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3 dicas para você gerenciar melhor os projetos da sua empresa

Por Ricardo Leite

A gestão correta do portfólio de projetos traz muito benefícios para a companhia. Entregar de maneira correta os projetos certos muitas vezes alavanca drasticamente o resultado e coloca a empresa em um patamar superior de competitividade frente aos concorrentes. Veja a seguir três regras básicas que podem ajudar muito nesta empreitada.

1) Estrutura de Governança: É uma condição fundamental de sucesso operar com processos robustos de seleção e priorização de projetos. Uma vez que capacidade dos recursos é limitada é preciso ser cuidadoso e sobretudo ser assertivo no momento de escolher quais projetos fazer (e quais não fazer) e qual a sequência de entrega deles.

A tomada de decisão de iniciar ou não um novo projeto deve considerar principalmente o impacto que isto causa nos projetos que já estão em execução na carteira. Em um ambiente de multiprojetos, onde recursos são compartilhados entre projetos e entre atividades operacionais, é preciso considerar que o fato de alocar mais trabalho muitas vezes irá postergar a entrega de tarefas correntes ou ainda de tarefas planejadas na agenda destas pessoas.

Além de uma boa ferramenta de gestão de portfolio, alguns indicadores podem ajudar bastante neste processo. Monitorar a quantidade de trabalho nos recursos críticos e permitir o escalonamento adequado das tarefas irá evitar que se eleve o nível de multitarefa e de stress no ambiente.

2) Planejamento focado na execução: Bons planos de projetos devem ser modelados pensando na sua execução, principalmente aqueles que refletem escopos intrincados e com um nível de incerteza alto. Projetos ditos complexos, que lidam com alta variabilidade e muita interdependência entre suas várias “pernas” não devem ter cronogramas detalhados demais, com datas determinadas e uma agenda fixa de alocação de recursos.

Além da granularidade adequada também é necessário que a segurança, originalmente alocada dentro das tarefas, seja distribuída e compartilhada de maneira diferente. Por definição projetos lidam com trabalho não repetitivo, de característica muitas vezes exploratória e normalmente suas tarefas são planejadas e executadas por pessoas e, portanto, suscetíveis aos fatores inerentes a natureza humana. Aumentar as durações previstas para as atividades durante o planejamento é uma ação esperada de qualquer pessoa envolvida e comprometida com o resultado do projeto. Sabendo das dificuldades de se iniciar a tarefa na data planejada e de ter a dedicação de tempo necessária para realizar o trabalho as pessoas tendem a se proteger colocando reservas dentro dos prazos. A experiência demonstra que esta não é uma boa alternativa, sendo que normalmente estas seguranças locais não são eficientes e de maneira geral não aumentam a chance de se entregar os projetos dentro dos prazos.

3) Execução focada na entrega: O objetivo principal da gestão de recursos de projetos não é alocá-los da maneira mais eficiente possível e sim preservar o fluxo de trabalho contínuo. Isto só será possível se houver no ambiente um mecanismo eficiente de sincronização orientado por um algoritmo único de priorização.

É esperado ter que lidar com projetos de diferentes graus de importância ao mesmo tempo no portfolio, mas não se pode confundir importância com prioridade. O objetivo de uma gestão de portfólio efetiva é entregar todos os projetos de sua carteira pontualmente, e não somente aqueles considerados importantes, até porque esta importância muitas vezes é relativa de acordo com o grau de interesse de cada stakeholder em cada projeto. Então este critério de prioridade deve ser adotado por todos e funcionar realmente como o único direcionador de qual tarefa fazer antes e qual não fazer em um determinado momento. Transmitir esta informação de maneira clara para todos os envolvidos é um dos motores que vai propiciar uma melhora significativa de performance na entrega dos projetos e consequentemente de retorno sobre investimento do portfólio.

Ricardo Leite, Consultor da Goldratt Consulting Brasil, sobre a Teoria das Restrições (TOC) para gerenciamento de projetos e as regras principais para a utilização o método de CCPM.

Evento”A Gestão do Futuro” reúne mais de 10 futuristas do mundo em São Paulo

Organizado pelas futuristas brasileiras Jaqueline Weigel e Rosa Alegria, o evento “A Gestão do Futuro” apresentará metodologias Foresight ou Prospectiva – nome adequado ao que conhecemos aqui no Brasil como Futurismo – de diversas partes do mundo. Com um time de mais de 10 especialistas, o objetivo dos dois dias de encontro (2 e 3 de agosto) é mostrar como aplicá-las aos negócios, núcleos sociais e governamentais como formas de antecipar o futuro na prática, ou influir sobre ele.

Para viabilizar a participação de profissionais de diversos locais do mundo, a organização optou pelo espaço inovaBra, que contará com estrutura tecnológica para a presença online dos especialistas. Entre eles, destaques para as três da Finlândia, da conceituada University of Turku: Marianna B. Ferreira-Aulu, Sirkka Heinonen e Sari Söderlund; além dos americanos Peter Bishop (Universidade de Houston), que é co-criador do primeiro mestrado de futurismo do mundo e Jerome Glenn, co-fundador e Presidente do Projeto Millennium, o maior sistema de inteligência sobre Futuro do Mundo. Abaixo detalhes de todos participantes.

“Temos encarado o futuro como um grande show, e a discussão precisa ser ampliada para um espectro ético, sustentável e social em torno da profunda mudança do planeta”, afirma Weigel.

Rosa Alegria completa: “Este evento é importante para o país, em um momento onde se discute a era 4.0, a Inovação Disruptiva e as Tecnologias Exponenciais da Transformação Digital. O futuro exige um olhar de disciplina e metodologias que possam servir como base para estratégias, decisões e ação no presente”.

Rosa Alegria e Jaqueline Weigel pertencem a uma rede global de futuristas, como a APF, Association of Professional Futurists, WFSF, World Future Studies Federation e ao Projeto Millennnium, o maior sistema de inteligência sobre o futuro do mundo cujo CEO esteve na conferência da Finlândia e fará um participação especial no Workshop brasileiro de agosto em SP.

Os futuristas:

Finlândia

Marianna B. Ferreira-Aulu – University of Turku

Tema: Pesquisa de Futuros

Sirkka Heinonen – University of Turku

Tema: Future Studies and Scientific Foreseight

Sari Söderlund – University of Turku

Tema: Futures Focus Education and Development Services

EUA

Peter Bishop, Co-criador do primeiro programa de mestrado de futurismo do mundo – Universidade de Houston

Tema: Ensinar o futuro é tão importante quanto ensinar a história

Jerome Glenn, Co-fundador e Presidente do Projeto Millennium, o maior sistema de inteligência sobre Futuro do Mundo.

Tema: Sistemas de Informação global para tomada de decisões

Colômbia

Jean Paul Pinto, do Instituto de Prospectiva – Universidad del Valle

Tema: Materialização de cenários futuros e construção de inovações disruptivas

Francisco Mojica – Universidad Externado da Colômbia

Tema: A prospectiva estratégica para a competitividade empresarial

México

Guilhermina Baena – Universidade Nacional Autônoma do México

Tema: O Futurismo Iberoamericano

Austrália

José Ramos, Action Foresight

Tema: Transformando a governança de pessoas para o planeta

África do Sul

Geci Karuri Sebina, Pesquisadora da Rede de Cidades da África do Sul

Tema: O Futurismo que faz florescer as cidades

Azerbaijão

Reyhan Huseynova, Presidente da Sociedade de Estudos do Futuro do Azerbaijão

Tema: A visão intercultural da Europa Oriental

Bélgica

Philippe Destatte, Diretor Geral no The Destree Institute

Tema: Futurismo para o desenvolvimento regional

Quem conduz?

Jaqueline Weigel

Strategic Foresight, Humanista, Educadora, Starter da W Futurismo e W Future School, Partner do Projeto Millennium e do Finland Futures Research Center da University of Turku, Finlândia, membro da APF (Association of Professional Futurists) e da WFSF (World Future Studies Federation, Unesco). Formada em Gestão de Pessoas pela FGV-SP, aluna da Singularity University, da Udacity em Análise Preditiva de Dados e Empreendedora Digital. Atua em mudança de Cultura e Estratégias de Inovação, é facilitadora de programas de Liderança Exponencial e participa ativamente dos ecossistemas de inovação e empreendedorismo do Brasil. Participou recentemente do Futures Conferences da Universidade de Turku, Finlândia

Rosa Alegria

Pioneira em Futurismo no Brasil, atua como futurista profissional há 18 anos. Master of Sciences em Estudos do Futuro pela Universidade de Houston, EUA, a primeira escola a formar futuristas no mundo. Está entre as três futuristas mulheres mais reconhecidas na América Latina. Foi fundadora e vice-presidente do NEF (Núcleo de Núcleo de Estudos do Futuro) da PUC-SP por 16 anos e desde o ano 2000 representa o Projeto Millennium no Brasil, a maior rede mundial de pesquisas sobre o futuro em diferentes temas. Teve como professores grandes representantes do futurismo mundial. Trabalhou como executiva em grandes empresas por 25 anos, é especialista em Sustentabilidade pelo Schumacher College, Inglaterra, Management Global pelo Morehouse College, EUA e Criatividade pelo CCL, Center for Creative Leadership, EUA.

Serviço:

Dias: 2 e 3 de agosto

Local: inovaBra (Avenida Angélica, 2.529, Consolação)

Horário: das 9h30 às 17h

Valor: R$ 2.600 + taxas (até 27/07)

Vagas limitadas

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Pontos que nunca expiram e liberdade de escolha são grandes diferenciais para o consumidor, segundo Pesquisa Livelo

O crescimento no engajamento de brasileiros em programas de recompensas aponta uma maior atenção aos pontos e milhas acumulados por meio de compras em lojas parceiras, gastos em cartões de crédito ou voando por companhias aéreas. E para que os participantes desses programas estejam satisfeitos com as recompensas, além de engajados, é importante compreender o que eles entendem como real benefício. Nesse contexto, pontos que nunca expiram e poder trocar pontos por passagens em qualquer companhia aérea são características que se destacam.

De acordo com uma Pesquisa realizada pela Livelo, uma das principais empresas de recompensas do Brasil, 61% das pessoas dizem que “acumular pontos que não expiram nunca” é a coisa mais importante que um programa pode oferecer de vantagem. Sendo que, do total de entrevistados, 76% considera que “ter pontos que não expiram nunca” é sinônimo de Liberdade.

Sobre Liberdade, inclusive, a pesquisa também apontou que para 66% dos entrevistados, Liberdade é “poder trocar meus pontos por passagens na companhia aérea que eu quiser”.

Ou seja, o participante desses programas busca acumular pontos e não quer ser pressionado para resgatar suas recompensas apenas por questão de expiração e também preza em poder escolher seu destino e companhia aérea favoritos, sem ter que ficar preso por uma ou um grupo de cias aéreas.

Nesse quesito, a Livelo oferece aos seus clientes assinantes do Clube Livelo acúmulo de pontos que nunca expiram e também conta com uma agência de viagens online que oferta passagens por mais de 750 cias aéreas de todo o mundo. Como mostra de liberdade, a Livelo ainda disponibiliza ao participante a opção de transferir seus pontos para diversos outros programas de fidelidade de companhias aéreas nacionais e internacionais.

A Pesquisa realizada pela Livelo ouviu, entre setembro e novembro de 2017, cerca de 800 pessoas que já tiveram contato com o programa de fidelidade no eixo Rio-São Paulo.

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Roubo de Smartphones: metade dos internautas brasileiros já teve um celular roubado

A segunda edição da pesquisa anual sobre roubo de celulares realizada por Mobile Time em parceria com Opinion Box revela um crescimento alarmante da proporção de internautas brasileiros que já tiveram um telefone móvel roubado ou furtado. Em 12 meses essa proporção subiu 10 pontos percentuais, passando de 39% para 49%. Ou seja, hoje, metade dos internautas brasileiros já teve um celular roubado ou furtado pelo menos uma vez na vida.

Na pesquisa anterior, 38% das vítimas haviam sido roubadas/furtadas em menos de um ano. Agora, o percentual subiu para 45%. A maioria (62%) foi vítima apenas uma vez na vida; também na nova pesquisa, 35% duas ou três vezes; enquanto que 4% de azarados ou descuidados perderam o aparelho quatro vezes ou mais. Em média cada vítima teve 1,55 celular roubado/furtado. O Panorama Mobile Time/Opinion Box também constatou que o roubo de celular é mais comum que o furto. 63% das vítimas informam que da última vez foram roubadas, enquanto 37% foram furtadas.

“Crise na segurança pública, alto índice de desemprego, smartphones a preços proibitivos e a facilidade de compra e venda de aparelhos usados em mercados clandestinos estão entre os fatores que contribuem para esse aumento”, comenta Fernando Paiva, editor do Mobile Time e coordenador da pesquisa.

A pesquisa revela também o perfil das vítimas, por gênero, idade e classe social. E verifica qual costuma ser o seu comportamento após perder o aparelho (se faz ou não boletim de ocorrência, se compra um celular melhor ou pior que o anterior etc).

Outras descobertas:

– 70% dos usuários que tiveram celulares roubados ou furtados aproveitaram a ocasião para adquirir um aparelho melhor;

– Pouco menos da metade, (48%) registrou boletim de ocorrência (B.O.) na última vez em que foram roubadas/furtadas;

– 39% dos brasileiros já compraram um celular de segunda mão. O percentual é maior (44%) entre os que já tiveram um aparelho roubado ou furtado. Ou seja, quem perde um celular tem mais chance de recorrer à compra de um usado para economizar dinheiro;

– Não há diferença entre classes sociais: tanto nas classes A e B quanto nas classes C,D e E a proporção de vítimas é de 49%;

– É comum o brasileiro tomar providências de segurança somente depois de sofrer com algum problema do gênero: apenas 7% possui seguro para os aparelhos.

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Mercado Eletrônico tem novo Head de Planejamento

O Mercado Eletrônico anuncia a chegada de Daniel Hsu como Head de Planejamento. O executivo passa a ser responsável pela reestruturação desse setor dentro da empresa, líder na América Latina em soluções tecnológicas e serviços para as áreas de aquisições.

“O planejamento é a etapa mais importante de qualquer processo. O Mercado Eletrônico já trabalha com essa diretriz, mas queremos, agora, otimizar ainda mais esse setor dentro da companhia”, afirma Daniel Hsu. “Nosso objetivo, é cumprir todas a metas, de maneira cada vez mais eficaz, por meio da inovação”, completa.

Segundo o executivo, a inovação e a excelência são alcançadas com muita disciplina. “Gosto de comparar o processo transformacional corporativo à uma corrida. Precisamos saber controlar o ritmo e ter a disciplina de analisar e entender as melhorias necessárias em cada parte do corpo com treinamento contínuo. É preciso entender tudo isso para conseguir traçar a melhor estratégia para provas curtas e percursos mais longos. É o mesmo processo dentro de uma empresa – precisamos definir a melhor estratégia de acordo com o objetivo”, exemplifica Hsu.

Com mais de 12 anos de experiência na área de vendas, Hsu é formado em Administração pelo Mackenzie e tem uma pós-graduação em Gestão de Negócios pela ESPM e participa ativamente de programas de mentoria para o desenvolvimento de novas startups. O executivo acumula passagens por empresas como Groupon, ComparaOnline.com, Grupo Cherto e Loggi.

A importância da tomada de decisão estratégica

O sucesso de uma empresa está relacionado à sua capacidade de tomar as melhores decisões. E, para isso, todas elas devem ser baseadas em dados reais, relevantes e estratégicos.

Definir a estratégia ainda tem, como uma das suas finalidades, deixar claro qual é o objetivo final de todos colaboradores da organização para gerar engajamento. A análise de dados para tomadas de decisão será o ponto chave para aumentar o crescimento do do Mercado Eletrônico de maneira inteligente. “Se conseguirmos identificar as ameaças antes do mercado e implementarmos ações de melhoria de forma eficaz, estaremos mais preparados para as mudanças repentinas impostas pelo setor”, finaliza Hsu.

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ABComm considera positiva aprovação da Lei Geral de Proteção de Dados

A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) considerou positiva a aprovação do Projeto de Lei Complementar 53/2018, conhecido como Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), pelo Senado Federal. A nova legislação, que ainda precisa passar pela sanção presidencial, prevê maior controle dos cidadãos sobre suas informações pessoais, exigindo consentimento explícito para coleta e uso dos dados, tanto pelo poder público quanto pela iniciativa privada, e obriga a oferta de opções para o usuário visualizar, corrigir e excluir esses dados.

“Uma Lei Geral de Proteção de Dados era essencial para manter o Brasil em harmonia com uma tendência mundial”, afirma Mauricio Salvador, presidente da ABComm. “Não fazia sentido empresas brasileiras, sobretudo de comércio eletrônico, perderem oportunidades de negócios em razão do Brasil constar no mapa de risco da União Europeia e de outros países que já possuem legislação específica”, complementa.

A ABComm avalia que o maior efeito da nova lei é exigir de todas as pessoas, físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, a demonstração da base legal sobre a qual realizam qualquer tipo de tratamento, coleta, armazenamento, transmissão e processamento de dados que identifiquem ou tornem identificável uma pessoa natural. “As bases legais estão descritas na lei, sendo a mais comum o consentimento do titular dos dados”, ressalta Salvador.

Após a sanção presidencial, a LGPD terá um prazo de 18 meses para que as suas regras sejam aplicadas aos setores público e privado. Dentre as punições pelo descumprimento da legislação estão multas de até 2% do faturamento da empresa, além da própria suspensão do funcionamento do banco de dados, e ainda a proibição total das atividades de tratamento de dados.

De acordo com a ABComm, os lojistas virtuais deverão agir em duas frentes: regularizar, quando possível, o banco de dados existentes e passar a tratar os novos dados de acordo com a legislação. Segundo Marcio Cots, Diretor Jurídico da entidade, a primeira frente é mais problemática, tendo em vista que há lojistas com dados pessoais que não conhecem a origem ou com origem irregular do ponto de vista da nova legislação. “Se o lojista passar a coletar dados pessoais de forma correta, mas incluí-lo no banco de dados ‘viciado’, todo o banco pode ser perdido”, alerta Cots.

A ABComm, enquanto associação que representa os interesses dos consumidores e dos lojistas virtuais, sobretudo de pequeno porte, fará esse trabalho de auxílio, ajudando os empresários a compreender e aplicar a nova legislação a fim de não comprometer o desempenho econômico do setor. A associação compreende que os comércios eletrônicos de menor porte tenham mais dificuldade para se adequar à legislação, com a eventual necessidade em realizar investimentos em ferramentas tecnológicas que auxiliem nesse processo.

A entidade entende, porém, que os empresários do setor, independente do porte, terão de se adaptar à nova legislação a partir de uma mudança de mentalidade. “A cultura anterior era a de usar indiscriminadamente os dados pessoais. Com a nova lei, tudo precisará mudar. Isso envolve os contratados, os fornecedores e os empregados em geral”, afirma o presidente da ABComm. “Todos vão precisar mudar o pensamento para poderem utilizar os dados de uma maneira mais adequada.”

A ABComm considera importante a clareza sobre como deve ser tratado o uso de dados pessoais, e não entende que a legislação possa servir como uma barreira para o setor. “Havendo regras claras sobre o tratamento de dados no Brasil, esse processo acontecerá de uma forma mais segura”, ressalta Salvador. “Então tanto startups do setor e comércios eletrônicos, como empresas em geral, vão poder atuar com muito mais segurança com relação ao que pode e o que não pode fazer.”

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Startup Kokar capta meio milhão de reais em sua segunda rodada via EqSeed

A startup capixaba do setor de automação residencial Kokar acaba de captar R$ 500 mil via EqSeed. Esta é a segunda rodada de captação que a startup conclui pela plataforma. Além disso, é a primeira das empresas investidas via EqSeed a realizar follow-on funding, isto é, uma nova captação em volume maior devido ao crescimento e aos novos objetivos da empresa. Para o investidor, o sucesso da rodada representa um aumento de 60% no valor do seu investimento inicial e elevação real da probabilidade de uma saída futura lucrativa, objetivo principal de quem investe em startups.

“O grande atrativo de se investir em startups é o potencial de longo prazo das empresas e a possiblidade de venda da participação no futuro, obtendo um grande lucro. Mas essas ‘saídas’ não acontecem do dia para noite e por isso, nos anos iniciais, startups focam muito em mostrar progresso para os seus investidores. Novas rodadas de investimento pela empresa demostram exatamente isso: progresso, prova de tração, uma valorização no papel que indica uma probabilidade aumentada de ganhos de capital a serem realizados no longo prazo. Em resumo, é o melhor cenário possível para o investidor”, afirma o sócio-fundador da EqSeed, Brian Begnoche.

O crescimento da Kokar se prova em números. Mesmo diante à maior recessão econômica da história, os índices da startup são significativos. Em 2016, enquanto o setor como um todo cresceu 30%, a Kokar cresceu 224%, quase oito vezes mais. Se considerado o período de 2015 a 2017, a expansão foi de 433%. Atualmente, os mais de 125 sistemas e 650 módulos da empresa estão instalados em 12 estados brasileiros e na Argentina. Tal desempenho fez com que a empresa fosse selecionada novamente no processo seletivo da plataforma.

“Estamos contentes com o desempenho da empresa e satisfeitos em apresentar estes resultados aos nossos investidores. Mais de 50% dos investidores da rodada inicial exerceram seu direito de preferência, investindo em nossa empresa nesse novo valuation para evitar qualquer diluição da sua participação original. Esse fato, junto aos 48 novos investidores que investiram nessa rodada, são sinais muito fortes da confiança do mercado em nosso produto e execução. Esse apelo contínuo junto a uma base qualificada de investidores nos estimula e é uma evidencia de que estamos no caminho certo”, avalia o CEO da Kokar, Renan Santana.

De acordo com o executivo, com essa nova captação, a meta é uma forte expansão. “Nosso objetivo é aumentar mais agressivamente nossa equipe de vendas e desenvolvimento, e explorar um novo mercado de autosserviço e vendas online. Vamos oferecer ainda produtos Plug-and-Play, fazendo algo semelhante com o que aconteceu no mercado de caixas de som com a tecnologia bluetooth, oferecendo um produto de alta tecnologia com um visual ‘clean’ e um bom preço para pequenos projetos de automação residencial, visando atrair entusiastas e fortalecendo ainda mais a nossa marca”, detalha.

Amadurecimento

A Kokar é um forte exemplo do amadurecimento das startups selecionadas pela EqSeed. De 2016 para cá, a plataforma já concluiu 15 rodadas de investimento, com valores individuais entre R$250mil e R$600mil para startups na fase de seed capital, totalizando R$6 milhões investidos em empresas selecionadas. Este valor está crescendo rapidamente, especialmente após a publicação da regulamentação especifica do mercado em 2017 e aprovação da EqSeed pela CVM em janeiro deste ano.

“Atualmente, mais 5 das 15 empresas investidas via EqSeed estão em negociações avançadas para realizar suas rodadas de investimento follow-on, algumas por meio de nossa plataforma, como a Kokar, outras com novos investidores. Mas o movimento de expansão e de fortalecimento dessas empresas como ativo financeiro vem se mostrando notável”, pontua Begnoche.

Outro indicador do potencial das startups está no tamanho dos volumes captados. Recentemente, a EqSeed lançou suas primeiras rodadas de investimento Venture Capital via equity crowdfunding. A startup de eficiência energética GreenAnt está buscando R$1,6 milhão por meio da plataforma. Já a cervejaria 3Cariocas está captando R$2 milhões.

“Estamos seguindo o mesmo caminho dos mercados fora do Brasil, que depois dos primeiros anos de operações começaram a apresentar follow on funding, rodadas venture capital e ganhos no papel, como precursor para as saídas lucrativos que vem a partir de 4 ou 5 anos pós investimento. Diversificar a carteira via investimentos em startups é uma tendência mundial, e com cada vez mais exemplos de saídas lucrativas no mercado, não é difícil entender o porquê”, finaliza Begnoche.

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Engineering do Brasil quer ampliar mercado em Minas

A Engineering, multinacional italiana fornecedora de soluções e serviços de TI, participou nesta quinta-feira (12/06), do projeto Venda Mais Indústria 4.0, da FIEMG. A empresa está entre as maiores de TI na Europa e busca ampliar sua participação no Brasil. “Essa é uma oportunidade para as empresas mineiras. Os avanços não podem mais esperar porque a velocidade das plataformas mundiais é tão rápida que o Brasil ficou muito atrasado. Quem ficar de fora neste momento não terá como se recuperar”, alertou o presidente da Câmara Ítalo-Brasileira, Valentino Rizzioli.

Durante o evento Digital Transformation Day, o CEO da Engineering do Brasil, o italiano Filippo di Cesare, ressaltou que o Brasil está caminhando em direção à indústria 4.0, mas tem entraves pela frente. “Há sérios problemas de infraestrutura, como por exemplo, de banda larga, que poderia trazer grandes transformações para o agronegócio e outros setores”, diz.

A empresa apresentou oportunidades oferecidas pelas tecnologias digitais e como o DigitalOne, o digital transformation framework (conjunto de metodologias, ferramentas de software, tecnologias e consultoria) desenvolvidas para melhor acompanhar as empresas ao longo do jornada de transformação digital.

A Engineering registra mais de 1,5 bi US$ de receita anual e está presente no Brasil desde 2008, com cerca de 600 colaboradores entre São Paulo e Belo Horizonte e mais de 150 clientes. “Foi muito positiva a escolha feita tempo atrás da criação no Brasil de um departamento digital que apenas trabalhasse – como uma organização horizontal e ágil – no digital. Até hoje temos desenvolvido uma oferta abrangente e uma abordagem holística que está alcançando grande sucesso no mercado”, disse.

O executivo enxerga perspectivas de crescimento. “A Inteligência Artificial (IA) é um dos pontos tecnológicos mais efervescentes com que trabalhamos, o volume de soluções de negócios empresariais baseadas em plataformas de IA está crescendo drasticamente e será uma das tecnologias mais disruptivas dos próximos anos”, prevê.

Outra área de investimento da empresa é no desenvolvimento de fortes capacidades de APIS (interface de programação de aplicativos) para ajudar as empresas a fazer disso as bases de sua estratégia digital, permitindo novos produtos digitais, modelos de negócios, canais de negócios, ecossistemas, entre outros. “As APIS são fundamentais para alcançar a agilidade dos negócios e acelerar o processo de entrega de novas ideias ao mercado e a Engineering do Brasil atua com grande conhecimento neste setor”, afirmou.

Para o gerente de Educação para a Indústria da FIEMG, Ricardo Aloysio, a digitalização é o primeiro passo para a indústria entrar no novo patamar da Indústria 4.0. “A indústria nacional para ser competitiva terá que passar a utilizar tecnologias digitais para fazer crescer seus negócios fabricando produtos mais inteligentes e com processos mais autônomos”, disse.

Aloysio falou sobre a evolução dos processos produtivos por meio da aplicação de tecnologias que permitam aumentar seu controle, qualidade, eficiência e autonomia. “Na indústria 4.0 é possível reduzir os custos de manutenção entre 10% e 40%, o consumo de energia entre 10% e 20% e aumentar a eficiência do trabalho entre 10% e 25%”, contabilizou.

Para trilhar esse caminho há nove tecnologias habilitadoras: segurança da informação, realidade aumentada, big data, robôs autônomos, simulações, manufatura aditiva, sistemas integrados, computação de nuvem, e IoT (do inglês, Internet of Things) – internet das coisas. “Precisamos identificar as necessidades das indústrias, priorizar o que será realizado, desenvolver soluções customizadas para o seu processo e se adequar na nova forma de trabalho”, disse.

O Projeto Venda Mais é uma iniciativa da FIEMG, por meio da Superintendência de Desenvolvimento Industrial, através da Gerência de Capitalização e Acesso a Mercados e tem como objetivo aproximar os fornecedores dos clientes, dando oportunidades para o conhecimento de novas soluções e aumentando a possibilidade de negócios lucrativos para ambas as partes.

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TIM tem novo diretor nacional de vendas

A TIM tem nova liderança em sua área de vendas. João Stricker acaba de assumir o cargo de Diretor de Sales Consumer e será responsável por garantir o desenvolvimento e a gestão comercial da operadora com foco no consumidor móvel pessoa física. O executivo estará à frente de uma equipe de aproximadamente 2.600 colaboradores, além de toda a força de vendas da companhia.

Stricker está na TIM desde 2016, tendo liderado a diretoria de Devices e, mais recentemente, acumulando também as áreas de VAS e Inovação. O executivo já havia atuado na operadora entre 2003 e 2009 e, antes de retornar, foi diretor geral da BlackBerry no Brasil e na América Latina.

Na nova função, irá gerir todos os canais de venda da TIM no Brasil, incluindo lojas próprias, revendas e grande varejo. Também coordena a comunicação com a força de vendas, a estrutura e positivação das lojas e demais pontos de comercialização da operadora, a gestão de terminais e o suporte às operações comerciais.

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Os desafios do marketplace: o cliente se sente perdido quando não encontra o que quer

Por Alan Prando

Reservar um hotel durante uma viagem, comprar peças artesanais exclusivas ou negociar produtos usados — para tudo isso (e muito mais!), você pode acessar um marketplace, explorar milhares de ofertas e encontrar o que deseja.

Marketplaces estão em alta e seguindo o exemplo de gigantes, como a Amazon e o Mercado Livre, muitos empresários buscam nesse modelo de negócio uma solução rentável e escalável para empreender na internet. Porém, o sonho de também se tornar grande precisa superar alguns desafios no caminho. Um deles está, justamente, no crescimento do negócio: com tantos lojistas e ofertas, como fica a experiência do cliente na hora de encontrar o produto que deseja?

Quando você acessa o marketplace, encontra diversas lojas mostrando seus produtos, muitas vezes com vitrines e descontos chamativos. Na internet, você ainda vai encontrar marketplaces especializados em nichos. É o caso, por exemplo, dos sites ou aplicativos de hospedagem (AirBnB), de transporte (Uber), de artesanato (Etsy) e itens usados (Enjoei). Mas o que os marketplaces têm de tão bom? Vendedores, compradores e empreendedores veem vantagens nesse negócio.

Para os vendedores, o que atrai é a possibilidade de vender seus produtos em um local de grande visibilidade sem precisar abrir uma loja própria. Para os consumidores, a comodidade de encontrar tudo num só lugar, com muito mais opções e ofertas de preços, é o grande atrativo. Com tanta atratividade, os lucros do negócio tendem a escalar rapidamente.

No entanto, para o cliente encontrar o que deseja pode ser muito trabalhoso, já que ele precisa filtrar muitas ofertas. Até tomar sua decisão, são várias lojas, produtos, marcas, modelos, cores e funcionalidades para pesquisar, comparar e selecionar. No meio do caminho, ele pode ficar perdido diante de tantas opções, sentir-se incapacitado de escolher e desistir da compra.

A solução é organizar as ofertas do marketplace de maneira relevante para o consumidor, de olho na qualidade da experiência dele dentro do site. Por exemplo, com recursos de Big Data e Inteligência Artificial, o software é capaz de rastrear os passos do usuário e captar dados de seus interesses, comportamentos, histórico de compras e navegação. Com base nesse aprendizado, o cliente recebe sugestões personalizadas. Dessa forma, a experiência se torna muito mais positiva no marketplace. O cliente não precisa mais procurar loja por loja, item por item, pois a tecnologia aplicada faz o trabalho de descobrir e oferecer o que ele deseja. Assim, o marketplace auxilia na tomada de decisão de compra do consumidor e, por consequência, gera muito mais conversões.

Alan Prando, CTO e cofundador da Biggy, plataforma de personalização e recomendação em tempo real de produtos no e-commerce

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Jobecam e People+Strategy se aliam para investir na plataforma

A HRTech Jobecam, plataforma que conecta empresas a candidatos por meio de vídeo recrutamento e algoritmos inteligentes, acaba de receber o primeiro aporte financeiro da People+Strategy. Trata-se de uma consultoria empresarial focada em Planejamento Estratégico e Desenvolvimento Humano que atende grandes corporações nacionais e internacionais, reconhecida por métodos dinâmicos e inovadores. Liderada por João Roncati, conta com Célia Foja e outros três sócios em sua jornada de crescimento contínuo.

Com a parceria, a startup planeja incluir novos a recursos à sua plataforma, essencialmente ligados ao processo de seleção por competências e valores (Cultura). “A expertise do time da People+Strategy aliada ao da Jobecam será importante para entregarmos um produto ainda mais completo e que atenda as reais necessidades dos usuários. O que nos deixa felizes é que não será aportado somente o dinheiro, mas também o capital intelectual. Construiremos juntos”, destaca a CEO da Jobecam. Cammila Yochabell.

Para a consultoria, a ideia é se aprimorar no mercado com a utilização de tecnologias, como inteligência artificial, nuvem e big data. “Nosso objetivo é acelerar o processo de desenvolvimento digital da P+Ssem mudar ocore business atual, oferecendo aos nossos clientes soluções de HR Analytics e alinhamento com a Revolução 4.0. Esse é o primeiro passo de muitas transformações”, ressalta o CEO da P+S, João Rocanti.

Além da parceria com a People+Strategy, a Jobecam também foi selecionada para participar do programa de aceleração da Oracle, que trabalhará o Ecossistema Oracle ScaleUp e suas ferramentas globais, por meio de orientações, suporte de P&D, ativadores demarketing e vendas, assistência de migração, créditos e descontos na nuvem e acesso aos ecossistemas de clientes e produtos da Oracle.

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O novo mundo digital – Por José Formoso, CEO da Embratel

Nunca existiu um momento melhor do que esse para realizar mudanças transformadoras. Faltam apenas dois anos para entrarmos na terceira década do século XXI, cujo futuro será definido a partir do que estamos construindo hoje. Temos uma expressiva quantidade de recursos, possibilidades e oportunidades que irão garantir o sucesso das empresas, mas, para isso, serão necessárias importantes mudanças. Acontecerão de dentro para fora e serão marcadas por diversos desafios, mas, sem dúvida, há mais oportunidades que ameaças. Bem-vindo a nova era, marcada por quem não têm medo de aprender!

As verdadeiras mudanças não acontecerão simplesmente importando uma nova tecnologia ou um novo sistema de gestão. Mudar será uma prerrogativa que exigirá uma nova maneira de pensar, cuja visão de futuro será o ponto central para repensar o que realmente devemos fazer para nos diferenciar do mercado.

Tecnologias que nos cercam já apontam para soluções jamais vistas. Porém, são as escolhas e as pessoas que decidirão o rumo a ser seguido. Diante desse mundo de multipossibilidades, teremos que escolher qual caminho iremos seguir para escolha da melhor estratégia, do caminho de inovação e do formato de transformação esperado.

Nossas ações de hoje devem ser orientadas a partir de uma visão de longo prazo, algo que é muito difícil de implementar no Brasil. Por isso, é possivel afirmar que é um grande desafio dimensionar esse futuro, pois há mais dúvidas que certezas. Não sabemos com precisão o que irá acontecer, mas é certo que o novo ambiente empresarial será cada vez mais VUCA, do inglês: volátil, incerto, complexo e ambíguo.

As estratégias de negócios precisarão ser construídas a partir do cruzamento de duas perspectivas. Primeiramente, temos que pensar nos clientes daqui a dez anos, sabendo que eles terão uma nova maneira de pensar e de consumir. A partir disso, as empresas terão que ser reformuladas por completo, com impactos operacionais, logísticos, econômicos e sociais. Terão que usar novas estruturas de Telecomunicações e de TI muito mais robustas, ampliando as demandas de conectividade, mobilidade, Data Center, Cloud Computing, comunicações unificadas e colaboração, soluções digitais, segurança e vídeo. É certo que muitos produtos, serviços ou soluções que serão essenciais daqui a uma década provavelmente ainda nem foram desenvolvidos, dando um passo além ao crescimento exponencial da tecnologia ao longo dos últimos anos. A tecnologia mudará por completo a forma como as pessoas se relacionam, como vivem, como trabalham e como geram valor para a sociedade.

Diante de tantas novidades e dúvidas, temos certezas sobre alguns comportamentos dos clientes no futuro. Primeiramente, sabemos que tudo será conectado. Os consumidores irão precisar de um sistema que acompanhe seu modo de vidae os hábitos de consumo deverão gerar um volume imensurável de dados. Por isso, os modelos de negócios mais bem-sucedidos serão os desenhados sob demanda, permitindo o consumo conforme a necessidade do momento. O trabalho será flexível e a economia cada vez mais compartilhada.

O trabalho de redesenho das organizações para o futuro deve começar agora. A Embratel, por exemplo, já focada na oferta de soluções de conectividade, capazes de atender às necessidades dos clientes da próxima década, de forma totalmente personalizada. Estamos nos preparando porque o mundo irá demandar cada vez mais gestão e serviços integrados. Sem a conectividade e a integração das tecnologias será subutilizada.
Todos os setores passarão por grandes transformações. A tecnologia médica irá, por exemplo, acompanhar sintomas e prever até uma possível parada cardiorrespiratória antes mesmo dela acontecer. No comércio, você não irá mais precisar carregar seu cartão de crédito ou qualquer outro dispositivo de compra. Seu próprio corpo será a sua senha. No setor do agronegócio, sensores instalados em grandes plantações acompanharão todas as informações sobre o clima, sobre uso de defensivas e sobre o crescimento da plantação. A conectividade irá alcançar todos os lugares.

Tudo indica que teremos um planeta totalmente conectado, com a inovação no centro dessa mudança. Para analisar tantos dados e informações, sistemas de Internet das Coisas (IoT) estarão presente em todas as casas, ruas e empresas. Teremos Cloudficação, com a migração das redes Corporativas também para Nuvem, somado virtualização e a definição por software. Os ambientes serão menos complexos e mais acessíveis do que as soluções atuais. Mas, ainda assim, com performance, qualidade e, acima de tudo, segurança.

Atuar nesse novo cenário será um divisor de águas para as empresas que já estão notado que ninguém inventa nada fazendo as coisas do mesmo jeito. A grande maioria das pessoas fala de avanços por meio de produtos, mas entendo a inovação como um movimento e não como algo materializado e estático. Inovar é aprender, é descobrir novas formas e é mudar o jeito de ser. Inovar é descobrir o que os clientes precisam antes mesmo deles pedirem – ou de saberem.

As dimensões competitivas essenciais em 2020 e nas décadas seguintes apontam para quatro dimensões-chave de tecnologia (Conectividade, Cloud, Conteúdo e Controle) e quatro dimensões-chave de mercado (Global, Local, Empresas e Consumo). Nesse cenário, considerando as dimensões competitivas, teremos um novo desenho da tecnologia, da infraestrutura e das redes para suportar o crescente volume de variados dispositivos, a identificação persnalizada dos donos, o movimento de arquivos para Cloud (Nuvem) e consumidores cada vez mais plugados e exigentes. As empresas terão que se preparar para conseguir melhor performance, melhor custo por transação e serviços de alta qualidade, sempre conforme o gosto de cada consumidor. O faturamento das companhias também mudará, com receitas de produtos próprios, soluções de terceiros e de outros negócios que ainda são desconhecidos.

O que irá definir sucesso nesse novo cenário? A habilidade de mudança. O conceito de transformação acaba muitas vezes sendo pensado a partir da ideia de uma uma nova tecnologia ou um novo processo. Transformar é um imperativo político, e não um processo ou a compra de uma tecnologia. Assim como inovação, a transformação está na esfera das escolhas. É uma opção que as empresas irão precisar definir para conseguir sobreviver.

Parece ilógico, mas muitas empresas ainda não partiram para a transformação. Isso está ocorrendo porque muitos profissionais são céticos em relação a mudanças. O medo do desconhecido tem deixado muitos executivos paralizados. Mas, os líderes transformadores estarão preparados para o novo, interessados em criar uma cultura que permite o aprendizado e preocupados em evoluir de forma contínua e sustentável. Com isso, o caminho da transformação passará pela liderança colaborativa e pela adaptabilidade das pessoas a esse novo cenário.

Estamos no melhor momento para iniciar a transformação e equipar nossas organizações com tecnologia de ponta e quebrando barreiras que pareciam imutáveis. O maior desafio para esse avanço está na decisão em querer fazer a transformação. Tomara que as empresas brasileiras façam sua lição de casa, sem medo de errar para evoluir. Como disse o futurista americano Aalvin Toffler, “os analfabetos do século 21 não serão aqueles que não sabem ler e ou escrever, mas os que se recusam a aprender, reaprender e voltar a aprender”.

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