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Parceria incentiva produção de insumos para medicamentos e vacinas no Brasil

A pandemia do Coronavírus explicitou a dependência da indústria nacional, gerando escassez de produtos em diversas áreas. Não foi diferente com a cadeia produtiva farmacêutica. Logo após euforia da aprovação de uso emergencial das Vacinas Oxford/AstraZeneca e Coronavac, veio o receio da paralização da imunização por falta do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), catalisador do qual depende a fabricação das vacinas, no país.

Para deixar o setor farmoquímico mais flexível e independente de pressões e escassez externas, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e a Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abifiqui), se uniram e assinaram nesta quarta-feira (26), em cerimônia online, um acordo de Aliança Estratégica de fomento a inovação, produção local e tornar o país mais independente tecnologicamente.

“O papel da EMBRAPII é fortalecer a indústria nacional e conta, para isso, com um modelo ágil, flexível e sem empecilhos burocráticos. As Unidades EMBRAPII estão preparadas para atender às demandas das empresas e, inclusive, pretendemos credenciar novos centros para atuar com o setor da saúde. Eu tenho certeza de que será possível unir a expertise acumulada do setor empresarial com o conhecimento dos pesquisadores das Unidades EMBRAPII para promover mais inovação no setor farmacoquímico”, explica o diretor presidente da EMBRAPII, Jorge Guimarães.

Para a produção de remédios e vacinas, a indústria farmacêutica utiliza insumos farmacêuticos ativos (IFAs). Somente 5% dos insumos utilizados pela indústria farmacêutica para a produção de remédios prontos são produzidos no Brasil — o outros 95% são importados, mais de 70% vêm provenientes da China e da Índia, países que fizeram grande investimentos nos últimos 20 anos na sua indústria de química fina.

“Há uma necessidade absoluta de nós agregarmos ao conhecimento dos empresários em parceria com os pesquisadores o que temos disponíveis em desenvolvimento tecnológico. As universidades e centros de pesquisas tem competência de nível global. Precisamos explorar mais essa capacidade afim de agregarmos ao setor de insumos no país”, destaca o presidente do Conselho de Administração da Abiquifi, José Correia.

A EMBRAPII promove o encontro de empresas com a rede de Unidades EMBRAPII, importantes centros de pesquisas no Brasil, para auxiliá-las a superar seus desafios tecnológicos. Há unidades com competência para desenvolver soluções em fármacos, biofármacos e insumos para o setor farmacêutico.

A aliança com a ABIQUIF se soma a uma série de ações da EMBRAPII com o objetivo de fortalecer laços com setores industriais específicos. A instituição também mantém acordo com a ABBI (Associação Brasileira de Bioinovação), ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos), ABTCP (Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel), ABAL (Associação Brasileira de Alumínio), ABINEE (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil), IBRAM (Instituto Brasileiro de Mineração), ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) e Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores).

Empresas familiares empregam 75% da força de trabalho no Brasil

‘The Harvard Business Review – Family Business Handbook’ revela como garantir o futuro dos negócios que passam de pai para filho

Diz o ditado que “pai rico, filho nobre, neto pobre”. Josh Baron e Rob Lachenauer, cofundadores e sócios da BanyanGlobal – empresa com sede em Boston que oferece consultoria aos donos das mais bem-sucedidas empresas familiares do mundo -, mostram que não é bem assim. Eles acabam de lançar The Harvard Business Review – Family Business Handbook, um manual prático para negócios familiares em que explicam como construir e manter um negócio de sucesso através de gerações.

No mundo inteiro, as empresas familiares são um potente motor da economia. Isso fica evidente não apenas pela popularidade de séries de TV (como “Succession”, “Empire”, “Dynasty” e “Dallas”) e novelas que abordam o tema, mas no tratamento que a imprensa costuma dar a dinastias da vida real em empresas de mídia, esportes e negócios. Afinal, as empresas familiares representam cerca de 85% das empresas globais. Só os Estados Unidos têm 5,5 milhões dessas companhias, que empregam 62% da força de trabalho.

No Brasil, o quadro não é muito diferente, e esse modelo de negócio concentra 90% das empresas, respondendo por 65% do Produto Interno Bruto (PIB) e empregando 75% dos trabalhadores no país. É a estes empresários e funcionários, familiares ou não, que compartilham salas de reuniões e de jantar, que o manual mostra caminhos para enfrentar desafios tão particulares, como as sucessões.

“Uma estatística frequentemente citada é que apenas 30% das empresas familiares passam para a segunda geração; 10% a 15%, até a terceira; e 3% a 5%, até a quarta. Estes parecem números desanimadores. Mas vamos colocá-los em perspectiva. Quantas empresas de qualquer tipo ainda existem após o equivalente a três ou quatro gerações?”, provoca Josh Baron, acrescentando que um estudo com 25 mil empresas de capital aberto de 1950 a 2009 descobriu que, em média, elas duraram cerca de 15 anos, ou nem mesmo uma geração. “Nesse contexto, as empresas familiares se mostram muito duradouras”.

No livro, Baron e Lachenauer trazem orientações e conselhos práticos para quem de alguma forma está envolvido em negócios familiares e busca construir, crescer e sustentar os negócios por anos e gerações futuras.

Neste sentido, os autores apresentam métodos comprovados e abordagens para a comunicação eficaz, gerenciando conflitos, construindo estruturas de governança corretas e muito mais. Para isso, contam com a experiência acumulada de décadas trabalhando com mais de 200 empresas com este perfil, de todos os tamanhos, em 20 países de seis continentes. Mais de 20 delas são do Brasil, onde a BanyanGlobal mantém um escritório.

Philip Morris Brasil tem novo gerente de Inovação e Transformação

Há mais de 10 anos liderando equipes globais na área de transformação digital, Denis Chamas assumiu o cargo de gerente de Inovação e Transformação da Philip Morris Brasil (PMB) no mês de janeiro. Mestre em tecnologias do Inteligência e Design Digital, pela PUC-SP e com formação em duas das mais tradicionais instituições norte-americanas na área – certificado em Inovação Radical pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e especialização em futurismo pelo Institute for the Future – o executivo tem passagens por empresas como Unilever e Cisco, além de agências como a F.biz, R/GA e Wunderman. Atualmente, também atua como professor na Miami Ad School e comanda a Startup Rad Lab, focada em pesquisa de maturidade tecnológica e cognição. Na PMB desde 2018, Denis vem colaborando para a construção da inovação na empresa, um dos pilares do grande processo de transformação vivido globalmente pela Philip Morris International, para criar um futuro sem fumaça e substituir os cigarros convencionais por produtos sem combustão. Além de atuar na definição de uma visão de futuro, soluções aos desafios do negócio e na melhoria contínua da experiência do cliente, com base em uma agenda de inovação. Também é o responsável por conduzir a articulação de parcerias entre a PMB e hubs de inovação e desenvolver estratégias de trans formação digital. No novo cargo, Denis Chamas contribuirá com a área de Pessoas & Cultura, para acelerar em todo território nacional a adoção de novas formas de trabalho, conexão com ecossistemas de inovação e  dar suporte à transformação digital em curso. Também fortalecerá, dentro da PMB, o trabalho dos squads (equipes internas e multifuncionais), que utilizam o framework Ágil, criando um ambiente inovador e criativo, indispensável em processos de transformação.

A adoção dessas equipes vem crescendo dentro da empresa, com nove times ativos, reunindo pessoas das áreas de finanças, vendas, tecnologia da informação e logística. Cada um dos grupos atua em temas específicos, como análise de dados, e-commerce, logística e outros, a partir da estratégia de transformação da empresa.

The Bakery completa 3 anos no Brasil e mapeia 5 mil startups no mundo

A britânica The Bakery – primeira consultoria de inovação corporativa do mundo, fundada em 2012 pelos empreendedores e investidores ingleses Andrew Humphries e Tom Salmon – está completando três anos de operação no Brasil e colhe os frutos dos programas realizados para dezenas de clientes de grande porte, como Natura, Vale, Grupo Fleury, Johnson & Johnson, Banco Itaú, Banco Pan e CCR. A carteira de mais de 20 clientes será ampliada em 2021 e a empresa já aumentou sua equipe em 70% nos últimos dois meses. O número atual de profissionais (24) deve dobrar até o fim desse ano.

A pandemia da Covid-19 trouxe ainda mais desafios para as companhias e a consultoria já sente neste início do ano um maior entendimento e disposição das corporações em investirem em programas de inovação mais robustos. Nos últimos meses, a unidade brasileira da The Bakery firmou novos contratos com tíquetes mais que 100% maiores do que os anteriores, com programas de duração e escopo ampliados, incluindo programas híbridos com diferentes frentes de trabalho.

“Nossa metodologia exclusiva de trabalho ajuda as corporações a inovarem de maneira rápida e eficiente, identificando problemas, acessando os melhores empreendedores e ideias, onde quer que eles estejam, testando e implementando soluções criadas por startups do mundo inteiro. Grandes empresas que já nos haviam contratado ao longo dos dois primeiros anos da nossa operação nos procuraram em 2020 para novos projetos, convictas de que o processo trará, novamente, o retorno desejado”, conta o sócio e cofundador Felipe Novaes, que iniciou a The Bakery no Brasil junto ao sócio Marcone Siqueira.

Sem fronteiras para encontrar soluções para desafios estratégicos 

Mas, de que forma as startups entram no radar? A empresa não se restringe a um portfólio próprio de empreendedores, como ocorre em tradicionais aceleradoras, nem aloca grandes times dentro do ambiente do cliente, serviço de alto custo oferecido por consultorias de negócios. Com escritórios em 5 países, clientes em 16 e mais de 150 desafios corporativos resolvidos, a The Bakery atua com isenção na relação com as startups e tem como principal diferencial a sua ampla rede global de soluções, composta por milhares de empreendedores, mentores, professores, pesquisadores e investidores em mais de 30 países.

Por intermédio dessa rede, a The Bakery já mapeou, até agora, 5 mil startups nacionais e internacionais que, de alguma forma, endereçam os desafios mais estratégicos dos seus clientes. Marcone Siqueira explica que, a partir da identificação de cada desafio, são encontradas e engajadas em média 250 soluções para diferentes ângulos de ataque, que passam por uma avaliação ágil, porém, rigorosa.

No funil dos programas de inovação aberta, os resultados conquistados pela The Bakery Brasil são animadores: mais de 150 startups já apresentaram suas propostas para companhias brasileiras, pelo menos 70 iniciaram testes e cerca de 30 já estão trabalhando com corporações.

“Nossa busca não tem fronteiras. Nós acreditamos que, para muitos problemas, alguém, em algum lugar do mundo, já desenvolveu uma solução. A empresa, sozinha, não consegue acessar uma rede tão vasta em tão pouco tempo e, muitas vezes, não conhece os códigos certos para ativar os potenciais parceiros e trazê-los para perto. Nosso trabalho é reduzir essas distâncias, ajudando empresas a encontrar a melhor solução e adaptá-la à sua realidade”, diz Siqueira, que também é professor no MBA em Finanças do Ibmec-BH e no MBA em Inovação Corporativa da FIAP. Graduado em Relações Internacionais, foi chefe de investimentos do governo britânico na América Latina e Caribe, entre 2014 e 2018, e consultor de investimentos para empresas de tecnologia.

Vertentes Partner, Build e Buy

A The Bakery atua em três vertentes dentro dos seus programas corporativos: Partner, Build e Buy. Para resolver um desafio ou problema, seus clientes podem firmar uma parceria com as startups (Partner), desenvolver uma startup própria (Build) ou adquirir a startup que atenda às suas demandas (Buy). Na versão Build, a The Bakery estrutura todos os processos e estratégias para apoiar o cliente na construção de uma solução, criando um negócio, serviço ou produto, digital ou não, para explorar oportunidades de mercado ou demandas de usuários (programa Startup-as-a-Service), ou unindo empreendedores e intraempreendedores para a cocriação de startups inovadoras (programa Start). Ambos são programas com metodologias para Venture Building.

Há, ainda, os chamados programas colaborativos, que reúnem empresas para solucionar desafios de diferentes setores. Recentemente, foram lançados o The Bakery Health Lab e o Capital Markets Lab.

Cases de sucesso

Um dos cases de maior destaque é o trabalho realizado com a Natura (ganhadora do Prêmio Valor Inovação Brasil 2020) em seu Zero Waste Packaging Innovation Challenge, colaborando para o ambicioso desafio de zerar o descarte de embalagens plásticas de uso único. Em parceria com MIT (Massachusetts Institute of Technology), Universidade Técnica de Munique e outras renomadas instituições, foram mapeados 574 potenciais parceiros em 35 países, desde empresas de logística reversa até especialistas em biotecnologia. Três soluções foram selecionadas para a fase de testes.

Outro exemplo recente é um dos cases da Vale. No início da pandemia, com apoio da The Bakery, a companhia realizou uma chamada pública, no Brasil e no Canadá, para soluções de combate ao novo coronavírus. Foram recebidas 1.800 propostas. A mineradora doou US$ 1 milhão para 11 startups que, juntas, impactaram mais de 500 mil vidas.

“Até pela experiência de seus sócios, a The Bakery navega muito bem nos dois universos, o do mundo corporativo e o das startups, contribuindo para essas conexões e falando a língua de executivos e de empreendedores. Nossa missão é unir as forças dessas empresas para ajudar a tornar o mundo mais empreendedor”, destaca Novaes, que é engenheiro de formação e foi cofundador de uma startup de educação em Nova York – investida pelo inventor do Cloud Computing, além de ter atuado por 13 anos em grandes empresas como Avon, Vale e Syngenta, com gerenciamento de projetos e novas tecnologias.

Nimbi está com 24 vagas abertas

A Nimbi, empresa de Supply Chain Management, está com 24 vagas abertas, com contratação imediata, para a unidade matriz, na cidade de São Paulo, no bairro da Vila Olímpia, e também para trabalho remoto.

A Nimbi é uma companhia especializada em soluções de tecnologia para o mercado de supply chain management, possui sede no Brasil e operações por diversos países, como, por exemplo, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e México. Nos últimos cinco anos, a empresa já transacionou mais de R﹩ 170 bilhões em sua plataforma. Atualmente, conta com mais de 270 colaboradores distribuídos em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e outros estados.

“Aqui na Nimbi temos a cultura de formar bons profissionais. Temos gestores e coordenadores, que ocupam os cargos hoje em dia, e entraram na empresa como estagiários. Nós valorizamos aqueles que se esforçam, se dedicam e que querem crescer com a empresa”, afirma Carolina Cabral, sócia diretora da Nimbi.

As oportunidades oferecidas são para consultores e analistas comerciais, analista de tesouraria, assistente de operações, analista de relacionamento, analistas de vendas, estagiário de compras, analista de implantação e gerente de implantação logística.

Para a vaga de analista de implantação logística, os selecionados serão responsáveis pela implantação do Gestão de Fretes e mapeamento de processos. Caso o candidato apresente conhecimento e experiência em processos logísticos e vivência com transportadoras será considerado um diferencial. O interessado deve ter graduação completa, preferencialmente nos cursos de Ciência da Computação, Sistemas de Informação, Análise de Sistemas e Engenharia de Computação.

Já o analista de relacionamento será responsável pela relação da Nimbi com os seus clientes, entender as necessidades de cada um e propor melhorias e inovações. Para se candidatar é necessário ter no mínimo dois anos de experiência em transportadoras ou com logística, excelente comunicação verbal, escrita e vontade de aprender.

Nas vagas comerciais, os candidatos escolhidos serão responsáveis por atuar na prospecção de novos clientes, fazer o levantamento de necessidades técnicas para apresentar soluções, gerenciar a carteira de clientes e o funil de oportunidades de venda com a utilização do CRM Pipedrive, entre outras atividades.

Para todas as oportunidades, a Nimbi busca pessoas que tenham proatividade, demonstrem facilidade na elaboração de soluções a partir das ferramentas utilizadas, que sejam analíticos, gostem de atuar com melhorias e possíveis evoluções de aplicações, sejam comunicativos e dinâmicos.

A Nimbi oferece salário e bolsa-auxílio compatíveis com o mercado, vale-refeição, seguro de vida, plano de saúde e odontológico. Os interessados podem acessar o LinkedIn da empresa e se candidatarem por lá, ou enviar um e-mail para eunanimbi@nimbi.com.br com o título da vaga no assunto.

FEBRABAN prorroga prazo para inscrição em programa de aceleração de empresas com projetos na área de educação financeira

O prazo para inscrições no Programa de Aceleração Meu Bolso em Dia FEBRABAN foi prorrogado. Empresas de pequeno e médio porte (PMEs), Organizações Não Governamentais (ONGs) e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) que tenham projetos na área de educação financeira têm até 28 de fevereiro para se inscreverem pelo site https://aceleracao.meubolsoemdia.com.br.

A ação tem como objetivo impulsionar empresas com projetos de educação financeira com potencial de ganho de escala, visando o desenvolvimento de soluções inovadoras, abrangentes, inclusivas e gratuitas ou sem custo adicional para o consumidor. A Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) investirá R$ 1 milhão no programa, incluindo mentorias, workshops e aportes financeiros.

Além disso, as 20 empresas selecionadas para o programa de aceleração terão a oportunidade de divulgar seus projetos para executivos de bancos, do Banco Central, da FEBRABAN e de parceiros, que serão convidados para compor as bancas de avaliação e classificação.

O programa conta com o apoio do Banco Central e da aceleradora Voe sem Asas.

“Ninguém mais tem dúvida sobre a importância da educação financeira como fator de promoção de qualidade de vida e cidadania. Ainda temos um longo caminho pela frente. Mas estamos fazendo a nossa parte para acelerar esse processo”, diz Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN.

Os interessados devem ter desenvolvido projetos inovadores na área de educação financeira que respeitem os seguintes critérios:

• protótipos em estado avançado ou projetos em estágio de ganho de escala;

• relevância do problema a ser trabalhado pelo projeto e seu impacto;

• elementos de inovação presente na solução e;

• potencialidade de alcance referindo-se ao mercado, pessoas e usuários.

Após o encerramento das inscrições, uma banca, formada por representantes da FEBRABAN, do Banco Central, da Voe sem Asas e de instituições financeiras, irá escolher até 20 projetos que estejam alinhados com os objetivos do programa.

Os projetos selecionados passarão pela primeira fase do programa, com duração de oito semanas. Ao longo desse período, serão realizados workshops e sessões de mentoria com objetivo de aprofundar o conhecimento das empresas sobre os desafios para a promoção da educação financeira e validar as soluções propostas por meio de experiências com os usuários e clientes. Ao término dessa etapa, serão selecionados até 10 iniciativas para continuar no programa.

A segunda fase do processo seletivo terá duração de cinco semanas durante as quais as empresas irão elaborar o plano de negócio dos projetos. É nessa etapa que elas irão detalhar o tipo de auxílio que precisam para que o projeto tenha alcance nacional, como por exemplo, aportes financeiros e conexão com outras entidades para formação de redes de apoio em todo o país.

Ao final desta fase, os participantes apresentarão seus projetos e os planos de negócio para uma Comissão formada por executivos de bancos, representantes da FEBRABAN, do Banco Central e da Voe sem Asas que escolherá até cinco deles para receber o aporte financeiro e que avançarão para a terceira fase de escalabilidade.

Na terceira fase as equipes deverão desenvolver a solução visando o ganho de mercado e gerando valor aos usuários (tração de clientes). Nessa fase, até 5 projetos continuarão com mentoria e acompanhamento adicional por 12 meses.

Mais informações sobre o Programa de Aceleração Meu Bolso em Dia FEBRABAN estão disponíveis em https://portal.febraban.org.br/pagina/3299/52/pt-br/programa-meu-bolso-em-dia.

Solinftec e IBM fazem parceria visando elevar os padrões de digitalização agrícola

A IBM e a Solinftec, plataforma agrícola líder de mercado, estão trazendo novas soluções de precisão para a agricultura em todo o mundo. Os insights incomparáveis da IBM baseados no clima estão agora sendo combinados com algoritmos sofisticados e inteligência artificial da Solinftec para fornecer soluções de tomada de decisão em tempo real para a agricultura.

Por meio desta parceria, a Solinftec utiliza dados meteorológicos locais e previsões da The Weather Company, uma empresa IBM, para fornecer soluções agrícolas digitais que potencializam a eficiência operacional, o uso de insumos e a conformidade agrícola, reduzindo, em última análise, os impactos ambientais.

“A IBM é um líder mundialmente conhecido em inteligência artificial em muitos setores”, diz Britaldo Hernandez, CEO e fundador da Solinftec. “Estamos construindo rapidamente parcerias nas Américas com especialistas do setor, como a IBM, a fim de fornecer soluções que tenham um impacto significativo na agricultura global.”

“Poucos fatores superam o impacto do clima na maioria das operações agrícolas”, diz Daniel Padrão, diretor de operações da Solinftec. “Dados meteorológicos precisos são cruciais na fazenda, não apenas para excelência operacional, mas para gerenciar melhor os insumos e aumentar a produtividade. Estamos aproveitando os insights exclusivos da IBM para fornecer aos agricultores e varejistas as informações baseadas no clima de que precisam”.

Fernanda Borges, líder de desenvolvimento de negócios da IBM para Weather na América Latina, acrescenta: “Não é apenas uma questão de dados meteorológicos, é o que os dados meteorológicos podem trazer para os agricultores e às suas empresas”.

A Solinftec combina agronomia em tempo real, máquinas e dados meteorológicos para alimentar algoritmos e conduzir excelência operacional e conformidade. “Os usuários da Solinftec no Brasil, por exemplo, viram um aumento na eficiência de suas operações em até 40%”, complementa Padrão.

“IBM e Solinftec são empresas comprometidas em apoiar seus clientes para alcançar eficiência operacional, otimização de recursos e melhores resultados. Desde 2018, a Solinftec usa os dados da IBM Weather para alavancar soluções que beneficiam seus consumidores e a sociedade, promovendo inovação e endereçando problemas críticos relacionados à agricultura, produção de alimentos, sustentabilidade e redução de resíduos. Esta é uma parceria-chave para a IBM e estamos trabalhando juntos para explorar novas tecnologias que possam expandir os recursos da Solinftec, entregando dados de maior valor para seus clientes e percepções de negócios mais precisas”, acrescenta Jose Luis Spagnuolo, Diretor Global da IBM para Software Client Technical Architects.

“Os consumidores e empresas em todo o mundo estão cada vez mais focados nas questões de sustentabilidade. A IBM está pronta para fornecer dados de qualidade e alta precisão em grande escala para apoiar empresas que se concentram em aumentar a eficiência operacional e otimizar os recursos de seus clientes”, afirma Borges. “A Solinftec, com sua escala e expertise em agricultura digital, é uma parte fundamental de nossa estratégia global para apoiar o agronegócio e servir as pessoas em todo o mundo.”

Brasileiros preferem trabalho presencial a home office

O Imovelweb, um dos maiores portais imobiliários do País, realizou uma pesquisa com internautas para entender a relação dos brasileiros com seus imóveis durante a pandemia, uma vez que o isolamento social fez com que muitos tivessem que trabalhar de casa e, consequentemente, passar mais tempo no imóvel. Entre os participantes da pesquisa, 40% contam que tiveram seus trabalhos afetados pelo isolamento social. Além disso, 71% estavam trabalhando e 29% estavam desempregados.

 Entre os que estavam trabalhando, 41% estão em uma empresa que aderiu parcialmente ao home office, 39% estão trabalhando presencialmente e 20% estão totalmente em home office. Quanto à preferência, 47% gostam mais de trabalhar em casa e 53% preferem o escritório.

Conforto em casa

De acordo com o levantamento, 84% dos participantes utilizaram o que já tinham em casa para ficar confortável durante a quarentena, enquanto 16% precisaram remodelar o imóvel.

O estudo ainda revela que a quarentena impulsionou o desejo de mudar de casa para 57% das pessoas, sendo que 10% dos participantes já se mudaram durante a pandemia. Para 15%, questões econômicas impediram a mudança e 18% não pensam em se mudar. 

Mudança

De acordo com o estudo do Imovelweb, 73% dos participantes que já mudaram de imóvel optaram por aluguel, enquanto 27% efetuaram uma compra. Mas entre os que ainda estão pensando em se mudar a situação é diferente: 77% pensam em comprar, enquanto 23% querem alugar. Para 76% dos que ainda não mudaram, o aumento de preços impactou no desejo de mudar de residência.

Sobre a forma de pagamento, 48% querem pagar à vista, 48% pretendem financiar e 4% devem optar pelo consórcio.

De acordo com Angélica Quintela, gerente de marketing do Imovelweb, o isolamento fez com que muitas pessoas repensassem a relação com o imóvel.

“A pandemia mudou a forma como as pessoas lidam com a residência, principalmente porque hoje é necessário passar muito mais tempo dentro de casa. É em casa que está o escritório, o lazer e o descanso para muitas pessoas. Assim, surge naturalmente o desejo por espaços mais amplos: um quintal, um jardim, um local para o escritório. Essas demandas não eram tão comuns antes, mas hoje fazem parte dos sonhos dos brasileiros”, explica Angélica Quintela.

http://hubimobiliario.com/

Fabricante automotiva diminuiu tempo de desenvolvimento de carros com nuvem

Com o mundo cada vez mais conectado, os modelos de trabalho foram se adaptando a fim de integrar colaboradores internos, gestão, fornecedores e parceiros; e, assim, aprimorar os processos de produção e desenvolvimento. Na indústria automobilística não foi diferente como mostra a Aethra, fabricante brasileira de peças, sistemas e tecnologias automotivas e aeroespacial, que, por meio da tecnologia Microsoft, conseguiu diminuir o tempo de desenvolvimento dos componentes de um carro de 16 para 8 meses.  

Conforme conta Djim Martins, gerente de Tecnologia da Informação da Aethra, a companhia realiza a produção de todas as peças de um veículo com exceção das partes plásticas, motores e do sistema de transmissão; e para que todas sejam entregues, se faz necessário um contato intenso com parceiros no mundo inteiro.  

Dessa forma, com foco em aumentar a capacidade de produção da empresa, a Aethra passou a utilizar o Project Online, que se baseia no Microsoft 365. A solução em nuvem permitiu a empresa fazer a gestão inteligente dos seus projetos, criando fluxos de trabalho automatizados com visão de prazos e que também auxiliaram no planejamento de novas etapas. Além disso, a tecnologia apoiou a melhoria na comunicação e colaboração entre os times internos e com os fornecedores por meio do Teams e do Sharepoint. “As ferramentas foram muito importantes para garantir o nivelamento de informações. Tínhamos 200 colaboradores participando de um único projeto, em cinco unidades fabris, lidando com 20 fornecedores nos Estados Unidos, na Coreia do Sul, na China, na Itália e em diferentes estados do Brasil”, conta Martins. 

Como próximo passo da digitalização, a equipe de tecnologia da companhia criou por meio do Power Apps, plataforma de desenvolvimento de aplicativos, uma ferramenta na qual os fornecedores e colaboradores podem incluir evidências visuais do progresso do projeto, como fotografias e vídeos, integrada ao Power BI, plataforma de gerenciamento e análise de dados da Microsoft. Assim, enquanto um time envia via tablet informações colhidas no campo diretamente para o sistema, o outro tem a visualização em tempo real do que está sendo realizado, se as peças estão em conformidade com os modelos que as originaram, e de dados que facilitam a sua tomada de decisão.  

Como resultado da implementação da metodologia baseada em nuvem, a Aethra conseguiu finalizar dois projetos de automóveis em oito meses, num perceptível ganho de tempo se comparado ao fato de que no passado o projeto de um carro era realizado em 16 meses. “O tempo e assertividade na entrega de um projeto são fundamentais na conquista do cliente e, por isso, este resultado é tão impactante para o nosso negócio. Mas, além disso, nós chegamos a um grau de conformidade geométrica nunca atingido. O acompanhamento e a interação com os fornecedores foram muito melhores e, consequentemente, o projeto foi um sucesso. Nossa ideia agora é expandir isso para outros mercados, pois a metodologia tem potencial para ser aplicada em qualquer segmento”, finaliza Djim. 

O suporte da Microsoft à digitalização do modelo de fluxo de trabalho na Aethra faz parte do compromisso da companhia de incentivar o desenvolvimento econômico sustentável do País por meio do plano Microsoft Mais Brasil. Lançado em outubro de 2020, o plano é uma iniciativa abrangente que tem entre seus objetivos apoiar o crescimento inclusivo por meio de tecnologia, capacitar a força de trabalho de hoje e de amanhã e apoiar programas com foco em sustentabilidade. 

Startup Tindin recebe aporte de mais de R$ 1 milhão em rodada Seed e adquire WiseCash

A Tindin, uma Edfintech – intersecção entre educação, finanças e tecnologia –, que no mercado B2C registrou um crescimento de 20 vezes nos últimos 12 meses, impactando mais de 10 mil famílias, viveu um ano de muitas conquistas e novos investimentos em meio aos desafios da pandemia.  

Em 2020, a Tindin levantou R$1.012.000, em uma rodada de investimento Seed. Segundo a consultoria Transactional Track Records (TTR), o valor aportado por investidores anjo no Brasil mais do que dobrou na última década, passando de 450 milhões para pouco mais de 1 bilhão ao fim de 2019. “A queda histórica na Selic tem aumentado o apetite ao risco dos investidores, e startups têm ocupado cada vez mais espaço em suas carteiras de investimentos”, comemora Eduardo Schroeder, CEO da Tindin. Os investidores têm, hoje, uma participação de 16% da startup.

Parte do capital levantado foi destinada à aquisição da escola de educação financeira e empreendedorismo WiseCash. A empresa, fundada em 2014, nasceu com o propósito de promover a transformação comportamental em relação ao dinheiro, trabalhando para que, desde criança, as pessoas entendam a importância em aprender a lidar e administrar suas finanças, o que vai totalmente ao encontro dos valores da Tindin. A negociação incluiu propriedade intelectual da escola, bem como marca, conteúdos e site. A partir de agora, Andressa Costa, assume a função de Chief Knowledge Officer – CKO e acionista da Tindin.

Os investidores anjo têm papel importante neste momento de crescimento da Tindin e eles apostam no sucesso da startup. “Fiquei encantado quando conheci a proposta da Tindin e enxerguei rapidamente o grande potencial de crescimento que ela possui. Faço parte de um grupo de amigos da Fundação Getúlio Vargas e estamos sempre antenados buscando oportunidades de investimento. Este certamente foi um excelente negócio”, comemora o administrador de empresas Carlos Eduardo Silveira Martins.

A aquisição da WiseCash foi uma estratégia para a consolidação da Tindin também como produtora de conteúdos educativos e planos de aula transversais e gamificados. “Guardadas as devidas proporções, este foi um movimento muito parecido com o da Netflix, quando ainda era apenas uma plataforma de streaming e compreendeu a necessidade de produzir seus próprios conteúdos, antes que os estúdios se transformassem em plataforma. A Tindin continua sendo uma plataforma para produtores de conteúdos e educadores financeiros, porém, passa a produzir e distribuir seus próprios conteúdos e metodologias”, esclarece Schroeder.

Outra grande conquista que 2020 trouxe à empresa foi a parceria firmada com o grupo SOMOS Educação, que promete alavancar a atuação da Tindin no modelo B2B2C. O principal grupo de Educação Básica do Brasil oferece soluções educacionais para milhares de escolas do país e conta com uma base de 1,5M de alunos dos Ensinos Fundamental e Médio.

“Temos uma solução barata com metodologia eficiente. A plataforma está se transformando em um meio de comunicação direta entre escola, pais e professores. Estamos em um nível de gamificação do aprendizado que não perde para nenhum país do mundo”, enfatiza Eduardo Schroeder, CEO da Tindin. 

O contrato firmado entre a Tindin e o grupo SOMOS tem duração até 2026 e potencial de gerar, por ano, R$120 milhões. O início do projeto será com alunos do Ensino Fundamental, mas, no médio prazo, alunos do Ensino Médio também serão impactados por essa tecnologia digital, que une o melhor dos Métodos Ativos ao Ensino a Distância, gerando engajamento multidisciplinar por meio da gamificação da educação financeira.

O mercado B2C potencial da Tindin é formado por jovens entre 5 e 17 anos que, segundo dados do IBGE, movimentam cerca de R$40 bilhões todos os anos. Já o mercado B2B, para o qual a Tindin direciona seu modelo de negócio a partir deste ano, é formado por escolas de Ensino Fundamental e Médio, treinamentos corporativos e EAD, que, juntas, movimentam R$100 bilhões por ano.

Marta Díez é nomeada presidente da Pfizer Brasil

A Pfizer acaba de anunciar a nomeação de Marta Díez como presidente da subsidiária no Brasil a partir do dia 1º de fevereiro. Marta é a primeira mulher a ocupar o cargo máximo de gestão executiva da companhia no País.

De origem espanhola, ocupou, ao longo de sua trajetória profissional, diversas posições de liderança, incluindo, mais recentemente, a de presidente do Cluster Andino (composto por Bolívia, Chile, Equador e Peru), entre outros cargos em países da Europa e no Oriente Médio. A executiva também tem passagem pela Sandoz, GE Healthcare e pelo grupo The Boston Consulting Group, na Espanha.

Casada e mãe de duas meninas, Marta possui MBA pela IESE Business School e mestrado em Imagens Médicas pela Telecom Paris. “Estou muito feliz em fazer parte desse time que trabalha diariamente em prol da saúde de tantos pacientes e de suas famílias. O Brasil é um país muito importante para a Pfizer e espero contribuir para atingirmos nosso propósito de trazer grandes avanços capazes de mudar à vida de milhões de brasileiros”, completa.

Marta assume a posição que, desde setembro de 2017, era ocupada por Carlos Murillo e se reportará a ele. O executivo assumiu, no começo deste ano, o cargo de presidente da Pfizer para a América Latina. “Tenho muito orgulho de ter contribuído com a jornada da companhia no Brasil para dar mais acesso à população a tantos medicamentos inovadores. Estou muito feliz em deixar no comando do Brasil uma profissional exitosa, inovadora e comprometida em melhorar a saúde da população”, diz Carlos Murillo. 

Padtec anuncia Carlos Raimar Schoeninger como novo presidente

A Padtec, uma das líderes mundiais em sistemas de comunicações ópticas, está anunciando seu novo presidente: o executivo Carlos Raimar Schoeninger, que já atuava como membro independente no Conselho de Administração da empresa. O cargo de presidente vinha sendo ocupado interinamente pelo diretor de Negócios Argemiro Sousa, que assumiu a posição em julho do ano passado. Nessa época, Manuel Andrade, até então presidente da Padtec, passou a comandar as operações internacionais da empresa.

No Conselho de Administração da Padtec desde 2016, Raimar destaca como uma das missões mais importantes que tem pela frente a de continuar conduzindo os negócios da empresa com foco em crescimento, rentabilidade e inovação tecnológica, aumentando sua competitividade a níveis ainda mais elevados. “Assim, continuaremos exercendo nosso propósito de oferecer ao mercado soluções e serviços de telecomunicações cada vez mais avançados, de modo a tornar a empresa ainda mais competitiva e acelerar seus negócios no Brasil e no exterior”, diz o executivo. “Além disso, o objetivo é unir forças com clientes, fornecedores, acionistas e o mercado de capitais neste momento em que encontramos uma demanda sem precedentes por conectividade de qualidade em fibras ópticas, 4G e primeiras redes 5G. É o que pretendemos garantir na evolução da história da Padtec”, acrescenta.

Mestre em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Raimar possui uma trajetória de mais de 20 anos de atuação em cargos executivos nos setores de telecomunicações, eletromecânica, derivados de petróleo e alimentos. No setor de telecom, ocupou cargos relevantes em grandes empresas como a Telefônica Vivo, onde atuou como diretor de Planejamento Estratégico e Financeiro, Fusões e Aquisições, Relações com Investidores e Desenvolvimento de Negócios. Antes de assumir a presidência da Padtec, ocupava a posição de Managing Director na Globenet Cabos Submarinos. 

A diretoria da Padtec também é formada pelos executivos Argemiro Sousa, diretor de Negócios; Renato Jordão, CFO e diretor de Relações com Investidores; Roberto Nakamura, diretor de Tecnologia, e Manuel Andrade, CEO da Padtec North America.

Colab é eleita uma das GOVtechs mais promissoras do mundo em 2021

O Colab, startup de tecnologia que aproxima governos e cidadãos para uma gestão pública mais colaborativa e eficiente, foi eleita uma das GovTechs mais promissoras do mundo pela StateUp 21, da StateUp, uma organização independente especializada em inovação digital no setor público. Dentre as 450 empresas avaliadas, foram selecionadas apenas 21 startups do ecossistema global.

Outras empresas bastante conhecidas no setor público, como Traffi, CitizenLab e Helthy.io também se destacaram e entraram na lista da consultoria. A StateUp ainda classificou a empresa brasileira Gove na categoria de startups que devem ser observadas de perto nos próximos anos.

O aplicativo do Colab foi desenvolvido para a sociedade participar ativamente da gestão pública e postar demandas de zeladoria urbana, como poda de árvore, tapa-buraco, entre outras, além de responder a consultas públicas. Já as prefeituras utilizam o sistema Colab GOV para receber, monitorar e atender as demandas da população e consultar os cidadãos sobre assuntos importantes. Atualmente, a plataforma possui mais de 320 mil usuários cadastrados em todo o Brasil.

A aposta do Colab é que gestões mais colaborativas aumentam a eficiência, responsabilidade e nível de confiança nas políticas públicas locais. “Esse é um momento de orgulho e alegria para toda a equipe do Colab, mostra que estamos trilhando o caminho certo como empresa. Não podíamos estar mais felizes por sermos citados nessa lista”, conta Gustavo Maia, CEO do Colab.

Graças à Gestão Pública Colaborativa difundida pela empresa no Brasil, o Colab já recebeu diversos prêmios e reconhecimentos nacionais e internacionais, tendo sido eleito em 2015 o melhor aplicativo urbano do mundo pela New Cities Foundation e a Startup com maior impacto social e maior potencial global pelo Banco Interamericano em Desenvolvimento.

A plataforma, que ainda traz diversos recursos que beneficiam cidadãos e governos, como publicação de fotos, georreferenciamento de demandas, materiais de educação política e participação social e gamificação do app, foi escolhida pela ONU em 2018 para ser o aplicativo oficial da consulta pública Cidades Sustentáveis da ONU-Habitat no Brasil.

Habitação e serviços básicos, acesso a transporte, espaços públicos e adaptação às mudanças climáticas são alguns dos temas abordados em 30 perguntas de múltipla escolha que medem a percepção dos brasileiros sobre as suas cidades e como elas estão evoluindo para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11 da ONU (ODS 11), que busca tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.

A pesquisa brasileira, que teve seu questionário replicado em países como Peru e Bolívia, já está em sua 3ª edição e será realizada anualmente até o ano de 2030. Para responder à consulta, basta acessar o site https://consultas.colab.re/cidades_sustentaveis ou baixar gratuitamente o aplicativo Colab para celulares de sistema Android ou iOS.

E-commerce brasileiro cresce 53,83% em dezembro de 2020

As vendas varejistas realizadas pela internet seguem em expansão no Brasil. No mês de dezembro de 2020, registraram alta de 53,83%, em relação ao mesmo período de 2019. O faturamento, considerando a mesma base comparativa, teve crescimento de 55,74%. Os dados são do índice MCC-ENET, desenvolvido pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net) em parceria com o Neotrust | Movimento Compre & Confie.

“Mesmo com a flexibilização e abertura das lojas do varejo físico para um cenário mais semelhante ao observado antes da pandemia, os dados de dezembro comprovam que as compras online tornaram-se um hábito dos consumidores brasileiros. O forte crescimento das vendas de Natal ajudou para que o resultado consolidado do ano realmente fosse um sucesso para o setor”, afirma André Dias, coordenador do Comitê de Métricas da camara-e.net e Fundador do Neotrust | Compre & Confie.

Vendas online

Mesmo com uma boa evolução, as vendas no e-commerce registram queda ao comparar dezembro de 2020 com o mês de novembro: (-27,16%). No acumulado do ano, por sua vez, fechou com índice positivo: 73,88%.

Seguindo na métrica de vendas, ao observar os dados por região, na comparação entre dezembro de 2020 com o mesmo período de 2019, a composição ficou da seguinte forma: Nordeste (77,63%), Sul (66,22%), Sudeste (48,32%), Centro-Oeste (46,99%) e Norte (39,25%).

Os resultados do acumulado do ano foram: Nordeste (100,34%), Sul (79,22%), Norte (73,24%), Centro-Oeste (72,87%) e Sudeste (68,74%).

Faturamento

O faturamento do comércio eletrônico, na comparação entre dezembro e novembro, também registrou variação negativa (-38,06%). Porém, no acumulado do ano, teve alta de 83,68%.

Ao comparar os dados regionais, entre dezembro de 2020 e o mesmo mês do ano anterior, a composição ficou da seguinte forma: Nordeste (80,69%), Sul (62,68%), Sudeste (51,43%), Centro-Oeste (39,58%) e Norte (35,70%).

No acumulado do ano, os desdobramentos foram: Nordeste (116,53%), Norte (85,29%), Sul (82,57%), Sudeste (77,97%) e Centro-Oeste (76,81%).

Participação do e-commerce no comércio varejista

O e-commerce representou, em novembro de 2020, 14,4% do comércio varejista restrito (exceto veículos, peças e materiais de construção). No acumulado dos últimos 12 meses, nota-se que a participação do e-commerce no comércio varejista corresponde a 9,3%. Vale destacar que esse indicador foi feito a partir da última Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, divulgado no dia 15 de janeiro.

Categorias

Em novembro, a composição de compras realizadas pela internet, por segmento, ficou da seguinte forma: equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (41,8%); móveis e eletrodomésticos (25,9%); e tecidos, vestuário e calçados (11,8%). Na sequência, artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,5%), outros artigos de usos pessoal e doméstico (7,4%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,3%); e, por último, livros, jornais, revistas e papelaria (2,3%). Esse indicador também utiliza a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE como base.

Consumidores Online

Outra métrica avaliada pelo MCC-ENET revela que, no trimestre de outubro a dezembro de 2020, 18,4% dos internautas brasileiros realizaram ao menos uma compra online. Observa-se uma alta de 0,5 p.p em relação ao trimestre anterior (17,9%). Já na comparação com o mesmo período em 2019 (13,7%), houve crescimento de 4,7 p.p.

Metodologia do MCC-ENET

Os índices mensais vêm da comparação dos dados do último mês vigente em relação ao período base (média de 2017). Para compor o índice, o Compre & Confie coleta 100% de todas as vendas reais de grande parte do mercado de e-commerce brasileiro, utilizando adicionalmente processos estatísticos para composição das informações do mercado total do comércio eletrônico brasileiro. Também são utilizadas informações dos indicadores econômicos nacionais do IBGE, IPEA e FGV.

O MCC-ENET traz uma visão completa a respeito do e-commerce no país a partir da análise das seguintes variáveis: percentual nacional e regional de vendas online, faturamento do setor e tíquete médio. Outras métricas analisadas mensalmente são participação mensal do e-commerce no comércio varejista e crescimento do setor no varejo restrito e ampliado, além da distribuição das vendas por categoria. Por último, a penetração de internautas que realizaram ao menos uma compra trimestralmente pela internet também está contemplada no índice.

Não estão contabilizados no MCC-ENET dados dos sites MercadoLivre, OLX e Webmotors, além do setor de viagens e turismo, anúncios e aplicativos de transportes e alimentação, pois ainda não são monitorados pela Neotrust | Movimento Compre & Confie.

Clique aqui para acessar o estudo completo: https://www.mccenet.com.br/

Falta de matéria-prima na indústria eletrônica gera escassez e aumento de preços de produtos

Está ocorrendo, no mercado de eletrônicos, uma escassez de componentes que impede a produção de itens que vão de lâmpadas (sim, elas levam placas eletrônicas dentro delas) a respiradores (tão necessários na pandemia); de computadores a peças para automóveis. E os preços dos eletroeletrônicos já apresentam alta para o consumidor final. “Componentes que comprávamos a 1 dólar chegam a custar 2,50 e já tem fábrica parada por desabastecimento. Estamos recebendo comunicados de indústrias de componentes, de todo o mundo, nos informando sobre novos prazos de entrega e reajustes de preços em todos os tipos de componentes – e, inclusive, repassamos esses comunicados, na íntegra, aos nossos clientes”, comenta Ricardo Helmlinger, CMO da Standard America, indústria de placas eletrônicas. Segundo ele, suas entregas, que eram previstas para 60 dias, agora são combinadas com o cliente para prazos de até 90 dias – e o mercado todo está respondendo da mesma forma.

Por que isso está ocorrendo? Helmlinger explica que não é difícil entender a dinâmica deste mercado. O começo da cadeia de produção de semicondutores, ou chips eletrônicos, está na mão de grandes (e poucas) indústrias asiáticas: as foundries. Elas são as enriquecedoras de silício, produtoras dos wafers, como chamamos os discos de silício semia-acabados que dão origem a todo tipo de chip. Para se ter ideia da importância dessas indústrias, os Estados Unidos anunciaram que instalarão uma fábrica de alta tecnologia e produtividade no Arizona, em breve, a primeira deste nível em todo o território estadunidense. A tecnologia que lá será produzida terá wafers de 5nm.

Para exemplificar, e comparar, o Brasil possui uma foundry, o CEITEC, no Rio Grande do Sul, que podemos classificar como de tecnologia muito mais antiga. O CEITEC produz wafers com tecnologia de 350nm, enquanto a nova fábrica estadunidense produzirá com tecnologia de 5nm. Vale dizer que quanto menor este número (350nm x 5nm), mais moderna e eficiente será a fábrica. Já há, em Taiwan, a previsão de produzir com 3nm. Então, esta camada é onde se incluem as fábricas mais valiosas do mundo, que desenham os chips e fazem o enriquecimento do silício, gerando os wafers, discos de silício com milhões de componentes eletrônicos.

A segunda etapa traz as empresas de encapsulamento dos componentes. Nesta etapa, a quantidade de empresas é muito maior. Aqui, companhias que têm marcas reconhecidas e de maior valor, em muitos casos realizam internamente o serviço, sem terceirização.

A terceira e última a etapa é a do teste final (Back End), que assegura o alto índice de qualidade. A etapa final, de teste e qualidade, também é realizada por poucas empresas – então, temos um gargalo no começo e no final da cadeia de produção.

Depois de entender a dinâmica do setor, chega-se ao ponto em que o mercado está: por que faltam componentes eletrônicos?

No passado, a cada cinco anos, eram geradas situações de alta demanda para o setor, comandadas pelos lançamentos da Apple e respondidas pela Samsung. Ipods, Ipads, Iphones e outras inovações tecnológicas aquecem o mercado, que tem alta demanda e estas fábricas precisam responder com rapidez – o que nem sempre acontece. No mundo atual, esse ciclo de tecnologia está mais rápido e podemos dizer que há novas tecnologias disruptivas em intervalos menores do que os cinco anos, como era antigamente. A nova onda era esperada para o período compreendido entre 2023 e 2024, puxada pelos carros automatizados, drones e outras tecnologias aeroespaciais e de mobilidade.

Porém, a pandemia chegou. Com ela, aconteceu uma desaceleração da produção, na contramão de tudo que vimos até hoje. Plantas foram enxugadas com a redução de demanda na pandemia e equipes demitidas, nos primeiros meses. Porém, o quadro foi revertido rapidamente e a demanda voltou a existir – sem que a capacidade produtiva desse conta dela. E a escassez, é claro, faz o preço subir…

O que está faltando, no momento? Componentes fundamentais para todos os tipos de placas eletrônicas, como capacitores e resistores, por exemplo, que não são os mais caros, mas que são usados aos milhões. Isso impacta na produção pelo volume utilizado – sem esses componentes, não é possível deslanchar a produção. Mas não apenas eles, que foram os primeiros, e sim de forma ampla e generalizada, os semicondutores estão sofrendo aumentos que vão de meros 5% até 250%, em itens específicos.

Prazos de entrega de componentes, que antes eram de quatro semanas, passaram para 26 e até 30 semanas, em alguns casos. Fábricas estão trabalhando com 100% de sua capacidade e não dão conta de entregar toda a demanda, exemplo de uma gigante sul-coreana bastante conhecida.

O mercado deu sinais de carência de produtos a partir de outubro. Quem se antecipou conseguiu comprar com prazo de entrega menor do que o atual. “Os preços da matéria-prima, agora, estão em média de 20% a 50% mais caros, o que se refletirá nos preços finais – vale lembrar que tudo é dolarizado – e os prazos da indústria se estenderam de 60 para 75 a 90 dias. Nós conseguimos comprar antes da demanda e até repassamos o estoque a vários clientes, mas as novas compras já sofrerão com o aumento”, anuncia Helmlinger.

Segundo ele, o mercado se adaptará à nova demanda e recuperará o equilíbrio. “Esse processo costuma levar seis meses e pode ser que até os preços fiquem mais estáveis a partir desse período, quando a demanda reprimida estiver suprida”.

Ele completa: “as indústrias que se prepararam para a pandemia certamente puderam oferecer aos seus clientes um melhor posicionamento de produção, sem que eles deixem de ter produtos para colocar no mercado e, mais do que isso, promovendo economia por já terem adquirido os componentes antecipadamente. Mas, para que isso tenha ocorrido, é necessário já ter passado por alguma experiência anterior semelhante. Quem não viveu algo assim provavelmente estará preparado para a próxima escassez – e ela certamente virá em breve”.

Operadoras conectam 1 novo município por dia com 4G em 12 meses

As operadoras de serviços móveis conectaram mais de um novo município por dia com 4G no período de 12 meses, entre dezembro de 2019 e novembro de 2020. Segundo balanço da Conexis Brasil Digital, a cobertura do 4G no Brasil cresceu 9,4% em 12 meses e está em 5.138 municípios brasileiros, onde moram 98,3% da população nacional. Nesse período, 443 novos municípios receberam as redes de 4G, ampliando a conectividade no País.

No mesmo período foram ativados 17,6 milhões de novos chips 4G, somando um total de 170,8 milhões chips de quarta geração em todo o Brasil. Somente no mês de novembro foram ativados 2,4 milhões de novos chips 4G.

“A conexão de mais de um município por dia mostra que o setor de telecomunicações, mesmo diante das dificuldades econômicas geradas pela pandemia, continua investindo para levar conectividade aos brasileiros e desenvolvimento ao país”, afirmou Marcos Ferrari, presidente executivo da Conexis, a nova marca do SindiTelebrasil.

Em conjunto com as redes de 3G a banda larga móvel já está em todos os municípios brasileiros. O 3G está em 5.532 municípios, onde moram 99,93% da população nacional. No total, o Brasil conta com 204,7 milhões de acessos à internet pela rede móvel, em 3G e 4G. Considerados os acessos fixos e móveis, o Brasil fechou o mês de novembro com um total de 240,6 milhões de acessos no País. Destes, 35,8 milhões são em banda larga fixa.

Sobre a Conexis – A Conexis Brasil Digital reúne as empresas de telecomunicações e de conectividade, que são a plataforma da economia digital, da sustentabilidade e da conexão de todos os brasileiros. A Conexis, dentro de um movimento de transformação digital pelo qual o mundo está passando, vem substituir a marca do SindiTelebrasil, reforçando o propósito do setor de telecomunicações de digitalizar o País e de conectar todos os brasileiros.

A importância do capital humano para enfrentar crises

Por Daniel Schwebel, Country Manager da Workana no Brasil

Mudanças constantes ligadas à revolução tecnológica já vinham tornando o mundo do trabalho cada vez mais volátil, incerto, complexo e ambíguo. Com a pandemia, isso só fez se intensificar, trazendo consigo a necessidade de novas soluções serem criadas – sendo elas relacionadas a questões econômico-sociais, organizacionais ou digitais -, para possibilitar que reestruturações essenciais às empresas neste cenário que estamos vivendo possam acontecer. Dentre os ajustes a serem feitos à uma melhor adaptabilidade à nossa nova realidade, destaco a importância da valorização do capital humano como forma de enfrentar crises, ainda mais em tempos nos quais a digitalização se tornou vital às empresas, puxando todas as atenções para si.

Compreendo que a automatização de processos tem grande relevância quando se trata de desenvolvimento, mas por trás de qualquer sistema há pessoas que criam, implementam e alimentam esses sistemas, que criam produtos e soluções. Por mais que, por vários momentos, isso caia no esquecimento, é preciso lembrar que tanto colaboradores, quanto gestores, donos de empresas e clientes são pessoas. Logo, deve-se dar a devida atenção às relações interpessoais, a começar por uma relação disruptiva entre gestores e colaboradores, que deixe para trás os modelos de gestão do passado – ultrapassados -, nos quais trabalhadores eram tratados meramente como recursos – a exemplo de recursos industriais e financeiros -, para permitir que os profissionais assumam a frente na missão de mudar a cultura e os objetivos das empresas, agregando os conhecimentos e experiência que possuem, sem que se abstenham de suas responsabilidades, claro, mas inserindo-os como parte fundamental para que a engrenagem funcione – e não só como uma peça qualquer que pode ser substituída.

Na Workana, chamamos isso de professional centric, colocar o profissional no centro de tudo – indo dos líderes a todos os demais. Mas preciso alertar que tudo começa com os líderes. Antes de qualquer habilidade técnica, os gestores têm que dominar técnicas de valorização do capital humano, para trabalhar essa capacidade intelectual dos colaboradores – ajudando-os a desenvolvê-la -, e também para explorar e lapidar suas soft skills da maneira mais saudável possível para ambas as partes, até se chegar ao perfil de profissional do qual o futuro do trabalho precisará.

Como? Descentralizando o poder, dando autonomia, e gerindo de uma maneira quase colaborativa, para que todos cresçam na mesma proporção. Bons resultados e negócios mais sustentáveis têm uma relação direta com funcionários que se sentem úteis e motivados a seguirem se aprimorando. Mas a inteligência emocional, por exemplo, só é desenvolvida quando há abertura para que isso aconteça, e só se obtém vantagem de um pensamento ágil e crítico quem tem espaço para usá-lo. Por que citei essas habilidades pessoais? Porque são elas que aparecem no topo do ranking das que as empresas precisarão no pós-pandemia, como mostra pesquisa realizada pela Workana:

Já parou para pensar que as revoluções – industriais, tecnológicas, 4.0, entre outras – vão continuar acontecendo? Seguiremos em constante transformação e, diante desse contexto, o capital humano é crucial, capaz de viabilizar todas as adaptações que forem necessárias. Máquinas só se adaptam se programadas para isso, por humanos.

Aprendizados que empreendedores levam para 2021

Transformação rápida, flexibilidade e resiliência foram fatores importantes para as startups sobreviverem e acelerarem seus negócios em 2020. No último ano, o conceito de volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade, o VUCA, que muitos ouviam falar, se apresentou como prática e trouxe diversas mudanças para o ambiente de trabalho. As empresas tiveram que agir rapidamente e analisar com cuidado os ajustes necessários na estratégia de forma a aproveitar a janela de oportunidades, criando planos de contenção, reduzindo o foco para objetivos de curto prazo e segurando o caixa para investir 100% na operação.

Segundo Livia Brando, Country Manager da Wayra, hub de inovação da Vivo, para muitos, a pandemia veio para ensinar a importância da revisão estratégica, de analisar as mudanças no comportamento do consumidor e de que forma seus produtos e serviços poderiam se encaixar neste novo contexto. Além disto, as startups precisaram exercitar testes de estresse de caixa, planos de contenção e os cuidados com a equipe. “A flexibilidade e a capacidade de adaptação rápida, que são características das startups, as levaram a rapidamente compreender as exigências do momento e de adaptar novas soluções aos seus clientes. Isso fez com que muitas delas crescessem e amadurecessem seus negócios. Além disso, a figura do(a) fundador(a) como líder se fez primordial para direcionar a empresa e engajar a equipe neste momento de incerteza e insegurança”, explica Livia.

Muitas das investidas da Wayra entenderam o momento e se adaptaram rapidamente, como é o exemplo da Conube , fintech de contabilidade. Durante o pico da crise, a startup decidiu não reduzir a equipe, o que fez com que o time, já entrosado, não perdesse velocidade e conseguisse aproveitar a chegada do Pix para alavancar sua estratégia de negócios.

O momento também trouxe novas possibilidades de negócios e de atuação, como foi o caso da Monkey Exchange , fintech especializada em antecipação de recebíveis. A startup se organizou para antecipar valores para negócios de pequeno e médio porte (PMEs), que enfrentavam uma situação crítica em termos de caixa e, com isso, auxiliou diversas empresas a passar pela crise. Já Netshow.me , startup dedicada a criar canais de transmissão online proprietários das empresas, aproveitou a onda do streaming que teve uma demanda tão elevada durante a pandemia que precisou contratar mais pessoas para atender esse crescimento acelerado em volume de trabalho e novos clientes.

“Após um ano tão difícil e com tantas outras incertezas no horizonte, os empreendedores da Wayra se fortaleceram e relataram reflexões do momento”, comenta Livia. “Esse período desafiador trouxe aprendizados que serão levados adiante para que elas continuem crescendo e escalando”, completa.

Entre os principais aprendizados do ano de 2020 que ficaram para os empreendedores foram:

• Estar preparado e ser flexível

As startups se questionaram se o modelo de negócio estava pronto para enfrentar a crise causada pela pandemia, mas muitas se surpreenderam positivamente. “O nosso time se adaptou muito bem e percebemos que estávamos mais preparados do que pensávamos”, explica Gustavo Muller, CEO da Monkey Exchange.

Soft skills como adaptabilidade, comunicação e resistência a infortúnios estiveram em alta para as lideranças das startups. “Aprendemos a importância de sermos resilientes e conhecermos as respostas que os nossos corpos e mentes dão às adversidades”, reforça Jordana Souza, CRO da VOLL , que chegou à Wayra bem no meio da pandemia. “Precisamos saber lidar com as necessidades de adaptação, muitas vezes abruptas, como foi neste ano, para aproveitar o que as mudanças têm de melhor”, aconselha Jordana.

• O home office veio para ficar

Conseguir encontrar uma forma de manter as equipes trabalhando remotamente e entregando resultados também foi um desafio superado. “A ideia do home office foi desmistificada e desbancamos antigas resistências”, conta Marc Lahoud, CEO da QueroQuitar , startup especializada em acordos e renegociações de dívidas por meio digital.

• Comunicação transparente e eficiente com foco na cultura

O reflexo de tantos aprendizados acabou impactando diretamente não apenas a comunicação interna das startups, mas também reforçou suas culturas e trouxe mais empatia entre os líderes e a equipe. “A transição para o home office evidenciou a importância do diálogo, da cultura e dos alinhamentos com o time para mantermos a conexão aos objetivos e valores organizacionais”, sintetiza Eduardo Ferreira, CEO da Cinnecta , startup especialista no uso de dados para a tomada de decisões.

• Focar na melhoria da experiência do cliente

O cuidado com as pessoas por trás das telas e a atenção com os clientes também foi um ponto importante de 2020. Na Trocafone , o gestor de marketing Ignacio Bugarin ressalta como o principal aprendizado do time a necessidade de focar ainda mais na melhoria da experiência do cliente, de forma a atendê-lo com cada vez mais atenção e mais facilidades.

Para 2021, por mais que o cenário dos primeiros meses pareçam uma “extensão” de 2020, as perspectivas dos empreendedores estão bastante otimistas e positivas, principalmente com uma vacinação em vista. “Um dos principais impactos da pandemia foi a aceleração da conectividade e da digitalização de todas as coisas”, reflete Edson Ribeiro, CEO da Ativa , que desenvolve e fabrica soluções para gerenciamento remoto com Internet das Coisas (IoT).

“Temos um portfólio com mais de 30 startups, que estão preparadas para crescer em 2021. Mesmo sabendo que acontecimentos externos podem mudar o rumo do planejamento que fizeram, elas estão prontas para “pisar no acelerador”, apresentar novos produtos e projetos focados nas necessidades dos seus clientes e captar rodadas de investimento. Por serem startups, elas aplicam as metodologias necessárias para continuarem alavancando seu negócio de forma veloz e sempre adaptadas às necessidades que surgem. Isso as torna um grande motor para a retomada do crescimento próprio e da economia neste ano”, conclui Carol Morandini, head de portfólio e scout da Wayra .