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Startup liga pequenos produtores de café a fãs da bebida

O Brasil possui uma longa história com a produção de café, com as primeiras mudas plantadas em 1727 e se tornando o principal produtor em 1880, sustentando o título até os dias de hoje. Além do sucesso no exterior, a bebida é amada por muitos brasileiros. Uma pesquisa encomendada pela Jacobs Douwe Egberts (JDE), empresa possuidora de marcas como Pilão e L’or, apontou que o café é a bebida mais consumida pelos brasileiros – 3 a 4 xícaras por dia -, perdendo apenas para água.

O Brasil atualmente é o maior mercado consumidor e disparado o maior produtor de café do mundo. Apesar disso, na cafeicultura brasileira que é composta por mais de 300 mil produtores onde mais de 90% são considerados pequenos produtores e produtores de agricultura familiar, ainda assim a grande maioria desses produtores não têm nenhum acesso ao mercado e dificilmente conseguem ter visibilidade na cadeia onde ele é protagonista. Sem contar que esses mesmos produtores acabam ficando dependentes dos intermediários que acabam levando a maior fatia do lucro das produções.

Contudo, Gabriel Barruffini, em uma viagem para o exterior, percebeu o valor que o café tinha no mundo e resolveu voltar para o Brasil e investir criando novas formas de gerar oportunidade e transformação para os pequenos produtores de café e, com isso, criou a Veroo, uma marca nativa digital de cafés especiais, que nasceu com o propósito de criar soluções inovadoras para transformar e melhorar a cadeia de valor da produção cafeeira.

No atual cenário do café no Brasil, existe uma lacuna muito preocupante que deve ser preenchida e viemos para mudar essa história. Por anos e anos, o acesso às principais informações, técnicas e estratégias comerciais eram privilégio apenas dos grandes produtores que têm condições de investir nessas vertentes, porém, a mudança do comportamento do consumidor e a chegada das tecnologias que torna as soluções cada vez mais acessíveis e exponenciais, essa história começa a mudar.

“É o que fazemos na Veroo, entendemos o mercado de uma forma que muitas vezes nos chamam até de loucos, pois trabalhamos na total contramão do mercado, pois tentamos vender com o preço mais acessível possível para o consumidor final, mas pagando o máximo ao produtor, traduzindo na prática, hoje uma saca de café é vendida na média pelo mercado de commodity a R﹩700,00, mas aqui na Veroo estamos pagando em média 50% a mais, do outro lado, quando se vê alguma cafeteria ou marca que trabalha com cafés de alto padrão (+83 pts SCA) esse café custa muito caro, em média mais de R﹩ 140,00 por kg, e aqui na Veroo vendemos esses café por R﹩70,00 por kg e já com frete incluso. Isso é só o começo da transformação que queremos operar, acreditamos que quanto mais pessoas abraçando o nosso propósito, mais impacto poderemos gerar. Hoje ainda atuamos com uma quantidade pequena de produtores, mas temos perspectiva de um aumento exponencial nos próximos anos” , afirma.

Por fim, estamos literalmente propondo uma revisão da cadeia de valor, sabemos que é muito desafiador enquanto a maioria olha de uma forma ainda muito dentro da caixa, mas acreditamos que será muito positiva para todos os atores dentro dela”, explica Gabriel Barruffini, fundador e CEO da Veroo, ao lado de Rodrigo Saraceni, co-fundador.

Covid-19 desencadeia onda de inovação nos setores de consumo, mostra novo estudo da Accenture

A pandemia de Covid-19 mudou a forma como as pessoas vivem, trabalham e se relacionam, acelerando a demanda por inovação. Empresas de varejo, bens de consumo e viagens deixam de apenas reagir à crise e passam a reinventar produtos e serviços. É o que mostra o novo levantamento global da Accenture (NYSE: ACN).

Depois de um ano de isolamento social, 95% dos entrevistados afirmam ter feito ao menos uma mudança de estilo de vida que deve ser permanente. O trabalho de casa, mudanças nos padrões de viagens e aumento na busca por produtos locais desafiam setores a repensar a forma como irão atender o consumidor que teve que se adaptar à pandemia. O mais recente estudo feito com mais de 9.650 pessoas em 19 países corrobora dados anteriores da Accenture: de que muitas mudanças de comportamento provavelmente serão de longo prazo.

“Os efeitos em cascata da pandemia serão sentidos por algum tempo e irão reforçar a necessidade das empresas voltadas ao consumidor de serem mais ágeis, resilientes e responsivas às mudanças”, afirma Oliver Wright, diretor sênior e líder do grupo para o setor de bens de consumo global da Accenture. “Grandes catástrofes sempre trazem oportunidades e a pandemia desencadeou uma onda de inovação. À medida que as empresas repensam as formas de fazer negócios que geram crescimento, muitas passam a usar recursos para a realização de análises avançadas a fim de identificar, responder e direcionar as tendências de consumo em constante mudança. Um exemplo é a cervejaria britânica Brewdog, que foi ágil e criativa durante toda a crise. Além de destinar parte de sua estrutura para a produção de álcool em gel, a empresa criou bares virtuais e o Brewdog Drive-Thru, além de ressignificar suas instalações físicas para a abertura do espaço de co-working Desk Dog”.

A pandemia de Covid-19 levou a uma transformação profunda, com empresas implantando mudanças simultâneas em diversas áreas e requalificando seus funcionários no que antes seriam programas de longo prazo. Muitas empresas voltadas ao consumidor reorganizaram seus negócios na nuvem, enfrentaram as pressões de custo e seguiram investindo em resiliência e segurança, implementando a infraestrutura necessária para permitir a inovação e posicioná-las para o sucesso futuro.

O surgimento do “terceiro espaço”

Com o início da pandemia, muitos funcionários passaram a trabalhar de casa e já ficou claro que para grande parte a possibilidade de decidir como e onde trabalhar deve ser permanente, mesmo após o fim da pandemia. Entre os entrevistados, 79% gostariam de eventualmente trabalhar a partir de um “terceiro espaço” – um lugar que não seja nem a casa e nem o escritório – e mais da metade estaria disposta a pagar até US﹩ 100 por mês do próprio bolso para poder trabalhar de um café, bar, hotel ou outro local com espaço dedicado. Isso indica uma série de oportunidades potenciais para o aumento de receita nos setores de hospitalidade e varejo.

O desejo de poder trabalhar a partir de um “terceiro espaço” vem acompanhado de uma série de mudanças também em relação às viagens de negócios. Entre os participantes do estudo, 46% não têm planos de viajar a negócios após a pandemia ou pretendem diminuir os antigos custos com viagens pela metade. Ainda é incerto quanto tempo essa nova tendência irá durar, mas atualmente acredita-se que o mercado de viagens a lazer será o primeiro a retornar, trazendo adaptações ao setor para uma operação mais eficiente a fim de compensar a perda de rendimento do período.

“A pandemia forçou o surgimento do que chamamos de ‘pragmatismo criativo’, especialmente entre empresas de viagens e hospitalidade que tiveram que buscar novas fontes de rendimento durante a crise”, explica Emily Weiss, diretora geral e líder do grupo para o setor de viagens global da Accenture. “Alguns hotéis transformaram seus quartos em restaurantes temporários, já outros testaram a oferta temporária de suas áreas de escritório para os clientes em busca de um ‘terceiro espaço’ para trabalhar. Embora tenha havido experiências com inovação em áreas bem específicas, as empresas precisam dimensionar esses novos serviços e levar em conta o novo foco dos viajantes em saúde e segurança, por exemplo, usando a nuvem para a implantação de interações totalmente livres de contato”.

Mudanças nos hábitos de consumo vieram para ficar

Não foram só os hábitos de trabalho e de viagens que mudaram de forma permanente, muitos também acham que seus hábitos de compra evoluíram consideravelmente nesse período. O levantamento mais recente reforça os dados divulgados anteriormente pela Accenture de que o aumento significativo no e-commerce provavelmente irá permanecer ou crescer ainda mais. Por exemplo, a proporção de compras online de produtos como alimentos, itens de decoração, moda e artigos de luxo por usuários de comércio eletrônico antes pouco frequentes – definidos como aqueles que usavam canais online para menos de 25% das compras antes do surto de Covid-19 – cresceu 343% desde o início da pandemia.

De acordo com Jill Standish, diretora sênior e líder do grupo para o setor de varejo global da Accenture, “os principais varejistas se adaptaram rapidamente ao aumento do comércio eletrônico e estão usando a tecnologia para atender seus clientes de novas formas. Muitos adotaram tecnologias disruptivas, como realidade aumentada, recriando a experiência da loja física e ajudando o consumidor a visualizar melhor o móvel ou a roupa que deseja comprar. Já outros adaptaram as lojas fechadas para servirem como centros de abastecimento locais com tecnologia de separação e embalagem. Mesmo em um mundo pós-pandemia, as empresas terão que satisfazer o apetite dos consumidores por compras online com entrega rápida e ser mais conscientes acerca dos seus investimentos em pessoas, cadeias de suprimentos, lojas físicas e canais digitais. Só assim estarão prontas para impulsionar o crescimento”.

Sobre o estudo


O levantamento Covid-19 Consumer Research da Accenture acompanha as mudanças de atitudes, comportamentos e hábitos dos consumidores do mundo todo por conta das adaptações à pandemia causada pelo novo coronavírus. As últimas entrevistas foram conduzidas entre 28 de novembro e 10 de dezembro de 2020 e entre 25 de fevereiro de 5 de março de 2021 com 12.487 e 9.653 consumidores respectivamente, em 19 países espalhados por cinco continentes: Alemanha, Arábia Saudita, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, EAU, Espanha, EUA, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, Reino Unido, Rússia, Suécia e Suíça.

GOL aprimora comunicação com o Cliente no WhatsApp

A GOL, pioneira e inovadora, investe continuamente em produtos e serviços que melhorem a experiência e otimizem o tempo dos Clientes. Pensando nisso, a Companhia se uniu à Inbenta, empresa global especializada em ferramentas para o atendimento e autoatendimento nos canais digitais, e aperfeiçoou a ferramenta de atendimento no WhatsApp. Ainda inédita no mercado, a solução, que na sua primeira versão permitia a consulta de informações e o contato humano, agora possibilita ao usuário realizar todo o processo de check-in pelo aplicativo, além de gerenciar reservas, consultar horários e status de voos, informações sobre bagagens, assistências especiais, selecionar assentos, entre outros serviços.

“A Inbenta e a GOL reuniram esforços para ampliar os recursos da GAL, assistente virtual da Companhia, no WhatsApp”, comenta Ángel Trujillo, country manager da Inbenta Brasil. Com a nova versão é possível reduzir o contato físico, possibilitando ao usuário evitar totens ou atendimento em balcão, sem a necessidade de baixar um aplicativo específico com o autoatendimento via comunicador.

Segundo Trujillo, trata-se de um projeto desafiador, que envolveu a Inbenta globalmente, e vem gerando interesse de outras companhias aéreas, inclusive, de fora do país. Além disso, o executivo fala sobre as dificuldades de transformar a aplicação em algo simples para o consumidor, de fácil uso, com desenvolvimento de ponta por trás. “Foi um grande trabalho da equipe, com esforços para tornar a experiência do usuário agradável, totalmente integrada com a GOL, resolvendo demandas em poucos segundos, usando o máximo potencial da ferramenta Inbenta”, comenta Trujillo.

Além das opções iniciais da assistente para o usuário, este pode encaminhar perguntas abertas e em linguagem natural no dispositivo. Neste momento, a solução da Inbenta utiliza sua poderosa IA Conversacional, que compreende o significado. O bot analisa as perguntas para entender o contexto e obter o significado por trás das palavras – considerando os erros de digitação, ortografia, gírias ou jargões.

A experiência do Cliente também foi cuidadosamente pensada e levada em consideração. Por exemplo, para a seleção de assentos, foram utilizados emojis para conseguir uma experiência visual, sem a necessidade de ter que gerar imagens, complicadas de gerar e transmitir, e sem quebrar o fluxo conversacional.

“A GOL já nasceu com o DNA de inovação e tecnologia e há 20 anos vem revolucionando o mercado de aviação comercial no Brasil e no mundo com seu pioneirismo. Lançamos no final do ano passado esta tecnologia pelo WhatsApp e estamos aperfeiçoando a ferramenta para trazer mais comodidade ao nosso Cliente. Cerca de 35% das pessoas que precisavam fazer o check-in conseguiram concluir por meio desta solução. Estamos muito felizes com a parceria com a Inbenta e creio que ainda vamos trabalhar em mais novidades juntos”, diz Elisa Midore, gerente de relacionamento com o Cliente da GOL.

A GOL foi a primeira Companhia a vender bilhetes pela internet no Brasil, facilitando e agilizando os processos de viagem. Com a pandemia, estamos incentivando nossos Clientes a utilizarem os canais digitais para compra de passagens, escolha de serviços, alterações, check-in e aquisição de serviço de bordo.

Digisystem abre 41 vagas na área de tecnologia em parceria com a Kenoby

Como parte do processo de transformação digital do setor de RH, a Digisystem, companhia brasileira fornecedora de soluções de negócios de tecnologias avançadas, firmou parceria com a Kenoby para abertura de 41 novas vagas relacionadas à área de tecnologia, para atuação em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Desta forma, a transformação no setor de recursos humanos visa melhorar o processo de recrutamento, seleção e atração de novos talentos para a empresa, através de uma plataforma moderna e ágil. A expectativa da Digisystem é que as novas vagas sejam preenchidas até o final do mês de maio.

De acordo com a Diretora de RH da Digisystem, Mirian Macedo, a parceria possibilita a redução no tempo de contratação, melhora a eficiência dos processos e oferece uma experiência ainda melhor aos candidatos. “Parcerias como essa ajudam os times de recrutamento e seleção a encontrar os candidatos mais bem capacitados para as oportunidades, em menos tempo e de forma ágil e assertiva. Além disso, facilita o processo de inscrição nas vagas para os candidatos, que podem importar o seu CV de forma automática”, esclarece.

O acordo foi firmado em janeiro de 2021 e a parametrização necessária teve início no mês seguinte. De um modo geral, o processo de implementação da tecnologia teve duração de 45 dias e no mês de março já estava finalizado. Ao todo, serão investidos R$ 50 mil na parceria, durante o ano de 2021.

Vagas em aberto na Digisystem

Atualmente, a Digisystem conta com os seguintes cargos disponíveis para atuação em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília: Administrador de Infraestrutura de TI Sênior; Administrador de Redes Pleno; Analista Desenvolvedor Junior; Analista de Testes; Analista de Testes Pleno; Analista de Testes Sênior; Analista Desenvolvedor RPA Pleno; Analista de Infraestrutura; Analista de Monitoramento Junior; Analista de Processos Pleno; Analista de Segurança da Informação Pleno; Analista de Suporte; Analista de Suporte Bilíngue; Analista de Suporte Junior; Analista de Suporte Linux Pleno; Analista de Suporte Pleno; Analista de Suporte Residente Junior; Analista de Suporte Residente Pleno; Assistente Comercial; Desenvolvedor – IOS ; Desenvolvedor Android; Desenvolvedor Peoplesoft; Desenvolvedor Pleno – DBA; Desenvolvedor de Sistemas Sênior – IOS; Coordenador de Operações; Consultor Funcional Pleno – Tasy; Consultor Funcional Sênior – Tasy; Consultor Tasy; Consultor Técnico – Datastage; Desenvolvedor RPA Pleno; Especialista ODM; Gestor de Contas e Técnico de Suporte.
As vagas abrangem o modelo de trabalho remoto e presencial e a remuneração dos cargos varia entre R$ 1.688,00 e R$ 14.000,00. Todas as oportunidades encontram-se na página de carreiras da Digisystem, Powered by Kenoby. As vagas ficarão abertas enquanto estiverem disponíveis na plataforma.

De acordo com Mirian, aqueles que não se enquadram nas vagas disponíveis poderão disponibilizar o currículo para oportunidades futuras. “Caso o perfil não se enquadre em nenhuma das oportunidades em aberto, é importante a realização do cadastro do CV no nosso banco de talentos. Sempre buscamos candidatos que já estão no nosso banco para novas oportunidades” finaliza.

Como o Open Banking irá impactar todos os momentos da sua vida?

Por Carlos Kazuo Missao

Tem se discutido muito sobre a implementação do Open Banking no Brasil, e de forma correta, fala-se muito em como se adequar às fases deste marco regulatório. É uma adoção complexa tanto do ponto de vista jurídico, onde há diversas intersecções com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), quanto de tecnologia para exposição das informações através de APIs (Application Programming Interface) e de infraestrutura e segurança cibernética.

Esses importantes pontos são apenas o primeiro passo da implementação do Open Banking. Vamos observar o que Banco Central discorre sobre os objetivos do sistema: incentivar a inovação e o surgimento de novos modelos de negócio; melhoria na experiência dos usuários e uma melhor oferta de produtos e serviços; e por fim, mais transparência e liberdade para o usuário final. Também se prega que o Open Banking vai diminuir a assimetria do mercado, a partir do compartilhamento de dados compulsório para os maiores participantes do sistema financeiro.

Estamos apenas no início desta jornada. Muitas instituições ainda estão se adequando às necessidades regulatórias citadas e talvez nem todos pensem na melhor forma de explorar novos negócios, linhas de receita e novas formas de conhecer e fidelizar os clientes. Num primeiro momento, todos estes benefícios já soam como algo inovador, mas é a longo prazo que veremos a enorme gama de oportunidades na vida das pessoas com a adoção do Open Banking.

Com a evolução desse sistema, a tendência é que o seu impacto esteja presente em todas as jornadas dos consumidores, seja na aquisição de bens materiais como em viagens, estudos e cuidados com a saúde. À medida que as instituições tiverem mais acesso e conhecimento sobre a vida de um determinado cliente, elas poderão contribuir com ofertas e conteúdos mais personalizados de uma forma automatizada, sem a necessidade de solicitar informações adicionais. Este impacto, que estará presente ao longo de toda a jornada do consumidor, é algo que as instituições financeiras atualmente almejam e poucas de fato conseguiram executar de forma satisfatória.

Se pensarmos na cadeia de valor dos consumidores e clientes dos bancos, podemos expandir essa corrente para uma jornada mais completa e ampla, o que convencionou-se chamar de Momentos de Vida (Life Moments). Em grandes linhas, os participantes do Open Banking têm a oportunidade única de obter dados de clientes (e também de potenciais clientes), trabalhar a informação e transformá-la numa oferta hiper personalizada – não apenas aderente ao perfil estático dos consumidores, mas também seu perfil temporário, dinâmico, sem “momento de vida”.

Costumamos dizer que assim os clientes de uma instituição financeira consumirão serviços financeiros de uma forma diferente, praticamente sem perceberem que estarão interagindo com a plataforma de um banco, pois a experiência será fluida ao longo da jornada. O banco torna-se invisível na cadeia e, paradoxalmente, mais presente desde o seu início. Ou seja, através do uso de dados disponíveis com o Open Banking, as jornadas dos clientes serão repensadas e recriadas.

Hoje, um exemplo comum de benefício quando falamos de Open Banking é o da oferta de empréstimos com taxa de juros menores ao entender o perfil de renda e de comportamento de um determinado cliente. O potencial, no entanto, vai muito além. Com os processos de negócios focados nas dinâmicas dos clientes e com o uso de tecnologia, como machine learning, inteligência artificial, realidade aumentada, as instituições podem desenhar jornadas muito mais ricas e fluidas, transformando-se em grandes parceiras dos seus clientes.

Já imaginou ter uma proposta 100% digital de seguro de vida, customizada a partir da análise dos dados disponibilizados pelos seus wearables? Ou conversar com assistentes virtuais, como Alexa ou HomePod Mini, sobre as contas do dia a dia e a melhor forma de economizar recursos para adquirir determinado item para a sua casa, sugeridos com informações baseadas no que você gosta de observar em suas mídias sociais?

Esses são apenas alguns dos exemplos que já conseguimos projetar para o Open Banking neste momento da história. Ou seja, as oportunidades são enormes. Com a criação de novos modelos de negócios, a partir da adoção plena deste sistema nos próximos anos, teremos muito a explorar em soluções, pensando tanto do ponto de vista das grandes instituições quanto nas startups dos mais diversos segmentos.

E o mais excitante destas projeções é que os insumos para tornar essas oportunidades em realidade já existem e estão disponíveis: a tecnologia para extrair e processar grandes volumes de dados, com automação e inteligência artificial; a criação de jornadas personalizadas para os clientes, explorando canais diversos, com tecnologias inovadoras, seguras e convenientes. Somam-se a isso, a inteligência de negócio e ambiente competitivo que o Open Banking já está estimulando, e temos um cenário promissor para o sistema financeiro brasileiro.

Temos desafios pela frente como o da segurança, é verdade, mas as lições que estamos aprendendo com outros mercados mais maduros na implementação desse modelo nos apontam para grandes conquistas e avanços. As companhias que conseguirem agregar e investir em alta tecnologia, segurança de dados e conhecimento dos seus clientes terão vantagens competitivas muito fortes neste novo mundo criado pelo Open Banking.

Carlos Kazuo Missao, Diretor de Soluções de Inovação para Clientes da GFT Brasil

Pmweb tem mais de 60 vagas abertas

 A Pmweb, empresa de serviços e tecnologia para marketing e CRM, consolidada no mercado há 24 anos, atua no mercado B2B oferecendo produtos e serviços que proporcionam relacionamentos únicos em escala. Mesmo durante a pandemia, a companhia segue crescendo e está com diversas vagas em aberto. São mais de 60 oportunidades para trabalhar em São Paulo (SP) ou em Porto Alegre (RS), inclusive com posições remotas e de estágio.

Entre as principais áreas para trabalhar estão programação, business analytics, customer success e recursos humanos. As inscrições para os processos seletivos podem ser feitas no site Pmweb.

Sediada em Porto Alegre (RS) e com escritório em São Paulo, a empresa, parte do Grupo WPP, que tem como expertise a integração de dados para impulsionar a experiência das marcas com seus consumidores, atende grandes players do mercado de diferentes segmentos, como moda, varejo, hotelaria, banco, companhias aéreas e indústria, como Além disso, a Pmweb é GPTW e vencedora de Markie Awards e Adrian Awards.

Pagar.me abre mais de 30 vagas para as áreas de tecnologia e comercial

Enquanto a pandemia tem impactado negativamente as atividades de serviços como um todo, o setor de tecnologia cresceu, puxado, principalmente, pelo avanço do home office, do comércio eletrônico e pela a urgência das empresas de digitalizar suas operações. O Pagar.me, por exemplo, empresa do Grupo Stone Co. focada em tecnologia de pagamentos digitais, tem previsão de contratação de mais de 200 pessoas neste primeiro semestre. Atualmente, são 30 vagas abertas nas áreas comercial e tecnologia.

As vagas estão disponíveis no portal http://boards.greenhouse.io/pagarme/ e pessoas de qualquer lugar do Brasil podem se inscrever, já que todo o processo seletivo e de onboarding são realizados on-line. Além disso, especialmente no caso das posições de tecnologia, o trabalho também seguirá de forma remota.

As vagas contam com salário fixo + variável relacionada ao cumprimento de metas, no caso dos profissionais da área comercial. Além disso, a empresa oferece vale alimentação e refeição, vale transporte, seguro saúde e odontológico, seguro de vida, auxílio creche e auxílio academia.

“Buscamos pessoas com energia e disposição para nos ajudar a construir tecnologias que facilitem a vida dos nossos clientes – que são nossa razão de ser -, alinhadas aos valores da companhia e que tenham o desejo de empreender com o Pagar.me. O setor da tecnologia é extremamente promissor, o crescimento do nosso time em todos os cantos do país é mais uma prova disso”, afirma Rodrigo Rolim, Líder de Gente.

Fiesp e Embrapii incentivam projetos inovadores de startups

Projetos de PD&I selecionados pelas Unidades EMBRAPII serão cofinanciados e terão apoio de pesquisadores desde o desenvolvimento tecnológico até chegada ao mercado.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) vão abrir seleção para projetos de Pesquisa Desenvolvimento e Inovação (PD&I) de startups que apresentem um forte potencial inovador. O objetivo é contribuir para que as startups brasileiras decolem no país e no mundo.

Após serem selecionados pelas Unidades EMBRAPII (centros de pesquisa de ponta), os projetos de inovação terão até 50% do valor financiado com recursos não reembolsáveis da Embrapii e o auxílio de pesquisadores qualificados em todo o ciclo da inovação: desde o desenvolvimento tecnológico, passando pelo desenvolvimento do produto ou serviço, até o acesso efetivo ao mercado.

As inscrições para o projeto já estão abertas no site da Fiesp (http://bit.ly/FiespEmbrapii_InovaçãoStartups) e o prazo para que interessados se inscrevam termina no dia 05 de maio. Os detalhes da parceria e sobre o modelo de apoio serão apresentados em um workshop no dia 23 de abril, às 10 horas, no YouTube da Fiesp.

Podem se candidatar para seleção, startups com Receita Operacional Bruta (ROB) menor que R﹩16 milhões com até seis anos de constituição jurídica. Os projetos podem envolver áreas como Inteligência Artificial, Mobilidade, Bioeconomia, Grafeno, Biofármacos, Manufatura 4.0, entre muitas outras áreas de competência das 64 Unidades EMBRAPII.

O modelo EMBRAPII é de cofinanciamento. A organização aporta até 50% do valor do projeto de PD&I com recursos não reembolsáveis de forma ágil e flexível, e o restante é dividido entre Unidade Embrapii e empresa. Existe a possibilidade de a startup buscar o apoio adicional para a contrapartida das empresas no projeto, por meio da linha Embrapii – Sebrae, que pode arcar com até 70% dos recursos da parte que cabe às empresas, também de forma não-reembolsável.

Indústria 4.0: Ajinomoto do Brasil investe em robôs colaborativos e eleva produtividade em 67%

Multinacional de alimentos e referência em aminoácidos, a Ajinomoto do Brasil tem como compromisso entregar produtos de alta qualidade aos consumidores, investindo constantemente em tecnologia e inovação. Para otimizar a produção dos temperos SAZÓN®, marca líder em vendas na categoria, a empresa decidiu apostar no ambiente integrado com humanos e robôs de última geração, instalados na fábrica de Limeira, uma das quatro plantas industriais da companhia, localizada no interior de São Paulo.

A instalação dos robôs colaborativos resultou em números expressivos: em três meses, a produtividade do processo de paletização na linha dos temperos SAZÓN® aumentou 67%. Em um futuro próximo, a empresa pretende adotar outros recursos, como armazém automatizado e empilhadeiras autônomas, que dispensam o controle de motoristas. A iniciativa faz parte de uma série de modernizações na Ajinomoto do Brasil alinhadas ao conceito de Indústria 4.0, que abrange inteligência artificial, robótica avançada e internet das coisas (IoT).

Conhecidos como robôs colaborativos ou cobots, eles lembram braços mecânicos que auxiliam em tarefas de maior precisão, garantindo força e agilidade. “Além da otimização nos processos, a grande vantagem é que os aparelhos são monitorados e controlados por pessoas. Eles são versáteis e podem atuar lado a lado com funcionários, sem gerar riscos e reduzindo as chances de acidentes”, explica o diretor da Ajinomoto do Brasil, Fabio Misawa.

De acordo com o executivo, os negócios da multinacional no Brasil crescem a cada ano, o que demanda a expansão de linhas nas fábricas e o aumento de turnos. “As soluções tecnológicas chegaram para agregar e realmente facilitar nosso dia a dia, mas não irão substituir o trabalho humano”, afirma Misawa, reforçando que os funcionários envolvidos no setor foram realocados em outras funções.

Na Ajinomoto do Brasil, a tecnologia de robôs colaborativos e sistema automático de paletização têm assinatura do Grupo Cassioli. “Foi um prazer desenvolver a iniciativa junto à empresa, com a qual também estamos implementando um segundo projeto ainda mais ambicioso e queremos garantir que essa parceria continue, dado o sucesso e satisfação mútua da primeira instalação”, diz o diretor comercial da Cassioli Brasil, Alessandro Crema.

2021 será marcado pelo atendimento nas redes sociais

Por Rafael Souza

O ano de 2021 é um período desafiador para as empresas, pois é necessário manter um relacionamento ainda mais próximo com os consumidores, afinal, agora, ter um atendimento de qualidade é indispensável. Novos canais surgiram para cumprir o papel de estreitar esse relacionamento entre marcas e pessoas, como o atendimento nas redes sociais. 

É o momento que o mercado precisa se adaptar ao digital e trazer novas soluções capazes de otimizar o dia a dia das pessoas. O canal presencial, que foi o preferido de alguns públicos por muito tempo, foi substituído por canais digitais. O número de transações no ambiente online no Brasil subiu de 19% para 34%, ainda no primeiro mês da quarentena, segundo dados da Kantar/Ibope. 

Algumas necessidades surgiram do dia para a noite sem praticamente nenhum planejamento, como o WhatsApp que virou loja, o Instagram se tornou uma vitrine e os chats online tiveram um volume de mensagens exorbitantes. Porém, houve um excesso de criatividade e o planejamento acabou ficando em segundo plano, resultando na falta de profissionalismo, em alguns casos, atendentes e vendedores usaram suas contas pessoais nos apps de mensagens para continuar em contato com os clientes, por exemplo.

WhatsApp

Em março de 2020, no início da pandemia, com lojas e escritórios fechando as portas, foi preciso buscar soluções para seguir se relacionando com os consumidores. Com isso, o WhatsApp desempenhou esse papel no ano passado. O aplicativo, que já vinha dando alguns passos no meio empresarial desde 2018, teve sua ascensão no último ano. As organizações de todos os portes recorreram ao canal para suprir demandas que o isolamento social dificultou, como:

  • Dar continuidade às vendas;
  • Atender e prestar suporte aos clientes;
  • Informações importantes sobre as medidas de proteção contra o coronavírus;
  • Atendimento bancário.

O WhatsApp cumpriu tão bem este papel, que foi utilizado até mesmo por gigantes do mercado, como a Polishop, No entanto, muitas empresas acabaram esbarrando em um problema em comum: dificuldades para gerenciar as interações feitas através do canal.

Todos foram pegos de surpresa com a situação, a maioria das empresas não conseguiu profissionalizar as interações realizadas através do canal, no qual foi considerado um movimento natural que cada atendente, agente ou vendedor atuasse do seu telefone e aplicativo pessoal. Essa ação resultou em enormes dificuldades para as empresas, que não conseguiram mensurar os resultados, além de gerar problemas para a marca, uma vez que, cada pessoa usava uma linguagem diferente e não havia uma padronização das interações.

Em 2021, o canal continua sendo um dos mais utilizados e procurado pelos consumidores. Justamente, por isso, é preciso planejar e estruturar muito bem o relacionamento através do WhatsApp. Abaixo, listo três dicas essenciais: 

  • Versão Business: com a versão empresarial do aplicativo, o atendimento digital ganhará um tom mais profissional, uma vez que ela dispõe de uma série de recursos corporativos;
  • Uso de chatbots no app: caso a conta já seja Business ou Business API, uma ótima opção para escalar os atendimentos é a implantação de um robô virtual no app, assim o relacionamento com os consumidores será mais ágil e assertivo;
  • Gerenciamento de todas as interações: uma ferramenta para centralizar o gerenciamento de todas as interações pode ajudar, desta forma, é possível disponibilizar apenas um telefone para os clientes, além de realizar a triagem das interações feitas pelo bot. 

Instagram 

A rede social de compartilhamento de fotos e vídeos curtos é hoje a quinta mais utilizada no mundo e conta com 1 bilhão de usuários ativos por mês. Já faz alguns anos que o Instagram foi incluído nas estratégias de comunicação das marcas, até se tornar uma importante vitrine no ambiente digital. Porém, mesmo já sendo um sucesso há algum tempo, foi somente no final do ano passado que o Instagram abriu a sua API para a automatização de interações.

A novidade tende a gerar um impacto maior ainda no segundo trimestre, uma vez que, isso as marcas têm a possibilidade de escala no atendimento realizado através do canal. Quando tratamos de automação no app, o chatbot pode ser um ótimo aliado e tem vários benefícios, como: 

  • Acabar com as filas de espera no canal: o bot irá atender todos os consumidores imediatamente, acabando com a espera por atendimento e gerando mais satisfação.
  • Aumentar a taxa de finalização de atendimento direto no canal: quando os clientes procuram por ajuda em determinado canal, eles esperam finalizar suas demandas por lá mesmo, sem serem encaminhados para e-mail, telefone ou afins. Com a ajuda do bot, será mais fácil finalizar o atendimento direto pelo Instagram.
  • Redução de custos operacionais: aloque sua equipe de atendentes humanos para demandas mais complexas. Um chatbot bem construído, pode lidar com até 90% das demandas no canal em que atua.

Vale ressaltar que, até o momento, apenas parceiros homologados podem acessar a API do Instagram, mas o cenário deve mudar em breve, abrindo a possibilidade para empresas dos mais diversos portes.

RCS: o substituto do SMS 

O RCS, ou Rich Communications Service, é um sistema de envio de mensagens, que nasceu para substituir o SMS. A primeira grande vantagem é o sistema de cobrança que, diferente do SMS que cobra a cada mensagem, o RCS cobra por sessão, ou seja, a cobrança só é realizada quando a conversa com determinada pessoa é finalizada. 

Outros benefícios podem ser explorados, como: 

  • Enviar mensagens com fotos e vídeos;
  • Enviar figurinhas e gifs;
  • Encaminhar documentos;
  • Enviar mensagens de áudios;
  • Criar grupos de conversas;
  • Ver quando a pessoa está digitando;
  • Não é preciso baixar nenhum aplicativo para poder utilizá-lo.

Em 2020 o SMS foi bastante utilizado, principalmente para serviços de cobrança e disseminar informações importantes sobre o coronavírus. Com o RCS é possível conquistar pontos positivos, abaixo, cito cada um deles:

  • Aumentar a taxa de conversão em promoções com o envio de fotos, vídeos e áudios;
  • Ter mais sucesso na estratégia de cobrança, realizando o envio da segunda via do boleto a ser pago direto na mensagem;
  • Chamar mais atenção no envio de informações importantes, com o uso de gifs e outras mídias;
  • Aumentar a taxa de matrícula em algum curso com o envio de informações extras, como: vídeos, fotos, documentos.

Rafael Souza, especialista em programação e CEO da Ubots, startup gaúcha especializada em atendimento digital

Intelbras anuncia aquisição da catarinense Khomp

A Intelbras (INTB3), indústria brasileira catarinense com 45 anos de história, anuncia a sua maior aquisição, com a compra de 75% da empresa Khomp. O objetivo é complementar a linha de produtos e soluções tecnológicas da Intelbras e a ação faz parte da estratégia que visa o crescimento sustentável, expansão da capacidade produtiva e comercial da companhia. As operações de ambas as empresas continuarão independentes.

“Um dos objetivos de nos tornarmos uma empresa de capital aberto foi incrementar o crescimento sustentável, ágil e a perenidade dos negócios, portanto realizar uma aquisição tão importante e estratégica apenas dois meses após a nossa estreia na B3 demonstra o comprometimento com nossos acionistas, parceiros, colaboradores e consumidores. A adição da Khomp ao Grupo Intelbras* amplia nosso mercado de atuação e o nosso portfólio de produtos”, comenta Altair Silvestri, CEO da Intelbras.

A Khomp, que tem sua matriz em Florianópolis (SC), possui 231 colaboradores, sendo mais de 50% do efetivo alocado em P&D. É uma empresa com 25 anos de história, e assim como a Intelbras, é referência no desenvolvimento tecnológico de produtos e serviços nas áreas de Telecom, com destaque para soluções, softwares e produtos de grande porte, Controle de Acesso e IOT para agronegócio, saúde, smart cities e energia, com foco mais direcionado à contact center, operadoras/ISP, órgãos públicos e iniciativa privada. A empresa possui atuação consolidada no mercado nacional e na América Latina, e seus negócios vem crescendo com base em receita recorrente, de modo que já representa 40% de seu faturamento.

“O apoio da Intelbras, como sócia, ajudará a Khomp a fomentar as áreas de sistemas de comunicação, dispositivos de controle de acesso e Internet das coisas trazendo a força e experiência desta importante corporação e uma infinidade de aproveitamento das sinergias.” comenta Giancarlo G. Macedo, principal executivo da Khomp.

“Já demos início à utilização de parte dos recursos adquiridos na nossa oferta primária de ações com esta aquisição, pois a empresa tem total aderência com o desenvolvimento de produtos e tecnologias de comunicação, redes e controle de acesso, o que irá ampliar os negócios B2B da Intelbras”, complementa Silvestri.

Investimentos em expansão e crescimento

Para sustentar os planos de crescimento para os próximos anos, além de investir em aquisição de empresas consolidadas no mercado como a Khomp, a Intelbras está investindo R$ 460 milhões para otimizar sua expansão orgânica e inorgânica ao longo dos próximos 18 meses. Desse valor, R$ 170 milhões serão utilizados na ampliação da capacidade produtiva e incremento das Unidades da Intelbras nas cidades de São José (SC), Tubarão (SC), Santa Rita do Sapucaí (MG) e Manaus (AM).

“Somos uma empresa brasileira sempre próxima por essência, esse é o nosso lema e o princípio que rege as nossas relações com toda nossa cadeia de valor. Nossos produtos e soluções tecnológicas aproximam e conectam pessoas, empresas e comunidades e isso só é possível, entre outras ações, ao nosso investimento em crescimento sustentável e orgânico. Temos certeza de que a aquisição da Khomp incrementará ainda mais ampliação dos negócios coorporativos da Intelbras”, finaliza Silvestri.

Vendas no delivery cresceram 101% durante a Páscoa

Com restrições de movimentação e o fechamento das lojas físicas, as vendas de refeições via delivery foram agitadas e registraram crescimento no final de semana de Páscoa deste ano. O volume mais que dobrou, com aumento de 101% comparado com o mesmo período em 2020, segundo dados da Linx, líder em tecnologia para o varejo.

De acordo com a mesma base de dados, na Páscoa de 2020, que já registrava os primeiros fechamentos do comércio por conta da covid-19, os pedidos via delivery praticamente triplicaram, com crescimento expressivo de 191% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando ainda não havia pandemia.

Para a Linx, os números evidenciam a consolidação da cultura do delivery, essencial para os restaurantes manterem as vendas durante a pandemia. No Carnaval deste ano, por exemplo, a tendência já podia ser notada: os pedidos cresceram 276% em relação ao Carnaval de 2020.

Ao todo, 240.399 pedidos via delivery foram analisados nos finais de semana de Páscoa (sexta, sábado e domingo) durante os três últimos anos. Em 2020 e 2021, em que a Páscoa aconteceu em meio a pandemia, os dias com mais vendas foram aos sábados, seguidos por sexta-feira e domingo. Em 2019, as vendas no delivery cresceram progressivamente desde a sexta-feira até alcançar o pico no domingo de Páscoa.

O papel do CFO na prevenção, detecção e investigação de fraudes

Por Antonio Gesteira


A sigla CFO, que representa no universo corporativo internacional a figura do profissional a função de um “Chief Financial Officer” ou diretor financeiro na tradução para o português, num contexto mais simplista, é o cargo definido como um executivo sênior com a devida responsabilidade pelos assuntos financeiros de uma empresa ou instituição.

Entretanto, podemos observar por meio de estudos e pesquisas recentes, que a função do diretor financeiro evolui de forma significativa com o passar dos anos. No passado, suas funções se resumiam a organizar as finanças e a contabilidade, preparar as demonstrações financeiras e adotar uma postura mínima de compliance regulatório.

Agora, o dia a dia dessa profissão requer um olhar interno e externo da organização e isso envolve um conjunto de atribuições ligado a orçamento, recursos humanos, departamento jurídico, tecnologia da informação, operações e logística, relações com investidores e, principalmente, finanças, planejamento e controle.

Mas esta supervisão vai além. Pesquisas que estão em linha com as novas perspectivas dos diversos setores de indústria apontam que, no exercício de suas funções, o chamado “novo CFO” deve incluir na agenda um olhar também cuidadoso sobre temas de riscos atuais, como a adoção de tecnologias digitais, a privacidade, gestão de identidade e segurança da informação, as soluções disruptivas e novas tecnologias, assim como as ameaças cibernéticas.

Somado a este cenário, outro ponto de preocupação ligado ao papel do CFO na gestão dos riscos empresariais está relacionado a atuação do CFO na prevenção, detecção, investigação de fraudes e desvios de conduta. Uma reflexão que podemos promover é se compete ao CFO a função de aplicar as medidas antifraude, bem como uma atuação mais proativa no sentido de evitar que esquemas financeiros e casos de assédio se perpetuem.

Em muitas organizações, a segunda e a terceira linhas de defesa estão sob responsabilidade do CFO, entretanto, muitas vezes não temos como afirmar que compete única e exclusivamente ao CFO a liderança do programa antifraude, assim como garantir que os erros, as fraudes ou desvios de conduta não ocorram.

Chamamos a atenção para o índice de turnover envolvendo a função de finanças, principalmente para cargos de liderança, dentre eles a posição de diretor financeiro. Em uma análise, ainda que preliminar, observamos que o tempo médio de um CFO na função tem sido de três anos, o que pode significar o insucesso de organizações em cumprir um ciclo completo de diagnostico, desenho, implementação e operação de programas mais robustos de prevenção, detecção e apuração de casos de fraudes e desvios mais complexos.

Como forma de auxiliar no processo de transformação da função de finanças sobretudo para os aspectos de riscos aqui abordados, elencamos algumas ações que podem ajudar a compor a lista de prioridades e que temos chamado de “agenda do CFO”. As atividades envolvem desde a realização de avaliação de riscos e fraudes nos processos críticos, implementação de mecanismos para garantir a segregação de funções e acessos, adoção de indicadores chave com o uso de análises de dados, avaliação de riscos de integridade e potenciais desvios de conduta de terceiros e colaboradores, assim como o reforço nos controles da primeira e segunda linha de defesas.

Esta agenda também deve envolver o fortalecimento do uso dos canais de captação das denúncias, monitoramento dos riscos de continuidade de negócios – incluindo Cyber, estabelecimento de protocolos robustos de apuração de denúncias de fraudes e desvios de conduta, elaboração e comunicação adequadas do plano de ações envolvendo também o ESG junto ao Conselho e implementação de ações de governança, riscos e compliance em linha com a agenda regulatória, incluindo Privacidade de Dados.

Se por um lado, dependendo do caso, podemos encontrar limitações ao imputar responsabilidades por falhas nos controles preventivos e detectivos ou que motivaram fraudes e desvios, por outro o CFO, diretor financeiro e equipe sob sua gestão, deve exercer um papel fundamental na aderência aos programas de governança, gestão de riscos e compliance bem como na manutenção do ambiente de controles internos adequado.

Antonio Gesteira, diretor executivo e líder das práticas de forense investigativo e computacional, auditoria interna e consultoria financeira da ICTS Protiviti

Mitsubishi Electric investe globalmente U$ 2 bilhões em P﹠D

Embora a pandemia tenha sido determinante para esse declínio, não é o principal culpado. A participação das atividades industriais no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro vem apresentando decréscimos desde a década de 1990, com maior intensidade a partir de 2016.

A queda de investimentos na aplicação de recursos e modernização nas linhas de produção provocou a diminuição da produtividade, dificultando a competitividade. Além disso, o custo brasil e a sobrevalorização cambial dificultaram a retomada. Nesse cenário, vimos uma debandada de indústrias do país, principalmente, do setor de automóveis, devido às altas taxas de importação para manter a produção local.

De outro lado, a divisão de automação industrial da fabricante japonesa, a centenária Mitsubishi Electric, cresceu mesmo diante da crise. Em 2020, a companhia registrou crescimento de cerca de 12% no Brasil, em comparação com o ano anterior. De 2014 a 2020, triplicou o faturamento. Para 2021, a empresa planeja dobrar o faturamento e se consolidar como um dos principais players do setor industrial.

A corporação investiu aproximadamente U$ 2 bilhões em pesquisa e desenvolvimento para apoiar importantes negócios e desenvolver soluções inovadoras em todas suas áreas de atuação. Foi também a segunda empresa em todo o mundo a registrar o maior número de novas patentes em 2019, classificando-se entre as 10 melhores internacionalmente nos últimos seis anos consecutivos.

As últimas inovações da Mitsubishi Electric estão ligadas à Indústria 4.0 e, consequentemente, à inteligência artificial, possibilitando que as indústrias melhorem a produtividade e retomem o crescimento.

Hypera Pharma lança segunda edição do programa de conexão com startups, HyperaHub

A Hypera Pharma, uma das maiores empresas farmacêuticas do Brasil, lança nesta sexta-feira, 9/4, a segunda edição do HyperaHub, seu programa de conexão com startups gerenciado pela consultoria em gestão da inovação Innoscience. O programa foi desenhado a partir da seleção de 17 desafios, que buscam otimizar processos operacionais e negócios já existentes no dia a dia da companhia.

Presente em todos os segmentos relevantes do setor farmacêutico, a Hypera Pharma é líder em diversas categorias, com um extenso portfólio de marcas tradicionais como Addera D3, Benegrip, Buscopan, Doril, Engov, Gelol, Merthiolate, Neosaldina, Epidrat, Episol, Neo Química e Mantecorp Farmasa.

A primeira edição do programa, que contou com mais de 200 startups inscritas, realizou a execução de 12 pilotos e está negociando a contratação de 9 startups nos segmentos de RH 4.0, Indústria 4.0, Analytics e Novos Produtos, Serviço ou Tecnologias.

Com um portfólio diversificado, este ano o programa traz desafios nas frentes de Marketing & Vendas, Operação & Industrial, Novos Negócios e P&D e Produto & Sustentabilidade.

Embalagens sustentáveis, Soluções digitais para P&D, Gerenciamento logístico, Eficiência na Execução do PDV e Adesão ao tratamento de doenças crônicas são alguns dos desafios elencados pela empresa para melhorar demandas já existentes em suas operações.

“O programa traz para as startups uma oportunidade para testar suas soluções com uma das maiores farmacêuticas do País, além da possibilidade de geração de negócios de forma rápida”, comenta Maximiliano Carlomagno, sócio-fundador da Innoscience. “Isso sem falar no potencial de escala, networking e visibilidade pela chancela de uma empresa líder em seu setor.”

As startups interessadas poderão se inscrever até 21 de maio de 2021, pelo site http://www.hyperahub.com.br/. As empresas selecionadas serão convocadas para um pitch day, previsto para ocorrer em junho. Aquelas que forem aprovadas passarão por um período de imersão. As selecionadas devem ainda executar um projeto piloto ou prova de conceito, em ambiente comercial, para assim validar a aderência de suas soluções às necessidades da farmacêutica.

Ao final do programa, as startups participantes poderão se tornar fornecedoras ou parceiras estratégicas da companhia.

next faz integração com programa da Visa e clientes podem escolher causas que receberão doações

A integração entre next e a plataforma Vai de Visa busca estimular o engajamento de clientes com ações sociais por meio do programa Visa Causas, promovendo ONGs e Instituições em todo o país. No aplicativo do banco digital, clientes podem escolher instituições ou causas de sua preferência e, a cada pagamento feito com o cartão next, a Visa realizará automaticamente uma doação para a causa social escolhida pelo consumidor.

No total, são cinco causas disponíveis, cada uma apoiando diferentes instituições, como: saúde (Doutores da Alegria, ICI – Instituto do Câncer Infantil e Instituto Verter), animais (Ampara Animal, Instituto Luisa Mell e Projeto Tamar), crianças e adolescentes (Casa do Zezinho, Fundação Gol de Letra, Instituto Guga Kuerten, Instituto Reação e Projeto Guri), educação e capacitação (Instituto Ayrton Senna, Instituto Gerando Falcões, Instituto Muda Brasil e Vaga Lume), e idosos (Grupo Vida Brasil e Instituto Velho Amigo).

Para Jeferson Honorato, Diretor do next, “a iniciativa se conecta com os pilares do next de levar soluções que façam os sonhos e aspirações dos nossos clientes acontecerem, permitindo, ao mesmo tempo, que eles ajudem a fazer uma sociedade melhor ao contribuir com várias causas sociais de forma confiável e muito prática”.

“O Visa Causas é um sucesso em todo o país com mais de 255 milhões de doações já realizadas pela Visa. Com essa integração, o next passa a oferecer aos seus clientes uma experiência mais simples para contribuir de forma efetiva com diversas causas sociais. Acreditamos na força transformacional desse Programa, que contribui para o desenvolvimento do país e para as instituições sociais que estão empenhadas nesse mesmo desafio”, conta Sergio Giorgetti, vice-presidente de Marketing da Visa do Brasil.

A novidade fica disponível para todos os clientes até o final desta semana.

São Paulo é destaque em ranking internacional que aponta as “Megacidades do Futuro”

Lista do grupo Financial Times classifica as principais cidades nas perspectivas de atração de investimento estrangeiro, desenvolvimento econômico e expansão dos negócios

A cidade de São Paulo foi incluída no “Global Cities of the Future 2021/ 2022“, ranking internacional elaborado pela consultoria fDi Intelligence. O município ocupa o quarto lugar na lista das dez “Megacidades do Futuro” com melhores estratégias para atração de Investimento Estrangeiro Direto (IED) e o décimo lugar, entre as megacidades, na perspectiva “Capital Humano e Estilo de Vida”.

A participação da capital paulista nesse ranking foi articulada pela Secretaria Municipal de Relações Internacionais. Entre os destaques da candidatura de São Paulo está o Programa de Desestatização Municipal, que reúne projetos de privatizações, concessões e parcerias público-privadas (PPPs) para descentralizar as decisões da administração local. Nesse sentido, vale pontuar a atuação da São Paulo Investimento e Negócios (SPIN), a agência de promoções de investimentos e exportações do município, no apoio às empresas e aos projetos prioritários de investimentos da cidade, e também no suporte institucional e processual aos interessados em investir no município.

ranking “Global Cities of the Future 2021/ 2022” também considerou o potencial da cidade de São Paulo em reunir soluções inovadoras, a localização estratégica, mão de obra qualificada, oferta de serviços e qualidade de vida aos moradores. A lista das cidades mais bem avaliadas foi publicada na edição de Fevereiro/Março da revista fDi Magazine, que faz parte do grupo Financial Times. Para a seleção, foram consideradas os pontos fortes econômicos, financeiros e de negócios de 129 cidades de todo o mundo. Clique aqui para conferir a edição digital da revista.

A cidade de São Paulo é a única brasileira participante desse ranking. A capital paulista é responsável por 10,6% do PIB brasileiro e, mesmo com a pandemia ocasionada pelo novo coronavírus, continua recebendo investimentos e interesses empresariais, por conta da infraestrutura da cidade, seu capital social, potencial econômico e ambiente de negócios. Outras cidades como Singapura (Singapura), Dubai (Emirados Árabes), Londres (Reino Unido), Nova York (Estados Unidos), Xangai (China) e Buenos Aires (Argentina) também figuram entre as classificações do ranking.

ThoughtWorks amplia modelo de trabalho flexível e anuncia vagas para home office no Brasil

A ThoughtWorks, consultoria global de software presente em 17 países, oficializou, neste mês, a possibilidade de trabalho em home office definitivo para novos e atuais funcionários da empresa no Brasil. Os processos seletivos mais recentes já vêm considerando a opção.

A oferta de vagas em home office faz parte da nova política de trabalho anunciada pela empresa, que inclui ainda o modelo de trabalho híbrido, no qual os funcionários poderão alternar dias trabalhando em casa e no escritório, assim que for possível o retorno seguro aos espaços físicos. Atualmente, todos os funcionários da consultoria estão cumprindo suas funções remotamente.

A empresa já vinha investindo em iniciativas para evoluir sua política de trabalho antes mesmo da pandemia. O modelo híbrido, por exemplo, já era parte da realidade da ThoughtWorks. Com a chegada da Covid-19, a consultoria apostou em estudos de tendências e pesquisas externas e internas para evoluir sua política de trabalho, tendo como objetivo não apenas se adaptar ao momento que vivemos, mas também se preparar para diferentes possibilidades no futuro.

As adaptações são parte desse trabalho de flexibilização como foco em employee experience, que é um dos norteadores da empresa. A possibilidade de escolha do formato de trabalho de preferência, para novos e atuais funcionários, tem como objetivo principal conciliar diferentes necessidades individuais com as necessidades do negócio.

Um dos desafios que a mudança traz para a ThoughtWorks é o fortalecimento da cultura entre um quadro de pessoas cada vez mais distribuído. Com presença em 17 países, a empresa já contava com uma experiência de mais de 25 anos de atuação global e pioneirismo em metodologias ágeis, o que foi fundamental para a transição bem sucedida de todos os funcionários para o trabalho remoto no início da pandemia. Desde então, a consultoria vem adaptando suas práticas de trabalho, iniciativas de desenvolvimento de pessoas e comunidades internas para garantir a evolução da cultura da ThoughtWorks em uma realidade que impõe novas relações com espaços físicos.

A expectativa da empresa é que o modelo flexível consiga, além de atender a diferentes contextos, ampliar as possibilidades de recrutamento de novos talentos. Com uma previsão de crescimento de 35% do seu quadro de funcionários no Brasil em 2021, a ThoughtWorks acredita que a opção de trabalhar de qualquer lugar do país ajude na construção de uma empresa ainda mais diversa. Uma das metas da consultoria que deve ser beneficiada pela mudança é a de aumentar a diversidade racial entre os contratados, já que a empresa poderá buscar talentos em cidades em que a população negra é maioria.

Entre os perfis mais buscados pela ThoughtWorks estão desenvolvedores de software front-end e back-end, desenvolvedores mobile iOS e Android, engenheiros de dados, analistas de qualidade, analistas de negócios e gerentes de projetos de software.

Crescimento

A novidade está em sintonia com o momento de crescimento da ThoughtWorks no mundo. Em 2021, a empresa recebeu um aporte de US﹩ 720 milhões de investidores, incluindo as empresas GIC, Siemens AG, Fidelity Management & Research LLC e Mubadala Investment Company. O investimento estipulou o valor da ThoughtWorks em US﹩ 4,6 bilhões.

Também neste ano, a ThoughtWorks expandiu sua presença na Europa ao adquirir a finlandesa Fourkind, especializada em combinar aprendizado de máquina e ciências de dados com estratégia, design e engenharia, e a Gemini Solutions Inc., sediada na Romênia e especializada em serviços de consultoria e desenvolvimento de software.

Além de desenvolver soluções inovadoras para seus clientes, a consultoria também tem forte atuação em projetos de impacto social, diversidade e inclusão. Em 2018, a ThoughtWorks Brasil provoveu, em parceria com a OLABI, organização social focada na democratização da tecnologia, um processo seletivo voltado a profissionais negros e, recentemente, realizou também um processo seletivo exclusivo para mulheres.

Para saber mais sobre os modelos de trabalho da ThoughtWorks e conhecer as vagas abertas, acesse: http://www.thoughtworks.com/futuro-do-trabalho .