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Quem controla as moedas digitais? – Por Guto Schiavon

Você quer investir em moedas digitais, como por exemplo os bitcoins, mas está inseguro ou tem dúvidas sobre a regulamentação? Vou te ajudar! Os bitcoins são reconhecidos por ser uma nova forma de se fazer negócios e as moedas digitais representam um grande desafio para as instituições que estão acostumadas com transações apenas com moedas tradicionais. E algo que muitas vezes é questionado é como funciona a regulamentação das moedas digitais.

Um dos maiores debates sobre criptomoedas é quanto à sua regulamentação. Apesar de serem autônomas ou livres no que tange aos interesses governamentais, para serem utilizadas em territórios específicos, devem seguir uma série de normativas. Apenas assim serão garantidos os direitos e deveres por lei, tanto para quem as utiliza quanto para as instituições financeiras.

Os bitcoins, por exemplo, são produzidos de maneira independente, ou seja, não há um órgão específico para essa finalidade. A produção da moeda é feita de forma controlada e previsível: o planejado é que sejam feitas cerca de 21 milhões de moedas, de forma decrescente até os próximos 30 anos.

Assim, em algum momento do futuro, essa produção terminará e, por isso, é simples de entender que haverá uma quantia finita de moedas. O que pode aumentar seu valor, de acordo com a ideia da oferta e procura dos mercados. Um dos grandes desafios que o bitcoin representa às instituições tradicionais diz respeito à sua própria conceituação. Afinal, o que são essas moedas? Um protocolo, uma commodity, uma propriedade?

Com o passar dos anos, os governos dos mais variados países estão tentando disciplinar seu uso. E a principal questão é: como regularizar algo completamente diferente de tudo que conhecemos? Demarcar os bitcoins em um conceito específico implica várias consequências, as quais ainda são desconhecidas dos especialistas em finanças e dos governos federais.

Entre os ensaios recentes para regulamentar os bitcoins, o Governo dos Estados Unidos vêm sendo um dos pioneiros. Contudo, é importante saber que, em certos aspectos, o governo americano tem falhado na tarefa. Isso se deve ao fato seguir uma linha tradicional quanto à regulamentação de bitcoins, em comparação com outros países. A lógica de pensamento norte-americana visa, muito mais, à obediência da nova moeda ao estado, em detrimento da noção de que os bitcoins podem alterar de vez a economia mundial.

Nesse sentido, vários outros países já passaram à frente dos Estados Unidos. Hoje, por exemplo, o Reino Unido já apresenta uma unificação da moeda com seu governo muito mais satisfatória do que o que fora efetivado nos EUA.

A Grã-Bretanha e a Irlanda do Norte, já foram criados marcos regulamentares que dirigem tanto o lado do consumidor quanto a inovação proposta por startups e outras instituições envolvidas.

No Japão, o bitcoin já é um meio de pagamento legal, isento de imposto de movimentação financeira, e você paga qualquer coisa no país, inclusive impostos estatais. Hoje, no país asiático cerca de 4.500 locais já aceitam a criptomoeda e até meados de julho, esse número saltará para 260mil lojas. Não podemos esquecer de mencionar que já é possível comprar eletrônicos usando esse tipo de pagamento.

Mas ainda o que muitos podem questionar é: quais são as vantagens da regulamentação de bitcoins?

Apesar de um dos principais atrativos dos bitcoins ser a sua independência de governos, especialistas e usuários da moeda discutem a importância de uma regulamentação dizendo que ela poderá trazer uma série de benefícios para quem utiliza a moeda digital. E com a regulamentação, fundos de investimento e investidores qualificados poderiam investir na moeda digitas, fomentando e trazendo mais liquidez para o bitcoin.

Os bitcoins são moedas digitais novas e muito pouco entendidas por instituições financeiras tradicionais. No entanto, com o passar do tempo, essas entidades têm, cada vez mais, aderido à nova lógica proposta pela criptomoeda. A tendência é que a regulamentação de bitcoins seja feita por alguns países, incluindo o Brasil no longo prazo, o que poderá trazer benefícios ou malefícios ainda desconhecidos para quem as utiliza.

Guto Schiavon, COO da FOXBIT, a maior corretora de bitcoins do Brasil.

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Unisys reforça estratégia de Data Analytics na América Latina

A Unisys intensifica sua atuação no mercado de análise avançada de dados (Advanced Data Analytics) com a meta de triplicar sua equipe de cientistas de dados na América Latina. No mundo já são mais de 300 profissionais com esse perfil, cuja principal função está em construir modelos prescritivos e preditivos que auxiliem os clientes a utilizar uma massa de dados para a tomada de melhores decisões de negócios.

O crescente uso de dispositivos móveis e a ampla difusão da Internet das Coisas (IoT) alavancou a geração de informações. O Gartner prevê que 8,4 bilhões de dispositivos conectados estarão em uso em todo o mundo até o fim deste ano. Estes dados podem ser avaliados de forma cada vez mais qualitativa para que se transformem em insights e apoiem a tomada de decisão pelas empresas, além de auxiliar governos em questões críticas nos serviços oferecidos aos cidadãos.

Uma recente pesquisa do Gartner indicou que Business Intelligence/ Analytics é a principal prioridade entre os gastos de tecnologia por parte dos CIOs na América Latina. Já a IDC aponta que esse mercado atingirá a cifra de US$ 187 bilhões no mundo até 2019.

A Unisys oferece soluções de data analytics para diferentes setores econômicos, utilizando metodologias de mercado e modelos preditivos desenvolvidos por um grupo de cientistas de dados. Entre elas se destaca a plataforma de cyber analytics, que identifica anomalias na rede e antevê possíveis ameaças à segurança com base na utilização de algoritmos de machine learning, uma tecnologia de inteligência artificial que tem a capacidade de aprender por meio de padrões e regras pré-estabelecidas, sem a necessidade de que sejam pré-programadas.

Além disso, a iniciativa “Cidades Seguras” (ou Safe Cities, em inglês) fornece ferramentas e recursos que auxiliam a prevenir e combater crimes. Um importante componente do portfólio, a solução Digital Investigator, permite que as organizações investiguem informações além dos limites tecnológicos e de fronteiras geográficas. O sistema fornece os recursos necessários para capturar e analisar a crescente variação e complexidade do conjunto de dados, fundamentais para que os profissionais de agências de aplicação da lei possam basear-se para combater ações criminosas.

Destaca-se também o uso de beacons, pequenos sensores que permitem a captura de informações em tempo real, para análise da atividade em um fluxo de pessoas. Esta tecnologia pode realizar análises em diferentes localidades, desde aeroportos até supermercados, shoppings centers ou agências governamentais que prestam atendimento aos cidadãos.

As soluções de Data Analytics são amplas e suas aplicações são bastante variadas. A análise dos dados coletados por dispositivos conectados permite a criação de padrões preditivos com base nas preferências e no comportamento dos usuários. Mark Loucks, cientista de dados sênior da Unisys, indica que são inúmeras as possibilidades para as empresas aumentarem suas receitas e se prevenirem de cyber ataques com o uso de soluções de análise avançada de dados.

“Trabalhar com analytics traz uma mudança fundamental baseada na previsão orientada por dados, o que garante às empresas melhor desempenho e ganhos em competitividade. Apostamos na expertise global da Unisys e na utilização de múltiplas tecnologias para atender cada cliente em seu desafio específico de negócios, ajudando-o a identificar oportunidades e possíveis riscos”, explica Loucks.

Unisys reinforces Data Analytics strategy in Latin America from Unisys Corp on Vimeo.

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5 passos para vender mais no e-commerce

O big data – volume de dados estruturados e não-estruturados, que impactam no dia-a-dia dos negócios – é uma das tendências tecnológicas com mais expectativas de expansão. Segundo projeção da Frost & Sullivan, o mercado de big data e analytics movimentou US$ 2,48 bilhões em 2016 na América Latina e o Brasil possui 46,8% de participação.

Amplamente utilizado em campanhas políticas e abordado em séries de TV do gênero sci-fi, o big data possui alto potencial de análise que permite conhecer profundamente o usuário. De acordo com pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, é possível prever a orientação sexual, origem étnica, opinião política e religiosa, nível de inteligência e etc de uma pessoa com a análise de 100 curtidas nas redes sociais. Com 150 curtidas é possível conhecer a personalidade do usuário melhor do que o companheiro e em 250 curtidas, o algoritmo compreende a personalidade do usuário melhor do que ele próprio.

Diante das possibilidades dessa tendência, Gastão Mattos, CEO da Braspag, empresa do grupo Cielo e líder em soluções de meios de pagamento para e-commerce na América Latina, aponta 5 maneiras de aproveitar o big data para vender mais no comércio eletrônico.

– Tempo real: utilize tecnologias que possam avaliar a situação das compras em tempo real e que estejam integradas com soluções que permitam ação imediata para solucionar possíveis problemas e converter em vendas. Por exemplo: identificar motivos de abandono do carrinho de compras e oferecer alternativas para que a compra seja concretizada. Se uma determinada bandeira de cartão de crédito ou banco é negada por problemas sistêmicos ou ausência de limite é possível apresentar ao consumidor outras formas de pagamento, fazendo com que a compra seja concluída.

– Objetividade: ofereça ao cliente o que ele deseja. Através do cruzamento de dados é possível descobrir esta informação antes mesmo que o consumidor saiba. A reunião de tecnologias que além do perfil de compra, tal como: tipos de produtos, frequência de compra, formas de pagamento preferidas e etc, também envolvam dados qualitativos como: comentários e curtidas nas redes sociais é ainda mais eficiente.

– Conheça o concorrente: ter uma visão geral do mercado e separada por segmento é crucial na hora de apresentar ofertas diferenciadas. Ao saber qual segmento é mais vendido ou mais procurado, por exemplo, é possível criar ofertas personalizadas por setor e ampliar o número de vendas.

– Acompanhamento diário: quanto maior o acompanhamento, maior as chances de fazer uma análise altamente qualificada que permita ampliar o número de estratégias de acordo com cada perfil de público.

– Precisão dos dados: não adianta possuir uma série de dados imprecisos, desatualizados ou com possibilidade de análise insatisfatória. Uma das características do big data é o grande número de dados, mas a precisão também é um dos seus principais desafios. Utilize soluções que garantam esta precisão para ampliar a possibilidade de êxito nas ofertas.

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Mercado Livre está entre as Top 3 marcas com melhor presença no mercado mobile no Brasil

Levantamento apresentado durante evento da Mobile Marketing Association (MMA) realizado em São Paulo apontou que o Mercado Livre ficou em terceiro lugar na avaliação de performance no setor mobile entre todas as marcas brasileiras, atrás apenas de Guaraná Antarctica e Gol Linhas Aéreas. Em termos globais, a lista traz grandes empresas como Facebook, Google e Nike, entre outras.

Para chegar ao resultado final, a pesquisa levou em conta diversos critérios divididos em cinco áreas: navegação e conteúdo, utilidade e usabilidade, facilidade para ser encontrado pelo usuário, layout simples e responsivo e objetividade nas ações sugeridas.

O levantamento foi realizado pela agência digital Ansible e revela ainda que o mobile será o principal investimento dentro da publicidade digital, com cerca de 75% de todo o volume investido até 2020.

“O Mercado Livre investe em mobile desde 2011, pois já previa esta mudança no padrão de consumo. Como líderes do e-commerce na América Latina, temos que estar presentes em todas as plataformas onde o consumidor está. Mais da metade das visitas ao nosso site já são feitas via dispositivos móveis. Desde novembro de 2016, por exemplo, incentivamos o uso do nosso aplicativo disponibilizando navegação grátis para algumas operadoras”, afirma Daniel Aguiar, Head de Marketing do Mercado Livre.

O mercado mundial de publicidade mobile movimentou US$ 108,8 bilhões em 2016, apontou levantamento do eMarketer, e chegará a US$ 247,4 bilhões até 2020. No Brasil, o investimento no mercado mobile em 2016 foi de R$ 4,9 bilhões.

A pesquisa também avaliou o uso do celular pelos países, seguindo os mesmos critérios utilizados para a as empresas. Em primeiro lugar, com 114,2 pontos, ficou a Filipinas. Em segundo, os Estados Unidos, com 108,6 pontos; em terceiro, o Canadá, com 103 e, em quarto lugar, o Brasil, com 102,9 pontos.

Entre os setores econômicos, a pesquisa revelou que o mobile é usado de maneira mais eficiente pelo Varejo (101 pontos), seguido por empresas e governos na área da Educação (95 pontos) e Turismo (93 pontos).

Mais informações sobre o mercado mobile no mundo (dados MDEX)

• 46% dos usuários de celular espera que as páginas no aparelho carreguem com velocidade mais rápida ou igual ao computador desktop

• 87% dos consumidores procuram informações sobre os produtos antes de visitar a loja; 79% enquanto estão na loja; 35% depois que saem da loja

• Dos 3.773 bilhões de usuários ativos da internet, 3.448 são ativos também no celular

• Usuários únicos de celular já correspondem a 66% da população mundial – 4.917 bilhões de pessoas

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Inovações em tecnologias ópticas serão apresentadas e discutidas em evento internacional no CPqD

Promover a troca de conhecimentos científicos e tecnológicos na área de sistemas e componentes ópticos para redes de comunicação de alta velocidade (acima de 100 Gb/s). Esse é o principal objetivo do VI International Workshop on Trends in Optical Technologies – Towards Terabit per Second Optical Networking, evento internacional que acontecerá no CPqD, em Campinas (SP), nos dias 24 e 25 de maio. Organizado pelo próprio CPqD e pela BrPhotonics, o encontro deverá reunir representantes da indústria, de operadoras de telecomunicações, de universidades e instituições de pesquisa e desenvolvimento e, ainda, de órgãos do governo.

A programação do workshop inclui palestras de pesquisadores e de especialistas de renome na área de comunicações ópticas, do Brasil e de países como Estados Unidos, Itália e Finlândia. Entre os conferencistas internacionais já confirmados, destacam-se Aleksandra Boskovic, da Corning norte-americana, que falará sobre O papel das fibras ópticas avançadas nos sistemas ópticos de alta velocidade; Nicolas Fontaine, da divisão de Fotônica Avançada dos Nokia Bell Labs, que abordará o tema Multiplexação por Divisão de Espaço, e Siraj Nour El-Ahmadi, um dos fundadores da fabricante Menara Networks, dos EUA.

Também estão confirmadas palestras de especialistas brasileiros em tecnologias ópticas, tanto da indústria como da comunidade de pesquisa e desenvolvimento. É o caso, por exemplo, de Júlio César Rodrigues de Oliveira, presidente da BrPhotonics, que apresentará a visão da indústria sobre os avanços da fotônica integrada na transmissão óptica.

Todas as palestras do VI International Workshop on Trends in Optical Technologies – Towards terabit per second optical networking serão em inglês. O evento conta com o patrocínio da Keysight Technologies e o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, do CNPq, da Finep, do FUNTTEL e da FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

Mais informações e a programação completa do workshop estão disponíveis no endereço https://www.cpqd.com.br/ciclodeeventos/evento/vi-wton-international-workshop-on-trends-in-optical-technologies – pelo qual os interessados também podem fazer sua inscrição, gratuitamente.

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Avanços tecnológicos estão entre as principais preocupações de CEOs da área de serviços financeiros, aponta PwC

Três em cada quatro CEOs de empresas de serviços financeiros dizem estar preocupados com a velocidade dos avanços tecnológicos e do seu impacto no setor. Além disso, 72% veem a disponibilidade limitada de competências como uma ameaça ao crescimento de uma empresa. Os dados estão no relatório “Ahead of the curve: Confronting the big talent challenges in financial services”, que teve a participação de 487 CEOs da área de serviços financeiros de 71 países. A análise faz parte da 20ª Global CEO Survey, realizada pela PwC. As outras preocupações apontadas no relatório foram: a mudança no comportamento do consumidor (69%) e a competição com novos concorrentes no mercado (59%).

O estudo mostrou que 60% dos CEOs estão repensando as funções dos Recursos Humanos das empresas. Pouco menos da metade (48%) utiliza análise de dados para encontrar, trabalhar no desenvolvimento e manter pessoal contratado. Um número ainda baixo, considerando que mais de 70% dos líderes de indústria da área acreditam que o modo como fazem a gestão da informação vai diferenciá-los das demais empresas.

Outro dado que se destaca é que cerca de 90% dos CEOs percebem a importância de uma proposta corporativa forte que reflita os valores, cultura e comportamento intrínsecos à própria empresa. “Os consumidores vão naturalmente gravitar para fornecedores de serviços financeiros que eles confiam para que façam o que é correto para eles e para a sociedade como um todo. Por sua vez, as pessoas querem trabalhar para organizações que inspiram confiança e a alinham com seus valores”, explica Álvaro Taiar, sócio da PwC Brasil e líder de Serviços Financeiros.

Cerca de 40% dos CEOs do setor estão considerando o impacto do uso da inteligência artificial para suas necessidades futuras, e 49% estão explorando os benefícios de profissionais e máquinas trabalharem juntos. No entanto, apenas 20% aplicam a lógica em patamar mais amplo e 63% adicionaram treinamento digital em suas plataformas de aprendizagem.

Confira outros indicativos da pesquisa:

– 19% dos CEOs de serviços financeiros acreditam que a tecnologia mudou completamente a competitividade no setor nos últimos cinco anos e 44% veem um impacto significativo nisso;

– 31% buscam aumentar tanto o lucro quanto o crescimento das empresas em parcerias com empreendedores e startups;

– 70% dos CEOs de serviços financeiros acreditam que é mais difícil ganhar e manter a confiança dos consumidores conquistada em um mundo globalizado;

– A falta de confiança como ameaça aos negócios aumentou em relação à pesquisa do ano passado. Na edição de 2016, a falta de confiança era apontada por 60% dos entrevistados. Na edição atual, para 66%.

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Gartner anuncia as principais prioridades em Data Center e Infraestrutura & Operações para o Brasil em 2017

O Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento imparcial em tecnologia, aponta que os orçamentos de TI reduzidos trarão novos desafios para os CIOs da América Latina em 2017. A Pesquisa anual de CIOs do Gartner mostra que a média de aumento nos investimentos em TI na região será de 1,7% entre 2016 e 2017. No entanto, a América Latina apresenta dois diferentes cenários para os orçamentos de Tecnologia da Informação. Os CIOs brasileiros esperam uma queda média de 1% (comparado ao aumento de 2,4% no último ano), enquanto o restante da região prevê um aumento de cerca de 4,5% em comparação aos 3,5% em 2016.

No Brasil, a primeira prioridade dos CIOs nos últimos dois anos tem sido Infraestrutura e Data Center. Em 2017, a turbulência na economia brasileira está guiando os líderes a direcionar a TI para encontrar novas formas de otimizar custos. Os líderes de TI classificaram “otimização de custos” como principal desafio para esse ano. Os analistas do Gartner apresentaram essas informações durante a Conferência Gartner Infraestrutura de TI, Operações e Data Center, realizada em São Paulo nos dias 25 e 26 de abril.

“Em 2017, devido às incertezas econômicas e políticas, os CIOs latino-americanos precisarão agir com rapidez e ser ainda mais criativos e inovadores do que o restante do mundo. Os CIOs do Brasil, em particular, devem focar nas oportunidades de otimização de custos do negócio como um todo, com o objetivo de disponibilizar fundos adicionais, não apenas para a área de TI, mas para toda a empresa”, explica Henrique Cecci, Diretor de Pesquisas do Gartner e Chairman da Conferência.

Ao mesmo tempo, os negócios digitais estão expandindo como uma abordagem poderosa e multiface para transformar e crescer. Com a missão de buscar dois objetivos aparentemente opostos (redução de custos e crescimento), os líderes de TI estão bem posicionados para basear as decisões financeiras em avaliações extensas, enquanto se comprometem com uma transformação em longo prazo.
O Gartner identificou duas estratégias para otimizar os custos de Infraestrutura e Operações (I&O) que são eficazes no Brasil: benchmarks de gastos gerais e estratégia de modernização do Data Center.

Tipicamente, os líderes de I&O de sucesso no Brasil utilizam uma abordagem pragmática para otimização de custos. Eles criam um relatório das métricas gerais de gastos com TI e comparam constantemente com os padrões de indústria publicados (ao menos anualmente, como parte do processo orçamentário de TI) para basear em fatos sua jornada para o futuro.

Os líderes de TI devem focar nas plataformas de I&O cujo custo por unidade seja maior do que o custo médio e utilizar o benchmarking para determinar onde cortar quando se depararem com limitações orçamentárias, ao invés de fazerem arriscadas reduções generalizadas.

Uma estratégia moderna de Data Center não deve considerar apenas os aspectos de infraestrutura, mas sim focar em escolher o serviço correto, no momento correto e do provedor correto, de forma que os serviços importantes de TI e suporte não sejam comprometidos. Todas as opções devem ser consideradas, interna ou externamente, incluindo Nuvem, alocação, acomodação, microcomputação e computação de ponta.

“No Brasil, os serviços em Nuvem têm custos e limitações mais altos quando comparados com implementações similares em países desenvolvidos. Portanto, os líderes de TI no Brasil devem adotar uma estratégia prudente de Data Center que incorpore o melhor dos dois mundos, pelas razões certas e no momento certo”, explica Cecci.

Duas opções de Data Center têm uma expectativa de crescimento significativa no Brasil para os próximos anos. A primeira é a adoção da Nuvem Pública empresarial, uma vez que os novos Data Centers estão sendo construídos para suportar provedores de Nuvem, os custos estão caindo e novos serviços em Cloud estão se tornando mais seguros e confiáveis. Consequentemente, os líderes de I&O devem começar a aumentar a migração de sua carga de trabalho para a Nuvem.

Já a adoção de computação de ponta executa aplicações em tempo real que requerem respostas imediatas no servidor edge mais próximo. O atraso na comunicação é reduzido para poucos milissegundos, em comparação aos milhares de milissegundos anteriores. Ela descarrega parte do processamento intensivo computacional do dispositivo do usuário para servidores edge e torna o processamento de aplicações menos dependente da capacidade dos aparelhos. Assim, é possível rodar aplicações mais rapidamente e melhorar a experiência do cliente.

Cristina Brisola é a nova country manager da HDS Brasil

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Cristina Brisola passa a partir deste mês a ser a nova country manager da Hitachi Data Systems do Brasil, com o desafio de triplicar as operações da empresa nos próximos três anos e alinhá-la ao novo posicionamento global da corporação.

Há mais de 23 anos na área de TI, sendo 15 na área comercial, Cristina possui uma ampla experiência no desenvolvimento de equipes de alta performance para o posicionamento de soluções integradas. A executiva possui vasto conhecimento em tecnologias convergentes, gestão de data center, cloud computing, aplicações SAP, BI, entre outros. Seus mais recentes projetos profissionais englobam a diretoria executiva no Brasil da empresa argentina Globant e a liderança comercial da integradora latino-americana Sonda, onde atuou como vice-presidente comercial. Todo esse expertise será essencial para liderar a empresa dentro deste novo contexto.

“Hoje a HDS é reconhecida mundialmente por suas inovações no segmento de storage, mas seu portfólio vai além, com ofertas para IoT, Cidades Inteligentes, Inovação Social e de Analytics. Para isso, um dos pilares da nossa estratégia de trabalho é antever as necessidades de negócios de nossos clientes através de soluções flexíveis e de alto valor agregado”, explica a executiva.

A empresa entra agora em um novo patamar e tem como objetivo maximizar sua atuação no mercado. “Com a experiência de 106 anos em Tecnologias Operacionais e 57 anos de atuação em TI (Tecnologia da Informação), o grupo Hitachi está preparado para oferecer soluções de IoT. Essa convergência será fundamental para conseguirmos cumprir nosso maior desafio de triplicar a operação no Brasil nos próximos três anos. Temos muito trabalho pela frente, mas possuímos toda a estrutura e know how necessários para vencermos este desafio”, comenta Cristina.

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FEBRABAN demonstra uso da tecnologia Blockchain

A FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos realizou hoje o 1º Blockchain FEBRABAN para apresentar os primeiros resultados dos debates realizados por grupo criado na entidade em agosto no ano passado para estudar a tecnologia, que chama a atenção por seu grande potencial para a criação de serviços financeiros mais eficientes e seguros. Um dos destaques do seminário foi a demonstração de uma prova de conceito, um teste de um produto fictício sem o objetivo de aplicação comercial, no ambiente virtual do setor bancário.

O grupo de trabalho é composto pelos bancos membros da Comissão Executiva de Tecnologia e Automação Bancária (CNAB) da FEBRABAN: Banco do Brasil, Bancoob, Banrisul, Bradesco, BTG Pactual, Caixa, Citibank, Itaú Unibanco, JP Morgan, Safra e Santander. Também participam Banco Central, CIP e B3 (a nova empresa resultante da fusão da BM&FBOVESPA e Cetip).

No blockchain, os registros são encadeados, de forma que cada novo registro dependa do registro anterior. Esses registros são blocos de transações – daí o nome blockchain (cadeia de blocos). Ao mesclar o conceito de um livro-razão, que contém as entradas contábeis de uma empresa com seu caráter descentralizado, o blockchain também passou a ser chamado de distributed ledger (livro-razão distribuído, conhecido pela sigla DLT).

No 1º Blockchain FEBRABAN, o grupo demonstrou o funcionamento de um case de cadastro digital, totalmente fictício e sem fins comerciais, na plataforma Corda, que usa o conceito de DLT. O protótipo teve como base um cadastro fictício para o compartilhamento de dados entre os participantes de uma malha de blockchain. “Nosso objetivo com o grupo é checar se as plataformas funcionam com produtos que não existem no mercado, para termos, no futuro, produtos disruptivos”, afirma Adilson Fernandes da Conceição, coordenador do GT Blockchain FEBRABAN.

No experimento, a instituição que deseja compartilhar o cadastro registra dados em um ambiente distribuído e pode optar em compartilhar a informação com um dos participantes da plataforma, vários deles ou todos. “O protótipo nos mostra que podemos ter um modelo de estrutura de dados diferente do modelo centralizado que existe hoje”, afirma Conceição.

Segundo o coordenador do grupo, existe um potencial grande de uso da tecnologia para a criação de serviços financeiros mais eficientes e seguros, com vantagens como, por exemplo, redução de custos com a eliminação de processos de conciliação de dados, maior transparência para o regulador e redução do tempo de liquidação financeira. Adilson Fernandes da Conceição ressalta, entretanto, que a viabilidade de projetos com essa tecnologia precisa analisar em maior detalhe a combinação de fatores como custo, desempenho, privacidade e questões regulatórias.

O grupo de trabalho Blockchain FEBRABAN realiza agora teste do mesmo projeto, com outra plataforma, a Hyperledger- um projeto colaborativo para a construção de uma plataforma de blockchain de código aberto. A previsão é que o experimento termine na segunda quinzena de maio. A meta do grupo é testar diferentes plataformas permissionadas para analisar o desempenho de cada uma nas experimentações.

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Kekanto lança startup que faz aplicativos de delivery para restaurantes

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Os fundadores do Kekanto sempre tiveram o desejo de ajudar os empreendedores de restaurantes a crescerem com o uso tecnologia. Com a experiência adquirida ao longo de 7 anos no guia Kekanto, eles fundaram o Delivery Direto com o objetivo ajudar restaurantes que fazem delivery a venderem mais e economizarem centralizando os pedidos em um aplicativo próprio de delivery do restaurante.

Com investidores do Vale do Silício, conseguiram entender as tendências do mercado e desenhar este novo produto. “No começo do ano participamos do programa de aceleração do Google no Vale do Silício e descobrimos que o aplicativo próprio já é uma realidade nos EUA e todo restaurante terá seu próprio aplicativo – é apenas uma questão de tempo. A quantidade de downloads de aplicativos próprios de grandes restaurantes supera muito a destes “marketplaces”, tanto porque os clientes acham mais conveniente usá-los, como porque são atraídos por programas de fidelidade e ferramentas de marketing. ” diz Bruno Yoshimura, cofundador da empresa.

Diferentemente dos outros aplicativos, o Delivery Direto não é uma praça de alimentação online, então não cobra altas comissões por pedido, apenas uma taxa fixa mensal que cabe no bolso. “Desta forma conseguimos nos posicionar do jeito que desejamos: ao lado do nosso cliente. Queremos que os restaurantes tenham milhares de pedidos pela plataforma e não vamos ganhar nada a mais por isso. O que teremos é um cliente satisfeito, que é o que importa no final.”, completa.

A expertise com desenvolvimento de aplicativos também teve grande impacto nas funcionalidades lançadas pela nova plataforma de delivery. A equipe do Kekanto recebeu diversos prêmios de melhor aplicativo do ano, seja pela Apple e pelo Google, e este conhecimento só potencializou a capacidade do aplicativo de trazer mais vendas. Uma das ferramentas lançadas é a divulgação automática: ela resgata clientes que não pedem há alguns dias. “Em um clique, o dono de restaurante consegue ativar a divulgação automática por e-mail e por notificação de celular. Hoje ele pode resgatar automaticamente clientes que não pedem há alguns dias e também pode enviar um cupom de presente para quem faz aniversário”, afirma Bruno.

Allan Kajimoto, cofundador e CTO do Delivery Direto, acredita que é apenas o começo do sonho de ajudar donos de restaurantes a fazer mais e melhor com uma tecnologia de ponta. Certamente o mercado de softwares para restaurantes do Brasil ainda tem muito o que aprender com o Vale do Silício, mas o Delivery Direto está pronto para o desafio. “Com uma equipe experiente, acesso ao Vale do Silício e experiência no desenvolvimento de aplicativos para restaurantes, vamos construir a melhor ferramenta de delivery do mundo”, conclui Allan.

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Primeiro centro universitário de tecnologia de SP substitui TCC por criação de startup

A partir deste ano, o primeiro centro universitário de tecnologia de São Paulo, o IBTA, irá propor um novo desafio aos seus formandos de MBA. Ao invés do tradicional trabalho de conclusão de curso (TCC), os alunos vão ter que desenvolver um projeto de novo negócio, no formato de startup.

“O objetivo foi adequar o método educacional aos tempos atuais. Queremos que os alunos sejam introduzidos e integrados às novas tecnologias. Assim eles podem aprender a aplicar suas habilidades empresariais a partir de uma base sólida de conhecimento funcional dos negócios”, afirma o diretor do IBTA, Winston Sonehara.

Para validar a ideia, os estudantes precisam entregar um artigo científico com os objetivos e justificativas do modelo escolhido para criação daquela empresa. Com isso, a intenção do IBTA é moldar os alunos para se adaptarem a realidade do mercado e das novidades tecnológicas de sucesso. No desenvolvimento do projeto, os formandos vão poder contar com toda a infraestrutura do centro universitário, que possui um laboratório de aprendizagem no qual estudantes e professores podem sincronizar teoria e prática, buscando, de forma fácil, soluções inovadoras.

O Centro Universitário IBTA oferece diversas opções de MBA, sempre com foco na área de tecnologia. Para saber mais acesse: www.ibta.edu.br.

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Palo Alto Networks identifica malware para dispositivos de vídeo capaz de apagar dados

Os pesquisadores da Unit 42, unidade de pesquisa da Palo Alto Networks, identificaram um novo malware para IoT chamado Amnesia. O malware é uma variação do botnet Tsunami e mira vulnerabilidades de execução de códigos remotos presentes em dispositivos DRV (gravadores de vídeos digitais) fabricados por cerca de 70 empresas no mundo. Com base nas análises de dados, a vulnerabilidade afeta aproximadamente 227 mil dispositivos no mundo.

A razão pela qual tantos modelos de DVR foram afetados é que as companhias vendendo os aparelhos com marcas diferentes na verdade pegaram o hardware e o firmware da mesma fabricante na China – uma empresa chamada Shenzhen TVT Digital Technology. A figura abaixo mostra os países que estão mais expostos à um ataque devido ao número de dispositivos na região.

Os pesquisadores acreditam que o Amnesia é o primeiro malware de Linux a adotar técnicas de evasão de máquinas virtuais para passar despercebido pelas sandboxes de análises de malware. As técnicas de evasão de máquinas virtuais são geralmente associadas em programas de malware para Microsoft Windows e Google Android, mas o Amnesia tenta detectar se o ambiente Linux em que está rodando é uma máquina virtual baseada em VirtualBox, VMware ou QEMU. Caso o Amnesia detecte a presença de uma máquina virtual, irá tentar limpar diretórios críticos a partir do sistema de arquivos usando o comando Linux “rm –rf” para destruir qualquer evidência que possa ter sido coletada.

Um ataque bem-sucedido resulta no controle total do dispositivo. Os atacantes poderiam aproveitar potencialmente o botnet Amnesia para lançar ataques de negação de serviços (DDoS) amplos, semelhante aos ataques botnet do malware Mirai que ocorreram em 2016. Embora o Amnesia ainda não tenha sido usado para realizar ataques em grande escala, os ataques Mirai mostraram os danos potenciais que os botnets em larga escala baseadas em IoT podem causar.
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