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Brasileiros começaram a investir mais durante a pandemia

Com tantas mudanças que aconteceram em 2020, muitos hábitos dos brasileiros se transformaram, seja eles para limpeza, higiene, consumo e até mesmo financeiro. Com momentos de incertezas provocados pela pandemia da covid-19, os hábitos financeiros tiveram que ser repensados para novas estratégias de como cuidar e aplicar o seu dinheiro. De acordo com a pesquisa realizada pela NZN Intelligence , os brasileiros decidiram apostar em investimentos, coisa ainda pouco explorada no país. Segundo eles, 80% dos entrevistados começaram algum tipo de investimento nesse período.

Com um cenário de investimento tão em alta, o fator da pandemia foi decisivo para essa iniciativa. Segundo o intelligence, 34% afirmaram que o cenário favorável foi o principal fator para a decisão, enquanto 30% apontaram o consumo de conteúdo relacionado a investimentos como principal motivo. “O aumento no consumo de conteúdo foi nítido durante o isolamento social, as pessoas criaram o hábito de pesquisar mais determinados assuntos, e o investimento foi um deles” conta Alexandre Carvalho, CFO da NZN. A pesquisa realizada comprova que 28% dos entrevistados começaram a investir pela oportunidade de renda extra e segurança. “Mais um dado que revela que a procura por informações e estudos aplicados durante a pandemia manifestou um novo pensamento na população, a busca por renda extra por meio de investimentos”, explica Carvalho.

Entre os outros motivos que os levaram a investir durante a pandemia, 34.6% por conta do cenário favorável para investimento e 31.3% por terem maior tempo em casa.

Apesar dessa ser a tendência entre os brasileiros, é necessário saber onde e quanto investir, por isso, a pesquisa e estudo sobre o tema é fundamental para garantir sucesso nessa jornada, isso por existir diversos tipos de investimentos. Com isso, 44% começaram a investir na bolsa de valores, 30.4% CDI e/ou CDB e 23% no tesouro direto. Já na poupança, 18.9% investiram nessa modalidade. “Os brasileiros começaram a enxergar que existe muito mais do que a poupança para investir seu dinheiro, até mesmo outros meios que apresentam um retorno financeiro muito mais vantajoso. A questão da poupança ainda é muito aplicada por ser a opção mais “tradicional”, conclui o executivo.

Ainda de acordo com a pesquisa, 23% dos entrevistados não investiram durante a pandemia, mas pretendem fazê-lo após esse período, 37% devem aplicar na Bolsa de Valores e 33%, em CDI ou CDB.

Além desse hábito que foi adquirido, a tecnologia está cada vez mais inserida nas questões financeiras, dentre elas os aplicativos de bancos. Segundo dados, 59% aumentaram a utilização de apps de bancos durante a pandemia, o que ressalta a consolidação da internet banking entre as pessoas, facilitando o acesso às contas bancárias sem precisar sair de casa.

A fim de compreender os hábitos financeiros dos brasileiros, a NZN desenvolveu um hub de dados para marcas e anunciantes acompanharem os principais números ligados à mudança de hábito dos brasileiros em seus setores. Também é possível que a marca faça levantamentos personalizados com o tema de interesse. A motivação para a construção do Hub Intelligence partiu do objetivo da empresa de trazer dados e informações relevantes para que marcas tenham ainda mais insumos para direcionar seus esforços de comunicação digital e suas campanhas.

Piemonte Holding conclui compra de data centers da Oi

Alessandro Lombardi, CEO da Piemonte

O grupo financeiro carioca Piemonte Holding concluiu na última sexta-feira (12) a compra de cinco data centers da Oi por um valor total de R$ 367 milhões. A transação concretiza o aditamento do plano de recuperação judicial da empresa telefônica, uma das maiores da América Latina, e marca a primeira de uma série de vendas que a Oi planeja executar nos próximos anos.

Os R$ 367 milhões se dividem em um pagamento à vista de R$ 250 milhões, realizado na sexta-feira (12); um componente a prazo de R$ 75 milhões, além de R$ 42 milhões em investimentos na UPI Data Center. A compra da UPI Data Center da Oi pela Piemonte Holding foi aprovada por uma assembleia geral de credores da Oi, pelo juiz responsável pela recuperação judicial da empresa, e também em leilão judicial.

“A Piemonte é uma empresa jovem, que acredita na transformação digital da economia. A pandemia acelerou um processo que já estava em curso e a recuperação da Oi, que a partir de agora começa a ser um fato consumado, é uma injeção de otimismo para o Brasil. O total dos ativos vendidos e dos aportes previstos na companhia telefônica supera os R$40 bilhões. Acredito que, com uma infraestrutura digital adequada, este país pode voltar a ser um dos gigantes na escala global, finalmente virando a página e esquecendo erros do passado”, afirma Alessandro Lombardi, CEO da Piemonte.

A compra efetivada pela Titan, um dos veículos de investimento da Piemonte Holding, ocorreu por meio de uma operação de “project finance” apoiada pelos bancos BTG Pactual e Bradesco, que devem ser parceiros do negócio no longo prazo. O fundo de investimentos Alba Fund, gerido e administrado pela Piemonte, também passou a integrar parte do pacote da transação.

Os cinco novos data centers que agora fazem parte do conglomerado da Titan Elea Digital, holding de data centers da Piemonte, estão localizados em Curitiba, Porto Alegre, São Paulo e Brasília, com duas unidades. Com esta transação, a Elea Digital, de acordo com reguladores e pesquisas de mercado, se torna uma federação que abrange cerca de 10% do mercado brasileiro de colocation, tendo como maior diferencial a localização geográfica de seus ativos.

“O Brasil tem o tamanho de um continente e nossos data centers são diferenciados: além do hosting, podemos oferecer conectividade e minimização de latência. O potencial que enxergamos é enorme, e é validado pelos sponsor financeiros. Tivemos a sorte de encontrar um management como o da Oi, que compartilhou conosco valores, visão estratégica e ótima capacidade de execução”, declarou Alessandro.

MISSÃO COVID atinge a marca de 91 mil atendimentos em 1 ano de atuação

Mais de 1400 médicos contribuíram com atendimentos remotos

A Missão Covid, projeto liderado pelo médico cardiologista Leandro Rubio e o CEO da GO.K Cristiano Kanashiro, completa 1 ano de funcionamento com 91 mil atendimentos, mais de 4,2 milhões de acessos ao site e 2289 cidades atendidas. 

No dia 20 de março surgiu a ideia, em seguida foi criado o Instagram da Missão Covid, e em apenas três dias foi lançada a plataforma oficial de atendimento (www.missaocovid.com.br) com apenas 20 médicos voluntários para a realização de consultas gratuitas via Telemedicina. O projeto foi se tornando cada vez mais conhecido e contou com a contribuição de mais de 1.400 médicos voluntários de diferentes especialidades e localidades do País. No período entre março de 2020 e fevereiro de 2021, foram registradas 21.041 solicitações de atendimentos no Estado do Rio de Janeiro e 18.487 do Estado de São Paulo. O total de pacientes atendidos pela plataforma que teve hipótese diagnóstica de Covid-19 foi de 83%. “Quando tivemos a ideia da Missão Covid não imaginávamos onde chegaríamos. Somos muito gratos pela experiência que ganhamos profissional, pessoal e, mais do que tudo, por ter acreditado em uma missão humanitária que fez a diferença na vida de tantas pessoas”, afirma Leandro Rubio, fundador da Missão Covid.

A prática da Telemedicina ainda é uma questão em debate no Brasil. O uso da tecnologia para o atendimento médico foi autorizado em caráter emergencial e está liberado até o final da pandemia, de acordo com a aprovação do projeto de lei PL 696/020 pelo Senado. No momento em que a pandemia chega ao seu maior pico, com hospitais lotados em todo o país, a Missão Covid continua atendendo diariamente pessoas de todo o país, contribuindo desta forma para que pessoas com sintomas leves da Covid-19 não precisem sair de casa para receber orientação médica.

Parcerias

A parceria com diferentes empresas pemitiu a sustentabilidade da Missão Covid. A operadora Claro doou chips de telefonia móvel para a realização do atendimento médico pelos profissionais voluntários da plataforma e liberou o acesso dos clientes pré-pagos ao site da Missão Covid, não descontando da franquia mensal do pacote de dados dos usuários. A farmacêutica Zambon doou R$ 100 mil, e a XP investimentos divulgou o projeto para toda a base de clientes médicos.

O Clube de Autores reverteu o lucro das vendas do livro “Crônicas da Quarentena”, e uma campanha da Kickante com o apoio da Guide Investimentos arrecadou  R$103.374,01. Os valores arrecadados foram utilizados para cobrir custos com melhorias da plataforma, certificações digitais, seguros e infraestrutura tecnológica.

Estudo da SAP aponta sustentabilidade como tema prioritário para empresas da América Latina

Pesquisa realizada pela SAP com mais de 450 companhias de médio e grande portes no Brasil, Argentina, México e Colômbia revela que a sustentabilidade é tema prioritário para as empresas da região. Entre os presidentes e diretores entrevistados, 45% expressaram ter uma estratégia de sustentabilidade em suas organizações e 22% afirmaram estar em fase de implementação. No recorte de Brasil, os executivos se mostram um pouco mais conservadores, com índices de 42% e 19%, respectivamente. Essa é uma das conclusões do estudo “Sustentabilidade na Agenda dos Líderes Latino-Americanos”, realizado, a pedido da SAP, pela CIO Research, empresa líder em pesquisas de mercado da região, e pela Seekment, referência na área de avaliação e análise de informações entre diretores e gerentes nas Américas e Europa.

A amostra contempla empresas de serviços (53%), incluindo os segmentos financeiro, de varejo, telecomunicações, saúde, entretenimento e viagens; e empresas fornecedoras de bens (47%) – indústrias de petróleo e gás, mineração, agricultura, farmacêutica, construção e produtos de consumo. Este é um dos primeiros estudos do gênero realizados na região e fornece dados muito animadores sobre os avanços da sustentabilidade na América Latina.

Os resultados mostram também que seis em cada dez executivos latino-americanos consideram a sustentabilidade lucrativa. No Brasil, a parcela de executivos que concordam que a sustentabilidade traz vantagem competitiva é de 41%, enquanto a média regional fica um pouco acima, com 46%. Por outro lado, chama atenção que 27% dos consultados no Brasil já levam em consideração os esforços sustentáveis de um fornecedor na hora de fechar um contrato, ao passo que a média da região é de 19%. Esse indicador mostra maior grau de maturidade das empresas brasileiras e mostra que a cadeia de valor é uma força que vem ganhando espaço na agenda de sustentabilidade.

“As práticas sustentáveis ​​não ajudam apenas o meio ambiente e nossas comunidades, mas são também a chave para obter vantagens competitivas, melhorando a reputação da marca e aumentando a satisfação dos funcionários”, afirma Cristina Palmaka, presidente da SAP América Latina e Caribe. “A sustentabilidade está deixando de ser opcional para ser obrigatória e a SAP tem um portfólio de alternativas para ajudar nossos clientes a executar e medir suas estratégias sustentáveis”, acrescentou.

O estudo também aponta o quanto a pauta de sustentabilidade é abrangente e contempla diferentes partes da gestão do negócio e do capital humano. Entre as descobertas, 60% dos entrevistados afirmaram que a sua empresa tem uma afinidade importante com a abordagem da igualdade de gênero (principal preocupação das empresas da região), economia circular (segunda em relevância para fornecedores de bens de consumo), formação da mão-de-obra para o futuro (segundo lugar entre empresas de serviços), empreendedorismo social ou mudanças climáticas.

Os executivos também acreditam que os funcionários são um motor que impulsionará fortemente estratégias sustentáveis, com 30% deles considerando isso uma questão “bastante importante” e 39% “muito importante”, com picos mais altos no Brasil (41%) e no México (38%). Um ponto de atenção para as empresas brasileiras, que em muitos casos contam com até cinco gerações compondo a sua força de trabalho, é que precisam estar atentas ao fato de que até 2025 terão 75% da força de trabalho composta pelos chamados “millennials” ou Geração Y (1981-1996). Para esse grupo, as práticas sustentáveis ​​são de vital importância, tanto que estudos anteriores apontam que 64% deles só aceitariam um emprego se a empresa contasse com ações sustentáveis.

Sob esse e outros aspectos, fica evidente a consolidação do papel da tecnologia como pilar de sustentação da gestão da sustentabilidade: 40% dos executivos consultados a utilizam para direcionar sua estratégia e obter indicadores eficazes. E o esforço continuará a se multiplicar em 2021: 28% planejam aumentar os recursos nessa área enquanto outros 25% estimam manter o mesmo investimento feito em 2020. Este é um fato a destacar, principalmente em um período de tantos desafios.

O estudo aponta ainda que alcançar a transformação em direção à sustentabilidade não é um caminho direto ou de mão única, e os líderes de negócios terão a responsabilidade de gerenciar várias prioridades em um mundo em rápida transformação. As organizações que conseguirem integrar a sustentabilidade ao seu DNA terão uma base muito sólida e uma vantagem competitiva para se destacar.

Learning Village anuncia a chegada de dez startups

O espaço já está convocando as primeiras startups aprovadas no processo seletivo e continua selecionando novas entrantes

O Learning Village, primeiro hub de inovação focado em educação da América Latina fundado pela SingularityU Brazil e HSM, anuncia as primeiras startups aprovadas em seu processo seletivo. São dez startups que trazem soluções que impactam no desenvolvimento de pessoas, em áreas como saúde, ensino de idiomas, ensino de tecnologia, educação empreendedora e biofabricação, utilizando tecnologias como realidade virtual, inteligência artificial, impressão 3D e reconhecimento de voz.

Todas elas contarão com programas de desenvolvimento de negócios e produtos que incluem conexão com grandes empresas, mentoria, espaço de trabalho, programas da SingularityU Brazil, acesso à rede global da Singularity University e a programas específicos realizados internamente. Além de contato com especialistas em tecnologias exponenciais, líderes de grandes empresas, com o intuito de trazer visibilidade para a marca.

Com foco nas áreas de educação e desenvolvimento de pessoas, o Learning Village continua buscando por startups que tragam soluções reais de mercado, com proposta de valor relevante e amplo mercado endereçável. Além de diferencial em relação à concorrência, uso de base tecnológica para geração de valor e escalabilidade e produto rodando com vendas.

Os interessados podem se inscrever por meio do link: https://www.learningvillage.com.br.

Startups selecionadas:

B.Equal/Grupo Mãe – Escola de empreendedorismo voltada para as mães e 100% online. Fundada por Carmem Madrilis e Lia Castro, tem o objetivo de construir a independência financeira de mulheres que optaram pelo empreendedorismo depois da maternidade.

Beetools – Startup de educação que nasceu com o propósito de revolucionar o ensino de idiomas no Brasil e no mundo. A plataforma utiliza as tecnologias de educomunicação como gamificação, inteligência artificial e realidade virtual para ensinar inglês. Sem renunciar a relação entre professor e aluno em aulas presenciais ou digitais.

CogniSigns – Startup de impacto social que desenvolve soluções inovadoras em triagem digital, ajudando a identificar pessoas superdotadas e apoiando o diagnóstico e tratamento de Distúrbios do Espectro Autista (TEA). Dessa forma, democratizam a exibição digital em uma ferramenta rápida, confiável e acessível.

Voxall – Uma edtech que acredita que tecnologias de voz representam uma inovação disruptiva, capaz de alterar profundamente a jornada de aprendizagem dos estudantes em todos os níveis.

How Bootcamps – Bootcamps imersivos, práticos e de curta duração em UX Design, Dados, Product Management e Customer Success para a nova economia, com facilitadores das principais startups do mundo.

Engage – Plataforma LMS (sistema de gestão de aprendizagem e EAD) que utiliza gamificação e inteligência artificial para aumentar em quatro vezes o engajamento dos seus colaboradores.

NewSchool – Um movimento educacional comprometido com a periferia. Trazendo conteúdo de valor para jovens, por meio de atividades e de um aplicativo diferenciado.

RadarFit – O aplicativo é uma solução para redução de estresse e os riscos de doenças evitáveis por meio de um game que promove bons hábitos e realiza premiações.

BioEdTech – Tem o propósito de capacitar novos profissionais em áreas emergentes da biofabricação.

Educa 21 – Plataforma de ensino que desenvolve softskills e oferece preparação para alunos, professores e pais.

O papel da tecnologia e das evidências clínicas no suporte aos profissionais de saúde

Por Juliana Gomes, líder de novos negócios e projetos da Wolters Kluwer Health no Brasil

Durante a pandemia, foi necessário aumentar o número de contratações de profissionais no ecossistema da saúde. O cenário de escassez de mão de obra revelou-se tão grande que muitos profissionais já afastados do mercado retornaram e, outros que mal tinham concluído os cursos, foram para a linha de frente. Inclusive, tamanha era a carência, que o Ministério da Educação (MEC) autorizou a formatura antecipada de alunos dos cursos de medicina, enfermagem, farmácia e fisioterapia, exclusivamente para atuação desses profissionais nas ações de combate ao novo Coronavírus.

Além disso, o grande número de informações a respeito da doença era assustador. A cada semana mudavam as referências, as diretrizes, os protocolos. Para complicar ainda mais, a decisão clínica muitas vezes estava concentrada na mão de um médico não especialista, sob pressão, mais sobrecarregado do que o normal e muito mais suscetível a dúvidas.

Manter todos na ” mesma página” tornou-se um desafio até mesmo para as instituições habituadas a trabalharem com corpo clínico aberto. Por outro lado, enalteceu ainda mais a necessidade e a importância da capacitação de profissionais da saúde. Evidências clínicas nunca foram tão necessárias.

Algumas perguntas cabem neste contexto: como equilibrar esse gap entre níveis de conhecimento, em um pico de demanda e em um sistema de saúde ainda mais fragilizado? Até que ponto sanar as dúvidas contando apenas com recursos da própria casa é produtivo? Como levar informações e evidências clínicas atualizadas a todos? E os protocolos clínicos qual a melhor forma de atualizá-los?

A medicina baseada em evidências e a tecnologia de alguma forma estão presentes em todas as respostas a estas questões. Seja em momentos críticos, como os de pandemia, ou no dia a dia de hospitais que atuam com corpo clínico aberto, por exemplo.

A uniformização de protocolos clínicos e a disseminação desses conteúdos entre todos os profissionais é sempre um grande facilitador. Mas, um fator chave à adesão é fazer com que essas condutas cheguem quase que naturalmente aos profissionais, evidenciando os seus benefícios, mas sem imposições. Ou seja, o importante é oferecer o suporte adequado, para que onde estiver, o profissional possa acessar conteúdo de qualidade sobre sua especialidade e outras informações que julgar necessárias, mas, sempre deixando a palavra final do diagnóstico em suas mãos.

Por tudo isso, soluções que combinem inteligência artificial, informações baseadas em evidências clínicas, com experiência clínica e especificidades de cada paciente, são bem eficientes nesse processo. Elas ajudam a responder ao desafio de criar, manter e garantir a adoção de padrões para o tratamento de doenças, incluindo as de maior variabilidade, ajudando os profissionais da saúde a entregarem cuidados consistentes, de alta qualidade e efetivos, além de trazer maior segurança para o paciente.

A ideia é não só simplificar o processo de atendimento, como ajudar o profissional da saúde a estabelecer um fluxo de tomada de decisão mais interativo e chegar a conclusões mais assertivas sobre os seus pacientes, inclusive do ponto de vista de diagnósticos laboratoriais.

Em suma, a qualidade do atendimento e a homogeneidade do conhecimento resultam de uma jornada de processos, otimizações e práticas dentro de hospitais que devem ser continuamente aprimoradas. A disseminação de conteúdo de forma nivelada, implementação de protocolos atualizados com base em evidências clínicas, acesso remoto a aplicações, adoção de prontuários eletrônicos e sistemas informatizados de gestão, entre outros fatores, certamente serão de grande valia para que todos estejam na mesma página.

30% das contratações de executivos C´Level em 2020 foram ligados à tecnologia aponta levantamento da consultoria americana Signium

Pacote de remuneração dos profissionais “digitalizados”, em alguns casos, supera o do presidente

Com a aceleração da digitalização da economia a partir da pandemia do novo coronavírus o alto escalão foi invadido por um novo grupo de executivos que hoje passaram a ser mais demandados e ter remuneração equivalentes ou até superiores às posições tradicionais.

Levantamento da consultoria global de recrutamento Signium no Brasil, com base nos resultados da operação da empresa em 2020, aponta que enquanto nas posições como CEO e CFO a demanda se manteve entre a estabilidade e queda, dependendo do setor, a contratação de lideranças ligadas à tecnologia apresentou alta de 30% no período.

“Grandes companhias do setor de alimentos, varejo, serviços financeiros e bens de consumo realizaram investimentos importantes tendo que criar novas divisões de negócios e novas áreas de comando, o que gerou uma busca por estes profissionais como nunca fora observada”, afirma o sócio Eduardo Drummond. O novo grupo que lidera a disputa por talentos é formado por profissionais que ocupam as cadeiras de CIO, CDO ou CTO.

Ainda de acordo com Drummond, este movimento registrado no país foi global e percebido nos 30 países em que a Signium atua. Os cargos ligados à tecnologia foram decisivos para que a Signium registrasse o melhor resultado no país em 5 anos, com crescimento de 48%.

Outro destaque que chama atenção nos resultados operacionais da Signium Brasil diz respeito à taxa de conversão dos projetos que chegou a 45%, enquanto que historicamente sempre tenha se mantido em  25%.  O país responde pela 10ª operação da consultoria no mundo.

Para Drummond, este indicador revela que as empresas no contexto das transformações só foram ao mercado quando sentiram necessidades reais. “Houve pouca especulação,”, analisa.

Se no passado a remuneração destes profissionais se mantinham entre 15% e 30% inferior à de CEO ou CFO, atualmente não são apenas compatíveis como podem ser superiores em até 15%, dependendo do segmento de atuação e porte da empresa ou, ainda, se o profissional atua em uma empresa de grande porte ou startup.

“Observamos no mercado políticas de retenção mais agressivas através da distribuição de ações e políticas de valorização da marca empregadora”, analisa. Por conta deste fator, ainda segundo Drummmond, há dificuldade em encontrar profissionais no mercado e a busca leva em média 4 meses, mas pode chegar a 8 meses.

Em geral, os nomes e nomenclaturas para a posição de número 1 de tecnologia nas empresas variam muito. O CIO é o head na área de tecnologia em empresas tradicionais, que não possuem metodologias ágeis para o negócio. Já o CDO geralmente é mais encontrado em empresas tradicionais que não possuem a tecnologia no core business, como era o caso da Magazine Luiza, que deixou de ser uma empresa apenas de varejo para ser referência no e-commerce brasileiro. E o CTO reponde pela área de tecnologia em empresas onde o core business é digital, ou seja, empresas que já nasceram dentro do conceito de startup, como é o caso do Nubank.

15 de março: Dia do Consumidor

Neste ano, a data celebrada internacionalmente é marcada pelos desafios e dificuldades trazidos pela pandemia

Dia 15 de março, data em que se comemora o Dia Internacional do Consumidor, é um momento de reflexão. Na qualidade de instituição que busca o equilíbrio e a harmonia nas relações de consumo, o Procon-SP chama a atenção para o momento específico pelo qual passamos e para a necessidade de consumidores e fornecedores discutirem questões como consumo consciente, responsabilidade para exercer nossos direitos e deveres e as dificuldades e desafios impostos pela pandemia.

“O Procon-SP está sempre pronto a ajudar o consumidor orientando sobre seus direitos e a importância do consumo consciente e também combatendo práticas abusivas”, afirma Fernando Capez diretor executivo do Procon-SP.

Pandemia

O Procon-SP está realizando operações, junto com a Polícia e a Vigilância Sanitária, para garantir o cumprimento das determinações do Governo do Estado. É necessário que consumidores e fornecedores sigam as novas regras, que trazem medidas restritivas para diversos setores – supermercados, instituições de ensino, transporte, restaurantes, bares e padarias, hotelaria, telecomunicações, entre outros estabelecimentos comerciais.

Durante a pandemia, equipes do Procon-SP também estão fiscalizando práticas abusivas para combater lucros excessivos principalmente de alimentos e também do botijão de gás.

Compras online

A pandemia também trouxe um aumento nas compras online, o que causou um crescimento nas reclamações contra as empresas que vendem pela internet. “As empresas não estavam preparadas para atender a demanda, mas aos poucos estão se adaptando. O consumidor, por sua vez, deve estar atento não só às facilidades desse tipo de comércio, mas também aos cuidados para não cair em golpes”, ressalta Capez.

Enquanto em 2019 foram registradas no Procon-SP 78.419 reclamações relacionadas às compras online, em 2020, foram 301.672, um crescimento de 284%. Nos dois primeiros meses de 2021, as reclamações sobre esse assunto já somam mais de 50 mil.

O problema mais recorrente é a demora ou a não entrega do produto ou serviço.

Consumidor hoje

O consumidor sabe que o Código de Defesa do Consumidor é sua principal ferramenta de defesa, faz pesquisa de preços antes de comprar, compara a qualidade de produtos e serviços e tem consciência de que pode recorrer aos órgãos de defesa e ao poder judiciário quando é prejudicado.

Dez assuntos mais reclamados pelos consumidores

Em 2019, os dez assuntos mais reclamados no Procon-SP juntos somaram 162.200, já em 2020 a soma das reclamações dos dez assuntos com mais demandas foi de 409.248 – um crescimento de 152%.

Problemas com energia elétrica foi o assunto mais questionado pelo consumidor no ano passado, foram 93.484 reclamações registradas, seguido por telecomunicações com 74.944 demandas; os outros assuntos foram: instituições financeiras (62.314), vestuário (46.675), aparelhos de celular (26.048), instituições de ensino (25.296), agências de viagens (24.442), móveis (21.283), serviços de diversão lazer e cultura (18.629) e aparelhos de TV (16.133)

Já em 2019, o assunto que liderou a procura do consumidor foi telecomunicações, com 53.995 reclamações, em seguida instituições financeiras (38.280), aparelho celular (13.667), móveis (9.627), vestuário (9.151), energia elétrica (8.916), instituições de ensino (8.762), ??produtos da linha branca?? (6.975), agências de viagens (6.408) e aparelhos de TV (6.055).

Marco Santos assume a presidência da GFT nos Estados Unidos

O grupo GFT, empresa global referência em tecnologias exponenciais para transformação digital e projetos ágeis, anuncia mudanças na sua estrutura organizacional global para reforçar a estratégia de crescimento internacional. O brasileiro Marco Santos, que antes respondia pela região América Latina, passa a liderar também a estratégia da operação da GFT nos Estados Unidos. O executivo também faz parte do Conselho Executivo do Grupo GFT na Alemanha desde janeiro de 2020.

Nos Estados Unidos, Marco terá a missão de criar uma jornada de crescimento exponencial do negócio, expandindo a base de clientes e reforçando a imagem e posicionamento de mercado da GFT no país. A expectativa é de que a unidade apresente uma expansão de 500% em relação ao tamanho atual do negócio em 4 anos, com projetos de inovação e transformação digital em escala ágil para empresas dos segmentos bancos, seguradoras, pagamentos, mercado de capitais, Indústria 4.0 e especialmente as BigTecs (gigantes globais de tecnologia). Atualmente, a GFT Estados Unidos possui unidades em Nova York e Boston.

Entre os atributos que levaram à escolha do executivo para liderar a GFT nos Estados Unidos, está o crescimento exponencial da unidade brasileira nos últimos 9 anos, que saltou de 80 para 1.450 profissionais no período, acrescida de mais 450 profissionais no México e Costa Rica, potencializado por projetos de transformação digital, incluindo Mobile, Open Banking, Data & Artificial Intelligence, Digital Back-office, Salesforce, Business Agility e Cloud Adoption.

Para Marika Lulay, CEO do Grupo GFT, a promoção é um reconhecimento pela capacidade de entrega de resultados consistente e acelerada ao longo dos anos. “Marco Santos conseguiu impor um ritmo de crescimento exponencial da companhia no Brasil e América Latina, que hoje já representa mais de 10% da receita global do Grupo GFT. Com todo o seu conhecimento e experiência no mercado de Tecnologia e Transformação Digital, nós entendemos que ele está preparado para esse novo desafio de ampliar a presença internacional da GFT nos Estados Unidos, mercado considerado de máxima relevância estratégica para o Grupo GFT”, afirma Lulay.

Com uma carreira de mais de 25 anos no setor de Tecnologia da Informação, Marco Santos assumiu a GFT Technologies Brasil em junho de 2011, atuou na expansão das operações na América Latina, foi responsável por estabelecer a companhia como referência em digital e tecnologias exponenciais para bancos, seguradoras, instituições financeiras, varejo e e-commerce na região, além de conquistar múltiplos prêmios como uma das melhores empresas para se trabalhar do Great Place to Work (GPTW).

“Eu estou honrado com esse grande reconhecimento internacional, fruto de resiliência, inovação, transformação contínua, mas acima de tudo, de muita paixão pelo propósito que desenvolvemos. Agradeço a confiança e parceria da brilhante equipe da GFT Brasil e Latam que vem me apoiando nesta jornada de crescimento exponencial na região. Vamos agora focar em construir uma nova jornada de crescimento exponencial no maior e mais competitivo mercado de TI e Digital do mundo, os Estados Unidos da América. Tenho confiança que vamos fazer história”, disse o executivo.

Startups aceleradas pela Wayra encerraram 2020 com resultados acima da média

2020 começou com muitas incertezas, mas ao mesmo tempo abriu espaço para empresas de inovação se desenvolverem ainda mais. As startups da Wayra , hub de inovação aberta da Vivo, conseguiram aproveitar esse momento para crescer e encerraram o ano com resultados acima do esperado para um ano de pandemia.

“Temos, em nosso hub, em sua maioria startups em fase de tração que conseguiram se manter saudáveis e crescer mesmo em tempos desafiadores. As startups têm em seu DNA a resiliência e a capacidade de adaptação e, isso foi fundamental para superar as adversidades em 2020. Além disso, na Wayra buscamos apoiar os empreendedores com conexões para novos negócios, internacionalização e também promovemos encontros online para trocas de experiência e aprendizados entre os fundadores”, comenta Livia Brando, Country Manager da Wayra no Brasil.

Segundo Livia, os exemplos de maior destaque em crescimento entre as investidas do hub são startups como, a Netshow.me, Quero Quitar, Monkey e Getup. “Essas empresas provaram o quão efetivo podem ser seus negócios e o quanto há espaço para crescer em cada um de seus setores. Durante a crise, vimos que o mercado está ainda mais focado no potencial das soluções trazidas pelas startups para acelerar a transformação digital e a melhoria de eficiência em processos e isso, sem dúvidas, ajudou no amadurecimento e na escala”, conta Livia.

Monkey Exchange , fintech de antecipação de recebíveis, cresceu 10 vezes a receita comparando com 2019, e viu no ano de 2020 a oportunidade de internacionalizar e conseguiu concretizar a expansão para a América Latina, entrando nos mercados do Chile e da Colômbia, com previsão de entrada no México ainda em 2021. A startup triplicou a equipe durante a pandemia e foi capaz de transacionar cerca de 10 bilhões de reais (mais de 7 vezes o volume do ano anterior), com previsão de triplicar esse valor em dois anos.

Já a Netshow.me , plataforma de transmissão de vídeos online (streaming), triplicou de tamanho em 2020. Durante a pandemia, a empresa passou a ser demandada de novas formas, tantos clientes corporativos quanto entretenimento, tendo um crescimento acelerado que os fundadores esperavam apenas para daqui alguns anos e acabou acontecendo em apenas alguns meses. A VOLL , startup referência em mobilidade corporativa simplificada, também ganhou destaque no portfólio da Wayra em 2020, aumentando em 100% seu time desde o início da pandemia, além de crescer 34% o número de clientes durante o ano.

Outro exemplo de fintech que cresceu é a QueroQuitar . A empresa, que tem como propósito auxiliar mais de 64 milhões de brasileiros a quitarem suas dívidas com as empresas parceiras da plataforma, fez com que o volume de negociações crescesse 403%. Além disso, a startup viu sua carteira de usuários aumentar em mais de 360% nos últimos meses de 2020.

Getup, empresa especialista em kubernetes e em acelerar a jornada de modernização de aplicações das corporações na nuvem, cresceu mais de 90% em 2020. Além disso, a empresa conquistou novos clientes como Mandaê, Banco BTG Pactual e BTP – Brasil Terminal Portuário.

“Estamos confiantes e otimistas com nosso portfólio, que tomou as medidas necessárias em 2020 para superar a crise e continuar seu crescimento, assim como com o ecossistema de startups e inovação no Brasil como um todo. Para 2021, queremos investir em mais startups na fase de tração para mantermos nossa curva de crescimento e ajudarmos as empresas a escalarem seus negócios. Nosso objetivo é atrair empresas inovadoras que estão transformando diferentes áreas de negócios e fazer com que esse mercado cresça e amadureça ainda mais, além de fechar grandes contratos com a Vivo e corporações pelo país”, declara Carol Morandini, head de portfólio e scout da Wayra Brasil.

ESG: como criar projetos de infraestrutura e de construção civil sustentáveis?

Por Filipe Monteiro, gerente na ICTS Protiviti

No contexto do ano de 2021, a sociedade irá se reconstruir por meio da vacina contra a Covid-19 e da recuperação econômica global. Para tanto, é inevitável pensarmos em infraestrutura, setor atrelado à retomada econômica e com muita conexão aos novos bordões ESG (Ambiental, Social e Governança, em português).

Essa sigla deverá ditar o ritmo da economia nesta década e os termos sustentabilidade e infraestrutura estão intimamente interligados de duas formas: o impacto que a infraestrutura causa ou pode deixar de causar no meio ambiente e na sociedade e o impacto que o meio ambiente e a sociedade causam ou vão causar neste setor ao longo dos próximos anos. Seja em qual dos dois cenários desejamos analisar primeiro, os resultados são alarmantes.

Podemos começar pela análise do impacto que a infraestrutura causa no meio ambiente e na sociedade. Quando pensamos na cadeia de valor do setor de construção, temos:

– Emissões de gases do efeito estufa: o cimento é o principal responsável por emissões significativas de CO2. Apesar do ganho de eficiência nos últimos anos, reduzindo as emissões por tonelada de material produzido, o provável aumento na demanda do cimento volta a acender o alerta nesta questão.

– Gestão de resíduos: as taxas de reciclagem na produção dos materiais de construção são relativamente altas, entretanto os resíduos na cadeia de produção, a poluição atmosférica e a produção de resíduos perigosos, como a poeira de cimento, continuam sendo um alerta.

– Impactos na biodiversidade: a produção dos materiais de construção normalmente é atrelada a atividades de mineração que requerem remoção do solo e da vegetação, além de detonações de rochas, impactando, inevitavelmente, a biodiversidade no local onde operam.

– Saúde e segurança dos trabalhadores: acidentes, doenças e fatalidades são a consequência dessa atividade, que lida com maquinário pesado, explosões e exposição a resíduos perigosos, como a sílica.

– Integridade e transparência: esse setor tem enfrentado alguns episódios de comportamento anticompetitivo (como cartel), além de corrupção e suborno.

Esses são alguns exemplos, fora o impacto de uma grande construção no dia a dia da comunidade durante e após a construção, além de questões como as condições adequadas de trabalho em quarteirizações.

Na outra ponta, é possível ilustrar diversos exemplos de como a sociedade e o meio ambiente podem impactar diretamente neste setor, como as greves e manifestações populares contra algum empreendimento que, se não tratados de forma adequada, podem embargar a obra e inviabilizá-la. Ainda temos as questões de licenças ambientais e impactos de cunho climático, que podem embargar uma obra ou terem uma “debandada” de investidores cada vez mais atentos às questões ESG.

Uma saída pode ser a infraestrutura sustentável, que pode aliar as inovações tecnológicas com menor impacto ao meio ambiente e, consequentemente, ter um custo e oferta de capital maiores no mercado. A infraestrutura é um dos setores que mais contribuem para questões relacionadas às mudanças climáticas e, desta forma, pensar fora da caixa e trazer soluções sustentáveis pode ser um grande chamariz para investidores. Neste contexto, para a obtenção de uma infraestrutura sustentável, é necessário o alcance das seis qualidades, tais como:

• Benefícios compartilhados: aumentar o acesso a serviços essenciais (água, esgoto, transporte e, energia) e endereçar a desigualdade e injustiça.

• Resiliência ambiental: desenvolver responsabilidade ambiental e resiliência a mudanças climáticas, como projetos circulares, corte de gases de efeito estufa, resiliência a desastres ambientais etc

• Aceitabilidade social: engajar todos os stakeholders para respeitar a acessibilidade e sensibilidades locais, garantindo a integração de todos os envolvidos.

• Efetividade econômica e institucional: garantir a efetividade econômica, a transparência e a capacidade construtiva com projetos que possuam bom custo-benefício, sustentabilidade fiscal e transparência.

• Garantia de futuro: realizar o planejamento para a manutenção do ciclo e fim de vida dos ativos, considerando riscos disruptivos, oportunidades tecnológicas e inovação no modelo de negócios.

• Potencial de massa crítica: promover o planejamento estratégico, a replicabilidade de projetos e a escalabilidade financeira para garantir a elegibilidade a financiamentos.

Na prática, quando essas seis qualidades forem adotadas em todas as obras de infraestrutura, começaremos a ver um mundo remodelado e preparado para toda mudança que ainda teremos pela frente. Sem dúvidas, o setor de infraestrutura e, em especial, o da construção civil tem um importante papel a desempenhar para mitigarmos os impactos de uma alteração climática severa. O mercado de capitais está em busca de oportunidades relacionadas a temática de infraestrutura sustentável, seja pela demanda represada e futura, seja pelo potencial de geração de valor. Então “mãos à obra”!

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Remdesivir: antiviral produzido pela Gilead Sciences é o primeiro medicamento registrado no país para pacientes internados com COVID-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de aprovar o registro do remdesivir, produzido pela biofarmaceutica Gilead Sciences, para pacientes hospitalizados com COVID-19, tornando-o o primeiro e único remédio aprovado para a doença no país.

O medicamento traz benefícios significativos como a redução de morte pela COVID-19, diminuição da necessidade de ventilação mecânica e do tempo de internação entre cinco e sete dias. “Este é um importante acontecimento, pois acreditamos que muitas vidas poderão ser salvas frente aos benefícios que o rendesivir pode gerar num momento de pico da pandemia, desafogando o sistema de saúde e dando oportunidade para mais pacientes serem tratados adequadamente”, declara Dra. Rita Manzano Sarti, diretora médica sênior da Gilead Brasil.

Além do impacto direto sobre os pacientes, esses resultados certamente representam redução de custo para o país, na medida em que podem diminuir o uso de recursos de saúde e reduzir o tempo de permanência.

“Há exatos 12 meses e um dia a OMS declarou a pandemia pela COVID-19. A aprovação da Anvisa acontece em um dos momentos mais críticos da epidemia no Brasil e estamos empenhando nossos melhores esforços para disponibilizar o produto o mais rápido possível”, declara Christian Schneider, diretor geral da Gilead Brasil.

O remdesivir está aprovado ou autorizado para uso temporário para tratar pacientes em mais de 50 países, EUA, Austrália, Canadá, UE, Hong Kong, Índia, Israel, Japão, Cingapura, Coreia do Sul, Taiwan e Emirados Árabes Unidos.

Ação do Remdesivir

Estudos globais como o NIAID (Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos) vêm reforçando os benefícios do remdesivir. A primeira evidência foi de que pacientes hospitalizados que receberam o medicamento da Gilead se recuperaram cinco dias mais rápido, em média, e pacientes com doença grave, sete dias mais rápido. Esses pacientes gravemente enfermos representavam 85% da população total do estudo.

A segunda conclusão é de que o remdesivir reduziu a probabilidade de pacientes que estavam recebendo oxigênio em baixo fluxo progredirem para estágios mais graves, onde necessitariam de ventilação mecânica ou morte. E, em terceiro lugar, no maior grupo de pacientes do estudo, aqueles que necessitavam de pouco oxigênio, houve uma redução significativa na mortalidade, de 9,9% para 2,6%.

Os dados também apontam a redução da progressão (ou evolução) da doença. “No grupo de pacientes que receberam o antiviral remdesivir, menos pacientes evoluíram para necessidade de oxigênio suplementar ou níveis mais elevados de suporte respiratório, como ventilação mecânica”, explica Dr. Eric Bassetti, diretor médico associado da Gilead no Brasil. Isso se explica porque o medicamento atua reduzindo a capacidade do vírus de se replicar no organismo e interrompe a reprodução, encurtando o curso da doença. “Sabemos que, para pacientes em ventilação mecânica, as chances de sobrevivência são menores. Ao reduzir a progressão da doença, o remdesivir pode impedir que os pacientes entrem neste estágio crítico da doença”, conclui.