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Google avança rumo à meta de funcionar usando apenas energia sem CO2

Por Sundar Pichai, CEO do Google e da Alphabet

Este ano, assim como muita gente, tenho podido passar mais tempo em espaços abertos – seja levando o cachorro para passear ou fazendo caminhadas com a família. Esse contato próximo com a natureza me faz valorizar ainda mais o trabalho que vem sendo feito para preservar o planeta e protegê-lo para as próximas gerações. Ao mesmo tempo, queimadas e outros desastres climáticos no mundo são um lembrete de que este é um trabalho de extrema urgência.

Hoje comemoramos o Dia da Terra. Por isso, fico feliz de falar sobre os avanços que o Google vem fazendo rumo à nossa meta de operar usando apenas energia sem emissão de CO2 até 2030 – 24 horas por dia, 7 dias por semana . Esse compromisso vai além de sermos neutros em carbono (coisa que já somos, desde 2007) e de compensar nossas operações com 100% de energia renovável (coisa que já fazemos há quatro anos ).

Ao longo da próxima década, temos o objetivo de fazer com que todos os centros de dados, regiões com operações de nuvem, escritórios e campi do Google funcionem usando eletricidade limpa o dia inteiro, o tempo todo. Hoje, tenho o prazer de anunciar que cinco centros de dados (localizados na Dinamarca, Finlândia, e nos estados americanos de Iowa, Oklahoma e Oregon) já estão funcionando com quase 90% de energia livre de CO2.

Avanços rumo a energia limpa 24 horas por dia

Graças sobretudo a novos projetos de energia limpa, temos observado um aumento no uso de energia livre de CO2 em vários lugares onde operamos. Até o momento, o Google já investiu cerca de US﹩ 4 bilhões na compra de energia limpa, vinda de mais de 50 projetos eólicos e solares de todo o mundo, até 2034. No ano passado, muitos desses projetos começaram a funcionar – incluindo centenas de turbinas eólicas e painéis solares novos, que melhoram o desempenho energético de diversos centros de dados do Google.

Um exemplo: uma nova fazenda eólica em alto mar está fornecendo eletricidade para o centro de dados da Bélgica, e novos projetos de energia solar estão abrindo caminho para um aumento de quase 17 pontos percentuais do desempenho livre de CO2 do centro de dados que funciona no estado americano da Georgia. Além de comprar energias renováveis, estamos progredindo rapidamente rumo ao objetivo de contar com energia sem CO2 o tempo todo, graças a outras estratégias. Esse trabalho inclui a adoção de baterias para o backup de centros de dados , avanços no rastreamento de energias limpas ao longo do tempo e a possibilidade de que clientes de Google Cloud escolham regiões com emissões mais baixas .

Apoio a qualquer pessoa que queira fazer escolhas mais sustentáveis

Em setembro, assumimos o compromisso de garantir que nossos produtos ajudem um bilhão de pessoas a fazer escolhas mais sustentáveis até 2022. Em breve o Google Maps irá mostrar, por padrão, a rota com a menor pegada de carbono até o destino pesquisado, e permitirá ao usuário comparar o impacto de CO2 de diferentes percursos. Nos Estados Unidos, os termostatos Nest estão ajudando os clientes a economizar bilhões de quilowatts de energia. E, graças a quase quatro décadas de imagens registradas de todo o planeta, o recurso Timelapse do Google Earth , lançado na semana passada, ajuda todo mundo a entender melhor os impactos das mudanças climáticas.

Nossa meta de CO2 zero é tão ambiciosa quanto outros objetivos que já foram considerados malucos, como construir um computador quântico ou desenvolver um carro autônomo. Nunca estive tão otimista em relação à nossa capacidade coletiva – de governos, empresas e pessoas – de trabalhar juntos e abrir caminhos mais sustentáveis para o futuro do planeta. Vamos continuar liderando e dando exemplos de como fazemos isso em nossas operações, apoiando nossos parceiros e criando produtos úteis e capazes de ajudar a construir um futuro sem emissões, para todos.

Startup de vinhos em lata levanta investimento de R$2 milhões em 19 horas

Lovin chamou a atenção de 322 investidores em rodada realizada pela CapTable. Valor será destinado para aumentar portfólio de produtos e investimentos em marketing

A startup Lovin abriu uma rodada de investimentos pela CapTable, plataforma especializada em investimentos em startups, e captou o valor de R$2 mi em apenas 19 horas. 
A oferta atraiu 322 investidores que puderam se tornar sócios da startup com cotas a partir de R$1mil. A Lovin conta com João Sattamini e Eduardo Glitz como membros do conselho. 


Quebra De Paradigmas


Ao oferecer vinhos em lata, a Lovin entra no embalo de um conceito novo que está se popularizando. Só em 2020 as vendas de vinhos enlatados cresceram 79,2% em relação ao ano anterior. 
Espera-se que o mercado movimente o valor de R$155,1 bi até 2027, com um CAGR (Taxa de Crescimento Anual Composta, na sigla em português) de 10,4% nesse período.


A startup criada no ano passado tem como principal objetivo servir a um público que não é muito acostumado ao consumo desta bebida, mostrando que tomar vinho pode ser mais simples e agradável. 
Os vinhos podem ser adquiridos pelo site da Lovin, ou em marketplaces parceiros. O consumidor pode encontrar dois tipos da bebida: os vinhos branco e rosé. Ambos são vendidos em packs com quatro unidades. 


Destinação Dos Recursos


Metade dos recursos captados via CapTable serão destinados para o capital de giro da empresa. Os 50% restantes irão para o lançamento de produtos e marketing.
No plano de crescimento está a ampliação do portfólio para os próximos seis meses. O aporte garantirá a apresentação de dois lançamentos no próximo semestre. A meta é que haja sete produtos no catálogo em até 18 meses.


Sistema DNVB


A Lovin é uma startup DNVB (Marca Vertical Nativa Digital, na sigla em português). Ou seja, criada e com operação totalmente digital.  A vantagem é que a comunicação com os clientes é feita por meios digitais desde o início da jornada do cliente e se mantém via canais virtuais mesmo com a ascensão da marca. 
Essa forma de negócio também é vantajosa para o consumidor. Pois o produto final sai mais barato para o cliente, já que a empresa economiza com custos que se tornam dispensáveis como os intermediadores de vendas.


Tendência Mundial


Segundo o CEO da Lovin, João Sattamini, quem investiu na startup está aproveitando a onda de inovação do consumo de vinho ao redor do planeta. Os números referentes ao consumo de vinhos no Brasil seguem a tendência mundial de alta no consumo da bebida em lata.
“A Lovin Wine oferece um produto que tem uma demanda que aumenta a cada dia. O mundo está se adaptando a mais essa maneira de consumir vinho”, afirma Sattamini. 
Guilherme Enck, fundador da CapTable, se mostrou confiante no sucesso da startup desde o começo da captação. “Enxergamos que a Lovin chegou ao mercado para quebrar paradigmas e mostrar aos brasileiros um jeito novo de consumir vinhos. A rapidez da captação e a ascensão do segmento no mundo todo são alguns dos sinais que podem indicar que os investidores terão um bom retorno futuro”. 

Os alicerces da comunidade científica para a construção de um mundo mais justo e saudável

Por Paulo Gropp

A atual pandemia do novo coronavírus abriu uma verdadeira cortina sobre o panorama da saúde mundial, colocando em evidência a difícil realidade vivida por milhões de pessoas. Infelizmente tivemos que atravessar uma grave crise sanitária para refletirmos o quão injusto é o nosso mundo em termos de direitos básicos à sobrevivência, levando-se em conta o acesso à saúde, higiene, educação, moradia e alimentação dignos. Fatores estes que, juntos, impactam diretamente no desenvolvimento social e econômico de todos os países.

Avaliando essa perspectiva e buscando o engajamento de grandes empresas e lideranças globais, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou agora em abril, Mês Internacional da Saúde, a nova campanha “Construir um mundo mais justo, equitativo e saudável”. Esse chamado, sem dúvida, desperta a consciência dos que ainda não haviam se perguntado sobre qual seria sua contribuição para esta nova realidade que viveremos após vencermos a COVID-19. Um mundo mais justo, humano, empático e unido. Utópico? Não, se cada um fizer a sua parte, como já estamos vendo acontecer.

Diversos setores da área da saúde têm trabalhado incansavelmente, tanto na linha de frente de combate ao SARS-CoV-2, tratando os infectados e criando ações de conscientização, quanto na base e retaguarda das pesquisas e desenvolvimento de soluções aliadas à tecnologia, que possam contribuir como um todo.

Imagine poder mensurar, por meio de testes, o potencial de imunização da população que recebeu as diferentes vacinas disponíveis e saber se estamos no caminho certo ou qual delas é a mais eficaz e por qual motivo. Ou então, poder avaliar o potencial prognóstico da COVID-19 nas pessoas infectadas, se elas terão um quadro leve ou grave, e então, direcioná-las para o melhor tratamento. Imagine chegar a um pronto-atendimento com sintomas comuns a várias doenças respiratórias, como febre, tosse e dor de cabeça e por meio de uma ferramenta laboratorial, em menos de uma hora, saber exatamente qual o patógeno que está presente no organismo do paciente, causando o quadro infeccioso, e partir disso direcionar para o tratamento preciso e eficaz, diminuindo, inclusive, seu tempo no hospital, internações e medicamentos desnecessários.

Imaginou? Pois isso já é uma realidade e é por ela que as empresas de pesquisa, que desenvolvem soluções aliadas à tecnologia, têm trabalhado desde o começo. Muitas atenderam ao chamado da OMS antes mesmo de ser anunciado e estão nessa missão desde o início, pois sabem que somente a ciência é capaz de dar o respaldo para, juntos, vencermos essa crise e os demais desafios que ainda estão por vir.

Paulo Gropp, vice-presidente da multinacional alemã especialista em tecnologia para diagnósticos moleculares QIAGEN, na América Latina.

Pagar.me abre mais de 30 vagas para as áreas de tecnologia e comercial

Enquanto a pandemia tem impactado negativamente as atividades de serviços como um todo, o setor de tecnologia cresceu, puxado, principalmente, pelo avanço do home office, do comércio eletrônico e pela a urgência das empresas de digitalizar suas operações. O Pagar.me, por exemplo, empresa do Grupo Stone Co. focada em tecnologia de pagamentos digitais, tem previsão de contratação de mais de 200 pessoas neste primeiro semestre. Atualmente, são 30 vagas abertas nas áreas comercial e tecnologia.

As vagas estão disponíveis no portal http://boards.greenhouse.io/pagarme/ e pessoas de qualquer lugar do Brasil podem se inscrever, já que todo o processo seletivo e de onboarding são realizados on-line. Além disso, especialmente no caso das posições de tecnologia, o trabalho também seguirá de forma remota.

As vagas contam com salário fixo + variável relacionada ao cumprimento de metas, no caso dos profissionais da área comercial. Além disso, a empresa oferece vale alimentação e refeição, vale transporte, seguro saúde e odontológico, seguro de vida, auxílio creche e auxílio academia.

“Buscamos pessoas com energia e disposição para nos ajudar a construir tecnologias que facilitem a vida dos nossos clientes – que são nossa razão de ser -, alinhadas aos valores da companhia e que tenham o desejo de empreender com o Pagar.me. O setor da tecnologia é extremamente promissor, o crescimento do nosso time em todos os cantos do país é mais uma prova disso”, afirma Rodrigo Rolim, Líder de Gente.

Passo a passo jurídico para quem quer abrir uma startup

Num mundo cada vez mais competitivo e empreendedor, ter uma “grande ideia” não garante o sucesso para a criação, consolidação e crescimento de uma startup. Muitos jovens, em sua maioria, sonham em transformar sua ideia em um unicórnio, mas começam sua trajetória sem uma base jurídica sólida que garanta a estruturação do seu negócio, que começa sempre pequeno, mas com a promessa de se tornar grande.

Consultamos o advogado Enricco Crisostomo Pasquali, da equipe do DMGSA – Domingues Sociedade de Advogados, especialista em Direito Societário, para apresentar um passo a passo com os seis cuidados jurídicos básicos para quem está pensando em criar a sua startup.

  1. Proteja o nome e a marca da sua startup.

Consulte e registre com antecedência o nome e a marca da sua empresa na Junta Comercial e no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Isso lhe conferirá a devida proteção do nome da empresa em nível estadual, e da marca em nível nacional.

  1. Defina o tipo de sociedade que será estabelecida por você e seus sócios.

Atualmente, o tipo societário mais usado pelas startups brasileiras é a sociedade limitada (LTDA), que desde 2019 pode ser constituída por um único sócio. Esse tipo societário permite que a empresa adote o regime tributário do Simples Nacional (o mais benéfico de todos) e exige menos burocracias no dia a dia.

Já a sociedade por ações (S/A) passa a ser uma opção geralmente para startups em um estágio mais avançado, por possuir maior aceitação de investidores institucionais e qualificados, como fundos de investimento, e pelo fato de possuir uma tributação favorecida sobre o investimento que o investidor venha a aportar na empresa – a não tributação do ágio.

  1. Atenção especial para o Contrato Social ou Estatuto Social.

Esses são documentos primordiais para a criação de uma startup. O Contrato Social, para as sociedades limitadas, ou o Estatuto Social, para as sociedades por ações, estabelece as principais regras que regerão o relacionamento dos sócios, de modo a evitar divergências futuras de interpretação e disputas societárias.

Por serem públicos, pela necessidade de arquivamento na Junta Comercial, nesses documentos devem ser contemplados os requisitos básicos contidos em lei, como a correta definição do capital social, as regras de funcionamento da administração e as hipóteses de dissolução e liquidação da empresa, tudo escrito da forma mais sucinta e clara possível.

  1. Não ignore o Acordo de Sócios.

Ao contrário do Contrato ou Estatuto Social, que são documentos públicos registrados em Junta Comercial, o Acordo de Sócios é um documento particular de interesse exclusivo dos sócios. Nele, devem ser complementadas as disposições do Contrato ou do Estatuto Social, prevendo, de forma específica, as regras de admissão, retirada e exclusão de sócios e a metodologia para avaliação da participação societária na ocorrência desses casos (valuation), o quórum para aprovação das diferentes matérias de interesse da empresa e regras para alienação das participações societárias (como o direito de preferência na compra da participação dos sócios, caso um sócio queira vende-la). Estas matérias são meramente exemplificativas, variando de caso a caso.

  1. Escolha com cautela o seu objeto social (CNAE) e providencie os registros nos órgãos necessários.

A atividade econômica definida precisa estar bem alinhada com o CNAE e o objeto social descritos no Contrato ou Estatuto Social da startup. Conforme a atividade econômica escolhida, a startup necessitará de registros junto aos órgãos reguladores do setor, como o Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX), para quem vai atuar no comércio exterior, e o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI), para determinadas atividades imobiliárias.

  1. Garanta o sigilo da sua ideia nos contratos com terceiros.

Pelo fato de a startup geralmente prestar um serviço ou desenvolver um produto disruptivo, atrelado a uma ideia inovadora, o empreendedor deve sempre ter em mente a proteção de certas informações ou dados confidenciais relativos ao seu negócio, que, quando acessados por terceiros, como desenvolvedores, investidores e bancos, deve haver o cuidado de que estes não venham a divulgar tais informações a outras pessoas ou utilizá-las em benefício próprio. Nesses casos, recomenda-se a assinatura de um Acordo de Confidencialidade, que tem por finalidade proteger as informações estratégicas e sigilosas da empresa, obrigando os terceiros que tiverem acesso às informações a manter o mais absoluto sigilo sobre elas, sob pena de responderem pelo descumprimento.

Metade das PMEs na América Latina planeja aumentar os investimentos na infraestrutura de TI em 2021, aponta estudo do IDC e da Dell

Cerca de 50% dos pequenos e médios empresários da América Latina planejam aumentar os investimentos em infraestrutura de tecnologia em 2021. Os dados são do estudo Oportunidades de Mercado para PMEs, realizado pelo IDC e patrocinado pela Dell Technologies.

Enquanto um quarto dos entrevistados (25%) projeta um investimento médio de US﹩20 a US﹩50 mil, cerca de 20% dos entrevistados indicam que o valor investido deve superar a marca de US﹩100 mil. O principal foco dos aportes será na modernização de computadores além de servidores e soluções de armazenamento externo.

A transformação digital ainda é um entrave para algumas organizações. Embora o estudo indique que 52% dos médios negócios (de até 499 funcionários) já estão no processo de maturidade digital média ou avançada, 60% das pequenas empresas (de 10 a 99 funcionários) ainda estão em estágios iniciais. Uma das soluções para o avanço na digitalização pode estar no modo de aquisição da tecnologia. Isso porque a crescente necessidade de flexibilidade, escalabilidade e otimização de custos traz uma demanda por soluções como serviço. Os investimentos em Infraestrutura como Serviço (IaaS) são prioritários para 40% dos líderes de PMEs na América Latina.

“No contexto do isolamento social, ficou ainda mais clara a relevância de investir em soluções de TI que suportem a transformação digital, que passou a ser essencial para a sobrevivência e o sucesso dos negócios, da economia e da sociedade em um ambiente com transações cada vez mais virtuais”, comenta Luis Gonçalves, Líder da Dell Technologies na América Latina. “Para apoiar as pequenas e médias empresas, a Dell Technologies tem investido em inovações e soluções que garantam a modernização do ambiente de TI, bem como vem oferecendo ao mercado modelos de pagamento e consumo flexíveis, com ofertas como a do Dell Flex On Demand”, complementa.

Prioridades de compra e investimentos

Entre as prioridades de compra de tecnologia apontadas pelo estudo, estão os computadores – que foram indicados como a principal aquisição por 88% dos líderes de PMEs na região. Além dos PCs, os pequenos e médios empresários buscam por servidores (67%) e smartphones (46%) para atualizarem e modernizarem seus negócios.

Gestores de TI já sabem o que buscam quando vão realizar um investimento: 98% das empresas consideram o desempenho do processador ao escolher computadores ou servidores – que ainda precisam ter funcionalidades de segurança e proteção de dados. Vale ressaltar que mais de 50% das empresas consideram o sistema operacional como um fator de decisão de compra.

O valor do investimento é outro ponto importante na escolha do fornecedor. Para 52% dos gestores de PME consultados, o principal fator na hora de escolher um parceiro de TI é o custo total, seguido por variedade de portfólio (40%) e oferta de serviços (39%).

“Nesse sentido, a Dell Technologies está mais preparada do que qualquer outro fornecedor do mercado de TI para apoiar as pequenas e médias empresas. A Dell combina o mais completo e inovador portfólio de soluções, com soluções líderes de mercado, além da opção de pagamento flexível e os melhores serviços de pré e pós-venda”, conta Luis Gonçalves.

Blockbit anuncia Cleber Ribas como novo CEO global

Presente desde a criação da empresa, o executivo assume o cargo com o objetivo de reforçar ainda mais a presença da marca junto a clientes.

A Blockbit, empresa global de produtos de cibersegurança, anuncia Cleber Ribas como novo Chief Executive Officer (CEO). Desde 2016 na companhia, o executivo assume a posição com a meta de elevar ainda mais a presença da organização junto ao mercado.

“Estou muito feliz e animado com mais esse passo dentro da Blockbit, uma empresa na qual tenho orgulho de fazer parte desde os primeiros momentos e que vem crescendo de forma muito sólida”, diz Ribas. “A meta é fortalecer nossas estratégias de go-to-market e alianças, identificando as melhores oportunidades para a expansão de nossa companhia”.

Especializado em Segurança da Informação e formado em administração, o novo CEO possui sólida experiência em vendas e gestão de negócios. Há cinco anos é o responsável pela operação comercial e de alianças da Blockbit. Antes de integrar a companhia, o executivo somou passagens por empresas como Terra Networks, Brasil Telecom e Aker Security. Destaque, ainda, para a trajetória de liderança e gestão de equipes, tendo atuado diretamente em projetos no Brasil e em diversos países da América Latina.

Segundo Ribas, sua experiência e proximidade com o ecossistema de parceiros e clientes da Blockbit será especialmente importante para apoiar o trabalho de expansão e inovação dos serviços oferecidos pela companhia a seus clientes. “A cibersegurança é um tema central na estratégia das organizações, e é nosso objetivo oferecer soluções que nossos clientes possam verdadeiramente confiar, com a máxima proteção possível”, afirma.

O executivo acrescenta que, para isso, a empresa deverá ampliar seus esforços em busca de parcerias e modelos de negócios que ampliem a presença da Blockbit no cenário global. “Estamos mapeando continuamente o mercado para identificar as necessidades locais e os melhores caminhos que poderão nos ajudar a consolidar a expansão de nossa cobertura e o atendimento aos clientes”, diz.

Leila Loria é a nova presidente do conselho de administração do IBGC

Leila Abraham Loria é a nova presidente do conselho de administração do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Leila assumiu o cargo na última quinta-feira (15), após a renúncia, por motivos profissionais, de Henrique Luz.

Leila é vice-presidente do conselho de administração do IBGC desde 2019, além de ser co-chair da WomenCorporateDirectors no Brasil (WCD), e integrante de conselhos de administração e consultivos de outras organizações. Como executiva, atuou em diversos setores, entre eles o de mídia e telecomunicações. Foi presidente da TVA até 2010, e diretora executiva da Telefônica até 2015.

“É uma honra assumir a presidência do conselho de administração do IBGC, organização cujo propósito mostra-se cada vez mais relevante, e dar sequência a um mandato com marcos tão importantes, como os 25 anos do instituto e o lançamento da Agenda Positiva de Governança. Seguiremos trabalhando com foco na disseminação das melhores práticas, reforçando o posicionamento do instituto como think tank no tema, pois acreditamos que as empresas comprometidas em melhorar sua governança corporativa são capazes de gerar valor e produzir transformações positivas de longo prazo na sociedade”, afirma Leila.

Henrique Luz seguirá como membro do conselho de administração do IBGC até o fim do mandato dos atuais conselheiros, que se encerra em 2022.

Hexagon vai neutralizar emissões de carbono até 2030

A líder global em sensores, software e soluções autônomas Hexagon AB anunciou o lançamento de um novo programa de sustentabilidade com metas ambientais, de políticas sociais e de governança (ESG). Entre os objetivos, estão a redução das emissões de carbono, o aumento da diversidade de gênero em cargos de liderança e a melhora no gerenciamento de riscos da cadeia de suprimentos. Os primeiros resultados já devem ser alcançados em 2023 e englobam todas as divisões e regiões em que a Hexagon está presente, inclusive o Brasil.

“As soluções da Hexagon já desempenham um papel importante para a sustentabilidade ambiental e social no mercado ao melhorar a eficiência de muitas indústrias. Na agricultura, por exemplo, os produtos inovadores auxiliam na redução do uso de agroquímicos e de combustíveis em até 25%. Com a agenda ESG, a intenção é ampliar ainda mais essa sustentabilidade nos processos e ações da empresa”, explica Bernardo de Castro, Presidente da divisão de agricultura da Hexagon, que tem sede e fábrica no país.

As metas do novo programa incluem a realização de auditorias de sustentabilidade em 100% dos fornecedores diretos em áreas de risco até 2023, além da ocupação de pelo menos 30% de cargos de liderança por mulheres até 2025.

Com relação às emissões de carbono, o propósito é neutralizar as emissões diretas, provenientes de fontes que pertencem ou são controladas pela instituição, e indiretas, de aquisição de energia elétrica consumida pela Hexagon, até 2030. Para 2050, a intenção é neutralizar o carbono de toda cadeia de valor de emissões diretas e indiretas.

As metas serão alcançadas por meio de várias ações estratégicas – desde aumento da eficiência energética nas instalações da Hexagon e redução das emissões de carbono de viagens de negócios, até um maior foco sustentável na fase de design dos produtos e promoção de iniciativas de cultura inclusiva.

“Temos muito orgulho de ser um facilitador da sustentabilidade, com soluções que resolvem alguns dos desafios mais urgentes de nossa vida. Com a sustentabilidade no centro de nosso negócio, é um passo natural definir metas ambiciosas que contribuirão para uma vida mais sustentável em nosso planeta”, comenta o presidente e CEO da Hexagon AB, Ola Rollén. 

Rollén ainda reforça que a empresa está comprometida com altos padrões em todas as áreas de sustentabilidade, por meio de iniciativas que reduzem a pegada ambiental, atendem melhor às solicitações dos clientes, influenciam positivamente a diversidade de contratações, geram economia e incentivam a inovação.

American Tower se associa ao Movimento Mulher 360

Suzana Tonin, vice-presidente de Recursos Humanos da American Tower

A American Tower, líder global em infraestrutura para telecomunicações, anuncia sua parceria com o Movimento Mulher 360, com o objetivo de aumentar a representatividade de mulheres no quadro de funcionários da empresa e trabalhar ativamente na construção da cultura inclusiva e do engajamento das pessoas em relação aos temas diversidade, equidade e inclusão. 

De acordo com Suzana Tonin, vice-presidente de Recursos Humanos da American Tower, a iniciativa é um passo importante. Fazer parte dessas discussões permitirá trocas enriquecedoras e acesso às melhores práticas de empresas que estão em diferentes graus de maturidade em relação à diversidade. “A ideia é que possamos revisitar e aprimorar nossos processos para efetivamente atrair, recrutar, desenvolver e reter profissionais que façam parte de grupos minoritários”, diz Suzana. 

A American Tower estabeleceu também a meta de aumentar em 50% o número de mulheres em cargos de liderança até 2025. “Se quisermos efetivamente fazer parte da transformação, precisamos estar envolvidos ativamente nesse fórum”, complementa Suzana. 

A multinacional já possui iniciativas e incentivos relacionados à empregabilidade e ao desenvolvimento de carreira de mulheres. Além disso, aderiu recentemente ao Programa Empresa Cidadã, que estende por 60 dias a duração da licença-maternidade, e por 15 dias a licença-paternidade. “Buscamos sempre adotar um olhar cuidadoso em relação às nossas funcionárias, acompanhando de perto suas trajetórias e promovendo programas de desenvolvimento para ajudá-las a obter sucesso profissional, sem esquecer dos aspectos emocionais e pessoais, que sabemos ser de igual importância. ” 

“Realmente acreditamos que diversidade, equidade e cultura inclusiva trazem melhores resultados para a companhia, além de um ambiente de trabalho positivo e o maior engajamento das nossas pessoas. Sabemos do papel social que temos como organização e da influência que esses movimentos podem exercer na sociedade como um todo, porque sempre há impacto para dentro e para fora”, conclui. 

O Movimento Mulher 360 (MM360) é formado por organizações protagonistas do cenário empresarial brasileiro, comprometidas em promover a equidade de gênero e o aumento da participação feminina no ambiente corporativo, nas comunidades e na cadeia de valores. 

Movimento da Amcham reúne 49 empresas com previsão de investir R$ 12,7 bilhões em preservação ambiental no Brasil

Reforçar o compromisso do setor empresarial com a preservação do meio ambiente no País é o principal objetivo do movimento #BrasilPeloMeioAmbiente, organizado pela Amcham Brasil – Câmara Americana de Comércio no Brasil, com a participação de empresas brasileiras e multinacionais de diversos países.

O #BrasilPeloMeioAmbiente promove o que as empresas estão fazendo de melhor na defesa do meio ambiente brasileiro e já reúne um conjunto de 82 ações, realizadas por cerca de 50 empresas, envolvendo investimentos estimados em, pelo menos, R﹩ 12,7 bilhões. O inventário com todas as ações pode ser acessado no amcham.com.br/ambiental.

“O Brasil é uma potência ambiental e líder natural na agenda mundial de sustentabilidade. Devemos usar esses ativos para melhor nos posicionarmos em uma retomada da economia global cada vez mais verde, circular e de baixo carbono. Temos muito a ganhar no curto, médio e longo prazos”, afirma Luiz Pretti, presidente do Conselho de Administração da Amcham Brasil.

O lançamento da iniciativa acontece nesta semana da Cúpula de Líderes do Clima, convocada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden e terá duração até a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26), em novembro deste ano, em Glasgow.

O movimento busca inspirar outras empresas a aprofundar as suas ações de sustentabilidade, bem como melhor informar as partes interessadas, no Brasil e no exterior, sobre o comprometimento empresarial com o meio ambiente. Almeja-se, ainda, contribuir para o avanço da agenda de inserção internacional do Brasil, em particular nas áreas de atração de investimentos, conclusão de acordos comerciais, ingresso na OCDE e aproximação com parceiros globais, sobretudo com os Estados Unidos.

“É necessário que esse esforço empresarial venha acompanhado pelo aprofundamento dos compromissos governamentais e de resultados concretos sobre preservação ambiental e combate a mudanças climáticas por parte do Brasil. A atuação consistente nessas áreas determinará o sucesso da nossa recuperação econômica e integração internacional”, contextualiza Deborah Vieitas, CEO da Amcham Brasil, entidade que representa 33% do PIB Brasileiro e a maior Câmara Americana entre 117 existentes fora dos Estados Unidos.

A divulgação das melhores práticas empresariais ocorrerá em campanha pública, no Brasil e no exterior, com foco na comunidade empresarial, autoridades públicas, sociedade civil e em especialistas sobre o tema. O inventário está sendo encaminhado para os principais formuladores de políticas públicas no Brasil e nos Estados Unidos.

Ações e empresas engajadas

Integram o #BrasilPeloMeioAmbiente empresas de diversos países, incluindo o Brasil e os Estados Unidos. Entre as boas práticas compartilhadas, está o financiamento pela Microsoft Brasil de uma plataforma que usa imagens de satélite e inteligência artificial para prever áreas com maior risco de desmatamento na Floresta Amazônica, a ser disponibilizada a partir de junho deste ano.

Por meio do Legado das Águas, a Reservas Votorantim constituiu a maior reserva privada de Mata Atlântica no Brasil, com extensão de 31 mil hectares, conservando a floresta a partir de atividades como biotecnologia, ecoturismo e compensação ambiental. O Legado das Águas estoca 10 milhões de toneladas de carbono, já registrou 1.765 espécies de fauna e flora na área e beneficiou cerca de 60 mil pessoas por meio de suas iniciativas.

No âmbito de seu compromisso de reduzir em 30% as emissões de GEE, a Bayer lançou a Iniciativa Carbono, em parceria com a Embrapa, para desenvolver métodos de aferição de fixação de carbono no solo que ajudem os agricultores no Brasil a adotar práticas de manejo mais sustentáveis e a comercializar créditos de carbono. A ação já conta com 414 produtores, em 15 estados, e mais de 50 mil amostras de solo para análise e posterior certificação.

A Raízen Energia desenvolveu tecnologia para produzir etanol de 2ª geração a partir do bagaço e palha da cana-de-açúcar, com intensidade de carbono cerca de 30% inferior ao etanol de 1ª geração. A empresa já produziu mais de 75 milhões de litros, contribuindo para reduzir emissões no setor de transportes e na indústria de cosméticos, bem como para o melhor uso da terra (produção de até 50% a mais de etanol com a mesma área plantada).

Em 2021, a Cargill lançou o Land Innovation Fund, com uma contribuição inicial de US﹩ 30 milhões para financiar projetos inovadores que ofereçam alternativas para os agricultores protegerem florestas e vegetação nativa na Amazônia e Cerrado, entre outros biomas da América do Sul, contribuindo para tornar a cadeia de abastecimento da soja livre de desmatamento.

Outras empresas que também compõem o lançamento do movimento são a ADM, AES Brasil, Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, Alcoa Brasil, American Tower do Brasil, Anglo American, Atlas Schindler Elevadores, Banco BV, Biosolvit, Cargill, CBA, Claro, Colgate Palmolive, COMGÁS, Cosan, Cummins Brasil, Dana Indústrias, Demarest Advogados, Duratex, Fluor Brasil, Gerdau, Grupo Carrefour Brasil, HP Brasil, JBS, KPMG, Louis Dreyfus , Marsh, MK Quimica do Brasil, OXITENO, PwC Brasil, Raízen Energia, Reservas Votorantim, Robert Bosch, Sabin Medicina Diagnóstica, Santander Brasil, SAP Brasil, Schneider Electric Brasil, Siemens Healthineers, Sky Brasil, Trouw Nutrition Brasil, UBS Banco Brasil, WestRock Brasil, Whirlpool e Ypê Química Amparo.

Todos os cases do #BrasilPeloMeioAmbiente estão disponíveis no amcham.com.br/ambiental, onde também é possível às empresas compartilharem as suas ações de preservação ambiental.

Números do #BrasilPeloMeioAmbiente (até 21 de abril/2021):

• Cerca 82 iniciativas empresariais

• 49 empresas participantes

• R$ 12,7 bilhões em investimentos até o final de 2021

• Empresas de 9 nacionalidades diferentes (Brasil, Estados Unidos, Suíça, Reino Unido, Alemanha, México, França, Holanda e Espanha)

Fundação Grupo VW lança projeto de empreendedorismo inclusivo

Elizeu Costa, empreendedor com deficiência que já participou de outros projetos de empreendedorismo executados pela ONG ASID Brasil

Nem sempre é fácil manter a estabilidade em um emprego formal. Para pessoas com deficiência, isso se torna ainda mais complexo, porque as políticas de inclusão e permanência nas empresas muitas vezes ainda são falhas. A inclusão de pessoas com deficiência é uma das causas abraçadas pela Fundação Grupo Volkswagen, que anuncia o projeto Empreendedorismo para Todos, realizado em parceria com a ASID Brasil – Ação Social para Igualdade das Diferenças.

“A proposta do projeto é incentivar o empreendedorismo e, assim, melhorar a qualidade de vida e promover a inclusão produtiva de pessoas com deficiência, contribuindo para sua autonomia e mobilidade social”, afirma Vitor Hugo Neia, Diretor de Administração e Relações Institucionais da Fundação Grupo Volkswagen.

Estão sendo oferecidas 140 vagas gratuitas para pessoas com deficiência interessadas em participar das formações, que incluem temas como precificação, vendas, gestão financeira, processo produtivo, divulgação, entre outros. Após essa primeira etapa, serão selecionados 20 empreendedores para mentorias customizadas. Os participantes devem residir na capital paulista ou em municípios da Região Metropolitana de São Paulo. Devido à pandemia de Covid-19, o projeto Empreendedorismo para Todos será totalmente virtual em 2021. O projeto também conta com apoio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo (SMPED) e do Itaú Unibanco.

“Acreditamos que uma sociedade inclusiva é aquela em que todas as pessoas têm a oportunidade de participar da coletividade e desenvolver todo o seu potencial. Nosso desejo para o projeto é que todos possam compartilhar conhecimento e desenvolver seu talento para criar uma grande rede de empreendedores e que haja uma grande diversidade entre os selecionados desta edição”, afirma Caroline Ferronato, Coordenadora de Projetos da ASID. A organização foi criada em 2010 com o objetivo de construir uma sociedade mais inclusiva por meio da união de pessoas com deficiência, suas famílias, instituições, empresas e voluntários.

Parceria continuada

Em 2020, a parceria entre a ASID Brasil e a Fundação Grupo Volkswagen já rendeu frutos. A série de webinares “Conversas Inclusivas”, com foco na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho teve seis edições que somaram mais de 8 mil visualizações no YouTube e Facebook. Entre os participantes, quase 600 deles inscreveram-se previamente e receberam certificados. Além disso, a partir das discussões dos webinares, foi lançado o e-book “Panorama brasileiro de inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho”.

Entre os temas que fazem parte do livro, estão aspectos da legislação e dicas para o processo de inclusão nas empresas. O material também traz um glossário com termos frequentes e sugestões de leitura para quem desejar se aprofundar nesses tópicos. A publicação digital está disponível para download gratuito no site da Fundação.

Serviço – “Empreendedorismo para Todos”

Inscrições gratuitas (até 30 de abril): 140 vagas, clique aqui.

Aulas sobre empreendedorismo (junho, julho e agosto): semanais, às quartas-feiras, com duração de 2 horas e horários disponíveis nos 3 turnos (manhã, tarde e noite). As facilitações acontecerão de 02/06 até 25/08. Em 01/09, será realizada a cerimônia de encerramento. Os participantes devem residir na capital paulista ou em municípios da Região Metropolitana de São Paulo.

Mentoria (setembro, outubro e novembro): depois das aulas, serão selecionados 20 participantes que receberão apoio de mentores para colocarem o conteúdo em prática.

CESAR School abre inscrições para 15ª edição do CESAR Summer Job

Programa, que conecta universitários a empresas, está ainda mais interativo na sua segunda versão online

Vão até o dia 16 de maio as inscrições para o já tradicional CESAR Summer Job da CESAR School, escola de inovação do CESAR – maior centro de inovação tecnológica e transformação digital do país – sediado no Porto Digital em Pernambuco. Trata-se da 15ª edição do programa que busca conectar universitários e empresas, e a segunda a ocorrer totalmente online.

Embora a experiência de desenvolver parte do programa remotamente já existisse, houve uma adaptação para melhorar a interatividade à distância, segundo o coordenador de Projetos do CESAR e responsável pela coordenação do CESAR Summer Job, Maurício Taumaturgo. “Aplicamos ferramentas de engajamento que provocam interação de forma digital e efetiva. Também amadurecemos abordagens que nos permitiram executar o processo de inovação de forma remota”, explica.

De acordo com ele, o distanciamento social impôs para a CESAR School o desafio de manter a mesma atratividade do curso presencial à distância. Para isto, está programada uma maratona de conhecimento instigada por mentores inspiradores, por profissionais competentes e, por estímulos que fazem do programa uma experiência única. “Entendemos que a versão online se ajustou direitinho à expertise do CESAR”, diz

Desde que teve início o programa de ensino intensivo já recebeu mais de 520 estudantes de diversos países, das mais variadas áreas, com a missão de desenvolver soluções e identificar oportunidades para o setor corporativo.

Os interessados em participar desta edição devem estar matriculados em algum curso de bacharelado, licenciatura ou tecnológico, e ter concluído 50% da grade. Para participar é preciso se inscrever pelo link até o dia 29 de outubro. O processo seletivo é realizado em três etapas. Os selecionados contam com bolsa auxílio de R$2 mil para contemplar as seis semanas de imersão no projeto.

A experiência terá tutoria de profissionais do CESAR, que oferecem apoio no desenvolvimento de soluções para problemas reais que as empresas patrocinadoras do CESAR Summer Job 2021.2 apresentarão. Companhias interessadas em patrocinar também podem obter informações pelo site. Na jornada de seis semanas, os estudantes devem definir uma solução, prototipar e validar suas escolhas. “A inovação pode partir de qualquer área, por isso buscamos perfis com capacidade de inovação e dedicação”, diz Taumaturgo.

Se para as empresas, é uma forma de validar propostas de solução inovadoras para problemas reais, para o aluno, o programa vai muito além do aprendizado, se tornando uma forma de conexão com o mercado e a realidade dos negócios. “A inovação me abriu os olhos para outras culturas e me proporcionou um salto profissional porque a partir do CESAR Summer Job eu consegui outros estágios”, conta Tawan Victor, que cursa Engenharia Elétrica em Juiz de Fora (MG).

CESAR Summer Job 2021.2

Inscrições: De 12 de abril até 16 maio de 2021

Seleção: De 17 de maio até 10 de junho

Resultados finais: Até 11 de junho

Data: De 05 de julho a 13 de agosto de 2021

Saiba mais: summerjob.cesar.org.br

Microsoft revela tour virtual em um de seus datacenters

A Microsoft disponibilizou hoje um tour digital imersivo em um dos datacenters da empresa, onde os visitantes podem mergulhar em uma experiência virtual e explorar a infraestrutura necessária em uma das instalações de alta segurança, aprender sobre a energia renovável que os alimenta e o hardware e software que mantêm os dados seguros nessa rede interconectada de milhões de computadores em todo o mundo chamada nuvem. Os visitantes podem participar a partir de seus computadores ou dispositivos móveis. 

Atualmente, a Microsoft opera mais de 200 datacenters em todo o mundo, e suas operações e planos em torno dos datacenters abrange 34 países. Os datacenters estão todos conectados através de mais de 265.000 km de fibras ópticas submarinas, terrestres e metropolitanas. Esse número continua a crescer, recentemente novas regiões de datacenter foram anunciadas na América Latina, no México, Chile e Brasil, como parte de planos robustos de contribuição com a transformação digital desses países.  

No Brasil, a Microsoft divulgou o Microsoft Mais Brasil, plano abrangente que contribui para promoção do crescimento do país, oportunidades de emprego e sustentabilidade. Nele, foi anunciada a expansão de infraestrutura de nuvem com uma nova região de datacenter – a Brazil Southeast Region. Depois, foram disponibilizadas ainda as Zonas de Disponibilidade Azure na região Brazil South, que são responsáveis por fornecer energia redundante, resfriamento e rede, além de suporte a aplicações com maior disponibilidade e tolerância a erros para falhas de datacenter; bem como a residência de dados do Microsoft 365 e o Microsoft 365 Multi-Geo, que permite o armazenamento de dados em duas ou mais regiões. 

O tour virtual também apresenta uma visão da infraestrutura de ponta do século 21, incluindo servidores mantidos frios em tanques de líquido fervente e datacenters modulares que a Microsoft implantou no fundo do mar em tubos semelhantes a submarinos.  

“Datacenters são como casas – prédios com equipamentos elétricos e mecânicos. Isso torna a nuvem real para as pessoas e deixa de ser apenas alta tecnologia e imaginação”, citou Noelle Walsh, vice-presidente corporativa da Microsoft, que lidera a equipe que constrói e opera a infraestrutura em nuvem da companhia. Toda a infraestrutura elétrica e mecânica nos datacenters da Microsoft mantém os mais de 4 milhões de servidores da companhia operando com o que é conhecido como os “cinco noves” de confiabilidade, ou 99,999%. “O servidor é a parte mais preciosa”, ela comentou.  

 
Seguro, confiável e sustentável 

 
A experiência do datacenter virtual é um convite raro para o visitante aprender. A Microsoft gasta mais de US$ 1 bilhão por ano em segurança de datacenters, incluindo hardware, software, protocolos e equipes, pois é fundamental manter a segurança e a privacidade dos dados armazenados e processados internamente.  

Se do lado de fora a maioria dos datacenters da Microsoft se parecem com armazéns comuns, como blocos de concreto, aço, cobre e fibra, sem janelas e envoltos por uma cerca, o perímetro externo de alta segurança é apenas a primeira de muitas camadas de segurança no local para garantir o correto controle de acesso. “Você verá as melhores práticas, desde o acesso físico ao datacenter até o manuseio de mídia e a maneira como os dados são armazenados nos dispositivos, com o software criptografando os dados antes mesmo de chegarem aos dispositivos”, disse Mark Russinovich, CTO de Azure, à medida que os datacenters são otimizados para máxima eficiência.  

A experiência do datacenter virtual mostra turbinas eólicas e painéis solares como exemplos do tipo de energia renovável que a companhia está adquirindo para atingir esse objetivo. Embora a pegada terrestre de cada datacenter seja aproximadamente o equivalente a uma grande loja de departamentos, quase toda a área é utilizada para mover a eletricidade através dos servidores, transformando eletricidade em dados. A Microsoft está comprometida em alimentar todos os seus datacenters e suas operações com o equivalente a 100% de energia renovável até 2025. 

Por exemplo, redes de alta largura de banda mais eficientes permitirão aplicações de IA em larga escala, bem como a capacidade de transferir grandes quantidades de dados. Esses datacenters rápidos e eficientes poderiam ser habilitados por inovações como os conceitos de resfriamento líquido e datacenter submarino apresentados na experiência virtual. Todos os servidores dentro do datacenter transformando energia em dados geram calor à medida que operam, o que requer um sistema de resfriamento projetado para evitar que os servidores falhem. Linhas de racks de servidores são tipicamente dispostas no que chamamos de configuração de corredor quente e corredor frio. À medida que os servidores operam, os ventiladores sugam o ar do corredor frio e sopram sobre os servidores. O ar quente sai pela parte de trás dos servidores, para o corredor quente, e é sugado para cima e para fora do datacenter, onde é reciclado através de refrigeradores mecânicos. 

Assista a experiência do datacenter virtual aqui

Segurança Digital nas Pequenas e Médias Empresas

Por Ghassan Dreibi, diretor de Cibersegurança da Cisco América Latina

É empolgante liderar a segurança em pequenas e médias empresas. Enfrentamos muitas das mesmas ameaças das grandes companhias. Com a ênfase crescente na segurança da cadeia de suprimentos, compartilhamos as mesmas obrigações de compliance. Estamos mais próximos da liderança do negócio e da equipe de TI. Com uma fração dos recursos, realizamos o impossível trimestre após trimestre, ano após ano. É emocionante, mas tem suas incertezas.

Conforme definimos a estratégia e implementamos programas de segurança, muitas vezes há um ponto cego na eficácia de qualquer prática. Há evidências de que os investimentos em segurança resultam em resultados mensuráveis? Como sabemos o que funciona e o que não funciona? Essas são as perguntas que a nova edição do estudo Cisco Security Outcomes para pequenas e médias empresas busca responder.

Práticas comprovadas para resultados de segurança


O Cisco Security Outcomes Study mostrou as práticas de segurança que mais impulsionam o sucesso do programa de segurança nas empresas. Mais de 4.800 profissionais ativos de TI, segurança e privacidade de todo o mundo participaram do estudo. Desses participantes, 857 representam PMEs e suas respostas constituem a base do novo relatório.

O novo estudo revelou que as pequenas e médias empresas superam as companhias de grande porte em termos de construção de abordagens de segurança para manter os negócios funcionando, com 44% dos entrevistados relatando sucesso. Também há evidências convincentes de que o poder da TI e da segurança trabalham juntos para gerenciar melhor os riscos. Porque? Talvez a redução de silos e camadas. Talvez os relacionamentos fortes que o fato de fazer parte de uma organização menor promove.

Não há margem para erros nas equipes de segurança das pequenas e médias empresas. Com equipes pequenas e orçamentos reduzidos há uma pressão maior para aproveitar ao máximo o que se tem. O valor deste estudo em identificar o que contribui para a segurança bem-sucedida não pode ser subestimado.

O relatório é estruturado em torno dos tópicos de habilitação dos negócios, gestão de riscos e operação eficiente. Com isso, os líderes podem  selecionar um tópico principal no estudo e encontrar os resultados relacionados ao tema, e trabalhar nas práticas que estão correlacionadas a esse resultado. Por exemplo, dado o objetivo de acompanhar os negócios, podemos ver que práticas como resiliência de resposta a incidentes e recuperação de desastres desempenham um papel incrível.

Como o relatório examina 25 práticas de segurança e destaca quais ações aumentam as chances de obter resultados de segurança, também podemos usar essas descobertas para maximizar os dados existentes. Vamos tomar como exemplo a criação de uma cultura de segurança. Isso geralmente está associado ao aprendizado com incidentes anteriores e à criação de uma estratégia de segurança sólida. Uma organização com um programa de cultura forte pode expandir o programa para incluir essas práticas, ampliando assim o que já está indo bem.

Fatores para o sucesso da segurança nas PMEs


As descobertas do novo estudo são um lembrete de que o tamanho da empresa não deve impedir a construção de um programa de segurança cibernética. Na verdade, o relatório revelou três práticas que são fatores-chave para o sucesso geral deste programa:

Foco: fique de olho nas suas prioridades. O foco é fundamental para a execução de qualquer estratégia de segurança, mas isso é especialmente verdadeiro quando sua equipe de TI é esticada em várias direções.

Resiliência – O sucesso está na preparação para o fracasso. O planejamento de resiliência compensa, e a recuperação antecipada de desastres é o maior diferencial de sucesso para pequenas e médias empresas.

Modernização: as ameaças modernas precisam de tecnologia moderna. Empresas de pequeno e médio porte com tecnologia moderna alcançam taxas de sucesso mais altas em cada um dos 11 resultados que medimos.

Defender as organizações contra ameaças cibernéticas é difícil para qualquer empresa, independentemente do tamanho, especialmente quando os recursos são limitados. Leia o  estudo de resultados de segurança para pequenas e médias empresas para saber como as PMEs estão prosperando com uma forte estratégia de segurança cibernética.

Líderes e funcionários latino-americanos concordam que o trabalho remoto é tão ou mais produtivo do que o trabalho no escritório, aponta estudo da Unisys

Novos dados revelam que 57% dos líderes da América Latina afirmam que planejam adotar um modelo operacional diferente do que tinham antes da pandemia de COVID-19. O objetivo é garantir a segurança dos funcionários e alcançar maior produtividade. Entre os líderes latino-americanos pesquisados, mais da metade (58%) afirma que a principal motivação é criar uma experiência geral melhor para os funcionários, de acordo com um novo White Paper da IDC patrocinado pela Unisys Corporation (NYSE: UIS), intitulado Digital Workplace Insights™: Seeking Digital and Experience Parity to Support the Hybrid Workforce” [em tradução livre, “Perspectivas para o ambiente de trabalho digital: em busca da equiparação entre o escritório e o ambiente digital para garantir a eficiência do trabalho híbrido”].

A pesquisa patrocinada pela Unisys entrevistou mais de 1.100 pessoas, incluindo líderes empresariais e funcionários, em 15 países: Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, França, Alemanha, Malásia, México, Holanda, Nova Zelândia, Cingapura, Reino Unido e os resultados dos Estados Unidos são detalhados no white paper da IDC .

Em relação à produtividade, 83% dos funcionários concordam com os líderes (77%): eles são tão ou mais produtivos em casa ou em outro local remoto – em comparação com o trabalho no escritório. E 39% dos funcionários ainda destacam que preferem trabalhar fora dos limites da empresa – em locais como residências, cafeterias e escritórios compartilhados. Para tirar proveito disso isso, 28% das empresas da região planejam fazer investimentos direcionados para gerar crescimento e estão priorizando a inovação para prosperar em uma era pós-COVID-19. Nesse sentido, considera-se que AI (60%), 5G (58%), IoT (51%) e plataformas de segurança modernas (50%) trarão mais benefícios aos ambientes de trabalho da organização nos próximos cinco anos.

No entanto, a pesquisa também mostra que muitos líderes têm opiniões diferentes das de seus funcionários:

• Embora 52% dos funcionários latino-americanos considerem o local de trabalho e tempo favoráveis à vida familiar importantes, apenas 42% dos líderes de empresas latino-americanos pensam da mesma forma.

• 54% dos colaboradores da região afirmam que é fundamental capacitar equipes e pessoas, preocupação que apenas 43% das empresas reconhecem. Essa diferença é muito semelhante na América do Norte (para 63% dos funcionários e 51% das empresas).

• Por outro lado, 59% dos funcionários latino-americanos afirmam que o acesso à tecnologia mais atualizada é fundamental para uma experiência ideal do funcionário. Isso é um pouco menos importante para os líderes latino-americanos (50%).

Os líderes empresariais estão muito mais preocupados do que os funcionários com os aspectos práticos do trabalho remoto:

• Para 33% dos líderes, a dificuldade de comunicação e trabalho com os demais integrantes da equipe é algo preocupante. Apenas 26% dos funcionários concordam com isso.

• 34% dos líderes estão preocupados com a falta de supervisão e visibilidade da gestão como resultado do trabalho em casa, em comparação com apenas 13% dos funcionários.

• 31% dos líderes estão preocupados com as possíveis dificuldades de acesso a dados, apenas 18% dos funcionários consideram isso um desafio.

• 47% dos líderes consideram o uso de tecnologias desconhecidas ou novas para trabalhar em casa um desafio, mas apenas 6% dos funcionários assumem o mesmo.

A pesquisa também revela quais tecnologias tornam o trabalho remoto mais produtivo:

• Soluções de conectividade e banda larga são as melhorias mais solicitadas por 44% dos colaboradores, mas o problema aparece como uma necessidade latente para apenas 34% dos líderes;

• Funcionários 33% e líderes 30% concordam que laptops mais atualizados são necessários para promover a eficiência do trabalho remoto.

Os critérios que tornam a experiência de trabalho do funcionário ideal, excluindo salário e benefícios:

• Líderes e colaboradores concordam que o reconhecimento pelas conquistas é o principal requisito para uma melhor experiência de trabalho, com 62% e 59%, respectivamente.

• A comunicação frequente e aberta da alta administração é o segundo critério mais relevante para 58% dos funcionários. Já para os líderes empresariais, os próximos requisitos para um melhor ambiente de trabalho são: tecnologia (50%) e garantia de autonomia para equipes e indivíduos na tomada de decisões (43%).

“O verdadeiro desafio para a TI é proporcionar a mesma experiência para todos os funcionários, que trabalham em locais diversos e híbridos. Isso significa permitir que todos encontrem formas individuais de trabalho que impulsionem sua produtividade e a inovação a qualquer hora, em qualquer lugar e de qualquer dispositivo. Inteligência artificial, automação, análise e resolução proativa de problemas fazem parte de um conjunto mais amplo de tecnologias e habilidades necessárias para oferecer isso. Esta pesquisa mostra como são variadas as percepções de um ambiente de trabalho digital moderno. Ela também mostra que muitas empresas estão pensando no futuro e criando um ambiente de trabalho que não só será mais produtivo, mas também será melhor para os seus funcionários”, destaca Mauricio Cataneo, VP e gerente geral da Unisys para a América Latina.

“Um dos desdobramentos de 2020 é a necessidade de reajustar tecnologias, processos e políticas para garantir a eficiência das formas híbridas de trabalho”, destaca Holly Muscolino, da IDC.

“Em todo o mundo, quase 40% da força de trabalho foi forçada a mudar quase da noite para o dia para formas remotas de trabalho, ao mesmo tempo em que os outros 60% continuaram se adaptando e buscando novas formas mais seguras de concluir suas tarefas. Nós já sabemos que, para a grande maioria, não haverá volta ao modelo de negócios de 2019. Os trabalhadores remotos continuarão representando quase um quarto da força de trabalho global, ainda que exista alguma variação entre os diferentes setores. A força de trabalho híbrida – remota, no escritório, em trabalho de campo e transitando entre locais distintos – está aqui para ficar e as mudanças e reorganizações provisórias criadas ao longo de 2020 devem se tornar permanentes daqui para a frente”.

Os serviços de digital workplace (ambiente de trabalho digital) da Unisys ajudam os clientes a potencializar e aumentar a produtividade de seus funcionários trazendo tecnologias que aumentam a satisfação com o suporte de TI. Além de oferecer serviços de gerenciamento de mudanças e design centrado no usuário – para melhorar a produtividade e a colaboração entre os funcionários, antecipando suas necessidades -, o Unisys InteliServe™ oferece uma plataforma de automação de ambiente de trabalho extensiva, integrando inteligência artificial, RPA, análises e machine learning para uma experiência sem atrito do usuário que se conecta facilmente a aplicações de recursos humanos, finanças e negócios.

Regime tributário e incentivos fiscais ajudarão a destravar o potencial de IoT no Brasil

Por Werter Padilha

Segundo relatório da consultoria de análise de dados GlobalData, o mercado de Internet das Coisas (IoT) deve movimentar mais de 30 bilhões de dólares na América Latina até 2023, sendo o Brasil o principal mercado na região. Esta consultoria aponta que o segmento brasileiro de IoT tem crescido a uma taxa anual de 20% e este avanço de dois dígitos deve ser mantido nos próximos anos.

De acordo com outro levantamento, desta vez o IoT Snapshot da Logicalis, 35% das empresas no Brasil já contam com algum uso da tecnologia e o mercado brasileiro responde por 19% de todos os projetos de Internet das Coisas em produção na América Latina. Será que estes percentuais podem crescer aceleradamente nos próximos anos, mesmo com a pandemia?

Quem me conhece, sabe o quanto confio no potencial dos projetos de IoT e de como este ecossistema inovador exige e impulsiona o uso de outras tecnologias disruptivas, como o Big Data, Inteligência Artificial e Cloud Computing, alavancando a inovação nacional, a competitividade, a geração de empregos e o desenvolvimento socioeconômico.

Nos últimos anos, dediquei muito tempo e conhecimento como representante da ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software no conselho consultivo da elaboração do Plano Nacional de IoT (IoT.br), uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), do Ministério da Economia (ME) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Também estou participando das deliberações nas câmaras setoriais criadas pelo governo federal para ajudar na transformação das ações do plano IoT.br em realidade nas verticais priorizadas – Agronegócio, Cidades Inteligentes, Indústria e Saúde – cujas atividades on-line recomeçaram em 2021.

Durante todo esse período de discussões nestes fóruns e fora dele, o aspecto tributário sempre foi citado como um fator problemático, onerando os projetos de IoT. Muitas vozes, inclusive a minha, solicitavam a redução da carga tributária e a criação de um regime de impostos mais favorável à expansão do uso da IoT no Brasil.

Por isso, chegamos em 2021, com avanços a comemorar. Para começar, é importante lembrar que a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) publicou a Resolução nº 735/2020, por meio da qual enquadrou os dispositivos de IoT como Serviços de Valor Adicionado (SVA). Como SVA, a Internet das Coisas está sujeita ao Imposto Sobre Serviços (ISS), no qual a alíquota máxima prevista na Constituição Federal é de 5% – muito menor que a cobrada na transmissão de dados de internet comum como, até então, a transmissão de dados em IoT era tratada.

É preciso destacar ainda a sanção do PL 6549/19, de autoria do deputado Vitor Lippi (PSDB/SP), que se tornou a Lei nº 14.108/2020 e entrou em vigor no dia 1° de janeiro de 2021. Com a nova legislação, as alíquotas do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel), da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) e da Contribuição para Fomento da Radiodifusão Pública (CFRP) foram zeradas por cinco anos para dispositivos de IoT. Este incentivo fiscal também deverá ajudar a impulsionar da Internet das Coisas no mercado nacional.

Assim, as definições que aguardávamos desde a apresentação do IoT.Br, ao final de 2017, nos oferecem um regime tributário e incentivos fiscais que deverão destravar o potencial de IoT no Brasil e esperamos que em um ritmo mais acelerado nas verticais priorizadas, gerando empregos e incentivando a retomada econômica tão esperada frente aos impactos negativos da pandemia. Reafirmo, o horizonte em IoT é promissor e estamos acelerando nesta rota.

Werter Padilha, Conselheiro da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) e CEO das empresas Sawluz IT e Taggen Soluções IoT

Estudo da Microsoft sobre ondas cerebrais revela que descansos curtos entre reuniões podem combater o estresse e a fadiga

A pandemia do novo Coronavírus tem transformado a rotina das pessoas em todo mundo, intensificando o contato digital durante as jornadas de trabalho. De acordo com o primeiro Índice Anual de Tendências do Trabalho, a alta produtividade também trouxe um esgotamento entre os trabalhadores: No Brasil, 67% se sentem sobrecarregados (versus 54% Global) e 22% acham que sua empresa não se importa com seu equilíbrio entre vida pessoal e profissional (versus 19% Global). 

A partir disso, a Microsoft conduziu um estudo sobre as atividades das ondas cerebrais, publicado hoje, 20 de abril que confirma o que muitas pessoas já sabiam: grande parte do estresse e da fadiga mental se deve às reuniões consecutivas sem descanso. Os encontros virtuais sem pausas estratégicas são estressantes e afetam a capacidade de concentração e participação dos colaboradores. Porém, o estudo também apresenta uma sugestão: descansos curtos para recarregar as energias ou simplesmente fazer uma transição mais harmoniosa para a reunião seguinte.  

Abaixo, as principais descobertas do estudo: 

 1. Os intervalos entre as reuniões permitem que o cérebro “reinicie”, o que reduz o acúmulo de estresse das reuniões. Como vimos em estudos anteriores, em duas horas de reuniões em sequência, a atividade média das ondas beta (relacionadas ao estresse) aumenta ao longo do tempo. Porém, quando os participantes tiveram a oportunidade de descansar durante as pausas, a atividade beta diminuiu, o que gerou uma “reinicialização”. Esta reinicialização permitiu que os participantes iniciassem sua próxima reunião em um estado mais relaxado. Isso também permitiu que o nível médio de ondas beta se mantivesse estável durante quatro reuniões, sem acúmulo de estresse, mesmo com as quatro videochamadas. A solução para enfrentar a fadiga é simples: fazer intervalos curtos.  

2. Reuniões em sequência podem diminuir a capacidade de se concentrar e se engajar com o trabalho. Quando os participantes fizeram intervalos para meditação, os padrões de ondas cerebrais mostraram níveis positivos de assimetria alfa frontal, o que se correlaciona com maior engajamento durante a reunião. Sem intervalos, os níveis foram negativos, sugerindo que os participantes estavam pouco ou nada engajados com a reunião. Isso mostra que, quando o cérebro está experimentando estresse, é mais difícil manter-se focado e engajado. Em suma, as pausas não são apenas boas para o bem-estar, elas também melhoram a capacidade de fazer um bom trabalho. 

3. As transições entre reuniões consecutivas podem ser uma fonte alta de estresse. Para os participantes que não fizeram pausas, os pesquisadores também observaram que o período de transição entre as chamadas causou um aumento da atividade beta ou dos níveis de estresse. Isso pode ter acontecido devido ao fato de que a reunião estava chegando ao fim, e sabendo que tem outra reunião a caminho, teriam que falar sobre algo diferente e utilizar o cérebro para se concentrar em outra coisa. Nesses mesmos participantes, as atividades das ondas beta voltaram a aumentar quando começou a nova reunião. Em contraste, quando as pessoas fizeram pausas com meditação, o aumento da atividade beta diminuiu, entre cada reunião, e o aumento ao começar a reunião seguinte foi mais lento e gradual. Podemos dizer que os descansos, mesmo curtos, são importantes para que a transição de uma reunião para outra seja menos estressante.  

Considerando os resultados, a Microsoft anuncia no dia de hoje que irá incorporar novas funções no Outlook: A partir de hoje, aqueles que usam o Outlook empresarial poderão estabelecer períodos pré-determinados, aplicáveis para toda a organização, pelo qual poderão encurtar em cinco, 10 ou 15 minutos as reuniões pelo Microsoft Teams, para utilizar como descanso entre as reuniões. Além disso, se a função está ativa para toda a empresa, as pessoas poderão mudar ou personalizar facilmente a configuração a qualquer momento, para uma reunião individual ou para todas as reuniões. Para ajudar a comunicar essa mudança, os colaboradores também verão uma notificação quando forem programar as reuniões, informando sobre essa mudança em toda a organização.  

“No mundo atual do trabalho híbrido e à distancia, não basta apenas incentivar o autocuidado. Precisamos inovar e aproveitar a tecnologia para ajudar os colaboradores a incorporar os descansos que são tão necessários em suas rotinas cotidianas”, diz Kathleen Hogan, Chief People Officer da Microsoft.   

O trabalho híbrido é o futuro do trabalho. As pessoas querem maior flexibilidade e um modelo misto, que ofereça liberdade para trabalhar quando e de onde for mais cómodo. No Brasil, 84% dos funcionários querem que as opções flexíveis de trabalho remoto permaneçam (versus 73% global), enquanto que 70% dos funcionários querem mais tempo presencial com sua equipe após a pandemia (versus 67% Global). Consequentemente, 73% dos líderes empresariais estão mais propensos a redesenhar os espaços de escritório para o trabalho híbrido (contra 66% de BDMs globais). 

O trabalho híbrido pode oferecer um futuro desejado por todos. Porém, é necessário que se pense também nos novos desafios que essa mudança pode trazer, ajustando a realidade para oferecer um ambiente saudável e produtivo. Conforme a sociedade avança nessa transição, se torna cada vez mais necessário estabelecer atitudes importantes, como pausas entre reuniões, o que ajudará a reduzir a sobrecarga digital, estimulando um ambiente de trabalho mais saudável para pessoas e organizações.   

Metodologia do estudo 

Um estudo realizado de 8 a 18 de março de 2021, pelo Laboratório de Fatores Humanos da Microsoft, com 14 pessoas participando de videoconferências, enquanto usavam equipamentos de eletroencefalograma (EEG) para monitorar a atividade elétrica em seus cérebros. Os participantes eram funcionários da Microsoft e de outras empresas que residem nos EUA e que normalmente trabalham na área de informação e remotamente. Cada um dos voluntários participou de dois blocos de sessões diferentes de reuniões.  Na primeira sessão, metade dos participantes participou de um período de quatro reuniões de meia hora em sequência (duas horas contínuas), com cada chamada dedicada a diferentes tarefas (projetar um layout de escritório, por exemplo, ou criar um plano de marketing). Para os demais, os quatro encontros de meia hora foram intercalados com intervalos de 10 minutos, durante os quais os participantes meditaram com o aplicativo Headspace. Na semana seguinte, os grupos mudaram: aqueles que tinham feito reuniões em sequência tiveram intervalos, e vice-versa. Três a quatro voluntários adicionais não avaliados por EEG participaram de cada reunião de 30 minutos para criar uma variação de participantes colaborando para completar as tarefas atribuídas.