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ABES e CCBC promovem série de encontros virtuais para desenvolver oportunidade de negócios entre Brasil e Canadá

A ABES – Associação Brasileira de Empresas de Software e a Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC), organização independente mantida pelo setor privado e sem fins lucrativos, prepararam o primeiro encontro virtual da série Café com Canadá, que vai apresentar e analisar as iniciativas que visam aproximar empresas e startups brasileiras e canadenses. O evento acontece dia 24 de fevereiro, às 17h, e contará com a participação de Paulo Perrotti, Presidente da CCBC, advogado da LGPDSolution e Professor de Cybersecurity na pós-graduação da Faculdade de Engenharia de Sorocaba (FACENS); Evandro Barros, Fundador e CEO do DATA H Artificial Intelligence e co-fundador do Institute of Applied Intelligence, e Rodolfo Fücher, presidente da associação. As inscrições devem ser feitas aqui e a participação é gratuita.

“Estamos desenvolvendo encontros virtuais com diversos países. No caso específico do Canadá, existem inúmeras oportunidades de negócios que podem ser desenvolvidas, entre empresas brasileiras e canadenses. Em alguns casos, com o apoio e incentivo do próprio governo canadense. Nessa série Café com o Canadá, o objetivo é mostrar as oportunidades, mas principalmente como melhor explorá-las, unindo a experiência da CCBC e da ABES. “, expõe Rodolfo Fücher.

O encontro virtual Café com Canadá está alinhado com o propósito de contribuir para a construção de um Brasil mais digital e menos desigual, no qual a tecnologia da informação desempenha um papel fundamental para a democratização do conhecimento e a criação de novas oportunidades, visando melhor qualidade de vida para todos, de forma inclusiva e igualitária.

“A parceria entre a CCBC e a ABES abre uma grande porta para a inovação brasileira, bem como facilita a internacionalização das empresas, em um dos principais hubs de desenvolvimento tecnológico do mundo. Essa troca de experiências será muito rica, pois a intenção é que façamos uma imersão nos principais ecossistemas canadenses, apresentando aos participantes como é possível tirar o melhor proveito de um intercâmbio tão rico entre Brasil e Canadá e como as instituições podem apoiá-los nesse processo”, ressalta Paulo Perrotti.

SERVIÇO: Café com Canadá

Data: 24 de fevereiro

Hora: 17h

Inscrições: https://us02web.zoom.us/webinar/register/WN_bu5PffTzToaYH8luOea8fg

Compras internacionais têm entregas cada vez mais rápidas no Brasil

Em cerca de dez dias já é possível receber encomendas do outro lado do mundo.
AliExpress freta quatro voos semanais da China para o Brasil


O comércio eletrônico vem crescendo a cada ano, mas, durante a pandemia do novo coronavírus, muita gente que nunca havia comprado pela internet passou a ter este hábito, pela comodidade e segurança. Segundo dados do relatório Webshoppers 2020, da Ebit|Nielsen, as vendas online subiram 47% no primeiro semestre de 2020, atingindo R$ 38,8 bilhões, maior alta em 20 anos de comércio eletrônico. Neste período, 7,3 milhões de brasileiros fizeram uma compra pela primeira vez na internet. Com uma expansão de 40% no total, o Brasil chegou à marca de 41 milhões de usuários no comércio eletrônico.

E a variedade de produtos disponíveis também é cada vez maior. Os produtos comprados pela internet são de todos os tipos, atendendo a todas as necessidades. De olho no crescimento do mercado, até as plataformas mais consolidadas estão investindo para melhorar seus serviços e, principalmente, fazer entregas cada vez mais rápidas.

Os sites de compras internacionais são um exemplo disto. É possível comprar qualquer coisa, de qualquer lugar do mundo, e receber cada vez mais rápido na porta de casa. Uma compra que antigamente levava bem mais tempo para chegar, agora leva cerca de dez dias. O AliExpress, que nasceu na China, mas que também já possui vendedores de outros países na plataforma, é um exemplo de empresa que está investindo muito em logística, atento aos desejos dos consumidores brasileiros.

O site internacional está fretando quatro voos semanais para o Brasil para garantir entregas mais rápidas aqui no país e o prazo de entrega passou a ser de cerca de dez dias, um prazo antes inimaginável para um produto que vem do outro lado do mundo.

As empresas também estão de olho em outros benefícios para conquistar o consumidor brasileiro. A oferta de produtos com frete grátis é cada vez maior, sem contar que não há barreiras por conta da língua. A inteligência artificial ajuda na tradução das ofertas e os times de atendimento ao consumidor estão preparados para atender em português. Assim como em outras áreas, o comércio eletrônico também se desenvolve cada vez mais para que as distâncias sejam cada vez mais curtas.

Final Level anuncia aporte de R$ 8.5 milhões

A Final Level, maior plataforma de entretenimento gamer do Brasil, anuncia aporte de R$ 8.5 milhões co-liderado por sócios da Atmos Capital, Outfield Capital, a inglesa 1st11, além de family offices, como a Kaducaio Holding, do gestor Kadu Cunha, sócio do Grupo Mantiqueira. Após se firmar com a proposta única de valor de ser o ponto de encontro de todas as comunidades gamers e principal parceiro de negócios do mercado para criadores de conteúdo nos segmentos de games e esports, a Final Level tem como objetivo se aproximar ainda mais do consumidor final e fortalecer o desenvolvimento da cultura gamer e o gaming lifestyle por meio da tecnologia.

“Nosso propósito desde o início foi reunir tudo o que o fã de games busca e deseja. A ‘porta de entrada’ num ambiente extremamente pulverizado e dinâmico, com oferta infinita de conteúdo em diversas plataformas. A empresa, que nasceu com forte vocação publicitária e inovou com a criação de pacotes de conteúdo anuais, atraiu marcas como Oi, Ame Digital, Coca Cola, além das mais diversas publishers”, afirma Fernanda Lobão, cofundadora e CEO da Final Level. “A próxima fase toma partido de todas as forças que construímos de branding, hub de criadores de conteúdo, comunidade e engajamento para estabelecer uma relação direta com a comunidade gamer e expandir o ecossistema Final level com novos produtos e serviços que ampliam a experiência do fã nesse ambiente de pura paixão”.

Criada em 2018, a Final Level formou um hub com os melhores creators de games do mercado, pioneiro no mundo, que já soma mais de 60 milhões de inscritos nas redes sociais e quase 500 milhões de views mensais apenas no YouTube. São números expressivos que mostram a dimensão de um mercado que movimentou US$ 180 bilhões globalmente no ano passado, mais do que as indústrias do cinema e da música juntas. Os dados são da consultoria IDC. Estima-se ainda que, em todo mundo, mais de 2,7 bilhões de pessoas joguem algum game, seja no PC, no celular ou em consoles.

Os chamados eSports, por sua vez, atraem quase meio bilhão de espectadores e o ano de 2021 marca o fortalecimento da divisão de eSports da Final Level, com time próprio, os Gamelanders, para disputar competições, line up feminino e a organização de campeonatos
em parceria com grandes marcas, como a gigante dos shopping centers brMalls, e alguns dos mais relevantes influenciadores gamers, como Rakin e Baiano, referências nos cenários de Valorant e League of Legends, respectivamente. Por aqui, o mercado de games movimentou US$ 1,5 bilhão no ano passado, cerca de R$ 5,6 bilhões, segundo dados da Newzoo, e conta com aproximadamente 75,7 milhões de players. Mais de 90% deles assistem a vídeos de games na internet. Não por acaso, o dream team de influenciadores da Final Level atua na co-criação de conteúdo autêntico, inédito e diário para múltiplas plataformas, como YouTube, Instagram, TikTok, Spotify, Facebook, Twitter e Telegram, engajando assim toda a comunidade de maneira disruptiva.

“A Final Level é um exemplo perfeito do novo modelo de mídia e de construção de comunidades. Acreditamos muito no potencial de crescimento do negócio, por conta da visão inovadora sobre como interagir com a comunidade gamer, sempre criando conteúdos de qualidade e retratando como ninguém esse lifestyle. Os games são a principal plataforma de entretenimento do mundo e a Final Level está muito bem posicionada para ser uma das protagonistas desse mercado”, afirma Pedro Oliveira, cofundador da OutField Capital. O fundador e chefe de operações da 1st11 no Brasil, Flávio Maria, reforça esse pensamento. “Fazer um investimento no Final Level é uma declaração considerável e um incentivo importante para nossos planos nos próximos 5 anos”, comenta.

Os novos investidores se unem assim aos outros sócios de peso da Final Level, como Felipe Neto, maior youtuber do Brasil e segundo mais assistido do mundo em 2019, João Pedro Paes Leme, ex-diretor executivo de esportes da Rede Globo, o técnico e empresário Bernardinho, bicampeão olímpico, e Marcos Vinicius Freire, ex-diretor executivo do COB.

O bem sucedido modelo da Final Level vem chamando a atenção de players de diversos países e a primeira parada da marca fora do Brasil será na Espanha. Recentemente, a Final Level anunciou uma parceria com a produtora de conteúdo Grupo Xanela Producciones, responsável pela plataforma na capital da Espanha. O plano é “exportar” o modelo, a exemplo do que fez a Endemol, produtora holandesa por trás do Big Brother e Masterchef. A expectativa é que a estreia na Espanha ocorra no segundo semestre deste ano. Como se vê, o jogo da Final Level está apenas começando.

Estudo da Mercer aponta que buscar novas formas de trabalhar deve ser prioridade das empresas no pós-pandemia

Definir e reestruturar as necessidades dos trabalhadores, incentivar a transformação e buscar novas formas de trabalhar. De acordo com o estudo de Tendências Globais de Talentos 2020-2021 da Mercer, essas são as três prioridades para as organizações neste ano, após o enfrentamento de um ano bastante atípico em 2020.

Com base nas respostas de 306 líderes de RH na América Latina, o estudo concluiu que 65% deles esperam que a pandemia afete negativamente os resultados dos negócios – no Brasil, o resultado foi um pouco mais positivo: 48% dos participantes esperam esse impacto. Por outro lado, a pandemia também trouxe a oportunidade para as organizações repensarem o que o futuro pode trazer. Conforme o estudo, “após reagir à crise criada pela pandemia e se adaptar à nova normalidade, as empresas estão agora se concentrando em reinventar a organização para o futuro e acelerar os esforços de transformação”.

“Todos nós tivemos que enfrentar o desafio de uma crise econômica e de saúde sem precedentes. A questão agora é saber como podemos captar os aprendizados deste período e direcionar as inovações derivadas da necessidade de uma nova forma de trabalhar”, afirma Antonio Salvador, líder de negócios de Career na Mercer Brasil. “Diante de prioridades inesperadas, as organizações têm se preocupado com o que o futuro pode trazer, em ter o talento certo para ter sucesso, operar com eficiência e administrar despesas”, completa.

Além de identificar as prioridades que serão o foco de investimentos das organizações, o estudo também apontou quatro tendências que permearam as atividades das empresas durante a pandemia e investigou como as companhias encontraram o caminho a ser seguido em meio ao “novo normal”: (i) foco no futuro, (ii) corrida para a requalificação, (iii) bom senso com ciência e (iv) energizar a experiência.

Foco no futuro

De acordo com o levantamento, as organizaçaões incluíram na agenda um modelo “multi-stakeholder” e empatia foi a palavra de ordem, especialmente globalmente. Empresas que não deram a devida importância à saúde das pessoas e não adotaram uma comunicação transparente tiveram suas reputações impactadas e ficaram para trás, enquanto empresas responsáveis que estenderam as cláusulas de bem-estar viraram ímãs de talento.

Os líderes investiram uma parte significativa de 2020 gerenciando mudanças trazidas pela pandemia. Agora que as organizações já se adaptaram à nova normalidade, os impactos ambientais, sociais e de governança (ASG) também voltam ao foco. Mais da metade (59%) dos líderes ouvidos na América Latina e (68%) no Brasil afirmam que sua empresa continuou ou acelerou o ritmo em direção a uma abordagem de negócios mais voltada para o ASG.

E mais: em 2021, a coerência entre propósito e ação será essencial para atrair talentos.

Corrida para a requalificação

É a maior oportunidade e o maior desafio desta década. Em 2020, a falta de ter tempo para investir na requalificação deixou de ser uma barreira, dado o maior acesso ao trabalho e ao ensino remoto. Dada a experiência do home office, o ritmo acelerado de mudança no conteúdo de trabalho e uso de tecnologia, os planos de transformação para 2021 estão concentrados em reinventar a flexibilidade (62%), seguido por expandir o talento e ecossistema de aprendizagem (53%).

Quase metade das empresas consultadas se propôs a expandir seu ecossistema de talentos em 2021, além de suas práticas usuais de contratação (como uso de freelancers, por exemplo). Antes mais comum em outras regiões, agora as empresas latino-americanas estão cada vez mais em busca de talentos executivos em uma base regional para fortalecer as habilidades e a experiência na liderança das organizações, o que traz desafios de RH que vão desde a remuneração de executivos até a adaptação cultural.

Entre as habilidades que ajudarão os funcionários em um ambiente flexível e ágil estão autogerenciamento, habilidades de colaboração e adaptabilidade

Bom senso com ciência

O uso de inteligência artificial (IA) e machine-learning está avançando nos processos de RH, de acordo com o estudo. Quase metade das empresas no Brasil está usando, ou planejando usar, ferramentas que ajudam os gerentes a envolver os funcionários nos momentos apropriados.

Em linha com a tendência de que funcionários cada vez mais tomem a iniciativa de seu próprio desenvolvimento, o levantamento apontou que 39% das empresas estão usando, ou planejando usar, ferramentas que orientam os funcionários para as etapas com maior probabilidade de melhorar sua saúde, plano de previdência, investimentos e perspectivas de carreira.

As empresas estão usando ou planejando usar ferramentas para melhorar a capacidade dos gestores de ter conversas significativas com os membros da equipe. Nesse sentido, o uso de analytics está consolidando seu lugar como ferramenta para obter insights sobre os principais aspectos da gestão de talentos. Uma amostra disso é que 64% das empresas têm planos para melhorar a análise de aprendizagem/aquisição de habilidades por meio do uso de dados.

Energizar a experiência

O bem-estar dos funcionários esteve mais do que nunca em foco em 2020. Em meio à essa nova realidade, em que a proposta de valor dos programas de benefícios precisou se readequar para ser uma experiência única, competitiva e diferenciada, tornou-se fundamental segmentar a força de trabalho e identificar as particularidades individuais, para assim, adequar os benefícios às novas necessidades e realidades, conforme apontaram 68% dos ouvidos no estudo.

A pandemia também transformou elementos críticos que compõe a experiência do funcionário e impactou a forma como o RH trabalha. Por exemplo, 55% das empresas dizem que estão usando o design thinking e processos interativos para co-criar novas experiências de funcionários.

Outro ponto de atenção é o trabalho flexível, apontado por 78% dos participantes do estudo como o principal elemento na experiência do funcionário que sofreu transformação.

“Em princípio, qualquer trabalho, de alguma forma, pode ser flexível. O que é preciso é avaliar qual flexibilidade é possível, desejável e sustentável. O trabalho flexível requer que as organizações confiem e capacitem os funcionários e, ao mesmo tempo, renunciem ao controle central dos comportamentos dos empregados, avançando em direção a regimes de trabalho mais laterais e não supervisionados”, comenta Salvador.

O Estudo Global de Tendências de Talentos 2021 da Mercer foi realizado em XXX a partir de pesquisas com mais de XXXX executivos sênior de negócios, líderes de RH e funcionários de nove setores-chave, em XXX países.

Premiação da 3M reconhece 25 mulheres latino-americanas na ciência

No Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência, celebrado no dia 11 de fevereiro, a 3M reconheceu em evento on-line as “25 Mulheres na Ciência da América Latina”, 25 cientistas, que por seus trabalhos, projetos e histórias – com impacto social, têm contribuído para melhorar a vida das pessoas em suas comunidades.

Em sua primeira edição, o programa visa promover a equidade de gênero e incentivar meninas, jovens e mulheres a atuarem no campo científico, e a 3M, uma empresa de tecnologia baseada na ciência, tem buscado fomentar este tema por meio de programas e iniciativas.

“O programa ‘25 Mulheres na Ciência da América Latina’, reconhece o protagonismo de cientistas emergentes que, com suas histórias e projetos inspiradores, têm gerado um impacto significativo na vida das pessoas. Sem dúvida, a diversidade é essencial, vibrante e nos ajuda a construir um futuro cada vez mais justo e sustentável. Como educadores, pais, líderes e como empresa, devemos apoiar iniciativas que promovam cada vez mais espaço para as mulheres nas carreiras científicas, contribuindo para a equidade de gênero na ciência e em nossa sociedade”, comenta Marcelo Oromendia, presidente da 3M Brasil.

Para a análise dos projetos inscritos, os critérios considerados foram avaliação do problema a ser resolvido, originalidade da ideia, resultados e aplicação, bem como uma história inspiradora. Assim se chegaram aos nomes das 25 cientistas:

• Argentina: Josefina Ballarre, Jorgelina Noelia Gavotti.


• Brasil: Daniela Ushizima (SP), Letícia Oliveira (RJ), Christiani Andrade Amorim (CE), Silvana Pereira Rempel (RS), Kátia Omura (PA) e Luiza Frank (RS).


• Chile: Daniela Sáez Mahuida, María Isidora Ávila Thieme, Carolina Parra González.


• Colômbia: Andrea Ramírez Vela, Olga Yaneth Vásquez Ochoa, Paola Andrea Barato Gómez, Johanna Marcela Flórez Castillo.

• Peru: Marili Ángeles e Silvana Luzmila Flores Chávez.


• México: Erika Bustos Bustos, Itzel Montserrat Lara Mayorga, Priscila Pineda Villegas, Judith Zavala Arcos e Lorena Díaz de León Martínez.


• Panamá: Dafni Mora e Milagros Cubilla.

• Uruguai: Laura Alethia de la Fuente.

Paulo Gandolfi, diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da 3M para a América Latina, ressalta que “nosso objetivo com essa iniciativa é incentivar o protagonismo feminino em áreas científicas que antes eram consideradas masculinas, de modo a contribuir com o futuro das próximas gerações de mulheres. A 3M, como empresa de ciência e inovação, tem consciência da importância da diversidade e está comprometida com o tema”.

As 25 cientistas reconhecidas por esta primeira edição farão parte de uma plataforma de visibilidade científica e networking, que contempla: inclusão de seus projetos e suas histórias em um E-book comemorativo “25 Mulheres na Ciência da América Latina”, convite para mentoria com especialistas da 3M, bem como participação no podcast da 3M “Inovação em Pauta” e divulgação de sua história e projeto no Blog de Curiosidade, um canal da 3M com conteúdos de Ciência, Sustentabilidade, Empreendedorismo, Gestão de Pessoas, Inovação entre outros temas.

As inscrições das candidatas foram recebidas de 10 de dezembro de 2020 a 22 de janeiro de 2021. No total, foram recebidas mais de mil candidaturas, que foram analisadas por um júri qualificado, composto por membros de destaque – a nível regional – como acadêmicos, dirigentes e especialistas de indústrias científicas. Dentre os especialistas do júri estão: Alejandra Ruiz, idealizadora do projeto de comunicação Mitocondria no Peru; Ana Flávia Nogueira, diretora do Centro de Inovação em Novas Energias (CINE) do Brasil; Diana Salazar, diretora de Geek Girls Latam na Colômbia; Dora Altbir, diretora do Centro para o Desenvolvimento da Nanociência e Nanotecnologia (Cedenna) da Universidade de Santiago do Chile; Galo Soler, Doutor em Química e Pesquisador Sênior do Conicet na Argentina; Ilya Espino, engenheiro encarregado de liderar o projeto de expansão do Canal do Panamá no país; María Emilia Beyer, diretora do museu Universum no México; María Esther Orozco, pesquisadora emérito da Cinvestav no México; Oris Sanjur, diretor interino do Smithsonian Tropical Research Institute no Panamá, assim como Sonia de Menezes, engenheira química e doutora em química orgânica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

7 soluções de computação em nuvem que podem ajudar na redução de custos nos negócios

A corrida pela jornada digital se tornou um tema imprescindível para qualquer empresa que queira se manter competitiva no mercado ao longo dos próximos anos. Antes, os líderes buscavam sempre a expansão como forma de consolidação dos negócios, enquanto hoje, eles se apoiam em seus gerentes de TI para conseguir inovação, eficiência e economia, otimizando assim ao máximo os processos e produtos. 

Nesse contexto, a computação em nuvem se tornou o centro das atenções. Segundo Waldir Bertolino, Country Manager da Infor no Brasil, a cloud computing trouxe inúmeras praticidades, pois oferece soluções às empresas dos mais diversos portes a um preço acessível para todos, e ainda permite que os gestores tenham flexibilidade para aumentar ou diminuir os recursos da Cloud de acordo com o momento e as demandas da empresa. Com isso, o executivo destacou 7 soluções que podem ajudar os negócios a reduzir custos. Confira:

1. Armazenamento em nuvem

A adoção de serviços de Cloud Computing ajuda a reduzir os custos de compra e manutenção de equipamentos de informática. Isto porque os arquivos ficam armazenados na nuvem e não precisam ser alocados em uma infraestrutura própria;

2. Cloud backup

Além de armazenar os dados vitais para a empresa, é importante mantê-los acessíveis e capazes de serem recuperados no menor tempo possível. Isso porque boa parte do desperdício operacional vem do downtime — tempo em que o sistema fica fora do ar e impede a produtividade dos funcionários. Com uma rotina automatizada de backup na nuvem, em caso de rompimento ou perda dos dados, eles podem ser acessados novamente em minutos, e até segundos;

3. Automação na nuvem

E não é só a automação dos backups que pode ajudar uma empresa a economizar. Além do ganho com confiabilidade e diminuição do retrabalho ao longo de uma cadeia produtiva, automatizar ao máximo a operação significa mais tempo para que os funcionários sejam criativos e incrementem a qualidade do serviço — uma forma de ganhar e economizar nas duas pontas;

4. SaaS (Software como Serviço) e PaaS (Plataforma como Serviço)

Um dos pontos de partida em TI’s que buscam a nuvem como solução de economia é a substituição de aquisições por contratação de serviços. Os melhores exemplos disso são os softwares e as plataformas como serviço. Nesse modelo, o gerente de TI troca o custo de atualizações e compras de licenças por  uma assinatura flexível de acordo com sua necessidade. Assim, ele consegue o máximo de performance para atender exatamente a demanda que necessita;

5. IaaS (Infraestrutura como Serviço)

E por que não ir um passo além? Com o IaaS (Infraestrutura como Serviço) a empresa pode virtualizar servidores, usar computação pela nuvem e manter toda a produtividade dentro de um ambiente integrado e controlado. Sem novas atualizações de hardware, sem gastos com manutenção, sem tempo perdido com monitoramento — tudo isso retorna como recursos extras para ampliação de um modelo de negócio ou a capacidade de abraçar novos nichos.

6. Cloud híbrida

E se você prefere manter dados importantes no mesmo local e ainda assim quer aproveitar os benefícios de economia da nuvem, existe a cloud híbrida como solução perfeita.

Nesse caso, a nuvem é implementada de forma a conectar os servidores internos ao sistema em cloud da empresa. A TI fica mais próxima de seu banco de dados, mas, ainda assim, consegue migrar softwares e ferramentas que significam economia na aquisição de licenças e manutenção.

7. Segurança da informação

Na mesma medida em que os dados corporativos ganham valor de negócio, eles se tornam alvos desejáveis para criminosos virtuais. É por isso que, hoje, as empresas transformadas digitalmente precisam investir no seu departamento tecnológico para monitorar e proteger seu sistema.


Engineering Brasil abre seleção de profissionais por meio de capacitação gratuita em Salesforce

A escassez de profissionais de TI capacitados para ocupar as vagas em aberto nas empresas é um problema que assola o setor há anos. Ciente disso, a Engineering Brasil, companhia global de Tecnologia da Informação e consultoria especializada em Transformação Digital, anuncia um projeto para capacitar profissionais gratuitamente na plataforma Salesforce por meio de trilhas de aprendizagem e mentorias personalizadas, que levarão a 25 posições na companhia; para a área de desenvolvimento e para a área administrativa.

“Sabemos que o Salesforce é um dos conjuntos de habilidades mais demandados atualmente. Nosso objetivo com esse projeto é a capacitação e contratação de profissionais, que tenham ou não conhecimento prévio na área, para ampliar suas oportunidades e preencher nossas vagas em aberto” explica Luciano Gajardoni, diretor técnico da Engineering Brasil.

A Eng Academy, como foi nomeado o projeto, se inicia em fevereiro, termina em março e será composta por etapas. Começando pela inscrição dos interessados a participarem deste processo, que não possui vagas limitadas, e posterior seleção dos profissionais mais qualificados pela área de Gente e Gestão.

Após este início, os escolhidos terão acesso às trilhas de aprendizagem, que são conteúdos de cerca de 40 horas, desenvolvidos por especialistas da Engineering, com o objetivo de capacitar os participantes na plataforma selecionada, abordando desde o básico ao avançado sobre a tecnologia.

De acordo com os resultados da trilha de aprendizagem composta por um desafio final, serão selecionados alguns participantes para uma mentoria personalizada com especialistas de Salesforce da companhia de TI. Por fim, os talentos que se sobressaírem neste processo participarão de duas entrevistas internas, uma técnica com o gestor da área e outra comportamental com a área de Gente e Gestão, as quais selecionarão aqueles que receberão uma proposta de contratação.

“A Eng Academy é um dos projetos que temos com este objetivo de capacitar e contratar talentos de TI. A inscrição é o primeiro passo para se tornar um Enger, bem como uma oportunidade de desenvolver habilidades, pois são horas de conhecimento disponibilizadas gratuitamente aos inscritos”, complementa Filippo Di Cesare, CEO da Engineering Brasil.

Segundo Di Cesare, as trilhas de aprendizagem serão realizadas pela plataforma Trailhead e supervisionadas pela Engineering, que continuará acompanhando e monitorando o progresso dos participantes não selecionados num primeiro momento, pois não necessariamente as posições serão preenchidas pelos profissionais que avançarem.

Os interessados a participarem deste projeto deverão se inscrever neste link: https://bit.ly/eng_academy

PicPay traz quatro novos integrantes para fortalecer o conselho de administração

O PicPay anuncia a nova composição do seu Conselho de Administração. José Antônio Batista permanece na presidência do Conselho e passam a compor o grupo a executiva Camila Farani e os executivos Gilberto Xandó, Mario Mello e Vicente Trius.

“A reorganização do Conselho reflete o posicionamento estratégico da companhia, que vem se consolidando como o super-app com o maior número de usuários do Brasil, e também reforça o nosso compromisso com as melhores práticas de governança corporativa”, explica José Antonio Batista, presidente do Conselho de Administração e CEO do PicPay.

O novo grupo de conselheiros do PicPay reúne profissionais com ampla experiência em áreas como Tecnologia, Inovação, Varejo, Marketing, Investimentos e Meios de Pagamento, uma composição multidisciplinar que, de acordo com Batista, vai contribuir com as principais decisões estratégicas e o monitoramento da implementação do plano de crescimento do business para os próximos anos. “Com esse passo, a companhia fortalece seu modelo de gestão, com foco na geração de valor para os acionistas, os funcionários, os parceiros e os nossos usuários”, afirma Batista.

A composição do novo Conselho priorizou as competências e experiências dos novos membros frente aos desafios do PicPay, que deve sustentar um crescimento acelerado em 2021 e ampliar a sua atuação com o lançamento de novos serviços e produtos, principalmente não financeiros.

O grupo de conselheiros também será responsável pela coordenação das atividades dos Comitês de Inovação, Sustentabilidade e Marca, que estão em fase final de estruturação. A constituição destes comitês representa outro movimento na evolução da governança corporativa do PicPay, que contará com órgãos específicos para propor soluções, acompanhar o desenvolvimento de ações e assessorar a gestão da empresa em temas considerados estratégicos para o negócio como um todo.

O PicPay tem a maior carteira digital do Brasil, com mais de 40 milhões de usuários. Criado em 2012 por três empreendedores de Vitória (ES) que tinham como objetivo transformar a forma como as pessoas lidam com o dinheiro físico a partir do uso do celular, foi a primeira empresa de tecnologia do país a oferecer o QR Code para pagamentos instantâneos – método que, hoje, se tornou um hábito entre milhões de pessoas e empresas.

Novos membros do Conselho de Administração do PicPay:

Camila Farani é uma investidora anjo e empreendedora brasileira. Em 2018, fundou o G2 Capital, uma boutique de investimento. Também é fundadora do Grupo Boxx e cofundadora do MIA (Mulheres Investidoras Anjo) e do Lab22, boutique de startups. Antes, foi presidente do Gávea Angels e diretora do Grupo Mundo Verde. Graduada em Direito e com MBA em Marketing pela PUC-RJ, tem especializações em inovação, liderança e gestão de negócios no MIT, na Universidade de Stanford, na Babson College e na Fundação Dom Cabral. Também é fundadora do hub de empreendedorismo feminino, Ela Vence, que tem o objetivo de desenvolver lideranças femininas em empreendedorismo. É uma das sharks do Shark Tank Brasil.

Gilberto Xandó tem extensa experiência nas áreas de Finanças, Controladoria, Trade Marketing, Marketing e Comercial, com passagens por empresas como Sadia, Coopers&Lybrand, Natura e Vigor. É membro dos Conselhos de Administração da Ypê, JSL, Grupasso, BenCorp, ClubSaúde e JBS. Formado em Administração pela FGV, possui MBA em Varejo pela USP e especializações em negócios na INSEAD e na Fundação Dom Cabral.

Mario Mello é membro dos Conselhos de Administração da Construtora Tenda e da Track&Field. É Operating Partner da Unidade de Venture da Valor Capital Group. Com mais de 30 anos de experiência em tecnologia e serviços financeiros em empresas como PayPal – onde foi Vice-Presidente e diretor geral para a América Latina – Visa, Banco Safra e Banco Real, é engenheiro civil graduado pela Escola Politécnica da USP.

Vicente Trius é head global de Inovação e Varejo da JBS e diretor da Pilgrims. Formado em Administração pela Universidade de Barcelona, tem especializações na Harvard Business School, no Darden School of Business e no Ashridge College. Foi presidente do Wal-Mart no Brasil e na Asia, diretor executivo do Carrefour para Europa e presidente da Loblaw.

IdeiaGov anuncia o resultado do edital Jornada Digital do Paciente

O IdeiaGov, hub de inovação do Governo do Estado de São Paulo, seleciona 8 propostas de tecnologia através dos 4 desafios da Jornada Digital do Paciente.

“Os desafios foram mapeados juntamente com as equipes do Hospital das Clínicas com o objetivo de encontrar soluções que pudessem resolver 4 desafios relacionados à jornada do paciente dentro da instituição. Tivemos propostas muito qualificadas e selecionamos aquelas que melhor atenderam os critérios de seleção durante o processo seletivo. Tenho certeza que as soluções inovadoras irão ajudar a melhorar, e muito, o dia a dia dos profissionais de saúde do Hospital das Clínicas bem como melhorarão a experiência dos milhares de pacientes que são atendidos, diariamente, por esta instituição”, afirma Felipe Maruyama, diretor de inovação em Governo do Impact Hub à frente do IdeiaGov.

Desafio1: Solicitação de exames de imagem baseados em dados

Para o desafio “Solicitação de Exames baseada em dados do paciente”, o IdeiaGov, em parceria com o Hospital das Clínicas, demandou soluções inovadoras que conseguissem criar um sistema de auxílio à solicitação de exames de diagnóstico por imagem. Três proponentes foram selecionados: Consórcio entre a Camedics Tecnologia e a Vöiston.Inc, Techtools e Mindify.

O consórcio entre a Camedics e a Vöiston.Inc , apresentou uma plataforma de inteligência artificial que conta com interpretação dinâmica da jornada do paciente e projeção de desfechos futuros para hierarquizar a tomada de decisão das equipes médicas. Atuando sobre os sistemas de gestão, de prontuários eletrônicos, de prescrições eletrônicas e de armazenamento de exames e laudos, a plataforma irá aplicar a inteligência artificial para extrair e classificar dados da população e de prontuários e exames.

Techtools Health Innovation criou a “Atende Saúde”, sistema multiplataforma que utiliza a inteligência artificial, Big Data e Blockchain para conectar pacientes e hospitais, permitindo a personalização do atendimento em seus três estágios: bem-estar, cuidado e crônico.

Já a Mindify , apresentou uma solução que minimiza a precariedade dos dados clínicos estruturados e que oferece formulários otimizados para a coleta de dados clínicos estruturados e, também, para apoio à tomada de decisão com auxílio de Inteligência Artificial.

Desafio 2: Experiência do Usuário no atendimento

“O desafio 2 do edital buscava soluções inovadoras que pudessem melhorar a experiência de pacientes, colaboradores e colaboradoras , a partir do uso de tecnologias que tornem os processos mais simples e digitais, desde a recepção do paciente até o término do exame”, explica Gabriel Romitelli, coordenador de implantação de soluções inovadoras no Impact Hub.

B3 Health Tech foi a empresa selecionada, com a apresentação do “Fast Check-In”. Solução dinâmica, integrada e intuitiva para o agendamento antecipado e admissão automatizada para realização de exames de imagens, indo até à avaliação da satisfação do paciente após o exame. O “Fast Check-In” apresenta o web check-in que agenda a consulta, recebe os dados, atualiza o cadastro no sistema e gera um QR Code para o check-in presencial em terminal de autoatendimento, onde registra a chegada e passa o status do paciente. A plataforma também consegue orientar o paciente dentro do hospital e informar ao médico onde ele está.

Desafio 3: Agendamento Automatizado

Pixeon , empresa de tecnologia especializada em saúde, desenvolveu uma plataforma conversacional omnichannel com uso de inteligência artificial que automatiza processos administrativos e clínicos para hospitais, clínicas e laboratórios. A solução possibilita melhorar a gestão das vagas para exames em equipamentos de diagnóstico por imagem a partir do agendamento inteligente e automatizado, buscando reduzir a taxa de absenteísmo de pacientes. A tecnologia ainda possibilita o agendamento de qualquer especialidade por meio do WhatsApp, Facebook e outros canais.

Desafio 4: Operação Remota de Exames de Imagem

As soluções da Ness Health, RMTC Diagnósticos por Imagem e CORI (Central de Operações Remotas Inteligentes) apresentaram excelentes tecnologias para operar remotamente os equipamentos de Ressonância Magnética e/ou Tomografia Computadorizada, de forma eficaz e de rápida implementação para auxiliar a realização desses exames.

Ness Health apresentou um recurso de teleoperação baseado em software, robótica e processos para o comando remoto dos equipamentos de ressonância e tomografia. Além disso, o sistema promove melhoria de qualidade e menor reconvocação, padronização de protocolos, otimização de agenda e fornece dashboards de performance e informações dos pacientes.

Já a RMTC Diagnósticos por Imagem desenvolveu a “Command Center iDr” que faz a operação remota de equipamentos de ressonância magnética e tomografia computadorizada utilizando hardware e software. A empresa faz a implementação da tecnologia de comunicação e automação nos locais e equipamentos de exame. Em seguida, realiza o treinamento da equipe técnica do hospital e dos novos operadores remotos. A solução conta com mecanismos de segurança e há o botão de pânico para parar o exame caso necessário. Ela também reduz o tempo dos exames diminuindo o tempo de espera dos pacientes para a realização dos procedimentos.

Uma Central de Operações Remotas e Inteligentes (CORI) foi criada pelo consórcio das empresas, Holon Group e Univen Healthcare, empresas com expertise em soluções para diagnóstico por imagem, com o objetivo de reduzir a exposição às contaminações por parte dos profissionais envolvidos na operação de ressonância e tomografia. A tecnologia também consegue diminuir a frequência de reconvocação de pacientes, na medida em que na falta de algum funcionário ou experiência do operador, outra pessoa pode intervir.

Benefícios

As empresas terão acesso às equipes técnicas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), para orientação, apoio na execução de provas de conceito e testes pilotos, além de troca de informações técnicas, de caráter não sigiloso, relacionadas a Jornada do Paciente. As soluções poderão ser aplicadas em ambientes de uso real para a testagem e validação do método tanto para aprovação tecnológica quanto mercadológica.

Além disso, terão acesso a um programa de mentorias e formações sobre temas relevantes para empresas que pretendem fornecer bens ou prestar serviços ao governo, com apoio de especialistas e equipe dedicada. Poderão, também, ter acesso e contato com outros órgãos do Governo do Estado de São Paulo, como a PRODESP e o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), bem como eventuais parceiros externos, com possibilidade de conexão com investidores-anjo e fundos de venture capital.

Relações com bancos nunca foram tão digitais, revela Banking Consumer Survey da Accenture

A pandemia de Covid-19 em 2020 aumentou o contato digital entre clientes e bancos, mas também os afastaram fisicamente. Houve crescimento do uso de canais online, ao passo em que se registrou queda da confiança do consumidor nos bancos. É o que aponta o novo relatório da Accenture (NYSE: ACN) intitulado Banking Consumer Survey e embasado em pesquisas feitas com mais de 47 mil consumidores em todo o mundo, incluindo o Brasil.

O relatório observa que, embora os bancos venham incentivando os consumidores a usar canais digitais para atividades bancárias transacionais, não havia como prever o dinamismo com que essa tendência se aceleraria depois da pandemia.

Apesar de os bancos, muitas vezes, verem a adoção digital como forma de reduzir custos e estar presentes nas mãos dos clientes o tempo todo, o rápido pivô dos serviços digitais existentes tem removido o elemento humano do banco, o que pode ter minado a confiança do consumidor. Por exemplo, menos de um terço (29%) dos consumidores pesquisados confia nos bancos para cuidar de seu bem-estar financeiro de longo prazo, em comparação com 43% dois anos atrás. No Brasil, os que confiam são 33%, comparados com 45% em 2018. Com a aceleração digital das instituições financeiras, seus clientes passaram a enxergar os serviços bancários como commodity, em que a prioridade é a relação custo x benefício. Sem conexão emocional com o banco, o preço é o diferencial competitivo final para 37% dos consumidores.

O engajamento digital dos clientes bancários brasileiros é mais rápido do que a média global. A adoção em massa de canais digitais permeia todas as demografias, com escala e velocidade. Enquanto 35% dos respondentes da pesquisa no resto do mundo aceitaria o vídeo como canal de aconselhamento financeiro, 45% dos brasileiros o adotariam daqui para frente. O cliente aqui abriu mais conta não-primária (43%) do que o cliente no resto do mundo (24%). Além disso, no País, 63% dos respondentes disseram ter feito abertura de conta pelo celular (contra 37%) no mundo.

No Brasil, os neobanks são usados por 44% dos respondentes, dos quais 21% são clientes com uma conta primária (que costuma ser a mais movimentada) e 23% com uma conta secundária. A média global é de 23%, dos quais 12% têm contas primárias e 11%, secundárias. Estes dados podem exemplificar o perfil mais pioneiro do brasileiro do que a média global: 43% dos clientes de bancos no País em comparação com os clientes no resto do mundo, que é de 24%. Apenas 2% dos brasileiros se veem como clientes bancários tradicionalistas, frente a 16% de clientes no resto do mundo.

“Em um momento em que a confiança do cliente é extremamente importante, a recente mudança para o digital pode ameaçar os relacionamentos que os bancos trabalharam décadas para desenvolver”, disse Joana Henklein, diretora de Estratégia e Consultoria em Serviços Financeiros da Accenture no Brasil. “O aumento do envolvimento digital é muito importante para desenvolver o mercado, mas é preciso ir além das transações. Embora tenha permitido que atendessem aos clientes com eficiência durante a pandemia ꟷ e avançado suas estratégias digitais em até cinco anos em alguns casos ꟷ, a interação digital está muito conectada com as transações, sem interação que geram conexões com os consumidores. Para criar conexões fortes com os clientes, os bancos devem reimaginar os serviços digitais que fornecem e tornar essas conexões mais pessoais e relevantes”.

Esse cenário provavelmente contribui para o motivo pelo qual 23% dos consumidores acreditam que os bancos estão na melhor posição para fornecer produtos e serviços fora de suas áreas principais de especialização, em comparação com apenas 16%, 12% e 11 % dos entrevistados que disseram o mesmo para provedores de tecnologia, empresas de mídia social e neobanks, respectivamente.

Mudança comportamental permanente ou modismo inspirado na pandemia?

O relatório sugere que os bancos devem avaliar como o comportamento do consumidor foi afetado pela pandemia e determinar quais mudanças de comportamento são permanentes ꟷ observando, por exemplo, a popularidade crescente das chamadas de vídeo. Antes da Covid-19, apenas 15% dos consumidores haviam falado com um consultor de banco por videochamada, mas quase metade (46%) disse que estaria disposto a fazê-lo quando as agências reabrissem, e 35% disseram que prefeririam videochamadas para reuniões cara a cara.

“O fato de o Brasil alcançar 45%, 10 pontos percentuais à frente da média global, comprova como a natureza do cliente brasileiro é de adepto às novas tecnologias”, conclui Joana. “Os bancos, e incluo aqui os neobanks, agora precisam abraçar como os comportamentos em evolução do consumidor impulsionam a mudança. Devem criar ferramentas digitais que adicionem relevância e personalidade nas interações com um consultor humano no momento certo. A abordagem certa irá equilibrar as interações entre humanos e máquinas. Isso ajudaria muito a reforçar o relacionamento dos bancos com seus clientes, o que, por sua vez, pode construir confiança, lealdade e benefícios para ambos. Não basta o banco somente pensar no que vai falar com o consumidor. As instituições bancárias precisam repensar o onde, o quando e o como. Têm de ir além da conveniência e da eficiência”, completa.

Evolução da mudança

O relatório descobriu que o motivo que leva um cliente a trocar de banco, antes um indicador em tempo real do aumento da concorrência ou de clientes insatisfeitos, mudou nos últimos dois anos. Globalmente, a atividade de troca de conta primária diminuiu significativamente, com 3,8% dos consumidores dizendo que trocaram sua conta bancária primária nos últimos 12 meses, em comparação com 6,7% há dois anos.

“Medir a troca, no Brasil ou em todo o mundo, tornou-se mais complexo à medida que os consumidores complementam sua conta bancária principal com contas adicionais que atendem a propósitos específicos ꟷ resultando em clientes multibancos”, avalia Joana. “A mudança passou a ser uma erosão mais perigosa por gotejamento lento de parte da carteira. Isso mostra que a relação entre consumidor e banco está se tornando mais fragmentada, já que os consumidores podem abrir e colocar seu dinheiro em várias contas de forma rápida e fácil para atingir objetivos financeiros específicos ou simplesmente proteger suas apostas. A aceleração para o digital ajudou muitos bancos tradicionais a fechar a lacuna de inovação tecnológica com os neobanks”.

Metodologia

A Accenture entrevistou 47.810 pessoas em 27 países: Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China (incluindo Hong Kong), Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Malásia, México, Holanda, Noruega, Rússia, Arábia Saudita, Cingapura, África do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e EUA. Os entrevistados precisavam ter uma conta bancária, ser de diferentes gerações e ter variados níveis de renda. A pesquisa foi realizada online durante julho e agosto de 2020.

ABRH Brasil debaterá o futuro da legislação trabalhista no contexto pós-pandemia

A ABRH Brasil promoverá na quinta-feira, 18 de fevereiro, às 13h, o webinar “O RH no Terceiro Cenário: como fica a legislação trabalhista no pós-pandemia?”. Com apoio do Convênio Farmácia (Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo), a iniciativa terá a presença de Wolnei Ferreira, diretor de Assuntos Legais da associação, e Tais Carmona, especialista em modernização das relações de trabalho, com apresentação de Cezar Almeida, diretor de Inovação da ABRH Brasil.

O objetivo do encontro é discutir medidas provisórias, redução de carga horária, redução salarial e diversas outras iniciativas que foram tomadas para tentar diminuir os impactos da pandemia na economia. Mais destaques a serem abordados são as definições que continuam em vigor e quais os desdobramentos das próximas mudanças no setor trabalhista.

O evento é gratuito e as inscrições podem ser realizadas pelo link: pages.conarh.com.br/hspmkF4jxROt6/formulario-webinar2.html. Após inserir os dados solicitados no formulário, o participante receberá um e-mail com um novo link para acessar o vídeo. Vagas limitadas.

Multiplan investe em atendimento 24h via chatbot

A Multiplan dá mais um passo em sua estratégia de aceleração digital centrada nas necessidades dos consumidores. A Companhia anuncia o lançamento do seu atendimento por chatbot no WhatsApp. Programado e treinado totalmente por equipe própria por meio do MIND (área de marketing, inovação e negócios digitais da empresa), o serviço já está presente nos sites de 11 shopping centers. Agora, o Shopping Anália Franco é o primeiro empreendimento da Companhia a oferecer o atendimento via inteligência artificial no seu número de WhatsApp.

Em um mês em funcionamento teste, o serviço no WhatsApp recebeu mais de mil mensagens. Já o atendimento via site recebeu em 2020 mais de 270 mil mensagens e registrou mais de 70 mil usuários interagindo com ele.

O lançamento acontece depois de a Multiplan avançar com diferentes iniciativas digitais em 2020, como o Venda Direta, para compras por delivery e drive-thru, e o Live Center, para vendas por streaming. Com o chatbot, os shoppings passam a oferecer aos seus clientes atendimento 24h por dia, sete dias por semana, com objetivo de complementar o atendimento humano, não substituí-lo.

Além do benefício aos consumidores, o chatbot reduz a demanda das equipes de atendimento e é uma fonte de insights para conhecer melhor os clientes e aprimorar o relacionamento dos shoppings com os consumidores. “A criação desse serviço nos ajuda a tornar a experiência dos clientes ainda mais completa e positiva a partir dos insumos que as perguntas dos clientes nos fornecem”, afirma Daniel Peres, Co-Head de Marketing, Inovação & Negócios Digitais (MIND) do grupo Multiplan.

Entre as mensagens recebidas com frequência estão dúvidas sobre funcionamento de operações específicas, perguntas sobre horário e preço do estacionamento, demanda por vagas de emprego e regras para acesso de pets. A expectativa é de que até o final do primeiro trimestre de 2021 o chatbot esteja presente em todos os shoppings da Companhia. No WhatsApp, a previsão é estar em quatro novos malls no mesmo período.