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A importância da representatividade feminina no universo corporativo

Por Claudia Gimenez

A frente de uma companhia que emprega mais de 10 mil colaboradores no País e diante de um cenário em constante mudança, no qual o apelo por mais vozes femininas em locais de destaque se faz cada vez mais presente, acredito na extrema importância de falarmos sobre representatividade. Ainda hoje, por exemplo, sou a única mulher na alta liderança entre as 10 maiores empresas do setor de customer experience brasileiro.

A representatividade é definida no dicionário como a qualidade de alguém ou de alguma entidade, cujo embasamento na população faz que ele possa exprimir-se verdadeiramente em seu nome. Em outras palavras, uma pessoa representativa é a voz e a imagem de um setor ou grupo social.

No universo corporativo, a falta de representatividade fez, ao longo dos anos, com que grupos minoritários ou com menos voz, como é o caso das mulheres, não se sentissem pertencentes a determinadas posições. Criou-se um estereótipo de que o sexo feminino só poderia assumir funções pré-estabelecidas pela cultura masculina, como a tradicional “cuidar da casa e dos filhos”.

No entanto, a partir do século XIX, as mulheres finalmente começaram a ingressar no mercado de trabalho, no qual hoje são maioria. Segundo dados do censo demográfico do IBGE, em 1950 apenas 13,6% das mulheres eram ativas profissionalmente, porém, 60 anos depois, esse número mais do que triplicou, passando para 49,9%.

A partir dessa mudança, o cenário nas corporações também começou a se transformar e deu força à luta pela igualdade entre os gêneros, que, hoje, é uma forte bandeira em diversas sociedades. Contudo, mesmo diante dessa evolução vejo que a representatividade ainda é um assunto evitado por alguns e não reconhecido por outros. Por isso, passar a desconstruir culturas patriarcais enraizadas em uma sociedade que ainda perpetua pensamentos antiquados se faz tão necessário.

Nós precisamos ter exemplos de inspiração para termos força e sabermos que não estamos nesta luta sozinhas. Você já parou para pensar em quais mulheres admira, não só em posições de liderança, mas também na vida? Minha mãe foi uma mulher batalhadora e me ensinou a sempre ter confiança em mim mesma. Esta crença me fez acreditar que eu, em uma sala repleta de homens, não poderia ser intimidada, que nós estávamos ali cumprindo o mesmo papel: o de liderar negócios com excelência.

Ter alguém que nos represente e empresas que acreditam e lutam ao nosso lado por esta causa é extremamente importante, e não só porque isso é lucrativo, mas porque é necessário para evoluirmos como pessoas e como sociedade. É papel das corporações e de seus líderes contribuir para um mundo mais igualitário que aproveite o melhor das habilidades femininas e masculinas em novos modelos de negócio. A técnica é sim relevante, mas o olhar diferente é que faz com que criemos cada vez mais soluções inovadoras.

Uma liderança engajada em construir um novo cenário dissemina com muito mais força a necessidade de mudança cultural, além de ser um espelho para as novas gerações. Este ainda pode ser um caminho longo e tortuoso, mas, para o futuro, espero ser uma entre as muitas outras mulheres que chegaram ao topo.

Claudia Gimenez, vice-presidente e gerente geral da Concentrix Brasil, multinacional de soluções de customer experience.

UOL EdTech recebe investimento inédito do SoftBank Latin America Fund

UOL EdTech, maior empresa de tecnologia para educação do Brasil, acaba de receber investimento* inédito do SoftBank Latin America Fund. O fundo é parte do SoftBank Group Corp., um dos maiores investidores em tecnologia do mundo. O aporte irá fomentar o crescimento da Companhia, além de impulsionar a transformação digital do setor de educação no país e América Latina por meio de tecnologia e inovação.

Criado em 2017 com o objetivo de transformar a vida das pessoas através de soluções que proporcionam acesso à educação de qualidade e principalmente adequada ao mundo digital, o UOL EdTech desenvolve plataformas e soluções de aprendizagem para que empresas dos mais variados segmentos e importantes instituições de ensino ampliem sua presença através de uma oferta adequada ao mundo digital.

Alex Augusto, CEO do UOL EdTech, destaca a relevância de ter a chancela do fundo de venture capital: “A parceria com o SoftBank é uma validação relevante de que estamos no caminho certo.  A troca de experiências sobre o mercado vai acelerar ainda mais nosso crescimento e nos ajudará a alcançar o objetivo de ser o maior e mais consistente player de tecnologia para educação na América Latina”.

O aporte acontece em meio a uma transformação significativa do mercado de educação. No contexto da pandemia, com aulas sendo ministradas por plataformas digitais e times inteiros trabalhando de maneira remota, a tecnologia aplicada à educação proporcionou que negócios tradicionalmente baseados em espaço físico, presença local e com restrições de oportunidades migrassem completamente para uma operação em rede, sem impedimentos geográficos, e de maneira muito mais democrática.

Neste cenário, o UOL EdTech saiu na frente ao oferecer soluções que proporcionam uma experiência de aprendizagem digital excepcional, que ultrapassa o tradicional “ensino a distância”, e permite que o aluno defina seu ritmo de estudo, podendo aprender quando e de onde quiser.

Com o investimento, o UOL EdTech estimulará o desenvolvimento de novas tecnologias para que mais pessoas tenham acesso à educação de qualidade. O aporte ainda permitirá que a empresa, que tem um ritmo de crescimento consistente e sustentável, rompa barreiras geográficas, oferecendo oportunidades de formação que as pessoas não teriam no modelo presencial. A empresa reforça, dessa maneira, sua posição na vanguarda da transformação digital no Brasil.

O segmento de Edtech é extremamente promissor em diversas regiões ao redor do mundo e tem potencial significativo de crescimento. “Nós acreditamos profundamente na habilidade do UOL EdTech para oferecer soluções disruptivas e eficientes de tecnologia em um mercado tão importante. A empresa tem uma relevância estratégica no setor, e este é apenas o começo”, afirma Paulo Passoni, Managing Partner do SoftBank Latin America Fund. “Sua plataforma permite que instituições de educação de ponta expandam seu alcance a fim de proporcionar um ensino de qualidade inquestionável para estudantes e colaboradores de companhias em diversos setores. É um privilégio imenso fechar esta parceria com o UOL EdTech e todo o time que eles construíram”, completa Passoni.

O UOL EdTech é responsável pelo principal case de Gestão de Programas Educacionais Online (OPM) do Brasil. Por meio de parcerias com algumas das instituições de ensino superior mais tradicionais do país, a empresa desenvolve plataformas digitais integradas, com tecnologia inteiramente brasileira, e beneficia milhares de estudantes de todo o Brasil com cursos de pós-graduação e MBA 100% a distância alinhados às demandas de um mundo cada vez mais digital.

Recentemente, a Companhia também desenvolveu uma parceria inédita para que o conteúdo destes cursos 100% online de algumas de suas instituições parceiras fosse integrado a uma assistente virtual, o que permite que o estudante progrida em seus estudos com um simples comando de voz.

*O valor do investimento não foi revelado pelas partes.

PIB cai 4,1% em 2020 e fecha o ano em R$ 7,4 trilhões

Em 2020, tendo em vista os efeitos adversos da pandemia de Covid-19, o PIB (Produto Interno Bruto) caiu 4,1% frente a 2019, a menor taxa da série histórica, iniciada em 1996.

Período de comparaçãoIndicadores
PIBAGROPINDUSSERVFBCFCONS. FAMCONS. GOV
Trimestre / trimestre imediatamente anterior (com ajuste sazonal)3,2%-0,5%1,9%2,7%20,0%3,4%1,1%
Trimestre / mesmo trimestre do ano anterior (sem ajuste sazonal)-1,1%-0,4%1,2%-2,2%13,5%-3,0%-4,1%
Acumulado em quatro trimestres / mesmo período do ano anterior (sem ajuste sazonal)-4,1%2,0%-3,5%-4,5%-0,8%-5,5%-4,7%
Valores correntes no 4º trimestre (R$)2,0 trilhões82,3 bilhões344,2 bilhões1,3 trilhão366,6 bilhões1,3 trilhão427,7 bilhões
Valores correntes no ano (R$)7,4 trilhões439,8 bilhões1,3 trilhão4,7 trilhões1,2 trilhão4,7 trilhões1,5 trilhão
Taxa de investimento (FBCF/PIB) 2020 = 16,4%
Taxa de poupança (POUP/PIB) 2020 = 15,0%

Houve alta somente na Agropecuária (2,0%) e quedas na Indústria (-3,5%) e nos Serviços (-4,5%). O PIB totalizou R$ 7,4 trilhões em 2020.

O PIB per capita alcançou R$ 35.172 em 2020, com queda de 4,8% em termos reais. Esta também foi a menor taxa da série histórica.

A taxa de investimento em 2020 foi de 16,4% do PIB, acima do observado em 2019 (15,4%). Já a taxa de poupança foi de 15,0% (ante 12,5% em 2019).

Frente ao 3º trimestre, na série com ajuste sazonal, o PIB teve alta de 3,2% no 4º trimestre de 2020. A Indústria e os Serviços cresceram 1,9% e 2,7%, respectivamente, enquanto a Agropecuária recuou (-0,5%).

Em relação ao 4º trimestre de 2019, o PIB caiu 1,1% no último trimestre de 2020. Foram registrados resultados negativos na Agropecuária (-0,4%) e nos Serviços (-2,2%), enquanto a Indústria (1,2%) cresceu.

Principais resultados do PIB a preços de mercado do 4° trimestre de 2019 ao 4° trimestre de 2020
Taxas (%)2019.IV2020.I2020.II2020.III2020.IV
Acumulado ao longo do ano / mesmo período do ano anterior1,4-0,3-5,6-5,0-4,1
Quatro últimos trimestres / quatro trimestres imediatamente anteriores1,41,0-2,1-3,4-4,1
Trimestre / mesmo trimestre do ano anterior1,6-0,3-10,9-3,9-1,1
Trimestre / trimestre imediatamente anterior (com ajuste sazonal)0,4-2,1-9,27,73,2
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais

PIB tem queda de 4,1% em 2020

Em 2020, o PIB recuou 4,1% em relação ao ano anterior. Houve queda de 3,9% no Valor Adicionado a preços básicos e de 4,9% no volume dos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

O resultado do Valor Adicionado neste tipo de comparação refletiu o desempenho das três atividades que o compõem: Agropecuária (2,0%), Indústria (-3,5%) e Serviços (-4,5%).

Consequentemente, o PIB per capita recuou (em termos reais) 4,8% em relação ao ano anterior, alcançando R$ 35.172 (em valores correntes) em 2020.

A variação em volume do Valor Adicionado da Agropecuária no ano de 2020 (2,0%) decorreu do crescimento da produção e ganho de produtividade da atividade Agricultura, que suplantou o fraco desempenho das atividades de Pecuária e Pesca, com destaque para soja (7,1%) e o café (24,4%), que alcançaram produções recordes na série histórica.

Na Indústria (-3,5%), o destaque negativo foi o desempenho da atividade Construção (-7,0%) que voltou a cair este ano. A atividade das Indústrias de Transformação também recuou (-4,3%), influenciada, principalmente, pela queda, em volume, do Valor Adicionado da fabricação de veículos automotores; de outros equipamentos de transporte, confecção de vestuário e metalurgia.

A atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos teve variação negativa de 0,4% em relação a 2019. Apesar de as bandeiras tarifárias terem estado mais favoráveis em 2020, o isolamento social e a baixa atividade econômica foram decisivos para o resultado negativo. As Indústrias Extrativas, por sua vez, cresceram 1,3%, devido à alta na produção de petróleo e gás que compensou a queda da extração de minério de ferro.

Nas atividades que compõem os Serviços, as variações negativas foram: Outras atividades de serviços (-12,1%), Transporte, armazenagem e correio (-9,2%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-4,7%), Comércio (-3,1%), Informação e comunicação (-0,2%). Apresentaram avanço as Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (4,0%) e as Atividades imobiliárias (2,5%).

Vale destacar que tanto serviços prestados às famílias, que pertencem a Outras atividades de serviços, como os transportes foram os mais prejudicados pelo distanciamento social em virtude da pandemia de COVID19.

Na análise da despesa, houve variação negativa de 0,8% da Formação Bruta de Capital Fixo. A Despesa de Consumo das Famílias recuou 5,5% em relação a 2019, principalmente pela piora no mercado de trabalho e o distanciamento social por causa da pandemia de COVID19 em 2020. A Despesa do Consumo do Governo, por sua vez, recuou 4,7%.

No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços caíram 1,8%, enquanto as Importações de Bens e Serviços caíram 10,0%.

PIB atinge R$ 7,4 trilhões em 2020

No acumulado do ano, o PIB em valores correntes totalizou R$ 7,4 trilhões, dos quais R$ 6,4 trilhões se referem ao VA a preços básicos e R$ 1,0 trilhão aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

A taxa de investimento em 2020 foi de 16,4% do PIB, acima do observado em 2019 (15,4%). Já a taxa de poupança foi de 15,0% (ante 12,5% em 2019).

PIB cresce 3,2% em relação ao 3º tri de 2020

O PIB cresceu 3,2% no 4º trimestre de 2020 na comparação com o trimestre imediatamente anterior (com ajuste sazonal). A Indústria e os Serviços apresentaram variação positiva de 1,9% e 2,7%, respectivamente, enquanto a Agropecuária recuou 0,5%.

Dentre as atividades industriais, a alta se deu apenas nas Indústrias de Transformação (4,9%). As Indústrias Extrativas (-4,7%), a atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,2%) e a Construção (-0,4%) se retraíram no período.

Nos Serviços, as atividades de Outras atividades de serviços (6,8%), Transporte, armazenagem e correio (6,2%), Informação e comunicação (3,8%), Comércio (2,7%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (1,8%) e Atividades imobiliárias (0,8%) apresentam crescimento. Já as Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,3%) tiveram variação negativa.

Pela ótica da despesa, destaque para a Formação Bruta de Capital Fixo com crescimento de 20,0%. Também cresceram a Despesa de Consumo das Famílias e a Despesa de Consumo do Governo, respectivamente, 3,4% e 1,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

As Exportações de Bens e Serviços caíram 1,4%, enquanto as Importações de Bens e Serviços avançaram 22,0% em relação ao terceiro trimestre de 2020.

Em relação ao 4º tri de 2019, PIB cai 1,1%

Frente ao 4º trimestre de 2019, o PIB recuou 1,1%, o quarto resultado negativo consecutivo, após 12 trimestres de alta nesta comparação. O Valor Adicionado a preços básicos retraiu 1,4% e os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios apresentaram variação positiva de 0,2%.

A Agropecuária apresentou variação negativa de 0,4% em relação a igual período do ano anterior, com destaque para produtos cujas safras são significativas no 4° trimestre, como a laranja (-10,6%) e o fumo (-8,4%).

A Indústria avançou 1,2%. O crescimento foi puxado pelas Indústrias de Transformação (5,0%) cujo resultado positivo foi influenciado pela alta de fabricação de máquinas e equipamentos; fabricação de produtos de metal; metalurgia; e fabricação de produtos de borracha.

O volume da atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos também cresceu (1,5%). As Indústrias Extrativas, por sua vez, recuaram (-6,7%) puxadas principalmente pela retração da extração de petróleo e gás natural. A Construção (-4,8%) continuou apresentando queda, puxada pelas obras de infraestrutura.

Serviços caiu 2,2% frente ao mesmo período do ano anterior. A queda foi provocada pelos resultados negativos de Outras atividades de serviços (-9,4%), Transporte, armazenagem e correio (-4,3%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-3,8%). As demais atividades cresceram: Atividades Imobiliárias (3,5%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (3,1%), Comércio (2,5%) e Informação e comunicação (2,4%).

Entre os componentes da demanda interna, a Despesa de Consumo das Famílias (-3,0%) e a Despesa de Consumo do Governo (-4,1%) tiveram retração, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo teve alta (13,5%) em relação a igual período do ano anterior. No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços caíram 4,3%, assim como as Importações de Bens e Serviços apresentaram queda de 3,1% no quarto trimestre de 2020.

Fonte: IBGE

Huawei lidera pedidos de patentes globais pelo quarto ano consecutivo

Com 5.464 pedidos de patentes internacionais, a companhia segue à frente em inovação tecnológica, fruto do investimento massivo em Pesquisa & Desenvolvimento

De acordo com dados divulgados na terça-feira, 2 de março, pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (WIPO), a Huawei foi a companhia que mais solicitou patentes em todo o mundo no ano de 2020. Com um total de 5.464 requerimentos, a líder global em equipamentos de telecomunicações se manteve no topo do ranking, onde está desde 2017.

A Huawei ocupa ainda o primeiro lugar entre as companhias detentoras das patentes 5G globais, com 15,4% dos registros, segundo classificação realizada pela IPlytics / Statista de fevereiro de 2021. A liderança na corrida pelo 5G é fruto dos fortes investimentos da companhia em pesquisa e desenvolvimento.

Líder global em soluções de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), a Huawei investe mais de 10% de suas receitas, anualmente, em Pesquisa e Desenvolvimento. Só em 2019, investimos 19 bilhões de dólares em P&D. Com um portfólio que inclui equipamentos para telecomunicações, datacenters e soluções de energia, a empresa busca estar sempre no topo em inovação. E, dessa forma, obtém continuamente o reconhecimento de instituições internacionais.

A Huawei está no Brasil há 23 anos, trazendo seu portfólio de equipamentos e soluções aos consumidores brasileiros, fruto de seu investimento constante em inovação. “Juntamente com nossos clientes e parceiros, contribuímos para o desenvolvimento de redes móveis e de banda larga que cobrem 95% da população brasileira. Fomos parceiros das operadoras no lançamento das primeiras redes 3G, 4G e 4.5G no País e ajudamos a construir a primeira rede de fibra ótica de alta velocidade na Floresta Amazônica, que conecta 20 cidades e beneficia quase 4 milhões de pessoas. A Huawei faz parte da vida digital brasileira”, afirma Sun Baocheng, CEO da Huawei no Brasil.

Microsoft anuncia plataforma de realidade mista durante o Ignite

Durante anos, o cofundador do Cirque du Soleil, Guy Laliberté, recebeu inúmeras propostas de tecnologias de realidade virtual, mas elas não conseguiam igualar a magia de suas performances ao vivo intensamente visuais e hipnotizantes. Agora, com uma nova plataforma fornecida pela Microsoft, ele está repensando sobre isso.

Na terça-feira, 2 de março, ele apareceu no Microsoft Ignite, conferência digital da Microsoft, via holoportação, que usa tecnologia de captura 3D para transmitir uma imagem real de uma pessoa em uma cena virtual. Na primeira experiência de apresentação da empresa projetada inteiramente para realidade mista, as pessoas que participaram da conferência em salas de estar e escritórios domésticos em todo o mundo puderam experimentar o show como avatares, assistindo os eventos se desenrolar em um mundo holográfico compartilhado.

Foi a primeira oportunidade da empresa de mostrar algumas das experiências possibilitadas pelo Microsoft Mesh, uma nova plataforma de realidade mista disponibilizada pelo Azure, que permite que pessoas em diferentes locais físicos participem de experiências holográficas colaborativas e compartilhadas em muitos tipos de dispositivos.

“Este tem sido o sonho da realidade mista, a ideia desde o início”, disse Alex Kipman, Technical Fellow da Microsoft. “Você realmente sente que está no mesmo lugar com alguém compartilhando conteúdo, ou pode se teletransportar de diferentes dispositivos de realidade mista e estar presente com as pessoas, mesmo quando não estão fisicamente juntas.”

Kipman apareceu no palco virtual do Ignite como uma total holoportação de si mesmo, narrando a experiência de abertura do show em tempo real enquanto raios de luz que simulavam seu corpo físico.

James Cameron, o cineasta e explorador do oceano, e John Hanke, CEO e fundador da empresa líder de realidade aumentada Niantic, Inc., também se juntaram à Kipman remotamente para destacar como o Microsoft Mesh está ajudando a criar experiências compartilhadas nos mundos virtual e físico.

Laliberté conversou com Kipman sobre uma nova colaboração para ajudar a Lune Rouge, outra empresa fundada por Laliberté, a realizar um projeto chamado Hanai World. É uma plataforma de realidade social mista na qual ele pensou por anos – que conectaria experiências de entretenimento ao vivo e digital em eventos únicos – mas só agora tecnologias como o Microsoft Mesh alcançaram essa visão.

Microsoft Mesh também permitirá que equipes distribuídas geograficamente tenham reuniões mais colaborativas, conduzam sessões de design virtual, ajudem outras pessoas, aprendam juntos e hospedem encontros sociais virtuais. As pessoas inicialmente serão capazes de se expressar como avatares nessas experiências virtuais compartilhadas e, com o tempo, usar a holoportação para projetar a si mesmo da forma mais possível, disse a empresa.

A nova plataforma é o resultado de anos de pesquisa e desenvolvimento da Microsoft em áreas que vão desde rastreamento de mãos e olhos e desenvolvimento de HoloLens até a criação de hologramas persistentes e modelos de inteligência artificial que podem criar avatares expressivos.

Construído no Azure, a plataforma de computação em nuvem da Microsoft, o Microsoft Mesh, também se beneficia dos recursos de segurança e privacidade de nível empresarial do Azure, bem como seus vastos recursos computacionais, dados, IA e serviços de realidade mista.

“Cada vez mais estamos agregando valor em nossa nuvem inteligente, que é o Azure”, disse Kipman. “Nessas experiências colaborativas, o conteúdo não está dentro do meu dispositivo ou dentro do meu aplicativo. O conteúdo holográfico está na nuvem e só preciso das lentes especiais que me permitem vê-lo.”

Com os aplicativos habilitados para Microsoft Mesh, designers ou engenheiros que trabalham com modelos físicos 3D – qualquer coisa, de bicicletas a móveis sofisticados, motores a jato e novos estádios esportivos – podem aparecer em um espaço virtual compartilhado para colaborar e iterar em modelos holográficos, independentemente de sua localização física.

Arquitetos e engenheiros podiam percorrer fisicamente um modelo holográfico de um chão de fábrica em construção, vendo como todas as peças do equipamento se encaixam em três dimensões, potencialmente evitando erros caros.

Estudantes de engenharia ou medicina aprendendo sobre motores de carros elétricos ou anatomia humana podem se reunir como avatares em torno de um modelo holográfico e remover partes do motor, ou remover músculos para ver o que está por baixo. Os colegas podem simplesmente se reunir e conversar em um espaço virtual compartilhado, ou as empresas podem usar os aplicativos habilitados para Microsoft Mesh para oferecer reuniões virtuais ou treinamentos para funcionários em todo o mundo.

A plataforma Microsoft Mesh oferecerá nos próximos meses aos desenvolvedores um conjunto completo de ferramentas baseadas em IA para avatares, gerenciamento de sessão, renderização espacial, sincronização entre múltiplos usuários e holoportação para construir soluções colaborativas em realidade mista, disse a empresa.

Embora os usuários tenham as experiências mais ricas em realidade mista ou virtual, os padrões abertos do Microsoft Mesh darão aos desenvolvedores a liberdade de criar soluções que funcionem em muitos dispositivos diferentes: HoloLens 2, uma variedade de headsets de realidade virtual, smartphones, tablets e PCs.

No Ignite, a Microsoft anunciou dois aplicativos desenvolvidos na plataforma Microsoft Mesh.

Incluindo uma prévia do aplicativo Microsoft Mesh para HoloLens, que permite aos membros da equipe colaborar remotamente e está disponível para download. Os clientes também podem solicitar acesso a uma nova versão do AltspaceVR habilitado para Mesh, que permitirá às empresas realizar reuniões e encontros de trabalho em realidade virtual com recursos de segurança de nível empresarial, incluindo logins seguros, gerenciamento de sessão e conformidade de privacidade.

Com o tempo, a empresa espera que os clientes possam escolher entre um conjunto crescente de aplicativos habilitados para Microsoft Mesh criados por desenvolvedores e parceiros externos, e também se beneficiar da integração planejada com produtos Microsoft, como Microsoft Teams e Dynamics 365.

“É por isso que somos tão apaixonados pela realidade mista como o próximo grande meio para a computação colaborativa”, disse Kipman. “É mágico quando duas pessoas veem o mesmo holograma.”

Explorando o mundo juntos

A bordo do OceanXplorer, um dos mais avançados navios de pesquisa e exploração de alto mar já construídos, há muito espaço para hospedar todos os cientistas que clamam por aprender com novos dados constantemente coletados por instrumentos e câmeras em seus veículos de alto mar que podem sondar tudo, desde recifes de coral e piscinas de água salgada para a vida marinha, ao redor de fontes hidrotermais profundas, e minerais ao redor de vulcões subaquáticos.

No Ignite, a OceanX, uma organização sem fins lucrativos, que mescla ciência de ponta com narrativa atraente e experiências de produto e tecnologia para apoiar a educação e conscientização oceânica, anunciou uma nova colaboração com a Microsoft para criar um “laboratório holográfico”, habilitado para Mesh, no navio que os cientistas pudessem se reunir – pessoalmente ou virtualmente de laboratórios e escritórios em todo o mundo – para ver hologramas 3D das áreas que os veículos estão explorando.

Os pesquisadores que tentam descobrir por que cachalotes caçam em certas áreas, por exemplo, podem ver uma representação holográfica de um cânion do fundo do mar com dados coletados de etiquetas colocadas nas baleias, sobrepostas com informações sobre salinidade, temperatura e mudanças na química do oceano e integradas com dados de localizadores de peixes, mostrando onde podem estar as lulas e outras presas.

“A ideia é pegar todos esses dados científicos incríveis que estamos coletando e trazê-los para um ambiente holográfico, e usá-los como uma forma de guiar missões científicas em tempo real”, disse Vincent Pieribone, vice-presidente da OceanX.

O objetivo é permitir que qualquer pesquisador com um HoloLens 2 ou outro dispositivo compatível, usando o Microsoft Mesh, apareça ao redor de uma mesa como um avatar e aponte para uma área específica do fundo do mar holográfico, sobre a qual ele possa ter dúvidas e conversar em tempo real com outros cientistas sobre o que estão vendo.

Nas missões de pesquisa da OceanX, muitas vezes há grupos de pessoas amontoadas em torno de feeds de vídeo, fazendo perguntas e tendo conversas paralelas com seus colegas. Os pesquisadores que não estão no barco, mesmo que estejam assistindo às mesmas filmagens em uma tela de seu escritório, nem sempre se beneficiam dessas interações, disse Pieribone.

“Há um componente social que é essencial”, disse ele. “Queremos trazer todos para o mesmo ‘cômodo’ para que tenham trocas entre eles e essa conexão humana.”

Para expandir em um tipo totalmente diferente de exploração, a Niantic demonstrou no Ignite uma experiência de demonstração do Pokémon GO de prova de conceito que é executada no HoloLens 2. Ela foi projetada para mostrar a visão de uma nova colaboração, que se baseará na mistura da Microsoft e da Niantic e recursos de realidade aumentada.

Na demonstração, que não representa um produto de consumo, Hanke e um bando de Pokémon em seu parque favorito se juntaram à Veronica Saron, gerente de marketing de produto do Pokémon GO, para batalhar em uma sessão de realidade mista compartilhada.

A missão da Niantic é criar tecnologias que permitem que as pessoas se socializem e explorem o mundo juntas, disse Hanke, sejam crianças usando Pokémon GO para explorar seus bairros com pais ou amigos, ou milhares de pessoas se reunindo em parques para festivais.

“O Microsoft Mesh oferece uma maneira totalmente nova de fazer isso”, disse ele. “Essa noção de trazer meus amigos virtuais comigo enquanto eu saio, ando e exploro o mundo – adoro esse conceito e estou realmente interessado em ver o que podemos fazer com isso.”

A demonstração mostra o potencial da experiência Pokémon GO construída na plataforma em escala planetária da Niantic, que permitiu que milhões de pessoas tivessem experiências de realidade aumentada no mundo real, aprimoradas com recursos do Microsoft Mesh, permitindo que as pessoas estivessem presentes juntas em experiências compartilhadas no espaço e tempo e rodando no HoloLens.

“Nossa parte nisso é o trabalho de juntar os mundos digital e físico, conectando os bits e átomos para que essas experiências sejam possíveis usando a plataforma Niantic”, disse Hanke. “Mas as conexões sociais estão realmente no centro de tudo o que fazemos, e as inovações do Microsoft Mesh apenas enriquecem isso.”

‘Outra camada de conexão humana’

Lune Rouge, a iniciativa baseada em Quebec fundada por Laliberté do Cirque du Soleil, também está começando a explorar como o Microsoft Mesh pode permitir que as pessoas participem virtualmente de shows, apresentações teatrais, eventos de DJ ou até mesmo celebrações familiares de locais remotos.

O projeto Hanai World – inspirado na palavra havaiana que, traduzida livremente, significa escolher alguém como família – visa forjar novas conexões entre experiências de entretenimento digital e físico.

O objetivo é criar representações digitais de locais de entretenimento ao redor do mundo e capturar performances ao vivo com fidelidade 3D suficiente para que as pessoas possam vivenciar o mesmo evento pessoalmente ou de sua sala de estar em realidade mista ou virtual. A plataforma faria a curadoria de uma mistura de Lune Rouge e conteúdo gerado pelo usuário em uma ampla variedade de mídias e gêneros.

“Seria um bom complemento para entretenimento ao vivo”, disse Alexandre Miasnikof, Diretor Executivo de Produção da Lune Rouge. “Ele traz outra camada de conexão humana e traz entretenimento para pessoas que normalmente não seriam capazes de comparecer a um evento, seja por causa da localização ou do acesso”.

Dois amigos que moram em costas opostas podem participar do mesmo show como avatares e vivenciar o show juntos, ou talvez, um dia, uma holoportação da avó de alguém que mora em outro país possa interagir com os membros da família em tempo real em uma reunião.

“O que temos hoje é a promessa, e em quanto tempo poderemos cumprir essa promessa, não sabemos”, disse Miasnikof. “Mas achamos que temos uma boa base com o Microsoft Mesh e vamos construir a partir daí.”

Esse é precisamente o objetivo, Kipman disse: ver quais tipos de soluções que poderiam ter sido anteriormente descartadas como impossíveis ou muito demoradas para serem postas em prática, agora podem ser construídas com muito mais facilidade com a plataforma Microsoft Mesh.

“Quando você pensa sobre o que realmente é necessário para inaugurar um novo meio de computação, você tem que fazer investimentos profundos em todo o ecossistema, que é realmente o que a Microsoft fez”, disse ele.

“Agora, convidamos as pessoas a criarem valor além disso e se beneficiarem dos anos de pesquisa e desenvolvimento realmente difíceis que fizemos para oferecer a eles esses recursos.”

Jennifer Langston escreve sobre pesquisa e inovação da Microsoft.

Stone lança competição que vai distribuir prêmio de R$ 60 mil

A Stone, empresa de serviços financeiros, está com inscrições abertas para o desafio Data Challenge. Trata-se de uma experiência prática na área de Data Science desenhada para conectar profissionais e interessados nas áreas de engenharia de dados, engenharia em plataforma de dados e ciências de dados.

O objetivo é promover uma competição focada em descobertas de soluções para cases baseados em desafios reais do dia a dia dos cientistas e dos engenheiros da Stone, e encontrar os melhores talentos de dados do Brasil. Este é o terceiro desafio da iniciativa Top Minds, voltada à valorização da educação e ao desenvolvimento de pessoas.

O programa, que terá todas as etapas de forma on-line devido à pandemia, é composto por quatro fases: inscrição, testes classificatórios, solução de cases e banca final. Na primeira etapa, o candidato deve selecionar o seu perfil técnico. A próxima fase é composta por testes classificatórios individuais, que medirão o nível de conhecimento técnico de cada perfil, além de ajudar a Stone a conhecer mais profundamente cada participante.

Aqueles que obtiverem as melhores pontuações passarão para a próxima fase na qual receberão um case e terão 10 dias para apresentar a melhor solução à problemática Em seguida, os aprovados enviarão o case para a banca avaliadora, composta por líderes e especialistas de dados da empresa, que escolherá os melhores casos para a etapa de apresentações.

Ao final, essa banca selecionará quatro vencedores, um de cada perfil/case, que receberão 15 mil reais cada para serem revertidos em educação, cursos, conteúdos, materiais, entre outros.

“Acreditamos que a melhor forma de mudar e desenvolver o futuro é investindo em educação, por isso, recomendamos que a premiação do desafio Data Challenge seja investida no futuro do ganhador. Queremos que esses talentos cheguem em sua máxima potência”, Livia Kuga, head de atração e seleção e sócia da Stone.

Além do prêmio em educação, ao longo de todo desafio são oferecidos conteúdos que contribuem para o desenvolvimento do participante e um treinamento de Storytelling para os finalistas, habilidade muito importante para os profissionais de dados.

A competição não exige pré-requisitos e os interessados podem realizar a inscrição no site até o dia 15 de março.

Bionexo abre 100 vagas na área de tecnologia

Oportunidades estão disponíveis para diversos níveis e cargos em todo o Brasil

A Bionexo, healthtech líder em soluções digitais para gestão em saúde, terá 100 vagas de emprego na área de tecnologia ao longo deste ano. As oportunidades abrangem diversos níveis de carreira e especialidades como engenharia de dados, finanças e desenvolvedor, entre outros. Neste momento, 20% das vagas já estão publicadas na central de vagas da companhia; as demais vagas serão publicadas nos próximos meses. As etapas do processo seletivo serão integralmente online, assim como todo o processo de onboarding do colaborador. O cadastro é feito pelo link https://jobs.kenoby.com/sejaumbiolover .

A empresa possui horários flexíveis e, desde o ano passado, adotou o regime de trabalho remoto, que será mantido até o fim do ano. Quando a cidade de São Paulo (sede da empresa) entrar na fase verde, o colaborador poderá frequentar opcionalmente para coworking o novo escritório da companhia. O espaço foi reformado e ficou mais eficiente e seguro, de modo a se adequar às regras de isolamento social e protocolos de prevenção ao coronavírus. Os candidatos de outras localidades poderão atuar à distância mesmo após a pandemia.

“A Bionexo é referência na digitalização do setor de saúde no país e está com um plano de expansão diante dos novos desafios neste ano, o que viabilizou a abertura dessas novas oportunidades. Estamos em busca de profissionais arrojados, curiosos e que atuem de maneira colaborativa com foco em resultados”, afirma Rafael Barbosa, CEO da Bionexo.

A companhia oferece programas de valorização ao desenvolvimento físico, intelectual e emocional dos colaboradores. Entre os benefícios, estão o programa de bônus, auxílio creche, gympass, convênio odontológico e programa de saúde mental, que disponibiliza sessões de terapia individuais e coletivas aos funcionários e seus familiares. O bem-estar dos colaboradores é um dos pilares da Bionexo, que promove a inclusão e diversidade entre os colaboradores. Presente em quatro países, a multinacional conta atualmente com 480 funcionários, sendo 380 no Brasil e o restante na Argentina, Colômbia e México.

Bunge inicia programa inédito para monitorar volumes de soja de compras indiretas no Cerrado

Para monitorar a soja adquirida de fontes indiretas no Cerrado brasileiro, algo sem precedentes no setor, a Bunge lança iniciativa pela qual vai compartilhar suas melhores práticas com revendas de grãos na região. Batizado de Parceria Sustentável Bunge, o programa vai orientar os parceiros a implantarem sistemas de verificação da cadeia, incluindo o uso de imagens de satélite. As revendas poderão adotar serviços de imagem independentes ou usar a estrutura de monitoramento geoespacial da Bunge, sem custos. A iniciativa faz parte dos avanços da Política Global de Não-Desflorestamento da Bunge, compromisso público e voluntário, que prevê cadeias livres de desmatamento até 2025.

A Bunge já possui 100% de rastreabilidade em suas compras diretas no Brasil e, só no Cerrado, monitora mais de 8.000 propriedades, alcançando 11,6 milhões de hectares, o que representa 96% dos volumes de compras diretas na região. Com o engajamento das revendas de grãos, a partir do Parceria Sustentável Bunge, a empresa espera alcançar 100% de rastreabilidade e monitoramento também dos volumes oriundos de compras indiretas. Atualmente, a Bunge monitora 30% dos volumes indiretos.

“Nós reconhecemos o importante papel que podemos desempenhar em nossa indústria. Essa iniciativa sem precedentes é o caminho para que a Bunge compartilhe com sua cadeia de suprimentos suas melhores práticas para construção de cadeias de valor rastreáveis e verificáveis. Valorizamos nossa parceria com revendas e produtores para tornar nossa cadeia cada vez mais produtiva e sustentável e acreditamos que soluções em escala e com impactos permanentes só são possíveis com a participação e o engajamento de todos os parceiros da cadeia de valor, dos produtores aos clientes”, diz Rob Coviello, vice-presidente Global de Sustentabilidade da Bunge.

A companhia compartilhará sua experiência, metodologias e ferramentas com as revendas parceiras que tiverem interesse em implementar ou melhorar a avaliação socioambiental de seus fornecedores. Para o monitoramento, que envolve a verificação de áreas de cultivo de soja por imagens de satélite, as revendas poderão optar por contratar seus próprios sistemas ou utilizar a estrutura da Bunge, que a empresa oferece sem custos. O piloto do programa está sendo realizado em parceria com a Agrícola Alvorada e os dados das propriedades com as quais a revenda negocia soja já foram incluídos no ciclo de monitoramentos por satélite da Bunge deste ano

“Contar com o suporte e a expertise de monitoramento e rastreabilidade da Bunge nessa jornada de aprimoramento de nossa cadeia de suprimentos tem sido fundamental. Acelerou o processo de adequação às demandas do mercado”, afirma Jarbas Weis, diretor-presidente da Alvorada.

Monitoramento em escala de fazenda


A Bunge foi pioneira no setor a utilizar dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) em larga escala para obter informações exatas das dimensões das propriedades e suas fronteiras. Isso possibilita observar mudanças no uso do solo com muito mais precisão em cada uma das propriedades monitoradas, o que não é possível quando se tem apenas um par de coordenada GPS. O programa Parceria sustentável possibilitará que as revendas utilizem o mesmo modelo para a verificação de seus fornecedores.

“As revendas de grãos possuem papel importante ao viabilizar o acesso de pequenos e médios produtores ao mercado. Ao auxiliá-las a implantarem sistemas de rastreabilidade e monitoramento contribuímos com todo o setor”, explica Roberto Marcon, diretor de Originação da Bunge.

No âmbito de sua Política Global de Não Desflorestamento, a Bunge também desenvolve diversas ações de incentivo à agricultura sustentável, incluindo linha especial de crédito para expansão agrícola sobre áreas já abertas. Entre as ações mais recentes está o AgroApp Bunge, um novo canal de comunicação direta para abordar temas relacionados à sustentabilidade e oferecer suporte ao produtor. O aplicativo funciona como um hub de informações e ferramentas para apoiar a produção sustentável, além de oferecer aos produtores acesso facilitado, via celular, aos dados do CAR de suas propriedades, o que contribui para o gerenciamento ambiental do imóvel.

Os 50 são os novos 25? Quando o assunto é diversidade, o ageísmo potencializa o desafio às lideranças

Por Marcelo Trevisani

A diversidade tem cada vez mais se tornado um conceito presente na vida de todos. O respeito às pessoas, independentemente de raças, etnias, crenças, orientações sexuais, idades, gêneros, regiões e culturas é fundamental tanto na vida pessoal quanto profissional.  Nas empresas, tem colaborado para torná-las mais responsáveis, além de equilibrar a representatividade de grupos minorizados. Por isso, é notável como crescer o número de empresas com políticas e estratégias que primam por esse quesito.

As ações variadas, com certeza, estabelecem um equilíbrio de equipes, departamentos, metas, para que uma companhia funcione regularmente. Porém, é impossível não deixar de ressaltar um ponto importante nesse cenário: existe um certo tabu quando se trata de profissionais acima dos 50 anos de idade.

É nítido ver players no mercado, seja do tamanho que for, tendo opiniões declaradas de que um jovem na faixa dos 25-30 anos é muito mais capacitado e atualizado do que um adulto de 50-60 anos, principalmente em termos de tecnologia. Por isso, eu te convido a fazer uma simples reflexão: se um médico tem muitos anos de experiência significa que ele deve ser muito bom em sua área de atendimento. Então, por que não pensar isso também de um profissional, principalmente aqueles acima de 50 anos de idade, independentemente da área de atuação?

Um exemplo é Charles Flint, fundador da IBM que criou o grupo de tecnologia aos 61 anos. Foi somente depois de participar da formação de diversos conglomerados americanos, que o empresário formou a holding Computing-Tabulating-Recording Company em 1911, que daria origem à IBM nos anos seguintes. Flint permaneceu no conselho de administração da empresa até 1930, quando se aposentou, aos 80 anos.

E essa realidade não mudou. De acordo com a pesquisa Idade e Empreendedorismo de Alto Crescimento do professor do MIT Sloan, Pierre Azoulay, e do estudante de doutorado Daniel Kim, a idade média dos empreendedores que iniciaram empresas e contrataram pelo menos um funcionário, nos EUA, é de 42 anos.

Posso dar aqui vários outros breves exemplos, como de Henri Nestlé que inventou a farinha láctea aos 52 anos, ou Joseph A. Campbell das Sopas Campbell’s que abriu a primeira fábrica também aos 52 anos e Harland Sanders do KFC, que vendeu a primeira franquia aos 62 anos.

Mas, quando falamos em diversidade e, neste caso, referindo-se a estes profissionais mais “experientes”, existe um termo que descreve bem essa perspectiva: o ageísmo, que de acordo com o dicionário de português online, significa “aversão, visão negativa e preconceito direcionado a pessoas mais velhas”. Ou seja, tal expressão explica exatamente essa visão, ocasionada pelo século XXI, de que os mais jovens são sempre os mais “capacitados”.

Discordo dessa visão de forma generalizada. Ser um líder leva tempo. Pessoas seniores fazem toda a diferença, ajudando a criar uma nova visão sobre longevidade nos tempos atuais. E vejam só, de acordo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, a expectativa de vida do brasileiro, atualmente, gira em torno de 76,3 anos. Porém, segundo pesquisa do mesmo órgão, existe uma projeção de que em 2043, um quarto da população brasileira deverá ter mais de 60 anos, enquanto a proporção de jovens até 14 anos será de apenas 16,3%.

Segundo um artigo da BBC, o número de desaposentados nos Estados Unidos duplicou de 1985 até hoje e cerca de 40% dos trabalhadores aposentados em algum momento decidem retornar ao trabalho e procurar novos postos.  Então, é mais do que hora mudar a visão e combater o ageísmo, pois a realidade brasileira mostra que, nos últimos anos, muitos daqueles que já têm direito a se aposentar preferem continuar trabalhando.  E embora muitas empresas já estejam combatendo o ageísmo diante de um caminho tortuoso, são os líderes que estão começando a agir para mudar esse ciclo vicioso e mostrar que a experiência e habilidades são aliadas. 

É preciso incentivar os mais experientes a compartilharem seus conhecimentos, pois com toda certeza, têm muito a contribuir. É vital incentivar o diálogo entre gerações. Incentivar a troca de conhecimento entre departamentos e oferecer, inclusive, cursos e treinamentos para que todos os colaboradores estejam com seus conhecimentos equilibrados e não se sintam menos capacitados que os mais jovens.

Um filme que retrata muito bem o valor dos profissionais mais experientes se chama Um Senhor Estagiário, que conta a história de Ben Whittaker (Robert De Niro), um senhor de 70 anos que, ao perceber sua vida se tornar mais triste e pacata após sua aposentadoria e morte de sua esposa se candidata a uma vaga de um programa de estágio para idosos. Ao ser aprovado, passa a trabalhar num e-commerce e o desenrolar mostra como a relação entre jovens e maduros pode ser promissora e trazer reconhecimento e crescimento para ambos os lados.

Se toda essa perspectiva que foi retratada em um filme, considerado sucesso de bilheteria, teve um grande reconhecimento e tal prática já tem sido aplicada em algumas empresas espalhadas pelo nosso mercado de trabalho, por que não refletirmos ainda mais sobre isso e aplicarmos em nosso dia a dia?

As áreas de comunicação e marketing, mais propriamente dita, podem ser cruéis sobre o ageísmo, mas como já disse em outros artigos, ser líder, na atualidade, é influência. Afinal, para gerar conexão com as pessoas, é preciso ser autêntico, inteiro, verdadeiro e, assim, aprender a integrar gerações e suas diversidades. Por isso, a experiência e o conhecimento são peças-chaves que não devem ser descartadas. Quando falo de conhecimento, vejam bem, não estou falando apenas de bagagem acadêmica; aprendi isso tarde, mas aprendi. Ser líder hoje dá muito mais trabalho.

Portanto, acredito piamente na união da prática da liderança com a diversidade, para encontrar um caminho de muito sucesso e excelência profissional que agregue pessoas. Se uma empresa não promove a inclusão, estará naturalmente promovendo a exclusão e consequentemente apoiando a segregação. Portanto, as empresas precisam estar preparadas para receber e manter colaboradores de nível sênior em seus quadros com ações que gerem o equilíbrio entre todos.

Marcelo Trevisani – com mais de 18 anos de experiência como profissional nas áreas de Digital Marketing, Transformação Digital, Inovação, Chief Marketing Officer, é considerado um dos nomes mais relevantes da área.

Marketplaces cresceram mais que o dobro do comércio eletrônico tradicional em 2020

A Mirakl, a primeira e mais avançada plataforma SaaS de marketplace comercial, lança hoje o Enterprise Marketplace Index 2021 , a maior e mais abrangente análise de dados sobre marketplace de terceiros do setor. O Enterprise Marketplace Index (“o Índice”) mostra que os marketplaces avançaram mais de 80% na evolução anual no quarto trimestre de 2020, mais do que o dobro da taxa de crescimento geral do comércio eletrônico.

O Índice analisa as métricas de referência apresentadas pelos maiores varejistas à medida que lançam e expandem seus marketplaces, quantificando o impacto das iniciativas estratégicas, operacionais e de merchandising que os operadores usam para impulsionar o crescimento e a lucratividade das plataformas. Os dados representam mais de 60 marketplaces varejistas de todo o mundo, que geram bilhões de dólares em volume bruto de mercadorias (GMV) com mais de 50.000 vendedores oferecendo mais de 60 milhões de produtos.

“Todo varejista precisa dominar as estratégias de marketplace para competir na economia majoritariamente digital de hoje, e o Índice traz uma base para fazer exatamente isso”, disse Adrien Nussenbaum, co-fundador e CEO da Mirakl nos EUA. “Os dados demonstram claramente que os varejistas podem, por exemplo, aumentar simultaneamente as vendas no marketplace e o tráfego geral do comércio eletrônico, expandindo suas bases de vendedores e de produtos – caindo por terra os temores de canibalização. Insights como esses são vitais para o sucesso dos marketplaces”, diz.

Dentre as principais descobertas, estão:

• Marketplaces de empresas cresceram mais que o dobro que o e-commerce tradicional.

Em meio a uma aceleração sem precedentes da transformação digital, o avanço dos marketplaces comerciais ultrapassou em muito a taxa de crescimento dos modelos tradicionais de comércio eletrônico. No quarto trimestre de 2020, os marketplaces expandiram 81% na evolução anual, mais do que o dobro da taxa de crescimento geral do comércio eletrônico. Esse aumento é um forte indicativo de que varejistas que operam marketplaces estão se tornando verdadeiros destinos de compras, com um volume crescente de compradores navegando tanto pelas ofertas do marketplace quando pela seleção de produtos originais.

• Os vendedores são a base do crescimento geral dos marketplaces. Os varejistas que atuam em marketplaces aumentaram em média 46% suas redes de vendedores, enquanto o volume bruto de mercadorias por vendedor subiu 24%. Isso demonstra que os vendedores não canibalizam o crescimento uns dos outros. Além disso, o Índice descobriu que o acréscimo de novos vendedores leva a um crescimento incremental para cada vendedor – inclusive nas ofertas de produtos próprios de cada varejista.

• Atendendo à demanda, varejistas aumentam a variedade de produtos – e sobem ainda mais o volume geral de vendas.

As necessidades dos compradores se tornaram mais urgentes em 2020, disparando a procura por categorias de produtos críticos, como equipamentos de proteção individual, mantimentos e artigos esportivos. Como os compradores procuravam produtos prontamente disponíveis, os varejistas que conseguiam suprir suas necessidades imediatamente saíam na frente. O Índice mostra que os operadores de marketplace estavam preparados para prosperar nesse ambiente, respondendo com um aumento médio de 32% na variedade de produtos ofertados. O resultado foi que esses varejistas tiveram um ganho de até 81% no volume bruto de mercadorias vendidas.

• Os marketplaces contribuem para o crescimento do tráfego do site.

Os marketplaces impulsionam todo o site de comércio eletrônico dos varejistas, pois aumentam a variedade dos produtos, melhorando também a renovação e a qualidade do conteúdo oferecido. De acordo com o Índice, os varejistas que adotaram o modelo de marketplace viram um aumento de 34% no tráfego geral orgânico de seus sites, tirando proveito de uma maior demanda e da maior relevância, sem gastar nada a mais com marketing.

• Vendedores dos marketplaces impulsionam o crescimento dos resultados financeiros.

A medida mais clara do impacto direto dos marketplaces é o quanto contribuem para as receitas totais. O Índice descobriu que, com uma contribuição com o volume bruto de mercadorias de US$ 109.766 por vendedor, multiplicado pelas taxas de comissão do marketplace, os varejistas observaram uma contribuição líquida de quase US$ 15.000 por vendedor para as receitas, beneficiando diretamente os seus resultados financeiros.

“No primeiro ano do nosso marketplace no ar, nós triplicamos o número de ofertas na BestBuy.ca”, diz Thierry Hay-Sabourin, vice-presidente sênior de eCommerce, Marketplace e Tecnologia da Best Buy Canada. “Esse crescimento de volume de produtos relevantes impulsionou nossos resultados de SEO, levando a um considerável crescimento anual de tráfego orgânico para o website durante o primeiro ano. Nosso marketplace tem um papel essencial na nossa estratégia de SEO desde então”.

“Queremos ser o vendedor que os clientes procuram para comprar qualquer coisa, a qualquer hora e em qualquer lugar. Ao construir um marketplace com um ecossistema de vendedores terceirizados, agora podemos oferecer mais de 2 milhões de produtos e o resultado disso é que nossos clientes continuam nos procurando. O marketplace é o motor por trás do crescimento do nosso comércio eletrônico”, conta José Nilson Ferreira, diretor de Marketplace do Carrefour Brasil.

Volume de vagas em regime de trabalho remoto dispara 309% em 2020

Home office ganha novo status durante a pandemia

As ofertas de emprego em modelo home office, trabalho remoto ou teletrabalho dispararam no ano passado. É o que revela levantamento realizado pela VAGAS.com, líder em soluções tecnológicas de recrutamento e seleção . De acordo com a companhia, o volume de vagas ofertadas pelas empresas em regime de trabalho flexível aumentou 309% em 2020, saltando de 594 posições em 2019 para 2428 no ano passado.

“Notamos um maior interesse por parte dos nossos clientes na oferta de vagas em modelo home office a partir do segundo trimestre, justamente no período em que a pandemia registrou forte expansão de casos registrados no Brasil, forçando as empresas a se readequarem para que não perdessem a produtividade. São posições onde há preponderância do trabalho a distância e com atividades que o funcionário pode realizar sem ter de se deslocar até o trabalho. Era um tipo de atividade com baixa frequência de vagas ofertadas em nosso sistema e que acabou gerando um volume gigantesco a partir dos novos tempos a que todos fomos submetidos”, explica Rafael Urbano, especialista em Inteligência de Negócios da VAGAS.com.

De acordo com Urbano, os setores que mais contribuíram para esse aumento de posições em regime de trabalho flexível foram Tecnologia (41%), Finanças (11%), Consultoria e Gestão Empresarial (10%), Seguros (8%), Telecom (7%), Educação (4%) e Outros (19%).

Entre as áreas mais buscadas pelas empresas para atuação remota aparecem: Tecnologia (38%), Vendas (10%), Recursos Humanos (4%), Marketing (4%), Administrativo (3%), Financeiro (2%), Telemarketing (2%), Atendimento (2%), Consultor (2%), Direito (1%), Contabilidade (1%), Inteligência de Mercado (1%) e Outros (20%).

369 oportunidades abertas para trabalho à distância

Na plataforma de empregos VAGAS.com.br há, neste momento, 369 vagas para atuar em modelo home office, trabalho remoto ou teletrabalho. As remunerações, exigências para candidatura, perfil e benefícios variam em cada oferta. Para ter mais informações sobre as oportunidades oferecidas pelas empresas, baixe o aplicativo ou acesse https://www.vagas.com.br e pesquise as vagas pelas palavras-chave home office, trabalho remoto ou teletrabalho.

*Todas as vagas do site VAGAS.com.br são divulgadas pelas próprias empresas contratantes, portanto, elas podem sofrer atualizações e/ou não estarem mais disponíveis no portal a qualquer momento.

Startup Tagme apresenta o Smartlink, plataforma digital que reúne serviços para restaurantes e diminui a dependência de aplicativos de entrega

A pandemia de Covid-19 acelerou a busca do setor de bares e restaurantes por alternativas que garantam a sua sobrevivência. Muito embora a solução mais óbvia e imediata fosse consolidar os serviços de delivery, com o passar do tempo ficou claro que apenas as entregas não seriam suficientes para manter as portas abertas. E que depender de aplicativos terceirizados está longe do ideal. Neste contexto, a Tagme Food Solutions, startup líder em soluções de hospitalidade para restaurantes no país, investiu em pesquisa e inovação e desenvolveu o Smartlink, uma nova solução digital capaz de integrar todos os serviços dos restaurantes ao alcance de um clique, gerar novas receitas e diminuir a dependência dos aplicativos de delivery.

Mesmo antes da pandemia, o consumidor mais digital e conectado já exigia um novo tipo de atendimento no segmento de alimentação. Ainda em 2019, a 13ª Pesquisa Setorial ABF Food Service apontava que 78% das marcas pesquisadas pretendiam investir em tecnologias de serviços delivery no ano seguinte, contra 66% no ano anterior. Os pedidos online vieram a seguir, com 68% das projeções de investimento, contra 53% no mesmo período.

Em todo o Brasil, apenas 9% das vendas de restaurantes eram feitas por entrega. Atualmente a modalidade supera 30% do total – com previsão de que se mantenha assim mesmo com a reabertura.

Neste contexto, a demanda pelos aplicativos de entregas disparou. Segundo pesquisa da startup de gestão de finanças Mobilis, os gastos dos brasileiros com as principais empresas do setor cresceram 103% no primeiro semestre de 2020.

Mas a relação entre os restaurantes e aplicativos nem sempre é tranquila. Entre as empresas menores, as reclamações vão das altas taxas cobradas (entre 25% e 30%) à falta de visibilidade nas plataformas, em detrimento de marcas maiores ou que têm contrato de exclusividade.

Mas se com a chegada da pandemia, o delivery virou regra, com a reabertura dos estabelecimentos, foi necessário reinventar modelos de atendimento para se adaptar a uma realidade de menos contato físico e otimização das soluções digitais.

Das reservas virtuais a um novo jeito de fazer delivery, restaurantes ganham ferramenta poderosa para vendas dentro e fora do salão

Surgiu assim o Tagme Smartlink, um ambiente digital que reúne dezenas de funcionalidades, atividades e demandas da operação em um único link. O serviço já vem sendo adotado na prática por todos os mais de mil restaurantes que já eram clientes da companhia, em quase 100 cidades brasileiras. Incluindo restaurantes premiados e grandes redes como 348 Corrientes, Gurumê, Serafina e Temakeria & Cia. A grande maioria foi beneficiada automaticamente no mínimo pela inclusão do serviço de espera remoto e da visualização do cardápio digital.

Na prática, trata-se da primeira solução omnichannel – metodologia que reúne e interliga diversos serviços simultaneamente em um único ambiente – para restaurantes do Brasil. O Smartlink permite que estabelecimentos de todos os tamanhos, em qualquer lugar do país, unifiquem o acesso a serviços como sistema de reservas online, menus e cartas de vinho digitais, lista de espera virtual, pré-venda de itens do menu, pedidos para retirada, entregas em locais próximos e como não poderia faltar, delivery. O último deles com um importante diferencial.

Através do Smartlink o restaurante pode direcionar o consumidor para aplicativos de entrega, ou operar através de delivery próprio, cuja interface também é produzida pela Tagme. Assim os estabelecimentos deixam de ser reféns das margens e comissões elevadas cobradas pelos aplicativos, mas deixam os clientes à vontade para escolher em qual canal preferem pedir. A novidade impõe um desafio logístico ao setor, mas uma vez que seja superado, pode virar o jogo a favor dos restaurantes. Esta disputa tem, de um lado, aplicativos de entrega ganhando muito, com relações com entregadores no mínimo questionáveis, e de outro, os restaurantes reféns de um serviço terceirizado que, apesar de gerar venda, diminui muito suas margens de lucro e nem sempre atua de maneira eficiente.

João Paulo Alves, CEO da Tagme, fala sobre a importância dos restaurantes terem maior independência e controle de suas rotinas. “Estamos há 12 anos trabalhando intensivamente com os melhores restaurantes do Brasil, depois de tanto tempo, acredito que conseguimos atingir um modelo que reúne todas as funcionalidades e que equilibra melhor as forças do setor sempre com foco no interesse do nosso cliente.” aponta o executivo.

Outro diferencial importante é que, ao contrário dos aplicativos de entregas, todas as ações nos serviços do Smartlink, da reserva de mesa ao pedido de delivery, geram dados para o próprio estabelecimento que podem ser usados para impulsionar cada vez mais as vendas, tanto porta para a dentro quanto porta para fora dos estabelecimentos.

Deste modo, o empresário não apenas amplia a sua base de clientes, mas gera inteligência para sua operação, entende os hábitos do público, pode moldar promoções, ou até mesmo otimizar a rotina do restaurante de acordo com os dados coletados. Dados estes que incluem desde o tempo de ocupação de cada mesa, em média, horários de pico de reservas e entregas até calcular a compra de acordo com os pedidos, evitando desperdícios.