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Varejistas devem ir “além da última milha” para superar modelos de entrega ineficientes e não rentáveis

Um novo estudo do Instituto de Pesquisas da Capgemini ressalta que o investimento do setor varejista nas entregas de “last mile” ou “última milha” – a etapa final no caminho das compras online, antes que o produto chegue para o cliente – é primordial para descobrir novas formas de receita com as entregas. O relatório constatou que 97% das organizações acreditam que os atuais modelos de entrega de “last mile” não são sustentáveis para implementação em larga escala em todos os locais, e ainda apontou que os custos com o frete grátis não poderão ser mantidos, a menos que os gastos sejam reduzidos por meio de automação.

O estudo “The Last-Mile Delivery Challenge: Giving Retail and Consumer Product Customers a Superior Delivery Experience Without Impacting Profitability” (em livre tradução: “O Desafio da Entrega de Última Milha: Proporcionando aos Clientes do Varejo e de Bens de Consumo uma Experiência de Entrega Excepcional sem Afetar a Rentabilidade”) contou com a participação de mais de 2.870 consumidores, além de 500 executivos de supply chain, empresários e líderes do setor.

Os principais insights do relatório incluem:

· Oportunidades lucrativas residem em obter uma melhor experiência de “última milha” por meio da automação: com o armazenamento e a classificação de produtos representando um terço dos custos da cadeia de suprimentos, há uma oportunidade significativa com a automação. Ao reconhecer essa oportunidade, 89% das organizações estão investindo na mecanização e automação dos centros de distribuição para agilizar o atendimento e as entregas.

· Atualmente, 40% dos clientes compram mantimentos online pelo menos uma vez por semana: número que pode chegar a 55% até 2021. Dentre os 40% dos clientes que consideram os serviços de entrega essenciais para a compra de alimentos e produtos de mercearia, um em cada cinco deles (20%) prepara-se para mudar de varejista caso esse benefício não seja fornecido. A evolução do comportamento do consumidor também está estimulando o aumento no “imediatismo” das compras: 59% dos clientes compram produtos online quando precisam, em vez de esperar até o final de semana para comprar na loja física.

· Entregas de “última milha” rápidas e eficazes incrementam os gastos e a fidelidade do cliente: felizmente, 74% dos compradores satisfeitos pretendem aumentar seus gastos em até 12% com os varejistas nos quais compram com frequência. Com a grande maioria (82%) dos clientes compartilhando experiências positivas com amigos e familiares e pouco mais da metade deles (53%) demonstrando a disposição de adquirir uma assinatura paga para obter um bom serviço de entrega. No entanto, apesar de 55% dos clientes falarem que a oferta de serviços de entrega expressos (em até duas horas) aumentariam sua fidelidade, apenas 19% das empresas fornecem essa facilidade atualmente, em comparação com os 59% dos varejistas que oferecem um prazo de entrega superior a três dias.

· 65% dos clientes usam serviços alternativos de entrega – tais como o Google Express, Instacart ou Ocado – para obter serviços melhores do que os dos varejistas tradicionais: o relatório concluiu que os consumidores não estão satisfeitos com o cenário atual das entregas de “última milha”, especialmente devido aos preços altos (59%), a indisponibilidade de entrega no mesmo dia (47%) e aos atrasos (45%), fatores determinantes para a “insatisfação com o serviço de entrega”. Quase a metade (48%) dos clientes insatisfeitos deixaria de comprar de um supermercadista se não estivesse satisfeito com a entrega, e os que se manteriam fiéis reduziriam os gastos em 45%.

Ao comparar e contrastar atitudes entre varejistas e clientes, o relatório identificou as seguintes tendências:

Atualmente, as organizações estão onerando os clientes com apenas 80% do custo total de entrega, e essas mesmas entregas são a parte mais cara da cadeia de suprimentos: o relatório apontou que 97% das organizações acreditam que os atuais modelos de entrega de “última milha” não são sustentáveis para implementação em grande escala em todas as localidades. E, como tal, devem ser vistas como um investimento-chave para 2019, com apenas 1% dos clientes dispostos a absorver o custo total decorrente das entregas.

Apesar dos baixos custos de entrega serem uma alta prioridade para a metade de todos os clientes, apenas 30% dos varejistas os consideram desta forma para suas organizações. Se quase três quartos (73%) dos consumidores afirmam que ter horários convenientes disponíveis é mais importante do que receber entregas rapidamente, apenas 19% das empresas classificam essa capacidade como prioritária.

No entanto, a pesquisa descobriu que os clientes estão abertos a experimentar opções de entrega no regime “coletivo”: em troca de um incentivo – sendo o estímulo mais popular o monetário. Com 55% deles dispostos a entregar produtos a moradores de sua vizinhança e 64% considerando indiferente se a entrega seria feita por um funcionário da loja de varejo, por particulares ou por terceiros. Na verdade, 79% dos clientes estão dispostos a entregar esses produtos a um preço inferior ao custo atual praticado pelos varejistas para entregá-los.

O relatório finaliza com as seguintes recomendações para o sucesso das entregas de “última milha”:

· Otimizar os locais de atendimento: aumentar em 50% as entregas baseadas em lojas poderia potencialmente elevar as margens de lucro em até 9%. As “dark stores” – postos de varejo com layouts de loja, destinados apenas a atender pedidos online – também podem processar altos volumes de entrega e são 23% mais baratos do que as lojas convencionais para entregas no mesmo dia. Além disso, se 30% das remessas e devoluções forem encaminhadas por meio de acordos de cobrança de arrecadação de pacotes, as companhias poderão esperar um aumento de 8% nas margens de lucro.

· Automatizar as opções de entrega: o relatório conclui que a automação dos centros de distribuição pode aumentar o lucro em até 14%, reduzindo custos de pedidos e remessas das lojas. Além disso, a automação oferece uma série de benefícios, incluindo redução dos erros de atendimento e gerenciamento de devoluções – que representam 26% do custo de entrega.

Tim Bridges, Líder do Setor Global de Bens de Consumo, Varejo e Distribuição na Capgemini, afirmou: “Atualmente, os clientes não estão satisfeitos com a qualidade dos serviços de remessas, nem dispostos a arcar com o custo total da entrega de “última milha”. Portanto, o dilema enfrentado pelos varejistas é fornecer serviços de entrega de “last mile” que os clientes valorizem, sem prejudicar a própria lucratividade. Se feita corretamente, sua experiência pode conquistar a satisfação do cliente, os revendedores podem ganhar com a fidelidade, aumentar o valor de compra e a frequência, enquanto mitigam o risco de lucratividade com a automação e otimização dos locais de atendimento”.

Uma cópia do relatório pode ser baixada aqui.

Metodologia de Pesquisa

O Instituto de Pesquisas da Capgemini realizou um estudo preliminar que contou com a participação de 2.874 consumidores de cinco países da Europa e América do Norte em outubro de 2018. Executivos de 500 varejistas de alimentos e empresas de bens de consumo também foram ouvidos. A Capgemini, então, conduziu entrevistas com líderes do setor e empresários proeminentes, examinando o impacto da entrega de “último milha” no que tange aos custos, fidelidade e lucratividade.

Inovação não acontece todos os dias nas empresas

Por Daniel Domeneghetti

Como uma empresa pensa em inovação hoje na prática? Existe um formato? É só ligado à tecnologia? São robôs? Espelhos touchscreen, que permitem o consumidor escolher a melhor iluminação para provar as peças, ou são monitores e interfaces que substituem gôndolas cheias?

É mais do que conceitos com ares da era dos “Jetsons”. Inovar é fincar os pés na realidade. Primeiro de tudo, devemos classificar o que é inovação. Tem inovação que é somente para a empresa e não para o mercado, que a chamo de inovação de agregação. Tem inovação baseada em algo já existente e melhora só um pouco, conhecida como inovação de incremento. E tem inovação que redefine um mercado, essa é chamada de inovação de ruptura.

São tipos de inovação diferentes e possuem vários sistemas de gestão. As empresas devem trabalhar com a perspectiva dos três tipos. O terceiro é muito mais difícil, ainda mais em mercado regulados e mais acessíveis em setores mais receptíveis ao novo, como o varejo.

Para a trabalhar a inovação, as empresas têm que pensar nisso o tempo todo. É preciso ter um macroprocesso de inovação, horizontal na companhia toda. Também é necessário ter políticas que estimulem o processo de criação para inovar. Não é apenas pedir para os colaboradores inovem porque isso não é natural e precisa ser estimulado. Se não investir em medidas de estímulo, a empresa sempre fará as mesmas coisas esperando resultados diferentes. Esta é uma definição de ‘loucura’.

Na prática, dentro do conceito de inovação, de não linearidade com o que se faz, é necessário ter sistemáticas diferentes, que não são naturais. Às vezes, quem não faz parte delas nas empresas acaba jogando contra e, às vezes, há descrédito, porque elas consomem muitos recursos, mas os resultados não são aparentes.

Há diversos elementos que entram na mira da inovação, porém não estão na equação simples. O próprio custo, o investimento associado à inovação versus o resultado potencial é discutível. Muitas vezes se coloca muito dinheiro num projeto que apresenta grande risco de fracasso. Inovação é história de um em dez. Requer investimentos e estrutura, tecnologia, programas de qualidade, perfil de profissionais qualificados. É claro que o interesse no servir e o foco no cliente são coisas possíveis de serem adotadas, mas o ferramental para dar escala para isso é mais complexo.

Nós estamos falamos de ruptura, de algo que nunca foi trabalhado. Aprimorar tal ruptura é ação de gestão do dia a dia da companhia. Comece a inovar no posicionamento e no relacionamento com o cliente. São campos férteis para iniciar a inovação na empresa. É mais eficaz e fácil de enxergar os resultados a médio prazo. Um atendimento exclusivo ali, a inclusão de uma tecnologia de inteligência artificial acolá e outros itens com foco nas melhorias da experiência do consumidor.

Lembre-se, por mais cruel que seja, a verdade sobre inovação nas empresas é única: ruptura não é para quem quer, é para quem pode! E inovar não acontece todos os dias.

Daniel Domeneghetti, especialista em inovação corporativa e CEO da DOM Strategy Partners, consultoria 100% nacional focada em maximizar geração e proteção de valor real para as empresas.

Douglas Pina é o novo diretor para mercado urbano da Ticket Log

A Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil, apresenta Douglas Pina como seu novo diretor para liderar a atuação da marca no mercado urbano. O executivo tem passagens por grandes empresas com atuação em direção de unidades de negócios e gestão comercial, incluindo varejo e B2B e chega como um reforço estratégico para a divisão de Frotas e Soluções de Mobilidade do grupo.

“A Ticket Log é referência no segmento por oferecer soluções inteligentes para o Mercado Urbano que modernizam, simplificam e integram serviços e benefícios. Sabemos que o mercado brasileiro tem um grande potencial de crescimento e com a experiência que trago, poderei contribuir para a diversificação de negócios para alavancar ainda mais nossa atuação”, comenta Pina.

Formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) em Economia e especialista em Gestão Executiva, com MBA, pela Fundação Dom Cabral, Pina assumiu postos-chave em grandes companhias. Nos últimos cinco anos, atuou como executivo do pilar de Varejo do Carrefour no Brasil, iniciando como Diretor da Unidade de Negócios Carrefour Posto e, posteriormente, como Diretor da Unidade de Negócios do Carrefour Express. E, entre 1999 e 2013, gerenciou pricing, vendas de varejo e abastecimento com foco no mercado B2B na Shell Brasil/Raízen.

Para o Diretor-Geral da Divisão de Frotas e Soluções de Mobilidade da Edenred Brasil, Jean-Urbain Hubau (Jurb), Pina vem para impulsionar o mercado urbano. “Estamos ampliando nossa área de atuação no País e a chegada de Pina vai agregar conhecimento e inovações à nossa marca. Buscamos cada vez mais diferentes soluções para o mercado urbano, e, com certeza, ele trará uma nova visão ao nosso trabalho”, ressalta Jurb.

Ranking das empresas humanizadas do Brasil será divulgado em evento

O primeiro “Ranking das Empresas Humanizadas do Brasil” será apresentado na Conferência Latino-Americana sobre Capitalismo Consciente nos dias 19 e 20 de março, no Centro Universitário Senac, em São Paulo. O estudo conduzido por um grupo de pesquisadores da USP analisou 1115 empresas nacionais até chegar na lista das 50 companhias que são exemplos pelo cuidado das pessoas e do planeta, provocando impactos positivos na sociedade.

Aplicado por muitas empresas internacionais, o capitalismo consciente está crescendo no Brasil com a meta de renovar os métodos e práticas das empresas. A Conferência Latino-Americana sobre Capitalismo Consciente será realizada pelo Instituto Capitalismo Consciente Brasil, com o objetivo de ajudar a transformar o País por meio da inspiração de negócios conscientes, sustentáveis e inovadores. Os participantes poderão ouvir relatos dos palestrantes, assim como, participar de workshops chamados de “practicum” que têm a missão de conscientizar e discutir a importância do capitalismo consciente.

Para aprimorar o debate, a conferência receberá Raj Sisodia, cofundador do movimento Capitalismo Consciente; Alexander McCobin, CEO do Conscious Capitalism; Alexandre Costa, fundador e CEO da Cacau Show; Luiza Helena Trajano, presidente do conselho de administração da Magazine Luiza; Nilima Bhat, facilitadora de transformação pessoal e co-autora do livro “Liderança Shakti”; Hugo Bethlem, diretor geral do Instituto Capitalismo Consciente Brasil; e Rony Meisler, presidente do Instituto Capitalismo Consciente Brasil e outros líderes.

O evento é aberto para todas as empresas que desejam continuar crescendo e lucrando, enquanto cuidam do meio ambiente, da sociedade, dos colaboradores e demais stakeholders. As vagas são limitadas!

Capitalismo Consciente – Latin-American Conference 2019

Data: 19 e 20/03/2019

Local: Centro Universitário Senac – Av. Eng. Eusébio Steuvax, 823 – Santo Amaro, São Paulo

Inscrições: http://www.ccbrasil.cc/cclac2019-inscricoes

O novo RH: transformação está além de novas tecnologias

Por Joice Maciel, Consultora de Gente e Gestão da Organica

Quando se pensa em inovação, muitas vezes a primeira associação feita é com novas tecnologias, metodologias e processos de trabalho. Esses aspectos fazem parte da inovação sim, mas existe um fator que é decisivo: o mindset. Essa é uma palavra muito usada hoje no meio corporativo, em uma tradução literal, significa “configuração mental”, ou seja, é a forma que uma pessoa vê o mundo, e através desta perspectiva, é influenciada diretamente no seu pensamento e comportamento.

A psicóloga e pesquisadora da Universidade de Stanford, Carol S. Dweck, diz em seu livro “Mindset: a nova psicologia do sucesso” que existem dois tipos de mindset: o fixo e o de crescimento. Mindset fixo é aquele que acredita que as coisas são imutáveis (se nasce com aptidão para algo ou não, as qualidades ou defeitos são fixos) e o mindset de crescimento é aquele em que o que você tem é apenas a base do desenvolvimento (uma pessoa pode não ser boa em algo, mas com esforço e dedicação, ela se desenvolve).

Uma pessoa de mindset fixo, teme errar, pois o erro, em sua forma de ver o mundo, indica que ela é um fracasso e por isso evitam se expor, se arriscar e buscam autoafirmação constante de suas habilidades como proteção. Já uma pessoa de mindset de crescimento, vê o erro como uma oportunidade de aprendizado, sabe que o fracasso é situacional, não permanente e por isso força seus limites, experimenta o novo e sai da sua zona de conforto.

Agora transportemos esses conceitos para o mundo corporativo: empresas são integralmente feita de pessoas, logo, suas crenças, valores e formas de pensar impactam diretamente nos negócios. Tendo isso em vista, para transformar uma empresa para o crescimento, nem as melhores ferramentas ou tecnologias disponíveis no mercado trarão resultados se o mindset dos funcionários não for trabalhado. Em organizações, encontramos mindsets coletivos, um setor inteiro orientado por uma mesma forma de pensar, que pode não estar alinhado com a inovação e que, com isso, tolhe as oportunidades de experienciar coisas novas, de impulsionar pessoas e de ver além do que está estabelecido.

A boa notícia é que os mindsets podem ser trabalhados e nesse aspecto o setor de Recursos Humanos tem um papel fundamental. Uma empresa que não vê seu RH como estratégico corre sérios riscos de se perder, pois esse setor é quem cuida do fortalecimento da cultura, da qualidade de vida e do engajamento das pessoas. Mas e se o RH não tiver um mindset de crescimento também? Será que a empresa conseguirá disseminar inovações? Provavelmente não.

Para que o RH seja o agente de transformação na empresa, ele também precisa passar por uma profunda autoavaliação e observar se o que eles tanto tentam implementar em outros setores, de fato é uma realidade para eles também. Por muitos anos, a área de pessoas foi vista como um prestador de serviços interno para contratações e demissões, burocracias com folha de pagamento e legislação trabalhista, depois, com o advento da revolução tecnológica, começou a atuar mais com a saúde do trabalhador, capacitações e treinamentos técnicos. Agora temos um mercado altamente acelerado, perfis profissionais novos, cobrança de desenvolvimento de skills cada vez mais relacionais do que técnicos, gestão de conhecimento entre outros, e a área de recursos humanos precisa se renovar, acompanhar essas mudanças e compreender as novas formas de trabalhar.

Uma pesquisa realizada pela Qulture.Rocks, trazendo um panorama do RH no Brasil, indicou que 91% dos respondentes apontaram que a tecnologia é considerada como decisiva para a área (apesar de só 15% deles considerarem que há efetivamente um uso alto no setor hoje). Há também uma grande tendência a trazer a cultura de dados para o RH como mostra o aumento da busca por ferramentas de People Analytics (o relatório anual de tendências de Capital Humano de 2017, feito pela Deloitte, mostra que 71% dos líderes colocam esse tema como importante ou muito importante).

A tecnologia, com certeza, é uma grande aliada para modernizar o setor, mas antes disso é importante revisitar o mapa mental que essa área tem em relação a sua atuação. Como sair de uma atuação executora para um posicionamento mais estratégico? Como posso fazer para conhecer as novas necessidades de mercado e garantir que o negócio esteja alinhado a elas? Como lidar com o novo perfil profissional para mantê-lo engajado e atraí-lo para a empresa? Como sair do automático para realmente construir um RH mais analítico e propositivo nas tomadas de decisão? Ferramentas auxiliam com dados, mas é o reconhecimento do mindset e a adoção de estratégias para modificá-lo que direcionam a atuação, aí sim, novas tecnologias farão sentido e serão impulsionadoras da verdadeira transformação das pessoas e das organizações.

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Consultora dá 5 dicas de “dresscode” para empresas e funcionários durante o verão

O verão chegou e com ele os recordes de calor. Visando o bem-estar das equipes, algumas empresas resolvem flexibilizar seu “dresscode”, liberando peças mais leves e frescas tanto para os escritórios quanto para o maior conforto dos trabalhadores no descolamento ao trabalho.

Mesmo assim regras básicas devem ser seguidas, segundo a consultora de Imagem e Estilo, Lais Machado. A profissional que já tem mais de 1 mil horas de atendimento, preparou algumas dicas para a empresas dispostas a fazer essa mudança e para os funcionários na hora de aproveitá-la.

5 dicas para as empresas:

– Estabeleça uma comunicação clara, que especifique para quais cargos a flexibilização se aplica.

– Certifique-se de que todos estão sendo impactados pela informação.

– Uma boa saída é usar os gestores como multiplicadores do tema caso a empresa não tenha intranet, e-mails marketing ou murais.

– Informe a data de início e de termino da mudança, e se ela se aplica a todos os dias da semana ou somente às sextas-feiras.

– É importante estar claro e especificado quais são as mudanças abertas, ilustrando a comunicação com figuras ou fotos.

5 dicas para o colaborador:

– Lembre-se que, independente da flexibilização, o colaborador continua no ambiente corporativo, portanto, qualquer tipo de excesso deve ser evitado.

– Esteja atento e se restrinja a usar o que a empresa a vestir liberou.

– Os homens devem evitar camisetas regata, chinelos e bermudas de água.

– Existem outras saídas para refrescar o corpo no verão como utilizar tecidos naturais como o linho e o algodão, além de peças mais leves como camisas de manga curta e bermudas sociais mais curtas.

– Mulheres precisam estar atentas ao comprimento das saias, aos decotes nas costas e a exposição do corpo em exagero. O ambiente corporativo ainda pede algumas limitações. Deixe aquele vestido do final de semana para sábado, domingo e outros dias de folga. O ideal é ter no seu guarda-roupas os vestidos e saias de trabalho e as mesmas peças só que voltadas aos dias de descanso. Para o ambiente corporativo, opte por linho, crepe, jersey e outros tecidos mais nobres. Deixe a viscose e a visco lycra para as peças mais casuais de lazer.

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Recrutadores afirmam que erros de português no currículo eliminam chances de contratação

Cometer erros de português no currículo pode representar várias mensagens para o recrutador: falta de domínio do idioma, falta de atenção ou até mesmo, displicência. Falhar na revisão do principal documento entre candidato e entrevistador é queimar todas as chances de contratação, é o que aponta o levantamento realizado pela Catho com diversos recrutadores. Segundo a pesquisa, 34% deles afirmam que erros de gramática são o principal fator para eliminação de candidatos.

A análise ainda apontou outros fatores que fazem com que um currículo seja descartado imediatamente. Segundo os profissionais de Recursos Humanos, os motivos para eliminação são: 25% por falta de experiência, 10% por ausência de objetivos profissionais e 9% porque os candidatos moram longe da empresa.

Para a gerente da Catho, Bianca Machado, o processo de recrutamento começa muito antes da entrevista. Ele é iniciado quando os currículos começam a ser selecionados. Ainda segundo o levantamento da Catho, um recrutador recebe em média de 30 a 50 currículos por vaga, desses, 5 a 10 candidatos chegam a participar de uma entrevista com o recrutador.

“Em um cenário de grande concorrência, o número de candidaturas para vagas estão cada vez maiores. É função do recrutador filtrar os candidatos e escolher aquele que se encaixa melhor ao perfil do cargo. Se queimar no primeiro contato por conta de erros de gramática não é perder uma oportunidade de entrevista, e sim, várias. O currículo deve receber muita atenção antes de ser enviado ao mercado”, afirma Bianca.

Apesar dos diversos avanços tecnológicos para procurar emprego, a pesquisa ainda aponta que o formato do currículo não entrou em desuso. Segundo os recrutadores, 75% afirmam que o material é muito importante para o processo seletivo, enquanto 25% afirmam ser importante. As opções “neutro”, pouco importante” e “não é importante” não foram marcadas por nenhum respondente. O que reafirma a importância de ter um currículo atualizado, bem preenchido e atrativo para o mercado de trabalho.

TOTVS aposta em estratégia de inovação aberta e firma parceria com startups de meios de pagamento

A TOTVS, maior empresa brasileira de tecnologia, firma parceria com Liuv e JáPaguei, startups especializadas no serviço de pagamento móvel. As empresas, que foram selecionadas pelo iDEXO – hub de desenvolvimento de negócios entre corporações e startups, que conta com a TOTVS como uma de suas mantenedoras – fazem parte da estratégia de ampliar a capacidade de inovação em novos negócios da TOTVS.

“Procuramos inovações com foco em mobilidade e serviços financeiros, pois entendemos que a tecnologia pode auxiliar os estabelecimentos no entrave com relação aos serviços de pagamento”, comenta Elói Assis, Diretor Executivo de Varejo e Distribuição da TOTVS. “Nossas novas parceiras são focadas no segmento de alimentação, uma área que demanda inovação de forma crescente”

A preocupação diária de melhorar a experiência do consumidor está em todo o varejo. Uma pesquisa da Tech Pro Research, aponta que 88% dos entrevistados que usam a tecnologia em um ambiente comercial (incluindo pagamentos móveis e pagamentos automatizados), afirmaram que as compras ficam mais fáceis, enquanto 67% disseram que essas tecnologias tornaram as compras mais agradáveis.

Segundo Assis, os serviços das duas startups já estão integrados com o TOTVS Chef e o Bemacash e, com isso, já estão prontos para o mercado. “Esse setor é dinâmico e precisamos de ações rápidas, por isso fomos buscar as startups, que atendem essa demanda com bastante agilidade. Estes novos contratos são respostas para necessidades dos nossos clientes e do consumidor final”, completa.

Com a demanda do mercado, o uso da inovação aberta se tornou a estratégia mais importante para que companhias de grande porte tenham acesso às novas ideias e soluções disponíveis. Para identificar as oportunidades que ainda não fazem parte de seu portfólio, a TOTVS conta com o iDEXO como um fio condutor entre essas startups e a companhia. “Entendemos que o resultado da parceria entre startups e grandes empresas é inovação na certa. Para nós, é muito mais interessante abrir as portas para que contribuam com nossos negócios, a concorrência ficou no passado”, comenta Juliano Tubino, Vice-presidente de Marketing e Estratégia de Negócios da TOTVS. “Contamos com o iDEXO para ter acesso à inovação de forma rápida, para que cada novo contrato gere valor para toda cadeia” diz.

Juliano destaca que o objetivo é que a TOTVS continue a ter acesso à inovação por meio de parceria com as startups, para oferecer novas soluções aos seus clientes. Como uma das três empresas associadas ao iDEXO, a TOTVS mantém relacionamento com mais de 120 empreendedores, de 33 startups inseridas em 11 setores da economia e prevê novos contratos e parcerias ao longo de 2019.

Huawei e Inatel abrem inscrições para Fábrica de Talentos 2019

A real transformação digital do Brasil não acontece apenas com equipamentos, mas principalmente nas mentes de quem pode estar preparado para executar as tarefas que as tecnologias atuais exigem. E para concretizar o seu papel de protagonista para qualificar a mão de obra no setor de telecomunicações, a Huawei do Brasil, líder global em soluções de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), realiza programas especiais de treinamento com instituições educacionais renomadas em todo o país.

É o caso do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), com quem a Huawei tem o programa Fábrica de Talentos. Em uma parceria de 16 anos, só em 2018 foram mais de mil alunos beneficiados com o compartilhamento de conhecimento e de tecnologias. A partir das mais diversas iniciativas, surge então a necessidade de se desenvolver o programa Fábrica de Talentos, que visa formar mão de obra qualificada para o mercado de TIC. Em vigência deste 2017, este programa foi pensado exclusivamente para o Inatel, e é coordenado pelo Competence & Innovation Development Center (CIDC), centro inaugurado pelo Inatel e Huawei.

Em 2018, as cinco edições do projeto ao longo do ano receberam 129 inscritos, 76 dos quais aprovados para a fase de estágio remunerado. Após a conclusão do programa e já graduados, 56 estudantes (74% dos aprovados) conseguiram colocação profissional na própria Huawei, em seus parceiros ou no CIDC. Com cerca de cem pessoas, entre engenheiros e estagiários, os especialistas atuam principalmente no desenvolvimento de competências e de soluções de redes de comunicação móvel para operadoras de todo o Brasil.

“Os resultados do Projeto Fábrica de Talentos, ao longo dos anos, fazem parte da missão da Huawei de ser parceira da transformação digital local e de estar no Brasil para o Brasil. E não apenas com equipamentos, mas também qualificando mão de obra e contribuindo para que estudantes e profissionais da área de telecomunicações tenham mais oportunidades no mercado de trabalho”, concluiu Breno Santos, Diretor de Serviços da Huawei Brasil.

Fábrica de Talentos 2019

Em 2019, a Fábrica de Talentos abre inscrições neste primeiro semestre, com 60 vagas de estágio remunerado. Os interessados devem acessar o site do Inatel (www.inatel.br) no período entre 18 a 24 de fevereiro e seguir as instruções para a inscrição.

Além da alta taxa de efetivação profissional, a Fábrica de Talentos amplia os horizontes de seus participantes. “Tive uma grande aprendizagem e as teorias dos cursos oferecidos têm foco profissional, o que ajudou a aplicá-las no mercado de trabalho”, declara Ludmila Alves Pereira, aluna do oitavo período de Engenharia de Telecomunicações, que passou pelo Programa em 2018 e já tem colocado em prática o conhecimento adquirido em sala de aula.

Para Ludmila, o projeto ainda proporcionou a oportunidade de estagiar no CIDC com o time de Rádio Frequência. “E, com esse estágio, aumento meu networking, pois possuo contato com engenheiros já formados e ex-alunos que trabalharam fora ou em outras unidades da Huawei”, acrescentou a estudante.

Transformação Digital está mudando todos os aspectos dos negócios tradicionais no Brasil

As empresas do Brasil querem que os fornecedores de transformação digital de negócios ajudem a criar melhores experiências para o cliente e transformem toda a sua jornada, segundo o novo relatório publicado pela Information Services Group (ISG)(Nasdaq: III), uma empresa líder global de pesquisa e consultoria em tecnologia.

O relatório Digital Business Transformation Brazil 2019 publicado pela ISG Provider Lens™ vê o mercado de transformação digital do País mudando todos os aspectos dos negócios tradicionais. Empresas procurando fornecedores para ajudá-los a melhorar seus processos de vendas, design de produto, cadeia de suprimentos e gerenciamento de recursos humanos e outras funções principais. Em geral, isso significa que essas companhias estão em busca de se tornar mais ágeis e transferir mais cargas de trabalho para a nuvem, segundo o relatório.

A jornada do cliente é um grande foco no mercado brasileiro, com a maioria dos provedores usando design thinking para endereçar as expectativas e necessidades dos clientes, segundo o relatório. “Na era digital, os clientes compram experiências, sentimentos, bem-estar, conforto e conveniência, e muitas empresas enxergam a transformação digital como uma forma de atender a essas expectativas”, disse Esteban Herrera, sócio e líder global da ISG Research.

Outros pontos importantes da jornada da transformação digital no Brasil incluem automação de processos robóticos (RPA) e inteligência artificial (AI), segundo o estudo. Mas a RPA e a AI não estão reduzindo o número de funcionários; em vez disso, as tecnologias estão assumindo tarefas repetitivas para os trabalhadores.

Agilidade é outro grande objetivo da transformação digital. Muitas empresas querem que os fornecedores os ajudem a se tornar mais ágeis de várias maneiras, disse Herrera. “A agilidade corporativa vai muito além do desenvolvimento de software. As empresas precisam endereçar expectativas individuais dos clientes de forma rápida e eficiente, com mínima variação de custo, esforço ou ruptura nos negócios. Elas precisam de entregas contínuas para permanecerem competitivas”.

O relatório destaca o surgimento de ecossistemas, que ele chama de “parcerias de um nível mais alto”. Anteriormente usadas para expandir os canais de vendas, essas parcerias agora visam criar novas ofertas, desenvolver novos mercados e melhorar a experiência do cliente. Co-criação e colaboração definem o ecossistema moderno.

O Relatório Digital Business Transformation Brazil 2019 da ISG Provider Lens™ avalia as capacidades de 29 provedores em sete quadrantes: Viabilizando a jornada do cliente, Operações corporativas digitais, Plataformas digitais transformacionais (PaaS), Serviços digitais transformacionais (XaaS), Criação e customização de produtos digitais, Entrega contínua digital e Blockchain como Serviço.

O relatório nomeia a IBM como líder em todos os sete quadrantes, enquanto a Accenture é líder em seis. Cognizant e Stefanini são nomeados líder em quatro quadrantes, Wipro em três, e CI&T e Ilegra em dois. Atos, DXC Technology, Publicis Sapient AG2, Softtek, Tech Mahindra e TIVIT são citados como líderes em um quadrante.

Brasil está em segundo lugar entre os líderes de maturidade digital no mundo, segundo Pesquisa da Dell Technologies

A Dell Technologies – uma família única de negócios que fornece a infraestrutura essencial para as organizações construírem o futuro digital, transformarem a TI e protegerem as informações – divulgou o novo Índice de Transformação Digital (DT Index II), encomendado em parceria com a Intel e feito pela Vanson Bourne com 4.600 líderes de negócios de empresas de médio e grande porte de 42 países. Os resultados são animadores para os mercados emergentes em relação à maturidade digital, apontando a Índia, Brasil e Tailândia no topo do ranking global. Por outro lado, mercados desenvolvidos estão ficando para trás: Japão, Dinamarca e França receberam as pontuações mais baixas de maturidade digital.

O Brasil ficou em 2º lugar – com 6% das empresas consideradas líderes digitais -, na frente de países como México (4º) e Colômbia (5º). Além disso, mercados emergentes estão mais confiantes em sua capacidade de “ultrapassar em vez de serem ultrapassados” (53%) em comparação com somente 40% em nações desenvolvidas.

O DT Index II mostra, contudo, que os programas de transformação digital de muitas empresas estão na fase inicial e ainda há um caminho longo a percorrer rumo à maturidade: 78% dos líderes de negócios admitem que a transformação digital deve ser mais difundida em suas organizações. No Brasil, o número é ainda maior: 82%. Mais da metade das empresas (51%) acredita que terá dificuldades para atender às demandas dinâmicas dos clientes dentro de 5 anos, no Brasil o índice é de 25%, e quase uma em cada três (30%) ainda tem receio de que sua organização possa ficar para trás, sendo 26% no mercado nacional.

Ficando para trás

O DT Index II foi realizado com base no primeiro DT Index, de 2016. A comparação de dois anos destaca que o progresso tem sido lento, com organizações tendo dificuldades para acompanhar o ritmo intenso das mudanças. Embora a porcentagem dos Adotantes digitais tenha aumentado, não houve progresso no topo. Quase 4 em cada 10 empresas (39%) estão ainda espalhadas nos dois grupos com menor maturidade digital na referência de desempenho (Preguiçosos digitais e Seguidores digitais).

“É importante ver que os líderes brasileiros estão na vanguarda da transformação digital no mundo. O caminho à maturidade é longo e repleto de desafios, mas é necessário percorrê-lo”, afirma Luis Gonçalves, vice-presidente Sênior e Gerente Geral da Dell EMC Brasil. “Em contrapartida, preocupa ver que 24% das organizações brasileiras 39% e das organizações globais investem pouco ou não investem em modernização digital. A hora de agir é agora.”

Barreiras para a transformação e confiança

As descobertas também sugerem que os líderes de negócios estão à beira de uma crise de confiança, com 91% entravados por barreiras persistentes.

As cinco principais barreiras para o sucesso da transformação digital:

  1. Preocupações com a segurança e a privacidade de dados
  2. Falta de recursos e orçamento
  3. Falta das habilidades e expertise certas dentro da empresa
  4. Mudanças legislativas e de regulamentos
  5. Cultura digital imatura

Quase metade (49%) acredita que sua organização terá dificuldades para provar que é confiável nos próximos 5 anos. Já no Brasil, o otimismo é maior, com apenas 20% dos líderes tem as mesmas dúvidas. Entre os entrevistados, 32% não esperam que sua própria organização cumpra com regulamentos (como o Regulamento Geral de Proteção de Dados da UE). No Brasil esse índice é de 33%. Um em cada três não acredita que sua própria organização proteja os dados dos funcionários ou clientes, (Brasil: 31%).

Planos para concretizar seu futuro digital

Os líderes relataram prioridades e investimentos em comum para ajudar na transformação futura, incluindo um foco maior na força de trabalho, segurança e TI. Além disso, 46% estão desenvolvendo habilidades e talentos digitais dentro da empresa ensinando a todos os funcionários como programar, por exemplo, o que representa um aumento em relação a 27% em 2016. No Brasil 76%, buscam o desenvolvimento interno, um aumento de 40,7%, em relação a 2016).

Principais investimentos em tecnologia para os próximos 1 a 3 anos

  1. Cibersegurança
  2. Tecnologias da Internet das Coisas
  3. Ambiente de várias nuvens
  4. Inteligência artificial
  5. Abordagem centrada em computação

Observações para o editor

Países com maior maturidade digital:

  1. Índia
  2. Brasil
  3. Tailândia
  4. México
  5. Colômbia

Países com menor maturidade digital:

  1. Japão
  2. Dinamarca
  3. França
  4. Bélgica
  5. Cingapura

Metodologia da pesquisa

No segundo semestre de 2018, uma empresa de pesquisa independente, Vanson Bourne, fez uma pesquisa com 4.600 líderes de negócios de empresas de médio a grande porte em 42 países/sub-regiões para avaliar a posição de suas organizações em relação ao Índice de Transformação Digital da Dell Technologies. A Vanson Bourne classificou os esforços de negócios digitais das empresas examinando sua estratégia de TI, iniciativas de transformação da força de trabalho e desempenho percebido em relação a um conjunto central de atributos digitais de negócios.

Estudo revela comportamento do consumidor de e-commerce em 2018 no Brasil

A ascensão da tecnologia e a facilidade de comprar com apenas um “click” tem atraído cada vez mais o consumidor brasileiro para o e-commerce. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), estima-se que o faturamento das vendas deste segmento chegue a R$ 79,9 bilhões em 2019, representando crescimento de 16% com relação a 2018. Para mapear as principais tendências deste mercado, a Nuvem Shop, plataforma de e-commerce líder na América Latina, responsáveis por mais de R$ 275 milhões em vendas por ano, acaba de realizar a quarta edição do NuvemCommerce – Relatório Anual de comércio eletrônico – 2018. O estudo é baseado no comportamento dos consumidores brasileiros e diz muito sobre os rumos deste mercado.

Segmentos

De acordo com o estudo, o segmento de Moda e Vestuário foi o que dominou o mercado de e-commerce em 2018, seguido de Saúde e Beleza, Acessórios, Comidas e Bebidas, e por fim, Eletrônicos. Com relação ao número de vendas, o segmento de Moda e Vestuário representa 38% das transações, Outros segmentos 17,9%, Saúde e Beleza 12,4%, Acessórios 11,5% e Casa e Jardim 4,9%.

Além disso, o levantamento indica que o meio de pagamento mais utilizado pelos consumidores em 2018 foi o PagSeguro (46,8%), seguido de Mercado Pago (15,8%) e Wirecard (13,9%). Em relação ao frete, os Correios representaram 58% das vendas, frete personalizado (34,6%) e retirada física (4,1%).

Mobile X Desktop

A enorme expansão do mercado de dispositivos móveis tem impulsionado cada vez mais o comércio eletrônico. Essa tendência afeta diretamente os e-commerces, que precisam adaptar-se aos novos hábitos de consumo. De acordo com o relatório da Nuvem Shop, em 2017 as vendas via desktop eram superiores (55%) em relação às transações mobile (45%) e as visitas às lojas online através de dispositivos móveis representavam 69%, enquanto o desktop era responsável por 31%. Contudo, em 2018, o cenário inverteu-se e 53,8% das transações foram realizadas via mobile e 46,2% por desktop e 66% das visitas às lojas foram via dispositivos móveis e 34% pelo desktop.

Além disso, segundo o estudo, em 2018, os segmentos de Moda & Vestuário, Saúde & Beleza e Acessórios foram os que mais venderam via mobile. “Nota-se que o m-commerce é uma tendência que já está atingindo a maioria dos consumidores pela facilidade e praticidade. Por isso, os consumidores estão ganhando cada vez mais confiança para realizar suas transações via dispositivos móveis e os lojistas precisam estar atentos para adaptarem seus sites para uma versão que comporte não apenas o desktop, mas também o mobile”, explica Alejandro Vazquez, Co-fundador da Nuvem Shop.

Redes Sociais

As vendas por meio das redes sociais representaram 21% do total de transações no ano de 2018. Além disso, oito em cada dez visitas e uma em cada quatro vendas foram geradas por meio destes canais, especialmente via Instagram e Facebook. Entretanto, o Instagram foi o grande campeão em vendas e representou 59% das transações, enquanto o Facebook ficou em 37%, o Youtube em 3% e o Pinterest em 1%. Atualmente, o Brasil é o segundo país com mais usuários no Instagram, perdendo apenas para os Estados Unidos, e segundo o Sebrae, esta é a rede social que mais cresce no mundo, contando atualmente com mais de 500 milhões de contas.

A pesquisa revelou também que 47,9% dos e-commerces percebem o aumento de visitas e vendas quando utilizam as redes sociais de maneira orgânica para divulgação, mas 40%, apesar de utilizar as redes, ainda não tem esta percepção. Ademais, 10,3% não utiliza as redes sociais para esta finalidade, mas pretende empregar esta estratégia no futuro. Por fim, apenas 1,8% não se interessam pela utilização desses canais como estratégia de vendas.

Campanhas de Marketing

O NuvemCommerce – Relatório Anual de comércio eletrônico – 2018 apontou que 12,1% dos lojistas fazem uso do e-mail marketing como estratégia de vendas, e consequentemente, notam o aumento de visitas ao site e nas vendas. Contudo, 18,2% utilizam este recurso, mas não percebem um crescimento no engajamento em seus canais. Além disso, 58,8% dos e-commerces ainda não utilizam e-mail marketing, mas pretendem no futuro e 11,5% não tem interesse em empregar esta estratégia.

Com relação aos anúncios pagos, a maioria dos lojistas utiliza o Facebook Ads (50,9%), Instagram Ads (46,7%), Google Ads (27,9%) e outros meios (9,1%), já 30,3% não investem em anúncios pagos. Com relação aos canais utilizados para atendimento, o WhatsApp (88,5%) é o canal mais utilizado pelos e-commercers, seguido do e-mail (77%), redes sociais (73,3%), telefone (55,2%), Facebook Messenger (50,3%), Chat Online (29,7%), Skype (3%) e outros canais (8,5%). “Os consumidores estão atentos em relação às ofertas e sempre em busca de um atendimento personalizado. Assim, é fundamental criar estratégias consistentes para superar as expectativas dos consumidores. Esse é o grande segredo para impulsionar e garantir o sucesso de um negócio”, finaliza Vazquez.

Acesse aqui o estudo completo NuvemCommerce – Relatório Anual de comércio eletrônico – 2018 e tendências do e-commerce para 2019.