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Recuperação gradual é esperança para indústria em 2021

Por Andreas Göhringer

Como falar de perspectivas após uma retração de 4,4% na economia mundial em 2020, com recuo de 5,8% no Brasil, conforme estimativas do Fundo Monetário Internacional? Temos muito a ser feito, se olharmos o PIB brasileiro, cujo crescimento na década que se encerra foi de apenas 2,2%, ante alta de 30,5% na economia mundial.

A visão de longo prazo é fundamental num momento de crise como o que ainda atravessamos. Isso inclui fazer nossa parte pela superação dos gargalos estruturais do país e seus problemas de infraestrutura que comprometem o escoamento da produção, como estradas, ferrovias, portos e aeroportos carentes de investimentos.

E temos alguma boa notícia? Claro que sim! A esperança permanece. Para lidar com as dificuldades enumeradas acima, o brasileiro lançou mão de sua criatividade. A falta de embalagens, no nosso caso, pôde ser superada com caixas plásticas retornáveis, utilizadas para trazer as importações e levar as exportações na sequência. Outro ponto forte foi o poder de negociação das equipes da cadeia de supply chain da indústria brasileira, sempre capazes de contornar obstáculos.

O segundo semestre de 2020 se mostrou muito melhor que o primeiro, e os efeitos desse início de retomada se fizeram sentir em cascata. Alguns projetos que estavam engavetados foram colocados em movimento. Diversas indústrias enxergaram a oportunidade de realizar manutenções necessárias, e assim um segmento alavanca o outro.

Para quem é fornecedor de máquinas e equipamentos, trata-se de uma oportunidade de oferecer peças de reposição. E a administração inteligente desses insumos é mais do que nunca necessária, como é o caso dos diafragmas para válvulas. A automatização de estoques pode incluir, por exemplo, o uso de chips nas peças, o que representa maior agilidade, controle, capacidade de rastreamento e economia de recursos.

Como fornecedores do setor farmacêutico, trabalhamos com persistência para garantir insumos da maior qualidade possível, entregues em dia e com preço justo.

Começamos o ano com grande otimismo e confiança na capacidade de reação de nossa indústria e conscientes da importante participação que temos na economia nacional e na sociedade como um todo.

Andreas Göhringer, conselheiro da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK-PR) e CEO da GEMÜ Válvulas, Sistemas de Medição e Controle no Brasil.

“Recomércio”, um conceito que deve impactar negócios no varejo

Por Stella Kochen Susskind, fundadora da SKS CX Customer Experience Consultancy

O conceito de brechós de luxo ganhou um novo significado, inspirando uma tendência que ao longo de 2021 pode impactar negócios de diferentes vertentes, sobretudo, o varejo. O “Recomércio” – do inglês, recommerce – pode ser visto, pontuando novas em plataformas de revenda e estratégias de fidelização. Para falar um pouco sobre a origem dessa tendência, lembro que o desafio imposto pela pandemia trouxe uma realidade de recessão para o planeta, impulsionando um mercado de venda de itens usados. De acordo com análises da GlobalData e da WGSN, esse modelo deve crescer 69% até 2021. Vale destacar que não somente a crise econômica potencializou o modelo, mas a reflexão dos clientes sobre a importância de cultivar novos valores de consumo.

Estamos diante de um comportamental – que envolve diversas gerações, não somente os millennials – de valorização da sustentabilidade; há um senso de urgência em formar comunidades mais conscientes do poder e do impacto do consumo. Antes que pensem que essa tendência é algo que tem atingido marcas e produtos mais jovens, alerto para o engano dessa percepção. A Levis, antenada com o crescimento do comércio reverso, lançou uma plataforma própria (Levi’s SecondHand), associada a um programa de recompra que oferece aos consumidores a opção de comprar jeans usados da grife ou trocar itens por pontos que podem ser usados tanto na compra de novos produtos, quanto de seminovos. E, nessa estratégia de fidelização, há oportunidades de adquirir itens vintage. Quer um outro exemplo? O grupo H&M deu start a uma ação similar, no qual os clientes é que comercializam os produtos da marca, que ganha 10% em cima da negociação. Grifes de luxo como Richard Mille e Mark Cross encamparam iniciativas inovadoras alinhadas ao recommerce.

Essa ideia de sustentabilidade e de enxergar os itens de maneira atemporal e com uma vida útil longeva impacta, também, o mercado de aluguel. A entrada de marcas de luxo nesse cenário – Gucci, Burberry e Stella McCartney – tem contribuído para combater o preconceito. Claro que muitas resistem! A Chanel processo a TheRealReal, acusando o site de vender falsificações. Em contrapartida, dados apontam que o recommerce contribui para tornar a marca mais desejada à medida que mais pessoas acessam.

No Brasil, têm surgido exemplos interessantes – em especial, quando pensamos na fidelização. Destaco, ainda, a Marisol – cliente da SKS CX Customer – que está desenvolvendo o projeto Re-conta. A premissa é que “roupas paradas não contam histórias”. A iniciativa incentiva o consumidor a escolher, no guarda-roupa, peças que estão prontas para novas histórias; levar as peças nas lojas Lilica & Tigor para trocar por créditos em novas compras. Em uma parceria com a plataforma Enjoei, as peças doadas vão para uma lojinha online, alimentando a proposta de economia circular. Um outro exemplo vem do mercado livreiro, que tem lançado mão dessa estratégia;  livrarias como a Cultura transforma livros seminovos, levados pelos clientes às unidades, em créditos para novas aquisições; no Sebo Cultura, na plataforma, as obras usadas podem ser compradas com descontos.

Esses novos modelos influenciados por movimentos que impactam nos diferentes perfis de consumo devem levar em consideração novas formas de atendimento ao consumidor. A relação entre gestores de marca e os clientes precisam estar no centro de um processo estratégico de atendimento e fidelização. O varejo – assim como o mundo – está em profunda transformação. As novas relações de consumo demandam um olhar especializado para entender as aspirações de consumo. Há mais de 30 anos tenho acompanhado as transformações e pesquisado, sobretudo com o apoio de clientes ocultos, essas ondas sociais que impactam nas relações de consumo. Recentemente, em um paper do Fórum Econômico Mundial, líderes do mundo alertavam para ser 2021 um ano crucial para reconstruir a confiança das pessoas diante dos impactos econômicos, sociais, tecnológicos e ambientais pós-Covid-19. Eles apontam a relevância de reformular os sistemas e redefinir prioridades. A minha recomendação aos gestores de marcas e produtos é ter máxima atenção às mudanças que a Quarta Revolução Industrial já trouxe e que devem ser consolidadas na próxima década.

Oportunidades de Investimento em iGaming

Ainda que a internet seja um campo amplo para empresas basearem o seu modelo de negócios, muitas enfrentam grandes dificuldades, como avanços tecnológicos frequentes, amplo campo para concorrência e dificuldades para atrair o público em meio a tantas ofertas, esses parâmetros parecem impulsionar a indústria de iGaming, que praticamente explodiu nos últimos anos.

No entanto, este crescimento também apresenta novos desafios, que possuem aspectos positivos e negativos, a regulamentação imposta em cada país. Ainda que a regulamentação seja algo positivo, estabelecendo pontos claros que devem ser seguidos pelas empresas, ainda representa mudanças, que muitas vezes são trabalhosas e requerem grandes investimentos.

Do que se trata o iGaming

iGaming é uma denominação abrangente para os sites de jogos de azar, desde apostas esportivas, e-sports, poker e bingo, até às conhecidas máquinas de slots e jogos de mesa mais tradicionais.

A maior parte das empresas de iGaming operam estabelecidas em locais físicos, onde existe incentivo fiscal e facilidades para a criação de cassinos e demais jogos de azar online, como Gibraltar, Reino Unido e Malta

Atual cenário do iGaming no Brasil

Atualmente, a regulamentação dos sites de jogos de azar no Brasil ainda está em processo de análise, depois de alguns escândalos envolvendo conflito de interesses. No entanto, o processo nunca esteve em fases tão avançadas, e deve ocorrer através de licitações.


As empresas apostam em um crescimento maior no cenário nacional após a regulamentação. Para quem deseja realizar investimento no setor, as principais oportunidades apresentadas no Brasil são as seguintes:

  • Ações de Cassino Online – Os maiores sites da indústria do iGaming possuem suas ações negociadas publicamente, permitindo a compra destas por investidores. Entre estes sites se destacam o Stars Group, que possui diversos portais e produtos do setor de jogos, e o LeoVegas, que se trata de um dos maiores sites de jogos de azar;
  • Ações de Software de Casino B2B – Outra oportunidade interessante é o investimento em ações públicas de empresas que são fornecedoras de serviços B2B, ou seja, terceiros que fornecem o software de back-end que permite o funcionamento do site. Entre as principais empresas se destacam a ambi Group, Gaming Innovation Group e Aspire Global;
  • Investimento em ETFs de jogos – Outra opção de mercado de investimento que tem crescido são os fundos, com um número crescente de oportunidades. Entre os principais fundos de investimento no setor de iGaming se destacam o BETZ, BJK e NERD & HERO;
  • Trade Esportivo – Para quem se arrisca no day trade, uma opção tão emocionante quanto e, até mesmo, similar é o trade esportivo. Neste caso, a aposta não seria no crescimento de certas ações, a análise do cenário é realizada em eventos esportivos, realizando a compra e venda das apostas de acordo com este estudo.

É importante salientar que, mesmo antes da regulamentação, existem empresas empenhadas em analisar e escrever um review explicando mais sobre cada um dos principais sites de jogos de azar, como o brasilcasinos.com.br, que auxilia os jogadores brasileiros a realizar boas escolhas.

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NRF 2021: o futuro da loja física no pós-pandemia

Por Caio Camargo, diretor comercial da Linx

Uma semana da NRF, a primeira completamente virtual, já se passou e os debates começam a esquentar, desenhando tendências para o varejo em 2021. Até aqui, quase todas as apresentações se iniciaram falando sobre os impactos da pandemia e como as empresas atravessaram esse período durante o último ano – e não poderia ser diferente. Uma das maiores apostas dos painéis, sem dúvidas, é entender o quanto dessas novas experiências e modelos de compra e consumo adotados pelas marcas e pelo mercado irão permanecer.

Com tanta digitalização nos últimos meses e conversas intensas sobre como mudar seu negócio para vender online, uma das principais perguntas que pairam no varejo é: “qual o futuro das lojas físicas?”. Algumas palestras já apontam a direção. Acredite: não somente há futuro, como devemos ver as lojas físicas serem novamente exaltadas como o grande ponto de experiências entre marcas e consumidores no mundo pós-pandemia.

É incrível como a tecnologia foi apressada durante a pandemia. Um dos painéis mais memoráveis, até o momento, chamou o momento de “A grande compressão”, um trocadilho com o momento da “Grande Depressão” dos anos 30. Porém, com um olhar positivo em que, além da transformação, identificou que teremos um novo momento da valorização da experiência da loja física. Afinal, depois de tantos meses sem poder sair de casa, as pessoas querem fazer tudo presencialmente. Ansiosos pela retomada, as marcas já começam a se preparar: a Suitsupply, por exemplo, está apostando em uma grande reforma de sua loja no SoHo, em Nova York, criando até mesmo um rooftop para receber os clientes depois que essa crise passar, com uma experiência única e diferenciada.

Para além da aparente fadiga de tudo o que é digital – um dos termos que ouvi foi o de Zoombombing, que é o cansaço de reuniões desse tipo –, esse momento deixará suas marcas em relação aos clientes. Muitos deles novos no digital, suas experiências tiveram fatores como personalização de promoções e serviços e, uma vez que retornem às lojas físicas, vão demandar que elas também ofereçam esse tipo de atendimento, afastando o antigo sentimento de massificação. Segundo pesquisa da Salesforce, mais de 84% dos consumidores norte-americanos desejam soluções e atendimento customizados. Para isso, os clientes estão dispostos a compartilhar seus dados com as marcas, desde que, em troca, tenham um real incremento em sua experiência ou jornada de compra, informação interessante para o momento em que mais discutimos LGPD no País.

A ideia é que, daqui para frente, o físico e digital se conversem mais do que nunca. É mais do que certo que as lojas físicas têm espaço para retomar sua performance e crescer, mas é preciso estar preparado para os novos hábitos do consumidor, lembrando que não é mais apenas a compra que importa, mas como o consumidor é guiado durante sua jornada. E é preciso se preparar agora, pois o cliente não vai querer esperar ainda mais para compensar o tempo dentro de casa.

Investida pela Softbank, Olist aposta em estratégia para reter desenvolvedores

Olist , startup que ajuda quem quer vender a encontrar quem quer comprar, utiliza estratégia que alinha negócios com desafios tecnológicos para crescer e se tornar a maior e melhor ferramenta de empoderamento de lojistas no Brasil – nos últimos 12 meses a empresa aumentou o número de clientes em 150%.

Apesar de sua rápida expansão, por meio de sua cultura organizacional forte, a marca preza pela qualidade de vida, bem-estar, capacitação e engajamento de seus funcionários. Assim, estimula a criatividade, a participação de todos e o aprendizado contínuo por meio de valores fundamentais que orientam todo o time. No entanto, um dos desafios do Olist, como em qualquer empresa de tecnologia, é trabalhar a retenção de desenvolvedores e desenvolvedoras, profissionais cobiçados pelo setor.

Na busca por seguir atraindo talentos e reforçar os benefícios de fazer parte do time de desenvolvimento do Olist, a empresa trouxe para dentro de casa o executivo Bruno Martins, que se tornou CTO da startup no primeiro semestre de 2020. Martins tem a missão de expandir a área de tecnologia e prepará-la tecnicamente para o ganho de escala do negócio, que já recebeu mais de R﹩ 230 milhões em aportes e projeta estar em mais de 100 mil lojas no próximo ano.

“Para um profissional de tecnologia, é uma oportunidade única e muito animadora, pois significa viver na prática tudo que se fala sobre crescimento exponencial, crescendo junto com a empresa e integrando um negócio de alto impacto. Outro ponto que atrai desenvolvedores para o Olist é que a essência da empresa é tecnologia, é o software em si que usamos para empoderar o comércio. Não à toa, estamos dobrando a área de tecnologia. Para 2022, pretendemos chegar a 450 pessoas nesse departamento, incluindo as mais diversas especialidades.”, conta Martins.

Ser um negócio inteiramente baseado em seu software cria uma cultura voltada para o desenvolvimento dessa tecnologia, o que gera desafios e oportunidades interessantes para toda equipe, inclusive os desenvolvedores. Além do ambiente inovador da startup, a área de RH do Olist investe em mapear as dores dos desenvolvedores, promovendo fóruns de discussões e produtos, investindo em propósito para engajar os colaboradores por meio de iniciativas como reuniões semanais e happy hour virtual.

“Aqui no Olist quem é do time de desenvolvimento faz coisas diferentes todos os dias e isso os motiva, pois são profissionais que não gostam de rotina e nem de fazer a mesma atividade por muito tempo”, comenta Bruna Almeida, Business Partner no Olist. Além disso, a startup oferece oportunidade de crescimento para profissionais de tecnologia. “São realizadas reuniões semanais com a liderança para avaliar movimentação salarial e promoção. Se a pessoa estiver alinhada com os valores da empresa e com as entregas, ela vai ser promovida”, finaliza Bruna.

“Ao alinhar propósitos de negócios com tecnologia, nosso CEO, Tiago Dalvi, nos incentiva a ousar, enxergar o erro como etapa fundamental do desenvolvimento de cada um e isso é saudável porque ele olha para os problemas de negócio e nos incentiva a inovar”, complementa Martins. Além dessa possibilidade constante de aprender, a startup acredita que é preciso criar vínculos. Atualmente, com 135 pessoas no time de tecnologia, eles veem a necessidade de entender que pessoas são maiores que tecnologia, por isso promover vínculo entre elas é essencial para o engajamento entre os times. Para isso, as equipes de negócio e tech buscam o equilíbrio entre o agora e o depois, para que ambos tenham clareza do papel da tecnologia no trabalho geral do Olist.

Candidatos podem se inscrever pelo link: olist.gupy.io

Empregados que se recusarem a tomar vacina podem ser demitidos por justa causa, alerta especialista

Após a Anvisa confirmar a aprovação para uso emergencial das vacinas CoronaVac e AstraZeneca neste domingo (17), começa nesta semana o início oficial da campanha de imunização do governo federal contra a Covid-19.

Em meio a uma onda negacionista no Brasil em relação às vacinas, os brasileiros não podem ser obrigados a participar da campanha de imunização, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os cidadãos que recusarem a vacina estarão sujeitos a sanções previstas em lei, como multas e impedimentos de frequentar determinados lugares.

No âmbito da justiça trabalhista, o empregado que se recusar a tomar a vacina pode ser demitido por justa causa, já que estará trazendo riscos sanitários para os colegas. De acordo com o advogado especialista em Direito e Processo do Trabalho, Rafael Camargo Felisbino, a empresa pode demitir o funcionário em questão, mas é recomendável que haja uma tentativa de conversa antes de medidas mais definitivas.

“É possível dispensar a pessoa que se recusa a se vacinar por justa causa, já que é obrigação da empresa zelar pelo meio ambiente e pela saúde de seus empregados. A pessoa que se recusa a tomar a vacina coloca a saúde de todos os colegas em risco. Entretanto, é recomendável que a justa causa seja precedida de uma advertência ou suspensão, ainda mais se esta for a primeira recusa e o empregado em questão tiver um histórico bom na empresa”, explica.

Honda abre inscrições para o Programa de Trainee 2021

A Honda lança hoje (19/01) o seu Programa de Trainee, que oferece oportunidades para recém-formados iniciarem suas carreiras na empresa.

São oferecidas 17 vagas de trainee para as unidades da empresa em São Paulo (SP), Sumaré (SP) e Manaus (AM). As vagas são destinadas para atuação nas áreas de Tecnologia da Informação, Comercial, Crédito, Gestão de Clientes, Seguros e Riscos.

A Honda busca candidatos recém-formados (até 2 anos), de cursos como Administração, Ciência da Computação, Engenharias, Tecnologia, Estatística, Física, Marketing, Matemática, Sistemas de Informação, entre outros. Além disso, o idioma inglês é requerido em nível avançado.

Os trainees passarão os primeiros três meses em job rotation pelas principais áreas da empresa e os nove meses seguintes em atividades em suas próprias áreas de atuação. Estão previstos também o desenvolvimento de projetos de melhorias nas áreas atuantes, além de uma grade específica de treinamentos e mentoria com gestores.

As inscrições para o processo seletivo seguem abertas até 18/02. Os candidatos interessados devem acessar o link https://bit.ly/3bPzQwt, que traz todos os detalhes sobre o programa. Os aprovados iniciarão as atividades em abril de 2021.

Da sobrevivência à inovação – superando desafios presentes no mercado financeiro

Por Ricardo Emmerich, presidente da Hewlett Packard Enterprise no Brasil

No despertar da COVID-19, todos os setores da indústria se encontram agora diante de uma batalha árdua contra o impacto estrutural e financeiro da pandemia global. Os serviços financeiros não são exceção, com muitas firmas tendo de cumprir o desafio de adaptarem-se rapidamente a um conjunto de realidades em constante mutação.

Nenhum empreendimento torce por uma interrupção não planejada da produtividade ou dos serviços, e muitos dos grandes players dos serviços financeiros têm se preparado muito bem para sustentar a resiliência dos negócios em situações de crise, mas 2020 trouxe à tona desafios sem precedentes para todos.

Um desafio imediato e dos mais significativos foi a necessidade de adaptação dos negócios, dos sistemas de TI e das equipes para dar suporte a uma força de trabalho totalmente remota e garantir resiliência operacional. Por exemplo, praticamente da noite para o dia bancos de todos os tamanhos transferiram prontamente milhares de seus funcionários para o trabalho em casa pela primeiríssima vez, a fim de garantir que a produtividade e as tarefas vitais continuassem a funcionar.

Oferecendo suporte a todas as suas equipes neste momento
Para a maioria das empresas, trabalhar em casa não é um conceito novo. Porém o conceito de capacitar e dar suporte para que mais de 90% da empresa trabalhe remotamente representa um caminho que poucos desbravaram no setor de serviços financeiros. Isso coloca uma enorme pressão nos sistemas de TI para sustentar não apenas as equipes de funções essenciais comuns, como o RH, o Financeiro e a TI, mas também equipes mais voltadas ao cliente, como a de vendas e os agentes de call center.

Ao longo dos últimos meses, testemunhamos diferentes abordagens bem-sucedidas, com muitos planos de mudança para colaborações sediadas na nuvem e soluções de produtividade, como o Microsoft Office 365 ou o Google G-Suite, e a adoção de soluções para reuniões, como o Zoom e o Microsoft Teams. Essa aceleração, que muito provavelmente figura na lista de afazeres das equipes de TI há anos, agora aconteceu em meses, impulsionada por uma necessidade urgente de redução da carga que recai sobre a conectividade do acesso remoto, a viabilização da colaboração virtual e a exploração da flexibilidade que essas soluções SaaS oferecem.

Uma outra abordagem se concentra em desenvolver computação remota e infraestrutura de virtualização de desktops (VDI) prontamente adequadas às demandas específicas de cada trabalhador – o setor, a organização e seus usuários finais. Mas, ainda assim, muitas das empresas que rapidamente implantaram soluções táticas para permitir que funcionários trabalhassem remotamente estão agora reavaliando como podem oferecer esse recurso mais estrategicamente e por um período de tempo mais longo. Fundamentalmente, o foco agora recai sobre a avaliação da resiliência dos serviços de trabalho remoto, simultaneamente à garantia de que a infraestrutura seja adequada à proposta de dar suporte à produtividade dos negócios a tempo, em um momento em que toda a organização depende disso para funcionar.

Ambas são soluções simples que as empresas vêm adotando para manter a continuidade dos negócios e resolver seus problemas mais urgentes ao seguir em frente. Em uma época desafiadora, associar-se a fornecedores de tecnologia e provedores de serviço confiáveis é crucial para garantir que sua equipe de TI possa contar com infraestrutura e com uma equipe pronta para auxiliar qualquer iniciativa de design, desenvolvimento e gerenciamento do trabalho remoto, ajudando a empresa a sair da crise mais forte do que nunca.

Planejando para o que vem por aí


Enquanto muito do foco a respeito de como as empresas de serviços financeiros são impactadas pela pandemia de COVID-19 recai sobre a forma como elas podem adaptar-se durante a pandemia, é importante que organizações usem agora o tempo para construir uma estratégia de TI de trabalho remoto a longo prazo, que beneficiará a continuidade dos negócios e a produtividade dos funcionários quando a pandemia chegar ao fim e muitos dos “novos normais” despontarem e estabelecerem-se.

Ainda que estejamos pisando em terreno desconhecido, é crucial que as organizações pensem de maneira inovadora e adotem soluções flexíveis tanto técnica quanto financeiramente para auxiliá-las no combate a qualquer obstáculo que surja conforme seus modelos de negócio mudem.

Com a redução da necessidade de sedes físicas por causa da pandemia e o consequente crescimento na ubiquidade dos serviços bancários digitais, organizações financeiras podem passar a analisar de que maneira elas podem usar seus espaços físicos de outra forma. Um exemplo poderia ser permitir que funcionários que talvez não consigam trabalhar em casa se juntem a pequenos grupos de colegas em um local que não seja o escritório central.

Com os papéis sendo desempenhados remotamente, ninguém pode ter certeza de qual será o novo padrão. Será que as pegadas imobiliárias existentes serão recalculadas para incluir uma mudança na dinâmica de como as pessoas querem trabalhar? Como as empresas se planejarão para o rebote da recuperação?

A despeito de como o mundo estará após a pandemia, a resiliência operacional continuará a ser uma demanda regulatória crucial para todas as empresas. O papel que plataformas e soluções de TI desempenharem na superação de qualquer transição ou mudança na demanda será crucial.

Ainda que uma necessidade tenha levado a essa recente transformação, as decisões tomadas pelas empresas de serviços financeiros hoje serão o impulso-chave para possibilitar a flexibilidade e a funcionalidade remota singular de que precisarão amanhã – uma peça crucial do quebra-cabeça que ajudará as organizações a avançarem na inovação acelerada e a continuarem a atrair os principais talentos que são imprescindíveis para o setor.

Movile anuncia nova diretora de Estratégia e M&A

A Movile, empresa que investe e desenvolve negócios de tecnologia e pessoas, anuncia a contratação da Silvia Motta para a posição de diretora de Estratégia e M&A. Profissional com mais de 10 anos de experiência em vários setores, desde startups até educação, Silvia teve passagens pela McKinsey & Company, Ventus Learning, Eleva Educação, além de The Coca-Cola Company, onde foi responsável pela estratégia da empresa no Brasil.

Silvia tem dupla diplomação em Engenharia Elétrica e Industrial pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e pela École Central de Lyon, respectivamente. Ela também possui MBA em Administração e Gestão Empresarial pela Harvard Business School.

A nova diretora de Estratégia pretende aplicar seu conhecimento de finanças corporativas, empreendedorismo e startups na atuação no Grupo Movile, ecossistema de empresas de tecnologia dentre os quais estão o iFood, MovilePay, PlayKids, Sympla, Wavy, Zoop e Mensajeros Urbanos. “A Movile tem o grande objetivo de impactar a vida de 1 bilhão de pessoas, e espero poder ajudar por meio do trabalho de apoio às empresas do ecossistema e impulsionando seu crescimento. Um dos meus desafios será desenvolver estratégias para que as investidas alcancem o máximo de seu potencial, especialmente em novas verticais que queremos explorar além das que já trabalhamos”, finaliza Silvia.

O que esperar do setor de redes corporativas em 2021

Por Ed Solis, vice-presidente da CommScope para a região das Américas para a área de vendas de soluções de infraestrutura corporativa

Depois de um ano caracterizado por sua complexidade em vários setores, é mais importante do que nunca estar preparado para enfrentar os desafios que virão em 2021. Em relação à tecnologia de telecomunicações, que registrou um avanço positivo e desenvolveu novas ferramentas e soluções, será necessário que seus provedores ofereçam as inovações essenciais que o mercado e as novas circunstâncias exigirão.

No caso da América Latina, uma das regiões mais afetadas pela pandemia, surgiram demandas tecnológicas sem precedentes. No início da crise de saúde as empresas não estavam prontas para adotar o modelo de trabalho remoto, e os funcionários não possuíam em suas casas redes compatíveis com as novas exigências de conectividade – ainda hoje algumas empresas continuam enfrentando restrições tecnológicas que impossibilitam o aproveitamento pleno de milhares de profissionais.

Assim, mais do que nunca os provedores de tecnologia precisarão orientar corretamente seus esforços para aperfeiçoar os serviços que oferecem a seus consumidores. Nesse sentido, destacam-se algumas tendências em redes corporativas que irão impulsionar o desenvolvimento do setor.

Integração de TI e TO

Em 2021 as empresas continuarão a adotar intensamente as redes remotas, pois, devido à incerteza criada pela pandemia, muitas delas manterão o modelo de home office, enquanto outras terão de alterar suas instalações para se adaptarem ao distanciamento social. Tudo isso fará com que um número cada vez menor de empregados trabalhe nos escritórios, o que faz crescer a importância das redes que permitem o trabalho à distância.

Além disso, prevê-se que as empresas continuarão a se equipar com conexões VPN seguras e a administrar suas redes de forma eficaz e, sobretudo, que as equipes de tecnologia da informação (TI) e tecnologia operacional (TO) trabalhem em conjunto, a fim de maximizar a eficiência e minimizar os custos derivados do correto funcionamento das tecnologias, dentro e fora dos escritórios.

Paralelamente, as equipes de TO continuarão a implementar tecnologias de controle de acesso, para evitar o contato entre as pessoas, e a instalar câmeras térmicas em locais estratégicos para verificar continuamente a temperatura dos funcionários. Outros sistemas poderão calcular a quantidade de pessoas aglomeradas em determinado lugar e, ao mesmo tempo, serão instaladas câmeras de segurança IP, luzes LED e sinalização digital 4K/HD.

Com o trabalho conjunto dos profissionais de TI (redes e dispositivos) e TO (HVAC, controle de acesso e iluminação), os limites entre essas áreas começará a ser suavizado, pois as equipes operacionais precisam conhecer a largura de banda disponível nas redes e como esse recurso está sendo administrado. Por sua vez, as equipes de TI deverão conectar à rede uma quantidade maior de dispositivos, o que irá requerer novas tecnologias de apoio, como CBRS e LTE. Isso levará a uma convergência das equipes de TO e TI que unificará a gestão da rede.

Gestão da informação a partir da nuvem

Não será uma surpresa se essas equipes de TO e TI recorrerem à nuvem para administrar grupos de usuários e aplicativos, pois, por se tratar de um recurso universalmente acessível para armazenar informação, facilita a administração simultânea dos funcionários remotos e dos que se encontram na empresa. Graças a essa ferramenta, a gestão do sistema pode ser feita a partir de qualquer lugar, sem que se perca a visão de quem está usando a rede e de onde podem ser encontrados pontos problemáticos.

Muitos costumam dizer que “a necessidade é a mãe da invenção”, e as restrições impostas pela pandemia obrigaram as redes a evoluir com uma velocidade que nunca imaginamos. Um exemplo é a demanda de largura de banda, necessária para suportar as novas tecnologias, o que está impulsionando a evolução generalizada da rede. Além disso, os novos dispositivos de borda serão catalisadores da atualização da infraestrutura de back-end, incluindo novos switches e cabeamento de fibra óptica capaz de suportar até 90 watts de PoE (Power over Ethernet).

A equipe de TI deverá implementar o cabeamento CAT6A, que suporta velocidade de dados de até 10 Gbps para evitar gargalos na rede e, dessa maneira, satisfazer as novas demandas de PoE.

Aumento da complexidade nas redes corporativas

Tudo isso fará com que as redes se tornem ainda mais complexas, e em 2021 veremos isso ocorrer à medida que se expanda o número de implantações tecnológicas. Os prédios de escritórios deverão incorporar redes móveis sem fio, Wi-Fi, CBRS, acesso sem fio fixo (FWA) e redes LTE, além de tecnologias que reduzam os riscos à saúde dos funcionários, como os aplicações de controle de temperatura corporal, de acesso e de aglomerações.

As comunicações por vídeos também continuarão a ser importantes, e as redes terão de suportar uma capacidade de conexão cada vez maior. As redes legadas em geral não foram construídas para suportar uplink de vídeo, por isso as atualizações de rede serão importantes para essa evolução que começou em 2020 e prosseguirá neste ano.

Conclui-se assim que, com mais pessoas trabalhando remotamente, as redes corporativas serão ainda mais importantes em 2021, o que levará à união das equipes de TI e TO e ao aumento do armazenamento na nuvem. Embora a complexidade da rede continuará sendo um desafio, o avanço na aplicação de tecnologias permitirá o surgimento de redes muito mais poderosas e flexíveis, preparadas para enfrentar o futuro do trabalho no setor de telecomunicações.

Leandro Marçal é o novo CIO do Banco PAN

O Banco PAN anuncia a chegada de Leandro Marçal para liderar a área de tecnologia (CIO). Leandro tem experiência consolidada na área de tecnologia, principalmente no setor financeiro. Com atuação de mais de 14 anos na área, a sua última passagem foi no Itaú Unibanco, onde liderou projetos de transformação digital, teve passagem como líder de tecnologia suportando diversos segmentos de negócio, como gestão de recursos, seguros, core banking, cartões e meios de pagamento. A área de tecnologia do PAN recebeu investimentos importantes nos últimos anos para digitalizar produtos, processos e serviços e também sustentar o crescimento da conta digital completa que o PAN oferece desde fevereiro do último ano.

Kuke capta R$500 mil em uma semana via EqSeed

A foodtech Kuke, que oferece experiências gastronômicas completas através de receitas e produtos exclusivos, acaba de realizar sua primeira rodada de investimento. A empresa captou meio milhão de reais em apenas 7 dias por meio da EqSeed, maior plataforma online de equity crowdfunding do Brasil.

De acordo com a CEO e fundadora da Kuke, Renata Ferretti, a Kuke harmoniza um hábito muito popular com alta escalabilidade de negócios. “As pessoas gostam de cozinhar, de comer bem, têm vontade de aprender a fazer uma receita e viver bons momentos em família. O que a Kuke conseguiu fazer foi colocar tecnologia e conveniência na base de toda essa experiência, o que nos permite crescer em larga escala. Essa combinação felizmente agradou a base de investidores da EqSeed”.

Brian Begnoche, CRO da EqSeed, entende que tanto o modelo quanto o mercado da Kuke fazem parte do apelo dessa foodtech. “A Kuke representa uma abordagem moderna e ‘fresh’ na atividade de cozinhar. Hoje em dia cada vez mais pessoas querem simplesmente desfrutar da experiência de cozinhar, sem se preocupar com toda a preparação. Kuke vinculou essa demanda com tecnologia, e inseriu-se em um mercado crescente com enorme potencial,” avalia.

“Há ainda de se apontar a questão da diversificação. Hoje, todos os mercados estão atravessando profundas revoluções tecnológicas e a indústria de alimentos também faz parte disso. Investidores querem construir portfólios diversificados para aproveitar a inovação de diversos setores, e estamos focados em fornecer essa diversificação de oportunidades para eles,” completa Begnoche.

De fato, o mercado de atuação da Kuke é bastante promissor. Atualmente o Brasil é o 4º colocado em consumo de alimentos saudáveis no ranking global e movimenta US$ 35 bilhões por ano, de acordo com uma pesquisa realizada pela Euromonitor. Segundo a agência internacional de pesquisa de mercado, nos últimos cinco anos, o crescimento do setor de alimentos e bebidas saudáveis foi, em média, de 12,3%.

O negócio

A Kuke funciona da seguinte forma: o usuário acessa a plataforma online da empresa, e pode escolher entre as diversas receitas disponíveis, assinadas por chefs profissionais e pela marca. Aí ele recebe todos os ingredientes com um passo a passo super detalhado em casa. Os alimentos são totalmente naturais, com rigorosa seleção de qualidade a partir dos produtores. Atualmente, a empresa já conta com mais de  1600 clientes inscritos e uma média de 4500 refeições produzidas por ano.  

A praticidade está no fato de que, ao invés de visitar mercados atrás de cada item, o cliente resolve tudo em poucos cliques. Vale destacar ainda que a quantidade fornecida é precisa para a receita em questão, evitando desperdício. Por fim, os valores dos pratos são sensivelmente mais baratos que os encontrados em grandes restaurantes. Dessa forma, a Kuke se posiciona como uma opção de alimentação saudável, sustentável –  algo claro também nas embalagens ecológicas –  além de oferecer conveniência e preço acessível.

Outra possibilidade oferecida pela empresa são experiências gastronômicas que a solução por si só já oferece, mas que a Kuke vai além oferecendo ao consumidor a possibilidade de agregar desde produtos complementares como bebidas (vinhos, cervejas) e sobremesas, até mesmo aulas online ao vivo ou vídeo aulas em que os chefs profissionais que assinam a receita dão mais dicas do preparo das receitas escolhidas.  Esse recorte também pode ser adquirido por grupos e empresas. Ambev, OLX  e Brmalls são algumas das companhias que já utilizaram o serviço.

Vale destacar ainda a solução de totens interativos da marca, que dá corpo à estratégia omnichannel da empresa. “A escalabilidade e a tração do negócio se dá por meio da plataforma online. Ali o usuário encontra todas as receitas, os ingredientes e recebe tudo na sua casa em poucos cliques”, afirma Renata.

Com o aporte conquistado, a Kuke pode dar os primeiros passos para o crescimento planejado para o futuro. Os planos incluem expansão para outras regiões, novas contratações, novos modelos de parcerias e o objetivo de atingir R$1 milhão em receita bruta no próximo ano.

“O trabalho, agora, será de expansão não apenas regional, mas de serviços e produtos. O cardápio de receitas deve aumentar, bem como os itens exclusivos da marca. Estamos felizes com a confiança dos investidores e da EqSeed e certas de que teremos muito trabalho pela frente”, completa Renata.

6 tendências para desenvolvedores em 2021

Por Kevin Allen, IBM Developer Advocate

Os developer advocates da IBM compartilham seus insights sobre as tendências que veremos em 2021.

1. Desenvolvimento de Multi Arquitetura
De acordo com Spencer Krum, developer advocate da IBM: “Você terá que se testar e utilizar muitas plataformas diferentes – e desenvolver para essas plataformas. Isso será muito trabalhoso, mas é o que vamos ter que fazer para realmente capturar muitos usuários.”

Red Hat OpenShift é uma plataforma de nuvem híbrida aberta que permite codificar em modo de produção em qualquer lugar que você escolher desenvolver.

2. Experiência de desenvolvimento em thin terminal
developer advocate da IBM, JJ Asghar, prevê melhores experiências de desenvolvimento com thin terminals em 2021. “Eu realmente acredito que nós teremos mais thin terminals ou experiências similares com o iPad para desenvolvedores em 2021”, diz Asghar. “A capacidade de ter espaços de trabalho prontos para o desenvolvimento ou servidor de desenvolvimento, nos quais você pode executar VS code na nuvem para poder fazer o desenvolvimento, permitirá que os espaços de trabalho thin client comecem a voltar. Eu realmente acho que isso será divertido”.

Explore os Red Hat CodeReady Workspaces e os IBM Wazi Developer for Red Hat CodeReady Workspacepara acessar os workspaces OpenShift e a IDE no navegador para o desenvolvimento rápido de aplicações em nuvem.

3. Privacidade de Dados em Segurança
A engenheira sênior de software da IBM, Megan Kostick, identificou a privacidade de dados em segurança como uma das principais tendências para 2021. “As pessoas já estão se perguntando: ‘onde estão meus dados, como eles estão sendo processados, como eles são usados, compartilhados, permanecem em conformidade?”, diz Kostick. “E com a GDPR, eu acho que realmente se abriram as portas aqui, e nós vamos ver muita inovação não apenas na indústria de tecnologia, mas também, em todas as indústrias que armazenam dados e eu estou animada para ver o que vai vir este ano.”

Assista a este vídeo para aprender a desenhar microserviços para segurança e privacidade e aprenda a construir um aplicativo seguro com o OpenShift 4,3 na nuvem pública.

4. Chatbots
developer advocate da IBM, Hana Ibrahim, vê uma evolução em chatbots em 2021. “Neste ano, as empresas serão forçadas a se ajustar ao que chamamos de ‘operações em qualquer lugar’, onde teriam que prestar seus serviços remotamente, especialmente com os supermercados e com os restaurantes”, diz Ibrahim. ” Temos visto o surgimento de apps que fazem encomenda de comida ou mercado para você. Então, eu acho que chatbots serão muito requisitados. Eles ajudarão essas empresas a obter todos os pedidos dos clientes e tê-los em um só lugar.”

Watson Assistant ajuda a criar chatbots. Se você está pronto para construir seu próprio chatbot, confira o padrão de código a seguir: Construa um chatbot para o seu app móvel.

5. Edge computing
developer advocate da IBM, Mo Haghighi, prevê uma maior ênfase em edge computing para desenvolvedores. “Edge computing está por aí há algum tempo”, diz Haghighi, “mas com os últimos avanços nas áreas de semicondutores, comunicações e código aberto, os desenvolvedores agora são capazes de construir poderosos aplicativos de ponta incorporando inteligência artificial.”

Leia este artigo para entender os benefícios, desafios e arquiteturas a serem considerados ao implementar edge computing em telecomunicações e outras indústrias: Arquitetura de Edge Computing e casos de uso.

6. DevOps
developer advocate e apresentador do podcast IBM Developer, Luke Schantz, diz que fomos além do ciclo do hype para DevOps, DevSecOps e Data Ops. “Essas práticas alcançaram a maturidade e estão sendo aplicadas em todos os lugares, como parte das transformações digitais, da modernização de aplicações e do desenvolvimento de novas aplicações”, diz Schantz.

Enel Brasil usa drone com tecnologia pioneira no país para inspeções de redes e usinas

Uma tecnologia pioneira no País está sendo testada pela Enel Brasil para a inspeção de redes de transmissão e distribuição e usinas solares e eólica. Por meio de drones com software de inteligência artificial embarcado e processado no próprio equipamento (Edge Computing), será possível analisar em tempo real as imagens coletadas pela primeira vez no Brasil. A inovação contribui para tornar mais ágil e eficiente a manutenção preventiva de ativos de distribuição e geração, contribuindo para reduzir as interrupções no fornecimento de energia e aumentar o nível de disponibilidade das usinas para o sistema elétrico.

A tecnologia foi desenvolvida pela Horus, uma das empresas participantes do Energy Start, programa de incentivo a startups da Enel no Brasil, e é financiado com recursos do Programa de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A empresa recebeu um aporte total de R$ 2 milhões da Enel para o desenvolvimento do “novo drone” com foco nas operações de geração e distribuição do grupo no Brasil.

O drone está sendo utilizado, em fase de testes, para avaliar as redes de média e alta tensão das distribuidoras da Enel Brasil nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Ceará. Ao todo, o equipamento será usado para inspecionar 1 mil quilômetros de rede até o final do projeto. Além disso, a tecnologia será usada também para inspeção dos painéis fotovoltaicos e pás dos aerogeradores das usinas da Enel Green Power, braço de geração renovável do grupo Enel.

“Por meio de inteligência artificial, o drone consegue processar automaticamente e em tempo real as imagens captadas, identificando a falha e já priorizando o trabalho para as equipes de manutenção. Além de ser pioneira no país, a tecnologia também está sendo utilizada pela primeira vez pela Enel globalmente na sua área de Infraestrutura & Rede, o que mostra o papel de vanguarda do Brasil no desenvolvimento de inovações aplicáveis em diversos outros países e contextos”, afirma o diretor de Tecnologia de Rede da Enel Brasil, Bruno Cecchetti.

As informações captadas pelo drone e que indicam necessidade de algum tipo de reparo são automaticamente classificadas para execução das atividades de manutenção das operações do Grupo. Dessa forma, as equipes de campo são direcionadas de forma rápida e precisa aos pontos selecionados. A Enel já emprega o uso de drones para inspeções de campo, mas a tecnologia atual não conta com sistema de inteligência artificial embarcado e o processo de análise de imagens ainda é manual, a partir da análise do material por técnicos do grupo.

Os drones em teste também conta com uma câmera de inspeção termográfica. Esse recurso, utilizado neste momento apenas nas usinas solares, possibilita a rápida identificação de placas fotovoltaicas com temperaturas fora do padrão, facilitando a sua manutenção.

Para permitir que o sistema de inteligência artificial do drone possa identificar problemas nas redes elétricas e nas usinas de geração, especialistas da Enel e da Horus trabalharam em uma etapa de coleta de imagens dos mais diversos tipos de ativos de energia e as anomalias encontradas. Essas informações foram adicionadas para treinamento do software de inteligência artificial, permitindo que a ferramenta pudesse ser capaz de avaliar as fotos capturadas nas inspeções e descobrisse a falha mais provável.

A aposta da área de Novas Tecnologias da diretoria de Infraestrutura e Redes da Enel Brasil é de que a solução, além de agilizar as ações de manutenção preventiva, resulte em redução dos custos das inspeções e atividades de backoffice, além de diminuir o tempo de execução das inspeções e o risco de acidentes na operação das redes elétricas das distribuidoras e das usinas da EGP.

“A inovação é presente nas soluções e tecnologias desenvolvidas pela Horus desde o início da companhia. Ter a oportunidade de desenvolver esse projeto pioneiro no Brasil, em parceria com a ENEL, demonstra a capacidade em superar os desafios encontrados e aumentar eficiência nos processos com tecnologia própria, inteligência artificial e drones”, afirma, COO da Horus, Lucas Bastos.

Histórico da parceria

Sediada em Florianópolis, a Horus foi uma das selecionadas pela Enel no Energy Start 2018, concorrendo contra cerca de 2 mil startups brasileiras. Durante o processo de seleção, após interações com as áreas de negócio da companhia no Brasil, foi identificado que a solução da empresa teria potencial para contribuir na resolução de desafios enfrentados pela EGP e pelas distribuidoras do grupo. A ação resultou em um aporte inicial de R$ 500 mil no projeto.

Em julho de 2018, a empresa foi selecionada como uma das startups vencedoras do Energy Start, ganhando contrato de investimento no valor total de R$ 2 milhões, incluindo o valor inicial de R$ 500 mil, e uma imersão no Vale do Silício, realizada em setembro de 2018. Sob o acompanhamento da área de inovação global da Enel, a Horus recebeu mentorias com as principais empresas de tecnologia e startups do ecossistema de inovação de São Francisco, aprendendo sobre a elaboração de pitches e planos de negócio para tornar a solução e a empresa escaláveis.

Como fruto da parceria para o desenvolvimento tecnológico da solução, a Enel detém parte da propriedade intelectual da tecnologia desenvolvida e tem direito a uma parte da receita líquida de royalties sob a venda do produto e/ou serviço para outras empresas.

Vacina abrirá as portas dos eventos?

Por José Roberto Sevieri

Não se sabe de forma assertiva, mas abre a esperança de dias melhores.

Com o inicio da vacinação, é possível sentirmos a melhora do quadro atual. Após três meses, ou seja, a partir de maio de 2021, certamente o impacto sobre a sociedade estará menor, com menos pessoas contaminadas, em tratamento e óbitos por Covid-19.

Deverá ganhar corpo a perspectiva de que a vitória da tecnologia sobre a doença estará cada vez mais próxima.

Os eventos estão autorizados a acontecerem em grande parte do território brasileiro. Mas falta confiança, por parte dos visitantes e expositores, em colocar os mesmos em pé, gerando nova onda de cancelamentos e adiamentos.

Isso se dá mesmo com a coragem e a competência dos promotores e organizadores de eventos, que conseguiram fazer alguns certames com resultados ótimos de transmissão de conhecimento e de geração de negócios, sem noticias de transmissão da doença.

Mas a vacinação fará toda a diferença para a confiança voltar. Trará de volta a visitação para as feiras, os congressistas para os eventos de auditório e certamente, mês a mês, os resultados serão melhores, até se atingir a normalidade a que estávamos acostumados.

Tudo indica que algumas tecnologias inseridas neste mundo durante a pandemia devem continuar, como as lives, os webinars, os híbridos e as feiras on-line.

Serão anexadas aos eventos presenciais, que terão ainda mais janelas de exposição para o público interessado, com mais audiência e certamente mais resultados para todos os participantes.

O futuro próximo será excelente e virá, de forma crescente, a partir de maio de 2021.

Ponham as baterias para recarregar, para chegarem a 100% de carga, pois teremos muito a realizar pela frente.

Viva o setor de eventos! Viva o desenvolvimento! Viva a vida!

José Roberto Sevieri, promotor de feiras, administrador de empresas, CEO da Proma Feiras e Vice-Presidente da ADVB – Associação Brasileira dos Dirigentes de Vendas do Brasil

Visa lista tendências que devem crescer em 2021

A aceleração do uso de meios eletrônicos de pagamento no último ano tem sido bastante representativa e significa uma mudança de comportamento do consumidor que veio para ficar. Soluções tecnológicas que já existiam ganharam ainda mais espaço no dia a dia das pessoas, o que levou empresas a investirem em presença digital. Dados da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) mostram que, no acumulado de janeiro a setembro de 2020, os pagamentos por meios digitais chegaram a R$ 1,38 trilhão. Foram 16,3 bilhões de transações – R$ 306,9 bilhões em compras não presenciais.

“O novo cenário em que temos vivido possibilita a popularização e o avanço de muitas formas de pagamento, proporcionando mais agilidade, segurança e eficiência nas transações e, consequentemente, em nossas vidas. São tendências que vieram para ficar, beneficiando toda a cadeia: emissores, estabelecimentos comerciais, consumidores e redes de pagamento”, comenta Percival Jatobá, vice-presidente de Soluções e Inovação da Visa do Brasil.

Confira as principais tendências previstas para este mercado em 2021:

• E-commerce: a popularização e a emergência do comércio integrado

Em 2021, devemos ver o comércio integrado (operações online e física juntas) deixar de ser uma tendência para se tornar algo comum. Teremos novas formas de entrega e avanços tecnológicos para quem compra via app. Além disso, estratégias de comércio multicanal poderão tornar as empresas ainda mais ágeis para atender as constantes mudanças e necessidades dos seus clientes – como vimos no ano passado, as empresas ofereceram opções de compra on-line com retirada por drive-thru, por exemplo.

• Mundialmente, o número de credenciais Visa de e-commerce ativas, excluindo o setor de viagem, cresceram 14% desde janeiro de 2020, reforçando a contínua migração dos consumidores para as compras on-line¹.

• Visa Consulting & Analytics, braço de consultoria da Visa, analisou o comportamento desses estabelecimentos comerciais brasileiros, entre abril e junho deste ano, e descobriu que mais de 70 mil estabelecimentos que atuavam apenas no mundo físico no mesmo período de 2019 entraram para o mundo online. E mais: essas empresas conseguiram aumentar seu ticket médio por transação em 17% ao migrar para o e-commerce.

• Pagamentos digitais tornam-se cada vez mais a opção padrão

A evolução ocorrida em 2020 na indústria de pagamentos digitais do mundo todo é irreversível. O uso de pagamentos por aproximação tornou-se uma medida de saúde pública para evitar a COVID-19 e nada indica que isso mudará pós-pandemia. E isso não se aplica apenas às empresas tradicionais ou de grande porte: no mundo todo temos presenciado governos aumentando os limites das transações por aproximação, redes de transporte público atualizando seus sistemas para aceitá-los e pequenas empresas usando essa agilidade a seu favor. Como parte da expansão, os pagamentos nos pontos de venda e as plataformas de financiamento passarão por uma grande transformação para garantir que as opções digital-first sejam viáveis; além disso, as moedas digitais se tornarão um dos métodos preferidos dos consumidores para pagar suas compras.

• Quando comparamos setembro de 2019 com o mesmo mês em 2020, o crescimento do pagamento por aproximação com credenciais da Visa foi quase 5x maior – confirmando que a busca por pagamentos mais seguros, rápidos e limpos foi acelerada pela pandemia, e o pagamento por aproximação está entrando de vez no hábito do brasileiro. Na comparação entre o primeiro trimestre de 2020 (janeiro, fevereiro e março) e terceiro trimestre desse mesm ano (julho, agosto e setembro) vimos o uso praticamente dobrar (Visa Consulting & Analytics).

• Tap to Phone

À medida que os pagamentos por aproximação vão se tornando a experiência de pagamento padrão em pontos de venda do mundo inteiro, a tecnologia Tap to Phone – solução que transforma a geração atual de smartphones ou tablets Android em terminais POS baseados em software (softPOS) – permitirá que as micro e pequenas empresas entrem na economia digital com a simplicidade de um app. Tap to Phone permite que os vendedores aceitem pagamentos por aproximação sem a necessidade de adquirir um terminal de aceitação de pagamentos. Este produto está começando a crescer em algumas regiões e a expectativa é que 2021 e 2022 sejam anos de muito crescimento, conforme a popularização do uso de pagamentos por aproximação. Já existem planos de lançamento para o Brasil.

• Moeda digital para todos os consumidores

A cada dia, o sistema financeiro mundial fica mais próximo de um futuro com criptomoedas. O dinheiro digital está cada vez mais presente “nas carteiras” dos consumidores e nas mentes dos legisladores, inaugurando uma nova geração de moeda digital que deverá ser expressivamente consumida em 2021. Por exemplo, desde o lançamento do programa para fintechs da Visa, o Fast Track, cerca de um terço das empresas participantes voltadas ao consumidor está criando produtos que usam moedas digitais.

• Marketplaces digitais são as novas “Ruas do Comércio” para as MPE

O pequeno empresário está sempre de olho em maneiras de entrar em mercados fora de sua comunidade local – principalmente agora que as normas para as compras presenciais e de controle da COVID-19 alteraram drasticamente a forma como as MPEs se mantêm conectadas com os clientes. Em 2021, enxergar os marketplaces como uma nova “Rua do Comércio” digital será fundamental para a sobrevivência das pequenas empresas. Além de ajudarem a pequena empresa a ganhar exposição, eles permitirão atingir novos clientes em potencial, vender seus produtos 24/7 e desenvolver novas experiências de atendimento para os consumidores que são digital-first.

• Pequenas empresas frente às fraudes

As fraudes migraram para as transações no mundo online. Para evitar isso, a plataforma de tokenização da Visa cria e mantém boas experiências de pagamento dos seus clientes enquanto protege as informações sensíveis de seus consumidores contra fraudes. Com a migração para o online-first, as pequenas empresas precisam ficar atentas a esta tendência, visto que podem não estar tão bem equipadas quanto as grandes empresas no quesito segurança.

• Benefícios do pagamento eletrônico

Outra tendência muito importante, diz respeito à evolução dos benefícios dos cartões de crédito, um meio de pagamento com vantagens, como o parcelamento sem juros, programas de fidelidade, benefícios de seguro proteção de compra, proteção de preço, garantia estendida, além de benefícios de viagens. Em 2020, a Visa lançou uma plataforma global de customização de benefícios, que permite ao consumidor a possibilidade de escolher o pacote de benefícios que deseja usufruir.

• A vez do débito online

O débito, por sua vez, também ganha espaço nas tendências de 2021. O uso da modalidade vem assumindo um crescimento importante, uma vez que, em meio a instabilidade do momento, a população passa a preferir pagamentos à vista, além do uso de pagamentos digitais ao manuseio de dinheiro em papel. A categoria de débito online cresceu com o aumento da presença de empresas no e-commerce. A implantação de tecnologia de segurança, como o 3DS 2.0, por exemplo, favoreceu as transações virtuais, e deverá se popularizar, trabalhando nos bastidores para que todos possam ter a melhor experiência possível em seus pagamentos digitais.


¹Resultados do Q4 – Visa

Cibersegurança: seis principais tendências para 2021

Por Alexis Aguirre, Diretor de Cibersegurança da Unisys para a América Latina

Mesmo com as campanhas de vacinação contra a Covid-19 em vários países, o isolamento social é ainda uma realidade para grande parte do mundo. Além disso, os movimentos de trabalho remoto parecem ter vindo para ficar. Essas características aumentam as vulnerabilidades digitais e potencializam os ataques cibernéticos.

Diante desse cenário, há seis tendências de segurança da informação que as empresas devem priorizar em 2021.

• Redes domésticas são pontos de acesso a dados corporativos

As redes domésticas, sobrecarregadas pela adoção do trabalho remoto massivo, deverão ter aumento significativo nos ataques cibernéticos. Da mesma forma, os cibercriminosos devem intensificar abordagens maliciosas em e-mail e telefones celulares pessoais, via mensagens por SMS e comunicadores. Os criminosos aprenderam rapidamente que, se puderem acessar redes domésticas e dispositivos pessoais é muito provável que consigam acessar informações corporativas também.

• Redes sobrecarregadas estão vulneráveis

O aumento contínuo de ataques a infraestruturas de redes legado, como a VPN (sigla em inglês para Rede Virtual Privada). Como muitas organizações agora estão sobrecarregadas com conexões por meio de VPN, os cibercriminosos veem uma oportunidade de suas investidas serem encobertas em meio a esse tráfego de dados colossal.

• Instituições de saúde devem redobrar atenção à segurança de dados

As instituições de saúde, como hospitais, clínicas e consultórios, que não se protegerem adequadamente poderão ter vazadas informações como prontuários médicos e dados pessoais de pacientes para criminosos em todo o mundo.

• Redes sociais para desacreditar empresas vítimas de ransomware

Existe um movimento crescente do uso de redes sociais para desacreditar publicamente as empresas que não respondem aos pedidos de resgate de ransomware, tipo de ciberataque que restringe o acesso ao sistema infectado com uma espécie de bloqueio dos dados e cobrança de um resgate em criptomoedas para liberar o acesso. Acredita-se que expor o fato de consumidores terem seus dados vazados pressiona a organização afetada a acatar as demandas dos criminosos.

• Phishing está em ascensão

A quinta tendência é o fortalecimento do phishing, tática criminosa que ludibria as pessoas a compartilhar informações confidenciais, como senhas e número de cartões de crédito, por meio de e-mails e mensagens maliciosas. Essa prática, que remete aos primórdios da internet, continuará a ser uma prática de sucesso para os cibercriminosos conseguirem acessar informações confidenciais ou instalar malware em sistemas.

• Ambientes em nuvem devem contar com proteção adequada

O sexto e último destaque é a constatação de que os ambientes em nuvem estão sendo intensamente escaneados ​​e atacados. Muitas organizações tiveram de mover rapidamente aplicativos e infraestrutura para a nuvem por conta da adoção repentina e massiva do home office após a deflagração da pandemia de Covid-19. Essa transformação digital acelerada pode ter sido descuidada em relação à segurança, com organizações não garantindo a proteção dos ambientes de forma adequada.

Destaques da cibersegurança global

Há, ainda, dois movimentos de vanguarda em relação à segurança cibernética no mundo, um positivo e outro negativo.

A tendência mais favorável, no sentido de trazer maior efetividade às ações, é a mudança de foco de prevenção para a resposta em cibersegurança. Ou seja, não é mais uma questão de saber se um usuário foi hackeado, mas quando e, principalmente, qual será a resposta ao ataque. As empresas não têm orçamento suficiente para investir em uma multiplicidade de tecnologias de proteção para evitar ataques. Por isso, as organizações já agem no sentido de desenvolver abordagens para responder com agilidade e efetividade a uma intrusão, com simulações periódicas de ataques, treinamentos de equipes e capacitação sobre comportamentos seguros a todos os funcionários.

Já a tendência negativa, aquela que pode ser considerada mais prejudicial, é a consequência da ampliação do campo de ataque das organizações. Há mais portas de entrada às empresas com muitas pessoas trabalhando e estudando em casa. Com isso, os cibercriminosos estão lançando, agora, mais do que nunca, ataques com o objetivo de explorar as vulnerabilidades daqueles que confiam em suas redes domésticas e dispositivos pessoais. Nesse sentido, é preciso estar atento e preparado para agir com rapidez diante de qualquer ameaça que surja.

46% das grandes empresas fizeram investimentos em startups em 2020

Apesar e por causa da pandemia, 2020 foi um ano intenso no mercado de M&A, especialmente de negócios envolvendo grandes corporações, startups e pequenas ou médias empresas. 46% das grandes empresas realizaram aportes para aquisições; 17% investiram mais de R﹩ 50 milhões e 58% entre R﹩ 1 milhão e R﹩ 5 milhões. Entre 75 investimentos mapeados, 16 foram em fintechs, 11 em empresas de TI e 8 em empresas de SaaS.

Os dados são da “1ª Pesquisa BR Angels/FirstCom – Investimentos, Aquisições e Maturidade em Inovação”, realizada pelo BR Angels , associação nacional voltada para investimento anjo e composta por executivos C-Level com atuação em grandes empresas de diferentes mercados, em parceria com a agência de relações públicas FirstCom Comunicação . A pesquisa foi conduzida com 104 CEOs, 74 deles associados ao BR Angels, que lideram grandes empresas em diversos segmentos, como varejo, bens de consumo, tecnologia, financeiro, educação e serviços.

“Nossa pesquisa mostrou que a pandemia funcionou como um combustível para transformação digital, levando grandes empresas a aumentarem o apetite por startups para acelerar a digitalização, incorporar novas tecnologias e aumentar a competitividade. Este ano podemos esperar um movimento ainda maior das corporações em direção às startups”, constata Orlando Cintra, fundador e CEO da BR Angels.

“Em setores como o financeiro o avanço das instituições tradicionais sobre as startups foi ainda mais intenso, uma consequência do aumento da demanda vinda de consumidores que passaram a usar serviços bancários pelo celular ou que abriram uma conta pela primeira vez. Empresas com serviços na nuvem e com soluções para digitalização do varejo também foram bastante assediadas”, acrescenta Luis Claudio Allan, CEO da FirstCom.

O levantamento identificou também os principais motivos para investir em empresas inovadoras – acelerar a transformação digital (27%), incorporar tecnologia (23%) e ganhar competitividade (21%) foram os mais indicados pelos CEOs.

De acordo com a pesquisa, a tendência continuará em alta em 2021, com 65% dos respondentes informando que pensam em fazer aquisições no próximo ano (contra 46% este ano) e os 3 setores preferidos permanecem – TI, Fintechs, SaaS. A maior parte planeja investir entre R﹩ 1 milhão e R﹩ 5 milhões (41%) e acima de R﹩ 50 milhões (26%).

A pesquisa indicou que apenas pouco mais de ¼ (28%) já têm um programa de corporate venture, innovation hub ou venture builder para investir ou acelerar startups, mostrando que ainda há muito espaço para o desenvolvimento de iniciativas sistemáticas voltadas à integração de grandes empresas com empresas inovadoras. 38% responderam que planejam implementar programas nos próximos 2 anos, revelando um aumento do interesse das organizações em atuar no ecossistema de startups.

A maior parte (29%) dos programas foram implementados no último ano, um provável reflexo da necessidade de acelerar a transformação digital no pós-pandemia – 71% responderam que este interesse aumentou depois do Covid-19. 73% informaram que aumentaram investimentos em tecnologia e digital este ano; 28% elevaram os investimentos em até 10% e 26% entre 10% e 25%. As áreas de vendas (54 respostas), marketing (51), TI (50) e financeiro (47) foram as mais impactadas pela digitalização este ano.

Os Conselhos Administrativo e Consultivo indicam que estão mais antenados com a inovação – 59% disseram que têm conselheiros com conhecimento no tema.

Houve um aumento do interesse da sua empresa em atuar no ecossistema de startups depois da pandemia?