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A importância do ensino mão na massa com ajuda da tecnologia

Bin Feng, cofundador da Microduino e CEO da Microduino nos EUA e Gustavo Chien, Country Manager da operação brasileira.

Elementos como protótipos já começam a entrar da dentro da sala de aula, incentivando os alunos a colocar a “mão na massa”. Uma das empresas que fazem parte do que está sendo chamado de movimento maker é a Microduino – www.microduino.com.br. Fundada em 2013 em Pequim pelos chineses Bin Feng e Tiki Wang no makerspace Beijing, teve seu primeiro produto financiado pela comunidade através do Kickstarter. Hoje possui 5 escritórios em todo o mundo com distribuidores e clientes em 6 continentes e mais de 1 milhão de alunos utilizando seus kits em sala de aula.

A motivação da Microduino, que tem Gustavo Chien como Country Manager e responsável pela operação brasileira desde maio de 2017 com sede em Curitiba, é a busca por novas formas de ensinar e tornar as disciplinas tradicionais mais atrativas para os alunos. Por isso a marca baseia toda sua entrega na metodologia STEAM, que une os conceitos de ciência, tecnologia, artes, engenharia e matemática nos projetos educacionais para provar que a interdisciplinaridade pode ajudar no desenvolvimento do aluno e a robótica tem como ser amigável e acessível a crianças.

E na prática, como tudo isso funciona? Pode parecer complicado, mas esses materiais tornam os conceitos de eletrônica mais próximos das crianças. Os kits do mPie, por exemplo, acompanham 15 projetos que exploram de forma lúdica as funções dos 24 módulos inclusos no kit como montar uma ambulância com som e luz, sendo capaz de mudar a frequência e a cor, uma catapulta capaz de lançar um objeto ao toque de um botão e um jogo de pinball por exemplo.

Olhar especial para as escolas brasileiras

Para Bin Feng, cofundador da Microduino que esteve presente durante a última edição da Bett Educar, “Nós estamos tendo uma maior demanda dos consumidores brasileiros, porque eles estão buscando investir mais na metodologia STEAM”, diz. Com impacto em 8 milhões de jovens em todo o mundo, atualmente a empresa trabalha com em média 15 escolas no Brasil e tem o objetivo de chegar a 500 até o fim do ano. Para além disso, os planos incluem tornar o País seu terceiro mercado em 5 anos, representando de 15% a 20% do faturamento global da empresa.

A Microduino enxergou ainda mais possibilidades de investimento no Brasil quando se deparou com uma mão de obra muitas vezes até melhor qualificada do que em outros países a um custo competitivo. “Foi uma feliz surpresa quando nos deparamos com tantos profissionais de qualidade no Brasil dentro das capacidades que precisamos em tecnologia. Por isso, temos inclusive planos de trazer cada vez mais a parte de desenvolvimento para o Brasil e exportar produtos daqui aos EUA e a própria China”, conta Gustavo.

Um dos vários cases já realizados é do de uma urna eletrônica, feita em parceria com a escola St.Paul’s em 2017. Os alunos criaram e usaram o equipamento em uma aula de história. Os jovens votavam no início do debate em que tipo de forma de governo preferiam e na saída realizavam o mesmo processo. O objetivo era mensurar a opinião dos votantes. Feng aposta que integrar disciplinas ajuda a aumentar a capacidade de aprendizado. “O lado esquerdo do nosso cérebro é muito bom para a lógica, ciência e matemática, enquanto o lado direto tem facilidade com a criatividade, arte e imaginação. Se nós conseguimos trabalhar com essas duas áreas juntas, as crianças aprenderiam melhor”, afirma Feng.

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SoftExpert conquista novos clientes em Portugal

A SoftExpert, fornecedora de softwares e serviços para automação e aprimoramento dos processos de negócio, conformidade regulamentar e governança corporativa, conquistou quatro novos grandes clientes em Portugal.

Agora, as empresas Luís Simões, Bosch, Medway e Flex 2000 fazem parte do portfólio da companhia. De acordo com o CEO da SoftExpert, Ricardo Lepper, estes importantes resultados demonstram a assertividade da estratégia de internacionalização da marca da empresa.

A Luís Simões, operador logístico líder no mercado de fluxos rodoviários entre países ibéricos, adotou a solução para gestão de governança, riscos e regulamentos, SoftExpert GRC. O objetivo é contar com uma ferramenta para gerir necessidades relativas a seu Sistema de Gestão Integrada, cujas matérias se encontravam descentralizadas por diversas aplicações, além de suportar o crescimento da companhia nas questões relacionadas com governança, riscos e regulamentos.

Já a unidade da Bosch de termotecnologia, em Cacia – Aveiro, adotou a solução para gestão de processos de negócio, SoftExpert BPM. A SoftExpert atendeu os rigorosos requisitos tecnológicos e de segurança da Bosch, tendo a aderência às exigências operacionais da multinacional que é uma das maiores fabricantes de componentes automobilísticos do mundo.

A Medway, subsidiária da gigante MSC – Mediterranean Shipping Company, implementou o SoftExpert Excellence Suite, uma plataforma corporativa para a automação e aprimoramento de processos, conformidade regulamentar e excelência na gestão. A operadora ferroviária privada portuguesa, especializada no transporte de mercadorias, irá realizar a gestão dos seus processos de qualidade, segurança e governança corporativa com a solução completa da SoftExpert. O projeto contará com uma app que sincroniza toda a documentação legal destinada aos maquinistas, com tablets no sistema operacional Android. A mobilidade que permitirá total disponibilidade e atualização imediata, mesmo quando os equipamentos se encontram off-line.

Toda a transição para a nova norma IATF 16949 (sistema de gestão da qualidade para o setor automotivo) na Flex 2000, fabricante de bases e estruturas em espuma, será apoiada pelo SoftExpert Excellence Suite. Já foram implementados os módulos para Gerenciamento do Desempenho, Gestão de Planos de Ação, Gestão de Documentos e Registros, Não Conformidades e Reclamações, Gestão de Auditorias, Analytics, além do mapeamento dos principais Processos. Ainda serão implementados os módulos de Mapeamento e Avaliação de Competências, bem como a solução SoftExpert PLM, para Gestão do Ciclo de Vida do produto.

Expansão internacional

Em 2017, a SoftExpert registrou um crescimento de 56% em seu faturamento no exterior e o volume global de negócios ultrapassou os R$ 70 milhões. A empresa fechou o ano com 69 novos clientes no exterior.

“A expertise que alcançamos atendendo a multinacionais dos mais diversos segmentos em mais de trinta países, nos levou, nos últimos 5 anos, a um crescimento orgânico médio das exportações da ordem de 30% ao ano”, explica Lepper.

A companhia abriu um escritório nos Estados Unidos, onde possui clientes como a unidade americana da japonesa Yorozu Automotive, e também no México. Destaque para a Coppel, uma das maiores redes de lojas de departamento da América Latina, e a Prodemex, uma das empresas líderes do setor de construção e infraestrutura. Foram firmadas 24 parcerias internacionais, com destaque para operações estratégicas da Ricoh e da Baker Tilly na América Latina.

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Programa de qualidade de dados e de impressão do código de barras evita perdas no varejo

Abras lança iniciativa nacional, com apoio da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, para disseminar adoção de padrões de identificação nos supermercados

Uma cena comum nos supermercados é ainda ver os operadores de caixa digitando a numeração do código de barras porque a falta de qualidade de impressão impede a captação pelo leitor óptico. Quando isso acontece, há uma perda média de 26% da produtividade nos checkouts, aponta estimativa da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil. Já os erros cadastrais entre varejo e indústria podem causar prejuízos de R$ 1 bilhão por ano, segundo a GS1 UK e Cranfield School of Management.

Para evitar que dados imprecisos ou incorretos comprometam a operação das lojas e, consequentemente, a lucratividade dos negócios, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), com apoio da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, inicia um programa para apoiar o varejo brasileiro a vencer os desafios de um cadastro consistente com dados qualificados e produtos com código de barras que garantam agilidade de leitura. O projeto foi lançado durante a abertura da Exposuper ACATS, em Santa Catarina, no dia 18 de junho, com a assinatura oficial do termo de cooperação.

Na prática, trabalhar com dados equivocados tem alto impacto nos custos em diversas áreas, como erros de pedido de compras, problemas de gerenciamento de categorias, falta de produtos nas gôndolas, duplicidade de mercadorias no sistema e imprecisão no estoque. Por isso, a Abras entende que a qualidade dos dados cadastrais precisa ser trabalhada como pauta prioritária nos supermercados e busca o apoio técnico da GS1 Brasil para a disseminação dos padrões globais de identificação na captura de dados e compartilhamento de informações.

No caso das regras que impactam na qualidade do código, um dos principais itens que merece atenção especial são as cores. Barras pretas com o fundo branco são as mais indicadas, pois propiciam o contraste ideal para a leitura. O tamanho também deve ser levado em consideração; ele pode variar conforme o espaço disponível na embalagem. Porém, devem-se observar as regras de magnitude do código: reduzir o comprimento das barras em relação à sua largura, por exemplo, pode prejudicar a leitura, assim como a ausência das margens de silêncio (espaço no início e no final do código, onde o leitor “entende” que ele começa e termina).
Além disso, para garantir a eficiência do código de barras e permitir que ele seja capturado na primeira tentativa em qualquer equipamento, a GS1 conta com um processo de avaliação feito em máquinas de alta tecnologia que seguem as normas ISO. O processo de certificação garante a leitura e elimina a digitação manual, entre outros erros.

Medidas como essa são fundamentais e trazem benefícios para todos os elos envolvidos. Com a garantia de leitura, termina também a digitação e outros erros relacionados a problemas de leitura do código de barras como, por exemplo, a ruptura no estoque. Isso significa maior agilidade no checkout e maior eficácia em todo processo da cadeia logística, resultando na redução de filas, erros e atrasos.

O padrão GS1 é adotado mundialmente por mais de 1,5 milhão de empresas, dos mais variados ramos de atividades como instrumento fundamental na identificação de itens comerciais; captura de dados e comunicação eletrônica entre empresas. O uso de uma linguagem padrão global entre os parceiros de negócios é um dos fatores críticos do sucesso na obtenção de resultados.

Cinco princípios da Qualidade de Dados de produtos:

1. Cadastro completo, com todos os atributos do produto preenchidos

2. Dados padronizados conforme boas práticas do mercado

3. A mesma informação circulando em todos os sistemas de consulta

4. Exatidão e precisão dos dados informados

5. Atualização constante das informações cadastradas

Pontos de atenção para qualidade de impressão do código de barras:

• Cores: a melhor combinação de cores é a de barras pretas com fundo branco, propiciando contraste;

• Truncamento: não reduza a altura das barras, pois isto impacta diretamente na eficiência da leitura;

• Margens de silêncio: são os espaços em branco antes da primeira e depois da última barra; respeite-as, pois são fundamentais na leitura;

• Localização: a recomendação é que o código esteja no quadrante inferior direito do verso. Não se deve imprimi-lo em dobras, cortes e uniões da embalagem;

• Posicionamento: em embalagens cilíndricas recomenda-se colocar o código na posição vertical (barras paralelas à base do produto).

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HP e Siemens expandem oportunidades de inovação em design 3D e manufatura aditiva

Hoje, na Siemens PLM Connection Americas 2018, um dos maiores eventos para usuários de software PLM da Siemens, a HP Inc. e a Siemens expandiram seu trabalho em conjunto já consolidado para permitir funcionalidades ainda mais avançadas em um conjunto mais amplo de software PLM da Siemens para mudar a forma de projetar e fabricar com a tecnologia de impressão 3D Multi Jet Fusion da HP.

Os softwares NX e o Solid Edge da Siemens oferecem suporte e recursos de impressão 3D colorida por meio da tecnologia HP Multi Jet Fusion

Com os últimos lançamentos, a Siemens, líder em software de inovação digital, e a HP, líder global do setor em impressão 3D, permitirão que os usuários dos softwares NX™ e Solid Edge® da Siemens projetem e produzam peças impressas coloridas em 3D. A série Jet Fusion 3D 300/500 da HP é a primeira solução de impressão 3D da indústria para a produção de peças funcionais de nível de engenharia coloridas ou em preto ou branco – com controle de nível de voxel – em tempo muito menor que outras soluções. A série Jet Fusion 3D 300/500 também é compatível com os principais formatos de arquivos coloridos, incluindo 3MF, permitindo que os desenvolvedores produzam facilmente as peças coloridas que desejam, com um fluxo de trabalho confiável. Os usuários do software Solid Edge com a tecnologia Multi Jet Fusion da HP terão acesso aos arquivos 3MF de todo o portfólio de impressoras da HP, incluindo as soluções HP Jet Fusion 4200/4210 e 300/500 de nível industrial.

“Nossos usuários agora poderão combinar a robustez e a flexibilidade dos softwares de design de produto NX e Solid Edge da Siemens com a inovadora tecnologia de impressão 3D da HP, incluindo um universo de novas possibilidades de design com a disponibilidade de peças coloridas”, disse Tony Hemmelgarn. Presidente e CEO da Siemens PLM Software. “Compartilhamos a visão da HP de que a impressão 3D permite que as empresas reinventem o ciclo de vida dos seus produtos para ter sucesso no futuro totalmente digital da manufatura. A expansão da nossa parceria com a HP nos permite continuar desenvolvendo a manufatura aditiva para peças de uso final em escala industrial.”

A combinação das duas principais tecnologias de manufatura digital aumenta consideravelmente as aplicações do software de inovação digital líder de mercado da Siemens e da tecnologia de impressão 3D transformadora Multi Jet Fusion da HP. Os clientes poderão fazer protótipos e produzir, de forma rápida e econômica, novos designs e aplicações de peça final com capacidades avançadas de voxel. Além disso, a colaboração cria novas oportunidades para acelerar a adoção da impressão 3D em escala industrial para clientes e parceiros que participam da Additive Manufacturing Network da Siemens.

“A adição de recursos coloridos da plataforma Multi Jet Fusion da HP expandida para compatibilidade com as soluções de design e manufatura líderes do mercado da Siemens cria um conjunto novo e imenso de possibilidades para produtos e aplicações”, disse Stephen Nigro, Presidente da 3D Printing, HP Inc. É maravilhoso fornecer a robustez das nossas tecnologias a clientes tanto de pequeno quanto de grande porte, mudando fundamentalmente o processo de ponta a ponta da impressão 3D, do projeto ao protótipo e, por fim, a manufatura. Este é outro passo importante não apenas para as nossas empresas, mas para todo o ecossistema de manufatura global, pois, com a Siemens, mudamos a forma de projetar e fabricar.”

Tecnologia Multi Jet Fusion 3D apresentada no Additive Manufacturing Experience Centre da Siemens

A tecnologia de impressão 3D Multi Jet Fusion da HP também será apresentada como uma plataforma de impressão 3D no Additive Manufacturing Experience Center da Siemens em Erlangen, na Alemanha, que convida os clientes a conhecer em primeira mão as mais recentes tecnologias de manufatura aditiva e suas aplicações em projeto e manufatura.

A Siemens e a HP compartilham o objetivo de acelerar a transformação digital do setor de manufatura, fornecendo todas as capacidades necessárias, desde o design generativo para inovação de produtos até a impressão 3D e fabricação em escala industrial. Com o design generativo, as empresas podem automatizar projetos inovadores com base nos requisitos funcionais, garantindo um melhor desempenho funcional das peças e dos produtos. Com a tecnologia HP Multi Jet Fusion, as empresas podem fabricar peças inovadoras de maneira mais econômica e em maior volume de produção. Juntas, as tecnologias da HP e da Siemens formam uma solução integrada, que permite reinventar produtos, reformular os processos de manufatura e modernizar os modelos de negócios.

Mudando a forma de projetar e fabricar

Stephen Nigro, presidente da HP 3D Printing, estará com Robert Jones, vice-presidente executivo de vendas e serviços globais da Siemens PLM Software, no PLM Connection no dia 4 de junho, às 17h, para compartilhar mais detalhes sobre essa expansão com os usuários de PLM da Siemens.

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Wolters Kluwer figura na lista das melhores empresas de TI para o setor de saúde

A Wolters Kluwer Health, líder mundial em fornecimento de informações para profissionais e estudantes da área da saúde, subiu duas posições e está classificada em 21º lugar na lista da The Healthcare Informatics 2018, que avaliou as empresas de tecnologia com base em sua atuação no setor de saúde em 2017, nos EUA. Este é o terceiro ano consecutivo que o fornecedor global de tecnologia clínica e soluções baseadas em evidências subiu no ranking, sendo sua sétima aparição consecutiva na lista.

“O Healthcare Informatics é amplamente reconhecido como o resumo oficial das principais empresas de tecnologia que atuam no setor de saúde. É uma honra estar entre os 25 melhores e validar o comprometimento da Wolters Kluwer em equipar os clínicos, pesquisadores, estudantes e outros profissionais da saúde com as ferramentas que eles precisam para tratar os problemas mais urgentes da área da saúde”, ressalta Diana Nole, CEO da Wolters Kluwer Health. “Ao entregar tecnologia clínica avançada, inovações de inteligência artificial e soluções baseadas em evidências, a Wolters Kluwer conduz a decisões de cuidados mais informadas e agiliza os fluxos de trabalho, ajudando a eliminar a variabilidade do cuidado, melhorar a qualidade e os resultados, além de reduzir custos para organizações da saúde e pacientes.”

“Mais do que apenas uma lista, a Healthcare Informatics é um indicador absoluto de quais empresas estão resolvendo problemas na indústria de saúde dos EUA – e fazendo isso em escala”, explica Rich Tomko, vice-presidente e diretor administrativo da Healthcare Informatics. “A parte mais interessante dessa lista é entender exatamente quais problemas eles estão resolvendo e como.”

O Healthcare Informatics é uma das premiações mais importantes recebidas pela Wolters Kluwer no 1º semestre de em 2018, entre outras recebidas pela companhia estão:

– Omega NorthFace ScoreBoard, por satisfação e excelência em atendimento ao cliente
– 34 prêmios da American Society of Healthcare Publications Editor (ASHPE), incluindo a Publicação do Ano
– Finalista do Prêmio SIIA CODiE de 2018

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Inteligência Artificial e Business Intelligence: Para onde vai a IA e como podemos trabalhar com ela no futuro do BI?

Por Michael Anthony, Senior UX / UI Designer da Qlik

Enquanto as máquinas estão cada vez mais inteligentes, rápidas e criativas, nossa fascinação contínua pelo assunto ajuda a romper as fronteiras tecnológicas. Em 1996, o computador Deep Blue da IBM foi notícia quando ganhou do campeão mundial de xadrez Gary Kasparov. Apesar de ser muito impressionante o fato de que uma máquina pudesse aprender a jogar xadrez, o maior interesse não era esse.

Assim como nos mais recentes programas de jogos, o objetivo real é construir máquinas cada vez mais inteligentes, capazes de aprender, adaptar e pensar por si mesmas. Esse é o avanço da inteligência artificial (IA).

Os primeiros computadores eram programados manualmente por humanos para fazer trabalhos específicos e bastante simples. Uma calculadora, por exemplo, foi programada sobre como calcular números e foi o que aconteceu. Mas à medida em que adicionamos camadas de complexidade com maiores demandas, os computadores se tornaram tão complexos que não é mais possível que o homem programe todos os aspectos de alguns programas.

Ao invés disso, os humanos passaram a desenvolver partes de programas responsáveis por construir outras partes dos próprios programas, encontrando a lógica mais otimizada por meio de tentativa e erro. Como as máquinas programam partes de si mesmas, um humano tentando explicar exatamente como um programa
está fazendo o que está fazendo é algo praticamente inexplicável.

Assim, à medida que as máquinas estão ficando mais inteligentes, elas recebem também trabalhos mais complicados – como empregos que antigamente
eram estritamente de domínio humano, por exemplo. Os computadores estão aprendendo a dirigir veículos, ler resultados de exames médicos e fazer
recomendações de tratamento, escrever artigos de notícias e, claro, fabricar produtos. Uma das vantagens de uma máquina sobre um humano é que, para algumas
dessas tarefas, uma máquina é (ou será) melhor no trabalho do que uma pessoa. Outro benefício é, com certeza, o fato de que os computadores não adoecem, não
precisam dormir e podem fazer o trabalho de vários funcionários de uma só vez.

A boa notícia é que, para algumas profissões, a substituição do computador levará mais tempo para chegar do que para outras. Embora os
operadores de elevadores humanos sejam quase inexistentes agora, outros trabalhos são mais complicados e difíceis de substituir por uma máquina. A IA programada
para realizar uma tarefa específica é chamada de IA fraca ou IA restrita – é uma máquina focada em uma tarefa única e isso é tudo o que ela tem capacidade
de fazer. Por exemplo, o programa que executa o elevador é ótimo em fazer isso, mas só pode fazer isso. Um programa que pode dirigir um carro provavelmente
também não pode jogar xadrez, etc.

Para o campo de BI, deveria ser óbvio que, com o tempo, os computadores se tornarão muito melhores na análise de dados do que os humanos.
É o tipo de campo que parece perfeito para IA – montanhas virtuais de dados à disposição de programas de IA para aprender, analisar e encontrar os melhores
algoritmos mais confiáveis para fazer recomendações.

Já usamos software de BI por sua capacidade de classificar grandes conjuntos de dados na velocidade da luz. O próximo passo é que as máquinas
realmente analisem os dados e não apenas recuperem as informações quando solicitadas.

Então o que nós vamos fazer? Em geral, é sempre benéfico se concentrar em seus pontos fortes. Um ponto forte que temos é a nossa capacidade
de resolver problemas em um estilo interdisciplinar, algo que a inteligência artificial estreita não faz tão bem. Somos naturalmente flexíveis para fazer
diferentes tipos de trabalho e pensar de maneiras criativas.

Ao invés de tentar vencer as máquinas em seu próprio jogo, o movimento mais inteligente é fundir nossas forças com os pontos fortes da IA.
Uma parceria, em vez de um cenário “nós contra eles” no melhor estilo O Exterminador do Futuro – quando as máquinas, comandadas por uma força chamada
Skynet, se rebelaram. As máquinas trarão sua velocidade e poder de processamento à mesa, à medida que usamos nossa criatividade e pensamento não
linear, pois juntos procuramos resolver os problemas de negócios de amanhã.

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NIC.br lança estudo sobre a qualidade da banda larga no Brasil

A qualidade da conexão à Internet entregue em diferentes regiões e estados brasileiros, assim como oferta, demanda e custo da conectividade no País são tema do livro “Banda Larga no Brasil: um estudo sobre a evolução do acesso e da qualidade das conexões à Internet”, lançado nesta quinta-feira (28) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) e do Centro de Estudos e Pesquisas em Tecnologia de Redes e Operações (Ceptro.br), ambos do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). A publicação foi apresentada hoje (28/6) durante o “4º Encontro Interministerial – Diálogo sobre políticas públicas e indicadores TIC”, realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em Brasília (DF).

O novo volume da série “Cadernos NIC.br – Estudos Setoriais” traz uma análise dos dados coletados por meio do Sistema de Medição de Tráfego Internet (Simet) e de diversas pesquisas realizadas pelo Cetic.br em um período de quatro anos (2013 a 2016), fornecendo insumos sobre a situação da qualidade da banda larga no país.

Este é o primeiro estudo do NIC.br que utiliza fontes de Big Data, a partir das informações geradas pelos usuários que fizeram medições através do Simet. “O uso de fontes alternativas de dados, como é o caso dos chamados Big Data, representa uma inovação metodológica de alta relevância e está alinhado com o monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU. Órgãos de estatística em todo o mundo têm se esforçado para garantir o acesso a essas bases e para avaliar seu uso como fonte de informação relevante para a construção de indicadores sociais e econômicos de interesse público”, reforça Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

Resultados do Simet

Os resultados inéditos do Simet são apresentados na publicação a partir da comparação entre regiões do país e também do desempenho de 13 unidades da federação: aquelas que tiveram o maior volume de registros de medição aferidos entre 2013 e 2016, que também são as unidades de maior contingente populacional. “É fundamental lembrar que o Simet realiza medições de qualidade diretamente nas conexões de banda larga a partir da infraestrutura do NIC.br, de forma totalmente independente, acionada pelo usuário. Todos os testes realizados percorrem um trajeto da rede testada até um ponto neutro, sem que redes de terceiros interfiram nas medições. Dessa forma, os dados produzidos pelos produtos do Simet fornecem informações relevantes para subsidiar decisões sobre melhoria contínua das redes de acesso por parte dos provedores de acesso à Internet e também dos demais sistemas autônomos (Autonomous Systems – AS)”, destaca Milton Kashiwakura, Diretor de Projetos Especiais e de Desenvolvimento do NIC.br.

No que se refere à velocidade aferida, o estudo revelou uma redução nas disparidades observadas entre as regiões, especialmente com o crescimento dos números aferidos no Norte e Nordeste, que tiveram o pior desempenho em 2013. Entre 2014 e 2016, as diferenças entre as regiões caíram – no Nordeste, por exemplo, a diferença, que era de -44%, em 2014, passou para -3%, em 2016. O estudo também aponta estabilidade nos resultados observados na região Sudeste.

No que se refere à latência (o tempo de trânsito das informações em uma conexão), verificou-se uma diminuição. Ao longo de toda a série histórica analisada, Norte e Nordeste apresentaram resultados altos para esse indicador e pior desempenho da qualidade da conexão em relação ao tempo gasto para transmissões de informação. Em 2013, esse índice no Norte era quase cinco vezes maior que o do Sudeste – e, ao final do período analisado, 3,6 vezes maior.

Os estados que tiveram as melhores avaliações, de acordo com a análise dos resultados de velocidade e latência entre 2013 e 2016, foram São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Paraná. O estudo chama atenção para as diferenças entre eles: São Paulo, em 2016, apresentou resultados de velocidade quase cinco vezes maior e de latência quase duas vezes menor do que o Pará, o que representa conexões com maior velocidade e mais estabilidade. No ano de 2016, com exceção de Pará, Bahia e Goiás, todos os estados apresentaram melhor desempenho de velocidade TCP download na comparação com o conjunto total de 2013.

Resultados das pesquisas do Cetic.br

A publicação “Banda Larga no Brasil: um estudo sobre a evolução do acesso e da qualidade das conexões à Internet” também reúne resultados de diferentes pesquisas conduzidas pelo Cetic.br entre os anos de 2013 e 2016. São elas: TIC Domicílios, TIC Empresas, TIC Educação, TIC Governo Eletrônico, TIC Saúde e TIC Provedores.

A comparação entre instituições de diferentes setores com conexões de banda larga via cabo ou fibra óptica mostra que, no setor público, os órgãos estaduais e federais se destacam, com acesso quase universal à conexão banda larga via cabo ou fibra óptica (96%). O cenário é distinto daquele verificado entre as prefeituras (69%), empresas brasileiras (64%) e estabelecimentos de saúde (63% daqueles que são públicos). Já nas escolas do país situadas em áreas urbanas, menos da metade possuía conexões de banda larga via cabo ou fibra óptica (41% das escolas públicas).

Já em relação à velocidade da principal conexão utilizada, 40% das empresas declararam ter conexões acima de 10 Mbps em 2015, proporção que foi de somente 26% entre estabelecimentos de saúde e de apenas de 11% entre escolas. O crescimento de conexões acima de 10Mbps mostrou-se desigual entre 2013 e 2015: entre as escolas, subiu de 8% para 11%, um crescimento relativo de 37%; na saúde, cresceu 136%, passando de 11% para 26%; já entre as empresas, o crescimento foi de 66% (de 24% para 40%).

O estudo observou ainda que, entre 2013 e 2016, houve um crescimento das conexões móveis nos domicílios de classes C e, especialmente, DE. “Os dados e indicadores analisados nesta publicação, sob uma perspectiva da demanda e oferta, apontam que as políticas públicas devem buscar superar desigualdades que estão fundamentadas na maior parte das fontes de análise – sobretudo nas questões regionais –, mas também aquelas relacionadas aos diferentes atores que usufruem e proveem o acesso à Internet banda larga de qualidade, gerando, assim, um ambiente de infraestrutura tecnológica propício para o desenvolvimento econômico e social”, comenta Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

O estudo está disponível na íntegra no endereço: http://cetic.br/publicacao/banda-larga-no-brasil-um-estudo-sobre-a-evolucao-do-acesso-e-da-qualidade-das-conexoes-a-internet/

Acesse também todas as pesquisas do Cetic.br: http://cetic.br/pesquisas/. Faça o teste do desempenho da sua conexão e informe-se sobre as soluções do Simet: http://simet.nic.br/.

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Conheça oito maneiras de melhorar o desempenho da equipe

Ser produtivo não significa estar sempre ocupado. Na verdade, tudo depende do gerenciamento e se manter de olho no tempo da forma correta. De acordo com o fundador da Febracis, Paulo Vieira, é preciso ter em mente quais são os “vilões” que roubam a produtividade. “Conhecendo essas atividades que atrapalham o desempenho individual e do time, é preciso aprender a criar hábitos saudáveis para a rotina”, indica.

Para o especialista, existem oito passos que podem ser seguidos para tornar os processos mais eficazes no dia a dia da equipe. São eles:

1- Reuniões improdutivas: cuidado com o excesso de reuniões. Elas podem mais atrapalhar a sua concentração no desenvolvimento de atividades complexas do que ajudar a resolver problemas;

2- Multitarefa: fazer muitas coisas ao mesmo tempo não é sinônimo de produtividade. Fique de olho no tempo, se programe para fazer uma atividade de cada vez com o máximo de foco e atenção;

3- Excesso de e-mails: evite se manter conectado o tempo todo ao e-mail. Ficar sempre de olho na caixa de entrada para ver se tem algo novo atrapalha o seu fluxo de trabalho. Separe dois ou três períodos do dia para se ater especificamente às mensagens;

4- Falta de planejamento: vale relembrar a importância do planejamento semanal e diário para organizar a sua rotina de trabalho, criar a sua agenda e priorizar as atividades, quebrando os grandes projetos em pequenas tarefas;

5- Apagando incêndios: sempre correr atrás do prejuízo e com tarefas urgentes significa que o planejamento não foi lá muito acertado, ou que não foi cumprido de forma eficiente. Separe as tarefas importantes para que elas não virem urgentes;

6- Atividades triviais: esse é o tipo de tarefa pequena e fácil de executar, mas sem muita importância. Elas são positivas para iniciar o dia ou retomar o ritmo após uma pausa, porém podem sabotar as mais complexas. Por isso, fique atento para não gastar todo seu tempo com elas;

7- Pausas: adote pequenos intervalos depois de um período de trabalho contínuo. Nem que seja cinco minutos de descanso ou se alongando após 1h ou 1h30 de afazeres. Trabalhar sem parar não garante mais produtividade;

8- Retrabalho: todos sabemos que a refação é uma das inimigas da produtividade. Então, para não desperdiçar o seu tempo, aprenda o que deve ser feito antes de executar.

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Executivo conta como manter 120 restaurantes empresariais funcionando em meio ao caótico cenário nacional

Uma aptidão do empreendedor brasileiro é a reinvenção. O nosso empresário foi obrigado a desenvolver características como reação rápida diante das situações adversas, flexibilidade e jogo de cintura. Afinal, para fazer negócio no Brasil é preciso se reinventar a cada crise, a fim de minimizar os impactos da instabilidade política e econômica do Brasil. E como então manter um negócio em meio a tudo isso: greves, crises de abastecimento, alta do dólar e dos combustíveis, sem perder a qualidade e é claro, a esperança?

Enquanto grande parte das empresas de refeições empresariais pararam diante dos problemas enfrentados pela última paralisação, o que, por sua vez, provocou a parada de muitas indústrias, a Exal – Excelência em Alimentação, se manteve firme ao longo de toda a crise. Roberto Costa de Oliveira, presidente da empresa responsável por 120 restaurantes de norte a sul do país, o segredo é criatividade e determinação. “Durante os últimos dias, enfrentamos a ausência de entregas dos nossos fornecedores principais – desde hortifrútis e carnes, até estocados secos e gás GLP – e uma logística desafiadora dos restaurantes situados entre o Rio Grande do Sul à Bahia. Muitos pararam, mas nós não, conseguimos manter todos os restaurantes em funcionamento, mesmo com algumas reduções ou alterações de cardápio e uma breve exceção”, avalia.

Prejuízo x reconhecimento

Para Oliveira, a essência de tudo foi contar com uma equipe altamente motivada. A empresa montou um comitê de crise que se reunia duas vezes por dia, para avaliar as múltiplas situações. A velocidade na troca de informações e as ações incisivas foram, para ele, parte importante nesse processo. “Nossos 1.500 colaboradores e a rápida atuação do comitê foram fundamentais para que tudo corresse bem, sem eles nada seria possível. Afinal, liderança ativa nesta situação é essencial para incentivar as equipes, repetindo nosso compromisso com o cliente, e aproveitando a oportunidade para mostrar nossos diferenciais”.

Os reflexos da greve ainda aparecem no abastecimento, por isso é importante saber como se adequar. Segundo o gestor, tanto no período crítico, como agora, a preocupação foi se adaptar sem perder a qualidade. “Na busca frenética por matérias-primas faltantes, não descuidamos da alta qualidade a que nos propomos. Apesar de inesperado, a responsabilidade pela qualidade estava sempre à frente, não usamos nenhuma matéria-prima que representasse risco, apesar de alguns cardápios terem sofrido reduções para conservação de insumos”, complementa.

O esforço da empresa surtiu efeito. “Recebemos diversos e-mails dos clientes elogiando a nossa performance e confirmando a nossa parceria estratégica”, conta. A empresa ainda não calculou os prejuízos derivados da crise, mas Oliveira afirma que nada será repassado aos clientes. “Para nós, o comprometimento com o cliente e a confiança que ele deposita em nossos serviços são sagrados. Por isso, em vez de aumentar preços, a nossa estratégia é fortalecer ainda mais a nossa política de custos. Empreender é justamente reagir positiva, construtiva e tenazmente às constantes ameaças, em especial às totalmente inesperadas”, finaliza o empresário.

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Mackenzie e Associação Comercial de SP farão raio-x inédito de cada polo varejista da capital paulista

A Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) firmaram parceria para traçar um raio-x inédito de cada polo econômico de rua da capital paulista (comércio e serviços) para que funcionem melhor tanto para o comerciante quanto para o consumidor.

Serão levantadas as necessidades urbanísticas e econômicas de cada polo, como: acesso a transporte, calçada, estacionamento de carro e bicicleta, arborização, acessibilidade, mobiliário adequado (bancos, lixeiras). Do ponto de vista econômico, o estudo levantará número de lojas, ramos, faturamento, perfil do consumidor e do polo (se é uma rua ou um núcleo, por exemplo).

Desta forma, o mapeamento ajudará a nortear políticas públicas de criação de emprego e renda, a elaborar e implantar leis adequadas e criar um novo desenho urbano. A ideia é melhorar a qualidade dos espaços públicos e facilitar o acesso dos cidadãos aos pontos comerciais. Já o empresário que pretende abrir ou expandir um negócio terá informação para escolher o melhor ponto comercial e o público que quer atingir.

Mackenzie e ACSP irão trocar informações, dados, reflexões, mapeamentos georreferenciados e insumos que contribuam para a intervenção urbana em áreas de polos comerciais. A primeira etapa do mapeamento irá detalhar características de três deles, do ponto de vista econômico e urbanístico.

A assinatura do termo de cooperação que oficializa a parceria foi realizada na última quarta-feira (20/6) por Benedito Guimarães Aguiar Neto, reitor da Universidade Mackenzie e Alencar Burti, presidente da ACSP. Segundo o reitor da UPM, o projeto “é um reconhecimento do fruto de um trabalho realizado há muito tempo e reflexo do compromisso com a educação que vem desde as nossas origens e ao longo desses anos”. Burti ressalta que a união com o Mackenzie, que tem mais de um século de experiência, “vai ajudar a melhorar problemas estruturais do município e dar uma imensa contribuição para a sociedade. O projeto abre um precedente para parcerias futuras”.

José Inácio Ramos, presidente do Instituto Presbiteriano Mackenzie, frisou que a experiência das duas entidades é garantia de sucesso da parceria. “A história do Mackenzie se confunde com a história de São Paulo. Estamos aqui desde 1870 e desde 1902 em Higienópolis, sempre em busca do que acreditamos. Temos certeza de que essa será mais uma parceria de uma série de bons projetos com essa classe tão elogiada que é a Associação Comercial de São Paulo. Vamos identificar os pequenos varejistas, que fazem a história dessa grande São Paulo”.

O superintendente institucional da ACSP, Marcel Solimeo, ressaltou a importância da aproximação entre as áreas empresarial e acadêmica na busca de informações e soluções para o desenvolvimento do varejo e da economia. “O Mackenzie tem longa tradição no campo dos estudos e do urbanismo e a ACSP tem uma história de mais de 100 anos de apoio ao empreendedorismo e ao comércio. Vamos unir os dados acadêmicos do Mackenzie com a prática dos empresários da ACSP”.

Para Antonio Carlos Pela, vice-presidente da ACSP e coordenador do Conselho de Política Urbana da Associação, a finalidade é reconhecer os polos varejistas trazendo oportunidade, experiência e instrumentos frente aos desafios urbanos. “Buscamos estar sempre atualizados para informar os associados e dar oportunidade de conhecerem melhor a cidade para desenvolver suas atividades da melhor forma possível”.

Valter Caldana, coordenador do Laboratório de Projetos e Políticas Públicas da Faculdade Presbiteriana Mackenzie e membro do CPU, disse que o projeto vai “investigar os polos para que funcionem melhor, sejam acessíveis e eficientes, para que se gaste menos, do ponto de vista do comerciante, e para que tenha facilidade de acesso para o consumidor aos polos, que são descentralizados e capilares. É uma forma de cuidar do pequeno comerciante e ao mesmo tempo qualificar a logística”.

O presidente do Fundo Mackenzie de Pesquisa, Milton Flávio Moura, disse que a parceria enaltece a qualidade da informação e a força que a ACSP tem. “É uma história muito bonita e que teve início com o seu banco de dados. E o Mackenzie também tem tradição e é reconhecido pela qualidade dos seus trabalhos e inovações. Uma delas é o Mack Pesquisa, que está olhando com carinho para esse projeto com a ACSP, para desenvolvermos um trabalho junto ao mercado varejista de SP”.

A parceria nasce de um projeto de fomento à pesquisa denominado “Conhecendo os polos varejistas das ruas de São Paulo. Oportunidade, experiência e instrumento frente aos desafios urbanos da cidade contemporânea”, alocado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) do Mackenzie.

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Maior transparência das renúncias fiscais – Por Marco Aurélio Pitta

Passado o capítulo da greve dos caminhoneiros, às vésperas da Copa do Mundo, o plenário aprovou no último dia 12 de junho o texto base do projeto de lei do Senado n.º 188/2014, que autoriza a Receita Federal a dar transparência aos beneficiários de renúncias fiscais no Brasil. Isso significa tornar público os nomes de pessoas e empresas beneficiadas por quaisquer benefícios concedidos pelo Governo.

São mais de R$ 280 bilhões por ano somente envolvendo benefícios tributários concedidos pela União. São mais de 60 tipos de renúncias tributárias diferentes. Destes, quatro representam mais da metade de todo o montante de concessões (52%): Simples Nacional e Microempreendedor Individual (MEI), Zona Franca de Manaus, Desoneração da cesta básica e a “famosa” Desoneração da Folha de Salários. Os setores mais contemplados são de Comércio e Serviços (29%), Trabalho (15%), Saúde (13%) e Indústria (12%).

Cabe destacar que renúncias fiscais fazem parte da política dos países mundo afora. A Polônia, por exemplo, incentiva a população que tem mais de um filho com menor tributação. Esse fato ocorre neste país europeu e em outros países da OCDE, pois necessita-se de mão de obra mais jovem para manter o crescimento da economia.

Voltando a falar do Brasil, tais benefícios são justos? Depende do ponto de vista. Dizer que há injustiças seria leviano de minha parte. O mais adequado seria estudar a fundo cada um desses benefícios, entendendo quem seriam os elegíveis (pessoas físicas e jurídicas), suas regras e as contrapartidas.

A fiscalização é necessária para que não tenhamos a sensação de injustiça. Por que determinado setor tem determinado benefício e outros não? São questões que precisam ser respondidas. Elencamos alguns exemplos. Pequenas empresas e microempreendedores individuais não têm estruturas como as grandes corporações têm. Por isso, as pequenas precisam de um incentivo. Ainda mais que, de acordo com o IBGE, empregam mais da metade dos brasileiros. Não incentivar o chamado MEI poderia trazer, além de informalidades, quedas na própria arrecadação.

Outra situação que me parece adequada seria em relação a benefícios para alavancar economias regionais menos favorecidas. Sem a Zona Franca, a região de Manaus estaria perto da situação atual? Me parece pouco provável. Não podemos esquecer que o “cobertor” continua do mesmo tamanho. Ou seja, se tirarmos de um lado, precisamos cobrir o outro. As últimas semanas demonstraram isso. O Governo precisou abdicar da arrecadação de PIS, COFINS e CIDE por conta dos reflexos da greve dos caminhoneiros. Essa renúncia fiscal precisou ser compensada com redução de outra: a reoneração da folha. Foram mais de 40 setores reonerados, permanecendo somente 17. Entendo que seria preciso, antes talvez de revisitar as renúncias, refletirmos sobre duas situações: o tamanho da máquina pública e as sonegações fiscais. O primeiro passa por mudanças na estrutura estatal, que parece ser exagerada. A nova geração de governantes precisa rever esse ponto. Já em relação à sonegação tributária, passa pela atitude de cada contribuinte. Estima-se em mais de R$ 500 bilhões sonegados por ano em nosso país. Isso compensaria todo o déficit fiscal, além de reforçar o caixa do Governo para maiores investimentos em setores necessários da nossa população.

Por isso tudo, defendo que programas de renúncias fiscais devem continuar para tentar equilibrar as enormes injustiças do ambiente tributário brasileiro. Isso desde que sejam transparentes e justos para todos os contribuintes.

Marco Aurélio Pitta é coordenador e professor dos programas de MBA da Universidade Positivo (UP) nas áreas Tributária, Contábil e de Controladoria.

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Nutanix apresenta programa Velocity para parceiros com foco em clientes de médio porte

A Nutanix (NASDAQ: NTNX), empresa líder em software de nuvem corporativa, acaba de anunciar o lançamento de um programa para parceiros de canal voltado ao segmento de empresas de médio porte. O programa Nutanix Velocity inclui processos de vendas, incentivos e investimentos de marketing para parceiros estratégicos.

Como parte do programa, a Lenovo está unindo forças com a Nutanix para fornecer pacotes específicos de produtos HX. A iniciativa conjunta visa oferecer um caminho de compra mais rápido para pacotes predefinidos e várias configurações a preços competitivos. Os parceiros podem usar essas ofertas para impulsionar os negócios por meio de dimensionamento e cotação simplificados.

Além disso, as duas empresas estão lançando uma oferta de produto hiperconvergente, pronta para software, projetada especificamente para clientes corporativos, chamada Lenovo ThinkAgile HX. A Nutanix também está permitindo que os parceiros demonstrem aos clientes de médio porte como a infraestrutura hiperconvergente fornece uma solução elegante às suas necessidades, sem os desafios de custo e segurança que podem enfrentar em modelos públicos baseados somente em nuvem.

“Com o lançamento do programa Velocity, a Nutanix está capacitando seus parceiros para oferecer mais facilmente o software Nutanix Enterprise Cloud OS ao segmento de mercado mid level. Os programas de canais legados focavam em benefícios com base apenas na obtenção de receitas, mas a Nutanix está buscando priorizar e recompensar os parceiros que mais investem em nossos negócios.”, disse Rodney Foreman, vice-presidente de vendas globais de canal da Nutanix.

“Desde que anunciamos nossa parceria com a Nutanix, há menos de três anos, o ThinkAgile HX teve um enorme crescimento na receita e número de clientes. Somos um parceiro em rápido crescimento e esperamos continuar neste ritmo com nosso trabalho no programa Velocity”, disse Paige Garner, vice-presidente de operações de vendas mundiais do Lenovo Data Center Group.

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