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De acordo com profissionais, falta de oportunidades é o principal entrave para inclusão de deficientes no mercado de trabalho

A baixa oferta de oportunidades profissionais é a maior barreira enfrentada por pessoas com deficiência para inclusão no mercado de trabalho, segundo a pesquisa “Pessoas Com Deficiência – expectativas e percepções sobre o mercado de trabalho”, realizada pela Catho em parceria com a i.Social, a ABRH Brasil e a ABRH-SP.

Quais são as principais barreiras que você considera impeditivas para a inclusão das pessoas com deficiência no mercado formal de trabalho? Assinale as três principais alternativas

Poucas oportunidades

52%

Foco exclusivo no cumprimento de cota

41%

Oportunidades ruins

41%

Barreiras culturais (preconceito, falta de informação)

27%

Falta de preparo dos profissionais de RH

25%

Procedimentos para contratação (tempo do processo seletivo, laudo médico, documento

24%

Falta de preparo dos gestores

20%

Acessibilidade (barreiras físicas, tecnológicas e de comunicação

17%

O Brasil tem 45 milhões de pessoas com deficiência, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Destes, apenas 400 mil estão empregados, o que corresponde a menos de 1% do total. Para tentar promover a inclusão desses profissionais, nos anos 90, foi instituída a Lei Federal nº 8.213/91, conhecida como Lei de Cotas, que estipula que empresas com mais de 100 funcionários devem destinar de 2% a 5% de suas vagas para pessoas com deficiência.

“A Lei ajudou a promover a inclusão, porém, ela precisa ser aplicada com planejamento, de forma que a empresa considere, por exemplo, um plano de carreira para o profissional. A própria pesquisa mostra que 34% dos respondentes têm formação superior, incluindo mestrado; 23% estão cursando ou tem superior incompleto e 32% têm o ensino médio completo”, reforça Cavellucci.

Os gestores e líderes de empresas também foram ouvidos no levantamento: 66% deles concordam que as oportunidades de trabalho oferecidas às pessoas com deficiência poderiam ser mais adequadas aos perfis profissionais e 21% dizem que as vagas são ruins e inadequadas.

“Para contribuir não apenas com a inserção destes no mercado de trabalho, mas também fazer com que eles ocupem vagas mais adequadas a seus perfis e qualificações, a Catho oferece o cadastro gratuito para pessoas com deficiência em sua plataforma. Além disso, eles concorrem a todas as 221 mil vagas disponíveis no site, não apenas as sinalizadas como PCD”, ressalta o diretor de RH.

A falta de perspectiva em uma empresa também é um dos fatores que fazem com que eles desistam ou queiram mudar de emprego. Sentir-se como, apenas, um funcionário contratado para cumprir cotas também é um agravante.

Quais são os principais fatores que te levam a desistir de um trabalho (ou querer mudar de emprego)? Assinale as três principais alternativas:

Falta de perspectiva de carreira

58%

Me sentir apenas como um funcionário de cota

52%

Propostas de trabalho com melhores funções (desafios, cargo)

47%

Propostas de trabalho com salário melhor

46%

Falta de incentivos para aprimorar minha qualificação

40%

Preconceito com relação a minha deficiência

27%

Falta de acessibilidade

13%

Problemas de relacionamento com o gestor

10%

Problemas de relacionamento com meus colegas de trabalho

7%

Entre os principais itens que tornam a vaga de emprego atrativa para o profissional com deficiência estão o salário (48%) e o plano de carreira (44%).

Quais são os itens mais importantes que te atraem em uma oportunidade de emprego? Assinale as três principais alternativas:

Salário

48%

Plano de carreira

44%

Pacote de benefícios

36%

Equilíbrio entre vida pessoal e profissional

34%

Ambiente de trabalho (colaboradores sensibilizados/informados sobre pessoas com deficiência)

27%

Localização

26%

Plano de saúde

24%

Área de atuação

20%

A empresa possui um Programa de Inclusão estruturado

17%

Acessibilidade

10%

Nome/tamanho da empresa

8%

Sobre a Pesquisa:

Foram entrevistadas 1.091, entre pessoas que possuem algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida; 117 executivos e 1.240 recrutadores. O levantamento foi realizado entre julho e setembro de 2017.

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Inteligência artificial não elimina empregos, ela cria oportunidade

Por Michael Xie, fundador, presidente e CTO da Fortinet

Na Fortinet, investimos em inteligência artificial (IA) há anos. É uma tecnologia incrível que apresenta oportunidades extraordinárias de como proteger as redes e, por fim, a internet. Com a IA se tornando mais comum e mais sofisticada, ela esclarece uma verdade importante: o valor, o poder e a eficiência da IA não surgem da sua capacidade de substituir os seres humanos.

Na verdade, a IA faz exatamente o oposto. Tanto a automação quanto a IA enfatizam a importância da percepção e do conhecimento humano para o sucesso. Argumentos e notícias que colocam a tecnologia como uma ameaça crescente, ampliando as divisões sociais e limitando as oportunidades podem provocar reações mais fortes (e mais cliques), mas, em geral, a inovação não é para adicionar ou subtrair, e sim para multiplicar. Ela cria muito mais oportunidades para mais pessoas e de várias formas, mais do que pudessem imaginar a princípio as pessoas mais diretamente afetadas por ela.

O e-mail substituiu o correio? Embora o número total de funcionários tenha caído de 2007 a 2016, agora é um pouco mais do que era em 1965. O volume de correspondências normais e de marketing diminuiu, mas o volume total de envio de pacotes aumentou de 3,3 bilhões a 5,2 bilhões de pacotes. Os pontos de entrega aumentaram de 148 milhões para 156 milhões e existem milhares de caminhões de entrega adicionais rodando pelas estradas.

Os caixas eletrônicos substituíram os bancos? Não. Além de diminuírem os custos de uma agência, os caixas eletrônicos ajudaram a aumentar o número de bancos em mais de 40%. Na verdade, eles não substituíram nem os caixas de banco, cujos serviços aumentaram para atender à demanda de mais agências.

A ascensão e disseminação da IA nos obriga a nos conscientizar que encher os funcionários de tarefas boas para a IA, como atividades repetitivas e que exigem precisão e controle, sem envolver raciocínio, pensamento de ordem superior ou senso comum, é um estilo de gerenciamento ultrapassado e divisor.

É difícil imaginar um setor que mais depende da tecnologia digital do que a cibersegurança. Desde o do terceiro trimestre de 2017, nossas ferramentas e tecnologias de cibersegurança neutralizaram 91 mil programas de malware, bloqueando o acesso a 150 mil sites mal-intencionados e impedindo 4,4 milhões de tentativas de invasão de rede por minuto.

O mundo digital está repleto de ameaças, que incluem brincalhões maliciosos a criminosos, seitas ideológicas a ciberterroristas patrocinados pelo Estado, ameaçando tudo, desde nossas identidades individuais até a infraestrutura crítica da nossa sociedade; e não há como proteger os dados sem a IA de autoaprendizagem e automação. Para que a cibersegurança seja eficaz, devemos utilizar a IA em tarefas demoradas, como mineração de dados e análise de logs de dados, assim as equipes de cibersegurança podem se concentrar nas tarefas de ordem superior, como identificação e eliminação de ameaças.

Porém, um dos maiores desafios que o nosso setor enfrenta é a falta de talentos. A taxa de desemprego do nosso setor é 0%. Em 2016, foram criados um milhão de novos empregos em cibersegurança cibernética e as estimativas indicam aumento de cinco ou seis milhões nos próximos anos. Em 2015, houve aumento de 74% nas vagas de trabalho em cibersegurança, metade das quais não foram preenchidas.

Em todos os setores, 45% das organizações afirmam ter uma grave escassez de profissionais de cibersegurança. Por isso, as equipes de cibersegurança precisam correr entre uma crise e outra, com pouco tempo para elaborar um planejamento estratégico ou aprendizado contínuo e acompanhar a sofisticação das ameaças.

Estes são certamente desafios das empresas, que se tornam cada vez mais dispendiosos. A demanda em si está promovendo uma guerra por talentos, e o custo relacionado ao cibercrime deve atingir US$ 2,1 trilhões globalmente até o próximo ano.

Não conseguiremos preencher esses cargos se não houver maior conscientização sobre a necessidade deles, treinamento já no ensino Fundamental e Médio e maior envolvimento dos estudantes universitários, principalmente as mulheres, que atualmente representam apenas 14% da força de trabalho no setor de cibersegurança. A automação e a IA não estão eliminando empregos, elas criam novas oportunidades, com altos salários, altos níveis e seguros, a uma velocidade sem precedentes. Com os níveis de dados que não param de crescer, a demanda será ainda maior.

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Globo Play aposta em robôs de chat para apoiar sua nova estratégia

O ano era 2013 e ainda pouco se falava em atendimento via bots de chat. Mas se o cliente estava lá, no universo digital, por que não o atender ali mesmo, ao invés de direcioná-lo para um telefone, dando-lhe mais autonomia e agilidade? Assim, como parte de uma mudança estratégica no atendimento aos seus clientes, a então globo.com (agora Globo Play) tornava-se uma das primeiras empresas no país a implementar um chatbot.

Na época, o call center era quase que inteiramente voltado ao atendimento via telefone, porém a maior parte dos clientes já estava conectada à internet via computador ou smartphones. Ainda assim, não se sabia como esses clientes, ainda que digitais, reagiriam ao não ter mais o telefone como principal meio de contato com a empresa para resolver questões diversas como assinatura, cobrança, informações sobre a programação, problemas técnicos, entre outros.

“Nós desejávamos manter o cliente mais na web, afinal, era essa a principal característica da Globo Play: um produto digital. Além disso, notamos que muitas das perguntas feitas para nossas centrais de atendimento eram básicas e demandavam respostas simples. Estava faltando um canal para que o cliente pudesse realizar seu autoatendimento, ganhando, assim, agilidade, e consumindo o mesmo meio online que estava usando”, explica Alecsandro Cavalcante, gerente de atendimento da Globo Play.

“Por outro lado, os atendentes poderiam se tornar mais estratégicos, prestando um serviço mais dedicado e personalizado para quem, com questões mais complexas, de fato necessitasse do contato telefônico”, completa o executivo.

Assim, a empresa contratou a BlueLab, e, entre os anos de 2013 e 2014, realizou sua primeira virada estratégica no atendimento ao privilegiar os canais digitais e não os convencionais (telefonia e e-mail).

Ao longo de 2014 foi realizada uma importante preparação do conteúdo, com revisão de 81% das FAQs e mudança nos scripts de atendimento, direcionando para uma linguagem mais afinada ao universo digital. “Também tivemos um grande desafio em relação à integração, em virtude da complexidade da infraestrutura de TI da Globo Play, necessária para a segurança da informação”, afirma Marcelo Arakaki, sócio e responsável pelas Operações da BlueLab.

O bot, chamado DOT, ganhou uma linguagem flexível, criando mais empatia com o cliente. Em outubro de 2015, iniciou-se um período de ajustes do robô e o índice de insatisfação com o atendimento caiu de pouco mais de 2% para menos de 0,5% um ano depois. O índice já era baixo, mas com os ajustes atingiu um patamar jamais conquistado nem no atendimento humano, que costuma girar entre 3 e 5%, segundo estimativas da BlueLab. Consolidado o primeiro chat, a parceria aumentou e a BlueLab implementou também robôs para os chats dos produtos Cartola FC, Globosat Play e, mais recentemente, Combate Play e Premiere Play.

Além da implementação do robô, a nova estratégia de atendimento englobava revisão do escopo do SAC, reforço de conceitos de um bom atendimento, reformulação da equipe de chat, revisão da monitoria de qualidade e revisão dos sistemas. A empresa também apostou em um importante plano de endomarketing para reter seus melhores talentos de atendimento, diminuindo, assim, o turnover. “As ações renderam resultados extremamente positivos e conseguimos formar times engajados, pois desejávamos manter o atendimento humano para as questões de maior complexidade”, avalia Cavalcante.

A média de contatos recebidos pelas centrais de atendimento saltou de 2 mil por mês para 60 mil entre 2014 e 2017, sendo que o maior volume é no robô, mostrando a relevância do chat para o cliente. “Já vamos para o quarto ano da operação do robô, com uma retenção acima dos 72%, além de 87% de responsividade do robô. Esse índice só não é ainda maior porque algumas operações são realizadas via atendimento humano, como parte da nossa estratégia”, completa Cavalcante. Entre os assuntos tratados pelo atendimento humano estão: reativação de assinatura, mudança de plano, dificuldades com a programação ao vivo, entre outros.

O executivo destaca ainda que quando o robô não entende a pergunta do cliente, por algum motivo, o cliente é estimulado a falar com um humano. Além disso, o cliente pode falar com um humano a qualquer momento, mesmo que a resposta do robô não o oriente a fazer isso. De acordo com a empresa, o importante é o relacionamento com o cliente e o bom atendimento e não falar com o robô a qualquer custo.

“A aposta nos canais digitais e o investimento no atendimento humano para os temas mais complexos mostrou-se uma estratégia assertiva. Os clientes estão satisfeitos e nós também. Vamos seguir trabalhando na melhoria contínua do nosso atendimento”, conclui o executivo.

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Seja voluntário do Programa Miniempresa da Junior Achievement São Paulo

á pensou em participar e fazer a diferença orientando e compartilhando a sua experiência adquirida no mercado trabalho? Anualmente, acontece o Programa Miniempresa da Junior Achievement São Paulo – uma das maiores ongs incentivadoras de jovens do mundo – e as inscrições para voluntários estão abertas!

A ideia é que o profissional proporcione uma experiência prática para jovens do ensino médio durante 16 semanas, sendo um encontro por semana dentro da escola. Eles participam de uma imersão em conceitos de gestão de pessoas, gestão financeira, planejamento de marketing e produção, além disso, terão a oportunidade de expor seus produtos em uma feira, que normalmente acontece em um shopping de São Paulo.

Não deixe de se cadastrar por meio do site http://jasaopaulo.formstack.com/forms/voluntario_miniempresa, preencha as informações e selecione a data, horário e escola para atuar.

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Inteligência Artificial: A batalha entre dados e algoritmos

Por Filippo Di Cesare

Não há dúvida de que a Inteligência Artificial é um dos pontos tecnológicos mais efervescentes. Segundo o estudo do Gartner “O valor comercial da inteligência artificial em todo o mundo, 2017-2025”, é que o volume de soluções de negócios empresariais baseadas em plataformas de Inteligência Artificial crescerá drasticamente em todo o mundo, com um aumento de 70%, em 2018 em relação ao ano anterior. E isso pode triplicar em 2022, quando o negócio deve valer US$ 3,900 bilhões.

A explosão da Inteligência Artificial tem transformado profundamente a sociedade moderna, impulsionado pela capacidade computacional cada vez maior e as quantidades continuamente crescentes de dados e informações disponíveis hoje. Isso afetará todos os aspectos de nossas vidas e será uma das tecnologias mais disruptivas dos próximos anos.

Para mim, é claro que, como diretor de uma empresa voltada para auxiliar seus clientes na transformação digital, a adoção de soluções utilizando Inteligência Artificial é a base das atividades diárias e dos motivos de debate com colegas e clientes. Hoje, lendo a imprensa especializada e fóruns de discussão na Internet, parece haver uma batalha entre dados e algoritmos, para suportar os melhores aplicativos baseados em IA. É possível ler artigos que parecem ser quase expressões de facções opostas; tendenciosa de acordo com a preferência de dados sobre algoritmos ou vice-versa.

O que caracteriza a Inteligência Artificial do ponto de vista tecnológico é o método/modelo de aprendizagem com o qual a inteligência se torna habilidosa em uma tarefa ou ação (daí a distinção entre os vários Machine Learning, Aprendizagem Profunda, etc). Portanto, dados quanto os algoritmos são necessários para o desenvolvimento de uma aplicação baseada em IA.

Existe realmente uma batalha entre dados e algoritmos?

Já faz muito tempo desde que deixei a Faculdade de Ciências Estatísticas em Bolonha (Itália), mas com todos os investimentos que estamos fazendo na empresa no campo de Machine Learning e Inteligência Artificial em geral, eu estou frequentemente envolvido nessas áreas em interessantes discussões de projetos com meus colegas, que lideram o departamento Digital, e felizmente são muito mais experientes do que eu.
Do meu ponto de vista, se é verdade que – como afirma Geraldo Salandra – “Inteligência Artificial é o foguete, mas os dados são o combustível”, também é verdade e inegável que a IA é uma combinação de dados e algoritmos.

Não há dúvida de que sem combustível (ou seja, dados) você não vai a lugar algum, mas tenha em mente que também é verdade que a escolha do algoritmo correto pode compensar a má qualidade dos dados, e é igualmente certo que escolher um algoritmo errado pode empobrecer os efeitos de excelentes dados.

Devemos assumir que os dados são mais importantes que os algoritmos?

Eu não acho que é sempre assim. Eu entendo o valor fundamental da infraestrutura de dados e análise para alimentar os algoritmos de Inteligência Artificial.

Em nossa experiência cotidiana, “coleta e preparação de dados” são, de fato, as atividades que requerem mais tempo para o desenvolvimento de aplicações baseadas em Inteligência Artificial, comparadas com aquelas para a seleção e desenvolvimento de um modelo. É por isso que investimos muito para fornecer aos nossos clientes a melhor infraestrutura de dados para alimentar e treinar algoritmos.

Mas nos algoritmos é necessário um ótimo trabalho: ninguém pode dizer com certeza qual algoritmo terá o melhor desempenho sem antes ter tentado diferentes. Elaborar e comparar algoritmos e modelos para escolher os adequados é uma atividade crucial para definir o sucesso de uma solução de IA:

– Qual algoritmo devo usar?

– Quantas horas de treinamento de algoritmo tenho à minha disposição?

– Qual é o tipo, a qualidade e o tamanho dos dados disponíveis para mim?

A qualidade do conjunto de dados influenciará diretamente o sucesso do modelo preditivo. Com foco nos dados, é possível transformar um banco de dados ruim em um que vale a pena ser usado na aplicação da Inteligência Artificial, mas também é essencial escolher o algoritmo e modelo corretos que se ajustam aos dados disponíveis e que são consistentes com os dados dos objetivos de negócio.

Aqui estamos nós: o negócio. A palavra que muitas vezes falta nos artigos que li, onde a prioridade dos dados sobre os algoritmos é debatida ou vice-versa, são precisamente “negócios”. A disponibilidade de uma grande quantidade de dados de boa qualidade e algoritmos relevantes permite melhores informações e aplicações; mas obter esse tipo de dados e algoritmos não é apenas uma questão técnica: habilidades empresariais profundas são necessárias para gerar valor significativo e aplicativos de inteligência artificial para empresas.

Dados e algoritmos não se opõem, mas são aliados em uma estratégia orientada para os negócios.

Filippo Di Cesare, CEO da Engineering do Brasil – empresa do Grupo Engineering, multinacional italiana líder em Transformação Digital

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Linx adquire Digital Commerce Group e reforça estratégia de e-commerce e omnichannel

A Linx, líder em software de gestão para o varejo, anuncia a aquisição do grupo Digital Commerce Group. A empresa tem como foco o desenvolvimento de tecnologias para a venda digital e movimenta por ano mais de R$ 1,5 bilhão através de seus produtos, sendo um dos maiores fornecedores de soluções para e-commerce do Brasil com destaque para a sua plataforma de integração com market places, o Octopus.

O DCG tem 10 anos de experiência no mercado e conta com equipes técnica e de negócios especializadas em fornecer aos clientes total suporte em todas as etapas da concretização das suas operações de e-commerce.

Pela aquisição, a Linx pagará o total de R$49 milhões à vista e, adicionalmente, sujeito ao atingimento de metas financeiras e operacionais para os anos de 2018 a 2020, poderá pagar o valor de até R$18 milhões. O faturamento bruto do grupo, estimado para 2018, é de R$18 milhões.

“A aquisição está alinhada com os objetivos estratégicos da Linx e consiste em um passo importante para o reforço das ofertas de e-commerce e omnichannel. Em conjunto aos produtos de OMS, personalização, reengajamento e publicidade já ofertados ao mercado, a Linx segue aumentando seu portfólio de soluções online e contribuindo para a transformação digital dos varejistas brasileiros”, ressalta Alberto Menache, diretor-presidente da Linx.

O Digital Commerce Group (DCG) é um dos maiores grupos de soluções digitais do País e, hoje, conta com 120 funcionários distribuídos em três escritórios: Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina e, atualmente, possui mais de 600 clientes. Fundado em 2006 como EZ Commerce, recebeu o nome DCG em 2015.

Histórico das Aquisições Linx

O crescimento sustentável é objetivo da Linx. A estratégia de crescimento por aquisições da empresa teve início em 2008 e até hoje foram 28 processos nacionais e um processo internacional (Synthesis, em julho de 2017).

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Brasil Digital, o novo Documento Nacional de Identidade

Por Paulo Milliet Roque, vice-presidente da ABES

Está previsto para julho de 2018 o início da disponibilização do DNI (Documento Nacional de Identidade), uma identidade digital válida em todo o território brasileiro cuja proposta é unificar documentos como RG, CPF e título de eleitor. A identificação poderá ser obtida em um processo que inclui registro no aplicativo gratuito “DNI” nas plataformas Android e iOS e identificação biométrica em postos de atendimento do TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Com todas as validações concluídas, será possível carregá-lo na memória de um celular ou tablet, dispensando a apresentação de registros de papel.

A iniciativa demonstra o quanto o Brasil tem avançado no campo de certificações digitais e indica um possível caminho de menor burocracia e eficiência aliada à tecnologia. Por outro lado, o novo documento não escapou de críticas, sendo as principais aquelas que levantam dúvidas sobre a privacidade das informações e os custos embutidos no sistema. As duas impressões possuem sua coerência, mas devem ser analisadas com atenção.

O DNI terá vários aspectos de segurança para evitar fraude. O documento é protegido por senha, não sendo possível gravá-la no aplicativo. Também não há vinculação com o chip do celular, e as informações não ficam na memória do aparelho (é necessária conexão com a Internet). Também haverá uma marca d’água ao lado e embaixo da fotografia, mutável a cada acesso ao aplicativo, o que permitirá conferir data e hora em que o documento foi aberto. Essa medida procura evitar que “prints” de tela de terceiros sejam usados como fraude à identificação. No caso de extravio do celular, o cidadão pode pedir a desvinculação do documento e solicitar a habilitação em outro celular no ponto de atendimento.

O DNI identifica o cidadão para outros humanos, mas não assina documentos. Para assinar documentos com valor legal, o cidadão precisa de um certificado digital (tipo e-CPF) que também pode ser instalado no celular. São propostas complementares.

Este certificado digital possui uma chave privada que identifica o cidadão para fins de acesso a serviços do governo e assinatura de documentos. O processo de acesso e a portais assinatura digital de documentos é criptografado. Esses documentos na sua forma nativa não são legíveis para os humanos, pois tudo está criptografado. Para isso é preciso utilizar um software leitor/assinador do documento que mostre as assinaturas, como o Adobe Reader, ou um portal de assinaturas.

Desde a implantação do sistema de certificados digitais brasileiros (ICP-Brasil) no ano de 2001, em nosso país não há registro de roubo de chaves privadas de certificados, a exemplo do que já aconteceu em países europeus e nos Estados Unidos. Isso se deve à alta rigidez tecnológica imposta pelo governo. Com a preocupação de sempre estar um passo a frente e preparado para a evolução dos hackers, já alteramos em 2012 nosso padrão de criptografia de 1024 para 2048 bits e hoje utilizamos técnicas avançadas como a marcação georreferenciada (que utiliza um GPS para emitir certificados, no intuito de combater fraudes) no processo de identificação do titular do Certificado Digital.

Os equipamentos dos certificados digitais (cartões, tokens, leitoras, etc…) brasileiros são certificados pelo Inmetro, com regras rígidas. Os sistemas envolvidos na emissão e uso são homologados pelo ITI Instituto Nacional da Tecnologia da Informação (ligado à Casa Civil). Tamanha preocupação com segurança muitas vezes se reflete em custos (sobretudo porque também são necessárias as caras validações presenciais, antes da emissão de um documento digital), que são fundamentais para tornar esses registros confiáveis.

A medida que a desmaterialização cresce, as certificações digitais e identidades digitais passam a ter uma importância fundamental.

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Braspag contrata novo diretor comercial

Com o objetivo de manter a primeira posição no mercado, estreitar o relacionamento das áreas técnica, comercial e pós-venda com seus clientes e expandir a carteira, a Braspag, empresa do Grupo Cielo e líder em soluções de meios de pagamento para e-commerce na América Latina, contrata novo diretor para assumir a área comercial.

O escolhido para o cargo é José Carlos Castro de Barros Vianna, mais conhecido no mercado como Zeca. O executivo conta com mais de 15 anos de experiência na área de desenvolvimento de negócios e vendas, em especial na liderança e formação de equipes comerciais em empresas de meio de pagamento, tendo passagens pelo Unibanco, Banco ABC Brasil, Porto Seguro, Mercado Pago, entre outras. “A Braspag é uma empresa sólida, ética e inovadora com a missão de simplificar compras. Transpor esta ideia para as relações com os nossos clientes e serviços é positivamente desafiador”, explica Zeca.

“Unir a nossa expertise e liderança de mercado à vasta experiência do Zeca é uma ação estratégica que acompanha a evolução do mercado. Ao estabelecer maior elo entre áreas e nossos clientes, reforçamos a importância de oferecer uma ótima experiência em cada etapa do uso de nossos serviços para encantá-los, o que é sempre o nosso maior objetivo”, afirma o diretor geral da Braspag, Rogério Signorini.

Zeca é bacharel em Economia pela Universidade Paulista, pós-graduado em Finanças pelo Ibmec e mestre em Administração de Negócios pela Fundação Dom Cabral.

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Cabify anuncia Cristiano Soares como novo Head of Sales no Brasil

A Cabify, plataforma inteligente de mobilidade, anuncia Cristiano Soares como novo Head de Sales (diretor de Vendas) da empresa no Brasil. O executivo é formado em Gestão Comercial pela Universidade de Itaúna, pós-graduado em Marketing Estratégico pela Fundação Dom Cabral e está finalizando seu Mestrado em Administração e Negócios pela FIA – Fundação Instituto de Administração.

Cristiano Soares foi fundador e CEO da Vaniday, marketplace de serviços de beleza que recebeu investimento de R$ 55 milhões durante sua gestão, e co-fundador da Glym – ambas startups investidas da Rocket Internet e reconhecidas por sua inovação. Antes de se juntar ao time de Cabify, o executivo também teve passagens por áreas de vendas de organizações como Unimed, ADCOS e a alemã eGentic.

“A Cabify apoia-se nos pilares de experiência, qualidade e segurança, diferenciais que queremos continuar a levar para os clientes corporativos, que já somam mais de três mil em todo o Brasil. Por isso, estamos sempre investindo em tecnologia e inovação, desenvolvendo melhorias na plataforma corporativa”, explica o novo Head de Sales da Cabify no Brasil.

Recentemente, a Cabify renovou toda sua plataforma corporativa, trazendo uma série de novidades e melhor gestão dos custos e corridas para os mais de 50 mil empresas clientes ao redor do mundo. No Brasil, em 2017, a Cabify Empresas cresceu 115 vezes se analisado o volume de negócios em relação a 2016 e aumentou em 30 vezes o número de clientes, permitindo o acesso a serviços de mobilidade urbana com segurança, qualidade e economia de mais de 30% às empresas atendidas.

A Cabify conta com um rigoroso processo de cadastramento de motoristas parceiros. Os veículos devem ter no mínimo 5 anos, são vistoriados e há exigência de uma série de documentos para o cadastramento em na plataforma – que são conferidos presencialmente – além de necessidade de exames toxicológicos e atestados de antecedentes criminais. A empresa oferece ainda sessões informativas para os motoristas parceiros cadastrados na plataforma, onde recebem informações com dicas de atendimento de qualidade, de segurança e questões técnicas e tecnológicas da plataforma.

A Cabify começou a operar no Brasil em junho de 2016, em São Paulo, e está presente em mais sete cidades do país – Campinas (SP), Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS)

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NCR e Tata Consultancy Services firmam parceria estratégica

A NCR Corporation, líder global em soluções omnichannel, anuncia parceria estratégica com a Tata Consultancy Services (TCS), líder mundial em serviços de TI, consultoria e soluções de negócios.

A parceria reunirá a especialidade em consultoria de TI da TCS com as soluções e a experiência da NCR em proporcionar o engajamento com o consumidor, a transformação dos canais e a capacitação digital para clientes dos setores financeiro, varejista e de bares e restaurantes.

“Temos enorme prazer em trabalhar com um líder do setor como a Tata Consultancy Services e acreditamos que nossos respectivos clientes poderão aproveitar a combinação de valor das nossas empresas para transformar a maneira como interagem com os consumidores em todos os canais físicos e digitais”, afirma Ken Richard, vice-presidente e gerente geral de canais globais da NCR Corporation.

“A NCR é o parceiro perfeito para nós pela experiência em nossos principais setores de atuação. Temos uma proposta de valor para o mercado, com a melhor combinação para ajudar nossos clientes a se manterem na vanguarda de um mercado altamente competitivo por meio da nossa solução Business 4.0 Transformation”, completa Anupam Singhal, vice-presidente sênior da TCS.

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JoyPay completa um ano de operação com cerca de 2 mil clientes

Em um mercado que movimentou, apenas em 2017, cerca de R$ 1,3 trilhão, de acordo com dados da ABECS, e que conta com players consolidados que representam grande fatia do setor, a JoyPay, fintech de máquinas de cartões, completa um ano de operação. Com o objetivo de oferecer uma solução mais transparente e humanizada de meios de pagamentos para os pequenos e médios negócios, a empresa já conta com atuação em quatro estados brasileiros e cerca de 2 mil clientes em sua carteira.

Juntos, os clientes já transacionaram mais de R$ 90 milhões somente até junho de 2018 e a expectativa é de que esse número chegue a R$ 250 milhões até o final do ano. De acordo com Fernando Castro, CEO da JoyPay, esse crescimento está diretamente ligado ao principal diferencial da empresa, o atendimento ao cliente. “Além de vantagens financeiras diferenciadas, oferecemos um atendimento mais transparente e humanizado, com perfil de assessoria financeira aos negócios, ajudando-os a vender mais”, explica.

Essa consultoria é realizada pela área comercial da empresa, por e-mail, WhatsApp, telefone ou pessoalmente. Além disso, no portal do cliente, a JoyPay disponibiliza uma calculadora que auxilia os empreendedores na precificação de produtos e serviços. “Com a solução, eles podem fazer projeções das taxas cobradas em diversos tipos de transações e, assim, analisar quais são as formas de pagamento que podem oferecer aos seus clientes para alavancar vendas sem sair no prejuízo”, comenta Castro.

No relatório, os lojistas também conseguem visualizar, em apenas uma página, todas as transações realizadas com as máquinas e qual quantia receberá por venda realizada, já com os descontos de taxas discriminados. Além disso, apresenta as projeções de recebimentos dos próximos dias, o que facilita a tomada de decisão do gestor em investimentos no negócio.

As máquinas comercializadas pela empresa podem ser adquiridas por todos os perfis de pessoas físicas e jurídicas, inclusive as que têm restrição de crédito. A JoyPay já conta com mais de 2 mil máquinas instaladas e a expectativa é que esse número dobre até o final do ano.

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Inteligência Artificial transforma a maneira de fazer negócios

Por Alexandre Winetzki

A Inteligência Artificial começou a transformar o modo como as organizações fazem seus negócios no dia a dia. A tecnologia traz mais agilidade para processos internos dentro das empresas, incentivando uma verdadeira transformação digital e cultural em busca de mais eficiência e satisfação no atendimento aos clientes.

O mercado disponibiliza inúmeras soluções de Inteligência Artificial, mas uma ferramenta que vem sendo muito aplicada pelas corporações é o atendimento via chatbot. A criação de um assistente pessoal ajuda a resolver tarefas simples do cotidiano de uma empresa, como, por exemplo, lembrar as tarefas do dia, agendar reuniões, buscar telefones ou endereços.

O chabot é um software de computador que simula ser um atendente na interação com as pessoas. A finalidade é responder perguntas de forma simples, para que os usuários tenham a impressão de estar dialogando com outra pessoa e não com um programa de computador. Após o envio de perguntas, o algoritmo consulta uma base de conhecimento e, em seguida, providencia uma resposta que atenda às expectativas do usuário.

O avanço dessa tecnologia tem sido rápido e há previsões de que ela substitua cada vez mais as atividades repetitivas dentro de uma organização. Com plataformas de inteligência cognitiva, as interações passam a seguir fluxos de conversas simples e naturais. Caso uma grande empresa queira instalar a ferramenta para facilitar a troca de informações internamente, a solução permite a busca de dados de maneira dinâmica nos sistemas, solucionando um problema ou elucidando uma dúvida.Tudo de forma integrada e intuitiva.

A Inteligência Artificial está cada vez mais inserida nas organizações. De acordo com uma pesquisa da Salesforce realizada com mais de oito mil líderes de vendas e sete mil clientes, os números são relevantes para as empresas que adotam algum tipo de IA para análise de vendas. Mais de 80% das empresas perceberam uma considerável ampliação na retenção de clientes, enquanto 74% destacaram o crescimento na velocidade das vendas.

Esses números mostram que os chatbots chegaram para ficar, trazendo mais agilidade, dinamismo e interatividade nesse mundo volátil em que vivemos.

Alexandre Winetzki, diretor de P&D da Stefanini

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Ecommerce: O que fazer para dar o tão desejado “salto”

Quando um empreendimento chega a um certo ponto de crescimento e relativo êxito, são grandes as chances de se acomodar nesta situação. No entanto, a volatilidade do mercado, a competição e as mudanças tecnológicas próprias de quem vende pela internet obrigam a repensar estratégias comerciais da marca. Uma opção para eles, por exemplo, é desenvolver uma política de atendimento ao cliente que seja Customer First e com resposta multicanal na hora de posicionar um negócio.

“Hoje a comunicação com o cliente é um ponto crítico na hora de vender. Já não basta apenas ter um bom produto, é fundamental oferecer uma excelente experiência de compra para não haver reclamações que poderiam ser evitadas. Um cliente que não se sente ouvido ou compreendido é um cliente insatisfeito que poderia falar mal da marca e buscar a concorrência”, propõe Javier Goilenberg, CEO e Co-fundador da Real Trends, plataforma líder em ferramentas de análise e gestão para vendedores do Mercado Livre na região.

Goilenberg sugere “dedicar tempo às publicações dos produtos para comunicar de forma clara e completa, e desta forma evitar reclamações e perguntas desnecessárias; também é importante enviar informação personalizada a cada cliente; ser proativo e o primeiro em iniciar as conversas com os compradores”.

De acordo com este conceito, a plataforma acaba de lançar a ferramenta Atributos, que permite aos seus usuários carregar e modificar identificadores e atribuír suas publicações de forma simplificada e que em consequência permitirá aos vendedores que seus potenciais clientes os encontrem mais facilmente e que seus produtos se posicionem melhor no Mercado Livre.

Em que consiste a tarefa para alcançar um diferencial? Em carregar os identificadores de cada produto. Em primeiro lugar, marca e modelo; mas também, caso tenha, o código de barras que identifica o produto a nível universal.

“Se pode completar estes novos dados de forma fácil e acessível já que permite filtrar por categoria, palavra ou publicação, inclusive ver página por página todos os seus produtos”, explica Goilenberg.

Frente a este contexto, já não há dúvidas de que os empreendedores estão se voltando massivamente a vender pela internet. Mas como já vimos, nenhum cliente permanece cativo a uma só marca. O desafio está do lado dos empreendedores e sua predisposição a inovar as estratégias tendo em vista as exigências do mercado.

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Por que devo abrir uma loja virtual? – Por Robinson Idalgo

Nos Estados Unidos, grandes varejistas fecharam quase 7 mil pontos de venda em 2017, de acordo com a consultoria americana Coresight Research. O fechamento das lojas físicas para se investir no virtual recebeu o nome de “Efeito Amazon”, gigante que ganha cada vez mais força. Segundo pesquisa realizada pela PwC com 22 mil pessoas em 27 países, 59% dos entrevistados realizam compras na Amazon. Desses, 27% afirma consumir menos em lojas físicas por causa de suas compras online.

No Brasil, as lojas vêm aos poucos trilhando o mesmo caminho. As vendas virtuais representam 4% do total de vendas no Brasil, mas o setor avança com velocidade, com uma alta de 8% em 2017. Enquanto isso, o varejo físico teve uma expansão de apenas 2% no país, segundo dados da pesquisa de mercado Ebit.

A loja virtual pode ser um ótimo negócio, mas muitas pessoas têm medo de entrar nesse universo devido a questões práticas sobre como montar um site ou desenvolver uma estratégia de SEO. Hoje encontramos diversos ERPs que já possuem uma estrutura pronta para e-commerce, facilitando muito o trabalho do empresário que não precisa criar um site do zero. Além disso, a solução já integra todas as vendas realizadas com os demais módulos do ERP, como estoque, fluxo de caixa e emissão de boletos.

O valor investido para se abrir uma loja física varia muito: depende do setor escolhido, local e tamanho do negócio. Um exercício simples para chegar a esse valor é colocar na ponta do lápis tudo o que você precisa para abrir uma empresa no Brasil e a isso somar os custos referentes ao espaço físico em si, como compra ou aluguel de um bom ponto comercial, vitrines, letreiros, araras, etc. Toda essa estrutura tem um preço. Já para uma loja virtual, existem estratégias – principalmente para as PMEs – que diminuem consideravelmente seus custos fixos para manter a loja aberta.

Outra grande vantagem da loja virtual já integrada ao ERP é a possibilidade de participar de um marketplace. Grandes empresas como Mercado Livre, Submarino e Lojas Americanas possuem um sistema que pode ser integrado ao ERP e permite que o pequeno lojista esteja presente nas maiores vitrines virtuais do Brasil. Para se ter uma noção, a nova modalidade teve um faturamento de R$73 bilhões em 2017, segundo a Ebit. A confiança que uma grande marca passa para o consumidor e o baixo custo para o usuário podem ser apontadas como alguns dos motivos para esse crescimento.

Os novos modelos de vendas virtuais são apenas um reflexo do estilo de vida do novo consumidor. Na hora da compra, ele não vai mais para o shopping: ele pesquisa primeiro na Internet. As lojas online podem ter um baixo custo e ainda serem integradas ao seu ERP, o que praticamente elimina a necessidade de programação de um site específico. Essa é uma possibilidade que precisa estar presente nas pequenas e médias empresas para impulsionar nossa economia e ajudar nosso país a crescer.

Robinson Idalgo – fundador da SoftUp – empresa brasileira criadora do sistema de gestão (ERP) grátis.

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Eficiente, mas não eficaz: Pontos importantes para alcançar resultados com business intelligence na área financeira

Por Cynthia Bianco

Obviamente não tem cabimento e seria até “chover no molhado” introduzir a importância do analytics, da cultura analítica e do business intelligence na área financeira e também para as pessoas que estão à sua frente. Desde 2017, algumas previsões já mostravam que esses departamentos, que são o coração das corporações, passariam a ser totalmente dependentes das soluções de analytics para entregar insights acessíveis, em tempo real. E essa é umas das tendências que se mantém em 2018.

Seja como o dono do projeto ou o seu patrocinador, a responsabilidade pelo seu sucesso sempre recairá de alguma forma sobre o CFO ou diretor financeiro. Veja alguns fatores decisivos que CFOs devem considerar para assegurar projetos de business intelligence na área financeira bem-sucedidos e rentáveis:

#1 É preciso ter os dados

A importância de ter metas já é clara. Mas, um segundo ponto é ter a certeza de que os dados que vão preencher esses propósitos estejam disponíveis. Muitas vezes, por mais do que se saiba o que deve ser feito, no meio do caminho aparecem dados sujos, espalhados por vários lugares, o que aumenta a complexidade do projeto ao seu final.

#2 Escolher os dados que promovem mudança

O projeto de business intlelligence na área financeira deve trabalhar de fato com dados capazes de promover mudanças de curso. É preciso pensar o que é necessário para a tomada decisão naquele mês e não somente oferecer informações do que já aconteceu. Muita gente olha o BI só como passado.

#3 Quick wins

Sempre digo que um projeto não precisa ser perfeito, mas além de retorno em curto prazo, baixo custo é a palavra de ordem. Lembre-se que se a implementação for rápida e não custar muito caro será mais fácil de refazer, se necessário.

#4 BI é um ser vivo

O que dá certo hoje, pode não dar certo amanhã. Tudo é mutante. Os clientes mudam, o mercado muda, os dados mudam.

#5 Disseminar a cultura analítica

A cabeça das pessoas faz toda a diferença e é sim papel do CFO tentar disseminar a importância de uma cultura analítica e orientada a dados dentro de uma organização. Será isso que ajudará a mensurar lá na frente se esse projeto de business intelligence na área financeira está sendo eficiente. Ter adesão e trazer resultados rápidos, são pontos super importantes nesse sentido.

#6 Nada disso terá sentido sem a governança

Não adianta só se ter a garantia de que o dado de origem está limpo, mas sim de que os dados que estão sendo apresentados, sejam em formato ppt ou em um sistema, estejam coerentes com a linha de negócios das empresas. Tempo é dinheiro e não faz sentido perder muito tempo analisando um dado que foi transformado.

Em suma, tenho acompanhado de perto como o uso de ferramentas analíticas (principalmente para acessos a dados em real time) tem mudado não só a cultura das empresas, como a dinâmica do mercado. Acho que os projetos de bussiness intelligence na área financeira não é diferente, por isso, vale a pena olhar para os pontos que mencionei acima e pensar como o analytics pode ser eficaz e trazer retornos para um CFO, que passa a ser mais ágil, a cultivar melhores tomadas de decisão, alcançar melhores resultados ao trabalho, conquistar mais credibilidade junto a todos e ganhar um impulso nos seus negócios e na sua carreia.

Cynthia Bianco é presidente da MicroStrategy no Brasil, empresa pioneira na área de BI, analytics e em aliar a mobilidade, realidade aumentada e linguagem natural com plataformas analíticas.

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Agile Scrum – Uma avaliação do ponto de vista executivo – Por Carlos Alberto Jayme

A nossa experiência com Scrum começou em 2007 quando a CINQ estava em mais um de seus ciclos de mudança organizacional. Naquela época, estávamos buscando uma maior presença no mercado externo, certificação CMMI-3 e iniciando nossas iniciativas de inovação apoiada em Design Thinking com foco em resultados de negócio.

Começamos com algumas iniciativas internas devido ao fato de estarmos homologados como Fábrica de Software em grandes clientes do setor financeiro. Os resultados dos projetos como Fábrica eram medianos, tendo qualidade e funcionalidade dentro das expectativas, mas os prazos e custos acima do planejado. Isto exigia grande energia de negociação com os clientes para aprovar “change requests”, o que nem sempre era bem-sucedido e ainda causava pontos de conflito.

Este cenário fomentou algumas iniciativas internas para estudarmos a metodologia Agile com o framework Scrum. Também fomos procurados por um dos diretores da Nokia, Marcio Machado, o qual estava fazendo mestrado em engenharia de software com foco em Scrum. Sabendo de nossas iniciativas, ele nos procurou para realizar um estudo de caso na CINQ para seu trabalho. Aproveitamos este momento para treinar nossos gerentes de projeto, arquitetos e analistas nesta nova metodologia.

Em 2008, fomos homologados como um dos fornecedores globais de uma grande empresa europeia com operações em vários países. O time do Canadá nos visitou, nos treinou mais uma vez e solicitou que todos os projetos passassem a usar o Scrum.

Os projetos internacionais, portanto, passaram a operar em sua totalidade com o Scrum, cuja cultura era fomentada diariamente. Por outro lado, nos projetos nacionais ainda precisaríamos convencer nossos clientes. Desta forma, operávamos parcialmente.

Patrocinado por um de nossos clientes globais, recebemos em outubro de 2011, um treinamento extensivo do Sr. Agile Coach, Allen Bennett (https://www.scrumalliance.org/community/profile/abennett6). Aproveitamos a vinda dele para treinar todos nossos líderes de projeto e principais profissionais ligados ao desenvolvimento e testes de software.

Contudo, incutir uma cultura é algo que se leva tempo e muita dedicação. Agile é um mindset e não adianta dizer que a empresa é ágil se pequenas ações e decisões são procrastinadas ou postergadas. Para reforçar ainda mais a cultura, em meados de 2015 contratamos a Adaptworks para termos um treinamento com o facilitador Alexandre Magno. Além dos líderes de projeto, participaram Analistas de Negócio e lideranças das demais áreas da empresa. Todos os participantes obtiveram certificação CSM (Certified Scrum Master).

A partir de então, a CINQ adotava o Scrum em todos os projetos, mas ainda existiam algumas barreiras com clientes mais conservadores. Mesmo assim, rodávamos a metodologia internamente e mostrávamos uma interface cascata com o cliente.

Após estas iniciativas de capacitação, continuamos investindo em treinamentos pontuais, principalmente para os novos profissionais integrantes do time. Em 2018, lançamos o programa de capacitação CINQ Tech, onde iniciativas de bootcamp estão em andamento, principalmente para os trainees que entram em cada semestre. Tudo isto para oxigenar e manter a cultura Agile Scrum na empresa.

Tivemos 3 ondas principais de Scrum na CINQ. Na primeira, usávamos post-its, e focávamos mais nas stand-up meetings e menos nas Sprint Plannings e Reviews. Na segunda, passamos a usar Jira/TFS e dar mais ênfase nas Plannings e Reviews, principalmente reforçando a necessidade da presença do Product Owner nestes eventos. Na terceira onda passamos a ter um approach mais firme de movimentar as entregas para os ambientes de homologação dos clientes, adotando a filosofia de DevOps.

Estou contando esta longa história para mostrar que Agile Scrum é uma questão de determinação e muita dedicação. O patrocínio e engajamento do nível executivo é tão fundamental quanto o acolhimento do time de profissionais na adoção das práticas.

Após 10 anos de uso contínuo do Agile Scrum, podemos dizer que temos uma cultura ágil presente em nossa empresa.

A teoria é extensa sobre o assunto e não cabe aqui repetir os princípios que regem o Agile, mas gostaria de colocar percepções que fazem a diferença do ponto de vista executivo.

São vários os pontos que me agradam no Scrum e que determinam melhores prazos, melhores entregas e melhor alinhamento de expectativas:

1- Objetivos e Visão do Projeto

Percebo que no Scrum busca-se priorizar “o quê” e não o “como”. Do ponto de vista executivo espera-se que uma iniciativa de software resolva, aprimore, otimize algum desafio de negócio. Então busca-se definir claramente qual é razão em termos de negócio que pretende-se atingir, qual valor entregar.

2- Flexibilidade do escopo

É um grande erro fechar a priori o escopo de um determinado projeto. Eu trabalho desde 1982 na área e não me lembro de algum projeto que tenha se mantido fiel ao escopo inicial. Desenvolver software é um processo iterativo e incremental. As melhorias, novas funcionalidades, problemas de integração e operação são percebidos ao longo da construção. Em um modelo de escopo fechado, as mudanças não são bem-vindas. Além disso, quando se especifica um software são consideradas muitas funcionalidades que nem sempre são úteis ou trazem valor. Nos modelos cascatas, temos o triângulo de ferro determinando o escopo, o prazo e o orçamento. Nos modelos ágeis, procuramos determinar o prazo e o orçamento com base no roadmap inicial do projeto. No entanto, as mudanças são bem-vindas e as funcionalidades que trazem real valor são priorizadas.

3- Granularidade das entregas

Que alívio falar de entregas frequentes quando lembro das longas fases de análise, especificação, codificação e testes do modelo cascata. Esta é uma das grandes vantagens do Scrum, pois muda-se o mindset para entregar funcionalidades de software que façam sentido em curto espaço de tempo, normalmente de 2 a 3 semanas. Para conseguir este feito, é importante que a cada Sprint seja feito o planejamento e priorização das funcionalidades que serão entregues. Isto exige um envolvimento maior por parte do cliente para definir o que é importante para ele.

4- Comunicação

O Scrum conta com várias cerimônias que asseguram uma comunicação objetiva e frequente entre os vários envolvidos no projeto, considerando áreas cliente e times de desenvolvimento. Eu acredito que problemas de comunicação, em geral, respondem por uma boa parte de problemas de projeto. Este framework assegura uma comunicação fluida, contínua e focada no objetivo do projeto.

5- Responsabilidade (ownership)

Muitos projetos no formato cliente/fornecedor, seja o cliente/ fornecedor áreas internas ou empresas independentes, enfrentam desafios relacionados à responsabilidade de cada área envolvida. No modelo tradicional, ocorrem muitas vezes situações da área cliente entregar uma especificação, participar de algumas reuniões intermediárias, mas verificar de fato o projeto ao seu final. Esta situação normalmente gera frustações de expectativas, desvios de custo, prazo e funcionalidades. No Scrum, a área cliente, representada normalmente pelo Product Owner, tem um papel fundamental na definição e priorização do backlog, ajustando a cada Sprint as funcionalidades de real valor a serem entregues. Isto gera senso de responsabilidade tanto da área cliente bem como do time de desenvolvimento. Na verdade, o que mais gosto no Scrum é que esta questão de área x e y deixa de ter sentido, uma vez que o time, PO e demais envolvidos estão focados no sucesso do projeto. Esta mágica ocorre por conta de um framework simples que assegura todos os pontos aqui mencionados, mas que exige mudança cultural e disciplina para adotar.

É por todas estas razões que decidimos adotar o método Agile, baseado em Scrum e outras práticas ágeis, em todos os projetos e serviços da CINQ. Esta foi uma decisão executiva baseada em percepções no ambiente de trabalho, na satisfação dos clientes e principalmente nos resultados tangíveis atingidos.

Carlos Alberto Jayme, Mestre em Ciência da Computação pela UTFPR, pós graduado em Marketing, Planejamento e Gestão de Negócios pela FAE Business School, Engenheiro Eletrônico e de Telecomunicações pela UTFPR e Sócio Fundador da CINQ Technologies (empresa global de Tecnologia da Informação atuante há 26 anos com projetos de desenvolvimento de software e outsourcing de TI nos mercados nacional e internacional e experiência de 10 anos de Cultura Agile Scrum com aproximadamente 500 projetos ágeis implementados em grandes empresas do Brasil e do mundo).

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Mensurar resultados de treinamento é tão importante quanto investir em qualificação

A forma mais inteligente de engajar e reter talentos nos negócios e, consequentemente, melhorar seus serviços é investir em pessoas. Quanto mais investimento houver para o desenvolvimento e crescimento dos colaboradores, maior será a vontade deles de se aplicarem e mais valorizados eles se sentirão para realizar as atividades diárias.

Para planejar a qualificação das equipes, a primeira coisa a se fazer, segundo especialistas que atuam neste segmento, é o levantamento das necessidades do treinamento. Existem algumas perguntas básicas que podem ajudar nesse processo: O que quero melhorar? Para que preciso treinar? Por que preciso treinar? Para quem esse treinamento é importante?

Alexandre Slivnik, especialista em gestão de pessoas, com especialização em Harvard – Graduate Schoool of Education, diretor da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) explica que somente através das respostas desses questionamentos, será possível identificar quais os pontos principais a serem desenvolvidos no negócio. “O desenrolar desse planejamento deve ser feito diariamente, através do treinamento formal em uma sala de aula ou, até mesmo, no dia-a-dia no próprio ambiente de trabalho. O ponto principal é estar em constante evolução”, defende Slivnik.

Pensando no Retorno Sobre Investimento (ROI), existem diversas ferramentas que ajudam a identificar esse resultado. “A mais fácil de ser utilizada é analisar um grupo que tenha recebido o treinamento e outro que não tenha participado de nenhum e fazer a comparação de resultados entre eles, antes, durante e depois das ações de desenvolvimento”, explica Alexandre.

Esses dados são importantes porque auxiliam na identificação de problemas e na implementação de treinamentos mais efetivos, ajudando a quantifica-los. Para usar essa informação, visando ajustes e melhorias nos processos, antes de mais nada é preciso entender que os números servem para ajudar o gestor a entender a eficácia das suas ações de desenvolvimento. “Ao analisar os números, será possível identificar se o treinamento obteve resultado e se existem colaboradores que precisam participar mais alguma vez dessa formação”, aponta o especialista em gestão de pessoas.

Infelizmente, de acordo com a PwC – prestadora de serviços de qualidade em auditoria – apenas 13% das empresas mensuram ações de treinamento para seus funcionários. Alexandre atribui a isso ao fato que muitos gestores ainda acham que mensurar essas atividades é algo subjetivo e por consequência essa parte de mensurar as principais fases do treinamento acaba não sendo realizada.

Contudo, ele ressalta que a educação corporativa pode trazer grandes benefícios e estratégias efetivas para o negócio e para isso é importante ter o ciclo completo: levantar as necessidades, planejar um treinamento adequado e avaliar os resultados efetivos. “Em cada etapa, é preciso sempre fazer associações aos objetivos da organização, para que tenhamos um alinhamento cada vez mais estratégico”, aponta.

“É preciso transformar em números as ações efetivas que foram implantadas após cada etapa de desenvolvimento”, destaca.

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Como Tite pode ser referência em liderança

É quase unânime que Adenor Leonardo Bacchi, mais conhecido como Tite, está fazendo história à frente da Seleção Brasileira. Formado em Educação Física e ex-técnico de grandes clubes brasileiros, Tite é considerado um dos maiores técnicos do mundo. Seus ensinamentos e forma de liderar, porém, vão muito além dos campos de futebol. A importância que dá ao trabalho em equipe e como lida com crises são alguns exemplos que merecem destaque.

Hendel Favarin, cofundador da Escola Conquer, aceleradora de pessoas que desenvolve em seus alunos habilidades não ensinadas nas instituições de ensino tradicionais, relacionou algumas decisões do técnico à habilidade de liderar. Confira:

1) Tite é um dos únicos técnicos a fazer um rodízio da faixa de capitão

A faixa de capitão no futebol representa para um jogador uma grande responsabilidade, ele se torna um representante do time. Esse objeto significa que ele possui total liberdade para liderar os jogadores e também fazer reclamações ao juiz do jogo. O marco dessa atividade foi quando Gabriel Jesus, uma das estrelas do atual time, se tornou um dos mais jovens capitães da história da Seleção Brasileira. Esse rodízio é um grande exemplo de como dar autonomia ao time e demonstrar a confiança depositada em todos da equipe. A possibilidade de um funcionário liderar uma reunião por um dia, por exemplo, pode significar muito para ele.

2) Fez um time sair do período crítico para Campeão Brasileiro

No ano de 2015, o Corinthians passou por um período crítico onde os principais jogadores não estavam recebendo salário. Após conversar com a diretoria do clube, Tite alegou que não desejaria receber salário enquanto os jogadores também não recebessem. Desta forma, ele reforçou a união com a equipe, se colocou de igual para igual com os jogadores e ganhou a confiança e o comprometimento deles. O resultado dessa atitude foi a conquista do sexto título brasileiro da história do Corinthians.

3) Nunca abre mão de aprender coisas novas e diferentes

Em 2014, após conquistar quatro títulos para o Corinthians, Tite decidiu tirar o ano para aprender com técnicos mais experientes. Viajou para a Espanha para acompanhar treinos do maior campeão mundial, Real Madrid; e se aproximou de grandes líderes do futebol europeu, como Carlo Ancelotti e Carlos Bianchi.. Essa ideia deve ser adotada em todas as profissões. Um verdadeiro líder não pode ser arrogante ao ponto de achar que sabe de tudo, deve estar sempre disposto a aprender coisas novas e precisa ter a referência ou mentoria de profissionais que estão acima da média.

4) É solidário e empático

Saber ouvir e estar atento às questões emocionais cria situações sem imposição e torna o líder muito mais próximo e respeitado pelos colaboradores, que compreenderão melhor as orientações por vê-lo como alguém que entende e/ou compartilha do que eles pensam ou sentem. Em 2016, Tite fez questão de comparecer ao velório coletivo das vítimas do acidente com o avião que levava a delegação da Chapecoense para Medellín, na Colômbia, ocasião em que afirmou não se lembrar de um momento tão comovente antes no futebol.

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