Page

Author admin

A tecnologia por meio da biometria facial

Por José Soares Guerrero

Uma câmera de celular, tablet ou notebook e um software. Isso é o suficiente para a utilização da biometria facial, uma nova tecnologia que tem se tornado tendência na identificação de pessoas em diversos setores. Segundo o Biometrics Research Group, principal fonte de notícias, análises e pesquisas sobre o setor de biometria global, em 2012, 25% do mercado de biometria era focado em reconhecimento facial e de voz. Em 2015, esse número subiu para 33%.

Para contextualizar, a biometria facial pode ser utilizada em qualquer segmento onde seja necessário a identificação, ou seja, bancos em processos de autenticação, sistemas de saúde e laboratórios para reconhecer o cliente, qualquer empresa que necessite identificar o funcionário (controle de acesso e controle de ponto), aeroportos e empresas aéreas, segurança pública, no setor varejista que necessita saber quem é o cliente para fidelizá-lo, entre outros.

Antigamente, essa tecnologia era vista como algo “muito inovador” e as empresas ficavam bem reticentes, principalmente porque era algo visto em filmes e não no dia a dia. Com o passar dos anos, a biometria se tornou uma ferramenta conhecida mundialmente e a resistência a ela diminuiu muito. Costumamos falar que biometria facial já não faz mais parte do futuro, mas sim do presente.

Além disso, o que vemos hoje é que o número de pessoas usando smartphones tem aumentado progressivamente e a biometria facial se encaixa perfeitamente como uma solução mobile de fácil utilização para as organizações. As vantagens dessa tecnologia são inúmeras.

Primeiramente, podemos destacar a comodidade para quem usa, já que basta ter uma câmera simples, como a de um celular ou webcam, sem que a empresa precise investir em nenhuma aparelhagem específica, o que aumentaria os custos financeiros da implementação desse tipo de tecnologia. Além disso, é um processo difícil de falsificar já que conseguimos detectar o liveness, ou seja, se a face que está fazendo a autenticação é uma foto ou não.

Como o conjunto de medições do rosto é único para cada pessoa, outro benefício é a precisão do reconhecimento facial que é sempre muito alta, podendo chegar muito perto dos 100% em alguns softwares disponíveis no mercado. É tão incrível e surpreendente que alguns sistemas conseguem diferenciar até mesmo gêmeos idênticos.

Por fim, afirmo que a biometria facial é uma forte aliada em todos os processos de identificação e autenticação de pessoas. O que falta são as empresas conhecerem um pouco mais sobre os benefícios dessa tecnologia e implementá-la em seus negócios. Tenho certeza que todos irão se surpreender com a precisão do reconhecimento de dados. E aí vai ficar fora dessa?

José Soares Guerrero é um dos fundadores da FullFace, Startup brasileira que criou um sistema de reconhecimento facial que facilmente se integra a hardwares e softwares facilitando processos de autenticação biométrica facial web e mobile.

Tags,

Estudo revela que a adoção de aplicações nativas da nuvem deverá dobrar até 2020

Uma nova pesquisa da Capgemini, um dos líderes globais de serviços de consultoria, tecnologia e terceirização, indica um aumento significativo na adoção de cloud computing devido ao crescente uso de aplicações nativas da nuvem – ou seja, aplicativos e serviços desenvolvidos para funcionarem perfeitamente neste tipo de ambiente, alavancando a Plataforma como Serviço (PaaS). Impulsionada pelo reconhecimento de que aplicações nativas da nuvem podem capacitar a Tecnologia da Informação (TI) e assim contribuir ainda mais com a agilidade e a inovação dos negócios, 15% das novas soluções empresariais já são, hoje, nativas da nuvem, com um rápido aumento da adoção estimado para os próximos três anos, saltando para 32% até 2020.

“Prevemos que as arquiteturas nativas da nuvem se tornarão a opção padrão para as aplicações voltadas ao consumidor até 2020, impulsionadas pela necessidade de se implementar inovações rapidamente e de aprimorar a experiência do cliente final. As empresas que demorarem a adotar essa abordagem terão que entrar para compensar a diferença”, afirmou Franck Greverie, líder das práticas de Cloud e Cibersegurança do Grupo Capgemini. “As organizações precisam ouvir seus CIOs e entender o enorme potencial da tecnologia nativa em nuvem para oferecer benefícios e inovação ao negócio. Os CIOs também deverão endereçar as lacunas de cultura e de competências dentro de suas próprias organizações para se tornarem líderes nativos da nuvem”, completou.

O Cloud Native Apps Report, estudo conduzido com mais de 900 profissionais sêniores de TI e negócios em 11 países da Europa, Américas e Austrália, atribui essa mudança na adoção da nuvem ao objetivo de aumentar a agilidade dos negócios (74%), contribuir para a colaboração com parceiros externos (70%) e oferecer melhores experiências aos consumidores (67%).

A pesquisa identificou um pequeno grupo de organizações que estão liderando este processo e estão comprometidas com aplicações nativas da nuvem (aquelas com mais de 20% de suas novas aplicações empresariais sendo desenvolvidas desta maneira), sendo que esses líderes são quase duas vezes mais propensos a atribuir aumentos nas receitas organizacionais às aplicações nativas do que os que as estão adotando mais lentamente (84% vs 44%). Em comparação com os retardatários[1], os líderes nativos da nuvem também:

· São mais propensos a descrever seu desenvolvimento de software como ágil (69% a 37%), com implementação automatizada (78% a 46%) e equipes DevOps integradas (69% a 38%);
· Apresentam uma atitude mais focada no crescimento do que nas funções de TI, melhorando a experiência do consumidor (90%), a agilidade dos negócios (87%) e a escalabilidade (85%), vistas como prioridades mais relevantes que a redução de custos (79%).

À medida que a adoção aumenta, os CIOs que alavancam ou planejam impulsionar as aplicações nativas da nuvem esperam que a TI se torne ainda mais central no apoio às ambições de negócios de suas empresas, incluindo o desenvolvimento de novos modelos de negócios (67%), uma atualização mais rápida de produtos e serviços (71%) e a adoção de novas formas para ir ao mercado (68%).

No entanto, muitos CIOs estão enfrentando desafios na construção de business cases para investir em aplicações nativas, defrontando-se com líderes empresariais que consideram a redução de custos uma prioridade para as equipes de TI. Esses desafios vão desde os organizacionais, incluindo uma cultura enraizada que se opõe à natureza do trabalho nativo em nuvem (65%) e a escassez de habilidades para desenvolver aplicações deste tipo (70%), até as dificuldades de integração com a infraestrutura legada (62%) e o bloqueio de atuais contratos com fornecedores (58%).

Desafios digitais impulsionam a disrupção do setor

Pouco mais de um quarto das companhias de alta tecnologia (26%) e quase um terço das de manufatura (29%) são líderes em aplicações nativas da nuvem, em comparação com apenas 11% dos bancos, 18% das seguradoras e 22% das empresas de bens de consumo, varejo e distribuição (CPRD). Porém, as prioridades estão mudando como resultado dos desafios digitais. Atualmente, 10%[2] das novas aplicações dos bancos usam uma abordagem nativa da nuvem, enquanto quase metade das seguradoras (47%) e quase um terço das empresas de CPRD (27%) dizem que este modelo compõem uma parte essencial de suas estratégias tecnológicas. Os três grupos – bancos, seguradoras e empresas de CPRD – planejam gastar consideravelmente mais em PaaS em três anos do que hoje (41%, 44% e 41%, respectivamente).

Construindo um negócio nativo da nuvem

Um roteiro claro para a nuvem – incluindo a mudança para o desenvolvimento de aplicações nativas – pode melhorar drasticamente a reputação da TI em todo o negócio e, consequentemente, do CIO. O novo estudo da Capgemini oferece seis recomendações para ajudar os CIOs a transformarem suas organizações em líderes nativas da nuvem:

1. Avaliar o portfólio de aplicações e identificar prioridades para o desenvolvimento nativo de nuvem;
2. Construir credibilidade ao demonstrar um roadmap de nuvem e capacidade de promover crescimento;
3. Começar pequeno, para então escalar o desenvolvimento de uma equipe qualificada;
4. Adaptar o modelo operacional de TI para suportar tanto a agilidade quanto a estabilidade do negócio;
5. Ser pragmático ao selecionar tecnologias;
6. Incubar uma cultura de inovação, colaboração, testes e aprendizagem.

[1] Por “retardatários” referimo-nos às organizações nas quais menos de 10% (ou próximo de 0%) das novas aplicações são construídas usando uma abordagem nativa da nuvem.
[2] 10% é a média de todos os bancos pesquisados, incluindo líderes, adotantes tardios e retardatários.

Metodologia de pesquisa Cloud Native Apps Report

A pedido da Capgemini, a Longitude Research realizou uma pesquisa com 902 profissionais sobre seus pontos de vista em relação ao desenvolvimento de softwares nativos da nuvem e sobre o progresso que suas organizações fazem na adoção dessa abordagem. Os entrevistados foram divididos uniformemente entre executivos de TI e não-TI e se concentraram em 11 países da Europa, das Américas e da Austrália. Os entrevistados são provenientes de uma variedade de setores, com a maioria trabalhando em bancos, seguradoras e em empresas de bens de consumo, varejo e distribuição.
Para baixar o estudo na íntegra, acesse: https://www.capgemini.com/cloudnative.

Tags,

Ebit: vendas no e-commerce devem crescer 10% no Dia dos Pais em 2017

O e-commerce brasileiro deverá faturar R$1,94 bilhão, alta de 10% na comparação ao mesmo período de 2016. A estimativa é da Ebit, empresa referência em informações sobre o comércio eletrônico brasileiro. O número de pedidos deverá expandir 11% na comparação ante ao ano anterior, para 4,5 milhões e o tíquete médio deve permanecer praticamente estável, em R$438.

O Dia dos Pais, que será comemorado em 13 de agosto, é a primeira data importante para o varejo eletrônico no segundo semestre. Apesar de ter um volume menor de vendas, do que outras datas como Dia das Crianças, Natal e, especialmente, Black Friday, é considerada um termômetro de vendas para o resto do ano. “Apesar de todas as incertezas do cenário político e econômico, o e-commerce vem sustentando ao longo de 2017 um crescimento de dois dígitos. Os números estão dentro da estimativa da Ebit, que prevê crescimento de 12% para o setor neste ano”, afirmou Pedro Guasti, CEO da Ebit.

De acordo com o monitoramento Ebit, celulares e smartphones, livros e calçados deverão ser os itens mais comprados no e-commerce para presentear os pais. Confira abaixo o ranking dos 10 produtos mais desejados:

Ranking dos produtos mais desejados para presentear os pais

1º ) Celular e Smartphone

2º) Livros

3º ) Calçados

4º) Vinho

5º) Tênis

6º) Perfume

7º) DVDs e CDs

8º) Camiseta Masculina

9º) Relógio de Pulso

10º) Cafeteira

Fonte: Ebit

Tags, ,

Nos bancos, o digital é importante, e a interação humana também – Por Ankur Prakash

25e7e50ba8f058f2dbdfe992f9ba261e

Imagine o seguinte cenário: você precisa de um empréstimo e, como já é comum, contata o seu banco via aplicativo mobile; a taxa de juros oferecida é de 3,5%. Com uma porcentagem nada interessante, você parte para o site, a simulação indica 2,6%. Estranho. Por telefone, consegue 1,5%, mas a essa altura você já não entende mais nada. Por fim, decide ir até a agência física e falar com o gerente, quem sabe ele pode facilitar a sua vida. Pronto, a 0,8% o seu empréstimo fica muito mais atrativo, mas o que não fica nada bem é a sua relação com o banco. Depois de um dia de trabalho perdido, nervosismo, e um empréstimo, finalmente, realizado, você continua sem compreender como um mesmo cliente pode receber ofertas tão diferentes nos canais do mesmo banco.

Segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2017, as instituições financeiras brasileiras investiram R$18,6 bilhões em tecnologia em 2016 e, no mesmo ano, as transações bancárias em mobile banking chegaram a 21,9 bilhões de reais. O digital é um caminho sem volta, mas que ainda assim, não dominará por completo o futuro das agências bancárias.

O exemplo acima é real, e demonstra, acima de tudo, a necessidade de conhecer e reconhecer o consumidor onde quer que ele esteja, e independentemente do canal que ele usar. A experiência precisa estar centrada no cliente. Fatos como esses reforçam que o contato humano continuará a ser importante; ainda que as agências evoluam e desenvolvam métodos melhores e mais rápidos de atendimento digital, os humanos ocuparão posições estratégias e que tendem às resoluções de problemas complexos. Um exemplo disso, foi o desenvolvimento do Pepper, o primeiro banco israelense 100% digital; planejado pela Designit, a equipe conta que sempre foi questionada sobre quem – ou o quê – os atenderia em caso de dúvidas.

As agências do futuro serão agências?

Cada vez mais o mercado tem entendido que o padrão de agências bancárias precisa ser mudado. Mais interatividade e conectividade devem ser adicionados ao novo modelo, ou melhor, aos novos modelos. Visto que o banco é mais do que apenas o lugar onde depositamos o nosso dinheiro. A agência é um espaço de alto conhecimento financeiro, então porque não usar mais efetivamente a experiência de gerentes e criar um mix, unindo a inteligência artificial, tecnologia, à inteligência humana, dando assim vida a um ambiente dedicado à real consultoria que um banco deve prestar, e acabando com a atual passividade. Ou hoje o seu banco realmente acompanha e atua sobre todas as suas transações? As operações continuarão a ser realizadas via mobile, mas a consultoria pode ser feita ao vivo, ou até por vídeo conferência na sede do próprio banco.

Tudo o que envolve um pouco mais de complexidade, e claramente o dinheiro, chamará ao contato humano, não abriremos mão disso. Acontece que a experiência é o mais importante. É de extrema importância que o cliente tenha uma experiência única, seja ao ser atendido por um funcionário ou por um ATM. Afinal de contas, a Amazon não teria inaugurado uma livraria física por qualquer motivo.

Tags,

MundiPagg disponibiliza API de boleto no GitHub

O GitHub é uma plataforma on-line colaborativa que disponibiliza o código fonte de aplicações, permitindo o uso gratuito por desenvolvedores e programadores terceiros. Segundo a pesquisa Open Source Survey, realizada pela empresa, 94% dos profissionais do setor consideram importante o uso de softwares open source (código aberto, em inglês) em suas companhias. Além disso, 58% também acham que essas soluções são mais seguras do que softwares privados.

Aos poucos, o mundo corporativo entra no modelo de negócios colaborativo, caminhando de acordo com a sociedade, que considera o acesso mais importante do que a posse em si, dando espaço à criação de novas soluções disruptivas que melhoram constantemente os produtos e serviços para a comunidade. Seguindo essa tendência mundial, a MundiPagg, empresa responsável por 40% das transações de e-commerce no Brasil, disponibiliza sua Application Programming Interface (API) de boletos bancários por meio do GitHub.

O objetivo da iniciativa é fomentar, cada vez mais, a comunidade open source e incentivar a criação de novas alternativas que aprimorem a experiência de pagamento digital, de modo a auxiliar a integração das plataformas com os bancos para a emissão de boletos.

Para André Galdino, diretor de Tecnologia da MundiPagg, devido à natureza do negócio, empresas de pagamento demandam por softwares que apresentem alto desempenho, que sejam capazes de lidar com o grande fluxo de dados, que garantam a segurança da informação envolvida e que sejam resilientes a eventuais falhas. Dessa forma, disponibilizar ferramentas que tratam desses assuntos pode ajudar na construção de serviços mais confiáveis ao cliente final.

“O setor de pagamentos lida, diariamente, com informações confidenciais, como número cartão de crédito e dados pessoais. Falhas no sistema podem comprometer tanto os clientes quanto a operação de milhares de lojas virtuais. Sistemas open source podem ser auditados por qualquer pessoa que esteja disposta a colaborar, aumentando a confiabilidade e a capacidade de entregar um software mais coeso para um dos mercados mais visados por fraudadores”, afirma Galdino.

A API de boletos chega inicialmente com compatibilidade para emissões vinculadas às contas do Banco do Brasil, com a inclusão das demais instituições no decorrer do terceiro trimestre. Além desta iniciativa, a empresa também planeja disponibilizar os módulos de Magento 2, OpenCart e Woocommerce nos próximos meses.

O código da API de boleto MundiPagg pode ser acessado no site: github.com/mundipagg

Tags, , , , ,

Samba Tech anuncia lançamento do Connect Samba para fomentar negócios em vídeos online

A Samba Tech, pioneira na distribuição de vídeos online na América Latina, comemora mais um momento importante em sua trajetória. A empresa anuncia o lançamento do Connect Samba, mais completo evento sobre o mercado de vídeos online no Brasil, que tem o objetivo de fomentar negócios no segmento.

Com o tema “Como empresas e pessoas estão ganhando dinheiro com vídeos na internet”, o Connect Samba irá proporcionar aos participantes dez horas de acesso a conteúdo premium de alta qualidade sobre o mercado Over the Top (OTT), produção, cursos online, modelos de negócios, marketing digital, entre outros assuntos que serão divididos em dez palestras. Uma ótima oportunidade para aqueles que buscam investir no mercado e até mesmo ganhar dinheiro com a venda de seus conteúdos em vídeo pela internet.

“O evento é um marco importante para a história da Samba, fortalece e conecta ainda mais a nossa marca às pessoas e empresas que estão mergulhadas no universo dos vídeos online. Com o Connect Samba, queremos explorar as possibilidades, cases e histórias de quem é referência nesse mercado. Nosso objetivo é casar um conteúdo relevante com uma experiência única”, explica Gustavo Caetano, CEO da Samba Tech.

O evento será realizado no dia 07 de novembro, às 9h, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, e já conta com a presença de nomes e empresas renomadas do mercado, como Paula Bellizia (Microsoft), Camilo Coutinho (Play de Prata), Fátima Pissarra (VEVO) e Arnon de Mello (VP da NBA). Nos próximos meses, a Samba Tech irá anunciar novos palestrantes.

O Connect Samba receberá mais de 700 participantes, grandes marcas expositoras, espaço para networking e proporcionará experiência imersiva única sobre o universo dos vídeos online. A venda do primeiro lote se inicia no dia 20/07 e os ingressos podem ser adquiridos aqui.

Connect Samba

Local: Centro de Convenções Rebouças em São Paulo
Data e Hora: 07/11/2017 às 9h

Ingressos: www.connectsamba.com

Tags, ,

Philips anuncia mudanças na gestão e lançamentos de produtos na América Latina

A Royal Philips (NYSE: PHG, AEX: PHIA) continua consolidando sua posição na América Latina como empresa voltada para a tecnologia de saúde criando um impacto no setor de cuidados da saúde. Durante esta primeira metade do ano, a empresa deu continuidade ao seu processo de transformação como empresa na área da tecnologia da saúde, ou HealthTech, acompanhando as pessoas em sua trajetória de saúde desde a prevenção, a vida saudável, o diagnóstico, o tratamento e os cuidados em casa.

“A América Latina está passando por mudanças socioeconômicas importantes que estão impactando o setor de cuidados da saúde, onde se espera que os gastos com assistência médica aumentem 2,4% ao ano até 2020. Levando-se isso em consideração, continuamos nos dedicando fortemente a melhorar a saúde das pessoas por meio de inovações de impacto, ao nos convertermos em parceiros estratégicos dos prestadores de serviços de saúde e dos protagonistas do setor na região”, disse David Reveco Sotomayor, CEO da Philips na América Latina.

Como parte desta estratégia, a Philips anuncia a nomeação de:

Fabia Tetteroo-Bueno, como líder Regional Personal Health, Royal Philips na América Latina, concentrando-se nas inovações que melhoram o cuidado pessoal e em casa. Tetteroo-Bueno tem uma vasta experiência na organização com posições de liderança, sendo a mais recente como diretora do Mercado de Sistemas de Saúde, Marca e Comunicações. Antes disso, atuou como gerente-geral das Filipinas para a Philips, construindo uma ampla trajetória multinacional em mercados com grandes oportunidades de crescimento.

Mark Stoffels, como líder Regional Health Systems, Royal Philips na América Latina, que continuará incentivando o acesso e o uso de tecnologias e soluções de ponta em hospitais e clínicas dos sistemas de saúde da região. Nos últimos cinco anos, Stoffels atuou como diretor-geral da Royal Philips no México. Antes disso, trabalhou no desenvolvimento de estratégias de mercado e negócios na América Latina, ocupando vários cargos com diferentes experiências e cargos de liderança em diversas unidades de negócio para os mercados da Índia, China, Rússia e América Latina.

César López Moreno, como líder Regional da Unidade de Sleep and Respiratory Care, Royal Philips na América Latina. Possui 20 anos de experiência na área comercial em diferentes mercados. López Moreno está há mais de 11 anos na Philips, desempenhando funções estratégicas de marketing e vendas, principalmente no mercado da Península Ibérica (Espanha, Portugal, Andorra e Gibraltar). Em 2016, chegou à América Latina como Gerente de Marketing e negócios para a linha de SRC da Philips.

Durante este ano, e com vistas para o futuro, a Philips procura continuar maximizando o uso da tecnologia nos segmentos de Health Systems, Personal Health e SRC, que abrangem áreas essenciais do setor da saúde, incluindo cuidados para mães e recém-nascidos, cuidados respiratórios, cardiologia e oncologia. Globalmente, como parte de sua estratégia de crescimento, a empresa continua expandindo seu portfólio por meio de aquisições. Durante o segundo trimestre de 2017, a Philips adquiriu a Spectranetics e a CardioProlific, duas empresas norte-americanas, para reforçar sua liderança em soluções de terapia guiada por imagens. Também acrescentou à lista de aquisições a empresa Health & Parenting Ltd., líder no desenvolvimento de soluções móveis relacionadas à saúde, à família e aos futuros pais.

Entre as principais iniciativas que contribuíram, na primeira metade do ano, para o avanço da estratégia da Philips na América Latina, incluem-se:

Tecnologias para hospitais e clínicas – Tasy. Solução desenvolvida na América Latina que digitaliza os prontuários médicos e os processos administrativos em hospitais e clínicas, continua sua expansão global com a implantação no México, Europa e Oriente Médio. Recentemente, a solução foi adotada pela importante rede de clínicas e hospitais do México, o Sistema de Saúde CHRISTUS MUGUERZA. A solução Tasy permitiu obter um aumento de até 50% na rentabilidade e uma redução de 20% nos custos operacionais.

Equipamentos médicos de última geração – Azurion. A plataforma inovadora de terapia guiada foi lançada mundialmente e já está entrando no mercado latino-americano. O software permite otimizar a realização de procedimentos minimamente invasivos, oferecendo uma nova opção de tratamento para pacientes que não podem suportar uma cirurgia aberta, reduzindo também os tempos de recuperação.

Para atender à demanda por esse tipo de tecnologia na América Latina, a Philips também inaugurou no Brasil, no início do ano, uma nova fábrica de equipamentos médicos em Varginha, onde produz equipamentos de raios-x, ressonância magnética, tomografia e ultrassom.

Iniciativas que fortalecem a comunidade médica para melhorar a assistência médica – Conexão Saúde. A iniciativa seguiu sua trajetória na região, abrangendo do México à Argentina. Por meio dessa iniciativa, a Philips procura unir atores essenciais do setor médico, a fim de encontrar soluções inovadoras para melhorar a saúde materno-infantil na região.
Nesse contexto, a Philips também revelou o M.A.M.I (Móvel de Atendimento Materno Infantil) na Argentina, uma iniciativa que oferecerá às mulheres ultrassonografias obstétricas gratuitas e palestras educacionais sobre a importância e sobre os métodos de amamentação.

Conscientização sobre doenças crônicas. As doenças não transmissíveis agora constituem a maior parte da carga total de doenças nos países da América Latina e do Caribe. Doenças como a apneia do sono são subdiagnosticadas, razão pela qual a Philips procura conscientizar a população sobre os sintomas, além de proporcionar ferramentas para um diagnóstico preciso e um curso de tratamento adequado. Por exemplo, a empresa está habilitando o cuidado em casa por meio de soluções portáteis conectadas, permitindo que as pessoas continuem seu curso de tratamento fora do hospital.

Saúde pessoal e vida saudável Medidas preventivas por meio da adoção de hábitos saudáveis são essenciais para reduzir a incidência de doenças. Com isto em mente, a Philips continua introduzindo nos mercados da região soluções que permitem que as pessoas vivam de forma mais saudável. Uma ampla gama de aparelhos eletrodomésticos que permitem preparar receitas saudáveis e exclusivas, como os liquidificadores Viva e Duravita, o AirFryer e o Pasta Maker. A empresa também trabalha para oferecer à mãe e ao bebê os melhores produtos inovadores que garantam a saúde com sua linha Philips Avent. Além disso, este ano a Philips está apresentando sua linha de escovas de dente Sonicare, estimulando a adoção de uma melhor saúde oral.

Tags, , , , ,

Fiesp realiza a 6ª edição do Hackathon

O Comitê Acelera Fiesp (CAF) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) promove a 6ª edição do Hackathon, uma iniciativa para ajudar a implantar novas ideias e soluções na plataforma digital, nos dias 5 e 6 de agosto. O desafio é criar um aplicativo para dispositivos móveis com código aberto com a “Uso da inteligência artificial para combate a corrupção e pedofilia”.

“Com o avanço da tecnologia, a pedofilia tem aumentado seu alcance e suas possibilidades de ação, tanto com relação aos criminosos quanto com relação às vítimas. Por isso, é de suma importância que especialistas se unam para combater seu avanço, criando novas ferramentas e formas de combate”, diz o diretor-titular do CAF, Sylvio Gomide.

Já a corrupção, outro tema desta maratona, afeta todas as áreas e segmentos de nossa sociedade, em âmbitos público e privado. A escolha foi pensando na necessidade de aparelhar as instituições com ferramentas tecnológicas que auxiliem na identificação e no levantamento de informações sobre corrupção, para que se diminua seu impacto na população.

Ao todo são dois dias de programação e podem participar desenvolvedores com conhecimento em inteligência artificial. Os participantes que apresentarem a melhor solução móvel ganharão mentoria especializada do CAF.

Esta edição do Hackathon tem como finalidade desenvolver novas ferramentas que possam auxiliar à Polícia Federal no combate a corrupção e pedofilia.

O evento acontecerá no edifício-sede da FIESP, na Avenida Paulista, 1313, em frente à estação Trianon-Masp. O credenciamento começa às 8h da manhã do sábado, 5, e a maratona vai até domingo, 6, às 13h30.

Para mais informações sobre o regulamento, não deixe de conferir o site oficial http://hotsite.fiesp.com.br/hackathon

6º Hackathon

Data: 5 e 6 de agosto

Horário: das 8h do dia 5/08 às 13h30 do dia 6/08

Local: Av. Paulista, 1313 – metrô Trianon-Masp

Tags, , , ,

Grupo Fleury divulga III Prêmio de Inovação

A terceira edição do Prêmio de Inovação do Grupo Fleury (PIF) abre inscrições para estudantes e pesquisadores de 7 de agosto a 21 de agosto. Com o objetivo de reconhecer trabalhos científicos inovadores, esse prêmio incentiva a pesquisa e promove a interação da equipe de Pesquisa & Desenvolvimento do Grupo Fleury com os cientistas do País, estreitando o relacionamento com a comunidade científica.

São elegíveis estudos em estágio inicial ou avançado de desenvolvimento, incluindo teses de pós-doutorados; pequenas empresas e startups (sendo necessário indicar data prevista de defesa do mestrado/doutorado e/ou ingresso no pós-doutorado). O objetivo é dar destaque à pesquisa translacional – que começa na ciência básica e resulta na aplicação prática do conhecimento – e aproximar as instituições acadêmicas da organização. As pesquisas devem ser voltadas para a área de genômica.

Será premiado como grande vencedor um único trabalho que receberá o prêmio de R$ 5.000,00 em vale presente, como incentivo ao desenvolvimento educacional. O pesquisador vencedor poderá receber, ainda, um convite para o estabelecimento de uma parceria para codesenvolvimento do projeto, com um aporte de até R$ 200.000,00. Serão reconhecidos também, como menção honrosa, dois projetos, que receberão um vale-presente no valor de R$ 500,00 cada um.

A divulgação dos vencedores acontecerá em 24 de outubro. Os interessados podem consultar o edital completo em http://www.grupofleury.com.br/SitePages/pif

Tags, , ,

Fumsoft firma parceria com rede internacional de inovação

A Fumsoft agora faz parte da rede BIN@, um grupo que promove a inovação e a internacionalização de empresas de base tecnológica. Fundada, em 2010, pelas universidades do Porto (Portugal), Sheffield (Inglaterra) e USP (São Paulo), a rede atua com foco na identificação de oportunidades, na organização de missões científicas, tecnológicas e na criação de condições para a internacionalização de startups nascidas em ambiente acadêmico.

Para Pedro Coelho, coordenador de P&D e Inovação da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, cofundador e coordenador geral da rede BIN@, a Fumsoft é uma instituição que desenvolve programas nas áreas de empreendedorismo (aceleração de startups), qualidade, internacionalização, inovação e que tem como missão induzir o desenvolvimento da cadeia produtiva da tecnologia de informação em Minas Gerais. Por ser um parceiro muito alinhado com a estratégia e missão da rede BIN@ pode alavancar a participação de instituições do estado nas atividades do grupo.

“A Fumsoft poderá ter um papel fulcral no alinhamento de interesses das empresas de TI de Minas Gerais com outros parceiros da rede BIN@. Foi com entusiasmo que acolhemos a entidade como associado da rede, estou certo que todos teremos a ganhar com essa colaboração”, completa.

Conexões – Segundo Coelho, anualmente e alternadamente, uma das universidades fundadoras da rede BIN@ organiza um evento internacional, visando a dinamização das atividades do grupo e para proporcionar condições para o desenvolvimento de parcerias com valor econômico e impacto social. O programa desses eventos inclui um conjunto de sessões abertas, ações temáticas, workshops, desafios de design e desenvolvimento de produto, uma mostra de tecnologias e outros eventos complementares, com acesso livre e gratuito. “Este ano, na Roménia, iniciamos uma nova atividade – os Mid-Term events – dando oportunidade a outros parceiros de participarem ativamente na promoção das atividades da rede BIN. No próximo ano, o 2.º Mid-Term event irá acontecer na Polônia, e será organizado pela Universidade Técnica da Silésia”, comenta.

A rede BIN@ realiza missões internacionais envolvendo startups e spin-offs. “Essas ações facilitam a internacionalização de atividades de investigação e de comercialização dos nossos parceiros. Temos vários casos de sucesso em países como Chile, Brasil, Uruguai, Suécia, Reino Unido, República Checa, Portugal, entre outros”.

Possui também um programa de softlanding para empresas em pré-incubação que oferece a possibilidade a jovens empreendedores de abordarem mercados internacionais, obtendo apoio local de incubação, numa 1ª fase free-of-charge. Atualmente, conta com um projeto de pré-incubação no UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, composto por estudantes finalistas da USP em São Paulo.

Realiza várias outras iniciativas como a constituição de consórcios e identificação de parceiros para projetos de P&D, acompanhamento de visitas institucionais para apresentação do ecossistema local de inovação, ações de matchmaking b2b, a2b e a2a (a-academia; b-business), entre outras.

Para mais informações, acesse businessandinnovation.net

Tags, , , , , , ,

OLX: 100 mil buscas por minuto e 5TB de dados por dia

Conectar pessoas para transformar itens em felicidade – esse é o propósito da OLX. O que muitos não sabem é o que suporta esse negócio que recebe 500 mil novos anúncios todos os dias, onde são efetuadas 50 vendas por minuto e que movimentou R$81 bilhões em produtos vendidos em 2016. Por trás desse impacto positivo na economia do País e das famílias brasileiras tem muita inovação e tecnologia.

A OLX sustenta no seu site um tráfego de 6,4 milhões de pessoas diariamente, com uma média de 100 mil requisições de busca por minuto. Somando desktop e mobile site, a OLX suporta 1.5 bilhão de pageviews por mês – número muito superior ao de grandes e-commerces do País. Diariamente, 800 mil usuários utilizam o chat – iniciando um milhão de novas conversas e trocando 4,6 milhões de mensagens – e a plataforma armazena 5TB de dados coletados. E tudo isso é feito com um produto desenvolvido e mantido 100% no Brasil.

“O melhor jeito de construir um produto é entender as necessidades do usuário. Por isso, optamos por desenvolvê-lo e customizá-lo aqui, levando em conta a realidade e peculiaridade dos nossos usuários locais e, consequentemente, gerando maior empatia do nosso time”, afirma Janet Baireva, Chief Product Officer da OLX Brasil.

Segundo a executiva, estão no Brasil os times de desenvolvimento, tanto do site, quanto do aplicativo que, atualmente, é o app brasileiro mais baixado na Apple Store e Google Play (20,5 milhões de downloads em 2016, sendo 1,9 milhões em iOS e 18,6 em Android). A equipe, que hoje conta com mais de 100 profissionais, tem previsão de dobrar de tamanho até o fim do ano.

Cultura de inovação e autonomia

Os times multifuncionais de tecnologia, produto e dados trabalham engajados em uma cultura de inovação e autonomia, na qual a criatividade e espírito empreendedor são sempre incentivados. Para entender as necessidades, objetivos e comportamento dos usuários, os times criam hipóteses e validam as mesmas por meio de pesquisas qualitativas e quantitativas. Assim, eles entendem exatamente o que o usuário precisa e decidem em conjunto o que será construído ou alterado na plataforma. “Faz parte da nossa cultura ter a liberdade de experimentar, testar e validar hipóteses e inclusive, nos permitir errar. Cada um é essencial para o sucesso da companhia e deve se sentir responsável por seus resultados”, completa Janet.

Mas para obter os melhores resultados de performance, a OLX utiliza o que existe de mais inovador no mundo, o que mantém a empresa alinhada com o mercado internacional. “Usamos várias linguagens, pois cada uma oferece soluções para diferentes problemas. Por isso, nosso time não possui especialistas em uma tecnologia específica, mas profissionais bons em encontrar soluções e com capacidade de aprender”, conta Bernardo Carneiro, Chief Technology Officer.

“Trabalhamos com times autônomos, que funcionam como mini startups, então a responsabilidade é alta e todos participam da decisão do que construir e como construir. Tudo isso para que o usuário tenha uma boa experiência, comprando e vendendo de forma fácil, rápida e efetiva”, finaliza Carneiro.

Novo escritório

Para abrigar todo esse crescimento, além de contar com um escritório em São Paulo, a OLX construiu um novo escritório de 2.600m², no Rio de Janeiro. A sede, localizada no bairro do Flamengo, foi inspirada nas gigantes do Vale do Silício com conceito de ambiente integrador, divertido e aberto com o objetivo de se consolidar como referência para profissionais de tecnologia.

unnamed

Tags, , ,

Crise política interrompe recuperação da confiança do empresário no comércio

O empresário do comércio parece ter iniciado o segundo semestre em compasso de espera, aguardando os desdobramentos da crise política que eclodiu em meados de maio. Após ter registrado três altas consecutivas (março, abril e maio), o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) apontou estabilidade pelo segundo mês seguido em julho (-0,2%), ao alcançar 104 pontos, valor tecnicamente idêntico ao aferido em junho (104,2 pontos) e em maio (104,3 pontos). Na comparação com julho do ano passado, o índice cresceu 22,3%. Apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o ICEC varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total).

As percepções dos empresários em relação ao momento atual melhoraram novamente na passagem de junho para julho. O Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), um dos componentes do ICEC, apresentou alta de 0,5%, ao passar de 76,8 pontos em junho para 77,2 pontos em julho – apesar de ainda estar abaixo dos 100 pontos, é a maior pontuação desde maio de 2014. No comparativo anual, o índice avançou 89,8%, quando o indicador marcava de 40,7 pontos.

As expectativas dos empresários, medida pelo Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) caíram 1,4%, ao passar de 147,9 pontos em junho para 145,9 pontos em julho. Mas ainda é 6,5% superior ao apurado em julho do ano passado, quando o indicador registrava 137 pontos. Por fim, o indicador responsável por medir a propensão por novos investimentos voltou a subir. O Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) subiu 1,3%, ao passar de 87,8 pontos em junho para 89 pontos em julho, e alta 14,8% em relação a julho de 2016, quando alcançou o patamar de 77,5 pontos.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, os empresários estão em estado de atenção por causa do ambiente político muito mais tenso desde meados de maio. Em contrapartida, o ambiente econômico está mais propício aos negócios neste ano, e só não é melhor em decorrência da crise política, que coloca obstáculos ao desenvolvimento natural das atividades empresariais no Brasil. O risco de empreender no País já normalmente excede o razoável e, dessa forma, o Brasil perde em impulso e competitividade. A Federação aponta que,mesmo diante de uma crise de grandes proporções, a confiança do empresário não caiu e permanece em patamar otimista (acima dos 100 pontos), o que mantém as esperanças um pouco acima do que seria razoável diante de mais um momento de grande incerteza em Brasília.

Segmentação por porte

De acordo com a pesquisa, a manutenção da confiança do empresariado paulistano em julho foi motivada pelo aumento de 3,4% no ICEC das empresas com mais de 50 funcionários, passando dos 112,8 pontos em junho para 116,6 pontos em julho, em detrimento da leve queda (-0,2%) na confiança dos empresários de companhias com menos de 50 colaboradores, que passou dos 104 pontos para os atuais 103,8 pontos. Na comparação anual, tanto grandes quanto pequenas empresas apresentaram altas, de 36,3% e 22%, respectivamente.

De acordo com a FecomercioSP, a desaceleração da inflação juntamente com a queda dos juros e a recente melhora nos indicadores do mercado de trabalho sugerem, mesmo que de forma sutil, que já existam sinais mais concretos que o segundo semestre pode ser melhor que o primeiro. Assim como os consumidores, os empresários já compreenderam que uma recuperação mais sustentável passa, necessariamente, por reordenações política e econômica, fundamentais para queda mais rápida dos juros e estabilização da renda e do emprego, assim como para a normalização do ciclo de consumo e do ritmo das vendas.

A Federação, desde abril/maio do ano passado, demonstra em suas pesquisas uma mudança positiva de humor, que foi parcialmente interrompida em janeiro e fevereiro por aspectos sazonais, mas que já foi retomada em março, e confirmada em abril e maio, ficando em compasso de espera em junho e julho. A Entidade espera que esse otimismo seja mantido diante dos embates entre atores e partidos políticos, e até mesmo entre os Poderes da República. A necessidade de aprovação da reformada Previdência é imperiosa se o País pensa em retomar investimentos e gerar renda e emprego. Para a FecomercioSP, somente com a retomada da capacidade de mobilização do governo e do Congresso em torno das reformas é que o ambiente voltará ao normal.

Nota metodológica

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) contempla as percepções do setor em relação ao seu segmento, à sua empresa e à economia do País. São entrevistas com 600 empresários na capital, em painel fixo de empresas, com amostragem segmentada por setor (não duráveis, semiduráveis e duráveis) e por porte de empresa (até 50 empregados e mais de 50 empregados). As questões agrupadas formam o ICEC, que por sua vez pode ser decomposto em outros subíndices que avaliam as perspectivas futuras, a avaliação atual e as estratégias dos empresários mediante o cenário econômico. A pesquisa é referente ao município de São Paulo, mas sua base amostral reflete o cenário da região metropolitana.

Tags