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SkillHub, startup voltada para a educação corporativa, recebe aporte da Hotmart

A Hotmart , empresa global de tecnologia focada no empreendedorismo e produtos digitais, acaba de anunciar aporte financeiro na SkillHub , startup de educação corporativa, assumindo uma participação minoritária. O valor não foi divulgado. Com uma solução completa de treinamento, a SkillHub já impactou mais de 5.000 profissionais em apenas um ano de operação.

Fundada em março de 2020, em Campinas (SP), pelos empreendedores João Bizzarri (ex-Linkedin e Bain & Company) e André Felix (ex-Movile), a SkillHub é uma plataforma de treinamento focada no mercado corporativo. Ela conecta cada colaborador do cliente aos melhores treinamentos e conteúdos, para torná-los protagonistas do seu próprio desenvolvimento, de forma personalizada. A empresa tem parcerias com instituições de ensino renomadas, como a FGV, Saint Paul e Alura. Entre os clientes da plataforma estão a Dafiti, TecBan e Loft, entre outros.

Com o aporte, a ideia é ampliar os investimentos em tecnologia e na área comercial, para expandir o número de clientes atendidos e as opções de conteúdo da plataforma.


“As empresas têm a necessidade crescente de desenvolver suas equipes, porém às vezes têm dificuldades em encontrar o melhor conteúdo ou gerenciar esse processo internamente. A SkillHub busca facilitar essa jornada, e ao mesmo tempo acompanhar o aprendizado dos colaboradores, gerando dados para aumentar o engajamento e os resultados”, afirma João Bizzarri, co-fundador da SkillHub.

Para a Hotmart, o objetivo é fomentar o ecossistema de ensino digital no mercado corporativo, onde a empresa ainda não atua. “Já investimos em várias empresas que auxiliam os produtores de conteúdo digitais, como a Reshape (transcrição de áudios e vídeos) e ENotas (emissão de notas fiscais para negócios digitais). Acreditamos que a SkillHub ajudará esse ecossistema a crescer e vemos oportunidades de levar nossos produtores de conteúdo a vender também para mercado corporativo”, comenta João Pedro Resende, cofundador e CEO da Hotmart Company.

Central Nacional Unimed lança projeto para startups

No ‘Desafio de Inovação Unimed’, as empresas poderão criar projetos e soluções, além de participar de mentorias com os melhores especialistas do setor

A Central Nacional Unimed está com inscrições abertas para o Desafio de Inovação Unimed . O projeto conecta a Tronko, nova célula de inovação da cooperativa, com startups, por meio da plataforma de open innovation, 100 Open Startups. Na prática, a cooperativa nacional do Sistema Unimed pretende abrir espaço para que startups interessadas apresentem projetos e soluções aos obstáculos enfrentados no dia a dia de sua operação. “O desafio proporcionará mentorias com os melhores especialistas do setor, networking, visibilidade e oportunidade de negócios, além de apoio no desenvolvimento de ideias transformadoras dentro do maior sistema de cooperativas médicas do mundo, responsável pela assistência médica de 17 milhões de brasileiros”, ressalta Alexandre Ruschi, presidente da Central Nacional Unimed.

Ao todo serão selecionados até 30 startups nas áreas de Automatização para Captura e Conferência de Notas Compliance de Fornecedores Fiscais, Gestão de Facilities, Gestão do Conhecimento em Compras, Suprimentos Hospitalares, Reserva de Espaço Físico, Orçamentação, Contratação de Serviços e Suprimentos Hospitalares, Gestão de Custos Comerciais, Automatização para Captura e Conferência de Notas Fiscais. A escolha das soluções será realizada internamente pelos executivos da operadora, que usarão como critérios as informações oferecidas pelas startups no momento da inscrição.

A partir daí, a startup poderá ser convidada a apresentar a solução e implantar um projeto-piloto. “Com base no resultado, a empresa poderá ser habilitada a desenvolver parcerias na forma de prestação de serviços ou de fornecimento de produtos inovadores, de acordo com a maturidade e com a consistência da startup e da solução apresentada”, explica Ruschi. O executivo reforça que o desafio compõe a série de iniciativas da cooperativa em 2021, para acelerar a resolução de cenários e disseminar a cultura de inovação internamente.

Para Bruno Rondani, CEO da 100 Open Startups, parceira do projeto, essa é uma oportunidade importante para as jovens empresas. “As startups poderão atuar em projetos de open innovation e ver suas soluções crescerem na prática. Sem contar que estarão em contato com o mercado de saúde, que cresce a cada ano e fomenta a existência de novos negócios. Nós acreditamos que, quando há colaboração do ecossistema de inovação, soluções incríveis podem acontecer. Estamos felizes em compartilhar deste momento”, diz.

Inovação em pauta

Ao longo de 2021, a Central Nacional Unimed prepara uma série de investimentos que irão nortear os negócios da cooperativa. Recentemente realizou a palestra “O Médico de 2030 – Ampliar conhecimento. Explorar o futuro”, por meio do canal próprio no YouTube, que abordou o impacto da inovação na Saúde e apresentou sua nova parceira: a SingularityU Brazil. Juntas, irão lançar o novo hub de inovação, o Learning Village, que auxiliará no fortalecimento e no fomento da inovação e educação no setor de saúde, por meio da aplicação de tecnologias exponenciais, desenvolvimento de pessoas e colaboração no ecossistema.

Com esses novos projetos, a CNU pretende se antecipar às tendências e se tornar protagonista em novas tecnologias dentro do setor de Saúde Suplementar. “Nosso objetivo é fomentar e fortalecer a inovação, a educação na área de saúde e o cooperativismo. Acreditamos que planejar e compartilhar o que aprendemos no presente, nos sustentará e impulsionará para um futuro que contribuirá, não somente com a cooperativa, mas com o setor como todo”, disse Alexandre Ruschi, presidente da Central Nacional Unimed.

Desafio de Inovação Unimed
Data de inscrição: até 14 de março
Link para inscrição: https://www.openstartups.net/events/unimed/

App brasileiro de gestão e vendas recebe aporte de R$ 5,5 milhões

Guilherme Hernandez, CEO da Kyte

Startup de vendas e gestão usará capital para ampliar a equipe e desenvolver novos recursos para seu aplicativo, que hoje atende a pequenos comerciantes em 143 países.

A startup Kyte, que oferece uma plataforma de vendas e gestão para digitalização de pequenos comércios, acaba de finalizar sua primeira rodada de investimentos no valor de R$ 5,5 milhões – somados os aportes feitos pela DGF Investimentos e pelos fundos Caravela Capital e Honey Island Capital. Apesar de ter apenas três anos e uma equipe enxuta de 25 colaboradores, a startup que nasceu em Florianópolis (SC) já atende com seu aplicativo mais de 25 mil usuários espalhados por 143 países, principalmente Estados Unidos, México e Filipinas, além do Brasil.

Com o capital investido, a Kyte pretende continuar expandindo suas operações e sua base global de clientes. A estratégia de crescimento será focada em três pilares: ampliação da equipe, investimento em marketing e desenvolvimento de novos recursos para o aplicativo.

“Ficamos felizes em poder escolher os parceiros ideias para esta rodada, que, além do capital, poderão nos ajudar com conhecimento, experiência e networking, aspectos tão importantes quanto o dinheiro para os desafios de uma scale up”, comenta Guilherme Hernandez, CEO da Kyte.

A empresa já está contratando e as vagas abertas para trabalho remoto em todo o Brasil podem ser conferidas na página de carreira. A expectativa é dobrar o número de colaboradores já no primeiro semestre de 2021. Também haverá uma expansão do aplicativo para as plataformas web e tablet, assim como um foco maior na integração para vendas por meio de redes sociais, como Facebook, Instagram e WhatsApp.

Em relação a novas soluções, a empresa pretende apostar no processamento de pagamentos para agregar mais valor ao app e facilitar o gerenciamento dos pequenos comércios com o Kyte Pay. Atualmente, o aplicativo aceita pagamento online com cartão, carteira digital, link de pagamento e integração com maquininhas de cartão da SumUP e do Mercado Pago.

“Além de um time muito forte, observamos nos resultados já conquistados que a Kyte está conseguindo capturar a oportunidade global efetivamente. É essa combinação de produto, mercado global e empreendedores fora da curva que buscamos no DGF Investimentos. Nossas experiências passadas com investimentos semelhantes só reforçam nossa convicção de que existe muito espaço para que a Kyte cresça de forma exponencial”, explica Frederico Greve, sócio diretor do DGF Investimentos.

Acompanhando a expectativa de crescimento, a Kyte também foi uma das selecionadas para a nova turma do programa de aceleração Scale-up, promovido pela rede global de apoio ao empreendedorismo Endeavor, além de ser uma das participantes do programa Facebook Accelerator: Commerce.

“A Kyte conquistou uma base global de clientes desde o estágio inicial da companhia sem que houvesse captado um funding relevante. Isso mostra o potencial da plataforma. Estamos empolgados com a competência do time e qualidade do produto para atender cada vez mais clientes no mundo todo”, comenta Mario de Lara, cofundador e sócio da Caravela Capital.

Para Mariana Foresti, sócia gestora do fundo Honey Island Capital, “a Kyte pretende oferecer uma experiência completa, desde a escolha do produto ou serviço até a efetivação da transação, agregando serviços financeiros e facilidade, movimento que casa com a nossa expertise em fintechs”.

Vocação internacional

Para os sócios, o rápido crescimento da empresa se deve à estratégia de Product Led Growth (PLG), onde se coloca o produto à disposição dos clientes o mais rápido possível para que eles percebam seu valor e, depois, assinem um dos planos. O método permitiu lançar o app em todo o mundo sem exigir equipe específica e presença física em outros países.

“Nós costumamos dizer que a Kyte nasceu global. Eu já tinha uma experiência internacional em outra empresa onde percebemos que as dores básicas sub-atendidas do pequeno comerciante eram as mesmas no mundo inteiro. Então, lançamos a primeira versão do aplicativo em português, inglês e espanhol, imaginando o grande leque de países em que gostaríamos de atuar”, explica o CEO da startup.

O objetivo da Kyte é democratizar o acesso a ferramentas de vendas e gestão, trazendo para o celular de autônomos e pequenos empreendedores recursos que antes só estavam disponíveis em softwares para computadores. “O app começou como um ponto de vendas mobile, mas, com o tempo, fomos expandindo e inserindo novas funcionalidades importantes para nosso público”, enfatiza Guilherme. Hoje, a plataforma conta com cadastro de produtos e de clientes, controle de estoque, gestão de pedidos, emissão de recibos, integração com redes sociais e até um catálogo online que funciona como uma lojinha virtual, entre outros recursos. Em 2020, com o avanço acelerado da digitalização dos comércios, a Kyte registrou um crescimento de 217% da base de clientes e 331% de faturamento.

Os 10 países mais estratégicos são Estados Unidos, México, Indonésia, Filipinas, Malásia, Argentina, Chile, Reino Unido e Espanha, além do Brasil, que concentra cerca de 45% dos usuários do app. “Fomos percebendo que países tinham mais interesse na nossa proposta de valor e somente a partir disso desenvolvemos um trabalho maior de análise do mercado e de Customer Development”, detalha o Head of Growth da Kyte, Ivan Farias.

O grande número de clientes também se deve ao modelo freemium, com uma versão gratuita e outra paga com mais funcionalidades – que, hoje, tem 22 mil assinantes. A startup ainda segue o Fair Price Program, em que são criados preços diferenciados de acordo com o poder de compra médio da região. No Brasil, o plano PRO custa R$ 19,90 por mês.

SMZTO anuncia investimento em rede de brechós

A SMZTO, fundo de private equity especializado em franquias, anunciou nesta quarta-feira (10/03) um investimento na rede de brechós Peça Rara. Fundada em 2006, no Distrito Federal, a marca tem como princípio básico a reutilização. Em 2020, o faturamento da rede foi de R$ 18 milhões e tende a crescer rapidamente com o fortalecimento da economia circular.

Com a parceria, a SMZTO passará a colaborar com o time da Peça Rara para um crescimento acelerado e sustentável, agregando gestão profissional e elevados parâmetros de governança. Os valores da transação não foram divulgados.

Atualmente, a Peça Rara conta com 13 unidades, sendo oito no Distrito Federal. As demais localizam-se em Recife, São Paulo, Goiânia e Cuiabá. Das 13 lojas, sete são próprias e seis são franquias.

Até o final do ano, o plano de expansão prevê um total de 42 pontos de venda em funcionamento, abrangendo todas as capitais do País. As praças prioritárias para a abertura de novas unidades são Porto Alegre, Vitória, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Natal, entre outras capitais. A projeção da marca para 2021 é de um faturamento de R$ 50 milhões. Para 2022, a meta será dobrar a receita, atingindo R$ 96 milhões.

“O investimento da SMZTO é a prova de que estamos no caminho certo. São anos de trabalho e estamos extremamente felizes e orgulhosos com essa sociedade e a nossa expectativa é potencializar a nossa expansão, focando em qualidade e inovação para os nossos clientes. A parceria vai agregar não apenas capital, mas um extenso know-how em gestão de franquias”, afirma a CEO da Peça Rara, Bruna Vasconi.

As tratativas para a parceria da marca com o grupo SMZTO começaram no ano passado. Desde então, o fundo passou a acompanhar o trabalho da rede ao longo do ano – em novembro, a Peça Rara inaugurou sua loja na Rua Haddok Lobo, em São Paulo, cidade onde fica a sede da SMZTO.

O presidente do Conselho da SMZTO, José Carlos Semenzato, enxerga um enorme potencial na nova marca investida pelo grupo. “O varejo de itens semi novos está em evidência e tem se tornado um dos mais fortes no mundo nos últimos anos. A mudança de comportamento do consumidor tem permitido que ele dedique cada vez mais parte do seu orçamento para compras conscientes e de qualidade. Neste sentido, a Peça Rara tem se destacado pela base sólida que vem construindo desde sua fundação e tem um grande mercado para explorar. Acreditamos nesta parceria e apostamos que a rede pode se tornar referência em seu setor de atuação”, diz Semenzato.

Já o CEO da SMZTO, Bruno Semenzato, comenta que o fundo prioriza investimentos em empreendedores comprometidos, cujos negócios apresentem soluções altamente escaláveis. “Buscamos empresas que estejam em um estágio de forte crescimento”, afirma Bruno. “Somos bastante ativos na gestão e nos vemos muito mais como sócios estratégicos do que apenas financeiros. Acreditamos que podemos colaborar e muito para a expansão da rede.”

Economia circular

Fundada em 2006 pela então estudante de Psicologia Bruna Vasconi, que vendia peças usadas para pagar as mensalidades do curso, a Peça Rara tinha como foco inicial artigos infantis e femininos. Mas logo os fornecedores começaram a surgir, e o leque de produtos passou a incluir móveis, objetos de casa e moda masculina. Com o sucesso das vendas e a família toda envolvida no negócio, foram abertas sete lojas próprias.

O ingresso no franchising se deu em 2019. As lojas franqueadas contam com no mínimo 250 metros quadrados. O investimento inicial para a abertura de uma unidade é de R$ 300 mil, incluindo taxa de franquia, reforma, móveis, equipamentos e sistemas.

Com lojas espaçosas e refinadas, assinadas por arquitetos renomados, produtos organizados por tamanho e cor e seções para peças femininas e infantis, a Peça Rara mantém uma curadoria especializada e trabalha somente com itens em ótimo estado. As vendas são feitas somente nas lojas, com o aporte, a empresa vai marcar presença no mercado online.

O ticket médio é de R$ 40 e os artigos mais vendidos são roupas de crianças e artigos femininos. A rede trabalha com consignação das peças e muitos dos fornecedores são os próprios clientes. Os itens não vendidos no prazo de 180 dias são revertidos em renda para doação a instituições carentes, mediante autorização prévia do consignatário através do Instituto Peça Rara, braço social da empresa.

“É um negócio ganha-ganha. A empresa é sustentável porque consegue manter um faturamento crescente com uma estrutura de gestão inteligente e enxuta”, explica Bruna Vasconi. “Por outro lado, milhares de pessoas também ganham ao vender suas peças conosco. Muitos clientes compram novas roupas e demais artigos em nossas lojas com o dinheiro daquelas que eles venderam. Economia circular é isso.”

Segundo ela, a pandemia mudou a visão dos consumidores em relação ao vestuário. “Como as pessoas ficaram mais tempo em casa, passaram a ver que possuem um monte de coisa que não usam e através do serviço que prestamos é possível nesse momento de dificuldade econômica de fazer uma renda extra, além de contribuir e aderir à uma mudança de comportamento e princípios em relação ao consumo. E se não usam, não precisam mais”, reflete Bruna. “Então, repassar esses itens para brechós é uma forma de fazer renda em um momento de desemprego.”

Startup que monitora ameaças florestais recebe aporte de R$750 mil

Depois de um 2020, com resultados que superaram as expectativas, os empreendedores da Quiron – startup que funciona incubada no Orion Parque em Lages/SC – já tem muito o que comemorar em 2021. A empresa, especializada no monitoramento remoto de ameaças florestais, utilizando tecnologias para predição de incêndios e sanidade florestal, recebeu aporte de R$ 750 mil reais de investidores da Anjos do Brasil, organização sem fins lucrativos, criada para fomentar o investimento anjo e apoiar o empreendedorismo de inovação no país. 

O investimento anjo tem como finalidade proporcionar aos investidores interessados a aplicação financeira em negócios com alto potencial de retorno que, consequentemente, tem um grande impacto positivo para a sociedade, trazendo oportunidade de trabalho e de renda. O termo “anjo” é utilizado pelo fato de não ser um investidor, exclusivamente, financeiro que fornece apenas o capital necessário para o negócio, mas por apoiar o empreendedor, aplicando seus conhecimentos, experiência e rede de relacionamento para orientá-lo e aumentar suas chances de sucesso, conforme explica a entidade. 

A possibilidade da Quiron receber o investimento anjo – apoio tradicionalmente comum entre as startups – foi viabilizada pela Rede de Investimentos Anjo (RIA), uma iniciativa conjunta da Anjos do Brasil e da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE). A RIA SC é uma comunidade que aproxima pessoas físicas que querem investir em startups a empreendedores que desenvolvem produtos e serviços com potencial de crescimento em escala. 

“Nós recebemos o contato deles num dia, e dois dias depois, o pitch foi apresentado a mais de 80 investidores da Anjos do Brasil. Na sequência, mais de 30 deles demonstraram interesse. Passamos por comissões internas que fizeram todo o processo de verificação, de modelagem de negócios, de tração, avaliando todos os parâmetros da nossa empresa, que são levados em conta na hora de procurarmos um aporte financeiro. Se não fosse a Anjos do Brasil, com certeza não conseguiríamos chegar até aqui”, lembra Diogo Machado, responsável pelos novos negócios da Quiron. 

Segundo Celso Sensini, investidor líder, a Quiron tem muito a crescer com o novo aporte. “Enxergamos, após extensa avaliação da empresa, um ótimo potencial da Quiron no setor Florestal, não apenas no Brasil, mas em diversos países do mundo, como: Estados Unidos, Europa e Austrália. Este é um segmento com muitas oportunidades e estamos confiantes na capacidade de entrega dos sócios fundadores”. 

História de sucesso em dois anos de atuaçãoA história da Quiron se confunde com a inovação tecnológica que o setor de engenharia e sensoriamento florestal teve nos últimos anos. Sempre ligada ao ecossistema de inovação e sabendo da importância que a conexão com outros players – locais, regionais, nacionais e internacionais – impactam o negócio, a Quiron teve uma ascensão robusta.  

A startup começou no ano de 2018, já incubada no Centro de Inovação do Orion Parque Tecnológico e, desde lá, tem acumulado conquistas e bons resultados em oportunidades de investimentos e programas de capacitação do negócio empreendedor. No mesmo ano, a Quiron foi aprovada no Sinapse da Inovação, promovido pelo Governo do Estado de Santa Catarina.  

De lá para cá, também teve a oportunidade de fazer parte do Forest Insight, da UFV, no Brasil, em 2019, e de ser a  única startup brasileira selecionada para o Salto Growth New Norm, promovido por fundadores das principais startups da Estônia, em maio de 2020. 

Já em setembro do ano passado a solução Flareless, também da Quiron, foi aprovada para o Batch da Plug and Play Insurtech, estando apta a construir produtos e serviços para as maiores seguradoras do mundo.  

Já em dezembro de 2020, participando do InovAtiva 2020.2, maior programa de Aceleração de Startups da América Latina, a Quiron conseguiu um excelente resultado com o primeiro lugar na Banca de Agronegócio na aceleração 2020.02.  

Para os empreendedores da Quiron, o investimento faz sonhar grande. É o que conta Gil Pletsch, CEO da startup. “Com esse aporte de recursos, será possível estruturarmos melhor a nossa equipe de produção e pesquisa, nosso setor de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento). Precisaremos de mais profissionais que tenham mais conhecimentos na área florestal, conhecimento de programação, geoprocessamento, além de, aperfeiçoar os produtos que já temos e desenvolver outras automações que precisam ser feitas”, ressaltou.   

Crescimento em escala, com tração de investimentoSegundo Diogo, a Quiron é hoje uma das únicas startups no país e poucas no mundo com atuação voltada, exclusivamente, para algoritmos no setor florestal, um segmento com grande demanda por inovações. “É muito interessante essa visibilidade que podemos obter. Na verdade, somos uma das únicas startups do Brasil e do mundo que trabalha com algoritmos e sensoriamento via satélite para florestas. Existem várias startups para o agro tradicional, com um mercado mais consolidado, mas com foco em floresta, são poucas”, ressalta ele.  

A tecnologia desenvolvida pela Quiron, via monitoramento remoto, permite mitigar perdas com ameaças florestais, como pragas, doenças e incêndios. Via algoritmos próprios, é possível analisar grandes extensões de terras e identificar áreas de ataque de pragas e doenças em florestas plantadas e também identificar áreas com maior risco de ignição de incêndios florestais. A empresa tem parcerias com players de todo o mundo para obter dados de satélites e nano satélites, colocando todas essas variáveis dentro dos seus modelos. Dessa forma, empresas florestais, de celulose e outros territórios podem monitorar ameaças de uma forma totalmente remota, dando às equipes de campo maiores subsídios na tomada de decisão.  

Futuro da startup– Além de Gil e Diogo, a startup ainda conta com a ajuda de Marcos Benedito Schimalski, professor de Engenharia Florestal da Udesc-Lages.  No total, são quatro fundadores diretamente envolvidos com a Quiron atualmente. A expectativa é de que, até o final do ano, cerca de 15 pessoas integrem o time. Além de incrementar o setor de pesquisa e desenvolvimento da startup, a ideia é utilizar os recursos para estruturar um setor de vendas escalável.  

“O recurso será importante também para expandirmos nosso desenvolvimento de mercado, criar a estrutura de máquina de vendas, enfim, toda parte de pré-venda, fechamento de vendas e relacionamento”, salienta Gil. Hoje a Quiron possui clientes ativos no Brasil e Portugal, mas já mira outros mercados potenciais, como Estados Unidos e outros países da Europa.   

Ajuda do Orion fomenta startups na região- O apoio do Orion Parque Tecnológico, o setor de startups e empresas do Instituto, auxilia as startups a se desenvolverem, inserindo-as aos editais que integram ao Centro de Inovação, oferecendo suporte técnico para transformar ideias em projetos para ingresso nos editais de residência. Foi nesta modalidade, chamada OrionLab, que a Quiron entrou, em 2018, no Orion.   

“A Quiron sempre teve um potencial, tanto nas hipóteses de negócios, tanto no capital intelectual dos empreendedores, o time deles de empreendedores é muito forte – isso contribuiu muito para a evolução da solução. A nível de ecossistema, esse aporte que eles estão recebendo é um marco para a gente, porque é a primeira startup que vai receber esse montante em investimento externo, por mérito total dos empreendedores, e da solução, do negócio deles”, salienta Hemerson Schenato, líder de startups e empresas do Orion.  

MeuPortfolio capta R$ 1 milhão em 3 dias pela EqSeed

A MeuPortfolio, fintech de desenvolvimento de SaaS (Software as a Service) para gestão financeira, acaba de captar R$ 1 milhão por meio da EqSeed, principal plataforma de venture capital online Brasil. A empresa de tecnologia já atende clientes da área, como bancos, corretoras, Agentes Autônomos de Investimento (AAI) e pretende desenvolver um novo programa para pessoas que querem gerir as próprias carteiras de investimento. A rodada milionária foi concluída em apenas três dias e o ticket médio foi cerca de R$ 13 mil.

Segundo Brian Begnoche, sócio-fundador da EqSeed, o produto e o mercado de atuação da startup foram fatores importantes no sucesso da captação. “O One, produto da MeuPortfolio, resolve uma dor relevante e frequente entre gestoras de carteiras de investimentos, pois as ferramentas atuais são antigas e incapazes de acompanhar a complexidade e ritmo acelerado do mercado financeiro. Além disso, as fintechs têm grande apelo entre os investidores, pois grandes instituições financeiras estão sendo cada vez mais forçadas a inovar rapidamente. Muitas vezes, elas fazem isso contratando ou adquirindo fintechs, o que representa uma grande oportunidade para o investidor que consegue se tornar acionista,” diz o executivo.

Esse momento foi atestado pela Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), que realizou a pesquisa “Fintech Deep Dive 2020” com a consultoria PwC Brasil. De acordo com os dados, obtidos por meio de um levantamento com 148 fintechs, a atuação desse mercado está mais diversificada no país. O segmento mais presente é o de créditos, financiamentos e negociação de dívidas (21%), em segundo estão os meios de pagamento (16%), seguido por bancos digitais e gestão financeira (9% cada), e tecnologias como Open Banking e Banking as a Service (7%).

A onda de fintechs pode ser vista até na própria captação da MeuPortfolio, com uma fintech alavancando outra fintech de equity crowdfunding para captar investimento para impulsionar seu crescimento. Para o Felipe Augusto Bossolani, CEO da MeuPortfolio, a escolha por captar na EqSeed se deve ao profissionalismo e agilidade da plataforma. “O processo de correr atrás de investimentos offline é algo que exige muito tempo e pode ser muito frustrante. Vimos que a EqSeed tinha processos bem consolidados para estruturar e lançar nossa rodada de forma rápida e organizada. O fato que a base de investidores da EqSeed é bem qualificada também nos atraiu, dado nosso mercado. Ainda assim, captar R$1 milhão em apenas 3 dias foi uma surpresa para nós! Ficamos muito felizes com o resultado,” diz o fundador.

Com o aporte recebido, Bossolani pretende expandir a equipe comercial e concluir o desenvolvimento da plataforma B2C da MeuPortfolio. “Já conseguimos parceiros importantes que utilizam nosso aplicativo. Agora, para aumentar nosso faturamento, precisamos focar no time de vendas, pois temos certeza de que nossa plataforma pode ser utilizada por qualquer grande player do mercado financeiro. Nosso objetivo é quadruplicar a receita mensal recorrente até o fim do ano ”, acredita.

O impacto da pandemia nas tendências tecnológicas de 2021

Por Nedyr Pimenta Filho

A pandemia do novo Coronavírus afetou, de muitas maneiras, a maioria das empresas em diferentes setores da economia. No entanto, em meio a muitos desafios, o cenário também ofereceu inúmeras oportunidades. Desta forma, tudo indica que as mudanças promovidas pela pandemia devam moldar as principais tendências tecnológicas a serem incorporadas em 2021.

Estamos caminhando para uma era de XaaS (Everything as a Service), no qual as organizações vão desempenhar suas missões por meio de ambientes tecnológicos cada vez mais descentralizados e baseados em serviços sob demanda. O trabalho remoto com a colaboração virtual, por exemplo, deve continuar sendo um modelo desejado em muitos segmentos, mesmo após o fim desse período de incertezas decorrentes da pandemia.

Nesta mesma linha, é possível identificar tecnologias que devem se destacar como tendências para o ano de 2021, como internet de comportamentos (IoB ou Internet of Behaviors); interações cada vez mais móveis, virtuais e distribuídas; computação que melhora a privacidade, por meio de tecnologias que protegem os dados; distribuição de serviços de nuvem pública para diferentes locais físicos; operações de qualquer lugar, com experiências virtuais e físicas aprimoradas; processos de negócios e construções inteligentes e adaptáveis; engenharia de inteligência artificial e a hiperautomação.

De certa forma, o impacto dessas tendências não deve ser generalizado, uma vez que depende de um amplo conjunto de aspectos estruturais, operacionais, financeiros e culturais dentro de cada empresa. Os casos melhor sucedidos serão daquelas organizações que acolherem os benefícios da agilidade, flexibilidade e escalabilidade desses modelos como uma jornada e não apenas como um destino.

Como estas tendências tecnológicas contribuem para os negócios?

As iniciativas para melhorar as jornadas dos clientes estão intimamente relacionadas à adoção de novas tecnologias digitais. Uma gestão eficiente do Customer Experience (CX) promove não apenas a automação dos processos, mas também a redução dos custos de atendimento e melhoria na satisfação.

Mais do que nunca, a área de TI assume um papel estratégico na construção de futuros possíveis. Entretanto, a transformação digital é uma jornada de todos dentro da organização. Por isso, as funções da TI cada vez menos serão exercidas de forma isolada por uma única área ou departamento, o que reforça como as equipes multidisciplinares são imperativas para enfrentar a disrupção digital. Os projetos demandam diferentes conhecimentos, competências e experiências e, neste contexto, profissionais generalistas serão tão valorizados quanto os especialistas.

Quais áreas tendem a investir nessas tecnologias?

Todas as áreas devem seguir essa linha de implantação tecnológica. O mundo está se digitalizando, mas no setor de serviços, hoje, esse processo é uma obrigação. Os bancos tradicionais possuem legados e processos que foram consolidados ao longo dos últimos vinte anos. A mudança nessas instituições tradicionais não se concretizará facilmente, mas, no início deste ano, já temos grandes bancos , por exemplo, divulgando planos de redução de agências, símbolo maior de um modelo não digital. Operar 100% digitalmente ainda é um desafio, mas com adaptações na legislação, por exemplo, os bancos com portfólios mais abrangentes poderão atingir esse objetivo.

Com a adoção do Open Banking e a chegada dos Pagamentos Instantâneos – PIX, esse cenário de bancos 100% digitais, no qual os clientes cada vez mais resolvem tudo pelo celular, faz com que as instituições procurem investir menos em agências físicas e mais em ambientes, tecnologias e facilidades que valorizem a experiência dos usuários.

A importância de cibersegurança

De acordo com recente estudo da Forrester Research, as violações de dados provocadas por incidentes internos aumentaram de 25% para 33%, em 2020. O Brasil é um dos locais mais suscetíveis a ataques desta natureza e, hoje, já é o segundo maior país em perdas financeiras por ataques cibernéticos. Muitos ocorrem por ingenuidade dos usuários, levados a criar as oportunidades para os invasores, por isso, um plano de comunicação e conscientização é importantíssimo. Atrelado a isso, existe uma série de medidas tecnológicas para evitar os ataques. A mais comum é a adoção de antivírus. Além disso, adotar biometria facial para que os usuários acessem as aplicações e o ambiente corporativo também proporciona mais segurança.

A tendência é que as empresas adotem padrões mais rígidos de segurança, com adoção de transações criptografadas de ponta a ponta, firewalls, políticas de segurança e outros artefatos. Assim, se estabelecem várias proteções, padrões de serviços de privacidade e elementos de segurança na concepção do produto.

O fato é que a tecnologia impactou a maneira como interagimos e nos conectamos com o mundo e, no cenário corporativo, o avanço da transformação digital tem tido um papel fundamental na competitividade das empresas. Se com a pandemia, foi necessário que as empresas se reinventassem em 2020, agora, só sobreviverá aqueles que mantiverem os investimentos e seguirem apostando em inovação.

Nedyr Pimenta Filho, Diretor de Inovação da Provider IT

Projeto gratuito forma jovens em situação de vulnerabilidade para o mercado de trabalho

Allan de Aquino Souza, 18 anos, morador da Brasilândia (zona norte de São Paulo), diz que sempre se sentia em um labirinto quando pensava sobre o primeiro emprego. Tudo mudou depois de cursar o Formação para o Mundo de Trabalho, programa gratuito do Espro (Ensino Social Profissionalizante) em parceria com o Instituto Cyrela oferecido a adolescentes e jovens de 14 a 22 anos em situação de vulnerabilidade.

“Antes, eu praticamente não sabia por onde começar, por onde seguir. O curso me trouxe muito conhecimento sobre ética no trabalho, ofereceu novas perspectivas e opiniões diferentes sobre o mundo do trabalho. E já estou aplicando tudo isso no meu primeiro emprego”, comemora o jovem, que começou a trabalhar como operador de cobranças no início de fevereiro.

Pesquisa realizada com os participantes do curso e com familiares mostrou a dificuldade que esses jovens mais vulneráveis enfrentam no início de sua vida profissional. Por exemplo, 72% nunca ouviram falar em protagonismo juvenil e quase metade (47%) nunca esteve em um debate sobre o assunto. Cerca de 13% nunca ouviram falar em Defensoria Pública e outros 60%, em Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social). Além disso, um em cada quatro (23%) recebem algum auxílio do governo.

“Esse curso é um grande diferencial na formação, pois desenvolve habilidades necessárias à inserção no mundo do trabalho e desperta espírito empreendedor e posturas compatíveis às exigências e aos desafios do ambiente corporativo”, afirma Alessandro Saade, superintendente executivo do Espro, instituição filantrópica sem fins lucrativos e 100% autônoma que já encaminhou mais de 315 mil jovens aprendizes para o primeiro emprego em 41 anos de existência.

Os dados da pesquisa também comprovam o sucesso da iniciativa: 93% dos jovens e 97% dos parentes se disseram satisfeitos ou muitos satisfeitos com o programa, com destaque para o aprendizado de uma série de habilidades, como ser mais responsável, portar-se em uma entrevista de emprego, ter contato com mundo de trabalho e melhorar o convívio com outras pessoas.

As primeiras duas turmas do programa, totalizando mais de 60 participantes, foram certificadas em dezembro após 25 encontros virtuais semanais. Para mais informações e cadastro no programa FMT (Formação para o Mundo de Trabalho) Espro, adolescentes e jovens podem acessar o seguinte link: https://bit.ly/2NlZ4bs .

Material gratuito


O apoio do Instituto Cyrela possibilitou aos jovens realizar o curso por meio de um tablet, com plano de internet disponibilizado no período das atividades. Todos receberam gratuitamente material didático e kit escolar padrão. Além da participação do instrutor, o curso contou com apoio de assistente social e acompanhamento psicológico.

“A educação é o principal pilar de atuação do Instituto Cyrela. Por isso, para apoiar esses jovens, proporcionamos ferramentas para que eles possam estudar e se preparar para conquistar um futuro melhor”, afirma Aron Zylberman, diretor executivo do Instituto Cyrela.

Toda essa rede de apoio foi um dos grandes diferenciais do curso, afirma Geovana Damião Francklin Maia, 18 anos, moradora de Interlagos (zona sul de São Paulo). A jovem diz que sua única experiência de trabalho foi na loja de roupas da mãe, que acabou fechando no início da pandemia, no ano passado.

“Só tenho a agradecer pelo projeto ter transformado a minha vida e a de muitos outros jovens. Foi essencial ter participado não só porque aprendi a lidar com o público caso eu volte a trabalhar com vendas, mas também porque conheci novas oportunidades, como falar e agir em determinadas situações, como evoluir em uma empresa e dicas para minha melhora profissional e pessoal”, afirma a participante.

http://hubimobiliario.com/

Bunge firma parceria com o hub de inovação AgTech Garage

A Bunge, uma das maiores empresas de alimentos e agronegócio do mundo, fechou parceria com o AgTech Garage, hub de inovação, especializado no agronegócio, localizado em Piracicaba (SP), na região conhecida como AgTech Valley, o “Vale do Silício” do agronegócio brasileiro.

Pelo acordo, a Bunge passa a ser a única trading de grãos a integrar o grupo de Innovation Partners do Hub, formado por empresas líderes em diversos segmentos do agronegócio. A parceria também prevê a instalação de um posto avançado de inovação da companhia dentro do Hub, fortalecendo a interação e a troca de experiências nesse estratégico polo tecnológico para o agronegócio.

“Somos entusiastas da inovação e estamos vivenciando a transformação digital dos nossos negócios, liderando mudanças significativas nos processos que fazem com que os produtos saiam do campo e cheguem aos locais onde são processados e onde são consumidos, de maneira mais rápida, segura e eficiente. Nossos principais projetos em curso, que visam nos colocar à frente dessa transformação do setor, são feitos de forma colaborativa e a parceria com o AgTech Garage fortalecerá ainda mais esta nossa estratégia”, destaca Martin Hansen, vice-presidente de Finanças da Bunge.

Ao todo, o AgTech Garage reúne cerca de 40 grandes empresas e mais de 600 startups em sua comunidade, fomentando iniciativas de inovação aberta por meio de diversos programas. “É uma satisfação ser o hub de escolha da Bunge para colaborar na sua jornada de transformação digital com práticas de inovação aberta. Além de sua liderança no agronegócio que reforça nossa rede de parceiros, a maturidade com a qual ela inicia essa parceria, com framework bem definido e pessoas engajadas, nos deixa entusiasmados e confiantes dos bons resultados que serão alcançados”, afirma José Tomé, CEO do AgTech Garage.

Com o objetivo de introduzir novas dinâmicas para o futuro da agroindústria e da indústria de alimentos, a Bunge vem investindo em uma série de soluções tecnológicas em seu core business. Em 2020, a empresa firmou uma parceria comercial inédita com a Orbia, o maior marketplace do agronegócio no Brasil, por meio da qual tornou o processo de originação de grãos 100% digital e mais fácil ao produtor – que pode realizar cotações, vender sua safra e assinar o contrato de forma autônoma e online, além de realizar operações de Barter, na qual pode comprar insumos com pagamento futuro em grãos. Recentemente, a Bunge lançou o AgroApp, um novo canal de comunicação com produtores, que reúne informações e serviços relevantes para apoiar a produção sustentável.

Além disso, em um ano desde seu lançamento, o Vector, aplicativo de logística da Bunge que reduz a necessidade de interação direta na negociação, possibilitou a digitalização de todo o processo de contratação de frete rodoviário da empresa. Adicionalmente, em conjunto com outras tradings, a companhia é fundadora da Covantis, iniciativa dedicada a implementar o blockchain no comércio global de commodities, cujo intuito é melhorar a velocidade e segurança tecnológica nas operações de exportação

TOTVS compra RD Station por R$ 2 bilhões na maior transação privada do mercado de software no Brasil

Com a aquisição, a TOTVS dá um passo importante na consolidação da dimensão de Business Performance, que é fundamental na estratégia de construção de um ecossistema de tecnologias B2B, composto ainda pelas dimensões de Gestão e Techfin. A construção desse ecossistema, além de ampliar o mercado endereçável, permite fidelização dos clientes e o avanço em sua cadeia de valor.

“Essa aquisição é a maior transação de M&A privada de software do país e expande de forma única as capacidades da TOTVS no segmento de Business Performance”, afirma Dennis Herszkowicz, CEO da TOTVS. ”A união de duas empresas pioneiras no mercado de tecnologia, sem dúvida alguma, é um marco sem precedentes para consolidar um ecossistema de tecnologias B2B no Brasil e no mundo.” complementa Dennis.

A RD Station é líder em software de automação de marketing. Fundada em 2011 por Eric Santos e mais quatro sócios, tem receita líquida prevista para 2021 de aproximadamente R$206 milhões, o que representa um crescimento médio composto de 46% desde 2016. Com a aquisição, o executivo permanece à frente da empresa com autonomia para executar seu plano de negócios baseado no crescimento da operação e da liderança no Brasil, visão de plataforma e expansão internacional.

“A TOTVS é a maior empresa de tecnologia do país, com governança máxima e capacidade  financeira indiscutível. Encontramos na empresa o parceiro ideal para nos acompanhar no próximo ciclo, pois ela reconheceu o impacto que geramos no ecossistema, o valor que tem o nosso produto e modelo de negócios e a força da nossa cultura corporativa”, comenta Eric. “Poderemos contribuir mutuamente com nossas expertises para alavancar os negócios e pensar em soluções que melhor atendam nossos clientes”

O mercado de marketing digital tem sido fortemente impulsionado pela acelerada adoção e  digitalização das médias e pequenas empresas na aquisição e relacionamento com novos clientes . Neste contexto, a RD Station construiu uma plataforma completa de soluções que conduz as empresas nesta jornada, gerando vendas e resultados para seus clientes. 

Esta plataforma inclui produtos como o RD Station Marketing, ferramenta de automação de marketing líder na América Latina, e o RD Station CRM, voltado para a área de vendas, que controla e organiza o processo comercial de médias e pequenas empresas. Com arquitetura moderna e modelo de contratação SaaS, a solução tem capacidade de agregar novas ofertas, bem como de escalar seu crescimento através da estratégia de PLG (Product Led Growth). O acordo prevê pagamento do montante de R$1.861 milhões, sujeito a ajustes, a ser pago no fechamento da transação , por aproximadamente 92% do capital social da companhia. 

A avaliação reflete Enterprise Value de R$2.000 milhões e inclui ajustes usuais neste tipo de transação. Em dezembro de 2020, também para fortalecer o seu portfólio de business performance, a TOTVS anunciou a aquisição da TAIL Target, empresa especialista em inteligência de dados omnicanal, com soluções voltadas à transformação digital das áreas de marketing e vendas, a partir do uso de Data Science e Machine Learning .

Invisto vai destinar parte de seu fundo em parceria com a ACATE para scale-ups chefiadas por mulheres

A Invisto, maior círculo de venture capital da região sul do Brasil, em parceria com a ACATE  (Associação Catarinense de Tecnologia), acabam de anunciar que vão destinar parte do seu fundo de R$100 milhões para investimentos em scale-ups chefiadas por mulheres. 

Atualmente, 32% da riqueza do mundo é controlada por mulheres e a expectativa é que, até 2023, esse número suba para 38%. “Acreditamos que ações como esta são estímulos para as mulheres seguirem no mercado tecnológico, terem coragem de tirar uma grande ideia do papel e iniciar sua startup. São essas iniciativas que fortalecem o empreendedorismo feminino”, garante Marina Leite, Head de Relações com Investidores e Desenvolvimento de Negócios, da Invisto.

Mesmo com a pandemia que tomou conta do mundo, as empresas de tecnologia foram as que mostraram maior crescimento em 2020. Apenas na Invisto, as empresas que compõem o portfólio cresceram 25% no primeiro semestre do último ano. Números do último estudo realizado pela  ACATE, apontam que Santa Catarina foi o estado que mais cresceu em número de empresas de tecnologia, aumentando em 10% no ano de 2020, se comparadas com o ano anterior, fortalecendo ainda mais o ecossistema catarinense. 

Dia do Consumidor: maioria pretende comprar itens de necessidade

Para Felipe Dellacqua, especialista em e-commerce e sócio da VTEX, a tendência é que os consumidores comprem ainda mais online, principalmente com as medidas de fechamento de comércios em diversas cidades brasileiras

O Dia do Consumidor é comemorado todo ano no dia 15 de março e promete muitas ofertas e descontos aos consumidores. A data, que é conhecida como a Black Friday do primeiro semestre, promete movimentar o mês de março, já que as lojas começam a fazer promoções dias antes e depois da data.

Em 2020, o Dia do Consumidor bateu R$ 3,62 bilhões em vendas e 47% dos que compraram pela internet eram consumidores novos, segundo um levantamento realizado pela All In & Social Miner, em parceria com a Opinion Box.

Neste ano, de acordo com o estudo, 61% das pessoas pretendem comprar itens de necessidade com melhor preço e 53% querem comprar itens de desejo também com melhor preço. Ainda 23% devem substituir itens antigos por uma versão mais moderna enquanto 11% querem comprar para presentear alguém de imediato ou em datas.

Além disso, 41% dos consumidores afirmaram que irão procurar ofertas em sites de buscas. Outros 41% comprarão via aplicativos de lojas.

“Com a pandemia e diversos governantes anunciando o fechamento de comércios e abertura somente de serviços essenciais, a tendência é que os consumidores comprem ainda mais pela internet, seja por meio de aplicativos dos grandes players, marketplaces e até mesmo pela venda direta no Whatsapp. Quem se preparou com a alta demanda da primeira onda de pandemia no Brasil no mês de março do ano passado, dessa vez está mais preparado para atender ao grande número de pedidos”, explica Felipe Dellacqua, especialista em e-commerce e sócio da VTEX, multinacional que provê plataformas de e-commerce para um quarto das lojas do país.

Segundo o especialista, os consumidores, que ficarão mais tempo em casa devido ao novo coronavírus, serão ainda motivados a comprar pelo fator da ansiedade.

“É inegável que a população passando ainda mais tempo dentro de casa aumente o acesso a internet e, principalmente, a sites de comércio eletrônico. Hoje a compra ocorre por dois motivos, uma por necessidade e outra por impulso”, afirma Felipe.

Ainda de acordo com ele, com a evolução da logística entregando cada vez mais rápido e mais barato, as vendas online poderão continuar em alta mesmo com a diminuição dos casos do novo coronavírus e a vacinação ampliada.

“Comprar online é um hábito, se a experiência desse hábito for cada vez mais positiva, certamente teremos um engajamento maior e uma preferência por esse canal mesmo após a crise do coronavírus”, completa Felipe.

Até o final de 2023, 40% das empresas ampliarão suas operações remotas, prevê relatório da Globant

O ano de 2020 serviu para acelerar o processo de digitalização das empresas. Diversos avanços vêm sendo implementados devido às mudanças de comportamento dos consumidores durante a pandemia. Nesse cenário em que a chamada hiperacessilbilidade se torna mais comum, surgem diversos produtos e serviços inovadores.

A previsão de relatório da Globant é que 40% das marcas tenham estabelecido operações que permitam que seus clientes consigam ter acesso às suas ofertas em diversos meios diferentes. E aí que surgem modelos de negócios multimodais para suprir essa demanda crescente. Experiências holísticas, como chatbots, por exemplo, serão diferenciais das empresas.

Hacker de negócios da Globant, Nelly Ortiz confirma que as tendências que surgem com a constante migração ao campo digital. “Esse movimento trará diferentes comportamentos de compra, demandas de tecnologia e provavelmente até diferentes tipos de negócios e inovação para lugares inesperados”, explica.

Pesquisa da IDC mostrou que 65% do PIB global será digitalizado em 2022. Os gastos com TI devem chegar a US﹩ 6,8 trilhões de 2020 a 2023. Isso comprova o ritmo acelerado de digitalização das empresas. Já outra pesquisa do Gartner enfatizou que muitas companhias têm focado em automação de TI .

Chatbots e IA: mais economia e engajamento

Previsões da Globant apontam que os consumidores estão ficando cada vez mais exigentes. E uma das formas mais usadas para garantir que essas expectativas sejam atendidas é a implantação de machine learning, que inclui, por exemplo, experiências de realidade aumentada (RA) e inteligência artificial (IA).

O leque de opções para as empresas é extenso e conta ainda com as interfaces conversacionais (IC), mais conhecidas como chatbots, usadas para oferecer experiências holísticas. Seu uso em bancos pode gerar uma economia de até US﹩ 7,3 bilhões em custos até 2023, como aponta pesquisa da Juniper .

A evolução que esses chatbots tiveram ao longo dos últimos anos impressiona. Já é possível antecipar diversos tipos de situações, com uma fala mais natural, semelhante a uma pessoa de verdade, em alguns casos.

Empresas, então, têm cada vez mais feito uso desse tipo de interface na criação de plataformas de pagamentos contínuos e para reduzir custos. A Forrester prevê que mais de um terço dos compradores de tecnologia B2B utilizarão chatbots como um dos seus principais canais de engajamento .

Renovação nas empresas é de dentro para fora

Dentre as mudanças proporcionadas por essa digitalização, tem o surgimento de uma nova cultura de trabalho. Com a previsão de aumento de 300% no aumento do home office ao longo prazo, o surgimento de novos cargos, como o de chefe de trabalho remoto são parte desse processo.

Na parte interna empresarial, ainda há outros pontos essenciais, como o surgimento de tecnologias que deem conta dessa nova realidade corporativa. As empresas têm se empenhado em encontrar soluções para que seus colaboradores consigam se sentir parte do mesmo time mesmo estando fisicamente distantes.

Pesquisas apontam que 71% dos funcionários não leem e-mails corporativos e não conseguem obter o devido envolvimento. Por isso, o surgimento de novas plataformas culturais, como o StarMeUp OS, pode contribuir para quebrar essa barreira.

Head global de design e transformação digital, Emiliano Horcada reforça que, para que uma empresa dure mais tempo, ela precisa se concentrar em se projetar de dentro para fora. “(É essencial) colocar um esforço consciente na elaboração de sua cultura e comportamentos que tornem um negócio saudável, produtivo e moderno”, ressalta.

Diversas melhorias e mudanças que já estavam previstas para acontecerem nos próximos anos acabaram sendo aceleradas pela pandemia. Dessa forma, o cenário para 2021 é de contínua e rápida digitalização, tanto interna como externamente. E o foco é na implementação de inovações em TI e machine learning, como IA, RA e chatbots, que devem ser cada vez mais implementadas pelas empresas.

The Bakery e Santander lançam programa para atrair empreendedores

O Santander lança neste mês uma iniciativa que reúne dois programas anteriores do banco: o Radar Empreenda. A nova iniciativa cria um polo de atração de empreendedores em diferentes estágios, gerando novos negócios frente a desafios estratégicos. O investimento do Santander e Santander Universidades é de R$ 1,3 milhões.

A iniciativa começa com as atividades tendo como base um ecossistema já utilizado pelos participantes que passaram pelos programas Empreenda Santander, do Santander Universidades, e Radar Santander, do Lab 033. O Empreenda Santander fomentou por 15 anos o desenvolvimento de futuros empreendores, com 98 mil inscritos e R$ 11 milhões em premiações no período. O Radar Santander aproximou o Banco do ecossistema de startups com geração de oportunidades.

O novo programa foi todo pensado para rodar em ambiente virtual, e contará com o apoio de um espaço físico – o Farol Santander, prédio icônico da cidade de São Paulo.

“Estamos em um momento na indústria financeira em que olhar para fora não é mais escolha, é o padrão. Nós, do Santander, encaramos o ecossistema de startups como oportunidade, buscando soluções concretas que entreguem valor às partes e, claro, à nossa sociedade”, afirma Tomás Mariotto, superintendente do Lab 033. 

O Radar Empreenda Santander foi idealizado para aqueles que querem empreender, mas não sabem como. E para aqueles que já têm uma solução inovadora que atende, no todo ou em parte, as dores do ecossistema Santander.

O empreendedorismo e a busca pela inovação têm crescido cada vez mais, elevando o número de startups. Esse universo traz muitas novidades, o que enche os olhos dos universitários e pessoas com perfil criativo. Até porque oferece a possibilidade de trabalhar com o que se gosta. O Radar Empreenda alia este interesse com a proposta de soluções transformadoras em um lugar disruptivo, tecnológico e inovador”, diz Nicolás Vergara, superintendente executivo do Santander Universidades.

O programa terá duas categorias: a primeira contemplará os universitários e empreendedores iniciais, que têm perfil empreendedor e estão engajados em formar equipes para criação de novas startups, alinhadas a desafios do Santander, recebendo uma bolsas de estudo de R$ 2 mil por 6 meses; a segunda é direcionada para startups e scale-ups que têm interesse em co-criar soluções com o Banco. Ambas iniciativa serão conduzida em parceria com a The Bakery, empresa global de inovação corporativa que apoiará as etapas do programa com uma metodologia diferenciada e com foco em negócios.

“Grandes empresas são celeiros de oportunidades para quem empreende ou deseja empreender. Ao mesmo tempo, elas precisam dessa inovação para se reinventarem. O Santander tem um importante papel no fortalecimento do ecossistema de inovação e, juntos, nossa missão é fazer com que essas conexões aconteçam, dando a chance de empreendedores lançarem ou escalarem seus negócios com o apoio do maior banco internacional do nosso país”, destaca Marcone Siqueira, sócio e cofundador da The Bakery no Brasil.

Estudo ABF das 50 Maiores Franquias do Brasil 2021 reafirma maturidade das redes

A ABF – Associação Brasileira de Franchising traçou o Perfil das 50 Maiores Redes de Franquias no Brasil por número de unidades em operação (confira a lista completa abaixo). A edição 2021 do estudo, realizado pelo quinto ano consecutivo, reafirma a crescente maturidade das redes, ainda mais evidenciada num ano marcado pela pandemia da Covid-19. Uma novidade neste ano é que a lista das 50 Maiores envolve apenas redes com investimento acima de R﹩ 90 mil. As microfranquias (negócios com limite de investimento de até R﹩ 90 mil) têm a partir de 2021 lista própria.

O levantamento indica que o volume de unidades das 50 Maiores Marcas aumentou 5% em 2020 frente a 9% no ano anterior. Levando-se em consideração que a Covid-19 tomou praticamente todo o ano passado, esse aumento revela a resiliência, capacidade de reação e adaptação do sistema de franquias a cenários adversos. Entre as top 50, neste ano são 16 as redes com mais de mil unidades, uma a menos que em 2020. Reflexo da pandemia, já a quantidade mínima de operações para figurar na lista das maiores diminuiu em 2%, passando de 321 em 2019 para 315 em 2020.

Para André Friedheim, presidente da ABF, “a força, a maturidade e a resiliência do franchising nacional estão refletidas nessa lista das 50 Maiores Redes de Franquias do Brasil. Nesse período de dificuldades sem precedentes em mais de um século para pessoas e empresas no enfrentamento da pandemia de Covid-19, essas redes demonstraram a importância do trabalho em rede, da força da marca, dos princípios e valores que norteiam o setor de franquias. A todas meus parabéns, reconhecimento e desejo de que sigam crescendo e contribuindo para o desenvolvimento sustentável do setor de franquias brasileiro”, afirma.

A rede O Boticário (Saúde, Beleza e Bem-Estar), a exemplo dos últimos anos, se mantém em 1º lugar na lista, com 3.620 unidades no Brasil. O McDonald’s (Alimentação), na segundo posição, repete a vice-liderança do ano passado, com 2.567 operações de franquia. Já a Cacau Show (Alimentação) subiu uma posição, alcançando o 3º lugar na lista, com 2.371 unidades.

Neste ano, passaram a integrar as Top 10 três novas redes: Óticas Carol (Saúde, Beleza e Bem-Estar), que subiu da 11ª para a 8ª posição, com 1.394 unidades; Seguralta – Bolsa de Seguros (Serviços e Outros Negócios), do 12º para o 9º lugar, com 1.325, e Burger King (Alimentação), que avançou do 14º para o 10º lugar, passando a integrar esse seleto grupo, com 1.302 franquias, e apresentando a maior variação, com 8% mais unidades entre 2019 e 2020. Alimentação que, aliás, é o segmento mais representativo individualmente do franchising brasileiro e é, ainda, um item essencial, também predomina na lista das dez maiores, com cinco marcas (50% de participação). Saúde, Beleza e Bem-Estar tem duas representantes, Serviços Automotivos, Hotelaria e Turismo, e Serviços e Outros Negócios completam o grupo com uma rede cada.

A pesquisa é realizada exclusivamente com marcas associadas, a partir do banco de dados da entidade com informações registradas pelas próprias redes. As informações são auditadas eletronicamente pelo sistema quanto à sua veracidade e autenticidade por meio de regras e salvaguardas específicas no processo de inserção dos dados no próprio sistema.

Destaques entre as Top 20 e estreantes nas Top 50

Entre as 20 maiores, a rede OdontoCompany (Saúde, Beleza e Bem-Estar) se destacou, com 57% de crescimento em número de unidades, 997, o que a levou a subir da 25ª para a 17ª posição, integrando esse segundo bloco de marcas. A rede foi beneficiada pelo fato de o mercado de saúde, especialmente as clínicas odontológicas, ter imensa demanda reprimida durante os primeiros meses de pandemia e assim ter crescido muito no decorrer do ano.

A Help! Loja de Crédito (Serviços e Outros Negócios), com 855 operações, alcançou a segunda maior variação neste grupo, com 22% de crescimento, passou do 24º para o 19º lugar e a figurar entre as Top 20. O mesmo aconteceu com a Chilli Beans (Moda), que subiu uma posição e com 847 franquias completa esse grupo.

Quatros marcas estrearam entre as Top 50 neste ano. A rede Mercadão dos Óculos (Saúde, Beleza e Bem-Estar) saltou do 70º para o 42º lugar, com 396 unidades. A Clube Melissa (Moda), com 332 operações, subiu da 51ª para a 48º posição. A CASA DO CONSTRUTOR (Casa e Construção), com 318 franquias, avançou da 62º para o 49ª lugar. Segundo dados da ABF, o segmento – beneficiado pela maior permanência das pessoas em casa e difusão do home office – foi o que mais cresceu durante a pandemia, com uma variação positiva de 25,6% no 4º tri do ano passado frente a igual período de 2019, e de 12,8% em 2020. Já a Sodiê Doces (Alimentação), com 315 unidades, alçou duas colocações e encerra o seleto grupo das 50 Maiores Redes de Franquias do Brasil em unidades. A data de referência para compor a lista foi 29 de janeiro de 2021.

Marcas que mais cresceram

Na lista como um todo, algumas redes se evidenciaram por seu percentual de expansão. A ACQUAZERO (Serviços Automotivos) registrou crescimento de 152% em número de unidades (388) comparado a 2019, o maior entre as Top 50. A marca saltou do 111º para o 43º lugar, razão de sua entrada na lista das maiores por unidades entre as franquias brasileiras. A rede investiu fortemente em marketing, aplicativos e tecnologia, e teve intensa atuação residencial, através da higienização de sofás, que cresceu muito na pandemia.

A Remax (Casa e Construção) teve a segunda maior variação, com um crescimento de 80% em suas operações (444) no período pesquisado. Segundo a franqueadora, no dia 1 de janeiro de 2020 a rede contava com 323 lojas e muitas estavam programadas para abrir até o final do ano, o que levou a esse total em janeiro de 2021.

A Covid-19 também não impactou o crescimento do Mercadão dos Óculos (396), que por integrar as atividades de serviços essenciais foi de 67% no período.

A Nutrimais (Alimentação) projetou-se com a terceira maior variação no número de unidades (524), registrando um crescimento de 49%, beneficiada pelo bom desempenho do mercado de agronegócio mesmo durante a pandemia.

“Por meio desse estudo, mesmo em um ano difícil, o franchising mostra seu dinamismo e que se mantém em evolução, norteado pelas marcas mais maduras e consolidadas”, observa o presidente da ABF.

Segmentos, formatos, tempo como franqueadora, Selo de Excelência e gênero

A pesquisa mostrou que Alimentação continua sendo o mais representativo dos segmentos entre as 50 Maiores Franquias do Brasil por unidades, tendo ampliado sua fatia de participação de 35% para 37%, mostrando a resiliência e capacidade de reação das redes do segmento nesse período de pandemia.

Saúde, Beleza e Bem-Estar se manteve estável no segundo lugar (19%), e Serviços e Outros Negócios vem em terceiro, aumentando sua presença de 9% para 11%. Outro destaque, muito em função da mudança de hábitos provocada pela Covid-19, Casa e Construção saiu do zero e registrou 2% de participação no rol das Top 50.

As 50 Maiores Franquias do Brasil investiram mais em “Lojas” do que em “Outros formatos” no ano passado, indica o estudo. A alta no período pesquisado foi de 85% para 90% das Lojas contra uma redução de 15% para 10% nos demais formatos.

O tempo de atuação das redes no mercado de franquias é um fator preponderante entre as 50 Maiores. O levantamento de 2021 mostra que a participação das marcas com mais de 10 anos no franchising saltou de 57% para 71%. Já as redes com 9 a 10 anos oscilaram de 15% para 12%.

A importância do Selo de Excelência em Franchising (SEF) também é revelada no estudo. Entre as Top 50, 83% possuíam a principal chancela do mercado de franquias brasileiro em 2020 contra 75% no ano anterior. Dessas, 33% conquistaram mais de 10 chancelas até o ano passado, ante 32% em 2019, e aquelas que não possuíam o Selo caíram de 25% para 23%. Para André Friedheim, “a cada ano o SEF ganha uma relevância maior entre as Top 50 do setor de franquias brasileiro, revelando e refletindo a alta qualidade das redes que compõem esse seleto grupo e o próprio desenvolvimento do franchising nacional”.


Quanto ao gênero do principal executivo, o estudo aponta que as mulheres avançam gradativamente no posto de liderança entre as Top 50. A participação dos homens diminuiu de 85% para 79%, enquanto a das mulheres aumentou de 15% para 21%.

ABF lança lista das 10 Maiores Microfranquias no Brasil

Com o crescimento do número e projeção das microfranquias no mercado brasileiro, a Associação Brasileira de Franchising cria, a partir deste ano, um ranking específico das 10 Maiores Microfranquias no Brasil por unidades. A ideia foi também segregar franquias de perfil de investimento diferente, podendo assim acompanhar melhor a evolução de cada bloco. Nesta 1ª edição, representantes de três diferentes segmentos encabeçam a lista. De acordo com o levantamento, o 1º lugar dentre as Top 10 é da rede Pit Stop Skol (Alimentação), com 1.866 unidades. A rede Kumon (Serviços Educacionais) vem na segunda posição, com 1.585 operações. Já a Acqio (Serviços e Outros Negócios) é a terceira colocada, com 1.036 unidades.

Na lista das Maiores Microfranquias no franchising brasileiro, a Touti (Saúde, Beleza e Bem-Estar) apresentou a maior variação em número de unidades, com crescimento de 100%. Franquia de venda de cosméticos a partir de R﹩ 12 mil de investimento inicial, a marca fechou contrato com a Rede Assaí para abertura de unidades em seus mercados.

A rede Maria Brasileira alcançou a segunda maior variação do ranking. O segmento de Limpeza e Conservação, ao qual pertence a franquia, explorou um novo nicho na pandemia com a realização de desinfecções em estabelecimentos comerciais e residências.

“É interessante notar a variedade de tipos de negócio dentro do ranking das microfranquias. Temos venda de bebidas, educação, limpeza, meios de pagamento, lavanderia, venda de bijuterias e corretora de seguros, mostrando a versatilidade das microfranquias. Isso é muito importante pois as microfranquias podem ser uma alternativa de ocupação de renda para muitos desempregados, o que já vem ocorrendo”, comenta o presidente da ABF.

*A lista deste ano é composta por 52 marcas em virtude do empate em duas posições (41º e 44º lugares)

Durante a pandemia, apenas 3 em cada 10 brasileiros compraram um dispositivo eletrônico

Em março de 2020, com as medidas para conter a propagação do novo coronavírus, milhares de trabalhadores e estudantes precisaram trocar escritórios e escolas pelas salas de casa, e de uma hora para outra tiveram que se adaptar ao home office e ao ensino a distância. Esse movimento até alavancou a venda de dispositivos eletrônicos, mas apenas para uma parcela da população, realçando os desafios para outra boa parte de brasileiros. Esse é um dos flagrantes do IDC Consumer Behavior 2020, estudo realizado entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, com mais de 1200 representantes das gerações Z, Y, millenials e baby boomers, de ambos os sexos e de todas as regiões do país. Segundo o estudo, mesmo diante das necessidades impostas pela pandemia, apenas 3 em cada 10 brasileiros investiram em equipamentos eletrônicos (computadores desktop, notebooks, tablets e/ou all-in-one) para ajudá-los em suas tarefas. A pesquisa também alerta que pouco mais de 10% ainda não possui qualquer dispositivo.

Liderado pelo gerente de Pesquisa & Consultoria para a área de Consumer da IDC Brasil, Reinaldo Sakis, com apoio de sua equipe de analistas, o estudo também dedicou espaço aos smartphones e identificou a intenção dos respondentes em investir nessa categoria. “No geral, os consumidores planejam gastar mais no próximo celular em relação ao que gastaram em seu atual”, diz Sakis. “Mesmo que boa parte da população ainda esteja absorvendo os impactos da pandemia, essa tendência de aumento de gastos tem como base a importância que os smartphones ganharam no cotidiano brasileiro, chegando até mesmo a ser um substituto dos computadores em diversas funções”, reflete o gerente da IDC Brasil.

A guinada do e-commerce em relação aos canais e venda físicos foi outro destaque do Consumer Behavior 2020. Segundo Sakis, o estudo do comportamento do consumidor, que é feito pela IDC Brasil desde 2015, já apontava um crescimento consistente da venda de celulares nos canais digitais, porém a edição de 2020 mostrou uma aceleração forte, colocando a modalidade no segundo lugar, com quase 40% das vendas.

Os estudos da IDC Brasil com os dados consolidados das vendas de computadores, tablets, celulares e impressoras em 2020 serão divulgados em breve.

Google abre inscrições para estágio na área de tecnologia

Pela primeira vez, o programa de estágio voltado para estudantes de Ciência da Computação e áreas correlatas vai ocorrer de forma 100% virtual

O Google abriu hoje as inscrições para seu programa de estágio voltado a estudantes universitários que desejam iniciar suas carreiras na área de tecnologia. Os interessados podem se candidatar até 26 de março pelo site de carreiras da empresa e terão a oportunidade de trabalhar diretamente no desenvolvimento de recursos para os principais produtos do Google, entre eles a Busca, uma das áreas centrais de atuação do escritório de Engenharia do Google na América Latina, localizado em Belo Horizonte.

O programa é realizado anualmente no escritório da empresa na capital mineira, mas, desta vez, será totalmente virtual, o que permite a participação de estudantes de ciência da computação e áreas correlatas de universidades de todos os lugares do Brasil. Entre as principais qualidades procuradas pela empresa estão “habilidades para resolver problemas”, “boa comunicação” e “trabalho em equipe”. O domínio do inglês é exigido.

Segundo Yale Soares, especialista em recrutamento do Google no Brasil, a seleção se tornou uma oportunidade para universitários e universitárias que não residem próximo ao escritório em Belo Horizonte . “Com o trabalho remoto, muitos estudantes podem seguir seu curso de graduação em seus Estados e participar do nosso programa de estágio. Para nós, essa é uma chance de receber talentos de todas as regiões do país que contribuam para que os produtos e serviços do Google sejam ainda mais representativos”, explica.

Lives preparatórias


Nos próximos dias 11, 18 e 25 de março, o Google vai oferecer lives preparatórias para estudantes conversarem com engenheiros e engenheiras do escritório de Belo Horizonte. Os participantes poderão tirar dúvidas do cotidiano da profissão, além de aproveitar conteúdos sobre “como organizar o currículo” e “como funciona entrevistas técnicas” e uma simulação de como responder perguntas em uma entrevistas deste tipo. A transmissão acontece pelo canal do Google e a participação não é obrigatória para os inscritos no programa.

Danone é a 1ª grande indústria alimentícia a se tornar Empresa B no Brasil

A realidade atual exige um novo tipo de empresa e a Danone acredita que uma grande indústria, que alcança milhares de consumidores, deva usar sua escala para mudar o sistema atual para modelos mais saudáveis e sustentáveis para as pessoas e para o planeta. Por isso, a Danone Brasil submeteu 100% da sua operação a uma rigorosa verificação e foi certificada como Empresa B – uma empresa que gera voluntariamente impactos positivos na sociedade e no meio ambiente por meio do seu modelo de negócio ao longo do tempo, agindo com responsabilidade e transparência, e comprometida com altos padrões de gestão e melhoria contínua.

Desde 1919, a companhia trabalha para levar saúde por meio da alimentação ao maior número de pessoas possível. E agora, lidera um movimento ainda maior: uma nova forma de fazer negócios, comprovada pela conquista da certificação como Empresa B da 1ª grande indústria de alimentos no Brasil. Ser uma Empresa B faz parte dos nove objetivos globais do Grupo Danone para até 2030, que estão conectados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. A letra “B” significa “Benefit” (benefício em português), isto é, empresas que geram benefício social e ambiental por meio do seu negócio.

“A Danone já era a maior Empresa B no mundo e com a conquista da certificação aqui no Brasil, podemos afirmar que o grupo agora possui metade do seu faturamento global proveniente de negócios com a certificação B Corp. E é com muito orgulho que falamos isso, é muito gratificante fazer parte desse Movimento Global de Empresas B”, comenta Mauricio Camara, CEO da Danone Brasil. “Vale destacar que para uma indústria de alimentos de larga escala ser reconhecida como uma Empresa B é um desafio imenso e demonstra não só a nossa essência, mas principalmente o nosso modelo de negócio de impacto. A complexidade da nossa cadeia de valor é incomparavelmente maior a de uma pequena ou nova empresa, e aí está o diferencial e o pioneirismo dessa conquista, que só foi possível devido ao comprometimento, entusiasmo e trabalho incansável de nossas equipes, fornecedores, clientes e parceiros”, finaliza.

As Empresas B promovem culturas empresariais abertas e colaborativas, pois sabem que gerar impactos maiores exige colaboração para alcançar, monitorar e medir o progresso de forma eficaz e permanente. Junto com outras companhias do movimento, a Danone não quer ser somente uma das melhores empresas do mundo, mas também uma das melhores empresas PARA o mundo, e isso é feito por meio das decisões diárias, do portfólio de produtos que contribuem para a saúde e a nutrição, e conectando sucesso nos negócios com o progresso social através de programas e iniciativas socioambientais em toda a cadeia.

“Queremos inspirar e ser inspirados por uma rede de organizações com ideias semelhantes em direção a um modelo de prosperidade compartilhada e duradoura. Queremos incentivar que outras empresas privadas ingressem na construção de uma economia mais igualitária, sustentável e regenerativa para as pessoas e para o planeta. É fundamental que todos os elos da cadeia produtiva sigam essa premissa e pratiquem uma nova economia”, explica Cibele Costa Zanotta, diretora de Assuntos Corporativos da Danone que liderou esse processo no Brasil. “Ser uma Empresa B é uma maneira poderosa de atestar ​credibilidade, confiança e valor​, pois atrai a atenção daqueles que querem​trabalhar, comprar e investir em empresas nas quais acreditam”, completa.

A certificação como Empresa B é rigorosa, dada por uma organização internacional independente, sem fins lucrativos – o B Lab, representado no Brasil pelo Sistema B -, que consegue verificar de forma tangível e mensurável o que a Danone chama de Projeto Duplo, a busca do sucesso econômico de uma forma sustentável, unida ao progresso social. Ele avalia cinco pilares nas organizações: Governança, Trabalhadores, Meio Ambiente, Relação com a Comunidade e Modelo de Negócio de Impacto, ou seja, avalia as empresas de forma 360º.

Francine Lemos, Diretora Executiva do Sistema B, afirma que é muito importante ter marcas como a Danone sendo certificada como uma Empresa B. “Para construir uma nova economia mais inclusiva e sustentável, na velocidade e urgência que precisamos, é necessário influenciar mudanças nas regras do jogo. As Empresas B mostram que o conceito de sucesso na economia pode ser alterado e medido não apenas pelo fator financeiro, mas também pelos impactos sociais e ambientais. Ter grandes empresas repensando essa lógica de mercado por meio de uma nova maneira de fazer negócios é um grande exemplo de que o movimento é possível e pode gerar ganhos enormes para a nossa sociedade”, explica.

Essa certificação é mais um passo da Danone alinhada a visão da companhia One Planet. One Health, e a crença de que cada pessoa pode construir o mundo no qual quer viver por meio de suas escolhas diárias. Por isso, a companhia convida todos a se juntarem a este movimento. Saiba mais em: http://corporate.danone.com.br/empresa-b-certificada