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Accenture e Microsoft lançam nova plataforma de nuvem híbrida para ampla adoção nas empresas

A Accenture e Microsoft Corp. ampliaram a parceria estratégica com a apresentação da Solução Accenture Hybrid Cloud para Microsoft Azure, uma poderosa plataforma de nuvem híbrida projetada para trazer novos recursos, economia e inovação. Com este marco e ao trabalhar com a Avanade, provedora líder de soluções da Microsoft, as empresas financiaram e projetaram a inovadora plataforma com novas tecnologias e serviços híbridos para ajudar as empresas a construirem e gerenciarem a infraestrutura e as aplicações na nuvem.

Este é o maior acordo de colaboração entre Accenture e Microsoft desde 2000, quando as empresas lançaram a Avanade, empresa com mais de 22.000 funcionários e mais de US$ 2 bilhões em vendas globais.

“A expansão do nosso relacionamento com a Microsoft representa uma proposta de mudança de jogo que aborda as maiores preocupações e complexidades enfrentadas por nossos clientes e da forma como eles olham para o aproveitamento da nuvem”, explica Pierre Nanterme, Chairman e CEO da Accenture. “Com as novas exigências impostas aos departamentos de TI a cada dia, as empresas precisam se conectar de forma inteligente as suas infraestruturas, aplicações de software, dados e recursos de operações, a fim de se tornarem inteligentes, ágeis e digitais. Esta colaboração exclusiva entre a Microsoft e Avanade é uma das iniciativas mais estratégicas e importantes da Accenture para a adoção da nuvem em toda a empresa”, explica.

“As empresas ao redor do mundo estão olhando para as plataformas e os parceiros certos para ajudá-los a transformarem e prosperarem em um ambiente cada vez mais móvel e na nuvem”, comenta Satya Nadella, CEO da Microsoft Corp. “A Nuvem da Microsoft, combinada com o conhecimento da Accenture em relação à indústria, além da sua expertise em implantação, acelera a adoção da nuvem de nossos clientes e desbloqueia novos benefícios, incluindo aplicações poderosas, insights orientados por dados e aumento da produtividade”, finaliza.

A Solução Accenture Hybrid Cloud para Microsoft Azure oferece novas tecnologias para migrar e gerenciar aplicativos entre nuvens privadas e públicas e estão em um caminho contínuo, automatizado, controlado e sob demanda, além de apresentar velocidade a partir de um único console. A solução integra e se baseia nas capacidades chave das três companhias para ajudar as empresas a entregar “todo o serviço”, incluindo:

• A Plataforma de Cloud da Microsoft para o Microsoft Azure fornece o desempenho empresarial, em grande escala e capacidade híbrida ligada ao Windows Server com Hyper-V, System Center e pacote Azure de execução nos centros de dados de clientes.

• A Plataforma de Cloud da Accenture suporta ambientes multiplataformas com fornecimento self-service para qualquer aplicação. Seu painel de instrução central controla as capacidades de corretagem e gestão de nuvem, e fornece à empresa governança de nível empresarial, confiabilidade, segurança e operações que os clientes esperam.

• Um espectro de ponta a ponta de serviços profissionais para ajudar os clientes a definir e executar todos os objetivos na nuvem, com base no conhecimento especializado da Accenture na indústria e experiência de transformação de negócio comprovado – da estratégia e transformação para a migração, implantação e serviços gerenciados.

• Profundo banco de profissionais qualificados da Avanade equipados com ampla experiência em tecnologias Microsoft e um foco em desbloquear o valor de negócio da empresa.

A solução já está sendo testada na Freeport-McMoRan, uma empresa internacional de recursos naturais, que cria protótipos para melhorar a “internet das coisas” nas operações de mineração. A plataforma vai permitir operações de supervisores para analisar e reagir a situações próximas em tempo real na mina, permitindo-lhes tomar medidas imediatas em itens que impactam produção, o que, em última análise, impulsiona a receita.

“Como a nossa empresa faz a transformação para mineração digital, envolvemos a Accenture e Microsoft para nos mostrar como podemos capturar os benefícios da nuvem híbrida e acelerar nossa jornada”, ressalta Bert Odinet, CIO da Freeport-McMoRan.

Para obter mais informações, visite www.accenture.com/hybridcloud

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Um quarto dos computadores no Brasil possui malware instalado no navegador

Um estudo feito a partir da base de usuários do Baidu Antivírus no Brasil apontou que 26% dos PCs no país possuem pelo menos um plug-in malicioso instalado em seus navegadores. Plug-ins deste tipo podem ser usados para furtar dados de usuários, redirecionar links digitados corretamente para endereços suspeitos ou mesmo infectar o sistema operacional da vítima, explorando vulnerabilidades encontradas no PC. A pesquisa aponta, ainda, que apenas 10% dos usuários brasileiros se preocupam em checar se os plug-ins anexados ao seu browser possuem algum tipo de função maliciosa.

A mesma análise mostra que há um risco acentuado do usuário infectado ser vítima de golpes no mês de dezembro, tradicional período de compras em que crackers tentam se aproveitar do boom de acessos a serviços de e-commerce para aplicar golpes online.

Para incentivar que os usuários de internet façam a checagem de plug-ins maliciosos e outras pragas em seus computadores com maior frequência, o Baidu organizou uma ação que premiará com iPhones 6 e viagens para a Disney os usuários que conferirem a segurança de seu PC por meio do recurso de “Verificação Rápida” disponível na nova versão do Baidu Antivírus.

Ao contrário de processos de verificação completa, que podem demorar até várias horas, a “verificação rápida” checa as rotinas mais comumente exploradas por crackers e, de acordo com o laboratório de desenvolvimentos do Baidu, é capaz de encontrar e eliminar até 96% dos plug-ins maliciosos distribuídos no Brasil.

Como participar – Não usuários do Baidu Antivírus devem instalar o software e quem já o utiliza deve fazer apenas uma atualização simples no link abaixo. A cada dia, quem fizer uma “Verificação Rápida” desde hoje até o dia 21 de dezembro receberá um código para concorrer a um iPhone 6 e outros prêmios. Os vencedores serão conhecidos em janeiro e terão os prêmios enviados para suas casas.

O link abaixo permite baixar a atualização que dá direito a concorrer a prêmios ao mesmo tempo em que o usuário mantém seu PC protegido no período crítico das compras de Natal: http://antivirus.baidu.com/pt/lp/quickscan/index.php?from=brpr.

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Quase 85% das vendas da GoPro são para jovens de 18 a 34 anos, revela pesquisa

Os produtos da marca GoPro entraram definitivamente no gosto dos jovens no Brasil. Quase 85% das vendas dos produtos foram destinadas aos consumidores entre 18 e 34 anos no País. Os dados são da Loja do Turcão, maior revendedor brasileiro de itens GoPro, que apurou o volume de negócios no segundo semestre de 2014 na sua loja virtual.

Segundo levantamento da Loja do Turcão, os jovens com idade entre 18 e 34 anos compraram 432% a mais do que os adultos e idosos em 2014. Os itens da GoPro como câmeras, bastões, tripés, carregadores, cartões de memória, fivelas e suportes são os mais procurados pelos jovens. Produtos da marca apresentaram aumento de 71% nas vendas para os jovens de outubro para novembro desse ano.

“Os artigos da GoPro sempre foram associados a jovens esportistas e aventureiros em busca de ótimas imagens em condições adversas. Os números apenas comprovam uma tendência já esperada da procura”, comenta Artur Cayres, proprietário da Loja do Turcão.

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Lei Geral das Antenas: "burrocracia" é uma das causas da má qualidade da internet no Brasi

Por Dane Avanzi*

Seja a internet móvel ou fixa, o fato é que não existe serviço de telecomunicação de qualidade, especialmente os de internet, tão demandados no Brasil e no mundo, sem infraestrutura de qualidade – sendo a base desta infraestrutura as torres de telecomunicações que suportam os serviços de banda larga em geral.

O Plenário do Senado deve votar nos próximos dias em regime de urgência o projeto que institui a Lei Geral das Antenas. A proposta trata da unificação de regras para instalação das torres, considerada pela legislação brasileira uma questão ambiental, de competência concorrente entre os entes federativos, fato que trocando em miúdos, permite à União, estados e municípios produzirem legislações diferentes, e em alguns casos até divergentes entre si.

Oportunamente, as operadoras de telecomunicações afirmam ser esta a principal causa da má qualidade de telecomunicações, fato que não coaduna-se com a realidade. Porquanto, nossa experiência como consumidores nos atesta, em verdade, um comportamento bem arredio quando o assunto é cumprir as leis. Se fossem verdadeiramente comprometidas em entregarem serviços com o mínimo de qualidade, não seriam as campeãs de reclamações dos Procons de Norte a Sul do Brasil.

Isto posto, não obstante a frugalidade com que as operadoras investem em equipamentos, desproporcionais as altas tarifas cobradas, de fato a “burrocracia” é um dos fatores (o menor a meu ver) que atrasam a ampliação das redes de serviços de telecomunicações. Se o projeto de lei for aprovado com a atual redação haverá uma unificação das normas e procedimentos para licenciamento de torres de telecomunicações em âmbito nacional.

Embora hoje haja algumas resoluções do Conama – Conselho Nacional de Meio Ambiente, que serve de referência para a base legislativa de muitos estados e municípios, a referida normatização traz aspectos gerais da matéria, deixando muitas lacunas quanto aos procedimentos, prazos, documentação apta a instrução do processo entre outros quesitos.

Por conta disso, o projeto de lei em questão pode trazer avanços significativos, senão vejamos. Entre as novidades para acelerar o processo de liberação de autorizações, o texto determina prazo máximo de 60 dias para deliberação sobre pedido de instalação de antenas. Em caso de descumprimento do prazo, a permissão passa a ser automática. Caso seja necessária consulta ou audiência pública, o prazo pode ser ampliado por mais de 15 dias e as antenas de pequeno porte ficam dispensadas de licenças.

Radicalismos à parte, a lei de um modo geral é boa, exceto pela aprovação compulsória em caso de não apreciação do feito em 60 dias, pois há que se lembrar que há casos em que a saúde das pessoas podem ser comprometidas pelo excesso de irradiação das antenas, tema regulamentado também por lei federal (n. 11.934 e resolução 303, da Anatel). Como jurista, entendo que essa cláusula fere inclusive o princípio da legalidade, haja vista conceder um passaporte para que se perpetue e consolide a ilegalidade, pois pode pairar sobre a situação em questão outros temas técnicos e jurídicos, podendo o excesso de liberalidade acarretar graves injustiças inclusive.

Nesse contexto, lindeiro ao tema em tela, há que se ressaltar que além da questão legal de preservação do meio ambiente há outras também de grande impacto no processo e igualmente complicadas no Brasil. Me refiro a aspectos fundiários. A falta de documentação sólida de prédios urbanos e rurais em todo o Brasil, que costuma emperrar não somente o processo de instrução de regulamentação ambiental, como de outros órgãos públicos.

Por fim, esperamos que a Lei Geral das Antenas, uma vez aprovada, flexibilize e viabilize as atividades do setor sem representar um retrocesso para a sociedade brasileira, em especial no que tange ao meio ambiente.

Dane Avanzi é advogado, Diretor do Grupo Avanzi e Vice-Presidente da Aerbras – Associação das Empresas de Radiocomunicação do Brasil.

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Procura-se Design Thinker

Boa parte do tempo e energia intelectual dos profissionais dentro das empresas está comprometida com a tentativa de solucionar problemas estratégicos dos negócios. Mas, apesar do esforço contínuo, não é incomum que as abordagens propostas fracassem ou que as soluções encontradas deixem arestas abertas com consequências que só serão percebidas bem adiante. Um caso emblemático foi o ocorrido com as empresas produtoras de garrafas PET na década de 70. Consideradas uma “salvação” para os vendedores de bebidas, por conta dos baixos custos de produção, praticidade e leveza, as garrafas feitas do plástico rapidamente tomaram o lugar das embalagens de vidro retornáveis, muito utilizadas na época. No entanto, como são feitas de um derivado do petróleo, com o passar dos anos, tornaram-se um dos principais poluentes do mundo, gerando um enorme prejuízo social e ambiental para as décadas seguintes. Por fim, a solução, inicialmente apontada como genial, mostrou-se apenas pontual, não levando em consideração suas repercussões globais.

Para chegar a uma saída realmente sustentável para problemas cada vez mais complexos, foi preciso que os líderes corporativos começassem a pensar os problemas com uma visão nova e, a partir daí, surgiram abordagens como o “Design Thinking”. Criado na década de 70 para desenvolver soluções na área de engenharia, o método foi adaptado como recurso de gestão por David M. Kelley, professor da faculdade de Stanford (EUA). A ferramenta foi sendo aprimorada com o passar do tempo e, atualmente, conta com etapas bem definidas, que permitem identificar objetivamente problemas, organizar e compreender processos e pessoas envolvidas e, assim, delinear estratégias para chegar a soluções criativas tanto no âmbito pontual como global para cada questão.

Empresas inovadoras, como a brasileira Clever Caps, já vêm sendo criadas com suas bases fincadas na metodologia do Design Thinking . Do problema causado pelo descarte excessivo de embalagens plásticas, por exemplo, seus fundadores encontraram a razão de existir da organização: a marca é internacionalmente premiada por desenvolver tampas que se transformam em blocos de montagem e que criam diversos objetos úteis, como bancos, enfeites e brinquedos. Segundo Rogério Londero Boeira, especialista em desenvolvimento de pessoas da escola Cultman, esse modo inovador de analisar os desafios apresentados por um mercado mais e mais exigente vai muito além do ‘pensar fora da caixa’. O professor da escola de aprendizagem corporativa explica que o Design Thinking consiste em métodos e processos que desenvolvem a habilidade de empregar melhor os recursos disponíveis, sejam eles, financeiros, humanos ou de conhecimento. “O objetivo é tomar as decisões de forma mais eficiente, passando a observar tudo e todos com um olhar de que há sempre a possibilidade de melhorar e aprimorar potencialidades”, afirma.

Para aumentar a habilidade de interpretar as situações sob diversas perspectivas, Boeira defende a ideia de que é preciso estar preparado para aprender continuamente. Na metodologia da aprendizagem contínua, desenvolvida pela Cultman e premiada em 2012 no Congresso Internacional da Arabian Society of Human Resource Management (ASHRM), a premissa básica é de que, para aprendermos de fato, é necessário construirmos uma estrutura moral e emocional que nos possibilite questionar até mesmo nossas verdades absolutas. Dessa forma, o método valoriza os distintos níveis de experiência de cada indivíduo, que é singular e único, e a livre associação de ideias, de forma que o aluno consiga internalizar os assuntos discutidos, maximizando sua aprendizagem e alcançando a plenitude de suas capacidades.

Cada vez mais aplicado por empresas que desejam ampliar a produtividade e habilidade de inovar, a aplicação do Design Thinking demanda profissionais preparados a considerar todas as dimensões em que estão inseridos – célula produtiva, organização, sociedade e vida pessoal. Portanto, para se alinhar a essa tendência corporativa e se destacar no ambiente de trabalho, o colaborador precisa estar em constante evolução e ser cada vez mais responsável pelas consequências de suas escolhas. Integrado a seus programas de desenvolvimento para gestores, a Cultman prega o Full Dimensional Comprehension Capacity (FDCC), que, em português, corresponderia a “plena capacidade de compreensão de todas as dimensões em que se está inserido”, nele, o Design Thinking é uma das ferramentas orientadas pela escola para ensinar aos alunos a analisar e compreender os problemas de modo aprofundado. Mas, além desse conceito, os profissionais também aprendem a expandir sua percepção espacial e temporal, desenvolvendo sua capacidade de prestar atenção, facilitando a identificação e a resolução de dilemas.

Os benefícios desse aprendizado podem ser percebidos em pouco tempo na rotina de trabalho, segundo Rogério Boeira, e vão desde o crescimento dentro da carreira até a ampliação de consciência sobre cada decisão tomada, o que garante maior efetividade e produtividade. “Com isso, esse profissional vai ao encontro do que é mais procurado pelo mercado de trabalho contemporâneo: pessoas que contribuam tanto de maneira pontual quanto global, visando não só o problema em si, mas toda a cadeia de responsabilidades, bem como o impacto de suas ações nos demais colaboradores e na comunidade com que ela se relaciona” destaca o professor da escola Cultman.

Felippe Pinheiro, gerente de operações e desenvolvimento de negócios da Geogas, é um exemplo de profissional que trabalha com estes conceitos ao desenvolver a percepção de como suas atitudes e decisões têm influência não apenas na empresa, mas também na sociedade e nos colegas de trabalho por meio da aprendizagem contínua. “Atuo em um setor que tem impacto direto na vida da população e a consequência das minhas decisões pode afetar desde uma família até uma comunidade inteira. Desenvolvi também nos membros da minha equipe a capacidade de perceber os reflexos que suas ações têm no todo, ampliando seu nível de responsabilidade na tomada de decisão e garantindo a avaliação de diversos aspectos antes de fazerem uma escolha consciente. Dessa forma, acredito que aplicar o FDCC no dia-a-dia consiste em considerar múltiplos fatores e estimular a visão do coletivo. Isso ajudar em chegar a decisões mais corretas e além de buscar sempre melhorar as condições de trabalho e vida dos envolvidos direta ou indiretamente nas nossas ações”, argumenta.

Confira algumas dicas de Rogério Boeira para incluir a lógica ensinada pela Cultman na rotina diária de forma a chegar a soluções mais criativas e globais:

1) Dedique-se à reflexão sobre o que você aprende diariamente

Einstein e os maiores gênios criativos precisaram de muito tempo e dedicação para validar suas propostas. A apresentação de uma solução diferenciada também não é sinônimo de sucesso imediato. A criatividade está atrelada às percepções, emoções, intuições e práticas do conhecimento. Um bom exercício para incentivá-la, por exemplo, é manter um diário e reservar um tempo para reflexão sobre aquilo que acreditamos que aprendemos todos os dias. Retornar a esses registros depois de algum tempo e ponderar a respeito costuma ser uma ótima fonte de insights. A primeira característica pessoal que abre espaço para a criatividade é a permissão à dúvida; é a disposição de buscar melhores soluções e de experimentá-las depois da ponderação. A arte reflete bem tais fundamentos, pois só há criação quando o artista se permite ousar, praticar, ponderar e discutir sobre temas. Quanto mais se exercita, mais um músico tem possibilidades de compor. Também um pintor ou escultor não pode se restringir a ler a respeito de arte para exercê-la. Nesse sentido, dedicar um tempo para se dedicar ao desenvolvimento da criatividade é algo fundamental para conquistar resultados.

2) Questione suas emoções para decidir melhor

Quanto mais complexa e incerta for a decisão a ser tomada, maior é a interferência das emoções e, por isso esse questionamento permite lidar melhor com sentimentos como frustração e medo de falhar, contribuindo para o amadurecimento profissional. As pessoas, de forma geral, não costumam questionar conscientemente suas emoções e não se atentam para elas durante o processo de tomada de decisão. Muitas vezes optam por acreditar que agiram de maneira racional ou que suas emoções não tiveram forte interferência no processo. Porém, não há como evitar as emoções. Elas estão presentes em cada decisão que tomamos e uma de suas funções é dar estímulos para que o cérebro possa reagir de maneira rápida a determinadas situações. Inconscientemente, as emoções já estão criando atalhos, que nos tornam mais propensos a uma ou outra decisão, como a aprovação ou não de projetos, estabelecimento de prazos ou na escolha de fornecedores, por exemplo. Identificar as emoções é um exercício difícil, porém necessário, para que a tomada de decisão, o planejamento e a realização de projetos sejam realmente eficientes.

3) Atenção ao que acontece ao redor

Inovar é criar uma solução nova a partir do zero ou tornar um processo já existente em um procedimento mais eficiente. Para isso, é preciso tomar atitudes que sejam capazes de realizar verdadeiras transformações. É o caso do gerente financeiro que conquista sua equipe através de pequenos gestos que ele considerava pouco importantes. O simples hábito de preparar o café para todos, deixando a bebida pronta para consumir é a percepção de uma situação que pode agilizar alguns pequenos procedimentos internos. Quem deseja tornar o trabalho dos demais mais prático, sem que alguém perca tempo em fazer o café e esperar que ele fique pronto para depois consumi-lo, vai proporcionar maior integração, produtividade e bem estar no ambiente de trabalho. Para chegar a esse nível de atenção, é preciso se estimular a perceber o que ocorre ao redor. É a mesma proporção para quem deseja resolver um problema em um projeto, é preciso perceber todos os aspectos que ocorrem na questão analisada como, por exemplo: “quantas pessoas estão dentro de um bar lotado e quais as saídas e entradas em momento de pânico?” “Qual a quantidade de água você gasta por dia e o quanto você poderia poupar?”.

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Mercado de trabalho se mantém estável em 2014, aponta estudo

As empresas brasileiras conseguiram manter estabilidade na gestão de pessoas durante 2014, marcado por baixo crescimento econômico, grandes eventos, incertezas políticas e econômicas. Três fatores principais contribuíram para esse quadro: baixo índice de demissões, diminuição no turnover e variação de valores salariais dentro da média. É o que mostra a terceira edição do Guia Salarial Hays/Insper.

O número de empresas que realizaram demissões passou de 61%, em 2013, para 48%, em 2014, mostrando um equilíbrio no mercado de trabalho. O congelamento salarial também se manteve na mesma faixa, variando de 18% para 26%. A rotatividade nas empresas passou de 63% para 36%, o que demonstra maior cuidado por parte dos profissionais para realizar movimentações na carreira.

Se por um lado o mercado mostra estabilidade, por outro, relacionado a percepções, empregadores e profissionais relatam receios. Um exemplo é número de profissionais que afirmam que as condições estão mais difíceis do que em 2014, que aumentou de 12% para 34%, mais que o dobro. Outro indicativo é o porcentual de pessoas que se mostram interessadas em novas oportunidades: 80% dos entrevistados afirmam estar abertos a novas propostas.

A confiança na economia também reduziu, tanto por parte dos trabalhadores quanto das empresas. Entre os entrevistados do primeiro grupo, 67% dizem que falta confiança, taxa que era de 29% em 2013. Entre os empregadores, 69% têm a mesma opinião contra uma fatia de 33% registrada na última pesquisa.

Para Carla Rebelo, diretora Geral de Operações da Hays no Brasil, os dados são um termômetro das oscilações ocorridas no país no último ano. “Com a Copa do Mundo, houve uma grande expectativa por movimentações econômicas que não se concretizou. Além disso, as incertezas sobre os rumos da economia se fizeram presentes durante todo o período das eleições”, pontua.

“O Guia Salarial permite aos profissionais, empresas e governos, terem subsídios para tomarem decisões acertadas. A publicação desses dados pode contribuir para a melhoria das condições do mercado de trabalho local”, afirma Carla.

A pesquisa tem como objetivo traçar o perfil dos profissionais que atuam no país e apontar as principais tendências do mercado de trabalho. Por ser um trabalho conjunto entre uma consultoria e uma instituição de ensino, consegue unir a expertise de recrutadores ao olhar acadêmico apurado.

Principais conclusões

• A capacidade de trabalho (36%) e adaptação (13,7), motivação (31%), polivalência (11%) e lealdade (4,5%) são os principais aspectos valorizados em um funcionário num momento de estabilidade econômica da organização, segundo as empresas.

• As empresas também citaram que valorizam em um funcionário a capacidade de trabalho e adaptação, motivação, polivalência e lealdade. 36% valorizam capacidade de trabalho, ou produtividade, enquanto 31% leva em conta a motivação.

• Ao recrutar externamente, 51% das empresas valorizam as qualificações do candidato, 34% avaliam a forte experiência, 12% citaram outros quesitos e 3% a possibilidade de mobilidade.

• O inglês é o idioma mais importante para 99,11% das empresas, seguido de espanhol (51%) e alemão (5%). Apenas 2,5% dos entrevistados acham o Mandarim essencial ao mercado de trabalho.

• De acordo com 77% dos respondentes, o conhecimento de língua estrangeira é importante no seu setor de atuação.

• 64,4% das empresas oferecem remuneração variável aos funcionários. Esse número aumentou em relação a 2013 (63,51).

• Dessa remuneração variável, 50% varia de 11 a 25%. Remunerações com variação de mais de 50% correspondem a apenas 10% da amostra consultada.

• A avaliação da remuneração variável, em 82% dos casos, tem como base os resultados da empresa, 55,5% levam em conta, ainda, avaliações individuais de desempenho e outros 50% resultados ou objetivos individuais.

• 97% das empresas que atuam no país oferecem benefícios, além do salário, para os funcionários.

• Dos benefícios oferecidos, 89,5% referem-se a seguro saúde, 84% seguro de vida, 75% seguro odontológico. Mais de 70% oferecem notebook, 77% vale-alimentação e 66% estacionamento. Quase 38% oferecem previdência privada.

• Quase 100% da amostra (98%) considera os benefícios oferecidos por uma empresa como ferramenta importante de recrutamento e seleção de profissionais.

• O número de empresas que oferecem benefícios aos funcionários passou de 91% em 2013 para 97% este ano. Isso mostra um aumento significativo na flexibilidade de meios de remuneração.

• A rotatividade dos profissionais dom menos experiência de mercado (até 2 anos) passou de 62% no último ano para 70% em 2014. A variação reforça o investimento das empresas em manterem os talentos e a maior estabilidade dos profissionais com mais experiência.

• O anseio por experiências internacionais aumentou. Em 2014 70% dos respondentes do Guia Salarial mostram interessem em viajar e conhecer novos mercados. Em 2013 62% mostraram o mesmo interesse.

• 44% das empresas respondentes mantiveram os investimentos em RH em 2014. Esse dado aponta para o fato de que os profissionais de Recursos Humanos estão cada vez mais estratégicos às corporações.

• Diante do candidato ideal, 37% das empresas entrevistadas compensam o salário do candidato com benefícios diferenciados (37%), enquanto 36% desistem do candidato por não conseguirem negociar valores – em 2013 essa porcentagem chegava a 41%. Outros 27% afirmam ter salários compatíveis à expectativa.

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85% das Operadoras Planejam Investir em Wi-Fi até 2016

A Amdocs, líder no fornecimento de soluções de experiência do cliente, anuncia hoje os resultados de uma nova pesquisa independente explorando a transição de redes Wi-Fi de “melhor esforço” para as de “grande porte” entre Operadoras de Múltiplos Serviços (MSOs) e Operadoras de Redes Móveis (MNOs). Essa transição acontece em resposta às expectativas dos usuários finais quanto a melhor capacidade e qualidade para conteúdo móvel, além da necessidade de apoiar novos fluxos de receita.

A pesquisa, encomendada pela Amdocs e realizada pela Real Wireless e pela Rethink Technology Research, revela planos de forte crescimento no Wi-Fi de grande porte, as diferentes estratégias que as operadoras pretendem implantar e as barreiras técnicas a serem superadas. De acordo com a pesquisa, prestadores de serviço percebem que o Wi-Fi de “melhor esforço” está se tornando menos lucrativo e que novas fontes de receita só podem ser construídas assim que uma maior qualidade de experiência (QoE) for garantida. Essa QoE mais alta é necessária para serviços como TV móvel, monitoramento de saúde, voz corporativa, jogos online, transmissão de mídia e serviços de Voz sobre Protocolo Internet (VoIP). A pesquisa também destaca a importância de ferramentas para planejamento de redes de grande porte e gestão de desempenho, cobrindo redes celulares e Wi-Fi, permitindo um salto em novos serviços sem fio.

Os principais dados da pesquisa incluem:

– Hotspots Wi-Fi de grande porte passarão dos atuais 14% para 72% dos hotspots Wi-Fi gerais em 2018

– Como parte de sua estratégia de rede Wi-Fi para permitir cobertura Wi-Fi em movimento, até 2016, 77% dos prestadores de serviço planejam usar “homespots” (onde o usuário aceita deixar o hotspot aberto para uso de transeuntes), um expressivo crescimento em relação aos atuais 30%

– Quase todas as operadoras (85%) planejam investir em Wi-Fi de grande porte até 2016. MSOs consideram que o Wi-Fi de grande porte oferece melhor posicionamento em acordos de operadoras de rede móvel virtual (MVNO), apoiando ofertas quad-play e serviços wireless, enquanto MNOs planejam usar o Wi-Fi de grande porte para ampliar suas redes e reduzir o tráfego da rede de acesso via rádio (RAN)

– Até o final de 2016, 61% dos hotspots Wi-Fi de MSOs e 70% dos hotspots de MNOs virão de terceiros, para aproveitar as economias de custo compartilhadas e o desenvolvimento acelerado, contra os atuais 45%

– Dois terços (65%) dos participantes da pesquisa colocaram a falta de forte planejamento de rede e ferramentas de gestão entre seus três principais fatores de risco para investir em Wi-Fi de grande porte, com 65% deles declarando que suas ferramentas atuais não se estenderão bem para Wi-Fi sem investimento adicional

“Prestadores de serviço estão começando a ver o Wi-Fi como uma oferta estrategicamente importante que pode melhorar ou prejudicar suas reputações e que precisa apoiar uma experiência de usuário comparável à de redes celulares”, afirma Oliver Bosshard, gerente de consultoria da Real Wireless. “Redes de Wi-Fi de ‘melhor esforço’ não são controladas a partir da rede central de ferramentas de sistema de apoio operacional das operadoras, e com frequência os pontos de acesso não embasam qualquer forma de gestão ou priorização de tráfego. Como resultado, as operadoras não conseguem monitorar ou abordar questões de desempenho como congestionamento, o que significa que não podem garantir QoE – propriedades como velocidade de conexão, latência ou priorização, que são cruciais para permitir as opções de monetização para Wi-Fi”.

“Como a qualidade da experiência é essencial para estratégias de monetização de rede atual e futura, as operadoras precisam ter as ferramentas certas de planejamento e gestão em vigor. Essas são áreas cruciais para os negócios – para garantir implantações ideais com custo eficiente e oferecer uma análise detalhada do comportamento de rede e do uso pelo cliente, o que pode se converter em maior qualidade de experiência”, diz Rebecca Prudhomme, vice-presidente de marketing de produtos e soluções da Amdocs. “As soluções de rede da Amdocs permitem que prestadoras de serviço maximizem a capacidade da rede e ofereçam qualidade de serviço com base em visões de clientes em tempo real ao mesmo tempo em que possibilitam maior eficiência de custo”.

A pesquisa foi realizada entre agosto e outubro de 2014, com gerentes de Wi-Fi de 40 prestadores de serviço na Ásia-Pacífico, Europa, América Latina e América do Norte.

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70% dos prestadores de serviços de TI ainda não sabem como capitalizar a Internet das Coisas, revela estudo da AVG

Cerca de 26% das pequenas e medias empresas (SMBs) e provedores de serviços gerenciados (MSPs) acreditam que a Internet das Coisas (IoT) incluindo múltiplos dispositivos, wearables e serviços baseados na nuvem podem gerar mais dinheiro a eles do que qualquer outra inovação recente na área de TI. Esse resultado foi apresentado na última pesquisa realizada pela AVG Technologies, fabricante de softwares de segurança para computadores e dispositivos móveis utilizados por 188 milhões de usuários.

Quase 57% dos SMBs concordam que a IoT pode ajudá-los a conseguir novas receitas, sentimento compartilhado com 67%dos MSPs respondentes. No entanto, apenas 18% dos SMB respondentes acreditam que seu provedor de serviços de IT esteja preparado para lidar com a gestão IoT, enquanto 70% dos próprios MSPs admitem que precisam se adaptar para atender as novas demandas de seus clientes relacionadas à gestão de múltiplos dispositivos e armazenamento na nuvem.

“Nossos parceiros MSPs estão nos dizendo que a ‘Internet das coisas’ é a novidade de TI que está afetando de forma imediata seus negócios e nos negócios dos clientes que eles atendem. A grande maioria dos ouvidos afirmou que precisam alterar suas ofertas para permitir o crescimento do negócio”, afirma Mike Foreman, gerente geral de SMB da AVG.

O estudo, que entrevistou 1.770 pequenas empresas e MSPs no Reino Unido, EUA, Canada, Alemanha e Austrália, também revelou que mais da metade (55%) dos MSPs respondentes disseram que seus clientes estão demandando serviços relacionados à Internet das coisas e quase 77% planeja expandir seu portfólio de serviços/produtos. No entanto, é bom que se apressem, pois para 68% dos pequenos empresários atendidos por MSPs afirmaram que fariam melhorias em seus contratos de prestação de serviços, caso este incluísse soluções para múltiplos dispositivos.

“O estudo mostra claramente que quanto mais os negócios crescem mais eles precisam da ajuda da Internet das Coisas e de serviços na nuvem, mas que grande parte dos MSPs ainda está pouco preparada para ajudar, de fato, seus clientes”, explica Mike Foreman. “A pesquisa aponta que os MSPs precisam apresentar novos serviços e demonstrar ampla capacidade de proteger e oferecer mais controle para seus clientes, ao passo que esses agregam cada vez mais dispositivos ao seu dia a dia”, completa.

Veja outras descobertas da pesquisa:
Pequenas Empresas
Quase metade (46%) dos pequenos empresários acredita que a Internet das Coisas será a grande novidade de TI e que terá grande impacto em suas empresas nos próximos cinco anos. Uma parcela ainda maior (71%) acredita que terá de oferecer novas etapas e recursos de proteção para garantir a de segurança de seus dados;

62% dos SMBs respondentes afirmam que sua organização tem um orçamento específico para os próximos 12 meses voltado para o desenvolvimento de soluções de Internet das Coisas;

Apenas 18% dos SMB entrevistados dizem que seu provedor de TI está completamente preparado no que se refere à Internet das Coisas e o potencial para seus negócios. Daqueles com um provedor de TI, 68% sentem que seu provedor pode melhorar seus serviços no que se refere a ofertas de Internet das Coisas;

84% dos SMBs respondentes dizem que sua organização adquiriu dispositivos móveis dentro do último ano, gastando uma média de mais de US $6.500 nesses dispositivos.

MSPs
55% dos MSPs respondentes afirmam que os clientes estão exigindo serviços relacionados à Internet das Coisas e 70% dizem que irão alterar seus serviços com base nos desejos do cliente;

No entanto, menos de 38% dos MSPs dizem que sua organização tem, atualmente, uma plataforma integrada de monitoramento e gerenciamento remota;

58% dos MSPs respondentes dizem que eles terão que firmar parcerias com fornecedores de ponta para oferecer com sucesso serviços relacionados com a Internet das Coisas. Atualmente apenas 38% dos MSP entrevistados sentem que trabalham com os fornecedores de ponta.

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CPqD assume o controle da Trópico

O CPqD acaba de assumir o controle acionário da Trópico Sistemas e Telecomunicações – empresa que criou há 15 anos, junto com o Grupo Promon, e na qual detinha participação minoritária, equivalente a 30% do capital social. A operação, já aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), foi concretizada na segunda-feira, 1.º de dezembro, com a transferência das ações da Promon para o CPqD – que assumiu também a gestão da empresa.

“A Trópico é uma empresa importante dentro do Universo CPqD, que possui equipamentos e soluções implantados nas principais operadoras de telecomunicações do país”, afirma Hélio Graciosa, presidente do CPqD. Atualmente, a empresa é responsável por mais de 9 milhões (do total de 41 milhões) de terminais da rede fixa brasileira, de tecnologia TDM, e pelo controle de 1,3 bilhão de chamadas telefônicas por dia.

Nos últimos dez anos, a Trópico concentrou-se nas soluções para redes de nova geração (Next Generation Network, ou NGN) e sistemas multimídia IP (IMS, do inglês IP Multimedia Subsystem). “A partir de janeiro, vamos ampliar o investimento em pesquisa e desenvolvimento visando a modernização e evolução desse portfólio”, revela Paulo Cabestré, que deixou a diretoria de Redes Convergentes do CPqD para assumir a presidência da Trópico.

Além de evoluir a atual linha de produtos, a empresa também planeja investir no desenvolvimento de novas soluções tecnológicas, especialmente nas áreas de redes definidas por software (Software Defined Network – SDN) e de Internet das Coisas. “Queremos ser um player no universo de SDN com linhas de produtos NFV (Network Function Virtualization) e, para isso, estamos apostando na virtualização do terminal de assinante, o CPE”, adianta Cabestré. Ele acrescenta que, no caso de Internet das Coisas, a estratégia da Trópico é fornecer soluções M2M (machine to machine) para sistemas de missão crítica em tempo real.

Formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Paulo Cabestré possui pós-graduação em Engenharia Eletrônica pela NUFFIC, da Holanda, e cursos de Educação Executiva pela Universidade de St. Gallen, na Suíça, e pela Harvard Business School, nos EUA. Trabalhou em empresas de telecom na Holanda e na Suíça e, desde que retornou ao Brasil, em 2001, atua no universo de empresas do CPqD – que inclui a Trópico.

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Estudo aponta que startups brasileiras cresceram em um cenário de incertezas

Movimentado por fusões e grandes investimentos, o mercado de serviços de TI registrou um crescimento de 8,7% no país no último ano, de acordo com pesquisa realizada pela IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações. O dado divulgado recentemente leva em consideração o período compreendido entre o segundo semestre de 2013 e o primeiro semestre de 2014, na comparação com os últimos 12 meses.

Líder no serviço de delivery de comida pela internet na América Latina, o PedidosJá ( www.pedidosja.com.br ) corrobora o resultado da pesquisa. O crescimento na área tem impactado na expansão da plataforma no país, uma vez que, mais de 60% dos pedidos são realizados por meio do aplicativo para celular. “Apenas neste ano duplicamos a quantidade de estabelecimentos em nosso portfólio, hoje são 6 mil restaurantes cadastrados no Brasil e estamos presentes em 60 cidades brasileiras”, exalta Deborah Machado, Analista de Marketing do PedidosJá. A plataforma conta com 15 mil estabelecimentos em 11 países e as opções vão desde pequenos estabelecimentos até mesmo grandes redes como Subway, Tollocos, BlackDog, Flying Sushi, entre outros.

Mesmo posicionado num mercado considerado consolidado e muito competitivo, o Taxijá ( www.taxija.com.br ) – aplicativo de chamada de táxi do UOL – está conseguindo alcançar um progresso constante e tem acompanhado o crescimento da área devido a mobilidade urbana. “Além da segurança obtida por meio do uso da plataforma, há uma questão de sustentabilidade nos grandes centros urbanos”, acredita Alexandre Martins, diretor de marketing do Taxijá. Presente em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife e Brasília, o Taxijá, assim como outras plataformas de serviços de TI, percebeu um crescimento sazonal devido ao Natal que já se iniciou em meados de novembro. Até o momento, foi registrado um crescimento de 37% em relação ao mesmo período do ano passado (15/11 – 30/11).

O percentual de aumento não está ligado apenas às empresas já estabelecidas no mercado, mas é refletido também nas plataformas em ascensão, como o caso do organizador social de viagens Planedia ( www.planedia.com ) . No primeiro semestre do ano, a startup triplicou a capacidade de servidores contratados devido a grande demanda de usuários trafegando pelo site. “Implementamos novas ferramentas de gestão de equipe e tarefas e estamos aproveitando esse bom momento de ofertas de novos serviços para experimentar novas ferramentas de controle de tráfego”, explica Bia Rodrigues, diretora de marketing da Planedia. Criado para facilitar o processo de planejamento de viagens, o site permite aos usuários comprar as passagens áereas, reservar hotéis e organizar o roteiro de atrações a serem visitadas com a ajuda dos amigos.

Em um comunicado oficial de imprensa que divulgou o estudo, o analista sênior de pesquisas da IDC Brasil, Renato Rosa, considera que apesar da instabilidade econômica, a inflação, o carnaval tardio, a Copa do Mundo e as incertezas com o período eleitoral, foi um bom desempenho. “Os serviços de TI vêm apresentando taxas de crescimento de 3 a 4 vezes superiores às do PIB Brasil, mostrando a disposição dos players em atender às demandas”, diz em texto oficial. Para o próximo ano, a perspectiva da IDC Brasil é otimista. “Passado o período de incertezas políticas, acreditamos que teremos um período bastante promissor”, diz Rosa.

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Tecnologia: Últimos dias para estudantes se inscreverem em competição de Internet das Coisas

Universitários e alunos de cursos técnicos têm até esta quinta-feira (4 de dezembro) para se inscreverem na Telit Cup Brasil, competição que tem o objetivo de promover inovações e negócios relacionados à Internet das Coisas. Para participar, grupos de até três estudantes e um professor orientador desenvolverão projetos equipados com tecnologia de comunicação máquina a máquina (M2M) que permitirá melhorar a qualidade de vida nas cidades. Um painel de jurados composto por executivos do setor será responsável por avaliar os melhores trabalhos e assessorar os estudantes tanto na parte técnica como no aconselhamento de negócios. O primeiro prêmio será uma viagem para Las Vegas para visitar a CTIA, uma das maiores feiras de tecnologia do mundo.

A Internet das Coisas é considerada uma das principais tendências para o futuro, e a Telit Wireless Solutions, multinacional italiana que atua na área de telecomunicações considerada uma das 25 maiores empresas da área, criou esta competição para incentivar estudantes universitários e de cursos técnicos de engenharia e tecnologia a criar e desenvolver suas ideias para máquinas conectadas que podem melhorar a qualidade de vida urbana. “Queremos que jovens talentos se interessem pela IoT e desenvolvam soluções que melhorem a vida de todos”, diz Ricardo Buranello, vice-presidente e diretor da Telit América Latina.

O primeiro prêmio será uma viagem para Las Vegas para todos os membros do grupo vencedor, incluindo passagem aérea e acomodações. Os membros do grupo segundo colocado receberão tablets e o grupo terceiro colocado ficará com kits de desenvolvimento para continuar criando soluções para a Internet das Coisas.

Além dos grupos vencedores, as faculdades vencedoras receberão kits de desenvolvimento. “Nosso objetivo é ajudar toda a comunidade. Ajudar a desenvolver engenheiros e empreendedores, e ajudar as universidades equipando os laboratórios”, diz Buranello.

Interessados devem se inscrever até 04 de dezembro de 2014, e formulários de inscrição e regulamento podem ser obtidos na página https://www.facebook.com/telitcupbrasil. Para mais informações e envio de formulários preenchidos, contate telitcup@telit.com.

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Semana Black Friday não impulsiona varejo físico e vendas registram queda, aponta indicador do comércio da Serasa Experian

Vendas nos comércios de rua e nos shoppings centers caíram 4,6% em todo o país
Na semana da Black Friday (24 a 29 de novembro), as vendas nos comércios de rua e shoppings centers caíram 4,6% em todo o país sobre a semana de 25 a 30 de novembro de 2013, conforme revela o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio – Black Friday 2014. Na contrapartida, entidades especializadas em varejo online disseram que as vendas aumentaram em mais de 40%.

Para os economistas da Serasa Experian, o resultado mostra a Black Friday no Brasil vai se firmando como um fenômeno mais ligado ao e-commerce do que ao varejo físico, com a preferência dos consumidores em realizar suas pesquisas, buscas e compras de produtos, privilegiando os canais virtuais disponibilizados pelas empresas varejistas.

Metodologia

O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio tem como base uma amostra das consultas realizadas no banco de dados da Serasa Experian. Foram consideradas as consultas realizadas no período de 24 a 29 de novembro de 2014 e comparadas às em comparação às do período de 25 a 30 de novembro de 2013.

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As empresas brasileiras ainda não estão preparadas para o Bloco K, do Sped

O controle da produção e dos estoques já não era fácil, tanto que nem mesmo era cumprido à risca por muitas empresas, e vai ficar ainda mais difícil a partir de janeiro de 2016. Ele passará a ser informado diretamente nos registros do chamado Bloco K, que vai integrar o Sped (Sistema Público de Escrituração Digital) Fiscal. Com isso, o Fisco passará a controlar informações vitais da empresa, diretamente associadas ao ICMS e ao IPI. A obrigação não inclui as empresas enquadradas no Simples Nacional.

“O Bloco K será uma ferramenta muito importante para a fiscalização, pois obriga as empresas a prestarem, em meio digital, as informações que eram mantidas apenas no Livro de Controle de Produção e Estoque (Modelo 3), em meio físico”, explica Fábio da Silva Oliveira, supervisor da De Biasi Auditores Independentes. “Com isso, o Fisco fecha o ciclo de operações da empresa, podendo efetuar diversos cruzamentos com base na movimentação dos estoques e dados relacionados ao consumo específico padronizado, como quantidades e perdas normais do processo produtivo, e da substituição de insumos para todos os produtos fabricados”, complementa.
Devido à complexidade das informações a serem prestadas no Bloco K, bem como às dificuldades enfrentadas pelas empresas durante a implementação, o Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ) decidiu prorrogar a obrigatoriedade para janeiro de 2016. “Mesmo com a prorrogação do prazo, as empresas enquadradas no Bloco K precisam correr para dar conta de tudo o que o novo sistema de controle exige. Além de ter periodicidade mensal, a obrigatoriedade atinge cada um dos estabelecimentos da pessoa jurídica, que devem seguir as regras específicas de cada unidade da Federação”, alerta o especialista.

O objetivo desse controle é acabar com a emissão de notas fiscais com informações incorretas, como as subfaturadas ou espelhadas e as meia-notas, entre outras, assim como a manipulação dos estoques. “Eventuais diferenças apuradas com base na movimentação dos estoques informada no Bloco K poderão caracterizar sonegação fiscal. Então, é importante estar atento às exigências, bem como aos seus impactos nos processos operacionais, nos controles internos e procedimentos fiscais da empresa”, esclarece Fábio. E recomenda: “não basta apenas uma boa solução de tecnologia; em alguns casos será necessário rever a cultura da empresa em relação a alguns aspectos. Trabalhando com uma equipe multidisciplinar a empresa ameniza o risco de falhas e inconsistências”.

As empresas que já não atendiam à obrigação de manter o Livro de Controle de Produção e Estoque em meio físico terão maior dificuldade na criação dos controles necessários para atender o Bloco K e na sua elaboração. “Se até mesmo as indústrias de grande porte, que na maioria das vezes estão mais atentas ao compliance, poderão ter dificuldades para atender ao novo layout, as empresas menores que já descumpriam a regra terão um trabalho ainda maior”, explica Fábio.

No caso das empresas que não têm os controles necessários, o especialista da De Biasi reforça que será necessário criá-los do zero, e isso envolve desde o mapeamento do processo produtivo, das movimentações de estoque, das perdas ou quebras, movimentações existentes com terceiros, até os ajustes de inventário, compras, vendas e outras operações.

A multa pelo não fornecimento de informações relacionadas ao Bloco K ou sua entrega com dados incompletos pode chegar a 1% do valor do estoque total no período. Há, ainda, o risco de o Fisco encontrar inconsistências entre os estoques e a movimentação de compras e vendas das empresas e entender essas eventuais diferenças como sonegação. Neste caso, a multa pode chegar a 150% do valor do imposto devido.

“É preciso diagnosticar se os controles atuais são sistêmicos, consolidar os dados e realizar cruzamentos similares aos que serão feitos pelo Fisco. A De Biasi pode auxiliar as empresas em todo esse processo de consolidação, geração e validação das informações a serem prestadas no Bloco K. Nós efetuamos até mesmo um teste de consistência, o que chamamos de compliance digital preventivo”, conclui Fábio Oliveira.

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Positivo Informática expande suas operações para a África

A Positivo Informática, por meio de sua joint venture com o grupo argentino BGH, anuncia a expansão de suas operações para a África, cujo início foi marcado pela assinatura de contrato com o governo de Ruanda para produção e venda de computadores sob a marca Positivo BGH no mercado local. Inicialmente, o acordo prevê a contratação de um volume mínimo de 750 mil equipamentos, com cronograma de entrega distribuído ao longo de cinco anos. Pelo menos 50 mil laptops educacionais devem ser faturados até dezembro deste ano, com início das entregas previsto para o primeiro semestre de 2015.

A proposta da Positivo Informática e da BGH é levar à Ruanda o conceito do uso de tecnologia em sala de aula para alunos de Ensino Fundamental e Ensino Médio, em parceria com o Ministério da Educação. Os computadores e tablets que compõem o acordo virão com conteúdo educacional pré-embarcado. “Estamos confiantes na execução e no sucesso desse projeto em Ruanda pelo know-how que acumulamos ao desenvolver projetos educacionais no Brasil, na Argentina e no Uruguai”, diz Norberto Maraschin Filho, vice-presidente de Mobilidade e Negócios Internacionais.

Segundo o executivo, a estreia no continente africano também está alinhada ao objetivo da Positivo Informática de ampliar a diversificação de seus negócios por meio da internacionalização de sua operação. Continuam no foco o desenvolvimento de novos clientes, projetos e mercados de atuação, acompanhando o amadurecimento do negócio. “Temos um histórico sólido e bem-sucedido da joint venture com a BGH no Uruguai e na Argentina, mercados nos quais a marca Positivo BGH têm mantido uma posição proeminente nos grandes projetos educacionais e no mercado de varejo. Vamos trabalhar para repetir esse modelo de sucesso na África também”, completa Norberto.
Os equipamentos serão produzidos em uma fábrica própria, com área total de 7.500m² em Kigali, capital de Ruanda, inicialmente com capacidade produtiva nominal mensal de 60 mil PCs e tablets.

Internacionalização da companhia

O processo de internacionalização da Positivo Informática começou em 2010, por meio de uma joint venture com a BGH, importante player do segmento de consumo da Argentina. Na época, foram adquiridos 50% do capital social da Informática Fueguina S.A. (IFSA). Desde então, são fabricados e comercializados desktops, notebooks e tablets para os mercados argentino e uruguaio sob a marca Positivo BGH.

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AVG alerta: evite golpes na "Black Friday"

A “Black Friday”, dia dedicado mundialmente a super descontos nas lojas e redes de varejo para queima de estoque, que acontece sempre um dia após a comemoração do “Dia de Ação de Graças” americano, está chegando. Este ano, as ofertas acontecerão no dia 28 de novembro e, apesar dos descontos tentadores, as compras podem ser uma grande cilada se não forem feitas de maneira segura.
Por este motivo, a AVG Technologies, fabricante de softwares de segurança para computadores e dispositivos móveis utilizados por 188 milhões de usuários, alerta: os descontos nos sites de varejo atraem não somente o consumidor, mas também cibercriminosos. Lojas virtuais e promoções falsas, além de spams com links maliciosos, são apenas alguns dos golpes que podem ser aplicados.
Com o intuito de ajudar o cliente a realizar boas compras sem nenhum problema, a AVG dá dicas para aproveitar as promoções com segurança:

1. Cuidado ao informar seus dados pessoais: Se você não estiver efetuando uma compra, não há motivos para que informe seu endereço, número de telefone e informações do cartão de crédito. Nunca disponibilize seus dados pessoais e bancários por e-mail ou clique em links que te direcionem a outro site para verificação de informações pessoais.

2. Não fique sem antivírus: Sempre instale softwares de segurança e os mantenha atualizados. Para realizar compras pela internet é imprescindível que seu computador, smartphone ou tablet esteja protegido por um antivírus.

3. Crie uma senha para cada conta: Crie sua própria senha e as mantenha atualizadas. Anote-as e guarde as informações em um local seguro.

4. Se possível tenha um cartão de crédito só para as compras online: Isso facilita na hora de rastrear e detectar transações e atividades suspeitas. Certifique-se que seu cartão tenha proteção contra roubo. Guarde os comprovantes de suas compras online.

5. Atenção às promoções recebidas por e-mail: Os spams com ofertas são uma das principais ferramentas dos golpistas. Os links disponibilizados no e-mail podem remeter à uma loja online falsa, para roubo de dados bancários e/ou instalação de software malicioso no computador.

6. Cuidado com links patrocinados: Os links patrocinados podem ocultar os mesmos riscos das promoções por spam, preste atenção e tenha cuidado.

7. Verifique a reputação do e-commerce: Faça uma pesquisa na internet ou com pessoas de confiança sobre a reputação da loja online que pretende comprar. Veja se o site tem certificado digital e conexão segura.

“O importante é agir com bom senso e cautela. Essa época do ano é uma grande oportunidade para cibercriminosos praticarem fraudes com cartões de crédito e débito e clonar identidades. Seguindo as dicas, é possível aproveitar as vantagens do e-commerce sem surpresas desagradáveis”, ressalta Mariano Sumrell, diretor de Marketing da AVG Brasil.

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AES Eletropaulo escolhe tecnologia Cisco para projeto de Smart Grid mais inovador do país

A Cisco dá mais um passo em seu propósito de fomentar a inovação no Brasil ao fazer parte do projeto de Smart Grid mais inovador do país, que a AES Eletropaulo lançou na cidade de Barueri, na região metropolitana de São Paulo. O projeto de Pesquisa e Desenvolvimento da concessionária de R$ 75 milhões, financiados pela FINEP, prevê a instalação de 62 mil medidores inteligentes, dos quais 2 mil em comunidades de baixa renda, impactando diretamente 250 mil pessoas.

A tecnologia Smart Grid permitirá uma nova forma de gestão da rede elétrica com a automatização das operações, e planejamento de capacidade das redes de energia da AESEletropaulo, a partir de seu Centro de Operações da Distribuição.

A tecnologia permitirá que falhas ou interrupções na distribuição de energia sejam identificadas e corrigidas com mais agilidade. “Antes que o cliente ligue para a central de atendimento, a distribuidora já terá identificado o problema e enviado um SMS informando a previsão de restabelecimento do fornecimento de energia”, explica Maria Tereza Vellano, Diretora da AES Eletropaulo.

O cliente, por sua vez, poderá acompanhar o seu consumo diariamente, por meio da página da concessionária na internet, e com isso administrar melhor seus gastos. Numa segunda fase, o Smart Grid permitirá o pré-pagamento da fatura elétrica (como acontece com os celulares), microgeração em larga escala de energia renovável e a aplicação de tarifa diferenciada de acordo com o horário de consumo.

O módulo de comunicação co-desenvolvido pela Cisco é um componente essencial desses medidores inteligentes. A solução integra as tecnologias de radiofrequência – que transmite as informações por meio de rede sem fio (RF MESH 6LowPAN) – e PLC (Power Line Communication) – protocolo que utiliza o próprio cabo elétrico para transmissão de dados.

Ao usar essas duas tecnologias simultaneamente, a arquitetura Cisco tem como objetivo proporcionar a medição do consumo em tempo real e a constante atualização dos dados no sistema central. Além disso, este é o primeiro projeto com padrão aberto de comunicação desenvolvido por uma empresa de energia e que já contempla interoperabilidade com múltiplos fabricantes de medidores.

Para Rodrigo Dienstmann, presidente da Cisco do Brasil, esse projeto marca a maturidade da Cisco no setor de energia elétrica. “O desenvolvimento desta tecnologia inovadora em conjunto com a AES Eletropaulo e players da indústria local atesta nossa expertise em Smart Grid. Além disso, o projeto reforça nosso compromisso com a inovação no País e com o desenvolvimento de soluções com padrões abertos para atender as necessidades de nossos clientes”, afirma.

Smart Grid é uma das tecnologias-chave que estão sendo desenvolvidas no Centro de Inovação da Cisco, que foi inaugurado no Rio de Janeiro em agosto de 2013.

Barueri foi escolhida como cidade piloto, pois possui todas as características que refletem os grandes centros urbanos. Isso permitirá que no futuro o modelo de distribuição de energia utilizando o Smart Grid seja replicado em outras cidades.

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IT FORUM EXPO/ BLACK HAT discute fronteiras da segurança da informação

Especialistas em segurança da informação apontaram a fragilidade do Brasil em lidar com as novas exigências de Segurança da Informação em debate realizado no primeiro dia de evento do IT Forum Expo/ Black Hat, principal feira de Tecnologia da Informação da América Latina. Participaram do debate: Francesco Pollola, da Tracenet IT Solutions; Marco Carvalho, da CompTIA; Tiago Jesuino, da CEABS Serviços; e Alexandre Knoploch, da ASEGI (Associação Brasileira de Profissionais de Segurança da Informação e Defesa Cibernética).

Francesco Pollola defendeu a criação de incentivos tributários para que as empresas brasileiras invistam mais nesse setor. “A maioria delas são reativas nas questões de segurança dos seus dados”, diz. Para ele, muitas vezes, a falta de informação entre os executivos impede que as equipes de TI consigam convencê-los a adotar procedimentos caso envolvam custos altos. Outro problema detectado pelo especialista é a questão cultural, pois, de nada adianta uma empresa fazer investimentos em segurança da informação, se os próprios funcionários são negligentes quanto à proteção dos próprios sistemas.

Para Tiago, é difícil mensurar as consequências de um prejuízo causado, por exemplo, por um vazamento de informações, quando a tecnologia não está diretamente vinculada ao negócio em si. “Nessas situações, costumo aconselhar que a área de TI realize simulações para mostrar aos gestores da empresa o efeito prático de tais vulnerabilidades. Só desta maneira eles conseguirão perceber que os riscos podem comprometer os seus ganhos e, com isso, aprovar os projetos de segurança necessários”, afirma.

Alexandre mencionou que a falta de profissionais especializados em segurança da informação também impede que o Brasil se desenvolva mais nesse quesito. “No Brasil, não temos nenhum curso de graduação voltado exclusivamente à segurança cibernética”, lembrou.

Por fim, Marco acrescentou que a vulnerabilidade na segurança da informação pode ser encarada como uma oportunidade de negócio. “Uma rede de farmácias que mostrar aos seus clientes o cuidado tomado com os dados pessoais coletados por eles, certamente, ganhará a confiança e a fidelidade do seu público”, exemplifica. Ele também lembrou que o profissional de TI é um dos mais cobiçados atualmente. “Resta, agora, levar essa cultura para o restante da gestão nas empresas”, conclui.

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Ser e estar em Compliance

Por Regiane Azevedo*

O grande desafio das empresas no mundo moderno já não está apenas em existir, mas, principalmente, em se manter líder em seu segmento. Mas, como vencer a concorrência, se, na maioria das vezes, o que se produz são apenas commodities em um mercado extremamente complexo e globalizado?

Nesse contexto, surge o compliance. O termo tem origem no verbo inglês “to comply”, que significa cumprir, executar, agir de acordo com legislações vigentes, normas e regulamentos impostos. O compliance se propõe, cada vez mais, a ser uma vantagem competitiva para as organizações, uma vez que fortalece aspectos preventivos da gestão, atuando no cotidiano administrativo e na promoção da conformidade. Com destaque no mercado financeiro, a prática tem se estendido aos mais diversos segmentos públicos e privados, especialmente àqueles que estão sujeitos a fortes controles e regulamentações.

Dentro das organizações, o compliance é a estrutura que atende às demandas dos órgãos reguladores e contempla práticas relacionadas à governança corporativa e de gerenciamento de riscos. Também faz a gestão dos assuntos relacionados à ética e aos valores, busca o cumprimento de leis e de políticas internas e externas e apoia a implementação de novas metodologias. Além disso, é responsável por definir as melhores práticas visando transformar princípios em atitudes e, consequentemente, proteger a reputação e a imagem das instituições, assim como a sua sustentabilidade.

O compliance também tem forte papel no fortalecimento dos processos de negócio. Estes devem ser desenhados, aprimorados e conduzidos de tal maneira, que os riscos e as ameaças sejam identificados, mensurados, mitigados e monitorados estrategicamente por meio de controles internos.

No entanto, para garantir que a empresa esteja em conformidade com os seus processos, leis, políticas e procedimentos, é necessário que a alta administração faça parte da cultura organizacional, disseminando a importância e o comprometimento de todos os funcionários com os requisitos internos.

Segundo a Associação Brasileira de Bancos Internacionais (ABBI), existem duas definições para a função Compliance nas organizações: “Ser e Estar em compliance”. “Ser compliance” é conhecer as normas da organização, seguir os procedimentos recomendados, agir em conformidade aos seus processos e sentir o quanto a ética e a idoneidade são fundamentais em todas as nossas atitudes. “Estar em compliance” é estar em conformidade com as leis e regulamentos internos e externos.

A seguir, confira algumas dicas para alcançar a conformidade com as diretrizes do Compliance nas empresas:

• Manter um alto grau de conhecimento dos processos sob sua responsabilidade, buscando os resultados esperados, atribuindo-lhes a qualidade e a segurança indispensáveis;

• Zelar e estar atento ao cumprimento das normas e procedimentos: fazer o que é correto, sem desvios de processos, respeitando as políticas internas;

• Conhecer as regras internas e colocar em prática o que é permitido fazer ou não em termos de comportamento institucional;

• Preservar a imagem da empresa perante o mercado: usar os canais de comunicação oficiais da organização para denunciar situações de risco atrelado à reputação da instituição, que podem levar a impactos negativos à imagem, perda de rendimento e declínio da base de clientes;

• Disseminar a cultura do respeito às regras e normas internas da instituição, padrões éticos e de conduta moral para conscientização da importância do “Ser e Estar em compliance”.

Todos nós temos responsabilidade individual por compliance. Um programa com este objetivo pode não ser o suficiente para evitar crises. Mas, certamente, aprimorará os processos internos com a promoção da conformidade e uma gestão de resultados mais eficientes.

E então? Você É ou Está em compliance com a sua organização? Reflita!

Regiane Azevedo é Consultora de Processos da Trinus Consultoria Organizacional.

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