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Carreira de programadora: como se destacar em um ambiente ainda predominantemente ocupado por homens?

A área tecnológica vem ganhando espaço nos últimos anos. Apenas em 2020, o setor teve um crescimento de 310% no número de vagas, de acordo com a GeekHunter. Por ser um mercado conhecido como “masculino”, a presença das mulheres é essencial para quebrar esse paradigma e diminuir a lacuna de gênero, trazendo mais diversidade e inclusão no setor. 

Carla Marangoni De Bona, especialista em UX/UI e co-fundadora da {reprograma} – startup social que ensina programação para mulheres em situações de vulnerabilidade, explica que conhecer as comunidades de tecnologia, especialmente as que são dedicadas ao empoderamento das mulheres é o primeiro passo para que o público feminino comece a entender que o lugar também é delas dentro da área tecnológica. “Há diversas comunidades, algumas focadas mais na parte técnica e outras em empoderamento. O interessante de se aproximar desses grupos é que as mulheres vão encontrar diversas outras mulheres na mesma situação que ela, assim uma pode ajudar a outra nessa jornada”, comenta. 

O setor de tecnologia oferece várias oportunidades para quem quer atuar no mercado, na parte de programação, por exemplo, pode-se destacar duas frentes: front e back-end, a primeira é dedicada a interface do usuário, já a segunda está relacionada ao core da aplicação, realizando uma programação que somente o servidor irá entender. 

Para ajudar na formação das mulheres na área de T.I, o programa Todas em Tech, que vai impactar mais de 2 mil mulheres na área de programação até o final de 2022,  está com vagas abertas para suas duas próximas turmas. São 480 vagas para oficinas que vão apresentar o universo de programação e desenvolvimento, desse número total, 80 mulheres serão selecionadas para as segundas turmas, 40 para a turma de back-end e 40 para a turma de front-end. O projeto é desenvolvido pela {reprograma} em parceria com o BID Lab – Laboratório de Inovação do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento – e as interessadas podem se inscrever pelo link: https://reprograma.com.br/todas-tech/ até dia 16 de julho.  

O projeto irá destinar no mínimo 55% das vagas para mulheres negras e 5% para mulheres trans e travestis, e conta com o apoio das empresas Accenture, Creditas, Easynvest, Facebook, iFood e Nubank.

Como se destacar na área de programação

Uma programadora pode atuar em qualquer empresa que use tecnologia em seus processos, com soluções para a própria empresa, por exemplo. Abaixo, Carla destaca as principais áreas de atuação que uma mulher pode trabalhar:

  • Empresas de tecnologia que oferecer serviço sob demanda para clientes externos;
  • Startups, agência de publicidade e /ou marketing;
  • Áreas mais tradicionais, como programação web ou desenvolvimento mobile;
  • Ciência de dados, segurança de dados e inteligência artificial;
  • Desenvolvedoras freelancer: assumir projetos específicos ou entregar soluções de sites ou aplicativos para pequenos empresários.

Para ter destaque na área da tecnologia é necessário buscar conhecimento sólido em uma frente específica. Caso a mulher decida focar sua carreira em front-end, por exemplo, o ideal é que ela se aprofunde em uma linguagem específica e fundamentos de programação. Ao mesmo tempo, vale levar em consideração a habilidade em compreender várias disciplinas, como marketing, UX e vendas e de que modo elas se relacionam com a especialidade da profissional. 

“A dinâmica da especialista com habilidade de compreender outras áreas faz com que a profissional tenha maior capacidade de colaboração, já que a mesma terá mais insumos para acrescentar aos outros. Além disso, a maior capacidade de resolução de problemas também é vista como um diferencial”, explica a co-fundadora da {reprograma}. 

Migração de carreira

Pode acontecer no meio do caminho que a profissional queira mudar de área. Segundo Marangoni, a primeira coisa a se fazer é buscar entender melhor como funciona o dia a dia da nova área, o que esperar, expectativa salarial, entre outras informações relevantes. Depois, entender o momento profissional, uma vez que para adquirir bases da programação é necessário dedicar bastante tempo, desta forma a programadora conseguirá adquirir conhecimento para iniciar sua transição de carreira. 

“Investir no autoconhecimento para entender os pontos fracos e fortes também é importante para iniciar essa nova jornada”, completa Carla. 

Programa DF Inovador selecionará 30 empresas e instituições do DF e Ride para uma jornada de inovação de 3 meses

O Programa DF Inovador, realizado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e executado pela Softex, anuncia o lançamento do edital de chamada para inscrição de empresas e instituições do Distrito Federal (DF) e da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE) interessadas em desenvolver uma cultura de intraempreendedorismo em suas organizações.

Nesta chamada, focada em inovação corporativa, desenvolvimento de intraempreendedores e de talentos para as novas carreiras digitais, serão selecionados 30 participantes para uma jornada de inovação com duração de três meses. Durante o processo eles receberão capacitação, acompanhamento e mentoria para o desenvolvimento de projetos de inovação executados por seus talentos internos e utilizarão o ecossistema local como um importante ponto de apoio.

“Segundo pesquisa Endeavor, o DF ainda tem muito a evoluir em termos de cultura empreendedora se comparado a outros estados brasileiros que possuem um ecossistema mais fortificado e conectado. Para mudar essa realidade e promover esse aculturamento é preciso discutir e trabalhar a pauta do intraempreendedorismo dentro das empresas e instituições. E isso só é possível através da realização de ações de capacitação e de práticas de desenvolvimento de projetos, atividades previstas no DF Inovador”, explica o coordenador de Tecnologia e Inovação da FAPDF, Gilmar Marques.                                                                                                                           

O gestor destaca que a pesquisa Endeavor está correta, mas pondera que o ecossistema local já começa a reagir a esse quadro, pois ações como o programa Start BSB e outros projetos do Programa de Animação do Ecossistema de Inovação do DF já mostram números que apresentam uma mudança no comportamento dos empreendedores do DF (de todas as regiões administrativas), com um número significativo de ideias e propostas de novos negócios e maior aproximação desses atores com investidores, setor produtivo e governo.

“Empreender  dentro da organização, ou seja, intraempreender,é uma forma segura de inovar e de mantê-la competitiva, otimizando processos, gerando eficiência e maior valor de mercado não apenas agora, mas também no futuro. Todas as empresas, independentemente de seu porte ou ramo de atuação, poderiam considerar essa estratégia”, analisa Diônes Lima, vice-presidente executivo da Softex.

Com recursos da ordem de R$ 3,5 milhões e execução de 18 meses, a proposta do Programa DF Inovador é promover a inovação e a transformação digital de empresas e organizações da região, bem como desenvolver talentos conectados à nova economia digital. Ele também tem papel estratégico no esforço de transformar Brasília em uma Cidade Inteligente, iniciativa conduzida pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), com o apoio da FAP-DF e do SEBRAE-DF.

“No projeto Brasília Inteligente, um dos Objetivos Estratégicos é o desenvolvimento econômico, pois se entende que a melhora da qualidade de vida da população está diretamente relacionada com melhoria da renda de forma distribuída. O empreendedorismo é um elemento crucial para desenvolvermos nossa economia. A FAPDF tem focado nesse tema, e o DF Inovador vem complementar outras iniciativas em curso. Unimos aqui os recursos e o direcionamento estratégico da FAPDF com a reconhecida excelência de execução da Softex”, destaca Luciano Sousa, subsecretário de Cidades Inteligentes da Secti -DF.

O Programa DF Inovador tem quatro eixos principais: intraempreendedorismo e inovação corporativa; inovação aberta com empresas conectadas ao ecossistema de Inovação; identificação de talentos para a economia digital e internacionalização.

A próxima etapa será a chamada de Inovação Aberta, a partir de setembro, que promoverá a conexão das empresas ao ecossistema de inovação. A fase de capacitação em internacionalização acontecerá a partir de 2022.

Para informações detalhadas sobre o edital de intraempreendedorismo, acesse http://softex.br/editaisechamadas/

Funcionários do LinkedIn terão sextas-feiras mais curtas em julho e agosto

O LinkedIn, maior rede social profissional do mundo, acaba de anunciar mais uma ação para cuidar da saúde mental dos funcionários. Nos meses de julho e agosto, todos os funcionários do Brasil e do mundo trabalharão somente metade do experiente nas sextas-feiras. 

Esta é mais uma iniciativa do programa LiftUp!, desenhada para dar suporte às equipes neste período de trabalho remoto. Além de workshops voltados para o autocuidado e gerenciamento do dia a dia, a empresa oferece dias sem reunião para que todos possam focar nas entregas, horários flexíveis, uma licença remunerada de um mês para ajudar no cuidado de filhos menores de 13 anos ou familiares idosos, além de uma semana de folga dada para todos os funcionários em abril.  

Alguns benefícios também foram repensados. As sessões de terapia estão sendo disponibilizadas virtualmente com a possibilidade de membros da família também usufruírem desse benefício (sem limite). Antes da pandemia, os funcionários tinham direito a até 20 sessões por ano. 

Prodam SP lança programa de diversidade e inclusão

A Prodam SP, empresa de tecnologia da cidade de São Paulo, passa a oferecer a partir de agosto, o programa Novo Olhar de Diversidade e Inclusão voltado especialmente aos grupos mais vulneráveis da sociedade. A iniciativa tem como diretriz realizar ações para as áreas de equidade de gênero, raça e etnia, pessoas com deficiência, socioeconômico e LGBTQIA+. Os objetivos do programa consistem em garantir um ambiente de trabalho livre de preconceito e discriminação, em que cada pessoa possa ser quem realmente é.  

A primeira fase do Novo Olhar será a inclusão de mulheres pretas na área de TI, a ser realizada em parceria com a Preta Lab, Instituto de Oportunidade Social, Passos Mágicos e CIEE. Serão 25 vagas de estágio que deverão ser preenchidas até o final de 2021. A proposta é que os estagiários completem os 24 meses de permanência, com ciclos de seis meses em cada área técnica da empresa. “Nossa proposta é trazer a oportunidade para este público participar de estágio na Prodam, que tem grande conhecimento e atua há 50 anos na área de tecnologia da cidade”, explica Johann Dantas, presidente da companhia.  

Além do programa de estágio será promovido em setembro um hackathon voltado exclusivamente para mulheres. A iniciativa prevê parceria com o CodeLab – grupo de extensão presente na USP e na UFABC – e conta com o apoio das organizações Programaminas, Preta LabCarambolaProgramariaPassos Mágicos e Instituto de Oportunidade Social.  

As inscrições para o programa de estágio do Novo Olhar da Prodam SP estarão abertas a partir de 19 de julho pelo endereço estagio@prodam.sp.gov.br

Mais informações para a Imprensa:  

Lucas Campagna Filho (lcfilho@prodam.sp.gov.br)  

Prodam SP  

Tel.: 19 99710 8051  

Mobees anuncia aporte de R$ 5,5 milhões

Fundada durante a pandemia, a Mobees, plataforma de mídia exterior digital sobre carros de aplicativos, anuncia aporte de R$5,5 milhões. O investimento foi feito pela We Ventures, fundo encabeçado pela Microsoft junto de outras grandes empresas do mercado como Flex e Multilaser, o primeiro da América Latina 100% dedicado a investimento em mulheres em tecnologia. O valor será utilizado para o projeto de expansão nacional e também no crescimento do time de vendas, marketing e tecnologia. A rodada de captação ainda está em aberto e a startup está avaliando propostas de outros investidores. Em 2020, a Mobees anunciou um primeiro investimento com participação da Canary, Norte Capital e outros investidores anjo.

“Estamos felizes com a chegada do We Ventures na Mobees, sobretudo pelo trabalho que o fundo tem feito para apoiar o empreendedorismo feminino no Brasil. Hoje, além de inteligência, experiência no mercado e conexões, acredito que é igualmente importante que os empreendedores priorizem os VCs que possuem um alinhamento de convicções com a empresa. É um smart money só que com propósito, o que dá muito mais sentido à parceria e torna o relacionamento muito mais virtuoso” explica Flávia Coelho, CMO da Mobees. Além do significado do investimento para a startup, a fundadora também espera que outros fundos se inspirem neste exemplo e passem a olhar mais para startups fundadas por mulheres e reconheçam sua importância nesse segmento, tornando o ecossistema mais igualitário.

Com o propósito de fomentar e fortalecer ainda mais o empreendedorismo feminino, ter uma das sócias como fundadora foi mais um dos fatores que reforçou o compromisso da We Ventures nesse mercado e garantiu que a abertura da rodada acontecesse. Segundo um estudo feito pelo Distrito Dataminer, em parceria com a B2Mamy e Endeavor, apenas 9,8% das startups brasileiras possuem mulheres em seu quadro de fundadores, um número extremamente baixo entre as 13 mil startups que formam o ecossistema brasileiro.

Prestes a completar um ano de operação, a marca redefiniu a experiência de anunciar nas ruas, desenvolvendo a primeira solução de mídia sobre rodas, 100% digital e em escala não apenas do Brasil, mas de toda a América Latina. “A chegada do We Ventures à Mobees, com o apoio da Microsoft, demonstra que estamos no caminho certo para construir uma nova plataforma de mídia digital em escala. As ruas das grandes cidades são a nova fronteira da Internet e queremos que anunciantes de todos os portes e segmentos conversem com milhões de brasileiros em sua jornada diária, de forma tão simples, ágil, acessível e mensurável quanto é anunciar online”, conta Fábio Barcellos, CEO e cofundador da Mobees.

“Ter acesso privilegiado às principais tecnologias da Microsoft em cloud e edge computing, machine learning, inteligência artificial e IoT seguramente irá acelerar o alcance de nossa visão de mercado, além de nos dar maior segurança para expandir nossa presença, não apenas no Brasil, mas também na América Latina e outros mercados promissores ao redor do mundo”, afirma Lyra Júnior, co-founder e CTO da Mobees.

Criada no Rio de Janeiro, a plataforma inovadora, hipersegmentada e em escala vem transformando o mercado out-of-home brasileiro, tornando-o mais acessível e mensurável. A empresa conta ativamente com mais de 25 clientes em vários segmentos, sendo nomes como Faculdade Descomplica, Unimed, Motorola, TIM, Oi, Claro, Globoplay, HBO GO, Diageo, O Boticário, Dasa, entre outros, e já foram mais de 100 campanhas veiculadas.

Com esse investimento, a startup pretende ir além da capital carioca. Nos próximos meses, o destino esperado é São Paulo e mais duas capitais ainda em estudo. “Além de levar nossas soluções para outras cidades, queremos alcançar mais de 40 clientes ainda neste ano. Hoje, operamos com 400 telas instaladas em 200 carros de aplicativos que rodam pelas ruas do Rio de Janeiro. Queremos chegar a 600 telas ainda em 2021”, reforça a CMO. E as expectativas ainda incluem um aumento de 4 a 5 vezes no faturamento dos próximos 12 meses.

Além de ser uma solução pioneira no mercado de mídia exterior, a startup também conta com um propósito social muito forte desde a sua criação: auxiliar os motoristas de aplicativos, disponibilizando uma renda extra àqueles que se tornaram parceiros da marca. Desde o início da operação, já foram mais de R$750 mil reais destinados a essa causa e a fila de espera conta com mais de 30 mil motoristas.

“Estamos muito animados com a entrada da Mobees em nosso portfólio, não apenas pelas sinergias enormes com nossos cotistas, mas também pelo grande potencial de expansão nacional e internacional deste produto. Somando nossas conexões a este time incrível de empreendedores experientes e super qualificados, temos certeza de que a Mobees será um grande sucesso” exalta Marcella Ceva, Head do We Ventures.

A diversidade nas empresas pela lógica filosófica de Spinoza

Por Leandro Franz, sócio e consultor da People+Strategy

Muito se fala em diversidade nas empresas, mas poucos compreendem “matematicamente” os benefícios de uma equipe diversa. Um bom modelo para compreender o tema pode vir da filosofia “geométrica” de Spinoza**. Seu livro mais famoso e revolucionário já antecipa essa preocupação no próprio título “ÉTICA DEMONSTRADA SEGUNDO A ORDEM GEOMÉTRICA”.

E o que a Ética de Spinoza tem a ver com diversidade? Tudo! Um conceito fundamental de sua teoria é o encontro de indivíduos diferentes e como esses encontros afetam cada um dos envolvidos. E não precisam ser humanos. Ele define indivíduo como qualquer coisa (objeto, coisa, pessoa, animal, bactéria), pois seu foco se dá nos encontros. Assim, uma pessoa tropeçar em uma pedra é um indivíduo tropeçando em outro. Um vírus invadindo uma célula também representa a interação de dois indivíduos. Uma gota de chuva molhando uma planta é um indivíduo (água) interagindo com outro (folha da planta).

Para exemplificar, imagine que você vai conhecer pela primeira vez o mar. Chega à praia e vê ondas gigantescas ali e fica com medo. Esse “encontro” com o indivíduo “mar” fica na sua memória como algo ameaçador. Se você nunca mais voltar à praia, para sempre o indivíduo “mar” será uma lembrança ruim. E aí entra a diversidade. Se você não desistir e buscar outras praias, descobrirá que cada uma tem sua característica. Umas são calmas, outras são mais transparentes, outras têm muitos peixes, outras algas e corais.

Spinoza vê como positiva essa organização, essa busca por novos encontros com cada tipo de indivíduo. Ele afirma que “quanto mais um indivíduo é capaz, em comparação com outros, de agir simultaneamente sobre um número maior de coisas, tanto mais sua mente é capaz, em comparação com outras, de perceber, simultaneamente, um número maior de coisas”.

Assim, no exemplo que estamos utilizando, quanto mais encontros diferentes uma pessoa tiver com o mar, mais complexa fica sua memória e conhecimento sobre ele. Até mesmo voltar na mesma praia em horários diferentes traz outras percepções sobre aquele indivíduo. Ficar restrito a encontros iguais (mesma praia, mesmo horário, mesmo dia) reduz a capacidade de análise e a profundidade do conhecimento sobre aquele indivíduo.

E aí que entra a diversidade. Quanto mais diversos e complexos esses encontros, maior é o conhecimento e a geração de ideias novas sobre o tema, mais aprendizados cada um leva dessas interações, maior possibilidade de surgirem insights inovadores.

Voltando ao mundo corporativo, imagine que cada colaborador da empresa é uma “praia”. Se todos os contratados são praias iguais, qual o limite de profundidade das discussões e dos encontros? Como serão geradas ideias inovadoras se todos veem uns aos outros como clones, como praias-padrão?
Uma organização com indivíduos similares (mesma origem social, mesma formação, etnias, experiências de vida, histórico) possui dois grandes problemas: 1) os encontros pouco complexos produzirão as mesmas ideias clichês; 2) e a constante convivência com ideias clichês limitará o desenvolvimento intelectual de cada um. Sem acesso a praias diferentes, os colaboradores manterão o mesmo preconceito sobre o mar. Quando esse simplismo contamina as análises de concorrentes, clientes e produtos, pode ser a gota d’água para a empresa perder mercado.

Aqui vale um último exemplo, mostrando a geometria das interações nos times. Analisando a figura, uma equipe de 5 pessoas possui 10 linhas de interação umas com as outras. Uma equipe de 10 pessoas já possui 45 linhas de interação. Adicione só mais 4 pessoas e as interações dobram! Imagine essa sopa de interações com todos os membros do time sendo similares. E imagine a mesma sopa, mas com cada integrante trazendo experiências, formação, origens diversas. Em qual desses cenários você acredita que haverá maior inovação ou mesmo maior profundidade de análise?

Conclusão: temos a demonstração matemática dos benefícios da diversidade já desde o século 18. Lutar contra esse fato em pleno século 21 não passa de ignorância geométrica. Antes de tudo, existe a escolha moral de buscar maior diversidade nas equipes. Se a escolha moral não for suficiente, esperamos que essa justificativa matemática seja um divisor de águas para você rever o capital humano de sua organização.

*Spinoza é conhecido como o filósofo dos afetos, tendo dissecado dezenas deles (amor, ódio, melancolia, ciúme, soberba, inveja, desejo etc.). Viveu em Amsterdã no séc. XVII, morreu aos 44 anos com uma obra imensa escrita e teve Einstein como seu seguidor mais famoso.

Localiza oferece 8 mil bolsas de estudo gratuitas para formar desenvolvedores em todas as partes do Brasil

Em continuidade ao compromisso de contribuir para a capacitação de novos profissionais de tecnologia no país, a Localiza anuncia na quarta-feira (30), a segunda fase do Órbi Academy Techboost. Serão oferecidas 8 mil bolsas gratuitas de formação de desenvolvedores direcionadas a pessoas de todas as idades, com prioridade para a inclusão de mulheres, membros da comunidade LGBTI+, pessoas com deficiência, pessoas negras e mais de 50 anos que moram no Brasil.

Os participantes que mais se destacarem terão a oportunidade de fazer parte do Localiza Labs, laboratório de inovação e dados da Companhia, com mais de 700 profissionais de tecnologia. A iniciativa integra o programa #MeuFuturoÉTech, que busca formar novos devs para atuarem na empresa e no mercado. Os interessados podem se candidatar até o dia 30 de julho no site do programa .

Com duração de três meses, o curso irá ensinar programação utilizando a ferramenta React, voltada para a criação de interfaces para usuários, como o feed das redes sociais. Trata-se de uma biblioteca JavaScript bastante popular, altamente eficiente e aceita pelo mercado, sobretudo após o Facebook usá-la em seu mural de notícias. Após concluir o curso, os devs estarão habilitados a construir uma aplicação web completa.

Os participantes poderão começar seus estudos logo após a inscrição e têm até o final de outubro para concluir todo o conteúdo. As aulas serão ministradas pela DIO, uma startup que reúne mais de 500 mil desenvolvedores em sua comunidade, focada na formação, atualização e conexão de profissionais com o mercado de trabalho. Contam ainda com o apoio das lideranças do Localiza Labs, que farão lives e mentorias.

“Queremos ser inclusivos e alcançar também pessoas que não têm acesso a uma educação de qualidade ou que não acreditam que podem ser profissionais de tecnologia. O mercado está carente de bons devs e acreditamos que, quanto mais diverso for esse setor, mais soluções criativas, disruptivas e inovadoras serão criadas”, explica André Petenussi, CTO da Localiza.

Para engajar um público diverso, a Companhia acionou os grupos do Programa de Diversidade e Inclusão da Localiza para atuarem na mobilidade de coletivos e organizações de todo o país. “Somos uma empresa cidadã e acreditamos que a construção do futuro da mobilidade sustentável só será possível a partir de um mundo mais respeitoso, diverso e inclusivo”, afirma Rozalia Del Gaudio, diretora de Sustentabilidade e Comunicação da Localiza.

Para Anna Martins, CEO do Órbi Conecta estamos vivendo um abismo entre os talentos disponíveis no mercado e as habilidades técnicas e comportamentais que as empresas buscam para compor seus times. “Participar do Órbi Academy Techboost é acelerar sua conexão com o mercado. O desenvolvedor irá aprender e praticar o necessário para resolver os problemas reais que ocorrem no dia a dia da Localiza”, comenta.

O Órbi Academy Techboost é realizado pelo Órbi Conecta e a DIO, em parceria com Localiza, MRV, Take Blip e Inter. Juntas, as quatro empresas estão oferecendo, até o final de 2022, 130 mil bolsas gratuitas para a formação de desenvolvedores.

#MeuFuturoÉTech – Órbi Academy Techboost

Inscrições: 30/06 a 30/07

Público-alvo: pessoas de todas as idades interessados em obter nova formação

Site:Localiza Labs

Formação gratuita

O Vale do Genoma, as startups e as grandes empresas

Por Paulo Humaitá, Fundador e CEO da Bluefields

Em junho, a ideia saiu do papel, o Vale do Genoma foi lançado e finalmente se tornou uma realidade. A iniciativa de quádrupla hélice, que envolve governo, sociedade civil, universidade e empresas, é um pequeno passo para algo gigante que precisa ser observado de perto. Tal realização, coloca Guarapuava pareando o mundo em algo totalmente disruptivo, a combinação entre estudos genômicos e inteligência artificial. A revolução da ciência combinada ao uso do mapeamento genético e sua aplicação em diversas áreas, impulsionam a indústria brasileira em uma nova perspectiva e nos colocam em outro patamar. Pois é, o Paraná não para!

O estudo do genoma está interligado à inovação dos setores: saúde, agro e pecuária. Estas são soluções conectadas à convergência Biodigital, a meu ver, o presente e o futuro das startups brasileiras. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), mais de 26% do PIB brasileiro está ligado ao agronegócio, e em time que está ganhando só mexe para continuar campeão. O Brasil tem um dos melhores sistemas de pesquisas do mundo; apesar disso, um dos grandes problemas é fazer a conexão do mundo da academia com as parcerias privadas, por isso digo que o Vale do Genoma chegou para fazer esta ponte de uma maneira rápida e prática. Durante as primeiras semanas de julho, tenho participado como avaliador convidado da Vitrine Tecnológica, onde pesquisadores apresentam, no formato de um pitch, os avanços e maturidade tecnológica. Em um espectro muito rico de novas possibilidades: do campo no mapa genético da soja à saúde humana em tratamentos do câncer.

Serão 223 pesquisadores aplicando pesquisa diretamente onde o desafio se encontra. Seja no desenvolvimento de um remédio que contribua para o alcance de uma melhor qualidade de vida, no controle de uma praga que surgiu e é específica em alguma plantação, para alterar geneticamente alimentos e torná-los ainda mais nutritivos ou auxiliar em novos tipos de rações para aprimorar a qualidade de produtos de origem animal. São muitos os exemplos e, da mesma forma que é necessária a atuação dos pesquisadores, os empreendedores brasileiros são peças fundamentais para transformar o conhecimento em produto e aplicá-lo ao mercado. O futuro do ecossistema brasileiro de inovação passa pelo Vale do Genoma.

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) já criou a atmosfera necessária que alinha os interesses científicos com as empresas privadas: há um incentivo enorme para o lado das agtechs; o Vale do Genoma é mais um chamado para animar e capacitar o sonho de empreender, alinhado aos melhores players do mercado brasileiro. É necessário reforçar isso nas universidades, outro ambiente com possibilidade de empreender – e suas incubadoras – e continuar essa discussão na sociedade civil que, por vezes, sofre com algum problema na prática, mas não sabe o caminho para buscar a solução e, claro, o estado deve ser um dos caminhos para reunir todos esses interesses em projetos e colocá-los para evolução, ainda mais num país como o Brasil, que tem em seu gargalo a ciência e a tecnologia.

Para além dos novos empreendedores, deve-se dizer que as empresas Jacto e Repinho são as primeiras a investir capital e desenvolver projetos no Vale. As empresas brasileiras já consolidadas devem também apostar neste projeto robusto. É o futuro e é agora. Todos esses setores que mencionei são perenes e estão em constante processo de transformação; a sagacidade de estar presente nas tendências antes de acontecerem, só ocorre quando a transformação é pauta das corporações.

Por fim, viva a bioinovação brasileira. Vida longa ao Vale do Genoma, e que iniciativas grandiosas como essa sejam apenas uma semente para tantas outras que este grande país é capaz de realizar.

Shopping Eldorado leva lojas do empreendimento para a Amazon.com.br

Centro comercial paulista terá página exclusiva em Amazon.com.br em que dezenas de lojistas disponibilizarão milhares de produtos

Combinar os mundos online e offline não é mais considerado uma tendência para o varejo, mas uma realidade consolidada. Como estratégia de marketing e vislumbrando novas oportunidades em meio ao distanciamento social, o Shopping Eldorado, na Zona Sul de São Paulo, levará agora as suas lojas para a Amazon.com.br.

Com a iniciativa, o empreendimento ganha uma página exclusiva na Amazon e permite aos lojistas digitalizar estoques e vender milhares de produtos para consumidores de todo Brasil. Em https://www.amazon.com.br/shoppingeldorado , o cliente encontra os produtos da sua loja favorita. Ele efetua suas compras no conforto da sua casa e recebe seus produtos em qualquer lugar do país.

Para facilitar a inserção do mundo online dos lojistas do Eldorado, a Amazon.com.br está implementando dentro do shopping o FBA Onsite – Logística da Amazon, solução que permite aos vendedores parceiros vender seus produtos em Amazon.com.br, sendo que a coleta e o envio são feitos pela Amazon. “O FBA Onsite – Logística da Amazon, é uma solução que os vendedores parceiros adoram pois traz mais eficiência logística e dá oportunidade de terem produtos elegíveis ao selo Prime, que oferece frete rápido e gratuito para membros Prime. Sob o ponto de vista prático, eles podem manter os produtos em seus estoques, controlar o inventário dedicado à Amazon por meio de um sistema operacional e, após o processamento do pedido, nós coletamos no Shopping Eldorado e entregamos para todo o Brasil”, afirma Ricardo Garrido, Diretor de Vendedores Parceiros da Amazon no Brasil.

Para Sergio Nagai, Superintendente do Eldorado, a estratégia busca acelerar o processo de digitalização do shopping center e contribuir com as vendas dos lojistas em um momento atípico. “Cabe a nós oferecer uma rede de apoio aos nossos operadores neste processo. Em pesquisa do Ibope, identificamos que 46% da população tem aumentado a participação do consumo online com maior recorrência do distanciamento social. Os shoppings e o varejo como um todo precisaram acelerar o processo de digitalização e diversificação de canais para atender a um modelo de negócio que se consolida ainda mais”, explica.

Pierre Fabre e BASF abrem desafio para startups para soluções em cosméticos e embalagens

O grupo Pierre Fabre, uma das principais empresas farmacêuticas e de dermocosméticos do mundo, em parceria com a BASF, está lançando um novo desafio para startups em busca de soluções para produtos cosméticos com tecnologia de limpeza a seco. A nova jornada está sendo lançada por meio da Central de Startups do onono – Centro de Experiências Científicas e Digitais da BASF, e é voltada a startups especializadas em inovação de produto, dermocosméticos e soluções sustentáveis de embalagens.

A proposta é transformar a experiência de uso de shampoo a seco, não só para as tecnologias cosméticas, como também em embalagens, seguindo alguns critérios considerados no desafio, como o uso de ingredientes naturais e redução de impacto ambiental. A perspectiva é encontrar soluções inovadoras e sustentáveis que consigam apresentar um conceito viável para o produto. As startups com as melhores propostas poderão desenvolver um projeto piloto e se tornar parceiras ou fornecedoras da Pierre Fabre.

Para se inscrever e saber mais detalhes sobre o desafio proposto é preciso fazer a inscrição até o próximo dia 16/07, no link https://acontece.onono.com.br/desafio-ecommerce_pierre. Há o pedido de que o pitch de apresentação das startups seja preferencialmente em inglês, mas é possível indicar com antecedência se for usar outro idioma.

Escalando a Indústria 4.0 com IA e nuvem híbrida

Por Camilo Rojas, responsável pelas plataformas Information Architecture& Cloud Pak for Data na IBM América Latina

A inteligência artificial (IA) está se tornando cada vez mais sofisticada. Para organizações de todos os tamanhos, isso significa que podem usá-la com mais facilidade para ajudar a resolver problemas cruciais e complexos.

No cenário desafiador do ano passado, a IA desempenhou um papel de destaque. Os varejistas a usaram para agilizar remessas de pedidos, reimaginar suas lojas como centros de distribuição e garantir que os consumidores pudessem acessar os produtos, mesmo quando as compras nas lojas foram totalmente suspensas. No setor de serviços, a implantação da IA ​​cresceu para ajudar a manter as redes elétricas em funcionamento, gerenciando problemas como o risco com a vegetação ou ações preventivas diante de eventos climáticos adversos. A IA também está nos ajudando a construir melhor, analisando e rastreando requisitos complexos de engenharia para equipamentos como aviões, respiradores e naves espaciais, usados ​​em situações que não admitem falhas.

É precisamente quando a IA é combinada com outras tecnologias habilitadoras que começamos a ver alguns dos caminhos que se abrem para o que chamamos de Indústria 4.0. Quando combinada com a Internet das Coisas, a IA pode analisar dados dos sensores e prever falhas de ativos industriais, como equipamentos de fábrica, sistemas de ar-condicionado e linhas de montagem. Pode também otimizar a programação da ordem de serviço de ativos, analisar riscos de falha e permitir que os gerentes priorizem os reparos com base em critérios diferentes. A inspeção visual está sendo usada para detectar defeitos de fabricação e ajudar a manter a segurança do trabalhador graças à análise de vídeo em tempo real.

Câmeras, balizas e sensores podem monitorar uma instalação 24 horas por dia, sete dias por semana. Com a ajuda da inteligência artificial que pode separar o sinal do ruído, as organizações podem garantir que informações valiosas não sejam perdidas e começar a automatizar partes cada vez mais complexas de seus processos de manufatura e produção. Esses componentes básicos da Indústria 4.0 já estão maduros e prontos para serem implantados nas empresas se forem acompanhados do investimento necessário em infraestrutura digital para sustentá-los.

Abrindo caminho para a Indústria 4.0 com nuvem híbrida

As tecnologias de IA e IoT são dois dos pilares fundamentais da automação industrial em grande escala, o que chamamos de Indústria 4.0. No entanto, escalar qualquer uma dessas aplicações também representa novos desafios que exigem um terceiro componente: a nuvem híbrida.

Vamos pensar no número de fontes de dados que podem estar em um único chão de fábrica, desde sensores de calor e de ocupação até câmeras que gravam dados visuais e monitoram a segurança do local de trabalho. Se extrapolamos isso para uma organização maior com várias instalações diferentes, talvez até tipos diferentes de instalações, a quantidade de dados a serem processados​​ aumenta exponencialmente. Os modelos de IA necessários para classificar todos os dados tornam-se muito mais complexos. E talvez o mais importante é que o tempo passa a ser uma variável fundamental: um modelo capaz de indicar somente depois de um mês que houve uma aglomeração de funcionários em um determinado corredor não é particularmente útil. Para tirar proveito dos insights preditivos, deve haver a capacidade de agir com base nesses insights imediatamente, o que significa ser capaz de realizar cálculos na borda, onde esses insights são coletados.

Esses três componentes, a capacidade de coletar e armazenar grandes e variáveis ​​quantidades de dados, a capacidade de executar modelos ou outro software nesses dados e a capacidade de fazer isso em qualquer lugar que quiser exigem uma pegada de infraestrutura que se estende da borda ao centro de dados e a nuvem. Para ser eficiente, é necessário um plano de gerenciamento perfeito em toda a infraestrutura. A nuvem híbrida facilita isso com uma plataforma comum baseada em contêiner que pode ser executada em todos os locais de infraestrutura. Oferece a capacidade de escalonar automaticamente com base em suas cargas de trabalho. E oferece a flexibilidade de executar sua plataforma em qualquer nuvem, pública, privada ou na borda.

Em um contexto de Indústria 4.0, a nuvem híbrida é o que conecta os pontos. Ela disponibiliza os dados, a inteligência artificial, as ferramentas e o software dos quais seus funcionários precisam, onde eles precisam. E quanto mais fácil é a tarefa para as pessoas, mais tempo, atenção e capacidade podem dedicar à resolução de problemas mais interessantes, complexos e caros.

Bayer e AgTech Garage firmam parceria em programa que conecta fruticultores do Nordeste a startups

Projeto envolve grupos de produtores de uva do Vale do São Francisco e prevê encontros mensais para discutir inovação
Falta de estrutura nas fazendas e de entendimento sobre como novas soluções podem ser utilizadas no campo são alguns dos entraves para uma maior adoção de tecnologia pelo produtor rural, segundo pesquisa recente da consultoria McKinsey. Em algumas culturas e regiões, esses obstáculos são ainda mais desafiadores. A fim de ajudar a solucionar esses gargalos, a multinacional de saúde e nutrição Bayer se uniu ao hub de inovação AgTech Garage para levar conhecimento e soluções inovadoras a um grupo de produtores de uva no Nordeste, na região do Vale do São Francisco.

Parte do programa For Farmers , iniciativa da AgTech Garage que consiste em uma série de encontros para conectar agricultores ao ecossistema de startups, o primeiro projeto terá como parceiros a Bayer, o LifeHub SP – hub de inovação da companhia -, e a plataforma de agricultura digital Climate FieldView. O grupo de produtores de uva tem se reunido mensalmente desde o segundo trimestre e, por um ano, vão discutir entre eles e com parceiros como soluções inovadoras podem contribuir e fomentar uma maior produtividade, rentabilidade e sustentabilidade na região do Vale do São Francisco.

Nessas conversas, os agricultores poderão interagir com especialistas, aprofundar o conhecimento sobre conceitos, ter contato com ferramentas que impulsionam a sustentabilidade e rentabilidade da lavoura, como a Climate FieldView, ou até mesmo ouvir propostas de outras agtechs que possam apoiá-los em suas atividades.

Para Fernanda Eduardo, Gerente de Digital & Inovação do LifeHub, o projeto é uma oportunidade de fomentar e impulsionar a transformação digital de empresas do agro distantes dos grandes polos e contribui para a missão da Bayer de pensar em inovação de forma colaborativa. “A Bayer carrega consigo o compromisso de promover a ‘Saúde para Todos e Fome para Ninguém’ e acreditamos que, integrado aos nossos três pilares estratégicos (pessoas, inovação aberta e sustentabilidade, podemos alcançar sucesso neste objetivo”, comenta a executiva.

Ainda segundo Fernanda, as soluções oferecidas pela Bayer são voltadas para atender as necessidades de propriedades rurais, seja de grande, médio ou pequeno porte. “Este projeto é uma nova maneira da Bayer de se conectar com o produtor rural para trabalharmos juntos novas formas de elevar o potencial produtivo da região do Vale do São Francisco, que já é imenso”, complementa.

Os encontros mensais permitem que os próprios produtores discutam quais dores têm em comum para, em seguida, mapear novas formas de resolvê-las, de acordo com José Tomé, CEO do AgTech Garage. “A intenção é que seja um projeto contínuo, na medida em que startups e produtores vão interagindo e evoluindo com as soluções. O For Farmers busca proporcionar a diferentes grupos de produtores uma experiência única de relacionamento com o ecossistema de inovação e empreendedorismo por meio de encontros recorrentes com essas startups”, comenta Tomé.

Após a fase de buscar soluções, das startups que participarão do programa – previamente selecionadas pela Agtech Garage – apenas as que também fizerem sentido para os produtores avançarão para os testes práticos nas fazendas.

Distantes dos grandes polos

A produção de uvas na região do Vale do São Francisco teve início nos anos 60. Desde então, a região tem se tornado referência tanto no Brasil quanto em outros países. Apesar disso, por estarem distantes de grandes polos de inovação, produtores da região nem sempre são o alvo prioritário da atenção de empresas que disponibilizam tecnologias para o setor.

“Por ser uma atividade com pequenas propriedades quando comparada com grandes cultivos, somos pouco enxergados”, relata Eliemerson Freitas, gerente de produção da Agrivale, produtora de 12 variedades de uva em 330 hectares no Vale do São Francisco que integra o primeiro grupo do For Farmers, junto com mais quatro fruticultores da região.

O Vale do São Francisco é uma das regiões brasileiras que mais produz e exporta uva e manga. A exportação das duas frutas teve uma alta de 17,93% no primeiro trimestre de 2021, ante ao mesmo período de 2020, segundo dados da Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport). No entanto, a fruticultura na região ainda é muito artesanal.

“O Brasil, como grande produtor agrícola que é, anda lado a lado com a tecnologia. Porém, quando falamos de produção de uvas, isso não é tão forte assim. Há uma necessidade evidente de uma maior adoção de soluções tecnológicas para otimizar nossos processos e é isso que procuramos aprimorar ao fazer parte do programa”, disse Freitas.

A expectativa é de que os encontros tragam soluções que aumentem a velocidade na tomada de decisões nas fazendas dos fruticultores. “Esperamos uma melhoria em nossos processos e um bom suporte na tomada de decisão, pois com uma adesão maior de tecnologias conseguimos analisar variáveis invisíveis a olho nu. Hoje é tudo muito dinâmico, então quanto mais rápido tivermos acesso a uma informação, mais conseguimos minimizar perdas e maximizar resultados”, finaliza o produtor.

Locaweb anuncia a aquisição da Bagy, plataforma de e-commerce com foco em Social Commerce

A Locaweb anuncia aquisição da Bagy , plataforma de e-commerce focada em Social Commerce, que permite que qualquer pessoa, mesmo sem conhecimentos técnicos, crie uma loja online, integre nas redes sociais e comece a vender em poucos minutos. Com mais essa aquisição, a companhia segue consolidada como o mais completo ecossistema de soluções de E-commerce do mercado.

Fundada em 2017 em Belo Horizonte, a Bagy é uma plataforma de e-commerce focada em social commerce, com mais de 13,5 mil clientes ativos. Seu objetivo é ajudar PME’s, pessoas físicas e influenciadores a montarem uma loja virtual de forma rápida e simples. Fazendo o download do aplicativo da Bagy, o usuário consegue montar uma loja em poucos minutos, utilizando somente o celular para cadastrar os produtos, tirar ou escolher fotos, determinar os valores e ainda integrar com as redes sociais como Instagram, Facebook e também marketplaces como o Mercado Livre. Além disso, o app conta com a função de gerenciamento da loja de forma simples e intuitiva, na tela do celular, de onde estiver.

Por meio da Bagy o lojista consegue vender seus produtos diretamente pelas principais redes sociais ou pelo site próprio, calcular fretes, escolher opções de pagamentos, integrar com marketplaces, tudo personalizado dentro de um aplicativo, tornando o caminho entre o pequeno lojista e cliente mais simples e curto.

O modelo de negócio é bem simples! O lojista pode começar a vender online gratuitamente por sete dias e, gostando da solução, escolhe um dos planos disponíveis, que lhe garantem produtos e suporte ilimitados.

O sucesso da companhia não fica só nas features e facilidades do produto. Em pouco tempo de existência, a Bagy já é referência em presença social e conta com mais de 127 mil seguidores no Instagram. Outro ponto de destaque é o evento (A Retomada), que acontece em julho e conta com mais de 40 mil participantes, e já é um dos maiores eventos de e-commerce do Brasil! Por possuir forte engajamento nas redes sociais e importante produção de conteúdo sobre e-commerce, a Bagy possui uma matriz de captação de clientes totalmente inovadora, em forte aceleração, escalável e com baixa dependência dos formatos tradicionais de mídia.

“Há algum tempo tenho acompanhado o poder do Social Commerce como impulsionador das vendas online, em especial na China, que já está mais consolidada nesse mercado. Agora, tenho muito orgulho de anunciar a aquisição da Bagy, essa plataforma que é referência em Social Commerce no Brasil” afirma Fernando Cirne, CEO da Locaweb.

A Bagy intensificará as iniciativas de social commerce da Companhia, segmento que vem apresentando forte crescimento, e se encaixará na jornada dos nossos clientes como uma importante ferramenta para captação e conversão de leads para todo o ecossistema da Locaweb. Além disso, incluindo a Bagy nesse ecossistema, ofereceremos de forma simples para toda a sua base de clientes nossas diversas soluções.

“Com a Bagy, queremos mostrar para o mercado que montar uma loja e começar a vender online é muito mais fácil do que todos imaginam. Buscamos a melhor e mais amigável solução de plataforma com foco em social commerce do Brasil e vamos oferecê-la para aqueles que sonham em vender online, mas faltava algo para dar o primeiro passo” afirma Willians Marques, diretor geral da Locaweb Commerce, responsável por todas as unidades de soluções para e-commerce da companhia.

Só na China, o mercado de social commerce movimentou mais de US﹩ 200 bilhões em 2020 e apresenta grande tendência de crescimento, devendo ultrapassar os US﹩ 400 bilhões até 2023, segundo o Inside Retailtechs Report. No Brasil esses números ainda são inferiores, mas com tendência de crescimento nos próximos anos.

“O mercado de Social Commerce no Brasil ainda está só no começo e tem muito para crescer. Quando comparamos com a China e Estados Unidos, concluímos que existe um enorme potencial aqui, ainda mais levando em consideração que os brasileiros são apaixonados por redes sociais e se influenciam muito quando são impactados por algum produto em plataformas como o Instagram e o Facebook, facilitando com isso o processo de compra” afirma Thiago Mazeto, diretor comercial e de sucesso do cliente da Tray.

“Estamos em um mercado que ainda vai crescer muito, mas sabíamos que para dar os próximos passos de forma mais assertiva, precisávamos de um apoio maior, tanto financeiro quanto de pessoas e experiência. A Locaweb chegou no melhor momento e estou certo de que somaremos forças para revolucionar o e-commerce no Brasil” afirma Pedro Rabelo, cofundador e CEO da Bagy.

Seguindo o modelo de atuação da Companhia em outros processos de M&A, a Locaweb adquire 100% da Bagy. Os sócios Pedro Rabelo, Tiago Amaral e Marcelo Alves, permanecerão na operação e manterão o time de colaboradores. Também juntarão forças com todas as demais unidades de negócios que oferecem soluções para e-commerce da Locaweb.

Uma das pioneiras em soluções Business to Business (B2B) para transformação digital de negócios no Brasil, a Locaweb nasceu para ajudar empreendedores e negócios a desenvolverem sua presença online e prosperarem na web. Ao longo dos últimos anos, a empresa realizou importantes aquisições, fortalecendo a atuação em diversos mercados como o de e-commerce, redes sociais, recorrência, marketing cloud, hospedagem, cloud computing, pagamentos e aplicativos mobile. A Locaweb possui cerca de 2 mil funcionários, quase 400 mil clientes e 20 mil desenvolvedores e agências parceiras. Com 23 anos de atuação, a empresa segue crescendo e inovando por meio de desenvolvimento e aprimoramento interno de produtos, bem como de aquisições.

SAP na vanguarda da liderança feminina na América Latina

A SAP alcançou um marco importante na América Latina ao anunciar que suas quatro unidades regionais são lideradas por mulheres. O fato ocorreu com a nomeação de Marcela Perilla como diretora geral da SAP Região Norte da América Latina, sediada na Colômbia.

A executiva se juntou ao time de executivas regionais que conta com a liderança de Ángela Gómez, no México, Adriana Aroulho, no Brasil, Claudia Boeri, na Região Sul, com sede na Argentina, e a presidente da SAP América Latina e Caribe, Cristina Palmaka. Trata-se de uma conquista dupla: dentro da própria SAP, com sua primeira região no mundo a alcançar tal feito, e também no contexto do setor de tecnologia na região, onde também é um acontecimento muito relevante que reflete as grandes oportunidades para mulheres em cargos de alta gerência.

A SAP estabeleceu a meta de alcançar um equilíbrio em suas posições de liderança até 2030, com metade dos cargos ocupados por mulheres. Está comprovado que equipes com diversidade de gênero, pensamento, etnia, cultura e orientação sexual estão diretamente relacionadas com maior produtividade e eficiência. Hoje, a SAP América Latina está no caminho certo para atingir tal meta, com uma equipe de liderança cada vez mais diversificada e equilibrada.

“Há anos se fala de diversidade, da importância das mulheres em cargos executivos e de como se destacam pela eficiência na formação de equipes, pela capacidade de tomar decisões e pelos níveis de cooperação, colaboração e empatia”, afirma Cristina Palmaka, presidente da SAP América Latina e Caribe. “Temos concentrado esforços em equilibrar nossa equipe de liderança, abrindo mais portas e oferecendo oportunidades para mulheres talentosas. Ter mulheres liderando nossas unidades nos enche de grande satisfação e é uma mensagem para o mercado de que há mulheres preparadas para ocupar tais cargos”, completa.

Essa não é a única iniciativa abordando equidade e diversidade de gênero na SAP; interna e externamente temos diversas atividades para promover a ocupação de cargos de liderança por mulheres, somados aos esforços para a inclusão de pessoas de diferentes etnias, gerações, identidades de gênero e deficiências. Há desde a Business Women’s Network que reúne as mulheres da organização e o Pride@SAP que apoia a comunidade LGTBQIA + até políticas inclusivas de licença parental, passando pela promoção da integração das mulheres no setor TIC em geral e pelo programa Autism at work e dezenas de outras iniciativas para empoderamento de diferentes grupos sub-representados.

“A SAP é signatária do Pacto Global da ONU e sou uma das lideranças do programa no Brasil, como porta-voz do ODS 10, que visa a redução das desigualdades. Entendo que a inclusão e a diversidade de pensamento são boas para os negócios e fortes fatores de desenvolvimento econômico e social. Eu me envolvo pessoalmente com as equipes da SAP para impulsionar essa pauta e em todas as redes de colaboradores nos temas que envolvem mulheres, negros, a comunidade LGBTQIA+ e as pessoas com deficiência”, completa Adriana Aroulho, presidente da SAP Brasil.

TOTVS e B3 anunciam sociedade em recém-criada empresa focada em tecnologias B2B para o mercado financeiro e fintechs

 A TOTVS, maior empresa de tecnologia do Brasil, anuncia a criação de uma nova companhia dedicada ao segmento de serviços financeiros. A empresa, que fará parte do grupo TOTVS mas com management renovado e com total autonomia, nasce do carve-out da atual operação da TFS (TOTVS Financial Services) e ganhará uma sócia de peso, a B3 – Brasil, Bolsa, Balcão, a principal infraestrutura de mercado financeiro brasileiro, que fará um aporte primário de R$ 600 milhões e passará a deter 37,5% da nova empresa. A transação avalia o equity da nova companhia em R$ 1,6 bilhão.

A TFS é uma das líderes em soluções de tecnologia para o segmento de serviços financeiros no Brasil, oferecendo um amplo portfólio que inclui a maior plataforma para processamento e controle de middle e back offices de fundos de investimentos do país, uma plataforma de core banking para processamento de produtos financeiros de pequenos e médios bancos, além de uma plataforma de processamento e gestão para administradoras de cartões private label. Durante os últimos anos, a operação da TFS, que conta com um time de 400 colaboradores, apresentou uma sólida trajetória de crescimento e rentabilidade, com receita líquida realizada no ano de 2020 de aproximadamente R$140 milhões.

”Temos buscado caminhos criativos para gerar ainda mais valor a nossos stakeholders e construído novas avenidas de crescimento, seja por meio da venda de operações que não estejam mais alinhadas à nossa estratégia, seja pela criação de joint-ventures, aquisições em diferentes segmentos e portes, investimento contínuo em inovação orgânica e, agora, pelo primeiro carve-out de uma operação com alto potencial de crescimento. Fazer isso em parceria com a B3, que tem inquestionável track record e credibilidade na construção e operação de plataformas tecnológicas críticas para o setor financeiro, nos honra e indica o enorme potencial dessa oportunidade.”, comenta Dennis Herszkowicz, CEO da TOTVS.

Em sua nova configuração, a nova TFS pretende realizar aquisições e parcerias, além da implementação do seu plano de desenvolvimento orgânico, para gerar um portfólio ainda mais amplo, endereçando as diferentes demandas desse mercado e contribuindo para a eficiência de seus clientes.

“O setor financeiro está em plena transformação, com inovações e maior sofisticação demandando mais agilidade e foco no cliente. A B3, como parceira nessa jornada, busca formas de expandir sua presença em áreas adjacentes ao nosso negócio principal, nas quais encontre alto potencial de crescimento e possa agregar valor, aprofundando vínculos e proximidade no dia a dia com todos os clientes. A escolha da TOTVS, a mais destacada empresa brasileira de software, como sócia, fortalece a capacidade de sucesso em um mercado competitivo e que requer competências complementares às que a B3 desenvolveu”, destaca Gilson Finkelsztain, CEO da B3.

A companhia terá como CEO da operação Denis Piovezan, ex-vice-presidente da Linx, responsável pela idealização e lançamento da Linx Pay Hub, com passagens pelo Banco Ibi (Serviços Financeiros de Varejo da C&A), WalMart, Losango (Financiamento ao Consumidor do HSBC), Smiles e Banco Plural.

“Autonomia na gestão e um plano ambicioso focado nos clientes, são os ingredientes principais dessa nova etapa da TFS. O suporte e experiência da TOTVS e da B3 trazem robustez e segurança para a nova operação. O objetivo é atingir um crescimento acelerado e, futuramente, buscar o IPO” afirma Denis Piovezan.

O ingresso da B3 como sócia da TOTVS na nova companhia depende da aprovação das autoridades concorrenciais brasileiras, da CVM e da verificação de outras condições usuais para esse tipo de negócio. A TOTVS e a B3 manterão o mercado informado dos desdobramentos relevantes.

Unidades de commerce do Grupo Locaweb estão com mais de 70 vagas abertas em todo o Brasil

Além da conquista de um cargo ou do desempenho de atividades, cada vez mais profissionais buscam identificação com companhias repletas de ideais, diversidade e cuidado com o desenvolvimento de seus colaboradores. Em linha com estes pilares, as unidades de commerce do Grupo Locaweb estão com 75 vagas abertas nas empresas Tray, Tray Corp e Yapay.

Os processos estão abertos para diferentes áreas de atuação, como analista comercial, coordenador de marketing e vendas, programador pleno, analista de e-commerce, analista de produtos, programador, coordenador de facilities etc.

Presentes em todas as etapas da criação e do crescimento de PMEs que buscam inserção no ambiente digital, estas unidades foram reconhecidas recentemente pela iniciativa Great Place to Work (GPTW) como a sexta melhor empresa do interior de São Paulo para se trabalhar e a décima segunda melhor empresa para mulheres trabalharem no Brasil. A certificação reconhece as empresas a partir da experiência dos seus colaboradores e premia as melhores empresas para trabalhar no Brasil por meio do Ranking GPTW .

Em linha com este reconhecimento, a Locaweb trabalha permanentemente para garantir que seus colaboradores encontrem um ambiente profissional estruturado e seguro sob o aspecto convivencial e sanitário. Desde o início da pandemia do novo coronavírus e das medidas de isolamento, a companhia aderiu ao trabalho remoto para garantir que as pessoas pudessem desempenhar suas atividades em segurança nos seus lares.

Em pesquisa interna do grupo,aplicada às unidades Tray, Yapay e Tray Corp, 82,5% dos respondentes apontaram estar totalmente adaptados ao sistema home office. A pesquisa indicou também que 44,4% gostariam de continuar neste formato, enquanto 37,4 % acham que seria adequado um formato híbrido que mesclasse a ida a empresa cerca de duas vezes por semana. E, apenas 1,6 % dos colaboradores pedem o retorno aos escritórios.

“Além de uma perspectiva de crescimento profissional, a Locaweb tem o objetivo permanente de oferecer um ambiente moderno, seguro e saudável para seus colaboradores em tempos de pandemia. Ainda estamos em uma fase que demanda a garantia de infraestrutura, flexibilidade e comunicação suficientes e necessárias para tornar todas as etapas da trajetória profissional produtivas e equilibradas”, afirma Daniele Pereira, Gerente de Gente & Gestão das unidades de Commerce.

Pesquisa revela que profissionais de TI ficam pouco mais de um ano no cargo

No Brasil, por conta da rápida pulverização da tecnologia e da inovação, a demanda por profissionais de TI (Tecnologia da Informação) pelo mercado ainda é maior que a oferta. E isso dá aos candidatos forte poder de barganha e migração entre empresas conforme os salários e benefícios oferecidos.

Em pesquisa recente realizada pela Wyser Brasil, consultoria especializada em oferecer serviços de recrutamento e seleção para cargos de média e alta gerência média, e diretoria da multinacional de RH, Gi Group, 60% dos consultados apontaram que, a falta de conhecimento técnico e informações sobre a vaga, são as principais dificuldades vividas nas seleções de vagas de empregos para quem atua na área de TI, e 30% disseram que entrevistas mais técnicas são mais atrativas e efetivas, seguido por 15% que preferem ser abordados por especialistas da área correspondente.

A rotatividade desses especialistas nas empresas brasileiras é muito alta: 1,3 ao ano. “Partindo desta visão, a Wyser explora algumas questões problemáticas para departamentos de recursos humanos com relação ao processo de recrutamento e práticas de retenção de funcionários no setor”, detalha Alex Campos, head de Recrutamento Especializado em TI da Wyser.

A rápida atualização do setor representa um desafio até mesmo para o recrutador, que pode ter dificuldade de combinar as necessidades específicas da empresa com o perfil adequado. “Por isso, sugerimos envolver recrutadores especializados no segmento, com experiência no mercado, e adotar uma abordagem cooperativa, fazendo com que os clientes participem do processo. Além disso, devemos lembrar que a experiência dos headhunters é crucial: na verdade, eles avaliam as características pessoais e de liderança dos gerentes, bem como sua aderência à cultura organizacional e ao sistema de valores”, orienta Campos.

Dados aprofundados sobre a pesquisa – Quando se trata de diferenciais na busca por emprego, 46% dos profissionais de TI disseram que o crescimento profissional e as oportunidades que permitam desenvolver suas habilidades são os principais atrativos na decisão por novos desafios, seguido por 35% que preferem pacotes de benefícios e remuneração e 18% por um plano de carreira.

De acordo com a análise da Wyser Global, uma “remuneração e benefícios excelentes” é o que os profissionais de TI altamente qualificados desejam em um emprego (66%), mas também há outros aspectos que importam. 62% da amostra considera crucial ter um equilíbrio adequado entre o cargo ocupado e a vida privada; 45% a flexibilidade nos arranjos de trabalho e 42% uma cultura organizacional inspiradora.

Há outro dado que devemos considerar: apenas 24% da amostra considera a segurança no trabalho importante. Isso significa que os profissionais de TI não apenas têm um grande poder de barganha para negociar, mas também deixa evidente que não estão preocupados em perder o emprego porque sabem que podem encontrar outro com facilidade.

No Brasil, 30% classificaram que o “crescimento e reconhecimento profissional” são o que estes especialistas mais desejam em um trabalho. Já 27% da amostra considera crucial ter uma “cultura de ambiente relacional e focada nas pessoas” como diferencial de retenção; e apenas 8% pontuaram que o ambiente físico diferenciado (dress code informal, pinball, ping-pong, vídeo game, por exemplo), é importante na retenção de profissionais dentro da área.

“Orientamos empresas e candidatos também após a contratação. Os profissionais de TI costumavam trabalhar em condições inteligentes e flexíveis com experiências como freelancer. Além disso, hoje em dia, cuidar das pessoas é um valor organizacional fundamental. Negociar a remuneração não é mais suficiente para garantir a permanência e a satisfação (e, portanto, a produtividade) de um funcionário. Existem muitos outros aspectos que as empresas devem aprimorar e levar em consideração com a ajuda também, de consultores especializados da área de RH ”, finaliza Campos.

Oracle aumenta recursos para startups no Brasil e em toda a América Latina

A Oracle anunciou que está aumentando seus recursos e dobrando as parcerias estratégicas para melhor apoiar as startups no Brasil e na América Latina por meio de seu programa Oracle for Startups. Oracle for Startups, o programa da Oracle para apoiar o empreendedorismo e a inovação, está criando uma nova posição para gerenciar a América Latina, adicionando equipe técnica e acelerando parcerias para ajudar mais startups.

Oracle for Startups tem trabalhado com startups em toda a América Latina desde 2017, primeiro como uma aceleradora com espaços de coworking em São Paulo (Brasil), e depois expandiu-se para um programa virtual, em 2019. Com o crescimento expressivo do programa no Brasil, junto com o lançamento do terceiro data center da Oracle na região, o líder global do programa sentiu que era o momento certo para impulsioná-lo na América Latina.

“O Brasil sempre foi importante na nossa estratégia e agora queremos dobrar e acelerar nossos recursos para todo o país e em toda a América Latina, tornando a região ainda mais forte”, disse Jason Williamson, vice-presidente de Oracle for Startups e Oracle for Research. “Teremos uma presença mais forte por meio do aumento de recursos humanos, suporte go-to-market, ativação de eventos locais e suporte técnico para startups na região”, completa.

Arthur Rabelo, ex-líder de desenvolvimento de negócios para a região, foi promovido ao novo cargo de gerente regional para América Latina da Oracle for Startups. Sob a orientação de Rabelo, o programa irá adicionar suporte técnico, marketing e acelerar suas parcerias internas e externas. O programa atualmente trabalha com parceiros como Endeavor, NVIDIA e Start-Up Chile, e tem forte alinhamento com as equipes de vendas e produtos da Oracle. Um melhor alinhamento com a equipe de Customer Innovation da região, que opera laboratórios de inovação em São Paulo e outras localidades, também faz parte da estratégia. Rabelo também planeja utilizar melhor a rede em expansão de embaixadores e mentores.

“Temos muitos recursos e oportunidades para ir ainda mais fundo e aumentar o suporte que podemos prover para as startups”, disse Rabelo. “Nosso plano é implementar cadência em atividades de conexão com clientes e times de venda e produto, para que as Startups tenham mais clareza de qual caminho irão perseguir dentro do programa”. O Brasil segue sendo prioridade e vamos expandir nosso alcance para Argentina, Chile e México lugares onde há um volume maior de startups em estágios mais avançados.

O Oracle for Startups, que é aberto e gratuito para quem for dos segmentos de B2B e B2C, oferece créditos na nuvem, 70% de desconto em IaaS e PaaS por dois anos, mentoria, assistência à migração e suporte técnico de maneira prática. E para empresas qualificadas que desejam obter os recursos completos , o programa oferece funções como apresentações ao cliente, engajamento de mídia/analista e uma lista de oportunidades de entrada no mercado.

Oracle for Startups: estatísticas do programa no Brasil e na América Latina

• Brasil é o país com mais startups no programa globalmente, atrás dos Estados Unidos

• São Paulo é a segunda cidade em número de startups no programa (Bangalore é a primeira)

• A adesão de startups do Brasil cresceu 60% nos últimos 12 meses

• O número de inscrições cresceu 105% em toda a América Latina nos últimos 12 meses

• Os quatro primeiros (depois do Brasil) para crescimento de inscrições nos últimos 12 meses foram: Argentina (600%); México (300%); Colombia (260%); e Chile (123%)

• Os três principais setores do Brasil são: High Technology, Varejo e Serviços Profissionais; as três principais tecnologias no Brasil são Big Data, Nuvem e IA

• Os três principais setores da América Latina são serviços profissionais, varejo e bens de consumo; as três principais tecnologias na América Latina são nuvem, Big Data e IA

Exemplos de startups que fazem parte do Oracle for Startups

A startup brasileira SmartHint é um sistema inteligente de busca e recomendação que melhora a experiência do cliente ao fazer compras de forma online e têm como alguns dos clientes a New Balance, Lego e Samsonite. “Este tipo de serviço e parceria é incrivelmente valioso para qualquer startup em crescimento”, disse Rodrigo Schianvini, CEO e fundador da SmartHint. “Isso nos dá a confiança e a garantia de que estamos operando de maneira otimizada e com alto desempenho para que possamos concentrar nossa atenção no negócio”.

A startup argentina, Covrel, usa realidade virtual, realidade aumentada e análise de dados para ajudar as empresas a treinar melhor os funcionários e reter o aprendizado. Eles trabalham com quatro das maiores empresas da Argentina nos setores de petróleo e gás, consumo de massa, bebidas e automotivo. A startup também está construindo uma simulação de um local de trabalho de fast food para reduzir o tempo necessário para o treinamento dos funcionários.

Dootax é uma startup brasileira de rápido crescimento que simplifica o processo de tributação de uma forma simples e está pronta para conformidade às empresas por meio da tecnologia de automação de processos utilizando a robótica. O cofundador, Luis Pessoto, afirma: “Não recebemos esse nível de suporte e atenção da AWS. Não temos essas conversas que nos ajudam a encontrar as melhores e mais econômicas soluções para o nosso negócio. É outro motivo pelo qual todos devem considerar OCI e Oracle for Startups”.

A startup TutenLabs oferece uma solução que cobre todos os estados da experiência do cliente, desde a solicitação de serviços e agendamento, até o controle, relatórios e pagamentos. Com vários módulos que se comunicam entre si, a Tutenlabs permite total flexibilidade para se adaptar às necessidades de cada empresa, configurando uma plataforma com funcionalidades e fluxos personalizados para os processos internos.

A startup Airfluencers, com sede em São Paulo, simplifica como as marcas podem aproveitar e escalar o marketing de influenciadores, usando IA para analisar milhões de perfis sociais todos os dias para os seus projetos. Airfluencers economizou mais de 70% em comparação com o Google Cloud, enquanto experimentava melhor desempenho e fechou um acordo com a HOPE Lingerie, um cliente do Oracle Commerce Cloud. “O nível de atenção e suporte é fora do comum, mais a tecnologia que a Oracle oferece está em linha com o que há de melhor no mercado. Os benefícios estão em infraestrutura em nuvem, escalabilidade, acesso à tecnologia e rede”, disse Rodrigo Soriano, CEO da Airfluencers.

A VRGlass cria software e conteúdo para empresas e já entregou mais de 200 projetos para marcas globais como Coca-Cola, Adidas, Universal Music, Visa, Hershey’s, Heineken e Samsung. Seu trabalho inclui lojas digitais e experiências que usam avatares para ajudar os clientes a se sentirem como se estivessem lá. “Nossos clientes não querem hospedar as experiências que construímos no local, então trabalhar com o Oracle Cloud é perfeito para nós”, diz Ohmar Tacla, cofundador. “Recebemos ajuda e conselhos excelentes”, completa.

O anúncio está alinhado com o lançamento da segunda região de nuvem da Oracle no Brasil, sua 30ª região de nuvem em todo o mundo. O novo data center em Vinhedo se junta a São Paulo, Santiago e Chile, para oferecer à todas startups da América Latina latência ultrabaixa, recuperação de desastres no país para manter a soberania dos dados e mais recursos que tornam mais fácil combinar e combinar cargas de trabalho entre diferentes nuvens provedores. “Ainda temos um vasto caminho a percorrer, porém, vemos que nossos esforços até o momento já geram resultados de grande valia, como ver empresas do nosso programa como a Dootax, EpHealth, Rocketmat e Verifact figurarem na lista das 100 Startups to Watch, levantamento feito recentemente pela Época Negócios, que considerou as startups mais inovadoras do Brasil em diversos segmentos”, conclui Rabelo

Em setembro, o Oracle for Startups sediará a primeira edição na América Latina do Oracle Startup Idol, um programa global de competição que seleciona e premia as startups mais criativas e inovadoras A iniciativa começou em 2020 e já teve quatro edições a nível global, incluindo na Europa e Ásia. As informações sobre a edição da América Latina serão divulgadas nos próximos meses.

As startups podem se inscrever no programa através do site do programa de inicialização ou se conectar com Arthur Rabelo via LinkedIn ou arthur.rabelo@oracle.com .