salário mínimo, que impacta mais esses dois grupos.

O INC

O INC de janeiro foi elaborado pelo Instituto Ipsos a partir de 1,2 mil entrevistas domiciliares em 72 municípios, por amostra representativa da população brasileira de áreas urbanas (Censo 2010 e PNAD 2013), com seleção probabilística de locais de entrevista e cotas de escolha do entrevistado, ambas baseadas em dados oficiais do IBGE.

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Potencial da imagem na conversão de vendas do e-commerce – Por Martin Ciriani

O comércio eletrônico brasileiro tem apresentado constante crescimento e as lojas online estão cada vez mais profissionais graças ao fácil acesso à tecnologia. Porém, ainda há uma área que parece ser problemática para muitos varejistas online, a qualidade da imagem dos seus produtos.

O relatório de comércio eletrônico Webshoppers, realizado pelo E-bit e Buscapé Company aponta que no primeiro semestre de 2015, o e-commerce brasileiro apresentou um crescimento de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior, contabilizando um faturamento de R$ 18,6 bilhões.

Imagine que ao entrar em uma loja virtual, o consumidor encontre o produto que tanto almeja, mas ele não pode vê-lo adequadamente pois as imagens são pequenas, um pouco embaçadas e há apenas uma foto de cada produto. Será que esse e-commerce irá inspirá-lo a comprar? Provavelmente não e há duas razões para isso: o consumidor não consegue ter tanta certeza de como o produto realmente é ou ele duvida da confiabilidade da loja por apresentar imagens pouco profissionais.

De acordo com um teste A/B realizado pela Visual Website Optimizer (software flexível de testes variados), imagens maiores aumentam as vendas em até 9%.

Veja alguns requisitos essenciais para as imagens do seu e-commerce:

· Tamanho: é importante que as suas fotos tenham um tamanho adequado para alcançar alta qualidade. Praticamente todas as câmeras digitais lançadas nos últimos cinco anos e até mesmo os smartphones podem reproduzir imagens de alta resolução. As fotos dos produtos online devem ter pelo menos 2000 pixels, pois você poderá utilizam zoom nas imagens e estas também serão aceitas em todos os principais mercados online.

· Função zoom: para mostrar os detalhes do produto é muito importante que o consumidor possa ampliar a imagem para ver os detalhes que possam lhes interessar. Para adicionar o zoom ao e-commerce basta instalar um plugin no site, mas mesmo assim é interessante disponibilizar imagens múltiplas e ampliadas dos detalhes mais importantes do produto.

· Alinhamento e margens: determinar um padrão de alinhamento e margem branca nas imagens de produto e criar páginas de categoria de produtos visualmente consistentes resulta em uma melhor experiência de compra ao usuário. O mais importante é que páginas de categoria de itens com aspecto profissional constroem uma relação de confiança com os seus clientes e retratam a sua loja on-line como um negócio respeitável.

· Sombras: As sombras podem favorecer ou arruinar uma imagem de produto. Uma foto feita com má iluminação pode lançar sombras desagradáveis sobre o produto, no entanto, se bem iluminada, a sombra sutil pode adicionar profundidade e dimensão a fotografia. Há diferentes tipos de sombra que podem ser usadas. Sombras projetadas criadas durante a sessão de fotos ou na pós-produção, as naturais são criadas a partir da utilização de uma fonte de luz natural, tal como uma janela, já as refletoras são produzidas com o auxílio de refletor durante a sessão de fotos ou na pós produção e por fim, as sombras amplas podem ser produzidas de diversas maneiras em um estúdio de fotografia.

· Fundo: Um fundo liso e limpo é um fator relevante ao criar as suas imagens de produto on-line. Para a maioria dos produtos um fundo branco liso é o mais adequado. Ao mesmo tempo, este fundo branco também permitirá que você use as mesmas fotos de produtos em muitos mercados on-line. O ideal é utilizar o mesmo fundo para todos os produtos, pois isso dará consistência e profissionalismo ao e-commerce.

· Ângulos: Mostrar vários ângulos do seu produto é crucial. Isso também ajudará o seu cliente a entender o tamanho do item, visualizar melhor os detalhes do produto, como: bolsos extras, forro, costura especial, etc. Para cobrir bem um produto, fotografe a frente, a parte de trás, na diagonal, o fundo, o topo, o interior e os detalhes do produto. Quanto mais imagens você fornecer, melhor!

· Cor: a cor é outro fator importante para a experiência de compra online. As cores da imagem devem corresponder as do produto, para mostrar aos clientes o que eles vão receber e reduzir as devoluções. É importante saber que as telas de computador, bem como navegadores web, tem um perfil de cores diferente, o que significa que cada tela e navegador interpreta as cores um pouco diferente. Para corrigir esse problema e ter a certeza de que as suas imagens de produto são as mais fiéis possíveis, recomendamos que você mude os seus arquivos .jpeg para o perfil de cor SRGB.

· Suportes: o uso de suportes pode ser útil para a sua imagem, especialmente se você precisa mostrar as funções de um produto ou o tamanho dele. No entanto, o suporte não deve desviar a atenção do produto e só considere usá-lo em uma imagem da série. No caso de um acessório, ter o produto mostrado por uma modelo pode ajudar o cliente a compreender o tamanho real dele.

O tempo gasto na produção da imagem é vantajoso uma vez que está diretamente ligado a conversão de vendas da loja virtual. Lembre-se que o pós-produção (edição e retoque de imagens) também é um passo fundamental para criar imagens comerciais de produtos.

*Martin Ciriani é diretor geral da Pixelz no Brasil, empresa especializada na edição e retoque de imagens. Saiba mais em: br.pixelz.com

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Tá Tranquilo, Tá Favorável.

Em tempos de crise, é tudo que qualquer empresário gostaria de dizer. “Tá tranquilo, Tá favorável” é a frase da hora e mostra que, para quem é criativo, não há momento difícil. Com clipe, música e letra de gostos duvidosos, um funkeiro paulista brilha nas mídias sociais e vira sucesso nacional cantando o sucesso de um suburbano que, antes, “girava o volante do Golf sapão e agora vai girar o volante do Jaguar”…

O que isso tem a ver com o mundo corporativo? Não é isso que você quer? Vencer rápido a crise e sair comemorando? É hora de ousar e de arriscar. Claro que você não precisa fazer papel de ridículo na internet cantando e dançando mal. Mas deve alardear o que você faz bem, o que faz de bom, o que pode motivar um cliente a contratá-lo, mesmo em momentos de dificuldade, de orçamentos apertados. Precisa “cantar” suas qualidades. Conteúdo, notícias, artigos, vídeos, mídias sociais, tudo ajuda. Como diz no sucesso do momento, “parado no tempo você não pode ficar”. Trace uma estratégia de comunicação digital e, principalmente, contrate profissionais qualificados para executar. E se, por acaso, chegar ao sucesso, não esqueça de “fazer o famoso sinal do Ronaldinho” para comemorar novas vitórias.

Não entendeu nada? Segue o vídeo que fez o Brasil inteiro dizer que “Tá Tranquilo, Tá Favorável”, mesmo com o país ladeira abaixo.

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Microsoft and Acer expand partnership to bring Microsoft services to more customers on more devices

Microsoft Corp. and Acer Inc. announced on Wednesday the expansion of their global partnership to bring Microsoft mobile productivity services to more consumers. From the second half of 2016, Acer will begin pre-installing Microsoft services and apps on its portfolio of Android smartphones and tablets. Specifically, customers will benefit from the productivity tools including Microsoft Word, Excel, PowerPoint, Outlook, OneNote, OneDrive and Skype on select Android smartphones and tablets from Acer.

“We’re excited to partner with Microsoft to provide enhanced mobile productivity to our products,” said ST Liew, president of Acer Smart Products Business Group. “By integrating the Microsoft software suite, Acer customers will enjoy productivity on-the-go along with the familiar computing experience on their smartphones and tablets.”

Nick Psyhogeos, president of Microsoft Technology Licensing, said, “We’re pleased that we have been able to enhance the already strong partnership that exists between Microsoft and Acer. Mutually beneficial and collaborative agreements such as this one promote innovation and lead to better products and experiences for consumers.”

Microsoft’s commitment to licensing IP

The patent agreement is another example of the important role intellectual property (IP) plays in ensuring a healthy and vibrant technology ecosystem. Since Microsoft launched its IP licensing program in December 2003, it has entered into more than 1,200 licensing agreements. More information about Microsoft’s licensing programs is available at http://www.microsoft.com/iplicensing.

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Millennials devem aliar engajamento dentro das empresas e construção do conhecimento Novo! – Por Alexandre Slivnik

Os jovens da geração Y vêm transformando os processos, deixando as relações mais horizontais, fazendo com que as empresas fiquem mais dinâmicas e mostrando que unir paixão e trabalho é a melhor maneira de aliar a realização pessoal com a profissional.

Essa “molecada” que é conhecida como “Millennials” resolve tudo na velocidade de um clique e possuem uma percepção de realidade distinta das anteriores, porque cresceram com a sensação de que as distâncias são menores. E acredite, são! Eles desenvolveram suas habilidades de relacionamento pessoal com base nos relacionamentos virtuais. E, na internet, agilidade e proximidade são palavras de ordem.

Grande parte desta geração encara o trabalho como uma experiência que favoreça a troca de conhecimento, porque eles precisam sentir que podem compartilhar também opiniões, ideias e dúvidas com os chefes e os colegas. Somente nesta atmosfera livre que a motivação e o engajamento se propagam. Os Millennials têm de sentir que são importantes para o crescimento e o desenvolvimento de uma organização, precisam perceber que a sua bagagem está em plena expansão.

Mas ampliar conhecimento apenas não basta. É preciso buscá-lo. Logico que a vivencia que se dá no dia a dia do trabalho é fundamental para a formação de uma carreira sólida, mas investir em cursos e formações extras, voltadas ao mundo corporativo, torna-se valioso!

Aqueles que querem ir além da média, ganharão uma experiência significativa tanto no âmbito pessoal, uma vez que terá contato com outros executivos aumentando assim a sua rede de network e também profissional, porque contará inúmeras vantagens frente aos demais colegas que não investiram. Afinal, ter formações extras podem ser um diferencial para quem quer ter destaque. Vejo os profissionais mais jovens (principalmente os da geração Y) como os mais interessados em formação que tenha curto prazo, afinal, sabemos que eles têm uma necessidade natural de crescimento rápido.

Na busca pelo conhecimento, há duas fases que são mais necessárias. A primeira é após cinco anos da primeira formação (graduação), pois é geralmente onde o profissional já tem o contato da prática da teoria aprendida na universidade. O segundo, vem com 15 a 20 anos de experiência, pois é quando, normalmente, o profissional, está buscando o topo da sua carreira.

Para uma carreira executiva, o ideal é que o profissional busque cursos mais rápidos, de uma semana, principalmente no exterior. Para empresas, é muito mais valioso ter três cursos práticos de uma semana em países diferentes.

Quando o profissional quer buscar a área acadêmica, os cursos de extensão (MBA, Pós-Graduação, Mestrado e etc), e que demandam um estudo mais aprofundado, são mais indicados.

Vale lembrar que a maioria dos entrevistadores, ou o departamento de RH que analisam currículo, dão muito valor para esses cursos de férias que têm, normalmente, uma carga horária pequena (8 ou 16 horas). Mas dependendo da área de atuação, pode ser extremamente estratégico para o futuro profissional, por serem mais práticos e objetivos. Já os treinamentos de uma semana, com uma carga horária maior, podem ser considerados de extensão, em que o profissional poderá focar em uma especialidade.

Esses cursos são mais indicados e valorizados para uma carreira executiva e pelo mercado de trabalho (não sendo área acadêmica). Recomendo fortemente que o profissional vá atrás de reciclagem e aprimoramento. A quantidade de dias importa menos do que o envolvimento no processo, sendo assim, minha principal dica é procurar algo que realmente queira fazer e se envolver. Pois o curso dará um norte dos estudos individuais que deverão ser contínuos e eternos.

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Varejo paulista encerra 2015 com mais de 60 mil postos de trabalho fechados

Segundo a FecomercioSP, mais de 12 mil vagas foram eliminadas em dezembro, indicando que praticamente não houve efetivação dos temporários

O comércio varejista no Estado de São Paulo encerrou 2015 com 60.441 postos de trabalho a menos, resultado de 1.012.329 admissões contra 1.072.770 desligamentos. Foi o primeiro saldo anual negativo desde o início da série histórica, em 2007, o que significa, na comparação com 2014, recuo de 2,8% no estoque de trabalhadores do setor, que atingiu 2,13 milhões, voltando assim a níveis de agosto de 2013.

Apenas em dezembro, foram eliminadas 12.181 vagas formais, em razão das 71.907 admissões contra 84.088 desligamentos. No mês, a ocupação formal registrou queda de 0,6% na comparação com o novembro de 2015. Ao se observar o saldo positivo de 13.682 novas vagas de novembro, pode-se concluir que praticamente não houve efetivação dos temporários contratados para o período natalino.

Os dados são da Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados do Ministério do Trabalho e Emprego, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, calculado com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Entre as nove atividades pesquisadas em dezembro, sete apresentaram diminuição no estoque de empregos na comparação com o mesmo mês de 2014. Os setores de concessionárias de veículos (-8,2%) e de lojas de vestuário, tecido e calçados (-7,1%) foram os que apontaram queda mais acentuada. No sentido contrário, os únicos setores que não registraram redução de vagas foram os de farmácias e perfumarias (2,3%) e de supermercados (0,9%).

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, o saldo negativo do emprego no comércio varejista paulista em 2015 foi resultado direto da queda do faturamento no setor. A inflação alta, a restrição de crédito, o avanço do desemprego e as incertezas em relação aos rumos da economia resultaram em uma queda brusca do consumo das famílias.

Observando os dados por ocupações, as funções que mais perderam vagas foram as de vendedores e demonstradores, com -12.765 postos de trabalho. O segundo posto com maior redução de vagas foi a área administrativa das empresas. São -6.979 vagas para escriturários, assistentes e auxiliares administrativos.

Adicionalmente, chama atenção o fato de que 30% das vagas fechadas pelo comércio varejista paulista eram preenchidas por diretores, gerentes e supervisores de empresas e áreas internas. Tal realidade demonstra que a redução do quadro funcional atingiu todos os níveis da empresa, inclusive aos funcionários com atuação institucional de liderança e com rendimento médio mais elevado.

A Entidade reforça que, diante das sucessivas quedas no faturamento, os estabelecimentos comerciais tiveram de reduzir seus custos e, consequentemente, realizar cortes no quadro de funcionários. A Federação prevê que 2016 será mais um ano difícil para o mercado de trabalho do setor, e a expectativa é que o aumento do desemprego permaneça ao longo do ano.

Varejo paulistano

Foram eliminadas 4.147 vagas no varejo da cidade de São Paulo em dezembro. A ocupação formal atingiu 662.117 empregados, queda de 0,6% na comparação com o mês anterior. De janeiro a dezembro de 2015, o saldo acumulado foi negativo em 18.151 empregos – o que levou à diminuição de 2,7% do estoque total.

Das nove atividades pesquisadas, os destaques negativos de 2015 foram os setores de lojas de vestuário, tecidos e calçados (-6.396 vagas) e de concessionárias de veículos (-2.066). Por outro lado, desempenhos positivos foram registrados nos segmentos de supermercados (1.784) e de farmácias e perfumarias (1.563).

Nota metodológica

A Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP) analisa o nível de emprego do comércio varejista. O campo de atuação está estratificado em 16 regiões do Estado de São Paulo e nove atividades do varejo: autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamento; matérias de construção; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecido e calçados; supermercado e outras atividades. As informações são extraídas dos registros do Ministério do Trabalho e Emprego, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

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