Page

Author admin

Cabify anuncia Fernando Matias como novo Diretor Geral do Brasil

A Cabify, plataforma inteligente de mobilidade, anuncia o Fernando Matias como novo Diretor Geral Brasil da Cabify (Country Manager). O executivo substitui Daniel Bedoya, que iniciou a operação da Cabify no país e assume como COO (Chief Operating Officer) Global da Cabify.

Matias é formado em Relações Internacionais pela UNESP e possui MBA pela Berlin School of Creative Leadership. O novo Diretor Geral Brasil da Cabify também teve passagens pela Amcham e Souza Cruz. Em 2015, assumiu o cargo de Diretor de Marketing na Easy e um ano depois, se tornou CEO da operação Brasil.

“Para 2018, vamos nos posicionar de forma estratégica, investindo nos pilares de experiência e qualidade, posicionando nossa marca neste sentido, buscando aumentar a fidelidade de nossos usuários e motoristas parceiros, além de continuarmos a expandir nosso serviço dentro das cidades onde já atuamos”, explica o novo Diretor Geral Brasil da Cabify.

Recentemente, a Maxi Mobility Inc, holding da Cabify e da Easy, anuncia aporte de mais de meio bilhão de Reais (US$ 160 milhões) para expandir as operações em seus atuais mercados. O grupo opera plataformas de mobilidade como serviço (MaaS) de alta qualidade para empresas e usuários particulares em mais de 130 cidades e 14 países na América Latina e Península Ibérica.

No Brasil, a Cabify começou a operar em junho de 2016. Atualmente, está presente em 8 cidades – Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campinas (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP) e São Paulo (SP). A empresa ainda possui uma parceria com a Multiplus, que rende pontos a todos os clientes cadastrados na rede de fidelidade que usarem os serviços da Cabify no Brasil.

Tags, , , , , ,

Cinco conselhos para tornar sua empresa atraente para investidores

Seja para crescer, ou ganhar fôlego para implementar mudanças na estratégia de um negócio, sócios e investidores podem ser uma boa opção, mesmo para pequenas e médias empresas. Apesar do número de fusões e aquisições anunciadas, terem caído nos últimos dois anos, de acordo com relatório divulgado em abril passado pela PWC, as áreas de serviços e TI são as que mais realizam esse tipo de operação, sendo responsáveis por 24% dos anúncios.

Para quem busca sócios, ou mesmo possíveis compradores para sua empresa, o primeiro passo é organizar seus números. “É fundamental usar a contabilidade não somente como um instrumento apurador do fisco e sim como uma ferramenta de gestão”. É o que indica o executivo e advogado especialista em direito de empresas, Luciano Moraes – responsável por processos de fusão e aquisição de pelo menos cinco empresas de pequeno e médio porte, que movimentaram o equivalente a R$500 milhões nos últimos dois anos.

De acordo com Moraes, a falta de conhecimento contábil por parte do empresário pode acarretar na diminuição do valor de sua própria empresa. “É muito comum que empresas de pequeno e médio porte não tenha seus balancetes mensais atualizados, ou que façam pagamentos de despesas pessoais dos sócios. A empresa que gera interesse de investidores é aquela que é medível, ou seja, tenha métricas, apresente resultados reais, organizados e em dia” descreve.

O conselho do executivo e advogado reforça as afirmações de um estudo divulgado pelo SEBRAE, em 2016. Cerca de 25% das empresas que encerram suas atividades antes dos dois anos de existência, alegam a falta de conhecimentos em gestão e incapacidade para lidar com problemas financeiros e contábeis como os principais motivos.

O segundo conselho é saber aonde quer chegar. Quem busca uma boa oportunidade para investir, procura negócios com planos a médio e longo prazo. “É fundamental que o empresário entenda do ramo em que atua e saiba para onde pode crescer. O papel do sócio, ou investidor, será oferecer recursos e também contribuir com ideias para que esses objetivos sejam conquistados”. Aliás, atuar em um mercado expansível é o terceiro conselho. O executivo destaca que ninguém investe em negócios em vias de extinção e sim em oportunidades que possam gerar crescimento.

Outra característica comum das pequenas e médias empresas é o apego emocional. O quarto conselho é desmontar aquela ideia de que o negócio é como um filho. “Empresas são unidades produtoras de negócio e renda. É importante gostar do que se faz, mas esse tipo de apego dificulta decisões duras que podem impactar na continuidade e crescimento do negócio, como reduções, ou mesmo a venda”, destaca Moraes.

E como último, mas não menos importante conselho, Luciano destaca a importância de valorizar as boas pessoas que fazem uma empresa girar. E esse reconhecimento é moral e financeiro. “Estar focado em resultados não significa ganhar sozinho. A motivação da equipe tem total influência no sucesso da empresa”, aponta.

Tags, , , , ,

O uso do Data Center para melhorar a Experiência do Cliente

Por Fernando Dantas, Superintendente da Gerência de Serviços da Sonda Ativas

A Transformação Digital trouxe uma nova diretriz para o relacionamento entre empresa e cliente. Nos últimos anos, duas palavras têm chamado a atenção do mercado: Customer Experience (Experiência do Cliente), ou seja, a percepção que o consumidor tem sobre a empresa. O termo se refere à maneira como o cliente foi tratado durante toda a interação com a marca, inclusive após a efetivação da compra, fazendo com que ele recomende ou não os serviços e produtos recebidos. Ao contrário do que foi construído no passado, o sucesso de uma organização não depende unicamente da qualidade do seu produto e de um bom marketing, mas principalmente de uma ótima relação entre empresa e cliente.

Em uma era de ruptura, a Experiência do Cliente ganha ainda mais relevância. Há dez anos o contato com o consumidor deixou de ser apenas via telefone ou presencial e passou a ser integrado com as novas tendências, principalmente por meio das redes sociais e chatbots. Em um cenário de coisas e pessoas conectadas, o Data Center passa a ser um dos protagonistas dessa Revolução Tecnológica.

Pesquisas apontam que até 2020 mais de 20 bilhões de coisas estarão conectadas no mundo. Com uma demanda gigante de dados, as empresas buscarão soluções em Cloud para suportar todo o conteúdo e gerar mais espaço dentro das companhias. O armazenamento de dados em Nuvem garante às empresas mais tempo para investir em outras áreas do negócio e na Experiência do Cliente, o que consequentemente irá gerar mais lucros.

Em um mundo digital repleto de dados, é possível com a ajuda da tecnologia e da inteligência de mercado, se antecipar às necessidades dos clientes para melhorar sua jornada. Quando o consumidor percebe a preocupação da empresa em atendê-lo de forma eficaz, ele involuntariamente guarda os três pilares que formam a Customer Experience: esforço, emocional e sucesso. O pouco esforço que ele realizou para ter sua demanda atendida, a forma como a marca foi guardada em seu emocional e o sucesso em atingir os objetivos e possivelmente se tornar fiel à marca.

É por meio dos milhões de dados gerados diariamente que uma empresa pode se antecipar aos desejos de compra e às tendências de mercado para analisar determinado cliente. Investindo em uma boa inteligência analítica, os consumidores receberão ofertas que estão condizentes com suas necessidades e vontades. É a partir daí que a Experiência do Cliente tem início. Quando uma jornada começa bem, o consumidor já cria um vínculo positivo com a empresa, facilitando a comunicação e expondo mais facilmente sua visão sobre o que repassam para ele. No entanto, para manter uma boa imagem, a companhia deve estar presente também no pós-venda.

Antes de iniciar qualquer transformação relacionada à Experiência do Cliente, é necessário investir em plataformas que possibilitam uma melhor análise do seu consumidor. Muitas empresas erram porque acreditam que conhecem bem seu público-alvo, mas nem sempre estão atentas às rápidas mudanças que surgem. Somente por meio de uma visão ampla que a companhia poderá conhecer verdadeiramente seus consumidores e oferecer uma boa Experiência do Cliente.

Proporcionar uma ótima jornada ao cliente é a base do sucesso para qualquer empresa, pois é por meio da percepção do consumidor que as companhias fidelizam seu público-alvo e saem à frente quando o quesito é competitividade. Investir em melhores estratégias para a Experiência do Cliente é apostar no crescimento e reconhecimento da organização.

Tags, , , , , , , ,

Para a Robert Walters, reforma trabalhista e investimentos em infraestrutura no país incentivam geração de empregos em 2018

A empresa global de recrutamento Robert Walters acaba de divulgar sua pesquisa salarial de 2018. Segunda a pesquisa, as alterações à legislação trabalhista em torno de modelos de contratação tornarão mais simples o recrutamento de profissionais para posições temporárias, uma vez que há um risco financeiro significativamente menor para o empregador em relação à contratação de pessoal permanente. A retomada de alguns projetos de construção e infraestrutura no país gerará demanda para profissionais nesses setores. Essa atividade deve estimular a indústria de manufatura, que fará investimentos em logística para manter a viabilidade do negócio.

Os negócios na área de Tecnologia da Informação devem manter a mesma força de 2017, com muitas companhias apresentando planos de expansão. Pequenas e médias empresas operando em e-commerce e fintech continuam em destaque no levantamento, uma vez que muitas companhias no Brasil querem melhorar sua eficiência online. O ano de 2018 promete ser um ano de grandes avanços para empresas de soluções de TI & Digital, que já vem sendo demandadas tanto para níveis executivos quanto para posições de suporte e gestão. Nesta área, os desafios ainda são os mesmos de 2017: encontrar bons profissionais, desenvolvedores de linguagens específicas e engenheiros de software.

Na área de Recursos Humanos há preferência por profissionais com experiência em reestruturação, onde se priorizará um perfil mais estratégico a fim de fortalecer a empresa para os períodos de inconstância econômica e política que o país deve atravessar em 2018.

Neste ano a área de Supply Chain deverá assumir novamente um papel importante dentro das empresas, que buscarão profissionais mais experientes para posições mais seniores.

“Apesar do potencial para crescimento e expansão em alguns setores essenciais, os salários devem se manter estáveis em 2018, com algumas exceções no setor de tecnologia. Para as posições com contratos de curto prazo, porém, os profissionais podem garantir remunerações competitivas se conseguirem demonstrar habilidades altamente valorizadas, experiência internacional ou fluência em idiomas,” avalia Kevin Gibson, CEO da Robert Walters no Brasil.

Tags, , , , , , ,

Mitos e verdades sobre Inteligência Artificial em RH

Por Mariana Dias

De um ano para cá, fala-se muito no setor de Recursos Humanos sobre Inteligência Artificial, conjunto de programas de computador que aprendem a tomar decisões para auxiliar na resolução de problemas. Assim como o termo Growth Hacking foi muito usado há 2 anos em marketing, o futuro do trabalho e do recrutamento, e o papel dos robôs nesse futuro, estão “na ordem do dia”.

Diversas perguntas surgem quando tentamos visualizar o que vem pela frente, às vezes influenciados pelos filmes de ficção científica. Os trabalhadores serão substituídos por robôs? Eles serão tão eficientes a ponto de os humanos se tornarem dispensáveis? São dúvidas cada vez mais reais na comunidade de RH, e o fato é que a Inteligência Artificial (I.A) já está transformando a forma como nos relacionamos com o trabalho. Isso não invalida a necessidade de pensamento humano, mas significa que as nossas atividades estarão cada vez mais vinculadas às máquinas. A Inteligência Artificial depende de um modelo pré-determinado, estruturado por pessoas com a experiência e as habilidades necessárias.

No entanto, é preciso saber que nem tudo que a mídia divulga sobre o assunto é verdade. Atenção às empresas que comunicam a aplicação dessas tecnologias sem comprovações. Busque saber mais, questione a ética no uso das informações, descubra quais resultados foram realmente alcançados. É preciso tempo para que o uso de tecnologias relacionadas à Inteligência Artificial consolide-se.

Discute-se muito sobre a substituição da mão de obra. É preciso lembrar que o computador surgiu para substituir a máquina de datilografar, e o carro para substituir os cavalos. Novas tecnologias transformam as atividades humanas. Mas, segundo estudo da Tata Consultancy Services, empresas que já utilizam I.A com sucesso acreditam que ela vai triplicar os postos de trabalho. Gestores serão cada vez mais importantes para construir estratégias, estabelecer relacionamentos de negócios e desenvolver pessoas. Profissionais de gerenciamento de máquinas, estatística, engenharia de dados, engenharia de processo e qualidade da informação, serão muito demandados.

A área de Recursos Humanos vai ter um papel extremamente relevante nesse cenário, pois em um mundo no qual a tecnologia é commodity, os melhores talentos tornam-se ainda mais um diferencial competitivo. É fundamental que o RH se alie ao machine learning, a fim de ter acesso às informações e aos insights necessårios para conseguir atrair e reter os melhores talentos. Nem sempre, o melhor candidato é o que se graduou na melhor universidade, é fluente em 3 línguas, tirou a melhor nota nos testes de lógica e foi o melhor nas dinâmicas de grupo.

A Inteligência Artificial chegou para facilitar o nosso dia a dia, mas não faz isso sozinha. Os bons resultados só serão possíveis com o trabalho de um RH estratégico em conjunto com as áreas de gestão, tecnologia e negócio. Então, mãos na massa!

Mariana Dias é CEO e cofundadora da Gupy, plataforma de recrutamento e seleção que utiliza Inteligência Artificial para tornar processos seletivos mais eficientes e precisos

Tags, , , , , , , , , , ,

Vendas em cloud puxam resultados da SAP Brasil em 2017

A SAP Brasil anuncia os resultados financeiros consolidados do ano fiscal de 2017. A subsidiária brasileira registrou um crescimento de dois dígitos, em comparação com o ano anterior, da receita total das vendas de soluções em nuvem. Esta carteira mais que dobrou de tamanho no país em 2 anos. O destaque no ano passado foi o considerável aumento dos contratos firmados com as pequenas e médias empresas.

“O crescimento contínuo da adoção de soluções em nuvem, particularmente alto este ano, é um indicador muito positivo da maturidade do mercado. As empresas brasileiras já entenderam que precisam digitalizar suas operações para continuar crescendo, mas acima de tudo, para continuarem competitivas, não importa em que segmento estão ou que tamanho tenham”, afirma Cristina Palmaka, presidente da SAP Brasil.

Outra solução de relevância para os resultados do ano foi o SAP S/4HANA, pacote de gestão de recursos empresariais em tempo real para negócios digitais, que utiliza todo o potencial da plataforma HANA. A solução on premise (por venda de licenças) manteve sua trajetória constante de crescimento de vendas, registrando um aumento de dois dígitos sobre o ano anterior.

“A estratégia da SAP vai continuar privilegiando a oferta de uma plataforma de gestão simples, que ajude os clientes a se tornarem produtivos e competitivos e que impulsione seus negócios com soluções que atendam exatamente suas necessidades”, destaca Cristina Palmaka.

Novos clientes adotam a plataforma SAP Cloud

Entre os clientes que elegeram, em 2017, a plataforma SAP Cloud, está a Natura Cosméticos S/A, maior fabricante brasileiro de cosméticos, com 6.400 funcionários e uma rede de 1,8 milhões de consultores em oito países. O objetivo é aprimorar sua complexa cadeia de canais de vendas que inclui lojas, vendas online e diretas com a captura digital de informações de rastreamento de pedidos.

Outro nome de destaque que passou a integrar o portfólio de clientes da SAP, desta vez no segmento de varejo, foi o Makro, atacadista do grupo holandês SHV, que opera no Brasil, Argentina, Colômbia, Peru e Venezuela. Para substituir sistemas internos, a companhia, responsável pela comercialização de grandes volumes de alimentos e produtos não-alimentícios a preços baixos para clientes profissionais, optou por soluções SAP Hybris buscando realizar campanhas específicas, implementar programas de fidelidade e apoiar equipes internas para analisar hábitos de compras de seus clientes.

Também apresentaram resultados expressivos de vendas, com crescimento de dois dígitos no ano, as soluções de gestão de capital humano, SAP SuccessFactors; de e-commerce Hybris e da plataforma HEC – SAP HANA Enterprise Cloud, que permite a transição de aplicações on premise para um ambiente de nuvem, com processamento em tempo real. No que se refere aos mercados que mais contribuíram para o crescimento da empresa, vale ressaltar os de Seguros, Varejo e Produtos de Consumo.

Nuvem também se destaca na América Latina

Na região, a SAP continua conquistando bons resultados com seu portfólio para a nuvem. Em dois anos, a empresa duplicou seu negócio nesse segmento. Em 2017, o crescimento na região foi de dois dígitos, liderado pelo desempenho do Brasil. O destaque especial foi a velocidade de adoção pelas empresas, principalmente durante o último trimestre do ano, de soluções de comércio digital SAP Hybris.

A receita de vendas de soluções on premise também cresceu. No último trimestre fiscal de 2017, aumentaram dois dígitos, impulsionadas por SAP HANA.

Globalmente, a SAP apresentou um crescimento de 8% na receita com vendas de softwares e aplicações em nuvem.

Tags, , , , , , ,

E-commerce: Dynatrace alerta que sites brasileiros demoram mais para abrir

A Dynatrace, líder mundial em soluções de Gerenciamento de Performance Digital, divulga levantamento que realizou para analisar o comportamento e experiêcias de compra no e-commerce de algumas categorias do varejo mundial. A pesquisa acompanhou diversas datas comemorativas de 2017 e foi concluída no período do Natal com dados de importantes mercados do mundo, como Brasil, Reino Unido, EUA, França, Alemanha, China, Austrália, Espanha, países nórdicos. Os resultados têm como objetivo auxiliar os varejistas na melhoria de suas lojas virtuais, que muitas vezes perdem clientes por causa de problemas técnicos nos seus sites.

“Os consumidores esperam que os sites sejam carregados dentro de três segundos ou menos”, explica Dave Anderson, Especialista em Desempenho Digital da Dynatrace, sobre a necessidade do levantamento para apoiar aos comerciantes. O executivo destaca que empresas que utilizam soluções como as da Dynatrace conseguem ter sites mais ágeis e preparados para serem acessados simultaneamente por milhares de consumidores. Segundo ele, sem o uso de tecnologia específica, esse desempenho não consegue ser obtido.

De acordo com o levantamento, nos países da Europa e América do Norte analisados a média de visibilidade completa dos sites e prontos para serem utilizados pelos consumidores foi de até 2,5 segundos, sendo Alemanha e Reino Unido os mais rápidos. Já no Brasil, a média foi de 4 segundos, tendo apresentado um pico de acesso no dia 18 de dezembro, entre às 10h e 13h.

Na avaliação do carregamento completo das páginas por categoria de vendas no Brasil, os cincos primeiros varejistas em ordem descrente foram papelaria e informática (4s), brinquedos (4,78s), perfumaria e cosméticos (4,93s), vestuário (7s) e varejista (7,06s). No quesito de visualização completa dos canais, a classificação ficou na ordem de perfumaria e cosméticos (1,45s), varejista (2,07s), livraria (2,14s), vestuário (2,24s) e papelaria e informática (2,29s). Todos tiveram 100% de disponibilidade de acesso.

“Nossa métrica visualmente completa foi desenvolvida para ajudar as organizações a se concentrarem no que realmente afeta a experiência do usuário. Fornecer aos compradores uma ótima experiência de compras on-line é vital para os varejistas que buscam ter sucesso no mundo de comércio eletrônico. Portanto, a conclusão visual deve ser a chave mestra para qualquer organização que procure realmente entender a experiência do usuário online “, finaliza Anderson.

Tags, , , , , , , , , ,

OLX amplia time de produto e tecnologia em 2017 e já planeja contratar mais 40 profissionais em 2018

Empresa continua investindo em contratações para integrar uma equipe de profissionais focados em desenvolver um produto 100% nacional e transformar itens em felicidade

A OLX, maior plataforma de compra e venda online do Brasil, segue na contramão do mercado. Apesar do contexto econômico do país, está crescendo rapidamente e investindo na contratação e retenção de talentos. A empresa hoje conta com mais de 550 colaboradores divididos em São Paulo e Rio de Janeiro.

Só no ano passado, a companhia fez 48 contratações para os times de tecnologia e produto – engenheiros, desenvolvedores, designers, analistas de dados e gerentes de produto. Hoje, a área já conta com 130 profissionais, mas a previsão é crescer ainda mais em 2018: são cerca de 40 vagas planejadas para este ano.

“Trabalhamos com autonomia e em um ambiente colaborativo, leve, ágil e informal. Os nossos colaboradores trabalham inspirados pelo impacto positivo que a empresa traz para a vida dos brasileiros e com a certeza de que estão ajudando a construir uma nova cultura de consumo no Brasil e colaborando com a formação de uma comunidade mais sustentável”, comenta Simone Grossmann, CHRO da OLX. “A plataforma que esses profissionais desenvolvem permite que mais de meio milhão de anúncios sejam publicados todos os dias, gerando 50 vendas por minuto. Isso é muito gratificante e motivo de orgulho para eles”, completa.

No ano passado, a empresa também passou a ter profissionais desses times nas duas cidades e não só no Rio de Janeiro, pois entende ser importante estar perto do mercado de produto e tecnologia de São Paulo, além de também permitir uma maior proximidade com as necessidades da área comercial.

Além disso, por fazer parte dos dois maiores grupos de marketplace do mundo – o grupo sul-africano Naspers e o norueguês Schibsted – o time de produto e tecnologia vivencia muitas possibilidades de aprendizagem e troca. “Isso é extremamente rico para uma área que está sempre criando hipóteses e fazendo testes e pesquisas para entender cada vez mais as necessidades dos nossos usuários e decidir, em conjunto, o que será construído ou alterado na plataforma”, finaliza Simone.

Tags, , , , , , , , ,

Após três anos de queda, indicador de Nível de Atividade da indústria paulista avança 3,5% em 2017

Após três anos consecutivos de queda, o Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista fechou 2017 com avanço de 3,5%, impulsionado pelo total de vendas reais, que subiram 7,1% no período, estimuladas pelo aumento da produção física da indústria paulista, que segundo estimativa da FIESP e do CIESP é de uma provável alta de 3,3% nesse período. Por outro lado, a variável de horas trabalhadas na produção caiu -2%, na série sem ajuste sazonal e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) apresentou alta modesta de 0,2p.p. no ano, sinalizando que o aumento da atividade ocorreu em razão do aumento de produtividade do trabalho na indústria de transformação. Os dados acumulados em 12 meses até novembro para a indústria paulista são de aumento de 4,7%, acima da média da série histórica iniciada em 2003, que é de 2,1%.

Nos fechamentos de 2014, 2015 e 2016, o recuo do INA foi de -6%, -6,2% e -8,9%, respectivamente. Nesse período, o indicador acumulou perda de cerca de 20%. Na análise mensal, houve queda de -4,2% em novembro e de -13,9% em dezembro. Já na série com ajuste, o resultado para novembro e dezembro ficou positivo em 0,5% e 1,4%, nessa ordem. Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira, 31, pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

De acordo com o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, juros baixos e inflação estável devem impulsionar a retomada da economia. “A economia tem apresentado melhoras e os dados do INA confirmam essa análise. O indicador apontou que tivemos um grande aumento de produtividade ao longo de 2017, o que deve ser mantido em 2018”, destaca Roriz.

A variação do INA ficou positiva em 9 dos 20 setores acompanhados em 2017. O INA acompanha o total de vendas reais, as horas trabalhadas na produção e a utilização da capacidade instalada (NUCI) da indústria de transformação paulista, que subiram 2,6%, 0,2% e 0,1 p.p., na série com ajuste sazonal em dezembro.

Entre os setores de destaque está o de metalurgia básica, que teve crescimento de 5,3% no ano, sem ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção caíram 3,4%, mas o total de vendas reais e o NUCI avançaram 9,1% 4 p.p., respectivamente.

O INA de artigos de borracha e plástico subiu 3,1% no ano, puxado pelo avanço de horas trabalhadas na produção, que avançou 3,7%, seguida do total de vendas reais, que cresceram 4,6% e do NUCI que teve leve crescimento de 0,1 p.p., respectivamente.

Sensor

A pesquisa Sensor do mês de janeiro segue pelo décimo segundo mês consecutivo acima dos 50 pontos ao fechar em 54,5 pontos, na série livre de influências sazonais, contra 55,5 pontos de dezembro. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês. Já a variável de vendas recuou 4,4 pontos, saindo de 58,7 pontos para 54,3 pontos.

No item condições de mercado, o indicador foi de 63,5 pontos em dezembro para 58,6 pontos em janeiro, queda de -4,9. Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado. Já o indicador de emprego avançou 0,3 pontos, para 52,8 pontos, ante os 52,5 pontos de dezembro. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de admissões para o mês.

O nível de estoque também avançou. Foi de 48,9 pontos em dezembro para 52,6 pontos em janeiro. Leituras superiores a 50,0 pontos indicam estoque abaixo do desejável, ao passo que inferiores indicam sobrestoque.

Tags, , , , , ,

Finep e BNDES vão financiar projetos de inovação no setor mineral no valor de R$ 1,4 bi

A Finep e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovaram investimento de mais de R$ 1,4 bilhão em pesquisas, desenvolvimento e inovação na área de mineração e transformação mineral. Os projetos foram selecionados no âmbito do edital Inova Mineral – segunda rodada. Ao todo, foram escolhidas 19 propostas, de um total de 50 inscritas. A demanda superou a primeira etapa da chamada, quando foram recebidas 42 propostas – das quais 24 foram aprovadas, com R$ 737 milhões em investimentos previstos.

O maior número de projetos aprovados é voltado para tecnologias e processos para redução e mitigação de riscos e impactos ambientais, como a recuperação e aproveitamento de resíduos: cerca de 37% (7) do total de projetos selecionados, totalizando pouco mais de R$ 1 bilhão. A linha, inclusive, foi a que mais recebeu propostas (15 no total).

De acordo com Maurício Syrio, superintendente de Inovação em Indústria, Engenharia e Serviços da Finep, após o rompimento, em novembro de 2015, da barragem da Samarco, em Mariana (MG), era esperado que viessem em maior número os projetos com foco na preservação do meio ambiente. “Alguns propõem o reaproveitamento de rejeitos e evitam, assim, a necessidade de barragens”, afirma Syrio.

Outro destaque diz respeito aos minerais estratégicos, os chamados “Portadores de Futuro”, como terras raras, grafita, lítio, silício e titânio. As 5 propostas aprovadas, com valor total de R$ 290 milhões, representam aproximadamente 26% do total selecionado. A linha foi a segunda mais concorrida, com 11 projetos enviados.

As outras linhas são: Tecnologias de Mineração (3 projetos); Desenvolvimento e Produção Pioneira de Máquinas, Equipamentos, Softwares e Sistemas (3); e Minerais Estratégicos com Elevado Déficit Comercial: Fosfato e Potássio (1). Segundo Pedro Paulo Dias, gerente do Departamento de Mineração e Metais do BNDES, as empresas selecionadas com propostas mais maduras devem começar a receber desembolsos ainda em 2018.

Sobre o programa

O Inova Mineral tem como objetivo estimular o desenvolvimento de novas tecnologias no setor de mineração e transformação mineral. O programa, que prevê investimentos até 2023, já fomentou um total de 90 planos de investimentos em inovação e sustentabilidade no setor, que representam uma demanda por recursos da ordem de R$ 2 bilhões. Os investimentos aprovados contemplam um conjunto de cerca de 60 empresas e 30 instituições de ciência e tecnologia.

Tags, , , , , , ,

IDC: mercado de TIC no Brasil em 2018 aponta crescimento de 2,2%

Foco no corporativo para fabricantes de tablets e smartphones; avanço da IoT tanto no ambiente doméstico como em aplicações em outros setores;

Big Data/Analytics (BDA); Computação Cognitiva/IA, Cloud Pública e Multicloud são alguns dos assuntos que devem dominar as pautas e os investimentos de empresas que precisam se mover rápida e assertivamente rumo à transformação digital

O mercado de TI experimentará uma retomada já neste primeiro semestre de 2018 e avançará 5,8% no ano. Já o mercado de Telecom deverá permanecer praticamente estável em relação a 2017, caindo apenas 0,1% no ano. Assim, mesmo com as incertezas comuns em anos eleitorais, o mercado de TIC no Brasil deve crescer 2,2% em 2018. A estimativa é da IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, que tradicionalmente realiza o estudo IDC Predictions, antecipando as tendências e movimentos de mercado para os 110 países em que atua. São previsões que sinalizam tanto os players do mercado de TI como analistas econômicos, CIOs, executivos de negócios, investidores, varejistas, acadêmicos e usuários de forma geral.

Agora, por exemplo, ao divulgar o Predictions Brasil, a IDC alerta que a Transformação Digital (DX) continua em curva ascendente em todo o mundo e que organizações que ainda não se atentaram para isso ou estão no que ela chama de “impasse digital”, estão correndo riscos. “A Transfomação Digital é um processo contínuo pelo qual as organizações se adaptam às mudanças disruptivas ou criam essas mudanças. Temos visto mais empresas se capacitarem digitalmente, mas ainda há uma distância significativa entre os pioneiros e os retardatários, e haverá consequências para as que não conseguirem fazer a transição para um modelo digital nativo”, diz Denis Arcieri, Country Manager da IDC Brasil. “Ano passado alertamos que não havia mais espaço para postergar projetos de transformação e inovação, e agora, com um cenário econômico mais tranquilo e previsível, insistimos não só na necessidade mas também na urgência do Brasil retomar seus investimentos em tecnologia”, completa Arcieri.

Entre as previsões apontadas pela IDC Brasil para 2018 no contexto da transformação digital está o foco dos fabricantes de tablets e smartphones no mercado corporativo, que apresenta uma ótima alternativa frente ao baixo crescimento em outros públicos e melhores margens de lucro. “Grandes fabricantes já começaram a se estruturar para isso, montando times específicos para vendas corporativas e formando parcerias. Esse deve ser o início de um movimento consistente de crescimento para os próximos anos”, diz Reinaldo Sakis, gerente de Pesquisa e Consultoria de Consumer Devices da IDC Brasil. Segundo ele, em 2018, a estimativa é de que o mercado corporativo demande 3,5 milhões de tablets e smartphones, o que representará 6% do volume total de vendas desses dispositivos no Brasil.

Já no mercado doméstico, a previsão da IDC Brasil é que IoT (Internet das Coisas) avance mais rapidamente. “Estima-se que 4% das residências brasileiras já possuam algum tipo de dispositivo conectado, como controles de câmeras de segurança, temperatura e ar condicionado, por exemplo, mas há um grande interesse da população pelo assunto e vontade dos fabricantes em aumentar a oferta de produtos de IoT domésticos, apesar das barreiras”, diz Sakis. “Os assistentes eletrônicos, por exemplo, precisam aprimorar a compreensão do português do Brasil e ganhar escala para terem preços compatíveis com o bolso do brasileiro”, completa o analista, lembrando que, em 2018, o mercado doméstico de IoT no Brasil será responsável por US$612 milhões.
Projetos de IoT terão força também em outros setores e, segundo o IDC Predictions Brasil 2018, o mercado total no Brasil será superior a US$8 bilhões. A previsão tem como base iniciativas alavancadas pelo Plano Nacional de Internet das Coisas (MCTIC e BNDES) nas áreas da saúde, indústria, agricultura e infraestrutura urbana, em projetos de IoT que integrarão outras tecnologias como Blockchain e Inteligência Artificial, e na definição de tarifação que deve ser divulgada pela Anatel ainda neste primeiro semestre.

Outro assunto que continua fazendo parte das previsões da IDC Brasil e que deve estar entre as prioridades das empresas que precisam se mover mais rápido e assertivamente rumo à transformação digital é Big Data/Analytics (BDA). Segundo Luciano Ramos, gerente de Pesquisa e Consultoria de Software e Serviços, houve um amadurecimento sobre o que é BDA e agora as empresas têm um propósito. “Elas buscam extrair algum valor das iniciativas de Big Data/Analytics e essa busca acelera a contratação de serviços. Além disso, as iniciativas de BDA vêm sempre a reboque de alguma coisa e acabam movimentando todo um negócio”, diz. Diante disso, as expectativas para o Brasil são otimistas: em 2018, os serviços de consultoria relacionados a Big Data/Analytics vão crescer cerca de 18% em relação a 2017, e os gastos totais, incluindo infraestrutura, software e serviços vão atingir US$3,2 bilhões no país.

Em 2018, aplicações de computação cognitiva também tendem a crescer. Por enquanto, os investimentos são discretos, mas o crescimento deve ficar acima de 50% em relação ao ano anterior. A tendência é que outras verticais – além de finanças e saúde – invistam no uso da inteligência artificial para atendimento e engajamento de clientes, funcionalidades que têm sido exploradas e representam os casos mais emblemáticos atualmente no Brasil, como sistemas de diagnóstico e tratamento e análises de fraudes e investigação.

Igualmente animador é o mercado de cloud pública. A IDC Brasil prevê que a contratação de infraestrutura, plataforma e Software como Serviço (SaaS) em cloud pública atingirá US$ 1,7 bilhão em 2018 e praticamente o dobro até 2020. “A demanda por cloud pública cresce intensamente e abre oportunidades para novos datacenters”, explica Pietro Delai. Além disso, as exigências em termos de performance e disponibilidade pressionam as empresas por uma infraestrutura com alto nível de confiança e baixo tempo de resposta, o que também gera demanda para datacenters e outras soluções de TI. E, segundo Delai, até projetos de IoT, ainda que iniciantes, dão margens a planos de descentralização do armazenamento e/ou processamento e adoção de Edge Datacenters, fomentando esse mercado. Ainda com relação a cloud, a IDC Brasil confirma que o multicloud é uma realidade no país e prevê a continuidade da adoção de vários provedores cloud. “O número de médias e grandes empresas que têm apenas um provedor é praticamente igual ao de empresas que usam mais de um provedor, e soluções híbridas continuarão predominando nos próximos anos no Brasil”, afirma Pietro.

Na área de Telecom, as previsões da IDC Brasil apontam que os projetos de SD-WAN se tornarão uma realidade no país. “Ainda há muitos PoCs (Proof of Concept) em execução no mercado para testar o conceito e provar para os usuários finais que a tecnologia tem realmente os benefícios prometidos”, analisa André Loureiro, gerente de Pesquisa e Consultoria de TIC da IDC Brasil. Segundo ele, as operadoras já estão se estruturando mais proativamente e os clientes estão mais amadurecidos em relação às suas necessidades, e a previsão é que haja uma aceleração em projetos relevantes que levem o mercado de SD-WAN a mais do que dobrar em 2018. “O SD-WAN é um habilitador de projetos para o CIO”, conclui o analista.

Quanto aos provedores regionais de Telecom, já têm grande relevância no mercado B2C e tendem a avançar este ano no B2B, com uma oferta maior no mix de produtos corporativos e foco principalmente em pequenas empresas. “O ambiente também está favorável a fusões e aquisições”, acredita Loureiro.

A IDC Brasil está otimista também em relação ao mercado de segurança da informação. 63% das médias e grandes empresas entrevistadas pela IDC afirmaram que ampliaram seus orçamentos em segurança e, além disso, investiram ou estão investindo formalmente na estruturação de suas áreas de segurança, com novos CSOs e novas ideias. Serviços como MSS (Managed Security Services) e consultorias de segurança também vêm ganhando importância e uma fatia maior nos orçamentos com segurança. Segundo o IDC Predictions Brasil 2018, os gastos com segurança, incluindo infraestrutura, software e serviços, devem crescer cerca de 9% em 2018, atingindo US$ 1,2 bilhão. Entretanto, lembra Luciano Ramos, “certos serviços devem crescer ainda mais, como o MSS, que deve avançar quase 15% neste ano”.

Tags, , , , , , ,

Eleições 2018: uma questão de Segurança Digital

Por Bruno Prado

Após três anos de crise política e econômica, e uma infinidade de denúncias de corrupção envolvendo diferentes partidos, finalmente chegamos a 2018, ano em que os brasileiros novamente voltam às urnas, no dia 7 de outubro. O objetivo é escolher os novos representantes da população nos poderes Executivo e Legislativo da Federação e seus Estados.

Além da grande importância natural, por se tratar de guiar o futuro do país para o próximo quadriênio, este acontecimento deve chamar ainda mais a atenção neste ano pelo momento de polarização de opiniões políticas entre os cidadãos. O debate ficou ainda mais exacerbado pelo intenso uso das redes sociais, que deram voz a todos os inscritos de forma quase que igualitária.

A conectividade proporcionou uma mudança no comportamento do usuário eleitor, que passou a consumir conteúdo informativo por meio das redes sociais. Diante disso, as mídias tornaram-se meios de comunicação protagonistas, abrindo caminho para colunistas e veículos considerados “independentes” como fontes alternativas aos grandes grupos. Se, por um lado, há hoje mais democracia na informação, esse canal também preocupa os agentes da segurança digital pela facilidade na viralização de notícias falsas.

A propagação das fake news acontece por meio de veículos de notícias alternativos ou “influenciadores”, que se dizem independentes, mas atuam a serviço de algum político ou partido para manipular a opinião pública. Entretanto, o mais preocupante é o uso crescente de bots, os robôs em forma de perfis falsos de usuários para compartilhar conteúdo duvidoso e para participar de fóruns de discussões. A preocupação é latente porque tal atividade pode influenciar os votos nas urnas e adulterar resultados, alterando o verdadeiro rumo de todo um país.

Portanto, além do uso da própria urna eletrônica e a polêmica em torno da possibilidade ou não de sua violação, as redes sociais devem, sim, ser encaradas pelas autoridades como uma questão de Segurança Digital durante o processo eleitoral. As equipes de tecnologia do Governo e das campanhas eleitorais devem ficar atentas a outras modalidades de crimes virtuais, como a simulação de páginas falsas para o roubo de dados pessoais dos usuários e movimentações nas camadas inferiores da Internet – como Deep Web e Dark Web – para a troca de informações ou até mesmo a compra e venda de ataques virtuais. Um deles é o de negação de serviço, mais conhecido pela sigla “DDoS”, para a tirar do ar canais online do Governo, do Tribunal Eleitoral, de partidos ou de candidatos.

Também por este motivo, até mesmo empresas não ligadas à política devem manter a Segurança Digital como prioridade. É comum alguns gestores congelarem os investimentos à espera de um panorama econômico com os novos eleitos. Porém, as organizações continuam vulneráveis a casos de hackativismo, em que hackers invadem sites ou derrubam serviços digitais de forma quase aleatória para defender ou promover uma causa. Desta forma, a implementação de medidas preventivas pode evitar prejuízos nesse período.

Vivemos em uma era de transformação digital, em que os avanços tecnológicos proporcionam benefícios, mas também desafios – e um dos principais, neste ano, é garantir a eleição de candidatos de forma honesta e transparente. Nosso Brasil já tem muitos problemas, não podemos deixar que a tecnologia nos traga mais um.

Bruno Prado é CEO da UPX Technologies, empresa especializada em performance e segurança digital.

Tags, , , , , , , , , ,