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A Inteligência Artificial substituirá o ser humano ou criará novos postos de trabalho? – Por Mateus Azevedo

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Considerada a 4ª Revolução Industrial, a Inteligência Artificial (AI em inglês) traz uma disruptura social e tecnológica ao mesmo tempo que possibilita diversas oportunidades.

De acordo com relatório do Information Services Group (IS), a RPA Robótica de Processos (RPA) tem permitido que empresas executem processos de negócios de 5 a 10 vezes mais rápido e 37% menos recursos, em média. Este impacto positivo impulsiona o setor e a estimativa é que até 2050, 80% das atividades realizadas por humanos serão automatizadas. De acordo com a McKinsey, com a tecnologia disponível atualmente, 45% das tarefas já podem ser realizadas por robôs. Os dados remetem a uma das questões mais discutidas em torno do assunto: a AI vai eliminar vagas de emprego?

Como toda revolução, muitas mudanças devem ocorrer, mas não significa que este cenário caótico que está sendo pintando. Afinal, o debate sobre a substituição do homem pela máquina e de tecnologias que se sucedem e impactam grandes mercados vem acontecendo desde a 1ª Revolução Industrial. Quem se lembra da máquina de datilografar que foi substituída pelo computador? Ou os automóveis que acabaram com as carruagens, mas criaram outros mercados e outras profissões? E a internet em relação a locadoras de vídeo? Do smartphone que executa uma série de tarefas que antes necessitavam de interação pessoal? Esses e outros itens facilitaram muito o dia a dia, mas também formaram movimentos de ruptura.

A relação com a AI não é diferente, embora ela promova modificações mais complexas devido a sua alta capacidade tecnológica, principalmente quando integrada com outras tendências disruptivas como impressão 3D, realidade virtual, internet das coisas, entre outras.

Em 1990, quando surgiu a Inteligência Artificial, o principal objetivo era criar sistemas que respondessem a diversos tipos de perguntas. Hoje, os robôs são capazes de compreender a linguagem humana e correlacionar informações, o que pode otimizar uma série de processos, tornando mais ágeis e sem erros, e é daí que surge a discussão sobre AI x humanos. Mas, se por um lado tarefas que são tidas como operacionais podem, de fato, sumirem do mapa, a AI abre um leque de possibilidades profissionais, pois toda ruptura gera novas necessidades. Além disso, a amplitude de aplicação em diferentes tipos de negócios e setores, tais como: call center, jurídico, RH, educação, financeiro, medicina, hotelaria, militar e etc permitirá elevar a capacidade de análise destas áreas – fator que requer a interação humana – e otimizar o trabalho das equipes, o que pode até resultar em melhor qualidade de vida para os funcionários.

Um estudo realizado pela Tata Consultancy Services em quatro regiões do mundo, incluindo o Brasil, apurou que os entrevistados estimam redução líquida de 4% a 7 % em cada função até 2020. Entretanto, empresas com maiores receitas e eficiência de custos gerados pela AI enxergam que a demanda de novos postos de trabalho deve triplicar devido a esta tecnologia. 7% das empresas destinaram, no mínimo, US$ 250 milhões para a AI em 2016 e 2% pretende investir mais de US$ 1 bilhões. O relatório também aponta que 84% das empresas consideram a AI essencial para a competitividade. 67% dos departamentos de TI já utilizam a AI para detectar invasões, problemas de usuários e automação. 32% acreditam que até 2020 os setores mais impactados serão vendas, marketing e atendimento ao cliente e 20% creem que finanças, RH, planejamento e desenvolvimento empresarial serão os setores mais impactados.

O antropólogo Benjamim Shestakofsky realizou uma pesquisa durante 19 meses em uma empresa de tecnologias digitais na Califórnia com o objetivo de provar que as máquinas estavam substituindo trabalhadores humanos. Porém, ao analisar os dados, Shestakofsky percebeu que a empresa cresceu rapidamente e que contratava mais pessoas e não robôs para monitorar, interpretar e gerenciar os dados. No final, ele descobriu que a automação de software realmente pode substituir o trabalho humano, mas cria novas necessidades na relação homem-máquina e, consequentemente, novos postos e funções de trabalho. Funções como analista estatístico, gestor de qualidade, de conteúdo, de sistemas de dados, gerenciamento de máquinas de Gestão RPA, engenharia de processos, estratégia da informação, entre tantas outras, passarão a ser cada vez mais necessárias, uma ver que o ser humano deverá complementar e interagir com este novo tipo de “maquinaria” e avaliar ou executar funções que esta não faz. Cargos voltados para estratégia, conhecimentos multifuncionais, relacionamento de negócios, desenvolvimento e suporte certamente serão bastante procurados.

O processo de mudança existe e é inevitável. E, como todas as tendências tecnológicas que surgiram desde a 1ª Revolução Industrial, é tolice lutar contra. Ao invés disso, os profissionais, independentemente de sua área de atuação devem se perguntar: o que estou fazendo para evoluir e me adequar ao novo mundo que se configura? Quais novas competências devo desenvolver? Quais ganhos posso obter com esta nova abertura de mercado? Como aliar estas tendências ao que gosto de fazer? – Questões que todo profissional deveria fazer em qualquer época, pois estagnação não deve ser confundida com estabilidade. Para os que ainda não ingressaram no mercado de trabalho ou ainda não alcançaram a solidez profissional almejada, há um imenso campo a ser explorado proveniente da AI e outras tecnologias disruptivas. Cabe a cada um explorar as suas capacidades e se lançar neste novo universo, repleto de possibilidades.

Mateus Baumer Azevedo, sócio da BlueLab e responsável pela Diretoria de MKT e Vendas

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Google seleciona 4 startups brasileiras para programa de aceleração no Vale do Silício

O Google anunciou hoje as startups selecionadas para a quarta edição do Launchpad Accelerator, programa para impulsionar projetos para que se tornem uma referência de qualidade e sejam relevantes em escala global. O programa de seis meses tem início em julho de 2017, em um intensivo de duas semanas no novo espaço do Google para startups em São Francisco junto à empreendedores da América Latina, Ásia, África e Europa.

Startups brasileiras:

Arquivei: Arquivei fornece plataforma de armazenamento, organização e consulta de informações de notas fiscais.

Contabilizei: Contabilizei é uma plataforma de contabilidade para micro e pequenas empresários dos setores de serviços e comércio, que oferece um serviço ágil, eficiente e inovador que reduz a burocracia e aumenta o controle para PMEs.

Contratado.ME: A plataforma que coloca os candidatos no centro da sua procura de emprego.

Guiche Virtual: Guiche Virtual é a plataforma independente líder na venda de passagens de ônibus online.

O programa inclui mentoria intensiva de engenheiros e gerentes de produto do Google, e outros mentores das principais empresas de tecnologia e venture capital do Vale do Silício. Os participantes recebem 50 mil dólares de apoio sem contrapartida do Google, 100 mil dólares de créditos para a compra de produtos Google e acesso contínuo aos experts e recursos do Google durante os 6 meses de programa.

No total, quanto já foi investido em startups brasileiras pelo Launchpad Accelerator?

Com as quatro primeiras classes, o impacto do programa no Brasil chega a 24 startups. Isso representa um investimento total de mais de um milhão e duzentos mil dólares (1,2 mi) em capital semente. Além disso, as startups selecionadas receberam o equivalente a dois milhões e quatrocentos mil de dólares em créditos para gastar com produtos de Cloud do Google.

As três primeiras turmas do programa contaram com: AgroSmart, AppProva, BankFacil, Cuponeria, Delivery Direto, Dog Hero, Edools,Elo7, Emprego Ligado, GetNinjas, Hand Talk, Love Mondays, Mobills, Meus Pedidos, Portal Telemedicina, ProDeaf, Qranio, QuintoAndar, SuperPlayer e UpBeat Games.

A lista completa das startups selecionadas está neste blog post.

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Columbia Business Solutions desenvolve plataforma inédita de gestão de recursos humanos na área da saúde

A Columbia Business Solutions acaba de disponibilizar ao mercado brasileiro a Mobi Saúde – Módulo de Business Intelligence, uma inovadora plataforma de gestão de recursos humanos, capaz de realizar a completa administração do recurso humano médico, auxiliando na operação das atividades do corpo clínico dentro de hospitais e centros de saúde.

“A Mobi Saúde é uma solução única, que não possui concorrência e que certamente será uma grande aliada dos hospitais, uma vez que traz segurança, controle e redução de custos”, ressalta Roberto Christiano, CEO da Columbia Business Solutions.

Fundada em 2014, a Columbia Business Solutions iniciou sua operação com o desenvolvimento do YouDoctor, uma plataforma gratuita de gestão de escala médica lançada em 2015. Atualmente, 28 hospitais e centros de saúde e mais de 40 serviços já utilizam a ferramenta no país.

“Estamos sempre em busca de novas tendências, por isso continuamos a inovar e desenvolver soluções. A plataforma Mobi Saúde trata-se de uma versão aprimorada do YouDoctor e atende de forma mais completa as necessidades de gestão de recursos humanos médicos”, ressalta Christiano.

Além das soluções de automação de escala do YouDoctor, a plataforma Mobi Saúde, conta com módulos que permitem que os hospitais tenham total domínio da gestão do corpo clinico. Integrados, os módulos – financeiro, de recursos humanos, de qualidade, de educação continuada, de gestão e supervisão -, otimizam o gerenciamento das atividades médicas, por meio de relatórios gerenciais em tempo real, controles de acesso, cadastros com gerenciamento, treinamento, localização e check-in mobile.

A ferramenta automatiza, atualiza e controla toda a escala médica, proporcionando maior segurança ao corpo clínico, uma vez que está totalmente alinhada às normas do CRM, CFM e à legislação brasileira. Além disso, do ponto de vista tecnológico, a Mobi Saúde está 100% na nuvem, portanto é de fácil e rápida implantação e possui uma interface amigável e intuitiva, facilitando a adaptação dos usuários. A nova solução da Columbia Business Solutions possui ainda módulos de comunicação entre gestores e equipe médica e cria relatórios gerenciais das atividades e folha de pagamento das horas trabalhadas.

Christiano ressalta que a plataforma traz segurança ao hospital, já que o gerente passa a ter controle de seu corpo clínico. “Além de cadastro e CVS, é possível identificar o profissional escalado e entrar em contato a qualquer hora de forma rápida e direta. Outro benefício é a transmissão de informações para um grande número de médicos. Desta maneira é possível gerenciar quem acessou essas informações e avaliar o nível de desempenho ao absorvê-las, em um contexto de educação continuada”, explica. O controle preciso da folha de pagamento aliado à gestão de desempenho fornecidos pela Mobi Saúde geram economia ao hospital, uma vez que menos funcionários conseguem coordenar um maior número de médicos. “As instituições de saúde também minimizam custos por não haver desperdício com pagamento de horas extras desnecessárias”, finaliza Christiano.

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Política global e incerteza econômica criam uma nova classe de inovadores digitais

A despeito de dois terços (64 por cento) das organizações terem adaptado sua estratégia de tecnologia devido à política global e incerteza econômica sem precedentes, 89 por cento estão mantendo ou ampliando o investimento em inovação, incluindo em trabalho digital. Mais da metade (52 por cento) está investindo em mais plataformas de tecnologia para ajudar sua organização a inovar e a se adaptar.

Isso é de acordo a pesquisa 2017 Harvey Nash/KPMG CIO, a maior pesquisa sobre liderança de TI do mundo. Embora a incerteza econômica esteja tornando o planejamento de negócios mais difícil em muitas organizações, está claro que estratégias digitais têm infiltrado os negócios em todo o globo em um nível inteiramente novo. A proporção de organizações entrevistadas que possuem estratégias digitais em toda a empresa aumentou 52 por cento em apenas dois anos, e aquelas organizações com um Executivo Digital aumentaram em 39 por cento durante o último ano. Para ajudar a transmitir essas estratégias digitais complexas, as organizações também relatam uma grande demanda por Arquitetos Empresarias – a habilidade tecnológica decrescimento mais rápido este ano, com um aumento de 26 por cento em relação ao ano de 2016.

A vulnerabilidade da segurança cibernética está em alta recorde, com um terço dos líderes de TI (32 por cento) relatando que sua organização esteve sujeita a um importante ataque cibernético nos últimos 24 meses – um aumento de 45 por cento desde 2013. Somente um em cinco (21 por cento) diz “estar bem” preparado para responder a esses ataques, uma queda quando comparado com os números de 2014, de 29 por cento. A despeito dos ataques dignos de atenção das manchetes de jornais, como o recente ataque ransomware WannaCry, a maior alta de ameaças bem de ataques internos, com um aumento de 40 por cento para 47 por cento durante o último ano.

Sobre a Pesquisa

A 2017 Harvey Nash/KPMG CIO Survey é a maior pesquisa de liderança de TI do mundo em termos de números de entrevistados. A pesquisa com 4.498 diretores de informação e líderes de tecnologia foi realizada entre 19 de dezembro de 2016 e 3 de abril de 2017, em 86 países.

Para mais informações sobre a pesquisa e para solicitar uma cópia na íntegra dos resultados, acesse http://www.hnkpmgciosurvey.com

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TI lidera ranking de empresas que mais realizaram fusões e aquisições no primeiro trimestre de 2017

Relatório da PwC Brasil mostra que setor é responsável por 21% dos investimentos realizados no Brasil entre janeiro e abril, um crescimento de 17% em relação ao ano passado

Abril terminou com queda no número de fusões e aquisições no Brasil, segundo relatório da PwC Brasil. Ocorreram 48 transações, número 13% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, com 55 negociações. De janeiro a abril, houve 198 negociações, 22% abaixo da média de 254 transações entre 2010 e 2015 e 2% a menos que nos primeiros quatro meses de 2016.

O setor de Tecnologia da Informação (TI) representa 21% dos investimentos realizados em 2017, com 41 negócios – um crescimento de 17% em relação aos primeiros quatro meses de 2016. Em segundo lugar aparecem os serviços auxiliares, cujo crescimento é de 9% em relação a 2016. Os serviços públicos, com 15 transações, representam um crescimento de 275% em relação a 2016, quando houve apenas quatro transações – 8% do total.

A região Sudeste representa 70% nos negócios anunciados em 2017 (139 transações) até o mês de abril. No mesmo período do ano passado, ocorreram 129 transações. Foram anunciadas 31 transações no Sudeste e, em abril, redução de 11% em comparação a 2016, com 35. O estado de São Paulo aparece na frente, com 55% das negociações concretizadas, sendo 108 no total. Em 2016, foram 100 transações, sendo 90 na capital paulista. Na região Sul houve 26 negociações, número 13% inferior ao mesmo período de 2016 (30 transações). Transações com empresas estrangeiras representam 6% do total, com 12 negócios. Em 2016, foram anunciadas 18 transações.

Até abril, os investidores nacionais posicionam-se à frente dos investimentos realizados no Brasil, com 55% de participação nas negociações, crescimento de 2% quando comparado ao mesmo período de 2016. Com 82 transações realizadas até abril, os investidores estrangeiros tiveram uma redução nas participações – de 11% em relação ao mesmo período de 2016 (92 negociações).

De janeiro a abril, foram anunciadas 82 transações envolvendo capital estrangeiro, redução de 15% em comparação ao mesmo período do ano anterior (2016 – 97 transações). Somente no mês de abril foram 20 transações realizadas por capital estrangeiro, redução de 33% em comparação ao mesmo período de 2016 (30 transações). Os Estados Unidos lideram com 33% do total (27 negociações), uma redução de 13% comparado ao ano anterior (2016 – 31 transações), seguido pela França, com 10%, e Alemanha, com 5%.

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NEC participa do Cards PAYMENT & Identification

Líder mundial em tecnologias de reconhecimento facial, a NEC estará presente no Cards PAYMENT & Identification, evento voltado aos setores de meios de pagamento e financeiro, para apresentar ao mercado, entre outras soluções, o sistema da empresa desenvolvido no Brasil, a fim de solucionar a questão da inconsistência no processo de identificação de pessoas, que impacta negativamente o mercado de crédito local e de autenticação de transações eletrônicas. No período de 23 a 25 de maio, tempo de duração da exposição e congresso, que acontecem paralelamente, no Transamérica Expo, em São Paulo (SP), a companhia terá um estande onde os visitantes poderão conhecer as soluções para instituições financeiras, varejistas e governo.

Com a utilização de um conjunto de equipamentos formado por um scanner e uma webcam, ou mesmo por um aplicativo em smartphone, um sistema de OCR (Reconhecimento Óptico de Caracteres) extrai e autentica os dados utilizados na elaboração do documento ou cadastro desejado. O grande diferencial da solução da NEC, entretanto, está na tecnologia de reconhecimento da face, NeoFace Watch, que é reconhecida globalmente como a mais precisa e rápida do mercado e tem a função de identificar se o cliente presente no local é realmente a pessoa dona do documento.

O passo seguinte realizado por meio do sistema é a localização do candidato ao crédito com suporte de algoritmos de inteligência artificial. Segundo Wagner Coppede, diretor de engenharia e soluções da NEC no Brasil, a plataforma desenvolvida pela NEC especialmente para o mercado brasileiro tem a capacidade de comparar as principais variantes que podem apontar uma fraude. “É realizada uma checagem da imagem capturada pela webcam no terminal de cadastro ou smartphone com a que foi extraída do documento e até mesmo com fotos que podem estar em múltiplas listas de busca ou bancos de dados. Desta forma, é feita uma análise em várias camadas, a fim de garantir a eficácia do processo de identificação”, explica o executivo.

Coppede afirma, ainda: “O trunfo de termos a propriedade da tecnologia NeoFace Watch, que é apontada pelo NIST (National Institute of Standards and Technology) como a mais avançada no mundo, permite à NEC oferecer ao mercado uma solução que vem para preencher uma lacuna importante tanto para as empresas de meios de pagamento, bureaus de crédito, entre outras, quanto para o setor do varejo como um todo. Isso porque, hoje, as instituições perdem muito dinheiro devido a fraudes no crediário e na autenticação de transações online”, finaliza o dir

Evento: Cards PAYMENT & Identification

Data: de 23 a 25 de maio
Horário: das 13 às 19h
Local: Transamérica Expo Center
Endereço: Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro
São Paulo – SP
Mais informações: http://www.cards-expo.com.br/pt/home.html

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CFO da Ingresso Rápido assume com a missão de preparar a empresa para se tornar líder global do setor

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Diego Barreto assume a área Financeira da Ingresso Rápido, sendo responsável por toda a cadeia financeira, supply chain, gestão de ativos e aspectos legais da ticketeria, que opera mais de 1.000 eventos por mês, como shows, concertos, teatros, festas festivais, entre outros. Investindo constantemente em inovação, tecnologia e em parcerias com grandes produtores, casas e eventos importantes, a Ingresso Rápido é hoje líder do setor de entretenimento ao vivo no Brasil. Resultado da adoção de novas tecnologias, as vendas da empresa cresceram 40% até março de 2017, sendo que as compras feitas pelos canais digitais dobraram e as transações mobiles já são responsáveis por mais de 25% do total de vendas.

Este é o cenário atual que o executivo, vindo de empresas da economia tradicional, tem como missão administrar, para preparar a Ingresso Rápido em sua expansão internacional. “Estamos trabalhando com a meta de nos tornar, até 2018, a empresa líder em vendas de ingressos na América Latina para, então, nos posicionar globalmente. Temos muito trabalho pela frente, pois não acredito em providência divina ou sorte, mas em criar uma sequência de oportunidades com o investimento em tecnologia e experiência ao usuário”, considera o CFO da Ingresso Rápido.

Diego Barreto construiu sua trajetória profissional em empresas dos setores de papel e celulose, infraestrutura, energia e imobiliário. Mesmo graduado em Direito, Barreto decidiu ingressar no mundo das finanças. Com 23 anos de idade, liderou operações de IPOs e M&As, aos 24, assumiu seu primeiro cargo de gestão e, aos 26, já ministrava aulas na FIA e na FGV. Aos 27, tornou-se diretor financeiro de uma multinacional brasileira. E, hoje, aos 34 anos, o executivo troca o perfil das organizações tradicionais por uma empresa com alta capacidade de inovação, baseada em tecnologia e serviços.

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Empresa aperfeiçoa gestão com experiência do usuário

Atender às demandas dentro do prazo é apenas um de muitos desafios de empresas com lojas virtuais que começam a crescer rapidamente. Além de adequar a operação – para manter estoque, financeiro e demais processos em dia –, cada vez mais, há um esforço por orquestrar a rotina de modo a surpreender positivamente o cliente.

Foi em busca de agilidade e eficiência para o gerenciamento da Casa das Capotas – loja especializada em acessórios para pick ups e utilitários –, que a Tiny, criadora do sistema de gestão online para micro e pequenas empresas, implementou um modelo de atendimento customizado.

“Ao acompanhar a rotina dos colaboradores in loco, foi como ‘calçar os sapatos do cliente’ e compreender seus problemas. Esse processo motivou nossa equipe e a colocou em outro patamar, exercitando a empatia e o foco em busca de soluções mais efetivas”, afirma Rogério Tessari, CEO da Tiny.

O desafio da Casa das Capotas envolvia o processamento de pedidos, que era manual e, portanto, moroso e sujeito a falhas, além da necessidade de despachar produtos rapidamente, principalmente os prioritários, isto é, quando o cliente paga mais para receber em menor prazo.

Cenário

Antes do projeto, a empresa despachava de 20% a 30% dos pedidos com pagamentos aprovados no mesmo dia. Com as melhorias, os pedidos passaram a ser processados em lotes e a otimização da operação logística elevou o despacho para 60%.

“Em pouco mais de três meses melhoramos o fluxo de operações, reduzimos em mais de 50% o tempo necessário para processar pedidos – o que gerou economia de mão de obra e praticamente eliminou erros decorrentes de intervenção dos operadores. Além disso, estabelecemos um sistema de reserva, reduzindo drasticamente as rupturas de estoque”, afirma Michel Carra, sócio da empresa e responsável pela operação do e-commerce.

Experiência do usuário

Ao contrário da maioria dos projetos de experiência do usuário, que focam no consumidor, o enfoque desse foi na rotina de pessoas da empresa orientado pelo modelo “In-process research” e de técnicas de usabilidade. O uso, comportamentos e problemas enfrentados pelos usuários internos da empresa foram observados e o método contemplou entrevistas qualitativas, definição de estereótipos de usuários (personas), tarefas, criação de cenário de uso da plataforma de ERP nas situações observadas (storyboard), rascunho das interfaces (wireframe) e fase de teste antes da liberação final para uso (beta launch).

Como resultado desse estudo, a equipe da Tiny projetou soluções, como adequação de processos, novas funcionalidades e mudanças de interface, não só atendendo às demandas da Casa das Capotas, mas também de forma a replicar essas melhorias para todos os usuários do Tiny ERP.

“Criamos estereótipos dos usuários, com base nos usuários reais observados e outros, fora do contexto inicial, para desenhar uma solução mais genérica, que pudesse, além de resolver o problema específico do cliente, ser boa para os demais clientes”, conta Tessari.

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O Estado, as startups e a tecnologia: um incentivo fornecido por contratos públicos – Por Ulrich Dietz

Não é apenas a tão aclamada combinação de empreendedorismo e venture capital que tem transformado muitas jovens empresas de tecnologia em grandes players e líderes de tecnologia nos Estados Unidos. O Estado também desempenha um papel decisivo como um cliente público que confere um selo de qualidade, ou seja, um cliente que transforma um investimento em uma aposta segura e contratos lucrativos, tendo em conta seus próprios interesses.

A Palantir, por exemplo, é uma startup de tecnologia com base no Vale do Silício que ficou conhecida por produzir software de análise de Big Data para o serviço secreto e as forças armadas. E tornou-se tão grande que agora é uma das mais valiosas startups do mundo.

De acordo com o Wall Street Journal, a Palantir foi classificada na categoria Unicórnio, pertencente às startups privadas de tecnologia que valem US$ 1 bilhão ou mais e é a quarta na lista das maiores empresas financiadas por capital de risco (Venture Capital), à frente de empresas como Snapchat e SpaceX, estando atrás apenas da Uber, Xiaomi e AirBnB.

Apesar de seu tamanho, a Palantir é relativamente desconhecida pelo grande público. Foi fundada em 2004 como uma empresa de inteligência cibernética e mantém um perfil discreto. Ser muito conhecida pode ser prejudicial quando se está na linha de negócios que começou com a CIA.

O serviço de inteligência dos EUA criou sua própria empresa de capital de risco chamada In-Q-Tel, antes dos atentados de 9/11. A In-Q-Tel gerou cerca de 100 startups de TI com o objetivo de rapidamente ter acesso a novas tecnologias que poderiam ser úteis para a segurança nacional e à defesa. Com mais de três mil funcionários, a Palantir é uma das empresas mais bem sucedidas neste grupo. Há algum tempo, o software da Palantir tem sido usado por quase todas as autoridades envolvidas na segurança nacional dos Estados Unidos. Isto se tornou de conhecimento público depois de um vazamento de informações em 2015 para o blog TechCrunch. Assim como a CIA, o software é usado pela NSA, o FBI, o Department of Homeland Security, a Força Aérea dos EUA e o Corpo de Fuzileiros Navais.

A Palantir, criada por meio de capital de risco por seu co-fundador Peter Thiel, não é um é um caso isolado. As empresas de alta tecnologia têm sido ajudadas por contratos públicos nos Estados Unidos e de Israel há anos. Isto tem acontecido principalmente nos setores altamente sensíveis de segurança e analytics. Da mesma forma, os fundos públicos são muitas vezes canalizados em projetos nas áreas de biotecnologia, enterprise computing, robótica e programas de formação digital.

De acordo com a Crunchbase, em 2013, dos 1,1 bilhão de dólares em contratos públicos com startups de tecnologia, 56% dos recursos foram destinados a novas empresas de transporte, especialmente na indústria aeroespacial. O principal beneficiário desses contratos é a SpaceX.

A startup do arrojado fundador da Tesla Inc., Elon Musk, aparentemente recebeu mais de 1,3 bilhão de dólares de fundos públicos dos EUA desde 2008. Além de transportar regularmente cargas comerciais para o espaço, sua empresa também alavancou outros contratos com a NASA e conseguiu posicionar-se como um importante parceiro para o transporte de mercadorias para a estação espacial internacional (ISS).

A SpaceX também tem trabalhado com a agência espacial americana no campo de viagens espaciais tripuladas. Este ano, a startup sediada na Califórnia recebeu sua primeira encomenda das forças armadas dos Estados Unidos para o lançamento de um foguete. Em 2018, a companhia irá colocar em órbita um satélite GPS para a força aérea dos EUA. Durante o processo de licitação do projeto, a SpaceX venceu com certa facilidade o único concorrente – a aliança United Launch, formada pelos veteranos Boeing e Lockheed Martin.

A tendência crescente de contratar empresas privadas para projetos aeroespaciais teve início com a NASA, com a chamada ‘NASA Authorization Act of 2010’. A lei visa apoiar viagens tripuladas espaciais, especialmente o desenvolvimento de novos sistemas e serviços para fornecimento e assistência da Estação Espacial Internacional.

Na realidade, os recém-chegados à corrida espacial são uma perspectiva altamente interessante para todos os tipos de investidores privados nos dias de hoje: de acordo com dados divulgados pela consultoria norte-americana Tauri Group, 1,8 bilhão de dólares de capital de risco foram investidos em 22 startups espaciais somente em 2015.

É fundamental que as autoridades não apenas apoiem o desenvolvimento diretamente por meio de investimentos maciços, mas também viabilizem projetos com clientes sólidos para novas tecnologias e produtos.

Normalmente, são assinados contratos de longo prazo, que garantem a segurança do investimento. Isso, por sua vez, atrai potenciais investidores de capital de risco do setor privado – fechando o círculo. Além disso, um contrato com o governo funciona como um selo de aprovação. Afinal, com os rigorosos controles e verificações de segurança para contratos públicos, que melhores referências é preciso para conseguir clientes no setor privado? Um exemplo disto é a Palantir, que agora gera cerca de metade do seu volume de negócios por meio de contratos com o setor privado.

Os EUA são um bom exemplo de como os cofres públicos podem ser usados como um instrumento eficaz para apoiar jovens empresas de tecnologia e promover o desenvolvimento de soluções ultra inovadoras. Esse financiamento coloca as agências de segurança do Estado em uma vantagem significativa, especialmente em campos que giram em torno da segurança.. Tratam-se de soluções com abordagem orientada para o futuro que proporcionam benefícios econômicos a longo prazo e energia ecológica, que asseguram cuidados de saúde eficientes, sistemas de transporte inteligentes e comunicação segura, dentro das estratégias de alta tecnologia do Governo Federal. O setor público deve analisar e levar em consideração as novas empresas tecnológicas na concessão de contratos públicos. É uma maneira rápida e pragmática de liberar potencial inovador.

Ulrich Dietz, CEO do Grupo GFT, provedor global de soluções de Tecnologia da Informação para o setor financeiro

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Things Mobile: nasce a primeira operadora móvel global dedicada à Internet das coisas

A Things Mobile, a operadora móvel global especializada na Internet das coisas, é o golpe de mestre de Manuel Zanella, que tem dez anos de experiência em roaming internacional e no mercado de TLC, com suas empresas Zeromobile e ChatSim, o chip criado para conversas gratuitas e ilimitadas pelo WhatsApp e outros aplicativos de mensagens instantâneas. É neste projeto que a Zeromobile é a maior acionista, enquanto Angelsim Sarl e Juan de la Coba – o primeiro já é investidor da ChatSim, e o segundo é seu cofundador – são os outros principais parceiros.

Things Mobile é a evolução no campo do intercâmbio de dados: “A Things Mobile foi criada com um importante objetivo: atualizar a tecnologia dos objetos conectados à internet, tornando-os mais fáceis de usar, mais rápidos e mais convenientes. Uma vez que a maioria dos aparelhos troca bem poucos quilobytes, a nossa taxa garante custos de conexão muito baixos e nenhuma taxa de gerenciamento dos aparelhos”, enfatiza Manuel Zanella.

A taxa mais as características técnicas únicas do chip faz com que a Things Mobile seja a operadora de IoT mais acessível, competitiva e confiável nos mercados globais. Ela permite conectar e gerenciar produtos da IoT em todo o mundo, com uma taxa muito competitiva, a partir de ? 0,10/MB nos países mais importantes. A conexão sem fio da Things Mobile funciona em qualquer lugar, mesmo sem Wi-Fi.

O chip da Things Mobile garante uma conexão de dados com mais de 50% de economia em relação às operadoras móveis convencionais, graças a acordos com 250 parceiros credenciados em mais de 165 países, fornecendo a melhor conexão, cobertura e qualidade.

É a nova solução global da IoT que garante conexão sem fio em todo o mundo sem custos iniciais nem fixos. Funciona com conectividade de múltiplas redes. Este chip inovador para os aparelhos da IoT é compatível com clientes de todas as redes: 2G, 3G e 4G LTE.

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Liga IoT: Conheça as 5 startups escolhidas pela Liga Ventures

Com parceria da Tivit e Intel, startups selecionadas trarão soluções de negócio para a indústria e a automação de casas e edifícios

A Liga Ventures – aceleradora especializada em gerar negócios entre startups e grandes empresas – apresenta as 5 escolhidas que participarão do primeiro ciclo de aceleração da Liga IoT, focado em soluções para Internet das Coisas.

Com o objetivo de gerar novas oportunidades de negócios entre os participantes, a Liga IoT proporcionará também um amplo networking com potenciais parceiros e investidores, além de testar novos modelos de mercado.?

O programa recebeu cerca de 200 empresas inscritas, que passaram por três etapas de seleção: triagem, entrevista e apresentação de negócios para uma plateia repleta de profissionais conceituados. As startups trouxeram propostas de diversos temas de interesse, como soluções para aumentar a produtividade nas indústrias, automação residencial, rastreamento, segurança, identificação de pessoas e ativos, entre outros.

De acordo com Rogério Tamassia – diretor da Liga Ventures – um dos grandes objetivos do Liga IoT é ajudar a criar um ecossistema que foque em compreender e antecipar a revolução que a Internet das Coisas está trazendo para diversos setores. “As grandes empresas já descobriram que é possível usufruir da agilidade e dinamismo das startups para dar uso prático a todas essas novas tecnologias e modelos de negócio que estão surgindo. Isso deixa de ser power-point sobre tendências e passa a ser inovação real e concreta”, afirma.
Para Norberto Tomasini, Diretor de Digital & Business Solutions Sales da TIVIT, participar de parcerias como a Liga IoT é importante e faz parte do movimento de incentivo ao digital. Segundo o diretor, “ao nos aproximarmos de startups, temos a oportunidade de trocar cultura e aprendizado com essas empresas, e com isso fomentar a inovação e novas soluções para nossos clientes”, comenta.

Programa de aceleração

As startups escolhidas serão aceleradas durante quatro meses e terão mentorias com executivos do setor e com a rede dada Liga Ventures, além de terem a oportunidade de gerar novos negócios com as empresas parceiras e acesso a investidores. Nenhuma contrapartida em participação societária ou propriedade intelectual é exigida das startups aceleradas.

Conheça as startups que farão parte da Liga IoT:

Audio Alerta: Solução de audio analytics aplicada a segurança pública e privada, que utiliza sensores de áudio e inteligência artificial para monitorar ambientes e detectar eventos como tiros, batidas, explosões e quedas.
Site: www.audioalerta.com.br

DEV Tecnologia: A DEV desenvolve soluções especializadas em Internet das Coisas sob demanda para grandes empresas e produtos próprios, como o conjunto de soluções DEV Beacon, DEV SmartTag e DEV SmartScanner, aplicado para monitoramento e localização de pessoas e ativos em ambientes indoor.

Site: www.devtecnologia.com.br

LoopKey: Sistema de controle de acessos para espaços inteligentes.

Site: www.loopkey.com.br

Nexxto: Através de solução IoT composta de sensores que se comunicam diretamente com a nuvem, a NEXXTO oferece redução de perdas, melhoras no controle, na eficiência operacional, na qualidade dos produtos e na visibilidade da operação para o varejo.
Site: www.nexxto.com

Ubivis: A Ubivis oferece um sistema end-to-end, não intrusivo, que utiliza Internet das Coisas para aumentar a produtividade da manufatura e moderniza o processo fabril.

Site: www.ubivis.io

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Farmacêuticas rumo à fabricação inteligente?

A Capgemini, um dos líderes globais de serviços de consultoria, tecnologia e terceirização, anuncia os resultados do seu relatório sobre Fábricas Inteligentes. O estudo, conduzido pelo Instituto de Transformação Digital da Capgemini, prevê que metade das fábricas poderia ser inteligente até o final de 2022. No entanto, pouco mais de um terço (37%) das empresas de ciências da vida e farmacêuticas estão alavancando a tecnologia digital em busca de um modelo de negócio disruptivo.

Geralmente descrita como a pedra estrutural da “Revolução Digital Industrial”, uma fábrica inteligente faz uso de tecnologias digitais, como IoT (Internet das Coisas), big data analytics (análise inteligente de dados), inteligência artificial e robótica avançada, para aumentar produtividade, eficiência e flexibilidade. Os recursos da fábrica inteligente incluem robôs colaborativos, trabalhadores que usam componentes de realidade aumentada e máquinas que enviam alertas quando precisam de manutenção.

A pesquisa, que foi realizada de fevereiro a março de 2017, entrevistou mil executivos que ocupam o cargo de diretoria para cima em empresas de manufatura com uma receita de mais de US$1 bilhão ao ano. A pesquisa foi conduzida em seis setores: manufatura industrial, automotivo e transporte, energia e utilities, aeroespacial e defesa, ciências da vida e produtos farmacêuticos e bens de consumo. Diretores da Alemanha, China, Estados Unidos, França, Índia, Itália, Reino Unido e Suécia responderam entrevistas qualitativas e quantitativas.

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Vale do Silício da Índia pode ficar sem água a partir de 2020

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A cidade de Bangalore não é chamada de “Vale do Silício da Índia” à toa. É lá que fica o distrito de Whitefield, onde estão instaladas as sedes de gigantes do mundo da tecnologia como Dell, IBM, Oracle e Huawei, além de potências locais do setor, como a Infosys e a Wipro. Ficam em Bangalore, ainda, os centros de pesquisa e desenvolvimento de grupos como Airbus, Google, Mercedes-Benz e Shell, e os laboratórios responsáveis pelo programa espacial indiano. A cidade é a quarta região metropolitana mais produtiva do país, está entre as 300 mais ricas do mundo, e cresce a taxas que superam os 10% anuais. Bangalore, porém, pode se tornar inabitável a partir de 2020. E o problema da cidade tem um nome: água.

Historicamente, Bangalore sofre para garantir o acesso de seus habitantes ao recurso. Desde o século 16, por exemplo, autoridades têm construído lagos artificiais na região para acumular o líquido e abastecer os lençóis freáticos sempre que chove – coisa que não tem acontecido com grande frequência. Nos últimos 15 anos os problemas que sempre existiram, pioraram. Não só as chuvas passaram a cair com ainda menos frequência, mas a população cresceu em ritmo acelerado. Entre 2001 e 2017, por exemplo, o número de habitantes da cidade saltou de 5,7 milhões para 10,5 milhões.

A infraestrutura de distribuição de água tratada da cidade, que nunca foi das melhores, não acompanhou o crescimento. Com a explosão de novas demandas – por moradia, escolas e transporte, entre outros – a água e as boas práticas de gestão de recursos hídricos foram praticamente esquecidas. Faixas longas e largas de terra foram impermeabilizadas para construir estradas e estacionamentos e antigos lagos artificiais foram aterrados para dar lugar a condomínios de prédios comerciais e residenciais. Um levantamento da revista Wired mostrou que, em 1986, eram 389 lagos, hoje, são 81, dos quais mais da metade está tão poluída que chega a se incendiar, tamanha a concentração de substâncias impróprias no líquido.

A máfia da água

Sem água, os moradores da cidade passaram a furar poços em ritmo insustentável. Foi a partir de um levantamento que mostrou o ritmo de exploração da água armazenada em lençóis freáticos da região que se fez a previsão de que a cidade seria inabitável pela falta do recurso a partir de 2020. Antigamente, quem furava um poço em Bangalore encontrava água a, no máximo, 60 metros de profundidade. Hoje, a menos de 300 metros, ninguém mais acha um fio de água sequer.

Para dar conta da demanda dos ricos moradores, uma rede de mais de três mil caminhões pipa se organizou para distribuir dezenas de milhões de litros de água. Não tardou para que a cartelização, o loteamento de bairros e até o lobby contra medidas de gestão hídrica mais eficientes surgissem para proteger o lucrativo mercado que surgiu.

Existe uma saída

Em entrevista à revista Wired, o urbanista S. Vishwanath, descrito como “o principal evangelista pelo consumo sustentável de água” da cidade arrolou as medidas que, segundo ele, não apenas mitigariam, como resolveriam o problema. Se os prédios comerciais e residenciais instalassem sistemas de coleta de água de chuva, se a cidade recorresse ao reúso de suas águas, se ritmo de construção de empreendimentos infraestruturais e comerciais que impermeabilizam o solo diminuísse e se os lagos da cidade fossem reativados – o problemas desapareceriam por completo. Os lençóis freáticos seriam recarregados e todos teriam água sem precisar recorrer à chamada “máfia da água”.

Até 2020, saberemos se Bangalore correu atrás do prejuízo e se conseguiu reverter a sua situação. Às outras capitais mundiais fica o alerta: não tratar a água com a atenção que ela merece pode ter consequências gravíssimas, mesmo em cidades ricas e com populações esclarecidas.

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Empresa de TI dribla falta de mão de obra do setor com criatividade

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Conhecida no passado como a cidade do café, Londrina, no interior do Paraná se destaca nos dias de hoje como um importante polo de tecnologia da região sul do país. Grandes empresas do setor e também uma gama de startups concentram suas atividades na cidade. De acordo com o Sebrae Londrina, existem atualmente cerca de 1500 empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) instaladas na cidade, que concentra também a maior parte das startups do Estado, são 244, ou cerca de 30% do total do Paraná (792).

Com o mercado aquecido na área, uma das dificuldades enfrentadas pelas empresas do segmento é encontrar mão de obra qualificada e, mais que isso, desenvolver programas para reter talentos, como destaca a executiva de gestão de pessoas da Advise Brasil, Bruna Canali. “O melhor a ser feito é reter os talentos, pois com a alta procura por profissionais de tecnologia, sabemos que uma perda pode levar um bom tempo para ser recuperada. Já tivemos cargo vago de analista desenvolvedor aqui na Advise por até 60 dias e isso impacta muito nas atividades do setor, gerando atraso em entregas importantes”, revela.

A empresa que desenvolve software para advogados e opera suas atividades há 15 anos em Londrina estruturou uma série de ações para evitar a evasão dos funcionários. “Nossa preocupação é constante com o bem-estar dos colaboradores. As ações passam tanto pelos cuidados com a saúde deles na empresa e, para isso, disponibilizamos frutas durante o expediente, intervalos no decorrer da jornada de trabalho, sala de descanso e ginástica laboral, como também com a vida social e fora do trabalho. Neste caso, desenvolvemos programas como home office de 5 meses após a licença-maternidade, folga no dia do aniversário, momentos de gincana e confraternização, comemoração de datas importantes como dia das mães, dia do homem, Páscoa, Natal, entre outras ”, destaca.

Com as ações, a rotatividade na empresa diminuiu consideravelmente. No último ano, a média do tempo de serviço de um funcionário foi de 3 anos, enquanto que em 2015 a permanência na empresa era de 2 anos e 5 meses, o que comprova que os investimentos no colaborador são essenciais para mantê-lo feliz e satisfeito no trabalho. “Os ganhos com a retenção são imensuráveis. Uma equipe fortalecida e que conhece bem o funcionamento da empresa produz mais e consequentemente impacta positivamente no crescimento da instituição como um todo. Enquanto muitas empresas fecharam as portas em 2016, nosso faturamento cresceu 16%”, finaliza.

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Brasil é maior alvo de ataques visando bloqueio a serviços digitais na América Latina

Na América Latina, o Brasil é o país que sofre o maior número de ataques DDoS (54%). Dirigem-se também ao Brasil os ataques de negação de serviço mais intensos, seguindo-se Argentina, Chile, Equador, Colômbia e México. Esses dados foram recolhidos pela Arbor Networks na pesquisa para seu 12º Relatório Anual sobre Segurança da Infraestrutura Global de Redes, o WISR (sigla em inglês de Worldwide Infrastructure Security Report).

A Arbor Networks é uma das patrocinadoras do LACNIC 27, organizado pelo Registro de Endereçamento da Internet da América Latina e o Caribe (LACNIC), em conjunto com o NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR) e com o CGI.br (Comitê Gestor de Internet no Brasil). O evento reunirá a comunidade latino-americana de Internet no Bourbon Cataratas Convention & Spa Resort, em Foz do Iguaçu de hoje até o dia 26. A palestra de Julio Arruda, Solution Architect da Arbor Networks, com o título “Arbor WISR XII: The Stakes Have Changed” (12º Relatório WISR da Arbor: o jogo mudou), se realizará no dia 24, das 16:30 às17h no salão Bourbom.

Ataques mais frequentes, de maior volume e de maior complexidade

De acordo com o relatório da Arbor, os ataques DDoS se tornam em todo o mundo – e a América Latina não é exceção – mais frequentes, e, também, mais intensos, utilizando-se de maciços volumes de solicitações de acesso para bloquear, como em uma via de trânsito engarrafada, as solicitações legítimas.

Julio Arruda comenta que, em 2016, os ataques volumétricos mais expressivos se realizaram tendo como “armas” as redes zumbi, ou botnets, formadas por dispositivos IoT, como, por exemplo, câmeras de vigilância: “embora o primeiro grande ataque utilizando dispositivos IoT tenha sido identificado em 2013, em 2016 assistimos à sua disseminação, devido principalmente a dois fatores: em primeiro lugar, a utilização cada vez mais ampla desses dispositivos por empresas em residências; depois, por características inerentes a esses aparelhos que facilitam seu ‘recrutamento’ para as redes zumbi”.

A complexidade dos ataques também vem aumentando, com a utilização simultânea de diversos vetores para atacar diferentes pontos da infraestrutura da organização visada, o que torna mais difícil a defesa contra eles.

Baixe o resumo do 12º Relatório WISR em: http://br.arbornetworks.com/visibilidad-de-redes/

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Valid Certificadora marca presença no Cards Payment & Id 2017

A Valid Certificadora, empresa totalmente dedicada à Certificação Digital, participará, em conjunto com Associação Nacional de Certificação Digital – ANCD –, da Cards Payment & Identification, e divulgará aos principais players do mercado o VALID Credentials, aplicativo mobile para emissão, gerenciamento e uso de credenciais baseadas em certificados digitais de identidade e de atributos, permitindo realizar operações de criptografia, autenticação e assinatura digital qualificada, à partir do dispositivo móvel com qualquer sistema Windows, Android e iOS.

Promovida pela Informa Exhibitions, o evento acontece entre os dias 23 e 25 de maio, no Transamérica Expo Center, em São Paulo/SP e terá um foco especial na experiência do usuário, demonstrando os benefícios das novas tecnologias na perspectiva do consumidor digital.

Em sua 22ª edição, a feira reunirá profissionais da cadeia produtiva do setor e um público geral interessado, promovendo o compartilhamento de tecnologia e experiências, além de ampliar a rede de relacionamentos e gerar negócios. Entre as novidades que serão apresentadas destacam-se produtos, tendências e tecnologias de cartões para pagamentos, gift cards, identificação digital e biométrica, certificação digital, entre outros serviços.

Paralelamente à exposição, a CARDS promoverá o Congresso – V Seminário Nacional de Certificação Digital, o Fórum e-Commerce e o Fórum Varejo, que contará com palco central em 360º, no meio da feira, onde os palestrantes renomados explanarão sobre como as novas tecnologias podem agregar valor ao relacionamento com clientes, cada vez mais conectados e exigentes.

Segundo Márcio Nunes, diretor geral da Valid Certificadora, a Cards Payment & Identification é o principal evento em meios de pagamentos e identificação. “Não poderíamos deixar de participar desta feira que oferece a oportunidade para o network entre os profissionais das instituições financeiras, varejistas (físico e e-commerce) e governo, possibilitando a divulgação e a disseminação da Certificação Digital, soluções eletrônicas e benefícios de migrar o mundo físico para o digital”, destaca Nunes.

Cards Payment & Identification

Data: 23 a 25 de maio de 2017

Local: Transamérica Expo Center, São Paulo/SP

Informações: https://www.cards-expo.com.br

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SAP Ariba e IBM unem forças para transformar processos de compra usando SAP Leonardo e Watson

A SAP e a IBM anunciam uma aliança global para fornecer soluções para a área de compras baseadas em computação cognitiva que vão redefinir os processos de ponta a ponta, incluindo análise dos custos e sincronização de pagamentos de forma automática e integrada.

Explorando as tecnologias SAP Leonardo, IBM Watson e SAP Ariba, as soluções reunirão inteligência de dados e insights preditivos provenientes de informações não estruturadas para permitir melhor tomada de decisão na gestão de fornecedores, contratos e atividades de provisionamento.

O grupo IBM Global Business Services oferecerá consultoria e serviços para desenvolver, implementar e operar as novas soluções por meio de planejamento sob medida, que ajudarão empresas de todos os tamanhos a reduzir custos e obter melhorias de forma mais rápida. A IBM também vai trabalhar com a SAP Ariba para conquistar novos clientes e levar os usuários da IBM, incluindo os das soluções IBM Emptoris, para a plataforma SAP Ariba, onde poderão contar com os benefícios das atuais versões e da próxima geração de soluções integradas e automatizadas para processos de compra, entre eles análise de custos e sincronização de pagamentos.

Além disso, as empresas vão lançar um novo Centro de Compras baseado em computação cognitiva destinado a promover o desenvolvimento de soluções e serviços inteligentes de aquisição, trabalhando juntas para explorar aplicações de tecnologias emergentes, como a blockchain.

Combinando o melhor do melhor para transformar processos de compra

“Desenvolvemos uma plataforma de compras baseada em computação cognitiva para compreender transações e dados não estruturados. Ao combinar o poder do IBM Watson na nuvem com a solução SAP Ariba, superamos as ofertas existentes no mercado oferecendo aos nossos clientes em comum esse tipo de solução valiosa e sem precedentes”, afirma Jesús Mantas, gerente geral da área de Transformação de Processos Cognitivos do IBM Global Business Services.

“O dia de hoje marca um fato importante na história dos processos de compra”, ressalta Alex Atzberger, presidente da SAP Ariba. “Com recursos da plataforma da SAP Ariba e as capacidades inovadoras do SAP Leonardo e do IBM Watson, as empresas poderão contar com processos ainda mais inteligentes de análise, seleção, compra e pagamento para lidar com todas as categorias de despesas e gerar valor em todos os negócios”, explica Atzberger.

Abordagem inteligente

Ao unir forças, SAP Ariba e IBM usarão insights para capacitar os profissionais da área de compras a tomar decisões mais inteligentes e mais rápidas envolvendo suas cadeias de suprimentos. Novas aplicações poderão dar uma grande contribuição a todo o processo de compras, melhorando a visibilidade sobre os gastos e aprimorando a gestão de conteúdo.

Por exemplo, um assistente digital combinado com os serviços do IBM Watson transformará os eventos de provisionamento, ajudando em tarefas como a definição do tipo correto de solicitação de propostas, a identificação de fornecedores apropriados para participar do processo com base na categoria de produtos, região ou indústria, e o uso de inteligência sobre sinais de mercado e preços para obter melhores resultados.

Com o SAP Leonardo e o IBM Watson, as contratações de fornecedores serão mais inteligentes e mais completas, pois as aplicações identificarão automaticamente termos e condições relevantes alinhados com bibliotecas jurídicas e taxonômicas, descobrirão termos de contrato semelhantes para um produto específico por setor ou região com base em dados de benchmarking e sugerirão preços otimizados baseados no volume esperado e descontos contratuais. A SAP Ariba e a IBM também vão explorar a automação da extração de termos e resumos de contratos para ajudar os clientes a garantir conformidade nos processos de aquisição da nova geração.

Para mais informações sobre a associação entre SAP Ariba e IBM para transformar os processos de compra, clique aqui.

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Clientes digitais versus empresas analógicas – Por Gabriel Lobitsky

A palavra transformação digital pode até parecer mais uma tendência tecnológica, afinal, todos ainda falam em nuvem, e da mesma forma como o cloud computing veio para ficar, a transformação digital também. A prova disso são as estimativas de mudanças em diversos setores da economia que são preditas em estudos.

O primeiro, da IDC, mostra que essa transformação terá um impacto superior a US$ 1 trilhão nos gastos das empresas esse ano; outro, da Accenture, afirma que até 2020, 25% de toda a nossa economia será digital e 48% do trabalho que fazemos hoje já não existirá em cinco anos. Por último, a mais recente pesquisa do Facebook afirma: até 2020, 80% dos serviços de customer service como conhecemos hoje não existirão. Mas, será que as empresas estão preparadas para o impacto dessas mudanças?

Vamos falar sobre o setor de manufatura

A indústria nunca esteve tão tumultuada e aquecida como atualmente. Mesmo falando em novos progressos, modelos de negócios e aquecimento do setor, há, ainda, uma dificuldade com o básico, que é demonstrado pelas baixas taxas de crescimento ocasionadas por atrasos em processos operacionais e de gestão. Mas, de que lado a indústria vai ficar? No das oportunidades ou das barreiras?

É evidente que o setor pode ter sucesso com a próxima geração de tecnologias, pois a digitalização, internet das coisas, machine learning, big data e realidade virtual aumentada mudarão a forma de trabalho em muitos setores, permitindo que as indústrias, por exemplo, tenham uma visão completa do presente e futuro da sua cadeia de abastecimento.

Embora o setor esteja lidando com dores constantes, a digitalização na manufatura já está acontecendo. Existem diversos casos de sucesso que comprovam isso, vemos empresas como Ferrari, Dunlop Aircraft Tyres, JR Watkins aproveitando o melhor das aplicações em nuvem e dos ERPs. Hoje, com o apoio da tecnologia, essas empresas conseguem melhorar a produtividade e ter uma visibilidade melhor dos seus negócios.

O que Uber e Airbnb têm para ensinar?

Foco no cliente e na experiência do consumidor. É assim que empresas com o modelo de entrega de serviços, como Uber e Airbnb, têm para ensinar. Hoje, serviços básicos de carona e hospedagem podem ser solicitados por um custo relativamente menor do que os ofertados pelos modelos tradicionais, e com uma experiência superior, mas o que essas empresas podem ensinar às indústrias está resumido nos seguintes pilares:

– Desenvolvimento de uma estratégia centrada no cliente

– Preocupação com a experiência do consumidor

– Foco no efeito final e não apenas no produto

Hoje, as tecnologias têm o potencial de fazer grandes mudanças e virar o jogo para o setor de manufatura, que pode ir muito além da indústria 4.0, com modelos de negócios centrados em ofertar serviços de valor e personalizados aos seus clientes.

As tendências como machine learning, internet das coisas e big data estão aí para ensinar a indústria que é possível pensar à frente do seu tempo. Afinal, a era da digitalização da manufatura exigirá que as empresas não pensem apenas no design do produto, emissão da ordem de pedido, embarque e entrega. Será preciso estar atento à experiência pós consumo, e, para isso, o setor de manufatura precisará respirar analytics e KPIs, pois toda boa experiência começa nos bastidores: com a compreensão do que os dados têm a dizer.

Gabriel Lobitsky, diretor de Vendas da Infor

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