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Mulheres na tecnologia: uma quebra de paradigmas para estar à frente da inovação em plena pandemia

Por Natália Cunha

Sabemos que o espaço da mulher no mercado de trabalho é algo que vem sendo conquistado há décadas. No ramo tecnológico, por exemplo, os desafios sempre foram maiores, já que pelo menos 20 anos atrás, a liderança feminina neste setor era ainda mais rara – e até considerada sorte – como um trevo de quatro folhas. E agora, duas décadas depois, comemoramos o Dia Internacional da Mulher enfatizando que ainda seguimos rompendo paradigmas.

Neste lado da história, pequenas conquistas devem ser comemoradas, como quando ocupei a cadeira de COO (Chief Operating Officer) de uma empresa que oferece serviços e soluções inovadoras para o mercado de seguros, em 2018. Eu escolhi ser líder e trabalhei pra isso. Percorri uma extensa trajetória até entrar para as estatísticas daquele ano no qual apenas 20% dos cargos no mercado brasileiro de TI eram ocupados por mulheres, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Tecnologia e Estatísticas).

Acredito que as transformações deste cenário são reflexos de passos curtos, porém importantes, e alguns fatores contribuem para isso. Primeiro, o posicionamento feminino e a igualdade no desempenho no trabalho. Foi no mercado de seguros onde atuei em boa parte da minha carreira profissional. Quando comecei a grande maioria eram homens, mas enfrentei todas as adversidades e conquistei meu espaço: uma mulher que é respeitada pela sua expertise. Ser mulher no ramo da tecnologia não é diferente. É preciso deixar bem claro que o meu foco é o processo e, por ser mulher, não preciso conhecer todo o universo de soluções e tecnologia. O automobilístico, por exemplo, foi só um dos temas com que trabalhei e que era de interesse e proximidade para a ala masculina. Mas temos que entender que garantir a qualidade de cada etapa no desenvolvimento dos produtos é o que vai trazer o resultado esperado e não a familiaridade com o assunto desde os primeiros passos.

Em segundo, está a competência de se sobressair aos desafios, como pensar em cada passo para garantir a segurança e bem-estar dos funcionários em meio a uma pandemia mundial. Coordenar o time de RH, responsável por estudar condições estruturais e liderar ações que permitiram a realocação de parte dos colaboradores para trabalhar em home office, apenas uma semana antes da quarentena, e garantir que o restante se adaptasse às mudanças de maneira gradual, é um exemplo disso.

Por fim, a conscientização das pautas de diversidade de gênero e inclusão na governança de grandes corporações. Esses programas são grandes propulsores para que os processos de seleção das empresas potencializam a presença feminina nas cadeiras de diretorias. Para mim, estar à frente da inovação, em todas as áreas, é implementar a cultura da diversidade e acreditar na capacidade dos colaboradores trabalhando e entregando importantes resultados à distância. E a Planetun leva isso muito a sério desde a sua criação. Hoje, 46% do quadro de colaboradores são mulheres, sendo 63% líderes exemplares.

Atualmente, alguns dados trazem sinais de mudanças em curso. A representatividade de mulheres em cargos seniores em tech na América Latina é de 16%, um número bem mais expressivo comparado ao resto do mundo, segundo pesquisa da consultoria KPMG em parceria com Harvey Nash. A mudança é bem-vinda, mas ainda há muito que avançar e entender que “lugar de mulher é onde ela quiser”.

Natália Cunha, sócia e COO do Grupo Planetun, insurtech que desenvolve soluções disruptivas para o mercado de seguros.

ThoughtWorks contrata nova Head de Marketing no Brasil

A ThoughtWorks, consultoria global de software com escritórios em 17 países, anunciou na última semana a contratação da nova Head de Marketing da empresa no Brasil, Karine Medeiros. Com duas décadas de experiência em marketing, vendas e relacionamento com clientes, a nova líder do setor terá a função de planejar ações visando a consolidação da estratégia de mercado, o posicionamento da marca como líder de pensamento e o desenvolvimento da comunicação corporativa da organização. Além disso, a profissional acompanhará as campanhas digitais, a Gestão de Relacionamento com o Cliente (CRM) e o trabalho com os dados obtidos a partir dos mecanismos de interpretação dos Customer Insights.

A chegada de uma especialista com vasta experiência em comunicação e marketing está dentro do projeto da ThoughtWorks para a construção de diálogos cada vez mais claros, objetivos e efetivos com os seus mercados de atuação, além de compartilhar nossas visões sobre tendências de tecnologia que tragam benefícios para outros segmentos da sociedade. “Admiro a diversidade da equipe da Thoughtworks e sua vocação nas iniciativas de transformação e impacto social na tecnologia. Estou muito animada em fazer parte desse time apaixonado por tecnologia que tem ajudado a prever os caminhos para a disrupção digital”, avalia Karine, que tem em seu currículo uma passagem de 11 anos pela IBM, onde recentemente liderou o marketing da área de consultoria de serviços para América Latina.

Crescimento

A contratação de Karine Medeiros também reflete o momento de crescimento ThoughtWorks, tanto em relação ao número de funcionários – hoje mais de 8 mil pessoas contratadas -, priorizando a diversidade, como em referência às novas áreas geográficas alcançadas pela empresa e ao aumento do peso de mercado atingido recentemente. Em 2021, a ThoughtWorks recebeu um aporte de US﹩ 720 milhões de investidores, entre eles o GIC, um dos fundos soberanos de Cingapura, e a Siemens, gigante industrial alemã. O investimento estipulou o valor da ThoughtWorks em US﹩ 4,6 bilhões.

Também neste ano, a empresa adquiriu a finlandesa Fourkind, especializada em combinar aprendizado de máquina e ciências de dados com estratégia, design e engenharia, e a americana Gemini Solutions Inc., que possui uma equipe de 170 funcionários baseados na Romênia. As compras expandiram a presença da ThoughtWorks na Europa, melhorando o seu suporte e a oferta de serviços aos países do Velho Continente. Nas últimas semanas, a consultoria ainda formalizou uma parceria com a Corporación AG – companhia guatemalteca líder na fabricação e distribuição de produtos derivados do aço na América Central – para um projeto inédito de modernização digital do setor de construção civil.

“Estamos trazendo para o time pessoas que vão nos ajudar a impulsionar a nossa visão estratégica e a agenda de crescimento”, afirma Caroline Carbonell Cintra, Diretora-Presidente da ThoughtWorks, que divide a gestão com Marta Saft Valli.

Hoje, a ThoughtWorks conta com 48 escritórios em todo o mundo. A consultoria tem trabalhado em projetos para ampliar a diversidade entre seus funcionários, como é o caso do brasileiro “Enegrecer a Tecnologia”. A ThoughtWorks, em parceria com a OLABI, organização social focada na democratização da tecnologia, produziu um estudo sobre o perfil dos desenvolvedores e promoveu, em Salvador, o recrutamento expresso de profissionais negros para seus escritórios em Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e São Paulo.

Dia da Mulher: troque a flor e o chocolate por inclusão e diversidade

Por Ana Alice Limongi, Diretora de Desenvolvimento Humano e Organizacional da Neo

É notório o espaço que nós, mulheres, conquistamos no mundo corporativo, e cada vez mais a liderança feminina ganha destaque em pequenas, médias e grandes empresas. Mas, infelizmente, ainda não são todas as organizações que perceberam as vantagens da diversidade de gênero nos negócios.

Segundo a 16ª edição da pesquisa International Business Report – Women in Business, da Grant Thornton, em 2020 a proporção de mulheres em cargos de liderança foi a mesma do ano anterior. Como em 2019 o aumento foi de cinco pontos percentuais em relação a 2018, o resultado representa uma estagnação do progresso anterior. Contudo, em 2019, foi observada a maior proporção de mulheres em cargos de liderança já registrada no IBR, cerca de 29%. Em mais de 15 anos, a proporção de mulheres em cargos de liderança aumentou dez pontos percentuais e, positivamente, a proporção de empresas de médio porte com pelo menos uma mulher em cargo de liderança globalmente foi mantida em 87%, o que representa um aumento acumulado de quase 20% nos últimos cinco anos.

Apesar dos números positivos sinalizados pelo IBR, as empresas precisam saber onde estão antes de implementarem iniciativas de gênero apropriadas. E cabe às organizações criarem ambientes seguros para a promoção da diversidade. Construir um ambiente inclusivo é essencial para atrair e reter os melhores talentos, sobretudo os talentos femininos. Um componente essencial para a criação de uma cultura efetiva é fazer as mulheres sentirem que são capazes de expressar livremente diferentes opiniões, cometer erros sem censura, e que seus superiores estarão abertos a suas ideias. Um cenário no qual todos esses elementos existam no ambiente de trabalho é de segurança psicológica para todos os colaboradores – e colaboradoras.

Isso, particularmente, é o que acontece na Neo, empresa da qual me orgulho em fazer parte há 13 anos, e onde atuo como Diretora de Desenvolvimento Humano e Organizacional. A companhia sempre dá oportunidade para que mulheres exerçam cargos de liderança, desde a operação, até o board diretivo – tanto que, além de mim, mais duas colegas exercem posições de comando em diretorias estratégicas. Nossa participação com igualdade, reconhecimento, respeito e desenvolvimento profissional trouxe resultados concretos.

Essa evolução que leva as mulheres à liderança, em meu entendimento, é o que traz benefícios para os dois lados: para as mulheres, que ganham oportunidades profissionais justas, e para as empresas, que conseguem melhorar resultados, colocar em prática valores organizacionais, atrair e reter colaboradores.

Companhias que possuem liderança feminina observam melhorias na performance, maior motivação e engajamento das equipes, bem como relacionamentos interpessoais favoráveis, maior propensão ao trabalho em equipe, incremento da visão sistêmica e atenção mais apurada a detalhes que podem fazer a diferença.

Isso não significa, de forma alguma, que devemos retirar os homens dos postos de comando. Pelo contrário, já que homens e mulheres possuem habilidades e características distintas, porém complementares. Sendo assim, quanto mais equilibrado for um time, maior a chance da performance atingir patamares elevados.

Tenha em mente que os profissionais, independentemente do sexo, precisam ser avaliados e aperfeiçoados pelos resultados e empenho que apresentam. Rotular colaboradores, dar margem para a discriminação ou tomar decisões pautadas em comodismo são ações que não contribuirão para o amadurecimento do negócio. Sendo assim, deixo uma reflexão para este Dia Internacional da Mulher: quanto mais abrangente forem as políticas internas de desenvolvimento profissional, mais qualificada será o quadro de colaboradores. Colocar a competência, o potencial e a performance em primeiro lugar é o primeiro degrau da escada do sucesso. Por isso, troque a flor e o chocolate por inclusão e diversidade. Suas colaboradoras agradecem.

Representatividade feminina em empresas de tecnologia

Por Anna Karina, diretora de marketing da Linx

Ano após anos, vemos temáticas femininas importantes ganharem destaque no Dia Internacional da Mulher. Felizmente, o cenário está mudando, mas não sem dificuldades. Acompanhamos mudanças significativas sobre o conteúdo dos diálogos, que cada vez mais deixam de ser sobre celebrar uma única data e passam a discutir sobre a luta e a equidade de gênero.

Ainda há muito o que mudar para consolidarmos a igualdade nas empresas, principalmente no ramo de tecnologia, uma das áreas mais promissoras para o futuro. Segundo dados do IBGE, a remuneração das mulheres é, em média, 25% menor que a dos homens para as mesmas atividades. Mas já é possível acompanharmos movimentações importantes de companhias assumindo o compromisso de padronização salarial para que uma das principais raízes da diferença de gêneros no ambiente corporativo seja resolvida.

Na outra ponta, para as posições não relacionadas à liderança, iniciativas surgem para capacitar e estimular a contratação de mulheres no setor: projetos como PrograMaria, MariaLab, Laboratória e Reprograma mostram que lugar de mulher também é nas empresas de tecnologia, programando ou não.

A ideia é crescer ainda mais o índice de participação feminina ocupando cargos techs: um estudo da KPMG com a Harvey Nash mostrou que 16% das posições sêniores em tecnologia são ocupadas por mulheres na América Latina, acima da média global de 11% e muito adiante de países de primeiro mundo, como o Reino Unido (4%). São avanços, principalmente quando entendemos que estamos à frente de economias desenvolvidas.

Outro ponto importante é que times que fogem do estereótipo do homem branco, hetero, de classe média/alta, aumentam a confiança e a colaboração entre os profissionais e ampliam o leque de conhecimentos e o repertório da empresa para lidar com as transformações do mercado. Com o atual foco, de “colocar o cliente no centro do negócio”, a tendência é que essa eficiência seja ainda mais evidenciada. Afinal, a melhor forma de entender o cliente é com multiplicidade de visões, proporcionando pensamentos complementares e experiências de vida distintas.

Empatia, flexibilidade, colaboração e visão ampla serão, cada vez mais, fatores essenciais para o sucesso no mundo dos negócios. As empresas que conseguirem trazer esses fatores para dentro de suas estruturas (e de suas culturas) estarão em vantagem. Mas não há caminho possível para isso sem, antes, equilibrar a presença de mulheres nos times de tecnologia.

Pravaler recebe aporte de R$180 milhões em FIDCs

O Pravaler, maior plataforma de soluções financeiras para educação do país, anuncia o aporte de R$180 milhões em FIDCs. O valor faz parte da estratégia de crescimento exponencial para os próximos cinco anos, com meta de beneficiar 1 milhão de alunos e financiar R$10 bilhões. Para conquistar este objetivo, o Pravaler se apoiará em três pilares: maior penetração da graduação presencial, novas frentes de produtos e fusões e aquisições. 

Para o crescimento na graduação presencial, a fintech utilizará os aportes em FIDCs para ofertar mais crédito e para a gestão e aquisição de carteiras de financiamento próprio das universidades. Em novos produtos, o Pravaler lança neste ano mais soluções que beneficiam alunos e instituições de ensino, como o crédito para cursos livres. Em fusões e aquisições, a companhia agora conta com uma equipe interna voltada apenas para M&A, responsável por estudar o mercado e encontrar novas oportunidades de crescimento. Ainda em 2021 a empresa espera fazer sua primeira transação.

Além destes pilares, a fintech tem tornado a tecnologia uma área estratégica do negócio. De 2019 para cá, o time de tecnologia dobrou de tamanho, representando quase ⅓ da companhia. Atualmente são cerca de 12 Squads, todos focados em produtos e sistemas essenciais para a empresa.

Completando 20 anos em 2021, a fintech já beneficiou mais de 170 mil brasileiros, financiou cerca de R$4 bilhões para a educação e representa 75% dos alunos com financiamento privado no ensino superior no País. 

“O Pravaler em 20 anos de história, tem entre seus principais acionistas o Banco Itaú e o BV como parceiro estratégico. Os próximos cinco anos serão de muito trabalho para alcançarmos a nossa meta. Fizemos uma pesquisa em 2020 que mostrou que mais de 56,3% dos alunos não estariam nas salas de aulas sem a opção do financiamento e 95,2% devem utilizar o recurso até o final da graduação. Temos um mercado gigante onde 30 milhões de pessoas pagam por educação. Estamos estruturados para crescer exponencialmente e transformar mais vidas através da educação”, comenta Carlos Furlan, CEO do Pravaler.

A companhia foi a primeira desse segmento fundada no País e está entre as mais importantes, segundo estudo publicado pela KPMG. Em 2020, a fintech foi listada entre as empresas que crescem mais rápido nas Américas pelo Financial Times. 

Dasa e InCor anunciam parceria para acelerar projetos de inovação

A Dasa e o InCor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP) anunciam parceria para acelerar projetos de inovação entre as duas instituições, por meio do laboratório DasaInova e do núcleo de inovação InovaInCor. “A parceria representa a transposição de barreiras entre instituições pública e privada na geração e troca de conhecimentos em inovação”, celebra Romeu Domingues, co-chairman da Dasa.

“A inovação na saúde não se dá apenas nas novas ideias, produtos e soluções, mas começa com o fomento da cultura de inovação nas instituições, na promoção dos profissionais e em sua capacitação para lidarem com os desafios presentes. Este é um dos grandes motivadores para essa parceria com a Dasa – criar as pontes de colaboração que fomentarão a inovação sinergética”, comenta Prof. Fabio Jatene, vice-presidente do InCor e coordenador do InovaInCor.

Prêmio “Jovens Inovadores Dasa-InCor”


A primeira iniciativa da parceria é o lançamento do prêmio “Jovens Inovadores”, que reconheceu quatro pesquisas realizadas por jovens pesquisadores (até 35 anos) no InCor, em 2020 (veja abaixo). A entrega do prêmio foi feita durante a abertura do “Simpósio InCor: Na Fronteira do Conhecimento”. O evento é um grande painel com as figuras notórias da cardiopneumologia brasileira reunidas no InCor, que apresentarão as recentes pesquisas, inovações e conhecimentos desenvolvidos no Instituto do Coração com impacto importante na ciência, na tecnologia e na prática médica e multiprofissional na especialidade.

O Prêmio Dasa-InCor é constituído de quatro bolsas de R$ 25 mil cada, para aprimoramento profissional complementar de inovação e tecnologia em cursos rápidos sugeridos pelo comitê técnico da premiação. A verba poderá ser utilizada também para participação em eventos científicos. “Nosso objetivo é estimular os pesquisadores no empreendedorismo com base científica para que desenvolvam soluções alinhadas com a realidade e as necessidades da comunidade médica brasileira”, conclui Domingues.

Ganhadores


Renata Verardino
Aplicação da inovação tecnológica na assistência virtual, acompanhamento e engajamento do paciente com hipertensão arterial não controlada.

Eserval Rocha Junior
Análise da tecnologia de reconstrução tomográfica tridimensional no planejamento cirúrgico, análise diagnóstica e ensino em cirurgia torácica

Natalia Lopes
Novo tratamento para o choque séptico: metotrexato veiculado em nanopartículas lipídicas diminui a inflamação pulmonar e a disfunção diastólica do ventrículo esquerdo em ratos com endotoxemia

Camila Moreno
Novos biomarcadores prognósticos do infarto agudo do miocárdio: microvesículas infecciosas e exossomos protetores no soro

Estudo mostra tendências de longo prazo dos consumidores até 2030 e o impacto da pandemia

A dentsu acaba de lançar o estudo ‘The Age of Inclusive Intelligence’ (“A Era da Inteligência Inclusiva”), que traça as tendências de consumo a longo prazo que irão moldar a próxima década. A pesquisa mostra como a pandemia acelerou muitas das tendências de longo prazo encaradas pelas marcas, com base em entrevistas em profundidade com futuristas, acadêmicos, autores e especialistas de renome mundial, juntamente com múltiplas pesquisas de consumo proprietárias. Acesse aqui.

Saúde e bem-estar é um tema chave em todo o relatório, com muitos consumidores relatando o desejo de utilizar a tecnologia para se manterem saudáveis no futuro. Mais da metade dos consumidores dos EUA relatam que inseririam um microchip em seu cérebro a fim de prolongar sua expectativa de vida. Além disso, enquanto os formuladores de políticas avaliam as consequências psicológicas da pandemia, um terço dos consumidores diz que até 2030 se submeteriam a uma cirurgia não essencial para melhorar sua saúde mental.

Sobre a mudança climática, 77% dos consumidores britânicos dizem que a COVID-19 os tornou mais conscientes dos danos causados ao meio ambiente pelas viagens globais. A longo prazo, isto está fomentando um maior ativismo do consumidor com decisões de compra cada vez mais baseadas em questões sociais. Dois terços dos consumidores do Reino Unido dizem que até 2030 não comprarão bens que sabem ter um impacto negativo sobre o meio ambiente.

Da mesma forma, com mais pessoas ficando em casa durante o lockdown, a crescente popularidade do eSports e dos jogos on-line se acelerou. Como a conscientização global sobre eSports deve atingir dois bilhões até 2021, a maneira como encaramos o esporte em geral continuará a evoluir, com os esportes e atividades do “mundo real” sendo forçados a inovar para acompanhar o ritmo.

Além disso, como os varejistas on-line crescem em tamanho e escopo – alimentados pelo crescimento do comércio eletrônico durante a pandemia – muitas marcas se verão lutando pela visibilidade. A pesquisa revela que quase metade (46%) dos consumidores chineses já ficariam felizes em utilizar apenas uma única empresa para todas as suas necessidades de estilo de vida.

Cada uma das tendências destacadas no relatório traz implicações específicas para as marcas. Mas em quase todas está o conceito de “inteligência inclusiva” – a capacidade de incorporar novas visões, valores e comportamentos em sua proposta de valor contra um pano de fundo de desigualdade e complexidade ética cada vez maiores.

Sobre o lançamento do relatório, Wendy Clark, Global CEO, dentsu international disse: “O que é muito claro do ano passado e as descobertas da dentsu consumer vision 2030 é que os líderes empresariais devem se preparar para um cenário de consumo muito diferente. Um que está evoluindo continuamente por meio da inovação em tecnologia, saúde e bem-estar, ativismo e mudança climática. As marcas líderes usarão essas informações e inteligência inclusiva para construir experiências e relacionamentos centrados no ser humano para atender a essas expectativas dos consumidores.”

“Temos acompanhado por nossas pesquisas periódicas como Digital Society Index, CMO Survey, e agora com a dentsu consumer vision 2030, que o consumidor evidencia, em sua cada vez mais estreita e indissolúvel relação com a tecnologia, o que a sociedade e negócios estão se tornando. Com isso nos organizamos para apoiar nossos parceiros a antecipar e acompanhar as mudanças, que exigem transformação na comunicação e em negócios, visando resultados positivos que se estendam para além da sustentabilidade desses segmentos, mas de toda a sociedade e planeta”, complementa Eduardo Bicudo, CEO dentsu International Brasil .

Wired Conference 2021 debate inovações pós-2020 em encontro digital e gratuito

Futuro da saúde, dos negócios e do comportamento inspiram evento na próxima terça, dia 9 de março, com participação do médico Drauzio Varella, da cantora Teresa Cristina, dos chefs João Diamante e Jefferson Rueda, e mais

As transformações e hábitos que marcaram o último ano e vão influenciar profundamente o futuro da saúde, dos negócios e do consumo são tema do Wired Conference 2021: A era da inovação. Realizado pelo jornal O GLOBO e pelas Edições Globo Condé Nast, o primeiro evento da marca tech no Brasil deste ano acontece de forma 100% on-line e gratuita na próxima terça-feira, dia 9 de março, trazendo especialistas e personalidades da ciência, dos mercados e da tecnologia.

Com o objetivo de fazer uma análise relevante sobre como a pandemia do coronavírus acelerou os processos de inovação e o que há de novo em assuntos fundamentais da nova década, os participantes se reúnem em uma programação digital imperdível de entrevistas, talks, palestras e mesas redondas.

Dividida em três momentos, a programação da conferência conta com a parte da manhã dedicada à inovação em saúde com a presença do médico mais famoso do Brasil, além de pesquisador e escritor Drauzio Varella; da farmacêutica e primeira reitora mulher, e também mais jovem, da Unifesp, Soraya Soubhi Smaili; da jornalista, cientista, doutora em Política Científica na Unicamp e criadora da Agência Bori, Sabine Righetti; do biofísico e mestre em Microbiologia que integra a equipe de pesquisa liderada pela ONU do novo coronavírus no Brasil, Rômulo Neris; e de Rafael Figueroa, CEO e criador do Portal Telemedicina, plataforma que, com apoio do Google, conecta exames feitos em locais remotos a especialistas que diagnosticam no mesmo dia.

O encontro sobre saúde e cuidados vai contar também com o diretor-executivo da Fundação Lemann, Denis Mizne, que vai falar sobre o papel da colaboração no desafio da vacina; com o médico neurologista responsável pela saúde do povo Zoé, etnia indígena na Amazônia, Erik Jennings Simões, que vai falar sobre a inovação no Sistema Único de Saúde; e com o VP comercial de Inovação e Novos Negócios da Qualicorp, Elton Carluci, que vai discutir os caminhos para ampliar o acesso da população à saúde de qualidade.

Já o período da tarde está reservado para assuntos ligados à inovação nos negócios, como streaming, entretenimento e startups, com a participação de Erick Bretas, diretor de Mídia e Conteúdo do Grupo Globo; Teresa Cristina, cantora que se consagrou musa das redes sociais fazendo lives na pandemia; Luana Xavier, atriz e apresentadora; Ale Santos, escritor multiplataforma, colunista e um dos finalistas do prêmio Jabuti do ano passado com o livro “Rastros de Resistência”; entre outros.

Para encerrar o evento, temas relacionados à inovação no comportamento serão tratados por nomes como o do antropólogo, especialista em consumo e comportamento e sócio-diretor da Consumoteca, Michel Alcoforado; da formadora de professores e capacitadora do Google For Education, Renata Capovilla; do advogado, professor, apresentador e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, Ronaldo Lemos; e da apresentadora do maior canal dedicado ao ASMR no Brasil, o Sweet Carol, Mariane Carolina Rossi.

O futuro da comida também será destaque na pauta do encontro, com participação do chef e ativista João Diamante, que já figurou na lista Under 30, da Forbes; Jefferson Rueda, chef do badalado restaurante Casa do Porco, em São Paulo, e que tem como objetivo resgatar a cultura da carne suína; Gus Guadagnini, CEO do The Good Food Institute, responsável por fornecer dados e fomentar o crescimento do mercado de produtos à base de plantas; e Sophie Deram, nutricionista e autora do best-seller “O Peso das Dietas”.

Com patrocínio da Qualicorp e apoio da BMW, a transmissão on-line acontecerá das 9h30 às 19h30 no YouTube e no Facebook do jornal O GLOBO e no site oficial.

PROGRAMAÇÃO: Grade sujeita à alteração

{Health and Care}

– Manhã –
9h30 – {Mesa redonda} Como divulgar a ciência para quem não acredita nela?
Drauzio Varella, Soraya Soubhi Smaili (Unifesp), Sabine Righetti (Agência Bori) e Rômulo Neris (#EquipeHalo da ONU)

10h20 – {Entrevista} O papel da colaboração no desafio da vacina
Denis Mizne (Fundação Lemann)

11h – {Entrevista} Inovação com foco no cliente: os caminhos para ampliar o acesso da população à saúde de qualidade
Elton Carluci (Qualicorp)

11h35 – Da telemedicina ao aprendizado de máquina: o futuro do atendimento médico
Rafael Figueroa (Portal Telemedicina)

12h – {Entrevista} Sistema Único de Saúde: como inovar
Erik Jennings Simões

– Tarde –
13h – {Entrevista} Tenho uma boa ideia, como vendê-la a uma plataforma de streaming
Erick Bretas (Grupo Globo)

13h50 – {Entrevista} Quais serão os próximos unicórnios brasileiros?
Gustavo Araujo (Distrito)

14h25 – {Mesa redonda} O novo entretenimento
Teresa Cristina, Luana Xavier e Ale Santos (Savage Fiction)

15h15 – O que uma startup precisa para decolar
Amanda Graciano (Cubo)

– Noite –
17h05 – Como o distanciamento social vai afetar nossos relacionamentos
Michel Alcoforado (Consumoteca)

17h25 – Educação à distância: um desafio do tamanho do Brasil
Renata Capovilla (Google For Education)

17h45 – A privacidade morreu?
Ronaldo Lemos (ITS Rio)

18h05 – {Mesa redonda} PF do futuro: nossa comida em 100 anos
João Diamante, Jefferson Rueda, Sophie Deram e Gus Guadagnini (The Good Food Institute)

18h55 – {Entrevista} ASMR: como é criar uma fábrica de sensações online
Mariane Carolina Rossi (Sweet Carol)

SERVIÇO
Wired Conference 2021
Data: 9 de março de 2021 (terça-feira)
Horário: 9h30 às 19h30
Transmissão: YouTube Facebook do GLOBO e wiredfestival.globo.com
Redes sociais: /wiredfestivalbrasil @wiredfestivalbrasil

PagSeguro PagBank tem mais de 400 vagas abertas para a área de Tecnologia

O PagSeguro PagBank, que oferece soluções inovadoras em serviços financeiros e meios de pagamento, está contratando novos profissionais durante a pandemia da Covid-19. São mais de 400 vagas abertas para trabalhos remotos (home-office) na área de Tecnologia, para candidatos de qualquer lugar do Brasil.

Para se candidatar, os interessados devem acessar a página de carreiras no site do PagSeguro PagBank e preencher o cadastro com as informações necessárias para a vaga de interesse.  Os candidatos podem também conferir as vagas abertas na página do LinkedIn do PagSeguro PagBank.

Entre as oportunidades de trabalho disponíveis estão cargos como: Engenheiro de Software, Cientista de Dados, Engenheiro SRE, Engenheiro de Dados, Engenheiro de Qualidade de Software, Analista de Produto, Designer, Agilista, entre outros.

O PagSeguro PagBank registrou lucro recorde em seu último balanço, apesar da conjuntura econômica fortemente afetada pela pandemia e busca profissionais para continuar crescendo.  

“Buscamos candidatos interessados em fazer parte de uma equipe dinâmica numa empresa inovadora e em constante desenvolvimento”, diz Fabiana Verdichio, Diretora de RH.  “O PagSeguro PagBank tem capital aberto na Bolsa de Nova Iorque e é a empresa de serviços de meios de pagamento com maior quantidade de clientes no Brasil: mais de 7 milhões de clientes”, complementa Ricardo Dutra, CEO do PagSeguro PagBank.

Onde o Sucesso da Transformação Digital Começa

Por Denis Kennelly, Gerente Geral, IBM Storage

O caos causado na economia e na sociedade por causa da pandemia gerou o aumento das transformações digitais e colocou um destaque sobre as capacidades avançadas que as tornam possíveis, ou seja, a nuvem híbrida e inteligência artificial (IA).

De acordo com o recente relatório da empresa de pesquisa Twilio, 97% dos tomadores de decisão das empresas disseram que a pandemia os conduziu a acelerar as transformações digitais. De forma similar, o IBM Institute for Business Value liberou um estudo de C-Suite que apontou que 62% dos executivos planejam acelerar seus esforços digitais nos próximos dois anos devido a pandemia.

Mas conforme as empresas embarcam em suas jornadas de nuvem híbrida e IA, muitas estão descobrindo que alguns dos desafios mais críticos que existem em torno da mobilidade de aplicativos, acesso a dados globais e resiliência de dados, são superados de forma mais eficiente por meio de armazenamento de dados “pronto para a nuvem” (cloud-ready), a camada fundamental de dados da nuvem híbrida.

Sistemas de armazenamento avançados e softwares que integram perfeitamente dentro de ambientes de nuvem híbrida desbloqueiam uma série de recursos, não menos importantes do que alimentar a IA. Nós criamos uma estrutura de três estágios que considero útil para a indústria, já que estamos com foco no desenvolvimento de aplicativos, dataops e serviços, além da resiliência de dados em crescimento.

• Desenvolvimento de Apps. O primeiro passo na jornada para a transformação digital é adotar o desenvolvimento e modernização de aplicativos nativos da nuvem. Usando contêiner, as organizações podem criar aplicativos portáveis e elasticamente escaláveis que são capazes de se mover rapidamente através de nuvens locais, públicas e privada de empresas complexas, bem como em edge. Aplicativos nativos da nuvem implementados na nuvem híbrida podem reagir as necessidades de negócios em tempo real (por exemplo escalar, se mover, etc.). Inovações em torno do armazenamento cloud-ready fornece alta performance no acesso aos dados, igualando demandas de aplicações independentemente de sua locação e escala.

Na perspectiva dos negócios, quanto melhor for o acesso a os dados transversalmente na empresa, mais precisos serão os resultados e previsões.

• DataOps e Serviços. Serviços inovativos de dataops e de dados podem dar às empresas capacidades cada vez mais críticas, como catalogação e marcação de dados para uma maior organização e eficiência. Eles também podem fornecer novos níveis de automação e autosserviço para desenvolvedores para melhorar drasticamente a produtividade e os insights. Por exemplo, nós fornecemos acesso a dados, descoberta e insights nativamente em todo o portfólio de armazenamento. Como resultado, não deve ser surpresa que mais negócios estejam mudando para armazenamentos híbridos cloud-ready para gerenciar e entregar melhor os dados através de seus ambientes de nuvem híbrida em expansão de forma eficiente e econômica.

• Resiliência de Dados. Resiliência, a habilidade de se recuperar rapidamente com pouco ou nenhum dano residual, assumiu um novo significado durante a pandemia. Embora crítico nos negócios, é de mesma importância proteger e prevenir disrupções de ocorrências em primeiro lugar. A habilidade de prevenir, proteger e se recuperar rapidamente de interrupções e disrupções inspira confiança na empresa e em seus resultados. Por exemplo, nossos engenheiros da IBM Storage encontraram uma forma de garantir que a qualidade sustentável dos dados seja atendida através de capacidades de detecção de ameaças avançadas e a recuperação rápida de dados em eventos de brecha. Isso é feito mantendo cópias protegidas de dados de clientes em tempo real que só podem ser acessadas por meio de uma autenticação dupla de IDs “separadas por tarefas”.

Essa estrutura de armazenamento centrada em contêiner cria uma camada de dados fundamentais para nuvem híbrida que está preparada para superar os desafios de hoje e abrir novos recursos e oportunidades para amanhã.

2021: Quando o Armazenamento de Dados Ocupa o Centro do Palco

Os desafios que as empresas enfrentam em 2021 – desde disrupções contínuas da pandemia, ao universo digital em constante expansão, até o fluxo constante de ameaças cibernéticas sofisticadas – são consideráveis.

A própria pandemia pode ter paralisado economias, mas os ventos técnicos permaneceram fortes, ajudando aos negócios a navegar por uma atuação e sucesso de longo prazo. Considere por um momento como a pandemia aumentou a necessidade de conscientização dos dados em todo o mundo e de seu acesso para apoiar colaborações maiores, entre outras funções e processos. Nesse novo mundo, onde a maioria ainda está trabalhando de casa, precisamos da habilidade para acessar e compartilhar dados de qualquer lugar.

A IBM está trabalhando com dezenas de clientes que estão adotando totalmente o modelo de nuvem híbrida centrada em contêiner para armazenamento de dados. Estamos vendo a estrutura que descrevi servindo como uma pegada para qualquer organização no meio, ou ainda considerando sua transformação digital. Uma jornada em que armazenamento de dados, acesso e gerenciamento são fundamentais para um resultado bem-sucedido.

Soluções Multi-tenant fomentam a transformação digital nos negócios

Por Waldir Bertolino, Country Manager da Infor no Brasil,

A transformação digital nas empresas foi acelerada devido à pandemia do novo coronavírus. Adaptar-se ao novo nunca foi uma tarefa fácil, ainda mais em um cenário de tantas incertezas e dificuldades econômicas. Para lidar com os desafios que surgiram com a Covid-19 e manter a própria sobrevivência, as companhias tiveram que reinventar os seus negócios. Inovações e tecnologias (nuvem, AI e outras) que já estavam no radar de perspectivas das organizações, mas figuravam entre prioridades futuras, passaram a ser mandatórias.

Em uma pesquisa recente conduzida pelo JPMorgan, 79% dos CIOs dizem que a pandemia os forçou a uma transformação digital mais rápida do que o planejado. Na verdade, alguns setores, como o comércio eletrônico, viram dois anos de crescimento comprimidos em apenas seis meses. Com isso, as organizações estão se voltando para a nuvem e a transformação digital está ajudando as empresas a inovarem suas estratégias de go-to-market. 

Esse levantamento comprova que o apetite do mercado por tecnologias em nuvem aumentou muito nesse período. Antes dessa crise sanitária, nossos negócios eram voltados para 30% na nuvem e 70% no local. Agora, esse percentual foi invertido sendo 70% na nuvem. Por isso, estamos cada vez mais focados em auxiliar as organizações líderes a fazer essa transição para a nuvem e a solução Multi-tenant Cloud faz parte dessa estratégia, já que é um modelo arquitetônico contido em cenários de cloud computing, onde se emprega uma estratégia de compartilhamento de recursos computacionais. A proposta deste modelo é ter um banco de dados central suportando múltiplos bancos de dados secundários. Vale ressaltar que na corrida pela jornada digital, essas arquiteturas oferecem vários benefícios e ajudam a minimizar os gastos e manter a acessibilidade de dados.

Um bom exemplo disso é a empresa Midwest Wheel, uma das maiores distribuidoras de peças de caminhão nos Estados Unidos, que utiliza o Infor CloudSuite Distribution e o Infor Birst analytics para gerenciar o estoque de seus seis depósitos, permitindo fluxos de trabalho complexos e maior capacidade de fazer negócios online. Com as soluções multi-tenant da Infor na nuvem, incluindo o Infor OS (Serviço Operacional), a empresa melhorou o atendimento ao cliente por ter estoque adequado, alcançando melhorias de até 15% na taxa de preenchimento. “Se as empresas não estiverem inovando em mais formas de aumentar a produtividade, elas ficarão ultrapassadas”, diz Steve McEnany, vice-presidente de marketing e tecnologia da Midwest Wheel. 

Diante desse contexto, o ano de 2020 trouxe muitos desafios, mas o impacto foi muito menor do que o esperado, pois por meio das soluções multi-tenant percebemos que muitas estratégias digitais que estavam no papel foram aceleradas e, dessa forma, conseguimos auxiliar os clientes na redução de custo, otimização operacional e recuperação em um cenário de pós-pandemia.

Vantagens para os negócios

Cada vez mais as organizações implementam  soluções modernas  para transformar esse período de ruptura em reinvenção e as soluções Multi-talent estão no topo da lista de prioridades. Confira as principais vantagens:

Reduz custos: os recursos computacionais são mais baratos em escala e, com a multi-tenant, é possível consolidá-los e alocá-los de maneira eficiente. Para um usuário individual, pagar pelo acesso a um serviço em nuvem ou uma aplicação de SaaS geralmente representa um custo-benefício melhor do que usar um software e hardware que atendam a apenas um locatário.

Flexibilidade: se você investir tudo em seu próprio hardware e software, chegará ao ponto em que ambos atingirão a capacidade máxima em momentos de grande demanda ou ficarão ociosos quando a demanda estiver muito baixa. Por outro lado, em uma nuvem multi-tenant, é possível alocar recursos para os usuários que precisam deles, conforme essa necessidade aumenta ou diminui. Sendo cliente de um provedor de nuvem pública, você pode ter acesso a uma capacidade extra quando precisar e não pagar por ela quando não houver necessidade.

Aumenta a eficiência: com a abordagem de multi-tenant, há menos necessidade de que usuários individuais gerenciem a infraestrutura e cuidem de atualizações e manutenções. Todos os locatários contam com um provedor de nuvem central, em vez de depender das próprias equipes para lidar com essas tarefas rotineiras.

Setor de franquias mantém trajetória de recuperação no 4º tri, mas sente impacto da pandemia em 2020

O balanço consolidado realizado pela ABF – Associação Brasileira de Franchising revela que o setor de franquias manteve sua curva de recuperação no 4º trimestre de 2020, se aproximando dos níveis pré-Covid-19. O estudo mostra que o franchising registrou uma receita apenas 1,8% menor no período, comparado ao 4º trimestre de 2019, que foi de R﹩ 54,966 bilhões para R﹩ 53,976 bilhões. Considerando o desempenho do ano todo, porém, o impacto da pandemia foi maior, com o faturamento geral do setor recuando quase três anos.

As políticas de isolamento social (necessárias para conter a disseminação do vírus), principalmente o fechamento dos shoppings, e a queda dos índices de confiança do consumidor e do empresariado ao longo do ano se refletiram fortemente no setor. A mudança de hábitos do consumidor, principalmente nas áreas de entretenimento e turismo, e a queda do setor de serviços – segundo o IBGE houve uma redução de 7,8% no ano passado – foram outros fatores importantes. O maior impacto foi observado no 2º trimestre de 2020, seguido de uma recuperação gradual. De outro lado, a digitalização de processos e serviços, as políticas de auxílio emergencial e o aquecimento da construção civil foram movimentos importantes para dinamizar o setor, mas não suficientes para uma mitigação maior dos impactos.

“2020 foi de fato um ano dos mais desafiadores para todos os setores da economia brasileira, e com o setor de franquias não foi diferente. Analisando o comportamento do setor ao longo do ano, com os estudos trimestrais e, adicionalmente, as consultas mensais feitas pela ABF, graças à participação de seus associados, vejo que o resultado poderia ter sido pior, mas as virtudes do franchising amenizaram a queda. Nós temos a força do trabalho em rede, uma alta capacidade de negociar com fornecedores e promover ganhos em escala, por exemplo, porém, é com muito esforço que o ecossistema do franchising está atuando para amenizar as perdas e os impactos nos negócios”, afirma André Friedheim, presidente da ABF.

Quanto ao movimento de abertura e fechamento de unidades, o levantamento indicou que o índice de unidades abertas em 2020 foi de 6,6% frente 9,2% no ano anterior. As fechadas chegaram a 9,2% ante 4,9% neste mesmo período, resultando num saldo de -2,6%. Este percentual resultou num total de 156.768 operações em 2020 contra 160.958 no ano anterior. Já os repasses tiveram uma pequena alta, avançando de 2,3% em 2019 para 2,5% no ano subsequente.

“De fato, alguns empreendedores não conseguiram atravessar um período tão longo de adversidade, mas notamos um imenso esforço das redes para manter suas operações, negociando ou suspendendo taxas e ajudando os franqueados a buscarem alternativas de redução de custos e faturamento. Em outros casos, o negócio foi repassado a um empresário mais capitalizado, uma opção muito importante para a perpetuação de negócios e empregos. Um acesso a crédito mais facilitado e a melhoria geral do ambiente de negócios nos ajudaria a manter ainda mais unidades e, portanto, a geração de empregos, renda e impostos”, afirma André Friedheim.

Média de unidades por rede sobe

Uma das tendências do setor de franquias brasileiro é o aumento do número médio de unidades por marca, o que demonstra maior maturidade das redes. De acordo com o estudo da ABF, a exemplo do que ocorreu em 2019, essa média teve uma alta de 6,5%, saltando de 55,2 para 58,8 operações em média por marca no período pesquisado. Esse dado corrobora com outra tendência: o crescimento da participação de multifranqueados, seja multiunidades (donos de franquias de uma mesma marca), seja multimarcas (proprietários de operações de diferentes redes).

Em relação ao número de redes, o balanço de 2020 indica que houve uma redução de 8,6%, cujo total passou de 2.918 para 2.668 marcas no período analisado. “Embora algumas redes de menor porte tenham cessado suas atividades, essa diminuição se deve mais a marcas pequenas que deixaram de franquear ou empresas que planejavam se lançar no setor, mas postergaram seus planos. É importante ressaltar também que tivemos alguns movimentos de fusões e aquisições e que novas marcas continuam a chegar, mostrando a atratividade do mercado nacional”, explica o presidente da ABF.

Empregos

O ecossistema de franquias é tradicionalmente um grande gerador de empregos. Contudo, ainda como reflexo da pandemia e acompanhando o movimento dos demais setores econômicos, o franchising também retraiu as contratações. Segundo a pesquisa, o número de empregos diretos passou de 1.358.139 para 1.258.884 no período analisado. “Vínhamos numa trajetória ascendente de contratações, inclusive em virtude da reforma trabalhista, porém, a pandemia da Covid-19 fez com que as redes diminuíssem esse ritmo. Isso mostra a urgência de retomarmos as reformas, principalmente a tributária, e outras medidas de desburocratização do ambiente de negócios”, observa Friedheim.

Segmentos

Dentre os onze segmentos elencados pela ABF, Casa e Construção, com uma variação positiva de 25,6% no 4º trimestre do ano passado frente a igual período de 2019, e de 12,8% em 2020 foi o principal destaque. A permanência das famílias em casa para manter o distanciamento social levou à realização de pequenos reparos, reformas e à maior valorização das residências. Outros fatores, tais como a manutenção dos juros básicos da economia (taxa Selic) em níveis baixos, o aumento do número de trabalhadores em home office e o enquadramento das atividades do setor de construção civil como essenciais também contribuíram para o bom desempenho desse segmento.

Saúde, Beleza e Bem-Estar também registrou desempenho positivo, de 5,4% no 4º tri e de 3,1% no ano. O segmento foi beneficiado pelo fato de haver uma demanda ainda reprimida, pela decisão de parte dos pacientes em aproveitar a quarentena para realizar procedimentos mais invasivos, a acentuação do desejo de bem-estar mesmo em um contexto tão delicado e o redirecionamento de recursos que seriam utilizados para outros fins, como viagens e outras atividades sociais restritas nesse período.

Com variação também positiva no 4º trimestre, Serviços e Outros Negócios (1,9%) e Comunicação, Informática e Eletrônicos (0,1%) também se beneficiaram pela permanência de parte da população em casa, pelo trabalho em home office e pelo incremento dos meios de pagamento.

Hotelaria e Turismo e Entretenimento e Lazer foram os segmentos com maior impacto devido às grandes restrições a aglomeração de pessoas e viagens. Se retirados ambos os segmentos do cálculo, de acordo com a pesquisa da ABF, o setor de franquias registraria um desempenho 0,8% maior em seu faturamento no período.

Já Alimentação, o maior segmento do franchising, diminuiu de forma sensível as perdas no 4º tri, tendo registrado uma queda de 5%. Na classificação da ABF, o segmento é formado pelos seguintes subsegmentos: Bares, Restaurantes de Serviço Rápido, Restaurantes de Serviço Completo, Empórios, Mercados e Lojas de Conveniência, Docerias e Sorveterias, Padarias, Distribuição e Produção. Se retirados Empórios, Mercados e Lojas de Conveniência; Docerias e Sorveterias e Distribuição e Produção do cálculo, o segmento focado em Bares, Restaurantes e Padarias registraria um desempenho de -9,9% em seu faturamento no período, efeito mais severo do que o resultado total de Alimentação registrado.

“Neste período, tivemos um afrouxamento das políticas de isolamento social, fora o movimento naturalmente mais intenso do fim do ano. Além disso, o crescimento do delivery e o bom desempenho dos supermercados e das lojas de conveniência ajudaram a reduzir o impacto, porém o resultado do ano ainda ficou em -15,5%”, afirma André Friedheim. O presidente da ABF completa que “o franchising brasileiro segue se reinventando, trazendo soluções inovadoras para atender as novas demandas do consumidor diante da pandemia, com um grande avanço do processo de digitalização das redes e pronto para sair mais forte desse período”.

Internacionalização

O movimento de internacionalização das marcas brasileiras no exterior se manteve estável na comparação com 2019, segundo o balanço da ABF. São 163 marcas presentes em 106 países. É importante ressaltar que a estabilidade no saldo não indica falta de mudanças, isso porque em 2020 algumas marcas voltaram a focar apenas o mercado nacional e algumas marcas, como Coife Odonto, Hot N’Tender e Number One Chicken se lançaram no mercado estrangeiro, obtendo também, prêmios de destaque no processo de Internacionalização. O levantamento envolve todos os formatos de operação internacional: unidades próprias, unidades franqueadas, máster franchising, desenvolvedor de área, exportação e joint ventures.

Entre as nações top 10 com maior presença de marcas made in Brazil, os Estados Unidos seguem liderando a lista, com Portugal em segundo lugar e o Paraguai em terceiro. No ano passado, Peru (20%), Angola (14%) e Equador (10%) foram os países que registraram maior variação na presença das redes brasileiras.

Com relação aos segmentos, Moda historicamente permanece com maior participação do franchising brasileiro no exterior, acompanhado por Saúde, Beleza e Bem-Estar e Alimentação.

Já no movimento inverso, a pesquisa mostra que no ano passado havia 205 marcas de 30 países atuando no Brasil. Os Estados Unidos também encabeçam a lista, seguidos por Portugal e pela Espanha. A Alemanha, com 20%, e os EUA (4%) foram os países que registraram maior variação em número de redes no Brasil.

“Esses números mostram mais uma vez a resiliência do franchising brasileiro. Mesmo em um cenário tão adverso, as redes mantiveram seus investimentos. Entendo também que, mais do que nunca, ficou clara a importância de diversificar negócios para reduzir riscos e buscar novos mercados. De outro lado, algumas marcas estrangeiras interromperam suas operações no Brasil. No entanto, na maioria dos casos, trata-se de movimentos pontuais, que podem ser revistos assim que a situação apresentar maior estabilidade”, diz o presidente da ABF.

Projeções

O cenário para 2021 ainda é bastante desafiador, porém, fatores como o avanço do processo de vacinação da população, como também da agenda das reformas em discussão no Congresso Nacional, especialmente a tributária e a administrativa, a implantação das medidas de ajuste fiscal e o estímulo e a facilitação do acesso ao crédito para as micro e pequenas empresas, oferecem uma perspectiva mais positiva para este ano. Nesse sentido, a ABF projeta um faturamento 8% maior, 5% mais unidades, 2% em novas redes e uma alta de 5% no número de empregos diretos gerados pelo setor em 2021.

Na pesquisa trimestral do setor, a ABF perguntou às redes de franquia quais são suas expectativas individuais para 2021, o que mostrou que para 64% dos respondentes, o crescimento será superior a 10%, e que para 19% será entre 5% a 10%. Para o presidente da entidade, “permanecendo as bases para a retomada segura das atividades econômicas a partir deste ano, acreditamos que o setor de franquias levará cerca de dois e meio para retomar os patamares pré-Covid-19”, conclui Friedheim.

Metodologia

A Pesquisa de Desempenho do Franchising Brasileiro em 2020 reuniu 340 marcas de um universo de 2.668 redes (aproximadamente 13% das franquias), que respondem por 33% das unidades e 36% do faturamento do setor. Envolvendo o mercado como um todo, inclusive não associados, os números do desempenho do setor de franchising são apurados em pesquisa por amostragem, cruzados com levantamentos feitos por entidades representantes de setores correlatos ao sistema de franquias, órgãos de governo, instituições parceiras e de ensino. Auditados por empresa independente, os dados divulgados pela ABF são referência para órgãos governamentais de diversas esferas, entidades internacionais do franchising, como World Franchise Council (WFC), Federação Ibero-americana de Franquias (FIAF) e instituições financeiras.