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Conecta Startup Brasil: primeira edição do programa é concluída com ótimos resultados

A 1ª edição do programa do MCTI movimentou o ambiente de negócios destas empresas por meio da conexão de atores envolvidos no modelo de startups

Foi concluída a primeira edição do Programa Conecta Startup Brasil, que tem o objetivo de fomentar o empreendedorismo, estimular a inovação aberta no Brasil e desenvolver ações para preparar startups brasileiras para os desafios do mercado. Como resultado, entre outros números, o programa estimulou aproximadamente 600 empregos diretos via bolsas de fomento para as 100 startups aprovadas.

O Conecta Startup Brasil é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Associação de Promoção à Excelência do Software Brasileiro (SOFTEX). A iniciativa conecta diversos atores do setor de inovações como empresas, indústrias, centros educacionais de pesquisa e desenvolvimento, rede de mentores, incubadoras, aceleradoras, investidores e as startups

Embora não fosse uma meta,  43% das startups do programa já estão faturando e, até agora, as 25 finalistas selecionadas para a terceira fase conseguiram levantar R$ 4,3 milhões em investimentos, com participação pública e privada exatamente na mesma proporção.

O Conecta Startup Brasil recebeu mais de 2.900 inscrições de empreendedores e 270 de empresas. Ao longo de seus 18 meses de execução, mapeou 327 desafios de mercado, capacitou mais de 7 mil pessoas e promoveu mais de 370 horas de mentoria.

Diversas ações promovidas fizeram com que algumas empresas ficassem no programa mesmo sem o recebimento da bolsa. Foram realizadas 53 conexões entre startups e empresas selecionadas. Durante as três etapas de execução do programa aconteceram 430 horas de acompanhamentos individuais com startups e 96 horas com empresas.

Outro ponto fundamental que auxiliou o desenvolvimento dos negócios foi a mentoria, integrada por uma base de mais de 500 mentores e que ofertou 400 horas de orientações especializadas e técnicas às equipes.

Demoday

O Demo Day é um momento muito importante porque marca o final do processo de aceleração e comprova a evolução das empresas durante o programa. Cinco startups que se destacaram em suas regiões apresentaram seus negócios a um comitê julgador de especialistas do ecossistema de inovação nacional integrado por representantes da Domo Invest, Bossanova e WOW.

A primeira colocada foi a biotech Cor.Sync, de auxílio ao diagnóstico de infarto no atendimento de emergência hospitalar. O infarto é uma das principais causas de morte no mundo. Em 2020, foi a causa mortis de 130 mil brasileiros segundo levantamento realizado pelo  Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), em parceria com o Ministério da Saúde.

A solução da Cor.Sync é integrada por um dispositivo point of care capaz de entregar resultados de troponina com precisão laboratorial em menos de 10 minutos e uma plataforma de auxílio à decisão clínica. Em fase de testes de validação, a ideia da Cor.Sync é fornecer o dispositivo em comodato para os hospitais interessados com a cobrança de uma taxa mensal de assinatura e um consumível para cada teste. A meta da startup é estar presente em 1.000 hospitais do Brasil até 2023.

Próximos passos

Uma segunda edição do programa Conecta Startup Brasil já está nos planos do MCTI. O Ministério está trabalhando com os parceiros na nova etapa. Assim que for lançado o edital, ele será divulgado tanto no site do MCTI como no Startup Point, portal que reúne todas as iniciativas de apoio a startups do Governo Federal: https://www.gov.br/startuppoint/pt-br

Mercado Eletrônico abre novas vagas para profissionais de tecnologia

O Mercado Eletrônico, líder em soluções para e-commerce B2B na América Latina, está com novas vagas de emprego abertas, ligadas ao universo de tecnologia: analista de monitoramento jr., analista de suporte técnico jr., customer success, desenvolvedor de automação pleno e desenvolvedor Java. Para todas as posições, os colaboradores podem escolher entre os formatos de trabalho full home office ou híbrido (no pós-pandemia). De 2020 para cá, a empresa contratou 177 novos colaboradores, sendo 97 profissionais no ano passado e 80 neste ano.

Para a vaga de analista de monitoramento jr., as principais atribuições são: administrar infraestrutura de monitoramento; melhorar e inovar nas arquiteturas de monitoramento como novas técnicas e ferramentas; criar e manter alertas para situações críticas; otimizar custos na nuvem através de monitoramento de recursos; conhecer novas tecnologias. Entre os requisitos para preencher a vaga estão o conhecimento de agregadores de log e criação de métricas (ELK, DataDog, Grafana, Prometheus etc); capacidade de entender sistemas web complexos com microserviços em ambientes de Nuvem e OnPremisse; conhecimento de networking (DNS, TCP/IP e VPN); conhecimento de Git, Yaml, Shellscript e inglês técnico.

Já a vaga de analista de suporte técnico jr. tem como atividades principais: analisar e solucionar os chamados de requisições de serviços e incidentes referentes à solução do Mercado Eletrônico; entrar em contato com o cliente para esclarecimento dos chamados; manter o cliente informado sobre a situação (status) de seu chamado, entre outros. Os requisitos para esta posição são o ensino superior completo (Engenharia da Computação, Ciências da Computação ou áreas correlatas); domínio do ambiente Windows e pacote Office; conhecimentos intermediários em SQL e TSQL, entre outros.

Já a vaga de Customer Success será ponto focal do cliente para diferentes necessidades, como melhorias, solicitações de serviços, incidentes e problemas; capacidade de entendimento da operação do cliente e sugestão de melhorias, entre outros. Entre os requisitos estão a experiência em processos, sistemas e operações de compras; habilidades em lidar com clientes e equipe interna; boa comunicação; organização; espanhol será diferencial.

A pessoa escolhida para ser desenvolvedora de automação pleno precisa apoiar a evolução da arquitetura nas entregas dos projetos; utilizar e contribuir com o stack tecnológico e o ferramental devops para automação. Entre os requisitos estão o conhecimento em Node.js, Java script, Git, Docker, CI/CD, Jenkins, SQL e Linux; conhecimento em API, Selenium e Page object; conhecimento em Jetbrains, Intellij, Microsoft e Visual studio code; serão considerados diferenciais: experiência em trabalhar em ambiente ágil, estar familiarizado com a filosofia devops e inglês.

Para a posição de Desenvolvedor Java sênior, será necessário participar ativamente na elaboração de soluções; atuar na evolução de plataforma PaaS; atuar no desenvolvimento de sistemas Web com foco no back-end; desenvolvimento com foco em negócios. Entre os requisitos estão o superior completo ou cursando Eng./Ciências da Computação ou cursos similares; experiência em Java: Spring Framework (Spring MVC, Spring Security, Spring Data); experiência com web client-side: CSS/LESS e Javascript/ES6, entre outros.

O Mercado Eletrônico está na lista das melhores empresas para trabalhar nos rankings Brasil e TI, de acordo com o GPTW (Great Place To Work), por quatro  anos consecutivos e, também, é uma das vencedoras do GPTW Mulher 2020 e 2021. Todas as vagas do Brasil disponíveis no Mercado Eletrônico podem ser preenchidas por profissionais de qualquer estado brasileiro. Para se candidatar, basta enviar o currículo para o e-mail selecao@me.com.br.

Clara anuncia aporte adicional de US﹩5 milhões feito por fundadores de unicórnios e investidores anjo

A Clara , plataforma que auxilia empreendedores e empresas na gestão de gastos corporativos, acaba de anunciar um aporte adicional de US﹩5 milhões feito por fundadores de unicórnios e investidores anjo líderes do atual ecossistema de empreendedorismo e negócios.

Entre os investidores de destaque desta rodada estão Sergio Furio, da Creditas, Sebastián Mejía da Rappi, Daniel Vogel da Bitso, Brynne McNulty Rojas da Habi, Sebastián Castro da Kushki, Manolo Atala da Fairplay, Deepak Chhugani da NuvoCargo, Sebastián Kreis da Xepelin, Sebastián Villarreal da Súper, Ricardo Weder da Jüsto, e Ariel Lambrecht da 99 – líderes que nos últimos anos se posicionaram e se destacaram por suas ideias de negócios inovadoras e disruptivas, atualmente disponíveis para mais de milhares de usuários e empresas na América Latina.

Além disso, o investimento é composto por fundos de vários investidores anjo que anteriormente colaboraram com algumas das empresas mais importantes e reconhecidas do ecossistema. Tais como Oliver Jung – ex-VP Internacional no Airbnb, Hans Tung da GGV, Murtaza Ahmed anteriormente do Softbank LatAm, MBrendan Dickinson da Canaan, Miguel Burger-Calderon da Vast, Mike Levinthanl, e Andy Cohen – ex-VP de Vendas na Bill.com

“Depois de uma bem-sucedida rodada de financiamento da Série A de U﹩30 milhões, estamos entusiasmados em anunciar este financiamento adicional de alguns dos mais destacados empreendedores e investidores anjos que estão moldando o cenário empresarial e de negócios na América Latina. É empolgante receber a confiança de líderes que construíram uma reputação na região, pelo que reforçamos nosso compromisso com as empresas latino-americanas de fornecer a melhor solução financeira B2B”, afirma Gerry Giacomán, CEO e cofundador da Clara.

A empresa foi fundada em 2020 por Gerry Giacomán e Diego García e arrecadou mais de 35 milhões de dólares por meio de rodadas de financiamento lideradas pela General Catalyst e DST Global Partners. A empresa está trabalhando em sua expansão regional para o Brasil e reportou um crescimento de 100 vezes desde seu lançamento oficial no início deste ano. Clara atualmente trabalha com clientes em crescimento acelerado, como Kavak, Casai, Sofía Salud, entre outras startups e médias empresas de destaque.

Intelbras abre novo escritório na China

A Intelbras (INTB3), empresa brasileira desenvolvedora de tecnologias com 45 anos de história, acaba de abrir novo escritório na região Sul da China, visando ao crescimento da operação. Localizado na cidade de Shenzhen, província de Guangdong, conta com dezenas de colaboradores com perfil multidisciplinar de Supply Chain para gerar oportunidades de negócio e parcerias com empresas no continente asiático, além de realizar atividades de pesquisa e desenvolvimento de soluções tecnológicas com apoio de dois laboratórios próprios focados em elétrica e mecânica.

“O escritório desempenha papel estratégico, representando a Intelbras junto a seus parceiros asiáticos, apoiando resoluções de tratativas comerciais e proporcionando maior velocidade na busca de inovações e fornecedores. Dessa forma, a empresa está sempre atenta aos movimentos de mercado, antecipando tendências, lançamentos e novas tecnologias”, afirma Ado Rafael Feijó, diretor de suprimentos da Intelbras. 

A Intelbras está presente na Ásia desde o ano 2000 e mantém empresa própria na China há 15 anos. A mudança para um espaço maior se mostrou necessária devido ao crescimento de sua operação no país.  No novo escritório, que também tem amplas salas de reunião, foi possível aumentar exponencialmente a estrutura de desenvolvimento de produtos e implementar novos laboratórios, tornando o trabalho mais ágil e eficaz.

“Com o novo escritório, estamos investindo no desenvolvimento de soluções pensadas para o futuro e, estrategicamente, na redução do “Time to Market”* para trazer tecnologias inovadoras ao mercado brasileiro”, finaliza o executivo.

* Expressão usada para identificar o tempo gasto no processo de desenvolvimento de um produto, desde sua concepção e produção até a hora de anunciá-lo para os clientes.

InterSystems expande programa de parcerias no Brasil

Alexandre Tunes, country manager da InterSystems no Brasil

A InterSystems , fornecedora de tecnologia de dados dedicado a ajudar seus clientes a resolver os desafios mais críticos relacionados a informações, amplia seu Programa de Parcerias para a participação de consultorias de tecnologia, integradores e fornecedores independentes de software no Brasil. O objetivo da companhia é alcançar a maior participação possível no território nacional para implantar soluções inovadoras nas verticais de saúde, finanças, governo, energia e manufatura, sem desconsiderar outras áreas de negócios.

No Brasil, a InterSystems tem cerca de 60 parceiros ativos. “Sabemos que o nosso sucesso depende do sucesso de nossos parceiros e clientes. Por isso, nos esforçamos em criar uma parceria que dê acesso amplo e apoio em ações de marketing, qualificação, participação em eventos e estudos de casos”, afirma Alexandre Tunes, country manager da InterSystems no Brasil. A empresa oferece treinamento, licença-teste para que o parceiro conheça e interaja com a plataforma e acesso direto ao canal de parceria para esclarecer dúvidas e requisitar ajuda sempre que necessário. O parceiro pode ainda participar de uma comunidade online aberta de discussões técnicas. O processo de capacitação do parceiro permite que ele vislumbre projetos nos quais a InterSystems será um diferencial positivo e agregador.

O Programa de Parcerias InterSystems é indicado a consultorias e prestadoras de serviços que combinam os produtos da marca com software e hardware de outros fabricantes, além de ter a capacidade de integrar e implementar uma solução completa aos clientes. No portfólio da InterSystems, o principal produto é o InterSystems IRIS® , uma plataforma de dados independente que pode ser implantada em todas as principais nuvens públicas e é compatível com ambientes multicloud e híbridos. InterSystems IRIS elimina a necessidade de integrar múltiplas tecnologias e facilita o desenvolvimento de aplicativos de alto desempenho habilitados para machine learning que conectam silos de aplicativos e dados.

O Programa de Parcerias InterSystems é indicado a consultorias e prestadoras de serviços que combinam os produtos da marca com software e hardware de outros fabricantes, além de ter a capacidade de integrar e implementar uma solução completa aos clientes. No portfólio da InterSystems, o principal produto é o InterSystems IRIS® , uma plataforma de dados independente que pode ser implantada em todas as principais nuvens públicas e é compatível com ambientes multicloud e híbridos. InterSystems IRIS elimina a necessidade de integrar múltiplas tecnologias e facilita o desenvolvimento de aplicativos de alto desempenho habilitados para machine learning que conectam silos de aplicativos e dados.

MadeiraMadeira tem 58 vagas de estágio abertas

A MadeiraMadeira, primeiro unicórnio de 2021, está com 58 vagas de estágio abertas para atuar em todas as áreas da empresa e em várias cidades do Brasil. Recentemente, a empresa chegou a marca de 2 mil colaboradores contratados! Em junho, a empresa já havia dobrado o número de funcionários em comparação ao final do ano passado, quando cerca de 900 pessoas compunham o quadro.

Mas corra, porque as inscrições estão abertas apenas até a próxima segunda-feira, dia 26. O prazo estipulado para o início dos novos estagiários é 1º de setembro.

Os benefícios comuns são vales refeição e alimentação, Gympass, convênio odontológico e médico, programa de orientação profissional, auxílio extra para o período do home office e seguro de vida. Além disso, todas as posições são abertas também para pessoas com deficiência (PCDs). Para conferir mais detalhes e realizar a inscrição para o processos seletivos, acesse: https://estagiomm2021.gupy.io/ .

Deliveries que focam em sobremesa podem ter aumento de 44% no tíquete médio

Para detalhar melhor a visão dos consumidores sobre o serviço de delivery, a AlmoçoGrátis, empresa que auxilia bares e restaurantes a aumentarem faturamento por meio da análise de comportamento dos consumidores, efetuou uma pesquisa em parceria com a Galunion Consultoria, especializada no setor de alimentação fora do lar. Por meio de dados coletados entre 2020 e 2021, ao longo de diversas pesquisas com 3.032 pessoas entrevistadas, sendo 54% mulheres e 46% homens, os empreendimentos desenvolveram um levantamento chamado “Percepções do Delivery na Pandemia”. E um dos recortes da pesquisa traz dados de um complemento esquecido nas vendas do delivery: a sobremesa.

Uma das falhas de diferentes marcas é não investir na sobremesa, uma adição muitas vezes esquecida entre as opções de delivery. Há um gap considerável, de 58% com relação ao interesse de compra de sobremesas entre a operação delivery e do salão. Isso se dá, porque os consumidores estão menos propensos a pedirem sobremesas no delivery por entenderem haver falhas operacionais ainda não solucionadas. Os motivos são diversos, como temperatura não agradável do produto (31%), perda do frescor da sobremesa (25%), outras opções de sobremesa em casa (19%), sobremesa é compra de impulso, o que se perde no delivery (16%) e a sobremesa fica sem graça em casa (9%).

A conta que muitos estabelecimentos não fazem é que a inclusão de uma sobremesa pode aumentar em 44% o valor do tíquete médio, além de aumentar a lucratividade do negócio. O estudo mostra que a cada R﹩ 40 gastos em pedidos no delivery, os consumidores estão dispostos a gastar R﹩ 17,77 adicionais em sobremesas. Entre as opções mais pedidas pelo consumidor, o levantamento destaca petit gateau, milkshake, sorvete, porção individual de bolo, tortinhas individuais, mousse, brownie, pudim, churros, quindim, a unidade de cookie e a unidade de brigadeiro.

“A pesquisa mostra que 85% dos entrevistados preferem sobremesas prontas para o consumo e que 69% esperam receber a mesma porção para repetir a experiência que teve no salão. Sabemos que, muitas vezes, a compra deste complemento é feita por impulso. Mas destacar tais itens com boas fotos nos aplicativos é uma alternativa. Outra estratégia seria inserir a opção nos combos que o estabelecimento oferece, assim o cliente tem ciência sobre as delícias oferecidas pela casa. A sobremesa é um produto que pode auxiliar no aumento do tíquete médio e, consequentemente, no faturamento do negócio”, explica a fundadora e CEO da Galunion Consultoria, Simone Galante.

Quando os respondentes foram questionados se já pediram uma sobremesa que não conheciam antes da experiência do salão ou algum tipo que ainda não tivessem experimentado, menos de 5% sempre pedem, menos de 10% frequentemente, 40% as vezes, cerca de 35% raramente e cerca de 15% nunca pedem.

Para Lucas Judice, fundador e CEO da AlmoçoGrátis, existem oportunidades de melhoria em quase todos os atributos na modalidade delivery, para garantir uma alta percepção de valor, incluindo as ofertas em combo e sugestão de sobremesa, pois a opção é o momento final da refeição, de celebração. Se faz necessário e imprescindível manter uma oferta de sobremesa relevante e incentivar a sua venda a cada pedido. “O atraso hoje não é problema, mas as taxas de entrega são altas e as embalagens nem sempre mantém a integridade dos produtos. A relação de valor está desequilibrada, pois se paga muito pelo que se recebe. As marcas precisam pensar em novas estratégias neste sentido”, finaliza.

InovAtiva Brasil prorroga as inscrições para seu novo ciclo de aceleração

O maior programa de aceleração da América Latina aceitará inscrições até o dia 25 de julho para a seleção de 360 negócios inovadores

As inscrições para o Ciclo 2021.2 do InovAtiva Brasil, maior programa de aceleração de startups da América Latina, foram prorrogadas. Até 25 de julho (domingo), startups e projetos de negócios inovadores poderão se inscrever para participar de um ciclo de aceleração online e gratuito, realizado de agosto a dezembro deste ano.

O programa tem o objetivo de capacitar empreendedores de todo o país e oferecer oportunidades de conexão, visibilidade e mentoria para as startups aceleradas O ciclo de aceleração está dividido em duas etapas: Aceleração e Conexão. Para a primeira etapa, serão selecionados até 360 projetos, que participarão de atividades de mentoria de negócios, capacitação empreendedora e do evento InovAtiva Day.

Entre as ações realizadas estão mentorias coletivas sobre temas como precificação, modelagem financeira e gestão de equipes; mentorias individuais de negócios; treinamento de pitch – como é chamada a apresentação de negócios das startups.

Finalizada a etapa de Aceleração, até 140 negócios seguem para a segunda fase, chamada de Conexão. Nela, os selecionados participarão de mentorias individuais especializadas para seus negócios – de acordo com necessidades mapeadas na etapa anterior – e terão a oportunidade de apresentar suas soluções para investidores e executivos de grandes empresas no InovAtiva Experience, evento de encerramento do ciclo.

“Estamos com inscrições abertas para até 360 projetos, totalizando 735 projetos apoiados pelo InovAtiva Brasil em 2021, um recorde na história do programa. Esse número traduz o esforço contínuo do InovAtiva Brasil para garantir que o país tenha reconhecimento como um dos principais ecossistemas de inovação no mundo”, diz Bruno Portela, Secretário Adjunto de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia.

Podem se inscrever soluções inovadoras de base tecnológica, de qualquer área de atuação, que desenvolvam produtos ou serviços em estágio de validação, operação ou tração. É preciso ter ao menos um MVP (Produto Mínimo Viável), a versão simplificada do produto de uma startup. O resultado dos projetos selecionados será divulgado no site no dia 16 de agosto.

“Neste ciclo, vemos a consolidação de uma fase do programa, onde selecionamos mais Startups, realizamos mais ações de conexão e agregamos mais valor à rede Inovativa”, afirma o diretor técnico do Sebrae, Bruno Quick.

Pesquisa revela aumento de 140% nos casos de notificação de violação de dados de 2019 para 2020

Levantamento da Kroll aponta crescimento em notificações de violação para diversos setores e vê tendência de aumento também para 2021

Os ataques de dados se tornaram mais amplos e profundos durante a pandemia, uma tendência que continua durante a recuperação do país. É o que aponta a pesquisa ” Perspectiva de Violação de Dados de 2021 “, publicada pela Kroll, empresa líder global de análise de riscos, compliance e governança corporativa.

Formulado a partir de mais mil casos avaliados pela Kroll, o levantamento examinou as causas do aumento em situações de notificação de violação de dados no mundo todo. O foco da pesquisa foi a análise de seis setores: alimentos e bebidas, serviços públicos, construção, entretenimento, agricultura e entretenimento.

“Atribuímos o aumento dos casos de notificação de violação de dados a quatro tendências: a mudança para o trabalho remoto, que deixou funcionários e empregadores mais vulneráveis ​​ao crime cibernético; a evolução do ransomware em esquemas de extorsão de dados; o impacto crescente dos ataques à cadeia de suprimentos; e a combinação de regulamentações de privacidade mais rígidos com maior consciência dos direitos de privacidade”, revela Walmir Freitas, Associate Managing Director em Cyber Risk na Kroll.

Segundo o especialista, esses fatores afetam empresas em todos os setores, mesmo aqueles que nunca foram alvos de ataques cibernéticos. “No Brasil, a maioria das violações de dados decorreu de incidentes multi jurisdicionais, incluindo os causados por roubo de dados médicos e informações financeiras sensíveis principalmente como resultado de ataques de ransomware. Embora os ataques muitas vezes tenham como alvo redes fora do país, o roubo incluiu dados de cidadãos brasileiros e exige tratamento adequado”, complementa Freitas.

Mais setores vulneráveis a violações de dados

A pesquisa observa um crescimento médio de 125% em casos de notificação de violação para setores que experimentaram cinco ou mais violações de 2019 para 2020 e aponta que, para 2021, a tendência é de aumento.

Alguns setores, como os de alimentos e bebidas, se destaca o aumento nas violações de dados em 2020 em comparação com 2019 é de 1.300%. “Esses são índices impressionantes, mas é importante mantê-los sob contexto. Os setores mais afetados sofreram muito mais violações de dados do que os seis setores que estamos examinando na pesquisa. Em 2020, por exemplo, o número médio de violações experimentadas em setores historicamente afetados foi de 104, enquanto o número médio para o grupo de seis setores historicamente menos direcionados foi de 12”, explica Freitas.

Entre as principais tendências para mitigação de riscos estão a criação e aplicação de regulamentações de privacidade mais rígidas, a maior consciência sobre os direitos de privacidade e a evolução do ransomware em esquemas de extorsão de dados.

No Brasil, em função da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), é nítido o aumento da preocupação dos clientes com relação a vazamento de dados por conta das multas cabíveis. “Uma nova legislação sempre impulsiona investimentos. O resultado é que, além da conformidade, as empresas tendem a aumentar sua proteção e, consequente, maturidade em Segurança Cibernética”, destaca Freitas.

A pesquisa ainda aponta que o fator humano continua sendo um alvo crítico para os atacantes. “Investimentos em treinamento e conscientização de colaboradores devem ser impulsionados, especialmente devido ao aumento de sua exposição alavancado pela adoção massiva ao trabalho remoto e adoção a redes e mídias sociais”, finaliza o especialista.

Multilaser realiza IPO no Novo Mercado da B3

A Multilaser (ticker MLAS3), concluiu hoje (22) a sua oferta pública inicial (IPO) na B3. A empresa tem em seu portfólio mais de 5 mil itens e atua no desenvolvimento, fabricação, distribuição, venda e pós-venda de produtos de bens de consumo como tablets, smartphones, notebooks, pen drives, chips de memória, acessórios de informática, eletroportáteis, utensílios domésticos, ferramentas, papelaria, acessórios e equipamentos esportivos, instrumentos de saúde, redes de telecomunicações, acessórios e produtos automotivos, brinquedos, além de produtos para casa conectada (Internet of Things), áudio e vídeo, segurança eletrônica, pets e puericultura.

Em cerimônia realizada na sede da B3, localizada no centro de São Paulo, e atendendo todos os protocolos de segurança do COVID-19, estiveram presentes Viviane Basso, vice-presidente de Operações da B3, e Alexandre Ostrowiecki, CEO da Multilaser, além de outros convidados.

“A realização de um IPO fortalece toda economia. O mercado de capitais e os investidores também se beneficiam e passam a contar com mais uma opção de investimento para atender a demanda crescente por papeis de empresas de tecnologia na Bolsa. Que o exemplo da Multilaser inspire outras companhias a fazerem esse mesmo movimento. Nós da B3, estaremos aqui para ajudá-los nessa transformação”, disse Viviane Basso, vice-presidente de Operações da B3, durante o evento.

“A Multilaser existe para levar tecnologia à população do nosso país. Tecnologia que nos ajuda a levarmos vidas mais saudáveis, produtivas e conectadas. Estamos muito felizes com esse momento de abertura de capital, pois esse passo reforça a capacidade financeira da nossa empresa visando crescimento e aprofundamento da nossa missão.”, explicou Alexandre Ostrowiecki, CEO da Multilaser.

A oferta realizada nos termos da ICVM 400, no segmento do Novo Mercado, teve coordenação dos bancos Itaú BBA (Coordenador Líder), XP Investimentos, Bank of America, UBS BB e Safra (Coordenadores da Oferta).

Os recursos captados pela Oferta Primária, terão como destino a liquidação ou amortização de dívidas em aberto da companhia, reforço de caixa para crescimento e outros propósitos corporativos, e potenciais aquisições de empresas.

Algoritmo identifica risco de infartos em tomografia comum de tórax

Estudo publicado na revista Nature, com pesquisadores da Dasa e feito com Inteligência Artificial, chegou a um algoritmo que aponta a quantidade de cálcio nas artérias coronárias sem a necessidade de exames mais complexos

Pesquisadores de um estudo publicado na revista Nature desenvolveram e validaram um algoritmo que usa modelos de aprendizagem profunda e inteligência artificial para automatizar a pontuação do score de cálcio nas artérias coronárias e atuar na predição de potenciais complicações cardíacas na população, sem a necessidade de exames mais complexos.

O estudo (aqui, em inglês) reúne pesquisadores de Stanford, da Universidade de Duke, da Universidade da Califórnia, da Mayo Clinic e da Dasa – maior rede de saúde integrada do Brasil. Os dois autores brasileiros pela Dasa – e os únicos da América Latina – são os radiologistas Marcelo Straus Takahashi e Felipe Kitamura, head do laboratório de Inteligência Artificial da empresa.

Milhões de pacientes se submetem hoje a exames de tomografia computadorizada de tórax de rotina todo ano, em especial em meio à pandemia de Covid-19. Embora não seja realizado para essa finalidade, o exame demonstra calcificação da artéria, mas essa informação – que prediz risco de doença arterial coronariana (CAC), que por sua vez é a maior causa de doença cardiovascular – era desprezada no laudo.

As doenças cardiovasculares (DCVs) são a principal causa de morte em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 17,9 milhões de pessoas morreram de doenças cardiovasculares em 2019, representando 32% de todas as mortes globais. Dessas mortes, 85% foram causadas por ataque cardíaco e derrame. A doença arterial coronariana é a manifestação mais comum de doença cardiovascular e causa mais comum de mortalidade. A doença arterial coronariana ocorre por conta da obstrução dos vasos, evento que pode ser – como estratégia de prevenção primária – antecipado por meio de status de cálcio da artéria coronária (CAC).

O estudo multicêntrico internacional foi publicado na Nature, com dados retrospectivos de 79 pacientes. Os autores concluem que a adoção deste modelo pode permitir que mais pacientes sejam beneficiados pelo rastreamento com pontuação de calcificação de cálcio nas artérias, permitindo assim intervenções preventivas de forma precoce e que sejam capazes de prevenir o estreitamento das artérias coronárias, que é o causa a limitação do fluxo sanguíneo para o coração.

Dentre as medidas preventivas estão mudanças no estilo de vida (parar de fumar e praticar atividade física são as mais efetivas) e, em alguns casos, pode ser indicado o tratamento com medicamentos (estatinas e anticoagulantes), angioplastia e cirurgia. A definição de um score de cálcio atua como um importante preditor de potenciais complicações coronárias em população de risco, que poderá se beneficiar de um manejo clínico adequado, baseado nestas informações.

Detalhes do estudo: A tomografia computadorizada de coronária com CAC mostrou concordância quase perfeita quando comparada com a pontuação manual convencional feita atualmente. Descobriu-se também que a ela realiza a tarefa mais rapidamente (o tempo médio para pontuação CAC automatizada usando uma unidade de processamento gráfico (GPU) foi 3,5 ± 2,1 s vs. 261 s com a pontuação manual), conforme mostra um ensaio prospectivo de 55 pacientes. O passo seguinte foi usar os escores de CAC obtidos das tomografias computadorizadas da coronária com comporta pareada como um padrão de referência. Os autores realizaram um treinamento de modelo de aprendizagem profunda com dados internos e uma coorte, de 341 pacientes, do Multi-Ethnic Study of Atherosclerosis (MESA) para realizar a pontuação do CAC em exames de TC de tórax não bloqueadas de rotina.

Resultados: Na identificação de pacientes com qualquer CAC (ou seja, CAC ≥ 1), a sensibilidade e o valor preditivo positivo foram altos em todos os conjuntos de dados (intervalos: 80-100% e 87-100%, respectivamente). Para CAC ≥ 100 em TCs de tórax não bloqueadas de rotina, que é o limite recomendado mais recente para iniciar a terapia com estatinas, o modelo mostrou sensibilidades de 71-94% e valores preditivos positivos na faixa de 88-100% em todos os sites.

Desigualdade: o vilão não é a inovação e sim a sociedade

Por Rodolfo Fücher, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Software

Esse artigo foi inspirado na indignação de um grande amigo ao ler a entrevista do economista italiano Michele Boldrin intitulada “A inovação destrói empregos com mais rapidez do que a educação os salva “, publicada em agosto de 2017, no El País. Na opinião deste amigo, ao longo de sua experiência de mais de 40 anos no setor de tecnologia da informação, os fatos demonstram que a tecnologia tem colaborado para a criação de inúmeros novos negócios, nunca antes possíveis, gerando incontáveis novas profissões e avanços indiscutíveis para o bem da sociedade. Ele finaliza que a tecnologia não é o vilão, e sim um agente de desenvolvimento.

Na minha visão, a chegada de alguma tecnologia ou modelo inovador, sem dúvida, cria em um primeiro momento um gap entre grupos de pessoas que têm acesso a essa nova tecnologia e são beneficiados por ela, e pelos que não têm acesso ou tão pouco têm condições de explorá-la. Este gap pode impactar empregos do modelo até então existente, gerando a dita desigualdade. O ponto central é a velocidade que este gap é reduzido, ou eliminado, até o momento em que a maioria da população passa a ter acesso aos benefícios desta determinada inovação.

Lembram quando a sociedade utilizava cavalos como uma força animal para tracionar veículos? Em, praticamente, uma década apenas, os veículos a combustão substituíram os animais na cidade de Nova Iorque. Pensem na quantidade de pessoas que perderam seus empregos, desde aqueles que trabalhavam no campo, transporte, limpeza da cidade, veterinários, criadores, cuidadores etc. Por outro lado, a indústria automobilística passou a necessitar de trabalhadores para as linhas de montagem, mecânicos, engenheiros, entre outros. Além disso, também surgiu um imenso marketplace: indústria de autopeças, acessórios, oficinas, postos de gasolina, etc. Sem falar nos demais benefícios, como a rapidez do transporte de cargas e alimentos que, no final, transformaram radicalmente a logística deixando-a mais ágil, eficiente e barata e aumentando significativamente a disponibilidade e facilidade a produtos, de forma ampla e democrática. Pela lógica, maior a demanda, mais produção. Mais produção, mais empregos. Porém, certamente durante este processo de transição, houve um período no qual o desemprego aumentou. O que nos leva a refletir sobre a velocidade que a sociedade consegue requalificar sua mão de obra e, tão importante quanto, criar meios de acesso às ferramentas e equipamentos que asseguram que esta inovação seja usufruída por toda a sociedade o mais rápido possível e, dessa forma, afastar o aumento na desigualdade e sem impactar as gerações subsequentes.

Um bom exemplo é o que estamos vivenciando hoje: a falta de acesso à internet deixou cerca de 25% dos estudantes fora do processo educativo. Não há como a sociedade recuperar este tempo perdido. Estes 25% ficarão em desigualdade e, muito provavelmente, impactarão as próximas gerações. O acesso à internet é tão importante quanto o acesso à energia elétrica e saneamento básico.

Quando olhamos ao longo prazo, é indiscutível as inúmeras oportunidades geradas diretamente ou indiretamente pela chegada de alguma tecnologia ou modelo inovador, em um número ainda muito maior ao existente. No entanto, a velocidade de reduzir este gap de acesso e qualificação está diretamente relacionada ao empenho da sociedade de forma geral em ficar atenta a estes ciclos de inovação tecnológico. Obviamente, como qualquer país democrático, o governo é fruto de sua sociedade. E fica claro que, como sociedade brasileira, não estamos desempenhando este papel adequadamente.

Somos nós os culpados e não a inovação. Cabe a nós, como indivíduos, da forma que estiver ao nosso alcance, contribuir para que este gap seja reduzido de forma mais ágil e eficiente. Somente dessa forma teremos uma sociedade mais próspera e inclusiva. Nós, da ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software, estamos atuando em duas principais frentes para reverter esse quadro. Temos trabalhado junto aos poderes legislativo e executivo, combatendo veementemente as várias propostas de reforma tributária, que no final do dia vem majorar o acesso à tecnologia pela população brasileira que o Brasil já sofre com uma das maiores tributações no segmento de telecomunicações no mundo, aumentando ainda mais esse gap. E demos início à mobilização para redução da desigualdade desenvolvida em parceria com a ReUrbi e o Observatório do Terceiro Setor, com apoio da Weber Shandwick. Nosso objetivo é apoiar projetos de inclusão social que promovam a capacitação e inclusão na área digital, por meio dos recursos obtidos pela reciclagem de equipamentos de TI descartados pelas empresas participantes do Programa ABES ReciTech, no qual faz a coleta, reciclagem e reinsere os equipamentos na cadeia produtiva.

Afinal, não podemos culpar o padeiro pela existência da fome.

CI&T e IC/UNICAMP lançam Cognitive LAB

Objetivo do C-LAB é estudar a compreensão das máquinas sobre diálogos humanos, desenvolvendo novas tecnologias que aprimorem a qualidade e a assertividade em operações como consumer care, vendas e cobrança.

Como parte do programa de Pesquisa & Desenvolvimento da CI&T, multinacional brasileira especialista digital para grandes marcas globais, o Cognitive LAB nasce em conjunto com o IC/UNICAMP e clientes da companhia. O programa tem por objetivo analisar de forma rápida e automática grandes volumes de conversas (voz e texto) de consumidores/clientes. A partir disso, visa-se desenvolver soluções digitais de inteligência artificial para melhorar a qualidade e assertividade em operações como atendimento a clientes (call centers/customer care), vendas, cobrança, entre outros. 

Na era de foco no consumidor, a capacidade das máquinas entenderem diálogos em linguagem natural, criando compreensões e recomendações assertivas, gera um conjunto de vantagens competitivas e diferenciadas para as empresas. Isso inclui velocidade de resposta, precisão e compreensão imediata de reclamações e comentários dos usuários. Adicionalmente, potencializa o entendimento de oportunidades de mercado e permite que as empresas atuem de forma muito mais rápida, certeira e eficiente com seus públicos.  

O Cognitive LAB explorará trabalhos do estado da arte na literatura científica, combinando ferramentas existentes e propostas novas e originais de soluções para análise semântica e inferência sobre diálogos em linguagem natural. Objetiva-se aprimorar o poder de análise e resolução da solução computacional com base em técnicas de processamento da língua Portuguesa.

“Estamos muito felizes em anunciar o nascimento do C-LAB junto com o Instituto de Computação da UNICAMP. Acredito muito na cooperação entre Universidades e Empresas, como forma de alavancar benefícios para a sociedade, acelerando ciclos de aprendizado e inovação. Em particular, é uma honra trabalhar com o IC, de onde nasceu a própria CI&T, há 26 anos”, celebra César Gon, Founder e CEO da CI&T, e Unicamp Alumni.

Do IC/UNICAMP participará um time de pesquisa com professores, bolsistas incluindo mestrandos, doutorandos e pós-doutorandos. A equipe estará dedicada a superar desafios sobre a análise semântica de diálogos em língua portuguesa.

“Desafios atuais da Sociedade e da Computação exigem parcerias público privadas para avançarmos em pesquisas e soluções que façam sentido às partes interessadas. Este projeto com a CI&T é um ótimo exemplo nessa direção. Estamos motivados com os potenciais benefícios na formação dos alunos e nos resultados científicos e tecnológicos inovadores que podem ser gerados no projeto”, complementa o Prof. Julio Cesar dos Reis (IC/UNICAMP) – coordenador do Projeto no IC/UNICAMP.

Se dinheiro não é o problema, o que falta para startups brasileiras?

Por Ana Flávia Carrilo

Acesso à capital é um dos fatores essenciais para qualquer negócio, e se você é uma pessoa empreendedora, esse fator se torna ainda mais essencial para garantir o futuro próspero de sua startup. Mas quando dinheiro não é o problema, qual o próximo passo? Estaríamos no cenário ideal do ecossistema?

Se levarmos em consideração as últimas notícias sobre startups, essa é a conclusão que mais parece óbvia. O venture capital no Brasil está superaquecido, registrando recordes como o melhor semestre da história do ecossistema. Já foram US ﹩5,2 bilhões recebidos (valor que já ultrapassa 40% do total investido em todo ano de 2020).

Recentemente, a holding 2TM, dona do Mercado Bitcoin, anunciou aporte de US ﹩200 milhões do Softbank, investimento que se tornou a maior rodada Série B já realizada em um startup brasileira e o maior investimento no segmento de criptomoedas do Softbank na América Latina.

Claro que são notícias incríveis! Para as startups e todo ecossistema brasileiro. Cases de sucesso como estes colocam a nós e o Brasil como destaque e vitrine para ecossistemas internacionais, um reconhecimento merecido e necessário.

A provocação aqui, não são os aportes. Pelo contrário. Mas sim, de como fazemos para que essa realidade de investimento não aconteça só com startups do eixo sul-sudeste. Como podemos construir em nosso ecossistema, uma maior descentralização desse acesso à capital?

Para trazer uma referência do que estou falando, trago aqui um dado do último mapeamento Brasil que a Abstartups realizou. Entre as startups que receberam investimentos no último ano, 65,8% delas são do sul-sudeste.

Região | % de investimentos em 2020

Norte | 5,4%

Nordeste | 18,6%

Centro-Oeste | 10,2%

Sudeste | 26,2%

Sul | 39,6%

A partir de dados como este, é que começamos de fato a responder aquela pergunta inicial. E a resposta é: se dinheiro não é o problema, a distribuição dele ainda é. No Brasil, temos mais de 60 comunidades de startups e 13.500 startups mapeadas. E quando falamos de um ecossistema saudável ou de fomentar nosso empreendedorismo, temos que ter o olhar atento para que essa realidade seja nacional.

Se você que está lendo essa coluna atua como ator em nosso ecossistema, pode contribuir levando acesso à informação, conectando-se a lideranças locais de regiões diferentes da sua e buscando conexões. Se você é uma pessoa empreendedora, busque por iniciativas como o Batch de Investimentos por região e continue acompanhando o nosso trabalho nesta coluna. Juntos, podemos fazer a diferença!

Ana Flávia Carrilo, coordenadora de informações da Abstartups

Grupo Prosegur seleciona cinco startups na segunda edição do Come In

O Grupo Prosegur selecionou Luminance, Hocelot, Aves Netsec, Wata e Eccocar como vencedores da segunda edição do COME IN, o programa pioneiro de Inovação Aberta que visa planejar a segurança do futuro.

Finalizada em junho, a iniciativa recebeu 155 propostas de diferentes empresas: 37 projetos para o desafio Prosegur Security/SegurPro; 32 para o desafio Prosegur Alarms; 26 para Prosegur AVOS; 13 para Cipher; e 29 para o desafio do departamento Jurídico. As candidaturas vieram de 35 países, destacando a participação da Espanha, Estados Unidos e Reino Unido, além do Brasil. Por fim, as startups apresentaram suas soluções ao comitê de seleção e aos responsáveis pelas diferentes áreas e negócios no ‘Selection Day’.

“Inovação e tecnologia são alavancas fundamentais para a empresa. Por isso, lançamos a segunda edição do COME IN, na qual recebemos centenas de propostas criativas das quais finalmente cinco foram vencedoras e cujas soluções serão implementadas para ajudar as diferentes unidades de negócios do Grupo”, afirmou José Daniel García Espinel, diretor corporativo de Inovação do Grupo Prosegur.

Entre os cinco desafios propostos, a empresa sul-coreana Wata foi a vencedora do desafio Prosegur Security/SegurPro. A unidade de negócios buscava soluções para apoiar a reativação do setor cultural e de lazer, com o retorno de grandes eventos em espaços seguros. A Wata oferece a plataforma AI Cloud Spatial Awareness, uma solução de serviços de informação de localização em espaços internos e hiperproximidade que oferece uma ampla gama de soluções que vão desde a criação de mapas, até a coleta de informações sem a necessidade de criar bancos de dados ou serviços de localização e análise.

A Prosegur Alarms, por sua vez, propôs um desafio que visa potencializar a análise de dados de dispositivos de segurança. A vencedora foi a Eccocar, startup espanhola que oferece uma solução tecnológica que ajuda os gestores de frota a compartilhar veículos entre os funcionários e também a coletar, homogeneizar e gerenciar todos os dados, inclusive os de pontos de recarga elétrica.

Para o desafio da Prosegur AVOS, a empresa espanhola Hocelot foi selecionada. A unidade de negócio especializada em terceirização de serviços de alto valor agregado buscava uma ferramenta que, por meio da captação de dados e Inteligência Artificial (IA), facilitaria a tomada de decisão sobre a viabilidade de aplicações para produtos de crédito, empréstimos, etc. A solução da Hocelot realiza o processamento de dados para determinar a qualidade das informações que recebem e, em seguida, padronizar. Com esses dados, eles criam um perfil dinâmico em tempo real mediante a análise das informações, obtendo centenas de variáveis relacionadas a cada cliente.

Por outro lado, a Aves Netsec, startup finlandesa que usa tecnologia de detecção para transformar rapidamente a inteligência sobre ameaças e vulnerabilidades em controles tangíveis de segurança, foi a empresa selecionada para o desafio da Cipher, a unidade de cibersegurança do Grupo Prosegur. A Aves Netsec fornece alta fidelidade e detecção de inteligência da atividade de potenciais criminosos cibernéticos.

Finalmente, a empresa britânica Luminance venceu o desafio corporativo impulsionado pela área Jurídica do Grupo Prosegur. O objetivo desta colaboração é otimizar a revisão da documentação que gerencia a área por meio de uma ferramenta que emite uma análise de risco legal para cada um dos textos analisados. Graças aos últimos avanços em machine learning, a Luminance permite identificar e extrair as cláusulas de documentos com maior precisão, o que permite fortalecer a segurança e reduzir os erros.

As empresas selecionadas nesta segunda edição do COME IN trabalharão em colaboração com as unidades de negócios nos próximos meses para desenvolver uma proposta de valor para seu produto.

“A segunda edição do COME IN foi um sucesso, nosso compromisso com o ecossistema empreendedor é total, por isso as propostas recebidas este ano são excelentes. Conseguimos atrair talentos e ideias disruptivas, o que nos ajudará a alcançar um mundo muito mais seguro”, finalizou José Daniel García Espinel.

Invest Tech lidera rodada de investimentos na GoBots

A GoBots, empresa especializada no desenvolvimento de inteligência artificial para lojas virtuais, acaba de receber R﹩ 2,2 milhões em investimentos. A rodada de investimento seed foi liderada pela Invest Tech e complementada pela Aimorés Investimentos. Além da rodada, a GoBots foi selecionada para o programa Growth do Startup Chile, a maior aceleradora da América Latina, onde receberá o investimento adicional de R﹩ 500 mil.

Criada em 2017, a GoBots surgiu com o objetivo de tornar a comunicação mais acessível por meio da aplicação de Inteligência Artificial. Após projetos customizados a empresa focou seu produto no segmento de e-commerce. Com processo de contratação “plug and play” e Inteligência Artificial especialistas em produtos dos principais marketplaces, a GoBots expandiu rapidamente chegando a mais de 500 lojas em 8 países (América Latina e China).

Com a ideia de facilitar a vida de quem gerencia um e-commerce e oferecer ao cliente uma experiência próxima a das lojas físicas, a GoBots desenvolve robôs de inteligência artificial e os implementa em lojas virtuais. O sistema se encarrega de auxiliar as lojas a impulsionar as vendas e atender os consumidores de forma rápida e eficiente, reduzindo as tarefas do dia a dia. “Ao responder o comprador em menos de 2 minutos, a chance de compra é 3 vezes maior” explica Victor com base nos resultados obtidos.

Os robôs funcionam respondendo a questões e dúvidas dos clientes, nas páginas dos produtos dos sites. Para atender os clientes com agilidade e precisão, a IA se utiliza de um extenso banco de informações sobre produtos, no histórico de perguntas e avaliações da equipe de atendimento. A IA evolui constantemente com o volume de interações e com inovações desenvolvidas pelo time de Pesquisa e Desenvolvimento.

Outro diferencial é que cada loja ou site tem seu próprio robô, com informações específicas acessadas apenas pela loja, como dados do estoque e histórico de compras dos clientes, o que garante a acuracidade das respostas e o aperfeiçoamento da tecnologia.

Investimento

A GoBots foi criada por Victor Hochgreb e Samuel Birocchi, formados em Engenharia de Computação pela Unicamp, e por Daniel Buglia, formado em administração de empresas pela Universidade Metodista de São Paulo. “A América Latina teve em 2020 o maior crescimento mundial em E-commerce, que foi de 37%. Nesse período a GoBots mais que duplicou e muitas novas oportunidades surgiram para ajudarmos desde o grande marketplace ao pequeno lojista que vende online” explica Victor.

Além disso, a estratégia de crescimento da empresa é agressiva. “O foco da alocação dos recursos será na área comercial e no desenvolvimento do produto. Planejamos triplicar de tamanho no próximo ano e em dois anos crescer pelo menos dez vezes,” comenta Daniel.

Samuel conta que o investimento ajudará a dar mais vazão aos projetos da GoBots. “Temos muitas ideias e demandas para melhorar nosso produto e esse investimento ajudará a acelerar essas entregas”, comenta.

Reestruturação societária e sua importância no cenário pós-pandemia

Por Umberto Tedeschi, CEO da Abile Consulting Group

Atualmente, as empresas estão enfrentando um momento de mudanças incríveis, tendo uma rara oportunidade de atualizar suas estratégias. E, à medida que o comportamento do cliente, os fatores regulatórios e todo o ambiente de negócios evoluem durante a recuperação pós-pandêmica, pode ser uma boa hora para realizar uma reorganização societária.

Dentro do cenário de hoje uma empresa pode optar por uma reestruturação desse tipo por uma série de razões. E, normalmente, quando uma organização se reorganiza, terá como objetivo tratar de questões relacionadas à eficiência como forma de melhorar os lucros gerados.

Mas, afinal, qual o conceito de reorganização societária? Como definição, é possível explicar como uma mudança (qualquer que seja) no tipo empresarial ou composição do quadro societário. Colocada em prática a partir de fusões, incorporações, holdings patrimoniais, transformações e cisões, qualquer operação do tipo é fiscalizada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Conheça algumas razões para que uma reestruturação aconteça:

1 – Perda de dinheiro: Este é provavelmente o motivo mais simples e óbvio para reorganizar a estrutura de um negócio. Algo claramente não está funcionando e talvez até não se saiba o que é, mas é preciso fazer uma mudança imediatamente.

2 – A natureza do negócio mudou: A empresa pode experimentar um novo tipo de produto ou serviço, ou talvez esteja almejando um novo público. De qualquer forma, se o conceito mudou, os processos precisam mudar com ele.

3 – Atualização das tecnologias: Com todos os recentes avanços em tecnologia trazidos pela transformação digital, muitas empresas estão mudando completamente a forma como fazem negócios.

4 – A empresa mudou de mãos: Uma compra ou fusão é normalmente um catalisador para a reestruturação, uma vez que o novo proprietário pode ter uma visão completamente diferente para a empresa. Esse novo líder pode querer começar do zero para administrar as coisas com mais eficiência em seus termos. Claro, isso nem sempre é uma coisa ruim.

Muitas empresas estão apenas começando a se recuperar das recentes dificuldades econômicas, com a “ressurreição” completa ainda parecendo fora do alcance de muitas – a menos que medidas drásticas sejam tomadas.

Fazer alterações na estrutura de negócios de uma empresa tende a parecer uma boa maneira de agitar as coisas e incentivar um melhor desempenho geral em toda a empresa.

Uma reorganização também consegue aumentar a força de mercado quando duas sociedades se unem para alcançar um objetivo em comum. Ao fazê-lo, as empresas envolvidas conseguirão aumentar sua força e enfrentar os concorrentes do ramo.

É importante notar, no entanto, que uma reorganização societária pode ser um grande risco em termos de investimento de tempo, energia e recursos. Embora possa parecer uma boa ideia no início, muitas reestruturações podem se perder no meio do caminho.

Se está difícil lidar sozinho com a reorganização societária da sua empresa, uma boa ideia pode ser contar com a ajuda de um consultor especializado nessa área. Esse profissional pode gerenciar todo o processo do início ao fim, inclusive descobrindo a origem dos problemas da empresa.

Todos os processos deficitários serão mitigados, diminuindo custos, aumentando os lucros e otimizando a força de trabalho. Ao longo de toda essa reformulação do negócio, o consultor colocará em prática estratégias para inclusive reduzir o estresse dos colaboradores.

Agora que você já conhece mais sobre a reorganização societária, não tenha medo de colocá-la em prática!

Digitalização do investidor aumenta na pandemia

Os meios digitais estão ganhando a preferência do investidor. Com a pandemia, pela primeira vez, o aplicativo do banco foi a solução mais utilizada na hora de realizar o investimento, ultrapassando a ida presencial à instituição, que liderava até então. O uso do aplicativo mais do que dobrou em 2020, passando de 30% para 62% da preferência como meio para uma aplicação financeira. A visita presencial à agência caiu de 71% em 2019 para 55% um ano depois.

É o que mostra pesquisa realizada pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) em parceria com o Datafolha, que ouviu 3,4 mil pessoas da população economicamente ativa, aposentados e pessoas que vivem de renda, das classes A, B e C em todas as regiões do país.

O levantamento aponta que todas as outras formas de investimento a distância também apresentaram crescimento significativo, como site do banco ou corretora e por telefone.

Apesar de toda a digitalização, a conversa presencial com o gerente ou assessor de investimento continua na liderança quando o assunto é a busca de informações para decidir sobre o melhor destino para as economias: 41% dos investidores indicaram a preferência por esse meio. Os sites de notícias e os amigos/parentes também são opções relevantes, com 18% e 15% de preferência.

“O investidor continua valorizando o atendimento presencial e o aconselhamento com um profissional, a despeito de toda a digitalização observada no mercado financeiro nos últimos anos.”, afirma Marcelo Billi, superintendente de Comunicação, Certificação e Educação de Investidores da ANBIMA.

A pesquisa mostra que as pessoas ainda necessitam conversar com alguém para a tomada de decisão sobre onde colocar o dinheiro, mas o investimento em si é feito por meios eletrônicos, seja pelo aplicativo ou site do banco ou corretora.

‘Isso sugere que o uso dos meios digitais não substitui completamente o contato com os profissionais de investimento. Pelo contrário, a pesquisa mostra que mesmo usando os meios digitais, o investidor ainda quer o apoio de um especialista ou profissional antes de decidir onde alocar suas economias”, afirma Billi.

O resultado, segundo ele, aponta para a necessidade de repensar qual será o papel desses profissionais no futuro. O desafio está colocado não só para eles próprios, mas também para a ANBIMA, responsável por certificar aqueles que desempenham atividades de prospecção e venda.

Sobre o Raio X do Investidor Brasileiro

Esta é a quarta edição da pesquisa Raio X do Investidor, realizada pela ANBIMA em parceria com Datafolha. As entrevistas aconteceram entre 17 de novembro e 17 de dezembro de 2020, com 3.408 pessoas economicamente ativas, que vivem de renda ou são aposentadas, de 16 anos ou mais, pertencentes às classes A, B e C, nas cinco regiões do País. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.