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Precisamos mudar para termos mais mulheres nos conselhos das empresas

Por Cynthia Hobbs, Chief Financial officer no GetNinjas

Quando me deparo com a questão da presença feminina nos conselhos de administração, vejo que ainda há um grande caminho pela frente. A agenda de redução da diferença entre homens e mulheres atuando em determinados espaços, é algo que faz parte de um cenário muito mais abrangente, com raízes históricas e estruturais. E os números refletem essa realidade.

Atualmente, as mulheres representam metade da população mundial, mas contribuem apenas com 37% do PIB global. Segundo a Consultoria McKinsey, poderíamos acrescentar US$12 trilhões no PIB global até 2025 se promovessem uma redução nessa diferença entre gêneros, valor que equivale ao PIB do Japão, Alemanha e Inglaterra juntos. Neste sentido, a redução da desigualdade de gênero é algo de grande importância não apenas para a justiça social, como para a economia.

E para avançar nessa pauta, acredito que é preciso começar pelas bases: na educação básica. Pois a diferença entre homens e mulheres presentes no processo de alfabetização hoje é de, aproximadamente, 200 milhões.

Fora isso, hoje as mulheres passam três vezes mais tempo em atividades não remuneradas quando comparado aos homens. Esse papel múltiplo atribuído às mulheres que são mães, esposas e cuidam dos afazeres domésticos, faz com que o caminho seja muito mais desafiador, e acaba desacelerando uma mudança mais rápida neste cenário.

Por isso, quando me refiro à pauta dos conselhos de administração, vejo um cenário com grande necessidade de melhorias quanto a presença feminina, dado todas essas diferenças de oportunidades. De forma que prepare melhor as mulheres não só para ocupar posições mais altas, como assumir responsabilidades também de conselheiras das empresas, outra área que ainda vemos uma discrepância grande entre os gêneros.

Os conselheiros de administração profissionais, ou seja, que não fazem parte da família controladora, na sua grande maioria são executivos de empresas que, como desenvolvimento de carreira, naturalmente migram para esses conselhos. E assim com toda a experiência profissional podem apoiar outras empresas. Nessa ótica, chamo a atenção para a necessidade de se ter um olhar mais atento nas diretorias das empresas hoje, para entender a tendência de crescimento das mulheres em conselhos e criar uma maior representatividade no futuro.

Quando nos deparamos com as estatísticas, até 2016, as maiores empresas do Brasil não tinham mulheres nos quadros de diretoria, de acordo com uma pesquisa realizada pela consultoria Com dinheiro com 80 empresas listadas no novo mercado da B3. E esse número não evoluiu muito em cinco anos. Hoje, 36 empresas, que equivalem a 45% do total, ainda não têm mulheres nesta posição. Empresas, inclusive, que possuem a métrica Environment, Social & Governance (ESG) em suas agendas.

É impressionante que empresas com agendas relevantes de sustentabilidade não tenham um olhar para enxergar 50% da população. E com esses números, vemos que o caminho para aumentar a presença de mulheres em conselhos será, ou melhor, está sendo um caminho desafiador. Ainda de acordo com a pesquisa, em 2016, 35 mulheres compunham conselhos de 29 empresas, enquanto 470 eram compostas por homens. Ou seja, as mulheres representavam 7% do total.

Por outro lado, este ano os números são um pouco mais animadores, dando um respiro para esse cenário que está em transição, porque 69 empresas contam com 112 mulheres em seus conselhos, enquanto 712 são conselheiros homens. A porcentagem passou para 15,7%.

Acredito que a maior presença de mulheres nos conselhos das empresas se deve, principalmente, a programas que fomentam a diversidade de gênero nos conselhos na prática, como a WCD – Women Corporate Directors e WOB – Women on Board, fundação global que representa mulheres líderes nos negócios, na qual membros atuam em milhares de conselhos em seis continentes.

Iniciativas como essas são muito importantes para dar mais visibilidade à questão da diversidade nos conselhos de Administração das empresas, além de promover o networking necessário para que as mulheres possam estar conectadas com os tomadores de decisão no momento de escolher um conselheiro.

E por mais que o caminho ainda seja longo, precisamos de mais iniciativas para estimular a diversidade nas diretorias das empresas, pois assim iremos possibilitar alternativas para as mulheres ocuparem posições em conselhos no futuro. Esse pipeline precisa ser muito bem estimulado, pois trabalhar apenas o fundo do funil sem alimentar todas as outras camadas desse funil, será ainda mais desafiador mudar essa realidade.

Soluti investe R$ 25 milhões em aquisições e mapeia mercado em busca de novas oportunidades

A Soluti, ID Tech especializada em Identificação Digital e Assinaturas Eletrônicas, expandiu os negócios com um investimento de aproximadamente R$ 25 milhões em aquisições e parcerias. A empresa que registrou, de janeiro a agosto de 2021, um crescimento de 40% em receita, além de um aumento de 53% no número de emissões de Certificados Digitais, com mais de 1 milhão e oitocentos Certificados emitidos até agosto deste ano. A expectativa é fechar 2021 com quase 3 milhões de Certificados emitidos.

De acordo com dados divulgados pelo ITI, entidade que regula o mercado de Certificação Digital no país, a Soluti cresce acima do previsto para o setor, que projeta um crescimento de 30%, em 2021, e espera atingir a meta de cerca de 7 milhões de novos Certificados Digitais emitidos.

Com uma base de mais de 7,3 milhões de clientes, a companhia também busca apoiar novas startups referências em segurança da informação, blockchain e internet das coisas para ampliar o portfólio e atender organizações de diversos setores.

“Tivemos ótimos resultados e o objetivo é continuar investindo nas parcerias para o desenvolvimento de soluções e tecnologias que facilitem o dia a dia das empresas e atendam às necessidades digitais dos nossos clientes. Temos analisado algumas oportunidades com foco, principalmente, nos setores da saúde, imobiliário e educação, que tiveram um grande aumento no uso de suas plataformas digitais, por conta do distanciamento social imposto pela pandemia”, declara Vinícius Sousa, o CEO da Soluti.

Prova disso é o crescimento da Assine.Online, uma startup de assinaturas eletrônicas criada pela Soluti, solução que está sendo muito procurada por empresas que estão em processo de transformação digital.

De acordo com a Soluti, mais de 10% dos clientes são do mercado imobiliário, além disso, a ferramenta tem beneficiado outros setores, como educação, automotivo, varejo e outros.

Outro destaque importante são as soluções para o mercado financeiro, com a implantação do open banking no Brasil. As empresas participantes da cadeia de comunicação do novo sistema, como bancos e fintechs precisam ter um conjunto de Certificados que garanta a identidade digital das partes envolvidas e a Soluti atende dezenas de clientes com esta solução. Possui ainda o Vottar, plataforma para assembleias digitais, tendo como clientes duas das maiores entidades financeiras do país.

Startups investidas

Entre as parcerias realizadas está a DTO Sistemas, empresa especializada em interoperabilidade de dados de saúde e desenvolvedora de uma plataforma (DataOpera) para repositório de dados clínicos. Com essa solução, é possível reunir dados, resgatar o histórico e compartilhar as informações dos pacientes de forma segura.

Outro importante investimento foi feito na startup Facilita, responsável pelo desenvolvimento do App Facilita, que simplifica os negócios imobiliários e permite realizar todo o processo de venda de um imóvel em uma experiência 100% online. A ferramenta é integrada ao Assine Online, plataforma para assinatura eletrônica de documentos da Soluti, e possibilita que o se realize todas as etapas comerciais de forma totalmente digital.

Além dessas empresas, a Soluti realizou um aporte na Dinamo Networks, fabricante brasileira de hardware criptográfico, para a distribuição do DINAMO Pocket – um HSM portátil do mercado para guarda segura e gerenciamento de múltiplos Certificados Digitais.

Recentemente, a Rhizom integrou-se ao portfólio Soluti. A startup criou o primeiro protocolo de Blockchain da América Latina e desenvolveu um ecossistema que mescla tecnologias como blockchain, inteligência artificial e outras relacionadas a ativos digitais, para que empresas, fornecedores, profissionais e clientes possam interagir livremente para troca de valores.

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Fintech de crédito recebe aporte de R$ 2 milhões

Yasmin Melo e Lucas Araújo 

Com foco no empréstimo entre pessoas, Phyllon Bank acumula investimentos mesmo antes de entrar em operação

Da união de duas carreiras construídas no mercado financeiro nasce uma fintech de crédito que mesmo antes de entrar em operação já conseguiu um aporte de R$ 2 milhões. E outros R$ 5 milhões estão em fase de captação. É a Phyllon Bank, uma startup financeira que quer se tornar a maior do ramo de crédito consignado do país.

Com foco no crédito consignado, um dos mais baratos para o consumidor, a Phyllon Bank quer promover a troca justa: mais rendimentos para quem investe e menos juros para quem precisa de crédito. À frente desse projeto inovador estão os amigos e especialistas em finanças Yasmin Melo e Lucas Araújo, ambos com vasta atuação no ramo de crédito consignado.

“Esta troca justa será possível porque a fintech chega com o propósito de fomentar o empréstimo entre as pessoas. “Os clientes querem mudanças e a nossa intenção é inovar o padrão atual do mercado financeiro, oferecendo mais rendimento para quem investe e juros menores para quem empresta”, afirma Yasmin. Para isso, a fintech vai trabalhar em parceria com os correspondentes bancários. Hoje, existem no país mais de 1,5 milhão de correspondentes bancários.  

Além de chamar a atenção de investidores, a nova fintech também tem despertado o interesse do público. Em setembro, a Phyllon Bank realizou uma turnê pelo país para a divulgação da sua marca. Percorreu algumas das principais capitais brasileiras e atingiu um público de cerca de 100 mil pessoas, que acompanharam os eventos de forma presencial e também pela internet.

O foco principal de atuação da Phyllon Bank é o crédito consignado, mas a empresa vai oferecer todas as operações de um banco digital, como pagamento de contas e investimentos. Todas as operações poderão ser feitas pelo aplicativo da Phyllon, já disponível no sistema Android e também na versão para IOS. A plataforma já tem mais de quatro mil usuários ativos.

A expectativa dos sócios é que o banco entre em operação ainda este ano. E para cada conta aberta, uma árvore será plantada. A iniciativa é um dos compromissos da startup com o meio ambiente.

Pronto para uma experiência ‘phygital’ na Black Friday?

Por Julio González, VP de Customer Success da Zendesk América Latina

Por quase cinco décadas, a indústria do varejo ao redor do mundo contou com a Black Friday para abrir a temporada de feriados e impulsionar as vendas nas lojas. Em meados de 2020, enquanto o comércio fechava as portas para segurar os impactos da pandemia, especialmente latente na América Latina, esses eventos pareciam estar em declínio. Surpreendentemente, em vez disso, a BF do ano passado cresceu, e muito. Só no Brasil, reportou um aumento de 31% nas vendas de acordo com a Neotrust / Compre & Confie.

Se olharmos para o consumidor, seria natural imaginar uma queda no consumo do varejo à medida que o lockdown se tornou praticamente obrigatório nas grandes cidades, mas isto não aconteceu. De acordo com Ebit | Nielsen, o primeiro semestre deste ano já registrou um aumento de 22% no gasto médio com compras no e-commerce. Então, em que os clientes estão apostando?

Por um lado, descobrimos que os consumidores estão priorizando cada vez mais as boas experiências, e 82% dos brasileiros afirmaram que gastariam mais em uma experiência de compras online simples e rápida, conforme mostrado no relatório CX Trends 2021. Em outras palavras, eles esperam que os varejistas tornem suas vidas mais fáceis, e isso deverá ter um retorno durante grandes eventos.

Isso também significa que os varejistas foram impulsionados a repensar a jornada do cliente de ponta a ponta, à medida que a experiência oferecida nas lojas se cruzava com a esfera digital. O termo “phygital” tornou-se extremamente popular como uma estratégia para integrar todos os canais offline e online e oferecer uma experiência única e fluida por meio deles, especialmente importante à medida que os consumidores estão descobrindo novas necessidades. Segundo pesquisa do Facebook e da Offerwise, cerca de 7 em cada 10 consumidores brasileiros desejam comprar online e retirar produtos da loja nesta BF.

E à medida que a facilidade de compras online e mobile estão se tornando a nova “norma”, vemos que o comércio físico está cada vez mais se tornando uma referência para essas novas experiências, buscando manter sua atratividade para os clientes e, tornando-se em muitos casos, um suporte ou showroom para as compras digitais.

No ano passado, alguns dos maiores varejistas colocaram isso em prática. Magalu e Americanas, por exemplo, anunciaram que usariam suas centenas de lojas como centros de distribuição locais para otimizar o tempo de entrega do comércio eletrônico, facilitando também a logística reversa, como devolução e retirada de itens comprados online. Magalu também anunciou a criação de um marketplace para pequenos comerciantes, para que pudessem usar sua estrutura de entrega, ajudando a criar uma experiência integrada também para seus clientes. Muitos outros modelos do Phygital, como lojas-conceito com jornadas personalizadas, assistentes virtuais, códigos QR nas lojas e dispositivos de realidade aumentada surgiram para diferenciar toda a experiência.

Enquanto que a logística e as experiências na loja estão cada vez mais integradas, as empresas também buscam o suporte omnicanal para aumentar a satisfação do cliente. Analisando o relatório Zendesk de Maturidade em CX 2021, lançado em outubro, identificamos que as empresas latino-americanas que são líderes em CX têm 9,4 vezes mais probabilidade de ter uma excelente visibilidade entre canais e oferecem 1,5 canais de interação a mais do que outras.

Por exemplo, como mais da metade dos clientes estão comprando por meio de aplicativos de dispositivos móveis, as equipes de suporte precisam encontrar novas maneiras de permanecer em contato, e os canais de conversação rapidamente ganham força na preferência do cliente, seja como Chat incorporado em aplicativos, mídias sociais ou mensagens via WhatsApp. Isso é especialmente evidente na América Latina, já que 86% das organizações acreditam que esses canais serão os mais usados pelos clientes nos próximos 3 anos, conforme afirma o relatório de Maturidade de CX.

Evidentemente, isso será forte para eventos como a BF, e muitos outros setores também estão apostando na interação Phygital, reforçando a importância disso para os próximos anos. Empresas como Facebook, Microsoft e muitas outras anunciaram que vão investir pesado no chamado “Metaverso”, no qual muitos recursos de negócios e do dia a dia serão transportados para uma mistura de realidade aumentada e virtual.

Ao tempo em que avançamos para atender às novas expectativas do consumidor por experiências e integrações tecnológicas, eventos como a Black Friday também podem estar caminhando para uma nova fase de conexões. Eu não ficaria surpreso em ver as lojas aproveitando muito mais a realidade aumentada e até abrindo mundos virtuais completos para uma oferta de descontos por 24 horas – para começar. Este é certamente um momento emocionante, e muito do que podemos ver nesta BF dará início a uma nova era de experiências.

Infosys Brasil tem mais de 150 vagas abertas para profissionais com experiência SAP

O crescente investimento das empresas em tecnologia tem aumentado a busca por profissionais qualificados e, em 2021, essa tendência tem passado por um processo de consolidação. Neste sentido, a Infosys (NYSE: INFY), uma das líderes globais em consultoria e serviços digitais de última geração, abriu mais de 150 vagas como parte da estratégia de expansão da companhia. As oportunidades são destinadas a profissionais com experiência no sistema SAP para atuação no Brasil e em projetos internacionais. Os postos são para trabalho remoto e estão disponíveis também para pessoas com deficiência (PcD).

Além da parceria com SAP, a empresa possui outras grandes corporações em seu portfólio de parceiros, como Microsoft, AWS e Google, que permitem processos de treinamento e certificação sem custos para os colaboradores da companhia. Instituições de ensino de renome mundial, como as universidades de Harvard e Stanford, nos Estados Unidos, também fornecem acesso a cursos para as equipes em suas áreas de atuação.

Presente no Brasil desde 2009, a Infosys conta com mais de 50 clientes no país em diferentes segmentos. A companhia atua com projetos nacionais e internacionais, assim, os candidatos podem ter chance de atuar em equipes globais sem sair do Brasil. Como auxílio à capacitação, a Infosys disponibiliza uma série de plataformas próprias de aprendizagem, como o LEX, que permite aos colaboradores o acesso a mais de 80 mil conteúdos dos mais variados temas, desde programação, idiomas, até soft skills, e o SAP Learning Hub para treinamentos e certificações SAP com mais de 4 mil trilhas já mapeadas, utilizado também para a atualização dos profissionais em S4/HANA.

O processo seletivo será realizado de maneira remota, proporcionando uma adaptação a novos modelos de negócios. A imersão dos colaboradores também será feita virtualmente. Entre os requerimentos comuns para as posições abertas, está o conhecimento avançado na língua inglesa e nível superior completo de formação.

Para se candidatar às oportunidades, acesse o LinkedIn da companhia https://www.linkedin.com/jobs/view/2798508926/

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Fusões & Aquisições (M&A) como estratégia de crescimento das empresas de médio porte

Especialista da Redirection International orienta sobre como planejar transações de Fusões & Aquisições no segmento de middle market

O mercado de Mergers & Acquisitions (M&A) está aquecido no Brasil e, segundo dados do portal Fusões & Aquisições, o segmento de middle market (empresas de médio porte) vem se destacando com 350 transações (com valores entre R$ 50 e R$ 499 milhões) entre janeiro e setembro deste ano, crescimento de 77% em relação ao mesmo período do ano passado. E a tendência é que este cenário continue nos próximos meses, segundo João Caetano Magalhães, diretor da Redirection International, empresa especializada em transações no middle market.

Com tantas oportunidades, é preciso ter um bom planejamento para que o processo seja bem-sucedido. João Caetano Magalhães explica que as empresas de médio porte podem e devem fazer aquisições para se manterem competitivas no mercado, principalmente se contarem com uma assessoria especializada para conduzir toda a negociação.

De acordo com Magalhães, os dados positivos do segmento demonstram uma mudança no perfil das transações locais, uma vez que o mais comum era que as médias empresas (principalmente empresas familiares) fossem adquiridas por grandes corporações. “O que se observa é que muitas empresas de médio porte já entenderam a importância de uma boa estratégia de aquisições para se manterem competitivas ou acelerarem o crescimento. Ao invés de ficarem na defensiva, partem para o ataque e investem mais em M&A”, afirma.

O especialista destaca que as operações em M&A podem acelerar de forma expressiva o crescimento das médias empresas, com aporte de capital, ampliação do mercado geográfico e sinergia de custos e de vendas (cross selling), entre outros benefícios. Ele cita um estudo realizado pela McKinsey, que aponta que as fusões e aquisições representam cerca de um terço do crescimento das empresas mais competitivas e rentáveis. Por outro lado, as empresas que não crescem têm mais dificuldades de acompanhar as tendências e as inovações, correndo o risco de perder mercado.

Sendo assim, o processo de fusão e aquisição deve ser visto como um componente importante da estratégia empresarial. Segundo Magalhães, o processo de M&A requer planejamento e organização, com profissionais que possam se dedicar exclusivamente à transação, que pode levar meses para ser concluída.

Neste processo, é importante coletar todas as informações possíveis da empresa que se pretende adquirir antes da tomada de decisão. “Nem sempre as empresas menores têm as informações organizadas, por isso, é fundamental contar com assessoria especializada que possa reunir todos os dados antes de concretizar a transação”, explica Magalhães. Além disso, muitas das empresas de médio porte não possuem departamentos específicos de M&A para conduzir o processo de mapeamento, abordagem e negociação. Assessorias especializadas nesse tipo de transação podem participar de todo o processo e ajudar a entender melhor a dinâmica do mercado.

Anatel realiza a edição 2021 do Conecta Brasil

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) promoveu, em formato virtual quarta-feira passada (17/11), a edição 2021 do Conecta Brasil, evento destinado a discutir a expansão da banda larga pelas Prestadoras de Pequeno Porte (PPPs).

O conselheiro da Agência e presidente do Comitê de Prestadoras de Serviços de Telecomunicações de Pequeno Porte Junto à Anatel (CPPP) Emmanoel Campelo afirmou que o leilão de 5G fez que “as PPPs vislumbrassem uma oportunidade de participar do mercado de telefonia móvel, pois tivermos algumas vencedoras como a Winity II, o Consórcio 5G Sul, a Cloud2U e a Neko”.

Campelo parabenizou o esforço das PPPs em expandir a banda larga pelo País, e afirmou que, durante as reuniões do Comitê, vem percebendo o interesse cada vez maior das empresas em ingressar no mercado de telefonia móvel. O CPPP em suas reuniões já abordou a utilização do espectro em caráter secundário, a venda da Oi Móvel, a regulamentação sobre operadoras móveis virtuais e a utilização de White Spaces, entre outros.

Leilão de 5G – O superintendente de Outorga e Recurso à Prestação da Anatel, Vinícius Caram, destacou que a Winity II obteve o lote nacional de 700 MHz, com obrigações de atender mais de 600 localidades e 32 mil km de rodovias de acordo com os trechos definidos pelo Edital, e que essa faixa poderá vir a ser utilizada para venda no atacado a outros prestadores de telecomunicações. Ele também afirmou que houve “um êxito nos lotes regionais” com a entrada da Sercomtel na Região Norte e em São Paulo, com a Brisanet na Região Nordeste e Centro-Oeste, o Consórcio 5G Sul na Região Sul e a Cloud2U no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais.

Além disso, ao citar o leilão de sobras do ano de 2015, Caram afirmou que houve autorização do Conselho Diretor para um novo chamamento público em 778 municípios que não foram atendidos com as frequências disponibilizadas à época e que também está sendo vista a oportunidade de novas licitações.

Sobre o volume de lotes sem adquirentes do Edital de 5G na faixa de 26 GHz, Caram reconheceu que se achou que poderia ter tido um “maior êxito”.  O conselheiro da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint) Basílio Peres considerou que a falta de capilaridade fez com que não houvesse interesse pelos lotes de 26 GHz por parte dos pequenos prestadores.

Segundo Peres, essa frequência é interessante para locais densamente povoados. Ele citou o uso dessa faixa em favelas, o que pode gerar benefício para populações com infraestrutura precária. Outra opção para é o uso em edifícios sem cabeamento.

Peres solicitou que, quando a Anatel fizer o leilão de sobra das faixas de 26 GHz. que tente avaliar a possibilidade de uma capilaridade maior, “para que possam haver áreas de cobertura menores. É uma frequência que não tem como dar interferência em nada que está muito longe. Então, não tem sentido fazer blocos muito grandes para frequências tão altas”.

Regulamento de Uso de Espectro – Caram apresentou os estudos para alteração futura do Regulamento de Uso de Espectro (RUE), a qual tem um workshop sobre o tema sendo realizado pela Anatel nesta quinta-feira (18/11). A proposta em estudo na Agência prevê permitir transferir autorizações de uso de radiofrequência entre prestadoras sem a transferência da outorga de serviço de telecomunicações e prévia autorização da Anatel para interesse público e a ordem econômica. Segundo o superintendente, as PPPs poderão utilizar esse mecanismo para prestar o serviço utilizando espectro do mercado secundário.

Para Peres, “as regras atuais não dão segurança jurídica para entrar no mercado de uso secundário”. Ele afirmou que, com as possíveis alterações, “temos bastante expectativa que possa ser um mercado que possa funcionar bem”.  O presidente executivo da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp), Luiz Henrique Barbosa da Silva, demonstrou preocupação que empresas atacadistas de radiofrequência venham a utilizar contratos de exclusividade e, assim, criar barreiras competitivas. “A Anatel tem de olhar todos esses mecanismos”, disse.

O presidente da diretoria da Telcomp, Tomas Henrique Fuchs, afirmou que as PPPs estão interessadas em atender com melhor tecnologia localidades que se encontram, no momento, com 2G ou 3G. “É isto que estamos pedindo para a Agência, liberdade e tranquilidade para explorar (esses mercados)”. Ele ressaltou a grande dificuldade para o uso em caráter secundário, precisamos de uma ação da Agência para facilitar isso. “A gente quer pagar de acordo com o que vai gerar em uma certa região específica”, disse.

Roaming – Em resposta a pergunta do moderador do evento – o Gerente de Universalização e Ampliação do Acesso, Eduardo Jacomassi –, Fuchs destacou que, apesar das discussões sobre mercado secundário, o principal problema em relação ao uso do espectro no momento é a venda da Oi Móvel. “Esse é o primeiro ponto que a Agência tem de olhar com carinho, não só na obrigação de roaming como um todo, mas também na precificação de roaming. Hoje já existe um preço definido, o preço da Oi. Ficamos muito preocupados com o que vai acontecer daqui para a frente”, disse. A venda da Operação da Oi Móvel está em análise no momento na Anatel.

No evento, o Superintendente de Planejamento e Regulamentação da Anatel, Nilo Pasquali, afirmou que, desde 2011, a Anatel tem revisto sua regulamentação para estabelecer assimetrias regulatórias em prol dos chamados Prestadores de Pequeno Porte (PPPs). “Tentamos criar assimetrias que tornem mais fácil a entrada de novos competidores”, explicou.

Sobre temas de interesse das PPPs, ele afirmou que está em andamento a revisão do Plano Geral de Metas da Competição (PGMC) e que no próximo ano deve ser aberta uma consulta pública para receber contribuições da sociedade sobre o tema. Da mesma forma, a regulamentação de uso de postes, que sustentam as redes de fibra óptica, deve entrar talvez este ano ou no primeiro semestre do próximo. Outro item, a numeração para os serviços de banda larga já está em fase de conclusão, a questão mais importante neste item é o relacionamento de interconexão entre as prestadoras de telecomunicações.

Nilo também falou sobre o sandbox regulatório, no qual uma prestadora poderia testar em ambientes controlados novas tecnologias para subsidiar alterações regulatórias futuras. Essa questão está inserida dentro do Item 25 da Agenda Regulatória da Anatel para os anos de 2021-2022, que é a simplificação dos serviços de telecomunicações e sua regulamentação.  Peres afirmou que a Anatel deveria inovar na questão do sandbox e permitir aplicação do WiFi 6e em ambientes externos e não apenas internos. A Anatel aprovou os requisitos técnicos do WiFi 6e em fevereiro de 2021.

Espectro Brasil e Guia de Obrigações – A Anatel deve disponibilizar, em janeiro de 2022, em seu Portal na Internet um espaço para informações, orientações e consultas a cerca dos tópicos relacionados à administração de espectro no Brasil. Segundo Caram, vai ser uma fonte de informações, orientações e consultas para a comunidade em geral e interessados em prestação de serviços e entidades já reguladas pela Anatel. Nele, as PPPs poderão ver as faixas de frequência disponíveis por municípios e os equipamentos a serem ofertados na prestação da banda larga móvel.

O Espaço Espectro Brasil terá:

  • Informações detalhadas sobre Regulamentação
  • Explicações e acesso aos Planos de Atribuição, Destinação e Distribuição de Faixas de Frequência no Brasil (PDFF)
  • Consulta à destinação de serviços por faixa de frequência
  • Consulta de Atos de requisitos técnicos por ano
  • Produtos certificados para cada faixa
  • Licenciamento das estações
  • Consulta de estações e faixas licenciadas

Peres elogiou a criação do futuro espaço e afirmou que dificuldade de acesso às informações é um problema que as PPPs sempre enfrentaram no setor. Barbosa concordou que a Anatel está promovendo a transparência e tentando diminuir a assimetria de informações que enfrentam as pequenas empresas. Ele afirmou durante a apresentação que “a Anatel deve garantir as engrenagens da competição e todos os elementos que a favoreçam”.

Nilo também apresentou a atualização do Guia das obrigações das Prestadoras de Pequeno Porte, disponível no site da Agência, que trata das obrigações das PPPs perante à Anatel – outorga, licenciamento de Estações, envio de Dados Setoriais, fundos e contribuições – e em relação à prestação do serviço – consumidores, acessibilidade, sigilo e serviços de emergência, por exemplo.

O vídeo do evento Conecta Brasil 2021 está disponível no canal da Anatel no YouTube.

Parque Tecnológico São José dos Campos e Bayer lançam programa de inovação aberta

Três projetos serão selecionados para entrar no Nexus Lab

O PqTec e a Bayer se unem mais uma vez para estimular o empreendedorismo e o desenvolvimento tecnológico no Brasil. O Prêmio Bayer faz parte do programa de inovação aberta que vai analisar e identificar bons projetos de alunos das universidades de todo o país.

Os três melhores projetos serão escolhidos em função do potencial inovador da proposta de produto, serviço ou modelo de negócio. Os vencedores vão fazer parte do Nexus Lab – primeira fase do programa de acompanhamento de startups do Parque Tecnológico São José dos Campos por até seis meses e poderão participar de ações de apoio ao empreendedorismo.

As inscrições estão abertas de 18/11/2021 a 18/1/2022. A Ficha de Projetos pode ser acessada neste link .

Profissionais especialistas do PqTec e da Bayer dispõe de um grupo técnico para acompanhamento dos projetos e julgamento da viabilidade das propostas.

“O Prêmio Bayer é um projeto que estimula o empreendedorismo tecnológico em um ambiente que integra instituições de pesquisa, empresas e universidades com grandes oportunidades para fomentar a inovação no Vale do Paraíba”, diz Henrique Barbosa, gerente técnico sênior da Bayer.

O PqTec sabe da importância de fomentar a inovação para o mercado e reconhece que as universidades são parte fundamentais desse processo.

“O Parque vem se consolidando sua expertise de levar inovação para grandes corporações. Estamos honrados em contar mais uma vez com a Bayer como empresa demandante desta metodologia de seleção e aceleração desenvolvida aqui”, diz Marcelo Nunes, diretor-geral do Parque Tecnológico.

O time técnico da Bayer e do PqTec vai estar em uma live tirando dúvidas e apresentando os cases no dia 25 de novembro, às 10 horas, com transmissão pelo Canal do PqTec no Youtube. Conheça as propostas de cases com foco nas indústrias químicas para desenvolvimento dos participantes.

Áreas

Os projetos deverão propor soluções para uma destas três áreas, de forma direta ou indireta.

• Produção sustentável e digital para pequenos produtores

Os pequenos agricultores podem aumentar sua produtividade de maneira sustentável e melhorar seus meios de subsistência se tiverem acesso a informações que podem ajudar na tomada de decisões: o que plantar, quando plantar, onde vender e a que preço. Dessa forma, os projetos podem ajudar a levar informações e facilitar a tomada de decisão desses agricultores, incluir pequenos agricultores em cadeias de valor de grandes empresas, permitindo maior estabilidade, inovação, experimentação e sustentabilidade nas práticas, entre outras iniciativas que coloquem esses agricultores no circuito da tecnologia digital.

• Soluções alternativas para destinação de resíduos

Os resíduos sólidos precisam de soluções que não agridam o meio ambiente e causem prejuízos a qualidade da cadeia de produção industrial. Os projetos podem contribuir para que empresas produzam mais economizando os recursos e minimizando os resíduos gerados na cadeia produtiva

• Gestão de pessoas/trabalho híbrido

Com o fim da pandemia, há expectativa de que o ambiente de trabalho comum seja o modelo híbrido. Os projetos devem ajudar as empresas a equilibrar essa demanda de flexibilidade e entrega de resultados sustentáveis, mantendo-se atrativas para um mercado de trabalho cada vez mais exigente e diverso. Como uso de soluções digitais, as soluções podem promover os modelos de trabalho híbrido, qualidade das interações interpessoais, segurança psicológica e promoção de cultura de saúde e qualidade de vida.

Veja o cronograma de inscrição:

18/11/2021 – Lançamento do Prêmio

25/11/2021 às 10h – Live sobre o Prêmio Bayer com Luiz Carvalho (PqTec), Henrique Barbosa (Bayer) e Gustavo Pereira (Bayer)

11/1/2022 – Live para tirar dúvidas e dar direcionamentos

18/01/2021 – Fechamento das inscrições

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Concentrix está com 600 vagas abertas para contratação imediata

A Concentrix, multinacional de soluções de customer experience e tecnologia reconhecida pelo GPTW, está realizando dois eventos para seleção de profissionais para atuar em São Paulo e Barueri. A edição na capital paulista foi realizada nesta quarta-feira e 200 pessoas passaram pelo processo seletivo e saíram do evento empregadas. A grande demanda por trabalhadores para atuar na área de atendimento ao consumidor fez a empresa criar a Semana da Empregabilidade CNX, para mais de 800 vagas. “É uma grande oportunidade para quem está em busca de uma vaga de emprego. Os interessados podem se inscrever e participar de um processo mais ágil, com testes e entrevistas presenciais”, afirma Ligia Silva, supervisora de Talent Acquisition da Concentrix.

O segundo evento será realizado amanhã (19/11), no Ginásio da Prefeitura de Barueri, na Av Guilherme Perereca Guglielmo, 1000. Os atendimentos serão divididos em turmas, às 9h e 13h em Barueri. Todos os protocolos de segurança serão seguidos, com aferição da temperatura e uso obrigatório de máscara.

No local serão aplicados testes e realizadas entrevistas, além da conferencia de documentação. As vagas são para atuar com atendimento ao consumidor e suporte técnico. Os requisitos são: ser maior de 18 anos e ter, no mínimo, ensino médio completo. Possuir experiência com atendimento ou suporte será considerado um diferencial. Os horários e escalas variam, já que algumas operações funcionam 24h, com escalas 6×1 ou 5×2.

Os benefícios são: vale alimentação/refeição; plano de saúde e odontológico (após três meses de empresa); parcerias com empresas que oferecem descontos, como universidades e escolas de idiomas; auxílio creche e campanhas internas que podem render premiações em dinheiro.

Informações:
Processo presencial – Semana da Empregabilidade CNX
19/nov – Horários 9h e 13h
Endereço: Ginásio da Prefeitura, Av Guilherme Perereca Guglielmo, 1000 – Barueri/SP
A documentação necessária pode ser consultada neste link

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OMPI aponta que pedidos de concessões de patentes caíram no Brasil

Nos últimos anos, tem-se observado um aumento significativo nos pedidos de concessão de patentes ao redor do mundo. O Brasil, porém, segue a direção oposta: enquanto houve uma alta global de 1,6% no ano passado, os números destacam uma queda de 4,1% no interesse pelos registros de marcas no país, segundo relatório da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI).

De acordo com Roberto Ribeiro, sócio de Daniel Advogados, esse decréscimo é “um reflexo de um contexto socioeconômico muito anterior à efetivação do depósito do pedido de patente. O depósito do pedido de patente nada mais é do que o resultado de anos de trabalho de pesquisa, de desenvolvimento, de aperfeiçoamentos e de investimentos. E nos últimos anos, principalmente até o ano de 2018, o Brasil viveu um período de uma profunda crise econômica com desinvestimentos do governo federal então vigente naquela época, especialmente na área de pesquisa de desenvolvimento”, explica, justificando o desinteresse dos investidores no país.

No setor farmacêutico, Ribeiro acredita que os pedidos podem ter diminuído em função de um ambiente de insegurança jurídica, criado pelas discussões sobre o Projeto de Lei PL 12/2021, que visa implementar novas formas de licença compulsória e o questionamento sobre prazo mínimo de validade de uma patente. “Desse PL, destacam-se algumas questões bastante preocupantes: a transferência de tecnologia ‘forçada’ do detentor da patente ao licenciado; a obrigatoriedade de fornecimento de amostras de material biológico (quando for o caso); e royalties de 1,5%”, explicou.

Entretanto, o Brasil também passa por outras dificuldades em relação à concessão de patentes: mesmo tendo um crescimento mais rápido de registros em 2020, inclusive à frente de nações emergentes como a China e a Índia, o país apresenta a maior demora no processo no mundo, o que também distancia os investidores. O atraso se deve à falta de estrutura no Brasil para atender aos vários pedidos ao mesmo tempo, o que expõe uma problemática ainda maior.

Para diminuir o tempo necessário para a concessão de patentes no país, Ribeiro acredita em dois caminhos: a independência financeira do Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI) e a redução da burocracia no decorrer dos pedidos. “Ao aumentar a independência financeira do INPI, obviamente, é necessário equipar o órgão com pessoal e tecnologias suficientes pra dar conta da quantidade de pedidos de patentes que são depositados aqui no Brasil”, finaliza.

Startup Uffa aposta na gamificação para ajudar clientes com problemas financeiros

O brasileiro vem acumulando dívidas como nunca. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em julho, 71,4% das famílias brasileiras estavam endividadas – o maior percentual histórico. Com o objetivo de solucionar parte desse problema e tornar o pedido de empréstimo mais descomplicado, a startup Uffa atua como um mercado de crédito, propondo soluções de negociação de dívidas para pessoas físicas e jurídicas – tudo isso com um foco na experiência do usuário.

            A fintech possui um site descolado, com recursos interessantes de negociação, obtenção de crédito, empréstimos e até mesmo cashback no pagamento de dívidas – ou seja, você paga a sua dívida e ainda ganha dinheiro de volta. Como a empresa está só começando, ela aproveita que o internauta está se atraindo cada vez mais por serviços que oferecem cashback, ferramenta que beneficia tanto a companhia quanto o usuário. Além de varejistas e fintechs como a Uffa, até mesmo plataformas de apostas já conhecidas por serem um site confiável utilizam o cashback para atrair mais clientes, assim como ofertas de boas-vindas para novos jogadores. No confiavel.com, é possível encontrar uma lista de operadoras de apostas esportivas que dão um empurrãozinho para novos clientes, os métodos de pagamento aceitos e os torneios esportivos oferecidos.

Além dos recursos mencionados, a Uffa ainda tem um simulador em sua página inicial, onde o usuário pode calcular o valor do empréstimo total e das parcelas. Já o acesso a crédito é ofertado em um marketplace, onde diversas operadoras disponibilizam as suas propostas.

            A Uffa se destaca por ter um visual divertido – mais do que os serviços online similares. Para ver os diferentes cenários para negociação da pendência financeira, o cliente pode utilizar o seu CPF e recebe um roteiro gamificado, com etapas que lembram as de um jogo. A plataforma também anuncia alguns números sobre si, como “14,7 milhões de pessoas cadastradas”, “58 segundos para realizar o serviço no site”, e “R$ 26 bilhões em dívidas negociadas”.

            Feirão Limpa Nome do Serasa

            Ainda falando de dívidas e negociação, neste mês de novembro, até o dia 30, o Serasa estará realizando o Feirão Limpa Nome, que ocorre anualmente para reduzir o número de inadimplentes no Brasil. São mais de 50 empresas participantes, que oferecem condições especiais e descontos de até 99% para consumidores endividados.

Entre as companhias que estão oferecendo descontos estão a Riachuelo, Itaú, Recovery, Hoepers e Ativos S.A. Na lista, há também empresas como operadoras de telefonia, instituições financeiras (bancos e corretoras), cartões de crédito, empresas de engenharia e muitas outras. Se você quitar algum débito através do Feirão, poderá até mesmo aumentar o seu score com o Serasa Turbo e, consequentemente, subir a pontuação do seu CPF.

            Para participar do Feirão Limpa Nome, escolha o método de negociação que lhe agrada e contate o Serasa através do site, WhatsApp, telefone, ou até mesmo comparecendo presencialmente a uma agência dos Correios. Então, é possível escolher a melhor opção para pagamento e realizar a conclusão do acordo.

            Aqueles que cumprirem as regras estipuladas pelo órgão também poderão receber um “Auxílio Dívida” de R$50. Para aproveitar este benefício, é preciso baixar o app do Serasa de forma gratuita e utilizá-lo para negociar um ou mais acordos no Feirão. Estes acordos precisam ter valor superior a R$200 somados. Por fim, se você pagar à vista e sem atraso, o bônus de R$50 será adicionado em sua carteira digital Serasa. O auxílio será depositado até o dia 17/12, e você poderá utilizá-lo como quiser, inclusive transferindo para outras instituições financeiras.

Após a negociação e pagamento dos boletos, a empresa removerá as restrições do seu CPF em um prazo de até 5 dias úteis; e você estará finalmente livre das cobranças.

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Equipe brasileira vence desafio Call for Code da IBM na América Latina

A IBM e a David Clark Cause, em parceria com os Direitos Humanos das Nações Unidas, anunciaram os vencedores do quarto Desafio Global Call for Code, onde inovadores em todo o mundo foram convidados para combater as mudanças climáticas com tecnologias impulsionadas por código aberto. A competição desse ano focou em três temas que são chaves para combater as mudanças climáticas: Água limpa e Saneamento, Fome Zero, Produção Responsável e Consumo Verde.

Depois de avaliar as submissões da nossa região, um painel regional de líderes de negócios, academia, governo e ONGs locais selecionaram o time brasileiro Central Food como o ganhador regional da América Latina do Call for Code 2021 com uma solução que visa ajudar a reduzir o desperdício de alimentos e gerar um alto impacto social, considerando que, de acordo com as Nações Unidas, 1/3 de todos os alimentos do mundo são desperdiçados, enquanto cerca de um décimo da população global estava subnutrida no ano passado.

Através do aplicativo Central Food, comerciantes de centros de abastecimento podem publicar seus produtos excedentes abaixo ou sem custo, como forma de doação. As ONGs podem se registrar no aplicativo para ter acesso a essas ofertas e se elas tiverem interesse em algum em particular, elas podem entrar em contato com o comerciante e coordenar uma coleta de alimentos diretamente. Além disso, os comerciantes podem ver o desempenho das ONGs registradas e com quem colaboraram para ver, por exemplo, quantas pessoas foram impactadas pela doação.

Como vencedor da América Latina, a Central Food receberá orientação da IBM na implementação da sua solução e US$ 5.000.

Até o momento, mais de 20.000 aplicações do Call for Code foram construídas usando softwares impulsionados por código aberto como Red Hat OpenShift, IBM Cloud, IBM Watson e IBM Blockchain, assim como os dados do The Weather Company da IBM e recursos de desenvolvedor e APIs de parceiros como Esri e Twilio.

Além do mais, o ecossistema do Call for Code tem trazido soluções para a vida por meio de incubação e implantações no mundo real. Um exemplo, desde que ganho o Desafio Global Call for Code 2020, a Agrolly ampliou seu aplicativo de tecnologia agrícola personalizada para mais de 1.600 agricultores rurais em toda a Índia e Mongólia e forneceu treinamento prático no Brasil. Quatorze projetos do Call for Code foram adotados em governança aberta pela Fundação Linux.

Saiba mais sobre as soluções vencedoras do Call for Code aqui.

Noruega investe US$ 7 bilhões no Brasil no biênio 2019-2020, aumento de 67% apesar da pandemia

As empresas norueguesas atuantes no Brasil se mostraram resilientes aos efeitos da pandemia de covid-19. Os investimentos realizados por elas no país atingiram o recorde de US$ 7 bilhões no período 2019-2020, valor 67% superior ao investido em 2017-2018. Juntas, elas empregam, de forma direta, indireta e induzida, cerca de 550 mil pessoas. E várias têm planos de continuar investindo aqui nos próximos anos, o que mostra o compromisso da Noruega com uma visão de longo prazo para o Brasil e sua confiança na economia nacional.

O setor de energia concentrou a maior parte dos recursos, 71% do total investido. Desse valor, 4% foram destinados a iniciativas ligadas a fontes renováveis e combustíveis limpos. Essa é uma tendência que deve crescer nos próximos anos, já que a Noruega considera o Brasil um parceiro estratégico na transição para uma economia de baixo carbono e no desenvolvimento de tecnologias verdes. Cerca de 7% dos investimentos ficaram com os setores marítimo e offshore e mais de 20% foram destinados a outras áreas, com destaque para agronegócio, química, financeiro, TI, mídia e mineração.

Além de trazer tecnologia e inovação, as empresas norueguesas também têm um grande impacto socioeconômico no Brasil. Elas foram responsáveis por 29 mil empregos diretos e 521 mil empregos indiretos e induzidos em 2020, números 7,5% maiores que os registrados em 2018. Também destinaram mais de R$ 27 milhões a pessoas em situação de vulnerabilidade social durante a pandemia e pagaram cerca de US$ 1,4 bilhões em impostos ao país.

Todos esses dados estão detalhados no relatório Investimentos Noruegueses no Brasil, produzido pelo Consulado Geral da Noruega no Rio de Janeiro em parceria com a Innovation Norway. A publicação será lançada no próximo dia 24 de novembro, no Rio de Janeiro, com um encontro na Residência Oficial do Real Consulado Geral da Noruega no Rio de Janeiro. Os convidados serão recebidos por Odd Magne Ruud, embaixador da Noruega no Brasil, e Marianne Fosland, Cônsul Geral do país no Rio de Janeiro.

Lançamento do relatório Investimentos Noruegueses no Brasil

Data: 24 de novembro de 2021, quarta-feira.

Horário: 9h30

Local: Residência Oficial do Real Consulado Geral da Noruega no Rio de Janeiro

Avenida Rui Barbosa, 582 – Cob. 1 – Flamengo

Rio de Janeiro/RJ – CEP 22250-020.

O evento também será transmitido on-line simultaneamente às 10h no https://bureaumundo.com/noruega-no-brasil/  

PIX deve ganhar relevância entre os meios de pagamento nesta Black Friday

A Black Friday 2021 já está no ar e o PIX deverá ganhar relevância entre os meios de pagamento preferidos pelo consumidor, segundo Angelo Russomanno, diretor da Rede, empresa de meios de pagamento do Itaú Unibanco.

“Um ano depois do seu lançamento, o PIX deve ganhar relevância entre os meios de pagamento preferidos pelo consumidor nesta Black Friday. É uma opção para aqueles que desejam e para aqueles que só podem comprar à vista, por não terem acesso a um cartão de crédito, e uma alternativa vantajosa tanto para o cliente quanto para o lojista. Para o cliente, porque a aprovação é imediata e o prazo de entrega da mercadoria – no caso das compras por e-commerce – muito mais curto do que seria com pagamento via boleto, cujo processo e tempo de compensação aumentam a chance de desistências. Para o comerciante, por sua vez, a venda via PIX proporciona mais agilidade, pelo recebimento à vista, garantido por uma transação online e instantânea, e ainda facilita o controle do fluxo de caixa e a gestão de estoque. Além disso, a nova modalidade de pagamento também leva mais praticidade e segurança ao varejo presencial, por diminuir o fluxo de dinheiro em espécie nos estabelecimentos. É um instrumento democrático e que estará cada vez mais integrado aos sistemas de venda do varejo brasileiro”, conclui Russomanno.

PMEs estimam faturar mais de R$ 100 milhões com e-commerce na semana da Black Friday

Para o e-commerce, o mês de novembro já é sinônimo de Black Friday, uma das datas que mais movimentam o comércio digital no Brasil. Com data marcada para o dia 26 deste ano, a Black Friday 2021 será o segundo ano de ações promocionais após a grande transformação dos hábitos de consumo dos brasileiros, fenômeno impulsionado pelo isolamento social. A expectativa das pequenas e médias empresas é de que faturem mais de R$100 milhões na semana da Black Friday (de 23 a 29 de novembro), o que corresponde a um aumento de cerca de 67% no faturamento comparado com o mesmo período de 2020. Os dados são da Nuvemshop, plataforma de e-commerce líder na América Latina com mais de 90 mil lojas, sendo em sua maioria de pequenos e médios empreendedores.

Segundo a Nuvemshop, novembro foi o mês do ano passado que registrou o maior faturamento, pedidos pagos e quantidade de produtos vendidos online pelas PMEs. “Essa grande relevância da Black Friday é uma tendência registrada nos anos anteriores e que se mantém para 2021, mesmo com as novas mudanças de comportamento de consumo verificadas nos últimos meses. Neste ano, observamos a retomada do varejo físico, acompanhada de um crescimento mais gradual do comércio eletrônico. Por isso, a Black Friday deve ter destaque em ambos os espaços, embora continue sendo muito forte no online”, explica Guilherme Pedroso, country manager da Nuvemshop no Brasil.

Raio X dos e-commerces de PMEs na Black Friday 2021

“Em 2020, tivemos a Black Friday mais digital da história, impulsionada pelo contexto de isolamento social. Neste ano, a expectativa é que o comércio eletrônico vivencie, novamente, um de seus melhores resultados, uma vez que muitos empreendedores digitalizaram seus negócios neste último ano e, inclusive, vários deles começaram o seu próprio negócio nesse período”, afirma Pedroso. Como efeito, uma das particularidades da Black Friday 2021 será a alta presença de e-commerces criados nesse período de um ano. De acordo com a Nuvemshop, cerca de 30% dos lojistas viverão a primeira Black Friday com a loja virtual, porque criaram o negócio há menos de um ano.

Dentre os segmentos que mais vendem no e-commerce ao longo do ano, os três principais são Moda, Saúde & Beleza e Acessórios. Para esses segmentos de lojas virtuais, na semana da Black Friday são esperados crescimentos de faturamento em 62% (Moda), 70% (Saúde & Beleza) e 32% (Acessórios) em comparação com a mesma semana em 2020. 

Expectativas para meios de envio e de pagamento

Na Black Friday, o preço é, sem dúvida, o maior destaque aos olhos do cliente. Contudo, fatores como as opções de pagamento e de envio dos produtos são cada vez mais relevantes para a decisão de compra do consumidor. O levantamento “Compras e pagamentos em lojas online”, realizado pela Nuvemshop com consumidores em agosto deste ano, revelou que o Pix já é o segundo meio de pagamento mais usado, com 50% de adesão, atrás apenas dos cartões de crédito (nos formatos físico e digital). “Por isso, contar com empresas confiáveis de pagamentos no e-commerce e oferecer uma boa variedade de opções de pagamentos são escolhas essenciais para as PMEs e podem diferenciar o lojista de seus concorrentes”, reforça Pedroso.

Dentre os principais meios de pagamento oferecidos pelos e-commerces, o Pix é uma das apostas para a Black Friday deste ano, principalmente para compras de até 200 reais. Esse meio de pagamento foi lançado em novembro de 2020 e, devido à data, não houve tempo hábil para os e-commerces se adaptarem à novidade e oferecerem esse tipo de pagamento a tempo da Black Friday de 2020. Por isso, os especialistas destacam o Pix como meio de pagamento importante para este ano, dada a adesão crescente dele no e-commerce durante o ano. Em novembro deste ano, o Pix deve representar 7% das transações.

Outro fator relevante para o planejamento dos empreendedores no e-commerce para a Black Friday deste ano são as opções de envio. “A logística é um dos pontos fundamentais para o sucesso de um e-commerce. Um frete caro ou muito demorado pode ser um motivo de abandono do carrinho virtual de compras e pode se tornar um desafio para a ampliação das vendas de uma loja online para todo o território nacional. Uma pesquisa recente da Nuvemshop com consumidores revelou que 62% dos entrevistados desistiram da última compra online justamente por conta do valor da entrega. Vemos um movimento de PMEs cada vez mais procurando novos aplicativos e empresas de envio para diversificar as opções no e-commerce e para conseguir oferecer valores acessíveis para consumidores de diferentes estados. Pensando nessas questões, além de ampliar o ecossistema com mais parceiros em logística, a Nuvemshop adquiriu em outubro a Mandaê, com o objetivo de oferecer serviço de envio de qualidade e as melhores opções para os lojistas”, afirma Pedroso.

ABRH Brasil promove encontro “Desafios da gestão de pessoas pelo mundo”

No dia 25 de novembro, das 9h às 17h30, acontece a segunda edição do “Desafios da gestão de pessoas pelo mundo”, evento online realizado pela Associação Brasileira de Recursos Humanos – ABRH Brasil e que visa o compartilhamento de experiências significativas entre líderes de RH e C-Levels brasileiros localizados ao redor do mundo.

Em sua primeira edição, a iniciativa contemplou a agilidade na transformação digital e cultural que as organizações estão enfrentando e o papel da liderança para apresentar soluções assertivas e manter o engajamento. Neste ano, o evento busca trazer a discussão acerca de mudanças eficientes que podem ocorrer de maneira rápida, com exemplos práticos de soluções ágeis, criativas e, acima de tudo, humanas.

Para isso, contará com uma plataforma interativa onde os participantes terão espaço para exporem suas práticas no enfrentamento do atual cenário desafiador de pandemia em grandes empresas e suas estratégias de RH para vencer os obstáculos impostos. “A iniciativa é uma oportunidade de antecipar questões cruciais sobre a prática dos novos modelos de trabalhos, além de discutir aprendizados, tendências e inquietações da maioria dos líderes”, afirma Marcelo Pirani, diretor da ABRH Brasil e coordenador do evento.

O encontro está segmentado em cinco pilares de conteúdos distribuídos em seis painéis: ESG, saúde, workplace, inteligência artificial e talentos, que discutirá a escassez de mão de obra e desafios sob a ótica dos CEOs. A plataforma contará ainda com acesso gratuito por 30 dias após o evento, com diversos conteúdos, como o hall de convivência para networking, feira virtual, balcão de informações, totem de programação, totem para emissão de certificado, exposição de marcas, chat interativo, entre outras opções.

“No mundo pós-pandemia, entendeu-se que houve uma aceleração de mudanças. As pessoas entenderam que não havia uma fórmula pronta e foram em busca de alguma solução que pudessem servir suas companhias. O evento surge para que possamos compartilhar as melhores práticas, dentro de erros e acertos vivenciadas por suas companhias num momento de muita incerteza. Apesar das realidades no mundo serem diferentes, o vírus que enfrentamos é o mesmo e, por isso, queremos saber e dividir como as pessoas estão lidando com as relações humanas, com as tecnologias, da aceleração do mundo digital no mundo todo”, destaca Marcelo.

O evento é totalmente gratuito e para se inscrever basta acessar o site.

Matera busca talentos na área de TI para reforçar o seu time

O mercado de tecnologia está aquecido e a pandemia auxiliou no aumento de vagas para essa área. A Matera, empresa de desenvolvimento de tecnologia para o mercado financeiro, fintechs e gestão de riscos, realiza neste mês o seu JobCon, um processo seletivo especial para contratação de profissionais de TI em um curto período de tempo.

Nesta edição, a Matera procura talentos para as seguintes vagas: Desenvolvedor Java (pleno e sênior), Analista de Testes com Automação (pleno e sênior), Analista de Testes sem Automação (pleno e sênior).

As inscrições já estão abertas. Ao se cadastrar em uma vaga, o candidato passará por uma triagem e receberá um feedback por e-mail. Se for aprovado nesta primeira etapa, será convidado a realizar provas técnicas e de análise comportamental. Se o resultado for satisfatório, será convocado para uma entrevista técnica. Caso passe nesta fase, será chamado para participar da entrevista final no dia 27 de novembro. Neste dia, ou em até 48h, o (a) candidato(a) poderá ser contratado pela Matera e se transformar em um Materano ou Materana.

A programação do dia 27 é composta por uma palestra de abertura, às 8h30, e às 9h começam as entrevistas. Todo o processo seletivo será online. As informações sobre as inscrições pré-requisitos para as vagas do JobCon estão disponíveis neste site .

“O time da Matera é a principal força da empresa. Por isso, é muito importante selecionarmos pessoas com os mesmos valores que a Matera para complementar o time já existente”, destaca Victor Xavier, Head de Gente e Gestão.

A Matera é certificada pelo GPTW como uma das 30 melhores empresas para se trabalhar do país e é reconhecida como a 5ª Melhor Empresa para se Trabalhar no Interior Paulista, também pelo ranking GPTW.

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Magalu entra no mercado de desenvolvimento de games

O Magalu, empresa que está digitalizando o varejo brasileiro, faz mais um movimento no mercado de games, desta vez com o objetivo de fortalecer a indústria brasileira do setor. A companhia – que recentemente adquiriu os portais de conteúdo Jovem Nerd e Canaltech, e está em processo de finalização da compra do e-commerce KaBuM! – lançou nesta quarta-feira, 17, uma chamada pública de apoio financeiro e de mentoria a estúdios desenvolvedores de jogos eletrônicos. A iniciativa acontece em parceria com o BIG Festival, maior evento de games da América Latina.

O projeto apoiará o desenvolvimento de jogos hipercasuais (do tipo passatempo) prontos ou ainda em processo de criação. Serão destinados 100 000 reais para três projetos selecionados. “O mercado gamer é enorme e cresce muito ano após ano, no Brasil e no mundo”, afirma Thiago Catoto, diretor do Luizalabs.. “Acreditamos que o país tem grande potencial não só como consumidor, mas como indústria produtora de games. Queremos impulsionar esses negócios e aproveitar as várias congruências que eles têm com o ecossistema Magalu.” Atualmente, há cerca de 95 milhões de brasileiros adeptos de jogos eletrônicos, segundo a consultoria de e-sports BBL

Com a ação inédita, o Magalu Games – braço da empresa no setor — inicialmente atuará com um modelo novo de publishing, criando jogos e promovendo esses games principalmente para os usuários de seu SuperApp — que alcançou a marca de 37,9 milhões de usuários ativos. Além de investir no desenvolvimento de demos, a companhia também colocará à disposição dos estúdios todo o seu ecossistema de empresas e plataformas – como o Magalu Ads, de marketing digital, e o Jovem Nerd, canal de produção de conteúdo.

Expansão

Desde que adquiriu o portal Jovem Nerd, em abril deste ano, o Magalu informou ao mercado os projetos relacionados à propriedade intelectual da plataforma, com planos para games complexos, animações, séries e até filmes. Ao mesmo tempo em que desenha esses formatos, o Magalu trabalha outras frentes no mercado brasileiro de games, com o objetivo de envolver a comunidade acadêmica nos projetos.

A médio e a longo prazos, o Magalu Games  integrará os jogos lançados ao SuperApp da companhia, com o objetivo de ampliar o alcance e aumentar o tempo de uso e a recorrência do aplicativo. A ideia é oferecer benefícios aos clientes por meio da integração com programas e produtos já existentes no ecossistema Magalu, como programas de cashback dentro dos games, entre outros. 

Com a compra do KaBuM!, o Magalu reforçou seu sortimento de produtos, principalmente da categoria de equipamentos de tecnologia, e também reforçou a posição no mercado gamer, que cresce exponencialmente no mundo e no Brasil. De acordo com estudo da consultoria Accenture, a indústria mundial de games atingirá 300 bilhões de dólares ao final de 2021, receita maior que a dos setores de música e filmes somados.

O KaBuM! é um dos precursores em esportes eletrônicos no Brasil. Criou uma das maiores equipes de League of Legends do país, a KaBuM! Esportes, tetracampeã nacional e a primeira representante brasileira no campeonato mundial. A KaBuM! Esportes apoia também outras modalidades de e-sports, como Counter Strike, FIFA e Free Fire. Ao mesmo tempo, desde junho deste ano, a união da NSE, braço de e-sports da Netshoes, com a e-Flix, empresa que faz gestão desse segmento no e-commerce, deu origem a uma nova equipe de jogos eletrônicos competitivos: a Netshoes Miners.