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StartOut Brasil chega a sua quinta edição e abre inscrições para ciclo de Lisboa

Oferecer gratuitamente um programa completo e robusto que compreenda todas as fases da internacionalização de uma startup, promover conexões genuínas em ecossistemas de inovação com potencial para novos negócios e incentivar que startups brasileiras busquem, desde o início, o mercado global. Com esses objetivos o Programa StartOut Brasil anuncia a abertura das inscrições para o ciclo de Lisboa (Portugal).

Para participar desta edição, as startups devem estar faturando, preferencialmente, acima de R$ 500 mil ou já ter recebido investimentos. Além disso, precisam ter uma equipe que seja 100% dedicada ao negócio e comprovar sua capacidade de expansão internacional, sem que isso comprometa as operações no Brasil.

Já foram realizados ciclos em Buenos Aires, Paris, Berlim e Miami. Agora estão abertas as inscrições para o quinto ciclo, que será realizado em Lisboa, que foi selecionada por canalizar um ímpeto desbravador para se tornar uma das mais competitivas e inovadoras cidades da Europa. Além do baixo custo de moradia e alta qualidade de vida, Lisboa oferece condições incríveis para receber startups brasileiras, pois há ali uma juventude talentosa e uma vasta cultura de empreendedorismo criativo, sem falar da facilidade do idioma.

O programa já recebeu quase 50 startups e todos os ciclos consistem em quatro fases, sendo:

Seleção – startups se inscrevem e são avaliadas com base nos critérios de grau de inovação, maturidade para atuação internacional, experiência da equipe e mapeamento do mercado-alvo. Após a avalição de uma banca examinadora qualificada, 15 startups serão habilitadas para a próxima fase;

Capacitação – as startups aprovadas iniciam um processo de preparação para a missão, que dura de seis a oito semanas. Os empreendedores têm acesso a consultoria especializada em internacionalização, mentoria com especialistas no mercado de destino, treinamento de pitch internacional e workshop presencial (warm up);

Missão – as startups terão a oportunidade de conectar-se com alguns dos principais players locais e prospectar oportunidade de negócios. Nessa fase os empreendedores passam por treinamento de pitch internacional; workshops; visitas a players importantes do ecossistema; apoio de matchmaker para agendamento de reuniões com potenciais parceiros; e possibilidade de apresentação do negócio para investidores (demoday);

Reconhecimento e Landing – as startups recebem acompanhamento personalizado, com mais algumas sessões de consultoria, para aprimorar estratégias de expansão e maximizar as oportunidades identificadas no exterior.

O StartOut Brasil tem ganhado cada vez mais notoriedade justamente por atuar de ponta a ponta ao lado das startups participantes. Os realizadores do programa notaram que não adiantava só realizar a missão, era preciso ir além. Por isso, ao final do processo, ainda é oferecido apoio para que as startups possam instalar-se no país de destino ou promover a exportação de seu produto ou serviço, conforme a estratégia. Outro diferencial consiste na gama de parceiros do programa, como Apex-Brasil e Anprotec, que também oferecem seus escritórios no exterior, bem como sua rede internacional de parques tecnológicos, respectivamente.

Lisboa conta atualmente com cerca de 300 startups, 15 incubadoras, 20 programas de aceleração e uma grande comunidade de investidores anjos e de venture capital. As inscrições para o Ciclo de Imersão em Lisboa estarão abertas de 27 de julho de 2018 até às 23h59 (horário de Brasília) ao dia 20 de agosto de 2018. Para se inscrever basta acessar o site www.startoutbrasil.com.br/ciclo/lisboa/. Nessa edição, os formulários deverão ser preenchidos em português e a missão será realizada em Novembro de 2018.

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Big Data: a inteligência necessária à inovação

Por Norberto Tomasini, Head of Digital Business, da TIVIT

As tecnologias emergentes têm permitido que empresas, de todos os portes e perfis, criem produtos, serviços e modelos de negócios inovadores, de forma cada vez mais rápida e eficiente. Um dos grandes pilares tecnológicos dessa transformação está no uso de Big Data. Isso porque, a organização, manipulação e análise de grandes volumes de dados – estruturados e não estruturados – representa hoje um fator essencial para que as organizações tomem decisões assertivas e que as tornem mais competitivas e bem-sucedidas em um cenário de transformação digital.

A digitalização dos negócios, no entanto, passa por três grandes ondas: a da preparação e organização desses dados, a geração de valor e novas experiências aos consumidores, e a criação de novos produtos. Mas ainda há um longo caminho a seguir. Segundo dados do Gartner, 80% das empresas brasileiras ainda estão na primeira onda da digitalização, extraindo pouco valor das novas tecnologias. Já as empresas que estão no segundo passo do processo 30%, e já contam com ambientes mais avançados de analytics, estão enriquecendo seus bancos de dados com informações de extrema relevância para o desenvolvimento dos seus negócios. A última fase do processo ainda é uma realidade para apenas 20% das companhias, que estão realmente criando produtos e serviços novos a partir da exploração e automação.

De acordo com um relatório da Frost & Sullivan, as expectativas são de que o setor de Big Data e Analytics movimente US$ 8,5 bilhões até 2023 na América Latina, com uma taxa composta anual de crescimento de 19,2%. Em 2017, só no Brasil foram investidos cerca de US$ 1,3 bilhão em projetos associados a essa área. Também como reflexo da expectativa de crescimento um recente estudo da Liga Ventures, realizado em parceria com a TIVIT, demonstra que entre as startups brasileiras que irão impactar a sociedade e os modelos de negócios nos próximos cinco a dez anos, 20% delas têm como foco o uso de Big Data e Analytics.

Esse mercado tem sido especialmente impulsionado pelo uso da Inteligência Artificial, Machine learning e IoT, associado à necessidade de coletar, armazenar e manipular dados que crescem em volume exponencial nas organizações. Com isso, as lideranças dos mais diferentes setores da economia têm visto o Big Data como uma forma de permitir a gestão eficiente de uma série de atividades, incluindo marketing, vendas, supply chain, finanças e operações.

O sucesso dos projetos, no entanto, está diretamente associado à capacidade das empresas explorarem ao máximo essa análise de dados para gerar insights e predições relevantes para a tomada de decisão. Isso porque, muitas iniciativas se perdem pela falta de clareza sobre quais as perguntas que devem ser respondidas e como as descobertas e insights podem ser explorados em benefício do negócio.

Nesse sentido, um dos grandes desafios enfrentados hoje pelas empresas que adotam o Big Data está em encontrar profissionais e parceiros capacitados a estabelecer processos eficientes e customizados para coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoramento das informações trafegadas nos sistemas. Mais do que isso, as corporações que embarcam nesses projetos precisam levar em conta a infraestrutura de TI adequada para trafegar, armazenar e manipular esses grandes volumes de dados, em especial, para evitar que o custo para gestão e manutenção desses ambientes tornem os projetos inviáveis.

A boa notícia para quem planeja embarcar em projetos de Big Data está no fato de que hoje existem no mercado provedores de serviços especializados em apoiar as empresas na implementação e gestão desses projetos. Ou seja, os desafios em relação ao conhecimento técnico, ao controle de diferentes parceiros e à complexidade da infraestrutura de TI para suportar essas iniciativas, não representam mais um obstáculo para que as organizações invistam na análise de dados para inovar e ter sucesso em um cenário de transformação digital.

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Startup inicia internacionalização através do programa StartOut Brasil

O programa Startout Brasil, que dá apoio a inserção de stratups brasileiras nos mais promissores ecossistemas de inovação do mundo, anunciou a lista das 15 empresas que farão parte do próximo ciclo, marcado para acontecer de 09 a e14 de setembro em Miami, nos Estados Unidos. A Flex Interativa, especializada em digital experience, é uma das selecionadas, iniciando um importante processo de internacionalização dos negócios.

Em quase duas décadas, a empresa dos sócios Marcelo Rodiño e Fernando Godoy, vivenciou as principais transformações tecnológicas, crescendo com as necessidades de diferentes mercados. Foi software house, desenvolvedora de sites, consultora em TI, agência web, de criação e de estratégia em marketing até se transformar em startup especialista em soluções digitais imersivas com uso das realidades virtual, aumentada, mista e projeção mapeada. Participar do Startout Brasil é parte de um plano estruturado de expansão das atividades.

O posicionamento da Flex no mercado americano através do programa StartOut Brasil está diretamente relacionado à história da empresa, conforme o próprio fundador. “Há 20 anos comecei a trabalhar com tecnologia quando ainda morava nos Estados Unidos. Trouxe tecnologia americana para o Brasil e agora, novamente inseridos no mercado norte-americano, estamos levando tecnologia elaborada aqui no País. É um efeito inverso”, lembra Godoy.

“É um passo muito importante porque significa, na prática, conexão com um dos maiores ecossistemas de inovação do mundo. Uma oportunidade para visitar aceleradoras, incubadoras e empresas para observação de modelos essencialmente disruptivos, conhecer fornecedores e prestadores de serviços, prospectar clientes e investidores”, descreve o fundador da empresa sobre a participação no programa.

A relevância é ainda maior considerando a realização do programa, que é uma parceria do Ministério das Relações Exteriores, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). “É a chancela do potencial internacional da Flex, que foi avaliada em um rigoroso processo de seleção. Ficamos em quarto lugar em pontuação entre 15 selecionados”, lembra Godoy.

Esta não é a primeira vez, inclusive, que a Flex Interativa é colocada à prova. Em 2017, Marcelo e Fernando participaram do programa Shark Tank Brasil – Negociando com Tubarões, do canal Sony. Demonstrando ao vivo o valor do da realidade virtual e da realidade aumentada para o mercado, chamaram a atenção dos quatro avaliadores e fecharam duas propostas de investimento. “Durante a nossa participação o Vale do Silício foi citado várias vezes em diferentes contextos. Um indicativo de que a nossa tecnologia tem reais condições de crescer em um cenário de inovação mundial”, finaliza o fundador da empresa.

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Gerenciamento de riscos operacionais passou a ser prioridade para líderes de TI, aponta KPMG

O gerenciamento de riscos operacionais e compliance passou a ser uma prioridade significativamente alta (até 12%) para os quase quatro mil líderes em tecnologia de todo o mundo, segundo pesquisa CIO 2018, realizada pela KPMG em conjunto com a Harvey Nash. Trata-se do maior estudo de liderança em TI que está na 20ª edição. O levantamento constatou ainda que quase 25% a mais dos entrevistados, em relação ao número do ano passado, está priorizando melhorias em segurança cibernética, uma vez que esse tipo de ameaça atingiu um nível alto histórico.

“Essas duas áreas representam as prioridades de TI que estão crescendo rapidamente em termos de relevância para os conselhos de administração das empresas. Além disso, proteger a empresa de um ataque cibernético ganhou uma visibilidade maior do que qualquer outro item na pauta de discussões e os líderes de TI estão sendo incentivados a defender-se da melhor forma que conseguirem”, analisa o sócio da KPMG, Claudio Soutto.

Cibersegurança é prioridade

A pesquisa apontou que, na pressa de estar em conformidade com o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) e evitar violações de dados, os conselhos de administração passaram a intensificar investimentos em privacidade e segurança de dados. De acordo com a pesquisa, 38% dos participantes da pesquisa previram que não seriam capazes de estar em conformidade com o GDPR dentro do prazo. Adicionalmente, 77% dos líderes de TI estão “mais preocupados” com a ameaça de crime cibernético organizado, em comparação com os 71% da pesquisa do ano anterior. Somente 22% alegam estar bem preparados para lidar com um ataque cibernético.

A pesquisa constatou que a confiança é o novo campo de batalha para a área de TI, pois as organizações estabelecem sutilmente um equilíbrio entre o potencial de influenciar a receita da utilização dos dados do cliente e a necessidade de privacidade e segurança. As empresas que gerenciam esse equilíbrio de forma mais eficaz são 38% mais propensas a informar uma lucratividade maior do que suas concorrentes.

“De um lado, o conselho de administração pede a eles que estimulem a inovação, promovam a transparência e, após as recentes violações de dados de alto nível, garantam o uso responsável dos dados dos clientes por toda a organização. Do outro lado, o conselho de administração intensifica as avaliações minuciosas e exige um processo melhor para preparação e divulgação de informações sobre segurança cibernética e integridade e resiliência de dados, visto que os órgãos reguladores e os consumidores estão tornando-se mais exigentes em relação a dados pessoais. As organizações que forem capazes de estabelecer esse equilíbrio entre inovação e governança da forma correta estarão em uma posição mais favorável para competir em um ambiente tecnológico cada vez mais complexo”, afirma.

Transição para plataformas e soluções digitais é um desafio

O levantamento apontou que a transição para plataformas e soluções digitais é um grande desafio para os CIOs: 78% afirmaram que as estratégias digitais utilizadas são apenas moderadamente eficazes ou menos do que isso; 35% das empresas não são capazes de contratar e desenvolver os profissionais com as habilidades de que precisam; e 9% acreditam que não existem visão ou estratégia digitais claras na empresa.

Sobre a pesquisa

Na 20ª edição, a pesquisa da CIO Survey 2018 foi realizada pela KPMG em parceria com a Harvey Nash. É considerada a maior pesquisa de liderança em TI em todo o mundo em termos de quantidade de entrevistados. O levantamento foi realizado entre 20 de dezembro de 2017 e 3 de abril de 2018, em 84 países, com 3.958 CIOs e líderes em tecnologia, por meio de análises de respostas de organizações que apresentam despesas anuais com segurança cibernética de até US$ 46 bilhões.

A Transformação Digital e os Seguros

Por Marcelo Torres, Sócio da Kakau

A transformação digital global também impacta o mercado de trabalho brasileiro, ainda que tardiamente, porém de forma avassaladora. E a indústria de seguros não poderia ficar de fora desta transformação, que está diretamente ligada a mudança de mindset em todos os níveis hierárquicos, capacidade de erros e acertos rápidos e contínuos, foco na experiência do usuário para a construção de produtos e modelos de negócios, e a utilização das mais variadas ferramentas tecnológicas existentes no momento, como Blockchain, Iot, Inteligência Artificial, Big Data, entre outras.

Em virtude dessa transformação, surgiram as InsurTechs (termo abreviado para Seguros + Tecnologia), igual às FinTechs (Finanças + tecnologia). As InsurTechs já são um enorme sucesso nos EUA, Europa e Ásia, e agora estão surgindo mais fortes no Brasil e causando muita curiosidade deste mercado de uma forma geral. Mas é sempre muito importante reforçar que para uma empresa ser considerada uma InsurTech, ela deve aportar tecnologia em seu modelo de negócio, de forma que traga valor para os parceiros e para a experiência do usuário final, seja ele pessoa física ou jurídica.

As InsurTechs vieram para acelerar a modernização deste setor, ainda com um baixíssimo índice de digitalização e muito burocrático, e assim trazer descentralização, menos fricção, inclusão financeira e mais transparência na comunicação com o usuário final.

No Brasil, a consolidação das InsurTechs ainda é tímido devido a dificuldade de capital intensivo para se manter o empreendimento (ou MVP) de pé no médio ou longo prazo, e também devido ao pouco interesse ou dificuldade das incumbentes em fazer parcerias com elas, ao invés de tentar inovar internamente, que acaba sendo muito custoso e lento, ou até impossível na maioria das vezes. Mas este crescimento já é um caminho sem volta, principalmente, quando se trata de produtos massificados e os tão falados microsseguros.

Em 2017 e 2018 alguns eventos voltados para este ecossistema de InsurTech foram realizados com bastante sucesso e a ideia é continuar fomentando o crescimento, visto que ajudam a acelerar a modernização do setor de uma forma geral (seguradoras, corretoras e demais players do setor), e atrair mais investimentos.

A Kakau é uma InsurTech que usa tecnologia de ponta, como Machine Learning e Big Data para melhorar a experiência do usuário final, trazendo simplificação, transparência e redução de tempo e de custo. A plataforma funciona no modelo de assinatura, igual a Netflix e Spotify, e o assinante ainda pode pausar ou cancelar o seguro quando desejar. Nosso produto piloto foi o Residencial, e agora estamos lançando o seguro para Smartphone (julho) e outras novidades ainda este ano.

Brasil tem 78 Insurtechs, segundo camara-e.net

O Brasil já tem 78 insurtechs, revela prévia do mapeamento da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net). Os dados são do Comitê de Insurtechs, em São Paulo. Na primeira edição, em junho do ano passado, eram 25. Para chegar a esse resultado, o comitê considerou as insurtechs cadastradas no Programa de Cadastro da Camara-e.net, bem como o mapa de insurtechs da Conexão Fintech.

Entre as novidades do comitê está a nova equipe de coordenação composta por Beatriz da Rocha, head de Inovação e Inteligência de Mercado do Grupo Segurador Banco do Brasil e MAPFRE, como coordenadora e Caetano Altieri, diretor comercial da Solutions One para vice-coordenador.

O Brasil já tem 78 insurtechs, revela prévia do mapeamento da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net). Os dados são do Comitê de Insurtechs, em São Paulo. Na primeira edição, em junho do ano passado, eram 25. Para chegar a esse resultado, o comitê considerou as insurtechs cadastradas no Programa de Cadastro da Camara-e.net, bem como o mapa de insurtechs da Conexão Fintech.

Lançado no ano passado pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), o Comitê de Insurtechs tem como missão fomentar e ser referência no desenvolvimento digital e na transformação do setor de seguros, integrando o ecossistema.

Entre as novidades, Beatriz destaca a participação de diferentes protagonistas do ecossistema no comitê e a criação de um programa de filiação com robusta proposta de valor para as insurtechs.

O comitê também confirmou a participação na 18ª edição do Congresso de Corretores de Seguros (Conec), que será realizado entre os dias 27 e 29 de setembro, no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

Sobre a camara-e.net: Fundada em 2001, a camara-e.net é.a principal entidade brasileira multissetorial da América Latina e de maior representatividade da economia digital no País, formando consenso no segmento perante os principais agentes públicos e privados, nacionais e internacionais e promovendo o desenvolvimento dos negócios on-line no Brasil. Em seu quadro de associados, a camara-e.net conta com os mais importantes players do comércio eletrônico, entre eles empresas de infraestrutura, mídias sociais, chaves públicas, meios de pagamento, seguros e e-banking.

Gameficação atrai jovens para a mobilização política

O que atrai os jovens do século XXI? Tecnologia, redes sociais e games estão entre os principais pontos que chamam a atenção das chamadas gerações Y e Z. A gameficação é uma prática que tem sido utilizada cada vez mais pelas empresas para engajar e despertar a curiosidade dos jovens. “A gameficação é o uso de mecânicas e dinâmicas de jogos para engajar pessoas, resolver problemas e melhorar o aprendizado, motivando ações e comportamentos em ambientes fora do contexto de jogos. Além dos desafios propostos, há recompensas para quem cumpre as tarefas”, afirma Paulo Renato Oliveira, diretor criativo da Action Labs, empresa paranaense que trabalha com uma metodologia de modelagem de negócios, produtos e serviços inovadores.

O MobNex, plataforma colaborativa de mobilização política desenvolvida pela Action Labs já está em uso em diversas campanhas pelo país, e tem chamado a atenção pela intensa utilização do conceito de gameficação e colaboração, integrando painel de controle da campanha, aplicativo e site. “Um dos diferenciais da plataforma é a possibilidade de ampliar a capacidade de mobilização pelo aplicativo, que possui estratégias de gameficação e conecta toda a equipe à campanha, atribuindo metas semanais de atuação, compartilhando informação em tempo real e valorizando os mobilizadores mais ativos, ações muito semelhantes a um jogo, em que o usuário tem tarefas e vai evoluindo o seu perfil”, explica Oliveira.

Paulo Renato explica que um dos objetivos da gameficação no MobNex é engajar, comprometer e recompensar os usuários. “Para os jovens, a dinâmica dos games é familiar e motivadora. Por isso, este modelo de plataforma de mobilização tem atraído tanta gente. Eles recebem tarefas simples, como convidar um amigo para a campanha, compartilhar uma notícia, e têm metas semanais. A cada tarefa cumprida, o usuário aumenta a sua pontuação e vai adquirindo novos status, como cidadão engajado e líder mobilizador, por exemplo.”

Outro diferencial do MobNex é ajudar a combater as fake News, que ao que tudo indica, será um dos principais desafios das eleições 2018. “Não é de hoje que notícias influenciam campanhas. Mas agora as fontes de informação são muito mais variadas e, às vezes, anônimas. Nenhum candidato está livre de protagonizar fake news que podem prejudicar suas campanhas. Esta é uma das vantagens estratégicas que plataformas como o Mobnex dá às campanhas: ajuda a combater as fake news, já que as pessoas que estão engajadas ajudam a disseminar conteúdos verdadeiros logo que uma notícia falsa é detectada”, diz Paulo Renato.

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Inteligência artificial e recursos de apoio à decisão clínica: um superpoder para os profissionais da saúde

Por Diana Nole

Não é novidade que a inteligência artificial – capacidade de máquinas tomarem decisões e aprenderem padrões – tem impactado o dia a dia de todos e provocado mudanças disruptivas nos mais diversos setores. No setor da saúde não é diferente e a AI (Artificial Intelligence) veio para ficar, graças ao impacto para melhorar os serviços, tanto no atendimento aos pacientes como nos “bastidores” dos hospitais. A ideia não é, obviamente, que ela substitua os profissionais da saúde, mas sim os auxilie nas tomadas de decisão. As tendências e possibilidades são inúmeras e atingem, de maneira geral, a todos os profissionais da saúde. Porém, ao ser integrada aos recursos de apoio à decisão clínica, os resultados são ainda melhores.

Em primeiro lugar, vamos aos exemplos mais gerais. No caso do time de enfermagem, a inteligência artificial colabora para detectar os primeiros sinais de possíveis doenças, riscos de infecções, antes que seja tarde demais. Tudo isso monitorando e descobrindo padrões inerentes às centenas de casos que os enfermeiros acompanham. Esse gerenciamento da saúde pode ser feito também à distância, quando os pacientes estão já se recuperando em casa. A equipe que presta esse serviço consegue personalizar as chamadas, direcionando a conversa com até um milhão de possíveis variações. Esses algoritmos ajudam a identificar de maneira inteligente respostas de alto risco, sinalizando inclusive as situações que requerem rápida intervenção. Sem falar que a AI também permite usar a linguagem natural para processar anotações médicas e histórico dos pacientes e ainda combinar todos esses dados não estruturados das anotações no prontuário eletrônico do paciente (PEP) e nos históricos de pacientes mais antigos. Enfim, inúmeras aplicações.

É importante também ter clara a ideia de que a combinação da AI com a expertise e conhecimento médicos pode reduzir drasticamente as taxas de erro (em até 85%). Por isso, essa tecnologia tem sido incorporada aos prontuários eletrônicos e também aos recursos de suporte à decisão clínica, aliando informações baseadas em evidências, com experiência clínica e especificidades de cada paciente. Isso eleva a ferramenta a outro patamar: passando de um conteúdo mais consultivo para um recurso de apoio com base em contexto. Avançados guias interativos, já disponíveis no mercado, permitem inserir informações sobre o paciente (como idade, sintomas, exames já realizados e resultados) e, com base em algoritmos dinâmicos, traçar o melhor caminho a ser seguido no diagnóstico e tratamento.

Esse tipo de proposição é extremamente importante na medida em que conhecer outros casos semelhantes ajuda a criar, manter e garantir a adoção de padrões para o tratamento de doenças que apresentam maior variabilidade nos cuidados. Ademais, de certo modo, esclarece pontos de dúvidas dos médicos e faz com que eles, além de aprenderem no momento do atendimento, possam automatizar esse conhecimento, que é o que a inteligência artificial e a aprendizagem por máquinas preconizam.

A variabilidade é um problema recorrente, associado à ausência de padrão nos protocolos clínicos e que não só onera os recursos e ocasiona uma série de desperdícios, como é também uma das principais causas de erros médicos evitáveis. Por isso, ao diminui-la, as organizações de saúde têm a oportunidade de melhorar os resultados a custos mais baixos. E é nesse sentido que a inteligência artificial e os recursos de apoio à decisão clínica atuam juntos. Além de ajudarem os profissionais da saúde a entregarem cuidados consistentes, de alta qualidade e efetivos, também trazem maior segurança para o paciente e ajudam a reduzir a variabilidade.

Em suma, a adoção desse tipo de solução não só simplifica o processo de atendimento, como ajuda os médicos a estabelecerem um fluxo de tomada de decisão mais interativo e chegarem a decisões mais assertivas sobre os seus pacientes, inclusive do ponto de vista de diagnósticos laboratoriais e também aprenderem com isso. Existem objetivos e, para atingi-los, temos que confiar no que a tecnologia pode nos oferecer. Acho que há uma visão de longo prazo em que precisamos nos concentrar, mas que o futuro já hoje é promissor, isso é.

Diana Nole, CEO da Wolters Kluwer Health, líder mundial em fornecimento de informações para profissionais e estudantes da área da saúde

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CTI anuncia startup especializada em Data Science

Com o apoio da Tech Data, a CTI, canal parceiro da distribuidora há vários anos, anuncia o lançamento da startup Daisy Project, especializada em Data Science, ciência que estuda as informações, seu processo de captura, transformação, geração e, posteriormente, análise de dados.

“Tudo começou com um trabalho que realizamos em conjunto com a Tech Data para o Boticário”, explica Francisco Loschiavo Neto, um dos diretores da CTI. “O Daisy Project está focado na oferta de soluções para negócios, envolvendo supply chain, planejamento de demanda e conceitos de inteligência artificial. Nossa oferta está voltada prioritariamente não para a área de TI, mas para projetos que tenham relação direta com ganhos financeiros”, detalha Loschiavo, apontando como alvos da startup as áreas de negócios, marketing e também financeira.

Com a proposta de solucionar problemas com elevado índice de complexidade, ofertando alto valor agregado, o Daisy Project nasce apostando no grande potencial da indústria de consumo no Brasil. Para se ter uma ideia, somente na área de produtos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (HPPC) o país é atualmente o quatro maior mercado consumidor mundial.

“As técnicas tradicionais de previsão não conseguem atender o dinamismo presente no planejamento do mercado de produtos de consumo e de outros segmentos, o que abre uma ampla janela de oportunidades para a nova empresa”, resume Donald Neumann, chief data science officer (CDSO)da startup. Na visão do executivo, o Daisy Project tem a missão de incorporar Data Science ao processo decisório das empresas. “Já contamos com dez prospects e projetamos dobrar o tamanho da CTI apostando nessa tecnologia que entendemos ser o futuro da gestão das empresas”.

Para Carla Carvalho, diretora-executiva da Tech Data para o Brasil, “o Daisy Project é um exemplo da importância da estratégia colaborativa que adotamos com nossos parceiros comerciais, buscando sempre o desenvolvimento de soluções que resultem em ganhos reais para o cliente final”.

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Hacking Rio debate tecnologia e inovação para a cidade

Entre os dias 27 e 29 de julho, acontece no Rio de Janeiro o maior hackathon (maratona de desenvolvedores) já realizado no Brasil e na América Latina. O desafio ocorrerá no Hacking Rio, evento de inovação que vai reunir potenciais investidores, especialistas e empreendedores. Promovido pelo movimento Juntospelo.Rio, o evento contará com 42 horas seguidas e intensas de desenvolvimento de novas tecnologias, conferência internacional e fórum de inovação. Serão mais de 1.200 especialistas em tecnologia, design e negócios, unidos pelo desafio de gerar soluções de alto impacto para problemas reais da sociedade e do mercado do Rio. O Hacking Rio acontecerá no Aqwa Corporate, no Porto Maravilha.

A competição de desenvolvedores atrairá times de diversas cidades do Brasil, como Recife, Maceió, São Paulo, Florianópolis e Belo Horizonte, além de equipes de comunidades cariocas como Complexo da Maré e Complexo do Alemão. Serão 15 hackatons simultâneos, onde cada cluster terá seu próprio hackaton com até 100 competidores. Os participantes se dividirão nos seguintes temas: educação, segurança, mobilidade urbana, saúde, turismo, jurídico, economia criativa, energia, jogos, finanças, economia compartilhada e sustentabilidade, alimentos, tecnologia, esporte e indústrias. Os times contarão com o suporte de dez mentores técnicos e cinco especialistas do respectivo segmento.

O projeto mais bem avaliado por uma banca de especialistas receberá a premiação de R$ 15 mil e o direito às patentes dos protótipos desenvolvidos durante o evento. Além disso, a equipe também vai ganhar do Hack Brazil, realizado por alunos do MIT – Massachusetts Institute of Technology (MIT) – e Harvard o “Passe Hacker”, que dá direito ao grupo de participar da Fase Maker (aceleração online com mentoria, workshops e atividades) por cerca de três meses e depois ser elegível a disputar a final nos Estados Unidos. Além disso, o Founder Institute vai oferecer a gratuidade no teste de DNA (50 dólares cada) e uma vaga no próximo ciclo de pré-aceleração no Rio, equivalente a 699 dólares, para o empreendedor com melhor nota. Para finalizar, o Sebrae Rio vai levar a equipe vencedora para se apresentar no Tech Crunch, em setembro, nos Estados Unidos.

“Trata-se de uma autêntica Olimpíada de Desenvolvimento”, garante Lindália Junqueira, co-fundadora do movimento Juntospelo.Rio. O Hacking Rio é o resultado de discussões conduzidas no Juntospelo.Rio sobre inovação e formas de tornar o Rio uma “cidade inteligente”. O movimento de empreendedores e líderes empresariais apaixonados pelo Rio de Janeiro se uniu para criar e potencializar soluções de problemas por meio da colaboração, da inovação e da tecnologia.
Para comodidade dos participantes, a organização do evento fornecerá alimentação e disponibilizará banheiros para banho. Cada participante deverá levar seu saco de dormir.

Além do hackathon, o Hacking Rio vai contar com outros dois eventos em paralelo: o Rio Summit e o Rio Forum, promovendo uma intensa troca de experiências e de soluções em prol do estado.

Rio Summit

Durante os três dias de evento, acontecerá o encontro de inovadores e empreendedores para compartilhar conhecimento, cases e as melhores práticas do mercado. As palestras vão reunir pessoas, que, apesar da crise econômica atual, tenham se destacado em seus negócios, desenvolvendo projetos ou empreendimentos bem sucedidos. Também integrarão os painéis, potenciais investidores para o processo real de transformação do Rio Smart City 2020. Ainda serão discutidas novas tecnologias e negócios exponenciais que viabilizem essa visão de futuro.

Palestrantes internacionais referência em inovação, tecnologia, empreendedorismo e cidades inteligentes também participarão do encontro. Entre os convidados, ícones como o americano Greg Stevens (fundador e diretor TerraBridge Partners, de Chicago) e Andrew Humphries (empreendedor britânico co-fundador da The Bakery London). Brasileiros de destaque no segmento de inovação também falarão aos participantes do Hacking Rio. Estão confirmados nomes como Ozires Silva (ex-Ministro e presidente da Embraer), Bernardinho (ex-técnico e empresário), Christian de Castro – presidente da Ancine e João Mesquita, CEO da GloboPlay, nova plataforma OTT do Grupo Globo.

Rio Fórum (Fórum Rio de Internacionalização e Investimento)

No dia 28, haverá o 1° Rio Fórum de Internacionalização, com painéis de investidores e startups nacionais e estrangeiras. A ideia é unir investidores e empreendedores do Brasil e de outros paises, startups com a capacidade de escala global para potencializar co-investimentos, acordos de cooperação e troca de conhecimento entre os polos de diversos países.

O objetivo é gerar oportunidades de desenvolvimento de novos talentos nas áreas de tecnologia e business e expandir negócios locais, com foco no mercado global. Hubs de inovação, aceleradoras, startups e scaleups de diversos países estarão presentes no evento.

Yuri Navarro, presidente da “Anjos do Canadá” , participará do Fórum com o objetivo de recrutar startups para serem aceleradas no Canadá. São do interesse dele empresas de: Tecnologias Limpas; Internet; Mobile; Saúde e Mídias Sociais, entre outras. A canadense Sherry Colbourne (CEO do Spark Center, pólo de inovação tecnológica na região de Toronto) e o brasileiro e João Kepler, sócio da Bossa Nova Investments, eleito melhor investidor anjo do Brasil, também estarão presentes no evento.

O Rio de Janeiro aparece em primeiro lugar no pilar Inovação do Índice de Cidades Empreendedoras 2017 da Endeavor, que anualmente analisa o ambiente empreendedor no Brasil.

O Hacking Rio tem o patrocínio de: Sebrae, Spaces, Aqwa Corporate Tishman Speyer, BNDES, OLX, Instituto Clima e Sociedade, Klabin, Mongeral Aegon Seguros e Previdência, TIM, VTEX, Enel, Sicoob, Stone, Yoou, Tozzini Freire Advogados, AquaRio, B2W Digital, Connection Bureau, Clarivate Analytics, Grupo Dasa, Descomplica, FGV, Sistema Firjan Sesi, Grupo Cataratas, Icatu Seguros, Keyrus, OceanPact, Phygitall, Qconcursos.com, Rede D’OR São Luiz, Sompo Seguros, Yenzah Beleza e Harmonia, Universidade Estácio de Sá, Orla Rio, Spoleto, Domino’s, Sympla e Cinema Nosso.

Hacking Rio

Data: de 27 a 29 de julho de 2018
Horário: Sexta, a partir das de 9h até às 20h de domingo.
Programação completa: www.hackingrio.com
Local: Aqwa Corporate – Porto Maravilha – Rio de Janeiro, RJ

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Desafios do Agro na era digital: novo consumidor e novos mercados

Por James Cisnandes

O Agronegócio no Brasil passa por um momento único. Está em voga. Tanto é que tem presença diária em rede nacional e ainda dizendo que o “AGRO É TUDO!”. Mas é muito mais que essa propaganda. Uma publicação recente da ESALQ (USP), divulgada em abril deste ano, apontou que o número de startups no Brasil ligados ao AGRO passou de 200 empresas. Já em Israel, para efeito comparativo, o número de startups nesse setor superou a marca de 500 empresas. Não é por acaso que Israel é líder na produtividade da pecuária de leite e também tem despontado no uso de inteligência artificial nas lavouras.

NOVO CONSUMIDOR

Vivemos em um novo tempo no quesito mudança nas relações interpessoais e na relação das pessoas com empresas e com produtos/serviços. O nível de exigência do consumidor atingiu índices surpreendentes. São inúmeros os casos de consumidores que gravam vídeos ou depoimentos com experiências extraordinárias ou péssimas de produtos. E o alcance dessas publicações é assustador, forçando respostas rápidas e efetivas por parte das empresas envolvidas na tentativa de atenuar os efeitos danosos à marca.

Não obstante a isso, o novo consumidor está conectado (e isso tende a aumentar cada vez mais). A necessidade de permanecer conectado equivale a necessidade de luz elétrica nos tempos passados, a busca por alimentos mais saudáveis, a preocupação com as questões ambientais, a destinação seletiva do lixo, a prática de atividade física e vários outros aspectos que caracterizam “o novo consumidor”.

O consumidor está com “o poder do acesso a informação” e exigirá cada vez mais. Garantir a rastreabilidade e a segurança alimentar tornaram-se exigências do consumidor, levando os órgãos públicos a exigirem cada vez mais, por força de lei, “transparência e clareza” das informações no rótulo dos produtos. O consumidor monitora tudo, comenta e muitas vezes compartilha em suas redes de relacionamentos.

Esse novo consumidor exige novos modelos de negócios (produtos e serviços) e aí há um leque de possibilidades. Sua empresa está pensando em novos mercados ou novos negócios com base digital? Tem sido cada vez mais comum relatos de clientes dizendo que não sabem qual foi a última vez que esteve numa loja física de supermercado. Ainda acrescentam em tom provocativo: “minhas lojas e produtos preferidos estão no meu smartphone”; “ir ao supermercado é perda de tempo” ou ainda, “gosto de receber as compras em casa, sem ter que carregar sacolas”.

A primeira observação importante é que esse novo consumidor também está dentro das organizações. Isso mesmo. Seja na liderança de startups na condição de empreendedor ou provocando mudanças disruptivas dentro de outras organizações. Inclusive, quando não encontram ambientes favoráveis a criatividade e com desafios, não permanecem. A segunda observação diz respeito a inquietação dos gestores, no sentido de entender tudo que está acontecendo no mercado e ao mesmo tempo, preparar sua organização para os novos desafios da “ERA DIGITAL”.

MODISMOS OU ENXURRADA TECNOLÓGICA?

Há uma lista interminável de termos e tecnologias que estão na “moda”, com destaque para algumas, a começar por Agricultura 4.0, Pecuária 4.0, Indústria 4.0, Logística 4.0, Big Data, Omni-Channel, Machine Learning, Customer Experience, Streaming Data, ChatBot, DevOps, Micro-service e Digital Transformation. Na prática o que está acontecendo é uma enxurrada de inovações tecnológicas em hardware, software e serviços, possibilitando e promovendo uma verdadeira revolução no mundo dos negócios e na vida das pessoas, como ocorreu na clássica “Revolução Industrial” na Europa nos séculos XVIII e XIX.

Em outras palavras, a inquietação dos gestores se deve ao tamanho do desafio de estruturar e liderar nas organizações as mudanças necessárias para superar esses desafios. Se há gestores tranquilos diante de tal cenário, é bem provável que não tenham visualizado os impactos gerados pela tecnologia e, principalmente, o que está por vir. A exemplo disso, acompanhamos nos últimos 15 anos o aumento significativo do papel dos profissionais de TI dentro das empresas, ganhando espaço, poder e ramificações em todas as áreas de negócio. Arrisco dizer que toda empresa num futuro breve terá base digital. O profissional do futuro será multidisciplinar.

Os profissionais de TI precisam superar o estigma de “muito reservados”, “segregados numa sala fechada”, “jargão estritamente técnico” e outros. Se quiserem ocupar cargos de liderança, terão que desenvolver novas habilidades, sobretudo de ouvir o cliente interno, cliente externo, desenhar cenários, tangibilizar suas ideias e propostas de solução, pois será necessário interagir com pessoas de diversos perfis nas mais variadas áreas de negócios, o tempo todo.

Por onde começar a jornada de transformação digital na sua empresa? Quem deve liderar esse movimento? Quem deve participar das discussões? Há um caminho ou caminhos nesse processo? Qual o papel das pessoas nos novos modelos de negócios? As pessoas da sua empresa estão preparadas para esse processo? Note que são indagações amplas que reforçam a necessidade de um “plano de vôo”, com base na análise de cenários, entrevistas, observações, mapeamento de processos, avaliação de pessoas em suas respectivas funções, avaliação do nível de maturidade das tecnologias usadas nas empresas, mapeamento de GAPs e definição de um norte, com ações de curto, médio e longo prazo.

Uma expressão incômoda e muito comum: como não pensei nisso antes!

As reflexões propostas acima compõem um mix de ações no processo da Transformação Digital. A única certeza é que não se trata de algo simples de fazer, más é necessário à sobrevivência do negócio, sob o risco da obsolescência, como foi o caso de muitas marcas lendárias e conceituadas que desapareceram.

É preciso estruturar um Plano com as diretrizes de forma a entender o cenário atual e projetar o cenário futuro. Quem não agir proativamente no sentido de construir o futuro, será coadjuvante de um futuro criado por terceiros. Quem nunca expressou: Eu deveria ter pensando nisso antes! Há também aqueles que até pensaram, mas não foram ousados o suficiente para arriscar na implementação de suas ideias. Sem um esforço coordenado de pensar o futuro, a empresa incorre no erro de tomar decisões pontuais, aleatórias e de curto prazo, sem qualquer reflexo no posicionamento estratégico da empresa para os desafios da era digital.

No Brasil, há vários desafios para o AGRO crescer e ocupar novos patamares na era digital. Se você atua no AGRO, recomendo a leitura dois tópicos a seguir, como forma contextualização da aplicação prática das ações de Transformação Digital “dentro da porteira”, no campo.

A crescente demanda por alimentos devido ao aumento da população mundial tem gerado uma verdadeira corrida na busca pelo aumento da produção. De um lado a busca por melhoramento genético tem agitado o setor de pesquisas. Do outro a busca por uma melhor gestão das atividades no campo, desde o plano de plantio até a gestão da produtividade por área plantada. Isso passa por investimentos em maquinários sofisticados, estudos de variabilidade do solo, qualificação profissional, dentre outros.

Na pecuária ocorre algo similar, sobretudo na busca pelo DNA perfeito, por meio de estudos detalhados da genética do rebanho, nas respectivas raças, visando identificar a sua adequação para cada região do país. Por exemplo, uma vaca da raça holandesa está “em casa” na região de Castro (PR), ao passo que essa mesma raça estaria extremamente desconfortável no Sul da Bahia. Mesmo que nessa região ocorram chuvas regulares por conta da Zona da Mata, as temperaturas são altas, se comparado com o estado do Paraná. Isso implica diretamente na produtividade do rebanho.

Nota-se a importância desses estudos para indicar a raça mais adequada (holandesa, nelore, jersey, girolando, guzerá, angus e outros), a depender da finalidade (bovinocultura de corte ou leite). Esses são apenas alguns exemplos dos desafios no campo, naquilo que é chamado de desafios “dentro da porteira”.

Por fim, e para reflexão sobre a necessidade de diminuir a distância entre produtor e o consumidor, veja o resultado de uma pesquisa realizada nos EUA:

“Para milhões de americanos, vacas marrons produzem leite achocolatado”, assim foi revelado em uma pesquisa divulgada pelo jornal ‘Washington Post’ (2017), mostrando que 7% dos entrevistados acreditam que essa seja a origem do leite achocolatado. Isso significa que 16,4 milhões de pessoas no país não sabem que se trata de um produto industrializado, feito com leite, chocolate e açúcar. O levantamento também mostrou que os americanos não sabiam informações básicas sobre agricultura e pecuária.

James Cisnandes é gerente de Relacionamento da Vertical Agribusiness da Engineering do Brasil – subsidiária da multinacional italiana fornecedora de soluções e serviços de TI.

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Equipotel intensifica promoção de negócios e discussão da hospitalidade nos meios de hospedagem, bares e restaurantes

Em 2018 a Equipotel chegará a sua 56ª edição. O evento de maior importância para as empresas que compõe a cadeia da hospitalidade, será apresentado aos visitantes de uma maneira mais moderna e assertiva, reorganizada em 26 setores agrupados em 7 áreas: Cozinhar & Servir, Décor & Conforto, Gestão & Conectividade, Lazer & Entretenimento, Cuidados & Limpeza, Relax & Bem-Estar e Serviços & Facilidades.

“Pela tradição da Equipotel e a constante atualização do mercado de hospitalidade, vamos apresentar mudanças fundamentais na planta da Equipotel. O intuito é que expositores e visitantes tenham mais assertividade e sinergia durante o evento e assim consigam realizar negócios com maior rapidez e dinâmica”, afirma Camila Moretti, diretora da Equipotel.

A Equipotel, especializada em entender as necessidades e oportunidades que a constante diversificação desse segmento da economia cria, apresenta o detalhamento de cada uma de suas áreas e os setores que a compõem.

Confira a seguir:

Cozinhar & Servir

Visando restaurantes, bares, empresas de catering, buffets e todos aqueles que cozinham e servem para seus convidados, o setor apresentará soluções e produtos que cobrem tudo o que pertence à área. A ABRASEL (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) prevê, em 2018, aumento de 4,5% nas vendas do setor da alimentação, incrementando o crescimento de 2,5% observado em 2017. Trata-se de uma força motriz da economia brasileira que tende a crescer, o que permite o planejamento de novos investimentos para quem visa melhorar a qualidade de seus serviços e trazer mais eficiência ao seu negócio.

A área engloba os setores de: Bebidas, Food Service, Serviços de A&B, Tableware, equipamentos para cozinha e eletrodomésticos.

Décor & Conforto

A arte de receber bem não se limita apenas aos serviços oferecidos, mas também ao ambiente no qual é feita a recepção. É fundamental, sobretudo para visitantes que conhecem um local pela primeira vez, que o ambiente transmita a mensagem desejada a partir da sua decoração.

A área da feira encampa os seguintes setores: Decoração e Uniformes.

Gestão & Conectividade

Nos dias de hoje, com o avanço das tecnologias de informação e comunicação, receber bem parte da maneira como você recruta, prepara e instrumentaliza os seus funcionários. Apenas possuir a infraestrutura física já não é mais diferencial e a Equipotel se atenta a isso.

A área é composta pelos setores: Tecnologia&Software, Segurança e Gestão de RH.

Lazer & Entretenimento

Para aqueles que oferecem serviços que encampam a atividade física, o bem-estar e o entretenimento, seja ele lúdico, artístico ou esportivo, a Equipotel apresentará diversas empresas que oferecem as mais diversas soluções na área.

Dentre os mercados contemplados está os das academias. Segundo a ACAD (Associação Brasileira de Academias) o Brasil é o segundo país do mundo, apenas atrás dos EUA, com o maior número de academias, com mais de 33.157 unidades.

Indo mais à fundo, a área contemplará os setores: Fitness, Esportes, Área de Lazer e Eventos.

Cuidados & Limpeza

Ambientes limpos e higienizados são fundamentais para a arte de receber bem. Muitas vezes a dificuldade está na manutenção dos espaços, mas crescem cada vez mais a variedade de soluções, abrangendo as mais diversas categorias de preço. O recente aumento na conscientização de consumidores e clientes acerca das condições de limpeza é um fenômeno global. Em estudo desenvolvido pela Euromonitor International, o setor de limpeza registra crescimentos robustos desde 2009, apesar desse ter sido o ano que se instaurou uma das maiores crises econômicas globais já observadas. O estudo, desenvolvido em 2015, constatou crescimento de 17,4% do setor e a previsão de crescimento de mais 16,6% até 2019.

Na feira, a área engloba os setores: Lavanderia, Higiene e Limpeza.

Relax & Bem-Estar

Relaxar e se sentir à vontade em alguns espaços, assim como se fazer lembrado e agradar através de presentes exige um cuidado especial. Estar à vontade em ambientes que são áreas de convivência é algo muito diferente do que se sentir à vontade em locais como banheiros, saunas, salas de massagem, etc. As preferências pessoas são muitas, mas existem elementos comuns aos estabelecimentos que prezam por qualidade e eficiência nos serviços, o que pode gerar interessante retorno financeiro. Prova disso, são os dados do Relatório Estatístico da Associação Brasileira de Clínicas e Spas (ABC Spas), que em sua última versão aponta que no país existem apenas 1000 estabelecimentos que podem ser encaixados na categoria “Spa”, mas que são responsáveis pelo faturamento de, aproximadamente, R$370 milhões anuais.

A área será composta pelos setores: Spas, Banheiros e Assessórios, Amenities e Gifts.

Serviços & Facilidades

Dando suporte a todas as áreas acima, estão serviços e atividades que são indispensáveis para o funcionamento de um negócio. De caráter mais técnico e cada vez mais dependente de adequação às novas tecnologias para aumento na eficiência os serviços e facilidades são os responsáveis por fazer a ação nos bastidores responsável pela implementação e manutenção da hospitalidade.

Na feira, a área contemplará os setores: Transportes, EPI, Manutenção e Serviços de Financiamento.

EQUIPOTEL – 56ª EDIÇÃO

Data: 18 a 21 de setembro de 2018

Horário: Terça a Sexta-feira das 13h às 21h

Local: São Paulo Expo, São Paulo – SP

Informações: www.equipotel.com.br

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