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Blockchain e sua integração com a Indústria 4.0

Por Marcos Villas

O conceito de “Indústria 4.0” surgiu de uma iniciativa estratégica do governo federal da Alemanha em 2012, com o objetivo de manter seu protagonismo e competitividade no fornecimento de soluções para indústrias em todo o mundo. Hoje, as empresas de consultoria em estratégia e os fornecedores de soluções para indústrias utilizam “Indústria 4.0” para denominar o conjunto de tecnologias operacionais (instrumentação e controle) e de tecnologias de informação que, na visão de cada um deles, traz uma revolução na forma como a produção é realizada nas empresas.

Não menos relevante na ótica da Indústria 4.0 é a utilização de tais tecnologias de forma integrada, com conectividade entre seus elementos e interoperabilidade entre sistemas: do chão de fábrica às decisões estratégicas (integração vertical) e do projeto de um produto até o seu descarte, segundo as etapas do ciclo de vida de produto (integração horizontal).

Um aspecto chave da integração horizontal é o compartilhamento de informações relativas a produtos. Em todas as etapas deste ciclo (ex: projeto, produção, armazenamento, utilização, suporte e aposentadoria) há stakeholders (empresas e organizações) que geram ou utilizam informações sobre os produtos: fábricas, fornecedores, empresas de logística, clientes e empresas de manutenção, entre outras.

Por onde passam, os produtos deixam rastros. Quanto melhor for o processo de rastreabilidade de um produto, melhor será a qualidade das informações de seu histórico. Mas como e onde guardar este histórico? Suponha que cada produto tenha uma identificação única, definida universalmente (isto é, todos os stakeholders utilizam a mesma identificação para um dado produto). Cada stakeholder pode ter o seu próprio banco de dados e manter o seu histórico do produto. Neste cenário, a integração horizontal só acontecerá se os stakeholders tiverem acesso a todos estes bancos de dados. Uma outra alternativa é ter apenas um banco de dados, de responsabilidade de um dos stakeholders. Para esta alternativa ter sucesso é necessário haver mecanismos consistentes e confiáveis de governança e de autenticidade de dados. As duas alternativas podem funcionar, mas você deve estar se perguntando: há alguma alternativa melhor. Sim, há: os blockchains.

A tecnologia Blockchain foi criada em 2008 como forma de registrar todas as transações (ex: transferências) já realizadas (ou seja, o histórico) com as unidades da moeda virtual Bitcoin. Com os princípios da anarquia em seus fundamentos, sem confiar em uma entidade centralizadora para ser o fiel depositário de tal histórico, os blockchains do Bitcoin foram projetados para serem necessariamente distribuídos e digitalmente assinados por cada um que realize operações com esta moeda. Há múltiplas aplicações da tecnologia Blockchain fora da área financeira. Por exemplo, empresas buscam certificar a procedência de produtos alimentícios, como pretende a Wallmart na China ao rastrear a produção de carne suína por meio de blockchains.

Blockchains podem ser a resposta para “como” e “onde” guardar históricos de produtos, para melhorar a integração horizontal de informações no ciclo de vida de um produto na Indústria 4.0. Nas chamadas “redes permissionadas”, empresas são convidadas para compartilhar e registrar dados de um produto em um mesmo blockchain: uma fábrica pode registrar dados de projeto e produção, uma empresa de logística pode registrar dados de transporte e armazenamento, clientes podem registrar dados de utilização, empresa de manutenção podem registrar dados das atividades de suporte (corretivas e preventivas) e, por fim, empresas de descarte e reciclagem podem registrar o destino final de um produto. Todas as transações já realizadas com um produto estão em um mesmo lugar. É o prontuário eletrônico do produto. Assim como os profissionais de saúde podem realizar melhor suas atividades quando têm acesso ao prontuário eletrônico de um paciente, os stakeholders em um ciclo de vida de produto também podem se beneficiar de um blockchain “centrado em produto”. Em um blockchain de produtos a responsabilidade pelas informações é distribuída, pois cada parte assinará digitalmente o que acrescentar ao histórico e todos têm uma cópia desse histórico, o que traz mais resiliência à solução, pois não há um ponto único de falha.

Em breve, quem estiver participando de uma determinada cadeia produtiva poderá, de forma metafórica, pegar um produto e colocá-lo na altura dos olhos, tal como supostamente o personagem Hamlet de Shakespeare fez ao contemplar um crânio, e perguntar: “De onde você veio? Qual é a sua estória?” A resposta estará no blockchain do produto.

Marcos Villas é M.Sc. em Computação, D.Sc. em Administração, sócio-fundador da RSI Redes (www.rsiredes.com.br) e professor da PUC-Rio.

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Competitividade de TI ameaçada por mudanças na tributação – Por Francisco Camargo, presidente da ABES

O setor de Tecnologia da Informação, segundo dados de estudo da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) em parceria com o IDC (International Data Corporation), foi responsável por 60 bilhões de dólares em negócios no Brasil, colocando o Brasil em 7º lugar no Ranking mundial no ano passado.

Ainda segundo este mesmo estudo, é o setor que mais exporta serviços de TI (1,5 bilhões de dólares em 2016, exatamente). Sua importância em arrecadação tributária também é expressiva. Os encargos médios sobre o salário de um profissional chegam a 132%. Ou seja, para cada R$ 1 mil reais recebidos pelos trabalhadores, outros R$ 1,32 mil são pagos ao governo em encargos.

Em 2011, o setor de TIC informou ao governo que esse quadro estava piorando a competitividade do setor em termos gerais e da exportação de Software e Serviços de TI, em particular. As principais entidades do setor se uniram e fizeram uma proposta de política pública para estimular o desenvolvimento do setor de TIC.

Essa política pública levou a uma mudança inteligente no modelo de contribuição para a seguridade social, visando aumentar a arrecadação não só do INSS, mas também do Imposto de Renda Pessoa Física e do FGTS, reduzindo a informalidade, abrindo a possibilidade de se recolher o INSS sobre o valor do total da Receita Bruta (modelo CPRB) ou sobre o valor da Folha de Pagamentos (Modelo CPFP), à escolha das empresas.

Infelizmente, para o setor, isso foi apelidado como “Desoneração da Folha de Pagamentos”, o que pode ser parcialmente verdade para outros setores, mas não implicou na redução da arrecadação para o INSS somado ao Imposto de Renda das Pessoas Físicas e sim ao contrário.

Outros setores aproveitaram a onda e, sem fazerem maiores estudos, 58 outros setores conseguiram, opcionalmente, recolher pelo Modelo CPRB.

Recentemente, preocupado com a palavra ‘desoneração’, e também sem realizar estudos detalhados, o governo, analisando só os valores agregados, cortou esse modelo de recolhimento do INSS para quase todos os setores, exceto três, o que foi objeto da Medida Provisória 774.

Enquanto em todo o mundo se discute como a tecnologia impacta o mundo dos negócios e como as empresas de TI devem se posicionar para ajudar os diversos setores da economia em sua jornada para a transformação digital, o mercado brasileiro assiste decepcionado seu governo tomar decisões que colocam o país na contramão da inovação e da competitividade.

A decisão de tirar o setor de TIC da lista de empresas que poderiam recolher o INSS ou sobre a Receita Total ou sobre a Folha, preocupa o mercado, uma vez que, a previsão é que esta mudança acabe com milhares de empregos e no final acabe com redução da própria arrecadação.

Para o governo, esta iniciativa poderia ajudar a cobrir o rombo das contas públicas a curto prazo. Mas esta solução é muito discutível, pois poderia ocasionar um ajuste de custos nas empresas, impulsionar a volta de uma certa informalidade, gerando uma redução na arrecadação do INSS, do Imposto de Renda das Pessoas Física e do FGTS.

É preciso esclarecer que as empresas de software e serviços, sabendo do difícil momento por que passa o Brasil, não estão pedindo nenhum incentivo, mas a volta de uma Política Pública Inteligente, que permitiu o aumento de empregos, a melhora da competitividade do setor, o aumento conjunto da arrecadação do INSS, do Imposto de Renda de Pessoas Físicas e do FGTS e o aumento acelerado da exportação de software e serviços de TI.

Essa decisão contra um setor penetra transversalmente em todas as atividades econômicas, desde a agricultura até serviços e que hoje é o motor inovador da economia mundial.

Mudar essa política pública, no meio do ano, sem prazo para ajuste dos contratos de longo prazo, não colabora para melhorar a imagem do Brasil, pois mostra que a Segurança Jurídica não é um dos valores básicos do país, além de tornar as empresas brasileiras incapazes de competir de forma plena com outros países.

No último Índice Global de Competitividade publicado, o Brasil perdeu seis posições e ocupa, atualmente, a ridícula 81ª posição e isso é consequência de uma soma de fatores, desde a Falta de Segurança Jurídica, da complexidade tributária, do excesso de regulamentações, até o excessivo poder discricionário da fiscalização.

O futuro da inovação no Brasil depende das decisões que são tomadas hoje. Precisamos saber escolher o futuro que queremos.

Francisco Camargo, Presidente da ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software.

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Yaskawa e Motoman apresentam novas linhas de produtos para automação industrial na Feimafe 2017

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Empresa do grupo Yaskawa Electric Corporation, a Motoman Robótica do Brasil, líder mundial na fabricação de robôs, lança na 16ª Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura (Feimafe 2017), de 20 a 24 de junho, no Expo Center Norte, em São Paulo, o controlador de robôs, o modelo YRC 1000.

Entre suas principais características e diferenciais, o modelo YRC 1000 destaca-se por ter capacidade de controlar até oito robôs ao mesmo tempo. É um controlador compacto, rápido e flexível para robôs Motoman que combina controlador de robô de alto desempenho em um gabinete de pequena área proporcionando melhor performance, entre outros benefícios, por vir com um processador mais veloz, para diversas aplicações, como nas indústrias automobilística, autopeças, alimentícia e farmacêutica, entre outras.

Segundo o diretor-presidente da Motoman, Icaru Sakuyoshi, a empresa oferece soluções diferentes em automação industrial adequadas à realidade específica de produção de cada um de seus clientes. “Fornecemos sistemas robotizados customizados chave-na-mão. Após avaliações criteriosas da nossa experiente equipe, desenvolvemos a solução que propicia o melhor custo/benefício aos nossos clientes, tornando-se então em um investimento inteligente”, afirma.

Novo CLP “MICRO” – Controlador Lógico Programável

Também pertencente ao grupo Yaskawa Electric Corporation, a Yaskawa Elétrico do Brasil, líder mundial na fabricação de inversores de frequência e servo acionamentos, aproveita a participação na Feimafe 2017 para apresentar seu novo CLP “MICRO” – Controlador Lógico Programável.

De acordo com Anderson Sato, gerente de engenharia de aplicação e vendas da Yaskawa, o novo CLP “Micro” foi desenhado para responder com rapidez, facilitar e simplificar as aplicações em máquinas e equipamentos, sendo uma opção segura e fácil para as mais diversas aplicações. “O CLP Micro permite automatizar de pequenas a grandes máquinas com a mesma plataforma, economizando tempo de programação e de projeto”, destaca Sato.

De dimensões compactas e alta velocidade de processamento, o novo CLP Micro é dotado de memória 100% retentiva, evitando os transtornos de perda de programa com longos tempos desenergizado. Possui design modular com configuração mínima de 36 I/Os e duas portas Ethernets, expansível até 160 I/Os. Dispõe de conectores embutidos com conexão por molas e leds em todos os I/Os.

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Cibercrime como serviço chega aos dispositivos MAC

Por Aamir Lakhani, estrategista sênior de Segurança da Fortinet

Existe uma crença geral, mesmo entre os profissionais de segurança, de que os equipamentos Mac, da Apple, são imunes a ataques. Embora exista uma certa verdade por trás dessa crença, já é hora de levar mais a sério esse vetor de ataque em particular.

Parte do motivo pelo qual as pessoas são muito complacentes quanto à segurança dos equipamentos Mac é que os dispositivos foram desenvolvidos sobre uma base Unix de alta proteção, que inclui uma série de ferramentas de segurança integradas. Como resultado, os usuários de equipamentos Mac não operam em nível de administrador ou de “root” como acontece com a maioria dos usuários do Windows. Qualquer coisa que afete a estabilidade do sistema ou, por exemplo, tente instalar novos serviços, geralmente requer uma autenticação adicional, sendo assim mais difícil instalar um malware no sistema Mac. Para muitos cibercriminosos, não vale apena investir muito tempo e esforço no desenvolvimento de ferramentas para hackear estes dispositivos.

Mas isso está começando a mudar

Não só os Macs estão aumentando cada vez mais sua participação no mercado em geral, como também aumenta sua popularidade em um grupo de usuários que são muito atraentes para os cibercriminosos. Por exemplo, em muitas organizações, os diretores e as equipes de marketing estão mais propensos a usar Macs. Esses indivíduos não só usam e compartilham informações valiosas, como também muitas vezes não se preocupam com os aspectos técnicos, isto é, são menos propensos a fazer backup de suas informações, criptografar dados armazenados ou seguir outras práticas de segurança.

Novas oportunidades de ataque e vetores de ameaças também tornam os equipamentos Mac um alvo mais fácil e atraente. Por exemplo, estamos começando a ver o desenvolvimento de ferramentas para hackers que visam software compatível com múltiplas plataformas. Desta forma, embora seja necessário muito trabalho para atingir o sistema operacional dos Macs, os criminosos podem criar ataques usando, por exemplo, o Python, que é executado em várias plataformas, e que é fornecido como programa padrão em todos os Macs. E o vírus ransomware pode nem precisar de privilégios especiais para operar em um sistema Mac. Basta mirar os arquivos pessoais armazenados no diretório pessoal do usuário.

Mesmo se houver uma oportunidade de obter quantidades significativa de lucro com um ataque de ransomware visando dispositivos Mac, seria muito esforço para pouco retorno. Quanto um proprietário de Mac está disposto a pagar para que seus arquivos sejam descriptografados? 50 dólares? 500 dólares? 5000 dólares?

Porém, e se você pudesse fazer isso em grande escala? Afinal de contas, estamos vendo o aumento do cibercrime como serviço. Em vez de mirar dispositivos ou sistemas de menor valor, um de cada vez, os cibercriminosos começaram a criar “franquias” de malware, permitindo que criminosos novatos se inscrevam para disseminar a tecnologia pré-desenvolvida para atingir as vítimas em troca de participação nos lucros no final. Assim, enquanto o resgate de um dispositivo pode não ser de muito valor financeiro para os cibercriminosos profissionais, ter centenas de franqueados que visam atacar milhares de dispositivos todos os dias certamente é um bom negócio.

Infelizmente, não estamos falando de uma possível ameaça futura. Nossa equipe FortiGuard Labs acabou de relatar uma nova variante de ransomware que ataca dispositivos Mac. Isso significa que é hora de falar seriamente sobre a proteção desses equipamentos.

O que você deve fazer?

Felizmente, existem várias medidas que os usuários de equipamentos podem adotar para protegerem a si mesmos e seus dados.

1. Instale correções (patches) e atualizações. A grande maioria dos ataques bem-sucedidos exploram vulnerabilidades que existem há meses ou anos, e para quais foram disponibilizadas correções há algum tempo. A Apple fornece regularmente atualizações de segurança que os usuários precisam instalar. Não se esqueça de dedicar um tempo para isso.

2.Faça backup dos seus dados armazenados no dispositivo. O serviço Time Machine da Apple cria automaticamente backups completos do sistema; isso quer dizer que, se o seu sistema for usado para exigir resgate, você pode simplesmente formatar o seu dispositivo e executar uma restauração completa do sistema a partir do backup. Mas isso é apenas o começo. Se você regularmente usa ou armazena informações importantes no seu Mac, aqui estão algumas outras recomendações que você deve considerar:

a) Faça backups redundantes. Os sistemas de backup do serviço Time Machine da Apple são muitas vezes conectados persistentemente ao equipamento onde está sendo realizado o backup. Uma boa prática é manter um backup separado armazenado off-line, para que não seja comprometido no caso de ataque.

b) Verifique se os backups apresentam alguma vulnerabilidade. A restauração de um dispositivo com backup infectado anula todo o trabalho de backup dos arquivos. Faça uma inspeção nos backups para garantir que estão sem vírus.

3. Codifique os dados armazenados em seu equipamento. Embora isso possa não ser eficaz contra muitas variantes de ransomware, ainda assim é uma boa prática, pois pode proteger a sua organização caso seu dispositivo se infecte com malware desenvolvido para roubar arquivos e dados.

4.Instale atualizações de endpoint security client. Isso pode parecer um conselho simples, mas é realmente mais complicado do que parece. Existem vários aplicativos que prometem otimizar, limpar e proteger seu sistema Mac e a maioria deles deve ser evitada. É preciso pesquisar. Vários fornecedores de soluções de segurança desenvolvem ferramentas que não só protegem o seu dispositivo, como também vinculam essa segurança à sua estratégia de segurança de rede, permitindo que você use e compartilhe a inteligência de ameaças para proteger melhor seu equipamento e seus dados.

5.Instale soluções de segurança que protejam de outros vetores de ameaças. O e-mail ainda é a principal fonte de malware e infecção; então, certifique-se de que sua organização adotou uma solução adequada de segurança de e-mail. O mesmo se aplica a ferramentas de segurança na web, controles de acesso com fio e sem fio, segurança do ambiente na nuvem e estratégias de segmentação de redes, que permitem detectar, isolar e responder a ameaças encontradas em qualquer lugar do seu ambiente distribuído.

Quando se trata de segurança, a única certeza é que há muitas mudanças acontecendo, considerando a forma como as redes evoluem ou como essas mudanças estão criando novas oportunidades para os criminosos. Com isso, é de vital importância que o enfoque em segurança venha de uma perspectiva holística. Isso inclui certificar-se de que você está protegendo todos os dispositivos de todos os vetores de ameaças, incluindo os equipamentos Mac, que você achava que estavam protegidos.

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Assistente virtual traz agilidade e informação aos clientes da Locaweb

2017-06-05 (1)

Um dos grandes desafios que as empresas têm atualmente é oferecer um atendimento rápido, objetivo e eficaz aos clientes em todos os seus canais digitais. Foi pensando nisso que a Locaweb, líder em hospedagem de sites no Brasil, implantou a solução AgentBot em seu canal de atendimento automatizado ao cliente, criado pela Aivo, empresa que propõe uma nova experiência de relacionamento com os clientes no universo online.

Desenvolvido para que as empresas possam responder os seus clientes em tempo real, o AgentBot é capaz de entender a linguagem natural que as pessoas utilizam para se comunicar. No caso da Locaweb, a empresa resolveu implantar o assistente virtual após perceber que uma quantidade considerável de seus atendimentos eram relacionados a dúvidas relativamente simples de se responder e seu tipo de cliente mais atendido, desenvolvedores de sites, possuíam um perfil mais adepto a canais digitais para suporte técnico. “Antes de implantar o chatbot, cerca de 55% dos contatos dos clientes eram feitos via nossa Central de Atendimento e atendidos por agentes humanos através de chat. Já tínhamos uma wiki bem rica e estruturada para autoatendimento, mas, ainda assim, a maior parte dos chats eram relacionados a dúvidas básicas de utilização dos nossos serviços e solucionados pelos nossos agentes com o uso de frases prontas ou indicações de tutoriais da própria wiki”, explica Allan Diniz, Gerente de Planejamento e Qualidade do Atendimento da Locaweb.

Foi analisando essa necessidade que a empresa percebeu que um assistente virtual poderia dar conta de responder aos casos mais simples, transferindo para o atendimento humano apenas as situações mais complexas e que demandam maior profundidade de análise, e, então, decidiu investir no robô Giba, referência ao fundador da Locaweb, Gilberto Mautner. O assistente virtual auxilia os clientes da companhia em atendimentos pós-vendas, especificamente quando há dúvidas de suporte técnico ou pagamentos. “Com o robô cuidando dos casos mais simples de se resolver, além de otimizar custos operacionais, conseguimos atender com mais velocidade, afinal, a resposta do Giba é imediata, enquanto a de um humano costuma ser um pouco mais demorada”, comemora Allan.

Atualmente, a Locaweb conseguiu alcançar um índice de 44% de atendimentos solucionados integralmente pelo AgentBot, sem necessidade de interação humana, já que os demais assuntos são bastante complexos, ficando a cargo de uma equipe de atendimento técnica e especializada. “Ainda temos muitas oportunidades de evoluir nesse sentido e aumentar ainda mais a retenção, ensinando o robô a lidar com coisas que ele ainda não é capaz e também integrando-o com sistemas internos da Locaweb, para que ele possa atender automaticamente a solicitações como enviar uma cópia de boleto ou alterar características do seu serviço contratado”, explica o executivo.

Todo cliente Locaweb tem acesso a uma interface administrativa via web, chamada de Central do Cliente, onde o usuário pode, entre outras ações, solicitar o atendimento via chat para algum assunto ou serviço, e é atendido pelo robô Giba na maioria deles.

O projeto foi desenvolvido e implementado entre as equipes da Aivo e da Locaweb, que integraram o AgentBot com o sistema de chat e oferecem “treinamento” diário ao robô para que ele “aprenda” a responder corretamente às dúvidas principais que chegam até ele, além de testes de estresse. Outra característica do AgentBot da Locaweb é que ele foi customizado para entender a mesma questão relacionada a diferentes produtos. Uma pergunta “como atualizo para a última versão?”, por exemplo, pode ser respondida de diversas formas, de acordo com a conversa anterior do cliente e com produtos específicos.

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Fundação Biogen traz o World Biotech Tour para o Brasil

De 22 a 24 de junho, a cidade maravilhosa sediará um festival de ciência no Museu da Vida na Fiocruz (RJ). A iniciativa é parte do World Biotech Tour (WBT), um projeto internacional promovido pela Associação de Centros de Ciência e Tecnologia dos Estados Unidos (ASTC, na sigla em inglês) e patrocinado pela Fundação Biogen. Aberto ao público, o evento acontecerá das 9h às 16h30 nos dias 22 e 23 e das 10h às 16h no dia 24.

O WBT visa promover e aumentar a visibilidade da biotecnologia, engajando jovens por meio de atividades interativas e educativas. Os embaixadores do WBT são 15 jovens moradores da periferia do Rio de Janeiro, quatro deles moram na comunidade de Manguinhos, que cerca a Fiocruz. Ao longo do ano, eles desenvolvem projetos relacionados à biotecnologia e participam de eventos para divulgar a ciência para a população em geral. “Temos acompanhado o desenvolvimento e envolvimento dos embaixadores com a ciência e é impressionante como os jovens se apropriam do conhecimento rapidamente e se empoderam”, ressalta Diego Vaz Bevilaqua, chefe do Museu da Vida.

O projeto já passou por 8 países nos últimos anos 2 anos. Em 2017, o Museu da Vida foi selecionado para sediar o WBT junto com outros quatro museus ao redor do mundo: Domus, na Espanha; Heureka, na Finlândia; Copernicus, na Polônia; e o Sci-Bono, na África do Sul. Esta é a primeira vez que um museu latino americano é escolhido para participar do programa. Um dos embaixadores terá a oportunidade de apresentar seu projeto em Tóquio, no Japão, no evento de encerramento do WBT, o Science Centre World Summit 2017 (SCWS2017).

“O WBT é uma grande oportunidade para entender como a biotecnologia impacta nossa vida e como ela se insere na ciência contemporânea. É um projeto que cria uma rede global de apoio para incentivar a próxima geração de cientistas, e isso é muito importante”, explica Sameer Savkur, Diretor Geral da Biogen Brasil.

O WBT Brasil conta com diversas atividades ao longo do ano, mas o destaque é o festival de ciência, evento gratuito de três dias. Para o festival, o Museu da Vida propõe a participação ativa de todos, por meio da interação com cientistas, experimentos, desafios e de atividades que envolvem biologia celular, genética, microbiologia, transgênicos, células-tronco, produção de medicamentos, virologia, bioética etc. O evento também terá apresentações musicais e de dança. No dia 23, será realizada a 2ª edição do “Um dia com genômica no ensino médio”, uma ação do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) criada em 2015 que tem o objetivo de incentivar e despertar a curiosidade científica dos estudantes. A iniciativa será liderada por Alberto Dávila, chefe do Laboratório de Biologia Computacional e Sistemas do IOC.

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Mercado Livre entra no índice Nasdaq 100

O Mercado Livre (Nasdaq: MELI), companhia de tecnologia líder de e-commerce na América Latina, escreve uma nova fase de sua história, ingressando, nesta segunda-feira, no índice Nasdaq 100, que inclui as principais empresas de tecnologia do mundo listadas na Wall Street.

A partir de 19 de junho, o Mercado Livre irá se tornar um integrante da NASDAQ-100 Index® (Nasdaq: NDX) e da NASDAQ-100 Equal Weighted Index (Nasdaq: NDXE), que lista as ações mais importantes da indústria de hardware, software e telecomunicações do mundo. O Mercado Livre entra nesse grupo substituindo o Yahoo! (Nasdaq: YHOO) e se torna a primeira companhia latino-americana a pertencer a esse seleto índice de ações .

“Fazer parte deste índice junto às companhias globais mais relevantes do setor é um marco para nós. Um reconhecimento para todos que fazem parte do Mercado Livre, um trabalho de 18 anos de história de um contínuo crescimento nos diferentes países onde operamos”, assegurou Stelleo Tolda, COO do Mercado Livre.

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Gestão pública: Eicon recebe prêmio em Portugal

No dia 23 de junho, a Eicon – provedora de soluções inteligentes para gestão pública – recebe o prêmio World Company Award 2017 (WOCA). O evento, que este ano ocorre em Lisboa – Portugal, reconhecerá empresas, empresários e as melhores práticas de negócios com abrangência internacional que se destacaram durante o ano de 2016.

“A Eicon vem trabalhando duro para garantir que a gestão pública nacional seja, cada vez mais sustentável e transparente e o WOCA é mais que um prêmio para nós, é um reconhecimento internacional, no qual veio para afirmar que estamos no caminho certo”, diz o CEO da Eicon, Luiz Alberto Rodrigues.

O prêmio será divulgado durante o Fórum Econômico Brasil-Portugal, criado pelo Global Council of Sales Marketing – GCSM. Cada ano o organizador propõe um tema diferente para se discutir e este ano terá como propósito a questão “Oportunidades de investimento no Estado de São Paulo”.

Os palestrantes confirmados para o evento são: Paulo Rabello Castro, atualmente presidente do IBGE, Paulo Alexandre Barbosa, Prefeito de Santos (SP), Duarte Nogueira, Prefeito de Ribeirão Preto (SP) e Fabio Meirellis, presidente da Faes (Federaçao da Agricultura do Estado de São Paulo), entre outros.

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A fábrica do futuro já existe e será apresentada na FEIMAFE

A fábrica do futuro estará ao alcance dos visitantes da FEIMAFE 2017 – 16ª Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura, que será aberta no dia 20 de junho, no Expo Center Norte, na capital paulista. Um conjunto de empresas de alta tecnologia mostrará o funcionamento de “máquinas inteligentes” que, de forma integrada, realizam trabalhos por horas a fio e ainda tomam decisões sem a interferência humana. A demonstração desses feitos poderá ser presenciada na Manufatura Inteligente, um espaço exclusivo na Feira cujo principal objetivo é transformar o processo de produção mais eficiente, flexível, adaptativo, preditivo e produtivo, condições imprescindíveis para participar em mercados altamente competitivos.

A Manufatura Inteligente é fundamentada através da conexão da robótica avançada com os chamados Big Data Analytics (que compila e analisa através de método estatístico um grande conjunto de dados), graças também à incorporação de recursos de Tecnologia da Informação (TI) e internet nas máquinas, explica o diretor da Okuma, Mohseen Hatia. Com a junção dessas funcionalidades, as máquinas robotizadas e altamente informatizadas “aprendem” com a experiência durante o processo de trabalho, tomando decisões independentemente da interferência humana.

Confira as novas atividades e atrações da FEIMAFE que vai guiar o visitante da entrada do evento passando por 11 pontos de interesse onde ele encontrará de forma mais fácil o que busca em relação à inovação e eficiência.

Manufatura Inteligente

Oitos robôs controlados pelo YRC 1000, modelo desenvolvido pela Yaskawa Motoman, demonstrarão várias aplicações numa cabine de caminhão. Eles estarão fazendo solda mig, solda ponto por resistência, solda laser e pintura. Haverá também dois robôs de manipulação, abrindo e fechando as portas da cabine de caminhão. Já a Sandvik Coromant apresenta o programa Right from the start (Certo desde o início) que visa indicar qual ferramenta de corte é mais adequada à uma nova máquina (Rua B-44).

Ilha da Eficiência

O estande da empresa LMT Tools dará lugar a uma experiência inédita, a Ilha da Eficiência, um espaço de 300 m² onde serão apresentadas empresas responsáveis pelo processo fabril de um motor de automóvel, de fabricação nacional. O processo é composto por dez empresas, desde o corte do aço até o produto final, no caso o de um Renault Captur, modelo lançado ano passado no Salão Internacional do Automóvel. (Rua D-50).

Arena da Robótica e Automação Industrial

A Festo vai mostrar aos visitantes o Robotino, um robô que tem feito sucesso de público pelo mundo por resolver problemas complexos sem a necessidade de seu operador executar programas intrincados. O robô ficará responsável por locomover peças de um quebra-cabeça através da interação com um ambiente chamado “Portal H”. A montagem do jogo entre o robô e o portal será em tempo real. (Rua N-30)

Espaço TruConnect

Neste ambiente montado pela TRUMPF, será apresentado todo o processo de produção da Indústria 4.0 em chão de fábrica por meio de realidade virtual. Os visitantes poderão visualizar e interagir com a produção de uma peça utilizando óculos de realidade virtual HTC Vive, que permite a imersão do usuário em um ambiente 3D. Com ele, dois controles disponíveis que aumentam a imersão do visitante nessa experiência. Durante a exibição, a pessoa escolhe o tipo de material utilizado para criar a peça. Todo o passo de cada processo pode ser acompanhado na imagem reproduzida ao levantar o joy stick da mão esquerda (Rua D-31).

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IBGC inaugura nova sede em São Paulo

IBGC - Nova Sede 002

O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) inaugurou, em São Paulo, sua nova sede. O novo escritório, localizado no World Trade Center, representa uma nova fase para o IBGC em seus 21 anos de existência, dando continuidade à sua missão de disseminação das melhores práticas de governança corporativa.

Para o presidente do Conselho de Administração do IBGC, Emilio Carazzai, a importância que o tema da governança conquistou nos últimos anos vai ao encontro dos objetivos atuais do Instituto, de ter maior autonomia na realização de suas atividades. “Atualmente, há várias iniciativas no front da governança corporativa. O tema está vivo no Brasil e isso já está sendo observado lá fora”, explica Carazzai.

Ao longo de duas décadas, o Instituto teve um crescimento significativo, não só em termos de relevância no mercado, mas também no número de atividades realizadas a cada ano. A nova sede do IBGC conta com área total de 1.200 metros quadrados, incluindo novas instalações para o staff e áreas destinadas aos cursos e eventos do Instituto, além de um amplo lounge, salas para reuniões com diferentes tamanhos, hubs para reuniões menores e acesso Wi-Fi em todos os ambientes.

“Com o novo espaço, esperamos poder viabilizar trocas de experiências que sejam bastante produtivas entre os nossos associados, colaboradores, fornecedores e visitantes”, afirma a superintendente geral do IBGC, Heloisa Bedicks.

Estiveram presentes na cerimônia de inauguração a diretora da área de mercado de capitais do BNDES, Eliane Lustosa, o presidente da B3 Bovespa, Gilson Finkelsztain, e o presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Leonardo Pereira. O novo escritório do IBGC está localizado na avenida das Nações Unidas, 12.551 / 21º andar – Brooklin.

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Lições aprendidas com o Wannacry – Por Edison Figueira

Um mês após os ataques do ramsomware WannaCry, que muitos consideram o maior até hoje, quais foram os principais aprendizados desta ameaça? Dois aspectos podem orientar a análise dos estragos causados – e os próximos passos para aumentar a segurança de dados corporativos:

Em primeiro lugar, as atualizações de sistema. Por um lado, existe o hábito de ignorar o lançamento de novos patches, caso as correções que eles endereçam não pareçam apresentar impacto imediato para o usuário. Por outro, algumas empresas usam plataformas legadas, desenvolvidas para funcionar em determinados sistemas operacionais – e, por vezes, suas atualizações não são suportadas pelas plataformas customizadas.

A atualização é uma questão de cultura (A atualização pode ser feita depois?), mas também de investimento (Quanto de produtividade eu perco para atualizar o sistema? Quanto tempo de adaptação a atualização demanda?). No entanto, em um cenário de ameaças, sejam elas simples ou sofisticadas, é fundamental estar em dia com os pacotes de segurança. Assim como a produtividade, a responsabilidade com os dados também deve ser um fator motivador para manter a segurança em dia.

Em segundo lugar, a política de segurança. Corrigir os erros que abrem caminho para as ameaças com atualizações e backups, embora de fundamental importância, é apenas o medicamento. O tratamento está nas regras que o departamento de tecnologia deve criar, aplicar, educar e assegurar.

Outras lições fundamentais no episódio:

Não existe online versus offline. As regras que regem o mundo físico, têm suas correlações no mundo virtual. A segurança, por exemplo, funciona do mesmo modo. Se você paga o seguro do seu carro, por que não se preocupa também com o seguro para seus dados? Informações são ativos fundamentais e têm um valor. Os cibercriminosos sabem disso, e não é à toa que o WannaCry é uma modalidade de ataque que cobra resgate por sua propriedade – que não é um automóvel no mundo físico, mas os dados de sua produtividade no mundo virtual.

O barato pode sair caro. Tempo é dinheiro. E é claro que a atualização de dezenas ou centenas ou milhares de computadores têm um custo de produtividade. Mas com planejamento é possível chegar ao meio termo. Não é possível atualizar todo o seu parque ao mesmo tempo? Crie um calendário e envolva toda a sua equipe. Prevenir contaminações de malware é mais barato do que remediá-las.

E mais importante, escute sua equipe de especialistas, afinal se já existe um investimento em TI, é importante que a sua função seja aproveitada de forma completa.

O seguro morreu de velho. Toda empresa hoje é digital ou está caminhando para se transformar em uma empresa conectada. O fato de não ter sido alvo de ataques virtuais, não significa que a empresa é imune. Ameaças digitais, como o WannaCry, circulam frequentemente por diversos meios que são comuns no cotidiano organizacional. Embora não exista abordagem definitiva contra todo tipo de ameaça, é importante aplicar as diversas ferramentas da política de segurança para ajudar a mitigar as vias de contágio.

Eduque funcionários, promova as boas práticas de segurança virtual e aplique as ferramentas disponíveis para evitar a invasão em seu ambiente corporativo: Firewall, Antivírus, Anti-malware, ATP, IPS, administre configurações e ambientes, monitore vulnerabilidades etc.

Definir qual é o melhor investimento para garantir segurança digital para seus dados pode não ser simples. Mas avaliar o valor de seus dados, os custos para protegê-los (ou o custo de tê-los invadidos), priorizar e planejar é um excelente começo. Outra forma importante de se proteger é aprender com os ataques que já ocorreram, criando novas camadas de segurança e evitando novos episódios, como o do WannaCry.

Edison Figueira é diretor de R&D da BLOCKBIT, empresa especializada em soluções de cibersegurança

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Bitcoin: de ouro digital à moeda do futuro – Por Guto Schiavon

Foi em 2009, no ápice da crise financeira mundial, que surgiu um pseudônimo em um fórum de cypher-punk apresentando “Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System”, o que pode ser traduzido para Bitcoin: Um dinheiro eletrônico ponto a ponto.

Para entendermos o que é bitcoin é necessário entender que todo o dinheiro que usamos hoje precisa de um emissor centralizado, algo como um Banco Central ou Casa da Moeda. Além disso, é preciso saber que toda transação monetária também passa por uma entidade governamental ou privada, mas sempre centralizada, como o Paypal ou o banco do aplicativo que você tem instalado em seu smartphone.

O bitcoin veio para desconstruir todo esse conceito de terceira parte de confiança. Ele é o que chamamos de criptomoeda, ou seja, baseado em criptografia, digital, descentralizado e tem sua emissão prevista e controlada. Tem uma semelhança muito grande com o ouro, que é escasso, precificado por oferta e demanda e não é emitido por nenhum governo, simplesmente é minerado. Alguns especialistas até chamam o bitcoin de ouro digital ou ouro 2.0.

Circulando na internet, o bitcoin pode ser transferido ponto a ponto ou de pessoa para pessoa, sem que seja necessária uma terceira para garantir que aquela moeda não seja falsa ou esteja sendo gasta duas vezes. Afinal, como é algo digital, poderia muito bem ser copiada com um Ctrl+C e Ctrl+V.

Isso não acontece porque a criptomoeda tem o que chamamos de blockchain, que nada mais é do que um livro-caixa ou uma espécie de planilha do Excel que registra todas as transações que aconteceram na rede, de forma transparente e imutável. É importante frisar o conceito imutável, pois é isso que torna o blockchain uma tecnologia extremamente segura e que está sendo explorada por grandes empresas nos últimos tempos, para manter registros de operações financeiras, imóveis, entre outros.

O blockchain é muito seguro pois existem os mineradores. Diferente do que se imagina, não são pessoas com picaretas quebrando pedras, inclusive, se o termo fosse auditores, seria mais fácil de explicar. Esses auditores fazem o processo de verificar todas as transações que estão ocorrendo na rede bitcoin, ou seja, basicamente veem a origem da transação, verificam se ela não é falsa, se não está sendo gasta duas vezes e atualizam os saldos de quem está enviando e de quem está recebendo a moeda virtual. A cada dez minutos, encapsulam tudo isso em um bloco e informam a todos os pontos que aquelas transações são legítimas e descartam as ilegítimas. Esse processo é feito na internet, utilizando máquinas específicas, como se fosse o protocolo torrent, totalmente peer-to-peer.

Toda essa introdução ao que é bitcoin, blockchain e mineração serve para mostrar porque a moeda virtual já deu certo e, no futuro, a tendência é que sua aceitação melhore cada vez mais. Hoje, muitas instituições financeiras e empresas de tecnologia investem diretamente ou indiretamente no bitcoin, para utilizar a tecnologia do blockchain. Eles querem uma maneira segura e mais barata de realizar registros públicos e imutáveis, como uma espécie de cartório 2.0, ou também uma maneira mais rápida e segura de realizar transações financeiras entre países, abolindo o famoso Swift (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication), Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais.

Para se ter uma ideia, de acordo com a PwC, até o final de 2016, bancos e fundos de investimento já haviam investido mais de 1,4 bilhões de dólares em startups de bitcoin e blockchain pelo mundo. Além disso, hoje o bitcoin já possui um valor de mercado de 46 bilhões de dólares, algo ainda pequeno se comparado ao setor financeiro em geral, mas isso mostra a possibilidade de crescimento da criptomoeda.

Durante esses oito anos que o bitcoin tem sido testado pelo mundo, sua segurança e confiabilidade já foram provadas pelos usuários e empresas que a utilizam, mas agora o maior desafio da tecnologia é provar sua escalabilidade. Nos últimos meses, uma adesão em massa ao bitcoin, somada a ataques de SPAM na rede, fizeram com a rede ficasse congestionada de pequenas transações, encarecendo a taxa paga aos mineradores para realizar as auditorias. Hoje, essa taxa está por volta de 0,001 bitcoin ou R$10, valor baixo se você for transacionar milhões, mas uma taxa alta se você for fazer micro transações.

Felizmente, estão trabalhando em soluções de escalabilidade, programadores de todo o mundo sugerem novas especificações técnicas, métodos de aumentar a capacidade da rede e até novas camadas para fazer as transações do dia a dia e deixar o bitcoin somente para os fechamentos e conciliações.

Assim, acredito que o bitcoin é, sem dúvidas, o dinheiro do futuro. Esse novo agente monetário veio para revolucionar a maneira como guardamos, ganhamos e gastamos nossa renda. Por isso, é essencial ficarmos de olho nos movimentos do mercado e acompanhar esse crescente da criptomoeda no país.

Guto Schiavon é COO da FOXBIT, a maior corretora de bitcoins do Brasil.

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Gestão e franquias de educação são destaque em novos eventos da ABF Franchising Week

Na programação deste ano, a ABF Franchising Week, série de eventos que proporcionam uma verdadeira imersão no universo das franquias, traz duas novidades em sua programação: o Fórum de Metodologias e Ferramentas de Gestão de Redes de Franquia e o Fórum Setorial de Redes de Educação. O objetivo da organização é aprofundar estes aspectos tão relevantes do mercado de franchising. No caso do segmento de Educação, trata-se de um dos mais tradicionais no setor e que movimentou R$ 10,47 bilhões em 2016. Já a gestão profissional foi um fator fundamental para atravessar as turbulências econômicas que o Brasil está vivendo. A ABF Franchising Week é uma iniciativa da Associação Brasileira de Franchising – ABF, com organização da Informa Exhibitions.

Para o presidente da Associação Brasileira de Franchising, Altino Cristofoletti Junior, “tivemos demandas e também sentimos a necessidade de aprofundar estes temas de forma mais dirigida. Nestes fóruns, vamos reunir os franqueadores e especialistas reconhecidos de cada área, de forma a promover um debate que aponte caminhos, riscos e novas soluções. Essa atitude é mais importante do que nunca a fim de navegar as incertezas e mudanças dos mercados e até do comportamento do consumidor”.

O Fórum de Metodologias e Ferramentas de Gestão de Redes de Franquia ocorre no dia 22 de junho (quinta-feira), das 9h às 13h. Dentre os temas que serão abordados, destaque para um panorama das tendências de consumo, com Andrea Bisker, da Stylus Brasil, e orientações para a elaboração de um orçamento base zero (ou seja, refazer o orçamento da empresa do início, sem simplesmente aplicar correções inflacionárias a partir de valores anterior), com Marino Lima, da AMBEV – uma das empresas com maior cultura de gestão no Brasil. O evento irá abordar também metodologias de mensuração de resultados e metas (Objectives and Key Results – OKR e Balance Score Card – BSC), qualidade e processos (Lean) e desempenho de rede (NPS – Net Promoter Score). Fechando a programação, haverá ainda pa lestras sobre computação cognitiva, com Denilson Agostinho, da Disruptiva, e storytelling, com Fernando Palácios, da Storytellers.

Já o Fórum Setorial de Redes de Educação ocorre também no dia 22 de junho, mas na parte da tarde, das 14h às 18h. O evento terá um painel sobre o ensino de idiomas e as tendências no Brasil, que contará com representantes de marcas famosas do setor como Yes! Idiomas, Kumon e Grupo Prepara. Outro painel, com o tema a história do mercado de idiomas no Brasil, terá a participação de representantes das redes CNA e Number One, além da presença de Ricardo Young, empresário, pesquisador do Programa Cidades Globais da IEA-USP e um dos fundadores da ABF.

“O segmento de educação tem mais de 300 redes e 14 mil unidades em operação, tendo registrado um crescimento de 5,2% em 2016. Muitos consumidores têm contato com o franchising por meio destas redes que estão enfrentando tanto a desaceleração econômica como a mudança de hábitos na educação. O fórum, certamente, será uma oportunidade para ter contato com novas abordagens e soluções”, ressalta Altino Cristofoletti Junior, presidente da ABF.

A ABF Franchising Week contempla ainda em sua programação os seguintes eventos:

• Seminário Setorial de Food Service e Pós-NRA Show – Dia 19 de junho
• Congresso de Expansão de Redes 2017 – Dia 20 de junho
• ABF Franchising Expo – A principal feira do setor – De 21 a 24 de junho
• Simpósio Mulheres do Franchising – Dia 22 de junho
• Fórum de Multifranqueados – Dia 22 de junho
• Simpósio Jurídico e de Gestão Empresarial ABF – Dia 23 de junho

As inscrições para a ABF Franchising Week 2017 estão abertas e as vagas são limitadas. Acesse www.abfranchisingweek.com.br, antecipe seu credenciamento para ter mais comodidade e garanta seu lugar.

ABF Franchising Week 2017

Data: de 19 a 24 de junho
Local: Expo Center Norte –
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme – São Paulo – SP
Informações ao público: (11) 3017-6815 abf.fw@informa.com
Website: www.abffranchisingweek.com.br

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Veja 7 passos para organizar a vida financeira – Por Reinaldo Domingos

A inadimplência é um problema enfrentado por 59,2 milhões de consumidores brasileiros, segundo últimos dados do SPC Brasil e da CNDL. Confira sete orientações para organizar a vida financeira elaboradas pelo presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos.

“Nesse momento, não adianta ficar achando culpados; é hora de arregaçar as mangas e ir atrás do prejuízo. O grande segredo é corrigir a causa do problema, não somente as consequências”, explica. Para Domingos, as ferramentas de crédito, se bem usadas, são vantajosas – o que falta é educação financeira.

“Os brasileiros devem se informar mais, corrigir hábitos e comportamentos errôneos e enraizados em relação ao uso e à administração dos recursos financeiros, que os levam a pagar juros altíssimos e, consequentemente, à inadimplência”, complementa o Doutor em Educação Financeira.

Domingos listou sete passos para sair dessa situação e organizar a vida financeira:

1- O primeiro passo, antes de mesmo de estabelecer um planejamento para quitar as dívidas em atraso, é refletir sobre os hábitos e comportamentos que levaram a pessoa a chegar nessa situação. Para isso, é importante fazer um diagnóstico financeiro e conhecer, definitivamente, de que forma gasta seu dinheiro;

2- O inadimplente deve anotar durante 30 dias todos os gastos que tiver, separando por tipo de despesa. Isso inclui gastos “pequenos”, que podem ser considerado menos importantes, como gorjetas e guloseimas, pois no final do período será possível compreender de que forma, efetivamente, seu dinheiro está sendo gasto;

3- Colocar na ponta do lápis todas as dívidas que possuir, separando as que correspondem a serviços e produtos de necessidade básica, que não podem ser cortados (como água, energia elétrica, gás e aluguel) e as que sofrem juros mais altos (como cartão de crédito e cheque especial), considerando essas como prioridade para pagamento;

4- Ter em mente que só se deve pagar uma dívida quando se tem condições de fazer isso, ou seja, após se planejar, pois um passo precipitado pode até piorar a situação. Portanto, só se deve procurar um credor, quando já souber quanto terá disponível mensalmente para pagar e, então, poder negociar;

5- Relacionar, no mínimo, três sonhos: um de curto (até um ano), um de médio (de um a dez anos) e outro de longo (acima de dez anos) prazo, sendo um deles o de sair das dívidas;

6- Com os números do diagnóstico financeiro em mãos, saber quais gastos poderá diminuir ou até mesmo eliminar para poupar, mensalmente, para realizar seus sonhos no prazo estimado sem que tenha que fazer outra dívida;

7- Aplicar esse dinheiro em um investimento que seja compatível ao prazo do objetivo e ao perfil do investidor. É válido consultar um especialista.

Reinaldo Domingos é Doutor em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin – www.abefin.org.br) e da DSOP Educação Financeira (www.dsop.com.br).

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Após um mês de WannaCry, você está protegido?

No último dia 12 de maio, mais de 57 mil computadores em 150 países foram afetados por uma onda massiva de ransomware apelidada de WannaCry. O malware se movimentou rapidamente por redes de computadores, em um comportamento diferente do usual, e em pouco tempo o número de sistemas infectados quadruplicava, atingindo todos os setores da indústria, como escolas, hospitais, serviços públicos, fabricantes de automóveis, entre outros. Atualmente são apontadas mais de 300 mil máquinas infectadas.

O WannaCry explorou uma vulnerabilidade do Windows para criptografar os arquivos da vítima, mantendo-os como “reféns” e demandando um resgate para que o criminoso envie uma chave de decriptação para abrir os documentos. Neste caso, os criminosos pediram o equivalente a 300 dólares em bitcoins (uma moeda utilizada no mundo virtual), quantia que dobrava, caso a vítima não pagasse em três dias.

No início, as notícias reportavam que milhares de computadores de grandes empresas e órgãos governamentais da Europa estavam infectados. Até agora não está claro como a infecção começou, mas muitos acreditam que o primeiro computador foi comprometido por um e-mail phishing. De acordo com uma apresentação do SANS Institute, o exploit chamado de “ETERNALBLUE” foi divulgado em abril e faz parte de vazamentos de ferramentas da NSA (Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos) ocorrido no mesmo mês. A vulnerabilidade foi corrigida por meio de um pacote de atualização pela Microsoft em março para as versões suportadas do Windows, porém empresas que não atualizaram o sistema correm o risco de ser afetadas.

Para elevar o nível de proteção dos seus negócios contra o WannaCry e outros tipos de ataque, a A10 Networks compartilha algumas dicas de segurança:

Faça o download das correções (patches). Atualize o sistema operacional para a versão mais recente e instale todos os patches. Ao atualizar regularmente você estará elevando os níveis de segurança contra malwares indesejados e outras vulnerabilidades que os invasores tendem a explorar. Para proteger-se contra o WannaCry, versões mais recentes do Windows podem ser corrigidas com patch MS17-010, que a Microsoft lançou em março. A fabricante também lançou um patch para versões mais antigas do Windows, como o XP, que já não recebiam atualizações.

Cuidado com os e-mails de phishing. Embora seja incerto se o WannaCry aproveita o phishing para ganhar espaço nas máquinas de destino, muitos ataques de ransomware usam esse tipo de ferramenta, na qual são enviados vários e-mails com links ou anexos maliciosos para infectar a máquina da vítima. Não abra arquivos ou clique em links de fontes desconhecidas.

Faça backup de seus arquivos. Crie e mantenha regularmente backups de seus arquivos e dados mais importantes. Se a sua máquina for infectada, você poderá facilmente restaurar os seus dados.
Use antivírus atualizado. Por mais que se discuta, a ferramenta continua sendo uma importante camada de segurança. Certifique-se de ter a versão mais atualizada do software, que pode impedir ataques de vírus, worms e ransomware.

Instaurar uma cultura de segurança. Introduzir e incentivar uma cultura de segurança cibernética em sua organização. A imposição de tarefas simples, como colocar senhas em estações de trabalho, proteger laptops, usar senhas fortes e alertar os funcionários sobre golpes de phishing e outros ataques pode ajudar a impedir a disseminação de malwares por meio de uma organização ou rede.

Ter uma estratégia de defesa em profundidade (defense-in-depth). Busque soluções líderes de mercado para segurança e defesa contra o cenário de ameaças em constante evolução. Ter várias camadas de segurança aumenta as chances de identificar e erradicar malware como WannaCry antes que ele tenha a oportunidade de causar estragos.

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Atento é eleita Agência do Ano na categoria Contact Center da Associação Brasileira de Marketing Direto

A Atento S.A. (NYSE: ATTO), líder em serviços de gestão de relacionamento com clientes e especialista em processos de negócios (CRM/BPO) na América Latina e um dos três maiores provedores mundiais, foi eleita mais uma vez a Agência do Ano na Especialidade Call Center/Contact Center, de acordo com ABEMD – Associação Brasileira de Marketing Direto. A conquista foi comemorada durante a cerimônia de premiação da 23ª edição do Prêmio ABEMD, realizada na noite de ontem (13.06), em São Paulo.

A companhia conquistou ainda 05 troféus em conjunto com clientes de diferentes setores, reforçando a sua dedicação em desenvolver as melhores práticas na gestão da experiência do consumidor final. Confira os cases vencedores:

PRÊMIO CASE CLIENTE

Ouro – Consignado Descomplicado – Santander

Prata – Back Office – Condução de Casos – Fiat

Prata – Essa é a nossa cara, #SomosSony – Sony

Prata – Preventivo Ford – Ford

Bronze – Canal Digital – Mídias Sociais – Motorola

“Esse é o terceiro ano consecutivo que conquistamos o reconhecimento como Agência do Ano. Para nós, é um grande orgulho mantermos nossa posição de destaque, em conjunto com clientes tão relevantes para nossa carteira”, afirma Regis Noronha, Diretor-Executivo de Estratégia e Marketing da Atento no Brasil. “Essas conquistas reforçam o compromisso da Atento em oferecer sempre a melhor experiência de relacionamento para o consumidor, trabalhando com excelência e inovação no cenário digital e, assim, elevando a qualidade de serviços para nossos clientes”, destaca o executivo.

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Tecnologia x Empregos – Por Fernando Pinho

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Diante da mais forte turbulência econômica e política já ocorrida no Brasil, tenta-se aprovar uma das mais importantes reformas, a trabalhista. O uso da carcomida Legislação Trabalhista, datada dos anos 40, arrasta-se até a atualidade, como um fantasma que assombra a nação brasileira, produzindo o que há de pior em termos de custos financeiros e intermináveis litígios entre patrões e empregados, numa luta onde não há ganhadores, só perdedores. E o maior é o nosso País.

Os tempos mudaram, mas existe um ranço ideológico que ainda sustenta a falácia de que o Estado deve interferir em tudo, mesmo sendo incompetente e corrupto. Nesse aspecto, não seria por demais lembrar que, o recém-lançado Relatório Global de Competitividade Mundial situa o Brasil na posição 62 no Ranking de Corrupção, o penúltimo lugar, só perdendo para a Venezuela. Portanto, somos classificados como o segundo país mais corrupto do mundo.

O objetivo desse dogma é manter ultrapassadas estruturas de poder, que só sobrevivem à custa de convencer a parcela ignara da população, que ser dependente das ‘benesses’ do Estado, é algo salutar. Infelizmente, no Brasil, essas crenças só são abandonadas quando a verdade avassaladora se impõe, por meio de crises terríveis, que poderiam ter sido evitadas, se houvesse o uso da inteligência e da honestidade de propósitos.

Parece incrível, em pleno século 21, estarmos ainda discutindo se precisamos ou não mudar as regras do sistema trabalhista, enquanto somos diariamente atingidos pelo surgimento de tecnologias disruptivas (aquelas que produzem rupturas nos processos tecnológicos), que estão destruindo empregos em velocidade espantosa. Finge-se que o mundo é estático, como a fábula da avestruz.
Em Novembro de 2016, foi publicado um estudo pela Universidade das Nações Unidas e Instituto Smithsonian, denominado Projeto Millennium, que teve o propósito de fazer a conexão de instituições e indivíduos para analisar perspectivas e definir estratégias capazes de fazer frente aos desafios globais de longo prazo, influenciando transformações sociais, políticas, econômicas ou científicas. Pesquisadores, professores e pensadores, de 60 países, projetaram para até 2050, o que deverá ocorrer no mundo do emprego e da tecnologia, onde não haverá trabalho para todos.

Projetaram 3 cenários:

Cenário 1 – Tudo fica como está. A tendência é de mais desemprego onde não houver planejamento e estratégias públicas de longo prazo, sobretudo em relação à adoção de novas tecnologias. Existe a premissa de que o incremento da biologia sintética estimule o crescimento econômico, mas também seja fonte de desastres biológicos e insumo para o terrorismo. As economias colaborativa e compartilhada serão fontes de riqueza. As novas tecnologias ajudam a aumentar a produtividade humana, sem contudo, substituir a totalidade dos empregos. Projetam para 2050 que 66% da população estará empregada ou empreendendo, e o restante se dividirá entre o desemprego e a informalidade.

Cenário 2 – Ocorrência de turbulência política e econômica. Os líderes políticos estiveram tão envolvidos em conflitos de curto prazo que não puderam prever a rapidez do avanço da convergência tecnológica, que permite fabricar e imprimir o que se consome (tecnologias 3D e 4D) tornando os negócios e os sistemas tributários obsoletos. A concentração de riqueza continua, o retorno sobre o investimento em capital e tecnologia permanece maior do que o do trabalho. O enfraquecimento das economias não suporta o envelhecimento das sociedades e o desemprego em massa da juventude, conduzindo o mundo a uma realidade de caos e convulsão social. O impacto dos robôs que trabalham 365 dias por ano, sem salário, nem benefício ou aposentadoria, é mais alto do que o previsto; o resultado é que em 2050 quase 4 bilhões de pessoas estarão desempregadas ou na economia informal, com pouca esperança de um futuro melhor.

Cenário 3 – O auto-emprego. Embora sem certeza se as novas tecnologias iriam substituir mais empregos do que criar, muitos líderes antecipam-se a estudar estratégias financeiras visando garantir renda básica universal com o intuito de eliminar a carência material extrema, reduzir a desigualdade e ajudar na transição para novos padrões de economia. Sem precisar trabalhar para ganhar a vida, as pessoas estão livres para explorar seus interesses, dedicando-se a causas para construir u futuro melhor. Com o aumento do desemprego por causa da automação muitos voltam para áreas rurais, ainda que conectados à rede mundial. A descentralização manifesta-se de várias maneiras. Na Economia da auto-realização, grande parte do crescimento criativo está na ‘não-propriedade’, com pouca ou nenhuma restrição ao uso compartilhado e livre. O poder individual relativiza o do governo e das corporações. Cada vez mais pessoas convertem-se em investidores. Da força de trabalho, metade trabalha por conta própria, o restante divide-se em proporções iguais, entre a informalidade, o emprego formal e a transição para o empreendedorismo.

Em adição, o site americano “Will Robots Take My Job ?” (Robôs vão tirar o meu emprego?) publicou um artigo em 2013, de autoria de Carl Frey e Michael Osborne, no qual analisaram mais de 700 profissões e calcularam a possibilidade de que, com o avanço da tecnologia, elas sejam automatizadas nos próximos anos. Utilizando apenas alguns exemplos, concluíram que os taxistas e motoristas particulares têm 89% de chance de serem substituídos; os caixas de supermercado, 97%; operadores de telemarketing, relojoeiros e costureiras manuais, 99%. Na outra extremidade, a profissão de terapeuta recreativo, que executa atividades com pacientes de hospitais e casas de repouso, tem apenas 0,28% de probabilidade de ser automatizada.

Portanto, é de vital importância que atente-se para esse fenômeno implacável da substituição de pessoas por máquinas, já que o mesmo atingirá cada vez mais fortemente os países subdesenvolvidos como o Brasil, usualmente pouco vigilantes às transformações do mundo moderno.

Fernando Pinho é economista, palestrante e consultor financeiro da Prospering Consultoria.

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O momento crítico das Operações de TI – Por Rene Abdon

Na busca por garantir a integridade e o funcionamento pleno das Operações de TI, além de intervir o mais rápido possível quando os problemas aparecem, os profissionais de tecnologia acabam não conseguindo atender às exigências cada vez mais complexas de suas aplicações. Com o aumento na quantidade de dados, a introdução de serviços em Nuvem, os microsserviços e a dinâmica extremamente rápida de mudanças, notamos que é preciso redefinir o modelo como é feito o monitoramento das operações de TI. Estamos em uma situação de atenção.

Para implementar novas iniciativas de negócios digitais, devemos aprimorar as técnicas e utilizar a tecnologia a nosso favor, retirando a carga excessiva sobre o ser humano de analisar todas as informações para alcançar uma conclusão. É necessária uma abordagem fundamentada em mecanismos de inteligência artificial e automação.

Esse tipo de abordagem consegue compreender realmente a causa do problema, identificando a capacidade de uma variável influenciar a outra e também a solução imediata para os impasses. A combinação de tecnologias de inteligência artificial encontradas em aplicações avançadas, como pesquisas e detecção de fraudes, funciona segundo dois elementos-chave: provisionamento completo dos dados conectados e algoritmos inteligentes, que se combinam ao longo do tempo por meio da aprendizagem, aumentando a eficiência operacional e o desempenho.

Mais do que informação, é preciso fornecer respostas e soluções em um curto espaço de tempo, seguindo três processos básicos: Observar, Analisar e Responder. As soluções tradicionais são incapazes de suportar o grande volume de dados gerados por esses processos no ecossistema complexo da aplicação, além de não oferecerem inteligência para automatizar a análise. Com baixa identificação de problemas, essas soluções geram diversos alertas falsos e em uma quantidade difícil de ser analisada por operadores humanos, que precisam sintonizar manualmente parâmetros como sensibilidade de detecção de falhas por tentativa e erro.

A elevada complexidade das Operações de TI atuais faz com que as empresas busquem novas soluções que minimizem o impacto nas operações, aumentem a confiabilidade e a produtividade das suas equipes. Além disso, sem automação, é praticamente impossível gerenciar hiperescalas emergentes com ambientes híbridos complexos. Se queremos conduzir ambientes integrados ao mesmo tempo em que mantemos suporte para aplicações existentes (ou mesmo expandir o escopo), precisamos cada vez mais pensar em soluções de automação de monitoramento baseadas em inteligência artificial.

Rene Abdon, Diretor de Serviços da Dynatrace no Brasil

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