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64% das empresas contrataram pessoas de outros locais em 2021

A pandemia e a evolução dos novos modelos de trabalho foram responsáveis por uma grande ruptura das fronteiras geográficas que se faziam presentes no mercado. Expandiram o leque de possibilidades, tanto para as empresas, que obtiveram acesso a um pool mais diversificado de talentos, quanto para os profissionais, que passaram a enxergar a viabilidade de trabalhar para empresas de todos os cantos do Brasil e do mundo. Prova disso é que 73% dos recrutadores entrevistados na última edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH) afirmaram considerar candidatos de outras localidades para o preenchimento de vagas, enquanto 64% revelaram ter efetivamente contratado profissionais de outras regiões ao longo de 2021.

O Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento, celebrado no último sábado (21), foi instituído em 2002 pela ONU, após a adoção da Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural da Unesco, a Robert Half, consultoria global especializada em soluções de talentos, compreende as oportunidades e os desafios que permeiam a questão. 

“Se você ou a sua organização nunca olharam para o tema ‘diversidade cultural’, acredito que datas como essa são ótimas oportunidades para comemorar conquistas e refletir sobre o que ainda pode ser melhorado. Com o home office, o trabalho híbrido e o conceito de work from everywhere, o próximo colega de projeto ou o melhor talento da sua equipe pode ter como terra natal qualquer cidade do país ou do mundo, trazendo para o ambiente corporativo suas crenças, experiências e visões do mundo, das situações e das pessoas”, destaca Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half para a América do Sul. 

Os candidatos estão dispostos a concorrer a vagas fora do local em que moram

Segundo sondagem do ICRH, uma maioria significativa dos candidatos afirma que aceitaria concorrer a vagas em outras localidades, mesmo que para isso fosse necessário mudar de cidade, ou até mesmo de país. Entre colaboradores permanentes, profissionais contratados para projetos especializados e pessoas desempregadas, mas que estão em busca de novas oportunidades, as porcentagens dos que vislumbram essa possibilidade somam expressivos 92%, 96% e 91%, respectivamente.

Por outro lado, uma parcela dos entrevistados também pontuou que apenas aceitaria uma proposta de outra localidade, se houvesse a possibilidade de trabalho a distância ou se a empresa contratante oferecesse apoio regular para o retorno do colaborador à sua cidade.

Possibilidades para o trabalho a distância existem, mas não são a única alternativa 

Entre os 73% dos recrutadores que afirmaram considerar candidatos de outras localidades para o preenchimento de vagas, 29% apontaram que não ofereceriam apoio para mudança de cidade; 22% disseram que cogitam a contratação apenas para trabalho remoto; e 21% afirmaram considerar candidatos de fora, incluindo a oferta de apoio para a mudança, caso necessário.    

Já entre os 64% que efetivamente realizaram contratações dessa natureza ao longo do ano passado, 43% indicaram que os contratos se deram no modelo presencial; 35%, no modelo híbrido; e 22%, no modelo integralmente remoto.  

“Independentemente do modelo de trabalho adotado, as fronteiras geográficas não têm mais o mesmo peso de alguns anos atrás. Vejo isso como uma grande oportunidade. Acredito que a inovação só pode acontecer em um ambiente diverso, com profissionais que tragam ideias, conhecimentos e experiências diferentes para o dia a dia. Assim, é possível enriquecer a cultura organizacional, enquanto se garante um ambiente mais inclusivo e saudável. Como consequência, a produtividade aumenta, e o lucro, com bons planejamentos, também”, reflete Mantovani. 

Processo de integração traz desafios  

Na visão dos recrutadores ouvidos, os três principais desafios na integração desses profissionais são: adaptação à cultura local e corporativa (63%); geração de aproximação com o time (52%); e tempo necessário para a adequação do profissional ao fluxo de atividades (44%). Em quarto lugar, na opinião de 37% dos entrevistados, está a promoção de momentos de interação em um contexto de trabalho remoto.

“Promover uma integração cuidadosa é parte primordial de um trabalho de retenção eficiente, especialmente ao lidar com pessoas de outras localidades. As organizações que conseguirem incorporar novos profissionais, trabalhando a sua cultura amplamente, se destacam e se fortalecem como marcas empregadoras, aspecto fundamental para a atração e retenção dos melhores talentos do mercado. Além disso, ao agregar entre os seus valores a diversidade e a inclusão, as pessoas tendem a permanecer mais tempo na companhia e, com isso, reduzem as taxas de turnover”, completa o executivo.