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Rede Mulher Empreendedora completa 11 anos de serviço ao empreendedorismo feminino

A Rede Mulher Empreendedora, maior plataforma de apoio ao empreendedorismo feminino do Brasil, completa em janeiro 11 anos dentro desse pulsante cenário econômico.

A RME já ajudou a transformar a vida de aproximadamente 1 milhão de mulheres graças à presença de suas embaixadoras em todo o Brasil, além de países como Inglaterra, Portugal, Holanda e Bélgica. Nascida pelas mãos de Ana Fontes, a RME tem como propósito empoderar mulheres economicamente para garantir decisão sobre seus negócios e suas vidas, aumentando o índice de independência financeira delas. A história da Rede e de Ana Fontes caminham lado a lado e não tem como falar da RME sem fazer esse paralelo.

Ana Lúcia Fontes é fundadora da RME, presidente do braço social da empresa – o Instituto RME -, Delegada Líder do Brasil no W20, grupo de engajamento do G20, eleita pelo Linkedin Top Voices do Linkedin em 2020, cofundadora do MIA (Mulheres Investidoras Anjo) e já foi considerada uma das vinte mulheres mais poderosas do país pela revista Forbes, em 2019.

Ana começou a trabalhar aos 11 anos de idade, como babá e faxineira, formou-se em publicidade e foi do chão de fábrica à área administrativa no setor automobilístico. Especialista em marketing e relações internacionais, ela passou pela frustração de ouvir que não seria promovida por ser mulher. Virou mãe e o desejo de se superar ficou ainda maior.

Em 2010, ela começou a dar os primeiros passos com o que viria se tornar uma signatária dos princípios de empoderamento da ONU Mulheres. No começo, a RME era uma plataforma de compartilhamento de conteúdo e divulgação de empresas fundadas e administradas por mulheres, mas por ser a primeira plataforma de apoio ao empreendedorismo feminino no país, o blog evoluiu e criou novas ações e projetos.

Entre os projetos da RME estão o Trilha Empreendedora, que conta com conteúdos exclusivos e gratuitos via vídeo, que promove, de forma acessível, diversos e importantes temas para o dia a dia das empreendedoras; o RME Conecta, programa que conecta negócios de mulheres com grandes empresas para negociação e fornecimento B2B; o Casa das Empreendedoras, evento anual que reúne as principais lideranças do circuito de startups e do empreendedorismo feminino; o RME Acelera, para a aceleração de negócios com alto potencial de crescimento, fundados e liderados por mulheres; além do Quero Empreender curso intensivo de 02 dias para quem quer abrir o próprio negócio.

Hoje a RME conta com um braço social, o Instituto RME, fundado em 2017, com foco na capacitação e no empoderamento de mulheres que vivem em situação de vulnerabilidade social. O IRME conta atualmente com os projetos Ela Pode, que já capacitou mais de 145 mil mulheres; o Elas Prosperam, feito para desenvolver mulheres empreendedoras de forma acessível sobre diversos e importantes temas para o dia a dia delas; Heróis Usam Máscaras, ação conjunta do Bradesco, Itaú, Santander e Instituto RME, com concepção do Instituto BEI, para viabilizar a produção de máscaras para a população brasileira e remunerar profissionais de costura durante a pandemia; e a mais recente iniciativa: Potência Feminina, que visa capacitar e impactar a vida de 50 mil mulheres de 10 comunidades espalhadas pelo país .

Para a maioria das pessoas em todo mundo 2020 deixou sua marca tanto negativa, quanto positiva; e não foi diferente para a fundadora da RME. “Empreender é sempre desafiador e este último ano foi peculiar, afinal de contas uma pandemia é um marco histórico e para se manter de pé é preciso muita resiliência, estudo, determinação, foco e organização. Para não desamparar nossas colaboradoras e membros, tivemos que nos adaptar para manter nosso compromisso com vocês aí do outro lado”, afirmou Fontes.

“Esta comemoração do 11° ano da RME é especialmente importante para mim, por conta do cenário considerado caótico para muitos e porque foi com esta idade da minha vida que comecei a me movimentar economicamente por meio do trabalho e a ajudar no sustento de casa”, completou ela.

Apesar de todas as diversidades, 2020 foi um ano que marcou positivamente a história da RME. Para conhecer todos os trabalhos desenvolvidos pela RME Acesse: https://rme.net.br/.

Mastercard expande sua plataforma de Business Intelligence para instituições financeiras na América Latina e Caribe

Após um lançamento bem-sucedido na Europa, a Mastercard anunciou hoje a expansão de sua nova plataforma interativa de Business Intelligence (BI), chamada Market Trends para toda à América Latina e Caribe. A ferramenta online oferece uma visão abrangente e atualizada dos principais insights do setor de meios de pagamentos, inteligência competitiva e tendências para bancos e instituições financeiras em toda a Europa, e agora também na região da América Latina e Caribe (LAC).

A Mastercard Market Trends oferece uma visão simples e com curadoria de pesquisas confiáveis em uma única plataforma. Para a regiãoda América Latina é possível comparar 700 cartões de 13 países, dentre eles: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Jamaica, México, Panamá, Peru, Porto Rico, Trinidad & Tobago.Além do acesso completo a relatórios de mercado, análise das fintechs líderes dos mercados globais e regionais, perspectivas do setor de pagamentos e tendências de tecnologia, como Open Banking e Blockchain.

“A Mastercard Market Trends oferece uma oportunidade única para que bancos e instituições financeiras acessem informações-chaveque permitirão decisões de negócios e resultados melhores aos participantes. A plataforma oferece insights, tendências do setor e as principais necessidades do consumidor, projetadas especificamente para o mercado da América Latina e Caribe”, afirma Carlo Enrico, Presidente da Mastercard LAC”. Estamos animados em anunciar este novo produto aos nossos clientes e temos certeza de que servirá de base para suas necessidades de pesquisas de mercado no dia a dia”.

A Mastercard Market Trends trazcinco recursos principais:

• Avaliação de Mercado: relatórios com insights sobre dados socioeconômicos, pagamentos e KPI digitais selecionados em nível local por equipes da Mastercard com análises detalhadas de 12 mercados da LAC – os mesmos mencionados acima, com excessão do Panamá.

• Comparação de Cartões: recursos de filtragem e benchmarking de produtos de cartão emitidos por diferentes sistemas e emissores, para ajudar os clientes a compreenderem o cenário competitivo atual. Isso inclui uma visão geral das principais métricas e recursos em nível local. Mais de 700 cartões estão disponíveis para comparação em 13 países da LAC – todos os mencionados acima.

• Pesquisa do Consumidor: acesso a estudos de pesquisa encomendadas global e regionalmente pela Mastercard com o objetivo de oferecer uma visão ampla dos principais assuntos para o consumidor.

• Nova Experiência de Pagamentos: análise das Fintechs líderes globais e regionais, além de um compilado com as melhores práticas para compartilhar estratégias de negócios em um cenário de meio de pagamentos que está em constante evolução, com cases e perfis de empresas de sucesso.

• Insights do Setor: acesso a biblioteca de vídeos e estudos globais Thought Leadership sobre as tendências de tecnologia que estão moldando a indústria.

A plataforma é a oferta mais recente da Mastercard Data & Services e já está disponível para os emissores e adquirentes na região da América Latina e Caribe, acessando o site Market Trends via www.trends.mastercardservices.com com suas credenciais Mastercard Connect. O objetivo da Mastercard é expandir a plataforma para duas outras regiões em 2021, dando acesso a perspectivas adicionais de outras regiões em termos de avaliação de mercado e comparações de cartões para clientes em toda a região.

Americanas investe em operação cross border e diminui prazo de entrega de pedidos internacionais pela metade

Comprar um produto internacional com preço menor do que o nacional e ainda recebê-lo em menos de um mês é o sonho de muitos consumidores brasileiros. Pois é isso que a Americanas Mundo, operação de cross border da Americanas, oferece aos seus clientes. Após firmar importantes parcerias com transportadoras internacionais, a marca está garantindo prazos de entrega de 15 a, no máximo, 21 dias úteis.

“A entrega é uma parte fundamental da experiência de compra. Por isso, sentimos que podíamos fazer mais, surpreender nossos clientes com uma entrega internacional também rápida e segura. Buscamos os melhores parceiros logísticos no exterior e, agora, através do serviço B2W Entrega Internacional, somos capazes de garantir prazos 50% menores do que é aplicado por outros players no mercado brasileiro”, explica Marcelo Nunes, diretor financeiro da B2W Digital.

Com frete grátis disponível para todo sortimento, o Americanas Mundo passa a garantir também mais segurança em sua operação. A partir de agora, os clientes contam com rastreio total de seus pedidos, podendo acompanhar as etapas logísticas do pedido desde a separação e o envio no país de origem até a entrega em sua casa, no Brasil.

No terceiro trimestre de 2020, o GMV (Gross Merchandise Volume) do Americanas Mundo cresceu 200% em relação ao mesmo período do ano anterior. Impulsionada por números positivos como este, a Americanas quer ir além. “Estamos trabalhando para oferecer um menu de frete ainda mais agressivo para os consumidores”, complementa Nunes.

Lançado em março de 2019, o Americanas Mundo possui sortimento com mais de 20 milhões de itens oriundos de diversos países, como Estados Unidos, China, Canadá, Nova Zelândia, Uruguai, além da Europa. Distribuídos por dezenas de categorias, os produtos têm entrega garantida e opção de pagamento em até 12 vezes sem juros no cartão de crédito. Clientes que pagarem com o app Ame Digital ganham ainda até 20% de cashback, ou seja, parte do dinheiro de volta para gastar em futuras compras.

Vacina contra a Covid-19: sites fraudulentos simulam cadastro para roubar dados pessoais

A corrida pela vacinação contra a Covid-19 começou nesta semana no Brasil. Com ela, uma outra jornada tem movimentado o mundo do cibercrime: golpistas tentam se aproveitar da ânsia pela nova imunização para roubar credenciais de vítimas e aplicar fraudes pela internet.


Desde segunda-feira, a equipe de investigação e análise da Kaspersky tem encontrado sites fraudulentos que tentam simular um pré-cadastro para a vacinação. A tática é bastante conhecida: o phishing.Segundo Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky, esses domínios fazem parte de campanhas que já estão sendo articuladas, e que começarão a disseminar mensagens solicitando a inscrição por meio desses sites.
Sempre que há um tema crítico e que desperta atenção, o cibercrime rapidamente busca alternativas para tirar proveito deles. Vimos isso no começo da pandemia, quando houve uma corrida por máscaras e álcool-gel, e vemos o mesmo sendo feito no momento das vacinas“, conta o especialista .
Um dos sites identificados pede que o usuário inscreva o e-mail e a senha para iniciar o seu cadastro. Com essas informações, os hackers conseguem acessar a conta da vítima e aplicar uma série de outros golpes em cima dela. “Como muitas pessoas costumam utilizar a mesma senha para várias contas, os criminosos podem invadir uma série de outros serviços por meio desses dados“, alerta Assolini .

Para evitar cair em golpes como esse e ter os seus dados roubados, o analista da Kaspersky recomenda que as pessoas se informem em canais oficiais das secretarias de saúde do município ou estado sobre como estão sendo feitas as campanhas da vacina na sua localidade:

Alguns estados, como São Paulo, criaram páginas de cadastro para a vacina, que no momento, estão sendo aplicadas apenas com profissionais da saúde e grupos de risco. Ainda assim, desconfie de qualquer endereço que seja enviado por meio de correntes em redes sociais. Por precaução, procure as páginas dos órgãos oficiais e se informe corretamente por lá“, completa Assolini.

Site de phishing criado para roubar senhas de contas de e-mail corporativo


Brasileiros entre as maiores vítimas de phishing

De acordo com o relatório recente publicado pela Kaspersky, os brasileiros estão entre os principais alvos de phishing no mundo. Cerca de um a cada nove usuários de internet do País (11,6%) acessaram, de julho a setembro passados, ao menos um link que direcionava a páginas maliciosas. O índice está bem acima da média mundial – 7,67%, no mesmo período – e coloca o Brasil como um dos países com maior proporção de usuários atacados.

Para se proteger dos ataques de phishing, os especialistas da Kaspersky aconselham que os usuários tomem algumas precauções:

• Sempre verifiquem o endereço do site para onde foi redirecionado, endereço do link e o e-mail do remetente para garantir que são genuínos antes de clicar neles, além de verificar se o nome do link na mensagem não aponta para outro hyperlink;

• Não cliquem em links contidos em e-mails, SMS, mensagens instantâneas ou postagens em mídias sociais vindos de pessoas ou organizações desconhecidos, que têm endereços suspeitos ou estranhos. Verifiquem ainda se são legítimos e, mesmo que comecem com ‘ https‘, é necessário duvidar, pois muitos sites falsos podem exibir o cadeado de segurança;

• Se não tiver certeza de que o site da empresa é real e seguro, não insira informações pessoais;

• Analisem cuidadosamente as URLs das páginas com formulários que solicitam dados confidenciais. Se o endereço consiste em um conjunto de caracteres sem sentido ou a URL parece suspeita, não finalizar o pagamento;

• Usem uma solução de segurança comprovada com tecnologias antiphishing baseadas em comportamento. Ela permitirá a identificação até dos golpes de phishing mais recentes, que ainda não foram incluídos nos bancos de dados antiphishing.

D2C – Venda direta da indústria para o consumidor final se consolida como estratégia de negócio pós-pandemia

Não é novidade que a pandemia provocada pela Covid-19 tenha acelerado a digitalização em empresas. Além do B2C e B2B, um dos setores que mais tem se desenvolvido é o da indústria, que vende direto para o consumidor final, o chamado D2C – Direct to consumer, com termo em inglês. Em resumo, a indústria está criando canais digitais de vendas, sem a necessidade de intermediários.

A Tatix, uma das maiores empresas de full commerce do país, tem auxiliado diversas companhias nessa revolução digital e inserção da indústria no comércio online, tendo crescido mais de 200% em 2020, e prevê tendência de mercado. De acordo com Giordano Magalhães Afonso, vice-presidente da Tatix, o FMCG (sigla do Inglês Fast-moving consumer goods ou bens de grande consumo), é o setor que mais tem buscado novas soluções digitais para suas vendas. Mas não somente.

“Linea, Lindoya e Usaflex, por exemplo, se tornaram nossos parceiros para operacionalizar os seus negócios no ambiente digital, e tem dado muito certo”, comemora ele, complementando que um dos cases de sucesso mais recente é a Softys, indústria multinacional líder nos segmentos de papel e cuidados pessoais na América Latina.

A empresa, que vende direto para o consumidor final desde 2019, procurou a Tatix Full commerce para lançar um novo produto: um serviço de assinaturas. O Softys Fácil, como é chamado o plano, é a novidade na loja virtual da Loja Softys. Segundo Leonardo Sanitá, Head Comercial E-commerce da Softys, o serviço de assinatura é um sistema de compra recorrente com venda direta para o consumidor final, que garante 10% de desconto, contribuindo para a economia doméstica, no qual o assinante pode alterar a frequência e o pedido sempre que desejar. Além de trazer benefício para o consumidor, a empresa ganha com a fidelização e a compra recorrente.

“Os produtos FMCG, sigla em inglês que significa “fast moving consumer goods”, ou algo como “produtos de giro rápido”, viram suas vendas dispararem com a chegada da pandemia. Com isso, o investimento dessas empresas no e-commerce deixou de ser uma opção e se tornou indispensável não só para aumento de participação, mas, sobretudo, para acompanhar o comportamento dos novos consumidores”, ressalta Giordano, comprovando a lógica de vendas da Softys.

O executivo complementa que muita gente pensa que produtos de grocery estão relacionados somente à bebidas e alimentação, por exemplo. Mas explica que supermercado não é só isso. “Papel higiênico, guardanapo, lenços umedecidos, entre outros itens, fazem parte de produtos que tiveram um boom de vendas com a chegada da pandemia e, por isso, lançar uma venda direta para o consumidor final desses produtos e ainda em modelo de assinatura, que é o caso da Softys, foi uma sacada perfeita para o momento, e com certeza veio para ficar”, fala Giordano.

Leonardo conta que as assinaturas em menos de 1 mês já representam 2,5% dos clientes do Site, resultado obtido de forma orgânica. “Os 15 primeiros dias de Novembro já superaram os números de outubro em 44%, apontando um crescimento bem expressivo.

O executivo conta também que o ticket médio geral até agora é de R﹩ 326, puxado por Novembro que na parcial já é de R﹩ 426, crescendo +134% sobre Outubro. “15% opta por frequência mensal e 80% bimestral”, conta ele, complementando que entre os itens mais assinados estão a linha professional, com 49%. “É liderado pelo Álcool em Espuma Elite, produto muito importante em tempos de pandemia”, conclui.

Ruptura de 2020 é a mais alta desde 2017

Mesmo com a pandemia, o índice de ruptura, que mede a falta de produtos nas prateleiras dos supermercados, foi de 11,86%, 1,78% mais alto em relação a 2019 quando a média do ano foi de 10,08%. Conforme aponta estudo desenvolvido pela Neogrid (www.neogrid.com.br), empresa especializada na sincronização da cadeia de suprimentos. Ao longo de 2020 o maior índice foi atingido em maio quando o número bateu os 12,57%. 

A média anual de ruptura é a mais alta desde 2017. O índice, que girava na casa dos 10% (2017: 10,97%; 2018: 10,01%; 2019: 10,08%) chegou a 11, 86% em 2020.  

O balanço da Neogrid ainda traz um ranking com os 10 produtos com maior ruptura em 2020. Os ovos puxam a lista com 22,73% e um aumento de 4,9% em relação a 2019 quando o índice foi de 17,83%. Outro destaque são as cervejas que bateram recorde em 2020 e encerraram o ano com ruptura na casa dos 18,38% em dezembro. Em média, a ruptura da cerveja foi de 14,28% em 2020. 

“No caso dos ovos o cenário é explicado porque os supermercados seguraram a compra dos ovos para negociar os preços, que subiam devido ao aumento do valor dos insumos de avicultores, e ao mesmo tempo a demanda por esse item se manteve forte na pandemia. Muitos consumidores passaram a cozinhar mais em casa e a consumir ovos para o preparo de pães e bolos. Sem falar que os ovos também serviram como substituto das carnes, que tiveram grande aumento de preço em 2020. Mas vale destacar que não houve um cenário de desabastecimento, o que faltaram foram variedade e marcas. Por exemplo, o consumidor encontrava apenas as marcas x e y do ovo branco e não a marca z de ovos caipiras”, explica Robson Munhoz, CCO da Neogrid. 

Airbus revela helicóptero Flightlab para testar tecnologias do futuro

A Airbus Helicopters iniciou os testes de voo a bordo de seu Flightlab, um laboratório de voo independente de plataforma, dedicado exclusivamente ao desenvolvimento de novas tecnologias. O Flightlab da Airbus Helicopters fornece uma base de teste ágil e eficiente para testar rapidamente tecnologias que poderiam equipar a gama atual de helicópteros da Airbus, ou até tecnologias mais disruptivas para futuras aeronaves de asa fixa ou plataformas (e)VTOL.

A Airbus Helicopters pretende promover o teste de tecnologias de propulsão híbrida e elétrica com seu demonstrador Flightlab, bem como explorar a autonomia e outras tecnologias destinadas a reduzir os níveis de ruído de helicópteros ou melhorar a manutenção e segurança de voo.

“Investir no futuro continua sendo essencial, mesmo em tempos de crise, especialmente quando essas inovações agregam valor aos nossos clientes, visando maior segurança, redução da carga de trabalho do piloto e redução dos níveis de ruído”, afirma Bruno Even, CEO da Airbus Helicopters. “Ter uma plataforma dedicada a testar essas novas tecnologias é um passo mais perto do futuro dos voos e é um reflexo claro de nossas prioridades na Airbus Helicopters”, acrescentou.

Os testes de voo começaram em abril do ano passado, quando o demonstrador foi usado para medir os níveis de ruído de helicópteros em áreas urbanas e para estudar particularmente como os edifícios podem afetar a percepção das pessoas. Os primeiros resultados mostram que os edifícios desempenham um papel importante no mascaramento ou amplificação dos níveis de ruído e esses estudos serão instrumentais quando chegar a hora de modelagem de ruído sonoro e definição de regulamentação, especialmente para iniciativas de Mobilidade Aérea Urbana (UAM). Os testes foram realizados em dezembro para avaliar o Rotor Strike Alerting System (RSAS), que visa alertar as tripulações sobre o risco iminente de colisão com os rotores principal e de cauda.

Os testes este ano incluirão uma solução de detecção de imagem com câmeras para permitir a navegação em baixa altitude, a viabilidade de um Sistema de Monitoramento de Uso e Saúde (HUMS) dedicado para helicópteros leves e um Sistema de Back-up do Motor, que fornecerá energia elétrica de emergência em caso de falha da turbina. Os testes no Flightlab continuarão em 2022, a fim de avaliar um novo design ergonômico de controles intuitivos de voo do piloto com o objetivo de reduzir ainda mais a carga de trabalho do piloto, que pode ser aplicável a helicópteros tradicionais, bem como outros tipos de VTOL desenvolvidos para Mobilidade Aérea Urbana.

O Flightlab é uma iniciativa de toda a Airbus, que reflete a abordagem da empresa à inovação com foco na entrega de valor aos clientes. A Airbus já tem vários Flightlabs bem conhecidos, como o A340 MSN1, usado para avaliar a viabilidade da introdução da tecnologia de asa de fluxo laminar em um grande avião comercial, e o A350 Airspace Explorer usado para avaliar tecnologias de cabine conectada a bordo.

O poder do associativismo nos resultados de 2020 para o setor de tecnologia

Por Rodolfo Fücher

O ano de 2020, marcado pela pandemia de Covid-19, trouxe muitos aprendizados e resiliência. Tivemos de rever estratégias e cuidar ainda mais dos nossos colaboradores, família e amigos. Contudo, o associativismo continuou demonstrando sua importância na reivindicação de uma agenda de medidas para garantir a sobrevivência das empresas, a manutenção de empregos e a aceleração digital nos negócios, governo, educação, saúde e tantos outros diante das mudanças acarretadas pelo distanciamento social.

Depois de muito trabalho, cooperação, diálogo, negociações e reuniões virtuais, a ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software entende que ocorreram vários avanços. Um dos mais importantes e marcantes foi nosso pleito por mais segurança jurídica e tributária, no qual comemoramos o avanço histórico no STF favorável a incidência do ISS (e não ICMS) em operações com software, por meio do julgamento das ADIs 1945-MT e 5659-SP.

Na área econômica, destacamos medidas governamentais que contaram com o nosso empenho, como a flexibilização de garantias para obtenção de linhas de financiamento, que ajudam na operacionalização do crédito na ponta para o empreendedor por meio do PRONAMPE; a dispensa de apresentação de várias certidões para obtenção de crédito em instituições financeiras públicas; a utilização de Fundo Garantidor da União em linhas de financiamento, sem contrapartida financeira das empresas; e o início da construção da plataforma AntecipaGov, que vai permitir que fornecedores utilizem seus contratos com a administração pública federal como garantia para fazer empréstimos e financiamentos em instituições financeiras credenciadas pelo Ministério da Economia (ME).

Já no âmbito regulatório, mantivemos um contínuo trabalho de diálogo e debates com representantes dos poderes Legislativo e Executivo, ressaltando a aprovação da Lei de Licitações; da Lei que reduz a zero as taxas de fiscalização de instalação e as taxas de fiscalização de funcionamento dos sistemas de comunicação máquina a máquina, que vai favorecer os projetos de IoT; e a extensão da desoneração da folha até dezembro de 2021; além do avanço na tramitação do Marco Legal das Startups, que foi recentemente aprovado na Câmara dos Deputados.

Em um ano de retração econômica, a associação manteve sua representatividade, reunindo, aproximadamente, 2 mil empresas associadas ou coligadas, que totalizam cerca de 85% do faturamento do segmento de software e serviços no Brasil, distribuídas em 22 Estados brasileiros e no Distrito Federal.

Além disso, a entidade começou a colher os frutos da estratégia de atração de associados em outros países e registrou uma importante participação em uma exposição virtual organizada por autoridades comerciais da China.

Dentre importantes realizações para o setor em 2020, a ABES ainda reuniu mais de 80 entidades, representando 14 setores da economia brasileira e totalizando quase 80% do PIB nacional, na formação da Frente LGPD, que busca mais segurança jurídica em um tema que afeta a todos os brasileiros.

O Programa Uma Empresa Ética também aumentou seu escopo, chegando a cerca de 80 empresas que buscam adotar código de ética, treinamento de compliance e canal de denúncias anônimas. Além disso, passamos a entregar certificados para os associados que colocam em prática estes pilares.

Tudo isso só foi possível a partir da confiança, trabalho e ajuda dos nossos associados, da nossa diretoria, conselheiros, colaboradores e fornecedores, confirmando ainda mais a importância do associativismo.

As expectativas para 2021 continuam em alta. Seja qual for a conjuntura, a ABES refirma seu propósito de contribuir para a construção de um Brasil mais digital e menos desigual, no qual a tecnologia da informação desempenha um papel fundamental para a democratização do conhecimento e a criação de novas oportunidades para todos. Entendemos que o papel da entidade é o de assegurar um ambiente de negócios propício à inovação, ético, dinâmico e competitivo globalmente.

Rodolfo Fücher, presidente da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software)

Governo do Estado de São Paulo abre Consulta Pública para atender à causa “O Futuro do Trabalho”

O Governo do Estado de São Paulo, por meio do programa IdeiaGov, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) e do Centro Paula Souza (CPS), está convidando todos os cidadãos e pessoas jurídicas a participarem de uma Consulta Pública, com objetivo de incentivar a participação da sociedade para subsidiar uma futura e eventual contratação de solução tecnológica.

A tecnologia demandada deverá ser capaz de identificar o cenário atual e as tendências futuras do mercado de trabalho em todo o estado. O objetivo é que a solução possa ajudar o Governo do Estado de São Paulo na identificação e definição de melhores cursos e capacitações profissionalizantes a serem ofertados no território paulista, por meio de um radar de oportunidades que apresente as tendências de empregos, no curto e médio prazo, e no nível regional ou municipal.

Com isso, os organizadores esperam que os investimentos públicos em oferta de ensino profissionalizante sejam feitos com maior precisão e alinhados ao potencial de empregabilidade de cada região, além de estimular a geração de renda por meio do empreendedorismo. Também é esperado que o setor privado local tenha mais facilidade para a contratação de mão-de-obra capacitada para o desenvolvimento dos seus negócios.

“Dentro das nossas expectativas com a causa, estão também, que o processo de definição de cursos e capacitações seja baseado em dados, tornando-se mais objetivo, dinâmico e transparente para a sociedade. Também esperamos que seja disponibilizada de maneira tempestiva e atualizada as informações necessárias para avaliação de pertinência e assertividade das vagas ofertadas em cursos do Centro Paula Souza e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico – para os gestores públicos e a sociedade de modo geral”, afirma Daniel Barros, Subsecretário de Ensino Técnico, Tecnológico e Profissionalizante.

Os interessados em responder a esta consulta pública, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, deverão acessar o site https://ideiagov.sp.gov.br/causas/futuro-do-trabalho e responder ao formulário específico para esta consulta até as 23h59min do dia 05 de março de 2021.

Scup agora é TORABIT

Plataforma passa a ser gerida por empresa 100% brasileira e que integra o inovabra habitat, um dos maiores ecossistemas de inovação do país

Em novembro de 2020 o TORABIT passou a gerir a plataforma Scup, pioneira no Brasil em monitoramento e gestão digital. O Torabit, que é um dos habitantes do inovabra habitat, ambiente de coinovação do Bradesco, passa a atender quase 350 clientes e a manejar o monitoramento de mais de 600 marcas nas redes sociais.

A multinacional Sprinklr, empresa mãe do Scup, passará a focar sua estratégia de negócio no mercado enterprise. Neste sentido, o TORABIT firmou um acordo operacional com a Sprinklr para o atendimento da carteira de clientes Scup. A escolha foi pautada pelas semelhanças tecnológicas em termos de funcionalidades entre as plataformas e pela sinergia de valores entre as equipes. Os funcionários do Scup serão absorvidos pelo TORABIT.

Para o cofundador do TORABIT Caio Túlio Costa, a operação só trará vantagens: “Nossos clientes terão muito a ganhar com as duas equipes trabalhando juntas. O Torabit ganha igualmente um upgrade de peso para desenvolver mais produtos e novas funcionalidades”. E completa “Será um belo desafio para o qual, temos certeza, estamos preparados. Principalmente, porque fazemos parte do inovabra habitat, um ambiente de coinovação que nos apoia e contribui para a geração de negócios, por meio de conexões com grandes startups e corporações”, avalia Costa.

O TORABIT é uma plataforma de monitoramento digital 100% brasileira e foi concebida e desenvolvida por uma equipe reconhecida pela competência em mídias digitais: o jornalista Caio Túlio Costa, um dos fundadores do UOL e ex-presidente do iG; o engenheiro Daniel Amaral, especialista em arquitetura da informação que também trabalhou na fundação do UOL e foi consultor da ONU para o desenvolvimento da área de informática no Timor Leste; e a expert em mídias sociais Stephanie Jorge, coordenadora de mídias sociais e monitoramento de campanhas presidenciais.

O Torabit processa diariamente dezenas de milhões de informações espalhadas na internet, aplica a elas tecnologia de inteligência sintética e entrega ao usuário as alavancas e insights necessários para manejar o engajamento de marcas, gerir crises, criar pautas e conteúdo, gerar lides, produzir dossiês, auscultar a opinião pública, enfim, dar a qualquer marca, empresa, político, veículos de comunicação, celebridade ou instituição o poder de se movimentar com assertividade no meio digital.

Indústria de transformação quer transformar o Brasil

Nações com o porte do Brasil necessitam de uma forte indústria de transformação. Para a promoção de um projeto eficaz de desenvolvimento sustentado, ou seja, economicamente pujante, socialmente justo e ambientalmente correto, não basta o progresso dos serviços, agronegócio, prospecção mineral e setor financeiro. A constatação, tão óbvia e praticamente consensual em todo o mundo, depara-se, ocasionalmente, com inconsistentes contrapontos no País, em contraste com o que se verifica nas nações ricas e nos demais integrantes dos BRICs. Nesses, é incontestável o papel da manufatura em sua jornada de modernização, inclusão socioeconômica, atração e promoção de investimentos produtivos, criação intensiva de empregos, inovação e oportunidades de negócios.

Tais questionamentos expressam uma visão muito rasa de que deveríamos nos ater às nossas vocações inatas na atividade industrial, ou seja, limitá-la ao processamento agroindustrial. Essa premissa não resiste sequer à análise referente ao equilíbrio da balança comercial. Por mais que o agronegócio e a agroindústria tenham hoje elevada expressão no nosso comércio externo, teríamos um gigantesco déficit anual se não fabricássemos bens de capital, aço, produtos químicos, automóveis, cimento, plásticos, brinquedos, calçados, medicamentos, máquinas e implementos agrícolas, trens, ônibus, caminhões, computadores, roupas, eletrodomésticos, eletrônicos e uma infinidade de produtos de alto valor agregado.

Negar-nos, enquanto economia e nação, a prerrogativa de desenvolver competências e tecnologias significa um retrocesso à jurássica lógica colonialista, resignando-nos à condição de fornecedores de produtos primários e compradores de bens avançados. Essa anacrônica equação sintetiza-se em uma palavra: subserviência. É fundamental para o desenvolvimento pleno, o atendimento às demandas da população e até mesmo a soberania nacional reduzirmos as dependências, explorando nossas melhores competências, sejam elas naturais ou obtidas e conquistadas ao longo do tempo.

Temos, neste exato momento de enfrentamento da Covid-19, um duro exemplo dessa questão: dependemos da importação de princípios ativos para a produção de vacinas, certamente o item de maior demanda no mundo hoje, sujeitando-nos à boa vontade de laboratórios e governos estrangeiros, o que fatalmente atrasará o fim da pandemia no País. Felizmente, nossos competentes institutos Butantan e Fiocruz, que participaram do desenvolvimento de imunizantes, em breve terão a transferência de tecnologia, que lhes permitirá autonomia para a fabricação. Para isso, contudo, desenvolveram competências.

Como, aliás, fizeram a Alemanha, o Japão e a Coreia do Sul, devastados por guerras, que, muito além de suas vocações naturais, construíram três dos mais sofisticados e diversificados parques industriais do mundo. Como também, em escala menor, demonstrou o Brasil, ao fabricar aviões de alto desempenho, ao pesquisar e desenvolver a tecnologia dos motores flex, fundamental e estratégica para que o mundo todo possa utilizar biocombustíveis, mais limpos e renováveis, e ao produzir, graças ao ágil e eficiente ajuste de numerosas fábricas, respiradores pulmonares, máscaras e equipamentos de proteção individual para o enfrentamento da pandemia.

Bastam estes três ótimos exemplos nacionais e a preocupante questão pontual da vacina para deixar incontestavelmente claro que não devemos negligenciar o fomento industrial e o consequente avanço em P&D. É oportuno lembrar que até mesmo os Estados Unidos, país mais rico do planeta, está promovendo uma política de recomposição e fortalecimento de seu parque manufatureiro, reconhecendo sua expressão socioeconômica.

Mais danoso do que a retórica extinta no mundo civilizado sobre o significado da indústria de transformação é o fato de o Brasil vir perdendo precocemente densidade no setor, ressuscitando e dando força ao conceito, com a ausência de políticas públicas voltadas ao fortalecimento e, o que é pior, com o disparo de fogo amigo contra a manufatura. Esta tem sido atacada por ondas de sobrevalorização ou fortes oscilações do câmbio, juros altos, escassez de crédito para financiamento de capital de giro e investimentos, insegurança jurídica, complacência alfandegária com produtos subsidiados em nações concorrentes, insuficiente aporte de recursos em pesquisa e impostos sem precedentes.

Poder-se-ia argumentar que os demais setores também enfrentam tais obstáculos. É verdade, mas não na mesma proporção e gravidade. Os serviços têm lógica de concorrência internacional diferente e são regidos por um regime tributário distinto, assim como o mercado financeiro, que tem regulamentação específica para o seu funcionamento. A agropecuária nacional, felizmente, é provedora mundial. Nesse segmento, importamos apenas o que não produzimos em quantidade suficiente aqui, como o trigo. Sua carga tributária é infinitamente menor, o que não tira seus méritos na inovação e produtividade. Uma prova de que a manufatura é atingida desproporcionalmente, por exemplo, pela artilharia de impostos é o fato de recolher aos cofres públicos montante equivalente ao dobro de sua participação no PIB.

Um dado emblemático demonstra como todas essas agruras minam a competitividade industrial: estudo do Movimento Brasil Competitivo (MBC) revelou que produzir no Brasil custa anualmente R$ 1,5 trilhão a mais, cerca de 22% de nosso PIB, do que na média dos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). É exatamente o parque industrial que tem enfrentado e resistido de modo heroico a todos esses problemas que sofre críticas de pensadores desatualizados, defensores, ao que parece, do neocolonialismo. É esse parque também que, nas regiões nas quais está mais presente, deixa sua marca, ao contribuir para os melhores indicadores socioeconômicos, de distribuição de renda e de educação, como se vê no interior de São Paulo, de Santa Catarina ou do Rio Grande do Sul.

É importante deixar claro que, a despeito de tudo, o setor tem se superado. Embora represente 21,4% do PIB, ainda responde por mais da metade das exportações de bens, 69,2% do investimento empresarial em P&D, 33% da arrecadação de tributos federais e 31,2% da arrecadação previdenciária patronal. Além disso, emprega 20,4% de todos os trabalhadores brasileiros, paga os melhores salários, é a atividade que mais gera impactos em cadeia, mais paga impostos e mais promove a difusão de tecnologia e produtividade, segundo dados do próprio IBGE.

Quem entende o significado desses dados deve ficar mais preocupado ao verificar alguns outros números: nos últimos seis anos, em decorrência de todos os problemas aqui apontados, 36,6 mil fábricas fecharam as portas no Brasil; em 2020, sofremos o encerramento de atividades de 17 por dia. No ano passado, com a crise econômica nacional agravada pela Covid-19, o setor registrou sua menor participação no PIB desde o início da série histórica, em 1946. Está mais do que na hora de sintonizarmos o discurso com o mundo que cresce, que se desenvolve e que joga o jogo estratégico. É preciso discutir a questão com desprendimento e mente aberta, num processo de mobilização para revitalizar a indústria de transformação e conduzir nosso país a um novo patamar de desenvolvimento.

O setor não quer subsídios e benesses, mas apenas condições para recuperar e viabilizar sua competitividade. Nesse sentido, com a resiliência e capacidade de superação sempre presentes em sua história, que lhe permitem estar ainda entre os maiores parques manufatureiros do planeta, está aberto ao diálogo construtivo, com o sincero propósito de contribuir para transformar o Brasil numa grande e mais feliz nação.

Membros da Coalizão da Indústria:

Anfavea, Abit, Abrinq, Abicalçados, Associação de Comércio Exterior do Brasil, CBIC, Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, Abimaq, Abiquim, Associação Brasileira de Cimento Portland, Eletros, Interfarma, Grupo Farma Brasil, Instituto Aço Brasil e Abiplast.

Advogada explica como é o processo para patentear um programa ou software

Com os crescentes casos de pirataria ao longo dos anos, é imprescindível que o autor de um programa de computador esteja protegido para adotar as medidas cabíveis, em caso de violação do seu direito. Ocorre que poucas pessoas sabem como iniciar um processo de proteção de software e a importância de contar com a assessoria de um advogado especializado nesta área.

A advogada especialista em Propriedade Intelectual Roberta Minuzzo explica que a proteção de software está regulamentada pela Lei de Direito Autoral nº. 9.610/98. “Por se tratar de uma criação intelectual, é aconselhável que o autor se proteja previamente, a fim de que não precise enfrentar processos judiciais para reconhecer o seu direito. Mesmo que não haja obrigatoriedade no registro de software, mas é altamente recomendável, pois, com o registro em mãos, o titular pode, inclusive, adotar as medidas que achar pertinente para preservar o seu direito de exclusividade”, ela relata.

Existem algumas diferenças entre esse tipo de registro e o registro de marcas e patentes, como por exemplo, enquanto esses últimos têm proteção apenas em território nacional, o registro de software abrange todos os países da Convenção de Berna, totalizando 175. A duração da proteção software é de 50 anos, a partir de 1º de janeiro do ano subsequente ao da sua publicação ou, na ausência desta, da sua criação.

Atualmente, o Órgão Federal que realiza o Registro de Software é o INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial e o procedimento é totalmente digital. Para iniciar o processo, será necessário efetuar o pagamento do Guia de Recolhimento da União (GRU), transformar o código-fonte em um resumo digital hash e, então, preencher o formulário eletrônico do e-Software. É importante lembrar que devido ao procedimento ser eletrônico, o requerente deve portar um e-CPF ou e-CNPJ. Normalmente, o prazo para finalização de todo processo é de 10 dias, a contar da data do pedido.

Para a advogada, embora o procedimento possa ser realizado pelo próprio titular do software, muitas vezes podem ocorrer erros pela falta de experiência na área. “O fato de poder ser feito pela internet e em casa não torna o processo ganho. Sempre recomendo o auxílio de um advogado especializado que possa dar o suporte para que todas as informações sejam preenchidas de forma correta. Dessa forma os riscos são minimizados”, Dra. Roberta afirma.

Uma vez que o autor do software detém a propriedade, evita custos adicionais na busca do reconhecimento do seu direito e, por outro lado, agiliza as medidas judiciais de reparação civil, em caso de violação. “Obter o registro de um programa de computador, antecipadamente, permite ao titular defender seus interesses de cópias não autorizadas, pirataria e concorrência desleal”, finaliza.