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Mercado de tablets fecha primeiro trimestre em queda, revela estudo da IDC Brasil

No primeiro trimestre de 2022 foram vendidos 713 mil tablets no Brasil, resultado 31% menor do que no mesmo período de 2021. Desse total, 367 mil aparelhos foram para o varejo e 346 mil para o corporativo, representando quedas de 45% e 1%, respectivamente, na mesma comparação temporal. As informações fazem parte do IDC Personal Computing Devices Tracker, estudo realizado pela IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações.

Segundo Daniel Voltarelli, analista de mercado de TIC da IDC Brasil, “o recuo nos três primeiros meses deste ano se deu, principalmente, em função das questões econômicas que vêm reduzindo o poder de compra da população, como a alta da inflação e da taxa de juros.”

No mercado corporativo, os resultados foram melhores, estimulados pela área educacional. Principalmente, pelas entregas de grandes licitações feitas ao longo de 2021 e no início deste ano. Dos 346 mil tablets destinados ao corporativo, 260 mil foram para a educação, um aumento de 4% em comparação ao mesmo período do ano passado. Além disso, observou-se um aumento da procura pontual feita por empresas, principalmente as pequenas, com até 99 funcionários, que adquiriram tablets para uso de seus colaboradores, cada vez mais inseridos em um modelo de trabalho híbrido

Quanto ao preço médio dos tablets – que gira em torno de R$ 1 mil – ficou cerca de 10% maior, enquanto a receita caiu 23% ano a ano. Nos primeiros três meses de 2022, esse resultado foi de R$ 736 milhões.

Expectativa

Para o restante do ano, a IDC Brasil projeta uma forte retração no mercado total de tablets, motivada, principalmente, pelo desaquecimento das vendas no varejo. Neste segmento, a expectativa é de uma forte retração, acima de 20% ano a ano. “Essa projeção contempla a situação econômica do país, com alta da inflação e da taxa de juros, o que diminui o poder de compra dos consumidores. Além disso, a falta de componentes e a escalada dos custos logísticos também são fatores relevantes para a queda. Provavelmente, só veremos uma melhora clara do cenário no próximo ano”, projeta Voltarelli.

Já nas vendas para o corporativo, a expectativa é que o mercado sinta uma leve retração em quase todos os segmentos. Apenas o mercado corporativo privado deve se manter estável até o final do ano. “Essa projeção de retração se deve ao momento político do país, que vive ano de eleições. A tendência é que os acordos em educação sejam reduzidos até ano que vem, quando o rumo presidencial estará definido. No mercado corporativo privado, entretanto, a IDC espera que as vendas se mantenham no mesmo patamar, muito em virtude do atual movimento de adaptação às novas condições de trabalho híbrido, que favorecem os negócios no B2B.”, conclui o analista da IDC Brasil.