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Indústrias estão mais confiantes para retomar investimentos em automação

Por Hélio Sugimura, Gerente de Marketing da Mitsubishi Electric

O conceito de Indústria 4.0 já está consolidado entre os maiores especialistas da indústria. No entanto, ao contrário de países como China, Japão, EUA e Alemanha, que estão entre as maiores forças industriais do mundo, apenas recentemente é que países em desenvolvimento, como o Brasil, vêm tentando impulsionar essa jornada rumo à automação plena dos processos industriais.

As previsões globais apontam para uma aceleração da automação, motivada em parte pela crise gerada pela pandemia. Um estudo da consultoria Ernst & Young revelou que 36% das empresas passaram a acelerar os planos desde 2020.

Trazendo esses dados para o mercado nacional, especialistas enxergam um cenário mais propício a investimentos do setor a partir de 2021. Enquanto muitos países sofreram gravemente com o desabastecimento de diversos insumos, inclusive alimentos, como aconteceu nos EUA, até mesmo a falta de materiais hospitalares, relatado na Itália, o Brasil, apesar de algumas dificuldades, não apresentou grandes problemas de abastecimento.

Tal experiência mostrou que as máquinas foram capazes de manter a produtividade e a cadeia de suprimentos girando, quase sem interrupções, mesmo que em um ritmo mais lento. A quarta e mais recente edição do Índice de Automação do Mercado Brasileiro, realizado pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil com o apoio da empresa de pesquisas GfK, indicou que, em 2020, as indústrias estavam 2% mais automatizadas que no ano anterior. Mas, desde que o índice começou a ser mensurado, em 2016, essa evolução foi de 7%.

Outro relatório, da Bain & Company, chamado Technology Report, que avalia as oportunidades e vantagens operacionais do setor industrial, aponta que mais de um terço dos executivos planeja ampliar os investimentos em automação em 2021. A partir desse balanço não é difícil concluir que as empresas que investiram em automação, ainda antes da pandemia, foram as que melhor conseguiram enfrentar a crise ocasionada pela COVID e agora se sentem mais preparadas e confortáveis em realizar essa transição.

Além da robotização industrial ser uma das maiores tendências quando se fala em automação, outros conceitos conquistaram notoriedade e aceitação no chão de fábrica. A comunicação Machine to Machine, por exemplo, ganhou ainda mais força ao permitir que dados, antes coletados por operadores, pudessem ser coletados de forma automatizada. Assim, controladores lógicos programáveis, os CLPs, passaram a ser integrados a plataformas locais ou em nuvem, permitindo a consulta de seus registros e dados até mesmo de forma remota, para tomadas de decisão importantes.

Em outra ponta, dispositivos para medição de consumo de energia, em conjunto com o monitoramento de produção da fábrica, possibilitaram a criação de índices de consumo específico, medindo, assim, a eficiência energética de máquinas e equipamentos.

Se fosse possível fazer uma previsão, não seria mais tão ousado apostar que, com as reformas econômicas já previstas e o grande passo que o País já deu na capacidade de se reinventar e digitalizar seus processos e fluxos de produção, logo estaremos nos aproximando de uma quinta revolução industrial.

Big data no setor de construção civil

Por Eduardo Tardelli, CEO da upLexis

Diversos são os setores que entendem o quanto o big data analytics pode permitir um entendimento mais profundo acerca de produtos, prazos, variarias ambientais e outras informações relevantes. Por meio da análise de dados, as construtoras e incorporadoras podem desenvolver modelos de negócios mais econômicos, eficientes e assertivos, integrando o trabalho de equipes de tecnologia da informação (TI) e engenheiros em busca de soluções mais vantajosas no que tange cronograma, compra e uso de materiais, definição de tipos de obra e planejamento em geral.

Na área da construção civil, seja residencial, empresarial ou pública (de vias e acessos) essa ferramenta ajuda a prever e simular o resultado de determinadas escolhas que podem fazer a diferença na tomada de decisões. É possível, por exemplo, estipular o impacto no orçamento e o tempo de conclusão da obra ao substituir determinado material ou procedimento, ou calcular cenários adversos e o período que impactaria na execução do trabalho para considerar compras de instrumentos e utensílios e determinar contratos com prestadores de serviço.

Em paralelo, informações sobre finanças, prazos e documentos técnicos, entre outros dados relevantes, também podem ser adicionados aos sistemas a fim de auxiliar nas escolhas. Outro exemplo prático é analisar o tipo de perfil de cliente de uma região, os projetos já existentes para atender uma determinada área e pareceres de vendas para definir quais tipos de finalizações e funcionalidades serão necessárias em cada obra.

Em substituição ou complementação ao trabalho analógico e aos montes de papéis relacionados a cada projeto, os softwares alimentados com as informações corretas minimizam ruídos na comunicação, erros de orçamento e acompanhamento, falhas na análise de dados e dificuldades com registros passados que, desde que atualizados em tempo real, geram informações facilitadas e mais ágeis, incluindo fatores climáticos, geográficos, consumo de recursos e controle de impactos ambientais, que tanto interferem no andamento da obra. Afinal, como em qualquer outro setor, a inovação é sempre o objetivo para quem deseja melhora da qualidade de materiais de construção, equipamentos mais precisos e a otimização de tempo e recursos que resultam na redução do custo das obras.

No pré-projeto, as negociações com empresas e fornecedores podem ser mais facilmente estudadas, trazendo análises mais precisas dos riscos de cada um desses contatos e garantir maior assertividade nas simulações de condições geográficas, financeiras e estruturais, disponibilizando valores finais mais fiéis. Nesse caso, a gestão de indicadores também demonstra os acertos e as possíveis falhas de cada projeto e orçamento, identificando pontos que precisam ser revistos.

Naturalmente, como toda e qualquer tecnologia, a implementação do big data no dia a dia exige treinamento e alinhamento com a equipe, para que façam uso em todo o seu potencial. Para isso, além de buscar e investir em plataformas especializadas, indicamos instruir os personagens que as utilizarão e pesquisar constantemente o que está em alta na transformação digital.

Por mais que ainda haja resistência, o conhecimento sobre a ferramenta e o investimento necessário para sua implementação serão compensados rapidamente em tempo, precisão e assertividade. A tendência, de modo geral, é que com essas soluções tecnológicas o setor se torne mais democrático para lojistas, construtores e empreendedores de todos os portes, acelerando os negócios e a economia em um momento delicado para o País.

TIVIT anuncia a contratação de André Correia para liderar área de digital payments

A TIVIT, multinacional brasileira e one-stop-shop de tecnologia, anuncia a contratação de André Correia para liderar a sua área de digital payments. Com 20 anos de experiência na área, o executivo tem expertise na gestão de projetos e produtos, com MBA pela Fundação Getúlio Vargas e em Administração pela Irvene Valley College, na California. Em sua carreira, Correia passou por empresas como Banco Original, onde colaborou com a construção do projeto de banco digital, o aplicativo PicPay e o Banco Itaú, onde permaneceu por catorze anos na área de planejamento de projetos.

“A chegada do André Correia é um grande marco para a TIVIT. Com a sua experiência, vamos reforçar o desenvolvimento de projetos voltados para a renovação do sistema financeiro brasileiro, com foco nas áreas de Open Finance Banking as a Service”, afirma Luiz Mattar, cofundador e CEO da TIVIT. “Sem dúvida, posso afirmar que existem poucos profissionais no mercado com uma visão tão inovadora da área financeira quanto o André”, continua Mattar.

“Estou muito feliz em anunciar a minha chegada à TIVIT, que tem investido cada vez mais em alta tecnologia para levar a inovação a diferentes setores”, explica André Correia. “Desde as minhas primeiras conversas com a TIVIT, me identifiquei com a forma de pensar os negócios da empresa e acredito que alcançaremos grandes resultados na área de finanças por meio da tecnologia”, conclui o executivo.

Em seu portfólio, a TIVIT já apresenta soluções destinadas ao mercado financeiro e correlatos, com sistemas relacionados à integração de pagamentos por meio do PIX, Banking as a ServiceOpen Finance, Gateway de APIs, entre outros.

Fintech tem 100 vagas abertas para diversas áreas

Lançado em outubro de 2020, o banco digital will bank está recrutando cem profissionais para diversas áreas, como TI, RH, Desenvolvimento de produtos, Design, CRM, Marketing, Análise de Dados, Controladoria, Experiência do Consumidor, entre outras.

A maior parte das vagas é para home office, mas há oportunidades para trabalho presencial nos escritórios de São Paulo capital e Vitória. Os interessados podem se inscrever pelo link https://vemserwill.gupy.io/. O processo seletivo é totalmente digital.

Um dos diferenciais do will bank em relação aos concorrentes é o fato de alguns cargos não exigirem formação superior, como os de agilista, agente de Consumer Experience e desenvolvedor, entre outras.

Estão abertas também cinco vagas de estágio na área de Risco de Crédito. Os interessados devem ter disponibilidade para estagiar 20 ou 30 horas semanais (4 ou 6 horas diárias), estar cursando a partir do 5° semestre (em 2021) da graduação em cursos relacionados à área, como Administração, Análise de Sistemas, Ciências Atuariais, Ciências Contábeis, Ciência da Computação, Economia, Engenharia, Estatística, Física, Matemática e residir na cidade de São Paulo após pandemia.

“Para algumas vagas, as soft skills, experiências pessoais e até o autodidatismo têm mais peso do que o diploma. Nesses casos, o perfil que buscamos é o de alguém que se expresse bem, tenha capacidade de mediar conflitos e saiba propor melhorias para os produtos e serviços que usa”, explica a diretora de pessoas e cultura do will bank, Marília Amêndola.

Investimento em pessoas

A meta do will bank é crescer mais que o dobro de 2020, ano em que o will fechou com 518 colaboradores. Para isso, serão investidos R﹩60 milhões em pessoas e tecnologia.

Desde o começo da pandemia, o will bank admitiu mais de 400 profissionais de diversas regiões do Brasil.

Max Camargo é o novo CEO da Solo Network

Acompanhando o crescimento da empresa, a Solo Network passou por grandes mudanças neste mês: Max Camargo deixa o cargo de Diretor Comercial e assume a posição de CEO. Com a transição, o profissional contribuirá amplamente com sua experiência em estratégias comerciais no segmento de tecnologia há mais de duas décadas.

No cargo pelos próximos dois anos, Max afirma que atuará para aumentar ainda mais o reconhecimento da Solo Network e sua competitividade no segmento.

“2020 foi um ano muito recompensador para nós da Solo Network. Conquistamos prêmios importantes, como o Microsoft Partner of the Year Brazil, o Adobe Partner of the Year Americas – este segundo nunca conquistado por uma empresa brasileira, e ainda o Prêmio Lugares Incríveis para Trabalhar. Agora, temos a responsabilidade de continuar nos destacando, aperfeiçoando ainda mais a qualidade dos nossos serviços e atendimentos, além de aumentar nosso portfólio para mantermos a nossa credibilidade como uma das maiores implementadoras de tecnologia em nuvem do país”, reforça.

Transição de cargos faz parte do estatuto interno da Solo Network

Além de possibilitar que diretores e gestores contribuam com diferentes visões estratégicas nos setores da Solo Network, a rotatividade de cargos é também uma das normas do estatuto interno da empresa.

Após a mudança, o quadro diretor da Solo Network ficará dividido da seguinte forma:

  • Diretor Presidente – Max Camargo
  • Diretor de Marketing – Audreyn Justus
  • Diretor Financeiro – João Paulo Costa Pereira
  • Diretor Comercial – Atilla Arruda
  • Diretor de Serviços – Eduardo Martins

M&ATech Stark assessora aquisição da Vex Imagens pela Selbetti

A Selbetti, um dos maiores players de outsourcing de impressão do Brasil, acaba de adquirir a Vex Imagens, empresa especializada em outsourcing de impressão corporativa, com foco de atuação na área de impressão de diagnósticos por imagens em clínicas e hospitais. A transação, que visa uma ampliação na participação da empresa na região Sul, foi assessorada pela STARK, primeira M&ATech do Brasil, que conecta investidores e empresários do middle-market com faturamento anual acima de R$20 milhões e que estejam dispostos a avaliar propostas de investimento, fusão ou aquisição.

Para que as duas empresas pudessem convergir de forma a oferecer benefícios a ambas as partes, a Stark atuou para buscar pontos de conexão entre os negócios. “Nós mapeamos sinergias entre a Vex e a Selbetti, essa é uma técnica costumeira em M&A, demonstrando formas dos dois negócios ganharem, juntos, mais performance”, afirma Gualtiero Schlichting, coordenador do deal e CBO da STARK.

No mercado desde 1977, a Selbetti iniciou, a partir de 2014, uma série de investimentos em fusões e aquisições para ampliar seu capital e sua presença em todo o território nacional. Atualmente, a empresa possui operações em todos os estados brasileiros, além de uma cartela de 5 mil clientes e 85 mil equipamentos, como máquinas de impressão, desktops, notebooks, totens de autoatendimento e softwares de gestão operacional. Também oferece uma gama de 35 tipos de produtos e serviços e conta com um time de 700 profissionais em todo o Brasil.

“Está em nosso DNA sempre olhar para a necessidade do cliente. Com isso, tivemos a percepção de que precisávamos inovar e acompanhar ou antever as movimentações do mercado e oportunidades de negócios. Antes somente fazíamos a locação das máquinas para empresas, tanto privadas quanto públicas. Agora investimos em diferenciais, como serviços e soluções para os clientes, para que possam reduzir os seus custos operacionais e de impressão”, afirma o Diretor Executivo da Selbetti, José Nauro Selbach Júnior. 

A Selbetti registrou um crescimento anual na ordem de 30% nos últimos cinco anos. Em 2020, a empresa faturou R$201 milhões. Para 2021, a meta é atingir um aumento de 40%, chegando ao faturamento de R$280 milhões. A aquisição da Vex Tecnologia faz parte do planejamento de crescimento para este ano, permitindo que a Selbetti amplie a sua participação na região Sul. “Estabelecemos metas conjuntas com a empresa para encontrarmos soluções criativas para crescermos juntos”, relata Nauro. 

De acordo com o Diretor Executivo da Vex, Jean Michael Jung, a parceria com a Selbetti será positiva para escalar os negócios e conseguir atender com ainda mais eficiência a sua base de clientes. A Vex, com mais de 16 anos de atuação no mercado, tinha como objetivo consolidar uma transação com uma empresa profissional e que em conjunto conosco iria garantir e aprimorar a entrega de soluções aos nossos clientes. Estamos satisfeitos com a estrutura apresentada, proporcionando aos clientes que confiaram tantos anos em nossa empresa, acesso a mais inovação, por meio de soluções integradas de outsourcing de impressão e T.I”, diz.   

Suporte e direcionamento para os negócios

Desde julho de 2020, a STARK já assessorou o fechamento de cinco transações, que totalizaram R$130 milhões. A empresa também cadastrou 190 teses com critérios de investimento dos principais fundos de venture capital e private equity, que somam R$10,8 bilhões disponíveis para fusões e aquisições de empresas no Brasil. Além disso, diversos investidores estratégicos do setor de saúde e educação, que já perceberam a força de originação da STARK, cadastraram suas teses.

Depois de ver seu faturamento aumentar 500% em 2020, a STARK espera crescer mais 300% em 2021. A expectativa é que, já no primeiro trimestre deste ano, a empresa fature a quantia alcançada em todo o ano passado.

Sequoia faz aquisição de primeira LogTech e expande atendimento ao micro, pequeno e médio seller

Maior operadora logística de e-commerce do país amplia atuação em novos segmentos de mercado com a compra da Frenet, plataforma de soluções digitais de transporte para o segmento B2C

A Sequoia Logística e Transportes S.A., maior operadora de logística de e-commerce do país, acaba de anunciar sua primeira aquisição LogTech. A empresa adquiriu a Frenet que, desde 2015, oferece plataformas de soluções digitais de transporte para o mercado B2C. Atualmente a empresa está integrada com mais de 80 plataformas de e-commerce e ERPs, com 14 mil sellers ativos conectados e mais de 60 milhões de cotações mensais.

A aquisição permitirá que a Sequoia amplie sua capacidade de atendimento ao e-commerce, principalmente nos segmentos micro, pequenos e médios sellers, num mercado endereçável de 1 milhão de empresas e vinculada à plataforma SFx (ship from store), lançada em novembro do ano passado, que oferece soluções integradas de coleta e entrega rápida de produtos, que beneficia desde o pequeno lojista às grandes redes de varejo.

“A plataforma descomplica todo esse processo, proporcionando uma série de opções de logística que, sozinho, esse pequeno empresário não teria acesso”, explica Christian Horst Alves Reis, CTO da Sequoia. “Hoje, cerca de 30% a 40% das receitas de logística do setor de e-commerce vêm desse segmento de companhias”, acrescenta.

Com esta aquisição, a companhia reforça o compromisso de seguir realizando investimentos e expandindo sua operação digital. “A Frenet fortalece nosso ecossistema de soluções logísticas e nos dá acesso, por meio de uma plataforma digital de fácil conexão, a empresas menores, porém com alto fluxo de demanda”, afirma Armando Marchesan Neto, CEO da Sequoia.

Governança nas startups: um diferencial para atrair investimentos

Empresas que implantam o modelo conseguem mostrar que têm todo o controle sobre os processos de gestão e que são capazes de entregar os resultados prometidos

Há muito tempo, a governança corporativa é uma obrigação nas grandes corporações. No universo das startups, empresas novas e pequenas, mas com alta probabilidade de se tornarem gigantes, esse conceito ainda não é tão propagado. É muito comum o empreendedor gerir seu negócio visando apenas os resultados financeiros necessários para a empresa crescer, lucrar e dar o retorno almejado pelos investidores.

Mas o surgimento de mais e mais startups em um cenário econômico de dificuldades, faz com que os investidores avaliem com muito mais cautela onde aportar seus recursos. Ter retorno é importante, mas colocar dinheiro em uma empresa cuja gestão é falha representa um risco alto, que ninguém quer correr. Por essa razão, para essas empresas, a implantação de um modelo administrativo baseado nos conceitos da governança corporativa pode ser o diferencial no momento em que é preciso captar recursos.

Isso porque a governança corporativa é uma matriz institucional que estrutura as relações entre sócios, conselhos, órgãos de controle, diretoria e partes interessadas, e que determina e monitora os objetivos perseguidos pela organização. A adoção dessa prática é fundamental para mitigar conflitos de agência, estabelecer diretrizes, entre outros.

“A adoção de boas práticas de governança corporativa proporciona melhor gerenciamento de riscos, maior transparência de informações financeiras, sistema de compliance mais robusto e maior alinhamento das diretrizes e políticas entre os stakeholders”, disse o sócio-fundador da BR Rating, Marcos Rodrigues. O também sócio-fundador, Olavo Rodrigues, completa: “Esses aspectos contribuem para o aumento da confiança dos investidores e redução de risco, o que beneficia o valor da organização e sua melhor classificação de crédito”. A BR Rating é a primeira agência de classificação de risco e avaliação dos sistemas de governança corporativa do Brasil.

Acontece que a maioria dos criadores de startups não fazem ideia de como implantar um modelo de governança corporativa. É mais comum, nesse segmento, que os empreendedores se preocupem com seu público-alvo, com a inovação, mas não com outros pontos importantes como os cuidados necessários para mitigar riscos do empreendimento, evitar problemas societários e assegurar competências necessárias para entregar o produto idealizado, dentre outros.

É nesse contexto que existem empresas como a Play Studio, consultoria de inovação e venture builder, que além de trabalhar para viabilizar captações de recursos, atua como gestora de startups. Seu trabalho, baseado nos conceitos da governança corporativa, contribuem para que os investidores tenham a confiança necessária nas startups, pois há um gestor profissional por trás. A Play procura dar robustez às startups que ela apoia, através de consultoria que alavanca os processos, gestão e a governança dos negócios. “A Play entra para organizar a startup, definindo sua estratégia de crescimento. Isso atrai o interesse do investidor anjo, pois ele conta com parâmetros sólidos de avaliação que só é possível obter quando a empresa tem a governança implantada”, explica o sócio-diretor da Play Studio, Romulo Perini.

A Hurst Capital, maior plataforma de investimentos alternativos da América Latina, é um exemplo de empresa que se beneficiou do modelo de governança. Por ser gerida dentro dos parâmetros exigidos pelo mercado, a Hurst não só cresceu como também adquiriu duas startups. Uma delas é a Watermelon, proprietária do App Renda Fixa, e a outra a Dividendos.ME, aplicativo para controle de investimentos em renda variável. Ambos serviços complementares aos produtos oferecidos pela Hurst. “O ambiente baseado na governança foi essencial para captarmos os recursos necessários ao nosso crescimento. E a partir daí, quando iniciamos o processo de aquisições, optamos por escolher empresas que complementassem nosso negócio, mas que também atendessem ao mesmo conceito de gestão, como ocorre com essas duas”, afirmou o CEO da Hurst, Arthur Farache.

O CEO e sócio fundador da Hyupp, Ahmed Kadura, reforça que a governança é importante para captação de investimentos porque os investidores fazem um pente fino e um raio X do quadro societário da empresa e do CEO e esperam que os responsáveis pela empresa consigam entregar o mínimo desenhado. “Para captar recursos é imprescindível ter uma boa governança, ter um plano de negócios bem desenhado e um projeto bem apresentado. Dessa forma você consegue mostrar que não é um aventureiro e que tem domínio sobre o plano traçado”. Startup líder em inovação, praticidade e mobilidade ao usuário, com o serviço de compartilhamento de baterias portáteis (Powers Banks), a Hyupp está em preparação para buscar uma nova rodada de investimentos. “Estamos confiantes nesse processo. A governança implantada em nossa empresa mostra que somos capazes de entregar o que é prometido. E o investidor gosta de ter essa certeza”, conclui Kadura.

Mauricio Cataneo assume liderança da Unisys na América Latina

A Unisys, empresa global de tecnologia, anuncia que Mauricio Cataneo, principal executivo da companhia no Brasil, terá seu escopo de atuação ampliado ao assumir o cargo de Vice-Presidente e Gerente-Geral para a América Latina. Com isso, Cataneo passa a liderar a região, responsável pela estratégia de crescimento e gestão dos clientes em todos os países latino-americanos.

A missão à frente da América Latina está em linha com o plano de ação global da Unisys em atuar criando soluções de tecnologia que melhoram a experiência dos clientes em frentes como Digital Workplace Services (DWS) e Cloud and Infrastructure (C&I). Todas as unidades de negócio são respaldadas pelo portfólio de cibersegurança da empresa, que possui como solução central o Unisys Stealth ® .


“Os clientes são o centro de nosso negócio e permitem que coloquemos em prática projetos e soluções de tecnologia que unem propósitos, constroem o futuro e contribuem para o desenvolvimento dos países nos quais atuamos”, afirma Cataneo. “Felizmente, conseguimos oferecer um portfólio completo e que atende as empresas e governos mais exigentes do mundo com segurança e inovação. Estou animado por dar mais um passo nessa jornada de mais de 15 anos nesta companhia, que sempre me ofereceu oportunidades e continua se reinventando e atuando na vanguarda do mercado de tecnologia mundial”, completa.

Com sólida carreira na Unisys, Mauricio já atuou em diversas cadeiras executivas na companhia e, nos últimos 15 meses, acumulou a função de VP e Gerente-Geral para o Brasil com o posto de Chief Financial Officer para a América Latina – posição que a partir de agora fica sob nova gestão.

Com vendas de 1,9 milhão de computadores no quarto trimestre, mercado de PCs fecha 2020 com alta de 6%, aponta IDC Brasil

De outubro a dezembro de 2020, foram vendidos 1,9 milhão de computadores no país, 20,6% a mais do que no mesmo período de 2019. Desse total, foram 1,6 milhão notebooks e quase 400 mil desktops. Os dados fazem parte do estudo IDCBrazil PCs Tracker 4Q2020, realizado pela IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações. Com os números do quarto trimestre, a IDC Brasil consolida as vendas de PCs em 2020 e chega a um total de 6,3 milhões de computadores comercializados, sendo 1,3 milhão de desktops e 5 milhões de notebooks, alta de 6% em relação a 2019.

A demanda por mobilidade para trabalhar e estudar se manteve no último trimestre de 2020 e projetos do governo foram retomados“, diz Rodrigo Okayama Pereira, analista de mercado da IDC Brasil Rodrigo, para justificar o movimento de vendas no final do ano passado. Segundo ele, o home office continuou sendo adotado pelas empresas preocupadas em manter seus colaboradores em segurança, e houve investimentos também de instituições de ensino. “Fabricantes de PCs, canais corporativos e instituições educacionais públicas e privadas estão atentas aos impactos da pandemia de covid e criando soluções e oportunidades para uma situação que tem se mostrado não ser apenas pontual e, sim, um adiantamento da transformação digital na educação, esperada para alguns anos à frente“, disse o analista da IDC Brasil, completando que, no 4º trimestre de 2020, o segmento de educação apresentou um crescimento ano-contra-ano de 66%.

Ainda assim, o maior volume de negócios foi feito no varejo, que vendeu 1,3 milhão de máquinas (crescimento de 26,4% ano-contra-ano), enquanto o mercado corporativo ficou com 671.281 computadores, alta de 10,5% em relação ao 4º trimestre de 2019.

Quanto aos preços, no 4º trimestre de 2020 o desktop custava, em média, R$ 3.782, e o notebook R$ 4.299. São valores 23,5% mais altos do que no trimestre anterior e que, segundo a IDC, refletem o momento de mercado. “Entre outubro e dezembro do ano passado a demanda ainda estava muito alta e a cadeia global de componentes não estava com 100% de produtividade. Além disso, vimos o aumento do dólar, o preço dos fretes e, especialmente, as ofertas da Black Friday e de outras datas promocionais mais conservadoras se comparados a anos anteriores“, analisa Pereira.

Expectativas para o mercado de computadores no Brasil em 2021

Para 2021, a IDC prevê um crescimento de 8,6% do mercado de computadores, suportado pela demanda provocada pela continuidade da pandemia. A IDC Brasil também espera uma retomada do mercado corporativo de 17,3% em comparação a 2020, impulsionada especialmente por grandes projetos no segmento de educação e governo. Também são esperados impactos no Brasil e no mundo relacionados à falta de componentes -e consequentemente de produtos -, causada pelo desequilíbrio entre as demandas e a capacidade produtiva da cadeia global de insumos.

Startup brasileira no segmento de aquisição de clientes oferece 50 vagas

A Escale , startup de costumer acquisition que otimiza a jornada de compra de serviços essenciais, anuncia a abertura de 50 vagas. Com início previsto para final de abril, as oportunidades são para as áreas de: Engenharia, Growth, Data, Design, Recursos Humanos e Infraestrutura.

As oportunidades são distribuídas entre os cargos de estágio até gerente-geral. Entre elas uma oportunidade para gerente de Engenharia com exclusividade para candidatas mulheres. Em 2020, a Escale registrou crescimento de 35% em novas contratações conduzidas com base no programa de diversidade da empresa. Os candidatos interessados em participar devem se inscrever pela página de carreira da Escale .

A startup possui, ainda, uma área de Diversidade & Inclusão (D&I), cujo foco é a criação de projetos para tornar o ambiente da empresa mais inclusivo e no desenvolvimento pessoal e profissional dos colaboradores, além de processos dinâmicos para descobrir novos talentos no mercado. No ano passado a Escale registrou crescimento de 135% em sua operação. O resultado é em decorrência dos investimentos da empresa em tecnologia e na gestão eficiente das estratégias de Marketing e Vendas.

De acordo com o diretor da área de Recursos Humanos (POP) da Escale, Kairon Rodrigues, a empresa tem o propósito de despertar o potencial máximo das pessoas e das organizações. “Atuamos em gerar vendas incrementais aos nossos clientes por meio de tecnologias proprietárias” “Para isso, contamos com times multidisciplinares e o POP tem foco na construção de um ambiente que estimule o protagonismo de cada colaborador”, ressaltou o executivo.

Atualmente a empresa possui 270 colaboradores em 84 cidades distribuídas pelo Brasil. A Escale atua em sistema de trabalho remoto, no formato Remote First com objetivo de adaptar cada aspecto da empresa para tratar o trabalho remoto como padrão e não como exceção e, dessa forma, manter a essência da startup, que trabalha para equilibrar autonomia e trabalho duro com qualidade de vida e flexibilidade.

Em 2020, clínicas populares tiveram papel importante durante o isolamento social

Por Antonio Carlos Brasil

Durante a pandemia do novo Coronavírus, algumas dificuldades do Sistema Único de Saúde (SUS) foram ressaltadas, causando grande preocupação e medo na população brasileira. As limitações do Ministério da Saúde em manter a unicidade no comando com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, fizeram  com que  a conduta de atuação não estivesse alinhada às suas orientações. Além disso, a falta de investimento em recursos suficientes evidenciou que equipamentos como respiradores e leitos de UTIs, que deveriam existir independentemente de um contexto pandêmico, são escassos, sem falar do número reduzido de médicos para atendimento dos casos. As dificuldades já existiam antes mesmo da pandemia e foi apenas evidenciada e piorada em 2020 com o enfrentamento da Covid-19. 

A falta de estrutura do sistema público é uma realidade incontestável e foi nesse contexto que as clínicas populares se tornaram essenciais no apoio ao atendimento da saúde. Uma das vantagens dessa modalidade para a população durante o isolamento social é que, por serem atividades essenciais, não foram fechadas, o que facilitou para o atendimento aos pacientes, oferecendo segurança e acesso aos tratamentos e, até mesmo, para a abertura de novas empresas relacionadas a esse mercado que foi crucial, aumentando, assim, a diversificação de opções para quem procurou esse tipo de serviço na pandemia. 

As clínicas populares ofereceram uma oportunidade para que as pessoas que não possuem convênio médico pudessem ser socorridas e ter seus problemas de saúde tratados. Em um momento tão delicado, as unidades ficaram disponíveis para atenderem doenças não relacionadas à Covid-19 que, obviamente, não desapareceram, mas ficaram  em segundo plano pelo sistema público de saúde. Além disso, serviram como ambientes de proteção para os profissionais da saúde que não estavam atuando na linha de frente do combate ao novo Coronavírus. 

As pessoas que precisavam continuar tomando medicamento e fazendo os seus exames foram abraçadas por esse mercado, popularizando essa modalidade de atendimento popular. O acesso fácil, sem burocracia e efetivo são as grandes vantagens das clínicas populares, mantendo as medidas de prevenção contra o  vírus. É um mecanismo privado, mas que ajudou  o sistema como um todo e, com toda a estrutura necessária, colocou verdadeiramente em prática o discurso de que o acesso à saúde é direito de todos.

O mercado das clínicas populares chegou para ficar mesmo após a pandemia. Essas  unidades privadas servirão de apoio e ainda terão atendimentos mais rápidos e efetivos do que as unidades públicas. O crescimento em 2020 em comparação a 2019, teve alta significativa de 19% no número de atendimentos, em razão da própria dificuldade em conseguir atendimento público e pelos altos preços praticados pelos planos de saúde particulares, que a cada dia se tornam mais inacessíveis para uma parcela da população. 

Mais do que nunca percebemos o quanto a atividade de saúde é essencial para a população, e que da mesma forma que o supermercado não pode fechar. A clínica popular também tem seu lugar e não pode deixar de existir, uma vez que os problemas enfrentados não acontecem só em detrimento da pandemia, eles já são institucionalizados muito antes disso e as pessoas precisam cuidar da saúde. Esse é o grande papel das clínicas populares, como uma fatia a mais do sistema, uma parte desse contingente que tem como objetivo a evolução dos cuidados com a saúde não só preventiva, mas com a efetividade das ações que vem ao encontro da população, que não tem outra alternativa para atender suas necessidades. 

O sistema de atendimento médico por meio das clínicas populares já é visto como uma solução a longo prazo e deve ser entendido também como um investimento pessoal de baixo custo, além de ser um mercado que traz efetividade atendendo a nível ambulatorial. O principal aprendizado mundial e nacional trazido pela pandemia do novo coronavírus é de que é preciso lutar para fortalecer o sistema de saúde e torná-lo  cada vez mais inclusivo.

Antonio Carlos Brasil, fundador da Acesso Saúde, sistema nacional de atendimento médico e odontológico sem mensalidade.

Startups de Ribeirão Preto participam de projetos de desenvolvimento de vacinas contra COVID-19

Projetos ainda estão em fase de testes e se, demonstrarem eficácia, podem tornar vacina mais barata e acessível no país

Três startups de Ribeirão Preto, município a 310 quilômetros da capital paulista, entraram na briga para o desenvolvimento de vacinas preventivas para COVID-19. A Farmacore, a Invent Biotecnologia e a MI4U são empresas ligadas ao Supera Parque de Inovação e Tecnologia e contam com a expertise de pesquisadores locais para contribuir com uma causa que extrapola barreiras geográficas.

Eduardo Cicconi, gerente do Supera Parque de Inovação e Tecnologia, explica que a região forma um ecossistema forte na área da saúde pela presença de universidades, cursos de pós-graduação, além de empresas e indústrias que compõe o Arranjo Produtivo Local da Saúde (APL da Saúde). “O ecossistema da cidade é bastante forte e se destaca pelas inúmeras iniciativas na área da saúde. As empresas estão utilizando todo o know how de anos de estudo e conexões de seus pesquisadores para encontrar soluções efetivas para a doença”, afirma Eduardo Cicconi, gerente do parque tecnológico Supera Parque.

Uma das iniciativas é da Farmacore Biotecnologia – especializada no desenvolvimento de produtos biotecnológicos e imunobiológicos. Ela atua em parceria com a empresa norte-americana PDS Biotechnology Corporation, desenvolvendo a vacina Versamune®-CoV-2FC.

O projeto combina a proteína recombinante do SARS-CoV-2, desenvolvida pela Farmacore, associada ao carreador Versamune®, da PDSBiotech, uma tecnologia patenteada para a ativação do sistema imunológico. De acordo com dados da empresa, os resultados pré-clínicos demonstraram potencial para induzir uma resposta imune ampla e robusta.

As pesquisas começaram em abril de 2020. Helena Faccioli, CEO da Farmcacore, destaca que a empresa participa ativamente de cada etapa do produto, seguindo diversos protocolos, sem desperdiçar tempo nem recursos. De acordo com  a CEO, o desenvolvimento local de uma vacina tem potencial de reduzir o custo dos programas de vacinação.

Vacina oral/nasal


A Invent Biotecnologia é outra startup que trabalha para o desenvolvimento de uma vacina oral contra a COVID-19. O processo está em early science e já conta com apoio da FAPESP. “Estamos ainda na etapa inicial, porém bem confiantes, já que a plataforma já funcionou para inúmeras outras doenças como diarréia bacteriana, infecções estomacais por Helicobacter, Malária, etc. Estamos adaptando para a Covid.”, explica Ebert Hanna, um dos sócios da marca.
A tecnologia desenvolvida pela empresa consiste em desenvolver uma vacina oral/nasal para a prevenção da Covid-19, em formulação estável, que pode ser armazenada em temperatura ambiente.

Química computacional e bioinformática


Já a startup MI4U trabalha em parceria com a Bioprospectum, uma empresa de base tecnológica localizada no Parque da Universidade do Porto (UPTEC) em Portugal, que identificou duas substâncias com potencial atividade antiviral e que podem neutralizar partes estruturais do SARS-CoV, através de química computacional e bioinformática. As primeiras moléculas estão sendo testadas in vitro – em cultura de células.

A Bioprospectum desenvolveu, em parceria com a startup brasilieira MI4U, a plataforma in silico, que permite, através da utilização de química computacional e bioinformática, selecionar substâncias de uma forma muito mais rápida e eficiente todas as moléculas de uma amostra, permitindo ao investigador focar-se apenas nas moléculas que podem ser úteis para o estudo. Em um dos primeiros protótipos do sistema, a tecnologia foi utilizada para selecionar moléculas que inibem o SARS-CoV-2, diante disso alguns resultados já foram identificados, sintetizados e estão na fase de teste em cultura celular na Universidade de Lisboa.

Governo Federal inicia programa para qualificar mais de 5 milhões de jovens e adultos

Escola do Trabalhador 4.0, parceria entre Ministério da Economia e Microsoft, pretende capacitar até 5.5 milhões de pessoas em habilidades digitais para reinserção no mercado de trabalho, até 2023

A Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (SEPEC/ME), em parceria com a Microsoft, deu início nesta semana, ao programa de capacitação profissional em habilidades digitais “Escola do Trabalhador 4.0”.

O projeto tem como objetivo capacitar a força de trabalho de hoje e de amanhã, promovendo a qualificação de jovens e adultos com foco no aumento da empregabilidade. O público-alvo são trabalhadores, maiores de 18 anos, em busca de emprego que queiram se reinventar e se preparar para as novas demandas do mercado de trabalho, principalmente com foco no ambiente digital. A meta é alcançar 5.5 milhões de trabalhadores até fevereiro de 2023. A plataforma é de ensino a distância, aberta para todo o território nacional e conta com 58 instrutores disponibilizados pela Microsoft para oferecer orientação personalizada para até 315 mil pessoas. Para aumentar o número de instrutores, outras parcerias com setor privado serão alavancadas.

Para o Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos Da Costa é muito importante ser ofertado mecanismos que auxiliem os trabalhadores em sua recolocação no mercado de trabalho. Oferecendo não só o acesso à plataforma tanto pelo computador, quanto pelo celular, mas com monitores disponíveis para tirar dúvidas. “Diante da atual situação, temos que ser ainda mais assertivos nas nossas ações. Estamos trabalhando para que o Brasil se torne cada vez mais digital e esteja preparado para as novas exigências do mercado de trabalho”, ressaltou.

“Promover qualificação profissional e melhorar a descoberta de oportunidades de emprego na economia digital são os principais desafios que pretendemos endereçar com essa parceria com Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia. Por meio da plataforma Microsoft Community Training poderemos impactar até 5.5 milhões de brasileiros. Acredito que iniciativas como essa são fundamentais para apoiar a retomada econômica do País e o crescimento sustentável do Brasil”, comentou Tânia Cosentino, presidente da Microsoft Brasil.

A plataforma de ensino remoto, implementada em parceria com a Softex, oferecerá diversos cursos modulares com o intuito de capacitar trabalhadores e estudantes especialmente na área de Tecnologia da Informação. Todos esses conteúdos serão disponibilizados de forma online, gratuita e com certificado. São 11 trilhas de aprendizagem que englobam mais de 45 cursos de Tecnologia em diferentes níveis com base nas principais competências exigidas pelo mercado de trabalho – desde a alfabetização digital até módulos mais avançados de computação em nuvem, IA e ciência de dados.

Alguns dos cursos disponíveis são: Participe on-line com segurança e responsabilidade; escrever seu primeiro código C#; Criar um site simples usando HTML, CSS e JavaScript; Word; Excel; Powerpoint; Outlook; Teams; OneNote; OneDrive e Sharepoint, entre vários outros.

Os cursos estão estruturados em 4 pilares:

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Para acelerar a qualificação da população na área de tecnologia, principalmente nesse momento de pandemia em que as habilidades digitais se tornaram ainda mais relevante, a SEPEC decidiu antecipar o oferecimento dos cursos de Letramento Digital, que estão disponíveis desde 15/03. Eles são a base para as demais trilhas de aprendizagem da Escola do Trabalhador 4.0. O calendário será atualizado mensalmente e, já no mês de abril, estão previstas a incorporação de nove cursos de Introdução à Programação, Produtividade Pessoal e Produtividade Colaborativa. A lista completa de cursos e datas de realização podem ser encontradas no site:  gov.br/escoladotrabalhador40

TESTE DE CARREIRA

Para ajudar o trabalhador na escolha do curso mais adequado, a plataforma oferece ainda o Teste de Carreira. Respondendo algumas perguntas múltipla escolha e “sim” e “não” a plataforma será capaz de identificar quais habilidades digitais o trabalhador já possui e cruzar com seus objetivos de carreira. Baseado nos conhecimentos atuais do trabalhador e de suas aspirações profissionais a ferramenta irá indicar qual o curso mais indicado para cada indivíduo.

LICENÇAS MICROSOFT GRATUITAS PARA ALUNOS

Para reforçar os mecanismos de inclusão digital e dar ferramentas para que os alunos possam exercitar o conteúdo aprendido será disponibilizada a licença A1 da Microsoft Office 365 para todos os matriculados. A licença dá acesso a aplicativos como Word, Excel, Outlook, Teams, PowerPoint, Sway, Forms, Planner, PowerApps, Stream, entre outros e ainda espaço de 10 GB de espaço no OneDrive.

QUEM PODE SE INSCREVER

O público-alvo são trabalhadores, maiores de 18 anos, de todo o Brasil, com foco naqueles cadastrados na plataforma SINE, que estejam buscando qualificação com o intuito de melhorar as suas habilidades digitais e aumentar suas chances de recolocação profissional.

COMO PARTICIPAR

Basta acessar o site gov.br/escoladotrabalhador40 se cadastrar e pronto! Na plataforma, o aluno terá mais informações sobre os cursos disponíveis.

O pós-venda é o início da próxima compra

Por Gisele Paula

Temos visto que o cliente está cada dia mais exigente e as empresas começam a se despertar para o valor e potencial da diferenciação pelo cuidado com seu pós-vendas. Além do que, fica cada vez mais claro que ninguém gosta de comprar de alguém que o trata mal ou que não atenda as nossas expectativas, não é mesmo?

Mesmo diante disso, apenas dois terços das empresas têm declarado investir na experiência do cliente. Mas isso tem um fator histórico: desde os primórdios do capitalismo, a razão da constituição de uma empresa era criar um bom produto para ser vendido e, por muito tempo, as companhias foram sendo desenvolvidas em volta do produto que até então era o centro da atenção do negócio. Com o passar do tempo as coisas foram mudando, o mercado se transformou, o cliente mudou (e muito!) e começou a analisar outros atributos, que não apenas o produto, como seu preço e qualidade, para tomar a decisão de compra.

Em uma pesquisa da PwC, empresa de consultoria e auditoria, 84% das pessoas disseram que a experiência é tão importante quanto o produto a ser adquirido. Dito isso, empresas que até então estavam 100% empenhadas em oferecer o melhor produto, tiveram que começar a dividir sua atenção em oferecer uma jornada impactante positivamente, desde a realização da compra até o seu pós-venda.

Cada vez mais a experiência de compra vem sendo olhada detalhadamente pelas áreas de marketing e vendas como oportunidades de diferenciação na venda. Muitas tecnologias veem surgindo – como provadores virtuais, produtos “materializados” no ambiente físico por meio da realidade aumentada, integrações entre plataformas, omnicanalidade, liveshops, etc. Mas a minha provocação é: Quais iniciativas estão sendo realmente utilizadas no pós-venda?

Não é a implantação de tecnologias que nos distanciam do contato do cliente, o atendimento automático não vai garantir uma boa experiência no pós compra, pois ela é fundamentalmente humana. Essa última etapa é o momento que a marca tem para mostrar a verdade do que foi anunciado antes mesmo de iniciar o seu atendimento, onde vai ditar o quanto esse cliente está disposto a comprar novamente e recomendar o seu produto ou serviço.

Por este motivo, a diferenciação da marca do futuro está aí, na forma como a empresa realmente se mostra, por meio das suas ações e interações com seus clientes o quanto ela verdadeiramente se importa e cria conexão. É quando ela mostra a sua essência, sem rodeio e nem máscaras.

As empresas que desejam, de fato, prosperar e ir mais longe, precisam imediatamente incluir nos seus objetivos a experiência do cliente e o colocar no centro do negócio. Somente assim, será possível gerar um planejamento estratégico que seja aplicado desde as suas lideranças e, consequentemente, para toda a empresa, fazendo parte da cultura da organização.

Em outras palavras, as empresas precisam olhar para o seu público em primeiro lugar, de cima para baixo e de dentro para fora. Que se comece fazendo o básico, tratando as dores latentes de seus clientes, mas principalmente no seu pós-venda. Garanta um atendimento rápido, eficiente e humano, e se fizer isso com excelência, a empresa estará à frente de muitas que estão no mercado. É preciso gerar encantamento nos clientes e, daí em diante, ter a certeza do início de uma próxima compra ou da geração de recomendações. Fica a dica e invista no seu cliente, ele é a sua melhor propaganda!

Gisele Paula, CEO e fundadora do Instituto Cliente Feliz

Fiesp: Banco Central se precipita ao elevar a taxa de juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) aumentou nesta quarta-feira (17/03) a taxa básica de juros, a Selic, em 0,75 p.p, para o patamar de 2,75% a.a.

É uma ação precipitada. Apesar dos choques de oferta que a economia vem sofrendo, ainda paira muita incerteza sobre o horizonte econômico de médio prazo. Por isso, entendemos que a elevação da Selic não é a melhor solução neste momento.

A atividade econômica deve exibir um desempenho fraco no 1º trimestre, com risco de que esse quadro se estenda por todo o semestre. As expectativas de crescimento do PIB para o ano estão em 3,2% segundo o último boletim Focus, número insuficiente para recompor a queda de 4,1% do ano passado.

A dificuldade das famílias em manter seus níveis de renda e consumo está materializada na necessidade de se aprovar um novo auxílio emergencial para a população mais vulnerável.

Além disso, as vendas do varejo caíram em dezembro (-3,1%) e janeiro (-2,1%) e o setor de serviços perdeu velocidade na passagem de 2020 para o início deste ano.

Por todos esses fatores, entendemos que a elevação da Selic neste momento é precipitada e dificulta o cenário para a atividade econômica em 2021, que já enfrenta inúmeros desafios em razão da persistência da pandemia.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp
Assessoria de Jornalismo Institucional


Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – Ciesp
Assessoria de Imprensa

Magalu anuncia aquisição do Steal The Look, portal líder em conteúdo comprável de moda e beleza

Dando mais um passo para a consolidação de sua presença no mercado de moda e beleza, o Magalu anuncia a aquisição do Steal The Look (STL), plataforma de conteúdo especializado em moda, beleza, cultura e comportamento acessada por 6 milhões de usuários únicos no ano passado e acompanhada por mais 2,5 milhões de seguidores nas suas redes sociais. O portal será vitrine importante para o segmento de moda e estilo do Magalu (Época, Zattini, Netshoes) e dos sellers do marketplace.

Com a aquisição, o Magalu avança em duas vertentes elencadas como chave na estratégia para o ano: a expansão em novos mercados, com moda e estilo de vida, e a publicidade digital – com o Steal The Look potencializando o alcance do Magalu Ads. “As categorias de moda e beleza, juntas, formam um mercado extremamente pulverizado, ainda pouco digitalizado e com tamanho total de 223 bilhões de reais anuais. Seu potencial online pode chegar a 67 bilhões em um futuro próximo”, afirma Silvia Machado, diretora-executiva de Moda e Beleza do Magalu. 

A proposta do STL converge com a visão do Magalu de que a digitalização da moda e da economia criativa é uma grande frente de oportunidades. “Dessa forma, o portal torna-se parte da criação de um ecossistema facilitador para sellers e marcas, impulsionando o empreendedorismo dentro da plataforma”, diz Silvia. 

O Steal The Look vai se manter como uma plataforma separada editorialmente do Magalu, assim como aconteceu com o portal de tecnologia Canaltech, adquirido em 2020. “Ao longo dos anos, conquistamos a confiança de leitoras e anunciantes através de um conteúdo independente, sempre co-criando com nossos parceiros e clientes. Essa autonomia é fundamental e será mantida nessa nova fase do STL e do Push”, afirma Manuela Bordasch, fundadora do Steal The Look – que continuará no comando da operação do portal.

A proposta de gerar conteúdo diferenciado – indo além da indicação de looks – foi o que permitiu ao STL se destacar logo na sua criação, em 2012. O material publicado trazia consigo um link para que o produto pudesse ser adquirido pelas leitoras. Algo corriqueiro atualmente, a prática, então pouco usada, rendeu a Manuela uma posição de destaque entre as influenciadoras de redes sociais. “Além do modelo de negócios e da mentalidade digital, compartilhamos propósito e valores e isso é a base do que queremos levar para milhares de pessoas para o Brasil. Steal The Look e Push nasceram para compartilhar experiências e empoderar mulheres, e agora, junto com Magalu, vamos ampliar nosso alcance e impacto”, comenta Manuela Bordasch.

Foco estratégico


O Magalu fez a entrada no segmento de moda em 2019, com a aquisição da Netshoes e Zattini – conquistando um marketshare relevante logo de início. Com a Hubsales, adquirida em 2020, a empresa levou a digitalização a pólos industriais de moda, conectando fabricantes diretamente ao consumidor final por meio de seu marketplace. 

Além disso, a Época Cosméticos, adquirida em 2013, cresceu exponencialmente em beleza – outra frente estratégica – nos últimos anos e atingiu liderança online nas categorias de perfumes, make e skincare.

Já o Magalu Ads ganha um reforço importante para se destacar no mercado de publicidade, que movimentou 48 bilhões de reais, em 2020. A partir de agora, a plataforma terá interface simples e intuitiva, que ajudará a descomplicar a publicidade online e permitirá que milhares de sellers e fornecedores do Magalu tenham autonomia para investir e acelerar suas vendas. 

Copom eleva a taxa Selic para 2,75% a.a.

Em sua 237ª reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 2,75% a.a.

A atualização do cenário básico do Copom pode ser descrita com as seguintes observações:

  • No cenário externo, novos estímulos fiscais em alguns países desenvolvidos, unidos ao avanço da implementação dos programas de imunização contra a Covid-19, devem promover uma recuperação mais robusta da atividade ao longo do ano. A presença de ociosidade, assim como a comunicação dos principais bancos centrais, sugere que os estímulos monetários terão longa duração. Contudo, questionamentos dos mercados a respeito de riscos inflacionários nessas economias têm produzido uma reprecificação nos ativos financeiros, o que pode tornar o ambiente desafiador para economias emergentes;
  • Em relação à atividade econômica brasileira, indicadores recentes, em particular a divulgação do PIB do quarto trimestre, continuaram indicando recuperação consistente da economia, a despeito da redução dos programas de recomposição de renda. Essas leituras, entretanto, ainda não contemplam os possíveis efeitos do recente aumento no número de casos de Covid-19. Prospectivamente, a incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia permanece acima da usual, sobretudo para o primeiro e segundo trimestres deste ano;
  • A continuidade da recente elevação no preço de commodities internacionais em moeda local tem afetado a inflação corrente e causou elevação adicional das projeções para os próximos meses, especialmente através de seus efeitos sobre os preços dos combustíveis. Apesar da pressão inflacionária de curto prazo se revelar mais forte e persistente que o esperado, o Comitê mantém o diagnóstico de que os choques atuais são temporários, mas segue atento à sua evolução;
  • As diversas medidas de inflação subjacente apresentam-se em níveis acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta para a inflação;
  • As expectativas de inflação para 2021, 2022 e 2023 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 4,6%, 3,5% e 3,25%, respectivamente; e
  • No cenário básico, com trajetória para a taxa de juros extraída da pesquisa Focus e taxa de câmbio partindo de R$5,70/US$*, e evoluindo segundo a paridade do poder de compra (PPC), as projeções de inflação do Copom situam-se em torno de 5,0% para 2021 e 3,5% para 2022. Esse cenário supõe trajetória de juros que se eleva para 4,50% a.a. neste ano e para 5,50% a.a. em 2022. Nesse cenário, as projeções para a inflação de preços administrados são de 9,5% para 2021 e 4,4% para 2022.

O Comitê ressalta que, em seu cenário básico para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções.

Por um lado, o agravamento da pandemia pode atrasar o processo de recuperação econômica, produzindo trajetória de inflação abaixo do esperado.

Por outro lado, um prolongamento das políticas fiscais de resposta à pandemia que piore a trajetória fiscal do país, ou frustrações em relação à continuidade das reformas, podem elevar os prêmios de risco. O risco fiscal elevado segue criando uma assimetria altista no balanço de riscos, ou seja, com trajetórias para a inflação acima do projetado no horizonte relevante para a política monetária.

O Copom avalia que perseverar no processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para permitir a recuperação sustentável da economia. O Comitê ressalta, ainda, que questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia.

Considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, para 2,75% a.a. O Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e um balanço de riscos de variância maior do que a usual para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante, que inclui o ano-calendário de 2021 e, principalmente, o de 2022.

Os membros do Copom consideram que o cenário atual já não prescreve um grau de estímulo extraordinário. O PIB encerrou 2020 com crescimento forte na margem, recuperando a maior parte da queda observada no primeiro semestre, e as expectativas de inflação passaram a se situar acima da meta no horizonte relevante de política monetária. Adicionalmente, houve elevação das projeções de inflação para níveis próximos ao limite superior da meta em 2021.

Por conseguinte, o Copom decidiu iniciar um processo de normalização parcial, reduzindo o grau extraordinário do estímulo monetário. Por todos os fatores enumerados anteriormente, o Comitê julgou adequado um ajuste de 0,75 ponto percentual na taxa Selic. Na avaliação do Comitê, uma estratégia de ajuste mais célere do grau de estímulo tem como benefício reduzir a probabilidade de não cumprimento da meta para a inflação deste ano, assim como manter a ancoragem das expectativas para horizontes mais longos. Além disso, o amplo conjunto de informações disponíveis para o Copom sugere que essa estratégia é compatível com o cumprimento da meta em 2022, mesmo em um cenário de aumento temporário do isolamento social.

Para a próxima reunião, a menos de uma mudança significativa nas projeções de inflação ou no balanço de riscos, o Comitê antevê a continuação do processo de normalização parcial do estímulo monetário com outro ajuste da mesma magnitude. O Copom ressalta que essa visão para a próxima reunião continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, e das projeções e expectativas de inflação.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Roberto Oliveira Campos Neto (presidente), Bruno Serra Fernandes, Carolina de Assis Barros, Fabio Kanczuk, Fernanda Feitosa Nechio, João Manoel Pinho de Mello, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso e Paulo Sérgio Neves de Souza.

*Valor obtido pelo procedimento usual de arredondar a cotação média da taxa de câmbio R$/US$ observada nos cinco dias úteis encerrados no último dia da semana anterior à da reunião do Copom.

Fonte: Banco Central