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Nubank é eleito o melhor banco da América Latina em 2021

O Nubank, maior banco digital do mundo, foi eleito o melhor banco da América Latina em 2021, segundo o prêmio Euromoney’s Awards for Excellence, divulgado nesta quarta-feira (14) pela revista britânica Euromoney.

Além do prêmio principal, o Nubank também conquistou a categoria de “Melhor banco digital da América Latina” neste ano. Os prêmios reforçam a relevância da missão de empoderar clientes a cuidar de sua vida financeira e como esse desafio é reconhecido no mundo todo, não só nos países onde o Nubank está presente hoje.

O Euromoney’s Awards for Excellence é um prêmio oferecido pela publicação britânica desde 1992, sendo considerado a principal premiação para a indústria bancária global. Neste ano, o número de inscritos para as categorias regionais e de países foi recorde.

O Nubank também foi apontado em 2021 pela revista TIME como uma das 100 empresas mais influentes do mundo e pela CNBC como uma das mais disruptivas em seu negócio. O banco digital também foi apontado pela revista Forbes como o melhor banco do Brasil – e um dos melhores do mundo – por três anos seguidos, em 2019, 2020 e 2021. Também foi reconhecido pela revista Fast Company como a empresa mais inovadora da América Latina e o “challenger bank” mais valioso pela CB Insights.

Estudo da Anfavea e Webmotors revela perspectiva positiva para compra / troca de carros no semestre

A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) e a Webmotors realizaram um estudo sobre intenção de compra de veículos para o segundo semestre de 2021. Realizado em junho com 4.240 usuários do aplicativo da Webmotors de todas as regiões do país, o estudo aponta perspectiva positiva, pois, de modo geral, 75% dos entrevistados declararam ter intenção de compra ou troca do veículo ainda esse ano e apenas 7% informaram desistência de compra, e 18% prorrogaram a compra para 2022.

“Os indicadores de intenção de compra ou troca de veículos são bastante positivos quando avaliamos o cenário atual, em que é possível perceber que já houve uma retomada do mercado após os impactos das medidas para conter os avanços da Covid-19. O próprio estudo indicou um equilíbrio maior à medida que grande parte dos entrevistados confirmou que a flexibilização da pandemia não interferiu na decisão de compra”, comenta Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors. Em sua visão, o otimismo nesse setor também pode ser atribuído aos carros ganharem papel diferenciado na pandemia ao trazerem mais conforto e segurança para o transporte das pessoas.

Os preferidos para quem quer comprar / trocar o carro ainda esse ano

A pesquisa separou os entrevistados em dois perfis: aqueles que já têm um carro (74%) e os que ainda não possuem (26%). Entre os que já têm um carro, a intenção de compra / troca ainda esse é de 73%, mas saltou para 80% no outro perfil (que não possui carro e pretende comprar).

Outros destaques da pesquisa dão alguns indicadores de preferência dos consumidores e mostram que os modelos hatchs, apesar de ainda serem os mais considerados pelos entrevistados, estão dando espaço para outras carrocerias, como sedans, SUVs e picapes. Outra questão trazida pela amostra é a percepção de preços mais altos como um impeditivo à compra do carro no momento e o financiamento ainda como principal forma de pagamento, apesar da opção à vista mostrar crescimento, sobretudo entre os que já têm carro. Com relação a ações que motivariam a compra a curto prazo, a jornada de aquisição 100% online, não teve muita consideração. Apesar, do interesse dos que não possuem carro, ser 2 vezes maior (16%).

Entre quem já possui um carro, a opção por um modelo usado foi citada por 86% e por um “zero Km” por 14%. Com relação às carrocerias que pretendem comprar, há movimentações entre as preferências, pois, na comparação entre as pesquisas, essa distribuição foi: hatchs passaram de 18% para 16%; sedans de 34% para 29%; SUVs de 38% para 39%; picapes de 7% para 13% (quase dobrou); e as outras carrocerias permaneceram em 3%.

Entre aqueles que ainda não têm carro, a opção pelos usados foi citada por 94% e pelos novos por 6%. Com relação às carrocerias, as preferências para a intenção de compra esse ano ficaram distribuídas da seguinte forma, considerando a comparação com a última pesquisa: hatchs passaram de 41% para 36%; sedans de 32% para 34%; SUVs de 18% para 20%; picapes de 7% para 6%; e as outras passaram de 2% para 4%.

A preferência em termos de financiamento da mobilidade e locomoção

A pesquisa levou em consideração o financiamento da aquisição do veículo. Entre aqueles que já têm um carro, apenas 5% declararam ter opção de financiamento total, o mesmo identificado no estudo anterior, realizado em novembro de 2020 considerando a intenção de compra ao longo de 2021. Nesse perfil, a opção pelo financiamento parcial caiu de 64% para 55%, enquanto o pagamento à vista saltou de 27% para 37% e a opção pelo leasing ou consórcio teve uma leve movimentação de 4% para 3%. Entre os que ainda não têm um carro, as opções de pagamento permaneceram estáveis, sendo que o financiamento total passou de 23% para 21%; o financiamento parcial se manteve em 44%; o pagamento à vista teve leve alta de 26% para 27% e o leasing / consórcio uma leve alta de 7% para 8%.

“Apesar de uma queda pequena ao comparar as duas edições da pesquisa, o perfil de quem ainda não tem um carro e pretende financiar 100% da aquisição representa um volume significativo, quase 5 vezes maior do que entre os que já possuem o bem. Nesse contexto, um ponto positivo é o fato de o mercado ser bastante desenvolvido e contar com instituições financeiras com muita experiência para oferecer opções interessantes para os seus clientes, o que facilita a aquisição do veículo”, comenta Jurcevic.

PwC inaugura Centro de Excelência para cooperativas de crédito

Em franca expansão, as cooperativas têm aumentado substancialmente sua importância no mercado de crédito brasileiro. Nos últimos cinco anos, o Sistema Nacional de Cooperativismo de Crédito (SNCC) tem chamado atenção pelo crescimento sustentado, acima do restante do Sistema Financeiro Nacional (SFN). O total dos ativos das cooperativas aumentou em 21,5% ao ano, frente a um crescimento médio do SFN de 6,7%, segundo o Banco Central.

Para atender às necessidades específicas desse setor e contribuir com a competitividade do crédito cooperativo no país, diante de um cenário econômico em constante transformação, a PwC Brasil apresenta ao mercado neste mês de junho o seu Centro de Excelência para Cooperativas de Crédito. Concentrada nas regiões Sul e Sudeste, mas com abrangência nacional, o Centro possui uma equipe de especialistas nesse segmento dedicada a atender cooperativas de todo o país, com foco em soluções de auditoria cooperativa, auditoria interna, compliance, gestão de riscos e controles internos. 

Segundo Maurício Colombari, sócio da PwC Brasil, o segmento de cooperativas de crédito deve seguir crescendo, desempenhando um papel importante na recuperação econômica do país no pós-pandemia. “As cooperativas serão um motor para esse movimento de recuperação, uma vez que direcionam proporcionalmente mais crédito para micro e pequenas empresas”, explica Colombari. Segundo o Banco Central, em dezembro de 2020, o crédito concedido às micro e pequenas empresas pelas cooperativas correspondia a 60% da sua carteira na modalidade pessoas jurídicas – um valor bem superior ao concedido pelo restante do sistema financeiro, de 15%. Para o especialista, “o crescimento do segmento traz também desafios específicos que vão exigir planejamento estratégico e eficiência para tornar o setor mais competitivo.”

Para Elisa Simão, diretora da PwC Brasil e responsável pelo Centro de Excelência dedicado a Cooperativas de Crédito, a modernização e a atualização do marco regulatório do setor devem trazer ainda mais oportunidades para o crescimento das cooperativas de crédito no Brasil. “Temos hoje um sistema financeiro competitivo, inovador e tecnológico, no qual cooperativas que se dediquem às melhores práticas de governança terão grandes chances de se desenvolver de forma sustentável e conquistar um espaço ainda maior no mercado”, destaca Simão. “Com o Centro de Excelência, a PwC tem como propósito atender e orientar as cooperativas nessa jornada, aplicando toda a tecnologia e expertise para entrega de soluções inovadoras nesse segmento.”

Cooperativas se destacam na região Sul

Em estudo sobre a participação das cooperativas de crédito no sistema financeiro brasileiro, o Banco Central registrou o crescimento significativo desse segmento. A porção do mercado de crédito para pessoa jurídica ocupada pelas cooperativas no Brasil passou de menos de 1% em 2005 para mais de 8% em 2017. Nesse contexto, a região Sul do país tem se destacado, com a participação das cooperativas saltando de 2,1% para 16,7% em 2017. No que se refere ao crédito a pessoas físicas, a parcela do mercado ocupada pelo crédito cooperativo também tem crescido no Sul do país, já respondendo por mais de 15% do segmento. 

Para Rodrigo Provazzi, sócio da PwC Brasil, a liderança da região se explica pela presença de um agronegócio forte e estruturado e pelas condições especiais oferecidas pelas cooperativas. “As cooperativas desempenham um papel fundamental de transformação socioeconômica, pois conseguem ofertar produtos e serviços financeiros em localidades onde a disponibilidade de atendimento pelo sistema financeiro tradicional é baixa”, lembra. “Além disso, seu modelo de gestão, onde os associados têm participação nas assembleias e decisões, ajuda as cooperativas a aprimorarem seus serviços para conseguirem atender de forma mais específica às necessidades de crédito dos seus cooperados”, conclui Provazzi.

Com uso de Inteligência Artificial, Infracommerce expande Same Day Delivery para outras capitais do Brasil

A Infracommerce CXaaS S.A. (B3:IFCM3), empresa de soluções digitais para e-commerce e líder no conceito de Customer Experience as a Service (CXaaS) no Brasil, começa a expandir o serviço de Same Day Delivery (Entrega no Mesmo Dia) para outras capitais do país, após sucesso na cidade de São Paulo.

O uso de inteligência artificial, aliado à análise de dados, contribui, e muito, para que as entregas sejam rápidas e assertivas, uma vez que o trabalho em todos os pontos da jornada do consumidor está sendo realizado de forma estratégica e eficiente. “Nossa prioridade é fazer com que o consumidor tenha sempre uma experiência de qualidade durante toda sua jornada de compra.


Garantir que o produto dele chegue no mesmo dia, e em excelente estado, para nós é primordial. Além disso, levar essa experiência a mais clientes de outras partes do país incrementa nossas vantagens competitivas e nos deixa extremamente felizes”, afirma Glória Porteiro, head de transportes da Infracommerce.

A agilidade do processo precisa começar já no Centro de Distribuição, com a roteirização dos pedidos, picking e packing automatizado, digitalização da logística, otimização de ocupação dos caminhões e uso de própria frota, tudo funcionando de forma conjunta. “A implementação do Same Day Delivery veio para completar o trabalho estratégico que temos feito em nossa logística.


Trabalhar com tecnologia de ponta em todas as partes dos processos nos ajuda a ser mais eficientes em custo e rapidez na entrega para que mais consumidores sejam surpreendidos de forma positiva”, aponta Glória.


Além do uso de tecnologia, manter Centros de Distribuição (CD) e Dark Stores (pequenos espaços localizados nos centros urbanos, geralmente com grande concentração de pessoas e pedidos online) em lugares estratégicos espalhados pelo Brasil ajuda muito a agilizar as entregas, porque a Infracommerce tem uma alta concentração de pedidos por origem e isso torna mais fácil a otimização de rotas. Diante deste cenário, o algoritmo de projeção de demanda determina os locais onde as vendas estarão concentradas, de modo que a estratégia de middle mile seja otimizada via Dark Stores, o que possibilita fazer avanços de estoque e atender o consumidor em horas, ou
até em minutos.


“Hoje, nós conseguimos entregar em até quatro horas para um cliente do segmento de luxo, em endereços de São Paulo capital, e proporcionar para esses consumidores uma experiência diferenciada que, na maior parte das vezes, é mais rápida do que o deslocamento para a compra em uma loja física”, garante Glória Porteiro. Atualmente, a Infracommerce já conta com 10 CDs em capitais como Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte, além do interior de São Paulo, em Ribeirão Preto, e tem planos para expansão.

Análise Preditiva


Por meio da análise preditiva, as empresas conseguem analisar dados sobre o comportamento dos consumidores, como quais produtos ele mais compra e onde, além de fazer uma projeção de quais outros produtos ele também poderia comprar, baseado no seu histórico, a chamada venda cruzada. E antecipar situações, ou vendas, permite às empresas adotarem um comportamento mais proativo e, por que não, mais certeiro também.


“Temos uma base com todo o histórico de compras dos nossos clientes e análises que nos mostram onde eles mais consumiram e o quê e, a partir daí, conseguimos otimizar melhor os estoques de cada Dark Store uma vez que o bastecimento com novos produtos será mais certeiro”, diz Glória.


A partir desse histórico, uma predição do que pode realmente vender no futuro é criada, além de um estudo de probabilidades sobre a venda de um item em conjunto com outro, tudo para compor melhor a cesta que o consumidor pode querer.

“Nosso objetivo é que o cliente faça suas compras e tenha uma experiência unificada, recebendo os produtos de uma só vez. Diferente de outros marketplaces, que enviam itens de um pedido separadamente, a Infracommerce se preocupa em montar seus fluxos e processos para que isso não ocorra. Receber tudo de uma vez faz parte da experiência única que queremos proporcionar aos nossos consumidores”, conclui.

Impressão 3D é aplicada para auxiliar na inclusão de pessoas com deficiência

A Pixed, nova residente no Biopark, além de produzir próteses com baixo custo, destaca-se por um trabalho integral de acompanhamento aos usuários

O uso de equipamentos externos que ajudam pessoas a superarem alguma dificuldade ou deficiência, também conhecidas como próteses, são de extrema importância para que seus usuários possam se sentir, de fato, inseridos na sociedade. Foi para auxiliar essa inclusão principalmente em escolas e no trabalho, que a Pixed surgiu. Fundada em 2015 na cidade de Lima, no Peru, a empresa é especialista no desenvolvimento de próteses, órteses ou exoesqueletos feitos com impressão 3D. 

As próteses da empresa destacam-se pelo baixo custo – 80% mais baratas do que as encontradas no mercado tradicional – e por um programa de integração que auxilia o usuário, com apoio psicológico e médico. Desde sua fundação, a empresa já produziu mais de 80 próteses e agora estuda iniciar operações no Brasil, com o apoio do Biopark.  

“Embora o preço seja um diferencial, consideramos que todo o nosso programa integrador é o que realmente nos destaca. Somos a primeira empresa que incorporou um acompanhamento integral, psicológico e médico para que o usuário não só receba a prótese e a deixe de lado, mas sinta-se bem com ela”, explica Ricardo Rodríguez, engenheiro mecânico elétrico e CEO da Pixed.  

Tudo isso é fruto de um propósito social que nasceu junto com a empresa. “Todos nós, fundadores, tivemos, de alguma forma, contato com deficiência em algum membro da família, por isso, sabíamos que as pessoas com deficiência podiam fazer as coisas de maneiras diferentes, mas acima de tudo, podiam fazer, apesar das barreiras que a sociedade coloca”, ressalta Rodríguez. Hoje a empresa produz próteses superiores, como mãos e braços, mas já trabalha no desenvolvimento de membros inferiores. 

O projeto integrador criado pela Pixed já tem dado resultados importantes. Segundo uma pesquisa feita entre seus usuários, 98,3% deles melhoram seu nível de otimismo e 95% aumentam sua autoestima após se adaptarem ao uso da prótese. “O nosso principal pilar é a inclusão, e a forma que fazemos isso é com a tecnologia. A nossa métrica mais importante é que os trabalhadores possam regressar ao trabalho e as crianças regressar à escola”, completa o CEO. A empresa possui um programa próprio dentro de instituições privadas e escolas que contribui para isso. Outro apelo social é que, em casos em que a pessoa não tem condições de adquirir a prótese, a Pixed possui parceiros e investidores que viabilizam a doação  através de patrocínio.  

A produção das próteses é feita integralmente pela empresa, desde as medições, feitas com scanner 3D, passando pela criação do desenho, que pode ser totalmente personalizado, até a impressão. “Todas as próteses que fazemos são desenhos 100% nossos e cada uma é produzida analisando o caso. Por exemplo, alguns querem andar de bicicleta, outros querem escrever, outros querem dirigir, outros querem usar ferramentas, etc. É um mundo diferente que nos desafia a criar coisas diferentes e orientadas a cada um deles”. Para crianças, por exemplo, a prótese pode ganhar temas comuns ao cotidiano infantil, com personagens de desenhos animados.  

Do Peru, a empresa já enviou próteses para outros países, como Chile, Honduras e Estados Unidos, mas no Brasil a ideia é criar conexões com outras empresas e poder atender as demandas já existentes. “Com a impressão 3D podemos dizer que o mundo é o nosso laboratório. Estamos estudando a necessidade no Brasil para ver para onde podemos direcionar nossos dispositivos. O Biopark vai auxiliar a fazer conexões com outras empresas, para que possamos usar nossa tecnologia não apenas na área médica, mas também para outros setores”, acrescenta Rodrígues. 

Carreira de programadora: como se destacar em um ambiente ainda predominantemente ocupado por homens?

A área tecnológica vem ganhando espaço nos últimos anos. Apenas em 2020, o setor teve um crescimento de 310% no número de vagas, de acordo com a GeekHunter. Por ser um mercado conhecido como “masculino”, a presença das mulheres é essencial para quebrar esse paradigma e diminuir a lacuna de gênero, trazendo mais diversidade e inclusão no setor. 

Carla Marangoni De Bona, especialista em UX/UI e co-fundadora da {reprograma} – startup social que ensina programação para mulheres em situações de vulnerabilidade, explica que conhecer as comunidades de tecnologia, especialmente as que são dedicadas ao empoderamento das mulheres é o primeiro passo para que o público feminino comece a entender que o lugar também é delas dentro da área tecnológica. “Há diversas comunidades, algumas focadas mais na parte técnica e outras em empoderamento. O interessante de se aproximar desses grupos é que as mulheres vão encontrar diversas outras mulheres na mesma situação que ela, assim uma pode ajudar a outra nessa jornada”, comenta. 

O setor de tecnologia oferece várias oportunidades para quem quer atuar no mercado, na parte de programação, por exemplo, pode-se destacar duas frentes: front e back-end, a primeira é dedicada a interface do usuário, já a segunda está relacionada ao core da aplicação, realizando uma programação que somente o servidor irá entender. 

Para ajudar na formação das mulheres na área de T.I, o programa Todas em Tech, que vai impactar mais de 2 mil mulheres na área de programação até o final de 2022,  está com vagas abertas para suas duas próximas turmas. São 480 vagas para oficinas que vão apresentar o universo de programação e desenvolvimento, desse número total, 80 mulheres serão selecionadas para as segundas turmas, 40 para a turma de back-end e 40 para a turma de front-end. O projeto é desenvolvido pela {reprograma} em parceria com o BID Lab – Laboratório de Inovação do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento – e as interessadas podem se inscrever pelo link: https://reprograma.com.br/todas-tech/ até dia 16 de julho.  

O projeto irá destinar no mínimo 55% das vagas para mulheres negras e 5% para mulheres trans e travestis, e conta com o apoio das empresas Accenture, Creditas, Easynvest, Facebook, iFood e Nubank.

Como se destacar na área de programação

Uma programadora pode atuar em qualquer empresa que use tecnologia em seus processos, com soluções para a própria empresa, por exemplo. Abaixo, Carla destaca as principais áreas de atuação que uma mulher pode trabalhar:

  • Empresas de tecnologia que oferecer serviço sob demanda para clientes externos;
  • Startups, agência de publicidade e /ou marketing;
  • Áreas mais tradicionais, como programação web ou desenvolvimento mobile;
  • Ciência de dados, segurança de dados e inteligência artificial;
  • Desenvolvedoras freelancer: assumir projetos específicos ou entregar soluções de sites ou aplicativos para pequenos empresários.

Para ter destaque na área da tecnologia é necessário buscar conhecimento sólido em uma frente específica. Caso a mulher decida focar sua carreira em front-end, por exemplo, o ideal é que ela se aprofunde em uma linguagem específica e fundamentos de programação. Ao mesmo tempo, vale levar em consideração a habilidade em compreender várias disciplinas, como marketing, UX e vendas e de que modo elas se relacionam com a especialidade da profissional. 

“A dinâmica da especialista com habilidade de compreender outras áreas faz com que a profissional tenha maior capacidade de colaboração, já que a mesma terá mais insumos para acrescentar aos outros. Além disso, a maior capacidade de resolução de problemas também é vista como um diferencial”, explica a co-fundadora da {reprograma}. 

Migração de carreira

Pode acontecer no meio do caminho que a profissional queira mudar de área. Segundo Marangoni, a primeira coisa a se fazer é buscar entender melhor como funciona o dia a dia da nova área, o que esperar, expectativa salarial, entre outras informações relevantes. Depois, entender o momento profissional, uma vez que para adquirir bases da programação é necessário dedicar bastante tempo, desta forma a programadora conseguirá adquirir conhecimento para iniciar sua transição de carreira. 

“Investir no autoconhecimento para entender os pontos fracos e fortes também é importante para iniciar essa nova jornada”, completa Carla. 

Programa DF Inovador selecionará 30 empresas e instituições do DF e Ride para uma jornada de inovação de 3 meses

O Programa DF Inovador, realizado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e executado pela Softex, anuncia o lançamento do edital de chamada para inscrição de empresas e instituições do Distrito Federal (DF) e da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE) interessadas em desenvolver uma cultura de intraempreendedorismo em suas organizações.

Nesta chamada, focada em inovação corporativa, desenvolvimento de intraempreendedores e de talentos para as novas carreiras digitais, serão selecionados 30 participantes para uma jornada de inovação com duração de três meses. Durante o processo eles receberão capacitação, acompanhamento e mentoria para o desenvolvimento de projetos de inovação executados por seus talentos internos e utilizarão o ecossistema local como um importante ponto de apoio.

“Segundo pesquisa Endeavor, o DF ainda tem muito a evoluir em termos de cultura empreendedora se comparado a outros estados brasileiros que possuem um ecossistema mais fortificado e conectado. Para mudar essa realidade e promover esse aculturamento é preciso discutir e trabalhar a pauta do intraempreendedorismo dentro das empresas e instituições. E isso só é possível através da realização de ações de capacitação e de práticas de desenvolvimento de projetos, atividades previstas no DF Inovador”, explica o coordenador de Tecnologia e Inovação da FAPDF, Gilmar Marques.                                                                                                                           

O gestor destaca que a pesquisa Endeavor está correta, mas pondera que o ecossistema local já começa a reagir a esse quadro, pois ações como o programa Start BSB e outros projetos do Programa de Animação do Ecossistema de Inovação do DF já mostram números que apresentam uma mudança no comportamento dos empreendedores do DF (de todas as regiões administrativas), com um número significativo de ideias e propostas de novos negócios e maior aproximação desses atores com investidores, setor produtivo e governo.

“Empreender  dentro da organização, ou seja, intraempreender,é uma forma segura de inovar e de mantê-la competitiva, otimizando processos, gerando eficiência e maior valor de mercado não apenas agora, mas também no futuro. Todas as empresas, independentemente de seu porte ou ramo de atuação, poderiam considerar essa estratégia”, analisa Diônes Lima, vice-presidente executivo da Softex.

Com recursos da ordem de R$ 3,5 milhões e execução de 18 meses, a proposta do Programa DF Inovador é promover a inovação e a transformação digital de empresas e organizações da região, bem como desenvolver talentos conectados à nova economia digital. Ele também tem papel estratégico no esforço de transformar Brasília em uma Cidade Inteligente, iniciativa conduzida pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), com o apoio da FAP-DF e do SEBRAE-DF.

“No projeto Brasília Inteligente, um dos Objetivos Estratégicos é o desenvolvimento econômico, pois se entende que a melhora da qualidade de vida da população está diretamente relacionada com melhoria da renda de forma distribuída. O empreendedorismo é um elemento crucial para desenvolvermos nossa economia. A FAPDF tem focado nesse tema, e o DF Inovador vem complementar outras iniciativas em curso. Unimos aqui os recursos e o direcionamento estratégico da FAPDF com a reconhecida excelência de execução da Softex”, destaca Luciano Sousa, subsecretário de Cidades Inteligentes da Secti -DF.

O Programa DF Inovador tem quatro eixos principais: intraempreendedorismo e inovação corporativa; inovação aberta com empresas conectadas ao ecossistema de Inovação; identificação de talentos para a economia digital e internacionalização.

A próxima etapa será a chamada de Inovação Aberta, a partir de setembro, que promoverá a conexão das empresas ao ecossistema de inovação. A fase de capacitação em internacionalização acontecerá a partir de 2022.

Para informações detalhadas sobre o edital de intraempreendedorismo, acesse http://softex.br/editaisechamadas/

Funcionários do LinkedIn terão sextas-feiras mais curtas em julho e agosto

O LinkedIn, maior rede social profissional do mundo, acaba de anunciar mais uma ação para cuidar da saúde mental dos funcionários. Nos meses de julho e agosto, todos os funcionários do Brasil e do mundo trabalharão somente metade do experiente nas sextas-feiras. 

Esta é mais uma iniciativa do programa LiftUp!, desenhada para dar suporte às equipes neste período de trabalho remoto. Além de workshops voltados para o autocuidado e gerenciamento do dia a dia, a empresa oferece dias sem reunião para que todos possam focar nas entregas, horários flexíveis, uma licença remunerada de um mês para ajudar no cuidado de filhos menores de 13 anos ou familiares idosos, além de uma semana de folga dada para todos os funcionários em abril.  

Alguns benefícios também foram repensados. As sessões de terapia estão sendo disponibilizadas virtualmente com a possibilidade de membros da família também usufruírem desse benefício (sem limite). Antes da pandemia, os funcionários tinham direito a até 20 sessões por ano. 

Prodam SP lança programa de diversidade e inclusão

A Prodam SP, empresa de tecnologia da cidade de São Paulo, passa a oferecer a partir de agosto, o programa Novo Olhar de Diversidade e Inclusão voltado especialmente aos grupos mais vulneráveis da sociedade. A iniciativa tem como diretriz realizar ações para as áreas de equidade de gênero, raça e etnia, pessoas com deficiência, socioeconômico e LGBTQIA+. Os objetivos do programa consistem em garantir um ambiente de trabalho livre de preconceito e discriminação, em que cada pessoa possa ser quem realmente é.  

A primeira fase do Novo Olhar será a inclusão de mulheres pretas na área de TI, a ser realizada em parceria com a Preta Lab, Instituto de Oportunidade Social, Passos Mágicos e CIEE. Serão 25 vagas de estágio que deverão ser preenchidas até o final de 2021. A proposta é que os estagiários completem os 24 meses de permanência, com ciclos de seis meses em cada área técnica da empresa. “Nossa proposta é trazer a oportunidade para este público participar de estágio na Prodam, que tem grande conhecimento e atua há 50 anos na área de tecnologia da cidade”, explica Johann Dantas, presidente da companhia.  

Além do programa de estágio será promovido em setembro um hackathon voltado exclusivamente para mulheres. A iniciativa prevê parceria com o CodeLab – grupo de extensão presente na USP e na UFABC – e conta com o apoio das organizações Programaminas, Preta LabCarambolaProgramariaPassos Mágicos e Instituto de Oportunidade Social.  

As inscrições para o programa de estágio do Novo Olhar da Prodam SP estarão abertas a partir de 19 de julho pelo endereço estagio@prodam.sp.gov.br

Mais informações para a Imprensa:  

Lucas Campagna Filho (lcfilho@prodam.sp.gov.br)  

Prodam SP  

Tel.: 19 99710 8051  

Mobees anuncia aporte de R$ 5,5 milhões

Fundada durante a pandemia, a Mobees, plataforma de mídia exterior digital sobre carros de aplicativos, anuncia aporte de R$5,5 milhões. O investimento foi feito pela We Ventures, fundo encabeçado pela Microsoft junto de outras grandes empresas do mercado como Flex e Multilaser, o primeiro da América Latina 100% dedicado a investimento em mulheres em tecnologia. O valor será utilizado para o projeto de expansão nacional e também no crescimento do time de vendas, marketing e tecnologia. A rodada de captação ainda está em aberto e a startup está avaliando propostas de outros investidores. Em 2020, a Mobees anunciou um primeiro investimento com participação da Canary, Norte Capital e outros investidores anjo.

“Estamos felizes com a chegada do We Ventures na Mobees, sobretudo pelo trabalho que o fundo tem feito para apoiar o empreendedorismo feminino no Brasil. Hoje, além de inteligência, experiência no mercado e conexões, acredito que é igualmente importante que os empreendedores priorizem os VCs que possuem um alinhamento de convicções com a empresa. É um smart money só que com propósito, o que dá muito mais sentido à parceria e torna o relacionamento muito mais virtuoso” explica Flávia Coelho, CMO da Mobees. Além do significado do investimento para a startup, a fundadora também espera que outros fundos se inspirem neste exemplo e passem a olhar mais para startups fundadas por mulheres e reconheçam sua importância nesse segmento, tornando o ecossistema mais igualitário.

Com o propósito de fomentar e fortalecer ainda mais o empreendedorismo feminino, ter uma das sócias como fundadora foi mais um dos fatores que reforçou o compromisso da We Ventures nesse mercado e garantiu que a abertura da rodada acontecesse. Segundo um estudo feito pelo Distrito Dataminer, em parceria com a B2Mamy e Endeavor, apenas 9,8% das startups brasileiras possuem mulheres em seu quadro de fundadores, um número extremamente baixo entre as 13 mil startups que formam o ecossistema brasileiro.

Prestes a completar um ano de operação, a marca redefiniu a experiência de anunciar nas ruas, desenvolvendo a primeira solução de mídia sobre rodas, 100% digital e em escala não apenas do Brasil, mas de toda a América Latina. “A chegada do We Ventures à Mobees, com o apoio da Microsoft, demonstra que estamos no caminho certo para construir uma nova plataforma de mídia digital em escala. As ruas das grandes cidades são a nova fronteira da Internet e queremos que anunciantes de todos os portes e segmentos conversem com milhões de brasileiros em sua jornada diária, de forma tão simples, ágil, acessível e mensurável quanto é anunciar online”, conta Fábio Barcellos, CEO e cofundador da Mobees.

“Ter acesso privilegiado às principais tecnologias da Microsoft em cloud e edge computing, machine learning, inteligência artificial e IoT seguramente irá acelerar o alcance de nossa visão de mercado, além de nos dar maior segurança para expandir nossa presença, não apenas no Brasil, mas também na América Latina e outros mercados promissores ao redor do mundo”, afirma Lyra Júnior, co-founder e CTO da Mobees.

Criada no Rio de Janeiro, a plataforma inovadora, hipersegmentada e em escala vem transformando o mercado out-of-home brasileiro, tornando-o mais acessível e mensurável. A empresa conta ativamente com mais de 25 clientes em vários segmentos, sendo nomes como Faculdade Descomplica, Unimed, Motorola, TIM, Oi, Claro, Globoplay, HBO GO, Diageo, O Boticário, Dasa, entre outros, e já foram mais de 100 campanhas veiculadas.

Com esse investimento, a startup pretende ir além da capital carioca. Nos próximos meses, o destino esperado é São Paulo e mais duas capitais ainda em estudo. “Além de levar nossas soluções para outras cidades, queremos alcançar mais de 40 clientes ainda neste ano. Hoje, operamos com 400 telas instaladas em 200 carros de aplicativos que rodam pelas ruas do Rio de Janeiro. Queremos chegar a 600 telas ainda em 2021”, reforça a CMO. E as expectativas ainda incluem um aumento de 4 a 5 vezes no faturamento dos próximos 12 meses.

Além de ser uma solução pioneira no mercado de mídia exterior, a startup também conta com um propósito social muito forte desde a sua criação: auxiliar os motoristas de aplicativos, disponibilizando uma renda extra àqueles que se tornaram parceiros da marca. Desde o início da operação, já foram mais de R$750 mil reais destinados a essa causa e a fila de espera conta com mais de 30 mil motoristas.

“Estamos muito animados com a entrada da Mobees em nosso portfólio, não apenas pelas sinergias enormes com nossos cotistas, mas também pelo grande potencial de expansão nacional e internacional deste produto. Somando nossas conexões a este time incrível de empreendedores experientes e super qualificados, temos certeza de que a Mobees será um grande sucesso” exalta Marcella Ceva, Head do We Ventures.

A diversidade nas empresas pela lógica filosófica de Spinoza

Por Leandro Franz, sócio e consultor da People+Strategy

Muito se fala em diversidade nas empresas, mas poucos compreendem “matematicamente” os benefícios de uma equipe diversa. Um bom modelo para compreender o tema pode vir da filosofia “geométrica” de Spinoza**. Seu livro mais famoso e revolucionário já antecipa essa preocupação no próprio título “ÉTICA DEMONSTRADA SEGUNDO A ORDEM GEOMÉTRICA”.

E o que a Ética de Spinoza tem a ver com diversidade? Tudo! Um conceito fundamental de sua teoria é o encontro de indivíduos diferentes e como esses encontros afetam cada um dos envolvidos. E não precisam ser humanos. Ele define indivíduo como qualquer coisa (objeto, coisa, pessoa, animal, bactéria), pois seu foco se dá nos encontros. Assim, uma pessoa tropeçar em uma pedra é um indivíduo tropeçando em outro. Um vírus invadindo uma célula também representa a interação de dois indivíduos. Uma gota de chuva molhando uma planta é um indivíduo (água) interagindo com outro (folha da planta).

Para exemplificar, imagine que você vai conhecer pela primeira vez o mar. Chega à praia e vê ondas gigantescas ali e fica com medo. Esse “encontro” com o indivíduo “mar” fica na sua memória como algo ameaçador. Se você nunca mais voltar à praia, para sempre o indivíduo “mar” será uma lembrança ruim. E aí entra a diversidade. Se você não desistir e buscar outras praias, descobrirá que cada uma tem sua característica. Umas são calmas, outras são mais transparentes, outras têm muitos peixes, outras algas e corais.

Spinoza vê como positiva essa organização, essa busca por novos encontros com cada tipo de indivíduo. Ele afirma que “quanto mais um indivíduo é capaz, em comparação com outros, de agir simultaneamente sobre um número maior de coisas, tanto mais sua mente é capaz, em comparação com outras, de perceber, simultaneamente, um número maior de coisas”.

Assim, no exemplo que estamos utilizando, quanto mais encontros diferentes uma pessoa tiver com o mar, mais complexa fica sua memória e conhecimento sobre ele. Até mesmo voltar na mesma praia em horários diferentes traz outras percepções sobre aquele indivíduo. Ficar restrito a encontros iguais (mesma praia, mesmo horário, mesmo dia) reduz a capacidade de análise e a profundidade do conhecimento sobre aquele indivíduo.

E aí que entra a diversidade. Quanto mais diversos e complexos esses encontros, maior é o conhecimento e a geração de ideias novas sobre o tema, mais aprendizados cada um leva dessas interações, maior possibilidade de surgirem insights inovadores.

Voltando ao mundo corporativo, imagine que cada colaborador da empresa é uma “praia”. Se todos os contratados são praias iguais, qual o limite de profundidade das discussões e dos encontros? Como serão geradas ideias inovadoras se todos veem uns aos outros como clones, como praias-padrão?
Uma organização com indivíduos similares (mesma origem social, mesma formação, etnias, experiências de vida, histórico) possui dois grandes problemas: 1) os encontros pouco complexos produzirão as mesmas ideias clichês; 2) e a constante convivência com ideias clichês limitará o desenvolvimento intelectual de cada um. Sem acesso a praias diferentes, os colaboradores manterão o mesmo preconceito sobre o mar. Quando esse simplismo contamina as análises de concorrentes, clientes e produtos, pode ser a gota d’água para a empresa perder mercado.

Aqui vale um último exemplo, mostrando a geometria das interações nos times. Analisando a figura, uma equipe de 5 pessoas possui 10 linhas de interação umas com as outras. Uma equipe de 10 pessoas já possui 45 linhas de interação. Adicione só mais 4 pessoas e as interações dobram! Imagine essa sopa de interações com todos os membros do time sendo similares. E imagine a mesma sopa, mas com cada integrante trazendo experiências, formação, origens diversas. Em qual desses cenários você acredita que haverá maior inovação ou mesmo maior profundidade de análise?

Conclusão: temos a demonstração matemática dos benefícios da diversidade já desde o século 18. Lutar contra esse fato em pleno século 21 não passa de ignorância geométrica. Antes de tudo, existe a escolha moral de buscar maior diversidade nas equipes. Se a escolha moral não for suficiente, esperamos que essa justificativa matemática seja um divisor de águas para você rever o capital humano de sua organização.

*Spinoza é conhecido como o filósofo dos afetos, tendo dissecado dezenas deles (amor, ódio, melancolia, ciúme, soberba, inveja, desejo etc.). Viveu em Amsterdã no séc. XVII, morreu aos 44 anos com uma obra imensa escrita e teve Einstein como seu seguidor mais famoso.

Localiza oferece 8 mil bolsas de estudo gratuitas para formar desenvolvedores em todas as partes do Brasil

Em continuidade ao compromisso de contribuir para a capacitação de novos profissionais de tecnologia no país, a Localiza anuncia na quarta-feira (30), a segunda fase do Órbi Academy Techboost. Serão oferecidas 8 mil bolsas gratuitas de formação de desenvolvedores direcionadas a pessoas de todas as idades, com prioridade para a inclusão de mulheres, membros da comunidade LGBTI+, pessoas com deficiência, pessoas negras e mais de 50 anos que moram no Brasil.

Os participantes que mais se destacarem terão a oportunidade de fazer parte do Localiza Labs, laboratório de inovação e dados da Companhia, com mais de 700 profissionais de tecnologia. A iniciativa integra o programa #MeuFuturoÉTech, que busca formar novos devs para atuarem na empresa e no mercado. Os interessados podem se candidatar até o dia 30 de julho no site do programa .

Com duração de três meses, o curso irá ensinar programação utilizando a ferramenta React, voltada para a criação de interfaces para usuários, como o feed das redes sociais. Trata-se de uma biblioteca JavaScript bastante popular, altamente eficiente e aceita pelo mercado, sobretudo após o Facebook usá-la em seu mural de notícias. Após concluir o curso, os devs estarão habilitados a construir uma aplicação web completa.

Os participantes poderão começar seus estudos logo após a inscrição e têm até o final de outubro para concluir todo o conteúdo. As aulas serão ministradas pela DIO, uma startup que reúne mais de 500 mil desenvolvedores em sua comunidade, focada na formação, atualização e conexão de profissionais com o mercado de trabalho. Contam ainda com o apoio das lideranças do Localiza Labs, que farão lives e mentorias.

“Queremos ser inclusivos e alcançar também pessoas que não têm acesso a uma educação de qualidade ou que não acreditam que podem ser profissionais de tecnologia. O mercado está carente de bons devs e acreditamos que, quanto mais diverso for esse setor, mais soluções criativas, disruptivas e inovadoras serão criadas”, explica André Petenussi, CTO da Localiza.

Para engajar um público diverso, a Companhia acionou os grupos do Programa de Diversidade e Inclusão da Localiza para atuarem na mobilidade de coletivos e organizações de todo o país. “Somos uma empresa cidadã e acreditamos que a construção do futuro da mobilidade sustentável só será possível a partir de um mundo mais respeitoso, diverso e inclusivo”, afirma Rozalia Del Gaudio, diretora de Sustentabilidade e Comunicação da Localiza.

Para Anna Martins, CEO do Órbi Conecta estamos vivendo um abismo entre os talentos disponíveis no mercado e as habilidades técnicas e comportamentais que as empresas buscam para compor seus times. “Participar do Órbi Academy Techboost é acelerar sua conexão com o mercado. O desenvolvedor irá aprender e praticar o necessário para resolver os problemas reais que ocorrem no dia a dia da Localiza”, comenta.

O Órbi Academy Techboost é realizado pelo Órbi Conecta e a DIO, em parceria com Localiza, MRV, Take Blip e Inter. Juntas, as quatro empresas estão oferecendo, até o final de 2022, 130 mil bolsas gratuitas para a formação de desenvolvedores.

#MeuFuturoÉTech – Órbi Academy Techboost

Inscrições: 30/06 a 30/07

Público-alvo: pessoas de todas as idades interessados em obter nova formação

Site:Localiza Labs

Formação gratuita

O Vale do Genoma, as startups e as grandes empresas

Por Paulo Humaitá, Fundador e CEO da Bluefields

Em junho, a ideia saiu do papel, o Vale do Genoma foi lançado e finalmente se tornou uma realidade. A iniciativa de quádrupla hélice, que envolve governo, sociedade civil, universidade e empresas, é um pequeno passo para algo gigante que precisa ser observado de perto. Tal realização, coloca Guarapuava pareando o mundo em algo totalmente disruptivo, a combinação entre estudos genômicos e inteligência artificial. A revolução da ciência combinada ao uso do mapeamento genético e sua aplicação em diversas áreas, impulsionam a indústria brasileira em uma nova perspectiva e nos colocam em outro patamar. Pois é, o Paraná não para!

O estudo do genoma está interligado à inovação dos setores: saúde, agro e pecuária. Estas são soluções conectadas à convergência Biodigital, a meu ver, o presente e o futuro das startups brasileiras. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), mais de 26% do PIB brasileiro está ligado ao agronegócio, e em time que está ganhando só mexe para continuar campeão. O Brasil tem um dos melhores sistemas de pesquisas do mundo; apesar disso, um dos grandes problemas é fazer a conexão do mundo da academia com as parcerias privadas, por isso digo que o Vale do Genoma chegou para fazer esta ponte de uma maneira rápida e prática. Durante as primeiras semanas de julho, tenho participado como avaliador convidado da Vitrine Tecnológica, onde pesquisadores apresentam, no formato de um pitch, os avanços e maturidade tecnológica. Em um espectro muito rico de novas possibilidades: do campo no mapa genético da soja à saúde humana em tratamentos do câncer.

Serão 223 pesquisadores aplicando pesquisa diretamente onde o desafio se encontra. Seja no desenvolvimento de um remédio que contribua para o alcance de uma melhor qualidade de vida, no controle de uma praga que surgiu e é específica em alguma plantação, para alterar geneticamente alimentos e torná-los ainda mais nutritivos ou auxiliar em novos tipos de rações para aprimorar a qualidade de produtos de origem animal. São muitos os exemplos e, da mesma forma que é necessária a atuação dos pesquisadores, os empreendedores brasileiros são peças fundamentais para transformar o conhecimento em produto e aplicá-lo ao mercado. O futuro do ecossistema brasileiro de inovação passa pelo Vale do Genoma.

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) já criou a atmosfera necessária que alinha os interesses científicos com as empresas privadas: há um incentivo enorme para o lado das agtechs; o Vale do Genoma é mais um chamado para animar e capacitar o sonho de empreender, alinhado aos melhores players do mercado brasileiro. É necessário reforçar isso nas universidades, outro ambiente com possibilidade de empreender – e suas incubadoras – e continuar essa discussão na sociedade civil que, por vezes, sofre com algum problema na prática, mas não sabe o caminho para buscar a solução e, claro, o estado deve ser um dos caminhos para reunir todos esses interesses em projetos e colocá-los para evolução, ainda mais num país como o Brasil, que tem em seu gargalo a ciência e a tecnologia.

Para além dos novos empreendedores, deve-se dizer que as empresas Jacto e Repinho são as primeiras a investir capital e desenvolver projetos no Vale. As empresas brasileiras já consolidadas devem também apostar neste projeto robusto. É o futuro e é agora. Todos esses setores que mencionei são perenes e estão em constante processo de transformação; a sagacidade de estar presente nas tendências antes de acontecerem, só ocorre quando a transformação é pauta das corporações.

Por fim, viva a bioinovação brasileira. Vida longa ao Vale do Genoma, e que iniciativas grandiosas como essa sejam apenas uma semente para tantas outras que este grande país é capaz de realizar.

Shopping Eldorado leva lojas do empreendimento para a Amazon.com.br

Centro comercial paulista terá página exclusiva em Amazon.com.br em que dezenas de lojistas disponibilizarão milhares de produtos

Combinar os mundos online e offline não é mais considerado uma tendência para o varejo, mas uma realidade consolidada. Como estratégia de marketing e vislumbrando novas oportunidades em meio ao distanciamento social, o Shopping Eldorado, na Zona Sul de São Paulo, levará agora as suas lojas para a Amazon.com.br.

Com a iniciativa, o empreendimento ganha uma página exclusiva na Amazon e permite aos lojistas digitalizar estoques e vender milhares de produtos para consumidores de todo Brasil. Em https://www.amazon.com.br/shoppingeldorado , o cliente encontra os produtos da sua loja favorita. Ele efetua suas compras no conforto da sua casa e recebe seus produtos em qualquer lugar do país.

Para facilitar a inserção do mundo online dos lojistas do Eldorado, a Amazon.com.br está implementando dentro do shopping o FBA Onsite – Logística da Amazon, solução que permite aos vendedores parceiros vender seus produtos em Amazon.com.br, sendo que a coleta e o envio são feitos pela Amazon. “O FBA Onsite – Logística da Amazon, é uma solução que os vendedores parceiros adoram pois traz mais eficiência logística e dá oportunidade de terem produtos elegíveis ao selo Prime, que oferece frete rápido e gratuito para membros Prime. Sob o ponto de vista prático, eles podem manter os produtos em seus estoques, controlar o inventário dedicado à Amazon por meio de um sistema operacional e, após o processamento do pedido, nós coletamos no Shopping Eldorado e entregamos para todo o Brasil”, afirma Ricardo Garrido, Diretor de Vendedores Parceiros da Amazon no Brasil.

Para Sergio Nagai, Superintendente do Eldorado, a estratégia busca acelerar o processo de digitalização do shopping center e contribuir com as vendas dos lojistas em um momento atípico. “Cabe a nós oferecer uma rede de apoio aos nossos operadores neste processo. Em pesquisa do Ibope, identificamos que 46% da população tem aumentado a participação do consumo online com maior recorrência do distanciamento social. Os shoppings e o varejo como um todo precisaram acelerar o processo de digitalização e diversificação de canais para atender a um modelo de negócio que se consolida ainda mais”, explica.

Pierre Fabre e BASF abrem desafio para startups para soluções em cosméticos e embalagens

O grupo Pierre Fabre, uma das principais empresas farmacêuticas e de dermocosméticos do mundo, em parceria com a BASF, está lançando um novo desafio para startups em busca de soluções para produtos cosméticos com tecnologia de limpeza a seco. A nova jornada está sendo lançada por meio da Central de Startups do onono – Centro de Experiências Científicas e Digitais da BASF, e é voltada a startups especializadas em inovação de produto, dermocosméticos e soluções sustentáveis de embalagens.

A proposta é transformar a experiência de uso de shampoo a seco, não só para as tecnologias cosméticas, como também em embalagens, seguindo alguns critérios considerados no desafio, como o uso de ingredientes naturais e redução de impacto ambiental. A perspectiva é encontrar soluções inovadoras e sustentáveis que consigam apresentar um conceito viável para o produto. As startups com as melhores propostas poderão desenvolver um projeto piloto e se tornar parceiras ou fornecedoras da Pierre Fabre.

Para se inscrever e saber mais detalhes sobre o desafio proposto é preciso fazer a inscrição até o próximo dia 16/07, no link https://acontece.onono.com.br/desafio-ecommerce_pierre. Há o pedido de que o pitch de apresentação das startups seja preferencialmente em inglês, mas é possível indicar com antecedência se for usar outro idioma.

Escalando a Indústria 4.0 com IA e nuvem híbrida

Por Camilo Rojas, responsável pelas plataformas Information Architecture& Cloud Pak for Data na IBM América Latina

A inteligência artificial (IA) está se tornando cada vez mais sofisticada. Para organizações de todos os tamanhos, isso significa que podem usá-la com mais facilidade para ajudar a resolver problemas cruciais e complexos.

No cenário desafiador do ano passado, a IA desempenhou um papel de destaque. Os varejistas a usaram para agilizar remessas de pedidos, reimaginar suas lojas como centros de distribuição e garantir que os consumidores pudessem acessar os produtos, mesmo quando as compras nas lojas foram totalmente suspensas. No setor de serviços, a implantação da IA ​​cresceu para ajudar a manter as redes elétricas em funcionamento, gerenciando problemas como o risco com a vegetação ou ações preventivas diante de eventos climáticos adversos. A IA também está nos ajudando a construir melhor, analisando e rastreando requisitos complexos de engenharia para equipamentos como aviões, respiradores e naves espaciais, usados ​​em situações que não admitem falhas.

É precisamente quando a IA é combinada com outras tecnologias habilitadoras que começamos a ver alguns dos caminhos que se abrem para o que chamamos de Indústria 4.0. Quando combinada com a Internet das Coisas, a IA pode analisar dados dos sensores e prever falhas de ativos industriais, como equipamentos de fábrica, sistemas de ar-condicionado e linhas de montagem. Pode também otimizar a programação da ordem de serviço de ativos, analisar riscos de falha e permitir que os gerentes priorizem os reparos com base em critérios diferentes. A inspeção visual está sendo usada para detectar defeitos de fabricação e ajudar a manter a segurança do trabalhador graças à análise de vídeo em tempo real.

Câmeras, balizas e sensores podem monitorar uma instalação 24 horas por dia, sete dias por semana. Com a ajuda da inteligência artificial que pode separar o sinal do ruído, as organizações podem garantir que informações valiosas não sejam perdidas e começar a automatizar partes cada vez mais complexas de seus processos de manufatura e produção. Esses componentes básicos da Indústria 4.0 já estão maduros e prontos para serem implantados nas empresas se forem acompanhados do investimento necessário em infraestrutura digital para sustentá-los.

Abrindo caminho para a Indústria 4.0 com nuvem híbrida

As tecnologias de IA e IoT são dois dos pilares fundamentais da automação industrial em grande escala, o que chamamos de Indústria 4.0. No entanto, escalar qualquer uma dessas aplicações também representa novos desafios que exigem um terceiro componente: a nuvem híbrida.

Vamos pensar no número de fontes de dados que podem estar em um único chão de fábrica, desde sensores de calor e de ocupação até câmeras que gravam dados visuais e monitoram a segurança do local de trabalho. Se extrapolamos isso para uma organização maior com várias instalações diferentes, talvez até tipos diferentes de instalações, a quantidade de dados a serem processados​​ aumenta exponencialmente. Os modelos de IA necessários para classificar todos os dados tornam-se muito mais complexos. E talvez o mais importante é que o tempo passa a ser uma variável fundamental: um modelo capaz de indicar somente depois de um mês que houve uma aglomeração de funcionários em um determinado corredor não é particularmente útil. Para tirar proveito dos insights preditivos, deve haver a capacidade de agir com base nesses insights imediatamente, o que significa ser capaz de realizar cálculos na borda, onde esses insights são coletados.

Esses três componentes, a capacidade de coletar e armazenar grandes e variáveis ​​quantidades de dados, a capacidade de executar modelos ou outro software nesses dados e a capacidade de fazer isso em qualquer lugar que quiser exigem uma pegada de infraestrutura que se estende da borda ao centro de dados e a nuvem. Para ser eficiente, é necessário um plano de gerenciamento perfeito em toda a infraestrutura. A nuvem híbrida facilita isso com uma plataforma comum baseada em contêiner que pode ser executada em todos os locais de infraestrutura. Oferece a capacidade de escalonar automaticamente com base em suas cargas de trabalho. E oferece a flexibilidade de executar sua plataforma em qualquer nuvem, pública, privada ou na borda.

Em um contexto de Indústria 4.0, a nuvem híbrida é o que conecta os pontos. Ela disponibiliza os dados, a inteligência artificial, as ferramentas e o software dos quais seus funcionários precisam, onde eles precisam. E quanto mais fácil é a tarefa para as pessoas, mais tempo, atenção e capacidade podem dedicar à resolução de problemas mais interessantes, complexos e caros.

Bayer e AgTech Garage firmam parceria em programa que conecta fruticultores do Nordeste a startups

Projeto envolve grupos de produtores de uva do Vale do São Francisco e prevê encontros mensais para discutir inovação
Falta de estrutura nas fazendas e de entendimento sobre como novas soluções podem ser utilizadas no campo são alguns dos entraves para uma maior adoção de tecnologia pelo produtor rural, segundo pesquisa recente da consultoria McKinsey. Em algumas culturas e regiões, esses obstáculos são ainda mais desafiadores. A fim de ajudar a solucionar esses gargalos, a multinacional de saúde e nutrição Bayer se uniu ao hub de inovação AgTech Garage para levar conhecimento e soluções inovadoras a um grupo de produtores de uva no Nordeste, na região do Vale do São Francisco.

Parte do programa For Farmers , iniciativa da AgTech Garage que consiste em uma série de encontros para conectar agricultores ao ecossistema de startups, o primeiro projeto terá como parceiros a Bayer, o LifeHub SP – hub de inovação da companhia -, e a plataforma de agricultura digital Climate FieldView. O grupo de produtores de uva tem se reunido mensalmente desde o segundo trimestre e, por um ano, vão discutir entre eles e com parceiros como soluções inovadoras podem contribuir e fomentar uma maior produtividade, rentabilidade e sustentabilidade na região do Vale do São Francisco.

Nessas conversas, os agricultores poderão interagir com especialistas, aprofundar o conhecimento sobre conceitos, ter contato com ferramentas que impulsionam a sustentabilidade e rentabilidade da lavoura, como a Climate FieldView, ou até mesmo ouvir propostas de outras agtechs que possam apoiá-los em suas atividades.

Para Fernanda Eduardo, Gerente de Digital & Inovação do LifeHub, o projeto é uma oportunidade de fomentar e impulsionar a transformação digital de empresas do agro distantes dos grandes polos e contribui para a missão da Bayer de pensar em inovação de forma colaborativa. “A Bayer carrega consigo o compromisso de promover a ‘Saúde para Todos e Fome para Ninguém’ e acreditamos que, integrado aos nossos três pilares estratégicos (pessoas, inovação aberta e sustentabilidade, podemos alcançar sucesso neste objetivo”, comenta a executiva.

Ainda segundo Fernanda, as soluções oferecidas pela Bayer são voltadas para atender as necessidades de propriedades rurais, seja de grande, médio ou pequeno porte. “Este projeto é uma nova maneira da Bayer de se conectar com o produtor rural para trabalharmos juntos novas formas de elevar o potencial produtivo da região do Vale do São Francisco, que já é imenso”, complementa.

Os encontros mensais permitem que os próprios produtores discutam quais dores têm em comum para, em seguida, mapear novas formas de resolvê-las, de acordo com José Tomé, CEO do AgTech Garage. “A intenção é que seja um projeto contínuo, na medida em que startups e produtores vão interagindo e evoluindo com as soluções. O For Farmers busca proporcionar a diferentes grupos de produtores uma experiência única de relacionamento com o ecossistema de inovação e empreendedorismo por meio de encontros recorrentes com essas startups”, comenta Tomé.

Após a fase de buscar soluções, das startups que participarão do programa – previamente selecionadas pela Agtech Garage – apenas as que também fizerem sentido para os produtores avançarão para os testes práticos nas fazendas.

Distantes dos grandes polos

A produção de uvas na região do Vale do São Francisco teve início nos anos 60. Desde então, a região tem se tornado referência tanto no Brasil quanto em outros países. Apesar disso, por estarem distantes de grandes polos de inovação, produtores da região nem sempre são o alvo prioritário da atenção de empresas que disponibilizam tecnologias para o setor.

“Por ser uma atividade com pequenas propriedades quando comparada com grandes cultivos, somos pouco enxergados”, relata Eliemerson Freitas, gerente de produção da Agrivale, produtora de 12 variedades de uva em 330 hectares no Vale do São Francisco que integra o primeiro grupo do For Farmers, junto com mais quatro fruticultores da região.

O Vale do São Francisco é uma das regiões brasileiras que mais produz e exporta uva e manga. A exportação das duas frutas teve uma alta de 17,93% no primeiro trimestre de 2021, ante ao mesmo período de 2020, segundo dados da Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport). No entanto, a fruticultura na região ainda é muito artesanal.

“O Brasil, como grande produtor agrícola que é, anda lado a lado com a tecnologia. Porém, quando falamos de produção de uvas, isso não é tão forte assim. Há uma necessidade evidente de uma maior adoção de soluções tecnológicas para otimizar nossos processos e é isso que procuramos aprimorar ao fazer parte do programa”, disse Freitas.

A expectativa é de que os encontros tragam soluções que aumentem a velocidade na tomada de decisões nas fazendas dos fruticultores. “Esperamos uma melhoria em nossos processos e um bom suporte na tomada de decisão, pois com uma adesão maior de tecnologias conseguimos analisar variáveis invisíveis a olho nu. Hoje é tudo muito dinâmico, então quanto mais rápido tivermos acesso a uma informação, mais conseguimos minimizar perdas e maximizar resultados”, finaliza o produtor.

Locaweb anuncia a aquisição da Bagy, plataforma de e-commerce com foco em Social Commerce

A Locaweb anuncia aquisição da Bagy , plataforma de e-commerce focada em Social Commerce, que permite que qualquer pessoa, mesmo sem conhecimentos técnicos, crie uma loja online, integre nas redes sociais e comece a vender em poucos minutos. Com mais essa aquisição, a companhia segue consolidada como o mais completo ecossistema de soluções de E-commerce do mercado.

Fundada em 2017 em Belo Horizonte, a Bagy é uma plataforma de e-commerce focada em social commerce, com mais de 13,5 mil clientes ativos. Seu objetivo é ajudar PME’s, pessoas físicas e influenciadores a montarem uma loja virtual de forma rápida e simples. Fazendo o download do aplicativo da Bagy, o usuário consegue montar uma loja em poucos minutos, utilizando somente o celular para cadastrar os produtos, tirar ou escolher fotos, determinar os valores e ainda integrar com as redes sociais como Instagram, Facebook e também marketplaces como o Mercado Livre. Além disso, o app conta com a função de gerenciamento da loja de forma simples e intuitiva, na tela do celular, de onde estiver.

Por meio da Bagy o lojista consegue vender seus produtos diretamente pelas principais redes sociais ou pelo site próprio, calcular fretes, escolher opções de pagamentos, integrar com marketplaces, tudo personalizado dentro de um aplicativo, tornando o caminho entre o pequeno lojista e cliente mais simples e curto.

O modelo de negócio é bem simples! O lojista pode começar a vender online gratuitamente por sete dias e, gostando da solução, escolhe um dos planos disponíveis, que lhe garantem produtos e suporte ilimitados.

O sucesso da companhia não fica só nas features e facilidades do produto. Em pouco tempo de existência, a Bagy já é referência em presença social e conta com mais de 127 mil seguidores no Instagram. Outro ponto de destaque é o evento (A Retomada), que acontece em julho e conta com mais de 40 mil participantes, e já é um dos maiores eventos de e-commerce do Brasil! Por possuir forte engajamento nas redes sociais e importante produção de conteúdo sobre e-commerce, a Bagy possui uma matriz de captação de clientes totalmente inovadora, em forte aceleração, escalável e com baixa dependência dos formatos tradicionais de mídia.

“Há algum tempo tenho acompanhado o poder do Social Commerce como impulsionador das vendas online, em especial na China, que já está mais consolidada nesse mercado. Agora, tenho muito orgulho de anunciar a aquisição da Bagy, essa plataforma que é referência em Social Commerce no Brasil” afirma Fernando Cirne, CEO da Locaweb.

A Bagy intensificará as iniciativas de social commerce da Companhia, segmento que vem apresentando forte crescimento, e se encaixará na jornada dos nossos clientes como uma importante ferramenta para captação e conversão de leads para todo o ecossistema da Locaweb. Além disso, incluindo a Bagy nesse ecossistema, ofereceremos de forma simples para toda a sua base de clientes nossas diversas soluções.

“Com a Bagy, queremos mostrar para o mercado que montar uma loja e começar a vender online é muito mais fácil do que todos imaginam. Buscamos a melhor e mais amigável solução de plataforma com foco em social commerce do Brasil e vamos oferecê-la para aqueles que sonham em vender online, mas faltava algo para dar o primeiro passo” afirma Willians Marques, diretor geral da Locaweb Commerce, responsável por todas as unidades de soluções para e-commerce da companhia.

Só na China, o mercado de social commerce movimentou mais de US﹩ 200 bilhões em 2020 e apresenta grande tendência de crescimento, devendo ultrapassar os US﹩ 400 bilhões até 2023, segundo o Inside Retailtechs Report. No Brasil esses números ainda são inferiores, mas com tendência de crescimento nos próximos anos.

“O mercado de Social Commerce no Brasil ainda está só no começo e tem muito para crescer. Quando comparamos com a China e Estados Unidos, concluímos que existe um enorme potencial aqui, ainda mais levando em consideração que os brasileiros são apaixonados por redes sociais e se influenciam muito quando são impactados por algum produto em plataformas como o Instagram e o Facebook, facilitando com isso o processo de compra” afirma Thiago Mazeto, diretor comercial e de sucesso do cliente da Tray.

“Estamos em um mercado que ainda vai crescer muito, mas sabíamos que para dar os próximos passos de forma mais assertiva, precisávamos de um apoio maior, tanto financeiro quanto de pessoas e experiência. A Locaweb chegou no melhor momento e estou certo de que somaremos forças para revolucionar o e-commerce no Brasil” afirma Pedro Rabelo, cofundador e CEO da Bagy.

Seguindo o modelo de atuação da Companhia em outros processos de M&A, a Locaweb adquire 100% da Bagy. Os sócios Pedro Rabelo, Tiago Amaral e Marcelo Alves, permanecerão na operação e manterão o time de colaboradores. Também juntarão forças com todas as demais unidades de negócios que oferecem soluções para e-commerce da Locaweb.

Uma das pioneiras em soluções Business to Business (B2B) para transformação digital de negócios no Brasil, a Locaweb nasceu para ajudar empreendedores e negócios a desenvolverem sua presença online e prosperarem na web. Ao longo dos últimos anos, a empresa realizou importantes aquisições, fortalecendo a atuação em diversos mercados como o de e-commerce, redes sociais, recorrência, marketing cloud, hospedagem, cloud computing, pagamentos e aplicativos mobile. A Locaweb possui cerca de 2 mil funcionários, quase 400 mil clientes e 20 mil desenvolvedores e agências parceiras. Com 23 anos de atuação, a empresa segue crescendo e inovando por meio de desenvolvimento e aprimoramento interno de produtos, bem como de aquisições.