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Startup oferece soluções para reduzir incidentes e perdas na logística

Processos bem gerenciados são cruciais na indústria, mas atrasos, roubos e acidentes, ainda são problemas comuns no setor logístico. As consequências marcam presença nos custos adicionais inesperados e impactos na produtividade de empresas, que vão de e-commerce a setores tradicionais como construção e farmacêuticas. Para prevenir esses problemas, a Trackage, startup brasileira como foco 100% voltado para soluções logísticas, aposta em tecnologia para aumentar a segurança de cargas e colaboradores.

Um dos setores mais atingidos na área de logística é o transporte rodoviário, com custo estimado em 6% do Produto Interno Bruto (PIB) e que compreende 60% dos meios de transporte no Brasil. As cargas estão quase sempre em movimento e longe dos centros de distribuição, com pouca ou nenhuma visibilidade para os gestores. Com a solução desenvolvida pela Trackage é possível monitorar cargas à distância, verificar a temperatura de produtos perecíveis e avisar em tempo real sobre impactos ou violação de produtos.

Uma outra aplicação do monitoramento é no planejamento de pessoal em diferentes áreas da empresa. A Techint, multinacional de engenharia e construção civil, usa o crachá inteligente também desenvolvido pela Trackage para localizar em tempo real os colaboradores em uma grande obra. Isso permite prever e gerir todo o fluxo de pessoas, distribuir melhor a força de trabalho e apoiar o planejamento de evacuação em eventuais acidentes.

Segundo Victor Hugo Moreira, fundador e CEO da Trackage, uma aplicação comum é evitar acidentes no chão de fábrica. “Infelizmente, não é raro ocorrer acidentes entre pessoas e máquinas. Nós criamos uma tecnologia que desliga motores automaticamente quando um colaborador não autorizado está próximo demais. Isso evita acidentes fatais em situações reais, como empilhadeiras dando ré em direção a operadores pedestres”.

Apesar de representarem novos investimentos, as inovações trazidas pela indústria 4.0 têm se mostrado chave para a produtividade. Startups como a Trackage criam soluções com custo reduzido pela evolução tecnológica das décadas passadas, e têm aceitação cada vez maior em grandes empresas para atingir mais produtividade e qualidade de serviço.

Vivo e Wayra lançam desafio de acessibilidade para startups

Como uma empresa inclusiva, que possui a diversidade em seu DNA, a Vivo, por meio da Wayra, seu hub de inovação aberta, anuncia desafio para startups que possam acelerar a inclusão de pessoas com deficiência visual na companhia. O objetivo é encontrar startups para avaliar e desenvolver/adaptar uma solução que viabilize a utilização de ferramentas de leituras nas plataformas de comunicação interna utilizadas na Vivo e assim deixá-las mais acessíveis aos atuais colaboradores com deficiência e atrair novos talentos. As inscrições ficam abertas a partir de amanhã, 23 de fevereiro, e vão até 12 de março.

A ação é parte da estratégia da área de Pessoas que possui o Programa Vivo Diversidade para assegurar uma cultura mais inclusiva e um ambiente mais diverso e representativo, por meio dos pilares de Gênero, LGBTI+, Raça e Pessoas com Deficiência. Além de colocar em prática ações afirmativas, a Vivo acredita que o tema diversidade deve ser abordado com frequência e profundidade, em diferentes fóruns. Pensando nisso, lançou a jornada que inclui 12 temas que são discutidos uma vez por mês com toda a empresa, acompanhado do lançamento de uma ação, nova política ou benefício. O de fevereiro é Deficiência Visual e tem a parceria da área de inovação aberta da Vivo.

“O desafio para startups é mais uma das nossas iniciativas para estimular uma cultura com mais pluralidade, representatividade e inovação na companhia. Sabemos que perspectivas diversas enriquecem e ampliam nossa visão de mundo, por isso temos a diversidade em nosso DNA e entendemos a importância de ações afirmativas para sermos cada vez mais inclusivos”, destaca Niva Ribeiro, VP de Pessoas da Vivo.

O desafio é aberto a startups de todos os portes e de todas as localidades do Brasil. Para participar, basta acessar o portal da Wayra www.br-pt.wayra.com/desafios e fazer a inscrição até 12 de março. As startups selecionadas para a fase final terão a chance de fazer pitch para os executivos da Vivo visando gerar negócios com a empresa.

“A Wayra tem como propósito conectar a Vivo com startups a fim de gerar negócios. Os desafios fazem parte dessa estratégia de comunicar ao ecossistema empreendedor necessidades da corporação. Assim, abrimos oportunidades para que as startups nos apoiem e geramos impacto com aumento da diversidade e da inclusão dos colaboradores, bem como melhoria do ambiente de trabalho, tornando-o cada vez mais acessível a todos”, reforça Livia Brando, country manager da Wayra Brasil.

Diversidade e inclusão

Além disso, a Vivo também está com outras iniciativas voltadas para a deficiência visual. A operadora acaba de fechar uma parceria com a Fundação Dorina Nowill para capacitação do público da instituição. Além do treinamento, a companhia pretende absorver em seu quadro de colaboradores os profissionais que mais se destacarem durante a ação.

A companhia preparou ainda uma série de iniciativas internas para trazer conhecimento sobre o tema e destacar os principais desafios para a inclusão de pessoas com deficiência, como lives, vídeos com colaboradores cegos, cartilha digital e dicas que serão divulgadas nos canais internos da operadora. A ideia é indicar atitudes inclusivas que podem ser tomadas no dia a dia, tanto no ambiente corporativo quanto nas relações pessoais.

IRPF 2021 – Entregar antes ou deixar para a última hora?

Esse ano ainda não se tem muita informação sobre o prazo de entrega da declaração de Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF 2021 e nem mesmo se ocorrerão grandes mudanças, lembrando que o prazo normalmente se inicia em 1º de março, mas no ano passado, em função da pandemia esse foi adiado.

Contudo, uma coisa já pode afirmar, serão muitos os brasileiros de deixar para a última hora a entrega desse documento, e o Governo Federal sempre afirma que é interessante entregar nos primeiros dias. Contudo, será que sempre será benéfico ser um dos primeiros a entregar esse documento?

Segundo o diretor tributário da Confirp Consultoria Contábil Richard Domingos, a recomendação é preparar a declaração com bastante antecedência, já a entrega dependerá de cada caso. A partir da declaração pronta chega um momento de análise da melhor data de entrega.

“Os contribuintes confundem elaborar a declaração de IRPF 2021 com a entrega do documento. É importante que se saiba que pode estar com o documento totalmente preparado e mesmo assim planejar a melhor data de entrega, que dependerá de variáveis como: situação financeira do contribuinte, se vai ter restituição ou se terá que pagar impostos ao governo, dentro outras questões”.

Contudo, Richard Domingos reforça um alerta: “pode ser interessante planejar o prazo de entrega e não a elaboração do documento. O ideal é já ter a declaração preparada o quanto antes, caso o contrário poderá enfrentar diversos problemas, como falta de documentos ou falta de tempo de análise de opções”

Outro ponto que deve ser levado em consideração é a possibilidade de congestionamento no sistema nas últimas horas de entrega. Por mais que a Receita Federal veja se aprimorando, não se deve confiar totalmente, assim, mesmo que deixe para os últimos dias, não deixe para o limite do prazo.

O diretor da Confirp detalhou quando é vantajoso entregar rapidamente a declaração de IRPF 2021 e quando é interessante deixar para a última hora:

Vantagens de entregar antes:

• Contribuintes que possuem Imposto a Restituir e estão necessitando de recursos financeiros receberão logo nos primeiros lotes;

• Se livra do compromisso e do risco de perda do prazo;

• Possuir mais tempo para ajustes da declaração e para buscar documentos perdidos ou extraviados;

• Possuir mais tempo para conferir a declaração para entrega dos documentos sem omissões ou erros.

Vantagem em entregar nos últimos dias:

• Contribuintes que possuem Imposto a Restituir e não estão necessitando de recursos financeiros, poderão restituir nos últimos lotes gerando uma correção monetária muito maior que a maioria das aplicações financeiras pagariam (Juros Selic), e detalhe, sem incidência de imposto de renda sobre o rendimento obtido;

• Quem tem que pagar novos valores de impostos terá como melhor planejar o caixa para esse pagamento, pois postergará o prazo.

4G fecha 2020 com redes em 5.275 municípios brasileiros

O Brasil fechou 2020 com as redes de 4G em 5.275 municípios, onde moram 98,8% da população do país. Segundo balanço da Conexis Brasil Digital, durante o ano passado, 421 novos municípios receberam a infraestrutura de quarta geração, o que representa um crescimento de 9% em relação a 2019. O ritmo acelerado de expansão da conectividade permitiu a conexão de mais de um novo município por dia com 4G.

No ano passado, 20 milhões de novos chips 4G foram ativados, representando um crescimento de 13% frente a 2019 e totalizando 173,7 milhões de acessos. Junto com o 3G, a banda larga móvel já está em todos os municípios brasileiros e fechou 2020 com um total de 207 milhões de acessos, crescimento de 5,3 % no ano. O 3G, por sua vez está em está em 5.534 municípios, onde moram 99,9% da população nacional.

“Em 2020 ficou patente a importância da conectividade para a população e a economia brasileira. Neste ano de 2021, a conectividade deve estar entre as prioridades das políticas públicas para permitir alcançar as regiões mais remotas e a população mais vulnerável”, afirmou Marcos Ferrari, presidente executivo da Conexis, a nova marca do SindiTelebrasil.

Considerados os acessos fixos e móveis, o Brasil fechou 2020 com um total de 243 milhões de acessos no País, com crescimento de 6% em relação a 2019. Destes, 36 milhões são em banda larga fixa, aumento de 9,4% em relação ao ano anterior com a adição de 3 milhões de novos acessos.

Segundo balanço de 2020, considerando todos os serviços de telecomunicações (telefonia célula e fixa, banda larga e TV por assinatura), o Brasil totalizou 315 milhões de acessos, o que representou um crescimento de 2,1% de crescimento frente a 2019.

Para 83% dos licenciados Oracle, custos com suporte do fabricante é excessivo

A Rimini Street, Inc. (Nasdaq: RMNI), provedora global de produtos e serviços de software empresarial, líder na oferta de suporte independente para softwares Oracle e SAP e parceira Salesforce, divulga os resultados da pesquisa com os licenciados do banco de dados Oracle. O levantamento teve como objetivo compreender os principais desafios, prioridades e estratégias em relação à utilização deste banco de dados. 

Custo é o principal desafio do banco de dados Oracle

Entre os três principais desafios, 97% dos entrevistados responderam que o custo está em primeiro lugar. A conformidade das licenças ficou em segundo lugar, com 51%, e as “atualizações mandatórias para manter o suporte” foi o terceiro mais citado, com 50%. Os demais desafios são “segurança, custo e a demanda de esforços para aplicar patches de segurança” (42%), “manter o desempenho/disponibilidade” (34%) e “nível de suporte abaixo das expectativas” (21%). Em relação ao custo do suporte do fabricante, quase 83% dos respondentes afirmaram que os valores de suporte e manutenção do Oracle Database são excessivos. 73% dos entrevistados têm um sentimento de não obter suficiente ou nenhuma melhora expressiva no banco de dados para justificar tal custo.

Licenciados Oracle buscam opções para gerenciar custos e estender o tempo de uso do produto

Com o alto custo do suporte do fabricante em um contexto de orçamentos e recursos de TI limitados, as empresas estão buscando melhores alternativas para o gerenciamento da estratégia do seu banco de dados, como evitar upgrades desnecessários, mudar para o suporte independente e adotar opções de código aberto. Um exemplo disso é a Rent-A-Center, licenciada Oracle, que encontrou essas soluções por meio do suporte da Rimini Street.

“Temos muitas licenças Oracle e manter os ciclos dessas atualizações dispendiosas é oneroso. Além disso, quando passamos a entender todos os custos embutidos no contrato de manutenção, percebemos que as melhorias oferecidas não traziam um ROI significativo para o negócio e que as atualizações mandatórias para manter o suporte não justificavam os altos valores cobrados”, diz Juan Rajani, diretor de serviços de aplicativos de TI da Rent-A-Center. “Mudamos para o suporte independente da Rimini Street para maximizar o sistema de banco de dados de missão crítica, do qual a empresa depende fortemente, e agora temos uma qualidade de suporte superior e ultrarresponsiva – é incomparável.”

Os participantes da pesquisa disseram que estão considerando ou mudando para bancos de dados de código aberto (35%) ou bancos de dados em nuvem que não são da Oracle (34%), quando possível, devido aos custos mais atrativos e ao desenvolvimento mais ágil, como parte da estratégia de banco de dados. Já entre os respondentes que consideram adotar os bancos de dados de código aberto, as opções mais citadas foram PostgreSQL, MySQL e MongoDB.

A pesquisa ressalta que uma grande porcentagem dos entrevistados (41%) adotou a estratégia de reduzir, ao longo do tempo, a utilização do footprint da Oracle. O principal motivo para isso é o alto custo de implantação (quase 45%), que inclui gastos com licenciamento, suporte, manutenção, atualização e correção.

Muitos lançamentos Oracle não têm mais suporte completo após 2020

Pelo menos 73% dos respondentes rodam versões do banco de dados Oracle que não são mais totalmente suportadas pelo fabricante desde dezembro do ano passado ou que já estavam no Sustaining Support (ou desconheciam a informação). Isso leva à tendência, dentre os licenciados, de maximizar o tempo de utilização e o valor do investimento das versões de licenças em uso, por meio do suporte independente. Atualmente, o Oracle Database 11.1 e o Oracle Database 11.2 estão em Sustaining Support.

“Os resultados da pesquisa sugerem que a maioria dos licenciados Oracle estão frustrados com as altas taxas anuais de manutenção e os custosos upgrades obrigatórios. Para solucionar esse entrave, buscam melhores opções para gerenciar a estratégia e o cenário do banco de dados”, diz Frank Reneke, vice-presidente e diretor geral de Serviços Oracle da Rimini Street. “A Rimini Street ajuda os licenciados Oracle a maximizar o retorno de seu investimento em banco de dados, estendendo o tempo de utilização das versões atuais, reduzindo significativamente os custos anuais de manutenção e evitando upgrades desnecessários para manter o suporte completo.”

Acesse o relatório “Survey Report: Licensees’ Insights into the Value of Oracle Database and Support”. 

A tributação do software no STF

Por Saul Tourinho Leal, assessor jurídico da ABES

O Supremo Tribunal Federal encerrou o histórico julgamento que reputou inconstitucional a incidência do ICMS sobre os serviços de software. O tributo devido é o ISS e a história que ilustra essa decisão precisa ser contada.

O Século XIX foi o século dos impérios. O XX, o das nações. Estamos no século das cidades. O advento da Indústria 4.0, somado à grande urbanização e à consolidação de um robusto setor de serviços fizeram com que o ISS deixasse de ser uma utopia e passasse a significar emancipação financeira dos municípios. É a realização da antevisão da Constituição de 1988, no art. 156, III, segundo o qual compete aos Municípios instituir impostos sobre “serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em lei complementar”.

O setor de tecnologia é feito por uma lógica global: hardware e software. O primeiro, físico, tangível, corpóreo, que muda de titularidade, mercadoria propriamente dita. Já o software, esse constitui a formatação das ideias, a força dos dados impulsionada pela inventividade humana, a parcela fluida, intangível, incorpórea, que não muda de titularidade, mas propicia experiências que ganham novas utilidades, um serviço, de fato.

O constitucionalismo brasileiro entrega a competência tributária do hardware para os Estados, com o ICMS, e, do software, aos municípios, pelo ISS. Este, expressamente regido pela Lei Complementar n. 116/2003, que tem itens próprios (1.04 e 1.05) destinados aos programas de computadores, qualquer que seja a modalidade. Com o iminente leilão do 5G e a chegada da Internet das Coisas (IoT), tudo terá potencial de se transformar num hardware. Uma geladeira, um fogão, um carro, um relógio…, todos poderão integrar essa vasta economia digital. Não faltará base tributária ao ICMS.

Quando as águas sobem, todos os barcos se elevam. Por que constituir, em desafio à Constituição, um conceito artificial que arremessaraia esse setor tão dinâmico no terreno pantanoso da guerra fiscal do ICMS, com todas as suas disputas paroquiais profundamente hostis à inovação? Por isso, é justo compreender a decisão do STF como sendo uma das mais importantes já tomadas em matéria tributária nos últimos tempos.

A Suprema Corte, depois de quase duas décadas, concluiu o julgamento da ação direta de inconstitucionalidade n. 1945 (Rel. Min. Cármen Lúcia) e da ação direta de inconstitucionalidade n. 5659 (Rel. Min. Dias Toffoli).

Na ADI 1945, pediu-se a declaração de inconstitucionalidade da Lei nº 7.098/1998, em especial, do inciso VI do art. 2º, que faz incidir o ICMS sobre “as operações com programa de computador – software -, ainda que realizadas por transferência eletrônica de dados” e também do § 6º do art. 6º, que aponta como base de cálculo “qualquer outra parcela debitada ao destinatário, inclusive o suporte informático, independentemente de sua denominação.

Similarmente, a ADI 5659, ajuizada pela Confederação Nacional de Serviços, alegou a inconstitucionalidade do Decreto estadual n° 46.877/2015-MG, e interpretação conforme do art. 5° da Lei n° 6.763/75; do art. 1°, I e II, do Decreto nº 43.080/2002, ambos de Minas Gerais; bem como do art. 2° da LC 87/96, a fim de excluir das hipóteses de incidência do ICMS as operações com software .

Segundo a maioria de 7 votos a 4, o tributo devido é o ISS. Há, contudo, proposta de adoção da modulação de efeitos da decisão, para “(…) dotá-la de eficácia a partir da data da publicação da ata de julgamento”.

O fracasso ou sucesso das nações se define pela capacidade que têm de construir um ambiente que anime nas pessoas a certeza do Direito, Direito esse que não precisa ser imutável, mas há de ser, no mínimo, previsível. É para isso que ele existe.

Na contemporaneidade, a Constituição de 1988 exorta o compromisso indeclinável com a segurança jurídica em matéria tributária, a ponto de a Seção II, do Capítulo I (Do Sistema Tributário Nacional) do Título VI (Da Tributação e do Orçamento) se dedicar exclusivamente às “Limitações do Poder de Tributar”. Limitar esse poder é a forma que do Constituinte de dizer: o poder de tributar não significa nem envolve o poder de destruir, como anotou, nos EUA, o Justice Oliver Wendell Holmes, Jr, sempre citado pelo ministro Celso de Mello.

O inciso I do art. 150, por exemplo, veda à União, aos Estados, ao DF e aos Municípios “exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça”. E não é só.

As alíneas “a”, “b” e “c” do inciso III do art. 150 replicam tais vedações “a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado”; “no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou”; e “antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alínea b”.

São comandos reputados, pelo STF, cláusulas pétreas implícitas, e cuja finalidade é afastar quaisquer incursões estatais sobre o patrimônio dos contribuintes quando guiadas pelo norte da surpresa. A sabedoria da previsibilidade é insumo vital no Direito Tributário.

O que os dados podem nos revelar sobre tendências no futuro?

Por Oscar Pettezzoni, diretor da Visa Consulting & Analytics

Começo este artigo com uma reflexão simples sobre o poder dos dados. Imagine que você esteja planejando uma viagem para a praia com a sua família no fim de semana. É bem possível que sua primeira providência seja entrar em um site especializado na previsão do tempo para ver se há chances de chover ou de o tempo estar nublado. Depois, consultar um app para saber se o trânsito está bom no dia da viagem. Não há dúvidas de que tudo isso influenciará a sua decisão de pegar ou não a estrada.

Hoje em dia, temos à disposição uma infinidade de informações que nos ajudam a decifrar cenários e dar mais clareza sobre o que pode vir adiante. Claro que não temos, com isso, o dom de prever o futuro, mas os dados misturados à capacidade humana de interpretá-los compõem um bem valioso na hora de entender mudanças de comportamento, avaliar riscos e visualizar tendências.

Quando transferimos essa lógica para as relações comerciais, o grande desafio – tanto do lado de quem compra quanto de quem vende – é tratá-los de forma ágil, personalizada e segura. Em interações digitais e físicas, trocamos informações o tempo todo em atendimentos, preenchendo formulários, no processo de compra. O resultado é a multiplicação dos dados e das interações em uma velocidade cada vez mais acelerada.

A questão é que essas amostras que temos em mãos envelhecem muito rápido também. Ou seja, no fim das contas trabalhamos com dados do passado. Na área de investimento, onde atuei por muito tempo, a gente costumava dizer que rentabilidade passada não significa garantia de retorno futuro. A mesma coisa vale para os dados: com acesso mais democrático a informações em tempo real, o comportamento do consumidor também se torna mais dinâmico, volúvel e sua tomada de decisão mais imediata.

Aí vem uma pergunta crucial: como acompanhar esse movimento frenético e resolver essa equação?

Como disse, é fundamental ser ágil, preciso e garantir a segurança da interação. Sem dúvida, dados e informações são importantes como base de apoio para modelar o futuro, dando maior previsibilidade em relação aos fatos. Mas eles sozinhos não fazem mágica! E é aí que entra em ação a inteligência artificial no esforço de identificar o momento certo em que o consumidor muda de vida, de interesses, de status financeiro. Quando ele, por exemplo, tem um filho e passa a ficar mais em casa, deixa de viajar, ir a bares e restaurantes. É como se a IA fosse capaz de detectar tendências de comportamento e apontar para o futuro. E podemos fazer bom proveito disso em nossos negócios no dia a dia.

Além disso, tem um fator indispensável: o ser humano. Nada substitui a interação humana. Por mais que a gente aplique modelagens automatizadas, as conversas com clientes, a experiência de mercado, a sensibilidade e intuição fazem a diferença. E ter acesso a esses dados pode nos ajudar nesse feeling diário.

Assim, conseguimos dar mais previsibilidade de cenário aos nossos clientes (Comercios, empreendedores, emissores, adquirentes) e apoiar na elaboração de suas estratégias. Conseguimos minimizar ao máximo uma tomada de decisão equivocada. Há um movimento interessante na indústria de pagamentos no sentido de tornar cada vez mais acessível um conjunto de dados e informações, sobretudo para pequenas e médias empresas. Ter acesso a essa riqueza de dados faz grande diferença.

Pensando nisso, vejo ao longo de 2021 alguns caminhos que parecem pavimentados e valem estar em nosso radar:

• Jornada de decisão de consumo mais digital. Mesmo sem efetivar a compra no e-commerce, você se informa, com1para e vê avaliações no ambiente on-line.

• Múltiplos pontos de contato. O consumidor está mais exigente e busca um atendimento consistente em todos os canais.

• Encurtar o processo de compra. Aqui entra a relevância dos dados para otimizar o checkout, mantendo agilidade e segurança na checagem das informações.

• Mensagem certa na hora certa. Com a análise dos dados, é possível fazer a oferta personalizada no momento que o consumidor mais precisa.

Com o acesso mais democrático a informações, os consumidores mudam suas decisões e escolhas cada vez mais rápido e as empresas devem se adaptar para acompanhar esse movimento. Nos projetos que desenvolvemos na Visa sem dizemos que nunca foi tão bom ser um consumidor e nunca foi tão difícil e complexo ser um comerciante. O cliente deseja tudo, em todo lugar e a qualquer hora. Num mundo saturado de dados, ler as entrelinhas da informação se tornou um desafio enorme.

Neogrid adota definitivamente o teletrabalho para toda sua equipe de 750 pessoas

A Neogrid, empresa do segmento de software para a gestão de cadeias de suprimentos, anuncia a adoção do teletrabalho. Os 750 colaboradores poderão escolher entre os modelos híbrido, que permite trabalhar de casa ou ir à empresa quando desejar, ou home office fixo, opção para quem reside em estados onde não há escritório da companhia.

“A flexibilidade se tornou peça-chave para alcançar o melhor de cada pessoa. Adotamos o trabalho remoto desde o início da pandemia e isso não interferiu em nada na excelência de nossas entregas. Pesquisas internas mostraram que 90% dos colaboradores preferem o home office. Por isso, resolvemos implementar o teletrabalho, deixando à disposição deles escritórios rotativos com ambientes colaborativos e mais espaços de convivência”, comenta Ariane Espindola, Head de Gente & Gestão na Neogrid.

O conceito de Employee Life Experience (EX), que coloca o colaborador como protagonista nas decisões do RH, é presente na Neogrid. A empresa promoverá iniciativas focadas em saúde, bem-estar, ergonomia e desenvolvimento do seu time, além de disponibilizar um auxílio para ajudar nos custos inerentes ao teletrabalho.

“O time é o nosso principal ativo. Não mediremos esforços para prover mais segurança e qualidade de vida para o nosso time e todos que os cercam. Temos certeza de que isso é um grande diferencial para nós na hora de manter e de contratar novos talentos, dentro e fora do Brasil”, complementa Espindola.

Atualmente, a Neogrid conta com mais de 30 vagas abertas nas mais diferentes áreas, que vão desde produtos a tecnologia.

Para mais informações, acesse a página de carreiras da Neogrid.

Ozires Silva é o primeiro brasileiro a receber uma das maiores condecorações aeronáuticas do mundo

O engenheiro Ozires Silva, um dos fundadores da Embraer, se tornou o primeiro brasileiro a receber a medalha Guggenheim, uma das mais significativas condecorações internacionais de engenharia aeronáutica do mundo. A revelação ocorreu ontem em um comunicado do Instituto Americano de Aeronáutica e Astronáutica (AIAA, na sigla em inglês), responsável pela comenda. “Este distinto reconhecimento ao engenheiro Ozires Silva reflete suas excepcionais e inovadoras contribuições para a aviação. Sua paixão, coragem e liderança abriram caminho para que a Embraer se expandir de forma que poucos imaginavam, transformando a aviação regional e levando a nossa empresa a ser admirada globalmente. É uma honra e um grande privilégio para mim e para todos os meus colegas da Embraer sermos inspirados diariamente por sua visão pioneira e espírito inovador”, disse Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer. 

A medalha Daniel Guggenheim foi criada em 1929 como uma premiação internacional com o propósito de reconhecer pessoas que tiveram conquistas notáveis no campo aeronáutico. A nomeação é realizada por um conselho de especialistas do American Institute of Aeronautics and Astronautics (AIAA), American Society of Mechanical Engineers (ASME), SAE International e Vertical Flight Society, dos Estados Unidos.   

Na lista de personalidades reconhecidas anualmente estão pioneiros da aviação e profissionais que dedicaram suas vidas ao desenvolvimento aeronáutico ao longo da história. Entre alguns destaques da indústria estão William E. Boeing, Lawrence D. Bell, Leroy R. Grumman, Igor Sikorsky, Charles Lindbergh, James S. McDonnell, Marcel Dassault, entre outros. Ozires Silva nasceu em 8 de janeiro de 1931, em Bauru – SP.

Em 1948 entrou para a escola da Força Aérea Brasileira (FAB), no Rio de Janeiro, onde recebeu sua licença de piloto militar quatro anos depois. Mudou-se para São José dos Campos – SP para ingressar no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em 1959, graduando-se em Engenharia Aeronáutica em 1962. Após a graduação, passou a liderar o Departamento de Aeronaves do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento. Em 1965 iniciou o projeto IPD-6504, que se tornaria depois o avião Bandeirante. Ozires Silva liderou a Embraer entre os anos de 1970 até 1986 e retornou em 1992, para presidir a companhia durante o processo de reestruturação até sua privatização em dezembro de 1994.

A logística da vacina: sensores controlam a temperatura das doses no caminho do laboratório até o paciente

Com campanhas de vacinação em andamento ou começando ao redor do mundo, a logística do transporte das doses se tornou um desafio para os governos, já que algumas vacinas requerem ultracongelamento (temperaturas abaixo de -70 ° C), outras congelamento (menos de -20 ° C) e outras necessitam de refrigeração.

“Como a vacina pode sofrer alterações ao ser exposta ao calor, é fundamental controlar sua temperatura constantemente, se assegurando de que ela mantenha sua integridade. Caso contrário, ela deve ser descartada”, analisa o gerente de suprimentos da Zebra Technologies para América Latina, Daniel Vargas.

Os impactos da cadeia de frio no processo de vacinação podem ser imensos. Cerca de três bilhões de pessoas ao redor do mundo não têm acesso aos recursos necessários da cadeia do frio para o suprimento da vacina, indica a empresa alemã DHL, especializada em logística[1]. Já a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima em 50% o volume de vacinas que chegam comprometidas ao seu destino, principalmente por falhas no controle de temperatura[2].

As vacinas autorizadas pela Anvisa a serem administradas no Brasil, até agora, precisam ser guardadas entre 2°C e 8°C — a temperatura de geladeiras comuns. Apesar dos desafios logísticos neste caso serem menores do que para as vacinas que demandam temperaturas mais baixas, o monitoramento da refrigeração das doses deve ser feito ao longo de toda a sua cadeia fria, desde sua saída do laboratório até o paciente.  

Sensores

Para evitar desperdício, os frascos de vacinas devem ser identificados individualmente com sensores de controle de temperatura, a fim de monitorar se cada uma das amostras foi corretamente manipulada ou se foi comprometida e deve ser descartada. Além disso, também é necessário monitorar os lotes como um todo, permitindo identificar se o carregamento manteve as condições necessárias para a eficácia da vacina.

Tecnologia já é utilizada há anos pelos setor

“Os identificadores que monitoram as cadeias de frio não são uma novidade causada pelas vacinas de COVID-19. A tecnologia tem sido utilizada pelo setor de saúde há muitos anos, para monitorar não apenas vacinas, mas também medicamentos e outros insumos hospitalares”, reflete Vargas. A empresa americana oferece essa tecnologia e está apoiando países como Estados Unidos, Canadá e México na vacinação contra a COVID-19.

Uma das tecnologias mais eficazes, conhecida como data loggers, é baseada em sensores eletrônicos que enviam informações de temperatura para uma plataforma de coleta e análise de dados. Caso a vacina não tenha sido mantida na temperatura adequada ou tenha sido violada, o identificador gera um alerta.

“Para maior segurança, é importante identificar vacinas com sensores bluetooth, que permitem o acesso às informações sem a necessidade de abrir os recipientes. Da mesma forma, para maior eficiência, a plataforma de gerenciamento de dados deve ser capaz de fornecer informações em tempo real e na nuvem, sem que o usuário tenha que baixar relatórios em Excel ou PDF. Por fim, a aplicação de dados poder ser customizada de acordo com a necessidade do produto transportado”, comenta Vargas.

EMS apoia programa de intercâmbio internacional focado em pesquisa científica

Até o final deste mês, todos os 12 alunos de graduação em Medicina, participantes do FMUSP – Harvard Research Program 2020, estarão de volta ao Brasil após um ano de intercâmbio em pesquisa científica. A EMS, maior laboratório farmacêutico no Brasil, é um dos apoiadores financeiros da iniciativa, criada em 2006 por meio de uma parceria entre a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e a Harvard University, duas instituições de ensino de excelência e reconhecidas mundialmente. Ao promover a troca de experiências dos estudantes no campo científico e profissional, o FMUSP – Harvard Research Program influencia diretamente na formação médica dos profissionais brasileiros, transformando-os em verdadeiros multiplicadores da metodologia científica e da educação de qualidade na saúde – uma área dotada de inesgotável potencial de mudança para melhoria das condições de vida da população brasileira.

Os alunos, rigorosamente selecionados pela FMUSP, fazem um ano de estágio em laboratórios de pesquisa científica da Harvard University (Harvard Medical School) e, cientes do compromisso e da responsabilidade social, ao retornarem, participam de elaboração de artigos publicados em revistas médicas renomadas. Dentre as diversas áreas contempladas pelo programa estão Cardiologia, Neurologia, Radiologia Pediátrica, Cirurgia e Anestesiologia.

Em 2020, o processo seletivo escolheu 14 alunos para o intercâmbio, sendo que dois adiaram o programa para 2021 devido à pandemia.

O que impulsiona as compras no TikTok

Por Ruth Temianka, da VidMob

Os TikTokers no Reino Unido estão menos envolvidos com as marcas do que em outros aplicativos sociais, especialmente quando se trata de clicar em anúncios para comprar coisas. Nossas descobertas mostram que 92% dos usuários do TikTok no Reino Unido nunca clicaram em um anúncio para fazer uma compra.

Esse é especialmente o caso entre a Geração Z e mulheres da geração Y, das quais apenas 4% se envolveram com mídia paga no aplicativo até agora. Os homens, por outro lado, especialmente aqueles com 25 anos ou mais, apontam para uma tendência mais promissora para os comerciantes do Reino Unido. Os usuários do sexo masculino são mais propensos a fazer compras no aplicativo depois de clicar em anúncios, comprar coisas depois de ver um anúncio e também se envolver com marcas em geral no TikTok.

Embora os anúncios do TikTok no Reino Unido ainda estejam começando, o forte desempenho em mercados mais estabelecidos, junto com padrões semelhantes de uso no Reino Unido e nos EUA, sugere que o aplicativo provará ser um terreno fértil para o comércio social em ambos os lados do Atlântico no ano que vem.

Vídeos geram engajamento e conversões de marca

Na verdade, o aplicativo já gerou US﹩ 456,7 milhões para marcas em todo o mundo, US﹩ 86,5 milhões dos quais foram nos EUA em abril de 2020 – tornando-se o segundo maior mercado do aplicativo. Um em cada três usuários no Reino Unido afirma que provavelmente faria uma compra depois de ver um vídeo sobre o produto ou serviço. Além do formato do anúncio, algo está motivando os 800 milhões de usuários ativos globais da TikTok a fazer uma compra?

Este “algo” é o que você coloca em seus vídeos. Metade dos entrevistados no Reino Unido afirmam que o conteúdo que uma marca publica influencia a probabilidade de comprar seus produtos ou serviços.

Para os profissionais de marketing, isso deve ser uma notícia empolgante. Como mostraram redes como o YouTube – onde 70% das pessoas dizem que compram coisas ao ver um vídeo – as visualizações podem ser um grande negócio.

Como o algoritmo da TikTok calcula classificações de vídeo e alcance subsequente, com base no envolvimento geral e não apenas nas visualizações, apenas o conteúdo mais envolvente pode atingir o público mais amplo e gerar conversões para as marcas. Isso começa com a criação de TikToks que incentivam os espectadores a ficarem de olho nas postagens, salvá-las ou compartilhá-las, sejam eles fãs da marca ou não.

Enquanto isso, como mostra nossa análise nos EUA, focar no engajamento dos TikTokers em primeiro lugar, independentemente do objetivo da campanha de marketing, significa aprimorar ativos criativos que apelam para o demográfico central do aplicativo.

As preferências do público geram consideração criativa

Não é surpresa que, dado o público principal do aplicativo, descobrimos que os resultados criativos e o engajamento são amplamente baseados no que os usuários mais jovens gostam de assistir.

Por exemplo, uma narração de áudio mais rápida no criativo de vídeo, com quatro ou mais palavras por segundo, leva a melhores conversões para mídia paga. Enquanto isso, dada a popularidade dos vídeos de música no aplicativo, altamente avaliados por um terço de todos os usuários do TikTok pesquisados ​​- e por quase metade das mulheres da geração Y – os espectadores respondem bem à música na mídia paga também.

A velocidade da locução é importante. Peças com narração mais rápida, com mais de quatro palavras por segundo, gera mais de 40% de conversões em comparação com faixas de áudio mais lentas com apenas duas ou três palavras por segundo .

Na verdade, nossa análise mostra vídeos com trilhas de áudio, ou onde os vocais foram aprimorados com efeitos de áudio, geram quase o dobro da taxa de cliques em comparação com aqueles que apresentam apenas os vocais.

Por fim, apresentar uma variedade de emoções humanas no criativo do vídeo leva a melhores conversões para as marcas do que os vídeos mais passivos. Na mesma linha, quebrar um olhar direto em um vídeo quase duplica a consideração da marca do espectador, implicando que um sentimento criativo mais natural é mais eficaz em gerar engajamento do que um monólogo direto para a câmera.

Mostrar uma gama de pelo menos quatro emoções humanas diferentes em um vídeo resultou em três vezes mais conversões para marcas do que vídeos com três ou menos emoções.

Seja a sua melhor marca

Para marcas, também vale a pena notar uma nuance extra para TikToks. Fora do gênero, ou dos efeitos criativos, nossos resultados mostram que compartilhar o propósito da sua marca e o alinhamento com causas, como ativismo social ou questões ambientais, pode mudar positivamente o controle dos consumidores em vídeo.

Dois terços dos usuários no Reino Unido dizem que o propósito de uma marca e a conexão com causas sociais ou sem fins lucrativos influenciam suas decisões de compra.

Descobrimos que isso é verdadeiro para a maioria dos usuários pesquisados, mas especialmente para os usuários mais jovens do TikTok. As mulheres da Geração Z, em particular, são atraídas por marcas que se alinham com causas sociais ou parecem mais voltadas para a missão. Quase 80% dos entrevistados neste grupo são mais propensos a considerar a compra de produtos ou serviços de uma marca como resultado.

Embora a missão de uma marca possa assumir muitas formas, essa é uma oportunidade criativa por si só, independentemente do KPI de marketing. No Reino Unido, por exemplo, a varejista de moda Asos reconheceu a importância de permanecer fiel às suas raízes “sem julgamento” na campanha de conscientização imersiva deste verão no TikTok, que pediu aos fãs que mostrassem suas próprias combinações de roupas inspiradoras, em vez de deixar a marca ditar a moda.

Nos Estados Unidos, a NBA usou conteúdo local para cultivar uma grande base de fãs no TikTok, apresentando uma mistura de clipes de esportes e conteúdo de vídeo inspirador dos jogadores, uma estratégia inspirada por seu público mais jovem no TikTok, e que difere da presença da marca em outras redes sociais.

Principais vantagens para marcas

Então, o que tudo isso significa para as marcas que buscam impulsionar as compras (ou outras metas de marketing) no TikTok?

Primeiro, embora os usuários britânicos atualmente tendam a se envolver com marcas de forma diferente no aplicativo em comparação com outros aplicativos mais estabelecidos, a oportunidade de desenvolver relacionamentos valiosos com eles por meio de mídia paga no TikTok é enorme.

Em seguida, conteúdo envolvente e autêntico e vídeos sobre tópicos da vida real, como política, raça e questões de gênero, funcionam melhor quando se trata de envolver o mais amplo grupo de usuários do TikTok. Também influencia seu comportamento de compra. Mais do que apenas o assunto, porém, permanecer fiel ao propósito da sua marca não é importante apenas para os usuários, mas também aumenta a probabilidade de assistir ou postar conteúdo novamente e comprar coisas.

Por fim, apresentar a combinação certa de música, voz e emoções humanas em seu criativo (nos Estados Unidos, no Reino Unido e em outros lugares) pode ajudar a apoiar uma série de objetivos de marketing, desde o reconhecimento da marca e consideração até a conversão.

No entanto, como acontece com todos os conselhos analíticos, é importante notar que o público da sua marca e sua reação ao que você faz no TikTok, tanto quanto em qualquer outra rede e plataforma, são provavelmente únicos.

Com isso em mente, trate isso como uma oportunidade criativa para testar uma variedade de ideias e use as lições aprendidas em um nível criativo para implementar suas campanhas de marketing mais impactantes até agora no TikTok e além.