Page

Author admin

Radiotelescópio inédito brasileiro: Projeto Bingo será divulgado oficialmente para todo o Brasil

O Projeto Bingo, radiotelescópio brasileiro em construção, que visa explorar o Universo a partir do céu brasileiro, será apresentado oficialmente para toda a população do país, contendo todas as informações sobre o radiotelescópio, nos dias 6 e 7 de julho. A divulgação será por meio do evento online ‘BINGO Rádio Telescópio: lançamento do portal e atualizações do projeto’, que também divulgará o site oficial do Projeto.

No primeiro dia do evento, serão transmitidos seminários para apresentar o que é e como funcionará o projeto BINGO para todos os públicos, incluindo a imprensa brasileira. O coordenador do BINGO e Professor titular do Instituto de Física da USP (IF-USP), Elcio Abdalla, abordará também a importância do Projeto para a Ciência e para o Brasil.

Além dele, outros profissionais como o pesquisador da Universidade Federal de Campina Grande e colaborador no Projeto, Amílcar Queiroz; o coordenador do Inpe e responsável pela construção do radiotelescópio, Alexandre Wuensche; e outros profissionais envolvidos no Projeto falarão mais detalhes.

Já no segundo dia, haverá seminários mais técnicos sobre o Projeto, tendo como público cientistas e estudantes de graduação e pós-graduação.

O BINGO reúne pesquisadores do Brasil, China, África do Sul, Reino Unido, Coréia do Sul, Portugal e França. Por isso, por conta da participação estrangeira, especialmente dos parceiros chineses, no primeiro dia do evento a linguagem será o português com tradução simultânea em chinês. Já no segundo dia, as apresentações serão todas em inglês.

A participação é gratuita, aberta para todos os públicos e com vagas ilimitadas, podendo fazer a inscrição por meio deste link.

Mais detalhes do Projeto Bingo

O radiotelescópio BINGO – acrônimo para Baryon Acoustic Oscillations from Integrated Neutral Gas Observations (em tradução livre, Oscilações Acústicas Bariônicas em Observações Integradas de Gás Neutro) -,é também conhecido como “Diamante do Sertão”.

Isso porque ele sairá de São Paulo, onde está sendo construído, para ser instalado na Serra do Urubu, no município de Aguiar, a 257 km da capital da Paraíba.

O objetivo principal do BINGO é explorar novas possibilidades na observação do universo a partir do céu brasileiro. “A proposta é estudar a energia escura e também o fenômeno Fast Radio Bursts [“rajadas rápidas de rádio”, em tradução livre], ainda pouco conhecido”, conta o coordenador. Assim, contribuirá com a visão do Hemisfério Sul para um trabalho sobre o fenômeno que já vem sendo realizado por meio do Chime (Canadian Hydrogen Intensity Mapping Experiment) no Hemisfério Norte.

Saber o que as galáxias e seus aglomerados significam, como são suas estruturas e em que isso interfere na nossa própria posição no mundo e no universo, são algumas das motivações do BINGO.

O Projeto possui aporte da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do governo do Estado da Paraíba. Além disso, conta com pesquisadores estrangeiros que, em conjunto e à distância, pensam em soluções relacionadas à astrofísica, eletrônica empregada, ao projeto óptico, à construção das cornetas e construção civil.

‘BINGO Radio Telescópio: lançamento do portal e atualizações do projeto’

Quando | Horário:
06 de julho de 2021 (terça-feira). Início às 8h30
07 de julho de 2021 (quarta-feira). Início às 07h

Inscrição gratuita: https://www.even3.com.br/bingo_telescope_21/

Para mais informações, acesse www.bingotelescope.org

De olho em novas tecnologias de impacto socioambiental, Ambev seleciona startups em nova rodada do programa Aceleradora 100+

A Aceleradora 100+, da Ambev, chega em sua terceira edição para impulsionar startups de impacto que, com projetos inovadores, ofereçam soluções aos principais desafios de sustentabilidade de hoje e dos próximos anos. Neste ano, a Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) e o Quintessa se juntam ao programa, gerando uma perfeita sinergia para fomentar soluções com real potencial para mudar o mundo.

As pré-inscrições estarão abertas a partir de 1º de julho pelo link https://aceleradora.ambev.com.br/. E as inscrições no programa poderão ser realizadas, de 5 a 23 de julho, por startups que se encontram no momento de ida a mercado, ou seja, já testaram inicialmente sua solução e agora desejam tracionar suas vendas. Os negócios selecionados passarão por um mês de intensive learning, no qual terão contato com executivos da Ambev, mentores especialistas e fundos de investimento, e receberão suporte individual para apresentarem uma proposta de projetos piloto para a Ambev e parceiros. As propostas mais qualificadas serão contratadas e os empreendedores receberão acompanhamento de gestores para a implementação dos pilotos. Além disso, o primeiro lugar será premiado com o valor de R﹩ 100 mil.

“Os desafios ambientais atuais exigem soluções inovadoras e fora da caixa, por isso a Aceleradora 100+ surge como uma oportunidade para encontrarmos essas ideias novas e desenvolvermos parcerias que vão impulsionar negócios e ajudar o meio ambiente”, afirma Rodrigo Figueiredo, Vice-Presidente de Sustentabilidade e Suprimentos da Ambev. “Além disso, a pandemia vem reforçando a necessidade de crescimento compartilhado, de trabalho em conjunto com o ecossistema. Este é o principal objetivo desta edição da Aceleradora 100+: provar que juntos podemos criar e desenvolver ações que tenham um impacto verdadeiro na sociedade”, conclui Rodrigo.

Na perspectiva de Augusto Corrêa, Secretário Executivo da PPA, “trazer um programa de escala global com um recorte específico para a Amazônia é algo muito significativo e impactante. Na Plataforma Parceiros pela Amazônia, temos trabalhado arduamente para fortalecer os negócios de impacto que prezam pela conservação da biodiversidade e qualidade de vida das comunidades da região”, comentou.

Também integrando o time de parceiros pelo deste ano, a diretora do Quintessa, Anna de Souza Aranha, conta que “a Aceleradora 100+ é um programa de inovação aberta exemplar por unir o avanço da empresa em suas metas de sustentabilidade com uma ótima proposta de valor aos empreendedores, apoiando seu desenvolvimento e implementando suas soluções de impacto socioambiental positivo na ponta”.

Desafios ambientais mundiais

A Ambev definiu, em 2018, objetivos de sustentabilidade bastante ambiciosos e a Aceleradora 100+ possibilita a conexão com startups inovadoras que estão trabalhando na resolução desses objetivos comuns.

O programa de aceleração integra uma iniciativa global da Ambev e conta com apoio institucional do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), balizando as diretrizes e desafios que estejam sempre alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Nesta terceira edição, a empresa busca soluções para seis desafios. São eles:

• Gestão da água: Monitoramento e análise de água; conservação e administração de bacias hidrográficas; e/ou tratamento e redução do consumo de água em manufatura e supply chain

• Agricultura sustentável: Treinamento, engajamento e suporte a produtores e fazendeiros; qualidade e produtividade da colheita; e/ou outras inovações relacionadas à agricultura

• Mudança climática: Consumo e monitoramento de energia; soluções alternativas e renováveis para o setor energético; redução, captura e remoção de emissões de CO2; análises financeiras e de gestão para mudanças climáticas; e/ou Logística Verde

• Embalagem circular: Reciclagem, reutilização e devolução; materiais alternativos e inovações para embalagens; e/ou rastreabilidade e logística reversa de embalagens

• Ecossistema Empreendedor: Valorização de produtos gerados no processo de produção da cerveja; rastreabilidade da cadeia produtiva/fornecimento responsável; incentivo a cadeias produtivas locais/regionais; e/ou diversidade e inclusão na cadeia produtiva

• Conservação da biodiversidade na Amazônia: Bioeconomia; sistemas regenerativos/restaurativos; e/ou cadeias de fornecimento sustentáveis.

Edições anteriores

Importantes projetos foram impulsionados nas duas primeiras edições da Aceleradora 100+, realizadas em 2018 e 2019, reforçando o objetivo do programa que é estimular o empreendedorismo e o desenvolvimento de pequenos e médios negócios, conectando ideias disruptivas aos pilares de sustentabilidade da companhia. Durante toda jornada do programa, o time da Ambev identifica oportunidades para as startups participantes, estabelecendo parcerias que podem, inclusive, resultar em fechamento de contratos.

Como exemplo, a parceria com a ManejeBem, startup fundada por três mulheres e vencedora da primeira edição da Aceleradora 100+, facilita a assistência técnica agrícola e realiza a estruturação de sistemas produtivos rurais. Através da plataforma criada com a Ambev é possível a captação de dados do campo, favorecendo o planejamento de ações e acompanhamento de impactos relacionados à sustentabilidade.

Com a startup FNM S.A foi firmada parceria para a produção de mil veículos elétricos. Junto com a Agrale, única fábrica brasileira de veículos em funcionamento hoje, a startup está desenvolvendo o caminhão FNM 833, de 18 toneladas, especialmente para atender às necessidades de logística da Ambev.

Maioria dos brasileiros teme fraudes, vê crimes de violação de dados pessoais crescerem e cobra legislação mais dura

A grande maioria dos brasileiros já sofreu tentativa de fraude ou conhece alguém que tenha sido vítima e está atenta e apreensiva em relação a esses crimes e violações dos seus dados pessoais. No período de pandemia, o relacionamento da população com o meio digital tornou mais agudas essas questões com aumento do uso de meios eletrônicos, via celular ou internet por exemplo, para transações financeiras, trabalho, compras.

Embora uma grande parte perceba uma evolução positiva na segurança de seus dados pessoais, nos últimos cinco anos, um terço acredita que estão menos seguros e 22% não identificaram alteração no período. Já para os próximos cinco anos, 54% têm a expectativa de avanço na segurança e apenas 22% apostam que esses dados estarão ainda menos seguros.

A maioria também considera que a privacidade nos meios eletrônicos virou um mito, e que tudo, ou a maior parte, das suas informações podem ser acessadas. Por isso, é grande a cobrança por maior eficiência e endurecimento da legislação que trata da proteção de dados.

Essas são algumas das revelações da 7ª edição do OBSERVATÓRIO FEBRABAN – Pesquisa FEBRABAN-IPESPE, que buscou investigar a visão da sociedade sobre a segurança de dados no Brasil e os crimes envolvendo violação de informações pessoais. A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 25 de junho, com 3 mil pessoas nas cinco regiões do País. Juntamente aos dados nacionais, haverá um recorte sobre o sentimento nas cinco regiões do país.

“Segurança digital é um tema que a sociedade precisa encarar de frente e já está fazendo, pois diariamente esses crimes afetam pessoas e empresas, ganham espaço no noticiário econômico, político e policial envolvendo não só o cidadão, mas também grandes corporações e instituições públicas e privadas”, diz o presidente da FEBRABAN, Isaac Sidney, que ressalta: “Um bom indicador da pesquisa é que o brasileiro está atento, sobretudo quanto ao uso que as empresas privadas fazem dos seus dados pessoais”.

Segundo dados da FEBRABAN, no primeiro bimestre de 2021 os ataques de phishing, a chamada pescaria digital, cresceu 100% em relação ao ano passado, enquanto os golpes da falsa central telefônica e falso funcionário de banco tiveram crescimento ainda maior, de 340%.

O sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE, destaca como resultado animador da pesquisa a constatação de que, apesar do medo e da preocupação preponderantes em relação à segurança de dados no país, a grande maioria dos brasileiros confia nas empresas e instituições com que transacionam, no que tange à proteção de suas informações pessoais e reconhecem os investimentos feitos no intuito de aumentar a segurança.

Abaixo, seguem os principais resultados do levantamento:

Crimes na pandemia

91% dos entrevistados avalia que os crimes aumentaram muito (46%) ou aumentaram (45%) no período da pandemia; e somente 5% acham que diminuíram (4%) ou diminuíram muito (1%). Nos últimos 12 meses, os próprios entrevistados ou familiares foram vítimas, sendo as situações mais comuns aquelas envolvendo recebimento de mensagens ou ligação telefônica com solicitação fraudulenta seja de dados pessoais ou bancários (43%), seja de depósito ou transferência de dinheiro para amigo ou parente (34%). Além dessas: cobranças fraudulentas ou compras indevidas em seu cartão de débito ou crédito (29%); invasão do e-mail ou das redes sociais, com alguém assumindo o controle sem permissão (18%); clonagem de celular ou WhatsApp (18%); tentativa de abertura de linha de crédito ou solicitação de empréstimo usando seu nome (15%); e invasão e acesso a dados bancários (14%).

Medo de Fraudes

A grande maioria dos entrevistados (86%) afirma ter medo – muito (53%) ou algum (33%) – de ser vítima de fraudes ou violações dos seus dados pessoais. Apenas 13% expressam pouco (10%) ou nenhum (3%) medo. Embora 42% percebam uma evolução positiva na segurança de seus dados pessoais, nos últimos cinco anos, um terço (33%) acredita que estão menos seguros e 22% não identificam alteração. Já para os próximos cinco anos, 54% têm a expectativa de avanço na segurança e apenas 22% apostam que esses dados estarão ainda menos seguros. Percentual similar (19%) acredita que essa realidade não sofrerá alteração.

Riscos versus benefícios

Predomina a percepção (56%) de que os riscos existentes no fornecimento de dados pessoais a empresas e instituições superam os benefícios recebidos. A minoria (28%) expressa opinião contrária, ou seja, os benefícios superam riscos. Apenas 13% se consideram muito beneficiados pelas empresas que coletam seus dados pessoais; 32%, mais ou menos; 25%, pouco; e outros 25% não identificam nenhum benefício.

Atividades mais vulneráveis

As atividades ou situações apontadas como mais suscetíveis para que empresas ou instituições acessem seus dados são: compras online (35% das citações), sites em geral (33%), pesquisas on-line sobre termos e uso de sites de busca (23%) e serviços bancários online ou telefônicos (21%). Abaixo do patamar de 20% estão: postagens e atividades nas redes sociais (17%), uso de aplicativos sobre localização física (15%), cadastros de serviços públicos (13%), e conversas no WhatsApp e outros aplicativos similares (12%). Com os menores percentuais de menção aparecem os jogos online (8%) e as compras presenciais (4%).

Tecnologia e riscos

O papel da tecnologia na proteção de dados é polêmico. Enquanto 49% acham que o avanço da tecnologia facilita a violação de dados e as fraudes, 46% acreditam que os recursos da tecnologia ajudam a manter as informações pessoais mais seguras.

Acesso de dados por empresas privadas

O acesso aos dados por empresas privadas e públicas é aceito em algumas situações, demonstrando que, em tese, as pessoas permitem a utilização de seus dados pessoais para melhorar a vida em sociedade. Para prevenir ou evitar crimes (aceitável para 84%); prevenir fraudes e golpes com dados bancário (83%); prevenir fraudes e golpes em compras (83%); prevenir situações de suicídio e ajudar em casos de depressão (77%.); melhorar resultados educacionais (76%); desenvolver novos produtos e melhorar o atendimento aos consumidores( 73%); desenvolver pesquisas médicas e científicas (71%).

Acesso a dados pessoais

Predomina a percepção de que as empresas monitoram e acessam mais as informações dos seus usuários e clientes do que os governos. Para 79% dos entrevistados, tudo (25%) ou a maior parte (54%) das operações que eles realizam de forma online ou pelo celular é monitorada ou seus dados pessoais são coletados por anunciantes e empresas. Para 60% os órgãos públicos monitoram e coletam todas (20%) ou a maior parte (40%) das informações a partir das atividades das pessoas online ou no celular.

Controle e preocupação com seus próprios dados

A maioria das pessoas (53%) acha que tem controle – muito (14%) ou algum (39%) – sobre seus dados; mas há uma grande parcela (44%) que acredita ter pouco (28%) ou nenhum controle (16%). Apesar da maioria achar que tem controle sobre os seus dados, essa vigilância e captação de informações por parte de empresas e governos geram expressiva preocupação: 75% dos entrevistados se dizem preocupados como as empresas e instituições utilizam esses dados, percentual maior se comparado aos governos (69%). Apenas 23% não estão preocupados ou estão pouco preocupados como os dados são usados pela iniciativa privada, sentimento próximo ao registrado em relação aos governos (28%).

O mito da privacidade

Para 59% das pessoas ouvidas a privacidade se tornou um mito, já que as empresas, de alguma forma, acessam os dados de seus usuários. Apenas 37% acham que essas informações só são acessíveis com o conhecimento ou consentimento das pessoas.

Os termos de política de privacidade

Em regra, as pessoas afirmam ser solicitadas sempre (35%) ou frequentemente (25%) a ler e/ou concordar com os termos da política de privacidade das empresas, enquanto para 13% dos entrevistados essa solicitação ocorre às vezes, para 5% raramente e 20% disseram nunca serem solicitados. Quando se trata de ler os termos e condições da política de privacidade das empresas, 26% declaram fazê-lo “às vezes”, 16% “raramente” e 12% “nunca” o fazem. Os mais cuidadosos somam 44% que “sempre” (23%) ou “frequentemente” (21%) leem antes de atestar sua concordância.

Compreensão sobre os termos de privacidade

O grau de entendimento das políticas de privacidade submetidas à concordância do público é baixo. Apenas 15% garantem compreendê-los “muito bem”, ao passo que 48% entendem “mais ou menos”, 25% “pouco” e 10% não entendem “nada”.

Responsabilidade das empresas

74% dos entrevistados acreditam que as empresas seguem totalmente ou em parte o que preveem esses termos, enquanto 20% não acreditam no seu cumprimento. Sobre eventual notificação imediata dos clientes caso seus dados pessoais sejam comprometidos ou usados indevidamente, 65% acreditam que as empresas seguem totalmente ou em parte essa cláusula, e 29% acham que não é seguida. Quanto ao item em que a empresa assume publicamente a responsabilidade se, por ventura, os dados pessoais dos usuários forem comprometidos ou usados indevidamente, 60% confiam totalmente ou em parte que esse aspecto é cumprido, e 32% afirmam que não é cumprido.

Conhecimento sobre a legislação

Apenas 11% das pessoas afirmam conhecer “muito bem” as leis de proteção de dados e 45% acham que conhecem “mais ou menos”. Outros 31% conhecem “pouco” e 11% não conhecem “nada”. Em relação direito TIRAR à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), 9% dizem conhecer muito bem e 28% conhecem mais ou menos; a maioria (60%) conhece só de ouvir falar (33%) ou não conhece (27%). Quanto à Lei 14.155 que prevê punições mais severas para fraudes e golpes cometidos em meios eletrônicos: 6% conhecem muito bem e 30% conhecem mais ou menos; 61% conhecem só de ouvir falar (35%) ou não conhecem (26%).

Eficiência da legislação

A percepção majoritária é que a legislação atual é pouco eficiente (50%) ou ineficiente (16%). Apenas 5% consideram a legislação muito eficiente e 24%, eficiente. Essa opinião está alinhada à expectativa de endurecimento das leis: 76% desejam que a regulamentação seja mais dura, contra 10% que acham que as regras legais deveriam ser mais leves. Considerando as duas leis em vigor – a que protege a privacidade dos dados pessoais (LGPD) e a que pune quem pratica fraudes em meios eletrônicos (14.155) – 62% acham que o número de golpes vai diminuir muito (14%) ou um pouco (48%), e 30% opinam que esse tipo de crime não sofrerá alteração.

Cuidados para evitar fraudes

Muitos já adotam hábitos visando a proteção de seus dados:

• 57% sempre ou frequentemente costumam escolher senhas fortes; 26% escolhem às vezes e 13% raramente ou nunca.

• 37% sempre ou frequentemente utilizam a biometria; enquanto 30% usam às vezes e 29% raramente ou nunca usam.

• 36% sempre ou frequentemente fornecem seus dados quando realizam compras em sites ou lojas físicas; 42% fornecem às vezes e 20%, nunca ou raramente o fazem.

• 33% sempre ou frequentemente aceitam a política de cookies; 36%, às vezes e 27%, raramente ou nunca.

• 29% sempre ou frequentemente mudam suas senhas; 43% mudam às vezes e 25% raramente ou nunca.

• 26% geram cartão online para uso por tempo determinado; 24% recorrem a esse serviço às vezes e 44%, raramente ou nunca.

Confiança nas empresas

Apesar dos medos, chega a 70% o contingente que confia nas empresas e instituições com que transacionam para manter suas informações seguras. Desse total, 19% confiam muito e 51% confiam. Essa confiança aumentou nos últimos 12 meses para 42% (12% confiam muito e 30% confiam um pouco). Para 23% a confiança diminuiu, e para outros 22% ela não sofreu alteração.

Entidades mais confiáveis

Os bancos são a entidade mais confiável. Cerca de dois terços dos entrevistados (65%) confiam nos bancos contra 31% que não confiam. Estes são seguidos pelo comércio e lojas físicas (61%), fintechs com 57% que confiam e 34% que não confiam. Por outro lado, sites e redes sociais desfrutam da menor confiança (39%) prevalecendo os que não confiam (53%). Outras instituições cuja confiança na segurança dos dados é superior a 50% são: comércio ou lojas físicas (61% confiam e 34% não confiam); comércio ou lojas on-line (57% confiam e 34% não confiam); seguradoras de saúde (52% confiam e 36% não confiam); empresas de cartão de crédito (52% confiam e 42% não confiam) e provedores de e-mail (52% confiam e 40% não confiam). Quanto às operadoras de celular o placar é praticamente empatado (48% confiam e 47% não confiam).

Confiança em governos

Governo Federal (45% confiam, contra 48% que não confiam); Governo do Estado (44% confiam e 48% não confiam); e Prefeitura (47% confiam e 46% não confiam).

Investimentos em segurança

As instituições bancárias foram destacadas por 52% como as que mais investiram, nos últimos cinco anos, na proteção dos dados dos seus clientes. Outros 29% acreditam que esse investimento foi maior por parte das fintechs e 22% apontaram os investimentos por parte das empresas de cartão de crédito. Outras menções sobre investimentos em segurança de dados se referem a: comércio ou lojas on-line (15%), aplicativos de redes sociais (14%), governos (11%), provedores de e-mail (7%), comércio ou lojas físicas (6%), e seguradoras de saúde e operadoras de celular (ambas com 5%).

A íntegra dos dados nacionais do sétimo levantamento OBSERVATÓRIO FEBRABAN, pesquisa FEBRABAN-IPESPE pode ser acessada neste link . A íntegra com os dados regionais pode ser acessada neste link.

Startup catarinense Minha Quitandinha recebe seu primeiro aporte

Minha Quitandinha, startup catarinense especializada em tecnologia em varejo, acaba de receber seu primeiro aporte, o que vai permitir acelerar a expansão do seu modelo de negócio, um minimercado autônomo que opera durante 24 horas por dia, sete dias por semana, levando praticidade, conveniência, qualidade e segurança, para dentro de condomínios residenciais e empresariais. 

Com menos de um ano de existência, a startup criada em Balneário Camboriú/SC, despertou o interesse de dois investidores anjos. O valor não foi divulgado, mas de acordo com Marcelo Villares, COO e sócio da Minha Quitandinha, o montante será utilizado para ampliar a equipe com profissionais especializados, aprimorar as tecnologias oferecidas e também em marketing.

“Esse investimento vai nos permitir expandir nossa atuação e ganhar tração no mercado, além disso vamos dobrar nosso quadro de colaboradores passando de 10 para 20”, explica Villares. O executivo revelou ainda que a meta é chegar a 800 unidades abertas e faturar R$ 200 milhões em dois anos.

Atualmente, a Minha Quitandinha está presente em quatro estados: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Pará, e enxerga um grande potencial para crescer com este modelo de negócio em meio a pandemia do coronavírus. São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rondônia são os próximos estados a receber o minimercado autônomo, ainda neste primeiro semestre de 2021.

Volume de investimento anjo em startups recua 20% com pandemia, mas expectativa para 2021 é de crescimento

Com a pandemia, o volume de investimento anjo retrocedeu 20% em 2020 em comparação ao ano anterior (2019), voltando aos níveis de 2016. No ano passado foram aportados R$856 milhões pelos investidores anjos brasileiros. O número de investidores apresentou uma diminuição menor, de 15%, e hoje, são 6.956 investidores anjo no Brasil. Os dados fazem parte da pesquisa realizada pela Anjos do Brasil (www.anjosdobrasil.net), organização sem fins lucrativos que fomenta o investimento anjo e apoia o empreendedorismo inovador no país.   

O investimento anjo é efetuado tanto por investidores proativos, que procuram startups para investir participando de grupos de investidores anjo organizados, quanto por investidores passivos, que são procurados por empreendedores e investem oportunisticamente. A análise segmentada entre estes perfis de investidores revela que os investidores proativos apresentaram crescimento no volume de investimento aplicado. Por outro lado, os investidores passivos tiveram uma grande redução, que não foi compensada no resultado final. Isto ressalta a importância de ações de estímulo para tornar os investidores passivos em ativos. 

A pesquisa também levantou a perspectiva dos investidores para 2021 que esperam ter um aumento de 15%, embora positiva e de recuperação, a expectativa é ainda insuficiente para a demanda das startups. 

Cassio Spina, presidente e fundador da Anjos do Brasil comenta: “Apesar da perspectiva de recuperação para 2021, infelizmente o volume é insuficiente para apoiar o aumento de startups que estão surgindo. O investimento em startups precisa de estímulo e apoio para crescer e atingir todo seu potencial, estimamos que seja de R$ 12 bilhões ao ano. Considerando que o Marco Legal das Startups não trouxe os avanços necessários, é fundamental que o Congresso retome a matéria e possibilite a equiparação de tratamento tributário entre o investimento em startups e investimentos incentivados; no curto prazo esperamos que derrubem o veto ao Art. 7 que pelo menos permitia a compensação de perdas com ganhos” 

Conforme explica o executivo, hoje, o volume de investimento no Brasil é apenas 0,7% do que é investido em startups nos Estados Unidos, que somam aproximadamente 25,3 bilhões de dólares anualmente. Apesar da evolução que tivemos na última década no volume de investimento anjo, ainda estamos muito aquém do que nosso potencial. Considerando a relação do PIB dos países é de cerca de 10x, o investimento anjo no Brasil deveria ser de pelo menos R$ 12 bilhões. Para que o Brasil atinja todo seu potencial é necessário a criação de políticas públicas de fomento ao investimento em startups com ocorre nos países com ecossistemas mais dinâmicos. 

Perfil dos investidores anjo brasileiros: A pesquisa inclui pela primeira vez um levantamento de raça ou cor dos respondentes que aponta que a maioria dos investidores anjo brasileiros são brancos (81%), com 14% se declarando pretos, pardos ou indígenas e 1% amarelos. Este dado, associado com a participação de apenas 14% de mulheres no universo de investidores traz um sinal de evolução lenta no ecossistema brasileiro. Maria Rita Spina Bueno, diretora executiva da Anjos do Brasil, afirma: “A diversidade é um requisito para a inovação, é fundamental que todas as pessoas se envolvam em ações para aumentar a participação dos mais diversos perfis no universo de startups e investimento. A ação individual e coletiva precisa estar no sentido de estímulo a diversidade.” 

O relatório completo da pesquisa está publicado em www.anjosdobrasil.net/blog 

Brasileiros temem pela segurança de seus dados, revela pesquisa da Mastercard

Uma pesquisa encomendada pela Mastercard ao Instituto Datafolha revelou que, apesar de 92% dos brasileiros saberem que as empresas com as quais interagem guardam algum tipo de informação sobre seus hábitos de consumo e lazer, eles temem pela segurança de seus dados no ambiente digital. Em uma escala de 1 a 10 em que 10 é muito seguro, 5,1 é a nota média dada para o quanto os entrevistados consideram que suas informações estão seguras na internet. As redes sociais foram considerados os ambientes menos confiáveis, enquanto hospitais, clínicas de exames médicos, escolas e faculdades são as instituições em que os pesquisados mais confiam.

O levantamento, que foi realizado com o objetivo de mensurar o nível de preocupação e segurança dos consumidores dentro dos ambientes de trocas de dados e informações, mostrou que apenas 13% avaliam que seus dados estão muito seguros e para 21% eles estão inseguros.

Quase 70% dos entrevistados sabem que quando acessam uma rede social, compram pela internet ou fazem transações financeiras online os dados ficam armazenados por essas empresas e podem ser úteis para direcionar melhor ofertas, benefícios e monitorar hábitos de consumo.

“A utilização de serviços digitais foi alavancada pela pandemia do novo coronavírus. Ao mesmo tempo, cresceram também os golpes, fraudes e ataques cibernéticos contra pessoas e empresas. Por isso, segurança digital ganhou ainda mais relevância para consumidores e organizações e será um aspecto crítico para o futuro. Investir em segurança sempre foi uma premissa da Mastercard e, como empresa de tecnologia, temos soluções completas que vão além do cartão e podem contribuir ativamente com as estratégias de negócios de empresas de diferentes setores e todos os tamanhos”, afirma Estanislau Bassols, Gerente Geral da Mastercard.

A pesquisa revelou ainda que o medo de ataques cibernéticos é alto, 73% do público informou já ter sofrido algum tipo de ameaça digital como recebimento mensagens falsas de empresas e senhas roubadas. Por isso, muitos dos entrevistados adotam medidas adicionais de segurança. Mais de 80% disseram que evitam clicar em links suspeitos enquanto 75% evitam utilizar redes públicas de wi-fi e 64% possuem senhas diferentes para cada conta ou aplicativo.

Mais que cartão, inteligência conectada

A sensação de insegurança revelada pela pesquisa não é em vão. Novos esquemas de fraudes são criados todos os dias, por isso, é essencial que organizações atuem de forma a mitigar riscos e ampliar a segurança de seus clientes. A Mastercard, como empresa de tecnologia, atua em vários setores da indústria que vão muito além do cartão, cibersegurança e prevenção a fraudes são alguns deles.

A estratégia de inteligência conectada que a Mastercard oferece aos seus clientes vincula milhares de pontos de decisão baseados em dados que atenuam a fraude a cada passo da jornada do consumidor. A empresa acredita em uma atuação multicamadas para prevenir, identificar e detectar possíveis fraudes. Com isso, a Mastercard é capaz de avaliar riscos a cada etapa, reduzindo a necessidade de atritos desnecessários, aprimorando as decisões e otimizando a experiência.

Para isso, a Mastercard oferece um conjunto coordenado de soluções baseadas em Inteligência Artificial que atuam em milissegundos – detectando fraudes e facilitando decisões de segurança mais inteligentes. A Mastercard também possui soluções de inteligência baseadas em colaboração, que são fundamentais para redução de fraude amiga, por exemplo.

Hoje, uma das formas que as empresas podem se proteger de ataques cibernéticos é realizando avaliações automatizadas de vulnerabilidade de riscos cibernéticos periodicamente. A análise automática abrange todo o ecossistema da empresa – o que inclui fornecedores e prestadores de serviço, e oferece planos de ação ajustados de acordo com as prioridades de risco. Outra tecnologia que pode ser uma grande aliada da estratégia de segurança digital das empresas é a biometria passiva comportamental. Esse tipo de solução identifica aspectos como a posição do celular ou a velocidade de digitação no teclado para confirmar a identidade de uma pessoa. Dessa forma, o fraudador é barrado antes mesmo de iniciar sua ação no mundo digital.

Além disso, a Mastercard oferece aos seus parceiros tecnologias que ajudam na migração digital, reduzem riscos, aumentam a segurança de operações e, principalmente, facilitam a vida dos consumidores.

Sobre a pesquisa:


O estudo foi realizado pelo Instituto de Pesquisa DataFolha, por solicitação da Mastercard, entre os dias 05 e 08 de janeiro de 2021. Por meio de entrevistas telefônicas, o estudo nacional conversou com 1.517 pessoas com idade entre 16 anos ou mais.

NSTech e Praxio, do setor de tecnologia para logística e mobilidade, anunciam fusão e aumento de capital de R$ 500 milhões

A NSTech, maior plataforma de tecnologia para logística do Brasil, e a Praxio, hub de soluções em tecnologia para o transporte rodoviário de cargas e passageiros, anunciam hoje uma fusão, que as permitirá montar o mais completo ecossistema de empresas de tecnologia para logística e mobilidade da América Latina.

Simultaneamente ao acordo, as empresas estão promovendo um aumento de capital de R﹩ 500 milhões, liderado pela SK Tarpon, por meio da Niche Partners – polo da gestora focado em investimentos em empresas líderes em mercados de nicho – e da Greenbridge, gestora de private equity que investe globalmente em empresas de tecnologia e foi fundada pelos suecos Ola Rollen e Melker Schorling (respectivamente CEO e principal acionista da Hexagon AB – empresa de tecnologia listada na bolsa de valores de Estocolmo, com valor de mercado de USD 35 bilhões), em conjunto com o brasileiro Eduardo Steinberg, empreendedor de tecnologia e ex-CEO da Hexagon Ventures.

O movimento contribuirá para acelerar o crescimento das empresas, que será realizado de maneira orgânica e, também, por meio de novas aquisições – inclusive, 65% do capital será usado para novas compras. Associando à estratégia de dívida, a capacidade para investimentos será de R﹩ 500 milhões, sobretudo nos mercados de Passageiros, TMS, Fintech e Marketplaces, o que permitirá expandir a mais completa plataforma digital para a cadeia de transporte rodoviário de cargas e passageiros.

Com a fusão, a NSTech passa a atender seis principais clientes: transportadores de carga, embarcadores, motoristas, seguradoras e corretores de seguro especializados em transportes, além dos players voltados ao transporte de passageiros. O objetivo é oferecer uma solução simples e completa, que contribua para o crescimento dos clientes e os apoie na busca por melhor eficiência operacional nas soluções voltadas ao transporte rodoviário de cargas e passageiros.

“Novos negócios com os atuais e potenciais clientes também serão facilitados com a fusão. Vamos também preparar a nova Companhia para a abertura de capital (IPO, na sigla em inglês), o que deve acontecer em até três anos”, afirma Vasco Oliveira, sócio da SK Tarpon e CEO da Niche Partners, que acumula mais de 20 anos de experiência no mercado de logística.

A fusão também permitirá à NSTech ampliar a liderança no setor de tecnologia para logística e mobilidade na América Latina, em pouco mais de oito meses, desde que realizou a sua primeira aquisição – a Buonny, empresa líder nacional no segmento de tecnologia para gerenciamento de risco e produtividade logística.

Os números da transação impressionam. A NSTech chega a um ARR (Anual Recurring Revenue) de US﹩70 milhões, sendo mais de 90% em receita recorrente. A companhia passa a ter 28 mil clientes e 14 produtos – sendo 8 na liderança – com alta margem bruta e muito espaço para crescimento orgânico. A plataforma contempla ainda a maior base de dados do setor, com mais de 1,8 milhão de motoristas cadastrados e R﹩12,5 trilhões de cargas averbadas por ano, além de mais de 90 milhões de cargas por mês. Para 2021, a NSTech projeta também atingir EBITDA de aproximadamente R﹩ 100 milhões, sem contar eventuais novas aquisições.

Longo Prazo

Apesar do potencial IPO, os sócios das gestoras reforçam que o investimento na plataforma é de longo prazo. “O IPO é apenas uma etapa da jornada, que nos permitirá seguir expandindo a Companhia para outros mercados, especialmente na América Latina”, comenta Eduardo Steinberg, sócio da Greenbridge. “Já operamos no México e daremos início à expansão na Colômbia, no Peru e no Equador. Algumas de nossas soluções também têm alta aderência em mercados maduros, como Estados Unidos e Europa”, analisa Vasco.

A NSTech atua para combater um dos principais gargalos para o desenvolvimento do País: a ineficiência na malha de transportes. Para se ter uma ideia, atualmente o Brasil gasta mais de 12% do PIB com logística, contra aproximadamente 7% gastos pelos Estados Unidos. Cerca de 40% da frota roda vazia, sem carga. O País figura ainda na terceira posição em roubo de cargas em ranking global, duas posições atrás do México que lidera a lista – e enfrenta alto volume de acidentes em estradas federais envolvendo caminhões: aproximadamente 20 mil por ano. Os dados são da NSTech, compilados de diversas fontes.

Parte importante desse gargalo pode ser suprido por meio da tecnologia, que ajuda as empresas a terem mais produtividade, além de mitigar problemas como roubos e acidentes.

Automação versus empregabilidade: como encarar este novo desafio na engenharia?

Por Marcus Granadeiro

A ameaça aos empregos oriunda da tecnologia e, principalmente, da inteligência artificial é real e tem sido um problema discutido mundialmente há anos. Revoltas já ocorreram no passado com a automação das linhas de montagem no começo do século passado, assim como assistimos greves contra novidades, como os cobradores eletrônicos de ônibus. Neste cenário todo, há uma certeza: a tecnologia sempre vence.

Com o avanço da inteligência artificial, o que tem está causando maior apreensão é que não são apenas as posições de baixa remuneração e conhecimento que estão ameaçadas. Advogados que fazem processos repetitivos e lógicos são facilmente substituídos por robôs, além da detecção de câncer ser mais eficaz em softwares do que por meio das análises de médicos.

Há, no entanto, um lado positivo. Embora a tecnologia seja frequentemente pintada em preto e branco, mostrando um futuro sombrio de perda de empregos por meio da automação, se ela for adotada de forma estratégica, é possível automatizar trabalhos perigosos e ajudar a avaliar e mitigar os riscos, procedimentos que são especialmente caros em um ambiente onde aspectos de governança Ambiental, Social e Corporativo, ou seja, o ESG, estão ganhando relevância em diferentes setores.

Na engenharia, a melhor estratégia é a busca da cooperação entre humanos e máquinas. Arrisco dizer que neste setor entendo que não serão as máquinas que vão a substituir os engenheiros, mas os engenheiros que usam tecnologia que vão substituir os que não a usam. E, neste cenário, aqueles que souberem lidar com as inovações que estão se tornando uma tendência cada vez mais presente nas rotinas garantirão um lugar no mercado.

O uso de sistemas colaborativos, de modelos virtuais, como o BIM (do inglês modelagem de informações da construção civil), assim como as realidades virtual e aumentada são tecnologias cada vez mais presente no segmento de engenharia que demandará capacitação para o uso.

Apenas para citar sobre as aplicações BIM, já temos casos reais, como o uso de estações robóticas para a locação e o controle de qualidade, assim como máquinas de terraplenagem sendo operadas de forma autônoma, além de diversos sistemas que funcionam como RPA (Robot Process Automation).

Os profissionais deste setor precisam, de imediato, colocar na sua agenda de aprimoramento a busca pela habilitação em ferramentas que vieram para ficar e, assim como em outros setores, estão sendo impulsionadas pela nova cultura da transformação digital, principalmente após o impacto da pandemia, que sintetizou, de forma mais incisiva, uma inovação que de fato veio para ficar.

Marcus Granadeiro, engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da USP, presidente do Construtivo

Inscrições abertas para o VC Challenge, desafio de inovação e startups

Um desafio de empreendedorismo e inovação para estudantes universitários e de ensino médio que desejem exercer o papel de liderança: essa é proposta do VC Challenge, iniciativa da KPTL, uma das maiores gestoras de venture capital da América Latina, que chega à quarta edição este ano. O desafio conta com patrocínio de Nestlé, 3M, Post it, Banco Daycoval, Taqtile, Zarpo, Justa, Agrotools, VTEX e apoio da Rede Gazeta.

As inscrições estão abertas para todos os estudantes que queiram mergulhar no ecossistema de “Venture Capital”, participando de dinâmicas e workshops.

Inicialmente voltado para cursos de graduação como Administração, Engenharia e Economia, o VC Challenge já reuniu, em edições anteriores, representantes de mais de 30 diferentes áreas da graduação. A novidade é que nesta edição de 2021, estudantes do ensino médio também poderão competir.

As inscrições vão até o dia 30 de julho no site www.kptl.com.br/vc-challenge/. O evento ocorre online, entre 31 de julho e 21 de agosto. A iniciativa vai reunir jovens de todo o país, em grupos de até quatro integrantes (veja detalhes no final desta matéria), ao longo de quatro semanas por meio de uma plataforma digital onde os participantes vão conhecer startups, traçando cenários de investimentos e desafios.

Ao final, vão ter a chance de ganhar um prêmio especial. Na edição de 2019, os vencedores receberam uma viagem com tudo pago para a Europa, além de ingressos do Web Summit, a maior conferência de tecnologia do mundo. A premiação desta edição será anunciada em breve.

Entenda a competição

No ano passado, 750 universitários, de 21 estados, representaram algumas das mais respeitadas instituições de ensino do país. Na experiência imersiva, os participantes têm a oportunidade de vivenciarem o ambiente de empreendedorismo dos dois lados da mesa: como investidores e como captadores de investimentos, desde a elaboração do estudo do mercado até apresentação dos “pitches”, contando sempre com mentoria de lideranças empresariais renomadas. É um desafio que tende a trazer não apenas conhecimento para os estudantes, mas também projeção para eles diante dos investidores e empregadores.

Responsável pela organização do desafio na KPTL, Renato Pavan explica um dos eixos centrais do projeto. “Notamos que os estudantes ainda estão muito distantes do ecossistema de inovação. O VC Challenge veio para fazer essa aproximação, auxiliando na criação de futuras lideranças preparadas para os desafios modernos”, conta Pavan.

Assim como na edição anterior, o projeto será realizado totalmente online, abrindo oportunidade para participantes de diferentes localidades, ampliando a captação de futuros talentos. Todo o conteúdo do desafio será disponibilizado em uma plataforma com streaming e conteúdo sob demanda, que também conta com fóruns e outras ferramentas de interação.

“As empresas têm adotado cada vez mais o home office, o que permite contratar pessoas Brasil afora. Da mesma forma, o VC Challenge nesse formato consegue conectar nossos parceiros com talentos que, muitas vezes, estavam distantes. Então, o VC Challenge aproxima as empresas e as lideranças desses talentos, assim como esses talentos conseguem ter um acesso a essas empresas”, detalha Pavan.

Passo a passo do VC Challenge

O VC Challenge é dividido em quatro fases ao longo de quatro semanas de duração. São elas:
– Fase 1: 
Na primeira fase, os participantes vão acompanhar uma série de debates sobre os três grandes setores de atuação da KPTL, dos quais os estudantes selecionarão um para elaborar um relatório, e escolherão uma empresa do segmento a qual eles gostariam de investir.

– Fase 2: 
Na segunda fase, os participantes vão assistir as apresentações de fundadores de três empresas investidas da KPTL e decidir em qual delas investiriam. Na dinâmica, os estudantes devem apresentar a escolha em uma simulação de comitê de investimento de uma gestora.

– Fase 3: 
Já na terceira fase, os participantes passam para a posição de empreendedores da startup em que decidiram investir, recomendando decisões estratégicas e estruturando um plano de negócios para a empresa. Os estudantes passarão ainda por palestras, mentorias, e interações com os fundadores e funcionários das startups para prepararem um “pitch” de captação de investimentos. Os cinco grupos que apresentarem os melhores “pitches” chegarão à quarta fase.

– Fase 4: 
Na última fase, os finalistas receberão mentoria dos fundadores das startups nas quais eles realizaram o desafio e apresentarão seu “pitch” para uma bancada de jurados e especialistas em Venture Capital. O grupo que levar a melhor, ganha o prêmio.

As inscrições podem ser feitas por meio desse link .

Novo Conselho do Varejo da ACSP quer apoiar a modernização do comércio de São Paulo

Um comércio mais moderno, tecnológico, que se comunica bem e que disponibiliza a melhor experiência de compras para seus clientes, associativista, com promoções pontuais de destaque e em sintonia com as transformações que ocorrem continuamente em todo o planeta. O Conselho do Varejo formado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) juntou, em sua gestão atual, um time formado por quase 70 nomes de especialistas no mercado, em diversas áreas, tais quais vendas, prestações de serviços, ciência de dados, inovação e tecnologia.

Entre eles está o presidente da ACSP, Alfredo Cotait Neto, principal incentivador de uma ação direcionada ao crescimento do varejo. “O varejo é o principal gerador de empregos do país e, portanto, quando apoiamos os pequenos varejistas estamos cumprindo nosso papel de apoio ao desenvolvimento econômico do país”.

A partir de agora, os empresários terão à disposição todos os elementos que eles necessitam para dinamizar seus negócios: palestras, consultorias, networking, apoio técnico e suporte promocional. “Será com o apoio dos próprios comerciantes em um grande grupo associativista que vamos colaborar com a modernização do varejo de São Paulo”, disse Roseli Garcia, vice-presidente da ACSP e coordenadora geral do Conselho do Varejo.

Outro objetivo do Conselho é o de fortalecer ainda mais a marca Sampa Week, semana de promoções do varejo que ocorre em janeiro para comemorar o aniversário da cidade. “Esse período ajuda muito o comerciante já que todo início de ano as vendas costumam ser fracas, pois sucede o Natal, melhor época para o comércio”, ressalta Roseli.

Historicamente, a ACSP sempre se mostrou em sintonia com as transformações do varejo. Foi assim que, por exemplo, em 1956, foi criado pela entidade o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), iniciativa pioneira no país na época.

O SCPC permitiu a massificação do crediário e, com isso, a expansão das vendas a prazo. Hoje, com o auxílio da ACSP, o SCPC se transformou na Boa Vista Serviços, uma empresa avaliada em mais de US$ 1 bilhão e de capital aberto.

A tendência, no momento, é a de nova transformação do comércio em todo planeta que foi acelerada ainda mais por conta da pandemia da covid-19. De acordo com a pesquisa The Global Payments Report 2021, da Wordpay from FIS, o crescimento regional do comércio eletrônico acelerou em 2020, em comparação com 2019, com um aumento no volume de transações de meios de pagamento somente no Brasil na ordem de 22,2%. O crescimento no comércio móvel teve ganhos ainda maiores, subindo 41,6%.

O estudo ainda estima que o comércio eletrônico latino-americano deve ter uma taxa composta de crescimento anual de 15% até 2024, impulsionada pela expansão de 20% no comércio móvel. Há ainda uma expectativa de que as transações do comércio eletrônico na América Latina excedam US$ 160 bilhões até 2024.

“A Associação Comercial de São Paulo acompanha essas mudanças e, por isso, vai orientar os varejistas sobre a melhor maneira de continuarem vendendo bem ou, até mesmo, melhorando seu volume de vendas”, afimou Roseli.

Brasil é o terceiro país das américas em segurança cibernética

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) classificou nesta semana o Brasil como o terceiro país das américas mais comprometido com a Agenda Global de Segurança Cibernética. A conquista da atual posição do País no Índice Global de Segurança Cibernética 2020 – em 2018 o Brasil era o sexto mais seguro do continente – é resultado de ações como o estabelecimento da Política Nacional de Segurança da Informação, em 2018, e das Estratégias Nacionais de Segurança Cibernética e de Segurança de Infraestruturas Críticas, em 2020. Em atendimento às políticas públicas do setor, a Anatel editou o Regulamento de Segurança Cibernética da Anatel (Resolução nº 740/2020). Além disso, a Anatel criou em seu portal um espaço dedicado à segurança cibernética com a regulamentação disponível e repositório de informações sobre o tema.   

Entre os países americanos, apenas Canadá (97,67) e Estados Unidos (100) estão, atualmente, à frente do Brasil, que obteve nota 96.6. No ranking mundial, o País ocupa a 18ª colocação; na edição anterior do Índice, em 2018, estava na 70ª posição. O Brasil foi classificado como detentor de estrutura legal robusta e com estruturas organizacionais e técnicas que podem ser fortalecidas para a segurança cibernética do País. O Regulamento de Segurança Cibernética brasileiro obriga prestadoras de telecomunicações – como empresas de telefonia fixa e móvel, de banda larga e de TV por Assinatura – a manter Política de Segurança Cibernética, realizar ciclos de avaliação de vulnerabilidades, adotar fornecedores que possuam Política de Segurança Cibernética compatível, compartilhar incidentes relevantes entre elas e a notificar a Agência sobre incidentes que afetem a segurança das redes e os dados dos usuários.    

Com o objetivo de fortalecer as estruturas organizacionais da sociedade brasileira e colaborar com o desenvolvimento das ações ligadas à segurança cibernética, o Grupo Técnico de Segurança Cibernética e Gestão de Riscos de Infraestruturas Críticas (GT-Ciber) da Anatel disponibiliza o e-mail gtciber@anatel.gov.br como um canal de atendimento à sociedade e ao setor de telecomunicações. O GT-Ciber, que iniciou suas atividades no final do primeiro trimestre deste ano, acompanha e monitora a implantação das regras de segurança cibernética e orienta a Agência sobre possíveis evoluções na regulamentação.    

No espaço dedicado à segurança cibernética no portal da Anatel são encontrados os contornos normativos da atuação da Agência, previstos na Estratégia Brasileira para a Transformação Digital, na Política Nacional de Segurança da Informação e na Estratégia Nacional de Segurança Cibernética. Nessa área também está disponível o Ato nº 77/2021, que estabelece Requisitos de Segurança Cibernética para Equipamentos para Telecomunicações, documento que traz recomendações aos fabricantes e fornecedores e estabelece um Programa de Supervisão de Mercado. 

Cabe destacar que a Anatel, como representante do Brasil nos organismos internacionais de telecomunicações, foi responsável pelo envio da resposta do Brasil à edição 2020 do Índice, também colaborando nas respostas de vários órgãos e entidades essenciais ao processo, como o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; o então Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; o Ministério da Justiça e Segurança Pública; o Ministério das Relações Exteriores; o NIC.br; e o CERT.br.

CI&T adquire Dextra

A especialista digital global fundada no Brasil vai impulsionar suas operações e ampliar sua oferta com a aquisição

O movimento faz parte do plano de crescimento de M&A da CI&T para ampliar suas capacidades e construir uma presença mais forte no mercado global. 

A Dextra, com mais de 1.200 profissionais digitais experientes, clientes de primeira linha no Brasil e nos EUA e uma cultura muito semelhante (lean, ágil, end-to-end) – será adicionada à oferta global da CI&T. A Dextra cria produtos digitais end-to-end, desde a inovação e design até a execução de software seguro e escalável, que se encaixa perfeitamente com CI&T. 

Os planos são expandir a presença global da empresa, aumentar o potencial de oportunidades nearshore e, junto com a CI&T, oferecer capacidades de soluções mais amplas, abrangentes e robustas para seus clientes.

A estrutura CI&T – um sistema de gestão adhocrático com tomada de decisão independente e descentralizada – é a base ideal para novas oportunidades como o Dextra crescer e prosperar.

Com a aquisição, a CI&T adiciona mais de 1.200 profissionais de tecnologia experientes e um grupo muito experiente de fundadores e alta administração a seus mais de 4.000 funcionários em todo o mundo, e clientes como Alelo, Solvay, Serasa Experian, McDonald’s, entre outros.

“Estou emocionado com a oportunidade de crescer e expandir nossas operações junto com a Dextra, uma empresa que sempre admiramos e respeitamos. A demanda do mercado é muito alta e juntos nossa oferta é ainda mais forte”, comemora Cesar Gon, fundador e CEO da CI&T.

Além de oferecer uma gama mais ampla de serviços ao mercado, essa fusão ampliará ainda mais o número cada vez maior de talentos especializados que trabalham na CI&T. 

“Nossa história de sucesso com a Dextra será exponencial e global, e estamos muito felizes em co-desenhar nosso próximo capítulo com a CI&T. Estamos muito entusiasmados com esta nova fase para a qual estamos caminhando”, explica Eduardo Coppo, fundador e CEO da Dextra .

Ambas as empresas compartilham building blocks culturais semelhantes, tornando-o uma aliança perfeita e capaz de gerar um impacto comercial rápido e relevante para clientes.

O negócio está sujeito a aprovações regulatórias, mas CI&T e Dextra prevêem um crescimento agressivo, uma vez que o mercado está muito aquecido devido à transformação acelerada que o mundo está enfrentando agora.

A lenta e cuidadosa retomada dos atendimentos presenciais no foodservice

Por Geison Correa

Depois de muita tensão e readaptação aos novos tempos, muitos bares, restaurantes e lanchonetes de todo o país voltaram a atender seus clientes presencialmente, seguindo o plano de flexibilização de cada cidade. Essa abertura, sem dúvida, foi ansiosamente esperada pelos empresários do setor de foodservice, porém, foi necessário um plano de adequação a essa realidade.

Mudança de espaços com redução da ocupação máxima e distanciamento maior entre as mesas, atendimento restrito apenas para clientes sentados, uso obrigatório de máscaras por todos, treinamentos especializados às equipes para receber os consumidores de maneira segura e disponibilização de álcool em gel estão entre as medidas que tiveram que ser tomadas para garantir a saúde de todos.

Com esse cenário, as startups com soluções para esse setor ganharam ainda mais espaço, não só para ajudar com a questão logística (no delivery, que vem crescendo exponencialmente desde março), mas em outros aspectos do funcionamento desses estabelecimentos, evitando qualquer tipo de contaminação.

As foodtechs já vinham em um ritmo acelerado de crescimento, antes mesmo da pandemia. Segundo o The Food Tech Matters, instituição britânica que busca conectar empreendedores do setor com companhias, aceleradoras, investidores e outros players, a expectativa é que esse mercado atinja um valor global de £196 bilhões em 2022, o equivalente a aproximadamente R$ 980 bilhões.

Entre as soluções oferecidas por essas empresas e que se apresentam fazendo a diferença está o desenvolvimento de cardápios digitais, que assumem o lugar dos tradicionais que podem ser contaminados pelo vírus; pagamentos sem toque por meio do uso do QR Code e de carteiras digitais que são disponibilizadas em aplicativos e que permitem a realização de transações com segurança, entre outras inovações.

As ferramentas fornecidas por essas empresas também auxiliam na manutenção do relacionamento virtual com seus clientes de maneira próxima, seja por meio de chatbots, aplicativos de conversa profissional e/ou das redes sociais. Nesse aspecto, é importante utilizar corretamente a tecnologia a seu favor e estar sempre disposto a atender as dúvidas, mantendo seus consumidores e o mercado informados sobre o funcionamento do local.

A palavra de ordem (ainda) é cautela. Por mais que seja maravilhoso ver o estabelecimento cheio de gente, o essencial é não descuidar, em nenhum momento, dessas regras e imposições. Afinal, os prejuízos para imagem da sua marca serão maiores que qualquer lucro.

Geison Correa, CEO e co-fundador da GrandChef, uma foodtech especializada na gestão completa de restaurantes, bares e similares

Missão Web Summit Lisboa 2021 tem inscrições abertas

Uma viagem de uma semana a Lisboa, de imersão em empreendedorismo, inovação e tecnologia, com visitas técnicas a startups portuguesas, encontros com investidores, palestras, bate-papos e oportunidades únicas de networking de negócios. Essa é a Missão Web Summit Lisboa, que chega a sua 5ª edição em 2021.

Os participantes da missão terão acesso a Web Summit, a maior conferência de tecnologia, inovação e empreendedorismo do mundo, com mais de 650 palestras com referências mundiais nessas áreas. No evento estarão presentes mais de 100 startups exibindo produtos e serviços e mais de 1.500 investidores, possibilitando um ecossistema de inovação e conexões que torna a experiência única.

Apoiada pela Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, a missão tem vagas limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo site https://www.missaowebsummit.com.br/ até outubro, mediante disponibilidade de vagas. As câmaras de comércio Brasil Portugal atuantes em 18 estados brasileiros oferecem descontos por meio de códigos promocionais, para ter acesso basta entrar em contato com a Federação pelos contatos abaixo.

SERVIÇO
Missão Web Summit Lisboa:
De 30 de outubro a 6 de novembro de 2021;
Site oficial: www.missaowebsummit.com.br
Contato para inscrições e mais informações: secretariace@cbpce.org.br

Ipea revisa de 3% para 4,8% o crescimento do PIB em 2021

Com o avanço da vacinação contra a Covid-19, há expectativa de crescimento mais sustentado da economia no segundo semestre deste ano

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta quarta-feira (30/6), a análise trimestral da economia brasileira. A recuperação significativa da economia desde o terceiro trimestre do ano passado motivou a revisão do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021, de 3% para 4,8%. Para o segundo semestre deste ano há expectativa de crescimento mais sustentado da atividade econômica, com o avanço da vacinação contra a Covid-19, o ambiente externo mais favorável e a redução das incertezas fiscais no curto prazo. Há projeção de crescimento interanual de 12,6% no segundo trimestre deste ano. Para 2022, os pesquisadores projetaram um crescimento de 2% para o PIB, inferior aos 2,8% previstos na divulgação anterior, feita em março na Carta de Conjuntura do Ipea, por conta do aumento da base de comparação, o PIB em 2021. Apesar desta redução, o crescimento acumulado no biênio passou de 5,9% para 6,9%.

As hipóteses cruciais para o cenário envolvem o controle da pandemia no Brasil por meio de vacinação e a manutenção de um cenário relativamente estável para a política fiscal no curto prazo – especialmente em relação ao teto dos gastos. O possível aumento das taxas de juros nos Estados Unidos representa um fator de risco, uma vez que pode pressionar o câmbio e os juros no Brasil.

O cenário externo favorável tem impactado positivamente a economia brasileira por meio da valorização das commodities exportadas pelo país, do aumento dos fluxos de comércio internacional e de condições financeiras globais que estimulam o apetite por risco e, portanto, maiores fluxos de capital para países emergentes. O preço internacional das commodities tem refletido a retomada da atividade econômica global, com forte crescimento nos últimos meses e nível histórico elevado. As exportações brasileiras deram um salto, tanto em volume quanto em valor, beneficiadas pelo crescimento da economia mundial e pelo aumento dos preços externos. De janeiro a maio deste ano, as exportações cresceram 40%, contra 12% no mesmo período do ano passado. As importações também se recuperaram, refletindo o nível de atividade interno, registrando crescimento de 21% nos primeiros cinco meses do ano em relação ao mesmo período de 2020.

A projeção para o IPCA em 2021 foi revista de 5,3% para 5,9%. A taxa de inflação acumulada em 12 meses, até maio deste ano, subiu de 6,8% para 8,1%, impactada pela alta nos preços monitorados e bens industriais. A alta de 2,1% nos preços administrados em maio refletiu não apenas o acionamento da bandeira vermelha e seus impactos sobre a energia elétrica, como também os novos aumentos dos medicamentos, do gás e da gasolina. A inflação dos preços monitorados foi revista de 8,4% para 9,7% este ano. Os bens de consumo industriais devem subir de 4,3% para 4,8%. A expectativa a inflação dos serviços livres, exceto educação, foi revisada de 4,0% para 4,2%. A inflação dos alimentos e da educação foi mantida em 5% e 3,8%, respectivamente. Para 2022, os pesquisadores preveem uma desaceleração da inflação, tanto para o IPCA quanto para o INPC. Sendo assim, o IPCA deve encerrar 2022 em 3,9%, levemente acima dos 3,7% estimados para o INPC.

O relatório apresenta indicadores de mobilidade no Brasil durante a pandemia de Covid-19 e os compara com indicadores de atividade econômica. Os pesquisadores mostraram a evolução dos indicadores de mobilidade, entre abril de 2020 e junho de 2021, nos quatro tipos de estabelecimentos mais relacionados à atividade econômica: lojas de varejo e locais de lazer; mercados e farmácias; estações de transporte público e locais de trabalho. Eles concluíram que houve queda da mobilidade em todos os locais entre o final de 2020 e os meses de março de abril de 2021, o que pode ter impactado negativamente a atividade econômica. A partir de maio, os indicadores de mobilidade voltaram a aumentar.

O cenário fiscal também foi analisado pelos pesquisadores do Ipea. Segundo eles, as contas públicas apresentaram melhora nos últimos meses. As receitas federais cresceram 16,6% em termos reais no acumulado do ano até abril. Esse crescimento, superior às projeções levou a uma revisão importante do total esperado para 2021, influenciando na queda do deficit primário previsto para o ano. As despesas previstas para o ano foram reavaliadas para baixo, diminuindo a necessidade de ajuste visando cumprir o teto de gastos da União. Para 2022, espera-se maior folga para o cumprimento do teto de gastos em função do comportamento esperado dos índices de preços que corrigirão o teto e parcela importante das despesas obrigatórias. A dívida como proporção do PIB beneficiou-se do superavit primário do primeiro quadrimestre e do crescimento nominal do PIB, que surpreendeu devido à aceleração do deflator implícito, além do maior crescimento real. Com isso, houve revisão para baixo da trajetória prevista para a relação dívida bruta/PIB nos próximos anos.

Acesse a Visão Geral da Carta de Conjuntura

Quer motivação da equipe? Sabe o que o líder conatus faz?

Por Leandro Franz, sócio e consultor da People+Strategy

São em momentos difíceis que se descobrem as verdadeiras lideranças. E cada vez mais, com equipes de gerações e mentalidades mais diversas, com novas culturas e tecnologias, o desafio de liderança só tende a aumentar. Um caminho possível de resposta pode ser prestar mais atenção aos afetos, à individualidade de cada membro do time.
Spinoza é conhecido como o filósofo dos afetos, tendo dissecado dezenas deles (amor, ódio, melancolia, ciúme, soberba, inveja, desejo etc.). Viveu em Amsterdã no séc. XVII, morreu aos 44 anos com uma obra imensa escrita e teve Einstein como seu seguidor mais famoso.


Um grande aprendizado de sua filosofia que pode ser trazido para o mundo corporativo é o conatus, um conceito que descreve a potência de cada pessoa, sua força de perseverar. Tudo o que acontece conosco afeta nosso conatus positivamente (gerando alegria e contentamento) ou negativamente (gerando dor e melancolia). E, da mesma maneira que temos paladares e gostos diferentes, cada individualidade tem seu “ritmo” de resposta a bons e maus encontros.
A cada minuto, somos afetados tanto de fora para dentro quanto de dentro para fora. Segundo Spinoza, “quando a mente é tomada de algum afeto, o corpo é, simultaneamente, afetado por meio da qual sua potência de agir é aumentada ou diminuída.”


Internamente, nossos pensamentos e funções biológicas fazem nosso conatus flutuar. Se você tem sede e pode tomar uma água, sente alegria. Se não tem como matar a sede, sente dor. Se você fica relembrando de um erro que cometeu, pode sentir vergonha e, com isso, baixar seu conatus. Se por acaso lembra de alguma conquista, fica satisfeito consigo mesmo e eleva seu conatus.


Do lado externo, ainda mais durante uma grande tragédia como a epidemia do covid-19 em que vivemos, somos afetados sucessivamente no encontro (hoje mais virtual) com outras pessoas, por notícias e eventos. Cada encontro desses afeta nossa força de perseverar. E aí entra o papel do líder em impulsionar positivamente o conatus de sua equipe. Com tantas más notícias, tantos medos e dores, como garantir que, ao menos no trabalho, todos tenham suas potências aumentadas?

Um conatus negativo pode levar a baixo desempenho e a novos conflitos que, em outros contextos, não emergiriam. Por mais “boa vontade” e ânimo que cada um tenha para trabalhar, por mais automotivação e discursos inspiradores, Spinoza afirma que ainda somos frágeis em relação ao mundo externo: “a potência humana é bastante limitada, sendo infinitamente superada pela potência das causas exteriores.”


Mas o que um verdadeiro líder pode fazer? O primeiro passo é reconhecer que cada evento, cada encontro afeta de modo diferente cada membro da equipe. É o famoso ditado popular, também citado por Spinoza em seu livro Ética: “cada cabeça, uma sentença”. Então, você conhece o que aumenta ou diminui o conatus do seu time? Quem se empolga com um novo desafio inesperado e quem se desestabiliza? Como está o momento do seu time? Você gerencia individualmente as diferentes reações aos afetos externos que seu time recebe e reconhece alavancas para cada colaborador?

Ao identificar o que aumenta a potência e a particularidade de cada um, o líder se torna mais próximo, mais inspirador e gera confiança para atravessar momentos difíceis. Ao ouvir, reconhecer e atuar sobre o que aumenta a “força de perseverar” de seu time, você melhorará o clima, a colaboração e os resultados, tornando-se um líder spinoziano, um verdadeiro transformador de conatus. E as complexidades da interações e culturas corporativas atuais demandam esse novo tipo de liderança.

Nova plataforma Kickante é lançada no Brasil

KICKANTE lança no Brasil sua nova plataforma – com novo design e novas ferramentas para possibilitar melhores conversões de valores e grandes resultados em captação de recursos, com o menor custo do mercado.

NOVIDADES E SEGURANÇA

Em um período no qual muitos empreendedores brasileiros sofreram uma considerável queda em sua renda, com a paralisação de setores-chave da economia brasileira, como eventos, cultura, esportes e turismo, novos caminhos para a captação de recursos se fizeram necessários, assim como novas ideias para oferecer ao público brasileiro opções inéditas e totalmente seguras.

Com isso em mente, a Kickante oferece, em sua nova plataforma, desde as melhores soluções em crowdfunding a um completo Marketplace Financeiro, com várias possibilidades inéditas no mercado brasileiro: campanhas de arrecadação agora podem ter prazo aberto, com a diminuição ou aumento dos dias de captação e a possibilidade de torná-los perenes, possibilidade de manter o valor captado em sigilo, evitando assim pressões indesejadas de terceiros e mantendo a segurança do projeto. Na Kickante é possível criar campanhas com recompensas, sem recompensas, com valores sugeridos, sem valores sugeridos, com ou sem foto dos produtos, com vídeo, sem vídeo: a Kickante se adequa ao criador .

A nova plataforma permite também que os valores arrecadados possam ser adiantados em conta – não é mais preciso esperar terminar a campanha ou bater a meta para ter acesso aos valores. Outra novidade na nova Kickante é a Carteira Digital: não quer enviar o valor captado para uma conta bancária devido a restrições, acessos indevidos aos valores, taxas abusivas ou apenas para manter o valor organizado e devidamente separado? É só manter o valor na sua Carteira Digital Kickante, por tempo indeterminado.

Com contribuição mínima de R﹩ 5,00, o proponente alcança mais pessoas e aumenta o seu impacto – uma iniciativa da Kickante para democratizar a realização de um projeto de sucesso.

A participação pode ser por cartão de crédito à vista ou parceladas em até 12x, boleto ou PIX, que tem sido o modo preferido de doação entre os brasileiros. E, principalmente, sem precisar criar uma conta na Kickante, mas com toda segurança.

Além disso, a Kickante oferece também a Contribuição turbinada, permitindo ao contribuidor aumentar o valor sugerido de uma recompensa, e assim, potencializar o resultado.

As metas podem agora ser por valor, por número de kicks (número mínimo de itens a arrecadar, como livros ou cestas básicas), ou ainda sem meta.

No Painel de Controle do usuário, cada centavo que entra é claramente contabilizado, em tempo real. Controlar as arrecadações também ficou muito mais fácil: a nova Kickante oferece total transparência sobre todos os valores captados.

Com a nova Kickante, é muito fácil começar uma nova campanha: basta responder a 10 perguntas e a página de captação é criada gratuitamente – agora com identificação em até 3 categorias. Outra novidade é a Comunidade Kickante é uma nova área, exclusiva em cada campanha, para que os doadores se tornem uma comunidade digital da iniciativa, com o envio de mensagens segmentadas para a lista de contribuidores, de acordo com o tópico que se quer divulgar.

A Kickante faz todo o trabalho de conversão para que o criador tenha foco no trabalho de divulgação, realizando e gerenciando toda a comunicação personalizada com os potenciais contribuidores do projeto por e-mail e telefone, para que se lembrem de efetivar contribuições, pagar o boleto, convidar amigos e doar mais. A regra é simples: traga o seu público e a Kickante converte.

Dentre as possibilidades de metas, é possível escolher os modos Flexível, Tudo ou Nada (só paga se bater a meta) e ainda, incluir em qualquer um deles valores Recorrentes (assinatura automática mensal, trimestral, semestral ou anual).

O novo site entrega um número maior de conversões, por trazer tecnologia americana de ponta, com toda segurança e confiança na apuração de dados.

NTT DATA anuncia abertura de mais de 50 vagas para profissionais no setor de tecnologia

A NTT DATA Business Solutions, uma das divisões de negócios da NTT DATA no Brasil, anuncia a abertura de mais de 50 vagas para profissionais de Tecnologia da Informação, em diversas áreas de atuação, como E-commerce e Vendas; Fiscal e Tributária, Desenvolvimento de Software, Infraestrutura e Suporte. Há, também, oportunidades para desenvolvimento de carreira em Recursos Humanos. 

As vagas, destinadas desde de aprendizes, consultores até cargos de gestão, estão disponíveis para profissionais de todo o Brasil, em especial para os estados onde a NTT DATA possui algumas de suas sedes, como São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As vagas são tanto no modelo presencial (retorno pós pandemia) e  também sob modelo remoto. Todas as entrevistas e apresentações dos novos profissionais serão realizadas, num primeiro momento, virtualmente. 

“Com a expansão acelerada dos negócios da NTT DATA no Brasil e na América Latina, diversos projetos estão sendo viabilizados, e com isso surgem novas possibilidades para o desenvolvimento de carreira em uma empresa jovem, sólida e que oferece grandes possibilidades e crescimento profissional. Criatividade, inovação, proatividade e senso colaborativo são características que enxergamos como essenciais nos profissionais que desejam nos apoiar na jornada de transformação digital de nossos clientes”, afirma Rosely Maximiano, responsável pela área de Recursos Humanos da NTT DATA Business Solutions. 

Ainda segundo a executiva, em 2020, a força de trabalho da empresa cresceu 15% e a perspectiva para 2021 é de expansão em torno de 35% no quadro de profissionais. “De janeiro a maio/21 já contratamos 116 profissionais em diversas posições. Nossa expectativa é encerrar o ano com a meta de 850 colaboradores nas diversas operações da companhia”, complementa Rosely. 

Para seus colaboradores, a NTT DATA disponibiliza diversos benefícios como: Vale Alimentação / Refeição, Plano de Saúde Nacional (acomodação em apartamento) e Dentário, Seguro de Vida, Previdência Privada, Programa de Participação nos Resultados e incentivos nas áreas de educação e esportes. A companhia também oferece plataforma de treinamentos online e programas de avaliação de desempenho, além de trilhas de carreira que levam em consideração as escolhas pessoais de cada profissional (carreira técnica e/ou de gestão); dentre outras iniciativas. 

Para checar as vagas e candidatar-se: acesse esse link