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Pix permite a cliente ajustar limites para transações financeiras

Desde o início do mês, clientes podem controlar seu limite no
sistema de pagamento instantâneo; em maio, começará a funcionar o Pix Cobrança

Desde o início de abril, os clientes das instituições financeiras participantes do Pix já podem controlar o limite dos recursos que usarão em suas transações e optar pela redução ou aumento do valor disponível para transferências e pagamentos. Essa nova funcionalidade está sendo oferecida aos usuários para proporcionar maior comodidade e facilidade em suas transações financeiras, e aprimorando ainda mais a segurança da ferramenta.

Em maio começará a funcionar o Pix Cobrança, que permitirá cobranças com vencimentos em datas futuras, com a inclusão do cálculo de juros, multas e descontos em pagamentos.

“O Pix trouxe inovação para o sistema financeiro e maior conveniência para milhões de brasileiros em suas operações financeiras do dia a dia, a exemplo de outras ferramentas, como mobile banking, tokenização e internet banking. Os bancos estão, e sempre estiveram, em constante processo de preparação para se adequar às inovações tecnológicas e regulatórias, e por isso, estamos na vanguarda tecnológica neste setor no mundo”, afirma Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN.

Entre as novidades que agregam mais valor ao sistema de pagamento está a funcionalidade Meus Limites Pix, que se soma às diversas ferramentas de segurança já presentes no Pix, que conta com as melhores tecnologias já inseridas nos canais digitais dos bancos e o que há de mais moderno em relação à segurança cibernética e prevenção a fraudes.

Com a nova ferramenta, os pedidos de redução de limites são acatados instantaneamente pelas instituições participantes. Nas solicitações feitas pelos clientes para aumentar o limite dentro do horário útil bancário (das 6h às 20h), as instituições terão até uma hora para avaliação e resposta. Nos pedidos de elevação de limite feitos fora do horário útil (das 20h às 6h), as instituições poderão responder à solicitação ao longo da próxima hora útil subsequente.

Atualmente, o limite máximo oferecido pelos participantes do Pix para transações dentro do horário útil é igual ao existente para transações via TED. Fora do horário útil segue o limite de compra disponibilizado para o cartão de débito.

Somado a todo aparato, as instituições financeiras também lidam com informações de histórico do cliente e outras de segurança do próprio ecossistema Pix para aprovarem as transações, como mensageria criptografada, autenticação biométrica, tokenização e todos os meios disponíveis para segurança da transação. O Pix, assim como outros meios eletrônicos, tem transações integralmente rastreáveis.

O tempo adicional para análise de um pagamento suspeito também é usado para confirmação ativa com o cliente ou checagens adicionais de segurança para as transações fora do padrão de transferência do cliente. Operações que forem detectadas pelos bancos como realizadas fora do padrão do cliente podem demorar até 30 minutos para serem liberadas, e até uma hora, no caso de operações feitas nos finais de semana ou em horário não útil (das 20h às 6h).

Mais novidades

De acordo com o Banco Central, em 14 de maio começará a funcionar o Pix Cobrança, que permitirá o recebimento de pagamentos com informações adicionais a cobrança. Com a nova funcionalidade, será permitido fazer cobranças com vencimentos em datas futuras, e será possível incluir o cálculo de juros, multas e descontos em pagamentos.

De acordo com informações do Banco Central, também estão na agenda evolutiva do Pix, mas ainda sem data de lançamento, funções como:

– Inclusão da conta salário na lista de contas movimentáveis por Pix;

– A possibilidade de devolução de recursos pela instituição recebedora, em casos de fundada suspeita de fraude ou falha operacional nos sistemas das instituições participantes;

– Saque Pix, para dar ao consumidor mais uma opção de obtenção de dinheiro em espécie e para facilitar a gestão de caixa do lojista;

– Pix por aproximação, para dar mais facilidade e conveniência na iniciação de um Pix e para atender casos de uso específicos.

Liderança dinâmica: 8 tendências executivas para os próximos anos

Estudo aponta novas tendências de lideranças que surgem da ideia de integrar transformações em todos os níveis dos negócios

Desde o ano passado o mercado de trabalho passou por muitas transformações. O local e o modo de execução das atividades mudaram, assim como as tecnologias utilizadas para a conexão social entre os colaboradores. As lideranças se mobilizaram para ajudar seus negócios a encontrar dinamismo e estabilidade necessários para prosperar.

Daqui para a frente o foco será construir a equipe C-suite, responsável por descobrir a natureza dos crescimentos a partir de uma noção dinâmica de estabilidade. Esta é uma das tendências do estudo “8 Executive Trends”, elaborados pela Page Executive, unidade de negócio do PageGroup especializada em recrutamento e seleção de executivos para alta direção (o chamado “C-Level”).

Agora a adaptação para a gestão virtual, baseada em empatia e flexibilidade, é cada vez mais importante para alcançar bons resultados. “Vemos que líderes que escutam e incentivam seus colaboradores a serem mais felizes tendem a ser mais produtivos e engajados. Com isso, novas habilidades emergem, assim como funções que acompanham os objetivos de negócios e a realidade de um mercado em constante mudança”, diz Ricardo Basaglia, diretor geral da Page Executive.

Confira abaixo as 8 tendências executivas apontadas pelo estudo, que devem perdurar para os próximos anos:

• O CFO é cada vez mais responsável por desenvolver a confiança nas organizações e gerar mudanças

Com a pandemia e o cenário de crise, as competências técnicas e emocionais dos CFOs (diretores financeiros) e de suas equipes foram ainda mais demandadas. Afinal, serão funções estratégicas para apoiar a retomada dos negócios em um cenário de normalidade, fazer as adaptações necessárias à digitalização e traçar caminhos para a lucratividade.

Agora o perfil mais valorizado para o cargo demanda adaptação, resiliência, desenvolvimento técnico e inteligência emocional para que consiga promover o entendimento de todas as mudanças frente aos colaboradores. Mais do que nunca, os CFOs precisam oferecer estabilidade dinâmica, flexibilidade e a capacidade de reinvenção dos negócios, sempre que necessário.

O CFO atual precisa estar aberto a ideias diversas, escutando acionistas e aprendendo com outras empresas. Por outro lado, com sua vasta experiência em relação a riscos e oportunidades, deve ser corajoso o suficiente para ir contra a maré. Com isso, as ferramentas dinâmicas de modelagem de risco e otimização de portfólio para desenvolver planos têm sido amplamente utilizadas para analisar novas maneiras de desenvolver a organização.

• A liderança virtual é orientada para resultados

As lideranças virtuais estão com foco em resultados, não mais em processos. Com isso, os executivos sêniores ficam em melhores posições para oferecer ambientes de trabalho mais confiáveis e transparentes, que mantenham a produtividade em alta e estimulem uma cultura de trabalho positiva entre os funcionários. O ambiente é essencial para exercer um gerenciamento remoto eficiente, que mantenha a equipe motivada, positiva e engajada.

Para promover a estabilidade dos times, os executivos devem se tornar fluentes em novas linguagens e estilos de comunicação e evitar estabelecer relações baseadas no controle de seus colaboradores. Canais de diálogo acolhedores e assertivos são essenciais para sobreviver e prosperar em ambientes de trabalho remoto.

• O perfil mais demandado de CTO combina novas tecnologias com estratégia organizacional

Os CTOs (diretores técnicos) ágeis foram fundamentais para agilizar a transição repentina dos novos modelos de negócios digitais e do trabalho remoto, assim como para garantir uma transição com o mínimo de impactos possível. Assim, durante este processo, houve uma evolução do papel do profissional, que agora precisa conectar a estratégia de negócios com as tendências digitais emergentes.

Líderes de tecnologia de sucesso devem incorporar o ideal da McKinsey do ‘pensador do terceiro horizonte’: gerar inovação contínua dentro do modelo de negócio atual e expandir esse modelo ao entrar em novos mercados, ao mesmo tempo em que cria novas capacidades para aproveitar as oportunidades disruptivas para crescimento.

A competência tecnológica é fundamental para o exercício do cargo, mas a habilidade de traduzir dados e jargões técnicos para uma linguagem simples e clara é muito importante para que os CTOs possam engajar stakeholders. A liderança de equipes diversas e remotas também coloca a capacidade de uma comunicação assertiva no topo da lista de competências necessárias para o pleno exercício da função, assim como a rápida tomada de decisões.

Mesmo que cada cargo tenha suas próprias prioridades, combinar um CTO com visão de negócios e um CEO familiarizado com tecnologia pode resultar em uma poderosa dupla de liderança. Os líderes nestas posições que estão de acordo têm mais possibilidade de desenvolver uma estratégia sólida de tecnologia que alinha a inovação aos objetivos do negócio.

• Níveis de diretoria veem a sustentabilidade como uma forma lucrativa de se fazer negócios

A sustentabilidade ganhou proeminência no nível da diretoria como uma forma lucrativa de fazer negócios, possibilitando às empresas ganhar fatias de mercado e, simultaneamente, trabalhar para uma mudança positiva para as pessoas e o planeta.

Com a pandemia, o foco da aceleração da sustentabilidade nas organizações ganhou amplo destaque, já que as cadeias de suprimentos e práticas de trabalho foram fortemente interrompidas. No mundo atual, os negócios sustentáveis são caminhos para estabelecer uma relação de confiança com stakeholders, funcionários, comunidade local e consumidores. Mas a sustentabilidade também é um compromisso para desenvolver planos de negócios robustos e preparados para o futuro, que não apenas sobrevivam, mas prosperem, independentemente de cenários instáveis.

As próximas gerações estão exigindo cada vez mais que as empresas demonstrem seus esforços de sustentabilidade, especialmente se são líderes no mercado. São consumidores que deixarão de interagir com instituições que não sejam compatíveis com seus valores. Por isso, grande parte das empresas está investindo em sustentabilidade porque elas não têm mais escolha, precisam se manter atualizadas.

Quando as políticas e os funcionários estão alinhados aos objetivos sustentáveis, isso não apenas ajuda no crescimento do negócio, mas também resulta em uma parceria satisfatória em que todas as partes se sentem motivadas a trabalhar por um objetivo em comum.

• O Chief Human Resouces Officer (CHRO) especializado em negócios é essencial para conectar colaboradores ao desenvolvimento da organização

Os CHROs (diretores de RH) de hoje estão na linha de frente no desenvolvimento da estratégia da empresa e na melhoria da competitividade. Em momentos de crise, é a sua agilidade que faz a diferença em manter as pessoas engajadas e comprometidas em uma cultura de confiança.

O CHRO moderno demanda um conhecimento profundo do negócio, além das competências emocionais para desenvolver relacionamentos e liderar a mudança organizacional. Eles também precisam de competências de liderança autêntica e de investimentos constantes em aprendizados que ‘humanizem’ os processos da empresa. Isto é crucial para as organizações serem competitivas em ambientes voláteis.

Os CHROs têm foco cada vez mais em pessoas e estão usando a personalização e o desenvolvimento para motivar os funcionários. As empresas que oferecem programas de atualização e qualificação aumentam o engajamento enquanto possibilitam o desenvolvimento dos talentos. Tais oportunidades de desenvolvimento estão sendo muito buscadas pelos funcionários: de acordo com uma pesquisa recente do PageGroup na Europa, 34% dos candidatos a emprego desenvolveram mais suas qualificações, 32% se atualizaram, e 31% participaram de um webinar relacionado ao seu cargo, destacando que a revolução das competências está acontecendo, com ou sem o apoio da organização onde trabalham. Dessa forma, alinhando o crescimento do negócio com o crescimento de cada funcionário, o cargo de um CHRO, hoje, é mais complexo e recompensador que nunca. As empresas estão se tornando mais humanas, promovendo a empatia e treinando seus líderes para motivar as pessoas e mantê-las comprometidas.

• O executivo deve ser empático e buscar o equilíbrio entre os objetivos de negócios e o bem-estar do candidato

A empatia é uma habilidade demandada exponencialmente no mercado de trabalho atual. Uma diretoria executiva disposta a escutar e oferecer ajuda pode criar times mais felizes, engajados, produtivos e eficientes na resolução de problemas. Além disso, uma liderança empática é chave para criar uma cultura corporativa saudável.

Cada vez mais a preocupação com os funcionários e com os resultados finais são levados em conta na formulação estratégica da empresa. Isso significa que, com funcionários trabalhando de forma remota e inseguranças, desmotivações e ansiedades vindo à tona, os líderes precisam se dedicar para conhecer e compreender as pessoas como indivíduos e considerar seus pontos fortes e fracos, checar como estão com frequência, atribuir tarefas com base em suas necessidades e objetivos e observar sinais de exaustão ou falta de envolvimento antes que atinjam um ponto crítico.

No entanto, é preciso ressaltar que há uma linha tênue entre empatia e simpatia – que pode ser vista como invasiva. Trata-se de um processo que envolve a conquista da confiança, a transparência e a escuta ativa. Manter os canais de comunicação abertos e criar um espaço seguro onde as pessoas podem ser realmente honestas é a base da liderança empática.

• O Chieff Growth Officer (CGO) está emergindo com visões integrais de crescimento de longo prazo

Conforme as empresas visam um crescimento contínuo em economias voláteis, estão encontrando valor em nomear um Chief Growth Officer (diretor de crescimento) para persistir em seus esforços de expansão. Este cargo emergente de nível executivo é uma versão expandida do CMO (diretor de marketing), e em alguns casos, pode substituir o CMO. As empresas que buscam por um bom CGO precisam procurar líderes com foco em dados, com experiência interfuncional e digital para acompanhar as tendências do mercado de trabalho.

O CGO tem o foco centrado no cliente, quebra barreiras entre departamentos e alinha equipes para estratégias futuras. Portanto, a relação estreita do CGO com o CEO e com o restante da diretoria executiva oferece benefícios e geram soluções de alto nível entre os departamentos, visando ao crescimento da organização.

• C-Levels estão mais flexíveis às mudanças de setores

A pandemia fez com que muitos executivos começassem a trabalhar fora do escritório e a reconsiderar sua trajetória de carreira. A ideia de mudar de setor era uma escolha improvável anteriormente, mas as novas circunstâncias fazem essa ideia ser mais razoável.

Em geral, os executivos estão mais flexíveis em relação às possibilidades do mercado. Muitos não pretendem esperar que ocorra uma nova crise que possa comprometer suas funções, então, o salto para um setor que seja relacionado com a indústria de alguma maneira é visto como um passo estratégico na carreira.

Contratar executivos de fora do setor para cargos de alta liderança pode ajudar a desenvolver a inovação e aprimorar a gestão de pessoas para a cultura da empresa. Por conta das experiências e perfis diversos, os novos líderes também podem contribuir com a diversidade de pensamento e ao estímulo à inovação.

Para que as transições de carreira no nível executivo tenham sucesso, os profissionais devem compreender totalmente sua trajetória profissional. Agora, estão em uma posição de encontrar uma empresa que se alinhe totalmente a quem eles são, portanto, o autoconhecimento é fundamental. As chaves para o sucesso em uma transição desafiadora continuam sendo a paciência e o esforço persistente.

A notícia motivadora para os executivos de alto nível é que a demanda por seus cargos é alta e espera-se que continue aumentando conforme o mundo avança para o futuro. O engajamento na busca por profissionais normalmente dispara durante os tempos de crise. Apesar desta demanda ter inicialmente se estabilizado no quatro trimestre de 2020, ela ainda continuará alta durante 2021 e além.

Distrito chega a 500 startups residentes com o objetivo de descentralizar

Maior plataforma independente de inovação aberta do Brasil, o Distrito chegou a 500 startups residentes em 21 estados, conforme mostra o Comunidade Distrito Report. Ao todo, essas empresas levantaram US$ 28 milhões nos últimos anos e juntas empregam mais de 4.000 pessoas. Os números mostram a importância de uma comunidade de inovação para a geração de empregos, conexões e transformação de grandes corporações.São Paulo, abril de 2021 –

Segundo o relatório, a maior parte das startups residentes do Distrito são heathtechs, fintechs e martechs. Entre as residentes está, por exemplo, a Moodar, que oferece atendimento psicológico a preços acessíveis. Em 2020, o modelo da Moodar foi posto à prova com a pandemia e a transferências de diversos serviços para o ambiente online. Com intermédio do Distrito, a startup realizou importantes parcerias com a Johnson & Johnson Brasil e com a Vitalk para oferecer apoio emocional aos profissionais da linha de frente.

“Comunidade é um grupo de pessoas com o mesmo propósito e que se relacionam em um lugar, que pode inclusive ser virtual. Nós estamos criando uma comunidade que, à distância, mas conectada, segue o propósito de transformar indivíduos, empresas e a sociedade por meio da inovação aberta”, diz Lilian Natal, head de Startups & Community no Distrito.

Além de um time e de uma plataforma digital que permite a conexão de qualquer startup à sua rede, independentemente da localização, o Distrito mantém hoje quatro hubs físicos – três em São Paulo e um em Curitiba. Em algumas destas unidades, funcionam ainda laboratórios que também estarão acessíveis pela plataforma digital, como o Microsoft Reactor São Paulo e o Conectory, mantido em parceria com a Bosch na capital paranaense. Tais projetos são reconhecidos como hubs globais de inovação e permitem uma conexão direta com o que há de mais moderno em torno de tecnologias como inteligência artificial (AI) e internet das coisas (IoT).

Ainda de acordo com o levantamento, mais de 72% das startups residentes foram fundadas entre 2016 e 2020, ante 47% delas a nível nacional, o que denota um ecossistema mais jovem que o quadro geral. Há, também, um número considerável de empresas em fase de ideação — elas representam 20% de todas as residentes.

“Ao tomarem parte de uma comunidade de inovação aberta, os fundadores dessas startups podem buscar validação para suas ideias, aprimorar suas habilidades, fazer contatos valiosos e, assim, colocar suas soluções no mercado”, comenta Gustavo Araújo, CEO do Distrito.

O fato de startups jovens predominarem é refletido nos investimentos. De acordo com o levantamento, há um alto volume de aportes iniciais nas residentes, como anjo (35,3%), pré-seed (25,5%) e seed (29,4%), estágios em que os valores investidos tendem a ser relativamente baixos. O maior montante, nesse caso, se concentra em cinco rounds Series A, que levantaram um total de US$ 15,5 milhões.

Importante ressaltar que os números de deals dobraram no último ano, saltando de 13 realizados em 2019 para 25 só em 2020, devido ao aumento da quantidade de startups residentes no ecossistema do Distrito. Os resultados também coincidem com o aquecimento do mercado de venture capital nos últimos tempos.

Diversificar e descentralizar

O levantamento constata que há uma concentração das startups residentes em São Paulo. O estado abriga 60% delas, seguido pelo Paraná, lar de 14%. Segundo Araújo, essa diferença se explica pelo fato de os hubs físicos do Distrito se localizarem nas capitais de ambos os estados.

Além disso, o quadro de sócios é predominantemente masculino: 81,3% deles são homens, antes 18,7% de mulheres. A disparidade é maior do que a vista no cenário mais amplo de inovação no país, em que elas representam 29,5% das lideranças em startups, segundo mostrou o Female Founders Report, feito pelo Distrito em parceria com a Endeavor e a B2Mammy.

No entanto, o ano de 2021 começou com uma série de iniciativas do Distrito para ampliar e diversificar a sua base. Entre elas, por exemplo, está o Female Scale, primeiro programa de inovação da plataforma dedicado inteiramente a mulheres de todo o país. As 50 empreendedoras que farão parte da primeira fase do programa já foram anunciadas. Dessas, dez serão selecionadas e passarão por um programa de aceleração ao longo de três meses.

Além disso, sai do papel o Hub2hub, movimento que une hubs de inovação de todo o país para desenvolver ações de impacto para o avanço do ecossistema de startups no Brasil. E nos próximos meses será lançado ainda o Avante, campeonato universitário de inovação, que tem por objetivo fomentar o espírito empreendedor e capacitar jovens universitários, futuros fundadores de startups brasileiras.

Distrito Ventures

O Distrito também possui um braço de venture voltado para startups em estágio inicial de desenvolvimento, tendo realizado investimentos pré-seed, seed e duas participações em series A -nas startups Blu365 e MEI Fácil.

A maior parte delas atuam no setor financeiro, como é o caso da Ali Crédito e do banco digital Neon. Há ainda uma investida em água e energia, na startup Solfácil, primeira plataforma digital para investimentos em energia solar do Brasil.
“Embora essas startups não sejam, em sua maioria, residentes nos hubs do Distrito, ainda assim elas fazem parte da nossa comunidade e muito nos orgulhamos de fazer parte de sua história”, conclui Araújo.

O report completo pode ser visto neste link: http://conteudo.distrito.me/dataminer-distrito-comunidade-report-2021

Microsoft anuncia novos recursos para Power Platform e Dynamics 365

A Microsoft divulgou nesta terça-feira (6) novos recursos para o Power Platform e Microsoft Dynamics 365 como parte da primeira onda de lançamentos de 2021 que, em seis meses apresentará atualizações que vão continuar a auxiliar os clientes da companhia em todo mundo a se adaptarem às mudanças de seus setores, inovarem e solucionarem desafios de forma colaborativa, fortalecendo um ecossistema de agilidade e resiliência para os negócios.

Dentre as novidades do Dynamics 365 estão recursos que abrangem as áreas de marketing, vendas, atendimento ao cliente, serviço de campo, finanças, supply chain, recursos humanos, proteção contra fraudes, business central, customer insights e customer voice. Confira abaixo:

  • Recursos para a jornada do cliente para o setor de Marketing no Microsoft Dynamics 365: permite envolver e engajar os clientes em tempo real, personalizar a experiência do consumidor com base em Inteligência Artificial (IA) e análise de dados. Com ele, é possível identificar o comportamento do cliente em pesquisas e oferecer recomendações de produtos, além de melhorar a comunicação entre o marketing da empresa e o consumidor através de uma plataforma unificada e adaptável que faz recomendações de IA para conteúdo, canais e segmentação de clientes, a fim de entregar a mensagem certa, para o cliente certo, na hora certa.
  • Dynamics 365 Sales: adiciona melhorias de produtividade para vendedores e fornece mais acesso a insights baseados em dados para ajudar na tomada de decisões. Nele, é possível procurar por atualizações de automação e sequenciamento, inteligência de conversação e atualizações para o aplicativo móvel, aprimorando a experiência móvel para os vendedores em trânsito.
  • Microsoft Dynamics 365 Intelligent Order Management: recurso de gerenciamento de estoque e atendimento de pedidos, auxilia na otimização, experiência e lucratividade da empresa atendendo a pedidos futuros e as complexidades de atendimento, ao mesmo tempo que oferece suporte a métodos contemporâneos, como compras feitas on-line com opção de retirada na loja.
  • Dynamics 365 Fraud Protection: oferece proteção de conta, proteção de pagamento e prevenção de perdas, fornecendo uma visão de 360 graus do cenário de fraude para os varejistas, além de ajustar as operações que ajudarão a mitigar a fraude.
  • Veja mais lançamentos de novos recursos aqui.

Já o Microsoft Power Platform, que atualmente integra as plataformas Power BI, Power Apps, Power Automate, Power Virtual Agents, além do AI Builder, também anunciou  novidades que serão completamente integradas nesta primeira onda de atualizações. Veja mais informações abaixo:

  • Power BI, plataforma de gerenciamento de dados: Lançamos dentro do Power BI Embedded uma nova geração de produtos que ajudam a aumentar o ROI (Retorno sobre o investimento, em português) dos clientes e obter um desempenho até 16 vezes mais rápido. Além da recente disponibilidade de modelos de licenciamento flexíveis para o Power BI Premium, que permite que as organizações escolham entre opções de licenciamento por usuário e por capacidade; e Power BI Pro que oferece insights por meio de Inteligência Artificial (IA).
  • Power Apps, plataforma de criação de aplicativos low code: Nova versão adiciona detecção duplicada à experiência da Interface Unificada, melhor acessibilidade para o fluxo de processos de negócios em dispositivos móveis, experiência de busca de relevância global aprimorada e notificações em aplicativos direcionados por modelos. Ainda, o Power Apps aprimora a integração com o Power BI a fim de oferecer suporte às conexões do Microsoft Azure Analysis Services e à função de dados dos clientes para personalização de relatórios e painéis para os usuários.
  • Power Automate, plataforma de criação de fluxos de trabalho automatizados: melhorias nos fluxos de nuvens adicionam um gatilho quando uma ação é executada no Microsoft Dataverse. Isto melhora o trabalho e proporciona uma melhor integração com o Dynamics 365 Finance and Operations. Também lançamos o Process Advisor, uma capacidade de mineração de processos do Power Automate que revela insights sobre como as pessoas trabalham, fornece visualizações ricas sobre onde os usuários podem identificar processos repetitivos e demorados mais adequados para automação.
  • Power Virtual Agents: terá melhorias na experiência de desenvolvimento de chatbot com variáveis de lista, sugestões de tópicos, cartões adaptáveis, dentre outros. A ferramenta também terá integração com o Power Automate para melhor tratamento de erros e novo gerenciamento de disparos automáticos.
  • Veja todas as novidades do Power Platform aqui.

Consad cria ‘Grupo de Ciências de Dados’ para ajudar estados na tomada de decisão

O Consad – Conselho Nacional de Secretários de Estado de Administração –  está implementando seu Grupo de Trabalho de Ciências de Dados. A rede de especialistas irá conduzir estudos e análises de informações para estruturação de dados visando auxiliar na tomada de decisão dos governos estaduais. Em sua primeira reunião, realizada nessa quarta-feira (7/4), 16 representantes dos estados do País participaram.

O grupo concluiu no encontro que esta agenda hoje é crucial, principalmente diante do cenário em que o País se encontra, enfrentando a pandemia e a crise econômica. Por isso, de acordo com os participantes, a estruturação de dados e a sistematização de evidências são essenciais para nortear as decisões dos gestores. Os dados coletados serão usados também para o chamado benchmarking, ou seja, aquele processo de busca das melhores práticas de gestão da organização que levam a ter um melhor desempenho.

 “A formação dessa rede de especialistas dos estados, que trabalham na construção e estruturação de evidências, é um passo muito importante tanto para os estados, quanto para o Consad. O Brasil precisa seguir exemplos de países mais avançados, onde cada vez mais se toma decisão por meio de evidências e estruturação de dados. Estamos buscando seguir esse caminho. Principalmente agora, em uma pandemia, onde os desafios tornam-se ainda maiores para o futuro do país e da gestão pública. Formar esse grupo, neste momento, é bem oportuno. Estamos muito felizes e confiantes”, destacou o presidente do Consad, Fabrício Marques Santos.

No evento de lançamento do grupo de trabalho, além da troca de experiências, os participantes também fizeram o acompanhamento das medidas de enfrentamento à Covid- 19. Além disso, os integrantes da reunião discutiram a criação de um painel de boas práticas de dados e evidências para a tomada de decisão.

Alguns estados conseguiram avançar e estão mais à frente nos últimos anos com equipes fortes em análise de dados, que têm apoiado os governantes nas suas decisões. Outros estados precisam ainda avançar bastante para alcançar o nível de ideal. “O Consad tem sido contatado por organizações internacionais como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com nosso projeto junto à OCDE, que é o de capacitar uma rede nacional para trocas de experiências em apoio à tomada de decisão de governantes”, afirmou o presidente do Conselho.   

Entre as próximas ações estão a construção de um plano de trabalho para o novo grupo, a escolha de um coordenador técnico e a publicação da Resolução do Grupo de Trabalho.

A reunião contou com a presença dos representantes dos seguintes estados: Wagner Sena, Acre; Fabricio Marques Santos e Lionaldo dos Santos, Alagoas; José Marlucio Alcântara, Amapá; Fabricio Rogério Cyrino Barbosa e Vivaldo Michiles Neto, Amazonas; César Augusto dos Santos Rocha, Bahia; Lawrence Pinto, Distrito Federal; Madson Ribeiro, Goiás; Raphael Vidal, Maranhão; Sandro Luís Brandão Campos, Mato Grosso; Thaner Nogueira, Mato Grosso do Sul; Lucas Vilas Boas Pacheco, Minas Gerais; Jordan Seabra, Pará; Petrônio Rolim, Paraíba; Maria Carmem Carneiro de Melo Albanske e Wellington Dias de Paula, Paraná; Márcio Alexandre Marques Silva, Pernambuco; Denys Lessa, Rio de Janeiro; Lucas De Maman Benz, Rio Grande do Sul; Giovane Pacheco e Karla Lenise Margarida Campana, Santa Catarina; Rodrigo Mauro Ruiz de Matos, Gustavo Souto Galhardo e Andra Robert, São Paulo; e Stefan Queiroz,  Tocantins.

SAP habilita práticas ESG a partir de dados gerados em suas soluções

A SAP Brasil reforçou sua estratégia consultiva para auxiliar empresas brasileiras na busca de dados analíticos para seus desafios ESG (ambiental, social e governança, na sigla em inglês) a partir da base instalada de soluções. Com o aumento do compromisso das empresas com práticas sustentáveis, a SAP está se empenhando em ajudar seus clientes a incorporar e medir indicadores de sustentabilidade em diferentes etapas operacionais.

A empresa mapeou como suas soluções podem ser utilizadas para levantar, analisar e medir 90 indicadores essenciais de desempenho econômico, ambiental e social propostos pela Global Reporting Initiative (GRI) – organização internacional que ajuda empresas, governos e instituições a compreender e comunicar o impacto dos negócios em questões críticas de sustentabilidade.

Os sistemas da SAP (23 no total) podem ser utilizados para adicionar informações sobre todas as etapas de processos – dos administrativos aos operacionais –, de forma a contribuir para a adaptação das companhias a mudanças de regulamentação, consumo de energia, gestão de resíduos, políticas de responsabilidade de produtores, entre outros pontos cada vez mais urgentes em uma economia pautada pela sustentabilidade e em linha com padrões globais e melhores práticas.

Segundo Luciana Coen, diretora de Comunicação Integrada e Responsabilidade Social Corporativa da SAP Brasil, a principal mudança é a assimilação da premissa de transparência nas atividades. Para ela, o papel da tecnologia é de habilitador para iniciativas ESG. “Muitas vezes os clientes já têm as soluções da SAP, mas não as utilizam com o objetivo de inserir e extrair dados para suas práticas ESG. Queremos mostrar como a inclusão de boas práticas com o suporte da tecnologia podem contribuir para que as operações se tornem mais competitivas, transparentes e sustentáveis”, explica Luciana.

Como exemplo de indicadores que precisam ser medidos, uma rede de varejo pode projetar drástica redução no consumo de energia para os próximos anos (GRI 302) e a SAP oferece três alternativa de soluções que podem auxiliar a empresa a planejar, projetar e medir o consumo e gerar os indicadores necessários e associados aos impactos de economia e eficiência dos negócios. Entre as soluções estão SAP Ariba, SAP SuccessFactors, SAP Environmental Management, SAP Manufacturing Integration and Intelligence (SAP MII), entre outros.

O SAP SuccessFactors, sistema de gestão do capital humano, também ajuda as empresas com a automatização dos processos de RH tradicionais e capacitação da operação para focar em temas cada vez mais estratégicos, como a experiência do colaborador, diversidade, equidade e inclusão, até os temas relacionados a bem-estar, segurança, desenvolvimento de habilidades, entre outros indicadores.

Como exemplos de indicadores GRI que podem ser apurados com base nas informações dos módulos SAP SuccessFactors, destacam-se, entre outros, os GRI 202.1 e 202.2, que analisam a proporção entre o salário mais baixo e o salário mínimo local, com discriminação por gênero e a proporção de membros da diretoria contratados na comunidade local; GRI 405.2, que analisa a proporção entre o salário-base e a remuneração recebida pelas mulheres e aqueles recebidos pelos homens; e o GRI 406.1, que avalia casos de discriminação e medidas corretivas tomadas.

Outro sistema amplamente adotado por empresas brasileiras em diferentes indústrias e tamanhos de operações é o SAP Ariba, para gestão de compras e de fornecedores. Em um momento em que a gestão da cadeia de suprimentos é um dos itens que mais impactam na sustentabilidade de uma operação, as operações por meio da Ariba Network, maior rede B2B do mundo, permitem que as empresas se conectem e colaborem com milhões de fornecedores de forma dinâmica e aberta, mais bem gerenciada e mais eficiente.

A plataforma Ariba transforma inteligência em ação para garantir que os processos fluam mais rápido, os usuários sejam guiados para a ação certa e cadeias de suprimentos éticas e sustentáveis. Um dos exemplos de indicadores que podem ser apurados a partir da solução é a avaliação social de fornecedores, GRI 414.1 e 414.2, que examina a seleção de fornecedores com base em critérios sociais, impactos sociais negativos na cadeia de fornecedores e medidas tomadas. Outros indicadores são o GRI 408.1, sobre operações e fornecedores com risco significativo de casos de trabalho infantil, e GRI 409.1, sobre operações e fornecedores com risco significativo de casos de trabalho forçado ou análogo ao escravo.

Evento global – SAP Sustainability Summit

Nos dias 28 e 29 de abril, a SAP promove o evento online SAP Sustainability Summit para apresentar sua capacidade de ajudar seus mais de 400 mil clientes em todo o mundo a implementar medidas de proteção climática por meio de recursos como o programa Climate 21. A SAP apoia os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável definidos em 2015 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, e o evento está alinhado com objetivo de número 13 sobre Ação Climática. Neste evento, juntamente com clientes e parceiros, a SAP fornecerá mais informações sobre soluções nesse contexto, bem como sobre economia circular, orientação holística e geração de relatórios.

Banco BV lança desafio para startups em busca de soluções inovadoras para transformação digital

O BV, um dos maiores bancos do país, em parceria com o Distrito, maior hub de inovação do Brasil, lança o “Desafio banco BV” para startups, a fim de acelerar sua transformação digital. As startups devem se cadastrar e enviar sua inscrição até o dia 9 de abril no site http://conteudo.distrito.me/desafios-banco-bv. Entre os temas dos desafios propostos estão: experiência do cliente, dados e analytics, gestão e automação de processos e inclusão de colaboradores.

O BV entende que a verdadeira mudança não ocorre isoladamente. Pensando nisso, estamos em busca de soluções que possam nos acompanhar em nossa transformação digital e busca contínua por inovação para o setor.

As startups inscritas serão avaliadas pelo BV/Lab, área responsável pela conexão com o ecossistema, por incubar novos produtos e serviços e experimentar novas tecnologias, em conjunto com a área envolvida em cada desafio. As iniciativas selecionadas farão um pitch para a equipe do BV realizar uma segunda avaliação técnica. Em seguida, as startups selecionadas terão um período para rodar uma prova prática de um conceito teórico, Poc (Proof of Concept) da solução.

Podem participar todas as startups que já estejam em plena operação e tenham soluções focadas nos temas dos desafios. A busca é por produtos ou serviços lançados ou em fase de testes no mercado, com potencial de desenvolvimento. O resultado sai no dia 10 de maio.

Desde janeiro de 2021, o Distrito é parceiro do banco na conexão com o ecossistema de inovação aberta e agora está assessorando a estruturação das etapas do desafio. “O BV já é um banco reconhecido pela relação que mantém com as algumas startups. Com esse novo programa, iremos avançar ainda mais nessa prática e trazer conexões estratégicas para apoiar o banco em desafios-chave, de forma simples e ágil”, afirma Gustavo Araujo, cofundador e CEO do Distrito.

Para 90% dos profissionais de companhias abertas, o Informe de Governança contribui para o amadurecimento do mercado, diz IBGC

Lançada nesta quarta-feira (7), a pesquisa Pratique ou Explique: Percepção dos Profissionais de Companhias Abertas acerca do Informe sobre o Código Brasileiro de Governança Corporativa revela que o informe de governança regulado pela Instrução 480 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) contribui para o amadurecimento das práticas de governança corporativa, segundo 90,3% dos respondentes. A maior parte dos participantes da pesquisa também acredita que o documento é um importante instrumento de transparência junto a investidores e outras partes interessadas, além de representar um investimento para a companhia, e não um custo.

“Pela primeira vez estamos avaliando as percepções e a experiência dos profissionais das companhias abertas que atuam diretamente na elaboração do informe. A pesquisa confirma a relevância do documento como instrumento de amadurecimento e transparência”, afirma Pedro Melo, diretor geral do IBGC, complementando: “Esses levantamentos nos ajudam, além de identificar pontos de melhoria no preenchimento do informe e de seus impactos no mercado, a entender o cenário da governança corporativa no Brasil e, assim, contribuir para a elevação da transparência e da adoção das melhores práticas”.

A pesquisa também aponta que, para 79% dos respondentes, a adoção ou não dos princípios e práticas refletidos no Informe tem potencial impacto no valor de mercado da companhia, bem como 58% dos participantes afirmaram que a companhia avaliou os informes de concorrentes e empresas de interesse.

“O Informe sobre o Código Brasileiro de Governança Corporativa tem não só retratado o momento atual das companhias, mas também sido utilizado para a melhoria das práticas existentes. Notamos que há preocupação empresarial em melhorar, ano após ano, a qualidade das respostas e de adotar novas práticas, buscando assim maior aderência aos pontos constantes no Informe”, declara Bruno Salem Brasil, diretor-presidente do IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores).

“Os resultados da pesquisa comprovam a via de mão dupla dos benefícios associados às boas práticas de governança corporativa. De um lado, ganham os investidores que, graças à transparência e maior acesso à informação, podem tomar melhores decisões. De outro, ganham as companhias de capital aberto, cuja adesão às melhores práticas de governança tem o potencial de impactar positivamente seu negócio”, avalia Flavia Mouta, diretora de Emissores da B3.

Melhorias no Informe

A pesquisa foi feita com o objetivo de avaliar as percepções e o envolvimento dos profissionais das companhias abertas no processo de elaboração e revisão dos informes, além de obter dados numéricos e comentários dos respondentes para embasar eventuais propostas de aprimoramento do processo de elaboração do documento.

Entre os principais pontos que podem ser melhorados, de acordo com os participantes, estão o formato e a periodicidade do informe. Para 58% dos respondentes, o documento poderia ser mais amigável, enquanto 37% sinalizam que a data de entrega do informe poderia ser sincronizada com outros documentos de divulgação produzidos pela companhia. A maioria dos entrevistados (85%) sinalizou que o preenchimento é complexo e trabalhoso, demandando esforço significativo de colaboradores e administradores.

Desde 2018, empresas de capital aberto registradas como categoria A (aquelas autorizadas a ter ações negociadas em bolsa de valores) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) devem divulgar o Informe sobre o Código Brasileiro de Governança Corporativa – Companhias Abertas. O documento, que deve ser entregue até sete meses após o fim do exercício social, é baseado no modelo “Pratique ou Explique”, em que as companhias precisam indicar se aplicam as práticas recomendadas pelo Código, ou justificar quando não o fazem.

A pesquisa contou com a participação de 82 respondentes que participam da elaboração ou aprovação do Informe. O levantamento foi conduzido pelo Grupo de Trabalho (GT) Pratique ou Explique, formado por: Ace Governance, Anbima, Abrapp, Amec, Apimec, B3, EY, IBGC, IBRI, TozziniFreire Advogados e WFaria Advogados.

Matera tem mais de 40 vagas abertas

O mercado de tecnologia segue em constante crescimento e, com isso, as empresas estão abrindo oportunidades de trabalho. De acordo com a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), mais de 70 mil profissionais das áreas de TI devem ser contratados até 2024. Para quem deseja ingressar neste universo, mais do que ser “descolado”, ter senso de ownership e hard skills que atraem atenção do mercado, é preciso ter muita disposição e se encaixar na cultura organizacional do lugar.

A Matera , empresa brasileira de desenvolvimento de tecnologia para o mercado financeiro, fintechs e gestão de riscos, segue com processos seletivos regulares e está com mais de 40 vagas disponíveis nas áreas de TI, marketing e pessoas, presenciais ou remotas, para cargos efetivos ou estágios. Com a chegada do Pix e do Open Banking no cenário brasileiro, e de um mercado financeiro cada vez mais aberto, interoperável e inovador, empresas como a Matera se destacam. “Estamos na linha de frente da disrupção do mercado de banking e meios de pagamento. Participamos ativamente da construção do Pix e tivemos um crescimento de 24% em 2020. Nossas soluções habilitam a democratização do acesso de toda a população a serviços e produtos financeiros, e essa transformação é uma de nossas grandes motivações”, afirma Carlos Netto, CEO da Matera.

Após receber em 2020 um aporte de R﹩100 milhões do fundo de investimentos Kinea, a empresa já está com seu processo de expansão internacional em curso, focado no mercado dos Estados Unidos.

Com mais de 30 anos de atuação no mercado, a companhia tem, atualmente, mais de 700 colaboradores e 160 clientes entre bancos e fintechs e é certificada pela GPTW como uma das melhores empresas para se trabalhar (29ª empresa de médio porte, Ranking Brasil e a 5ª empresa de médio porte, ranking interior de SP). A Matera conta, também, com a área de ESG (Environmental, Social and Governance), que há 10 anos desenvolve diversos projetos apoiando famílias em estado de vulnerabilidade, realizando aulas de informática e inglês para crianças de 5 a 6 anos, fazendo o treinamento de pessoas com Síndrome de Down e preparando-as para o mercado de trabalho. O ESG também possui quatro Comitês – Social, Ambiental, Educação e Diversidade – que atuam interna e externamente no engajamento dos profissionais para a transformação das comunidades que a Matera está inserida.

Os interessados em ingressar no time da companhia podem fazer as inscrições pelo site http://jobs.kenoby.com/matera. Dentre as vagas abertas estão: analista de suporte, desenvolvedor Java, analista de implementação, agilista, estágio em marketing, gerente de contas e muito mais.

Programa gratuito de desenvolvimento de negócios liderados por mulheres tem recorde de inscrições

Mulheres empreendedoras autodeclaradas negras de todo o Brasil vão receber apoio do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME) e da Visa por meio do “Elas Prosperam”. A segunda edição do programa tem início em 08 de abril e vai até o começo de julho. O projeto, que busca ajudar no desenvolvimento dos negócios destas mulheres para que elas possam conquistar a própria renda e independência financeira, recebeu mais de mil inscrições.

Cerca de 60 empreendedoras negras serão selecionadas e deverão ser atendidas por meio de capacitações sobre fortalecimento de competências socioemocionais, finanças e transformação digital, entre outros temas relevantes no mundo dos negócios. Destas, 10 receberão um acompanhamento mais próximo de agentes da Rede Mulher Empreendedora e da Visa, parceira do programa e empresa líder global em pagamentos digitais financeiros.

“Fazer a diferença na história profissional das mulheres ao lado de um parceiro tão fantástico como a Visa é engrandecedor. Estamos animados com a repercussão e sei que o projeto irá impactar muitas mulheres”, comentou Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora e presidente do Instituto RME.

A etapa seguinte, selecionará três empreendedoras para serem contempladas com prêmio de R﹩ 10.000,00 cada, que deve ser investido em suas próprias empresas. No “Elas Prosperam”, todas as selecionadas terão capacitação profissional robusta, com linguagem acessível e ferramentas práticas por quatro semanas.

“A Visa está comprometida globalmente com a recuperação da economia e com o fortalecimento do empreendedorismo feminino”, explica Sabrina Sciama, diretora executiva da Visa do Brasil. “Neste ano, decidimos inovar e apoiar a expansão do programa ‘Elas Prosperam’ da Rede Mulher Empreendedorapara levar capacitação e mentorias para um dos grupos mais afetados no último ano, as empreendedoras negras.”

Para Célia Kano, diretora da Rede Mulher Empreendedora, a pandemia mostrou que a transformação digital é um aspecto chave para os negócios superarem esse momento tão difícil, mas o projeto vai além na busca por inclusão. “O Elas Prosperam se destaca em se dedicar ao atendimento de mulheres negras, pois sabemos que este público tem baixa representatividade em programas de aceleração e a RME quer colaborar na criação de um ecossistema empreendedor mais diverso”, finalizou.

Gisele Rodrigues, superintendente de soluções de meios de pagamento do ‎Sicredi – que é um apoiador do projeto -, ressalta a importância de ações de inclusão para a geração de transformações reais na sociedade. “Programas como o Elas Prosperam atuam junto a uma parcela da população historicamente menos favorecida, mas que tem o poder de fazer a diferença no desenvolvimento das suas comunidades quando recebe instrumentos que ajudem a alcançar o seu potencial”, afirma.

Negócios digitais no presente e no futuro

Por Alcely Strutz Barroso, Coordenadora do Comitê do Futuro do Trabalho da ABES

As mudanças induzidas pela tecnologia no mercado de trabalho vêm sendo pautas de reflexão há vários anos. Manuel Castells, em sua obra do final da década de 1990 “A Sociedade em Rede: A Era da informação: Economia, sociedade e cultura”, analisou de forma abrangente e sob vários prismas um cenário mundial possível graças aos avanços tecnológicos em tempos de globalização. Naquele momento, já se apontava o surgimento de uma nova estrutura social decorrente de vários fatores, dentre eles a crescente integração entre países. O estabelecimento deste novo modelo de desenvolvimento motivou o surgimento de uma força de trabalho com características globais. Segundo Castells, “cada vez mais, as pessoas organizam seu significado não em torno do que fazem, mas com base no que elas são ou acreditam que são”.

Trazendo a análise para os dias de hoje, o avanço da tecnologia continuou a passos largos e o início do século XXI foi marcado pela revolução das plataformas, uma nova forma de fazer negócios combinando tecnologia e modelos disruptivos que criam valor aos participantes da rede. As novas gerações, que já nasceram nesse mundo mais flexível e em rede, adaptaram-se rapidamente, identificaram seu valor e contribuíram para o crescimento exponencial das plataformas. Esse foi, e continua sendo, um dos maiores desafios competitivos para empresas tradicionais consolidadas no mercado. Assim, o tema da transformação digital ganhou espaço na agenda de empresários e líderes que perceberam que tal mudança é questão de sobrevivência.

Mas, se as plataformas transformaram o mundo dos negócios, foi porque há líderes visionários, obcecados pela experiência do cliente, abertos a adotar práticas ágeis e decidir por arquiteturas flexíveis e dinâmicas, com alta disponibilidade e capacidade de expansão na medida do crescimento do seu negócio. A liderança empresarial tem o dever de estar atualizada e preparada para tomar decisões de forma assertiva garantindo uma estrutura organizacional com menos hierarquia, mais transparência e flexibilidade para alimentar um ambiente de contínuo desenvolvimento para retenção de talentos.

O êxito dos novos modelos de negócio digitais está em criar equipes com alto conhecimento técnico e com maturidade em habilidades socioemocionais, os chamados “soft skills”. Com os avanços da Inteligência Artificial, acredita-se que o trabalhador do futuro contará com seu próprio assistente digital, especialista nos diversos setores da empresa: recursos humanos, marketing, finanças, operações, que vai ajudá-lo a otimizar e acelerar seu trabalho. A inesperada pandemia de COVID-19 provocou uma revisão de prioridades por parte dos executivos, que passam a se dedicar mais do que há dois anos aos assuntos como a gestão de crises, cyber-segurança e segurança no local de trabalho. Essas são as conclusões de um recente estudo feito com 3 . 450 executivos em 22 indústrias de 20 países pel o IBM Institute of Business Value , que revela também que 94% deles pretendem participar em modelos de negócio baseados em plataformas. E ainda, para 87% dos entrevistados o controle de custos será crucial para seus negócios. Um segundo estudo intitulado “O Futuro do Trabalho após o COVID-19” , feito pela consultoria McKinsey & Company , aponta que a pandemia acelerou tendências como o trabalho remoto, transações virtuais e e-commerce, adoção de automação e Inteligência Artificial.

Nos últimos anos, o setor de tecnologia tem sofrido com a escassez de profissionais em todo o mundo. A tendência é que a competição mundial por profissionais com conhecimentos técnicos se intensifique com a permanência do trabalho remoto em algumas funções que o adotaram durante a pandemia. Segundo a Brasscom, até 2024 o Brasil precisará 420 mil profissionais no setor de tecnologia. Atualmente se formam apenas cerca de 46 mil por ano, o que evidencia a necessidade urgente de mais investimento em educação e estímulo ao ingresso de profissionais nas carreiras de tecnologia, para atender, ainda que parcialmente, a alta demanda de profissionais no Brasil.

É inevitável que daqui para a frente as equipes tenham que, cada vez mais, ser resilientes para trabalhar em cenários em constante mudança. Será fundamental o papel da liderança em criar condições para que suas equipes se mantenham engajadas, motivadas e colaborem para garantir fluxos de trabalho integrados. Os líderes precisarão ter consciência de seu papel, atuando para incentivar e manter o foco na educação contínua e personalizada.

App Click Cash capta R$ 5,5 milhões de fundo asiático

O aplicativo Click Cash , que oferece empréstimo pessoal rápido entre R﹩ 1 mil e R﹩ 10 mil para pessoa física, anuncia nova captação de R﹩5,5 milhões. O montante vem da asiática Tolaram Fintech , de Cingapura, que, no final do ano passado, já havia aportado R﹩ 550 mil no app. Esta nova rodada deverá apoiar a Click Cash na própria concessão de crédito no país, por meio da estruturação de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios – FIDC.

Lançado no início de 2020 pelo Grupo Latam Fintech Holdings e, hoje, com mais de 350 mil downloads, o aplicativo quer atender os brasileiros que buscam empréstimo rápido, principalmente aqueles de perfil e score negligenciados pelo sistema tradicional de crédito. Atualmente, 30% das solicitações de empréstimo pelo app tem como objetivo pagar alguma conta, 18% para algum tipo de investimento e 13% para reformas domiciliares.

“Este crescimento acelerado da Click Cash também é suportado por uma grande aderência do serviço oferecido pelo app ao perfil do brasileiro, principalmente aspectos como a concessão de crédito em poucos minutos, com pagamento até no mesmo dia, e toda a experiência digital. A proposta da Click Cash, além de eliminar burocracias e facilitar o acesso do brasileiro ao crédito, é possível graças à tecnologias de big data que garantem um processo de análise e score totalmente diferente do praticado pelo modelo tradicional”, sinaliza Daniel Cianciarulo, COO da Click Cash. “Além disso, estruturar fundos locais de FIDC deve nos ajudar a acelerar nossa expansão e oferta de crédito ainda mais. E essa estratégia é o principal foco para o investimento da Tolaram”, complementa.

O app Click Cash oferece, em um processo fácil de cinco minutos, empréstimos pessoais de R﹩ 1 mil a R﹩ 10 mil, para pagamento em até 24 parcelas. Adaptado à nova economia digital, como características únicas, o aplicativo trabalha em estreita colaboração com outras fintechs e bancos tradicionais, utilizando novas tecnologias como Big Data e análise de dados móveis para gerenciar o risco do crédito e impulsionar a inclusão financeira, além de reconhecimento facial, análise comportamental do dispositivo, análise do histórico financeiro do usuário, entre outras. Juntas, estas tecnologias de ponta, alinhadas às tendências e demandas de mercado, permitem análises de crédito em segundos, criando ofertas personalizadas para os clientes.

Disponível para celulares Android, o app Click Cash foi lançado oficialmente em março de 2020 e em janeiro de 2021 já contava com mais de 350 mil downloads, tornando-se o segundo app com melhor avaliação no segmento.

A Tolaram já havia atuado, anteriormente, com os fundadores da Click Cash, a Morcote Holdings, quando criaram a Amarbank, em 2014. A fintech emergiu como um dos principais bancos digitais da Indonésia, atingindo o IPO na bolsa de valores de Jacarta, em janeiro de 2020. Agora, no Brasil, os grupos Morcote e Tolaram pretendem repetir o sucesso da fintech Amarbank com a Click Cash.

Huawei e SENAI anunciam parceria nacional para capacitar profissionais para o setor de telecomunicações

A Huawei e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) anunciaram nesta quinta-feira, 8, uma parceria que irá oferecer cursos com certificação para o setor de Tecnologia da Informação e da Comunicação (TIC) e a instalação de laboratórios de capacitação de profissionais para o mercado. O lançamento foi transmitido no canal no YouTube da Huawei Brasil, e contou com a presença do secretário Paulo Alvim, titular de Empreendedorismo e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; Atilio Rulli, Diretor Sênior de Relações Governamentais da Huawei; Bruno Zitnick, Diretor de Relações Públicas e Governamentais da Huawei; e Gustavo Leal, Diretor de Operações do SENAI; com mediação de Rafael Lisboa, Diretor do Bússola (Exame).

Tendo a vista a expansão da internet por meio da fibra óptica a todas as regiões do Brasil, não só aos grandes centros, a Huawei e o SENAI vão entregar, inicialmente, três laboratórios de última geração para instalação e manutenção de tecnologia FTTH (Fiber to the Home ou fibra óptica) ao Distrito Federal, Bahia e Tocantins. Os laboratórios visam atender à geração NEM-NEM – jovens adultos que nem trabalham e nem estudam. Ainda está prevista a criação do programa ICT Academy SENAI/Huawei, que inicialmente oferecerá cursos à distância e presenciais com certificações internacionais nas áreas de Cloud, Inteligência Artificial, fibra óptica e 5G.

Até o final do ano, espera-se formar 2 mil alunos. As primeiras turmas dos laboratórios FTTH na Bahia, Tocantins e Distrito Federal, com 20 alunos cada, e o curso 5G – Indústria de Aplicações terão inscrições gratuitas.

O objetivo da parceria é solucionar um dos principais desafios do setor: o déficit de mão de obra qualificada. Segundo uma pesquisa de mercado realizada pela Teleco, 62% das empresas provedoras de internet, as ISPs, enfrentam dificuldades para encontrar profissionais qualificados para instalação de fibra óptica. As regiões Norte e Nordeste são as regiões com maior deficiência. Ainda de acordo com o estudo, 81% das ISPs possuem equipes próprias, ou seja, necessitam investir na qualificação dos profissionais por não encontrarem no mercado.

Em um momento em que o mundo depende 100% de conectividade, as TICs tornaram-se aliadas para quem enxerga nessa área uma oportunidade de crescimento e inserção no mercado. No futuro, os profissionais qualificados por meio da parceria também poderão atuar na construção das redes de fibra óptica que cobrirão a rede móvel 5G. A Huawei investe constantemente em programas de educação. Nos últimos 5 anos, essas iniciativas já formaram mais de 36 mil alunos em todo país, e a expectativa é treinar mais 40 mil talentos nos próximos 5 anos.

“Hoje existe um gap no mercado de profissionais capacitados para atuar na instalação de fibra óptica, utilizados para cobrir demanda de banda larga fixa. Com as novas redes 5G, esta demanda tende a aumentar. Ao mesmo tempo, existe uma parcela de jovens ociosos, que por diversas razões não conseguem se qualificar para atuar no mercado de trabalho. Com esta parceria, estamos, não apenas combatendo o desemprego e dando cursos de alta qualidade para estes jovens, mas também investimento do desenvolvimento da infraestrutura do país”, disse Bruno Zitnick, Diretor de Relações Públicas e Governamentais da Huawei.

“Os empresários estão comprometidos com a agenda de inovação e a indústria deve ser o primeiro setor da economia a se beneficiar do 5G. Teremos uma transformação do chão de fábrica ao escritório, com máquinas e equipamentos conectados e novas funções, mas, antes disso, é preciso garantir a infraestrutura da rede. Sempre alinhado com as demandas do mercado de trabalho, o SENAI firma mais uma parceria para formar técnicos e especialistas nas tecnologias habilitadoras da indústria 4.0”, comenta Gustavo Leal, Diretor de Operações do SENAI.

A parceria entre a Huawei e o SENAI teve início no Paraná em 2019, com o curso de Instalador Técnico de Equipamentos de Telefonia Móvel em um laboratório de última geração para as tecnologias wireless, microwave e FTTH (Fiber to the Home). Desde sua criação, o treinamento já formou e reciclou cerca de 200 profissionais de parceiros da Huawei.

“Um ponto crítico é o capital humano. Recebemos um estudo que apontava uma demanda concreta de mais de 200 mil postos de trabalho. A doação de três laboratórios de FTTH é estratégica para o grande desafio de transformação digital no setor produtivo do Brasil. A oportunidade de disponibilizar esses laboratórios no DF, BA e TO, e tomara que em outras unidades da federação também, vai contribuir tremendamente para a rapidez de incorporamos tecnologias digitais e 5G no ambiente produtivo, que trará ganhos de produtividade, aceleração de processos de inovação, e ganhos para a sociedade como um todo”, defendeu Alvim.

Transformação digital acelerada coloca Movimento Brasil Digital em nova fase

Pandemia trouxe conscientização sobre importância da tecnologia e acelerou planos de empresas e governo

Após três anos promovendo o diálogo para o aumento da competitividade e incluir inovação e tecnologia no centro da estratégia do País, o Movimento Brasil Digital viu o processo de transformação tecnológica se acelerar por conta da pandemia do Coronavírus. A necessidade de trabalho remoto trouxe, como consequência, a conscientização da importância da tecnologia e da inovação no dia a dia, criando um novo cenário nos ambientes corporativo e governamental.

Diante de mudanças tão significativas, o Movimento Brasil Digital não poderia deixar de se transformar. “Desde o início imaginamos que esta seria uma iniciativa com começo, meio e fim. Agora, por conta da pandemia, entendemos que nossa bandeira principal está fincada. Governos e empresas de todos os portes sentiram na pele a necessidade de entendimento e aplicação maior de tecnologia e a transformação digital passou a ser uma agenda muito mais disseminada se compararmos com o ambiente que vivíamos no início do MBD”, resume Adelson de Sousa, cofundador e presidente do conselho do Movimento. Com isso, a iniciativa chega a uma nova etapa, em que o Movimento Brasil Digital dá lugar a um fórum de discussão permanente, com encontros periódicos, nas quais os executivos seguirão avaliando aspectos da inovação no País e de agendas como a da digitalização responsável, tão necessária com os desafios trazidos pela pandemia.

Em paralelo, os principais legados do Movimento Brasil Digital ganham força: o programa de capacitação gratuita e digitalização profissional Eu Capacito e os estudos de mercado “Relatório de 5G”, feito em parceria com a IDC, o Ranking de Competitividade Digital, que tem como parceiro a Fundação Dom Cabral (FDC), bem como o Manual de Digitalização Responsável, continuarão a serem executados.

“Continuaremos focados em criar profissionais capacitados para a economia digital por meio de cursos online e em subsidiar o mercado com dados que irão guiar os próximos passos da transformação digital”, afirma Vitor Cavalcanti, diretor-geral do Instituto IT Mídia e diretor-executivo do MBD.

Apenas no último ano, as mensagens do MBD chegaram a milhões de brasileiros, sendo replicadas por mais de 80 veículos de comunicação. O Relatório de 5G, por exemplo, mostrou a possibilidade de US﹩ 22,5 bilhões em oportunidades apenas no B2B e apontou a necessidade de o governo estabelecer um calendário urgente para que essas oportunidades pudessem ser geradas o mais rapidamente possível, além de abrir caminho para inovação nos mais diversos setores. O relatório também alertou para uma reflexão em relação ao modelo de leilão, defendendo um leilão com viés de investimento e não arrecadatório.

O mesmo aconteceu com o Ranking de Competitividade Digital, que trouxe uma surpreendente melhora na posição do Brasil, mas mostrou que deixamos feridas abertas e que devem comprometer a posição do País na lista caso nada seja feito, sobretudo no campo de educação e burocracia. De maneira inédita, o relatório, divulgado pelo MBD em parceria com a FDC, exaltou exemplos de cidades e Estados brasileiros em pilares essenciais como fomento ao empreendedorismo e educação tecnológica para servirem de modelos a serem replicados em todas as regiões brasileiras.

Eu Capacito

O ponto alto das ações de 2020, no entanto, ficou por conta da plataforma Eu Capacito. A bandeira educacional sempre integrou a pauta do Movimento desde o dia zero e com a aceleração da digitalização o programa foi lançado em tempo recorde e, com apenas dois meses de vida, já colecionava mais de 30 mil pessoas cursando um dos mais de 100 cursos. Atualmente, a plataforma conta com mais de 120 mil usuários únicos e contabiliza mais de 50 mil alunos. O Eu Capacito está cada vez mais comprometido com o desenvolvimento do profissional para economia digital e o portfólio de cursos está em constante atualização. O programa já conta com apoio de 24 parceiros: ArcelorMittal, CISCO, CUBO Itaú, Deloitte, EDP, Ericsson, EY, Fundação Dom Cabral, FIAP, Globo, Gol, Google, Great Place to Work, Green4T, IBM, IT Mídia, Korn Ferry, Microsoft, Oracle, PG Advogados, Sabin, Salesforce, Serasa Experian e Soul Code.

Em breve, a plataforma irá disponibilizar trilhas de cursos necessários para capacitar profissionais para competirem por vagas de trabalho específicas, auxiliando empresas a suprirem gaps de recrutamento e ajudando profissionais a se inserirem no mercado em áreas promissoras. “Os cursos podem ser a porta de entrada para a construção de uma carreira em um mercado em franca expansão ou mesmo para que profissionais ameaçados pela digitalização possam ressignificar suas profissões. Só a implantação da infraestrutura do 5G, por exemplo, deve gerar mais de 200 mil vagas nos próximos anos”, explica Cavalcanti.

O Eu Capacito foi lançado em novembro de 2020 disponibilizando gratuitamente formações técnicas ou ferramentais, divididas em quatro trilhas: Tech, Fluência Digital, Soft Skills e Empreendedorismo. Entre os temas dos cursos oferecidos estão Phyton, Business Inteligence, Blockchain, Customer Experience, DevOps, Design Thinking, Agile, entre outros. Confira a lista completa de cursos no site.

Com o Movimento Brasil Digital deixando o formato atual e passando a ser um fórum de discussão permanente, os projetos legados ganharão vida própria e um novo modelo de gestão. O Eu Capacito passará a ser gerenciado conjuntamente pelo Instituto IT Mídia e pela FIAP, cujo CEO, Gustavo Gennari, também ajudou a fundar o MBD. Já os estudos de mercado, serão executados pela equipe do Instituto juntamente com os parceiros já estabelecidos na jornada do MBD.

Sócios do BTG Pactual criam o Instituto de Tecnologia e Liderança

Com a desafiadora missão de formar as futuras lideranças em tecnologia que irão ajudar a transformar o Brasil, André Esteves, Roberto Sallouti e sócios do BTG Pactual unem forças para a criação do Instituto de Tecnologia e Liderança (Inteli), instituição privada e sem fins lucrativos, localizado em São Paulo, com a proposta de oferecer ensino de ponta no País. Patrocinado por uma doação de R$ 200 milhões da família Esteves, e com apoio institucional do BTG Pactual, o Inteli vai oferecer formação superior para estudantes na área de tecnologia, com ênfase em computação, negócios e liderança.

“O Inteli nasceu da necessidade que o País tem de se tornar mais relevante no desenvolvimento de tecnologia. Queremos formar futuros líderes, e para isso, vamos oferecer um ensino que vai além da computação, integrando ao currículo disciplinas como empreendedorismo, economia de mercado, estado de direito e sustentabilidade. Será a primeira faculdade de tecnologia baseada em projetos do Brasil”, afirma André Esteves.

Para Roberto Sallouti, a transformação digital e o desenvolvimento de lideranças são os principais desafios para o futuro. “A missão do Inteli é justamente oferecer todas as ferramentas e o ambiente propício para a formação dessa geração de líderes, que tem sede de conhecimento, espírito empreendedor, com forte capacidade de adaptação e totalmente orientada para a solução de problemas reais. Ao nosso ver, são eles que vão ajudar a transformar o Brasil”, complementa Sallouti.

Com as primeiras turmas previstas para fevereiro de 2022, o Inteli vai oferecer inicialmente quatro cursos de graduação presenciais: Engenharia da Computação, Engenharia de Software, Ciência da Computação e Sistemas de Informação. Os cursos terão duração de quatro anos, divididos em 16 módulos. Além de aulas com professores experts, em cada módulo os estudantes desenvolverão um projeto para atender as necessidades de um parceiro de mercado, seja de empresas privadas, startups ou ONGs. Para o primeiro ano estão previstas 250 vagas. A meta é ter mil alunos matriculados até 2025.

O Inteli tem a missão de desenvolver seus alunos em três conjuntos de competências: computação, aprofundando em inteligência artificial, ciência de dados, segurança cibernética; negócios, abordando áreas como finanças corporativas, inteligência de mercado, marketing digital, people analytics e sustentabilidade; e em aspectos comportamentais como comunicação, ética e resiliência. O objetivo é que os alunos aprendam, desde a primeira semana de aula, a causar impacto real na sociedade, orientados todo o tempo para buscar soluções para as ineficiências do mundo de forma prática.

Com foco em atrair os melhores talentos do Brasil, independente da condição socioeconômica, o Instituto terá estudantes bolsistas e pagantes. O mais importante é que o estudante tenha paixão por transformar a sociedade, alto potencial e capacidade analítica e de pensar alternativas criativas para problemas. No futuro, o Inteli prevê, ainda, a oferta de cursos de pós-graduação, ensino à distância, uma incubadora de startups e cursos livres.

Compõe o Conselho do Inteli: André Esteves e Lilian Esteves, empresária e filantropa, como patrocinadores; Roberto Sallouti como presidente do Conselho, Arthur Lazarte, Co-fundador e CEO da Wildlife; Mark Maletz, membro sênior da Harvard Business School (HBS); Pedro Thompson, CEO da Exame; Silvio Meira, PhD em Computação e co-fundador do Porto Digital em Recife; Ricardo Dias, co-fundador da Adventures Inc e antes VP de Marketing da Ambev; e Sofia Esteves, fundadora e Presidente do Conselho do Grupo Cia de Talentos.

Completam o time, na diretoria executiva, Maíra Habimorad, anteriormente CEO da Cia de Talentos e Diretora Acadêmica e de Inovação do Ibmec, que será CEO do Inteli; Ana Garcia, co-fundadora da Brasa, como Head de Operações do Inteli; e Maurício Garcia, com mais de 30 anos de experiência como Executivo Acadêmico e de Inovação em grandes grupos educacionais, como Conselheiro Acadêmico. Toda equipe Inteli foi desenhada para criar um time multidisciplinar com experiências diversas, peça fundamental para pensar um modelo acadêmico com visão de futuro e alinhado com as expectativas do mercado.

Entre os próximos passos está a assinatura de acordo para instalação do Campus em um espaço horizontal e arborizado de 9 mil m² em São Paulo, e o levantamento de recursos para financiar as bolsas de estudos.

Tecnologia ajuda a manter aquecidos mercados tradicionais, como o imobiliário, durante a pandemia

Desde o início do isolamento/distanciamento social por causa da pandemia, em março do ano passado, grande parte das empresas têm voltado seus esforços a promover uma boa jornada virtual aos consumidores. Isso porque, hoje, além desta ser a única opção viável para preservar a saúde de todos, a experiência no ambiente digital vem para resolver vários problemas antigos de alguns mercados, como o imobiliário, por exemplo. Com os potenciais compradores online, os agendamentos e as visitas passaram a ser feitos também pela internet, com direito a tour 360 ou realidade virtual. E para concluir uma compra ou alugar um imóvel, não é preciso mais ir até uma imobiliária, os contratos com assinatura digital possibilitam que, com apenas alguns cliques, negócios sejam fechados.

Essas são algumas das facilidades – necessidades – que já eram bastante aguardadas pelos consumidores que há tempos estão no ambiente online, facilidades que se tornaram realidade – e hoje se mostram fundamentais a esse mercado – graças a proptechs como o Homer , plataforma que oferece soluções tecnológicas aos corretores de imóveis de todo o Brasil. Inclusive, dados da startup revelam que o setor e o público se adaptaram rapidamente às novidades, tanto que, de março de 2020, quando entramos em quarentena, a março deste ano, 60% dos corretores afirmaram ter notado um crescimento de até 50% nas vendas .

Para Livia Rigueiral, CEO do Homer, a transformação digital no setor foi acelerada pela pandemia, mas deve continuar acontecendo a passos largos – mesmo quando todos estivermos vacinados -, porque os compradores estão mais imediatistas, e já perceberam que a tecnologia pode os ajudar a poupar tempo e encontrar o que procuram. “Tudo pode ser resolvido rapidamente online, principalmente se, ao contar com o auxílio de ferramentas tecnológicas, o comprador puder receber atendimento personalizado por parte do corretor de imóveis durante toda sua jornada de compra ou locação”, explica.

E falando em corretor de imóveis, você já parou para pensar o quão fundamental tem sido a inclusão desses profissionais nos projetos inovadores do setor, e de que forma o desenvolvimento de novas ferramentas voltadas a eles pode impactar no consumidor final?

A tecnologia a favor desses profissionais tem viabilizado, por exemplo, parcerias entre corretores de cidades, regiões e estados diferentes, com o propósito de encontrar exatamente o imóvel que o consumidor procura. Olha só mais informações sobre esse e outros vários benefícios que o uso de inteligência artificial pode gerar:

• Site imobiliário, marketplace de imóveis e parcerias online = Mais visibilidade

Um levantamento realizado em março deste ano pelo Homer revelou que 75% dos corretores atuam de forma independente, e apenas 25% têm suporte de imobiliárias. São milhares de profissionais que contam com soluções desenvolvidas por proptechs como o Homer para, por exemplo, ter um site imobiliário gratuitamente, estar em um marketplace de imóveis que já conta com quase R﹩600 bilhões em propriedades e onde há muito mais visibilidade junto aos clientes, e fazer parte de uma rede com mais de 50 mil corretores, que viabiliza parcerias com profissionais de outras cidades e estados. Só com esses três pontos mencionados, já é possível aumentar – e muito – as chances de venda, e o cliente consegue ter acesso a propriedades com características que está buscando, o que, consequentemente, gera uma boa avaliação quanto ao trabalho do corretor.

• Precificação usando inteligência artificial = Precisão e credibilidade

A precificação dos imóveis feita através de algoritmos – no caso do Homer, um algoritmo próprio que analisa o estado do imóvel e até particularidades de cada região -, além de agilizar o trabalho do corretor, torna a avaliação muito mais precisa ao analisar, por exemplo, se o imóvel está localizado mais perto ou mais longe da praia ou do metrô, chegando assim ao preço justo a ser cobrado do comprador e trazendo credibilidade ao profissional à frente da negociação.

• Marketing Digital = Captação de clientes

Investir em marketing e divulgação para atrair mais compradores no ambiente online é fundamental. Imóvel disponível para venda ou locação que não é visto não é lembrado. Tem que aparecer nas redes sociais, e as fotos da propriedade precisam ser boas e vendáveis. Por isso, o Homer Captações estimula os corretores e donos de imóveis a anunciar as propriedades, com suporte quanto a fotos, marketing e até posts patrocinados financiados pelo Homer.

Ao investir nessas ferramentas, o Homer viu o número de inscritos na plataforma aumentar 11%, chegando à marca de 50 mil cadastrados – dos quais 46% afirmaram ter feito novos negócios durante a quarentena, principalmente com a ajuda do aplicativo de parcerias do Homer. Segundo o corretor Anderson Ventin, 50% das vendas que ele realizou durante a pandemia foram graças às parcerias do Homer. “Às vezes o cliente pede um imóvel com características que eu não tenho no meu portfólio. É aí que aciono meus colegas em busca da propriedade ideal e aumento minhas chances de efetuar a venda”, explica Ventin, que zerou sua carta de imóveis à venda pelo menos três vezes nesta quarentena.

Para a CEO do Homer, com novas ferramentas tecnológicas, além das facilidades e da agilidade comuns ao ambiente digital, corretores e compradores conseguem melhorar sua comunicação e ter um bom relacionamento. “Entendo que esse diálogo personalizado está diretamente ligado ao sucesso nas vendas. As soluções são meio caminho andado. Mas contando com elas, fica mais fácil do corretor se dedicar ao comprador e a pensar no que os clientes buscam hoje e no futuro”, conclui.

Flávio Moraes Junior assume presidência da Ingram Micro no Brasil

Conhecida globalmente por sua cultura de valorização do capital humano, a Ingram Micro novamente reconhece seus talentos internos e anuncia mudanças em seus quadros executivos. Luis Lourenço, que desde 2018 liderava a Ingram Micro Brasil, vai comandar a operação da Associação das Nações do Sudeste Asiático – ASEAN e Hong Kong, e deixa o cargo de Vice Presidente & Brazil Chief Executive para Flávio Moraes Junior, que até então era Diretor de Cloud e Soluções Digitais. Luis substituirá Francis Choo, que continuará em Cingapura para liderar os esforços em Global Partner Engagement (GPE) e cibersegurança e também para apoiar o crescimento dos negócios de Soluções Avançadas na China.

Luis Lourenço assumiu a presidência da Ingram Micro Brasil há pouco mais de três anos, mas sua história com a distribuidora vem desde 2001, em Portugal. Passou pela Espanha e chegou na operação brasileira em 2006, onde ficou até 2010 e retornou em 2016. Desde então, teve papel determinante para o contínuo crescimento e sucesso dos negócios da Ingram Micro no país. Alinhado com a filosofia da companhia que há mais de 40 anos alavanca e prestigia seus recursos humanos, Lourenço atraiu e manteve um quadro de associados que abraçam mudanças, enxergam o futuro e foram fundamentais para consolidar e ampliar parcerias e manter a relevância da distribuidora no mercado. “A Ingram Micro é líder em todos os mercados em que atua, ter contribuído para essa posição no Brasil é uma honra e poder aproveitar essa experiência para fortalecer a operação ASEAN Hong Kong é estimulante e gratificante”, diz Lourenço.

Lourenço assume a nova função em 1º de maio, mas desde já é Flávio Moraes Junior quem dá continuidade ao seu trabalho e às estratégias de negócios da Ingram Micro no Brasil. “O meu objetivo é dar sequência à estratégia vencedora de uma cultura organizacional forte e pautada nas pessoas, com um time unido e que preza pelo trabalho humanizado. Isso me ajudará na jornada de aceleração do crescimento da empresa e mantê-la na liderança do mercado de distribuição nacional”, diz Moraes Junior. “Vamos focar em continuar o crescimento dos negócios, investir em novas áreas, unidades e tecnologia. Queremos levar mais inovação e aprimorar a experiência do cliente de nossos parceiros. Hoje temos o maior portfólio do mercado graças a parcerias sólidas com revendas e fabricantes, além de um time forte, integrado e 100% comprometido com os resultados da companhia. Isso me dá total confiança de que vamos seguir com entregas de ótimos trabalhos e experiências, tanto para os parceiros, quanto para os fabricantes e nossos associados”, completa o novo Vice Presidente & Brazil Chief Executive da Ingram Micro.

Moraes Junior se juntou à Ingram Micro Brasil em 2017, para dirigir a divisão de soluções digitais e cloud. Hoje, os negócios em nuvem crescem de forma acelerada, e sob o comando de Moraes Junior, por exemplo, a plataforma Ingram Micro Cloud Marketplace atingiu a marca de 2 milhões de seats no início deste ano.

“Estou feliz por deixar a liderança com Flávio e pela oportunidade de trabalhar em países com cultura e desafios tão diferentes. A Ingram Micro tem um dos mais completos portfólios de produtos e um dos maiores e mais diversos ecossistemas de canais. Flávio continuará trabalhando para manter o posicionamento de liderança de mercado da Ingram Micro, atuando com integridade e profissionalismo no desenvolvimento de novos negócios e no apoio aos nossos parceiros, fornecedores e associados”, finaliza Luis.

E-commerce brasileiro chegou a representar 11% das vendas do varejo, revela estudo da Mastercard

À medida que a Covid-19 manteve os consumidores em casa, quase tudo, de mantimentos a suprimentos de jardinagem, passou a ser comprado online. De acordo com o último relatório Recovery Insights da Mastercard, essa digitalização acelerada movimentou globalmente mais de US$ 900 bilhões no último ano. No Brasil, segundo o índice macroeconômico da Mastercard, SpedingPulse o e-commerce teve uma expansão de 75% em 2020, de acordo com o novo estudo da companhia, a modalidade chegou a representar 11% das vendas do varejo.

A participação do comércio eletrônico nas vendas do varejo brasileiro antes da crise era de 6%, passando para 11% no auge. O nível atual é de 7% e o relatório aponta que uma mudança de aproximadamente 1,3% seja permanente.

Com um crescimento de 10% na média de lojas visitadas pelos brasileiros em 2020, a digitalização dos negócios e as vendas online foram a salvação para diversos varejistas, restaurantes e outras empresas de grande e pequeno porte. Graças ao comércio virtual, elas conseguiram atravessar o período de distanciamento social e mantiveram suas operações.

Segundo o relatório Recovery Insights: Commerce E-volution, a previsão é que cerca de 20-30% da mudança global para o digital impulsionada pela Covid-19 seja permanente. O relatório se baseia na atividade anônima e agregada de vendas na rede Mastercard e em análises proprietárias do Mastercard Economics Institute – a análise investiga quais são os impactos dessa movimentação por país, setor e para bens e serviços.

“Enquanto os consumidores tiveram a necessidade de ficar em casa, seu dinheiro pôde continuar movimentando a economia local e global, graças ao e-commerce.”, afirma o Gerente Geral da Mastercard Brasil, Estanislau Bassols. “A digitalização da economia, só foi possível graças à atuação de players como a Mastercard que há anos vem trabalhando em tecnologias que viabilizassem novas modalidades de pagamento digital de maneira segura, rápida e fácil.”, finaliza o executivo.

Embora a transformação digital não tenha sido universal e consistente – devido a diferenças geográficas, econômicas e de cada comunidade – o relatório revelou diversas tendências globais:

• Os primeiros a adotarem o comércio eletrônico estão com vantagem: economias que eram mais digitais antes da crise, como as do Reino Unido e dos EUA, tiveram ganhos maiores na mudança doméstica para o digital – e parecem mais permanentes do que nos países que possuíam uma menor participação de e-commerce antes do período, como Argentina e México. Ásia-Pacífico, América do Norte e Europa foram as regiões mais fortes no incentivo à adoção do comércio eletrônico.


• Ganhos digitais em supermercados e lojas com descontos parecem ser permanentes: os setores de varejo essencial, que tinha a menor participação digital antes da crise, registraram alguns dos maiores ganhos à medida que os consumidores se adaptaram. Com a formação de novos hábitos de consumo e dada a baixa base de usuários pré-Covid, o relatório prevê que 70-80% do aumento do comércio eletrônico no setor de alimentos será permanente.

• O comércio eletrônico internacional cresceu 25-30% durante a pandemia: o comércio eletrônico internacional aumentou, tanto no volume de vendas quanto no número de diferentes países onde os clientes fizeram pedidos. Com infinitamente mais opções ao seu alcance, os gastos dos consumidores no e-commerce internacional cresceram cerca de 25-30% no comparativo ano a ano de março de 2020 a fevereiro de 2021.


• Os consumidores passaram a consumir até 30% mais de varejistas online: refletindo os novos hábitos de consumo, a pesquisa mostra que os consumidores em todo o mundo estão fazendo compras em um número maior de sites e mercados online do que antes. Residentes em países como Itália e Arábia Saudita estão comprando em média 33% mais em lojas online, seguidos de perto pela Rússia e Reino Unido.

Clique aqui para acessar o estudo Recovery Insights: a E-volução do comércio na íntegra.

A Mastercard lançou o Recovery Insights no ano passado para ajudar empresas e governos a gerirem melhor os riscos de saúde, segurança e econômicos trazidos pela Covid-19. A iniciativa se baseia nas plataformas de análise e experimentação da Mastercard, sua prática de consultoria de longa data e insights exclusivos baseados em dados para fornecer ferramentas, inovação e pesquisa relevantes e oportunas.

Metodologia
O relatório baseia-se na atividade de vendas anônima e agregada na rede Mastercard e em análises proprietárias do Mastercard Economics Institute.

1 O Mastercard Economics Institute baseou-se na atividade da rede Mastercard e modelou o comércio eletrônico de varejo global em todos os tipos de pagamentos para determinar os gastos adicionais de comércio eletrônico no varejo com base no desvio da tendência.