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Indicador de Nível de Atividade da indústria recua 0,9% em janeiro, aponta Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista recuou 0,9% em janeiro ante dezembro na série com ajuste sazonal. Já na série sem ajuste, o resultado para o mês ficou positivo em 2,6%, enquanto que na variação acumulada no ano, o indicador apresentou a melhor variação positiva nesta base de comparação (7,6%) desde 2013, quando subiu 6,5%. O fator vendas reais manteve-se estável, 0,0% no mês, mas a variável das horas trabalhadas na produção e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) recuaram 1,1% e 0,5 p.p., respectivamente, na análise com tratamento sazonal. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 07/03, pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

“O resultado de queda do INA em janeiro não reverte a tendência de recuperação e do crescimento da indústria para os próximos meses, com a retomada do emprego. Não vamos ter um forte ritmo de crescimento, mas um ritmo de crescimento possível”, argumenta o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, lembrando que o INA apresentou crescimento consecutivo nos últimos dois meses – 0,5% em novembro e 1,8% em dezembro.

Entre os setores pesquisados, os destaques ficaram por conta de celulose, papel e produtos de papel, com queda de 0,3% em janeiro, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção e o NUCI recuaram 0,5% e 0,2 p.p., respectivamente. Apenas o total de vendas reais teve avanço de 2%.

O INA do setor de bebidas também recuou (-1,9%) no mês. As horas trabalhadas na produção apresentaram leve avanço de 0,2%. Já o total de vendas reais e o NUCI recuaram 7,5% e 1,0 p.p, respectivamente.

Sensor

A pesquisa Sensor de fevereiro, também produzida pelas entidades, cedeu 2,1 pontos, para 52,1 pontos. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, a variável de vendas recuou, ao variar de 53,7 pontos em janeiro para 50,8 pontos em fevereiro. Houve retração também no indicador de estoques, que cedeu 1,5 pontos ante janeiro, marcando 51,1 pontos. Resultados acima de 50 pontos indicam que os estoques estão abaixo do nível desejado. Para a variável que capta as condições de mercado, houve recuo para 56,7 pontos em fevereiro, frente os 58,3 pontos de janeiro. Acima dos 50,0 pontos indica melhora das condições de mercado. Por fim, o indicador de emprego também obteve variação negativa, ao cair 0,8 pontos, para 51,9 pontos em fevereiro. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de contratações para o mês.

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Como parcerias entre empresas estabelecidas e startups inovadoras podem fomentar o mercado?

Por Fernando Cascardo

Inovação. Essa é a palavra do momento e o conceito que está sob os holofotes dos empreendedores em todo o mundo. Com a tecnologia disponível na ponta dos dedos, os consumidores estão exigentes e almejam por soluções que sejam disruptivas e digitais, que por sua vez, são objetivos de difícil alcance para grandes corporações, que possuem operações amarradas e burocráticas, impedindo a mudança constante que o mercado demanda.

Para atender a esses consumidores, que estão mais dinâmicos e empoderados, as startups apostam em modelos comerciais simplificados, dinâmicos e tecnológicos por meio do desenvolvimento de soluções que estão entre as mais procuradas pelo público. Porém, para serem atrativas ao mercado, as startups precisam estar com seus serviços ou produtos mais próximos da perfeição e com um modelo operacional focado em conversões e crescimento acelerado.

Diante desse panorama, em que as empresas carecem de inovação e as startups de experiência, a melhor alternativa, na qual todos são beneficiados, é fomentar parcerias entre as companhias que já estão estabelecidas em suas áreas de atuação e as startups, que buscam por competitividade. Esse modelo é conhecido como Corporate Venturing (CV), e é uma modalidade de inovação aberta na qual empreendimentos maiores financiam a tecnologia.

Assim, por meio desse movimento de integração, essas associações são capazes de fomentar o mercado ao estimular o consumo por meio do desenvolvimento de soluções completas, algo possibilitado pelo dinamismo das startups e da criação de uma oferta de ferramentas com toda a estrutura e divulgação necessárias, impulsionadas pela experiência das grandes companhias.

As empresas enxergam as startups como ninhos de ideias boas e eficientes para conquistar o público e por isso vão buscar associações. Essa procura agita o mercado e fomenta, além do consumo, a união do novo com a experiência. Além disso, organiza todo o ecossistema mercadológico brasileiro ao equilibrar as demandas dos mais variados setores.

Fernando Cascardo é sócio-diretor do Grupo InterPlayers, desenvolvedora do app GoPharma – um canal completo, com recursos de localização de farmácias, guia de serviços e informações, de busca de produtos, além de um serviço de auto adesão e acesso aos programas de benefícios disponibilizados pela indústria farmacêutica.

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Arena Corinthians anuncia Hikvision como nova parceira oficial de tecnologia em segurança

A Arena Corinthians apresenta seu mais novo parceiro oficial, no segmento de tecnologia em segurança. Líder mundial no fornecimento de soluções e de produtos de segurança eletrônica, a Hikvision irá oferecer a mais alta tecnologia em equipamentos para a casa do Timão.

A parceria, de três anos, prevê o fornecimento de muitos produtos e soluções em segurança eletrônica, que contam com recursos de Inteligência Artificial, como câmeras de reconhecimento facial e câmeras que “enxergam no escuro”, transmitindo cores com brilho e nitidez em uma escuridão quase completa, além de câmeras de leitura de placa, câmeras 360º com visão panorâmica – todos com alta definição de imagens, bem como equipamentos de controle de acesso, entre outros. Assim, a Hikvision torna-se um parceiro fundamental para manutenção e ampliação da segurança da Arena Corinthians, principalmente em dias de jogos e eventos com grande público.

“Estamos muito otimistas com a parceria firmada com a Arena Corinthians. Unir nossa marca a um clube renomado, marcado por uma trajetória de sucesso, com visibilidade nacional e internacional, vai ao encontro da nossa missão empresarial. Vislumbramos uma parceria promissora com o Timão para levar o que tem de mais inovador em tecnologias de segurança eletrônica a uma grande parcela da população. Temos uma grande parceria com o estádio do Ajax, da Holanda, que está dando muito certo e a ideia é transformar a casa do Corinthians em um grande case de sucesso e uma referência para mercado”, comenta Marco Meirelles, gerente de Marketing da Hikvision no Brasil.

Em contrapartida, a Hikvision terá exposição de sua marca nos telões, painéis de LED e televisores da Arena Corinthians, postagens nas redes sociais oficiais da Arena, além do direito de utilização de áreas corporativas da casa do Corinthians para relacionamento, ações de incentivo e eventos.

“Dando continuidade ao projeto de ter parceiros exclusivos em diferentes segmentos, é com grande satisfação que anunciamos esse acordo com a Hikvision para ampliação da nossa tecnologia em segurança. A Arena Corinthians já recebeu, desde sua inauguração, 4 milhões de torcedores – apenas em dias de jogos. Por isso, o investimento nesse segmento é de extrema importância e a Hikvision enxergou o nosso potencial como plataforma de negócios”, diz Luis Paulo Rosenberg, Diretor de Marketing do Corinthians.

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Edenred Brasil abre inscrições para programa de aceleração de startups

A Edenred Brasil, líder mundial em soluções transacionais para empresas, comerciantes e empregados, dá início ao programa de aproximação e aceleração de startups: o programa de Open Innovation, Edenred Connect. O programa visa aproximar o Grupo de startups, com objetivo de trazer inovação de fora para dentro, selecionando parceiros que colaborem no desenvolvimento de soluções, melhorias e produtos que atendam as marcas do grupo. As startups selecionadas terão vantagens como mentorias e parcerias de negócios. As inscrições estarão abertas entre os dias 6 de março e 15 de abril.

Como uma precursora da inovação aberta, a Edenred desenvolveu um sistema global que antecipa tendências e explora ecossistemas que tenham afinidade com seu core business. O Grupo tem trabalhado desde 2011 com o Partech Ventures, um fundo de investimento que apoia empresas jovens e de crescimento rápido na economia digital;

No Brasil, o Programa de Open Innovation, Edenred Connect, foi implantado em 2017 e faz parte do plano estratégico de aceleração do Grupo, que visa alcançar a digitalização de sua oferta em geral e dar a posição de liderança em B2B2C, o que é refletido pelo posicionamento: “We connect, you win.”

“Somos uma marca que conecta empresas e pessoas. “Acreditamos na soma da agilidade de uma startup, com a força de uma empresa multinacional e líder de mercado”, explica Gilles Coccoli, Presidente da Edenred Brasil.

As startups devem inscrever seus projetos dentro dos temas: fintech, mobilidade, internet das coisas, rodoviário, big data, data e BI, block chain, veículos autônomos e elétricos, mobile payment, saúde, chatbot, fidelização, relacionamento e premiação, digitalização de documentos. No dia 15 de maio, os projetos pré-selecionados irão apresentar seus modelos de negócios, destacando as oportunidades de sinergia com a Edenred Brasil. Serão selecionadas cinco startups para participar do processo por seis meses, de junho a novembro. Na primeira edição do programa, em 2017, foram mapeadas 15 startups com projetos que se encaixavam nos negócios da Edenred Brasil e duas foram selecionadas para um programa de aceleração.

As startups interessadas em se inscrever no programa e conhecer mais sobre o projeto, basta acessar o hotsite www.edenredconnect.com.br .

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A cada 100 empresas abertas no Brasil, 52 são lideradas por mulheres

Conheça três histórias de empreendedorismo feminino que são inspiradoras

Segundo estudo recente da Rede Mulher Empreendedora (RME), entidade de apoio ao empreendedorismo feminino, a cada 100 empresas abertas no Brasil, 52 são lideradas por mulheres. A pesquisa, realizada em agosto e setembro de 2017, indica que 79% delas possuem nível superior ou mais, 55% têm filhos, 44% são chefes de família, 61% são casadas e a idade média ao empreender era 38,7 anos.

Conheça três histórias de empresárias de sucesso.

De faxineira a empresária

Ana Graziele Paranhos, a franqueada MEI da Limpeza com Zelo. Com 23 anos, mãe de uma menina, durante anos fez bicos e de vez em quando fazia faxina. Tinha dificuldades de arrumar emprego por nunca ter sido registrada, além do agravante de morar na casa de uma amiga, o que dificultava a referência na hora de ser contratada. Enviou muito currículos, inclusive para a Limpeza com Zelo. Um belo dia a empresa ligou pra ela e a convidaram para conhecer o projeto social “Levanta e Sacode a Poeira”, que oferece oportunidade para domésticas se tornarem empreendedoras. Ela ficou encantada e teve a certeza que era um presente dos céus, já que sempre sonhou em ter o próprio negócio. Sem pestanejar aceitou a proposta. Em um ano como MEI chegou a faturar R$ 2.500 mil fazendo faxina de segunda a sexta.

Ela atua na região da Zona Norte de São Paulo e diz que se sente aliviada de ter a chancela de uma empresa para trabalhar, traz segurança e credibilidade.

Ex-professora de matemática aposenta a calculadora e investe em betoneiras

Wilce Maciel é uma mulher de 67 anos e que aos 58 já estava aposentada. Curtindo os dias merecidos de descanso, após uma vida de trabalho como professora de matemática, viu o seu dia a dia mudar da água para o vinho com um investimento que não estava nos seus planos profissionais. Seu marido, Francisco Maciel, na época economista, já pensava em também se aposentar. Um dia, seu marido chegou em casa com a proposta de investir no próprio negócio e já tinha ótimas referências de uma rede de franquia do segmento da construção civil. Wilce, por sua vez achou a ideia interessante, mas pensou “como ajudá-lo em um segmento em que eu não tenho a menor intimidade? ” No dia de conhecer a franqueadora, Wilce acompanhou o seu marido e lá seria ministrado um curso para franqueados e ela, como uma boa professora, logo se interessou em conhecer melhor a rotina de quem já tinha investido na marca “Entrei de forma muito tímida em uma sala que só tinha homens. Após 30 minutos de curso eu já estava perguntando tudo sobre as operações, novidades do setor e com uma única certeza: eu queria aquele negócio desesperadamente. Saí do curso dizendo ao meu marido que ele seria o meu funcionário”, explica. Após 9 anos como franqueada da Casa do Construtor da unidade de Santana, Zona Norte de São Paulo, Wilce investiu em mais 2 unidades em Santo André, região do grande ABC e comenta que hoje entende de betoneiras tão bem quando de matemática”

Após descobrir um câncer, empreendedora realiza sonho e abre o próprio negócio

Lucila Mara da Silva, de 67 anos, que decidiu abrir o próprio negócio. “Aos 60 anos fui diagnosticada com câncer de mama. Foi uma surpresa muito grande, pois fazia exame regularmente, mas já tive que fazer a cirurgia de retirada de mama assim que o médico fez o diagnóstico do nódulo, e em seguida, a quimioterapia, que na minha opinião foi o pior. Nesse período, achei que melhor saída era trabalhar, ter o meu próprio negócio”, recorda. Ao fazer uma pesquisa de mercado para empreender, ela que sempre trabalhou como professora de costura descobriu que a Sigbol Fashion – especializada em cursos profissionalizantes da área de moda – era também, uma rede de franquia. “Sempre tive vontade de ter um negócio próprio e era uma área que eu já conhecia. Comecei a pensar em tudo ainda durante o tratamento. Isso me ajudou a esquecer a doença”, lembra Lucila, que continua fazendo exames regularmente e batalhando pela vida e pelo sucesso de sua franquia.

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Inscrições abertas para Curso Intensivo da Escola de Governança da Internet no Brasil

Interessados em participar da 5ª turma do Curso Intensivo da EGI (Escola de Governança da Internet), referência para capacitação e construção de conhecimento sobre governança da Internet, já podem realizar a inscrição por meio do portal da Escola. Iniciativa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), o Curso Intensivo acontecerá de 08 a 13 de julho, em São Paulo.

Consagrada pelo selecionado corpo docente e pela qualidade e atualidade do programa temático, a EGI fornece subsídios, aprofunda conceitos e explicita contextos do funcionamento e da governança da Internet. Com 50 horas de duração, o programa deste ano abordará tópicos como liberdade de expressão, fake news, proteção de dados pessoais e desafios jurisdicionais da Internet, além dos tópicos tradicionais sobre governança da Internet. “É imprescindível que esses temas sejam analisados durante a EGI, espaço referência na capacitação, pesquisa e estudo em torno dos desafios da governança da Internet”, afirma Demi Getschko, diretor-presidente do NIC.br e um dos professores do Curso.

“Cerca de 250 alunos já passaram pelo programa, entre gestores e formuladores de políticas públicas, profissionais da área jurídica e comunidade técnica, empresários, acadêmicos e ativistas. A EGI vem, por mais um ano, ampliando a participação da sociedade na discussão de temas cruciais para o futuro da rede. É uma satisfação poder contribuir, a partir da perspectiva multissetorial, para a riqueza e excelência dos debates”, completa Hartmut Glaser, secretário executivo do CGI.br e diretor da EGI.

Cronograma

O Curso Intensivo da EGI é gratuito. Para participar do processo seletivo, os interessados devem preencher formulário, enviar currículo e produzir um texto sobre temas relacionados à Governança da Internet dentro da sua área de atuação. O prazo para concluir a inscrição termina no dia 22 de abril e a divulgação dos candidatos selecionados acontecerá no dia 21 de maio. Vale destacar que os alunos cumprirão, além das atividades presenciais, uma série de atividades prévias à distância, que são parte da preparação para a participação no curso. Detalhes adicionais em: http://egi.nic.br/curso-intensivo-egi/.

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Justiça Federal concede liminar ao Mercado Livre contra aumento abusivo do frete

A Justiça Federal concedeu liminar ao Mercado Livre, no último dia 2, determinando que os Correios não apliquem os reajustes de frete aos clientes do marketplace (compradores e vendedores), que seriam de até 51%. A taxa extra de R$ 3 para entregas no Rio de Janeiro também não será cobrada dos clientes. Com essa importante decisão, os usuários do Mercado Livre não serão impactados pelos aumentos impostos pelos Correios, confirmando a visão da companhia de como uma medida unilateral dos Correios pode impactar seriamente a inclusão geográfica, digital e econômica, especialmente para aqueles clientes das regiões mais remotas do país.

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Stefan Rehm, da Intelipost: “O blockchain é o futuro da logística da distribuição”

Em parceria com a IBM e Oracle, empresa vai desenvolver a primeira solução do gênero no Brasil voltada para a movimentação de carga fracionada.

Utilizada em diversas cadeias logísticas pelo mundo e responsável por implantar processos confiáveis, transparentes e seguros, a tecnologia Blockchain começa a virar realidade no Brasil. A Intelipost, empresa especializada em consultoria e tecnologia para gestão de transportes para e-commerces, é um exemplo. Em parceria com a IBM e a Oracle, vai desenvolver ainda este ano a primeira solução do gênero no Brasil voltada para o transporte de cargas fracionadas.

“Sinceramente acredito que o blockchain é o futuro da logística da distribuição. Obviamente que é um processo que envolve a participação de vários outros players, mas investiremos fortemente nisso. A Magazine Luiza vai, inclusive, entrar com a gente em uma operação em São Paulo”, afirma Stefan Rehm, fundador da Intelipost. A empresa vai apresentar a novidade durante a Intermodal South America, que acontece de 13 a 15 de março no São Paulo Expo, na capital paulista.

O tema integra, ainda, a programação de palestras da XXI Conferência Nacional de Logística (CNL), organizada pela Associação Brasileira de Logística (Abralog) e que acontece, pela primeira vez, durante o evento. Luiz Gustavo da Silva Ferreira, da IBM, e Bernardo Madeira, da Smartchains, falarão sobre a “Transformação e Inovação na Cadeia de Suprimentos com o uso do Blockchain” no dia 14 de março, a partir das 14h30.

Cadeia de Valor

O Blockchain é uma tecnologia que descentraliza as medidas de segurança, compartilhando bases de registros e dados entre os agentes de um processo. Um case de sucesso é da joint venture que reúne a empresa de transporte marítimo de contêineres A.P. Moller-Maersk e IBM. A parceria já possibilitou o aperfeiçoamento de operações de transporte de flores do Quênia, laranjas da Califórnia (EUA) e Abacaxis da Colômbia para a Porto de Roterdã, na Holanda.

“A Maersk nos informou que, em um determinado momento, uma das operações envolvia mais de 30 pessoas no despacho e recebimento de carga e mais de 200 interações nos processos burocráticos. Com a adoção do sistema, o número de pessoas envolvidas e processos diminuiu drasticamente. A burocracia pode impactar em até um quinto o custo total de transporte por contêiner”, explica Regina Nori, líder de soluções técnicas da IBM Brasil.

Segundo a executiva, quando o experimento foi iniciado, o foco maior era fazer o tracking da carga, mas percebeu-se que existia uma burocracia gigantesca nos processos. Com o passar do tempo, o foco passou a ser também reduzir o volume documental, o chamado paperless trade, o que diminui o risco de erro e a incidência de fraudes.
Para Stefan Rehm, o mercado brasileira precisa estar aberto a esta inovação. “Eu concordo que é um desafio trazer o Blockchain para o Brasil, porque a tecnologia é muito nova, mas se todos esperarem o momento certo chegar, ele nunca chega. É um desafio, mas somos empreendedores. Se não investirmos agora, outros virão. Não acredito que a tecnologia seja cara, mas sim todo o processo de treinamento e adoção dos procedimentos pelo mercado”, aponta.

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Segredos para o uso de dispositivos de Internet das Coisas – Por Ney Acyr Rodrigues

Os próximos anos serão decisivos para a área de Tecnologia da Informação. O processo de transformação digital tem levado cada vez mais as empresas a investirem em soluções que garantam a automatização de processos e, consequentemente, agreguem valor às organizações, gerando aumento da produtividade e melhor experiência dos clientes. Para acompanhar essa evolução das companhias, novas tecnologias serão implementadas, incluindo o uso de dispositivos conectados entre si – Internet das Coisas (IoT) e Machine to Machine (M2M).

Soluções de IoT serão utilizadas nos mais variados modelos de negócios. Estudos apontam que, até 2020, essas soluções já estarão incorporadas a mais da metade dos processos e sistemas dos novos negócios e teremos no planeta bilhões de dispositivos conectados. No varejo, dispositivos conectados estarão presentes para controle de estoques e prateleiras, controle de hábitos de consumo e até gestão de pagamentos. Nas fábricas, estarão contribuindo para uma nova fase conhecida como Indústria 4.0.

Milhares desses dispositivos conectados já estão sendo utilizados por montadoras na solução de carros conectados. A tecnologia de ponta dentro dos veículos permite o envio de dados para controle, monitoramento e assistência técnica, entre outras funções. Além de conforto, carros conectados oferecem mais segurança ao motorista, com possibilidade de monitoramento de frota, incluindo trajetos considerados mais perigosos, e envio de ajuda em caso de paradas repentinas.

A adoção de soluções de IoT para aumento de produtividade e, consequentemente, da qualidade de vida não é exclusividade do mundo corporativo. Gestores públicos já desenvolvem projetos visando à utilização de dispositivos conectados para gerenciamento mais preciso de recursos energéticos, transporte e segurança pública, por exemplo. Estudos apontam que a economia de energia de uma cidade pode chegar a 30% com a utilização de sensores de monitoramento, que detectam possíveis falhas como a manutenção de lâmpadas acesas em vias públicas durante o dia.

Mas qual seria o primeiro passo para uma empresa montar esta grande rede de conexão entre sistemas, dispositivos, máquinas e aplicações? O processo de implantação e gestão de soluções de IoT será coordenado pelos CIOs, a partir de um planejamento adequado de necessidades e de mapeamento de objetivos de negócios. Como todo projeto, antes de partir para a ação, é fundamental a realização de testes para identificar possíveis transformações que podem ocorrer. O uso bem-sucedido dessas aplicações precisar estar apoiado em uma infraestrutura robusta de telecomunicações, integrada à TI e a recursos que permitam a mobilidade, uma vez que todos aparelhos estarão se comunicando para a troca de informações.

Outro passo importante é o engajamento dos colaboradores para o uso correto dos dispositivos, que devem ser direcionados para funções operacionais e contínuas, tendo sempre o olhar estratégico dos especialistas para potencializar seus benefícios.

Além disso, o sucesso da implantação de solução de IoT passa, obrigatoriamente, pela segurança dos dispositivos e aplicações conectadas. Por isso, estamos notando o crescimento no uso de sistemas de proteção. Estudos apontam que cerca de 20% do orçamento anual das companhias para a segurança em TI, tecnologia operacional e requisitos de segurança será voltado para soluções de IoT até 2020. A título de comparação, há dois anos, apenas 1% desse orçamento era direcionado para segurança em IoT.

Soluções preditivas, que investigam e antecipam potenciais ameaças, criando uma barreira de proteção lógica contra diferentes tipos de ataques, serão cada vez mais usadas por companhias que buscam segurança para sua estrutura de IoT. Com essas ofertas, o cliente é imediatamente avisado em caso de ataques e orientado para aplicação da melhor estratégia de defesa.

Pessoas, máquinas, dispositivos, sensores e aplicações já conseguem trocar uma enorme quantidade de informações, otimizando procedimentos, gerando melhor uso dos ativos próprios das organizações e garantindo melhor experiência e qualidade de vida ao consumidor final. O mundo totalmente conectado deixou de ser uma tendência. A chamada quarta revolução industrial, resultado da convergência de tecnologias, já está em curso. Prepare sua empresa para o próximo nível!

Ney Acyr Rodrigues, Diretor Executivo de Negócios de IoT da Embratel

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Cipher registra crescimento de 38% no Brasil

A CIPHER, empresa especializada em serviços de cibersegurança, anuncia crescimento de 38% em 2017 no Brasil e prevê um crescimento global de 25% em 2018.

De acordo com Paulo Roberto Bonucci, vice-presidente da CIPHER no Brasil, o bom desempenho foi alavancado por investimentos na área de Governança, Risco e Compliance (GRC) que teve um aumento de demanda em 2017 por conta da grande onda de ataques cibernéticos. “As indústrias estão exigindo a implantação de mais soluções de segurança. Nesse cenário, conseguimos aumentar o nível de entregas e consolidamos nosso posicionamento estratégico como uma das principais fornecedoras de serviços e soluções de cibersegurança para o mercado enterprise”, comenta.

Ainda de acordo com o vice-presidente, a área de Desenvolvimento e Pesquisas do Laboratório de Inteligência da CIPHER também registrou um crescimento de entregas impulsionado pelos ataques do ano passado. “As empresas passaram a nos procurar para fazer investimentos rápidos e emergenciais. Em uma análise da companhia, 2017 foi marcado pela criação de novos projetos em segurança – por pressão do mercado – que não estavam no budget das empresas, mas que devem estar no planejamento deste ano”, analisa Bonucci.

A empresa, que está há 18 anos no mercado, é líder no segmento de Serviços Gerenciados de Segurança (MSS – Managed Security Services) e oferece soluções completas que permitem ser um “one stop shop” para seus clientes. A CIPHER mantém três unidades de negócios (Business Units) integradas para acelerar a entrega dos projetos – Managed Security Services, Serviços Profissionais e Integração de Sistemas de Segurança. Entre os mais de 200 clientes de seu portfólio, estão empresas avaliadas como as 500 maiores do país em todos os segmentos de mercado

“Iniciamos um plano em 2016 de mudanças nos processos de entrega da companhia, com contratações e reposicionamento de marca. Então, em 2017 conseguimos executar de forma genuína nosso planejamento, garantindo eficiência máxima no atendimento ao cliente e soluções adequadas às necessidades específicas do mercado brasileiro”, destaca o VP da CIPHER Brasil. No ano passado, a companhia firmou contratos com grandes empresas em infraestrutura, o que também contribuiu para o crescimento.

Para 2018 a companhia reserva grandes novidades. Entre os planos que podem ser adiantados estão a ampliação da presença global e da atuação regional no segmento de governo, aquisições e parcerias estratégias que devem contribuir para atingir as metas. “Estamos apostando no crescimento de 25% do nosso MSS, número acima do mercado de segurança – que de acordo com o Gartner e IDC deve crescer 15%. Além disso, investiremos mais em Marketing, lançamento de novos serviços e no crescimento de revendas de infraestrutura de hardware e software de cibersecurity”, revela Bonucci.

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SONDA aumenta o lucro líquido em 145,9% e atinge receita de US$ 1.368 bilhão em 2017

A SONDA, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de Tecnologia, apresentou seus resultados para 2017, registrando uma receita de US$ 1.368 bilhão.

O EBITDA alcançado foi de US$ 101,9 milhões e o lucro líquido totalizou US$ 64,8 milhões, chegando a US$ 105,6 milhões com a inclusão de US$ 41 milhões gerados pela venda de sua participação na Imed, no Chile. No total, um aumento de 145,9% em 2017.

As operações fora do Chile atingiram receitas de US$ 771,2 milhões, o que equivale a 56,3% do total consolidado. A margem EBITDA do período foi de 12,1%, com destaque para a operação chilena, que registrou 17,3%. A operação brasileira, por sua vez, registrou melhorias consecutivas em sua margem EBITDA nos quatro trimestres do ano, atingindo 7,6% no quarto trimestre.

Em termos comerciais, o aumento de 24,8% nos fechamentos de negócios se destacou positivamente, atingindo US$ 1.327,9 bilhão, impulsionado principalmente por um maior nível de fechamentos no Brasil, país no qual a cifra aumentou 102,2% em relação mesmo período ao ano anterior. Já as oportunidades de negócios atingiram US$ 3.241,8 bilhão, com crescimento de 14,1% em relação ao ano anterior.

De acordo com o CEO da SONDA América Latina, Raúl Véjar, 2017 foi um ano difícil na região, o que impôs planos para enfrentar e resolver adequadamente os desafios do período. “A operação brasileira alcançou melhorias nas margens como resultado dos planos de ação que realizamos e do progresso que está começando a ser visto na economia desse País. No nível comercial, tivemos um crescimento significativo no encerramento dos negócios, o que gera perspectivas favoráveis para 2018”, acrescenta Vejar.

Para o CEO da SONDA Brasil, Affonso Nina, o aumento de mais de 100% em fechamento de negócios no País é um indicador de que a operação está trabalhando alinhada aos planejamentos. “Em 2018, as medidas que prevemos implementar em nossa operação brasileira impulsionarão a busca por resultados ainda melhores, que também se apoiará na esperada retomada da economia”, finaliza Nina.

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Uso de Agile e DevOps gera aumento de até 60% nos lucros de produtoras de software

Empresas estão comprometidas com a adoção de Agile e DevOps, mas ainda não aproveitam os benefícios que as práticas podem fornecer. Esta é uma das principais conclusões do estudo realizado pela CA Technologies, que entrevistou mais de 1200 executivos de TI sobre o uso de Agile e DevOps na transformação digital. Entre os dados sobre o Brasil, destaca-se que 84% dos entrevistados reconhecem que as abordagens Agile e DevOps colaboram para o sucesso significativo nos negócios quando implementadas juntas.

O estudo apresenta as características dos “Mestres em Agilidade” (18% dos entrevistados), da qual fazem parte as organizações mais próximas à adoção total e que realizam as principais, ou quase todas, ações para tornar Agile e DevOps uma parte essencial de suas operações diárias. Estes “Mestres em Agilidade” também estão mais propensos a usar práticas da abordagem Agile em outras funções da empresa, por isso o aumento de 60% na receita e nos lucros e a probabilidade de expandir seus negócios 2,4 vezes maior – com uma taxa de aumento acima de 20% -, não é apenas uma coincidência.

“O aumento de demanda no mercado de aplicativos não justifica a entrega de produtos de baixa qualidade. Para isso, práticas como Agile são essenciais para que as Modernas Fábricas de Software atendam às exigências de seus clientes”, comenta Francisco Dal Fabbro, VP Latam de Agile da CA Technologies. Segundo ele, a flexibilidade é essencial para se adaptar às transformações do cliente, expectativas dos usuários, mudanças regulatórias e as oportunidades de negócio.

Nem tudo se refere a tecnologias e processos: a perspectiva das pessoas

O estudo também mostra que as organizações têm desafios semelhantes: cultura, capacidades, investimento em programas e alinhamento da liderança. A pesquisa destaca um reconhecimento geral de que a adoção de práticas Agile e DevOps ao longo do ciclo de vida do software não é apenas uma questão de novas capacidades e padrões de trabalho. Para alguns, isso também exige uma mudança importante na mentalidade e no comportamento; isto é, essas mudanças são uma questão relacionada às pessoas, mesmo no nível de diretoria.

O Brasil acompanha as tendências mundiais em relação as principais prioridades para melhorar a eficácia identificada pelos entrevistados incluem:

– Melhorar a cultura da organização para incentivar e recompensar a colaboração (94%);

– Mais apoio e compromisso da administração em todos os níveis (85%);

– Treinamento para as equipes de TI sobre como colaborar e incorporar as melhores práticas em suas atividades diárias no trabalho (86%) e mais suporte e comprometimento da gestão (85%), e

– Aliviar as pressões de tempo para que as equipes possam adotar práticas Agile e DevOps efetivas (85%).

Os entrevistados também disseram que é muito difícil ou desafiador encontrar profissionais familiarizados com os métodos Agile (63%), que tenham experiência com DevOps (80%) e/ou tiveram experiência de trabalho colaborativo em sua equipe (52%). Isso indica claramente uma falta de capacidades na maioria das organizações, o que exige recursos disponíveis, principalmente treinamentos.

Segundo Fabbro, quando há aumento de demanda para atender uma nova tendência de mercado, as empresas têm dificuldade para encontrar profissionais capacitados. “Os cursos de formação não se adaptam tão rápido quanto as empresas. Por isso, elas também precisam apostar em seus talentos, desenvolver profissionais e aumentar sua capacidade de atender o cliente final”, explica.

Conexão entre execução e resultados dos negócios

A conexão entre as abordagens Agile e DevOps e os resultados dos negócios se concentra no ciclo de feedback contínuo de experiências de clientes em tempo real para a engenharia de requisitos, mostrando o desempenho de entrega de software e apoiando o próprio negócio. Assim, para aproveitar ainda mais os benefícios das abordagens Agile e DevOps, as organizações também devem usar a rapidez e a flexibilidade dos ambientes na nuvem, em contêineres e outras novas arquiteturas de desenvolvimento e entrega de códigos, com uma leve mudança em todas as atividades – como testes contínuos – e granularidade mais fina da iteração em todo o ciclo de operações e entrega de software.

Método da pesquisa

A pesquisa global online com 1.279 diretores de TI e executivos foi patrocinada pela CA Technologies e realizada pela empresa de análise de mercado Freeform Dynamics. A pesquisa também contou com entrevistas por telefone com executivos importantes do setor. Veja todos os detalhes sobre a metodologia da pesquisa no relatório How Agile and DevOps enable digital readiness and transformation.

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