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Mesa robótica une inteligência humana e artificial

Os mais recentes avanços tecnológicos e industriais começaram a abrir espaço permitindo maior interação na cadeia de produção. O que há de mais novo dentro do conceito de Indústria 4.0 é a capacidade de inovar sistemas e produtos, permitindo a personalização e customização.

De olho nesse cenário, a Festo, multinacional alemã líder em automação industrial, desenvolveu o BionicWorkplace, um sistema que une inteligência artificial com a inteligência humana.

A mais recente inovação conta também com o BionicCobot, braço robótico biônico, que trabalha em conjunto com vários sistemas de assistência em rede e que se comunicam entre si. A mesa possui um sistema de aprendizado e antecipação que se aperfeiçoa continuamente.

No campo de visão do operador, há uma grande tela de projeção, que fornece todas as informações relevantes e reage dinamicamente com o conteúdo aos requisitos relevantes. Ao redor da tela de projeção, vários sensores e sistemas de câmera são instalados, que registram constantemente as posições do operador. Dessa forma, um humano pode interagir diretamente com o BionicCobot e controlá-lo usando movimento, toque ou fala.

O sistema reconhece o operador e seus movimentos por uma roupa de trabalho especial, equipado com sensores de inércia, e uma luva integrada com marcadores infravermelhos, utilizando mais um conceito que é uma tendência hoje em dia que são as tecnologias wearable. Com a ajuda dos dados gravados no sensor, o BionicCobot é capaz de entregar objetos ao humano de forma segura e precisa.

O software inteligente processa simultaneamente as imagens da câmera posicionada no centro da mesa, juntamente com outros dados. Ele usa todas essas informações para obter a sequência ideal do programa. O sistema então divide as tarefas de forma conveniente para o robô e outras ferramentas, a fim de dar ao humano o melhor suporte durante o trabalho.

O sistema vai coletando novos dados a cada nova resolução. Isso cria um chamado mapa semântico que cresce continuamente. Ao longo dos caminhos de rede, os algoritmos armazenados constantemente tiram conclusões dinâmicas. Como resultado, uma sequência controlada, programada e definida gradualmente se transforma em um método de trabalho muito mais livre, flexível e integrado.

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Darwin Startups faz parceria com TransUnion para impulsionar programa de aceleração

Para impulsionar ainda mais a inovação no Brasil, a TransUnion, companhia global de soluções de informação presente no Brasil desde 2012, e a Darwin Startups, um dos primeiros programas de aceleração de startups baseado em Santa Catarina, anunciaram hoje uma parceria que ajudará as principais startups do país.

Nesta iniciativa focada no ecossistema de startups no Brasil, a TransUnion tem como objetivo incentivar o desenvolvimento de soluções inovadoras e por isso apoiará o programa de aceleração do Darwin Startups, que acontece anualmente.

A parceria é um reflexo de atuação global da TransUnion em inovação, bem como da confiança no desenvolvimento do mercado brasileiro, onde já oferece soluções reconhecidas em diversos segmentos. De acordo com um estudo feito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a organização Finnovista, o Brasil possui a maior concentração de FinTechs na América Latina.

“A TransUnion é uma empresa com veia inovadora, que busca melhorar a qualidade de vida das pessoas, viabilizando o acesso a bens e serviços por meio de soluções para a tomada de decisão no relacionamento das organizações com seus clientes e parceiros. Por isso, vimos no Darwin uma oportunidade de apostar ainda mais em inovação no mercado brasileiro, contribuindo com o desenvolvimento do mercado e, consequentemente, ajudando a oferecer novas tecnologias que impactem a vida dos brasileiros”, afirma Juarez Zortea, Presidente da TransUnion no Brasil.

O Darwin Startups, novo parceiro da TransUnion, surgiu em 2015 e tem escritórios em Florianópolis (SC) e São Paulo (SP). O trabalho da aceleradora consiste em investir financeiramente e auxiliar as startups selecionadas por meio de mentorias e networking para o desenvolvimento de projetos inovadores. Até 2017, o programa investiu R$ 6 milhões em startups e a expectativa para 2018 é aportar cerca de R$ 5 milhões. No total, 30 empresas já foram investidas e neste ano o projeto pretende apoiar até 20 novas startups.

Os negócios selecionados pela aceleradora podem receber até R$ 170 mil líquidos e mais R$ 500 mil em benefícios / serviços. As empresas que participam do processo seletivo são voltadas para Big Data, Fintech, Insurance, TI e Telecom, áreas de atuação dos parceiros do Darwin Startups (B3, Neoway, RTM, CNSeg Par), que agora passa a contar também com a TransUnion.

“Nós procuramos reunir os parceiros ideias para ajudar as startups a atingirem o melhor do seu potencial. Procuramos times formados por pessoas com experiência prévia nos mercados em que atuam, perfis complementares e um sonho grande”, afirma Marcos Mueller, CEO do Darwin.

Em março de 2017, a TransUnion inaugurou o Innovation Lab, espaço de cocriação instalado na sede da companhia em Chicago, em que FinTechs são convidadas a desenvolver soluções com suporte e mentoria dos profissionais da TransUnion. Em abril deste ano, o escritório da TransUnion nos Estados Unidos lançou o Startup Credit Kit, solução que oferece às novas empresas acesso rápido e fácil a informações e dados alternativos referentes a tendências de crédito e prevenção a fraude.

No Brasil, a TransUnion também lançou recentemente um espaço com foco em inovação, o The Hub – TU, que ainda reúne áreas para ações voltadas à qualidade de vida, e de interação e convivência horizontal entre colaboradores e a comunidade em geral, incluindo clientes e parceiros. “Essa parceria traz numerosas circunstâncias favoráveis à troca, em que podemos compartilhar nossos conhecimentos com empresas inovadoras, ao mesmo tempo em que aprendemos em um ambiente criativo de startups”, acrescenta Zortea.

O primeiro resultado da parceria entre a empresa e o Darwin será a participação da TransUnion na 4ª turma do programa de aceleração, que terá início ainda no primeiro semestre deste ano.

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Computação Cognitiva: transformando as operações de TI

Por Letícia Missali, Head de Marketing da Dynatrace América Latina

À medida que a tecnologia e a performance de aplicações se tornam necessárias para o sucesso dos negócios, as empresas precisam buscar saídas para driblar os entraves impostos pela complexidade de TI. Embora ainda pouco adotada, a Computação Cognitiva é um sistema de Inteligência Artificial (IA) capaz de compreender e interpretar grande volume de dados a partir de linguagem natural, imagens, textos e de outros dados, estruturados e não estruturados. Em outras palavras, reduz esforços, reage rapidamente aos problemas, previne falhas e provém o impacto nos negócios.

Uma pesquisa realizada pela consultoria Deloitte sobre os benefícios da computação cognitiva no ambiente corporativo indica que 28% dos 2.300 profissionais entrevistados consideram que a tecnologia auxilia na inovação de produtos e serviços, e 23% afirmam que programas são fundamentais para analisar informações, melhorar a operação e otimizar a estratégia de projeto. Com o apoio de tecnologias para monitorar aplicações em tempo integral e de maneira completa, a Computação Cognitiva é uma novidade eficaz que pode ser aplicada em diversas áreas, incluindo medicina, finanças, engenharia, atendimento a clientes, entre outras. De acordo com a Forrester Research, a tecnologia possui quatro principais objetivos: redução do esforço das aplicações base de performance; reagir rapidamente para resolver problemas; antecipar falhas antes de impactar os usuários; e analisar o real impacto que os problemas surgidos podem ter para os negócios e para a imagem ou receita da empresa.

Por ser uma tecnologia capaz de aprender, raciocinar e interagir de forma natural e personalizada, a Computação Cognitiva é tendência em todos os mercados e tem alto potencial de mudar o modo como as pessoas vivem, trabalham e interagem. Um estudo de mercado sobre essa tecnologia, produzido pela IDC, prevê um crescimento nas receitas mundiais de US$ 8 bilhões em 2016 para US$ 47 bilhões em 2020, uma taxa de crescimento de 55,1%.

Diante desse cenário, pode-se dizer que a experiência digital ganhará cada vez mais peso em todas as indústrias, motivando as empresas a estabelecer novos critérios de avaliação de performance adequados à Computação Cognitiva e também incluindo outras tecnologias relacionadas a serviços digitais, como Computação em Nuvem e os aplicativos móveis.

Tecnologias derivadas da Inteligência Artificial serão as mais inovadoras nos próximos dez anos. E podemos considerar isso por conta do imenso poder computacional e da alta disponibilidade de dados, visto como quase infinitos. Empresas que buscam crescimento e amadurecimento de mercado precisam investir nessas tecnologias como aposta assertiva para o futuro, já que, em breve, tudo se baseará na IA e tecnologias derivadas, como deep learning, deep reinforcement learning, machine learning, drones, robôs inteligentes e ambientes de trabalho inteligentes.

As companhias mais visionárias já estão percebendo a grande vantagem de inserir os negócios na era digital para gerar resultados extremamente positivos no presente e futuro. No caso da Computação Cognitiva, as empresas que souberem aproveitar ao máximo seus benefícios terão ganhos imensuráveis e sairão na frente de seus concorrentes. Em poucos anos, os executivos de TI conseguirão se dedicar aos negócios inteiramente de maneira estratégica, pois as atividades rotineiras e operacionais estarão sob responsabilidade de robôs. Engana-se quem acha que irá faltar empregos, a Inteligência Artificial será responsável por criar mais de dois milhões de empregos até 2025, segundo o Gartner. Resta saber quais serão as empresas mais ágeis nessa nova corrida digital.

A Inteligência Artificial vai roubar seu emprego?

Por Leonardo Bossan

Recentemente, uma das maiores referências em inovação da atualidade, Elon Musk, falou mais uma vez sobre seus receios em relação aos avanços da Inteligência Artificial (IA). Antes de partir, em março, um dos maiores gênios do nosso tempo, Stephen Hawking, também se manifestou com preocupação sobre o andar do machine learning: “pode ser a melhor ou a pior coisa que já aconteceu à humanidade”.

Opiniões como essas somadas à estranheza causada pelas referências cinematográficas – que vêm automaticamente à nossa mente com flashes de filmes futurísticos, muitas vezes apocalípticos, –, dão um toque de temor ligado à aderência destas tecnologias. É uma nova versão da Revolução Industrial? A Inteligência Artificial vai roubar o seu, o meu emprego?

O ser humano, desde seus primeiros registros, busca alternativas para aumentar a sua produtividade ao criar ferramentas para ajudá-lo em tarefas que são mecânicas e mantêm um padrão. Por isso, quando consegue resolver uma nova equação neste sentido, o conflito é sempre originado da sensação de “criação superando o criador”.

Analisando a questão por diversas óticas, entendo que a pergunta já não é mais se a IA é uma realidade ou não em nossas vidas. A questão agora é: quais são as oportunidades de negócios e de empregos neste novo mundo que está em desenvolvimento?

Fábio Scopeta, diretor de Engenharia e Inovação da Microsoft LATAM, disse, em aula para a série Trends, do meuSucesso.com, que não é tão claro para as pessoas que o avanço da Inteligência Artificial tem o intuito de aumentar a capacidade humana e não de substituir o humano.

Já Bruno Bratti, engenheiro-chefe da Wave Computing – uma startup do Vale do Silício especializada em big data e IA – afirmou, na mesma série, que o futuro das companhias em todo o mundo passará por modelos híbridos de trabalho, em que humanos estarão, juntamente com as máquinas, buscando soluções e novas alternativas para consumidores e diversos mercados. Isso significa que a Inteligência Artificial não tem capacidade de gerar valor por si só, a menos que seja em parceria com a criatividade humana.

Assim como Scopeta e Bratti, acredito que o único caminho para este “admirável mundo novo” é encarar o machine learning como uma realidade, ao invés de lutar contra ele. Observamos inúmeros profissionais e companhias perderem oportunidades ao tentar manter o status, baseados em modelos de negócios ou funções obsoletos. Um exemplo recente é o movimento de taxistas no Brasil que tentaram combater novas formas de transporte coletivo. Não é um caso com aplicação de IA, mas ilustra bem a resistência da categoria ao não conseguir deter avanços de novas empresas oferecendo serviços semelhantes a custos menores – e muitas vezes, até com mais qualidade. Isso significa que o tempo investido na resistência foi praticamente inútil.

Obviamente, grandes pensadores como Hawking têm razão em nos alertar sobre os possíveis caminhos da IA no mundo e seus impactos ainda imensuráveis. Porém, para aqueles que não desejam ser levados pela onda do “avanço”, o ideal é observar (e entender) todas estas mudanças com otimismo, abrindo, assim, caminhos para novas ideias e oportunidades que surgirão e que já estão surgindo.

Leonardo Bossan é diretor da escola digital de negócios meuSucesso.com.

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Eventbrite anuncia parceria comercial com Instagram no Brasil

Depois de firmar parcerias com o Facebook e Spotify, a Eventbrite, plataforma líder global em tecnologia para eventos e venda de ingressos e inscrições, anunciou em maio mais um parceiro de distribuição, o Instagram.

Com mais de 200 milhões de visitantes em perfis de marcas ou empresas, o Instagram é a plataforma de descoberta visual incrivelmente poderosa. E a partir de hoje, os criadores de eventos da Eventbrite podem adicionar um botão “Obter Ingressos” à página de perfil de sua conta comercial do aplicativo e facilitar os compradores em potencial. Por meio dessa integração, as pessoas conseguem ter acesso aos eventos e vivenciar uma experiência única na hora de comprar ingressos.

A startup é a primeira parceira de emissão de ingressos para eventos ao vivo do Instagram e a única no Brasil. A possibilidade de adicionar um botão “Obter Ingressos” agora está disponível para os 25 milhões de empreendedores e marcas que possuem perfis de negócios no Instagram globalmente.

“Nós estamos orgulhosos em lançar essa integração global, antes de qualquer outra empresa, disponibilizando-a em todos os mercados em que operamos, incluindo o Brasil”, afirma Hugo Bernardo, Country Manager da Eventbrite no Brasil.

Sobre a integração:

O Instagram sempre foi um canal eficaz para aumentar a sua comunidade e alcançar novos fãs e participantes em potencial. Com mais de 800 milhões de usuários ativos por mês, o Instagram conecta eventos ao vivo e experiências a um público de descobridores em grande escala. Os organizadores e produtores de eventos a partir de hoje poderão aumentar o alcance de seus eventos ao inserir o botão “Obter Ingressos” aos seus perfis comerciais. Além do famoso link na bio, poderão ter um botão que direciona as pessoas que estão visitando o perfil diretamente para a página de venda de ingressos e inscrições.

Ao clicar no botão, os potenciais participantes serão direcionados a uma página de perfil da Eventbrite que lista todos os eventos de um criador de evento ou para a URL de um evento específico.

O botão “Obter tickets” não apenas é muito mais acionável, como também leva a uma verificação simplificada que atrai automaticamente o nome e o e-mail do comprador de seu perfil do Instagram. Com menos etapas, a empresa pretende aumentar a conversão de venda de ingressos de seus usuários.

Felipe Continentino, sócio-fundador da plataforma Queremos! É um dos organizadores de eventos que já testaram a integração. “Para nós, que temos muitas datas/shows diferentes à venda ao mesmo tempo, conseguimos dar uma maior prioridade às necessidades do Queremos! Festival, com essa integração”.

Os criadores de eventos também podem acompanhar as vendas de ingressos do Instagram em sua conta Eventbrite, para que possam se manter informados e tomar melhores decisões de negócios sobre onde investem seu tempo em marketing e mídias sociais.

A economia da experiência

A parceria com o Instagram é uma extensão de uma longa e bem-sucedida relação entre a Eventbrite e o Facebook. “Nós vendemos milhões de ingressos por meio de nossos parceiros de distribuição somente em 2017, e estamos entusiasmados em conectar uma tendência crescente de descoberta visual para ajudar nossos clientes a atrair mais participantes para seus eventos. É o que chamamos de “Economia da Experiência”. Em uma recente pesquisa que fizemos, constatamos que três em cada quatro Millennials preferem gastar dinheiro em experiências do que com coisas materiais. Agora os criadores de eventos da Eventbrite têm mais uma ferramenta para alcançar novos públicos e vender mais ingressos”, finaliza, Hugo Bernardo.

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A desburocratização do setor de RH

Por Fredy Evangelista

Apesar de toda modernidade que tem impactado as empresas atualmente, o setor de Recursos Humanos ainda é um dos que tem muita resistência por conta de toda a burocracia que o envolve – desde a contratação de uma nova pessoa, até o armazenamento de documentos. Hoje, para se contratar um novo funcionário padrão em uma empresa brasileira, são necessários em média 20 tipos diferentes de documentos, que precisam ser analisados e guardados no período de 5 a 20 anos. No decorrer da vida desse empregado na empresa, o governo também exige o cadastro e armazenamento das informações referentes aos eventos periódicos como atestados, férias e afastamentos.

Pensando em desburocratizar esse setor, o governo lançou o E-SOCIAL, um sistema público de escrituração digital que unifica todas as obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas da empresa. Na prática, os profissionais que lidam com a gestão de pessoas terão de enviar os dados exigidos de maneira periódica por meio de uma plataforma on-line. O projeto trará alguns impactos significativos, porém as empresas continuarão a enfrentar desafios como: o que fazer para simplificar a gestão da documentação destes funcionários?; agora todos os documentos serão digitalizados, então todos os gestores serão obrigados a escanear os milhares de papéis que entram e saem do setor todos os dias?

Graças a tecnologia, diversas empresas já conseguem otimizar e simplificar muitos processos. Aqui na Vianuvem, criamos uma plataforma simples e intuitiva que tem como objetivo acelerar e dar mais controle aos documentos do processo de contratação, eventos trabalhistas e demissões. Trata-se de uma plataforma onde o próprio candidato é convidado, por meio de e-mail e SMS, a cadastrar seus documentos para a admissão no próprio celular, e estes são automaticamente organizados no workflow da plataforma, chegando para o setor de RH da empresa de forma on-line, evitando copias e burocracias no trâmite desta documentação.

Outros exemplos que posso citar de startups ligadas a desburocratização desse setor são a Convênia, software na nuvem de gestão de Departamento Pessoal, benefícios e folha e a Talent Brand, startup de recrutamento e seleção de candidatos. Não é à toa que as HRTechs, empresas que trazem inovações para o RH, estão em alta. Todos trabalhando a favor da inovação e avanço do segmento, facilitando e otimizando o setor de Recursos Humanos, da melhor maneira possível. Daqui para frente, fica a critério das empresas se adaptarem a essas modernidades e trabalharem junto conosco para que a desburocratização desse setor enfim ser concreta.

Fredy Evangelista é CEO da Vianuvem, startup especializada em gestão processos online

Falta de mão de obra em tecnologia força capacitação interna

Com dificuldade para encontrar profissionais qualificados para ocupar cargos especializados, empresas de tecnologia estão optando por desenvolver programas internos para capacitar os talentos para ocupações específicas. Os treinamentos também auxiliam a diminuir a rotatividade dos colaboradores e fazem com que o profissional gere o resultado esperado pela companhia com mais eficiência e rapidez.

A Locaweb, empresa líder em serviços de internet no País, sentiu essa dificuldade em preencher vagas para cargos técnicos e decidiu por desenvolver um programa de capacitação. Intitulado Quero Ser Dev, o treinamento foi iniciado em 2015 e visa formar novos desenvolvedores. Até o momento, duas edições do projeto já aconteceram. “Nosso foco é formar os profissionais de acordo com a cultura da empresa e criarmos um banco de talentos para, assim, suprir as demandas existentes”, afirma Raquel Parente, gerente de Recursos Humanos da Locaweb.

Entre os resultados positivos da iniciativa, destacam-se a adaptação do jovem talento à empresa, que duraria cerca de seis meses e passou a ser de apenas dois meses, e a maior flexibilidade nos times, pois os jovens passam por diversas áreas internas no momento da capacitação. “Uma parte dos contratados já assumiu projetos mais complexos, sendo que alguns já coordenam pessoas. Além disso, a empresa ‘aprendeu’ a treinar pessoas com mais agilidade e eficiência”, completa Raquel.

A falta de profissionais qualificados no segmento de Tecnologia da Informação (TI) é um problema crônico que as empresas do setor enfrentam. De acordo com o levantamento The Network Skills in Latin America, encomendado pela Cisco à IDC, em 2015, o País teve um déficit de 195 mil profissionais qualificados. É esperado, porém, que esse número caia para 161 mil até 2019.

De acordo com Raquel, o tempo de preenchimento de vagas pode variar de três meses a seis meses, a depender da complexidade que o cargo exige. “Por isso, e por conta da alta demanda de adequação às novas tecnologias, a Locaweb desenvolveu o programa”, diz. De acordo com ela, 19 desenvolvedores júniores foram contratados desde o início do Quero Ser Dev. “Acreditamos que em 4 ou 5 anos conseguiremos diminuir drasticamente a rotatividade, que é quando esses profissionais, atualmente júniores, se tornarão sêniores, perfil com maior camada de rotatividade da companhia”, conclui.

GFT expatria executivo Carlos Kazuo para os Estados Unidos

Com a sua política de valorização e reconhecimento de talentos, a GFT, empresa de Tecnologia da Informação especializada em Transformação Digital para o setor financeiro, expatria o executivo Carlos Kazuo Missao para a unidade de Nova York, nos Estados Unidos. No país, o profissional vai atuar como gerente executivo de projetos, inicialmente apoiando as soluções para o setor de Banking (Retail e Investment Banking).

Um dos grandes desafios é consolidar a área de projetos relacionados à transformação digital, especialmente apoiando os clientes nas suas estratégias de migração para nuvem e na adoção de arquiteturas baseadas nos conceitos de Open Banking. Também acumulará a função de apoiar a gestão interna de carreira dos consultores da GFT nos EUA.

Há mais de um ano na GFT Brasil, Kazuo era o responsável por gerenciar o time de entregas, composto por mais de 400 pessoas. Na função, enfrentou o desafio de atender o crescente aumento de demanda por entregas de projetos; ajudou no desenvolvimento de profissionais sob a sua alçada, capacitando a equipe para o ambiente digital; e também participou do progresso do time de vendas na criação das melhores práticas para transformar a operação em 100% Agile.

“Agradecemos todo o trabalho neste último ano e acreditamos que sua atuação trará grandes resultados para a GFT USA, Brasil e para o Grupo”, afirma Marco Santos, managing director da GFT para a América Latina. “Essa expatriação demonstra também o nosso esforço para exportar mão-de-obra qualificada, não só de engenheiros e desenvolvedores, mas também de executivos”, explica.

Para Kazuo, a ida para os Estados Unidos traz grandes desafios tanto na sua vida profissional quanto pessoal. “Estou convencido de que será uma experiência incrível e muito rica em aprendizado. Espero continuar colaborando para o crescimento da GFT e estimulando o desenvolvimento da nossa área e de nossas pessoas”, complementa.

Congresso CIAB FEBRABAN reúne mais de 300 palestrantes para debater a Inteligência Exponencial

Durante a realização do CIAB FEBRABAN – Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras, nos dias 12, 13 e 14 de junho, o Congresso CIAB FEBRABAN, reunirá, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, mais de 300 palestrantes que serão divididos em oito diferentes auditórios para debater a Inteligência Exponencial, com temas sobre inovações tecnológicas, transformações digitais e o futuro do sistema financeiro.

No fórum estarão presentes especialistas nacionais e internacionais para discutir, por meio de diferentes abordagens, como o desenvolvimento de tecnologias como inteligência artificial, machine learning, blockchain, open banking e IOT implicam em constantes alterações no comportamento social, e como tais alterações podem rapidamente criar ou destruir negócios.

A abertura oficial do congresso (12/06) terá a palestra de Candido Bracher, presidente do Itaú Unibanco, sobre Transformação Digital nos Negócios, com a moderação de Murilo Portugal, presidente da FEBRABAN.

Outros destaques do primeiro dia do evento serão os debates sobre a visão dos líderes de mercado sobre os impactos do open banking, inteligência artificial e blockchain nas instituições financeiras – com presenças confirmadas de representantes da IBM, Facebook e Deloitte e moderado por Marcelo Frontini, Head de Digital do Bradesco; e como a robótica e a automação cognitiva transformarão a indústria de seguros – liderado pela Deloitte e com presença do COO da Bradesco Seguros, Curt Zimmermann.

A relação entre finanças e sustentabilidade também será discutida no congresso (13/06), com destaque para o painel “As perspectivas do G-20 e das Nações Unidas sobre Finanças Digitais e Desenvolvimento Sustentável”, que abordará como as inovações das instituições financeiras e das fintechs favorecem o alinhamento do mercado com os objetivos do desenvolvimento sustentável.

Ben Pring, diretor do Centro para o Futuro do Trabalho da Cognizant Technology Solutions, e coautor dos livros “What To Do When Machines do Everything” (2017) e “How the Digital Lives of People, Things, and Organizations are Changing the Rules of Business” (2014), fará a palestra de encerramento em que discutirá o “Futuro do Trabalho”.

Durante os três dias de evento, o público participante poderá, ainda, acompanhar as discussões lideradas por uma série de renomados keynote speakers, entre eles o diretor setorial de Tecnologia Bancária da FEBRABAN e diretor de Tecnologia do Banco do Brasil, Gustavo Fosse; a engenheira, empreendedora e filósofa futurista, Nell Watson; o futurista e humanista, CEO da Agência do Futuro, Gerd Leonhard; e o Q Offering Manager da IBM, Chris Schnabel.

O congresso também abordará temas sobre bancos internacionais, de investimento, comerciais e financeiras para executivos de corretoras e instituições que atuam no mercado de capitais, bancos internacionais, comerciais e instituições de crédito e financiamento. Assuntos como melhores práticas de mercado de câmbio e prevenção e combate à corrupção integram o ciclo de palestras.

Para conferir a programação completa do congresso CIAB FEBRABAN, acesse: www.ciab.com.br

Congresso CIAB FEBRABAN
Data: 12 a 14 de junho de 2018
Local: Ciab FEBRABAN – Transamérica Expo Center (Avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro)

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TechEmerge Health Brazil reforça tecnologias digitais na Hospitalar 2018

O TechEmerge Health Brazil, programa internacional que visa estimular a inovação em instituições de saúde do Brasil, será apresentado na Hospitalar 2018, em São Paulo, no dia 24 de maio. O programa TechEmerge é uma iniciativa da IFC (International Finance Corporation, membro do Grupo Banco Mundial) e é apoiada pela Bionexo, empresa brasileira de soluções digitais para compras, vendas e gestão de processos de saúde. A Hospitalar é um dos principais eventos de saúde da América Latina e, neste ano, inaugura um pavilhão dedicado a tecnologia e inovação, que inclui o estande 5YFN (Five Years From Now).

Durante a Hospitalar, o TechEmerge será apresentado por Iris de Graaf, Líder de Projeto do Grupo de Venture Capital da IFC, com sede em Washington DC (EUA). Iris palestrará sobre como o programa TechEmerge busca apoiar empresas de tecnologia inovadoras em todo o mundo para entrar em novos mercados e trabalhar em conjunto com instituições de saúde brasileiras. A apresentação de Iris será no dia 24 de maio, às 17h, no estande do 5YFN. A entrada é gratuita para participantes da feira.

“Este evento oferece uma oportunidade única para discutir a inovação global em saúde, disseminar ideias entre os gerentes da indústria e especialistas em relação às mais recentes soluções tecnológicas que podem melhorar a prestação de cuidados em saúde. O programa TechEmerge Health Brazil oferecerá US$1 milhão em financiamento para projetos piloto conjuntos entre empresas globais de tecnologia de saúde e sistemas de saúde brasileiros, para catalisar a adoção de inovação”, disse Raquel Duque, da Bionexo, parceira do programa e organizadora do estande da 5YFN.

Nesta edição brasileira do TechEmerge, o programa recebeu mais de 290 inscrições de empresas de mais de 30 países que buscam ampliar o alcance de suas soluções no mercado brasileiro de saúde.

Palestra de Iris de Graaf, Executiva do Grupo de Venture Capital da IFC

Local: Feira Hospitalar, stand 5YFN, Pavilhão Vermelho, Rua 20-60

Data e horário: 24 de maio, 17h00

Endereço: Expo Center Norte, Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo – SP, 02055-000

Inscrição e mais informações pelo site: www.hospitalar.com/pt

Economia de tokens: a revolução no financiamento coletivo das startups

Por Maycon Franco, SAP Solution Architect da Resource IT

Em 2017, as criptomoedas se tornaram o investimento mais comentado no mundo devido à expressiva valorização, que chegou a atingir mais de 1.300%. Acompanhando esse cenário, empresas de diversos segmentos, principalmente as startups de tecnologia, estão aproveitando o engajamento de investidores para aumentar os fundos necessários para o financiamento de projetos.

Pesquisas apontam que a capitalização de todas as criptomoedas em janeiro de 2016 era equivalente a US$ 7 bilhões. Já no final de 2017 o número saltou para US$ 830 bilhões. Se excluirmos o Bitcoin, principal criptomoeda, com valor próximo a US$ 180 bilhões, o total desse mercado seria de US$ 542 bilhões, número que ultrapassa o Produto Interno Bruto (PIB) de países como Suíça, Bélgica e Noruega.

As cifras milionárias do mercado de criptomoedas têm despertado a atenção de muitas empresas e investidores, aumentando assim a visibilidade da “economia Tokens”. O termo se refere a empreendedores e startups que financiam suas operações distribuindo unidades de criptografia, ou seja, Tokens ao invés de ações para investidores.

Os Tokens podem ser compreendidos como cupom digital que é vendido por moeda comum (USD, BRL) ou criptomoeda de valor líquido, como o Bitcoin. Eles podem ter várias funções, possibilitando diversos tipos de vantagens ao investidor, como oferecer acesso aos serviços das startups sem conceder direitos de propriedade. Assim, as empresas se financiam, mas permanecem autônomas.

Ao contrário da criptomoeda que possui seu próprio blockchain – mecanismo de segurança que usa criptografia para descentralizar dados pela rede -, o Token utiliza a tecnologia de outras criptomoedas. A plataforma Ethereum, por exemplo, é a que abriga a maior parte dos Tokens disponíveis no mercado.

Criptomoedas e Altcoins são moedas digitais que servem como alternativa às moedas fiduciárias – não lastreadas em metal e sem valor intrínseco. A arquitetura técnica da geração de criptomoedas é realizada com base em funções hash – operações matemáticas e executadas em dados digitais. Como já mencionado, a principal criptomoeda é o Bitcoin. Por outro lado, as Altcoins buscam ser melhores do que os Bitcoins, resolvendo questão de custo e velocidade de transações.

Um dos principais motivos para o uso de Tokens é o lucro que se pode obter com a venda deles. Outra vantagem é a de que os investidores têm acesso aos serviços e funções dos projetos após o lançamento. Além disso, por meio dos Tokens é possível apoiar iniciativas empresariais com potencial de consolidação e expansão no mercado.

O Initial Coin Offering (Oferta inicial da moeda, em tradução livre para o português), mais conhecido pela sigla ICO, é a venda de Tokens recém-criados destinado ao público em geral. Esse modelo de venda público é usado para levantar fundos para o desenvolvimento de iniciativas ou startups. Porém, esse cenário surgiu apenas com o objetivo de revenda dos Tokens, exatamente como o mercado de ações.

O ICO começou a ganhar relevância a partir de 2008, quando Satoshi Nakamoto (sua identidade nunca se tornou pública) propôs um sistema de pagamento eletrônico baseado em prova matemática e criou a principal criptomoeda do mercado, conhecida mundialmente como Bitcoin.

Quando uma startup cria Tokens, eles são trocados por moeda fiduciária (USD, EUR) ou criptomoeda de valor líquido (Bitcoin). Se o dinheiro arrecadado cobrir os fundos mínimos estipulados, os Tokens são distribuídos entre os compradores e se tornam líquidos no mercado de criptomoeda, que atualmente está estipulado em US$ 314 bilhões. Caso o financiamento não seja concluído, o investidor recebe o dinheiro de volta.

O número de projetos que buscam financiamento coletivo por meio de uma ICO cresceu exponencialmente nos últimos dois anos. Um dos principais motivos que tem consolidado o novo setor de investimento é a rapidez em arrecadar grandes quantias financeiras ao anunciar um novo projeto de negócio. Por ser um processo ainda não regulado, qualquer pessoa, independente do país, pode se tornar, em poucos segundos, um investidor ou um captador de fundos. No entanto, ainda existem poucos requisitos legais que assegurem as empresas e ofereça proteções aos compradores. As maiores cifras de ICOs no mundo variam de US$ 35 milhões a US$ 200 milhões.

– A ICO do novo navegador web Brave gerou cerca de US$ 35 milhões em menos de 30 segundos.

– A Tezos arrecadou mais de US$ 200 milhões antes mesmo de ser lançada ao mercado.

– A ICO da plataforma de aplicações decentralizada EOS conquistou US$ 180 milhões para financiar seu projeto.

– A startup Bancor recebeu, em apenas três horas, US$ 150 milhões de aporte.

No ano de 2012, foi lançado o blockchain 2.0, mecanismo que passou a ser utilizado para todos os tipos de criptomoedas. Três anos depois, em 2015, surge a plataforma Ethereum. Baseada em blockchain, a inovação por meio de contratos inteligentes permite validar negócios, pagamentos e contratos com segurança e transparência, sem a utilização de meios legais tradicionais.

Mas foi somente em 2017 que o mercado de criptomoeda se tornou pauta de destaque para grandes entidades, incluindo governos de vários países e até mesmo o Fórum Econômico Mundial em Davos. A aposta em criptomoedas por empresários e startups como alternativa às técnicas convencionais em busca de fundos é fundamental para uma nova abordagem descentralizada. Além disso, incentiva a adoção de Altcoins e do blockchain em indústrias de diversos segmentos, não apenas nos setores de tecnologia.

Indústria paulista gera 9,5 mil postos de trabalho em abril, aponta Fiesp

A indústria paulista encerrou abril com geração de 9,5 mil novos postos de trabalho, uma alta moderada de 0,44% em relação a março na série sem ajuste sazonal. No acumulado do ano, o resultado também sofreu variação positiva, com 32 mil novas vagas (+1,50%). Com ajuste sazonal, o índice apresentou recuo de -0,18% no mês. Os dados de Nível de Emprego do Estado de São Paulo foram divulgados nesta quarta-feira (16/05) pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.

De acordo com o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, o resultado mostra um viés de baixa para o emprego na indústria paulista. “Apesar de este ser o segundo ano consecutivo em que o emprego em abril apresenta um resultado positivo, os dados estão aquém do esperado, com o nível de emprego industrial exibindo uma recuperação bastante lenta. Por conta ainda de um ambiente de incertezas no cenário político, e dos elevados níveis dos spreads bancários, percebemos que há uma perda de fôlego no processo de retomada da atividade econômica”, avalia Roriz.

Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de abril, 13 ficaram positivos, 3, estáveis e 6, negativos.

Entre os positivos, os destaques ficaram por conta de produtos alimentícios, com geração de 5.817 postos de trabalho, seguido por coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (+1.435), produtos de metal (+1.397) e veículos automotores, reboques e carroceria (+810).

No campo negativo ficaram, principalmente, confecção de artigos do vestuário e acessórios (-941) e produtos têxteis (-380).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do CIESP. Por grande região, a variação no mês ficou positiva igualmente em 0,44% no Estado de São Paulo e no Interior paulista. Já na Grande São Paulo, houve queda (-0,07%).

Entre as 36 diretorias regionais, houve variação nos resultados. Nas 27 que apontaram altas, destaque por conta de Franca (2,97%), influenciada pelo setor de artefatos de couro e calçados (4,10%) e produtos alimentícios (2,71%); Sertãozinho (2,58%), por produtos alimentícios (2,41%) e produtos de metal (1,46%) e Piracicaba (2,56%), por produtos alimentícios (9,94%) e veículos automotores e autopeças (1,87%).

Já das 8 negativas, destaque para Jaú (-2,22%), por artefatos de couro e calçados (-28,98%) e produtos de metal (-7,14%); Santos (-1,86%), por impressão e reprodução gravações (-13,82%) e confecção de artigos do vestuário (-13,33%); São Caetano do Sul (-1,37%), influenciado por produtos de metal (-2,65%) e produtos alimentícios (-0,79%).

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