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Stone lança competição que vai distribuir prêmio de R$ 60 mil

A Stone, empresa de serviços financeiros, está com inscrições abertas para o desafio Data Challenge. Trata-se de uma experiência prática na área de Data Science desenhada para conectar profissionais e interessados nas áreas de engenharia de dados, engenharia em plataforma de dados e ciências de dados.

O objetivo é promover uma competição focada em descobertas de soluções para cases baseados em desafios reais do dia a dia dos cientistas e dos engenheiros da Stone, e encontrar os melhores talentos de dados do Brasil. Este é o terceiro desafio da iniciativa Top Minds, voltada à valorização da educação e ao desenvolvimento de pessoas.

O programa, que terá todas as etapas de forma on-line devido à pandemia, é composto por quatro fases: inscrição, testes classificatórios, solução de cases e banca final. Na primeira etapa, o candidato deve selecionar o seu perfil técnico. A próxima fase é composta por testes classificatórios individuais, que medirão o nível de conhecimento técnico de cada perfil, além de ajudar a Stone a conhecer mais profundamente cada participante.

Aqueles que obtiverem as melhores pontuações passarão para a próxima fase na qual receberão um case e terão 10 dias para apresentar a melhor solução à problemática Em seguida, os aprovados enviarão o case para a banca avaliadora, composta por líderes e especialistas de dados da empresa, que escolherá os melhores casos para a etapa de apresentações.

Ao final, essa banca selecionará quatro vencedores, um de cada perfil/case, que receberão 15 mil reais cada para serem revertidos em educação, cursos, conteúdos, materiais, entre outros.

“Acreditamos que a melhor forma de mudar e desenvolver o futuro é investindo em educação, por isso, recomendamos que a premiação do desafio Data Challenge seja investida no futuro do ganhador. Queremos que esses talentos cheguem em sua máxima potência”, Livia Kuga, head de atração e seleção e sócia da Stone.

Além do prêmio em educação, ao longo de todo desafio são oferecidos conteúdos que contribuem para o desenvolvimento do participante e um treinamento de Storytelling para os finalistas, habilidade muito importante para os profissionais de dados.

A competição não exige pré-requisitos e os interessados podem realizar a inscrição no site até o dia 15 de março.

Bionexo abre 100 vagas na área de tecnologia

Oportunidades estão disponíveis para diversos níveis e cargos em todo o Brasil

A Bionexo, healthtech líder em soluções digitais para gestão em saúde, terá 100 vagas de emprego na área de tecnologia ao longo deste ano. As oportunidades abrangem diversos níveis de carreira e especialidades como engenharia de dados, finanças e desenvolvedor, entre outros. Neste momento, 20% das vagas já estão publicadas na central de vagas da companhia; as demais vagas serão publicadas nos próximos meses. As etapas do processo seletivo serão integralmente online, assim como todo o processo de onboarding do colaborador. O cadastro é feito pelo link https://jobs.kenoby.com/sejaumbiolover .

A empresa possui horários flexíveis e, desde o ano passado, adotou o regime de trabalho remoto, que será mantido até o fim do ano. Quando a cidade de São Paulo (sede da empresa) entrar na fase verde, o colaborador poderá frequentar opcionalmente para coworking o novo escritório da companhia. O espaço foi reformado e ficou mais eficiente e seguro, de modo a se adequar às regras de isolamento social e protocolos de prevenção ao coronavírus. Os candidatos de outras localidades poderão atuar à distância mesmo após a pandemia.

“A Bionexo é referência na digitalização do setor de saúde no país e está com um plano de expansão diante dos novos desafios neste ano, o que viabilizou a abertura dessas novas oportunidades. Estamos em busca de profissionais arrojados, curiosos e que atuem de maneira colaborativa com foco em resultados”, afirma Rafael Barbosa, CEO da Bionexo.

A companhia oferece programas de valorização ao desenvolvimento físico, intelectual e emocional dos colaboradores. Entre os benefícios, estão o programa de bônus, auxílio creche, gympass, convênio odontológico e programa de saúde mental, que disponibiliza sessões de terapia individuais e coletivas aos funcionários e seus familiares. O bem-estar dos colaboradores é um dos pilares da Bionexo, que promove a inclusão e diversidade entre os colaboradores. Presente em quatro países, a multinacional conta atualmente com 480 funcionários, sendo 380 no Brasil e o restante na Argentina, Colômbia e México.

Bunge inicia programa inédito para monitorar volumes de soja de compras indiretas no Cerrado

Para monitorar a soja adquirida de fontes indiretas no Cerrado brasileiro, algo sem precedentes no setor, a Bunge lança iniciativa pela qual vai compartilhar suas melhores práticas com revendas de grãos na região. Batizado de Parceria Sustentável Bunge, o programa vai orientar os parceiros a implantarem sistemas de verificação da cadeia, incluindo o uso de imagens de satélite. As revendas poderão adotar serviços de imagem independentes ou usar a estrutura de monitoramento geoespacial da Bunge, sem custos. A iniciativa faz parte dos avanços da Política Global de Não-Desflorestamento da Bunge, compromisso público e voluntário, que prevê cadeias livres de desmatamento até 2025.

A Bunge já possui 100% de rastreabilidade em suas compras diretas no Brasil e, só no Cerrado, monitora mais de 8.000 propriedades, alcançando 11,6 milhões de hectares, o que representa 96% dos volumes de compras diretas na região. Com o engajamento das revendas de grãos, a partir do Parceria Sustentável Bunge, a empresa espera alcançar 100% de rastreabilidade e monitoramento também dos volumes oriundos de compras indiretas. Atualmente, a Bunge monitora 30% dos volumes indiretos.

“Nós reconhecemos o importante papel que podemos desempenhar em nossa indústria. Essa iniciativa sem precedentes é o caminho para que a Bunge compartilhe com sua cadeia de suprimentos suas melhores práticas para construção de cadeias de valor rastreáveis e verificáveis. Valorizamos nossa parceria com revendas e produtores para tornar nossa cadeia cada vez mais produtiva e sustentável e acreditamos que soluções em escala e com impactos permanentes só são possíveis com a participação e o engajamento de todos os parceiros da cadeia de valor, dos produtores aos clientes”, diz Rob Coviello, vice-presidente Global de Sustentabilidade da Bunge.

A companhia compartilhará sua experiência, metodologias e ferramentas com as revendas parceiras que tiverem interesse em implementar ou melhorar a avaliação socioambiental de seus fornecedores. Para o monitoramento, que envolve a verificação de áreas de cultivo de soja por imagens de satélite, as revendas poderão optar por contratar seus próprios sistemas ou utilizar a estrutura da Bunge, que a empresa oferece sem custos. O piloto do programa está sendo realizado em parceria com a Agrícola Alvorada e os dados das propriedades com as quais a revenda negocia soja já foram incluídos no ciclo de monitoramentos por satélite da Bunge deste ano

“Contar com o suporte e a expertise de monitoramento e rastreabilidade da Bunge nessa jornada de aprimoramento de nossa cadeia de suprimentos tem sido fundamental. Acelerou o processo de adequação às demandas do mercado”, afirma Jarbas Weis, diretor-presidente da Alvorada.

Monitoramento em escala de fazenda


A Bunge foi pioneira no setor a utilizar dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) em larga escala para obter informações exatas das dimensões das propriedades e suas fronteiras. Isso possibilita observar mudanças no uso do solo com muito mais precisão em cada uma das propriedades monitoradas, o que não é possível quando se tem apenas um par de coordenada GPS. O programa Parceria sustentável possibilitará que as revendas utilizem o mesmo modelo para a verificação de seus fornecedores.

“As revendas de grãos possuem papel importante ao viabilizar o acesso de pequenos e médios produtores ao mercado. Ao auxiliá-las a implantarem sistemas de rastreabilidade e monitoramento contribuímos com todo o setor”, explica Roberto Marcon, diretor de Originação da Bunge.

No âmbito de sua Política Global de Não Desflorestamento, a Bunge também desenvolve diversas ações de incentivo à agricultura sustentável, incluindo linha especial de crédito para expansão agrícola sobre áreas já abertas. Entre as ações mais recentes está o AgroApp Bunge, um novo canal de comunicação direta para abordar temas relacionados à sustentabilidade e oferecer suporte ao produtor. O aplicativo funciona como um hub de informações e ferramentas para apoiar a produção sustentável, além de oferecer aos produtores acesso facilitado, via celular, aos dados do CAR de suas propriedades, o que contribui para o gerenciamento ambiental do imóvel.

Os 50 são os novos 25? Quando o assunto é diversidade, o ageísmo potencializa o desafio às lideranças

Por Marcelo Trevisani

A diversidade tem cada vez mais se tornado um conceito presente na vida de todos. O respeito às pessoas, independentemente de raças, etnias, crenças, orientações sexuais, idades, gêneros, regiões e culturas é fundamental tanto na vida pessoal quanto profissional.  Nas empresas, tem colaborado para torná-las mais responsáveis, além de equilibrar a representatividade de grupos minorizados. Por isso, é notável como crescer o número de empresas com políticas e estratégias que primam por esse quesito.

As ações variadas, com certeza, estabelecem um equilíbrio de equipes, departamentos, metas, para que uma companhia funcione regularmente. Porém, é impossível não deixar de ressaltar um ponto importante nesse cenário: existe um certo tabu quando se trata de profissionais acima dos 50 anos de idade.

É nítido ver players no mercado, seja do tamanho que for, tendo opiniões declaradas de que um jovem na faixa dos 25-30 anos é muito mais capacitado e atualizado do que um adulto de 50-60 anos, principalmente em termos de tecnologia. Por isso, eu te convido a fazer uma simples reflexão: se um médico tem muitos anos de experiência significa que ele deve ser muito bom em sua área de atendimento. Então, por que não pensar isso também de um profissional, principalmente aqueles acima de 50 anos de idade, independentemente da área de atuação?

Um exemplo é Charles Flint, fundador da IBM que criou o grupo de tecnologia aos 61 anos. Foi somente depois de participar da formação de diversos conglomerados americanos, que o empresário formou a holding Computing-Tabulating-Recording Company em 1911, que daria origem à IBM nos anos seguintes. Flint permaneceu no conselho de administração da empresa até 1930, quando se aposentou, aos 80 anos.

E essa realidade não mudou. De acordo com a pesquisa Idade e Empreendedorismo de Alto Crescimento do professor do MIT Sloan, Pierre Azoulay, e do estudante de doutorado Daniel Kim, a idade média dos empreendedores que iniciaram empresas e contrataram pelo menos um funcionário, nos EUA, é de 42 anos.

Posso dar aqui vários outros breves exemplos, como de Henri Nestlé que inventou a farinha láctea aos 52 anos, ou Joseph A. Campbell das Sopas Campbell’s que abriu a primeira fábrica também aos 52 anos e Harland Sanders do KFC, que vendeu a primeira franquia aos 62 anos.

Mas, quando falamos em diversidade e, neste caso, referindo-se a estes profissionais mais “experientes”, existe um termo que descreve bem essa perspectiva: o ageísmo, que de acordo com o dicionário de português online, significa “aversão, visão negativa e preconceito direcionado a pessoas mais velhas”. Ou seja, tal expressão explica exatamente essa visão, ocasionada pelo século XXI, de que os mais jovens são sempre os mais “capacitados”.

Discordo dessa visão de forma generalizada. Ser um líder leva tempo. Pessoas seniores fazem toda a diferença, ajudando a criar uma nova visão sobre longevidade nos tempos atuais. E vejam só, de acordo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, a expectativa de vida do brasileiro, atualmente, gira em torno de 76,3 anos. Porém, segundo pesquisa do mesmo órgão, existe uma projeção de que em 2043, um quarto da população brasileira deverá ter mais de 60 anos, enquanto a proporção de jovens até 14 anos será de apenas 16,3%.

Segundo um artigo da BBC, o número de desaposentados nos Estados Unidos duplicou de 1985 até hoje e cerca de 40% dos trabalhadores aposentados em algum momento decidem retornar ao trabalho e procurar novos postos.  Então, é mais do que hora mudar a visão e combater o ageísmo, pois a realidade brasileira mostra que, nos últimos anos, muitos daqueles que já têm direito a se aposentar preferem continuar trabalhando.  E embora muitas empresas já estejam combatendo o ageísmo diante de um caminho tortuoso, são os líderes que estão começando a agir para mudar esse ciclo vicioso e mostrar que a experiência e habilidades são aliadas. 

É preciso incentivar os mais experientes a compartilharem seus conhecimentos, pois com toda certeza, têm muito a contribuir. É vital incentivar o diálogo entre gerações. Incentivar a troca de conhecimento entre departamentos e oferecer, inclusive, cursos e treinamentos para que todos os colaboradores estejam com seus conhecimentos equilibrados e não se sintam menos capacitados que os mais jovens.

Um filme que retrata muito bem o valor dos profissionais mais experientes se chama Um Senhor Estagiário, que conta a história de Ben Whittaker (Robert De Niro), um senhor de 70 anos que, ao perceber sua vida se tornar mais triste e pacata após sua aposentadoria e morte de sua esposa se candidata a uma vaga de um programa de estágio para idosos. Ao ser aprovado, passa a trabalhar num e-commerce e o desenrolar mostra como a relação entre jovens e maduros pode ser promissora e trazer reconhecimento e crescimento para ambos os lados.

Se toda essa perspectiva que foi retratada em um filme, considerado sucesso de bilheteria, teve um grande reconhecimento e tal prática já tem sido aplicada em algumas empresas espalhadas pelo nosso mercado de trabalho, por que não refletirmos ainda mais sobre isso e aplicarmos em nosso dia a dia?

As áreas de comunicação e marketing, mais propriamente dita, podem ser cruéis sobre o ageísmo, mas como já disse em outros artigos, ser líder, na atualidade, é influência. Afinal, para gerar conexão com as pessoas, é preciso ser autêntico, inteiro, verdadeiro e, assim, aprender a integrar gerações e suas diversidades. Por isso, a experiência e o conhecimento são peças-chaves que não devem ser descartadas. Quando falo de conhecimento, vejam bem, não estou falando apenas de bagagem acadêmica; aprendi isso tarde, mas aprendi. Ser líder hoje dá muito mais trabalho.

Portanto, acredito piamente na união da prática da liderança com a diversidade, para encontrar um caminho de muito sucesso e excelência profissional que agregue pessoas. Se uma empresa não promove a inclusão, estará naturalmente promovendo a exclusão e consequentemente apoiando a segregação. Portanto, as empresas precisam estar preparadas para receber e manter colaboradores de nível sênior em seus quadros com ações que gerem o equilíbrio entre todos.

Marcelo Trevisani – com mais de 18 anos de experiência como profissional nas áreas de Digital Marketing, Transformação Digital, Inovação, Chief Marketing Officer, é considerado um dos nomes mais relevantes da área.

Marketplaces cresceram mais que o dobro do comércio eletrônico tradicional em 2020

A Mirakl, a primeira e mais avançada plataforma SaaS de marketplace comercial, lança hoje o Enterprise Marketplace Index 2021 , a maior e mais abrangente análise de dados sobre marketplace de terceiros do setor. O Enterprise Marketplace Index (“o Índice”) mostra que os marketplaces avançaram mais de 80% na evolução anual no quarto trimestre de 2020, mais do que o dobro da taxa de crescimento geral do comércio eletrônico.

O Índice analisa as métricas de referência apresentadas pelos maiores varejistas à medida que lançam e expandem seus marketplaces, quantificando o impacto das iniciativas estratégicas, operacionais e de merchandising que os operadores usam para impulsionar o crescimento e a lucratividade das plataformas. Os dados representam mais de 60 marketplaces varejistas de todo o mundo, que geram bilhões de dólares em volume bruto de mercadorias (GMV) com mais de 50.000 vendedores oferecendo mais de 60 milhões de produtos.

“Todo varejista precisa dominar as estratégias de marketplace para competir na economia majoritariamente digital de hoje, e o Índice traz uma base para fazer exatamente isso”, disse Adrien Nussenbaum, co-fundador e CEO da Mirakl nos EUA. “Os dados demonstram claramente que os varejistas podem, por exemplo, aumentar simultaneamente as vendas no marketplace e o tráfego geral do comércio eletrônico, expandindo suas bases de vendedores e de produtos – caindo por terra os temores de canibalização. Insights como esses são vitais para o sucesso dos marketplaces”, diz.

Dentre as principais descobertas, estão:

• Marketplaces de empresas cresceram mais que o dobro que o e-commerce tradicional.

Em meio a uma aceleração sem precedentes da transformação digital, o avanço dos marketplaces comerciais ultrapassou em muito a taxa de crescimento dos modelos tradicionais de comércio eletrônico. No quarto trimestre de 2020, os marketplaces expandiram 81% na evolução anual, mais do que o dobro da taxa de crescimento geral do comércio eletrônico. Esse aumento é um forte indicativo de que varejistas que operam marketplaces estão se tornando verdadeiros destinos de compras, com um volume crescente de compradores navegando tanto pelas ofertas do marketplace quando pela seleção de produtos originais.

• Os vendedores são a base do crescimento geral dos marketplaces. Os varejistas que atuam em marketplaces aumentaram em média 46% suas redes de vendedores, enquanto o volume bruto de mercadorias por vendedor subiu 24%. Isso demonstra que os vendedores não canibalizam o crescimento uns dos outros. Além disso, o Índice descobriu que o acréscimo de novos vendedores leva a um crescimento incremental para cada vendedor – inclusive nas ofertas de produtos próprios de cada varejista.

• Atendendo à demanda, varejistas aumentam a variedade de produtos – e sobem ainda mais o volume geral de vendas.

As necessidades dos compradores se tornaram mais urgentes em 2020, disparando a procura por categorias de produtos críticos, como equipamentos de proteção individual, mantimentos e artigos esportivos. Como os compradores procuravam produtos prontamente disponíveis, os varejistas que conseguiam suprir suas necessidades imediatamente saíam na frente. O Índice mostra que os operadores de marketplace estavam preparados para prosperar nesse ambiente, respondendo com um aumento médio de 32% na variedade de produtos ofertados. O resultado foi que esses varejistas tiveram um ganho de até 81% no volume bruto de mercadorias vendidas.

• Os marketplaces contribuem para o crescimento do tráfego do site.

Os marketplaces impulsionam todo o site de comércio eletrônico dos varejistas, pois aumentam a variedade dos produtos, melhorando também a renovação e a qualidade do conteúdo oferecido. De acordo com o Índice, os varejistas que adotaram o modelo de marketplace viram um aumento de 34% no tráfego geral orgânico de seus sites, tirando proveito de uma maior demanda e da maior relevância, sem gastar nada a mais com marketing.

• Vendedores dos marketplaces impulsionam o crescimento dos resultados financeiros.

A medida mais clara do impacto direto dos marketplaces é o quanto contribuem para as receitas totais. O Índice descobriu que, com uma contribuição com o volume bruto de mercadorias de US$ 109.766 por vendedor, multiplicado pelas taxas de comissão do marketplace, os varejistas observaram uma contribuição líquida de quase US$ 15.000 por vendedor para as receitas, beneficiando diretamente os seus resultados financeiros.

“No primeiro ano do nosso marketplace no ar, nós triplicamos o número de ofertas na BestBuy.ca”, diz Thierry Hay-Sabourin, vice-presidente sênior de eCommerce, Marketplace e Tecnologia da Best Buy Canada. “Esse crescimento de volume de produtos relevantes impulsionou nossos resultados de SEO, levando a um considerável crescimento anual de tráfego orgânico para o website durante o primeiro ano. Nosso marketplace tem um papel essencial na nossa estratégia de SEO desde então”.

“Queremos ser o vendedor que os clientes procuram para comprar qualquer coisa, a qualquer hora e em qualquer lugar. Ao construir um marketplace com um ecossistema de vendedores terceirizados, agora podemos oferecer mais de 2 milhões de produtos e o resultado disso é que nossos clientes continuam nos procurando. O marketplace é o motor por trás do crescimento do nosso comércio eletrônico”, conta José Nilson Ferreira, diretor de Marketplace do Carrefour Brasil.

Volume de vagas em regime de trabalho remoto dispara 309% em 2020

Home office ganha novo status durante a pandemia

As ofertas de emprego em modelo home office, trabalho remoto ou teletrabalho dispararam no ano passado. É o que revela levantamento realizado pela VAGAS.com, líder em soluções tecnológicas de recrutamento e seleção . De acordo com a companhia, o volume de vagas ofertadas pelas empresas em regime de trabalho flexível aumentou 309% em 2020, saltando de 594 posições em 2019 para 2428 no ano passado.

“Notamos um maior interesse por parte dos nossos clientes na oferta de vagas em modelo home office a partir do segundo trimestre, justamente no período em que a pandemia registrou forte expansão de casos registrados no Brasil, forçando as empresas a se readequarem para que não perdessem a produtividade. São posições onde há preponderância do trabalho a distância e com atividades que o funcionário pode realizar sem ter de se deslocar até o trabalho. Era um tipo de atividade com baixa frequência de vagas ofertadas em nosso sistema e que acabou gerando um volume gigantesco a partir dos novos tempos a que todos fomos submetidos”, explica Rafael Urbano, especialista em Inteligência de Negócios da VAGAS.com.

De acordo com Urbano, os setores que mais contribuíram para esse aumento de posições em regime de trabalho flexível foram Tecnologia (41%), Finanças (11%), Consultoria e Gestão Empresarial (10%), Seguros (8%), Telecom (7%), Educação (4%) e Outros (19%).

Entre as áreas mais buscadas pelas empresas para atuação remota aparecem: Tecnologia (38%), Vendas (10%), Recursos Humanos (4%), Marketing (4%), Administrativo (3%), Financeiro (2%), Telemarketing (2%), Atendimento (2%), Consultor (2%), Direito (1%), Contabilidade (1%), Inteligência de Mercado (1%) e Outros (20%).

369 oportunidades abertas para trabalho à distância

Na plataforma de empregos VAGAS.com.br há, neste momento, 369 vagas para atuar em modelo home office, trabalho remoto ou teletrabalho. As remunerações, exigências para candidatura, perfil e benefícios variam em cada oferta. Para ter mais informações sobre as oportunidades oferecidas pelas empresas, baixe o aplicativo ou acesse https://www.vagas.com.br e pesquise as vagas pelas palavras-chave home office, trabalho remoto ou teletrabalho.

*Todas as vagas do site VAGAS.com.br são divulgadas pelas próprias empresas contratantes, portanto, elas podem sofrer atualizações e/ou não estarem mais disponíveis no portal a qualquer momento.

Startup Tagme apresenta o Smartlink, plataforma digital que reúne serviços para restaurantes e diminui a dependência de aplicativos de entrega

A pandemia de Covid-19 acelerou a busca do setor de bares e restaurantes por alternativas que garantam a sua sobrevivência. Muito embora a solução mais óbvia e imediata fosse consolidar os serviços de delivery, com o passar do tempo ficou claro que apenas as entregas não seriam suficientes para manter as portas abertas. E que depender de aplicativos terceirizados está longe do ideal. Neste contexto, a Tagme Food Solutions, startup líder em soluções de hospitalidade para restaurantes no país, investiu em pesquisa e inovação e desenvolveu o Smartlink, uma nova solução digital capaz de integrar todos os serviços dos restaurantes ao alcance de um clique, gerar novas receitas e diminuir a dependência dos aplicativos de delivery.

Mesmo antes da pandemia, o consumidor mais digital e conectado já exigia um novo tipo de atendimento no segmento de alimentação. Ainda em 2019, a 13ª Pesquisa Setorial ABF Food Service apontava que 78% das marcas pesquisadas pretendiam investir em tecnologias de serviços delivery no ano seguinte, contra 66% no ano anterior. Os pedidos online vieram a seguir, com 68% das projeções de investimento, contra 53% no mesmo período.

Em todo o Brasil, apenas 9% das vendas de restaurantes eram feitas por entrega. Atualmente a modalidade supera 30% do total – com previsão de que se mantenha assim mesmo com a reabertura.

Neste contexto, a demanda pelos aplicativos de entregas disparou. Segundo pesquisa da startup de gestão de finanças Mobilis, os gastos dos brasileiros com as principais empresas do setor cresceram 103% no primeiro semestre de 2020.

Mas a relação entre os restaurantes e aplicativos nem sempre é tranquila. Entre as empresas menores, as reclamações vão das altas taxas cobradas (entre 25% e 30%) à falta de visibilidade nas plataformas, em detrimento de marcas maiores ou que têm contrato de exclusividade.

Mas se com a chegada da pandemia, o delivery virou regra, com a reabertura dos estabelecimentos, foi necessário reinventar modelos de atendimento para se adaptar a uma realidade de menos contato físico e otimização das soluções digitais.

Das reservas virtuais a um novo jeito de fazer delivery, restaurantes ganham ferramenta poderosa para vendas dentro e fora do salão

Surgiu assim o Tagme Smartlink, um ambiente digital que reúne dezenas de funcionalidades, atividades e demandas da operação em um único link. O serviço já vem sendo adotado na prática por todos os mais de mil restaurantes que já eram clientes da companhia, em quase 100 cidades brasileiras. Incluindo restaurantes premiados e grandes redes como 348 Corrientes, Gurumê, Serafina e Temakeria & Cia. A grande maioria foi beneficiada automaticamente no mínimo pela inclusão do serviço de espera remoto e da visualização do cardápio digital.

Na prática, trata-se da primeira solução omnichannel – metodologia que reúne e interliga diversos serviços simultaneamente em um único ambiente – para restaurantes do Brasil. O Smartlink permite que estabelecimentos de todos os tamanhos, em qualquer lugar do país, unifiquem o acesso a serviços como sistema de reservas online, menus e cartas de vinho digitais, lista de espera virtual, pré-venda de itens do menu, pedidos para retirada, entregas em locais próximos e como não poderia faltar, delivery. O último deles com um importante diferencial.

Através do Smartlink o restaurante pode direcionar o consumidor para aplicativos de entrega, ou operar através de delivery próprio, cuja interface também é produzida pela Tagme. Assim os estabelecimentos deixam de ser reféns das margens e comissões elevadas cobradas pelos aplicativos, mas deixam os clientes à vontade para escolher em qual canal preferem pedir. A novidade impõe um desafio logístico ao setor, mas uma vez que seja superado, pode virar o jogo a favor dos restaurantes. Esta disputa tem, de um lado, aplicativos de entrega ganhando muito, com relações com entregadores no mínimo questionáveis, e de outro, os restaurantes reféns de um serviço terceirizado que, apesar de gerar venda, diminui muito suas margens de lucro e nem sempre atua de maneira eficiente.

João Paulo Alves, CEO da Tagme, fala sobre a importância dos restaurantes terem maior independência e controle de suas rotinas. “Estamos há 12 anos trabalhando intensivamente com os melhores restaurantes do Brasil, depois de tanto tempo, acredito que conseguimos atingir um modelo que reúne todas as funcionalidades e que equilibra melhor as forças do setor sempre com foco no interesse do nosso cliente.” aponta o executivo.

Outro diferencial importante é que, ao contrário dos aplicativos de entregas, todas as ações nos serviços do Smartlink, da reserva de mesa ao pedido de delivery, geram dados para o próprio estabelecimento que podem ser usados para impulsionar cada vez mais as vendas, tanto porta para a dentro quanto porta para fora dos estabelecimentos.

Deste modo, o empresário não apenas amplia a sua base de clientes, mas gera inteligência para sua operação, entende os hábitos do público, pode moldar promoções, ou até mesmo otimizar a rotina do restaurante de acordo com os dados coletados. Dados estes que incluem desde o tempo de ocupação de cada mesa, em média, horários de pico de reservas e entregas até calcular a compra de acordo com os pedidos, evitando desperdícios.

Magalu adquire VipCommerce e avança na venda de produtos de mercado

O Magalu acaba de anunciar a aquisição da VipCommerce, plataforma de e-commerce white label, cujo foco é o varejo de alimentos. A ferramenta funciona como um atalho para que milhares de varejistas alimentares se conectem ao marketplace do Magalu. Sediada em Belo Horizonte, a VipCommerce permite que varejistas analógicos criem — de forma rápida e fácil — lojas digitais para desktop, celular e apps. 

Além da integração, a plataforma oferece a gestão completa do ciclo do pedido — da compra à entrega final — e o controle de estoque em tempo real. Atualmente, a VipCommerce oferece tecnologia para mais de 100 redes de supermercados, com 400 lojas localizadas em 18 estados do país. Sua plataforma reúne mais de 300 000 itens em estoque e processa 250 milhões de reais em vendas anualizadas.

Categoria mercado é foco
Desde o início da pandemia, o Magalu tem expandido rapidamente a sua categoria de mercado — inicialmente com foco no estoque próprio, possibilitando que os clientes recebam em suas casas com segurança. Atualmente, a categoria representa mais de 40% de todos os itens vendidos no e-commerce do Magalu, que já é um dos maiores vendedores online de mercado no Brasil.  

A aquisição da VipCommerce permite que milhares de supermercados juntem forças com o Magalu. A combinação da categoria de mercado da empresa (1P) com o sortimento de supermercados locais (3P) possibilitará a oferta de uma cesta completa de produtos no superaplicativo do Magalu, incluindo itens perecíveis. 

Em 2020, o Magalu realizou 11 aquisições estratégicas. Foram compradas, entre outras, a Estante Virtual, de venda de livros novos e usados, a startup de delivery de alimentos AiQFome, a Hubsales, que conecta fabricantes ao consumidor final, a Stoq, de tecnologia para PDV, a plataforma de mídia da Inloco, o site de conteúdo de tecnologia Canaltech, a escola de marketing Digital ComSchool e a fintech Hub.

Contratação de mulheres em cargos de liderança cresce 20%, revela Page Executive

As mulheres estão conseguindo ocupar mais espaço em cargos de liderança. É o que mostra a Page Executive, unidade de negócio do PageGroup especializada em recrutamento e seleção de executivos para alta direção (o chamado “C-Level”). De acordo com a consultoria, a presença feminina nesses postos cresceu 20% em 2020, saltando de 30% em 2019 para 37% no ano passado.

A maior participação das mulheres em assentos de posições estratégicas é reflexo de um crescente aumento da participação feminina em processos seletivos. Ainda de acordo com a Page Executive, a presença das mulheres em seus processos seletivos passou de 50% em 2019 para 70%, em 2020.

“Quando conversamos com as empresas é notório, na maioria dos casos, pedidos para incluirmos mais mulheres na lista de candidatos finalistas a uma vaga. Claro que isto só é levado adiante se essas candidatas tiverem o perfil da posição aberta. Esse aumento expressivo da presença de mulheres em cargos de liderança mostra que o mercado está cada vez mais engajado em deixar essa balança mais equilibrada”, conta Fernanda Amorim, diretora da Page Executive.

Para chegar a esses dados, a Page Executive entrevistou cerca de 2000 executivos no ano passado em seus processos de seleção, todos candidatos a cargos de direção, presidência e conselho. Eles atuam em empresas de pequeno, médio e grande porte em todo o Brasil e de diversos setores.

A consultoria também procurou identificar quais segmentos em que há maior participação de mulheres. Foi detectado que os setores de Varejo, Farmacêutica, Cosméticos e de Bens de Consumo contam com mais mulheres em cargos de alta direção. Já os segmentos Agro e Indústrias de Base e de Bens de Capital ainda não contam com expressiva atuação feminina.

Quanto às áreas, a Page Executive apontou que há maior presença de mulheres em RH, Marketing e Comercial. Com participação feminina menos intensa, aparecem Operações e Financeira.

Indústria cerâmica avança em identificação com código bidimensional

A Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil e o grupo de trabalho formado por Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres (Anfacer), Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) e Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) promovem a implantação do código padrão GS1 bidimensional DataMatrix para geração de etiquetas de identificação de caixas e paletes destinados a pisos cerâmicos e porcelanato.

O grupo tem como objetivo aperfeiçoar os processos logísticos e administrativos com padrão global de identificação para todos os elos dessa cadeia de abastecimento, que inclui indústrias, distribuidores e varejo. A Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil e o grupo de trabalho das entidades do setor trabalham na padronização dos códigos de embalagens desde 2013, quando estabeleceram a GS1 como referência internacional para identificar seus produtos, que abastecem o mercado nacional e de vários países. A GS1 Brasil e as entidades setoriais operam em conjunto para o engajamento da cadeia e promovem boas práticas. A GS1 Brasil ainda conecta a cadeia de ponta a ponta ao determinar uma linguagem única na identificação dos produtos.

De acordo com informações publicadas pela Anfacer, o Brasil é um dos principais fornecedores do mercado global de revestimento cerâmico. O setor tem 54 empresas produtoras, 71 unidades fabris e 137 marcas. Ainda segundo dados da Anfacer, em 2019, as vendas no mercado interno atingiram 795,7 milhões de metros quadrados e 101,1 milhões foram destinados ao mercado externo.

Os padrões permitem que as empresas operem de maneira eficiente e ganhem agilidade. A indústria cerâmica usa os padrões GS1 de códigos de barras lineares e vai somar agora o padrão GS1 Datamatrix para embalagens e paletes:

Códigos lineares EAN-13 e GS1-128:

Código bidimensional GS1 DataMatrix:

Cresce participação das mulheres em TI

À medida que aumenta o interesse delas pela área, as vagas também não param de crescer e vão sendo, cada vez mais, ocupadas pelo talento feminino

O Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, representa a luta feminina pela igualdade entre os gêneros. Apesar de muitas desigualdades ainda perdurarem entre homens e mulheres em diversas esferas, principalmente, no mercado de trabalho, algumas áreas caminham para uma maior equidade entre os gêneros, como acontece na área de Tecnologia da Informação (TI). Pesquisas apontam que as mulheres começam a conquistar um espaço cada vez maior em um setor amplamente dominado pelos homens.

E esse crescimento começa com o aumento do interesse delas por capacitação dentro das carreiras digitais. Um levantamento da Digital House, escola de habilidades digitais com presença em todo o País por meio de seus cursos online, mostra que em 2018 as mulheres representavam 18% dos alunos da escola. Em 2020, o número chegou a 26%, mostrando um aumento de 34% no interesse delas pelos cursos oferecidos nas áreas de Programação, UX, Marketing Digital, Dados e Negócios. Em 2021, as mulheres já representam 36% das matrículas realizadas, de acordo com um estudo preliminar realizado pela escola nos dois primeiros meses de 2021. “As mulheres têm descoberto que as carreiras tecnológicas são acessíveis a todos e têm se mobilizado no sentido de garantir seu espaço em uma área em que a oferta de vagas ainda é muito maior do que o número de profissionais qualificados para ocupá-las”, comenta Hugo Rosso, diretor de operações acadêmicas da Digital House.

A consequência desse aumento de interesse delas pelas carreiras de TI, claro, também mostra reflexo no mercado de trabalho. Um levantamento feito pela Revelo, empresa de tecnologia para a área de recursos humanos, mostra aumento na contração de mulheres em carreiras de TI. Em 2017, as mulheres ocupavam 10,9% das vagas na área. Já em 2020, o número subiu para 12%. Outro estudo, “Women in the Workplace 2019”, realizado pela McKinsey, confirma a tendência de crescimento. De acordo com o levantamento, a representação de mulheres no setor cresceu 24%, nos últimos 5 anos. 

A desenvolvedora Paula Guedes, que começou a trabalhar na área há cerca de seis meses, acredita que esse aumento da presença feminina nas carreiras digitais também se deve a um movimento que tem partido das empresas no sentido de promover maior equilíbrio entre homens e mulheres na área. “Muitas empresas estão buscando mulheres nessa área. Eu, por exemplo, fiquei sabendo da vaga em que estou hoje quando o CEO fez um post no LinkedIn chamando as mulheres desenvolvedoras para se inscreverem para as vagas. Eu havia terminado meu curso de programação em julho e, em setembro, fui aprovada no processo seletivo da empresa”, comemora. 

Paula tem toda a razão quanto ao aumento de interesse em contratar mulheres por parte das empresas. Outro dado apontado no levantamento da Revelo mostrou que o percentual de convites para entrevistas destinadas a candidatas mulheres apresentou crescimento: entre 2017 e 2019, o volume passou de 12% para 17%. “Apesar do pouco tempo que tenho de atuação, já consigo perceber que a nossa participação na área de tecnologia está aumentando, principalmente, por conta do incentivo e esforços de algumas organizações que têm esse objetivo”. 

A área da tecnologia, há algum tempo, está entre as que mais têm crescido. Novas vagas surgem a todo o momento e as pesquisas mostram que, nos próximos anos, haverá uma defasagem em relação à oferta de vagas e a mão de obra disponível. Um estudo da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação revela que, até 2024, a busca por profissionais com habilidades digitais chegará a 70 mil pessoas por ano no Brasil, mas o número de formados será de 46 mil no mesmo período. Mesmo com a pandemia, a área continuou aquecida e teve um crescimento de 25% na contratação, também de acordo com a Revelo. 

Para a desenvolvedora e professora do curso de Desenvolvimento Web Full Stack da Digital House Natália Lira, todos esses dados incentivam mais mulheres a seguir carreira em TI. “O mercado de TI está em expansão e uma grande dificuldade é preencher as vagas ofertadas. As empresas precisam de profissionais capacitados. Acredito que a participação feminina acaba incentivando outras mulheres a tentarem também, a perceber que há espaço para elas e que elas podem construir uma carreira incrível”, diz.

Natália, que descobriu a sua habilidade para programação meio que por acaso, acredita que o interesse pelas carreiras digitais, especialmente por parte das mulheres, aumentaria muito se as pessoas tivessem mais acesso à informação sobre as possibilidades da área. “A área de TI como um todo é um mistério para muitas pessoas. Apesar de toda inovação e descobertas, muitas pessoas não possuem o conhecimento de quais carreiras podem seguir. Muitos não sabem, por exemplo, o que um desenvolvedor faz no seu dia a dia. Como que esse alguém vai um dia acordar e pensar ‘Acho que quero fazer um curso de programação’? Acredito que tudo começa com o acesso à informação”, conclui a professora da Digital House. 

T4 Agro seleciona as primeiras Agrotechs para desenvolver

A T4 Agro, incubadora e aceleradora de startups dedicadas ao agronegócio, selecionou as duas primeiras iniciativas para apoiar, as empresas WGM Agrisoluttions e a Precision Rain. Ambas foram identificadas em um universo de trinta e três empresas selecionadas pelo Instituto SENAI de Tecnologia, do Estado do Mato Grosso, em um programa de pré-aceleração de startups organizado pela instituição. A WGM Agrisolutions e a Precision Rain criaram tecnologias consideradas de grande potencial, e agora vão contar com o suporte da T4Agro para seu desenvolvimento. As empresas vão contar com o apoio da UISA, uma das maiores biorrefinarias do País, localizada em Nova Olimpia (MT), para evoluir seus negócios.

“Identificamos duas iniciativas com grande potencial de empreendedores aqui do Mato Grosso. Isso reforça a nossa crença na criação de um pólo regional de inovação e tecnologia. Agora, essas empresas vão receber apoio, e serão instaladas em um ambiente propício para o seu desenvolvimento. Temos uma grande e moderna biorefinaria, uma imensa área plantada, uma logística complexa. Isso cria um ambiente desafiador e propício para teste de novas tecnologias. Depois de testadas, as soluções poderão ser também oferecidas ao mercado”, diz Julio Mila, CEO da T4 Agro.

A WGM Agrisolutions nasceu da iniciativa de um grupo de alunos da Universidade Federal de Mato Grosso, a partir de um projeto de iniciação científica. A empresa desenvolveu uma solução para monitorar fatores de solo-planta-atmosfera, gerando dados que aliados aos conhecimentos científicos, e a modelos de Inteligência Artificial, dão aos produtores rurais um diagnóstico da qualidade de solo, previsão da ocorrência de pragas e doenças. Isso permite um melhor manejo de irrigação, aplicação de fungicidas e fertilizantes, gerando redução de custo e aumento de produtividade.

A Precision Rain foi criada por um grupo de professores doutores da Fatec Senai do Matogrosso, que desenvolveram uma tecnologia que permite o aumento da precisão nas previsões meteorológicas e pluviométricas. O projeto prevê a captação de dados oriundos das estações próprias, bem como de diversas fontes complementares. Esses dados são submetidos a um modelo de inteligência artificial, gerando informações com alto grau de precisão em áreas específicas da propriedade do produtor. E tudo isso é disponibilizado em tempo real para o produtor através de um aplicativo de fácil utilização. O uso das informações resulta otimização de uso de defensivos, melhor organização da frota e redução de gastos com combustíveis e pessoal, além do aumento da produtividade, a partir melhor programação do plantio e da colheita.

Empresas terão suporte do “ecossistema” da T4 Agro

UISA e o Fundo de Private Equity CVCIB criaram a T4 Agro para identificar projetos que possam aproveitar oportunidades de negócios e solucionar, de forma sustentável, problemas para empresas do setor agrícola. De forma pioneira, a incubadora está sediada dentro das instalações da UISA, produtora de energia limpa, alimentos e produtos saniantes, localizada no Mato Grosso. O objetivo é que as startups estejam em um ambiente que reproduza de forma real as várias etapas de produção do agronegócio.

A T4 Agro chega ao mercado com um modelo diferente de atuação no que se refere à estruturação dos novos negócios. Seu grande diferencial vai ser o apoio e as sinergias com a UISA e com as demais empresas investidas do CVCIB, que tem investimentos na securitizadora VERT, e na fintech do agronegócio criada pela VERT e pela XP (DuAgro). Os projetos selecionados pela T4 Agro vão poder contar também com o suporte tecnológico da Hyperspace, especializada em processos de digitalização de negócios, além de contar com assessoria financeira e jurídica de renomados profissionais que são investidores do CVCIB.

A T4Agro tem três frentes de atuação. Uma é a incubação de empresas que estiverem no início do desenvolvimento de tecnologias voltadas para o agro. Outro foco será o apoio a empresas com soluções já mais desenvolvidas, mas que precisam de apoio para ganhar escala. Outra frente de atuação será o desenvolvimento de inovações já em gestação dentro da UISA, que poderão, inclusive, vir a ser oferecidas para o mercado.

O impacto do Wi-Fi 6E no ambiente de negócios e nas redes domésticas

Por Moisés Montaño

A chegada do Wi-Fi 6 trouxe consigo uma notável melhoria na eficiência do uso de espectro, aumentando a capacidade da rede e permitindo que mais dispositivos sejam conectados simultaneamente, com um melhor desempenho em relação às gerações anteriores de redes Wi-Fi, com maior velocidade de conexão e economia de energia.

E a tecnologia Wi-Fi 6E incorpora todos esses elementos, ao mesmo tempo que oferece uma melhoria considerável ao operar na frequência de 6 GHz, aumentando 1.200 MHz de largura de banda. Isso é algo que os governos e autoridades da América Latina já estão considerando. Com certeza veremos a liberação desse espectro de rádio para uso de Wi-Fi ao longo deste ano. O novo espectro permitirá a implementação de Wi-Fi 6E e é até cinco vezes maior que o das versões anteriores. Desta forma, espera-se que até 2022 a tecnologia Wi-Fi 6E seja implementada em grande parte da região, melhorando a velocidade e a eficiência da rede.

A casa é a extensão do escritório

Desde o início da pandemia da Covid-19, milhares de empresas foram forçadas a realocar suas operações para um ambiente remoto. Agora, muitos funcionários precisam de uma excelente rede doméstica para poder desempenhar suas funções. As estatísticas sugerem que, mesmo após a pandemia, o home office continuará presente no ambiente de negócios. Por isso, a tecnologia terá que resolver os dois principais problemas que afetam este modelo de trabalho: a velocidade do serviço de Internet e a gestão da banda larga em casa. Sem dúvida o Wi-Fi 6E virá com propostas para atender e melhorar a experiência do consumidor.

Como mencionei anteriormente, uma vantagem que se destaca na tecnologia Wi-Fi 6E é a largura de banda adicional de 1200 MHz, ao ter este novo espaço disponível para implementação de Wi-Fi poderemos eliminar interferências que afetam as versões anteriores, uma vez que há muitos dispositivos de diferentes utilizações e tecnologias que se conectam e operam na mesma banda das atuais gerações de Wi-Fi, o que satura a rede e provoca interferências, afetando sua velocidade e eficiência.

É fato que cada vez mais dispositivos estão conectados à internet simultaneamente. Com o Wi-Fi 6E, vários usuários poderão realizar diferentes atividades simultaneamente e que demandam um alto desempenho da rede Wi-Fi, que hoje não são viáveis ​​com as tecnologias wireless existentes. Estamos falando de questões como streaming de vídeo em 8K e realidade virtual, além das atividades já cotidianas. De uma forma geral, os consumidores aproveitarão ao máximo seu serviço de Internet.

Um futuro com redes mais rápida

Em escritórios, escolas, fábricas, armazéns, hotéis ou qualquer outro local, grandes benefícios serão percebidos, já que a combinação da eficiência no uso do espectro que o Wi-Fi 6 nos traz com as principais adições da versão 6E, como o aumento da largura de banda disponível, o aumento da velocidade e da capacidade, bem como a redução drástica das interferências, proporcionarão um salto considerável na utilização e aproveitamento do acesso à internet sem fio.

É importante esclarecer que haverá regras diferentes para o uso de Wi-Fi 6E em ambientes internos e externos. Nos espaços internos, os pontos de acesso (APs, da sigla em inglês) serão de baixa potência e não exigirão controle, no entanto é claro que devem respeitar os níveis de potência permitidos em cada país.

Embora seja provável que existam outros sistemas operando no mesmo espectro de rádio de 6 GHz (inclusive em alguns países pode ser uma frequência operada sob licença), nos ambientes externos  a proposta é usar uma função conhecida nos Estados Unidos como Coordenação Automática de Frequência (AFC, da sigla em inglês), por meio da qual um AP valida com um banco de dados se a área em que está implementado possui restrições ao uso de qualquer faixa de frequência dentro da banda de 6 GHz, e, em caso afirmativo, evita operar dentro das frequências restritas, garantindo que não irá interferir em outras sistemas existentes que têm a frequência atribuída pelo órgão regulador.

Na América Latina, os governos da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Honduras, México, Peru e Porto Rico estão interessados ​​em implementar essa tecnologia e liberar o espectro de 6 GHz para implantação em 2022. Especialistas em tecnologia estão analisando a largura de banda ou realização de consultas públicas que ajudarão a decidir quanto espectro pode ser liberado sem uma licença para a implementação de Wi-Fi 6E. O Chile é o primeiro país a tomar oficialmente a decisão de liberar o espectro para banda larga, enquanto Brasil e Peru devem ser os próximos a fazê-lo.

Moiisés Montaño, diretor da área de produtos RUCKUS da CommScope nas regiões da América Latina e Caribe

A pesquisa farmacêutica precisa de adestradores de dados

Por Fabio Alves, Diretor da divisão de HPC (High Performance Computers) da Hewlett Packard Enterprise no Brasil

Lightspeed é o nome de um projeto que lançou no mercado uma vacina contra a COVID-19 em velocidade recorde. No entanto projetos excepcionais desse tipo não devem esconder o fato de que o desenvolvimento de novos medicamentos geralmente só progride em um ritmo muito lento – demorando, em média, 13 anos desde a ideia até a primeira aprovação. Um dos desafios aqui são as enormes quantidade e variedade de dados descentralizados que precisam ser analisados em estudos clínicos de medicamentos, todos estritamente regulamentados por leis e padrões da indústria.

O desafio da análise de dados


O volume de dados em empresas farmacêuticas baseados em pesquisa há muito atingiu dimensões de petabyte. Além do volume absoluto, é um conjunto de dados extremamente heterogêneo: há dados estruturados na forma de medições farmacodinâmicas (dosagem, valores sanguíneos, valores hepáticos etc.) ao lado de dados não estruturados (fotos, raios x, varreduras de tomografias computadorizadas etc.). Além dos resultados dos testes dos ciclos iterativos de um ensaio, há informações pessoais sobre sujeitos e pacientes, dados organizacionais e a comparação com resultados de pesquisas existentes – e isso, dependendo do programa de estudo, para centenas ou mesmo milhares de sujeitos. Em estudos de fase IV, que visam detectar efeitos colaterais muito raros depois que um medicamento é lançado no mercado, pode haver dezenas ou centenas de milhares de participantes.

Esses dados são gerados em várias organizações. Nos testes, as empresas farmacêuticas cooperam com parceiros, como universidades e organizações de pesquisa contratadas. Como consequência, existem requisitos extraordinários com relação a armazenamento, acesso, distribuição e análise de dados. As empresas e instituições pesquisadoras devem ser capazes de trabalhar com os dados coletivamente – às vezes, além das fronteiras nacionais – e em conformidade com os regulamentos de proteção de dados.

Além disso, é crucial avaliar os massivos dados o mais rápido possível, para acelerar o tempo de lançamento no mercado. Entretanto nenhuma plataforma de computação é igualmente adequada a todas as cargas de trabalho. Um sistema de computação de alto desempenho (HPC ou High Performance Computing) com processadores convencionais (CPU) poderia, por exemplo, ser ideal para modelagem farmacocinética; já uma análise de aprendizado de máquina roda significativamente mais rápido com processadores gráficos (GPU).

Nova arquitetura de dados necessária


As organizações de pesquisa, portanto, precisam de uma arquitetura de dados que seja projetada para emparelhar uma enorme quantidade de dados de forma flexível com a capacidade de computação mais adequada – tanto CPU quanto GPU, seja no data center de uma empresa farmacêutica, seja em empresa parceira, seja na nuvem.

A arquitetura de dados deve ser altamente escalável e capaz de mesclar logicamente bancos de dados heterogêneos e globalmente distribuídos em um data lake – com um Namespace uniforme entre os locais (veja imagem abaixo). Isso permite que equipes de pesquisa de diferentes organizações acessem conjuntamente os pools de dados – mas apenas aqueles que são aprovados para eles. O pré-requisito para isso é a multilocação e um modelo de segurança uniforme. Isso é necessário para garantir a conformidade com padrões como GxP, que são diretrizes de boas práticas estabelecidas pela Food and Drug Administration dos EUA. A flexibilidade multiplataforma só é possível se os dados forem seguros, rastreáveis ​​e íntegros.

Uma chamada malha de dados unifica fontes de dados distribuídas e heterogêneas em um único namespace. É o centro por meio do qual os locais de pesquisa, serviços em nuvem e empresas parceiras são integrados em um ciclo de dados – como fornecedores ou como destinatários de dados e análises. (Fonte: HPE)

A capacidade de mover aplicativos entre ambientes HPC, por exemplo, para poder terceirizá-los durante cargas de pico, também traz enormes vantagens. O método escolhido aqui é a conteinerização, no qual os aplicativos são executados em ambientes protegidos (contêineres) próximos ao sistema operacional. Isso permite que os ambientes sejam configurados e desmontados rapidamente, e possibilita a migração de cargas de trabalho sem problemas, por exemplo, para a nuvem e vice-versa. Em um ambiente de contêiner, você tem acesso uniforme a todas as bibliotecas e dependências sem ter de gerenciar cada plataforma individualmente – isso é particularmente útil, se elas forem criadas dinamicamente na nuvem e, em seguida, removidas.

Em termos de custos, outro fator representa um grande progresso para as empresas farmacêuticas: os provedores de TI estão mudando a fim de fornecer recursos de hardware (computadores, armazenamento, redes) como um serviço, não apenas através da nuvem, mas nas instalações do cliente. Os modelos de licença sob demanda permitem que o cliente obtenha recursos em curto prazo e pague por eles com base no uso real (veja a imagem abaixo). Isso estende a agilidade da nuvem pública para o data center corporativo.

Os provedores de TI estão mudando para fornecer infraestrutura de TI como um serviço, não apenas por meio da nuvem, mas também localmente nas instalações do cliente. Os recursos podem ser obtidos em curto prazo e são pagos com base no uso. Isso estende a agilidade da nuvem pública para o data center corporativo. (Fonte: HPE)

Exemplo prático


Na pesquisa cotidiana, poderia ser assim: para a terceira fase de um estudo clínico duplo-cego com 2.000 sujeitos de teste, uma clínica universitária usa o cluster HPC interno, que é otimizado para seus aplicativos de análise interna. Vários laboratórios especializados recebem autorização para enriquecer determinados pools de dados com os seus próprios resultados laboratoriais via acesso remoto. Para a avaliação baseada em IA de varreduras de tomografia computadorizada, a clínica usa capacidades ativadas temporariamente de sistemas baseados em GPU – no entanto, para comparação estatística com os resultados da segunda fase de teste e busca de anormalidades, ela executa o aplicativo de aprendizado de máquina em uma nuvem privada hospedada em um provedor de serviços local.

Nesse cenário, dois fatores economizam um tempo valioso no caminho para o lançamento no mercado da nova droga: em primeiro lugar, a utilização do ambiente computacional mais adequado em cada caso e, em segundo lugar, a capacidade de realizar etapas de trabalho externamente e, portanto, em paralelo, sem perdas por atrito e de acordo com as normas e regulamentos. Um efeito colateral positivo: graças ao licenciamento sob demanda dos pools de recursos, a empresa sempre mantém o controle sobre os custos – sem ter de investir pesado em sistemas HPC com antecedência, como acontecia anteriormente.

Disponibilidade de mercado mais rápida


A arquitetura de dados certa pode reduzir significativamente o tempo de lançamento no mercado – de preferência em combinação com três outros fatores. Em primeiro lugar, com a conteinerização para disponibilizar os aplicativos no local necessário e evitar sobrecarregar os sistemas HPC locais. Segundo, com uma arquitetura de segurança multilocatária para colaboração compatível entre a comunidade de pesquisa. Em terceiro lugar, com pagamento baseado no consumo para recursos de computação, armazenamento e rede. Com essa abordagem, uma empresa farmacêutica pode monetizar os resultados de seu trabalho de pesquisa mais cedo – e por mais tempo, à medida que aumenta a vida útil até o vencimento da patente. O lançamento mais rápido de novos medicamentos no mercado não é uma ciência espacial, mas simplesmente o resultado de conceitos de sourcing inovadores e uma arquitetura de dados inteligente.

IBM Cloud Satellite oferece aos clientes nuvem com segurança em qualquer ambiente, incluindo na borda

A IBM (NYSE: IBM) anunciou hoje que seus serviços de nuvem híbrida agora estão disponíveis ao público em geral em qualquer ambiente – em qualquer nuvem, no local (on premises) ou na borda (edge) – através do IBM Cloud Satellite. A Lumen Technologies e a IBM integraram o IBM Cloud Satellite com a plataforma de edge da Lumen para permitir que os clientes aproveitem os serviços de nuvem híbrida quase em tempo real e criem soluções inovadoras na borda.

O IBM Cloud Satellite traz aos clientes uma camada segura que unifica serviços de nuvem entre ambientes, independentemente de onde os dados estejam. Isso é essencial para ajudar a atender à privacidade dos dados críticos e aos requisitos de soberania de dados. Setores como telecomunicações, serviços financeiros, saúde e governo agora podem se beneficiar da redução de latência, que vem com a análise de dados de maneira segura na borda. Cargas de trabalho relacionadas a aprendizado online, trabalho remoto, serviços de telemedicina, entre outros, agora podem ser oferecidas com mais eficiência e segurança com o IBM Cloud Satellite. À medida que essas cargas de trabalham migram até a borda, o IBM Cloud Satellite ajudará os clientes a oferecer baixa latência, ao mesmo tempo em que faz com que eles tenham os mesmos níveis de segurança, privacidade de dados, interoperabilidade e padrões abertos encontrados em um ambiente de nuvem híbrida.

A IBM também está estendendo o Watson Anywhere com a disponibilização do IBM Cloud Pak for Data as a Service com IBM Cloud Satellite. Isso dá aos clientes uma maneira flexível e segura para rodarem suas cargas de trabalho de IA e analytics como serviços em qualquer ambiente – sem que eles próprios tenham que fazer o gerenciamento. A EquBot, uma fintech que ajuda profissionais de investimentos em todo o mundo, já está vendo os primeiros benefícios. O trabalho já mostrou uma redução de latência de dez segundos para menos de um segundo em alguns dos modelos de tempo críticos. Isso possibilita aos investidores tomarem decisões mais bem informadas sobre o mercado financeiro.

Plataforma da Lumen oferece IBM Cloud Satellite para acelerar a inovação na borda

A Lumen, uma empresa de tecnologia empresarial que está habilitando a 4ª Revolução Industrial, está usando sua plataforma global Edge Compute para oferecer IBM Cloud Satellite aos clientes. Combinando a flexibilidade de implementação do IBM Cloud Satellite com a ampla disponibilidade da plataforma de edge, rede adaptável e capacidades de segurança conectadas da Lumen, os clientes da Lumen ganham escolha e velocidade em como eles aproveitam com segurança os benefícios dos serviços de edge computing.

Utilizando a plataforma da Lumen e o IBM Cloud Satellite, os clientes podem implementar aplicações que usam muitos dados, como análises de vídeos, em ambientes altamente distribuídos como espaços de escritórios e de varejo, e aproveitar as vantagens de uma infraestrutura projetada para latência de um dígito de milissegundos. Por conta da aplicação poder ser hospedada em Red Hat OpenShift através do IBM Cloud Satellite próximo de um local da Lumen Edge, câmeras e sensores podem funcionar em tempo quase real para ajudar a aumentar a qualidade e a segurança. Por exemplo, as câmeras podem detectar a última vez em que as superfícies foram limpas ou sinalizar potenciais preocupações com a segurança do trabalhador. Além disso, os clientes de diferentes geografias podem abordar melhor a soberania dos dados implementando este poder de processamento mais perto de onde os dados são criados.

“Com o amplo alcance da plataforma da Lumen, estamos dando aos clientes corporativos acesso ao IBM Cloud Satellite para ajudá-los a alavancar mais rápido a inovação na borda”, disse Paul Savill, SVP Enterprise Product Management and Services da Lumen. “Nossos clientes corporativos agora podem estender os serviços de IBM Cloud em toda a rede global robusta da Luman, permitindo que implementem aplicativos de ponta com muitos dados que exigem alta segurança e latência ultrabaixa. Ao trazer recursos da nuvem híbrida aberta e segura para a borda, nossos clientes podem impulsionar seus negócios e aproveitar as vantagens das aplicações emergentes da 4ª Revolução Industrial”.

Como parte dessa colaboração, os clientes poderão:

• Implementar aplicações em mais de 180.000 locais corporativos conectados na rede da Lumen para fornecer uma experiência de baixa latência;

• Criar soluções habilitadas para nuvem na borda que aproveitam gerenciamento e orquestração de aplicativos por meio do IBM Cloud Satellite;

• Construir plataformas abertas e interoperáveis que dão aos clientes maior flexibilidade de implementação e acesso mais fácil a serviços nativos da nuvem, como IA, IoT e edge computing.

“A IBM está trabalhando junto aos clientes com tecnologias avançadas, como edge computing e IA, ajudando-os a se transformem digitalmente com a nuvem híbrida e mantendo a segurança dos dados em primeiro lugar” disse Howard Boville, Head de IBM Hybrid Cloud Platform. “Com IBM Cloud Satellite, os clientes podem aproveitar com segurança os benefícios dos serviços de nuvem em qualquer lugar, desde o núcleo do datacenter até os pontos mais distantes da rede”.

Ecossistema de parceiros da IBM cocria novos serviços de nuvem com IBM Cloud Satellite

A IBM está colaborando com mais de 65 parceiros do ecossistema, incluindo Cisco, Dell Technologies e Intel, para construir serviços de nuvem seguros, ajudando os clientes a executarem cargas de trabalho em qualquer ambiente com o IBM Cloud Satellite. Parceiros de infraestrutura oferecem uma variedade de soluções de armazenamento, rede e servidor para ajudar os clientes a aproveitar suas infraestruturas existentes para implementar locais de IBM Cloud Satellite em datacenters ou na borda. Parceiros de serviços planejam oferecer serviços de migração e implementação para ajudar os clientes a gerenciarem soluções como serviço em qualquer lugar. Os clientes de IBM Cloud Satellite também podem acessar ofertas de softwares certificados em Red Hat OpenShift no Red Hat Marketplace, que podem ser implementados para rodar em Red Hat OpenShift através do IBM Cloud Satellite, oferecendo flexibilidade para instalar e gerenciar com mais simplicidade.

O poder das marcas no mercado de games

Por Michel Bedin, Product Specialist Manager na Verizon Media

O constante jogo entre os players da indústria e os gamers movimenta bilhões de dólares anualmente (a Newzoo projetou US$159,3 bilhões em 2020) e é natural que marcas queiram fazer parte desse jogo. Os gamers tendem a recompensar os parceiros e, portanto, os anunciantes que colocam o gamer em primeiro lugar e entendem a validade da experiência, da troca de valores, naturalmente terão os melhores resultados.

Para uma marca aumentar seu score nesse jogo, é preciso antes o entendimento de que a universalidade gamer se traduz em comunidades que se diferenciam e se apoiam em suas escolhas. Ainda criança na década de 80, lembro de ir com meus pais e irmão comprar, de segunda mão, meu primeiro videogame, o Philips Odyssey – segunda geração daquele que pode ser considerado como o precursor de todos os consoles, o Magnavox Odyssey de 1972. Cada um de nós elegera seus cartuchos preferidos e, quando não jogávamos juntos, vibrávamos ao ver o outro enfrentar aqueles novos desafios. Mal sabíamos que aquela forma de entretenimento traria impactos sem precedentes.

No intervalo de quase cinco décadas, o mundo foi tomado por novas aventuras e personagens icônicos, apresentados através de inúmeras plataformas aos mais diversos públicos de todas as idades, gêneros e interesses, agora comumente chamados de gamers.

Sim, hoje temos tantas opções disponíveis, para os mais variados momentos, gostos e bolsos, e com elas caminham as dúvidas. Não sobre qual é a melhor opção, mas sobre qual é a melhor para mim. O poder da escolha, idealmente limitado apenas às decisões individuais, até pouco tempo atrás parecia se limitar a uma fase secreta de um jogo ainda não lançado. Afinal, escolher é abrir mão, concordam?

Em seu aclamado livro Sapiens: Uma breve história da humanidade, Yuval Noah Harari reforça que a História está se movimentando incessantemente rumo à unidade mas que a “cultura global única não é homogênea…nossa cultura global única contém tipos diferentes de povos e estilos de vida…mas todos estão intimamente relacionados e influenciam uns aos outros de inúmeras maneiras. Ainda discutem e lutam, mas discutem usando os mesmos conceitos e lutam usando as mesmas armas.”

O mesmo Harari reforça que o “Homo Sapiens evoluiu para achar que as pessoas se dividiam entre “nós” e “eles”. “Nós” era o grupo imediatamente à sua volta, independentemente de quem você fosse, e “eles” eram todos os outros. Na verdade, nenhum animal social jamais é guiado pelos interesses de toda a espécie à qual pertence.”

Então qual é a próxima fase?

O documentário GDLK – High Score, atualmente disponível na Netflix, traz em seu 4º episódio o testemunho de Gordon Bellamy, executivo de games nos EUA. “O videogame lhe dá a oportunidade de começar de novo…nos games todos começamos no mesmo lugar e temos a oportunidade de jogar juntos”. Como ele reforça, os games são um lugar onde as regras são as mesmas para todos e que, por isso, deve permitir darmos o nosso melhor sem julgamentos de valor.

Phil Spencer, chefe da divisão Xbox na Microsoft, reforça essa posição ao dizer que “como player, você é o centro de nossa estratégia. Queremos permitir que você jogue os jogos que deseja, com os amigos com quem deseja jogar, em qualquer dispositivo…Gaming é sobre entretenimento, comunidade e diversão e sobre conhecer novas histórias e novas perspectivas. O jogo é maior do que qualquer dispositivo.”

Em análise recente sobre a indústria de games, o eMarketer também conclui por esse novo momento de inclusão ao dizer que “a transmissão ao vivo de videogames cresceu durante a pandemia – e o futuro da indústria reside no cruzamento de interesses entre jogadores, influenciadores e celebridades. Conforme os streamers se tornam influenciadores e os influenciadores se tornam streamers, a indústria terá ainda mais alcance com o público mainstream. Esses cruzamentos entre indústrias provavelmente irão gerar grande interesse do consumidor.”

O gamer como o verdadeiro personagem capaz de colocar seu poder de escolha como fator decisório de uma indústria já dava seus passos nas primeiras gerações de consoles. Em 1994, a Sega, atenta aos anseios do público adolescente, juntou-se à MTV para promover o MTV SEGA: Rock The Rock, um embrião do showbiz que são hoje os eSports. Mods de jogos (alterações capazes fazer um jogo operar de forma diferente da original) deixaram de ser um atributo limitado a programadores em busca de seu toque pessoal e hoje temos gamers e marcas criando e compartilhando seus próprios mapas.

Fato é que estamos em mais um grande momento de revolução da indústria de games. Cross-screen, cross-device, cross-platform, cloud, espelhamento, retro-compatibilidade, streaming, influencers, campeonatos profissionais e amadores, game as a service, AR-VR e novas formas de interação garantidas pelo 5G. Todas essas novas tecnologias têm um papel de extrema relevância para que a unidade mencionada por Harari e Spencer seja um mod que comece a ser construído nos próximos anos.

Não importa como, quando e com quem, o certo é que todos queremos poder escolher e todos queremos diversão.

Ataques cibernéticos no Brasil crescem 860% na pandemia

Levantamento feito pela empresa de segurança cibernética industrial TI Safe aponta aumento de 460% das tentativas de ataques hackers em empresas industriais, entre março a junho de 2020. Entre julho a setembro voltou ao padrão de normalidade, mas em dezembro foi observado crescimento de 860% de tentativa de invasões (gráfico abaixo).

Os dados mostram uma coincidência entre as ondas de novos casos de covid-19 no Brasil e as ocorrências. Segundo Marcelo Branquinho, CEO da TI Safe, muitas empresas aderiram ao trabalho remoto, mas não tomaram os devidos cuidados com a segurança cibernética, colocando suas redes de Tecnologia da Informação e Comunicações (TIC) em risco.

Telefónica, Telefônica brasil e CDPQ criam a fibrasil, empresa de rede neutra de fibra por atacado no Brasil

O Grupo Telefónica, uma das maiores companhias de serviços de telecomunicações do mundo, e a Caisse de dépôt et placement du Québec (“CDPQ”), um grupo de investimento global, chegaram a um acordo para a construção, o desenvolvimento e a operação no Brasil de uma rede neutra e independente de fibra por atacado, com a criação da FiBrasil Infraestrutura e Fibra Ótica SA (“FiBrasil”).

Após a conclusão da operação, o Grupo Telefónica e a CDPQ terão, cada um, 50% da FiBrasil em um modelo de governança de co-controle. A participação de 50% do Grupo Telefónica será realizada por meio da Telefônica Brasil (Vivo) e da Telefónica Infra, braço de infraestrutura do Grupo Telefónica. Cada empresa terá 25% de participação.

Atuando como uma empresa de atacado neutra, a FiBrasil está pronta para implantar e operar redes de fibra em cidades de médio porte fora do estado de São Paulo, e para comercializar acesso à fibre-to-the-home (FTTH) a todos os provedores de telecomunicações, permitindo-lhes oferecer esses serviços a seus clientes finais. A nova empresa já começa com um portfólio de 1,6 milhão de Homes Passed (HPs) oriundos da Telefônica Brasil, e pretende expandir a rede para 5,5 milhões de domicílios em um período de 4 anos, acelerando a migração dos clientes para a fibra e contribuindo, assim, para o desenvolvimento tecnológico do país.

A CDPQ está investindo um total de até R﹩ 1,8 bilhão (CA﹩ 408 milhões) nesta joint venture, incluindo pagamentos primários e secundários. As contribuições de capital projetadas pela CDPQ e a alavancagem esperada da FiBrasil fornecem um plano de negócios totalmente financiado para cumprir as metas de implantação da empresa. A FiBrasil está pronta para se tornar uma empresa líder no mercado de fibra no Brasil, com o apoio de um forte grupo de acionistas.

Como um dos maiores investidores institucionais em infraestrutura do mundo, com ativos líquidos de CA﹩ 30 bilhões (R﹩ 136 bilhões) neste setor, a CDPQ contribui com sua forte capacidade e experiência de longa data em gestão de investimentos em infraestrutura. A Telefónica, uma das maiores companhias globais de serviços de telecomunicações, fornece pilares sólidos para apoiar os planos de crescimento da empresa e traz a sua capacidade técnica, além do histórico na implantação e operação de redes de fibra. A FiBrasil também se beneficiará da capacidade de comercialização da Vivo – como principal cliente -, em seus diversos canais de vendas online e offline.

Ángel Vilá, Chief Operating Officer (COO) do Grupo Telefónica, comentou: “Estamos muito entusiasmados com esta oportunidade de fazer uma parceria com a CDPQ, com quem compartilhamos a ambição de acelerar a implantação da fibra no Brasil, contribuindo para os planos de crescimento da Vivo e para o desenvolvimento digital do país. Estamos também muito satisfeitos em colocar a nossa experiência em FTTH e capacidades comerciais nesta parceria, unindo forças com a CDPQ como um elemento-chave para o sucesso, fortalecendo nossa proposta de valor e reforçando nossa estratégia de crescimento”.

Emmanuel Jaclot, Vice-Presidente Executivo e Líder de Infraestrutura da CDPQ, disse: “A CDPQ está entusiasmada em estabelecer uma joint-venture com a Telefónica, uma das principais provedoras de serviços de telecomunicações do mundo, para acelerar a entrega de infraestrutura de fibra de próxima geração para mais 5 milhões de lares brasileiros. Esta transação é uma oportunidade para diversificar ainda mais nosso portfólio de infraestrutura e demonstra o interesse contínuo da CDPQ pelo Brasil e pela região da América Latina, onde vemos oportunidades em uma variedade de setores”.

“A Vivo será o principal cliente da FiBrasil, consolidando-se como a maior operadora convergente do país. A transação está dentro dos nossos pilares estratégicos, permitindo à Vivo melhorar o time-to-market e, ao mesmo tempo, ter um uso ainda mais eficiente de recursos financeiros “, disse Christian Gebara, CEO da Telefônica Brasil. Gebara também mencionou que “a fibra será um fator chave para o crescimento futuro da receita da Vivo, com o objetivo de atingir pelo menos 24 milhões de HPs até o final de 2024, e a FiBrasil será a plataforma para expandir a cobertura para cidades greenfield“.

A transação está sujeita à aprovação regulatória e o fechamento do negócio está previsto para ocorrer no segundo trimestre de 2021.