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Sustentabilidade na indústria e no agronegócio depende de uso de equipamentos que economizam água

Usada para fim doméstico ou industrial, a motobomba é essencial quando há a necessidade de transportar água em pequenas ou grandes quantidades. No Brasil, o setor que mais consome água doce, segundo a Agência Nacional de água (ANA), é o agropecuário, chegando a usar 70%, a exemplo que as lavouras carecem de irrigação suficiente com disponibilidade de recursos hídricos para seu desenvolvimento.

Diante do alerta de crise hídrica em diversas regiões do país, a preocupação em reduzir o uso de recursos naturais passa por diversos setores que precisam de água para manter a produtividade. Hoje, a economia do recurso no setor agrícola conta com métodos alternativos para a distribuição de água eficiente, o que ajuda a controlar os gastos. “A motobomba pode atuar como um equipamento que atua em transferência de líquidos, sistemas de pulverização agrícola e aplicações de água”, aponta Reginaldo Larroyd, especialista em segmentos da Hercules Motores Elétricos.

Já a Confederação Nacional da Indústria (CNI), no Brasil aponta que a cada segundo, são retirados dos rios 2,3 milhões de litros para uso industrial. Setores de fabricação de alimentos, bebidas, cosméticos e demais que lidam com armazenamento, resíduos e coletas de produtos, possuem o desafio de impor ações colaborativas para a preservação ambiental. Para isso, pode-se contar com a substituição de um maquinário que requer muito uso de água e energia, por equipamentos que reduzem perdas como vazamentos e gastos necessários.

Como uma alternativa tecnológica e econômica, o motor de motobomba pode ser usado em distribuição de água no geral, pois conta com um filtro que garante a qualidade da água para seu uso. Além disso, as variedades para o setor agrícola podem incluir sistema de irrigação para o campo, cultivo de terra, solos e pastagens. “Além da redução do recurso hídrico, os motores motobomba IP55 blindados podem suportar altas temperaturas e proporcionar uma redução significativa no consumo de energia elétrica”, ressalta o especialista em segmentos da Hercules Motores Elétricos.

Seis tendências tecnológicas para 2021

Por Max Tremp, diretor de Engenharia Cisco América Latina

2020 foi um ano que colocou todos nós em nossas casas, forçando desde empresas a governos a mudarem seus modelos de negócios e atendimento ao cidadão da noite para o dia. A transformação digital se converteu, não em um “nice to have”, mas em uma necessidade de sobrevivência.

Algumas leis foram mudadas para permitir operações em modo virtual, e aprendeu-se a legislar e seguir processos judiciais virtualmente. Hospitais adotaram a telemedicina modificando as ofertas existentes para adaptar-se à experiência de pacientes não acostumados a lidar com a tecnologia. Escolas mudaram seus currículos para serem efetivos durante o confinamento.

Empresas de logística tiveram que mover-se de modelos B2B a B2C, os negócios em geral tiveram que habilitar o comércio eletrônico, marketing digital, omnichannel entre outras estratégias digitais. A experiência do usuário se converteu no FATOR de êxito.

Em resumo, se acelerou a transformação digital na América Latina e as tecnologias que a habilitam. Aqui compartilho seis tendências que vemos cruciais para 2021 e no futuro.

1. Diminuir o gap digital

A conectividade segura permitiu a continuidade a milhares de negócios levar educação às casas dos alunos, especialistas remotos assessorando manufaturas por meio de realidade aumentada. Talvez o mais relevante, desde São Paulo passando por Guayaquil até a Cidade do México, criaram-se serviços de telemedicina e hospitais móveis para atender a emergência.

Bom, isso se realmente havia conectividade. Embora mais de 70% da população urbana conta com acesso à Internet, o Banco Mundial estima que esse índice é de somente 37% da população de zonas rurais na América Latina. Isso fez que o gap digital aumentasse, deixando fora da economia digital as pessoas que mais necessitavam.

É por isso que tecnologias como 5G e Wi-Fi 6 se tornam mais relevantes, pois possibilitam levar banda larga para locais onde implementar a fibra ótica tem custos proibitivos. A PwC estima que levar a Internet para pessoas que ainda não estão conectadas poderia adicionar US $ 6,7 trilhões à economia global e tirar 500 milhões da pobreza.

5G e Wi-Fi 6 são tecnologias complementares, a primeira está melhor posicionada para áreas abertas e banda larga fixa, enquanto que a segunda se ajusta melhor para fábricas, estádios, centros de convenções, hot spots etc. Apesar de que já existam alguns pilotos de 5G na região, ainda nos falta terminar de aproveitar o 4G e a evolução para o 5G será progressiva e levará algum tempo. Por outro lado, o Wi-Fi 6 já está disponível no mercado e para ampliar sua cobertura só basta abrir a banda de 6 Ghz. No continente, Estados Unidos e Chile já liberaram o espectro, enquanto que Argentina, Brasil, Canadá, Costa Rica, Colômbia, México e Peru estão em processo de consulta e esperamos que tomem suas resoluções nos próximos meses.

  • Se quiser saber mais sobre como a tecnologia pode contribuir para um futuro inclusivo para todos, recomendo nosso último relatório Cisco Inclusive Future Report 2020 

2. Promovendo a experiência (e segurança) com sensores

Embora os sensores digitais estejam sendo utilizados há muito tempo na manufatura e outras indústrias, a proliferação de sensores mais próximos ao usuário em celulares, computadores, wearables, câmeras etc, é inegável. Veremos como os sensores de saúde para consumidores chegam ao nível médico ajudando assim a descentralizar o atendimento de saúde, o mundo do esporte utilizará sensores tanto para a proteção dos atletas como para dar mais emoção ao espetáculo, sensores de segurança farão cidades como Santiago e México mais seguras.

Para quem está voltando aos escritórios, análises baseadas em dados de sensores nos ajudarão a ter ambientes mais seguros, saudáveis e produtivos. Câmeras com analíticos permitirão colocar barreiras sanitárias, combinando-os com serviços de localização wireless e plataformas de colaboração, podendo assegurar que a capacidade das áreas comuns não esteja saturada nem subutilizada e, ao mesmo tempo monitorar temperatura, umidade, qualidade de ar, luz e mandar recomendações proativas.

  • 96% das empresas podem prover um melhor ambiente de trabalho utilizando tecnologia para espaços de trabalho inteligentes – Cisco Global Workforce Survey

3. As chaves para o futuro: Aplicações habilitadas com agilidade e resiliência

As restrições durante os primeiros meses da pandemia obrigaram as organizações a se adaptarem rapidamente. Utilizar tecnologias de nuvem ajudou a criar esta agilidade empresarial, embora percebemos um aumento no tráfego web sem encriptação; a velocidade criou riscos de segurança. Para empresas médias e pequenas passaram a ter acesso a tecnologias geralmente reservadas para os orçamentos das grandes empresas.

Depois de alguns meses as aplicações empresariais cruciais para o negócio tinham se convertido em monstros desagregados e altamente distribuídos, difíceis de manter e solucionar. Um excesso de informação que dificultava conectar tecnologia com suas implicações no negócio. Tanto empregados como clientes tornaram-se mais móveis e remotos.

Isso cria uma necessidade de entender os dados e os negócios. Veremos então uma adoção de tecnologias com inteligência artificial que ajudam a passar do monitoramento tradicional para a assistência para a correlação de dados e métricas de negócios a fim de manter aplicativos ágeis.

  • 5% dos CIOs querem uma melhor análise de seus negócios, a América Latina mostra uma necessidade maior com 82% nos 6 maiores países. Cisco 2020 Global Networking Trends Report

4. Da experiência do cliente ao entusiasmo pela marca

O crescimento explosivo de celulares e dispositivos inteligentes tem transformado nossa forma de interagir com o mundo. As aplicações móveis estão disponíveis para compras, bancos, aprendizagem e saúde pessoal. Recentemente eles têm sido usados como sensores para detectar surtos de infecções e a evolução da pandemia. Tanto o setor público quanto o privado encontraram nos aplicativos móveis uma forma de se conectar com seus usuários que não poderíamos imaginar há alguns anos. Hoje muitos processos de negócios também estão sendo executados nesses aplicativos.

Em um mundo onde a aplicação da concorrência está a apenas um clique de distância, você deseja que sua tecnologia seja perfeita. Os aplicativos mais avançados possibilitam um relacionamento mais pessoal e com melhores tempos de atendimento. Isso requer a capacidade de converter montanhas de informações de tempo real provenientes da rede, em informações acionáveis em tempo recorde. As empresas que alcançam esses recursos irão até mesmo passar da automação para ações proativas que surpreendem seus clientes com soluções antes que os problemas ocorram. É essa combinação de personalização inteligente e imersiva que transformará a experiência de satisfação do cliente em um relacionamento profundo, ativo, estimulante e, acima de tudo, leal.

No último ano se formaram do norte ao sul, vários grupos de empresários buscando compartilhar conhecimento e melhores práticas para alcançar a transformação digital de suas empresas. Uma das estratégias mencionadas como as mais desejáveis e difíceis de implementar corretamente, é a de omnichannel, inclusive por aqueles que já têm um marketing digital. O uso de centros de contato nascidos com o omnichannel e tecnologias digitais nativas, machine learning e analíticos, fará uma grande diferença versus as que simplesmente agregaram a parte digital ao tradicional centro de contatos de voz.

  • “Encantar ao cliente é mais importante do que sua simples satisfação” , é o que opinam 80% dos CIOs nos 6 países maiores da América Latina (Cisco 2021 CIO and ITDM Trends Pulse Localized Data)

5. Identidade e um futuro sem passwords

A mobilidade, o trabalho distribuído e o uso de soluções na nuvem realmente trouxeram grandes benefícios em escala. Mas com isso também é certo que a zona de ataque tem crescido. Temos observado um incremento de 600% em ciberataques com uma sofisticação nunca antes vista. Se isso trouxe algo de bom para a América Latina, é que finalmente chamou a atenção de CEOs, CFOs, gerentes de risco e a segurança está sendo discutida no conselho de administração, não no departamento de TI.

Ataques recentes como Astaroth desenhados para mirar cidadãos brasileiros e evitar detecção pelas equipes de inteligência cibernética tanto públicos como privados, compartilhar uma rede de casa com sua família e estar o tempo todo em casa, longe do departamento de TI, trazem consigo grandes desafios para a segurança. Credenciais perdidas ou roubadas seguem sendo uma causa comum de êxito nos ataques.

Já não existe muralhas para defesa usando uma ponte e um fosso (o firewall ou corta fogos), o perímetro da empresa está perdido, o novo perímetro é a identidade. Para contrapor isso, surgiu o zero trust, não confiar em nada nem em ninguém, assim como no SASE, uma arquitetura onde a rede (SD-WAN) converge com a nuvem e segurança

Tanto plataformas como grupos de indústria e provedores de segurança estão trabalhando para um futuro livre de passwords, onde as tecnologias biométricas tenham um papel fundamental. As empresas terão que trabalhar para esta mudança de paradigma e fazê-la de forma segura, resguardando não somente a segurança, como a privacidade dos dados biométricos; que eles se mantenham nos dispositivos pertinentes, sem transmitir informação sensível pela rede, embora seja criptografada. 

  • 80% dos dispositivos móveis utilizados para trabalhar têm biométricos configurados, um incremento de 12% nos últimos 5 anos. 2020 Duo Trusted Access Report
  • 39% dos entrevistados disseram estar “a bordo” com o zero trust, enquanto outros 38% disseram “estar trabalhando nessa direção” Cisco 2021 Security Outcomes Study 

6. Modelos de consumo para as tecnologias que realmente necessita

Por muito tempo havia uma única forma de consumir tecnologia: comprava-se o set completo de funcionalidades do software sem se importar se utilizava 90% ou 2%. Este modelo tem evoluído, especialmente com software as a service que habilita as organizações a pagar pelas capacidades e funcionalidades que necessitam atualmente, com possibilidade de facilmente escalar a pacotes mais completos com grande agilidade e em demanda.

Sem se importar se usa um modelo on premises ou na nuvem, cada dia há opções mais flexíveis de licenças por serviço, contratos empresariais “pay-as-you-consume” e você não fica preso em licenças perpétuas em modelo de capex.

  • A mudança ao modelo “pay-as-you-consume” permite prever os custos com mais facilidade e administrar melhor o gasto com tecnologias de informação. 95% dos CIOs brasileiros e 94% dos mexicanos estão de acordo que é importante para suas empresas. – Cisco 2021 CIO and IT Decision Makers Trends Pulse

PicPay amplia atuação da PicPay Store e contrata executivo para liderar operação

O PicPay reforça o seu time de liderança com a contratação de Fabio Plein. O executivo, que era Country General Manager da Uber Eats no Brasil, chega para liderar a operação da PicPay Store.

A PicPay Store é uma plataforma aberta que já está disponível para que qualquer empresa possa criar um mini-app dentro do PicPay com a sua cara e se conectar a uma base de 39 milhões de clientes.

A contratação de Plein visa fortalecer a atuação da loja do PicPay, que teve 25 milhões de transações no ano passado. “O PicPay vem se consolidando como o super-app com o maior número de usuários no Brasil. Para continuar crescendo, precisamos aumentar a relevância da nossa loja e esse é principal desafio do Plein”, explica Anderson Chamon, fundador e Vice-Presidente de Produtos e Tecnologia do PicPay.

O propósito do PicPay é oferecer uma plataforma que atenda todas as necessidades da vida cotidiana das pessoas e não apenas serviços financeiros. “O intuito é proporcionar um marketplace para quem quiser oferecer produtos e serviços aos nossos clientes. Queremos estar ainda mais presentes na rotina dos usuários, facilitando processos e fazendo parte de seu lifestyle“, reforça Fabio Plein, diretor sênior da PicPay Store.

Nos últimos anos, Fabio Plein liderou a operação brasileira da Uber Eats, e antes foi Head de Operações da Uber (Ridesharing) no Brasil. Plein ainda tem no currículo passagens por empresas como Grendene, Cyrela e Falconi. É Administrador de Empresas formado na UFRGS e possui MBA da University of California (EUA).

Omie começa 2021 com 87 vagas em todo o Brasil

Omie, scale-up que é a empresa de gestão (ERP) na nuvem número um do país, começa o ano de 2021 com 87 postos de trabalho abertos. Com vagas na unidade matriz na cidade de São Paulo e em franquias como as capitais Rio de Janeiro, Salvador, Belém, Porto Alegre e cidades do interior de São Paulo e de Minas Gerais, a startup reforça sua atuação em diversos estados brasileiros, levando eficiência em gestão para empresas de diferentes portes. As oportunidades oferecidas são em áreas como Executivo de Vendas e de Contas, Analista de Projetos, Analista de SEO, Consultor de Campo e de Expansão, Customer Success, Agente de Relacionamento, Coord. Comercial, entre outros.

Com vagas tanto em sistema de home office quanto presencial abertas no país inteiro, a empresa contribui para melhoria da economia, assim como melhoria do desemprego. Mesmo em período de pandemia, desde o mês de agosto, a Omie apresentou significativa taxa de crescimento. Com mais de 50.000 clientes, para potencializar seu novo ciclo de crescimento, a companhia precisa de novos profissionais para enfrentar novos desafios e conquistas.

“Queremos profissionais que se comprometam a cumprir essa missão conosco e que estejam dispostos a aprender e desenvolver novas habilidades todos os dias, principalmente no promissor ano de 2021”, afirma Eliana Rozenchan, gerente de RH da Omie.

Para se candidatar e saber mais informações sobre as vagas, acesse o link .

Planejamento, digitalização e atendimento: o futuro da Indústria em 2021

Por Angela Gheller, diretora de manufatura, logística e agroindústria da TOTVS

De acordo com uma pesquisa realizada pelo IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers), organização profissional técnica dedicada ao avanço da tecnologia, 19% dos respondentes acreditam que a Manufatura será um dos segmentos mais impactados pela tecnologia em 2021. O estudo também mostrou que 55% dos entrevistados aceleraram a adoção da computação em nuvem durante a pandemia, 52% adotaram o 5G e 51% tiveram projetos de Inteligência Artificial e Machine Learning acelerados.

Ainda que a indústria seja um setor muito conservador, esses dados comprovam o impacto da pandemia na digitalização do setor. O ano de 2020 foi um marco e trouxe grandes aprendizados para a indústria como um todo, pois o setor passa a enxergar que o caminho para a Indústria 4.0 começa com a transformação digital, e que pranchetas e planilhas não combinam mais com a fábrica do futuro. E muitos desses aprendizados se devem ao home office. Com grande parte do time trabalhando à distância, os gestores conseguiram quebrar o paradigma de que tudo precisa ser feito presencialmente, além de perceber que a tecnologia agiliza a troca de informações, ainda mais considerando a redução de quadro que a maioria das empresas tiveram que fazer.

Pensando em toda essa jornada que foi traçada no último ano, observamos para 2021, ainda que num cenário incerto, um foco e atenção muito grande da manufatura para três principais pontos: digitalização, planejamento e agilidade no atendimento aos clientes.

1) Digitalização

A Consultoria McKinsey prevê que, até 2025, processos relativos à Manufatura Avançada poderão diminuir custos de manutenção de equipamentos em até 40%, reduzir o consumo de energia em até 20% e, ainda, aumentar a produtividade do trabalho na indústria em até 25%.

Com isso, a corrida para acelerar processos manuais no ano passado começou a acontecer de forma gradual e deve continuar crescendo em 2021. Muitas anotações ainda são feitas em pranchetas no chão de fábrica, mas hoje já existem aplicativos que, se instalados em um tablet por exemplo, trazem apontamentos mais simples, descomplicando os processos com informações em tempo real. Esses aplicativos melhoram as taxas de entrega, diminuem perdas dentro da fábrica e ainda contribuem para o aumento da produtividade dos funcionários.

A grande ressalva aqui é a importância do treinamento dos funcionários. De nada adianta as empresas investirem nas melhores tecnologias disponíveis sem ter cuidado com treinamento. Ele é crucial para conscientizar o time sobre a percepção real dos ganhos para o negócio, além de alcançar todo potencial das tecnologias adotadas.

2) Planejamento

Outro fator importante alavancado pela pandemia, e que deve ter mais atenção esse ano, é o planejamento da produção, que se torna uma questão mais estratégica, pois é nela que conseguimos visualizar a capacidade que a indústria tem de atender a demanda do mercado e ter a visibilidade de processos dentro da fábrica.

Com uma ferramenta de MRP (Material Requirement Planning), por exemplo, é possível simular vários cenários e analisar o impacto de um novo pedido, calcular prazos, avaliar como vai atender determinado cliente, o que impacta toda a produtividade do dia a dia da indústria. Esse tipo de sistema ainda considera o estoque insuficiente ou em excesso (ajudando a reduzir perdas), compras equivocadas de insumos e controle do fluxo de caixa. Acreditamos que o setor está olhando para esse ponto com atenção – inclusive entre os nossos clientes tivemos mais de 20 projetos de planejamento avançado nos últimos 18 meses.

Trazendo um exemplo prático: o varejo foi muito impulsionado no último ano pelo atendimento “policanal”, impactando diretamente a indústria. As empresas que não estavam preparadas para atender o aumento dessa demanda provavelmente deixaram de entregar o produto para o consumidor final. E é por isso que é essencial simular cenários e capacitar a cadeia de suprimentos a trabalhar com condições menos previsíveis. Quanto mais estruturado estiver o processo de planejamento, melhor será a performance da indústria.

3) Agilidade no atendimento aos clientes

Se o mercado como um todo está mais digital, com consumidores mais exigentes e imediatistas, independente de qual seja o setor, a real transformação digital exige agilidade e preparação para adversidades. Os clientes vão buscar por empresas mais rápidas, com fretes mais baratos e insumos com pronta-entrega. Sendo assim, esse ponto está ligado aos demais citados para se conseguir vantagem competitiva frente aos concorrentes.

Portanto, é fundamental estudar as dores e exigências de seu cliente para então criar estratégias realmente qualitativas. Vale lembrar que o cliente atual busca, na maioria das vezes, por soluções digitais. Isso significa que seu serviço de atendimento deve dar todo suporte necessário para esse consumidor prosseguir com a compra. Se ele não se sentir seguro, dificilmente fechará ou manterá um negócio com a sua indústria.

Líderes de TI, gestores e tomadores de decisão, para que a Indústria 4.0 realmente aconteça no Brasil é crucial considerar esses pontos. Que a soma de aprendizados e as tecnologias adequadas mudem o patamar da indústria brasileira em 2021.

Amcham Brasil parabeniza posse de Joe Biden e Kamala Harris

As eleições americanas definiram uma nova administração presidencial para os próximos quatro anos: a Amcham Brasil, entidade que representa cerca de cinco mil multinacionais brasileiras e americanas, parabeniza Joe Biden e Kamala Harris pela posse como presidente e vice-presidente dos Estados Unidos, respectivamente, desejando êxito no desempenho de suas funções.

“Esperamos que, com o início desta nova administração, se renovem os laços duradouros de amizade e parceria entre os Estados Unidos e o Brasil e se aprofunde a criação de bem estar e prosperidade para os povos de ambos os países” lembra a CEO da Amcham Brasil, Deborah Vieitas.

Brasil e Estados Unidos são as duas maiores democracias e economias das Américas. Juntos, representam mais de 90% do PIB e mais da metade da população do continente, sendo ambos indispensáveis para o desenvolvimento da região.

“A liderança dos dois países também é essencial na concepção de soluções bem sucedidas para questões globais em áreas que vão desde o comércio internacional e segurança alimentar até meio ambiente e sustentabilidade. Encorajamos os governos de ambos os países a construírem relações pragmáticas e mutuamente benéficas, que levem ao adensamento de seus laços bilaterais e permitam sua atuação coordenada frente a desafios internacionais de interesse comum”, destaca Vieitas.

MUDANÇAS À VISTA

Nesta nova administração, a Amcham espera algumas mudanças importantes em relação à agenda de comércio internacional, com uma administração mais favorável ao multilateralismo, e também na política externa, com atuação em temas como meio ambiente, direitos humanos e segurança. Outra mudança significativa é a ênfase na proteção ambiental e promoção da economia sustentável. Para ver mais análises, acesse o relatório da Amcham , realizado em parceria com a Prospectiva.

PAPEL DA AMCHAM

A Amcham Brasil se coloca à disposição para, em conjunto com a comunidade empresarial dos dois países, apoiar a aproximação e contribuir para o estabelecimento de uma agenda estratégica em temas de comércio, investimentos, sustentabilidade, bioeconomia, infraestrutura, energia, agricultura, entre tantos outros que compõem as ricas e diversificadas relações entre Brasil e Estados Unidos.

Stratasys compra Origin por US$ 100 milhões

A líder em impressão 3D Stratasys Ltd. (NASDAQ: SSYS) anuncia a aquisição da startup de impressão 3D Origin Inc. por aproximadamente US$ 100 milhões. A operação permitirá à Stratasys expandir a sua liderança por meio da inovação no segmento de produção em massa de peças, que cresce em ritmo acelerado, utilizando a nova geração de plataforma de fotopolímero baseada no software da Origin. Dentre as aplicações possíveis da tecnologia estão as áreas médicas e odontológicas, além da indústria, em setores como defesa e de bens de consumo.

“Essa aquisição representa um marco importante para a Stratasys, posicionando-nos para gerar uma receita incremental significativa a partir de uma ampla gama de novas oportunidades de mercado para produção em massa”, afirma Yoav Zeif, CEO da Stratasys. “Estou confiante de que as soluções inovadoras da Origin serão uma contribuição fundamental para o nosso forte crescimento a partir de 2021, e apoiarão o objetivo estratégico de fortalecer a nossa posição de liderança e como opção preferencial dos clientes em impressão 3D de polímeros.”

Segundo o CEO da Stratasys, os clientes estão buscando por soluções de manufatura aditiva que permitam o uso de resinas de nível industrial para a produção em massa de peças, com controle de processo e qualidade, e o sistema, baseado em software, Origin One é o melhor do setor, pois oferece um alto rendimento e uma incrível precisão.

“Acreditamos que a combinação do extenso ecossistema de materiais da Origin com os nossos recursos como líderes do setor nos permitirá capturar uma ampla gama de aplicações de produção sob demanda em escala global”, explica Yoav Zeif. “Juntamente com a nossa entrada na tecnologia Power Bed Fusion, a aquisição da Origin reflete outra etapa no cumprimento do nosso objetivo de liderar a manufatura aditiva de polímeros, oferecendo as melhores e mais abrangente tecnologias e soluções do mercado para criar uma cadeia de valor totalmente digital, projetada para a integração da Indústria 4.0”, completa o CEO da Stratasys.

A tecnologia proprietária Programmable PhotoPlymerization (P3) da Origin – um aprimoramento dos princípios do processamento digital de luz (DLP) – faz a cura da resina líquida de fotopolímero por meio da luz. A primeira impressora 3D de nível industrial da empresa, a Origin One, permite o controle preciso da luz, do calor e da força, entre outros parâmetros, por meio do software de feedback de loop fechado da Origin. A nova tecnologia permite que os clientes construam peças com precisão, consistência, tamanho e detalhes líderes do setor, enquanto usam uma ampla variedade de resinas comerciais duráveis.

A Origin trabalha com uma rede de parceiros de materiais – como Henkel, BASF e DSM – para o desenvolvimento de resinas. “Por meio de uma parceria, desenvolvemos materiais com a Origin antes do lançamento da Origin One porque acreditamos em sua tecnologia e visão para o futuro dos fotopolímeros na manufatura aditiva”, afirma François Minec, diretor executivo da BASF 3D Printing Solutions GmbH. “Agora, como parte da Stratasys, estamos confiantes de que, juntos, podemos avançar para um ecossistema de manufatura mais amplo.”

“Fundamos a Origin para criar uma plataforma de manufatura aditiva totalmente nova, que permite a produção em massa de peças de uso final com incrível precisão, consistência e rendimento, juntamente com uma ampla gama de materiais disponíveis”, acrescenta Christopher Prucha, CEO e cofundador da Origin. “A Stratasys é a melhor empresa para nos unirmos para alcançar nossa visão, que nos dará uma oportunidade incomparável de expandir significativamente o alcance de mercado e nos permitirá levar a tecnologia P3 para um público mais amplo”, completa.

A equipe da Origin se juntará à Stratasys e liderará o desenvolvimento de sua plataforma tecnológica e de produto. O primeiro produto completo, resultado dessa aquisição, tem lançamento previsto pela Stratasys para meados de 2021.

Por que o plástico não precisa ser o vilão do meio ambiente?

Por Alessandra Zambaldi, diretora de Comércio Exterior na Alpes

O plástico tem sido tema central de amplos debates públicos, especialmente em relação a seus riscos ambientais. Em São Paulo, desde 1º de janeiro, nenhum estabelecimento comercial pode fornecer copos, pratos, talheres, agitadores para bebidas e varas para balões de plásticos descartáveis.

De acordo com a nova lei, esses produtos agora devem ser substituídos por outros elaborados com materiais biodegradáveis, compostáveis ou reutilizáveis. No entanto, esta alternativa, além de não resolver o problema ambiental, ainda vai gerar um novo tipo de lixo na natureza, problema com o qual o poder público não poderá lidar da maneira correta. Sendo assim, a emenda pode ser inúmeras vezes pior do que o soneto.

Produtos com embalagens que afirmam ser “biodegradáveis” ou “compostáveis” na grande maioria das vezes se degradam apenas em condições especiais e isso pode complicar os esforços de reciclagem. Portanto, aquele copo de café que possui logotipo indicando ser biodegradável não vai se decompor entre os compostos orgânicos que as pessoas têm em casa, mas, para se degradar adequadamente, precisará ser enviado para instalações de compostagem industriais.

O processo de compostagem industrial envolve alto calor e umidade precisamente controladas, entre outras condições, e não está disponível na maior parte do país. Já se este lixo for parar em um aterro, ficará lá por muito tempo, porque é improvável que seja exposto a condições que ajudariam a se decompor. Além disso, a produção desses itens consome mais recursos, cria mais resíduos e resulta em mais poluição do que a produção de itens plásticos descartáveis.

Obviamente, entendemos ser fácil apontar o plástico como o grande vilão que precisa ser proibido, afinal ninguém no mundo fica feliz com imagens de mares e rios repletos de embalagens e com animais morrendo por conta do produto. No entanto, banir os plásticos de consumo não soluciona os problemas, mas apenas desvia a atenção de soluções reais e, em vez disso, prejudica os consumidores e o meio ambiente.

Para resolver a questão ambiental do plástico, é preciso melhorar a qualidade das práticas de gestão de resíduos, produzir materiais que tenham o menor impacto ambiental possível, investir em coleta adequada e incentivar a reciclagem disponibilizando locais especializados acessíveis para que a população possa fazer o descarte do material que utiliza em seu dia a dia. A grande variedade de formas em que pode ser reciclado também precisa ser vista como um benefício do material. Isso não só é mais ecológico, mas também torna o plástico um material muito flexível para as necessidades do mundo moderno.

Outro ponto importante: com a trágica chegada da pandemia, os argumentos e o debate sobre o uso do material também ganharam outra direção: a saúde e a vida. A pandemia transformou a produção e uso do plástico em um material essencial de sobrevivência. Nos hospitais e laboratórios, ambientes essenciais na luta pela vida, o plástico está sendo utilizado em grande escala para produção de máscaras, luvas, seringas, tubos de ensaio, cateteres e outros produtos.

Além disso, aditivos que inativam o Sars-Cov-2 inseridos a produtos plásticos permitiram que diversos objetos e superfícies com as quais as pessoas têm contato diário em lugares públicos e em suas casas oferecessem uma barreira extra de segurança contra a doença. Este é o caso do Alpfilm Protect que já contava com propriedades antifúngicas e bactericidas graças à presença de micropartículas de prata e que, com a pandemia, passou por uma série de estudos para adequações em sua composição com o objetivo de assegurar sua eficácia antiviral, em especial contra o novo coronavírus.

Já no espaço doméstico, o plástico foi o material que mais entrou nas casas. Itens básicos de sobrevivência, como água e alimentos, tiveram alta de estoque: muitas vezes embalados em materiais plásticos. Também podemos encontrar o material em máscaras n95. Além disso, com o plástico é possível vedar produtos e alimentos, o que evita a degradação rápida da comida, além da contaminação por doenças, garantindo a segurança alimentar e também evitando o desperdício de alimentos, especialmente em um momento com tanta instabilidade econômica e desemprego.

Não há dúvida de que a crise dos plásticos é um problema sério e que precisamos encorajar uma mudança de atitude em relação à mentalidade de uso único da sociedade com pessoas favorecendo o consumo inteligente e o pensamento sobre o ciclo de vida, além de realizar seu descarte apropriado. Mas devemos ter em mente os benefícios ambientais e econômicos que os plásticos oferecem e usar a inovação para aderir à melhor solução.

Recuperação gradual é esperança para indústria em 2021

Por Andreas Göhringer

Como falar de perspectivas após uma retração de 4,4% na economia mundial em 2020, com recuo de 5,8% no Brasil, conforme estimativas do Fundo Monetário Internacional? Temos muito a ser feito, se olharmos o PIB brasileiro, cujo crescimento na década que se encerra foi de apenas 2,2%, ante alta de 30,5% na economia mundial.

A visão de longo prazo é fundamental num momento de crise como o que ainda atravessamos. Isso inclui fazer nossa parte pela superação dos gargalos estruturais do país e seus problemas de infraestrutura que comprometem o escoamento da produção, como estradas, ferrovias, portos e aeroportos carentes de investimentos.

E temos alguma boa notícia? Claro que sim! A esperança permanece. Para lidar com as dificuldades enumeradas acima, o brasileiro lançou mão de sua criatividade. A falta de embalagens, no nosso caso, pôde ser superada com caixas plásticas retornáveis, utilizadas para trazer as importações e levar as exportações na sequência. Outro ponto forte foi o poder de negociação das equipes da cadeia de supply chain da indústria brasileira, sempre capazes de contornar obstáculos.

O segundo semestre de 2020 se mostrou muito melhor que o primeiro, e os efeitos desse início de retomada se fizeram sentir em cascata. Alguns projetos que estavam engavetados foram colocados em movimento. Diversas indústrias enxergaram a oportunidade de realizar manutenções necessárias, e assim um segmento alavanca o outro.

Para quem é fornecedor de máquinas e equipamentos, trata-se de uma oportunidade de oferecer peças de reposição. E a administração inteligente desses insumos é mais do que nunca necessária, como é o caso dos diafragmas para válvulas. A automatização de estoques pode incluir, por exemplo, o uso de chips nas peças, o que representa maior agilidade, controle, capacidade de rastreamento e economia de recursos.

Como fornecedores do setor farmacêutico, trabalhamos com persistência para garantir insumos da maior qualidade possível, entregues em dia e com preço justo.

Começamos o ano com grande otimismo e confiança na capacidade de reação de nossa indústria e conscientes da importante participação que temos na economia nacional e na sociedade como um todo.

Andreas Göhringer, conselheiro da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK-PR) e CEO da GEMÜ Válvulas, Sistemas de Medição e Controle no Brasil.

“Recomércio”, um conceito que deve impactar negócios no varejo

Por Stella Kochen Susskind, fundadora da SKS CX Customer Experience Consultancy

O conceito de brechós de luxo ganhou um novo significado, inspirando uma tendência que ao longo de 2021 pode impactar negócios de diferentes vertentes, sobretudo, o varejo. O “Recomércio” – do inglês, recommerce – pode ser visto, pontuando novas em plataformas de revenda e estratégias de fidelização. Para falar um pouco sobre a origem dessa tendência, lembro que o desafio imposto pela pandemia trouxe uma realidade de recessão para o planeta, impulsionando um mercado de venda de itens usados. De acordo com análises da GlobalData e da WGSN, esse modelo deve crescer 69% até 2021. Vale destacar que não somente a crise econômica potencializou o modelo, mas a reflexão dos clientes sobre a importância de cultivar novos valores de consumo.

Estamos diante de um comportamental – que envolve diversas gerações, não somente os millennials – de valorização da sustentabilidade; há um senso de urgência em formar comunidades mais conscientes do poder e do impacto do consumo. Antes que pensem que essa tendência é algo que tem atingido marcas e produtos mais jovens, alerto para o engano dessa percepção. A Levis, antenada com o crescimento do comércio reverso, lançou uma plataforma própria (Levi’s SecondHand), associada a um programa de recompra que oferece aos consumidores a opção de comprar jeans usados da grife ou trocar itens por pontos que podem ser usados tanto na compra de novos produtos, quanto de seminovos. E, nessa estratégia de fidelização, há oportunidades de adquirir itens vintage. Quer um outro exemplo? O grupo H&M deu start a uma ação similar, no qual os clientes é que comercializam os produtos da marca, que ganha 10% em cima da negociação. Grifes de luxo como Richard Mille e Mark Cross encamparam iniciativas inovadoras alinhadas ao recommerce.

Essa ideia de sustentabilidade e de enxergar os itens de maneira atemporal e com uma vida útil longeva impacta, também, o mercado de aluguel. A entrada de marcas de luxo nesse cenário – Gucci, Burberry e Stella McCartney – tem contribuído para combater o preconceito. Claro que muitas resistem! A Chanel processo a TheRealReal, acusando o site de vender falsificações. Em contrapartida, dados apontam que o recommerce contribui para tornar a marca mais desejada à medida que mais pessoas acessam.

No Brasil, têm surgido exemplos interessantes – em especial, quando pensamos na fidelização. Destaco, ainda, a Marisol – cliente da SKS CX Customer – que está desenvolvendo o projeto Re-conta. A premissa é que “roupas paradas não contam histórias”. A iniciativa incentiva o consumidor a escolher, no guarda-roupa, peças que estão prontas para novas histórias; levar as peças nas lojas Lilica & Tigor para trocar por créditos em novas compras. Em uma parceria com a plataforma Enjoei, as peças doadas vão para uma lojinha online, alimentando a proposta de economia circular. Um outro exemplo vem do mercado livreiro, que tem lançado mão dessa estratégia;  livrarias como a Cultura transforma livros seminovos, levados pelos clientes às unidades, em créditos para novas aquisições; no Sebo Cultura, na plataforma, as obras usadas podem ser compradas com descontos.

Esses novos modelos influenciados por movimentos que impactam nos diferentes perfis de consumo devem levar em consideração novas formas de atendimento ao consumidor. A relação entre gestores de marca e os clientes precisam estar no centro de um processo estratégico de atendimento e fidelização. O varejo – assim como o mundo – está em profunda transformação. As novas relações de consumo demandam um olhar especializado para entender as aspirações de consumo. Há mais de 30 anos tenho acompanhado as transformações e pesquisado, sobretudo com o apoio de clientes ocultos, essas ondas sociais que impactam nas relações de consumo. Recentemente, em um paper do Fórum Econômico Mundial, líderes do mundo alertavam para ser 2021 um ano crucial para reconstruir a confiança das pessoas diante dos impactos econômicos, sociais, tecnológicos e ambientais pós-Covid-19. Eles apontam a relevância de reformular os sistemas e redefinir prioridades. A minha recomendação aos gestores de marcas e produtos é ter máxima atenção às mudanças que a Quarta Revolução Industrial já trouxe e que devem ser consolidadas na próxima década.

Oportunidades de Investimento em iGaming

Ainda que a internet seja um campo amplo para empresas basearem o seu modelo de negócios, muitas enfrentam grandes dificuldades, como avanços tecnológicos frequentes, amplo campo para concorrência e dificuldades para atrair o público em meio a tantas ofertas, esses parâmetros parecem impulsionar a indústria de iGaming, que praticamente explodiu nos últimos anos.

No entanto, este crescimento também apresenta novos desafios, que possuem aspectos positivos e negativos, a regulamentação imposta em cada país. Ainda que a regulamentação seja algo positivo, estabelecendo pontos claros que devem ser seguidos pelas empresas, ainda representa mudanças, que muitas vezes são trabalhosas e requerem grandes investimentos.

Do que se trata o iGaming

iGaming é uma denominação abrangente para os sites de jogos de azar, desde apostas esportivas, e-sports, poker e bingo, até às conhecidas máquinas de slots e jogos de mesa mais tradicionais.

A maior parte das empresas de iGaming operam estabelecidas em locais físicos, onde existe incentivo fiscal e facilidades para a criação de cassinos e demais jogos de azar online, como Gibraltar, Reino Unido e Malta

Atual cenário do iGaming no Brasil

Atualmente, a regulamentação dos sites de jogos de azar no Brasil ainda está em processo de análise, depois de alguns escândalos envolvendo conflito de interesses. No entanto, o processo nunca esteve em fases tão avançadas, e deve ocorrer através de licitações.


As empresas apostam em um crescimento maior no cenário nacional após a regulamentação. Para quem deseja realizar investimento no setor, as principais oportunidades apresentadas no Brasil são as seguintes:

  • Ações de Cassino Online – Os maiores sites da indústria do iGaming possuem suas ações negociadas publicamente, permitindo a compra destas por investidores. Entre estes sites se destacam o Stars Group, que possui diversos portais e produtos do setor de jogos, e o LeoVegas, que se trata de um dos maiores sites de jogos de azar;
  • Ações de Software de Casino B2B – Outra oportunidade interessante é o investimento em ações públicas de empresas que são fornecedoras de serviços B2B, ou seja, terceiros que fornecem o software de back-end que permite o funcionamento do site. Entre as principais empresas se destacam a ambi Group, Gaming Innovation Group e Aspire Global;
  • Investimento em ETFs de jogos – Outra opção de mercado de investimento que tem crescido são os fundos, com um número crescente de oportunidades. Entre os principais fundos de investimento no setor de iGaming se destacam o BETZ, BJK e NERD & HERO;
  • Trade Esportivo – Para quem se arrisca no day trade, uma opção tão emocionante quanto e, até mesmo, similar é o trade esportivo. Neste caso, a aposta não seria no crescimento de certas ações, a análise do cenário é realizada em eventos esportivos, realizando a compra e venda das apostas de acordo com este estudo.

É importante salientar que, mesmo antes da regulamentação, existem empresas empenhadas em analisar e escrever um review explicando mais sobre cada um dos principais sites de jogos de azar, como o brasilcasinos.com.br, que auxilia os jogadores brasileiros a realizar boas escolhas.

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NRF 2021: o futuro da loja física no pós-pandemia

Por Caio Camargo, diretor comercial da Linx

Uma semana da NRF, a primeira completamente virtual, já se passou e os debates começam a esquentar, desenhando tendências para o varejo em 2021. Até aqui, quase todas as apresentações se iniciaram falando sobre os impactos da pandemia e como as empresas atravessaram esse período durante o último ano – e não poderia ser diferente. Uma das maiores apostas dos painéis, sem dúvidas, é entender o quanto dessas novas experiências e modelos de compra e consumo adotados pelas marcas e pelo mercado irão permanecer.

Com tanta digitalização nos últimos meses e conversas intensas sobre como mudar seu negócio para vender online, uma das principais perguntas que pairam no varejo é: “qual o futuro das lojas físicas?”. Algumas palestras já apontam a direção. Acredite: não somente há futuro, como devemos ver as lojas físicas serem novamente exaltadas como o grande ponto de experiências entre marcas e consumidores no mundo pós-pandemia.

É incrível como a tecnologia foi apressada durante a pandemia. Um dos painéis mais memoráveis, até o momento, chamou o momento de “A grande compressão”, um trocadilho com o momento da “Grande Depressão” dos anos 30. Porém, com um olhar positivo em que, além da transformação, identificou que teremos um novo momento da valorização da experiência da loja física. Afinal, depois de tantos meses sem poder sair de casa, as pessoas querem fazer tudo presencialmente. Ansiosos pela retomada, as marcas já começam a se preparar: a Suitsupply, por exemplo, está apostando em uma grande reforma de sua loja no SoHo, em Nova York, criando até mesmo um rooftop para receber os clientes depois que essa crise passar, com uma experiência única e diferenciada.

Para além da aparente fadiga de tudo o que é digital – um dos termos que ouvi foi o de Zoombombing, que é o cansaço de reuniões desse tipo –, esse momento deixará suas marcas em relação aos clientes. Muitos deles novos no digital, suas experiências tiveram fatores como personalização de promoções e serviços e, uma vez que retornem às lojas físicas, vão demandar que elas também ofereçam esse tipo de atendimento, afastando o antigo sentimento de massificação. Segundo pesquisa da Salesforce, mais de 84% dos consumidores norte-americanos desejam soluções e atendimento customizados. Para isso, os clientes estão dispostos a compartilhar seus dados com as marcas, desde que, em troca, tenham um real incremento em sua experiência ou jornada de compra, informação interessante para o momento em que mais discutimos LGPD no País.

A ideia é que, daqui para frente, o físico e digital se conversem mais do que nunca. É mais do que certo que as lojas físicas têm espaço para retomar sua performance e crescer, mas é preciso estar preparado para os novos hábitos do consumidor, lembrando que não é mais apenas a compra que importa, mas como o consumidor é guiado durante sua jornada. E é preciso se preparar agora, pois o cliente não vai querer esperar ainda mais para compensar o tempo dentro de casa.