Page

Author admin

Regulamentação do ISS: o setor de TIC avança para uma tributação moderna

Por Manoel Antonio dos Santos, Diretor Jurídico da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software)

Sancionada pelo Governo Federal no fim de 2016, a Lei Complementar n° 157 foi amplamente comemorada pelas empresas do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). O texto determinou novas atividades que podem ser tributadas pelo ISS (Imposto sobre Serviços), incluindo modalidades como streaming e computação em nuvem (armazenamento e/ou hospedagem de aplicativos e sistemas de informação), entre outras. A conquista representou um verdadeiro marco para a área, benéfica a empresários e consumidores ao suprir vácuos da lei e eliminar a “guerra tributária” entre os municípios a respeito do ISS.

O ISS é um tributo de competência municipal e do Distrito Federal, que incide sobre a prestação de serviços relacionados numa lista anexa à LC nº 116/03. É responsabilidade de cada Prefeitura, portanto, se adequar às alterações feitas na Lei Complementar 116/2003 através da Lei Complementar n° 157/16, submetendo o texto ao Poder Legislativo local. Recentemente, São Paulo, a maior cidade do país, seguiu essa direção ao encaminhar um projeto de lei à Câmara dos Vereadores, com o objetivo de adequar sua legislação às normas federais.

Por meio do projeto de lei antes referido, a Prefeitura tomou a iniciativa de equalizar as alíquotas do ISS em relação aos serviços de Tecnologia da Informação que se alternavam de 2% a 5% sobre o faturamento total dos prestadores de serviço. Pela nova definição, as companhias passarão a recolher 2,9% de imposto para todas as atividades de informática, objetivando afastar a insegurança jurídica resultante do enquadramento dos serviços de TI nos diversos itens da lista de atividades tributadas, quando as alíquotas do imposto são diferentes.

A nova alíquota foi definida graças a um consenso do empresariado com o setor público, após diversas negociações, de forma a não impactar a arrecadação da Prefeitura e onerar de forma justa o mercado. Caso o Legislativo de São Paulo aprove na íntegra o texto, que adapta a legislação municipal à Lei federal, as normas passarão a vigorar na capital paulista a partir de 1º de janeiro de 2018, encerrando graves problemas de insegurança jurídica que geram impacto nos investimentos do setor.

Com a regularização da carga tributária, as companhias conseguirão planejar seus investimentos no longo prazo, o que naturalmente aumenta o investimento, a produtividade e gera mais empregos no setor. Toda a operação se torna mais transparente e justa, o que também beneficia os usuários, com melhora dos serviços e o desaparecimento da “bitributação” – muitas vezes repassada no preço de produtos.

A inclusão de atividades da área de TIC na cobrança do ISS foi um grande avanço nacional na segurança jurídica, conquistada pelo trabalho esclarecedor de diversas associações que representam o segmento. Porém, outras medidas ainda podem ser tomadas para modernizar ainda mais a tributação – gerando mais segurança jurídica, criando condições atrativas para investidores e reduzindo custos para os consumidores.

Ainda enfrentamos diversos gargalos, mas, buscando simplificação e formalização, estamos no rumo certo para melhorar as condições de negócios no Brasil. Os avanços tributários no segmento de TIC são uma excelente notícia para a expansão do setor tecnológico, que tem muito a contribuir no desenvolvimento do país como um todo. O aumento do investimento e da competitividade será uma consequência natural.

Tags, , , ,

Somente 2 em cada 10 trabalhadores acreditam que seus chefes os motivam a fazer um trabalho de alta qualidade e rendimento

Em todos os níveis de empregos, observa-se grande rotatividade, talentos desperdiçados e insatisfação constante. Para empresas, de pequeno a grande porte, queda de produtividade e perdas financeiras dificultam crescimento e estabelecimento no mercado

A demanda por um novo tipo de gestão e liderança é global. O trabalhador atual quer algo diferente do que nas décadas passadas. “Ele busca um trabalho significativo, ou seja, que faça sentido dentro da sua vida e espera que seu empregador lhe proporcione essa significância”, diz Flora Victoria, Mestre em Psicologia Positiva Aplicada pela Universidade da Pensilvânia e fundadora da SBCoaching, maior rede de formação e treinamentos de alta performance, com 72 unidades em todo o país.

Mas como fica essa questão no Brasil, com 13 milhões de desempregados e uma séria crise político-econômica? Nesta situação, o lógico seria praticamente não termos rotatividade e observarmos um aumento de produtividade e engajamento. “A realidade do País é outra. Temos o aumento da informalidade, das microempresas que fecham antes de um ano, da alta rotatividade, principalmente, mas não somente em cargos de base. Vivemos o mesmo problema, a falta de um sistema de liderança efetivo para os dias de hoje, seja para uma microempresa, multinacional ou um autônomo. Esse gap faz com que uma massa de trabalhadores e talentos não seja retida, muita energia gere poucos resultados e, num momento difícil como vive o País, as empresas acumulem perdas. É um ciclo pouco saudável”, analisa Flora Victoria, que realizou um estudo baseado em pesquisas e levantamentos de respeitados institutos e consultorias internacionais, como Gallup, Deloitte, Hay Group e teóricos, como Martin Seligman, para trazer ao Brasil este debate e propor a importância de um novo tipo de comando, a liderança positiva. Confira os dados abaixo.

Trabalhadores

– Somente 30% dos trabalhadores acreditam que seus líderes os envolvem no desenvolvimento das metas e objetivos A
– Trabalhadores que participam deste desenvolvimento das metas e objetivos são 3,6 vezes mais engajados que os demais A
– O custo para substituir um funcionário pode variar entre 50% a 150% do salário que ele recebia B
– Empresas com funcionários mais engajados crescem até 2,5 vezes mais que as demais B
– Empresas com colaboradores mais engajados são 22% mais lucrativas e 21% mais produtivas C

Empregadores/ Líderes

– 90% dos líderes de empresas e de RH acreditam que entender e construir as “empresas do futuro” é um problema importante (para 60% deles, muito importante) D
– 83% dos pesquisados acreditam que experiências de aprendizado e desenvolvimento para que os funcionários adquiram habilidades facilmente são importantes D
– 81% dos pesquisados acreditam que encontrar talentos que se encaixem em cargos e atribuições que mudam constantemente é importante/ muito importante. Eles acreditam numa espécie de revolução do recrutamento que se utiliza de redes sociais, ferramentas analíticas e cognitivas para selecionar profissionais de forma completamente diferente D
– 79% dos pesquisados acreditam que a experiência oferecida aos empregados é importante/ muito importante. Isso inclui analisar as necessidades do seu quadro, a configuração do ambiente de trabalho, bem-estar, análise de horas, sistemas de avaliação de performance D

De acordo com todas as pesquisas realizadas no exterior e nacionalmente, mudanças positivas na gestão geram impactos muito significativos. É o caso da loja eletrônica Atacado Games, com sede em São Paulo, que passou por um processo de desenvolvimento de Gestão e Liderança, além de um treinamento da equipe de vendas na SBCoaching. O resultado foi o aumento de 27,3% de faturamento, aumento de 10% da margem de lucro e rentabilidade sobre o capital investido e redução da jornada diária de trabalho do CEO em 22%.

Outro exemplo de resultados efetivos após capacitação de líderes pela empresa, é o Studio W, conhecida rede de cabeleireiros, que cresceu 21% em faturamento e ganhou uma estratégia de marketing com mais foco.

Líder positivo, o líder do futuro

O líder positivo exerce a liderança com base em três pilares: no desvio positivo (o que excede a performance comum); nas ações virtuosas (uso das forças de caráter e virtudes que geram mais resultados e satisfação); e no viés afirmativo (foco no que funciona, no que dá certo, nas forças e qualidades).

“É uma forma de liderança alinhada ao mundo que vivemos. É uma liderança que visa performance, mas considera as múltiplas dimensões biológicas, pessoais, relacionais, institucionais, culturais, globais, assim como a psicologia positiva. O líder positivo conduz a empresa e/ou seu ambiente de trabalho a um florescimento humano, que por sua vez gera resultados além dos esperados”, explica Flora Victoria, maior especialista do País em Psicologia Positiva Aplicada.

O líder positivo é capaz de entender que o trabalhador atual não é mais seduzido apenas por um plano de carreira, ele passou a exigir um certo tipo de “experiência laboral”, em que antigos valores como “pagamento e satisfação”, são substituídos por “minha proposta, meu desenvolvimento”.

PASSADO FUTURO A

Meu pagamento Minha proposta

Minha satisfação Meu desenvolvimento

Meu Chefe Meu treinador/ líder

Minha revisão anual Minhas conversas contínuas

Minhas fraquezas Minhas forças

Meu trabalho Minha vida

Positive Leader

Para profissionais que tenham interesse neste novo tipo de gestão, a SBCoaching está lançando um treinamento inédito e exclusivo no país para desenvolver competências de liderança positiva.

Aliando técnicas de coaching com conceitos da Psicologia Positiva, o treinamento “Positive Leader” acontece nos dias 5 e 6 de outubro, em São Paulo, na sede da SBCoaching (Rua das Olimpíadas, 255 – Vila Olímpia). Serão 16 horas de treinamento presencial e experiência prática com Vilella da Mata, primeiro Master Coach do Brasil e Flora Victoria, única Master Coach com Mestrado em Psicologia Positiva Aplicada. A dupla concederá o treinamento somente para a turma inaugural. Posteriormente o treinamento será conduzido por trainers com sólida formação acadêmica, formação em coaching e ampla experiência em desenvolvimento humano. Inscrições e informações em: www.sbcoaching.com.br/positive-leader

Tags, , ,

Cinco iniciativas para fomentar a colaboração global nas organizações

Por Cecilia Sicardi, diretora de Recursos Humanos da Amadeus Latam

Alguma vez você teve problemas para coordenar ou entrar em acordo com um grupo de amigos ou parentes sobre assuntos secundários que poderiam ser resolvidos facilmente? Naturalmente, essas situações ocorrem com frequência quando formamos grupos de indivíduos com diferentes ideias, interesses e modos de expressar tais opiniões.

Agora imagine como ocorre esse mesmo processo em um ambiente de trabalho onde dezenas ou centenas de colaboradores originários de diferentes países, culturas, religiões e inclusive gerações devem interagir diariamente. É uma receita para o caos? Não necessariamente.

Na Amadeus, por exemplo, para gerir as complexidades presentes nos diferentes estilos de comunicação, aplicamos algumas iniciativas que promovem a formação de uma cultura de colaboração com base na tolerância, na aprendizagem e na conectividade. Uma delas é o uso da tecnologia para fomentar a comunicação interna e a troca de ideias. As ferramentas e plataformas para trocar informações, criar documentos colaborativamente, assim como vários aspectos de inovação e desenvolvimento, agilizam a comunicação com o núcleo da organização e são de grande utilidade para a geração de ideias de modo colaborativo na empresa, mesmo com equipes localizadas em diferentes países dentro da região.

Esse ponto em especial redireciona nosso olhar para a segunda iniciativa: o equilíbrio entre a vida profissional e a vida pessoal, promovendo uma flexibilidade horária alinhada às práticas de cada mercado.

Outra iniciativa considerada vital para impulsionar uma cultura de colaboração no núcleo de uma organização é reformular o estilo de liderança. As empresas de hoje exigem uma liderança acessível que fomente uma cultura de feedback. Temos que compreender que o foco hierárquico tradicional mudou, e que os colaboradores atualmente esperam um ambiente de trabalho linear, com líderes acessíveis e dispostos a dialogar, onde todos têm algo valioso a oferecer, assim como experiências e perspectivas para compartilhar.

No entanto, essa não é uma tarefa fácil para uma empresa global que procura que colaboradores de 123 nacionalidades e 56 idiomas diferentes compartilhem comentários de modo contínuo e respeitoso.

Por isso, na Amadeus, como provedor de referência para soluções tecnológicas avançadas para a indústria de viagens, utilizamos o nosso foco inovador e aplicamos a gamificação para fomentar essa troca de ideias e conhecimento. Assim, desenvolvemos o “Amadeus Crew”, um jogo que possibilita a abordagem de uma ampla variedade de temas, incluindo o feedback positivo e a capacidade de oferecer uma crítica construtiva. Essa ferramenta possibilita que estejamos alinhados com o modo em que nossas equipes dão e recebem o feedback de que precisam.

Finalmente, vou tratar da tolerância que toda organização deve promover entre seus colaboradores. Um ambiente de trabalho colaborativo tem as suas bases em um empregador que valoriza as diferenças e fomenta a justiça, a igualdade de oportunidades, o respeito e a dignidade para com seus colaboradores. Por isso, a força de trabalho diversa e inclusiva sempre será fundamental para o sucesso de uma organização, seus parceiros e as comunidades com as quais se relaciona.

Tags, , , ,

Cientista de dados: a profissão com as melhores oportunidades de carreira

A carreira de cientista de dados foi listada pelo Fórum Econômico Mundial como uma das mais relevantes para o mercado até 2020. Para o professor da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV EMAp), Renato Souza, as possibilidades de atuação estão nos mais diversos setores, como finanças, educação, saúde, agricultura, geologia e indústria.

“Qualquer empresa que gere dados pode contratar um profissional para analisá-los e tomar decisões com base em informação, não na intuição. Vamos ver as aplicações disso no dia a dia de governos, sociedade, hospitais e indústrias. O Brasil está entre os grandes produtores e consumidores de informação e, de maneira geral, tem iniciativas nessa área pipocando no mundo todo”, afirma Renato Souza.

O professor da FGV EMAp diz que os avanços tecnológicos faz com que as possibilidades para a carreira cresçam constantemente. Segundo ele, os atuais equipamentos largamente utilizados possibilitam a coleta, acúmulo e análise de dados em dimensões que não existiam há uma década. “O cientista de dados tem de saber programação, ser capaz de criar modelos estatísticos, ter conhecimento e domínio apropriado de negócios. Precisa também compreender as diferentes plataformas de Big Data e como elas funcionam. Se uma determinada empresa está na fase de estabilização de dados, esse profissional vai precisar se preocupar mais com a infra de dados, databases, códigos e processamento de dados que, de alguma forma, suportem as análises que virão pela frente. Se ele está em uma fase de entregar informação para executivos, vai precisar se preocupar com a tradução dos dados para tomada de decisão”, explica.

Renato Souza afirma ainda que, geralmente, o cientista de dados é formado em estatística, matemática ou ciências da computação e possui capacidade analítica para identificar informações de valor e fazer previsões de situações com base nas ferramentas de Big Data. “Ele pode transformar tabelas de números em palavras e ser bom em comunicação para traduzir dados na linguagem dos negócios”, explica o professor, destacando a importância da base matemática para quem tem interesse em ingressar nessa profissão em ascensão. “Mas nada impede que profissionais, por exemplo, da área Humanas se transforme em um cientista de dados”, avalia o professor.

FGV – Atenta à demanda crescente, o curso de mestrado em Modelagem Matemática da FGV está capacitando seus primeiros especialistas na área, composta pela confluência de três competências: matemática, computação e habilidade de análise para mesclar as duas coisas. O curso integra à Matemática Aplicada o corpo de conhecimentos das Ciências da Computação e da Informação, com contextos de aplicações das ciências sociais, econômicas, biológicas e da saúde.

“O curso possibilita ao mestrando desenvolver a capacidade de analisar cenários e dar suporte à tomada de decisões em situações de uso intensivo de dados e informações, além de ter o objetivo de formar excelentes pesquisadores na área”, ressalta Renato Souza.

Tags, , , ,

Startup Sixdoo é selecionado pelo Grupo Nexxera para mentoria no Link Lab

O Sixdoo foi um dos selecionados do Link Lab, programa de inovação aberta da ACATE (Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia). Dentro da iniciativa, a startup jaraguaense, com foco no varejo, será mentorada pelo Grupo Nexxera, líder nacional em transações eletrônicas e tecnologia para o mercado financeiro.

Conforme o CEO da startup, Kelwin Eggert, a mentoria tem como objetivo acelerar ainda mais o desenvolvimento do negócio. Durante quatro meses, a equipe receberá auxílio do Grupo Nexxera em relação a conhecimento tecnológico e outras possibilidades de inovação na solução. “Assim, esperamos que o Sixdoo crie cada vez mais força, incorpore novas tecnologias e, consequentemente, traga mais resultado para os nossos clientes”, explica.

O Grupo Nexxera é patrocinador cofundador do Link Lab. Além da marca, o programa ainda conta com outras empresas patrocinadoras, como Ambev, Brognoli, ENGIE, Faculdade Cesusc, Flex, Marisol, Qualirede e Teltec Solutions. Sediada em Florianópolis, a ACATE reúne 11 polos tecnológicos em Santa Catarina, contando com mais de mil empresas associadas.

Para Edson Silva, presidente do Grupo Nexxera, a mentoria é um grande diferencial para os negócios. “Estamos entusiasmados por nos tornamos mentores do Sixdoo. O fomento de negócios inovadores vai ao encontro da filosofia do Grupo Nexxera, pois sabemos o quão enriquecedor este processo pode ser para as novas ideias. Através do Link Lab, tornamos este relacionamento possível.”

Recentemente, o Sixdoo também formalizou uma importante parceria com a Cliente Amigo. A empresa catarinense tem 12 anos de experiência e que atende grandes marcas como L’Oréal, Ambev, Berlanda e Nutty Bavarian.

O Sixdoo ajuda os estabelecimentos a venderem mais e melhor, recuperando clientes inativos, aumentando o fluxo dos estabelecimentos e estimulando a recompra de produtos ou serviços, através de uma plataforma de gestão de relacionamento e pós-venda. Nela, é possível fazer o disparo de mensagens de Whatsapp ou SMS corporativo, comunicando, assim, a chegada de um novo produto, uma oferta ou um simples lembrete estimulando o retorno ao estabelecimento.

O funcionamento é similar ao que ocorre com o remarketing, do Google, no e-commerce. Ou seja, a partir do registro dos clientes, o lojista consegue oferecer produtos de acordo com as preferências e interesses de cada consumidor. Marcas como Óticas Carol, SESI, Unimed, Restaura Jeans, Live e Colchões Ortobom já aderiram à ferramenta.

Tags, , , , , ,

Serasa Experian e Nimbi se unem para agilizar e trazer mais segurança na homologação de empresas

A Serasa Experian, líder na América Latina em serviços de informações para apoio na tomada de decisões das empresas, anuncia parceria para certificação e homologação de empresas junto com a Nimbi, referência em tecnologia para a cadeia de suprimentos. A união entre as companhias busca fortalecer o processo de escolha de parceiros por meio de uma avaliação mais detalhada.

Em tempos de instabilidade política e econômica, a decisão correta de novas parcerias pode ser crucial para o sucesso e a conformidade de empresas de todos os portes. Um estudo da Serasa Experian, realizado em junho de 2017, entre 50 mil empresas de todos os portes (setores: primário, indústria, comércio e serviço) apurou que 8% dos fornecedores apresentavam riscos aos seus parceiros, financiadores e compradores, em razão de estarem com problemas financeiros, trabalhistas, tributários ou ambientais. O envolvimento de compradores com empresas não conformes pode ter por consequência multas milionárias em indenizações, além de provocar danos à imagem das corporações. Por esta razão é importante que as companhias busquem no mercado soluções que alavanquem negócios com mais segurança. O novo produto oferecido pela Nimbi junto a Serasa Experian, vai de encontro a isso, permitindo que o processo de homologação seja feito de maneira mais detalhada.

Atualmente, a Nimbi possui mais de 100 clientes que utilizam a solução Certifica, ferramenta responsável pela etapa de avaliação e validação de empresas. Nela, as organizações podem criar uma rede privada com especificações, formulários, categorias e fluxos de trabalho de acordo com o perfil e criticidade de seu negócio. É nesse processo que a certificação da Serasa Experian, que auxilia na seleção dos melhores parceiros de negócios será integrada a Nimbi, passando a disponibilizar relatórios e análises financeiras. Com esta parceria, as empresas buscam agregar valor à ferramenta e aos seus usuários, consolidando um fluxo inédito e completo para a escolha de parceiros.

“Cada cliente da Nimbi pode estabelecer quais documentos, obrigatoriedades e aprovações serão exigidos de seus parceiros, além de definir sua recorrência de atualização. O relatório de avaliação da Serasa estará disponível para solicitação nesse processo, tornando a avaliação e análise das informações das empresas ainda mais criteriosa”, explica Carolina Cabral, sócia-diretora da Nimbi. Dessa forma, o cliente receberá análises do balanço patrimonial, índices financeiros, classificação de risco, anotações negativas, registro de consultas, entre outros, diretamente na solução Certifica.

“O processo contínuo de redução de custos nas empresas diminui os investimentos necessários nas áreas de compras, impactando a qualidade das fontes das informações analíticas e prejudicando a seleção dos melhores fornecedores”, diz o vice-presidente de Pessoa Jurídica da Serasa Experian, Victor Loyola. “A parceria vai fortalecer o processo de escolha de fornecedores por meio de uma avaliação mais assertiva, minimizando riscos e agilizando o processo”, complementa.

Tags, , , ,

Gemalto ajuda bancos e emissores de meios de pagamento a simplificar e agilizar operações de criptografia

A Gemalto (Euronext NL0000400653 GTO), líder mundial em segurança digital, anunciou o lançamento do primeiro HSM (módulo de segurança de hardware) para pagamentos ao incluir o particionamento como uma funcionalidade avançada de segurança. Isso permite que bancos e emissores simplifiquem suas operações criptográficas utilizando um único HSM para dar suporte a dezenas de aplicativos de segurança e proteger informações e transações de pagamento sensíveis.

Atualmente, a indústria de serviços financeiros está utilizando a criptografia para proteger um crescente número de serviços digitais e novos tipos de transações, como pagamentos baseados em nuvem e peer-to-peer. Normalmente, essas empresas têm implementado um HSM individual para proteger cada um de seus aplicativos e cada transação de pagamento. Quando é necessário cumprir requerimentos de segurança rigorosos, acrescentar mais HSMs pode aumentar a complexidade da infraestrutura para operações criptográficas. A funcionalidade de particionamento oferecido pelo HSM SafeNet Luna EFT Payment da Gemalto resolve esse desafio através de um único HSM, que pode ser desmembrado em vários HSMs virtuais para oferecer a escalabilidade demandada pela indústria financeira.

Cada partição funciona como um HSM independente, o que significa que bancos e emissores podem criptografar mais dados e proteger uma maior quantidade de transações financeiras sem ter que implementar vários HSMs. Este processo oferece uma maior flexibilidade para mover chaves para dentro e para fora do ambiente de nuvem, manter o controle e a propriedade das suas chaves de criptografia e executar mais aplicativos de pagamento baseados em nuvem.

“Enquanto a nuvem oferece oportunidades infinitas para transações bancárias e pagamentos convenientes e mais rápidos, o desafio continua sendo a segurança”, disse Rob Westervelt, Analista da IDC. “É especialmente importante implementar uma sólida estratégia de segurança de dados com criptografia integral, com o aumento de transações de pagamentos através de dispositivos móveis – seja Mobile Commerce/Mobile Payment ou HCE (host-card emulation). A segurança inerente à tecnologia dos HSMs dá total confiança a esses novos tipos de transações e pagamentos.”

“A Gemalto tem um longo histórico de proporcionar e proteger transações de pagamentos, desde cartões de crédito a dispositivos móveis, e nosso HSM SafeNet possui um histórico comprovado de proteção de mais de US$ 1 trilhão em transações, globalmente, todos os dias”, disse Todd Moore, Vice-Presidente Sênior para Produtos de Criptografia na Gemalto. “Ao adicionar a funcionalidade de particionamento ao HSM SafeNet Payment, estamos permitindo que nossos clientes otimizem a sua base instalada de hardware, diminuindo tempos de processamento, mantendo o mesmo nível de segurança exigido pela indústria financeira.”

O HSM SafeNet Luna EFT Payment da Gemalto é uma solução escalável de criptografia e ajuda os bancos a:

• Manter os padrões de conformidade com PCI-DSS com menos complexidade, ao utilizar criptografia integral dos dados de pagamento, armazenados online, capturados no ponto de venda ou em trânsito para e a partir do backend da instituição financeira;

• Gerenciar grandes volumes de funções de segurança criptográfica simultaneamente para proteger o crescente número de transações online, peer-to-peer e de pagamento via dispositivos móveis;

• Assegurar o uso do HCE (Host Card Emulation) com base em pagamentos sem contato, protegendo o processo de cadastramento, fornecimento e tokenização de credenciais e operações de cartões de pagamento;

• Acessar e integrar-se com uma quantidade maior de terminais de pontos de venda através da ampla rede de parceiros da Gemalto;

• Escalar o processamento de transações para obter maiores velocidades de autorização na nuvem e em cartões de crédito, débito, carteiras eletrônicas e chip, cumprindo a FIPS 140-2 Nível 3 e a norma PCI-HSM 2.0

Tags,

IoT: a necessidade de Data Centers preparados para essa revolução

Por Daniel Magalhães, Diretor de Tecnologia da Sonda Ativas

A Internet das Coisas (IoT – Internet of Things) é uma revolução tecnológica que tem como objetivo conectar itens usados no dia a dia à web, causando contínua interação entre objetos e pessoas.

Cada vez mais surgem produtos como eletrodomésticos, meios de transporte e até mesmo maçanetas de porta conectadas à Internet e a outros dispositivos como computadores e smartphones. A ideia é que o mundo físico e o digital se unifiquem, por meio de dispositivos que se comunicam, sendo vantajoso tanto para usuários quanto para as empresas que se tornam mais competitivas e atrativas. Para isso, não é possível pensar em revolução da IoT sem pensar em infraestrutura de Data Center.

De modo geral, a IoT conecta ativos remotos e fornece um fluxo de dados entre o recurso e os sistemas de gerenciamento centralizados. Esses ativos podem ser integrados aos processos organizacionais novos e existentes para fornecer informações sobre o status, localização, funcionalidade e assim por diante.

As empresas podem se utilizar da IoT para diversos fins, como manutenção, design e marketing de produto, logística, manutenção de frota, otimização do atendimento e gestão de carteira de clientes. As informações em tempo real permitem uma compreensão mais exata, cooperando para decisões assertivas, permitindo redução de custos, otimização de processos, aumento de eficiência e produtividade.

O fato é que as implementações de IoT geram grandes quantidades de dados que precisam ser processados e analisados em tempo real, aumentando a proporção das cargas de trabalho de Datas Centers e gerando aos fornecedores novos desafios de segurança, dados, gerenciamento, armazenamento, servidores e rede. Os gerentes de Data Center precisarão implementar gestão de capacidade voltada para no futuro atenderem proativamente as prioridades comerciais associadas à IoT.

De acordo com pesquisas, a capacidade instalada de provedores de Data Center consumida pelas cargas de trabalho da IoT vai aumentar cerca de 750% até 2019. Os investimentos em plataformas hospedadas em centros de dados serão fundamentais para cumprir a promessa de Internet das Coisas em qualquer hora, lugar e a partir de qualquer modelo de conectividade.

A IoT em breve se tornará o motor de expansão de Data Centers, acelerando a transição da infraestrutura tradicional para Nuvem e movimentando de forma ainda mais acelerada a evolução desse segmento.

Tags, , , ,

Morena Rosa aumenta eficiência de suas operações de venda em franquias com ERP Cigam

A Morena Rosa, uma das referências do varejo de moda do Brasil, otimizou suas rotinas nos Pontos de Venda (PDV) franqueados com a solução da Rede Cigam, fornecedora de software de gestão empresarial (ERP, CRM, RH, PDV, BPM, Mobile e BI). A empresa, que conta com cerca de 1.300 colaboradores diretos e um dos maiores parques industriais de confecção do país, aumentou sua produtividade graças à estabilidade, eficiência e suporte técnico efetivo da ferramenta.

Com unidades fabris e escritórios nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo, a Morena Rosa tem uma produção de aproximadamente 2 milhões de peças/ano e operações em mais de 10 países, a companhia precisava de uma solução simples, ágil e que qualquer pessoa pudesse utilizar nas operações dos PDV.

“Nosso sistema anterior gerava dificuldades com pessoas que eram leigas em sistemas de gestão. Trabalhamos com uma gama de colaboradores de perfil variado e nem todos, mesmo com treinamento, conseguiram se adaptar à ferramenta anterior. Isso acarretava acionamentos constante de suporte técnico e este não era sempre eficiente”, explica Álvaro Grolli, do departamento de Franchising da empresa.

A empresa tem uma extensa e complexa demanda nos canais diretos e indiretos. Contando com lojas próprias e franquias Clube Morena Rosa, a companhia vê no ERP Cigam um sistema de gestão que foi pensado com a cabeça do lojista.

“Além da confiabilidade dos dados, um dos principais diferenciais do software é a facilidade de operação. Ele foi desenhado para uma demanda densa de varejo, onde o lojista que utiliza o sistema consegue ter soluções rápidas e fáceis. O PDV não tem tempo para treinamentos ou paralizações de trabalho, pois o foco são as vendas e o atendimento e, nesse sentido a Cigam nos ajudou muito a aumentar a nossa produtividade e otimizar o nosso tempo”, afirma Grolli, que salienta que as reclamações nas lojas e franquias, que antes eram recorrentes, estão praticamente eliminadas.

MOBILE

No projeto, também foram disponibilizadas as soluções para gestão via dispositivos móveis – Android e IoS – da Cigam. Com o Gerencial Mobile é possível o gerenciamento de vendas por meio de smartphones ou tablets, aumentando o controle sobre metas de vendas das lojas, franquias, vendedores, grupos de franqueados, supervisores de campo e demais formas de visualização dos indicadores de sua cadeia de Varejo.

Tags, , , , ,

A banda larga para voos será um mercado de 130 bilhões de dólares em 2035

As companhias aéreas devem se beneficiar de receitas significativas no crescimento de comércio eletrônico, publicidade e conteúdo premium viabilizado por banda larga

A London School of Economics and Political Science prevê que companhias aéreas da América Latina irão gerar US$1,9 bilhão de ganhos incrementais

26 de setembro de 2017: a banda larga a bordo tem o potencial de criar um mercado global de 130 bilhões de dólares nos próximos 20 anos, resultando em uma receita adicional de US$ 1,9 bilhão para as companhias aéreas da América Latina. Esta é a conclusão de uma pesquisa de estudo inédita ‘Sky High Economics: Quantifying the commercial opportunities of passenger connectivity for the global airline industry’ (em português, Economia do Céu: quantificação de oportunidades comerciais de conectividade para passageiros para a indústria aérea global), realizada pela London School of Economics and Political Science (LSE) em associação com a Inmarsat (LSE: ISAT. L), a fornecedora líder no mundo de comunicações globais móveis via satélite.

Potencial de mercado

Com base em dados atuais da IATA e fontes da indústria, o estudo Sky High Economics desenvolveu um modelo de previsão independente. O modelo prevê que os rendimentos complementares viabilizados por banda larga para as companhias aéreas terão quatro principais fluxos de receita:

• Cobranças para o acesso à banda larga – oferecer conectividade para passageiros a bordo

• Comércio eletrônico e “destination shopping” – fazer compras a bordo de aeronaves com maior leque de produtos e ofertas em tempo real

• Publicidade – pagamento-por-clique, impressões, acordos de patrocínio com anunciantes

• Conteúdo premium – oferecer conteúdo ao vivo, vídeo por demanda e pacote de acesso W-IFEC

Atualmente, apenas cerca de 53 de uma estimativa de 5000 companhias aéreas em todo o mundo oferecem conectividade de banda larga a bordo. Seguindo a forte demanda por parte de passageiros, a internet a bordo estará amplamente difundida em aviões comerciais até 2035. Atualmente, as companhias aéreas recebem um adicional de 17 dólares por passageiro por serviços complementares ‘tradicionais’, como compras ‘duty free’ e vendas de varejo, alimentos e bebidas a bordo. As receitas complementares viabilizadas por banda larga irão acrescentar um adicional de 4 dólares até 2035.

Vetores de crescimento

As operadoras de serviço completo pretendem reivindicar a maior parte das receitas de companhias aéreas (63%), gerando 19 bilhões de dólares até 2035. Com as maiores oportunidades obtidas nos tempos de voo mais longos, a receita adicional virá da capacidade de maximizar as plataformas de comércio eletrônico e de acordos com provedores de conteúdo para oferecer pacotes premium. O estudo ‘Sky High Economics’ prevê que as operadoras de baixo custo irão gerar 11 bilhões de dólares até 2035, sendo que a maior parte virá da venda de conectividade para os passageiros.

Diferenças regionais

A pesquisa também identificou que em termos regionais, a maior oportunidade para serviços adicionais viabilizados por banda larga está na região Ásia-Pacífico. Impulsionadas pelo crescimento do número de passageiros e pela disponibilidade de serviços, as companhias aéreas da região Ásia-Pacífico irão se beneficiar de 10,3 bilhões dólares em receitas complementares até 2035, seguidas pelas companhias da Europa (8,2 bilhões de dólares) e América do Norte (7,6 bilhões de dólares). A América Latina se beneficiará com US$ 1,9 bilhão de dólares, Oriente Médio com US$ 1,3 bilhão e África com US$ 590 milhões.

O Dr. Alexander Grous (B. Ec, MBA, M.Com, MA, PhD.), do Departamento de Mídia e Comunicações, LSE e autor de Sky High Economics disse: “A oportunidade disponível às companhias aéreas é enorme. O estudo Sky High Economics prevê a criação de um mercado de 130 bilhões de dólares nas próximas duas décadas. Se as companhias aéreas, globalmente, puderem oferecer uma conexão de banda larga confiável, isso será o catalisador para a implementação de pacotes mais criativos de publicidade, conteúdo e comércio eletrônico. Veremos acordos de negócio inovadores serem feitos, parcerias serem formadas e modelos de negócios serem fundamentalmente modificados para que novos participantes tenham oportunidades nos 100 bilhões de dólares das companhias aéreas. A receita complementar viabilizada por banda larga tem o potencial de criar um novo mercado e é algo que as companhias aéreas precisam planejar agora.”

Frederik van Essen, vice-presidente senior de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios da Inmarsat Aviation, comentou: “A medida que começarem a agir mais como varejistas, as companhias aéreas perceberão os benefícios de eliminar a lacuna da conectividade a bordo. Isso resultará no desbloqueio de 15 bilhões de dólares por ano em receitas complementares adicionais na próxima década e será uma das maiores fontes de crescimento. A chave para este potencial e a obtenção de receitas eventuais de 30 bilhões de dólares, é a internet rápida e de alta qualidade a bordo que seja confiável e sem interrupções.”

A Inmarsat está transformando a indústria da aviação global trazendo conectividade plena para cada aeronave e rota de voo no mundo. A Inmarst é a primeira e única operadora com uma completa rede de satélite de alta produtividade (HTS) de próxima geração abrangendo o mundo todo. A Inmarsat é também a única operadora de banda larga de aviação capaz de conectar a aeronave completa desde a cabine de passageiros até a cabine de comando. As soluções para passageiros oferecidas pela Inmarsat são líderes no mundo e complementadas por seus serviços de operações e segurança certificados pelos padrões da indústria. O ‘GX Aviation’ é o primeiro serviço global de banda larga de alta velocidade a bordo no mundo a partir de uma única operadora. Isto permite que passageiros de companhias aéreas naveguem na internet, transmitam vídeos, verifiquem mídias sociais e muito mais durante os voos, com uma experiência de conectividade a bordo comparável aos serviços de banda larga móvel disponíveis em terra.

Tags, , , , ,

Brasil a mais um passo de adotar o sistema internacional de proteção de marcas

Por Luiz Guilherme Valente, advogado sênior do Schroeder&Valverde

O Brasil está cada vez mais perto de ingressar no Sistema de Madri, que unifica o registro e proteção de marcas em 97 países. No dia 20 de junho, a Casa Civil da Presidência da República enviou a Mensagem nº 201 ao Congresso, encaminhando para votação o Protocolo de Madri, tratado que estabelece o sistema unificado de marcas da Organização Internacional Propriedade Intelectual (OMPI).

A nossa atual Lei de Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/1996), como regra, garante a proteção das marcas concedidas apenas no território brasileiro. Dessa forma, qualquer pessoa ou empresa que queira exclusividade sobre determinada marca no Brasil e em outro país terá que proceder a dois registros diferentes, independentes entre si e sujeitos a regras distintas. O Protocolo de Madri visa simplificar esse processo, permitindo que, uma vez registrada a marca no seu país de origem, o titular possa pedir a proteção em quaisquer dos países signatários que deseje.

Diferentemente do previsto no Acordo de Madri, o Protocolo cria um sistema que não concede a proteção automática a todos os países signatários. Ou seja, o titular da marca deve indicar para quais dos 97 países partes do Protocolo quer que o registro internacional seja válido.

Ainda assim, o tratado simplifica e barateia o registro em múltiplos países, na medida em que será necessário formular apenas um pedido, o qual poderá ser submetido em um dos idiomas admitidos (inglês, espanhol ou francês), pagando-se uma única taxa. Dessa forma, poupam-se os custos e o tempo que seriam gastos com os pedidos de registros em diferentes jurisdições, dispensando-se traduções para os idiomas locais e a constituição de procuradores em cada um dos países.

Além disso, uma vez depositado o pedido em determinado país, o escritório local responsável deverá analisar o processo em até 18 meses – prazo muito inferior ao que vem sendo adotado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), autarquia responsável por conceder o registro de marcas no Brasil.

O Protocolo prevê também um prazo de vigência de 10 anos para o registro internacional, podendo ser renovado múltiplas vezes, pelo mesmo período – não sendo admitido, porém, alterações (por exemplo, nas classes de atividades para as quais a proteção foi originalmente concedida). Passados 5 anos de sua concessão, o registro internacional torna-se independente do registro originário – isto é, caso o registro local seja extinto, o internacional continuará válido.

Outro ponto importante é que, uma vez concedido o registro para outros países signatários, a proteção da marca não passa a ser válida retroativamente nessas jurisdições à data do registro no país originário.

O Protocolo também prevê que os países signatários somente poderão denegar o registro com base nas hipóteses da Convenção de Paris – ou seja, quando a marca for capaz de prejudicar os direitos de terceiros, quando carecer de distintividade (isto é, quando se basear em elementos genéricos, que não sejam capazes de distingui-la dos produtos ou serviços concorrentes) ou quando for contrária moral ou à ordem pública à luz da jurisdição do país relevante. No mais, o tratado é expresso ao dizer que os países terão que aceitar que o registro de uma mesma marca para várias classes de atividades distintas possa ser feito em um único processo – o que hoje é vedado pela nossa legislação, que prevê um processo por classe por marca.

Por mais que o envio ao Congresso Nacional seja um avanço para que o Brasil adote o sistema internacional de marcas, a conclusão desse processo pode demorar alguns anos. O Protocolo ainda precisa passar pelo trâmite interno da Câmara e do Senado, o que inclui a análise pelas Comissões de Constituição e Justiça e de Relações Exteriores, bem como por outras comissões interessadas na matéria. Depois disso, o tratado ainda terá que ser aprovado pelo plenário de cada uma das casas. Só então o Protocolo será oficialmente ratificado, passando a ser válido em nosso país.

Mesmo antes de aprovado, o tratado vem causando polêmica no Brasil. Alguns juristas já se manifestaram quanto à sua inconstitucionalidade, alegando, dentre outros motivos, que o provocaria um tratamento desigual entre brasileiros e estrangeiros. Isto porque o Protocolo obrigará o INPI a analisar em até 18 meses os pedidos de registro de marcas feitos via sistema internacional, sendo que a nossa legislação não estabelece prazo para os pedidos depositados originalmente em nosso país. Dessa forma, haverá uma duplicidade de regimes: enquanto a extensão da proteção internacional de uma marca ao Brasil deverá ser processada em um ano e meio, o pedido feito originalmente aqui continuará sem previsão de prazo para registro.

Apesar da inconstitucionalidade arguida por alguns, grande parte da sociedade civil vem pressionando para a adesão pelo Brasil ao Protocolo. É o caso do INPI, que diz já estar pronto para implementar o sistema internacional de registro. Assim, quando o tratado vier a ser aprovado pelo Congresso, não deverá demorar para que os benefícios trazidos pelo Protocolo possam ser usufruídos pelos brasileiros que queiram registrar suas marcas nos outros países signatários e pelos estrangeiros que queiram estender a proteção das suas marcas ao Brasil.

Tags, , , ,

Microsoft ajuda clientes a transformar digitalmente seus negócios com a nuvem, inteligência artificial e realidade mista

A Microsoft Corp. recebeu nesta segunda-feira mais de 25.000 clientes empresariais em seu evento anual de TI, o Microsoft Ignite, em Orlando, Flórida, onde a empresa mostrou como é infundir nuvem, inteligência artificial e realidade mista em seus produtos, para ajudar os clientes a visualizar e criar o futuro das empresas. A Microsoft também mostrou como computadores quânticos podem ajudar a resolver alguns dos maiores problemas do planeta. As notícias abarcaram os negócios comerciais da Microsoft — Office 365, Windows 10, Microsoft Azure, Dynamics 365 e Inteligência Artificial (AI — Artificial Intelligence) da Microsoft — com um foco na maneira com que a empresa está capacitando as pessoas e organizações para serem bem-sucedidas em um lu gar de trabalho em rápida evolução e habilitando os clientes a utilizar dados, inteligência artificial, tecnologias híbridas e de nuvem para desenvolver os processos de negócios e inovar para o futuro.

“A tecnologia digital está impactando todos os aspectos de nossa sociedade e as economias, criando oportunidades sem precedentes para organizações de todos os tamanhos”, disse o CEO da Microsoft, Satya Nadella. “Estou otimista e inspirado pela criatividade de nossos clientes, parceiros e desenvolvedores de todos os lugares, que estão forçando os limites do que é possível com a realidade mista e inteligência artificial infundida no Microsoft 365, Dynamics 365 e Azure, para transformar e exercer um impacto no mundo”.

A próxima fronteira da computação

Após 12 anos de investimentos em sua visão de criar um computador escalável, baseado em física quântica, a Microsoft anunciou hoje a criação de uma nova linguagem de programação, otimizada para explorar computadores quânticos escaláveis e profunda integração de linguagem de programação ao Visual Studio, fornecendo aos desenvolvedores depuração (debugging) e outros suportes e simuladores de alto nível tecnológico que podem operar localmente ou no Microsoft Azure. As ferramentas serão disponibilizadas gratuitamente até o final do ano. Os desenvolvedores podem aderir à comunidade quântica da Microsoft hoje, se inscrevendo em www.microsoft.com/quantum.

Capacitando empregados e promovendo uma nova cultura de trabalho

A Microsoft também anunciou a expansão do Microsoft 365 com duas novas soluções para capacitar trabalhadores de primeira linha (firstline workers) e clientes da educação. A empresa também apresentou novos recursos de busca inteligente, uma visão para centrar comunicações inteligentes no Microsoft Teams e aperfeiçoamentos na gestão da segurança e da TI, para ajudar os clientes a permanecerem seguros e em compliance, incluindo o cumprimento da Regulamentação Geral de Proteção de Dados (General Data Protection Regulation).

O Microsoft 365 F1 reúne o Office 365, Windows 10 e Enterprise Mobility + Security para capacitar os mais de 2 bilhões de trabalhadores de primeira linha em todo o mundo, que servem como o primeiro ponto de contato entre a empresa e seus clientes ou que estão diretamente envolvidos na fabricação de produtos.

O Microsoft 365 Education inclui o Office 365 para Educação, o Windows 10, o Enterprise Mobility + Security e o Minecraft: Education Edition. Ele proporciona aos estudantes, corpo docente e funcionários tudo o que precisam para criar e colaborar com segurança.

Dispositivos habilitados pelo Microsoft 365, incluindo os novos dispositivos comerciais Windows 10 S da HP Inc., Lenovo, Acer e Fujitsu a partir de $ 275, oferecem implementação self-service e gerenciamento simplificado, permanecendo sempre atualizados, resultando em um baixo custo total de propriedade para as empresas. Projetados para identificação e gerenciamento baseados em nuvem, esses dispositivos são ideais para trabalhadores de primeira linha, estudantes e educadores.

A Microsoft apresentou uma nova visão de comunicações inteligentes, incluindo planos de levar recursos do Skype for Business Online para o Microsoft Teams, junto com serviços cognitivos e de dados, tornando o Teams um hub real para trabalho de equipe no Office 365, incluindo conversas, voz e vídeo persistentes.

Experiências de busca inteligente usam inteligência artificial e aprendizado de máquina (machine learning) para disponibilizar resultados de busca mais relevantes em qualquer lugar que você busque no Microsoft 365. As novas experiências incluem o Bing para prévia privada dos negócios, que fornece uma visão unificada de resultados de busca personalizados e contextuais de dentro e fora de sua organização.

Novo Linkedin em cartões de perfil da Microsoft oferecem agora a habilidade de ver informações de perfis do Linkedin em aplicativos e serviços da Microsoft. Essa nova experiência, sendo implementada agora para clientes de primeiro lançamento no Outlook Web Access, SharePoint e OneDrive for Business, aprimora a maneira com que você colabora e desenvolve relacionamentos, ao fornecer percepções sobre as pessoas com as quais está trabalhando, dentro e fora de sua organização, diretamente de dentro do Office 365.

A HP Inc. e a Lenovo irão aderir ao Surface no suporte ao Windows AutoPilot, ao fornecer identidades de dispositivos a empresas em pedidos selecionados, a partir de janeiro de 2018. Isso capacita os usuários a configurar facilmente um novo dispositivo, concluir com a configuração da empresa e aplicativos prontos para uso e elimina a necessidade de a TI entrar em contato com o dispositivo ou gerenciar atualizações pessoalmente.

O Microsoft 365 está oferecendo recursos aperfeiçoados de proteção avançada contra ameaças (ATP — Advanced Threat Protection), como recursos avançados contra phishing, proteção expandida para o SharePoint Online, OneDrive for Business e Microsoft Teams e integração entre recursos de detecção de ameaças de identificação na nuvem e na instalação física.

Mais informações sobre as soluções do lugar de trabalho moderno (Modern Workplace) da Microsoft estão disponíveis aqui.

Modernizando os processos empresariais com a nuvem e inteligência artificial

Dynamics 365 ampliado da Microsoft com novas soluções de inteligência artificial que transformam os cenários críticos e aplicativos e serviços empresariais para ajudar os usuários corporativos a reinventar os processos que usam todos os dias.

As soluções de inteligência artificial Dynamics 365 da Microsoft foram projetadas para lidar com cenários empresariais complexos, de alto valor, e ajustados para processos, sistemas e dados existentes. A primeira solução inclui um agente virtual inteligente para atendimento ao cliente, um assistente inteligente para o pessoal de serviço ao cliente e ferramentas de gestão de conversações, tudo habilitado pela inteligência artificial da Microsoft. O Departamento de Serviços Humanos do governo australiano, a HP Inc., Macy’s e Microsoft já estão usando essa tecnologia para melhorar a satisfação geral dos clientes e lidar com mais pedidos, em menor período de tempo.

Aplicativos modulares do Dynamics 365 para ajudar os clientes a transformar rapidamente os processos de alto impacto, ao se integrarem com os sistemas existentes e aumentá-los com o fluxo de trabalho e percepções do Dynamics 365, LinkedIn e Office 365. Os primeiros dois aplicativos modulares, Attract e Onboard, irão ajudar as empresas a recrutar os candidatos mais qualificados e assegurar seus sucessos com adaptação (onboarding) personalizada. Ambos estarão disponíveis como parte do Dynamics 365 for Talent no final deste ano.

Maior integração entre PowerApps, Microsoft Flow e Office 365 e Dynamics 365. Agora, qualquer usuário empresarial, familiar com os formulários do InfoPath, bases de dados do Access ou SharePoint, pode desenvolver aplicativos para estender e automatizar seus processos empresariais com o PowerApps e Microsoft Flow.

Mais informações sobre como as empresas podem usar essas novas tecnologias para melhorar suas aplicações e processos empresariais estão disponíveis aqui.

Promovendo a nuvem corporativa

O Microsoft Azure está propulsionando novos níveis de produtividade organizacional, experiências acionadas por dados inteligentes e maior confiança empresarial — tudo através de um método de nuvem híbrida consistente e único através de dados, aplicativos e infraestrutura, seja em instalações físicas ou na nuvem.

Azure Stack comercializado através dos parceiros OEMs, incluindo Dell EMC, HPE e Lenovo. Uma extensão do Azure, o Azure Stack é verdadeiramente único no mercado, habilitando consistência que permite às organizações desenvolver e empregar aplicativos usando exatamente as mesmas APIs, ferramentas e experiências que teriam na nuvem Azure.

Disponibilidade do SQL Server no Linux, Windows e Docker com o SQL Server 2017 GA. O SQL Server é o primeiro banco de dados desenvolvido na nuvem que também está disponível em instalações físicas. O SQL Server 2017 traz o poder do SQL Server para o Windows, Linux e contêineres do Docker pela primeira vez, capacitando os desenvolvedores para construir aplicativos inteligentes, usando suas linguagens e ambientes preferidos para promover ainda mais a produtividade, junto com altos níveis de desempenho e segurança de dados.

O Database Migration Service e o SQL DB Managed Instance inteiramente automatizados já estão disponíveis para os clientes migrarem pelo sistema lift and shift facilmente seus bancos de dados do SQL Server em sua instalação física para um banco de dados no Azure SQL.

O SQL Data Warehouse oferece uma nova camada de desempenho otimizado para computação, melhorando significativamente o desempenho de analítica na nuvem. Essa nova camada de desempenho otimizado para computação também pode ser redimensionada mais do que antes, para até 30.000 unidades de armazém de dados (Data Warehouse Units) de computação. A prévia será disponibilizada no outono.
Benefício do uso híbrido do Azure para SQL Server irá permitir aos clientes maximizar os investimentos em licenças existentes a preços com descontos, ampliando ainda mais a promessa do híbrido nos investimentos em dados de nossos clientes.

Serviços de gestão de custos do Azure pelo Cloudyn irá ajudar a gerenciar e otimizar os gastos com nuvem através de uma visualização única e unificada de ambientes de múltiplas nuvens. Os clientes e parceiros poderão usar o serviço gratuitamente para gerenciar suas despesas com o Azure.

Centro de Segurança do Azure irá incluir novos recursos de segurança integrados, com foco na redução de vulnerabilidades e no aumento da proteção contra ameaças, bem como na ampliação de cargas de trabalho híbridas seguras.

A prévia de novas atualizações para aprendizado de máquina do Azure irá fornecer aos desenvolvedores de inteligência artificial e cientistas de dados um novo conjunto de ferramentas para desenvolver e gerenciar modelos de aprendizado de máquina e de inteligência artificial em qualquer lugar — na nuvem, na instalação física ou na borda. Essas novas atualizações também tornarão os desenvolvedores de inteligência artificial e cientistas de dados mais produtivos, por alavancar as estruturas, ferramentas e tempos de execução de fontes abertas mais populares.

Integração do Azure CosmosDB e Azure Functions. Ao levar o poder do Azure CosmosDB, nosso serviço de banco de dados moderno e único de sua espécie, distribuído globalmente, para nossa oferta sem servidor, o Azure Functions, os desenvolvedores podem conseguir novos níveis de produtividade, escrevendo aplicativos com apenas umas poucas linhas de código, de forma que podem inovar mais rapidamente para reagir a “eventos” como sensores da Internet das Coisas (IoT), mudanças no banco de dados, etc.

Atualizações para os serviços cognitivos da Microsoft, uma coleção de APIs inteligentes que permitem aos desenvolvedores adicionar facilmente recursos de inteligência artificial a seus aplicativos. As atualizações de hoje incluem a disponibilidade geral de analítica de textos, um serviço baseado na nuvem para processamento de linguagem, tais como análise de sentimentos, extração de frases essenciais e detecção de linguagem de texto. No próximo mês, também iremos disponibilizar, para o público em geral, o Bing Custom Search (Busca Personalizada do Bing), uma experiência de busca personalizada para uma seção da Web, e o Bing Search v7 (versão 7 da Busca do Bing), que irá fornecer resultados mais relevantes com o uso do Bing Web, notícias, vídeo, busca de imagens, be m como uma nova versão do autosuggest (sugestão automática) e spellcheck (corretor ortográfico).
Mais informações sobre as soluções de nuvem empresarial da Microsoft estão disponíveis aqui.

Tags