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KPMG compartilha prioridades para os Conselhos de Administração em 2021

Covid-19, recessão econômica, eventos climáticos extremos, inquietações e movimentos sociais e um cenário de crescente incerteza criam um horizonte intimidador e de alto risco para os negócios em 2021. A volatilidade global aumentará o desafio, impulsionada por tensões comerciais e geopolíticas, bem como fontes de financiamento e administração das dívidas, disrupção tecnológica e dos modelos de negócios, ascensão do risco cibernético e escrutínio regulatório. A pressão será significativa sobre o conselho de administração, a gestão, os funcionários e a governança em geral. Essas são algumas das conclusões mais relevantes da publicação “Conselho de Administração: Prioridades para a agenda de 2021”, conduzida pela KPMG.

O conteúdo revelou ainda que, assim como os negócios, os conselhos de administração continuarão a atuar em um cenário de grande incerteza, recuperação econômica desigual e grande expectativa de todos os stakeholders, entre investidores, funcionários, clientes, fornecedores e as comunidades.

“De fato, 2020-2021 tende a ser um ponto de inflexão para a governança corporativa, com demandas por maior atenção ao propósito corporativo e aos interesses dos stakeholders, de forma equilibrada com as dos acionistas; cultura corporativa e a política de remuneração; diversidade e inclusão; a importância dos diálogos e debates dentro dos conselhos e a capacidade das empresas e do próprio conselho de administração de estarem preparados para riscos e oportunidades emergentes”, afirma Sidney Ito, CEO do ACI Institute e do Board Leadership Center do Brasil e sócio de Consultoria em Riscos e Governança Corporativa da KPMG no Brasil.

Com base em diversos debates, discussões e interações com membros de conselhos de administração e líderes executivos, a publicação da KPMG destacou nove temas prioritários para a agenda do Conselho de Administração em 2021. “Esses temas devem ganhar ainda mais força nas discussões e votações nas assembleias gerais de acionistas desse ano, bem como nas manifestações dos demais stakeholders, principalmente por meio das mídias e redes sócias e pelas próprias manifestações dos funcionários, clientes e fornecedores das empresas”, afirma Fernanda Allegretti, sócia-diretora do ACI Institute e do Board Leadership Center do Brasil e de Markets da KPMG no Brasil.

Os seguintes assuntos foram relacionados:

– Manter o foco na resposta da administração à Covid-19, sem perder de vista o cenário geral dos negócios: a pandemia continuará a redefinir os modelos de negócios para praticamente todas as empresas e seus conselhos, independentemente de indústria, tamanho ou localidade. Navegar pelo desconhecido exigirá um foco maior nas pessoas, na liquidez financeira, nos riscos operacionais e nas contingências, ao mesmo tempo em que se deverá manter a visão do quadro geral de estratégia, risco e resiliência.

– Fazer da gestão do capital humano e da sucessão do CEO prioridades: os conselhos precisarão discutir com a gestão a respeito da forma de divulgações sobre recursos de capital humano, incluindo os processos existentes para desenvolver quaisquer métricas relacionadas e garantir que as informações demonstrem o compromisso da empresa com essas questões críticas.

– Questionar se a empresa está fazendo o suficiente para promover mudanças reais e duradouras no combate ao preconceito sistêmico (bias) e ao racismo: ouvir as críticas e reconhecer as injustiças sociais e preconceitos raciais é imperativo, e demonstrar empatia e apoio é fundamental.

– Reavaliar o foco da empresa em ESG e seu propósito corporativo: desafios contínuos relacionados à remuneração dos executivos, desigualdade de renda, questões ambientais e climáticas, saúde, segurança e inclusão impulsionam o papel social das empresas.

– Reavaliar se os planos de resposta e resiliência a crises estão alinhados à estrutura de gerenciamento de riscos (ERM) da empresa: a pandemia serviu para demonstrar a necessidade de se ter uma estrutura robusta de gerenciamento de riscos corporativos, alinhado com um plano de gerenciamento de crises.

– Abordar a segurança cibernética e a privacidade de dados de forma holística, com governança da informação: diante da sofisticação crescente dos ataques cibernéticos, o trabalho remoto e a maior experiência online, a segurança cibernética continuará sendo um tema relevante, junto com o desafio da governança de dados, abrangendo compliance com leis e regulamentos da indústria onde a empresa atua.

– Atuar na definição do tone-at-the-top e monitorar a cultura corporativa: entender a cultura real da empresa, como as coisas acontecem e não somente as regras formalizadas ou divulgadas, é importante – e inclui a utilização de todos os recursos disponíveis para monitorar a cultura corporativa e vê-la em ação.

– Construa um Conselho que represente a estratégia da empresa e suas futuras necessidades: lidar com ameaças competitivas, disrupção no modelo de negócios, tecnologia e inovação digital, risco cibernético, as questões do ESG e a volatilidade global requer uma abordagem proativa na composição e na diversidade do conselho, integrando conhecimento, experiência, gênero e raça/etnia.

– Ser proativo no engajamento com acionistas e ativistas: engajar acionistas continua sendo prioritário para as empresas. Investidores institucionais exigem cada vez mais prestação de contas e transparência por parte dos conselhos e vêm se conectando com os membros independentes. Também esperam poder se envolver mais com as empresas, especialmente quando há preocupações sobre as práticas de governança, ou quando um maior entendimento sobre um assunto é necessário para embasar melhor uma decisão de voto.

SoftBank promove iniciativa para formar talentos com mais equidade em ciência de dados

O SoftBank Group Corp. International (SoftBank) anunciou hoje seu apoio ao programa Data Science for All / Empowerment (DS4A / Empowerment), em português “Ciência de Dados para Todos / Empoderamento”, uma nova iniciativa destinada a aprimorar e preparar trabalhadores provenientes de comunidades carentes para carreiras em Ciência de Dados. Desenvolvido pela Correlation One, o DS4A / Empowerment visa treinar pelo menos 10.000 pessoas de comunidades sub-representadas – priorizando negros, latinos, LGBTQ+, e veteranos militares dos EUA – durante os próximos três anos, proporcionando novos caminhos para oportunidades econômicas nas indústrias que crescem mais rapidamente no mundo.

“Precisamos de talentos com profundo entendimento em ciência de dados para construir as empresas do futuro”, disse Marcelo Claure, CEO do SoftBank Group International. “Estamos orgulhosos de apoiar este programa, continuar aprimorando os talentos das empresas do nosso portfólio e treinar mais de 10.000 pessoas de comunidades sub-representadas com habilidades técnicas fundamentais”.

A Academia de inteligência artificial (IA) do SoftBank apoia programas que complementam o treinamento teórico de cursos tradicionais com aulas práticas, incluindo IA e habilidades de dados que podem ser imediatamente aplicadas às necessidades comerciais do dia a dia.

O DS4A / Empowerment proporcionará treinamento aos funcionários das empresas investidas do SoftBank Group International, incluindo o Opportunity Fund e o Latin America Fund, bem como a candidatos externos dos EUA e da América Latina. O programa foi projetado especificamente para abordar as lacunas de talento e equidade em um campo que historicamente tem sido inacessível para muitos trabalhadores, levando a uma significativa sub representação de mulheres e indivíduos que não sejam brancos. Os participantes do programa trabalham em estudos de casos reais que devem ter um impacto mensurável no desempenho operacional das empresas envolvidas.

O IDB Lab se unirá ao SoftBank nesta iniciativa, fornecendo mais de 10 bolsas de estudo integrais para candidatos sub-representados na América Latina, enquanto o Beacon Council fornecerá 4 bolsas de estudo completas para candidatos sub-representados baseados em Miami.

“As inequidades existentes no cenário da educação e do mercado de trabalho têm, por muito tempo, dificultado as oportunidades nos campos de maior crescimento econômico”, disse Rasheed Sabar, CEO e Co-Fundador da Correlation One. “Trata-se de construir novos caminhos para o emprego – e, consequentemente, para a mobilidade econômica – ao mesmo tempo em que permite que os líderes empresariais tratem das lacunas de talentos”.

Os participantes do programa receberão 13 semanas de treinamento em análise de dados (mais o treinamento opcional Python) enquanto trabalham em estudos de casos e projetos, incluindo alguns apresentados por empresas do portfólio do SoftBank. A iniciativa também conectará os participantes com mentores que oferecerão desenvolvimento profissional e coaching de carreira. Ao final do programa, os participantes externos estarão em contato com oportunidades de emprego no SoftBank e em empresas líderes nos setores de negócios, serviços financeiros, tecnologia, saúde, consultoria e consumo.

“A pandemia do COVID-19 acelerou a demanda por talentos em ciência dos dados e exacerbou as lacunas que mantiveram tantas pessoas sem acesso a oportunidades”, disse Sham Mustafa, CEO e Co-Fundador da Correlation One. “Somos gratos por trabalhar com organizações inovadoras como o SoftBank, que vêm desempenhando um papel mais direto em ajudar a força de trabalho a se preparar para os empregos do futuro”.

Detalhes sobre o Programa e Inscrições

O DS4A / Empowerment é um programa online conduzido em inglês durante um período de 13 semanas. As aulas serão realizadas aos sábados, das 12:00 às 22:00, a partir de 17 de abril de 2021.

As inscrições para o programa terminam em 7 de março de 2021. Podem se inscrever funcionários de empresas do portifólio do SoftBank na região, bem como engenheiros de software, gerentes técnicos de produto, técnicos de marketing e qualquer pessoa com formação em cursos ligados a Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática que esteja interessada em aprender análise de dados. Para se inscrever e obter mais informações sobre o programa, os candidatos interessados podem visitar o site oficial do DS4A Empowerment: https://www.correlation-one.com/ds4a-empowerment

IDC MarketScape posiciona VMware como líder de End-User Computing

 A VMware, Inc. (NYSE: VMW), líder inovadora em software corporativo, foi posicionada como líder em três avaliações recentes do IDC MarketScape relacionadas a End-User Computing (EUC):

  • IDC MarketScape: Avaliação global de fornecedores de software de Gerenciamento Unificado de Endpoint 2021 (doc #US46957820, Janeiro de 2021)
  • IDC MarketScape: Avaliação global de fornecedores de software de Gerenciamento Unificado de Endpoint para dispositivos Apple 2021 (doc #US46965620, Janeiro de 2021)
  • IDC MarketScape: Avaliação global de fornecedores de software de Gerenciamento Unificado de Endpoint para Implantações Robustas/Internet das Coisas 2021 (doc #US46957920, Janeiro de 2021)

A solução avaliada, VMware Workspace ONE, permite que os clientes gerenciem e protejam melhor todos os seus endpoints – incluindo desktops executados em qualquer sistema operacional (Windows 10, macOS e Chrome OS) e qualquer aplicação, em diversos casos de uso. Tudo a partir de uma plataforma integrada de espaço de trabalho digital.

O relatório de avaliação de fornecedores de UEM afirma: “Como uma plataforma UEM, o Workspace ONE cobre uma ampla variedade de dispositivos – desde as principais plataformas de usuário final até terminais mais robustos, especializados e de IoT. A VMware também fez um esforço para expandir sua base instalada de dispositivos móveis e alcançar mais dispositivos Windows e Mac, com foco específico em ajudar os dispositivos legados Windows 10 a migrarem para um estado moderno ou de co-gerenciamento”.

Ainda sobre seus recursos de segurança zero-trust, o relatório continua: “Em 2020, o Workspace ONE ampliou seu escopo de segurança. Com a tecnologia Carbon Black, a VMware integrou alertas de detecção de anomalias na plataforma, onde os comportamentos do usuário que se desviam das medições normais podem ser sinalizados (por meio da tecnologia Carbon Black AI) para uma inspeção mais profunda por equipes de TI ou de segurança. A funcionalidade de segurança também foi estendida para oferecer suporte a mais casos de uso doméstico/remoto com o Workspace ONE Tunnel, que transforma os recursos de detecção de anomalias em uma função de autenticação/verificação contínua, colocando em quarentena ou bloqueando usuários com base em irregularidades detectadas ou condições do dispositivo do usuário final que não foram consideradas seguras o suficiente.”

Por fim, em relação ao suporte do Workspace ONE para macOS e implementações robustas/IoT, o IDC MarketScape afirma: “A VMware expandiu seus recursos em torno do suporte de gerenciamento para macOS, com amplo suporte para recursos de gerenciamento do Mac baseado em agente, funções de script avançadas, patches de sistemas operacionais, aplicações de terceiros e inventário de dispositivos e softwares de Macs. A VMware continua oferecendo um forte suporte a casos de uso para a linha de frente, IoT e dispositivos robustos com o Workspace ONE, incluindo dispositivos Apple.”

Shankar Iyer, vice-presidente sênior e gerente geral de End-User Computing da VMware, comenta: “estamos orgulhosos do que construímos em nossa plataforma Workspace ONE. À medida que os funcionários passaram a trabalhar exclusivamente fora de uma rede corporativa no ano passado, nossos clientes dependiam da plataforma para melhor gerenciar, proteger e oferecer suporte remoto a uma variedade de dispositivos em diversos sistemas operacionais. O Workspace ONE está posicionado de forma única para ajudar o time de TI a apoiar uma força de trabalho totalmente distribuída, como foi reconhecido pelos principais analistas de hoje. ”

BTG Pactual digital anuncia abertura de vagas em Curitiba, Brasília e Goiânia

O BTG Pactual digital acaba de lançar o projeto BTG Perto de Você, iniciativa que que vai contratar Assessores de Investimento em diferentes estados do País. A ideia é contar com profissionais que estarão disponíveis para atender os clientes localmente, e assim, personalizar ainda mais o relacionamento. No momento, estão abertas 20 posições em três capitais: Curitiba, Brasília e Goiânia. Ao longo de 2021, o BTG Pactual digital contratará mais de 80 profissionais em diferentes localidades. A expectativa é ter presença em todas as regiões do Brasil até o final do ano. As vagas são no formato home-office.

Além de ampliar o time de Assessoria de Investimentos do canal B2C, representado pela plataforma aberta 100% digital, o objetivo do BTG Perto de Você é estreitar o relacionamento com clientes dessas localidades e, ao mesmo tempo, atrair talentos que residem fora do eixo Rio-São Paulo. Como parte do projeto, já foram contratadas 20 pessoas. Em cada uma das cidades onde abrir vagas, o BTG Pactual digital buscará inicialmente por um líder, que ficará responsável por montar o time local de Assessoria de Investimento.

“Sabemos que cada região do Brasil tem sua própria cultura e particularidades. Por isso, estamos ampliando o nosso time para estarmos mais próximos dos clientes de diferentes localidades. Em um cenário de juros baixos e tempos de grande volatilidade, o papel do assessor de investimentos é ainda mais importante, sendo peça chave para que os assessorados possam fazer as melhores escolhas. Para isso, nada melhor do que um relacionamento de longo prazo, baseado na confiança”, afirma Rogério Karp, Head de B2C do BTG Pactual digital.

Ele explica ainda que o fato de as vagas serem no formato home-office traz um ganho de escala, já que o número total de profissionais da área não fica limitado aos limites do espaço físico dos escritórios do BTG Pactual.

Para participar do processo seletivo, é necessário possuir conhecimento de produtos financeiros; a certificação CPA-20; e experiência na área de assessoria de investimentos. Em sua função, o(a) Assessor(a) deverá buscar as melhores estratégias para cada cliente do BTG Pactual digital com excelência, permitindo tomadas de decisões de forma autônoma e personalizada de acordo com cada perfil. Para as vagas, também é desejável experiência prévia em instituição financeira na gerência ou assessoria de clientes pessoa física ou jurídica.

As inscrições podem ser feitas por meio deste link.

STF conclui julgamento sobre disputa tributária em software

O Plenário decidiu que o ISS é tributável no licenciamento de software e excluiu a incidência de ICMS nessas operações.

Nesta quinta-feira (18), o Supremo Tribunal Federal (STF) excluiu a incidência do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) sobre o licenciamento ou a cessão de direito de uso de programas de computador (software). A Corte, no entanto, decidiu que, nessas operações, incide o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). A modulação dos efeitos da decisão será analisada na próxima semana.

A questão foi discutida no julgamento conjunto de duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 5659 e 1945). A primeira, relatada pelo ministro Dias Toffoli, foi proposta pela Confederação Nacional de Serviços (CNS) contra o Decreto estadual 46.877/2015 de Minas Gerais e outros diplomas legais. A confederação alega que essas operações não poderiam ser tributadas pelo ICMS, pois sobre elas já incide o ISS. Na ADI 1945, da relatoria da ministra Cármen Lúcia, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) argumentava a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei estadual 7.098/1998 de Mato Grosso, que consolidam normas referentes ao ICMS, por bitributação e invasão da competência municipal, já que o estado fez incidir o tributo sobre operações com programas de computador.

Voto-vista

A análise da questão foi retomada com o voto-vista do ministro Nunes Marques, que entendeu que o mero licenciamento ou a cessão de software por meio digital, sem que o produto esteja acompanhado de suporte físico, não faz surgir, por si só, a incidência de ISS. Por outro lado, considerou possível a incidência de ICMS sobre a circulação de mercadoria virtual, uma vez que, atualmente, são realizados negócios, operações bancárias, compra de mercadorias, músicas e vídeos, entre outros, em ambiente digital. Marques aderiu ao entendimento da corrente minoritária, iniciada pela ministra Cármen Lúcia. Também votaram nesse sentido os ministros Edson Fachin e Gilmar Mendes.

Entendimento majoritário

Porém, a maioria dos ministros (Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio e Luiz Fux) acompanhou a conclusão do ministro Dias Toffoli, para quem a elaboração de softwares é um serviço que resulta do esforço humano. No voto apresentado em novembro de 2020, Toffoli entendeu que tanto no fornecimento personalizado por meio do comércio eletrônico direto quanto no licenciamento ou na cessão de direito de uso está clara a obrigação de fazer na confecção do programa de computador, no esforço intelectual e, ainda, nos demais serviços prestados ao usuário.

Fonte: Supremo Tribunal Federal

E-commerce brasileiro registrou 75% de expansão em 2020, indica Mastercard SpendingPulse

Após um ano de intensa digitalização e mudanças nos hábitos dos consumidores em relação às compras online, o levantamento Mastercard, SpendingPulse™, que mede os gastos dos consumidores em todos os tipos de pagamento, incluindo dinheiro e cheque, revelou que as vendas do e-commerce* brasileiro durante o ano de 2020 – de janeiro a dezembro, cresceram 75% em comparação com o mesmo período de 2019.

Impulsionado pelo distanciamento social – que teve início no Brasil em março de 2020, e os novos protocolos de saúde da OMS, os setores que mais se destacaram no comparativo ano a ano, foram: hobby & livrarias com um crescimento de (+110%)e o de drogaria com (+88,7%) .


“Sabemos que esse crescimento exponencial do e-commerce foi intensamente acelerado pelo distanciamento social que vivemos em 2020 e a contínua necessidade do consumidor em comprar mesmo sem sair de casa.”, afirma João Pedro Paro Neto, Presidente da Mastercard no Brasil e ConeSul. “À medida que a realidade da pandemia e as novas preocupações com higiene entraram na vida do consumidor, as compras online se tornaram um modo de vida para quase tudo.”


Já o varejo físico brasileiro registrou expansão de 0,2% no ano de 2020 em comparação com 2019 – um número pequeno, mas positivo e que demonstra um crescimento importante para setor.

Locaweb anuncia duas importantes aquisições de Fintech e Plataforma de E-commerce logo após o Follow On

A Locaweb anuncia duas importantes aquisições logo após um bem-sucedido Follow On. A companhia que fez IPO há um ano e boa parte dos recursos foram utilizados em importantes aquisições, acaba de avançar na estratégia de M&A com as seguintes compras:

– Credisfera, Fintech que oferece soluções de crédito para PME’s, e permitirá que a Locaweb passe a oferecer mais esse serviço para os seus clientes de forma simples e integrada.

– Dooca , plataforma de e-commerce de fácil uso, moderna, com design avançado e que cresceu mais de 650% em 2020.

Com mais essas aquisições, a companhia segue consolidada como o mais completo ecossistema de soluções tecnológicas para e-commerces e PME’s.

“Há um ano fizemos o IPO, realizamos 6 importantes aquisições e construímos o mais completo ecossistema de soluções de e-commerce para PME’s do Brasil. Estamos animados em anunciar mais duas importantes aquisições, logo após o Follow On, fortalecendo a nossa estratégia de M&A.” afirma Fernando Cirne, CEO da Locaweb.

“Criamos uma metodologia muito acertada para fazer aquisições e integrá-las, o que foi reconhecido pelo mercado dado o sucesso do nosso Follow On.” completa Cirne.

A história da Credisfera começou em 2015, na cidade de São Paulo, quando os sócios enxergaram uma enorme oportunidade de mercado ao unir empresas que precisam de crédito com quem pode oferecer esses recursos. A ideia era relativamente simples, uma vez que quem precisava de dinheiro recorria somente as instituições financeiras tradicionais e quem tinha recursos para serem aplicados, também procuravam as mesmas instituições, que funcionavam como intermediários. Foi daí que surgiu a ideia de facilitar essa conexão entre as pontas, de forma simples, descomplicada e fazendo muito uso da tecnologia para gerar as melhores negociações.

Desde então, a companhia se especializou em atender PME’s e já fez importantes parcerias nesse sentido, oferecendo crédito para consultores de Venda Direta de renomadas companhias e vendedores de marketplaces.

Outro grande diferencial da Credisfera é a vasta experiência que os sócios fundadores têm no mercado de crédito. Eles tiveram importantes passagens por empresas como Itaú, Unicard, Banco Real, Unibanco AIG Seguros, entre outras.

“A Credisfera é uma plataforma extremamente sofisticada de oferta de crédito para PMEs. A estratégia da Locaweb ao adquirir essa Fintech é oferecer uma solução integrada unindo a capacidade tecnológica e inteligência de crédito da Credisfera ao ecossistema de e-commerce da Locaweb.” afirma Rafael Chamas, CFO e Diretor de Relações com Investidores da Locaweb.

“A Locaweb possui uma base de mais de 400 mil empresas, muitas que já vendem online e precisam de crédito para evoluírem os seus negócios. Como temos bastante conhecimento e previsibilidade dessa base, teremos condições de oferecer empréstimos com taxas extremamente competitivas, de forma simples e integrada” completa Chamas.

Falando sobre a Dooca, a história também começou em 2015, na cidade de Novo Hamburgo no Rio Grande do Sul, quando os fundadores decidiram montar uma agência para criação sites e e-commerces. Percebendo uma latente demanda das pequenas empresas por lojas virtuais, decidiram criar uma plataforma que fosse fácil de usar, com boa experiência do usuário e descomplicada, para facilitar a entrada dessas no mundo digital.

Desde 2019, a Dooca vem consolidando um programa de parceria com agências de publicidade, que junto com outros canais de aquisição, teve um crescimento exponencial de mais 650% em números de clientes e um ARR (Receita Anual Recorrente) de R﹩ 5 milhões.

“A Dooca construiu uma plataforma extremamente fácil de usar e que permite que pequenas empresas se digitalizem e comecem a vender online rapidamente. Vamos aproveitar todo o potencial do atual ecossistema de e-commerce da Locaweb e agregaremos mais essa solução, oferecendo ao mercado o que há de melhor para quem pensa em vender online.” afirma Willians Marques, Diretor Geral da Locaweb Commerce, responsável por todas as unidades de soluções para e-commerce da companhia.

“As sinergias incluem a entrada da Dooca no robusto ecossistema de Commerce da Companhia, passando a oferecer para toda a sua base de clientes a solução de pagamentos Yapay, as integrações com mais de 30 marketplaces e Store-in-Store do Ideris, soluções de logística com o Melhor Envio, as APIs de pagamentos recorrentes da Vindi e todo o portfólio de marketing digital com a Social Miner e All In.” completa Marques.

Os fatores que motivaram os fundadores dessas duas empresas a venderem as suas operações foram muito parecidos. Ambos enxergam o enorme potencial de sinergia com a base de clientes da Locaweb, um forte alinhamento de cultura e principalmente, a autonomia para seguirem os seus planos e contarem com mais recursos para isso, sejam financeiros ou intelectuais.

“O incentivo a inovação, o cuidado com as empresas adquiridas e o foco no cliente foram fatores fundamentais na hora de escolhermos a Locaweb. A ideia começou como uma possibilidade de parceria estratégica e o match foi tão grande que evoluiu para uma aquisição.” Afirma Eduardo Peixoto, cofundador da Credisfera.

“Sabemos que o mercado de e-commerce ainda vai crescer muito nos próximos anos, mas precisávamos do suporte de um grande grupo para continuarmos a nossa jornada. Algumas empresas nos procuraram no último ano, mas escolhemos a Locaweb, que nos deixou extremamente tranquilos e com as expectativas alinhadas para mantermos o desenvolvimento do produto com toda a autonomia. Essa proposta de continuidade e evolução fez toda a diferença na hora de tomarmos a decisão.” afirma Dieter Fritsch, cofundador e CEO da Dooca.

Nas transações, a Locaweb adquire 100% das duas companhias, sendo R﹩ 26.6 milhões pela Credisfera e R﹩ 26.5 milhões pela Dooca. Os empreendedores ainda poderão ter direito a receber earnouts, que estarão vinculados ao atingimento de metas estipuladas pelo grupo.

Seguindo o modelo de atuação da Companhia em outras aquisições, os sócios fundadores das duas empresas permanecerão nas operações e manterão os times de colaboradores.

Uma das pioneiras em soluções Business to Business (B2B) para transformação digital de negócios no Brasil, a Locaweb nasceu para ajudar empreendedores e negócios a desenvolverem sua presença online e prosperarem na web. Ao longo dos últimos anos, a empresa realizou importantes aquisições, fortalecendo a atuação em diversos mercados como o de e-commerce, redes sociais, recorrência, marketing cloud, hospedagem, cloud computing, pagamentos e aplicativos mobile. A Locaweb possui cerca de 2 mil funcionários, quase 400 mil clientes e 20 mil desenvolvedores e agências parceiras. Com 23 anos de atuação, a empresa segue crescendo e inovando por meio de desenvolvimento e aprimoramento interno de produtos bem como de aquisições.

2021: a LGPD e os desafios da tecnologia 5G para a proteção de dados nas empresas

Por Maurício João Figueiredo


O setor brasileiro de telecomunicações se prepara para o lançamento da última geração de tecnologia sem fio: o 5G. O leilão do espaço do espectro exclusivo de rede no Brasil deve ocorrer no primeiro semestre de 2021 e, nesse momento, se torna extremamente necessário compreender os impactos positivos e negativos deste novo padrão de internet móvel, assim como os reais desafios impostos à privacidade e proteção de dados para as empresas, em especial àquelas que utilizam soluções tecnológicas de rede em sua operação.

O 5G cria a expectativa da construção de um mundo “hiper-conectado” com a convergência das redes sem fio (wireless) móvel, fixa e local. A maior velocidade e capacidade de conexão, além do aprimoramento da qualidade de rede em termos de latência, são benefícios para permitir que bilhões de dispositivos se conectem entre si, mudando de forma significativa o nosso modo atual de vida, possibilitando o desenvolvimento tecnológico e a popularização de novas soluções, como casas inteligentes (Smart Homes), Smart Workplaces, realidade virtual, carros autônomos e telemedicina, entre muitos outros novos atributos.

Nesse sentido, haverá a coleta massiva de dados em tempo real via dispositivos digitais sensoriais utilizados para alimentar sistemas de Inteligência Artificial por meio da também chamada de Internet das Coisas (IoT). Portanto, o celular, a geladeira, a televisão e até mesmo uma chaleira elétrica com conexão wireless poderá gerar muitos terabytes de dados dos usuários sobre sua rotina, hábitos de consumo, entre outros.

Isso exigirá maior transparência para os usuários em relação a como seus dados pessoais são processados, para qual propósito e por quanto tempo serão retidos. Portanto, as operadoras de rede no Brasil, assim como as empresas que utilizarão a tecnologia 5G, deverão criar processos para a gestão de direito de titulares e de consentimento, seguindo os parâmetros da nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Neste caso, há um risco inerente, pois a grande maioria dos fabricantes de dispositivos de IoT com rede 5G estão localizados fora do país, onde os dados pessoais são transferidos e, portanto, será necessário o ajuste dos padrões de proteção de dados, que podem não ser equivalentes aos adotados pela legislação brasileira.

Outro cuidado a ser tomado com este novo padrão de rede diz respeito às áreas cobertas pelo sinal de uma antena, chamadas de células, que são muito menores que das atuais tecnologias. Desse modo, a coleta de dados de geolocalização se torna muito mais precisa, pois a sequência de movimentos e os intervalos de tempos serão transmitidos de uma forma muito mais detalhada às operadoras, descobrindo com exatidão o local, horário e qual é a velocidade do usuário. Lembrando que dados de localização e rastreamento são informações extremamente valiosas para atividades monitoramento e advertising, aqui temos um enorme potencial ofensivo à privacidade dos indivíduos.

Considerando o impacto e a exposição, é importante destacar que o risco de um vazamento de dados com a 5G será maior. A gigantesca quantidade de dados processados relativos às atividades humanas, geolocalização, saúde, entre outros, torna um futuro vazamento muito mais danoso aos usuários se comparado aos que existem atualmente.

Assim como toda evolução tecnológica, sempre haverá pontos positivos e negativos. A tecnologia 5G trará inúmeros avanços à interconectividade entre seres humanos e à qualidade da prestação de serviços tecnológicos. No entanto, a partir requisitos da Lei Geral de Proteção de Dados do privacy by design e by default, assim como os relatórios de impacto de proteção de dados, cabe aos controladores e operadores de dados promover medidas tecnológicas e organizacionais para mitigar riscos à proteção de dados dos seus clientes e usuários.

Maurício João Figueiredo, advogado e consultor na área de Data Privacy da ICTS Protiviti,

Preço médio da gasolina no Brasil ultrapassa R$ 5, maior alta em mais de um ano

Este é o valor mais alto registrado pela ValeCard desde que iniciou a realização de levantamentos mensais de preços, em junho de 2019

O preço médio da gasolina comum no Brasil registrou alta de 4,08% na primeira quinzena de fevereiro e ficou acima de R$ 5, valor mais alto em mais de um ano. Nos primeiros quinze dias do mês, o litro do combustível foi comercializado a R$ 5,04, em média, segundo levantamento realizado pela ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas. Em janeiro, o valor médio cobrado nos postos do País foi de R$ 4,844.  

Esta é a oitava alta seguida registrada no preço da gasolina. De junho de 2020 até a primeira quinzena de fevereiro deste ano, o combustível ficou 21,7% mais caro. O aumento no valor cobrado pelos postos acompanha a alta na venda do produto pelas refinarias. Em janeiro, a Petrobras anunciou dois acréscimos na venda da gasolina: o primeiro foi de 7,6%; e o segundo, de 5%. Já em fevereiro, novo reajuste: desta vez, o combustível ficou 8% mais caro para sair das refinarias. Segundo a estatal, os reajustes são reflexos da valorização do petróleo no mercado internacional e da desvalorização do câmbio brasileiro. 

São Paulo foi o estado com o menor valor médio da gasolina: o litro custou, em média, R$ 4,63 nos postos paulistas na primeira quinzena deste mês. Já o Acre registrou o litro mais caro, a R$ 5,48. A maior alta de preços na quinzena ocorreu no Amazonas (5,74%) e a menor, na Paraíba (2,7%). Todos os Estados tiveram aumento no valor médio do litro do combustível. 

Obtidos por meio do registro das transações realizadas de 1º a 14 de fevereiro com o cartão de abastecimento da ValeCard em cerca de 25 mil estabelecimentos credenciados, os dados mostram que, entre as capitais, Curitiba registrou a menor média na quinzena (R$4,597), e Rio de Janeiro, o valor mais elevado (R$5,335).  

Fonte: ValeCard

Preço médio por Estado (R$)  

Estado Média de Fevereiro (1ª Q)  Média Janeiro Variação (Valor) Variação Percentual 
AC                                  5,481                                                 5,269                                 0,2116  4,02% 
AL                                  5,242                                                 5,081                                 0,1611  3,17% 
AM                                  4,920                                                 4,653                                 0,2673  5,74% 
AP                                  4,745                                                 4,575                                 0,1703  3,72% 
BA                                  4,990                                                 4,780                                 0,2096  4,39% 
CE                                  5,093                                                 4,885                                 0,2075  4,25% 
DF                                  5,059                                                 4,827                                 0,2325  4,82% 
ES                                  5,056                                                 4,843                                 0,2131  4,40% 
GO                                  5,030                                                 4,884                                 0,1459  2,99% 
MA                                  5,039                                                 4,830                                 0,2083  4,31% 
MG                                  5,136                                                 4,945                                 0,1916  3,88% 
MS                                  5,026                                                 4,817                                 0,2096  4,35% 
MT                                  5,063                                                 4,872                                 0,1905  3,91% 
PA                                  5,214                                                 5,030                                 0,1837  3,65% 
PB                                  4,903                                                 4,774                                 0,1291  2,70% 
PE                                  5,045                                                 4,820                                 0,2250  4,67% 
PI                                  5,076                                                 4,864                                 0,2120  4,36% 
PR                                  4,722                                                 4,503                                 0,2192  4,87% 
RJ                                  5,349                                                 5,152                                 0,1967  3,82% 
RN                                  5,132                                                 4,955                                 0,1763  3,56% 
RO                                  5,174                                                 4,947                                 0,2275  4,60% 
RR                                  4,798                                                 4,599                                 0,1990  4,33% 
RS                                  4,978                                                 4,817                                 0,1611  3,35% 
SC                                  4,657                                                 4,461                                 0,1967  4,41% 
SE                                  5,074                                                 4,910                                 0,1643  3,35% 
SP                                  4,639                                                 4,461                                 0,1777  3,98% 
TO                                  5,191                                                 5,000                                 0,1914  3,83% 
Total Geral                                  5,042                                                 4,844                                 0,1977  4,08% 

Fonte: ValeCard  

Entre as capitais, Rio de Janeiro tem a gasolina mais cara do país 

A cidade do Rio de Janeiro (RJ) teve a gasolina mais cara nos postos de combustíveis do Brasil na primeira quinzena deste mês, a R$ 5,33 o litro, em média, seguida de perto pela capital do Acre, Rio Branco (R$ 5,31 o litro, em média).  

Já em Curitiba (PR) registrou o preço médio mais barato: R$ 4,59, acompanhada pela cidade de São Paulo, com R$ 4,63, em média, pelo litro de gasolina. 

Capital  Valor médio (R$)  
Aracaju  5,085  
Belém  5,207  
Belo Horizonte  4,996  
Boa Vista  4,832  
Brasília  5,054  
Campo Grande  4,980  
Cuiabá  4,801  
Curitiba  4,597  
Florianópolis  4,741  
Fortaleza  5,042  
Goiânia  4,897  
João Pessoa  4,817  
Macapá  4,779  
Maceió  5,152  
Manaus  4,854  
Natal  5,068  
Palmas  5,153  
Porto Alegre  4,888  
Porto Velho  5,037  
Recife  4,996  
Rio Branco  5,316  
Rio de Janeiro  5,335  
Salvador  4,913  
São Luís  4,986  
São Paulo  4,639  
Teresina  5,002  
Vitória  4,795  
Geral  5,011  

Fonte: ValeCard  

Pesquisa aponta que 72% dos pequenos negócios aumentaram as vendas pela internet durante a pandemia

No Brasil e no mundo, 2020 foi marcado pelo avanço na digitalização em diversos setores. Para as pequenas empresas, apesar da crise e do cenário econômico, o ano também foi de investimento e vendas em canais digitais. Para 2021, a tendência é que os empreendedores sigam apostando na Internet, e em especial nas redes sociais. É o que mostra uma pesquisa da ao³, uma marca que potencializa negócios de micro, pequenas e médias empresas e escritórios de contabilidade, realizada com donos de microempresas, empresários de pequeno porte e MEIs da indústria, varejo e serviços.

A “Pesquisa sobre as Perspectivas do Empreendedor Brasileiro para 2021” aponta que dos 140 empreendedores ouvidos, 60% vendem pela Internet. Entre os canais favoritos deles estão: Whatsapp (40%), redes sociais (27,7%), plataformas de terceiros (12,3%) e E-commerce (7,7%). Mesmo com a atual conjuntura econômica, 72% registraram mais vendas pela Web, sendo que 27% aumentaram as suas receitas em 10%, 21,6% em 20% e 21,6% em 50%.

Já em relação aos investimentos realizados na empresa, 44% mantiveram o valor aportado em 2019, 17,5% aumentaram em até 50% e 17,5% diminuíram em até 50%. Entre as razões que atrapalharam o crescimento dos negócios, as três mais mencionadas foram: pandemia (68%), carga tributária elevada (39%) e juros altos (28,5%).

Rumos para 2021

Sobre o crescimento econômico do País, a expectativa de 45% dos empreendedores é cautelosa, enquanto para outros 40% é favorável e para 13% desfavorável. Já quanto ao crescimento do próprio negócio, 50% dos pequenos empresários têm uma perspectiva cautelosa e 44% favorável. Para o faturamento, a projeção é positiva e 63% acreditam que irão faturar mais, 20% creem que a receita se manterá, enquanto 8% esperam um lucro menor.

Com relação a investimentos, os empreendedores se mostram mais otimistas: 45% respondentes pretendem injetar novos recursos na empresa, enquanto 34% não decidiram e 21%, não devem fazer investimentos. As áreas mais beneficiadas devem ser modernização (46%), marketing (46%) e nova linha de produtos (44,5%). Os canais digitais também estão entre as prioridades do ano: 60% dos entrevistados pretendem investir mais neles. Entre esses, as redes sociais serão o foco dos esforços de 49,5%, seguidas de e-commerce (24%) e plataformas de terceiros (10%).

“Em 2020, avançamos pelo menos duas décadas em termos de transformação digital. Essa mudança acelerada pressiona as empresas a se reinventarem. Quando pensamos no microempreendedor pode ser ainda mais desafiador, pois sabemos que ele desempenha muitas funções na empresa: faz a gestão, atende o cliente, fecha o caixa, fala com fornecedor, cuida das vendas, entre outras funções. Tudo isso, na maioria dos casos, sozinho. Por isso, nós acreditamos na importância da tecnologia simples, fácil de usar e eficaz para resolução de problemas e ajudar na digitalização dos pequenos negócios para que eles possam acompanhar as mudanças e evoluir”, diz Jorge Santos Carneiro, presidente da ao³.

NRF 2021: experiência e agilidade para o varejo do futuro

Por Tiago Mello, diretor de Produtos da Linx Digital

Pela primeira vez em 110 anos, a NRF teve sua primeira edição digital por conta da pandemia, mas, se pararmos para pensar no momento em que vivemos, de digitalização das coisas, o modelo on-line se encaixou perfeitamente. Foram seis dias intensos de conteúdo, um momento rico para olharmos o que as grandes marcas de varejo fizeram e estão fazendo na pandemia, uma vez que o comportamento de consumo mudou do dia para a noite.

Essa mudança, na verdade, já vinha acontecendo, mas sem dúvidas foi acelerada pelo isolamento social da Covid-19. De acordo com o Jornal Europeu de Psicologia, uma pessoa leva de 18 a 254 dias para formar um novo hábito. Já passamos esse prazo, o que quer dizer que os nossos hábitos de consumo já mudaram.

Nesse novo comportamento do consumidor, um a cada cinco clientes vai mudar como e onde compra; 80% vão continuar comprando digitalmente; 48% descobriram novas marcas através das mídias sociais e, para mim, o número mais marcante, 4 em cada 10 clientes fizeram uma compra online pela primeira vez durante a pandemia – esses foram alguns dos dados mais importantes do evento.

Mas o que esses indicadores nos dizem sobre o novo consumidor? O primeiro insight é que o varejo deve se tornar mais do que uma compra ou serviço: ele deve se desenvolver como experiência. O cliente não quer mais se sentir parte de uma massa de compradores, mas, sim, único e importante para a marca. Alguns modelos, como assinatura mensal de produtos personalizados ou pacote de benefícios se firmam como uma boa opção para o varejista fidelizar seus clientes.

Nesse sentido, a retomada do comércio físico deve ser adaptada. O conceito que chamamos de Phygital tem tudo para se firmar: a ideia é integrar o ambiente do e-commerce com a loja física, num modelo em que o vendedor não espera mais o consumidor vir até a loja, ele leva a loja até o consumidor a partir de uma equipe de vendas digitalizada. Mais do que isso, essa união dos canais tem potencial para levar a tal da experiência para o cliente, criando oportunidades para que ele use o produto comprado, mas também possa experimentar outros modelos – potencialmente uma venda futura. É o caso da Nike e seus clubes de corrida, por exemplo.

Do outro lado, o meio digital buscou uma forma de levar experiência ao cliente – característica das lojas físicas – pensando em conquistá-lo, já que havia uma crescente onda nesse modelo. Um bom exemplo de experiência no digital são as Dark Stores, com atendimento live streaming por cliente, mostrando que ele não é só mais um consumidor.

Ao mesmo tempo em que a experiência virou o centro, o cliente também se transformou em “now costumer” – algo como consumidor imediatista. Esse é o consumidor ansioso que se consolidou na pandemia, que quer tudo para agora e agilidade é regra para ele. É um cliente que não compara os produtos entre as marcas e, sim, as experiências que elas ofertaram. Por exemplo, se uma marca entrega um mesmo produto em dois dias, por que ele deve esperar 10 para comprar com você? Neste caso, algo que já está acontecendo é as lojas atuarem como mini centros de distribuição, uma solução que vem chamando a atenção dos varejistas pelos benefícios logísticos e financeiros e que serve para adaptar a loja a essa velocidade no delivery.

Para o futuro, em uma das palestras foi citada uma empresa holandesa que percebeu que o setor de mercearia foi o último a se digitalizar. Então, a empresa, por meio da análise de dados e de demandas, montou algumas rotas com carros elétricos que rodam uma vizinhança, por exemplo, com itens mais propensos a serem comprados naquele local. Quando uma venda (digital) acontece, o carro entrega os produtos na sua casa entre cinco e vinte minutos. É o mundo hyper local em ação.

O now costumer espera que o varejista esteja online para atendê-lo rapidamente, espera que seja ominichannel e, se essas experiências estiverem dentro do padrão de consumo que ele está acostumado, ele irá recompensar comprando na loja. Neste contexto, os programas de fidelidade também surgem como uma vantagem competitiva. Afinal, se o varejista não conseguir fazer o cliente voltar para comprar de novo, ele não o merece.

Os consumidores ditam como o varejo deve caminhar. O varejista que quer performar bem enquanto a pandemia não acaba, mas também estar preparado para quando o mundo físico, presencial voltar, precisará buscar a combinação mágica entre experiência diferenciada e agilidade. Se Darwin me permite parafraseá-lo, no mundo [do varejo], quem sobrevive não é o mais forte e sim aquele que consegue se adaptar mais rapidamente [ao mercado]. A adaptabilidade dos varejistas definirá o futuro dos negócios.

Digital Innovation One recebe aporte de R$ 3,5 mi da DOMO Invest para ampliar a formação de novos programadores

A Digital Innovation One, plataforma de educação em desenvolvimento de software que conecta empresas com os melhores programadores, acaba de receber um aporte de R$ 3,5 milhões da gestora de fundos venture capital DOMO Invest. Com uma comunidade de mais de 300 mil pessoas que aprendem de forma colaborativa e gratuita na plataforma, a startup acelera a formação de talentos através de bootcamps e cursos online, dessa forma, potencializa as empresas a contratar programadores e desenvolver seus colaboradores em tecnologias emergentes para criar times ágeis de software.

Fundada em 2018 por Iglá Generoso, Gustavo Pereira e Pablo Zaniolo, a DIO tem o propósito de promover transformação social através da democratização do conhecimento em desenvolvimento de software e da conexão de talentos com as oportunidades do mercado de trabalho. Atualmente possui parcerias para formação de talentos em programas gratuitos coordenados pelos Governos Estaduais de São Paulo, Minas Gerais, Maranhão e Alagoas, além de 160 instituições de ensino de todo o Brasil. Em 2019, a startup recebeu investimento do fundo internacional TheVentureCity e iniciou o seu processo de internacionalização. Capacitando talentos para grandes empresas globais como everis, Avanade, GFT, Impulso, Banco Carrefour e Carrefour, a startup alcançou um crescimento de 700% no faturamento de 2020 e com o novo aporte quer alcançar um milhão de talentos em 2021.

“Além de intensificar os programas de formação e aceleração de talentos em tecnologias emergentes junto com grandes empresas, vamos ampliar os programas educacionais e a colaboração com instituições de ensino de nível superior e técnico de todo país, empoderando e potencializando o talento de professores e estudantes de tecnologia para reduzir a lacuna de conhecimento e criar atalhos para o mercado de trabalho”, comemora Iglá Generoso, co-fundador e CEO da startup.

A rápida evolução e adoção da tecnologia cria um déficit contínuo de conhecimento no setor e tem exigido que empresas e instituições de ensino desenvolvam melhores programas para formação e aperfeiçoamento profissional contínuo. A falta de mão de obra qualificada é o principal fator que levou mais de 1 milhão de vagas de tecnologia não serem ocupadas no ano de 2020 em todo o mundo. Apesar desse contexto desfavorável no tocante à formação de profissionais, entidades projetam o alto crescimento da demanda no setor. No Brasil a Brasscom estima que até 2024 o segmento precisará de 420 mil novos profissionais. Nos Estados Unidos, o U.S. Bureau of Labor Statistics projeta um crescimento de 22% na carreira de desenvolvimento de software até 2029. Ou seja, terá uma alta mais rápida do que a média de todas as ocupações do país.

“Desde 1998, quando fundei o Buscapé, a demanda por desenvolvedores de software só aumentou. Com a criação de centenas de novas tecnologias esse mercado ficou mais exigente e sofisticado, e os programadores passaram a ser vistos como peça fundamental na evolução da área digital das empresas. Hoje em dia, é impossível imaginar um grande player do mercado ou até mesmo uma startup que está apenas começando, sem a presença de um programador ou um time desses profissionais. A demanda por especialistas nessa área está maior e também por já ter vivenciado isso ao longo da minha carreira, nós da DOMO acreditamos que o serviço oferecido pela DIO é de de grande importância para o cenário atual e para o futuro”, conta Rodrigo Borges, fundador do Buscapé e atual sócio da DOMO Invest.

Formação conectada com o mercado de trabalho

Com foco na demanda de profissionais e na especialização requerida por grandes empresas, a Digital Innovation One cria trilhas imersivas de treinamento em desenvolvimento de software com experts do mercado e especialistas das empresas integrantes da plataforma. O objetivo é reduzir a lacuna de conhecimento e criar atalhos para que os profissionais conquistem oportunidades mais rapidamente. Com o resultado conquistado em 2020, a startup renovou o contrato com todos os clientes e fechou novas parcerias. Assim, em 2021, serão distribuídas milhares de bolsas de estudo para toda a comunidade aprender e se especializar nas tecnologias usadas por grandes empresas como everis, Avanade, GFT, Impulso, Banco Carrefour, Carrefour, Órbi, Localiza, Banco Inter, MRV, entre outras.

A metodologia educacional usada pela startup é proprietária e foi personalizada depois de um profundo estudo sobre melhores práticas e casos de sucesso na formação de talentos em ecossistemas tecnológicos de alto nível na China, USA, Europa e Brasil. Com cursos, mentorias, projetos práticos e desafios de codificação, a plataforma potencializa os estudantes de forma prática, imersiva e gamificada, identificando os principais talentos e recomendando-os para que as empresas tenham acesso aos candidatos mais qualificados e reduzam o tempo de contratação. As pessoas não admitidas recebem recomendações de desenvolvimento, criando um ambiente sustentável de aprendizagem continuada conectado com uma grande comunidade colaborativa e oportunidades de trabalho.

Na busca por aproximar ainda mais os alunos do mercado e promover a capacitação contínua de professores, instituições de ensino como o Centro Paula Souza do Estado de São Paulo, o Instituto Federal do Estado do Rio de Janeiro, o CEFET do Estado de Minas Gerais, entre outras, fecharam contratos de parceria não onerosos com a startup e estão acelerando a conexão de milhares de novos talentos com oportunidades de aprendizagem e trabalho promovidos pela Digital Innovation One.