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A Ciência e a Universidade como alavancas históricas do desenvolvimento

Por Elcio Abdalla

O advento da Universidade de pesquisa foi o grande motor da ciência nos últimos dois séculos em todo o planeta. Foi ela que permitiu que a renda per capita e a expectativa de vida do habitante da Terra, que foi a mesma durante mais de 1.500 anos, mudasse. Hoje, quase qualquer pessoa vive melhor que Luiz XIV, o Rei Sol, por exemplo. Isso porque o conhecimento científico modernizou técnicas em praticamente todos os setores da atividade humana, como na medicina, na engenharia, na agricultura, entre outros, que enriqueceram a sociedade, as indústrias e permitiram que a população em geral tivesse acesso a melhores produtos, assistência médica e melhores condições de vida.

No Brasil, praticamente toda produção científica brasileira vem delas. A iniciativa privada não tem participação ativa, o que vem se mostrando como um grande erro histórico. Nos Estados Unidos, por exemplo, uma grande parte da produção científica vem da iniciativa privada. De grandes companhias, como a Bell Laboratories. Andrew Carnegie, um dos americanos mais ricos da virada do século XIX para o século XX foi um dos maiores filantropos, tendo deixado uma fortuna imensa para Fundações e Universidades.

E é por isso que o investimento do Estado em nossos centros de pesquisa e de produção de cultura é fundamental e estratégico para o desenvolvimento nacional. Em nossa história, o governo brasileiro teve um papel de altos e baixos no apoio à ciência e à universidade. Entre as vitórias importantes, há meio século nasceram o CNPq e a Fapesp, que foram generosos e vitais ao desenvolvimento científico. A FAPESP constitui hoje o maior monumento nacional à ciência paulista, e, direta e indiretamente, à ciência nacional.

No Brasil, os investimentos ao longo da história levaram ao desenvolvimento da medicina, com vários centros importantes, técnicas de agricultura a partir de órgãos como a Embrapa, por exemplo, que permitiram que o país tenha se tornado o grande produtor mundial de alimentos. Além da enorme quantidade de engenheiros do país – apesar de ainda haver uma falta destes. Em física e astronomia a universidade também tem dado contribuições enormes, com participação em grandes projetos internacionais.

A Universidade de São Paulo e a Unicamp têm formado um baluarte insubstituível. Mas gostaríamos de ver em toda parte no Brasil esse tipo de empenho. Alguns locais têm lutado bravamente para que isto se faça, com cientistas importantes tentando desbravar regiões brasileiras, e por vezes conseguindo. No entanto, um maior orçamento e uma continuidade temporal são vitais neste sentido: as universidades devem mesmo ser o grande motor da pesquisa, auxiliadas pela iniciativa privada e por órgãos governamentais.

Porém, em diversos momentos, vivemos hiatos no tempo em que a ciência acaba por ser esquecida, o que leva a verdadeiros desastres a médio e longo prazo. O menor investimento nessas instituições tem grandes riscos. A perda de cérebros pode ser fatal. O cientista Michio Kaku, há algum tempo falou da mais absoluta e mais consequente medida americana para o desenvolvimento: o visto americano permitindo a entrada de cientistas de altíssimo nível. Claro que estes cientistas vieram de países como o nosso.

Outra consequência do sucateamento das universidades será a impossibilidade de se produzir ciência e tecnologia, de se produzirem medicamentos de alto custo a preços populares e a perda de técnicas de tratamento médico. A falta de uma elite intelectual modificará o futuro do Brasil. E pensar o futuro é a mais importante via de se ter um desenvolvimento sustentado e sustentável, assim como a melhoria do nível de vida de toda a população.

Independência científica é fundamental em tempos como o atual

O desenvolvimento de tecnologias nos dá independência econômica e independência estratégica. Em tempos difíceis como o que vivemos agora, por exemplo, ninguém vai nos dar tecnologia gratuitamente: veja-se com o problema das vacinas contra a Covid-19. Apenas para citar uma questão atualmente importante, a produção nacional de imunizantes não só garante a proteção da população, mas também gera lucros astronômicos, muito maiores que o aumento da produção agrícola.

Note-se todavia que a produção agrícola também cresce, apenas e tão somente, com técnicas novas e avançadas de produção. Não se deve iludir-se de que apenas medidas administrativas ou políticas possam aumentar ou sustentar a produção de alimentos ou de energia. É necessário haver técnica.

Como consequência dos investimentos menores em Pesquisa e Inovação no país, que vem decaindo há pelo menos uma década, temos observado o aumento de teorias conspiratórias, a propagação de inverdades, a produção de afirmações inverídicas e falsas, que têm sido nocivas à sociedade, levando à perda de vigor de cérebros de altíssimo valor e à perda da crítica social e do pensamento abstrato, levando a sociedade a um fenecimento rápido e por vezes de difícil reversão.

Sociedades científicas produzem mais, sabem mais, desenvolvem-se melhor, pensam melhor, planejam melhor. A sociedade científica é a sociedade que se faz moderna. Países que não desenvolvem ciência têm lideranças que acham que podem impor suas teorias “no grito”, “no berro”.

De modo geral, olhando à nossa volta, vamos perceber que a imensa maioria dos itens foram desenvolvidos pela ciência, desde plásticos até computadores e celulares. Vale a mesma história que já contei várias vezes, mas da qual não me canso: o ser humano pouco se desenvolveu antes da ciência moderna, e sua expectativa de vida era muito baixa. Reis tinham duas dezenas de filhos para poder, um deles, virar herdeiro, já que a grande maioria dos filhos morria ainda criança. A partir da vacina e outros elementos da ciência moderna passamos a ser mais ricos e mais poderosos, mais sábios e mais tecnológicos.

A Revolução Industrial também trouxe consigo novas perspectivas através do que na física chamamos de termodinâmica. A partir da Universidade moderna, da Universidade de Pesquisa, tivemos uma arrancada em direção à modernidade. A química moderna também veio daí.

Na década de 1940, Henry Luce escreveu, na Revista Life o artigo “O século Americano”, em que ele preconizava o uso extenso da ciência. De fato, os Estados Unidos, através da Ciência, foram para a Lua, chegaram em Marte, produzem vacinas em menos de um ano e são a nação mais poderosa da Terra. Isso não é apenas uma coincidência.

Se quisermos um Brasil pujante, maiúsculo, rico, poderoso, magnânimo para sua população, especialmente a mais pobre, façamos Ciência! Com letra maiúscula!

Elcio Abdalla é físico teórico brasileiro com reconhecimento internacional e importante liderança na pesquisa de física teórica no Brasil. Com doutorado e pós-doutorado pela Universidade de São Paulo, é atualmente professor titular do Instituto de Física dessa universidade, além de coordenador do Projeto Bingo, radiotelescópio brasileiro que está sendo construído no interior da Paraíba que fará o mapeamento da parte escura do universo.

Blockbit anuncia Flávio Cândido como novo diretor comercial

A Blockbit, empresa global de produtos de cibersegurança, anuncia a contratação de Flávio Cândido como novo Diretor Comercial. Com sólida experiência em vendas na área de tecnologia, o profissional chega à Blockbit com a meta de reforçar a geração de negócios junto ao mercado privado, além de apoiar a organização em seu processo de expansão no cenário brasileiro e internacional.

Segundo Cleber Ribas, CEO da Blockbit, a contratação do novo diretor tem como objetivo reforçar a estratégia comercial de aumentar o Market share do mercado privado, ampliando sinergias e agilizando o atendimento aos clientes. “Estamos muito felizes em contar com o Flávio, que é um profissional competente, admirado e com enorme conhecimento comercial. Vamos, juntos, traçar soluções e estratégias para ampliar ainda mais nosso posicionamento com um parceiro inovador e verdadeiramente atento às necessidades das organizações e pessoas”, afirma.

“É uma grande alegria fazer parte de uma empresa de sucesso como a Blockbit e que vem crescendo continuamente no mercado. Estou verdadeiramente empolgado em vender as soluções que a Blockbit oferece para todas as verticais e tamanhos de empresas”, diz Cândido, destacando que a Blockbit possui mais de 3 mil clientes empresariais e cerca de 1 milhão de usuários protegidos pelo planeta.

O executivo destaca que um de seus grandes objetivos é a melhoria contínua da experiência dos canais e dos usuários finais. Além disso, se compromete, junto ao seu time, identificar as melhores oportunidades e inovações que ajudarão no atendimento completo dos clientes Blockbit. “Nosso trabalho é levar as melhores soluções para cada tipo de negócio, aproveitando a experiência e o know-how de nossa companhia”, diz.

Flávio Cândido é formado em processamento de dados, pós-graduado em Comunicação Digital e E-Branding pela PUC do Paraná e tem especialização em Marketing & Vendas pela ESADE Business & Law School. Além disso, possui ampla experiência em gestão de ciclo de vendas, somando passagens por empresas de TI, como a Totvs.

Largo da Batata desponta como nicho de empresas e startups

Empreendimentos inovadores, infraestrutura de transportes, vida gastronômica e cultural agitadas se mostram como tendências para as jornadas de trabalho no pós-pandemia 

Localizado no coração do bairro de Pinheiros, o Largo da Batata desponta no cenário paulistano como uma nova alternativa para empresas e startups que buscam melhor custo-benefício e qualidade de vida para os colaboradores. A combinação de aluguéis acessíveis, infraestrutura de transporte, metrô próximo e a chegada de novos bares e restaurantes tem tornado a região uma das mais procuradas de São Paulo. 

Em um cenário de pandemia mundial, as empresas passam a visualizar um futuro de jornadas híbridas, que variam do home office para o escritório, além, da busca constante por menor tempo de deslocamento e por empreendimentos mais modernos, que atendam as necessidades da nova realidade. E o largo da Batata vem de encontro com essa tendência. O bairro já é sede de empresas como a XP Investimentos e mais de 20 startups que buscam abrir suas empresas em locais de fácil acesso para seus funcionários e clientes. Isso aumentou a valorização da região, que está rapidamente se tornando um fortíssimo centro econômico em São Paulo. 

Levando em consideração as novas demandas da sociedade, o edifício Dynamic Faria Lima foi projetado a poucos passos da Faria Lima, em uma área de referência de entretenimento, gastronomia e serviços. O prédio está estrategicamente próximo a locais importantes, como o Centro Brasileiro Britânico, Instituto Tomie Ohtake, shoppings Eldorado e Iguatemi, praças, Sesc, permitindo facilidade e agilidade aos negócios com amplas opções de serviços nos entornos.  

Lançado no início de 2021, o empreendimento se destaca pela projeção anti-covid, permitindo maior ventilação e a entrada de luz natural nos ambientes. O rooftop descoberto também é um dos diferenciais como alternativa para receber clientes e marcar reuniões presenciais com segurança. O terraço a céu aberto ainda dá direito a uma vista privilegiada da cidade.  

O prédio conta também com varandas amplas, acesso independente de veículos para condôminos e visitantes, pés-direitos generosos, ampliando a circulação de ar nas unidades, e a implantação de lajes, visando uma iluminação natural. Na parte externa, o empreendimento se integra com o passeio público, onde o térreo traz um paisagismo que prioriza o caminhar fluido e espaçoso para o pedestre. Além disso, conta com áreas verdes em ao menos 25% do terreno. 

“Nossos projetos são pensados para contribuir com a sociedade e oferecer sempre saídas aos desafios históricos. A concepção do Dynamics pressupõe o atendimento a um público em um tempo de intensas transformações e necessidade de reinvenção nas mais diversas áreas. Por isso, esses diferenciais ficarão como legados para o mercado imobiliário. Além da localização privilegiada, que contribui para a qualidade de vida e de trabalho em qualquer momento da humanidade”, explica o CEO da Lucio, Lucio Junior. 

Revitalização 

O processo de revitalização do Largo da Batata começou em 2010, com a construção da estação de metrô Faria Lima. Logo após, em 2013, veio a inauguração do Terminal Pinheiros, e, então em 2014, a construção de mais uma estação: a Fradique Coutinho. Mais de R$ 200 milhões foram gastos com as obras públicas. 

De repente, o bairro se viu conectado a todo o resto da grande São Paulo, o que proporcionou um grande aumento de procura tanto de investidores quanto de moradores. A conectividade trazida pelas estações da linha amarela tornou o local um grande ponto de interesse para empresários. Dezenas de restaurantes foram abertos e a vida noturna se agitou. 

De acordo com uma pesquisa da plataforma de recrutamento digital Revelo, que atende cerca de 800 startups, o número de entrevistas com candidatos na região do Largo da Batata aumentou 208% no primeiro semestre de 2018 em relação ao mesmo período de 2017. Já o número de empresas ativas, que buscaram os serviços da Revelo, cresceu 93% de janeiro a junho de 2018. Entre os profissionais mais demandados pelas empresas da região, estão os de tecnologia, como desenvolvedores e designers de experiência do usuário em aplicativos e plataformas. 

“Todas essas vantagens buscadas pelas empresas nos últimos anos devem retornar com força quando a população estiver imunizada contra o coronavírus. Vemos um cenário de trabalho remoto aliado ao presencial, já que o olho no olho nunca poderá ser substituído, bem como a cultura e a gastronomia que o Largo da Batata proporciona em experiências presenciais”, analisa Lucio Junior. 

Capgemini anuncia Vitor Maritah como diretor de Cloud e Data Services no Brasil

A Capgemini anuncia hoje a chegada de Vitor Mariath como diretor de Cloud e Data Services no Brasil. Como parte de sua atribuição, ele irá reforçar a performance dos serviços de Cloud no país, uma das 7 prioridades globais definidas pela Capgemini para 2021.

“Cloud e Data é um pilar estratégico de negócios para a Capgemini no Brasil. A chegada do Mariath reforça nosso objetivo de gerar valor aos negócios dos nossos clientes por meio de tecnologias inovadoras. Nossas ofertas de Cloud ampliam o leque de plataformas e soluções para endereçar as oportunidades e desafios de mercados em constante transformação, permitindo a otimização do uso de recursos e facilitando escalar projetos. A experiência do Mariath será fundamental para impulsionar nossa prática, alinhada com as prioridades globais”, afirma Maurizio Mondani, CEO da Capgemini no Brasil.

O executivo traz uma rica experiência em arquitetura e liderança de projetos de migração de datacenters, Cloud, transformações de Workloads e modelos operacionais, com mais de 10 anos liderando times técnicos de operação e transformação de diversas plataformas. Seu cargo anterior foi como Cloud Consultant Technical Leader para América Latina na IBM, e na Capgemini ele vai comandar o time de Cloud dentro da unidade de negócios de CIS (Cloud & Infrastructure Services), trabalhando em conjunto com os times de Aplicações e do AIE Brasil (Applied Innovation Exchange), bem como a equipe comercial, especializada em indústrias. Seu principal foco será na oferta e entrega de soluções avançadas de migração para nuvem, arquitetura de Clouds pública, privada e híbrida, além de ofertas “as a Service” para os clientes.

“Estou muito motivado para minha nova função, pois poderei trabalhar com clientes no Brasil para ajudá-los na transformação de seus negócios e nos projetos de migração para a nuvem. Estou confiante de que, com as soluções de Cloud da Capgemini, líderes na indústria, seremos capazes de auxiliar os clientes a alcançarem seus resultados de negócios”, aponta Vitor Mariath.

Healthtech de gestão de internações recebe 1,7 milhão de reais em nova rodada de investimentos

A Carefy, healthtech voltada para gestão e monitoramento de internações, fechou neste mês de abril, sua segunda rodada de investimentos com um aporte de R ﹩1,7 milhão de reais. O valor do aporte conquistado veio de duas renomadas investidoras, a Bossanova Investimentos e Elife Participações. Anteriormente, a heatlhtech já havia sido apoiada pelo investidor anjo Fabricio Scaff Galvão.

“Foi importante apoiar a Carefy em uma fase de ganho de maturidade e escala, chegando a uma solução completa, pronta para ganhar o mercado. Esta fase da empresa, junto com os investidores que chegam, abrirá novos horizontes, haja visto a urgência do mercado da saúde por soluções robustas como a nossa, que entrega custo-efetividade e eficiência ao setor.”, declara o investidor Fabricio Scaff Galvão.

Fundada em 2017, a Carefy possui uma tecnologia para gerenciar e monitorar de forma abrangente as internações com foco na melhoria do atendimento e formalização dos processos, analisando a auditoria de contas e sinalizando possíveis inconsistências que podem interferir na sinistralidade. A solução consiste em um aplicativo móvel que permite o acompanhamento da evolução clínica, comunicação entre equipes de auditores e autorizações, tudo em tempo real e de forma centralizada.

Para os fundadores Erika Monteiro, José Carlos Bueno de Moraes e Marcelo Santos, o anúncio do aporte marca um período de reconhecimento e consolidação da empresa, que nos últimos dois anos entrou para ranking Top 10 HealthTechs da 100 Open Startups. “Sabemos do nosso potencial dentro do mercado de saúde e estamos comemorando este momento, pois criamos a Carefy para melhorar a qualidade do atendimento aos pacientes de forma transparente, permitindo que as operadoras otimizem processos e gastos desnecessários, ou seja, apostamos em uma solução completa”, afirma Marcelo Santos, CEO da Carefy.

Com este investimento, a Carefy planeja expansão comercial da healthtech, com intuito de aumentar o time e trazer mais inovação. O propósito é gerar mais valor para os clientes. “Procuramos contribuir e desenvolver na área da saúde, trazendo boas experiências para as operadoras e para os pacientes.”, relata Marcelo.

De acordo com dados do HealthTech Report 2020, pesquisa feita pela Distrito, o número de startups na área de saúde cresceu 118% entre 2018 e 2020, mais da metade destas com menos de cinco de criação. Desde 2014 já foram investidos mais de 430 milhões de dólares nas startups brasileiras dessa área. No mundo todo existem 41 healthtechs unicórnios, startups avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares.

“Vemos o problema que a Carefy está resolvendo em auditoria médica como um mercado de muito potencial nesta década. Por isso, para nós é uma honra trabalhar com o time e investir na ideia”, afirma Alessandro Lima, sócio da Elife Participações.

“Estamos muito contentes com esse apoio à Carefy. Esperamos que o futuro da empresa seja de cada vez mais sucesso. As startups de saúde cresceram muito durante a pandemia e estão mostrando que conseguem trazer soluções para esse mercado tradicional e chegar em mais pessoas. Investir em inovação é muito importante para o presente e futuro do Brasil”, comenta João Kepler, CEO da Bossanova Investimentos.

Brazil at Silicon Valley traz Joe Lonsdale em painel sobre Venture Capital e GovTech

No próximo dia 15, terça-feira, às 19h30, o Brazil at Silicon Valley, movimento líder no suporte à transformação do país por meio da tecnologia e inovação, promove o segundo painel da edição 2021, que tem como tema central “O Brasil Que Está Dando Certo”. Com moderação de Robert Siegel, o encontro contará com a presença do painelista Joe Lonsdale, fundador do Palantir Technologies, 8VC e OpenGov, que discutirá sobre Venture Capital e GovTech.

No encontro, os participantes irão explorar diversos assuntos como as próximas ondas de tecnologia, empreendedorismo como motor de transformação no governo, e o impacto do OpenGov, Palantir e do Instituto Cícero como grandes catalisadores da transformação tecnológica do governo dos EUA. Os convidados vão falar ainda sobre descentralização de ecossistemas tecnológicos e os potenciais impactos para economias em desenvolvimento, como o Brasil.

A previsão de que toda empresa seria uma empresa de tecnologia já é realidade. Para, André Moura, co-líder de Finance e Legal da Brazil at Silicon Valley e Analista de Venture Capital do TheVentureCity, a relação tecnologia versus PIB tem se tornado tão umbilical que é impossível imaginar crescimento econômico nas próximas décadas, sem falar em desenvolvimento científico e tecnológico.

“Diante desse cenário, os governos também devem agir para se beneficiar de modelos de negócios inovadores, a fim de otimizar seus próprios processos. São várias as possibilidades. Melhorias no modelo de contratação pública, a introdução de indicadores de desempenho (KPIs e OKRs), entre outras”, explica Moura. “A disrupção de como se governa é invariável, portanto, cabe aos governos usá-la como ferramenta para alavancar o bem comum”, completa.

O painel será transmitido no canal oficial da BSV, no Youtube, em português (https://youtu.be/6aSc0qKsq5I) e inglês (https://youtu.be/bt9zLPnhAug).

Omie abre mais de 100 vagas para diversas áreas

A Omie, plataforma número um em gestão (ERP) na nuvem do Brasil, está com mais de 100 vagas abertas. As oportunidades são para a matriz, em São Paulo, e também para os escritórios e franquias da Omie localizados em diversas cidades do Brasil. Entre as áreas, destacam-se as oportunidades em vendas, comercial, tecnologia, customer success, comunicação e recursos humanos. Para concorrer, os candidatos devem acessar o portal https://trabalheconosco.vagas.com.br/omie.

“Dentro da Omie somos orientados por resultados e, estamos sempre em busca das melhores soluções para os nossos clientes. Por essa razão, estamos em busca de pessoas com mentalidade de crescimento para fazer parte do nosso time. Valorizamos muito os perfis que tenham capacidade de adaptação, senso colaborativo, sejam motivadas pela inovação e pelo aprendizado contínuo para termos sempre os melhores profissionais que acompanhem as recorrentes mudanças do mercado”, conta Eliana Rozenchan, gerente de RH da Omie. 

A Omie oferece diversos benefícios, como vale-refeição, assistência médica e odontológica, seguro de vida, GymPass, cursos para desenvolvimento pessoal e profissional, além de parcerias com universidades. 

A empresa é centrada em três pilares fundamentais: tecnologia, com o software de gestão. Finanças, com acesso a serviços financeiros  e conta digital nativa, e educação, com a Omie Academy, uma iniciativa de educação empreendedora que visa ensinar técnicas de vendas, marketing e planejamento. A Omie acredita que eles, quando combinados, podem ajudar as empresas a crescer, gerando riqueza, empregos, oportunidades, e finalmente colocando o país numa espiral positiva, impulsionada pelo empreendedorismo.

Itaú Unibanco lança Cartão Virtual Recorrente

A partir de junho, os aplicativos do Itaú Unibanco passaram a oferecer como novo recurso o Cartão Virtual Recorrente para o pagamento de serviços de streaming, assinaturas, aplicativos de transporte, cadastro em carteiras digitais, entre outros. Além da comodidade, segurança é o atributo que mais motiva o uso do Cartão Virtual, evitando que o cliente seja vítima de fraudes.

“Com a mudança de comportamento dos nossos clientes, identificamos a necessidade de criação de um Cartão Virtual que também pudesse ser usado em serviços do dia-a-dia”, diz Fernando Amaral, diretor do Itaú Unibanco. “Uma característica do produto que agrada muito os usuários é a praticidade de comprar com o cartão de crédito mesmo sem ter o cartão físico em mãos, apenas com o celular”, complementa.

Desde 2015, quando o Itaú lançou seu primeiro cartão virtual, na modalidade temporário, o uso da funcionalidade tem crescido de forma consistente e, no ano passado, deu um salto de 150% em relação a 2019, em razão dos cuidados sanitários exigidos pela pandemia e o aumento do volume de compras online. “Foram 16 milhões de cartões virtuais gerados, com crescimento significativo no período de março a maio de 2020, primeiros meses da chegada do vírus ao Brasil. No mês de novembro – em função da Black Friday – atingimos a maior alta da série histórica. Os números superlativos foram puxados tanto pelos clientes que se tornaram usuários recorrentes do recurso quanto pelos clientes que compraram com ele pela primeira vez durante a pandemia”, afirma Amaral.

É possível ter um único Cartão Virtual Recorrente ativo para cada cartão, sem limitação de número de compras que podem ser feitas. Mesmo com o lançamento da nova modalidade nos aplicativos de cartões e app do Itaú, os clientes podem continuar usando o Cartão Virtual Temporário, válido para compras pontuais na internet dentro de 48h.

Camerite capta R﹩ 15 milhões do Zaphira Fundo de Investimento

A Camerite, startup de soluções de videomonitoramento colaborativo para cidades e governos por meio da Inteligência Artificial, com câmeras de vigilância integradas e armazenamento 100% em nuvem, acaba de captar um aporte de R﹩ 15 milhões do Zaphira Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia.

O investimento será aplicado na expansão da Camerite no mercado brasileiro, principalmente nas áreas de marketing e vendas, no desenvolvimento de sua Inteligência Artificial e em novas pesquisas. A expectativa da startup, que conta com mais de 120 franquias desde que iniciou este modelo, em 2019, é atingir o número de 900 franqueados e conectar 500 mil câmeras nos próximos quatro anos.

“Com um produto inovador e uma visão global da segurança, nossa plataforma já é utilizada em mais de 600 cidades, abrangendo mais de 300 mil usuários. Com apoio das forças de segurança, em alguns municípios, foi possível reduzir em até 80% os índices de roubos e furtos. É o caso de Palotina, no Paraná, onde conseguimos instalar uma câmera para cada 59 habitantes, tornando-a a cidade mais monitorada da América Latina”, pontua Cristian Aquino, fundador e CEO da Camerite. “Com a captação deste novo investimento, queremos aprimorar ainda mais nossa tecnologia e empoderar todo cidadão a viver em uma sociedade segura”, adianta.

Hoje, a Camerite conta com a maior malha de câmeras da América Latina conectadas em um único hub, o que possibilita a investigação e a resolução de diversas demandas e problemas relacionados à segurança pública. Outras tecnologias oferecidas pela startup, que até o momento já captou mais de R﹩ 40 milhões em investimentos, são reconhecimento facial, leitura de placas veiculares e análise de rotas com identificação de modelo e cor de veículos.

Linha do tempo

Inicialmente com o nome VejoAoVivo, a Camerite começou suas atividades em 2012, na cidade de Joinville (SC). A princípio, a empresa disponibilizava uma plataforma com aproximadamente quinze câmeras conectadas por todo o município catarinense. O objetivo era possibilitar aos cidadãos o acesso à imagens ao vivo da região, para verificarem as condições de trânsito e climáticas, como alagamentos, ou mesmo por curiosidade.

No ano de 2016, com o forte aumento da criminalidade e enxergando a latente necessidade de um sistema de videomonitoramento eficiente e acessível, a VejoAoVivo alterou sua razão social para Camerite, passando a gravar e armazenar imagens na nuvem. A startup também passou a processar e adicionar Inteligência Artificial ao conteúdo, melhorando a segurança das cidades. O avanço das tecnologias, somado ao conceito de colaboratividade, resultou na expansão das oportunidades de negócios.

“Acreditamos que a tecnologia é uma importante aliada para garantir a segurança e melhorar a qualidade de vida das pessoas nas cidades. Quando trazemos o fator colaborativo, potencializamos os resultados. Nosso objetivo é expandir a nossa plataforma para o maior número possível de cidades”, finaliza Cristian Aquino.

Dia dos Namorados: preço e experiência de compra estão entre as maiores preferências dos brasileiros

Diante das restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus, as vendas por meio dos canais digitais devem responder por um percentual expressivo de todas as compras realizadas neste Dia dos Namorados no Brasil. É o que mostra uma pesquisa recente realizada pela companhia AdColony e divulgada pela Adsmovil, empresa líder em soluções de publicidade digital na América Latina e no mercado hispânico dos Estados Unidos. 

Segundo o levantamento, 72% das pessoas ouvidas pretendem fazer compras online para o Dia dos Namorados. O Business Development Manager da Adsmovil no Brasil, João Sarmento, ressalta que entre as alterações nas preferências de compra, 80% afirma que o preço é o principal critério a ser considerado, seguidos pela experiência de  compra (55%), conveniência (40%), segurança (33%) e melhor escolha (25%). 

Sarmento também aponta que o smartphone foi apontado por 67% dos entrevistados da pesquisa como o instrumento mais utilizado para a aquisição dos itens, seguido por um pouco de cada aparelho tecnológico (celular e computador) (15%), desktop (14%) e tablet (3%). A nível de importância, 52% das pessoas que responderam  acreditam que o celular é muito importante para a realização das compras no Dia dos Namorados. Em contrapartida, outros entrevistados acham pouco importante (28%), normal (10%), não importante (8%) e não tão importante (2%). 

“Assim como nas datas comemorativas anteriores na pandemia, o smartphone vem sendo o principal meio para a realização de diversas atividades, incluindo as compras online, devido à facilidade na experiência do usuário. Também, vale ressaltar que as empresas estão realizando ações com cupons de desconto para incentivar o consumo por meio das suas plataformas de vendas”, comenta Sarmento. “Com a mudança de costume dos brasileiros, as companhias devem entender e investir cada vez mais no meio digital, para adaptar-se ao público que tenha essa experiência. Outro ponto importante é a comunicação, ou seja, a forma que será transmitida a mensagem para persuadir o consumidor final para acessar o aplicativo”, explica o executivo. 

O levantamento mostra, ainda, que, entre as razões apontadas pelos entrevistados que pretendem fazer compras para o seu parceiro, 69% são persuadidos por anúncios para celular; 42% por visualizações online; 32% por informações completas; 24% por imagem da marca e 21% pela facilidade de utilizar o aplicativo para celular.

Entre os persuadidos por anúncios no celular, 85% compraram presentes para outras pessoas através dos seus celulares por acesso direto nas propagandas. Além disso, o tempo é algo importante neste hábito, pois 75% afirma que comprar um produto online ou offline depois de alguns dias de ver um anúncio no celular; 15% no dia seguinte; 6% depois de um mês e 4% depois de uma semana.  

Preferência na experiência de compra

A pesquisa indica, também, que 42% dos respondentes preferem realizar o pedido de forma online e retirar o presente para o Dia dos Namorados na loja física. Já 30% afirmam que ambas experiências devem ser realizadas por meio online e 28% tem preferência de realizar ambos processos na loja física. Considerando os que preferem a experiência virtual, 65% realizam via aplicativo, 21% via navegador do celular e 14% não tem preferência.  

Entre os entrevistados no levantamento, 55% são mulheres e 45% homens. Já sobre a faixa etária, 37% dos ouvidos têm entre 16 e 24 anos; 28%, entre 25 e 34; 10%, entre 35 e 44; 15%, entre 45 e 54; e 10% mais de 55 anos. 

Semente Negócios realiza Semana da Inovação

Com mais de um ano de pandemia, as empresas passaram por muitos aprendizados e, com isso, intensificaram os processos de inovação. Pensando nisso, a Semente Negócios – empresa de aprendizagem empreendedora – irá promover a Semana da Inovação, entre os dias 15 e 18 de junho.

Durante os três dias, o evento irá reunir nomes como César Costa, sócio da Semente Negócios, Leandro Nazareth, Agile Coaching, VMO e desenvolvimento de Novos Negócios do Grupo Algar, entre outros. A ideia é discutir sobre quais os primeiros passos para estruturar um centro de inovação alinhado à impacto, além de aprofundar um pouco mais sobre a definição e importância desses processos para as empresas, estratégias de estruturação e ferramentas para gestão e operação.

As inscrições devem ser feitas pelo link .

15 de junho – Introdução + estratégia

O encontro de abertura será mediado por César Costa, sócio da Semente Negócios, que irá diferenciar centros, hubs e labs de inovação – em que momento aplicar cada um deles, como estruturar a estratégia de inovação, como realizar a escolha dos programas de inovação e os indicadores de desempenho do mesmo.

16 de junho – Governança

O segundo encontro será realizado pela Tamiris Dinkowski, consultora de inovação da Semente Negócios, que abordará conteúdos sobre como definir a estrutura Governança que fará o Centro de Inovação acontecer, suas fontes de financiamento e de fomento, e como a mesma irá se relacionar com a empresa-mãe.

17 de junho – Operação

Esta aula será ministrada pelo Daniel Kunde, consultor de Inovação da Semente Negócios, e tem como objetivo explicar como estruturar uma operação figital (físico + digital) alinhado à mentalidade lean e ágil com a construção de cultura de inovação.

18 de junho – Case com convidado

O último dia terá Leandro Nazareth, Agile Coaching, VMO e desenvolvimento de Novos Negócios do Grupo Algar, e André Bitencourt, consultor de inovação da Semente Negócios como moderador. O bate-papo será sobre como já operam os Centros de Inovação no Brasil, sua estruturação e os resultados que geram para as empresas.

Buser capta R$ 700 milhões em rodada série C liderada pela LGT Lightrock e espera crescer 10 vezes em dois anos

Startup planeja investir R$ 1 bilhão e diversifica atuação, entrando nos segmentos de marketplace, transporte de cargas, financiamento e ônibus urbanos

Maior plataforma brasileira de intermediação de viagens de ônibus, a startup Buser acaba de concluir uma nova rodada de investimentos no valor de R$ 700 milhões. A operação foi liderada pelo fundo de growth equity com foco em impacto social LGT Lightrock (ex-LGT Lightstone) e também contou com a participação dos fundos Softbank, Monashees, Valor Capital Group, Globo Ventures e Canary, todos investidores da Buser nas séries anteriores, além do Iporanga Ventures.

Com a nova captação, a empresa mostra vigor ao anunciar um plano de investimento de R$ 1 bilhão no País para os próximos dois anos, focando na diversificação dos serviços e apostando no reaquecimento do mercado de turismo interno no pós-pandemia. A expectativa é crescer 10 vezes até o final de 2022.

Fundada em 2017 pelos mineiros Marcelo Abritta e Marcelo Vasconcellos, a Buser se desenvolveu rapidamente com o fretamento colaborativo, modalidade na qual os passageiros dividem a conta final do frete. Isso permite que as viagens sejam até 60% mais baratas que as realizadas pelas antigas viações. Prestes a completar quatro anos de operação, a empresa já conta com quase 4 milhões de clientes em sua plataforma.

Superadas as principais questões regulatórias de sua operação por fretamento, agora a Buser passa a focar na ampliação de seu portfólio de serviços, entrando em quatro novos segmentos: marketplace em parceria com grandes viações, transporte de cargas, financiamento de ônibus e transporte urbano. 

“Com o novo aporte, vamos continuar crescendo em número de passageiros, viagens e parceiros e nos preparando para a retomada do turismo, que vai chegar. O foco também será diversificar o negócio, que tem um potencial gigante para ajudar os brasileiros em várias outras frentes, como o transporte urbano de passageiros, um setor que é ainda mais fechado do que o interestadual e intermunicipal”, afirma Marcelo Abritta, co-fundador e CEO da Buser.

Líder dessa nova rodada de investimentos série C, a LGT Lightrock já ajudou a alavancar startups brasileiras que revolucionaram seus mercados, como a CargoX, a Creditas e o Dr. Consulta. O fundo é conhecido por sua presença em negócios que buscam resolver grandes problemas estruturais da sociedade, sempre aplicando em inovação para uma mudança sistêmica em larga escala. No caso da Buser, a LGT enxerga oportunidade para efetivamente melhorar o serviço de transporte rodoviário no País combatendo a concentração do mercado, que por décadas esteve sob domínio de poucos grupos empresariais avessos à inovação tecnológica.

Para Marcos Wilson Pereira, Managing Partner da LGT Lightrock, investir na Buser é apostar no futuro dos transportes. “Há uma clara tendência mundial na abertura de mercado com a entrada de novos players, o que tem contribuído para reduzir os preços e melhorar a segurança dos passageiros. E a Buser saiu na frente no Brasil, com quase 4 milhões de usuários em sua plataforma”, afirma Marcos.

Desde 2017, a LGT já investiu quase R$ 2 bilhões em nove empresas na América Latina. Esses deals foram parte de um primeiro fundo global da Companhia de US$ 1 bilhão, incluindo também Índia e Europa.

Agora, a LGT está levantando seu segundo fundo, com foco na América Latina. A própria LGT e seus sócios serão os investidores-âncora, mas pela primeira vez haverá abertura para a captação de investidores locais. O objetivo é levantar um fundo de R$ 1 bilhão para co-investir com outros veículos do grupo. Ativos como Creditas e Buser serão os primeiros seed assets desse novo fundo.

“Estamos muito animados em poder ampliar nosso compromisso com a Buser e ajudar na missão de oferecer transporte de qualidade a preços justos para todos os brasileiros. A oportunidade de mercado é enorme e a Buser está revolucionando um setor ao levar benefícios reais aos clientes”, afirma Felipe Fujiwara, do SoftBank Latin America Fund, investidor que já tinha participado de outras rodadas e continua apostando na empresa. “É incrível a capacidade de execução da Buser, eles têm uma visão muito clara de como democratizar o acesso ao transporte em toda a região. Esperamos continuar contribuindo com a startup, ainda mais nesse momento em que eles buscam diversificar e expandir o negócio”, completa o executivo.

Diversificar para continuar crescendo

Ainda no final de 2020 a Buser agregou à sua plataforma a oferta de viagens de ônibus em parceria com viações que operam nas rodoviárias, tornando-se também um marketplace. Em menos de seis meses, o Buser Passagens, como foi batizado, atingiu a marca de 3.000 passageiros transportados por semana, com 40 empresas parceiras. 

A empresa também começou em maio deste ano a operar em um novo segmento: o de transporte de cargas dentro dos ônibus. O Buser Encomendas é voltado para empresas (B2B), atendendo plataformas e integradoras logísticas, e-commerce, indústrias e pequenas transportadoras. O objetivo é atrair pequenas e médias empresas que não têm transporte próprio, ao mesmo tempo que otimiza a capacidade dos bagageiros de ônibus que circulam no Brasil.

Outra atividade que já era realizada em caráter experimental pela Buser terá um crescimento vigoroso. A startup irá ampliar o financiamento de ônibus junto às empresas parceiras, tanto em capital de giro quanto em compra de veículos novos.

A Buser irá utilizar o capital obtido nesta série C prioritariamente para ações de expansão de suas atividades e para a segurança dos usuários. Do investimento previsto pela empresa (R$ 1 bi) nos próximos dois anos, cerca de R$ 400 milhões devem ser usados para o processo de expansão em todo o País; R$ 200 milhões serão destinados ao financiamento de ônibus junto aos parceiros da Buser; outros R$ 200 milhões irão para ações de marketing para atrair novos usuários; já para a parte de gratuidades e promoções, em busca da fidelização dos clientes, devem ser usados cerca de R$ 150 milhões; e cerca de R$ 50 milhões para a estrutura de pontos de embarque e desembarque.

Consolidação do fretamento

A Buser tem comemorado sucessivas vitórias no campo jurídico e regulatório, o que denota que o mercado do transporte coletivo segue o mesmo caminho já percorrido no transporte individual, quando da chegada de aplicativos como Uber e 99. Em abril deste ano a entidade que reúne as viações que operam nas rodoviárias protocolou pedido de desistência de uma ação que ela própria havia proposto no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a plataforma, refletindo uma importante mudança de cenário do mercado. Outro exemplo foi a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, de dezembro do ano passado, que deu forte sustentação legal para a atividade da Buser ao julgar improcedente ação contrária à startup.

Mas não é apenas nos tribunais que o modelo de fretamento colaborativo vem se firmando. Em janeiro deste ano, o estado de Minas Gerais, que possui a segunda maior malha viária do país, foi o primeiro a modernizar completamente sua legislação, em um movimento que gerou muito mais competição, ao permitir a atuação livre da Buser e dos fretadores. Considerando que 66% das linhas de ônibus no Brasil hoje são operadas por apenas uma empresa, essa abertura não só é importante, mas urgente, pois é o único caminho para acabar com a concentração de mercado.

Além de beneficiar os consumidores, o fretamento colaborativo também gera uma contribuição importante para a nossa economia. O setor reúne hoje no Brasil uma cadeia produtiva relevante e positiva, responsável pela geração de 180 mil empregos diretos e indiretos, movimentando mais de 50 mil ônibus.

“Nascemos para democratizar o acesso dos brasileiros ao transporte rodoviário no Brasil e de fato estamos fazendo isso acontecer, levando uma opção de viagem muito mais barata e segura aos brasileiros. O novo round vai permitir que a gente continue promovendo essa revolução. As batalhas regulatórias até aqui não foram fáceis, mas estamos superando a maior parte delas, o que tem ajudado a plataforma a ganhar cada vez mais maturidade e tração”, complementa Abritta.

A busca pela modernização do setor e a democratização do transporte rodoviário, com ônibus mais seguros e preços que de fato permitem o ingresso de mais passageiros ao sistema, também já aconteceu em economias mais desenvolvidas, como Alemanha, França e Itália – que abriram o setor entre 2013 e 2015 -, melhorando claramente a vida dos usuários.

Alex Caverzam , ex-superintendente nacional do Itaú, é o novo diretor Comercial da UCorp.app

Com o objetivo de ampliar seu potencial de negócio, a UCorp , tech company referência em soluções de mobilidade corporativa do Brasil focada em veículos elétricos, anuncia a chegada do executivo Alex Caverzam como diretor Comercial e board member. A tech company que dobrou o quadro de colaboradores, mesmo em meio a pandemia, atua com um time de 25 pessoas e está em plena expansão em todo o território brasileiro.

O novo Diretor Comercial tem expertise em empreendedorismo corporativo e já atuou em empresas líderes de serviços financeiros, de investimento e de varejo. Acumula passagens por indústrias automotivas, como a empresa Mitsubishi Motors, bancos, como Itaú e Unibanco, e empresas de telecomunicações e digital, como a Vivo/Telefônica. Focado nos segmentos B2C e B2B, Alex é graduado em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), possui MBA em Finanças e Mercado de Capitais pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e em Marketing pelo IBMEC, ambas instituições no Rio de Janeiro.

Para o fundador e CEO da UCorp.app, Guilherme Cavalcante, a chegada do executivo marca um importante momento para tornar a UCorp referência e autoridade em mobilidade elétrica. “O principal objetivo da expansão é implementar nossa expertise de desenvolvimento e implantação de produtos e serviços digitais em grandes corporações, além de democratizar nossa tecnologia de gestão e compartilhamento de carros elétricos. Para isso, será imprescindível contar com a experiência e o conhecimento de mercado do Alex, para abrir novas frentes, promover o empreendedorismo e o desenvolvimento tecnológico no mercado SMB (pequenas e médias locadoras)”, ressalta Guilherme.

Na UCorp, entre as atribuições do executivo estão a gestão da operação e da área de Revenue Operations, que já inicia com um DNA associativo e com um plano de expansão de abrangência nacional, desde a instalação de infraestrutura de recarga elétrica, distribuição de produtos de Maas (Modelo de Mobilidade como Serviço), assim como de carsharing e aluguel de veículos. “Somos uma plataforma provedora de soluções para a gestão de mobilidade corporativa. Desta forma, buscaremos parcerias de longo prazo, com correta monetização e que venham incrementar o valuation da empresa. Nós da UCorp iremos aplicar com disciplina as metodologias de gestão de OKRs ( Objectives Key Results) e temos como propósito ser a game changers do ecossistema de mobilidade”, enfatiza Alex.

Além da atuação multidisciplinar e 25 anos de experiência na área de gestão, Alex é aficionado por tecnologia, inovação e finanças, enófilo e economista por convicção. O executivo é reconhecido na construção de equipes de alta performance, estabelecendo parcerias estratégicas e crescimento de negócios lucrativos com sucesso em mercados altamente competitivos.

AkzoNobel convida startups para o seu desafio global de inovação

Primeira edição regional, realizada no Brasil em 2020, tem desenvolvimento de projetos e contratos assinados

Startups ao redor do mundo têm até 20 de julho para submeter suas engenhosas soluções para mais uma edição global do programa de aceleração e inovação da AkzoNobel, o Paint the Future. Todas as propostas receberão feedback de especialistas da multinacional holandesa em tintas e revestimentos. Os finalistas desse processo serão convidados para um evento de colaboração no final de 2021. Os vencedores, por sua vez, receberão ofertas de acordos de parceria para trabalhar com a AkzoNobel em oportunidades de negócios sustentáveis.

A abordagem única de ganha-ganha da empresa quando o assunto é inovação comprovadamente funciona. Novas tecnologias e soluções complexas podem ser desenvolvidas com muito mais rapidez por meio desse formato de colaboração. Em pouco mais de dois anos, o Paint the Future produziu 18 soluções de sucesso.

“Esperamos que as startups tenham em vista o quanto mais seria possível fazerem com acesso à experiência, recursos e alcance global da AkzoNobel – bem como ao conhecimento dos 2.220 membros em nosso ecossistema de inovação colaborativa”, disse Ally van der Boon, gerente do programa Paint the Future global. “Essa é uma oportunidade incrível para empreendedores e pesquisadores desenvolverem e acelerarem sua solução. Imagine o quão longe podemos ir juntos”, completa. A AkzoNobel conta com a parceria global da TNW (The Next Web) para ampliar a busca e atrair startups de ponta para o seu ecossistema de inovação.

O Paint the Future 2021 explorará soluções para cinco desafios propostos pela AkzoNobel:

  • Melhoria da funcionalidade: que nova funcionalidade empolgante e/ou poder transformador sua tecnologia pode oferecer para dar vida às superfícies?
  • Experiência do cliente: como sua solução poderia melhorar a forma como nossos clientes experimentam nossos produtos e serviços?
  • Aplicações inteligentes: como sua solução poderia mudar ou melhorar a forma como tintas e revestimentos são aplicados?
  • Soluções circulares: como sua solução permitiria o uso circular de materiais em qualquer ponto de nossa cadeia de valor
  • Manufatura e cadeira produtiva inteligentes: como sua solução pode nos ajudar a criar e adotar soluções mais inteligentes de manufatura e cadeia de suprimentos?

No Brasil – Primeira edição regional do Paint the Future, a versão brasileira que aconteceu no ano passado enfrentou o desafio adicional de ser realizada durante uma pandemia. Muito desse aprendizado está sendo levado para a nova edição global do programa de inovação, como a escolha dos temas e a adaptação para um formato mais digital e remoto.

“Essa troca de conhecimento e experiência é fundamental para empresas do tamanho da nossa se manterem relevantes e se adaptarem com agilidade às necessidades de um mercado que muda e demanda cada vez mais rapidamente”, comenta Daniel Geiger Campos, presidente da AkzoNobel para a América do Sul. “Seguimos conversando com as startups participantes da edição brasileira em 2020 e empolgados com a evolução dos projetos”, conta.

Cerca de oito meses após o evento de colaboração, a AkzoNobel já vê duas das soluções selecionadas sendo concretizadas. Vencedora do Paint The Future Brasil na categoria Ciclo de Vida Mais Sustentável, a Aterra, startup de Belo Horizonte, está implementando a plataforma de marketplace de resíduos que auxiliará a AkzoNobel a gerenciar todo o processo, da gestão à destinação final, potencializando os benefícios econômicos, ambientais e de governança.

“Com a Aterra conseguimos um parceiro para nos auxiliar em pesquisas para identificar outras possibilidades de destinação de nossos resíduos, além de termos acesso a uma diversidade maior de empresas homologadas para a função”, afirma Elaine Poço, diretora de P&D e Sustentabilidade da AkzoNobel para América do Sul. “Não é uma iniciativa muito comum no segmento de tintas, mas esperamos com isso despertar o interesse dos diversos participantes da nossa cadeia e mercado”, complementa.

Essa iniciativa está alinhada às metas de sustentabilidade da multinacional, que buscam reduzir o impacto da empresa no planeta. Para 2030, a AkzoNobel trabalha para diminuir em 50% a emissão de carbono e em 30% o uso de energia; adotar 100% de energia renovável; e reutilizar 100% da água e dos resíduos em suas fábricas ao redor do mundo – rumo à ambição, realista, de chegar a zero resíduo, ou seja, tudo deve ser reutilizado ou reciclado.

Mais um projeto originário da edição brasileira do Paint The Future que também começa a tomar forma é outra plataforma digital, esta de comércio eletrônico, com foco na melhor experiência para o consumidor final. Com contrato recém-assinado, a startup paulista Standout desenvolve para a companhia uma solução que propõe trazer para o digital uma sensação de loja física, disponibilizando todas as informações que o consumidor precisa em uma vitrine digital responsiva, facilitando, com isso, o processo de escolha e compra de tintas e revestimentos, tendo em vista os principais gargalos na jornada do cliente desse segmento.

Para mais informações e inscrições, acesse www.letspaintthefuture.com.

RunOps recebe investimento de US﹩ 1 milhão em séries seed

Rodada contou com a participação da aceleradora Y Combinator e dos fundos Valor Capital Group, Global Founders Capital, Liquid2, Quiet Capital e Share Capital

A RunOps, plataforma de colaboração de desenvolvedores que unifica mais de 30 recursos em uma única interface, desbloqueando tarefas e otimizando processos, anuncia nesta quarta-feira (9) um investimento de US﹩ 1 milhão em uma rodada com participação de fundos de venture capital internacionais: Valor Capital Group, Global Founders Capital, Y Combinator, Liquid2, Quiet Capital e Share Capital. Investimentos serão aplicados em produto, expandindo a solução para ajudar equipes de desenvolvimento em todo mundo a ter mais autonomia e confiabilidade em seus sistemas.

Lançada oficialmente em janeiro de 2021, a RunOps é fundada por Andrios Robert. Desenvolvedor de formação, sentiu na pele as dificuldades vividas por esses profissionais. Barreiras no acesso a recursos, variadas ferramentas e credenciais, alto risco de interrupções de serviços com operações manuais em sistemas complexos e equipes DevOps sobrecarregadas com pedidos pontuais são alguns dos problemas por trás da criação da plataforma.

O primeiro passo foi focar em segurança. “Times de desenvolvedores muitas vezes utilizam a mesma base de dados para dezenas de recursos diferentes. Só a transferência desses dados representa um risco de segurança enorme. Imagine isso ocorrendo diversas vezes ao dia, por times diferentes, para recursos diferentes. Com a integração promovida pela RunOps de mais de 30 recursos em uma única interface, eliminamos esse risco”, conta Andrios Robert, founder e CEO da empresa.

“Outro ponto essencial é a produção dos times. A produtividade dos desenvolvedores é a métrica mais crítica para as empresas de tecnologia. O estado fragmentado que o mercado de gestão de acessos se encontra faz com que tarefas se acumulem e processos se alonguem, afetando justamente o ponto mais essencial desses negócios. Com a RunOps, aplicamos unificação, segurança e otimização para eliminar barreiras e deixar que processos fluam”, completa Andrios.

“Empresas baseadas em tecnologia historicamente possuem dificuldade para construir times de desenvolvimento robustos em função da falta de mão de obra e alta demanda, o que afeta seu crescimento. Neste contexto, precisamos criar condições para otimizar a produtividade dos times existentes. Essa é a principal função do RunOps, tornando a ferramenta peça-chave para o ecossistema de tecnologia e inovação”, conta Michael Nicklas, Managing Partner da Valor Capital Group.

“A visão do Andrios e o propósito da RunOPS de democratizar o acesso dos times de DevOPS a infraestrutura é incrível. A solução permite o crescimento, descentralização e autonomia das áreas enquanto garante a segurança, sendo essencial para o sucesso de quase todas as empresas do mercado”, reforça Guilherme Penna, Principal do GFC na América Latina.

Os recursos serão aplicados no desenvolvimento do produto, adicionando novas integrações e cobrindo todas as principais tecnologias utilizadas pelas empresas atualmente. Assim, esperaram chegar a 100 integrações até o final do ano para cobrir gargalos e promover maior produtividade nos times.

Novo Nordisk e Bluefields lançam programa de inovação aberta com aceleração de startups

Inovação aberta é o conceito que está movendo empresas sólidas no mercado como a Novo Nordisk e ajudando indústrias e organizações a promoverem ideias, pensamentos, processos e pesquisas, a fim de melhorar o que fazem e identificar novas oportunidades. A Bluefields, aceleradora de negócios, está junto com a Novo Nordisk em um programa de inovação aberta com foco nos segmentos de alimentos, saúde e agronegócio: o Biodigital Startups. Muito além da aceleração das startups, o programa oferece: intercâmbio cultural entre startups e empresas, validação de soluções inovadoras para ajudar empresas nos projetos internos e de clientes, e inovação cruzada, onde as companhias participantes cooperam entre si, trocando melhores práticas de inovação e identificando desafios em comum.

Para a Novo Nordisk, empresa global líder em pharma e presente no Brasil desde a década de 90, fazer parte do programa é a possibilidade de aprender e ensinar com o Biodigital Startups. “Acreditamos que a inovação é construída com conhecimento adquirido em conjunto com diferentes agentes do ecossistema de inovação e a startup é um deles. Além disso, temos como estratégia acelerar nossa jornada e entender a forma de organização das startups. Sabemos também que os membros do ecossistema podem se ajudar mutuamente, então acreditamos que podemos contribuir para o crescimento de algumas dessas novas empresas construindo juntos soluções e compartilhando nossa experiência também,” explica Juliana Cunha, gerente de Inovação e Estratégia da Novo Nordisk.

As startups que participarão do programa podem ficar empolgadas com os planos da Novo Nordisk para quem participar do projeto. “Vamos trazer para a startup a visão de negócio com necessidades reais do nosso mercado. Queremos em contrapartida aprender com os processos das startups e que ao final do programa os produtos desenvolvidos ou aprimorados possam ser passíveis de serem implementados por nós”, conclui Cunha.

Oportunidade para outras empresas

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) só em 2020, gerou mais de 152 novas tecnologias que atingem tanto o setor agro e alimentício. Impulsionada pela necessidade de soluções na pandemia, as healthtechs em 2020, foram o terceiro setor de maior atuação no mercado de startups no Brasil, segundo dados da ABStartups (Associação Brasileira de Startups), são 396 empresas no setor de saúde e bem-estar. Esses dados evidenciam que o Brasil tem uma profunda vocação para inovar em saúde, alimentos e agronegócio.

A Bluefields quer expandir o programa para mais duas empresas parceiras com sintonia nas áreas presentes no programa. Ao desenvolver sinergias entre grandes companhias, empreendedores e tecnologias aplicadas nestes setores por meio de iniciativas como o Biodigital Startups, são criadas oportunidades de acelerar os ecossistemas de inovação e contribuir para a economia do país.

“Aceleradoras têm vocação de coadjuvante. Muitas startups de hoje serão as grandes empresas de amanhã. Então, fomentar relacionamentos entre essas startups e empresas como a Novo Nordisk, que construíram ao longo de décadas uma história em inovação, é algo muito relevante para o ecossistema brasileiro”, conclui Paulo Humaitá, fundador e CEO da Bluefields.

Método de aceleração

O programa de aceleração Biodigital Startups consiste em 12 encontros onde serão aplicadas metodologias de desenvolvimento de negócio, focadas na estruturação da startup, cujo conteúdo será disponibilizado 100% online, assim como todas as interações. Cada grupo de 10 startups selecionadas terão um Startup Partner, para acompanhar a evolução da startup, além de conectar com mentores e investidores.

Serão analisadas startups em estágio inicial de comercialização ou fase de tração. Os itens avaliados são: time e perfil dos sócios, aderência e potencial de negócio entre startups e empresas participantes, prontidão tecnológica e outros critérios técnicos.

Biodigital Startups

Inscrições abertas até 31 de julho de 2021

Link para inscrição do empreendedor: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeA6Nf9u9gW60CWo682pryYmULUFsjhnr2li9XY9vAVtZD1uQ/viewform

Feirão de Crédito Digital da Fiesp reúne agentes financeiros com empresas que precisam de crédito ou renegociação de dívidas

A Fiesp e o Ciesp abriram inscrições para o Feirão de Crédito Digital, uma oportunidade para empresas adquirirem crédito ou renegociarem suas dívidas com os principais agentes financeiros do país. A iniciativa reúne bancos comerciais e digitais, cooperativas de crédito, fintechs e fdic’s com empresas de vários segmentos e de todos os portes. Em 2020, quando começou a pandemia do Covid-19, o Feirão atendeu mais de 450 empresas, gerando R$ 22 milhões em negócios.

Para Sylvio Gomide, diretor titular do Departamento da Pequena, Micro, Média Indústria (Dempi) e Acelera Fiesp, existe uma dificuldade no Brasil para que empresas adquiram crédito, o que dificulta investimentos em novas tecnologias, administração do fluxo de caixa, e até mesmo o pagamento dos funcionários. E, em um cenário de pandemia, a importância do crédito se torna ainda maior.

“São dois momentos importantes e distintos para as empresas: a renegociação de dívidas é fundamental para empresas ganharem um folego no seu fluxo de caixa, com isso conseguem ajustar as finanças. Quanto ao crédito, como cada empresa vive um momento em seus negócios, pode ser uma oportunidade de investir em projetos de longo prazo como ampliação de plantas, aquisição de máquinas e equipamentos, e até inovação”, ressalta Gomide.

O Feirão de Crédito Digital receberá inscrições de empresas até o dia 21/06, e os interessados devem acessar o site do feirão (feirao-credito.fiesp.com.br), que conta também com diversos conteúdos informativos e dicas para apoiar o empreendedor na decisão do melhor crédito para o seu negócio. “A Fiesp e o Ciesp, por meio do Feirão, passaram a ser um meio comunicação entre as partes, já que apresentamos uma variedade de soluções de crédito disponíveis no momento. Com isso, ajudamos as empresas a avaliar e comparar essas oportunidades entre tantos agentes financeiros, bem como as medidas de renegociação de alongamento e/ou suspensão de parcelas, além do capital de giro e investimento”, explica o diretor.

7a. edição do Connected Smart Cities & Mobility acontece em setembro na capital paulista

Evento nacional fecha ciclo de encontros regionais realizados nas 27 capitais do país a fim de discutir projetos inovadores para cidades inteligentes

Setembro começa com a realização da 7ª edição do Connected Smart Cities & Mobility, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. Os participantes podem escolher o formato presencial nos dias 01 e 02, ou o virtual nos três dias de evento, pela plataforma https://evento.connectedsmartcities.com.br.

O Connected Smart Cities tem o objetivo de aproximar empresas, entidades e governos para que troquem experiências entre si, com a missão de encontrar o DNA da inovação, pensando em ideias e projetos inovadores para as cidades.

“A troca de conhecimento e experiências gera impacto positivo no desenvolvimento das cidades inteligentes”, comenta Paula Faria, idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility.

Palestras

Serão mais de 200 palestrantes com participações das associações que apoiam o CSCM, representantes de governo e empresas patrocinadoras. Já estão confirmados 67 especialistas em eixos temáticos selecionados no call for papers. As apresentações simultâneas serão divididas em 08 palcos, nos três dias de programação no formato híbrido.

Como parte da programação, encontros regionais estão sendo realizados, desde fevereiro, para os responsáveis discutirem particularidades de cada cidade. Das 27 capitais no Brasil, 16 já participaram da etapa dos regionais e as 11 cidades restantes devem fazer suas rodadas de conexões e negócios até agosto.

As rodadas de conexões e negócios do Connected Smart Cities aproxima as organizações de comum interesse e gera conexões e negócios para o ecossistema em vários municípios do Brasil.

Pré-evento

Além dos encontros regionais, ainda devem ser realizados os “Pontos de Conexão CSCM”, com o objetivo de fomentar ideias e soluções inteligentes entre os habitantes de uma smart city. A transmissão deste conteúdo deve acontecer, ao vivo, em diferentes locais da cidade de São Paulo, nos meses de julho e agosto.

Ranking Connected Smart Cities

O Ranking Connected Smart Cities, o mais importante estudo sobre cidades inteligentes e conectadas de todo o Brasil, é divulgado anualmente nas edições do Connected Smart Cities & Mobility. Em 2020, o destaque ficou com São Paulo como a mais inteligente e conectada cidade brasileira. O resultado do Ranking Connected Smart Cities é elaborado pela Urban Systems, em parceria com a Necta.

“Nestes 6 anos de atuação, a Plataforma Connected Smart Cities vem desempenhando papel fundamental junto às empresas, entidades e governos na busca pela inovação, tendo como objetivo fundamental tornar as cidades brasileiras mais inteligentes e conectadas”, comenta a CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities e Mobility, Paula Faria.

Prêmio

Para incentivar ainda mais a participação das organizações, qualquer pessoa jurídica com sede no Brasil pode participar e concorrer ao prêmio da 7ª Edição do Connected Smart Cities & Mobility. As inscrições serão aceitas até 21 de junho. Os interessados devem apresentar um negócio inovador que contribua para a resolução de problemas nas cidades. A premiação possui duas categorias:

Negócios Pré-Operacionais: destinada para negócios que ainda estão na fase de desenvolvimento do produto.

Negócios em Operação: para produtos ou serviços que já tenham gerado receita para suas empresas e que já estão plenamente disponíveis no mercado.

Inscrições

No formato digital, será desenvolvida uma plataforma exclusiva para que o evento seja realizado. Cada participante terá acesso individualizado ao sistema, através de um link para cadastro com senha e login personalizados. Será liberado o acesso aos três dias de conteúdo, de forma online.

No formato presencial, a participação será nos dias 01 e 02 de setembro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, e o acesso para o evento deve ser retirado no setor de credenciamento, com o voucher de inscrição e um documento com foto.

Protocolos Covid-19

A Connected Smart Cities & Mobility está engajada em auxiliar no combate à fome. Portanto, os participantes do evento devem doar 1kg de alimento não perecível ou apresentar comprovante de doação (a partir de R﹩10,00) para serem doados às organizações, conforme lista que será disponibilizada no site.

Na entrada do evento, todos os participantes terão que assistir um vídeo com as recomendações para reduzir o risco de contágio da Covid-19, enquanto permanecerem no local. Só será permitida a permanência de participantes com máscara e, caso essa regra não seja respeitada, o participante será convidado a se retirar do evento., além de outras medidas previstas no protocolo de segurança para o evento.

Evento: Connected Smart Cities & Mobility
Data: 01 e 02 de setembro de 2021 (formato presencial); e dia 03 (formato virtual).
Local presencial: Centro de Convenções Frei Caneca, na Rua Frei Caneca, 569 – Consolação, SP.

Horário: das 9h00 às 18h00.