Page

Author admin

“Novo ICMS”: O AI-5 do e-commerce – Por Roberto Dias Duarte

Imagine que você faça parte dos 31,4% da população brasileira que sonham em ter seu próprio negócio. Sim, conforme o relatório da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), este era, em 2014, o anseio de quase um terço dos brasileiros. Enfim, ao contrário dos 15,8% que desejam seguir carreira em uma empresa, você se juntou aos 45 milhões de pessoas que preferem empreender em nosso país.

Assim como 70,6% dos empreendedores, enxergou uma oportunidade de negócios. Sua motivação não foi a necessidade decorrente do desemprego ou coisa similar. Desta forma, criou um comércio varejista focado na venda de roupas femininas – um mercado promissor.

Fez tudo certo. Procurou o Sebrae, buscou a orientação de especialistas, elaborou o plano de negócios e pesquisou muito. Tanto trabalho foi recompensado. Afinal, você deu um tiro certo! Entendeu uma forte tendência no seu segmento.

A categoria de produtos mais vendidos em quantidade de pedidos no e-commerce brasileiro no primeiro semestre de 2015, segundo pesquisa Webshoppers, foi a de “moda e acessórios”, um mercado promissor, sem dúvida. Afinal, 17,6 milhões de pessoas fizeram pelo menos uma compra no primeiro semestre de 2015, atingindo um faturamento total de R$ 18,6 bilhões naquele período. Resumindo, as coisas fluíram bem e a empresa cresceu.

Em janeiro de 2016 surge um fato inédito. Falam de um tal de ‘novo ICMS’. A princípio você não dá importância, pois está no Simples. Sabe o quanto vai pagar de impostos e não tem tantas tarefas cotidianas para atender às exigências legais. Emite as notas fiscais eletrônicas que acompanham os pedidos, recebe a guia todo mês, do seu contador, e a paga.

Mas primeiro te informam que haverá mais impostos a pagar, além do expresso na tabela do Simples. São apenas alguns percentuais a mais, dizem. Notícia ruim, mas em tempos de inflação de dois dígitos, você se planeja para repassar o novo custo de forma suave, em alguns meses. Dá para absorver parte disto, pelo menos no primeiro semestre, quando as vendas são mais fracas.

Depois vem a notícia completa. Não é só uma questão de mais impostos. Seria preciso pagar o ICMS no estado do comprador! Registrar uma inscrição em cada Unidade Federativa seria inviável! Como controlar isso? Então a opção seria gerar uma tal de Guia Nacional de Tributos Interestaduais (GNRE) e pagá-la. Fácil? Não muito, pois para cada pedido enviado, seria necessário imprimir a GNRE, pagá-la, imprimir o comprovante de pagamento e enviar nota, GNRE e comprovante junto com a mercadoria ao cliente.

“Enlouqueceram e querem me enlouquecer!” Revolta é o mínimo que se pode dizer sobre os sentimentos que lhe vem à cabeça. Mas não tem jeito. Este é o país da burocracia, onde há muita gente que ainda acha isso bonito.

Surge então outra opção. Acabar com as vendas na loja on-line. Só que não dá mais! 70% dos pedidos chegam pela Internet. Então, o que fazer? Refazendo as contas e estudando mais detalhadamente o mercado, fica claro que, assim como ocorre com os demais lojistas virtuais, 88% dos seus pedidos se concentram nas regiões Sul e Sudeste. Ou seja, 25% dos estados respondem por quase 90% das vendas.

Para atender 27 estados, você teria de contratar outro funcionário só para cuidar do trabalho adicional gerado pelas GNRE. Entretanto, trabalhar com apenas sete, proporcionaria um custo bem menor.

Para sua surpresa, vários colegas donos de lojas virtuais tomaram um rumo mais radical ainda. Muitos decidiram vender só para o seu estado. E outros continuarão a vender para todo mundo, mesmo on-line. Simplesmente não emitirão notas fiscais!
Quem irá pagar essa conta? Os milhões de consumidores de produtos do comércio eletrônico; os trabalhadores demitidos das empresas que fecharão; e os consumidores das lojas físicas, em especial no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que, sem a concorrência das lojas virtuais, poderão aumentar seus preços à vontade.

Mas quem fez tamanha maluquice? O responsável é o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), composto por representantes de cada estado, Distrito Federal e governo federal. Seu presidente é o ministro da Fazenda. Mas participam também todos os secretários de Fazenda dos estados; o da Receita Federal do Brasil e o do Tesouro Nacional (STN), além do procurador-geral da Fazenda Nacional (PGFN) e outras autoridades.

Por que isso? Em abril de 2015 tivemos a promulgação da Emenda Constitucional nº 87/2015 (EC 87/2015), que criou uma nova regra sobre a incidência do ICMS nas operações realizadas entre estados.

O ICMS tinha como regra geral o fato de ser devido no estado de origem da mercadoria. A EC 87/2015 criou um cronograma modificando a repartição do Imposto nas compras virtuais, distribuindo parte do valor arrecadado com o estado destinatário da mercadoria. O Confaz afirmou que “a mudança é uma medida de redução de desigualdades e desequilíbrio tributário entre os estados, aguardada há mais de uma década pela maioria das unidades da federação”.

O problema é que a EC 87/2015 atribui a responsabilidade pelo recolhimento ao remetente, quando o destinatário não for contribuinte do imposto. Ou seja, quem vende para pessoas físicas deve recolher o tributo.

Opa lelê! Muita calma nessa hora! Mas a Lei Complementar nº 123/2006, que criou o Simples Nacional, também não deixa claro que este regime implica o recolhimento mensal, mediante documento único de arrecadação de diversos tributos como IRPJ, IPI, CSLL, Cofins, PIS/Pasep, CPP, ISS e o próprio ICMS? Uma vez recolhidos estes tributos, eles não são repassados aos estados, Distrito Federal, governo federal, INSS e municípios, no valor correspondente a cada um?

Sim! Mas as autoridades que compõem o Confaz, quando publicaram o Convênio ICMS 93/2015, optaram por não utilizar a Nota Eletrônica para gerar os dados do ICMS devido ao estado destinatário e incluir este valor no Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).

Por que eles tomaram uma decisão diferente? Será que não pensaram nisto? É claro que sim. Mas não o fizerem primeiramente porque os servidores públicos que compõem o Confaz fazem parte daqueles que se servem do público, ao invés de servi-lo. Trocando em miúdos, deixaram o trabalho para a população.

Em segundo lugar, porque não há liderança política neste nosso Brasilzão. Nem “presidenta” da República, nem governadores de nenhum estado ou partido apresentam capacidade de liderança para colocar nosso país em ordem. Infelizmente, nenhum deles tem coragem e competência para promover ações que reduzam a burocracia e os entraves para o nosso desenvolvimento.

O Convênio do Confaz funciona como um Ato Institucional nº 5 (AI-5) tributário. Para quem não se lembra, foi o quinto de uma série emitidos pela ditadura militar brasileira. Este Ato, de 13 de dezembro de 1968, desconsiderou a Constituição Federal vigente à época, bem como às constituições estaduais, suspendendo diversas garantias constitucionais. Além disso, ele concedia um poder extraordinário aos chefes do Executivo.

Felizmente, algumas entidades da sociedade civil ainda se posicionam contra a ditadura da burocracia. A Ordem dos Advogados do Brasil e a Confederação Nacional do Comércio ingressaram no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma Adin – Ação Direta de Inconstitucionalidade, contra a medida do Confaz.

O diretor-presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Guilherme Afif Domingos, afirmou que “Os fiscos estaduais estupraram a legislação do Simples, que é uma legislação nacional, para implantar em curto prazo uma máquina de arrecadar”.

Diretor da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon) Valdir Pietrobon, classificou a situação como surreal. e ainda explicou que “além de desestimular o mercado, traz de volta um sistema antiquado de cobrança”.

Enfim, se você também faz parte dos 31,4% da população brasileira que sonham em ter seu próprio negócio ou dos 45 milhões de pessoas que empreendem em nosso país, saiba que terá de trabalhar muito e enfrentar os interesses dos burocratas.

Tenha muito claro: a solução para o fim da ditadura da burocracia está em cada um de nós, não neles, assim como a prosperidade de nossa nação.

*Roberto Dias Duarte é sócio e presidente do Conselho de Administração da NTW Franquia Contábil, primeira do gênero no país.

Tags, ,

SafetyPay cresce globalmente e amplia presença na América Latina

A SafetyPay, plataforma segura para pagamento à vista, anuncia crescimento global de 80,4% em 2015. Neste período, a empresa expandiu seu portfólio e inaugurou escritórios, no Chile e no Equador, chegando a 19 países. O Brasil apresentou importante participação, com alta de 500%, resultado de acordos e parcerias estratégicas.

A companhia lançou funcionalidades a produtos existentes e incorporou soluções ao portfólio, como: pagamento via internet banking; pagamento em dinheiro; solução de vendas por telefone; transações de pagamentos para pessoas e empresas via rede bancária e cobranças recorrentes em lotes.

“Foi um período significativo em todos os países, especialmente na América Latina, pois tivemos forte aceitação de nossas soluções. O respaldo de nossos acionistas e clientes, principalmente aqueles com atuação regional, permitiu avançar nossas operações, aumentando nosso escopo de atuação”, afirma Gustavo Ruiz, CEO da SafetyPay.

Investimento no mobile

Recentemente, a empresa lançou o SafetyPay E-mobile, plataforma para atender qualquer segmento de atuação, compatível para Android ou iOS. Implantado no Peru pela companhia aérea Peruvian Airlines, o sistema permite pesquisar, receber notificações dos melhores voos, comprar, pagar e fazer check-in via tablet ou smartphone. O pagamento é realizado por internet banking ou dinheiro nos agentes bancários.

“O avanço que tivemos em 2015 trará resultados mais positivos em 2016. Diversas negociações estão sendo concretizadas com grandes empresas e consolidarão nossa presença nos mercados que atuamos, especialmente no Brasil. Desde a abertura do escritório brasileiro, em 2013, aprimoramos nossas plataformas agregando mais valor para as empresas, não somente de e-commerce, como de outros segmentos”, diz Luiz Antonio Sacco, Diretor Regional da América Latina.

Outros fatores importantes marcaram os últimos 12 meses na AL: o início da parceria com a Aeroméxico, maior companhia aérea no México, e a entrada da AliExpress, um dos maiores e-commerces do mundo, no Peru, na Colômbia e no México.

O crescimento no Brasil fez com que a atuação do país assumisse importância maior entre as operações da companhia. Acordos importantes, como o banco CAIXA, possibilitaram uma conveniência exclusiva de comprar no e-commerce e pagar em dinheiro em mais de 13 mil lotéricas brasileiras, sem boleto.

“A tecnologia beneficiou consumidores virtuais e absorveu uma quantia significativa de clientes não-bancarizados. Já os estabelecimentos ampliaram suas ofertas de meios de pagamento com mais agilidade na confirmação das transações em tempo real”, esclarece Sacco.

Tags, ,

Pesquisa revela comportamento do lojista sobre nova regra do ICMS no e-commerce

30% dos comerciantes afirmam desconhecer à nova forma de cobrança de imposto e suas aplicações
Mais de 40% dos lojistas virtuais ainda não se adequaram a nova regra do ICMS no e-commerce, que entrou em vigor em janeiro deste ano, e 30% dos comerciantes afirmam desconhecer a nova forma de cobrança de imposto e suas aplicações. Estes são alguns resultados do levantamento realizado em fevereiro deste ano pela plataforma de e-commerce Loja Integrada (www.lojaintegrada.com.br), que entrevistou 253 lojistas virtuais no Brasil.

“De maneira prática, agora é preciso recolher o ICMS do estado em que a venda está sendo realizada e também pagar o tributo no estado de destino. Será preciso anexar as guias pagas à mercadoria ao despachá-la para o cliente, o que tornou o processo mais complexo para o lojista”, explica Breno Nogueira – Gerente de Marketing da Loja Integrada – plataforma com mais de 250 mil lojas criadas.

A pesquisa mostrou ainda que 73% dos lojistas acreditam que o processo burocrático para a nova emissão das notas seja o fator que mais dificulta o cumprimento da nova regra e, para 18%, a falta de informação ou divulgação da medida atrapalha o novo processo.

Os e-commerces ainda terão um período para se adaptar as novas condições – 6 meses, porém, ainda segundo a pesquisa, 54% dos participantes acreditam que o governo simplificará a aplicação das regras até o final do prazo.

A regra em vigor, definida pela Emenda Constitucional 87/2015 (EC 87/2015), exige o recolhimento da diferença de alíquota entre os estados de origem e destino do produto. Em 2015, o comércio eletrônico faturou R$ 41,3 bilhões e foi um dos setores que mais cresceu no país.

Tags, , ,

Enterprise Mobility: O que é e por quê ficar de olho nesta tendência

Alex_Labbate_baixa_inc_2

Por Alexsandro Labbate*

Poucas palavras no mundo são tão relevantes hoje em dia como “mobilidade”. Desde o lançamento dos smartphones, da popularização da banda larga de internet e mesmo dos servidores na nuvem e de data clouding, acessar e processar informações de forma remota vem se tornando uma constante na vida de cada um de nós.

É importante ter em mente que essa verdadeira revolução da mobilidade também vem modificando e melhorando profundamente o modo como as empresas atuam nas mais diversas esferas. Um dos maiores impactos desse fato é a possibilidade de profissionais conseguirem realizar todas as suas funções mesmo estando em campo. Soluções de Enterprise Mobility, ou mobilidade empresarial, já são uma realidade em muitas empresas, particularmente em organizações prestadoras de serviços em campo.

O que é Mobilidade Empresarial?

Quando falamos no mundo dos negócios é quase impossível nos desprendermos da imagem de um ambiente onde muitas pessoas se reúnem para trabalhar: o escritório. Por muitos anos, esse local foi o principal quartel general de operação das empresas, onde as ações eram planejadas e realizadas e onde os grandes negócios eram fechados. No entanto, ir para o mundo além das divisórias da empresa sempre foi uma necessidade de profissionais de vários setores em todo o mundo, principalmente para aqueles que trabalham em empresas prestadoras de serviços em campo e executam serviços de instalação, manutenção ou reparo. Felizmente, o avanço da tecnologia móvel nos últimos anos permitiu que os trabalhos realizados em campo ganhassem muito mais consistência, agilidade e integridade. O principal fator que contribui para isso foi o avanço em soluções de mobilidade corporativa.

O conceito de Enterprise Mobility inclui uma série de soluções tecnológicas que visam aumentar a eficiência dos profissionais que precisam trabalhar em campo, e que possibilitem aos trabalhadores em campo contar com ferramentas e plataformas móveis que agilizam a execução de tarefas e melhoram o atendimento ao cliente. Essa nova capacidade de operar eficientemente remotamente, em campo, acarreta uma série de vantagens para empresas, profissionais e clientes.

Redução de custos

Contar com profissionais que não precisam dispor de uma grande e dispendiosa infraestrutura fixa significa, basicamente, que sua empresa está cortando custos. Afinal, não é segredo que a manutenção de um grande escritório demanda investimentos e gastos que vão desde a conta de luz e aluguéis, passando pela compra e manutenção de computadores, servidores e outros equipamentos diversos. Quando os profissionais estão aptos a atuarem munidos apenas de um tablet, celular ou mesmo um notebook, estamos falando em investimentos e custos de manutenção bem menores que os tradicionais. Além disso, as soluções de enterprise mobility viabilizam a execução de um maior número de tarefas por funcionário ou equipe por dia, reduzindo a necessidade de horas extras e de novas contratações.

Melhor comunicação

Pare um pouco e pense na sua rotina diária: como você faz para entrar em contato com o mundo, receber notícias ou mesmo conversar com amigos e parentes? Com certeza, você deve ter pensando em acessar a internet, usar redes sociais, visitar sites e chats. Nas empresas a mesma coisa acontece: com uma conexão com a internet é possível trocar muito mais que dados, é possível manter conversas, contatos e mesmo realizar reuniões e treinamentos por meio de texto, voz e vídeo. Além disso, informações coletadas em campo e compartilhadas com o resto da empresa, em tempo real, antecipam a resolução de tarefas em caso de dúvidas ou erros de execução. Da mesma forma, informações sobre o cliente, geralmente armazenadas no back-office, podem ser facilmente acessadas por funcionários em campo, possibilitando um atendimento mais personalizado e eficiente.

Otimize o tempo

Muitos gestores têm um velho temor de que, quando os funcionários não estão diante dos seus olhos, batendo ponto na entrada e na saída do expediente e entregando relatórios de atividades, eles perdem o foco no trabalho e comprometem sua produtividade. Mas a verdade é que, utilizando-se de soluções de mobilidade corporativa, é sim possível ter um amplo controle da jornada de trabalho e do avanço das tarefas realizadas por cada funcionário. É possível, por exemplo, criar uma agenda compartilhada ou um cronograma de atividades que podem ser aprimorados em tempo real e partilhados com todos os membros de uma equipe. Além disso, é possível monitorar o andamento das tarefas executadas por cada funcionário ou equipe de campo durante o expediente, visualizando assim o progresso, em tempo real, das operações diárias.

Monitore resultados

Entender como funciona a rotina da sua empresa e o dia a dia dos seus funcionários é importante. Mas é possível ir além e monitorar os resultados que estão sendo gerados pela sua empresa, minuto a minuto: tarefas executadas com sucesso, escassez de peças, visitas canceladas de última hora, metas de novas instalações estabelecidas e atingidas, tudo processado e compartilhado em tempo real, seja com o gestor que ficou na empresa ou com aquele funcionário que teve que executar uma manutenção emergencial no outro lado da cidade. Todas estes dados resultam em um histórico de informações sobre as tarefas, o expediente de trabalho de cada funcionário e equipe em campo e a operação de serviços como um todo, criando relatórios, planilhas e gráficos que contribuem para que sua empresa seja capaz de realizar um verdadeiro raio X em suas operações, detectando pontos fortes e fracos do seu negócio.

A adoção de soluções de entreprise mobility por empresas brasileiras está só começando, mas já é possível prever que dentro de pouco tempo será impossível imaginar como uma empresa prestadora de serviços em campo operava antes da difusão da mobilidade empresarial.

*Alexsandro Labbate é Gerente Sênior de Marketing da ClickSoftware para as Américas

Tags, , ,

Gerenciando a hiperconvergência em seu data center

Por Kong Yang, da SolarWinds

Com vantagens anunciadas, como facilidade de implantação, escalabilidade simplificada e, o melhor de tudo, um único fornecedor de infraestrutura para utilizar e gerenciar, a infraestrutura hiperconvergente ganhou um terreno considerável nos últimos dois anos como o “salvador da pátria” do data center.

Definição de hiperconvergência

Em poucas palavras, pode-se pensar na infraestrutura hiperconvergente como a continuação da evolução dos componentes de infraestrutura no espectro convergente. Esse espectro começa com o modelo “faça você mesmo”, em que você avalia, compra e reúne todos os componentes (ou seja, servidores, SAN/NAS, switches, software) para criar sua solução de data center.

A próxima fase do espectro é aproveitar uma arquitetura de referência específica a um fornecedor, essencialmente uma receita com todos os ingredientes e instruções necessárias para preparar uma implantação validada.
Depois disso, vêm os sistemas convergentes, em que os fornecedores vendem, como um único pacote, o teste e a validação de todos os componentes usados na arquitetura. Sistemas convergentes aproveitam o software para apresentar os recursos de hardware como um pool de recursos, que pode ser gerenciado com políticas. E, quando se pensa em políticas, deve-se sempre associar automação e orquestração, o que aumenta a agilidade, a disponibilidade e a escalabilidade.

Por fim vem a infraestrutura hiperconvergente, que é a integração modular de servidor, armazenamento e componentes de rede, reunidos em um fator forma de um único aparelho. O software da infraestrutura hiperconvergente fica na camada do hipervisor ou acima dela, na máquina virtual. O aparelho é oferecido pelo fornecedor como sendo fácil de encomendar, implantar e gerenciar em implantações de infraestrutura distribuída. A hiperconvergência busca aumentar a eficiência operacional da TI, reduzir a complexidade das operações da TI e escalonar os recursos automaticamente.

Gerenciando a hiperconvergência

Embora uma solução hiperconvergente possa ser anunciada como a última palavra em estratégia de data center plug-and-play, ela requer supervisão, e muitos profissionais de TI estão despreparados para gerenciar seus requisitos específicos.

Normalmente, um data center não hiperconvergente apresenta muitos silos: a equipe de rede gerencia redes, switches e roteadores; a equipe de sistemas gerencia servidores e aplicativos; a equipe de virtualização gerencia máquinas virtuais e assim por diante. Mas o que os fornecedores de hiperconvergência (como SimpliVity, Nutanix e EVO Rail, entre outros) fornecem é o gerenciamento consolidado de todas essas operações, que antes permaneciam em silos, em uma única interface de usuário. Todos os recursos de computação, memória, rede e armazenamento são combinados em uma única entidade, o que reduz o conhecimento do domínio que as organizações de TI precisam ter à medida que integram e gerenciam seu data center.

No entanto, a hiperconvergência, com seus componentes homogêneos, transfere todo o ônus do gerenciamento do desempenho dos aplicativos em escala para você. Pense na computação distribuída em uma escala muito grande – até mesmo na escala da Web. Bem, não chega a ser uma escala da Web como do Facebook, Amazon, Google ou Netflix, mas mais escala da Web do que antes. E sem o monitoramento suficiente desses sistemas – o que significa mais do que os recursos básicos de monitoramento oferecidos pelo fornecedor – você enfrentará uma falta de visibilidade significativa da pilha de aplicativos, o que pode levar ao provisionamento excessivo de recursos, ao desempenho insatisfatório do usuário final e a altos gastos de capital.

Por exemplo, digamos que sua organização compra uma certa quantidade de infraestrutura hiperconvergente de um determinado fornecedor, e você consolida todas as suas cargas de trabalho para execução nesse aparelho. Entretanto, você negligencia o monitoramento adequado de uso dele e não percebe, senão muito mais tarde, que de fato não precisa de todos aqueles recursos desnecessários. Não facilitar a visualização do uso desse tipo de recurso representa um erro dispendioso, que resulta em uma grande quantidade de recursos ociosos.

Fora o monitoramento, parte do problema de compra em excesso também pode ter origem em uma desvantagem frustrante das soluções hiperconvergentes – o fato de serem componentes de infraestrutura pré-moldados e não personalizáveis. E o espaço físico do aparelho pode ser grande demais para as máquinas virtuais ou as outras cargas de trabalho que estão sendo migradas para elas. Nesse caso, talvez um ou dois hosts adicionais fossem suficientes, mas o menor aparelho hiperconvergente pode representar quatro hosts ou mais.

Em outras palavras, a hiperconvergência oferece agilidade, disponibilidade e escalabilidade, mas não é vantagem fornecer recursos se for impossível consumir esses serviços de infraestrutura e convertê-los, de maneira eficaz e eficiente, em uma solução de aplicativo completa da mesma frequência e magnitude.

Para solucionar esse problema, considere as seguintes sugestões:

• Conte com um processo fundamental para integração. Você precisa ter uma compreensão profunda do pessoal de seu departamento de TI e dos requisitos das diversas unidades de negócio que dependem dele, o que inclui o ritmo de entrega e o processo do fluxo de trabalho. Parte desse processo deve ser estabelecer uma linha de base das necessidades da empresa para ajudar a determinar qual hardware é necessário agora e o que pode ser escalonado posteriormente.

• O monitoramento deve ir além do fornecedor. Você deve implementar uma solução de monitoramento abrangente que estabeleça uma ponte entre a visão oferecida pelo fornecedor de infraestrutura hiperconvergente e sua visão atual. Em muitos casos, pode-se supor que os recursos de monitoramento padrão do fornecedor sejam suficientes, mas é provável que não exista uma ponte entre a visibilidade dos aplicativos nessas duas visões. A visualização adicional de toda a pilha por meio de um conjunto adequado de ferramentas de monitoramento proporcionará uma melhor compreensão do desempenho de linha de base de seu aplicativo e medições de utilização contínuas, de modo a prevenir a compra excessiva de unidades e melhorar o gerenciamento do desempenho.

• Prepare-se para escalonar. Por fim, determine como e quando escalonar. O recurso de escalonamento linear inerente às soluções hiperconvergentes (ou seja, se é possível executar X transações em uma unidade, será possível executar o dobro de X na próxima unidade) transfere para você o ônus de conhecer bem o aplicativo a fim de escaloná-lo da maneira correta. Isso requer uma sólida linha de base do comportamento do aplicativo, tanto em termos de desempenho quanto de qualidade de serviço, o que retoma à questão do monitoramento abrangente de toda a pilha. À medida que você acompanha suas medições de qualidade de serviço e começa a perceber uma degradação no desempenho, é hora de implantar uma unidade adicional.

Não há dúvidas de que a hiperconvergência veio para ficar. Sua capacidade de simplificar consideravelmente o data center e os processos de gerenciamento é um benefício para todos nós. Contudo, a integração dessas soluções não significa que seu gerenciamento possa ser feito sem intervenção. Você precisa estar preparado para implementar um monitoramento de longo alcance para manter a visibilidade dos aplicativos existentes, entre os quais, na maioria dos casos, não existe uma ponte em toda a solução; compreenda como e quando escalonar de forma correta e, em última análise, evite debilitar os custos de capital da organização pela compra acidental de unidades em excesso.

Tags, ,

Ford firma parceria para serviços de mobilidade na nuvem

view.aspx

A Ford anunciou uma parceria com a Pivotal, empresa líder de tecnologia de software baseada na nuvem, para serviços gratuitos de orientação, aplicativos e soluções de mobilidade para os consumidores. Essa operação é um importante passo na introdução do FordPass, novo serviço de conectividade marca, que deve ser iniciado em abril na América do Norte, antes de chegar a novos mercados, como o Brasil, no final do ano.

O FordPass faz parte dos planos da Ford de se transformar em uma empresa líder na fabricação de automóveis e de soluções de mobilidade, “reinventando” a relação com o consumidor. O serviço será disponível tanto a proprietários de veículos Ford como de outras marcas. A proposta é oferecer dia e noite, via smartphone, orientação de assistentes pessoais sobre a melhor forma de chegar ao seu destino e reservar estacionamento, entre outras facilidades.

Os veículos Ford equipados com o SYNC Connect acessarão o FordPass também para partida remota, travamento e destravamento das portas, checagem do nível de combustível, óleo, bateria, pressão dos pneus, bem como localização onde ele está estacionado.
Tecnologia de ponta

A parceria com a Pivotal dá a Ford acesso a uma série de softwares desenvolvidos com tecnologia de ponta e uma plataforma de computação em nuvem de grande capacidade. Ela permitirá aos engenheiros das duas empresas desenvolver continuamente novas experiências para os associados do FordPass, com a velocidade de uma start-up.

“Trabalhando em parceria com a Pivotal, a Ford poderá rapidamente adicionar novos recursos e soluções de mobilidade para os associados do FordPass, da maneira que melhor atenda as necessidades de cada um”, diz Elena Ford, vice-presidente de Experiência do Consumidor e Distribuição Global da Ford. “O objetivo é oferecer conveniência e facilidade para os consumidores chegarem ao seu destino, sejam eles proprietários de um veículo Ford ou não.”

Um dos primeiros programas beneficiados por essa parceria é o serviço de carona inteligente para os empregados da sede da Ford em Dearborn, EUA – o Dynamic Shuttle –, iniciado como projeto piloto. Quando um usuário faz um pedido de carona, o software determina qual o melhor veículo para atender a solicitação sem aumentar o tempo de viagem dos passageiros que já estão a bordo, informando o tempo de espera e duração do trajeto. Se o passageiro aceitar, o pedido é enviado para a interface de navegação do motorista, junto com a rota mais eficiente para atender as solicitações de todos os passageiros.

“Há mais de 100 anos, a Ford transformou o modo como o mundo se move. Agora, a parceria com a Pivotal permitirá à Ford fazer isso novamente, oferecendo uma grande variedade de serviços de mobilidade por meio do FordPass”, afirma Rob Mee, presidente da Pivotal.

Tags, ,

É hora de comprar um imóvel? – Por Reinaldo Domingos

De acordo com dados divulgados pelo Secovi (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo), no acumulado de 2015, as vendas de imóveis novos sofreram queda de 5,7% em relação ao mesmo período de 2014. Segundo o Sindicato da Habitação, esse foi o pior acumulado registrado desde 2004.

De acordo com o presidente do Secovi-SP, Flavio Amary, os lançamentos e as vendas de imóveis devem cair para patamar ainda menor em 2016. Sendo assim, com o mercado mais frio, construtoras e donos de imóveis, por exemplo, estão oferecendo bons descontos e condições de pagamento. Então, será que é hora de comprar um imóvel?

Antes de qualquer coisa, a pessoa que pensa em comprar sua casa própria precisa ter ciência da sua vida financeira. Pode parecer óbvio, mas muita gente não tem o controle dos seus ganhos e gastos e não faz um bom planejamento, para ver se realmente consegue honrar com um compromisso de alto valor e longo prazo como esse. Com esses números em mãos, aí sim será possível avaliar se dá ou não para realizar essa compra.

Outra questão que deve ser bem avaliada é a instabilidade econômica. Estamos passando por um momento complicado no país, por isso, é preciso ter confiança extra nas finanças pessoais, ou seja, estar está bem estruturado, ter dinheiro poupado e segurança de que não perderá o emprego – ou que, caso venha a perder, que tenha reserva financeira para suportar esse contratempo e não comprometer seriamente o orçamento e os planos.

A partir daí, é preciso entender que como o estoque de imóveis é grande e a previsão para este ano ainda é de queda, haverá menos lançamentos e, na teoria, mais oportunidades boas de negociações para quem quer comprar. Como a aquisição de um imóvel não é algo simples, é indispensável que se tenha cautela, não adianta agir por impulso. Planejamento é a palavra de ordem.

Para quem já compreendeu essa situação e minimamente se programou para a realização desse sonho, pode ser sim uma boa ideia buscar um imóvel nesse momento. Se pensar em financiar, uma informação importante é que a Caixa Econômica aumentou as taxas de juros do financiamento imobiliário. Nos programas Minha Casa Minha Vida e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) não haverá reflexo dessa mudança, apenas nas taxas das operações com recursos da poupança, valendo para quem tem renda acima de R$ 5,4 mil.

O SFH (Sistema Financeiro da Habitação) que fechava a taxa de juros em 8,5% ao ano foi para 9%; o SFI (Sistema de Financiamento imobiliário), por sua vez, que era de 9,10% aumentou para 10,7% ao ano. Isso quer dizer que, em uma simulação de compra de um imóvel de R$300 mil, por exemplo, o valor total pago na primeira opção seria R$ 868.992,43 e na segunda opção, R$ 1.002.481,20.

Agora, para aqueles que não possuem dinheiro agora ou nem sequer estavam com planos de comprar um imóvel, não adianta querer adquirir um bem desse valor somente porque a situação parece estar favorável a isso. Não estamos falando de uma peça de roupa em promoção. Isso é educação financeira: saber da real situação financeira em que se encontra, para agir com cautela e consciência. A melhor alternativa sempre é poupar antes e gastar depois.

Reinaldo Domingos é educador e terapeuta financeiro, presidente da DSOP Educação Financeira, Abefin e Editora DSOP, autor do best-seller Terapia Financeira, dos lançamentos Papo Empreendedor e Sabedoria Financeira, entre outras obras.

Tags, , , ,

Sage firma parceria global com a Apple e oferece solução em tempo real para PMEs

A Sage, multinacional líder de mercado para sistemas de pagamento, contabilidade e folha de pagamento, acaba de firmar parceria global com a Apple. A partir de agora, empreendedores poderão utilizar uma série de soluções de mobilidade da Sage diretamente em seus dispositivos móveis, como iPad, iPhone e Apple Watch, para aprimorarem a gestão dos negócios. O primeiro produto disponível no sistema iOS (para América do Norte e Reino Unido) é o Sage Live, que chega ao Brasil nos próximos meses.

A interface da Apple se destaca pela simplicidade, potência e design, enquanto a Sage tem sua marca reconhecida pela expertise em contabilidade e tecnologia inteligente para pequenas e médias empresas (PMEs). O recém-lançado Sage Live para iOS vai promover avanços na gestão dos negócios em tempo real e aprimorar a eficiência de toda a cadeia de abastecimento. Disponibilizado para venda na Apple Store, o Sage Live vai proporcionar aos empresários todos os benefícios da tecnologia móvel.

“Mobilidade e tecnologia em nuvem estão revolucionando a forma como os empreendedores trabalham, permitindo a tomada de decisões em tempo real, reduzindo custos e democratizando o acesso a ferramentas de gestão de negócios. O iOS é a plataforma móvel líder entre os empresários, por isso, o Sage Live passa a ser disponibilizado nesse sistema, como uma solução simplificada para serviços de contabilidade e pagamentos em PMEs”, afirma Alan Laing, vice-presidente global de Parcerias e Alianças Estratégicas da Sage.

“Vemos o futuro nas plataformas móveis, por isso estamos muito animados nesta parceria com a Apple, que vai ajudar a levar nossas soluções de contabilidade a um número cada vez maior de empreendedores, auxiliando no crescimento, sucesso e competitividade de seus negócios. Em um período marcado por rápidas mudanças e inovações digitais, nosso objetivo é fornecer tecnologias inteligentes para reinventar e simplificar a contabilidade das empresas”, finaliza Laing.

Milhares de PMEs utilizam atualmente dispositivos móveis na administração de seus negócios. Agora, por meio do Sage Live, os empresários poderão ter acesso em tempo real às suas informações contábeis nos sistemas da Sage, além de dados de clientes disponíveis no Salesforce.

Tags, , , , ,

IBGC discute a responsabilidade corporativa em Carta de Opinião

O IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa lança Carta de Opinião voltada para a discussão da responsabilidade corporativa por parte de conselheiros de administração, diretores e demais agentes da Governança. Nos últimos tempos, algumas empresas nacionais e internacionais estiveram envolvidas em desastres ambientais, catástrofes que causaram perdas irreversíveis para o meio ambiente, patrimônio público e a sociedade, além de danos à reputação da companhia, multas e prejuízos financeiros.

A opinião pública está cada vez mais informada e consciente quanto à degradação das condições ambientais globais, relacionada muitas vezes com a atividade empresarial. Com isso, aumenta a cobrança de uma conduta responsável por parte das empresas. Diante desse cenário, nesta nova Carta de Opinião, o IBGC aponta a necessidade de revisão dos processos de tomada de decisão, prestação de contas, de transparência e de comunicação com as partes interessadas. Além disso, o enfoque da organização deve ser estratégico e de longo prazo, levando em consideração os aspectos socioambientais nas demonstrações contábeis, de valor econômico e mercado, assim permitindo a longevidade da companhia.

As empresas precisam se apoiar no pilar da responsabilidade corporativa, zelando pela viabilidade econômico-financeira, reduzindo as externalidades negativas de seus negócios e operações e aumentando as positivas, levando em consideração os diversos capitais no curto, médio e longo prazo.

Na Carta de Opinião, o IBGC indica que, para aplicar essas recomendações, é necessário que a atuação de conselheiros e diretores evolua de expectadores para protagonistas, evitando a terceirização e assumindo responsabilidades.

Com base na 5ª edição do Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa, o IBGC faz as seguintes recomendações:

– Identificar impactos positivos e negativos de sua atividade e estar permanentemente atento a essas externalidades;

– Mapear riscos, medir a probabilidade de ocorrência e a exposição financeira, incluindo os aspectos intangíveis, e implementar medidas para preveni-los ou mitigá-los;

– Cumprir o Código de Conduta e treinar periodicamente todos os públicos a ele submetidos: administradores, colaboradores, fornecedores e prestadores de serviços;

– Divulgar informações sobre estratégias e políticas e prestar contas da atuação e dos resultados alcançados de modo claro, conciso, compreensível e tempestivo, assumindo integralmente as consequências de seus atos e omissões;

– Definir a estratégia de relacionamento com as partes interessadas e garantir que essa relação seja transparente e de longo prazo;

– Dispor de uma política clara de comunicação e de um sistema adequado, por meio de mecanismos formais, a fim de evitar a assimetria de informações com as partes interessadas.

Tags,

Western Union e Viber viabilizam transferência internacional de dinheiro

Plataforma WU® ConnectSM apresenta contínuo crescimento e fornece aos usuários do Viber a capacidade de enviar dinheiro para mais de 200 países e territórios ao redor do mundo

A Western Union, líder em serviços globais de pagamento, e o Viber, aplicativo de mensagens móveis líder com mais de 664 milhões de usuários exclusivos em todo o mundo, anunciam acordo para oferecer uma maneira rápida e simples de enviar dinheiro virtualmente para amigos e familiares para qualquer lugar do planeta com a conveniência do aplicativo Viber.

Com o lançamento recente da plataforma WU® ConnectSM, a parceria entre a Western Union e o Viber incidirá sobre três áreas fundamentais:

• Envio de dinheiro para o mundo inteiro: Nesta primeira versão, usuários do Viber nos Estados Unidos serão capazes de enviar até US$ 499 para destinatários por meio de mais de 500.000 pontos de atendimento da Western Union em mais de 200 países e territórios.

• Experiência do usuário no mundo das mensagens: a Western Union e o Viber criaram uma experiência de transferência de dinheiro que terá início e fim dentro da tela de mensagens dos usuários do aplicativo.

• Soluções Integradas: A parceria oferecerá tecnologia robusta, conversão cambial e gerenciamento de dados, assim como toda infraestrutura regulatória, de compliance e anti-lavagem de dinheiro. O acordo permitirá a transferis dinheiro de forma rápida, fácil e conveniente em quase todo o mundo.

“Por meio da aliança com o Viber, fortalecemos nossa estratégia de oferecer aos clientes cada vez mais alternativas para movimentar fundos dentro da nossa plataforma entre fronteiras FinTech, expandindo nossa rede digital multi-canal (omni-channel)”, afirma Hikmet Ersek, Presidente e CEO da Western Union.

“Nossos usuários usam o Viber para manter contato com amigos e familiares no mundo todo. O recurso de enviar dinheiro para entes queridos pelo aplicativo é um passo natural”, diz Michael Shmilov, Diretor de Operações do Viber. “A aliança do Viber com a Western Union é nosso primeiro passo nesta direção e dá aos nossos usuários uma opção rápida e prática para enviar dinheiro aos seus amigos e familiares”.

Lançada em 2015, a nova e inovadora plataforma API baseada no WU Connect permite que plataformas digitais se incorporem à Western Union a fim de proporcionar uma experiência de transferência de dinheiro perfeitamente integrada aos seus usuários. Os consumidores podem utilizar seu aplicativo de mensagem favorito enquanto enviam dinheiro diretamente da plataforma. Também podem fazer a transferência de dinheiro utilizando cartão de débito, cartão de crédito ou conta bancária e facilmente direcionar os fundos para qualquer ponto de atendimento da Western Union ao redor mundo, para uma carteira móvel ou uma conta bancária, quando disponíveis.

“A plataforma WU Connect representa uma oportunidade de criar relacionamentos mais significativos e envolventes para usuários de plataformas digitais de terceiros e é realmente uma conquista tanto para a Western Union como para as empresas com as quais trabalhamos”, diz David Thompson, Vice-Presidente Executivo e CIO da Western Union. “Estamos entusiasmados em integrar a plataforma WU Connect com o serviço de mensagem Viber e ansiosos para aumentar ainda mais o alcance da nova plataforma”.

Tags, , , , ,

Datablink apresenta suas soluções de autenticação avançada e assinatura de transação na RSA Conference 2016

view.aspx

A Datablink Inc, líder em fornecimento de soluções de autenticação avançada e assinatura de transações, acaba de anunciar que vai expor suas premiadas soluções na RSA Conference deste ano. Durante a conferência, que ocorrerá de 29 de fevereiro a 3 de março, os participantes poderão “experimentar”, no estande #S2714, no Moscone Center, em São Francisco/EUA, os inovadores dispositivos da Datablink e os aplicativos inteligentes para smartphones.

“A RSA Conference oferece uma excelente oportunidade para destacar a exclusiva tecnologia da Datablink e sua proteção muito superior,” disse Shlomi Yanai, CEO da Datablink. “Através dos programas de substituição da Datablink, as organizações podem esquecer os ultrapassados tokens tradicionais e ter mais tranquilidade com menor custo. Por isso, eu quero encorajar os participantes a conhecer nosso estande para que possam aprender porque a combinação entre conveniência e proteção avançada da Datablink está atraindo cada vez mais organizações para fazer a substituição”, destaca.

A Datablink utiliza um tipo de tecnologia de autenticação avançada e assinatura de transações que é diferente de qualquer outra disponível no mercado. Por meio de uma tecnologia patenteada, a empresa estabelece um canal out-of-band entre o usuário e o backend da organização.

Duas das soluções lançadas pela empresa também serão apresentadas na conferência. No ano passado, a companhia lançou Soluções para Serviços On-Line da Datablink, ferramenta que auxilia no crescimento e na segurança dos negócios on-line, protegendo contra usuários não autorizados e contra o compartilhamento de senhas. A empresa também colocou à disposição do mercado recentemente o Datablink Enterprise Solutions, que oferece a mesma tecnologia de autenticação out-of-band para proteger os pontos vulneráveis de acesso em qualquer indústria. Eles evitam que as senhas e OTPs sejam compartilhadas ou roubadas e combatem os malwares de engenharia social.

O Datablink Device 200 e Datablink Mobile 200 são opções que estão disponíveis para atender necessidades específicas de uma organização. A ferramenta exige que o usuário e o dispositivo de autenticação estejam presentes, impedindo o compartilhamento e roubo de credenciais se o dispositivo físico ou app da Datablink são utilizados. Ao contrário dos tokens tradicionais, o Datablink protege contra:

• Compartilhamento e roubo de senhas

• Ataques de Engenharia Social

• Ataques Man-in-the-middle

• Ataques Man-in-the-browser

Para mais informações ou para acessar o portfólio completo de soluções da Datablink, visite www.datablink.com/solutions.

Registre-se gratuitamente na RSA 2016 Expo Pass usando o código XEDBLINK16 em 26 de fevereiro.

Tags, , ,

E se cidades se envolvessem com os cidadãos como os times se envolvem com os torcedores? – Por Rui Botelho

Avaliada em US$ 100 bilhões, globalmente, a indústria do esporte é um dos negócios mais lucrativos do mundo. Não se trata apenas de dinheiro, mas também do engajamento de pessoas.

A tecnologia e as mídias sociais têm tido um profundo impacto nessa indústria. Times bem sucedidos funcionam como pequenas cidades nas quais os ‘cidadãos’ são os torcedores apaixonados. E se cidades e governos se envolvessem com os cidadãos da mesma forma que os times se envolvem com seus torcedores?

De acordo com Don Steele, chefe de desenvolvimento de públicos da empresa Tumblr, a expansão das mídias sociais ajudou a gerar duas mudanças no modo como as pessoas têm suas experiências com os esportes. Primeiro, está ocorrendo a globalização das torcidas e as pessoas não precisam mais viver em uma região específica para acompanhar seus times. Em segundo lugar, as plataformas de mídias sociais estão cada vez mais permitindo que os atletas construam relacionamentos individuais com torcedores e simpatizantes.

Essas duas mudanças podem ser exemplificadas nos três clubes de futebol europeus que são as equipes mais valiosas do mundo. Esses clubes são empresas de sucesso e dominam a arte de desenvolver torcidas maiores do que muitas cidades ou, mesmo, países. O Barcelona, por exemplo, possui mais de 100 milhões de seguidores no Facebook e no Twitter.

Clubes com visão usam as mídias sociais para expandir suas bases de torcedores. Agora, atletas e equipes podem se envolver diretamente com seus fãs, produzindo impactos em suas percepções.

O que o setor público pode aprender com a indústria do esporte?

Megatendências como a hiperconectividade, supercomputação e tecnologias inteligentes estão mudando todos os aspectos da sociedade e dos negócios. A área dos esportes é um negócio digital e está usando a tecnologia para mudar o jogo. Sensores e wearables (roupas com tecnologia) estão revolucionando o modo como as equipes se prepararam, competem, analisam e melhoram o desempenho e controlam os riscos de lesão de seus atletas. A análise de dados e outras ferramentas de última geração têm ajudado as equipes a gerenciar melhor suas operações, seus jogadores e seus torcedores para que possam se tornar mais rentáveis, mais eficazes e mais populares.

Essas mesmas tendências também estão gerando impactos nas cidades em grande proporção – como elas funcionam e se envolvem com seus cidadãos. Algumas cidades como Buenos Aires, Boston, Toronto e Birmingham, para citar apenas algumas, já estão usando tecnologias associadas à Internet das Coisas para tomar decisões inteligentes que afetarão as gerações futuras e ajudarão a gerenciar questões urbanas de forma mais sustentável. Algumas cidades também estão usando a tecnologia para se envolver com a população através de Portais de Cidadãos que permitem às pessoas fazer comentários e colaborar para que melhores serviços sejam oferecidos à comunidade.

No entanto, a maioria dos administradores das cidades ainda não encontrou uma maneira de capitalizar a paixão dos cidadãos por suas cidades, muito menos fazê-los com que se envolvam com elas assim como fazem com seus times de futebol.

Imagine se as entidades governamentais começarem a usar ferramentas e tecnologias para funcionar de modo mais simples, mais eficiente, mais como um negócio digital. Imagine se elas usarem essas ferramentas para saber o que é importante para seus cidadãos, com serviços e assistência para apoiar as pessoas e criar o lugar mais seguro e mais tranquilo para se viver.

Tecnologia como nossa força vital

Cidadãos e torcedores em todo o mundo querem abraçar as causas que melhorem suas vidas e a economia para que possam garantir um futuro melhor para si e para seus filhos.

A realidade na economia digital de hoje é que cada equipe esportiva, cidade e empresa – grande ou pequena – deve considerar o impacto da tecnologia e das mídias sociais em sua organização, seu compromisso com as pessoas e a eficácia de suas operações. Aquelas organizações que quiserem prosperar e não apenas sobreviver devem começar a pensar em si como uma empresa de tecnologia porque essa é a chave para um futuro sustentável.

* Rui Botelho é vice-presidência de Vendas para Core Industries da SAP Brasil

Tags

Modelos 2016 da Land Rover trazem novo sistema de entretenimento InControl Apps

view.aspx

Os modelos da linha 2016 da Land Rover poderão ser equipados com um completamente novo sistema de entretenimento. A tecnologia InControl Apps permite o motorista acessar aplicativos do seu celular pela tela do veículo. Aplicativos como o reprodutor de música Rdio e o app de notícias News OnBoard podem, por exemplo, ser utilizados sem a necessidade de desviar o olhar para o celular, tornando a viagem mais confortável e segura.

A novidade faz parte da renovação do sistema de entretenimento das marcas, que inclui tela de oito polegadas touchscreen com ainda melhor sensibilidade ao toque, novo layout mais intuitivo e com melhor resolução, funções com comando de voz em português, sistema de navegação mais rápido e fácil de manusear com mapas em 2D e 3D e sistema de som premium com assinatura da marca Meridian.

A tecnologia permite a conexão entre motorista e veículo tornando a experiência de viagem mais agradável, além de possibilitar um novo patamar de personalização, já que o sistema de entretenimento pode ser configurado para se tornar cada vez mais pessoal. As mesmas configurações de um único smartphone podem ser usadas em todos os veículos da marca, configurados com a nova plataforma InControl.

O sistema não ficará parado no tempo, pois usará sempre a última atualização dos aplicativos, também terá novos aplicativos lançados regularmente.

O InControl Apps já está disponível em toda linha Land Rover ano modelo 2016 e estará disponível na linha Jaguar a partir de 2017.

Tags, ,

7 lições que os grandes sites de e-commerce têm a ensinar às pequenas lojas virtuais

Fábio Ricotta, considerado o mestre do SEO no Brasil, ensina como os pequenos e-commerces podem fazer para se destacar diante de grandes lojas

Seja diante de dificuldades que o atual cenário econômico, ou das robustas estratégias de grandes lojas e suas estruturas grandiosas, as pequenas lojas online precisam encontrar formas de se destacar e vender mais. Especialista em SEO e sócio da Agência Mestre, Ricotta já foi responsável pelas estratégias de grandes clientes do varejo nacional, como Ponto Frio, Extra, Nike e Casas Bahia, com táticas conhecidas pelos nomes de inbound marketing e growth hacking. Baseado em sua experiência, o especialista traz sete lições dos grandes que podem ser aproveitadas por todos os tipos de e-commerce, incluindo os pequenos.

1 – Relação entre loja e estoque

O especialista destaca o principal cuidado que deve ser tomado em relação ao estoque. “Muitas lojas pequenas costumam ter menos controle dos pedidos em relação ao que está disponível, criando o tipo de problema mais comum na venda online, que é ter um produto disponível no site, mas que já teve todas as unidades vendidas”, explica Ricotta. Portanto, o primeiro passo é ter muito bem afinada a comunicação entre a equipe do site e a do estoque.

2 – Faça mensuração das vendas

Na hora de anunciar, é preciso acompanhar os anúncios e o retorno que eles trazem, conforme sugere o especialista. “A mensuração do que cada canal traz de conversão, incluindo anúncios e divulgação orgânica nas redes sociais, é primordial para que a loja saiba onde tem mais retorno de investimento”. Assim, é possível aumentar ou reduzir os investimentos, valorizando os que dão mais retorno.

3 – Entenda a necessidade dos clientes

Toda loja online precisa compreender o cliente e suas necessidades. No entanto, Ricotta destaca que isso é mais fácil para as pequenas lojas, que possuem mais proximidade com quem compra. “O empresário do pequeno e-commerce tem mais tempo para cuidar da loja e dos clientes, entendendo melhor as necessidades dos compradores, o que permite que seja feito um descritivo diferenciado, um bom e-mail, e fotos mais personalizadas dos produtos”, exemplifica.

4 – Ofereça um serviço personalizado

Diferente dos outros ensinamentos, que sugerem imitar as grandes lojas, este é justamente o contrário: fazer o que um grande site não consegue fazer. “A grande sacada do pequeno e-commerce é oferecer um serviço de qualidade, com preço justo ou, se possível, menor, mas com um valor agregado de forma que permita ao consumidor falar bem da marca e do serviço”, ensina o especialista. Outras ações indicadas pelo especialista em Marketing Digital é dar pequenos mimos aos clientes como forma de se diferenciar. “Oferecer um pacote com descritivo diferente, caixa perfumada, atendimento via Whatsapp e e-mail personalizado mostram uma dedicação maior ao consumidor, que gosta de ser bem atendido”, sugere.

5 – Aposte nas milhas e gamification

Dentre as estratégias de growth hacking mais importantes, Ricotta destaca a importância dos planos conhecidos como “milhas” ou “cupons de desconto”, que oferecem ofertas progressivas conforme o cliente faz a compra. “Esses hacks de cupom e milhas por compras ou indicação são exemplos dos que mais dá resultado em e-commerce, e também vale a pena oferecer desconto aos que sugerem novos produtos, no caso de lojas que montam seus próprios produtos, como canecas ou camisetas”. Aliado a isso, o especialista sugere que sejam feitas promoções em redes sociais como Instagram, Snapchat ou Youtube pra atrair mais pessoas.

6 – Invista em Google e Facebook

Segundo Ricotta, todo e-commerce precisa apostar em anúncios no Facebook Ads e no Google Adwords, que segmentam o público, alcançando-o de formas diferentes. “No Facebook há uma assertividade maior de dados da pessoa, como idade, interesse, cidade, localização e páginas que curte, enquanto no Google Adwords se utiliza mais a intensão de busca e os sites que o público frequenta, para exibir banner de produto”. Ele sugere que se aposte em anunciar os produtos na plataforma Google Shopping. “O Facebook tem uma plataforma similar, e em ambos os casos é necessário ter uma boa segmentação conforme os produtos anunciados”.

7 – Aposte em vídeos e imagens

Mesmo que a produção de vídeos possa ser mais cara, Ricotta afirma que vale a pena investir na produção de vídeos sobre os produtos, assim como produzir imagens mais criativas e de alta qualidade. “Este tipo de investimento vai atrair mais público de acordo com as estratégias de SEO, e se o conteúdo for sobre os produtos com mais faturamento ou receita, você vai conseguir fazer com que eles vendam mais”, destaca.

Tags, , ,

Cresce a devolução e o distrato na compra de imóveis – Por Pedro Henrique Picco

Como se o péssimo ano de 2015 não tivesse sido suficiente diante do aumento da taxa de juros e instabilidades econômicas e políticas, o setor da construção civil não passará ileso no ano de 2016, estima-se uma retração do Produto Interno Bruto (PIB) da Construção Civil em 5%.

O ano de 2016 promete atenção e trabalho redobrado para as construtoras para venda de imóveis, lançamento de novos projetos, geração de caixa e readequação da estrutura da empresa.

Entretanto, os problemas não param por aí. No ano de 2015 de cada 100 imóveis vendidos, 41 foram devolvidos para as construtoras, segundo dados da agência Fitch, o que representa um volume de R$ 5 bilhões de reais retornando aos estoques das empresas.
E ao que tudo indica 2016 não será nem um pouco diferente. O relatório da Ficht estima que se 35% das unidades vendidas forem canceladas, os distratos alcançariam a cifra de R$ 6 bilhões de reais.

O motivo para tantas devoluções dos imóveis é a crise econômica instaurada em nosso país, com o aumento das taxas de juros, a restrição de crédito e o aumento da taxa de desemprego.

Assim, muitos compradores que haviam adquirido seu imóvel, no momento da entrega das chaves e liberação do financiamento acabam desistindo de celebrar o negócio, seja porque não conseguem o financiamento bancário, seja porque o valor das parcelas não cabe no orçamento, seja porque ficaram desempregados.

Nesses casos, não resta alternativa a não ser a devolução do imóvel.

Entretanto, o chamado distrato não acontece facilmente entre as partes. As construtoras acreditam que o contrato de compra é irrevogável e irretratável. O comprador do imóvel, por sua vez, acredita na devolução dos valores do imóvel na sua integralidade podendo rescindir o contrato a qualquer momento.

Os contratos celebrados entre as partes, na maioria das vezes, estabelecem percentuais de retenção no caso de desistência do comprador – no patamar de 30%, 40% e até 50% sobre o valor do imóvel. Outras vezes não estabelecem, simplesmente informam ao comprador que não poderá haver a desistência, ou caso haja, perderá todo o valor pago.

Logo, o impasse entre as partes é encaminhado para o Poder Judiciário.

Em recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), proferida em 13/12/2015, no Recurso Especial n.º 814.808/DF, o ministro Moura Ribeiro, estabeleceu a retenção em favor da construtora em 10% do valor pago pelo comprador.

No caso em discussão, o comprador adquiriu o imóvel e ao requerer o cancelamento do negócio a construtora requereu a retenção de mais de 40%. Ao julgar o recurso, o ministro manteve decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal que estabeleceu que “a rescisão unilateral do contrato, por desistência do adquirente, ensejaria a retenção de mais de 40% do total pago, o que claramente é excessivo. A cláusula estabelece obrigação abusiva. Coloca o consumidor em desvantagem excessiva, em afronta aos artigos 51,II, e 53, do CDC, aplicáveis a hipótese”.

Na explicação do TJ-DF, constou o seguinte: “O valor retido não pode ser fonte de enriquecimento sem causa da construtora. E, o contrato, porque de adesão, impossibilita ao consumidor verificar e discutir as cláusulas”.

Assim, no caso narrado, o comprador teve retido do valor pago, por ter desistido do negócio, o percentual de 10%. A construtora foi condenada a restituir o percentual de 90% do valor pago corrigido desde os pagamentos e 1% de juros de mora desde a citação.

A retenção de 10% tem como finalidade compensar as construtoras pelas despesas de elaboração de contratos e publicidade.
As construtoras têm tentado de todas as formas evitar os novos distratos, facilitando a aquisição pelo comprador, por meio de financiamento direito e troca por outro imóvel. Quando não é possível infelizmente a solução razoável é o distrato do contrato.

Contudo, as construtoras devem ficar atentas com os contratos realizados, pois a estipulação de retenção em percentual superior a 10% demostra-se abusiva. Nesse caso, uma solução amigável junto ao comprador pode ser a melhor maneira possível de resolver a questão, evitando novos gastos e custos de um processo judicial que somente acabariam por trazer mais prejuízo à construtora.

Do outro lado, o comprador, antes de adquirir o imóvel, deve mensurar bem a situação econômica e a atual conjuntura política do país, verificar se tem recursos suficientes para adquirir o imóvel e sua capacidade financeira para se comprometer em um financiamento de longo prazo, para evitar desperdiçar 10% sobre o valor pago, no caso de desistência do negócio.

*Pedro Henrique Picco é advogado e coordenador do Task Force Construção Civil e Terceirização do escritório A. Augusto Grellert Advogados Associados, atuante na área de Direito da Construção e especialista em Direito e Processo Civil pela UNICURITIBA.

Tags, , , , , , ,

CA Technologies apresenta o CA Virtual Summit 2016

Em um ambiente 100% digital e preparado para atender usuários de toda a América Latina, a 1ª edição do evento trará palestrantes internacionais e de empresas disruptivas, como o Facebook e LinkedIn

A CA Technologies, uma das maiores empresas de software para segurança, desenvolvimento e gestão de TI do mundo, promove em 3 de março, das 9h às 12h, a primeira edição do CA Virtual Summit. Com o objetivo de fomentar a discussão sobre tecnologia, tendências e modelos de negócios disruptivos na Economia dos Aplicativos, o evento terá formato inovador e inteiramente online, levando conteúdo ao público de toda a América Latina nos idiomas Português e Espanhol.

“Criamos um evento 100% online para não restringir a participação ao público dos grandes centros e para mostrar, na prática, como a tecnologia é transformadora. A plataforma digital somará todos os elementos importantes de um evento físico, garantindo, além de mobilidade e praticidade, uma boa experiência ao usuário”, diz Laércio Albuquerque, presidente da CA Technologies para a América Latina.

O evento tem como tema central a “Disruptura do Modelo Tradicional de Negócios”, que traz a transformação digital como um divisor de águas em um mundo onde um aplicativo vale mais do que indústrias e o nome de uma marca já não é fator decisivo na hora da compra. Para discutir o assunto o evento traz Facebook e LinkedIn, duas empresas que causaram uma verdadeira disruptura na forma como a sociedade se relaciona, consome e faz negócios.

Estão confirmados também o diretor da API Academy e autor de livros de referência sobre Desenvolvimento, Mike Amundsen, e do vice-presidente global de Solution Sales para DevOps da CA, Raymond Brancato.

Em diferentes sessões, o CA Virtual Summit abordará temas como: o Impacto da Entrega Contínua, A Segurança como um Habilitador de Negócio, Operações Ágeis e Gerenciamentos Ágeis. No centro do pavilhão virtual, o público poderá circular entre os estandes de DevOps, Agile Management, Mainframe, Segurança, Serviços & Educação e Recursos Humanos.

As inscrições para o evento, que é gratuito e com vagas limitadas, devem ser feitas através do site www.cavirtualsummit.com. A plataforma é responsiva, ou seja, se ajusta à tela de tablets e smartphones.

Tags, , , ,

A gestão da qualidade dos serviços digitais é fundamental para a construção de uma Cidade Inteligente – Por Helder Ferrão

ISPM___Helder_Ferro_baixa_inc

Anunciada como tendência há poucos anos, não há dúvidas de que as cidades inteligentes já são uma realidade e chegaram para ficar. De acordo com estudo da Frost&Sullivan, o mercado global de smart cities movimentará cerca de US$ 1,565 trilhão em 2020, especialmente na Europa e América do Norte, regiões nas quais estarão 50% das cidades que demandarão por serviços inteligentes em meados de 2025. No Brasil, esse conceito de smart cities vem ganhando força.

Em comum, os administradores públicos em todo mundo encontrarão o desafio de prover serviços básicos a uma população que em 2025 será gigantesca. Cerca de 4,6 bilhões de pessoas estarão vivendo em áreas urbanas, ou seja, cerca de 50% da população mundial compartilhando espaço e serviços públicos básicos.

A resposta para isso é, como sempre, a tecnologia. Um recente estudo da IDC revelou que ela é a chave para a melhoria dos aspectos socioeconômicos de uma cidade, especialmente as que possibilitam conectividade. Afinal, consistem na base para a criação de serviços digitais em beneficio da comunidade e apoiando iniciativas relacionadas às áreas de educação, saúde, turismo, segurança e espaços públicos, além de prover banda larga de alta velocidade.

É claro que construir uma arquitetura de rede e modernizar a infraestrutura de telecomunicações das cidades é primordial e ponto de partida para qualquer projeto. Mas, isso só será realmente efetivo se, além de um desenho de redes apropriado, integradores e provedores de serviços de rede, produtos inteligentes e serviços de gestão fizerem parte do ecossistema da criação de uma smart city. Essas empresas devem integrar suas tecnologias, serviços e plataformas para oferecer uma experiência única, com benefícios diretos e indiretos à população, como melhor atendimento do serviço público, maior segurança para os moradores e turistas, incentivo a novos negócios e fortalecimento da economia local. Entretanto, a gestão da qualidade desses serviços é uma importante questão para que a cidade inteligente esteja pronta para auxiliar completamente a infraestrutura e a operação do município.

Por tratar-se de diversos serviços e tecnologias integradas, é fundamental que exista um gerenciamento da qualidade dessas aplicações digitais, como por exemplo, a mensuração de usabilidade, avaliando o nível de uso dos equipamentos e da gestão proativa de problemas em tempo real, e também da conectividade por meio do monitoramento da qualidade de rede e do sinal Wi-Fi.

Esse tipo de gerenciamento é responsável pelo suporte técnico remoto, gestão e resolução de problemas que acontecem no dia a dia, reduzindo os custos operacionais de manutenção e aumentando o tempo de vida da infraestrutura da cidade.

Além de melhorar o monitoramento e a gestão do município, com base na análise das informações e seu comportamento, a informação gerada por este tipo de tecnologia possibilita que gestores e cidadãos utilizem os recursos públicos de forma mais consciente.

A real inteligência das cidades começa por uma gestão de qualidade, capaz de direcionar corretamente os recursos, aumentando a eficiência dos serviços, a qualidade de vida e a satisfação da população. Uma verdadeira cidade inteligente está totalmente focada na geração de valor para o cidadão.

Helder Ferrão é Diretor Comercial & de Desenvolvimento de Negócios da ISPM.

Tags,

Confiança do consumidor começa o ano em baixa, informa ACSP

view.aspx

O Índice Nacional de Confiança (INC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registrou 75 pontos em janeiro – o que representa uma queda de dois pontos em relação a dezembro de 2015 e de 62 pontos em relação a janeiro daquele ano. Essa é a décima queda nos últimos doze meses.

O INC é elaborado pelo Instituto Ipsos, que realizou a pesquisa entre os dias 14 e 24 de janeiro em todo o Brasil. No INC, os valores entre 100 e 200 pontos apontam otimismo; o intervalo de zero a 100 indica pessimismo.
De acordo com Alencar Burti, presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), a contínua baixa da confiança no início de 2016 sinaliza para o aprofundamento da crise política e econômica pela qual passa o País.
“A confiança está estabilizada, mas em patamares mínimos. Para que o consumidor saia desse pessimismo, é preciso haver uma solução rápida da crise político-institucional e a queda da inflação. Somente assim, poderemos retomar a atividade econômica”, comenta Burti.

Segundo o presidente da ACSP, o recuo da inflação melhorará, sobretudo, a confiança das classes mais baixas. Já o fim da crise política irá reduzir a incerteza que paralisa as compras parceladas.

Situação, consumo e emprego

Em janeiro, 52% dos entrevistados avaliaram sua situação financeira atual como ruim e apenas 24% como boa. Há um ano, essa relação era de 32% e 40%, respectivamente.
Em relação ao trabalho, 54% sentem-se inseguros em seus empregos, contra 14% que se sentem seguros (27% e 35%, respectivamente, em janeiro de 2015).

Mais do que isso, cada entrevistado disse conhecer, em média, 4,96 pessoas que perderam o emprego nos últimos seis meses. É o maior número desde que a pesquisa foi criada, em abril de 2005. Em janeiro do ano passado, essa média foi de 3,31 pessoas.
Como consequência desse cenário, apenas 16% dos consumidores disseram estar à vontade para comprar eletroeletrônicos nos próximos meses (41% em janeiro de 2015).

“A insegurança no emprego e a má percepção que o brasileiro tem de sua situação financeira se refletem no consumo das famílias, sobretudo na aquisição de bens duráveis”, explica Burti.
Na comparação com dezembro, todos esses indicadores mantiveram-se estáveis ou dentro da margem de erro de 3 pontos.

Estado de SP

O Índice de Confiança do Consumidor Paulista registrou 60 pontos em janeiro – o pior resultado desde que a pesquisa começou. Em dezembro de 2015, a confiança entre os consumidores de São Paulo tinha sido de 64 pontos. Já em janeiro do mesmo ano, foi de 126.
A queda mais forte em SP pode ser explicada pelo fato de o estado ter uma grande presença de consumidores da classe AB, a mais pessimista. Além disso, por ser um estado altamente industrializado, sofre ainda mais com a recessão econômica, pois a indústria tem sido o setor mais prejudicado.

Regiões

Das regiões analisadas, apenas o Nordeste apresentou alta em relação a dezembro de 2015. O INC nordestino subiu de 82 para 91 pontos, embora continue no campo pessimista. O Sudeste caiu de 70 para 66 pontos; o Norte/Centro-Oeste, de 91 para 85; e o Sul despencou de 74 para 63 pontos.

Classes

A classe DE foi a única a apresentar ligeira elevação de confiança, com o INC desse grupo indo de 90 para 92 pontos. Já a confiança da classe C baixou de 76 para 73 pontos, e a da classe AB caiu de 64 para 62.
A melhora na confiança tanto da classe DE quanto na região Nordeste pode ser explicada pelo aumento do salário mínimo, que impacta mais esses dois grupos.

O INC

O INC de janeiro foi elaborado pelo Instituto Ipsos a partir de 1,2 mil entrevistas domiciliares em 72 municípios, por amostra representativa da população brasileira de áreas urbanas (Censo 2010 e PNAD 2013), com seleção probabilística de locais de entrevista e cotas de escolha do entrevistado, ambas baseadas em dados oficiais do IBGE.

Tags, , , ,