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Professor da FGV apresenta tendências de tecnologias para 2019

Para o professor e coordenador do MBA em Marketing Digital da FGV, André Miceli, a ética e a privacidade digitais serão uma das preocupações dos indivíduos, organizações e governos em 2019. De acordo com ele, as pessoas estarão cada vez mais preocupadas sobre como suas informações pessoais serão usadas por organizações nos setores público e privado.

“A demanda por clareza aumentará para empresas que não estejam abordando proativamente essas questões. Espero que haja um foco crescente em conformidade, mitigação de riscos e valores nos próximos anos, mas 2019 será importante, pois marca o último ano completo antes do limite para adequação da Lei Geral de Proteção de Dados brasileira”, diz André Miceli.

O professor da FGV lembra que as empresas terão até 2020 para implementar as mudanças obrigatórias aprovadas este ano por aqui. “Por isso, haverá investimento, demanda e diversos serviços necessários. Parte da questão da privacidade é ética, mas agora, parte é lei. Os dois casos doem no bolso e isso costuma gerar movimentações importantes”, ressalta o especialista.

André Miceli diz ainda que os brasileiros deverão se acostumar com o termo Autonomous Things e suas variações. Ele explica que as coisas autônomas, abreviadamente AuT, ou a Internet de Coisas Autônomas, abreviada como IoAT, representam a chegada dos computadores no ambiente físico, através de entidades que funcionam sem a necessidade da direção humana, movendo-se livremente e interagindo com pessoas e outros objetos.

“Nos últimos anos, vimos uma evolução bastante consistente das tecnologias de inteligência artificial. Chegou a hora de começarmos a presenciar uma aplicação prática delas. Robôs, veículos, drones e eletrodomésticos serão a porta de entrada. No Brasil, os tratores na agricultura e robôs nas fábricas marcarão o começo. No mundo, já será possível ver perspectivas bem claras para os demais equipamentos”, prevê o professor da FGV.

Miceli afirma também que o Blockchain deve começar a remodelar algumas indústrias, permitindo a acordos descentralizados, proporcionando transparência e reduzindo o atrito entre os ecossistemas de negócios.

Tecnologias imersivas – O professor da FGV pondera ainda que o próximo ano será um marco da popularização dessa experiência. No entanto, Miceli acredita que apenas nos próximos anos veremos uma adoção colossal de plataformas de conversação. “Os equipamentos de realidade aumentada, mista e virtual têm potencial para aumentar a produtividade em diversos setores, aumentar a percepção de indivíduos com algum tipo de limitação física, mudar as maneiras de perceber formas, acompanhar pessoas, falar, viajar, consumir conteúdo e, em linhas gerais, viver”, sugere o professor da FGV.

Embratel vence licitação do Governo Federal para serviços de Computação em Nuvem

A Embratel anuncia que venceu, por meio da Embratel Primesys, licitação do Governo Federal para fornecer soluções de Computação em Nuvem para 12 órgãos. Entre eles estão o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão; o Ministério da Fazenda; o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU); o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade); a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí; o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); a Escola de Administração Fazendária (ESAF); o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICM-Bio); a Escola Nacional de Administração Pública (Enap); a Polícia Rodoviária Federal e a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF).

O contrato determina a provisão de serviços de Computação em Nuvem sob demanda, como o fornecimento de Nuvem Pública, pelo período de 30 meses, com possibilidade de ampliação para 60 meses. O valor da licitação atingiu R$ 29,9 milhões após disputa acirrada entre 12 licitantes, que reduziu o valor de referência do edital de R$71,4 milhões. O acordo prevê o desenvolvimento, manutenção e gestão de topologias de aplicações de Nuvem e a disponibilização continuada de recursos de Infraestrutura como Serviço (IaaS) e Plataforma como Serviço (PaaS) em Nuvem Pública.

“A Embratel possui ampla infraestrutura, capaz de atender todas as demandas tecnológicas do Governo Federal. Estamos certos de que prestaremos serviços e forneceremos tecnologias de ponta para esses que estão entre os mais importantes órgãos governamentais”, afirma Maria Teresa Azevedo Lima, Diretora Executiva para Governo da Embratel, ressaltando a tradição da empresa no fornecimento de tecnologias e infraestrutura para armazenar os dados sensíveis e sigilosos do Poder Público.

O projeto amplia a atuação da Embratel como integradora de soluções digitais ao operar como broker de Nuvem Pública, realizando a intermediação entre o parceiro das tecnologias utilizadas e o Governo. Todas as Provas de Conceito (POCs) foram efetuadas com sucesso, reafirmando a aptidão da Embratel para atender às necessidades do projeto.

“Antes desse contrato, o Governo Federal necessitava usar Data Centers próprios para qualquer processamento ou armazenamento de dados. Com a Nuvem administrada pela Embratel, ele terá mais agilidade, praticidade e maior capacidade, o que, sem dúvida, irá refletir na qualidade do serviço prestado ao povo brasileiro”, explica Mário Rachid, Diretor Executivo de Soluções Digitais da Embratel, lembrando que também estão previstos treinamentos de equipes sobre as tecnologias utilizadas na iniciativa.

O fornecimento das soluções digitais e os treinamentos estão alinhados com a estratégia do Governo Federal de digitalizar processos e dados para facilitar a comunicação entre as diversas pastas e agências. Além de mais agilidade e segurança no acesso às informações, o Governo também terá redução nos investimentos com bens de capital e despesas operacionais com Centros de Processamento de Dados (CPD). As mudanças irão resultar na redução de custos de aquisição e manutenção de tecnologias e ampliar a flexibilidade, agilidade e escalabilidade do ambiente, aumentando também a padronização tecnológica na Administração Pública.

Por meio da Embratel, o Governo Federal poderá contratar sob demanda mais de 7 milhões de serviços de Computação em Nuvem (USN), entre eles máquinas virtuais, serviço de armazenamento de blocos em diversos modelos, tráfego de rede CDN, VPN Gateway, serviços de Business Intelligence, Firewall e IP Público, por exemplo. Outros 45,5 mil serviços técnicos especializados (UST) também poderão ser contratados de acordo com a necessidade, como arquitetura de solução, configuração de VPN site-to-site, configuração de VPN client-to-site, configuração de filtro Firewall, configuração de rede virtual, configuração de CDN, configuração de criptografia de dados e discos, e migração de ambientes.

“A conquista de um contrato tão importante e de tamanha responsabilidade como este comprova que a Embratel está preparada para atender ao Poder Público com tecnologias inovadoras e infraestrutura segura e rapidamente escalável”, diz Maria Teresa.

Gustavo Noman assume comando do Comitê de Meios de Pagamento da camara-e.net

O diretor de relações governamentais da Visa, Gustavo Noman, é o novo coordenador do Comitê de Meios de Pagamento da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net). Ele assume no lugar de Lucio Vargas, diretor de alianças estratégicas da Worldpay. Noman, que é um dos membros mais antigos do comitê, terá mandato inicial de um ano. Gerson Rolim, CIO da Vecto Mobile, segue como consultor do comitê.

O Comitê de Meios de Pagamentos é um dos mais ativos da camara-e.net e tem, entre seus associados, empresas que representam todo o ecossistema de pagamentos da internet.

Quatro em cada dez brasileiros pretendem abrir um negócio até 2020, aponta pesquisa da Ipsos

O Brasil é um dos países com mais pessoas dispostas a empreender entre países pesquisados. Quatro em cada dez da amostra brasileira (43%) declaram pretender abrir o próprio negócio nos próximos dois anos (até 2020), enquanto no mundo o índice é de 25%, aponta a pesquisa Entrepreneuralism Global Advisor da Ipsos, realizada em 24 países, incluindo o Brasil, com 18 mil entrevistados, entre os dias 20 e 28 de setembro. A margem de erro para o Brasil é de 3,1 pontos percentuais.

A Arábia Saudita é o país em que os respondentes têm mais aspirações de abrir o próprio negócio até 2020: 63% disseram que tem esse desejo. Em seguida estão: México (62%), Índia (50%), África do Sul (50%) e China (48%). O Brasil aparece logo em seguida, com 43%. Por outro lado, somente 6% dos japoneses gostariam de abrir o próprio negócio.
“Este contraste indica que o contexto dos países em desenvolvimento é favorável às aspirações empreendedoras. Isto aponta para fatores que estimulam ou inibem o empreendedorismo como menores oportunidades de emprego e perspectiva de sucesso nos negócios nos mercados em desenvolvimento, por um lado, e concorrência dos negócios já estabelecidos, mais acirrada e técnica em mercados desenvolvidos como fatores possivelmente importantes influenciando o desejo de empreender”, afirma Rupak Patitunda, gerente de opinião pública da Ipsos.

Quase metade dos brasileiros entrevistados (48%) acredita que o governo tem responsabilidade para apoiar os empreendedores. O índice do Brasil é igual à média global. O México e a Argentina possuem o maior percentual, com 67%, e a Suécia possui o menor, com 27%.

Por outro lado, somente dois em cada dez brasileiros do estudo (17%) acreditam que o governo faz um bom trabalho em apoiar o empreendedorismo no país. A média do Brasil está bem próxima da global, de 22%. O Japão tem o menor índice nesta questão, com 6%. A Índia e a Polônia são os países em que a população mais acredita no bom trabalho do governo, com 46% e 45%, respectivamente.

Os países com as maiores diferenças entre a expectativa da responsabilidade do governo em fomentar o empreendedorismo e a realidade percebida da boa atuação do governo são Argentina (48% de diferença), Hungria (47%), Rússia (46%) e África do Sul (43%). O Brasil aparece com 31% e a diferença global é de 26%.

“Nestes países, o governo é visto como ausente na sua responsabilidade, que é mais uma variável influente no ambiente empreendedor. O desejo de empreender é diferente da possibilidade de empreender em si que é muitas vezes determinado pelo ambiente que o país apresenta”, diz Patitunda.

Índice de Espírito Empreendedor

O estudo também criou um índice de Espírito Empreendedor baseado em como 18 itens atitudinais que descrevem bem ou não o entrevistado, como “criativo”, “disciplinado”, “flexível”, “ambicioso” entre outros. Globalmente, três em cada dez entrevistados (29%) tiveram pontuação muito alta para essas características. No Brasil, o índice é de 26%. O México é o país em que mais pessoas responderam ter essas competências: 58%.

“Existe uma relação entre características vistas como pessoais e o desejo de se abrir um negócio próprio. Contudo, o ambiente social, as condições econômicas e a estrutura pública de fomento ao empreendedorismo têm um grande peso para a construção desta autoimagem”, completa Patitunda.

Experiência empreendedora

A experiência empreendedora, ou seja, o percentual de pessoas que já abriram seu próprio negócio ou iniciativa, está relacionada ao grau de instrução e à faixa de renda, quando considerado o conjunto dos países. Além disso, também tem relação com o sexo masculino, já que 33% dos homens reportagem já terem aberto um negócio versus 23% das mulheres na amostra global.

Entre os entrevistados de todos os países, 28% já abriram seu próprio negócio. A Arábia Saudita (58%), o México (49%) e a Argentina (48%) são os países que mais tiveram experiência empreendedora.

No Brasil, três em cada dez entrevistados (30%) já tiveram o próprio negócio. Os países que relataram menos experiências empreendedoras foram: França (12%) e Japão (7%).

B2B Tech Summit reúne grandes nomes do mercado de tecnologia

A cientista política argentina e referência em tecnologia para democracia, Pía Mancini, abriu o B2B Tech Summit com a seguinte provocação: “Somos cidadãos do século 21, vivendo sob modelos de instituições do século 19, criadas com a tecnologia da informação do século 15”.

O evento, realizado em São Paulo, foi promovido pela Softex e Oria Capital e trouxe à tona questões atuais sobre como a tecnologia vem desafiando as instituições, empresas e a sociedade, especialmente na América Latina.

O B2B Tech Summit reuniu alguns dos maiores especialistas do País no mercado de tecnologia, com discussões que abordaram temas críticos para o setor:

Transformação Digital – “Quando você cria ilhas de excelência, você gera exemplos de sucesso. E, com exemplos de sucesso, é mais fácil você ter seguidores. É uma forma de fazer com que as pessoas entendam que vale a pena e, portanto, cruzem a ponte para adotar uma nova forma de trabalhar”, defendeu José Luiz Rossi, CEO da Serasa. O diretor de Inovação da Embraco, Alexandre Veiga, bateu na tecla de que a contratação de jovens empreendedores digitais ainda é o maior desafio das grandes empresas que querem inovar. O CEO Brasil da Cisco, Laércio Albuquerque, citou a necessidade da educação digital para preparação de toda a sociedade: “A tecnologia é apenas o meio. E o ser humano não pode ser perdido de vista”.

Indústria 4.0 e Internet Industrial – “A internet industrial já está funcionando e é acessível, não há um grande impedimento para começar a testar e automatizar parte do trabalho manual”, afirmou José Rizzo, fundador da Pollux e presidente da Associação Brasileira de Internet Industrial, a respeito da digitalização de fábricas e máquinas conectadas. Ruben Delgado, presidente da Softex acrescentou: “As políticas públicas devem apoiar o salto; com alternativas que contribuam para redução do risco de adoção de novas tecnologia por parte das empresas”. Jorge Steffens, da Oria Capital, afirmou que a adoção da manufatura 4.0 já é uma realidade nos parques industriais nacionais e lembrou o avanço gerado na qualidade de vida dos trabalhadores, principalmente, “com menor exposição atividades de periculosidade e insalubridade”.

Prioridades do CIO brasileiro – Um estudo inédito encomendado pela Softex foi apresentado, demonstrando que apenas uma em cada quatro empresas está nos níveis superiores de maturidade para a Transformação Digital; a maioria ainda não acordou para esta realidade. Na avaliação de Guilherme Amorim, da Softex, todo mundo comenta sobre tema, mas poucos praticam.

Investindo em tecnologia – Piero Rosatelli, da Oria Capital, defendeu que estratégia é essencial para investir em empresas de tecnologia de alto crescimento: “Um dos desafios é criar modelos comerciais agressivos, complementares, criação de canais, políticas de distribuição de software. O capital inteligente e especializado em software faz toda a diferença”.

Internacionalização – “O Brasil é um mercado grande e, muitas vezes, o empreendedor brasileiro se contenta com ele; e não se prepara para o mercado global”, comentou Kleber Stroeh da Icaro Tech, endossado por Roberto Dariva da Navita. Eduardo Bouças, da Cipher, observou, ainda, que certificações e prêmios internacionais fazem a diferença para a decisão do cliente global; e considera o investimento essencial para quem deseja internacionalizar.

É sempre sobre pessoas – A relação academia x negócios foi destacada por João Bernartt, fundador da Chaordic (empresa originada de sua tese de mestrado). “Encontrar essa ponte entre a pesquisa e o setor produtivo é fundamental para a competitividade das empresas e do nosso país”, afirmou. Juliana Glasser, da Carambola.vc, trouxe a perspectiva de inclusão e diversidade, e citou a falta de representatividade de vários aspectos, como etnia, gênero, formação e classe econômica. “As pessoas podem ter um histórico de não ter conseguido se desenvolver até agora, mas não significa que elas não o possam se tiverem uma oportunidade.” Paulo Caputo, da Oria Capital, defendeu que empresas de tecnologia não podem fugir da sua responsabilidade em formar os profissionais que demanda hoje.

Tecnologia em fusões, aquisições e IPOs – “A Transformação Digital está impulsionando as cadeias de M&A de IPO, vertentes fundamentais no plano de expansão das empresas”, concordaram Carlos Testolini e Barbara Raymundo, da Oria Capital. Marcelo Ramires, da Michellin, lembrou que a visão de negócios e técnica são complementares na hora da avaliação de empresas de tecnologia. “Olhar a parte de dados é muito importante, seja para identificar a inteligência que pode ser adquirida instantaneamente, seja como um cuidado de compliance”. Osmar Castellani, do Goldman Sachs, arrematou que é raro que companhias de tecnologia cheguem ao estágio de abertura de capital sem o investimento de fundos especializados e indicou que os investidores estrangeiros continuam com apetite para empresas brasileiras de base tecnológica.

Sampling interativo inova na abordagem ao consumidor no PDV

A tradicional distribuição gratuita de amostras e brindes de produtos a consumidores está passando por uma verdadeira revolução com o lançamento da Amostrix, ferramenta inédita de marketing promocional que traz ao mercado brasileiro a possibilidade de trabalhar com sampling interativo. A empresa realizou projeto piloto com o Sam’s Club. Nesse momento, em caráter experimental, entre julho e agosto, o equipamento esteve disponível em algumas filiais, mas, em pouco tempo, estará nas 27 lojas da rede.

A ideia básica é a distribuição autônoma de amostras e brindes nos pontos de venda (PDVs). O cliente, por meio de um cartão da loja ou do número de seu CPF, se identifica no equipamento instalado e recebe o produto na hora. Além de servir como um ponto de contato entre consumidor e marca/produto, a máquina possibilita ao fornecedor difundir vídeos e imagens por meio de seus três monitores.

De acordo com Fernando Ribeiro, fundador e CEO da Amostrix, a tecnologia e o equipamento são inéditos no Brasil. Trata-se de uma inovação que transforma a experiência dos consumidores a partir de diversas possibilidades de aplicação. “Os resultados das ações refletem diretamente em aumento do awareness, bem como das vendas. Entendemos que esses atributos constituem um diferencial bastante claro para o marketing no varejo. Por conta disso, temos excelentes expectativas com relação à Amostrix, pois público brasileiro é receptivo a novidades. Essa percepção é oriunda dos anos de trabalho que tive no segmento de varejo e na boa aceitação que a proposta vem tendo”, ressalta.

Segundo ele, nesse período de experimentação, foram entregues mais de 30 mil amostras com campanhas da Amostrix. Os resultados foram altamente positivos, com aumento de vendas entre 48% e 139% para as marcas envolvidas. Nesse período, exclusivamente no Sam’s Club, foram atendidos clientes como Kimberly Clark, Nestlé Purina, EverGreen e Petitos. A maior campanha foi para a marca Huggies, da Kimberly Clark. Durante uma semana em outubro (ainda em caráter experimental), em sete lojas do clube de compras, foram distribuídas 10 mil amostras de lenço umedecido.

A Amostrix trabalha com dois canais de distribuição: Alimentar, englobando supermercados – nesse caso, ainda exclusivamente no Sam’s Club, com campanhas em andamento; e Especializado, que deve ser iniciado em breve, abrangendooutros segmentos dovarejo como, por exemplo, pets, perfumes/beleza, vestuário, materiais de construção, entre outros. De acordo com Fernando Ribeiro, a expectativa da empresa para 2019 é atingir mais de 1 milhão de amostras no parceiro atual e em novos canais especializados que serão abertos.

O ciclo de funcionamento do equipamento interativo de sampling é semanal, ativo em todas as 52 semanas do ano. Além disso, a operação envolve uma logística dinâmica. A indústria entrega à Amostrix os produtos que serão distribuídos gratuitamente. Então, a empresa fica responsável pela distribuição das amostras e abastecimento interno das máquinas de sampling nos PDVs onde a ação será realizada. A tecnologia permite variações de um item na mesma ação, por exemplo, com sabores e essências diferentes.

Por ser móvel, o aparelho pode ser instalado nos corners de diversos setores dentro das lojas, de acordo com a promoção. Além disso, mais de um equipamento pode ser instalado na mesma loja. Apesar de a finalidade principal ser a distribuição de amostras e brindes, o equipamento também possibilita ações que envolvem a impressão de cupons de desconto, e está em desenvolvimento uma funcionalidade ligada ao sistema de “Compre e Ganhe”. Os clientes ainda terão à disposição relatórios analíticos sobre conversão de compra e/ou aumento de vendas.

Mercado Eletrônico aposta em iniciativas para otimizar experiência dos usuários

Colocar o cliente no centro da estratégia dos negócios já se tornou fundamental para as empresas que querem ganhar destaque no mercado. O Mercado Eletrônico acompanha essa tendência e segue investindo em iniciativas que apostam na otimização do Customer Experience (CX) e Customer Success (CS). A empresa, que anunciou em julho deste ano a adoção de chatbots para o atendimento, anuncia agora o desenvolvimento de um projeto totalmente focado em customer success para atender sua base de clientes – que conta com mais de 1 milhão de fornecedores e 8 mil compradores.

De acordo com Diogo Morgado, gerente da área de pós-vendas e customer success do Mercado Eletrônico, o projeto é liderado pelo time de Pós-Vendas e tem como foco principal dois pilares: o primeiro, focado na estratégica de customer success como playbooks, jornada do cliente, programas, metodologia, dados e ações; e o segundo, voltado para a cultura interna de sucesso do cliente, onde todos times da empresa participam e buscam maior engajamento nessas práticas.

Complementar ao projeto e baseado em suas novas práticas e métodos voltados a Customer Success, o Mercado Eletrônico desenvolveu um software que mapeia e gerencia a saúde do cliente, fazendo com que essa matéria não seja mais subjetiva, baseada em percepções. Denominado de PulseME, a ferramenta possuí um KPI único, denominado Health Score, que utiliza de um grande volume de dados para mapear a satisfação, engajamento e operações de toda a base de cliente, permitindo assim que os times operacionais tenham as ações mais direcionadas.

Para o executivo, as tecnologias surgem como facilitadoras e podem se transformar em resultados refletidos de forma contínua em todos os processos: “Com o surgimento de tecnologias como SaaS e Cloud, os clientes têm muito mais acesso e poder de decisão. Além do resultado esperado, eles também querem receber valor agregado, por isso é fundamental cada vez mais transformar todas as entregas em geração de valor. Ao interpretar os dados de forma mais assertiva, cria-se um ciclo contínuo de melhorias internas e externas, direcionando os times a atuarem de forma mais precisa e correspondendo cada vez mais com as expectativas dos clientes” explica.

Resultados em números

As ações focadas no sucesso do cliente já apresentam resultados positivos para o Mercado Eletrônico e toda sua base. Após três meses de implementação dos bots, a empresa registrou melhora em todos os indicadores. O tempo médio de espera e o número de contatos, por exemplo, registraram uma queda de 27% e 53% respectivamente. Segundo Alexandre Moreno, diretor de serviços do Mercado Eletrônico, os números refletem a satisfação dos clientes com os serviços:

“Mesmo com o crescimento e a globalização da empresa, que poderiam impactar nossos serviços, as iniciativas focadas no cliente funcionaram como uma alavanca e nosso índice de satisfação medido em pesquisa atingiu a nota de 9.4” finaliza.

Transformação Digital e as Organizações de Aprendizagem Adaptativas

Por Ricardo Abdalla, Head de Transformação Digital da Braspag

A Transformação Digital é um assunto estratégico para as organizações. Elaborar e implementar uma estratégia digital adequada para o negócio não é tarefa fácil, e vai muito além da incorporação de novos recursos tecnológicos aos fluxos de trabalho. Enquanto as organizações bem-sucedidas terão seu caminho pavimentado para o sucesso, aquelas que falharem estarão mais expostas aos riscos da ruptura digital, trazidas por um ambiente com o ritmo das transformações tecnológicas em aceleração contínua.

As organizações se deparam com a ruptura digital

A tecnologia tem sido o principal fator de transformação na maneira como as empresas produzem, interagem com seu ecossistema de parceiros, e comunicam-se com seus clientes. A rapidez com que a tecnologia da informação (PC, Internet, Mobile, Plataformas Digitais) é incorporada ao ambiente de negócios, digitalizando processos e indústrias e desmaterializando produtos e serviços, encanta e assusta. A história da tecnologia nos mostra que as mudanças tecnológicas ocorrem segundo uma curva exponencial, contrária à visão intuitiva linear do senso comum. Para uma parte significativa das organizações estabelecidas, acompanhar o ritmo das mudanças é difícil, custoso e gera enorme sobrecarga. Mas não há outra saída.

Em um mercado aberto e global, a todo momento novos entrantes exploram tecnologias emergentes e criam produtos inovadores. Com custos menores, melhores experiências de usuário e a agilidade de quem ainda não possui processos e sistemas legados, ganham mercado à medida em que as empresas incumbentes recuam para proteger suas margens, caindo na armadilha de oferecer ainda mais território aos seus novos competidores.

Embora varie de acordo com cada indústria, a ruptura digital é um fenômeno que previne as organizações de continuarem atuando da maneira em que estão habituadas, o que acontece, na perspectiva da organização que sofre a ruptura, de modo geralmente inesperado e com viés negativo. Mas há outra perspectiva possível, em que a ruptura pode ser vista como uma reciclagem que aposenta velhas formas de trabalho enquanto abre caminho para o novo.

A organização como uma máquina

Um paradigma é, basicamente, uma visão de mundo. Paradigmas persistem até que não sejam mais capazes de explicar novos fatos e evidências da realidade, quando então, são desafiados por uma nova visão capaz de incluir, em sua explicação do mundo, a nova informação. O século XX viu surgir e prosperar o taylorismo (desenvolvido pelo engenheiro Frederick Taylor, o pai da administração científica), no qual o modelo ideal de organização é análogo ao funcionamento de uma máquina, com departamentos especializados atuando como peças de uma engrenagem mecânica e estrutura hierarquizada, baseada em comando e controle. Por décadas, organizações que adotaram este modelo otimizaram custos, obtiveram aumento de eficiência operacional e dominaram seus mercados. O sucesso do taylorismo foi inquestionável.

Entretanto, as tecnologias emergentes e os consequentes processos de ruptura trouxeram instabilidade e risco para as empresas que enxergam o mundo pela ótica taylorista. Novas tendências desafiam o antigo paradigma, que se altera em face das mudanças trazidas pela era digital. Algumas destas tendências são ambientes de negócio em rápida evolução, com impacto direto nos padrões de demandas dos stakeholders (clientes, parceiros, órgãos reguladores), constante introdução de tecnologias disruptivas (IA, IOT, Blockchain), e o acelerado processo de digitalização e democratização da informação, com grande aumento no volume, distribuição e variedade dos dados.

A organização como um organismo vivo

O paradigma emergente precisa comportar a complexidade do cenário atual e estabelecer um novo balanço entre estabilidade e dinamismo. Os elementos de estabilidade são necessários para fornecer a direção apropriada ao negócio e prover suporte eficiente para a escalabilidade. Já os elementos dinâmicos são capazes de se ajustar continuamente às variações do ambiente em constante transformação. A estrutura estável se desenvolve mais lentamente e suporta as capacidades dinâmicas da organização, que se adaptam rapidamente aos novos desafios e oportunidades.

Quando organizada sobre estas premissas, a organização mantém uma estrutura executiva de alto nível estável, mas substitui grande parte da hierarquia tradicional por uma rede flexível e escalonável de pequenos times orientados por propósito. Redes são uma forma bastante natural e eficiente de organizá-los, pois balanceiam autonomia e liberdade com os esforços de coordenação coletivos. Como células em um organismo, os times precisam assumir de ponta a ponta a responsabilidade pela execução do seu trabalho e, para isso, necessitam ter capacitação e autonomia para a ação local rápida e eficaz. A rede dinâmica então é capaz de aumentar substancialmente a velocidade e a flexibilidade das entregas, além de alimentarem o sentimento de propriedade dos colaboradores. Os elementos estáveis e dinâmicos reforçam uns aos outros, exercendo influência positiva também sobre a resiliência e o engajamento da organização.

A Lei de Conway

Em 1968, uma empresa com 8 colaboradores foi contratada para produzir compiladores para as linguagens COBOL e ALGOL. Após as estimativas iniciais de dificuldade e tempo, 5 deles foram alocados no projeto COBOL, enquanto os outros 3 foram alocados no ALGOL. Quando o projeto foi concluído, verificou-se que o compilador COBOL funcionava em 5 fases, e o ALGOL em 3. Melvin Conway, programador envolvido no projeto, fez a seguinte observação, que ficou conhecida como a Lei de Conway:

“Organizações que desenvolvem sistemas inevitavelmente produzem projetos que são cópias de suas estruturas de comunicação.”

Posteriormente, a observação de Conway acabou validada por pesquisadores do MIT, mas, o que ela realmente ensina é que a forma como uma organização é projetada dita como o trabalho é executado, o que influencia significativamente os resultados alcançados. Portanto, ao compreendermos esta ligação entre a estrutura organizacional e o resultado do trabalho produzido, podemos utilizá-la em nosso favor.

Gigantes como a Amazon, Netflix e o Spotify estão organizados em times que funcionam como pequenas startups dentro da companhia: independentes, multidisciplinares e guiados por uma missão de longo prazo. Cada time é responsável por um serviço da plataforma – uma parte da experiência do usuário. Estes serviços são projetados para serem desacoplados uns dos outros, de modo que possam evoluir de maneira independente, e sem excessivo esforço de coordenação. Como não há dependência de outras áreas, o tempo economizado permite aos times focar no que de fato gera valor para o negócio: atender as demandas dos clientes em interações rápidas, guiadas por experimentação e aprendizagem contínua.

Times orientados para o mercado

Vimos que o paradigma de máquinas estabelece a especialização funcional como base do seu modelo organizacional, agrupando profissionais por expertise com o propósito de otimizar custos, mas gerando em contrapartida considerável hierarquia, suportada pelos sistemas e processos que compõem o aparato burocrático. Como as organizações hierárquicas separam planejamento de implantação, a realização efetiva do trabalho tende a depender do consentimento das instâncias superiores da hierarquia, o que eleva o tempo de resposta da organização aos desafios do mercado.

Também vimos que o paradigma do organismo vivo propõe uma rede de times independentes, multidisciplinares e responsáveis pelo ciclo de vida completo de um produto (ou de parte dele). Estas características permitem à organização responder mais rapidamente as necessidades dos clientes e, por isso, os times são otimizados para velocidade e orientados para o mercado.

Quando comparados aos modelos de máquina, os times de mercado possuem maior autonomia, responsabilidade, são mais facilmente criados e dissolvidos, e a avaliação de seus resultados são mais diretas. No entanto, em seu estado “puro”, possuem a desvantagem de diluir profissionais com determinada expertise funcional entre os diversos times da rede, causando perdas na economia de escala.

Para mitigar esse efeito, é possível estimular a formação de comunidades de conhecimento e prática que agrupem os profissionais com a mesma função dentro da organização. Estas comunidades têm a responsabilidade de atrair e desenvolver talentos, compartilhar conhecimento e experiência, além de proporcionar um sentimento de continuidade à medida que os profissionais alternem entre os diferentes times. Um exemplo são as guildas no Spotify. Na Europa medieval, as guildas agrupavam indivíduos com interesses comuns e proporcionavam assistência e proteção aos seus membros. No Spotify, há guildas para desenvolvedores, testadores, POs etc. Funcionam, portanto, como uma “cola” que mantém a organização unida e oferece alguma economia de escala, sem muito sacrifício para a autonomia dos times.

Transformação Digital é um esforço de longo prazo

Muito mais do que “transformar a experiência do cliente” ou incorporar as novas tecnologias digitais, transformar digitalmente uma organização envolve um esforço contínuo e de longo prazo para mudar não apenas a forma como a mesma faz negócios e interage com um ambiente complexo de rupturas e inovações, mas também a maneira como a empresa se organiza e opera em torno de valores-chave da cultura digital, como foco no cliente, colaboração e tolerância ao risco.

Em muitas organizações, o processo envolverá mudanças profundas, com impacto na proposta de valor, estrutura, estratégia, processos e modelos de negócio da organização, sem os quais qualquer iniciativa digital executada será provavelmente uma correção de curto prazo. Não importa quão bom seja o planejamento do projeto de transformação, ainda haverá surpresas e imprevistos, e as correções de curso serão inevitáveis. São nestas condições, inclusive, que os sistemas adaptativos sobrevivem e prosperam.

Risco de Reputação: Impacto no valor da empresa duplica na era digital

Eventos que envolvem a reputação das empresas, como ataques cibernéticos, têm um impacto direto no preço de ações, segundo mostra o relatório publicado pela Pentland Analytics, em parceria com a Aon, empresa global líder de serviços profissionais, que oferece ampla gama de soluções em riscos, previdência e saúde.

O estudo Risco de Reputação na Era Cibernética 2018 analisou 125 crises de reputação ocorridas na última década, medindo o impacto no valor acionário no ano seguinte aos respectivos eventos. O relatório concluiu que o efeito no valor acionário causado pelas crises de reputação duplicou desde o surgimento das mídias sociais. Nem o tamanho da empresa, ou ter uma boa reputação, oferece qualquer proteção contra perda de valor após uma crise.

“Embora as ferramentas e a conscientização sobre a gestão de risco tenham evoluído, o risco de reputação continua influenciando as empresas, sendo uma de suas principais preocupações. Nos últimos 10 anos, o risco de reputação ocupou um dos primeiros lugares na Pesquisa Global de Gestão de Risco da Aon”, afirma Randy Nornes, Líder de Clientes Corporativos da Aon. “Empresas experientes que desenvolvem e usam uma estrutura robusta de gerenciamento de risco podem não apenas enfrentar melhor os eventos que envolvem a reputação, mas é possível frequentemente ter um ganho líquido em val or após tais eventos”.

Em tempos de crise, os investidores utilizam informações sobre uma empresa compartilhadas em mídias sociais para reavaliar suas expectativas de capital, o que pode impactar positiva ou negativamente o preço das ações de uma empresa. O relatório mostrou que as empresas podem aumentar seu valor em 20% ou reduzi-lo em 30%, dependendo de seu preparo quanto ao risco de reputação e comportamento gerencial logo após uma crise.

“Mesmo que a procura por seguros cibernéticos esteja crescendo mundialmente, ainda permanece uma enorme lacuna entre a cobertura de riscos cibernéticos e a tradicional. Estima-se que o crime digital causou cerca de US$ 550 bilhões em perdas no ano passado. Porém, em média, as empresas são cobertas por apenas 15% das potenciais perdas com os riscos cibernéticos, contra 59% das perdas em demais ativos”, comenta Maurício Bandeira, Gerente de Produtos Financeiros da Aon Brasil.

O estudo identificou fatores chaves para uma recuperação bem-sucedida após um abalo de reputação, incluindo:

– A comunicação no período de crise deve ser imediata e global

– A percepção de honestidade e transparência é essencial

– Responsabilidade social e ativa é fundamental

“Novas tecnologias continuam surgindo, tais como robótica, inteligência artificial e biônica, e todas requerem uma vigilância constante”, acrescenta a Dra. Deborah Pretty, Diretora Fundadora da Pentland Analytics. “O desenvolvimento tecnológico aumentou o risco de reputação tornando as tecnologias mais intuitivas, baratas e rápidas para que as pessoas disseminem informações”, finaliza Pretty.

A pesquisa principal sobre o impacto das crises no valor acionário foi realizada, primeiramente, por Pretty em 1993, e novamente em 2000, antes que as mídias sociais tivessem uma influência ativa. Os relatórios, respectivamente, focaram nas habilidades contrastantes das empresas em se recuperar das crises bem como no impacto sobre a reputação na ausência de perda física. Na versão de 2018 do estudo, foi dada uma atenção especial, tanto ao crescimento das mídias sociais, quanto ao valor do impacto de ataques cibernéticos.

Leia mais sobre esse assunto no The One Brief ou baixe o relatório completo em: http://www.aon.com/brasil/consulting/riscos-ciberneticos.jsp

Conselho do Brain anuncia nova presidente

O conselho do Brain – Instituto de Ciência e Tecnologia, fundado pela Algar Telecom, anunciou Zaima Milazzo como nova presidente. Com 20 anos de experiência no setor de telecomunicações, Zaima atuou como consultora de clientes corporativos, abrangendo desde a área comercial até a direção de uma unidade de negócios de mídia na Algar Telecom. Tendo a maior parte de sua carreira focada em desenvolvimento de novos produtos e inovação.

No Brain, Zaima atuava como diretora de Inovação e Operações, focando na prospecção e geração de novos negócios disruptivos e desenvolvendo as melhores experiências para clientes. Como atual presidente do Instituto será responsável pelo direcionamento estratégico e representação institucional de inovação.

“Tenho muitos desafios pela frente, mas sei que estamos no caminho certo. O ano de 2018 foi produtivo e com diversos aprendizados – conquistamos novos clientes e lançamos soluções inovadoras para o mercado. Fico muito feliz pelas nossas conquistas e honrada em assumir esse novo papel. Para 2019 planejamos intensificar o relacionamento com o ecossistema de inovação, com objetivo de buscar novas oportunidades e investimentos do setor para soluções disruptivas. Também iremos evoluir a disseminação dentro do Grupo Algar do mindset digital e metodologias Ageis/Lean”, ressalta Milazzo.

WRBR 2018: bancos devem responder às expectativas dos clientes e a ameaça das BigTechs e FinTechs

Além dos desafios tradicionais, os bancos de varejo em todo o mundo agora enfrentam o impacto pesado de novas formas de concorrência, tais como o ecossistema dos bancos abertos, as tecnologias emergentes e as crescentes expectativas dos clientes. Estes são os principais destaques do World Retail Banking Report 2018 (WRBR2018), tradicional Relatório Mundial de Bancos de Varejo, cuja nova edição foi lançada pela Capgemini e a Efma.

O relatório revela também que:

• A satisfação é baixa: apenas a metade dos clientes afirmou ser positiva a experiência nos diferentes canais do seu atual banco – 51,1% nas agências, 46,9% pelo smartphone e 51,7% pelo Internet banking -, apesar dos investimentos contínuos realizados pelas instituições;

• Os consumidores estão abertos às BigTechs: quase um terço dos clientes (32,3%) considera comprar produtos e serviços financeiros das BigTechs, incluindo-se aqui os 43% dos entrevistados pertencentes a Geração Y, 53% dos tech-savvy[1] (consumidores intensivos de tecnologia) e 70,2% daqueles que já estão propensos a mudar seu provedor principal;

• A personalização é a chave: a satisfação é nitidamente maior entre clientes que pró-ativamente receberam experiências digitais personalizadas (49,1%) em comparação com aqueles que não as receberam (39,5%).

A pesquisa também ouviu executivos do setor bancário em relação às principais causas da disrupção da indústria. O fator mais citado foi o aumento das expectativas dos clientes, com sete em cada dez executivos (70,8%) afirmando que experiências positivas em outras atividades fazem com que os clientes, agora, esperem mais de seus bancos. A maior parte dos executivos (58,3%) também disse que a pressão regulatória é uma importante causa da disrupção, enquanto 54,2% identificaram a crescente demanda por canais digitais como um fator relevante.

E, conforme os negócios entre indústrias tradicionalmente diferentes começam a se fundir, os bancos passam a enfrentar uma concorrência cada vez maior, especialmente de companhias não tradicionais que focam áreas de nicho da cadeia de valor do setor bancário. Além disso, o aumento da digitalização e a explosão de novas tecnologias estão mudando rapidamente os modelos de trabalho das instituições bancárias.

“Com FinTechs, BigTechs e outras companhias não tradicionais do setor financeiro encontrando seu lugar no mercado, o termo “banco de varejo”, hoje, se refere a tudo o que trata da experiência do cliente ao interagir com sua instituição financeira”, explica Anirban Bose, CEO da Unidade de Negócios Estratégicos de Serviços Financeiros da Capgemini. “À medida que um novo ecossistema aberto – composto por clientes, bancos tradicionais, companhias não tradicionais, reguladores e desenvolvedores – toma forma, há uma clara oportunidade para que os bancos alavanquem a transformação digital, de modo que sejam capazes de manter seus relacionamentos com os clientes ao reinventar a jornada do usuário e criar novos fluxos de receita”.

Apesar da realidade de regulamentação crescente, concorrência não tradicional, tecnologias emergentes e expectativas do cliente, os bancos não estão impotentes no que se refere a usar a mudança em proveito próprio. Uma significativa maioria dos executivos do setor bancário (70,8%) acredita que pode “gerar receitas não tradicionais” por meio da colaboração com os provedores FinTech e BigTech, seja para desenvolver um novo serviço ou para distribuir produtos de terceiros por meio de uma plataforma de mercado. A maior parte dos bancos acredita que há oportunidades inexploradas para se fazer um uso mais estratégico dos dados, visando à melhoria da experiência do cliente. Os executivos planejam usar tais informações para criar jornadas de usuários mais tranquilas (87,5%), desenvolver preços baseados em relacionamentos (75,0%), recompensas de fidelidade (58,3%) e criar produtos e serviços para o ciclo de vida de clientes (54,2%).

“A indústria de bancos de varejo está em um ponto de inflexão e precisa determinar seu papel, avançando no ecossistema das FinTechs. Há oportunidades para inovar por meio da colaboração e da reinvenção. É um momento empolgante para o setor, já que a regulamentação, a inovação, a concorrência e a colaboração se fundem para criar o banco do futuro”, afirmou Vincent Bastid, Secretário-Geral da Efma.

Metodologia do relatório

A edição deste ano do World Retail Banking Report traça as perspectivas atuais e a evolução potencial dos bancos tradicionais em meio ao contínuo surgimento de novos agentes, tais como as BigTechs e as FinTechs, no setor de serviços financeiros. O Relatório apresenta dados de uma pesquisa global que reúne entrevistas de mais de 10 mil clientes de varejo em 20 países, além de entrevistas com 60 executivos seniores de grandes bancos, em 23 mercados.

Para mais informações visite www.worldretailbankingreport.com.

Banco IBM anuncia novo presidente no Brasil

O Banco IBM, braço de leasing e financiamentos da IBM no Brasil, anuncia Alberto Rangogni como seu novo presidente no País. O executivo, que atua desde 2016 como vice-presidente para América Latina da IBM Global Financing (IGF), divisão mundial de financiamento da IBM, é o novo responsável por supervisionar a operação brasileira da maior financiadora global do mercado de tecnologia. Rangogni ocupará o lugar de Felippe Matteucci Melo, que agora é Chief Operating Officer (COO) da IBM Brasil, liderando a área de Operações da companhia.

Alberto Rangogni iniciou sua carreira na empresa há 25 anos, na posição de gerente de Tesouraria para a IBM Argentina. Após atuar em outros escritórios da companhia, incluindo Miami e Nova York, Alberto terá, dentro de suas responsabilidades na América Latina, a missão de expandir os negócios do Banco IBM no Brasil, reforçando a oferta de soluções financeiras flexíveis e moldáveis aos recursos e investimentos dos clientes em tecnologia.

“O Banco IBM é parte da IBM Global Financing, o maior financiador de TI no mundo, proporcionando aos seus clientes a possibilidade de financiar as soluções tecnológicas de hardware, software e serviços de TI, necessárias para se manterem competitivos e crescerem no mercado”, afirma Alberto Rangogni, presidente do Banco IBM. “Com uma carteira ativos de R$ 3 bilhões na região, seguiremos oferecendo opções acessíveis para as mais recentes tecnologias, incluindo serviços em nuvem, inteligência artificial e soluções de analytics, mobile, segurança, social e infraestrutura”.