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Startup brasileira busca aporte de investidores para solução que substitui plástico convencional

A Biopolix, startup de biotecnologia, depois de passar por cinco anos de incubação no Supera Parque de Inovação e Tecnologia de Ribeirão Preto, está em busca de investidores com objetivo de escalar o seu negócio. Fundada em 2016 pelas pesquisadoras Claire Tondo Vendruscolo, Química Industrial e doutora em Engenharia de Alimentos, e Luisa Vendruscolo, mestre em Administração, a empresa desenvolve biomateriais escaláveis de fontes renováveis e até 100% biodegradáveis.

A empresa, que já foi acelerada no programa InovAtiva Brasil (2020), participou de treinamentos na BioStartup Lab e se apresentou na Bio Latin America Conference (2018). Em 2020, a Biopolix finalizou o processo de registro de patente da sua primeira biorresina e em 2021 vem sendo reconhecida como empresa ESG inclusive internacionalmente, tendo ganho segundo lugar na categoria CleanTech na cerimônia anual de premiação Go Global Awards do International Trade Council e vencedora do Ciclo 2 do Desafio All 4 Food de Startups.

As pesquisadoras explicam que o objetivo da startup é promover a sustentabilidade. Para isso, querem produzir em grande escala um biomaterial para substituir o plástico convencional. “São 25 anos de pesquisa acadêmica e experiência na área de Biopolímeros e novos materiais. Desde 2016 o foco é em biorresinas biodegradáveis para formação de bioplásticos que não necessitem de condições específicas para descarte”, diz Claire Vendruscolo.

“Avançamos no desenvolvimento de nossos produtos através de investimento próprio e captação de linhas de fomento de instituições como SENAI, SABRAE e EMBRAPII, editais que totalizaram cerca de R$850 mil, agora buscamos captação do chamado seed money, de 3 a 5 milhões para escalar o negócio.” Comenta Luisa Vendruscolo.“Esse investimento será para avançar na produção das biorresinas em escala e em testes que possibilitarão novas aplicações dos biomateriais, já que possuímos biorresinas aplicáveis para bioplásticos biodegradável flexíveis e rígidos”, detalham.

SUSTENTABILIDADE
A biorresina é formada por matrizes biopoliméricas, ou seja, por materiais orgânicos, os chamados Biopolímeros. Os produtos obtidos com essa biorresina biodegradável, quando descartados, são decompostos em até 180 dias. “É um produto que lapidamos desde 2019 e que deve revolucionar o mercado de bioplásticos, além de impactar positivamente a sociedade em todo o mundo”, dizem.

Com as soluções biotecnológicas, a startup contribui para redução da poluição no meio-ambiente com o uso de bioplásticos, além de trabalhar com biomateriais para as áreas da saúde e alimentos.

“Seguimos investindo em novas tecnologias e nos movimentando no mercado, explorando áreas como o agronegócio e a área da saúde, no qual temos o licenciamento de uma tecnologia patenteada no exterior. Temos avançado também em negociações sobre internacionalização de nossas tecnologias em parceria com uma empresa de Portugal para produtos single use e na área da saúde”, explica Luisa Tondo Vendruscolo.

ACELERAÇÃO INOVATIVA
A empresa de biotecnologia foi destaque na última turma de 2021 do programa de aceleração InovAtiva de Impacto Socioambiental, projeto que apoia o desenvolvimento do ecossistema de empreendedorismo inovador no Brasil, realizado pela Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia (Sepec/ME) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Das 151 startups que concluíram a última etapa desse programa, a Biopolix ficou entre as 15 que conquistaram o reconhecimento de Startup Destaque no Demoday do InovAtiva Experience, evento em que empreendedores apresentaram suas soluções a investidores. A categoria destaque foi Tecnologias Sustentáveis e Verdes.

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