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Pentest: o que é e como aplicá-lo?

Por Carlos Eduardo Alves, Marketing Manager da Claranet Brasil

O teste de penetração, ou Pentest, como é conhecido, é responsável por realizar simulações de diferentes tipos ataques cibernéticos contra o sistema do computador do cliente. O objetivo é verificar se há vulnerabilidades exploráveis e que necessitam de melhorias – o que o torna primordial para garantir a segurança de aplicações web, mobile e da infraestrutura de TI, além de ser usado para aumentar um firewall de aplicação da Web (WAF).

Com isso, os insights fornecidos por este tipo de verificação podem servir de base para ajustar as políticas de segurança do WAF e corrigir as vulnerabilidades detectadas.

O Pentest pode ser dividido em cinco etapas: planejamento e reconhecimento, digitalização, acesso, manutenção do acesso e análise. Vamos conhecer um pouco mais sobre cada uma delas.

Planejamento e reconhecimento: nesta etapa, cabe definir o escopo e os objetivos do teste, incluindo os sistemas a serem abordados e os métodos de teste a serem usados;

Digitalização: o próximo passo é entender como a aplicação alvo responderá a várias tentativas de invasão. Isso geralmente é feito com base em análises estáticas e análises dinâmicas;

Acesso: este estágio usa ataques a aplicações da Web, como scripts entre sites, injeção de SQL e backdoors, para descobrir as vulnerabilidades de um alvo;

Manutenção do acesso: nesta fase, é necessário verificar se a vulnerabilidade pode ser usada para alcançar uma presença persistente no sistema explorado;

Análise: os resultados do teste de penetração são compilados em um relatório. São detalhados dados confidenciais acessados, vulnerabilidades específicas, dentre outros aspectos.

É também importante destacar os métodos de realização do Pentest, que listamos abaixo.

Teste externo: os testes de segurança externos dão foco nos ativos de uma empresa que são visíveis na internet. Por exemplo, a própria aplicação da web, o site da empresa, os servidores de e-mail e de nome de domínio (DNS). O objetivo é obter acesso e extrair dados valiosos;

Teste interno: em um teste de segurança interno, um testador com acesso a uma aplicação por trás de seu firewall simula um ataque de um usuário mal-intencionado. Esse tipo de teste simula um cenário no qual um funcionário teve seu acesso hackeado devido a um ataque de phishing;

Teste cego: em um teste de segurança cego, um testador recebe apenas o nome da empresa que está sendo segmentada. Isso dá à equipe de segurança uma visão – em tempo real – de como um ataque real em uma aplicação ocorreria;

Teste cego duplo: em um teste de segurança duplo cego, não há conhecimento prévio do ataque simulado. Como no mundo real, os testadores não têm tempo hábil para reforçar suas defesas antes de uma tentativa de violação;

Teste direcionado: nesse cenário, tanto o testador quanto o pessoal de segurança trabalham juntos e se avaliam. Este é um exercício de treinamento valioso, que fornece feedback em tempo real – do ponto de vista de um hacker – às equipes de TI.

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IBM Blockchain World Wire, nova rede global de pagamentos, dará suporte a pagamentos e câmbio de moedas em mais de 50 países

A IBM (NYSE: IBM) anunciou durante o Money 20/20, em Singapura, que o IBM Blockchain World Wire, rede global de pagamentos em tempo real para instituições financeiras regulamentadas, está oficialmente disponível em um número crescente de mercados.

Projetado para otimizar e acelerar os serviços de câmbio e remessa de pagamentos internacionais, o World Wire é a primeira rede de blockchain a integrar serviços de mensagens e confirmações de pagamento, compensação e liquidação de ativos em uma única rede, além de possibilitar que os participantes escolham, de forma dinâmica, a oferta que melhor atenda sua necessidade para liquidação de ativos entre uma variedade de serviços digitais.

“Criamos um novo modelo de rede de pagamentos desenvolvido para acelerar a remessa e transformar a forma como realizamos pagamentos internacionais, facilitando a movimentação de dinheiro nas regiões mais necessitadas do mundo”, disse Marie Wieck, Gerente Geral de IBM Blockchain. “Ao criar uma rede na qual as instituições financeiras suportam múltiplos ativos digitais, esperamos impulsionar a inovação e melhorar a inclusão financeira em todo o mundo”.

Hoje, o IBM World Wire disponibiliza pagamentos em 72 países, em 47 moedas distintas de 44 instituições financeiras. Regulamentações locais continuarão a conduzir as ativações e a IBM estará, de forma constante e ativa, aumentando a rede com a adição de novas instituições financeiras globais.

A rede global de blockchain fornece um modelo direto para pagamentos entre países que utiliza o protocolo Stellar, que realiza transferências de dinheiro ponto-a-ponto em vez de utilizar o modelo bancário tradicional. Esse sistema reduz intermediários e permite que os usuários conduzam processos de liquidação financeira em apenas alguns segundos pela transmissão do valor monetário na forma de ativos digitais, por exemplo, como criptomoeda ou moeda estável. Esta abordagem aumenta a eficiência operacional e o gerenciamento de liquidez, simplificando a reconciliação de pagamentos e reduzindo os custos totais com transações para as instituições financeiras.

O World Wire já permite a liquidação utilizando Stellar Lumens em moeda estável baseada em dólar americano por meio da recém-anunciada colaboração entre IBM e Stronghold. Pendente de aprovações regulatórias e outras análises, seis bancos internacionais, entre eles Banco Bradesco, Bank Busan e Rizal Commercial Banking Corporation (RCBC), assinaram cartas de intenção para participar do projeto piloto no World Wire. A IBM irá continuamente expandir o ecossistema de liquidação de ativos de acordo com a demanda dos clientes.

“O Bradesco adota continuamente a inovação que aprimora a experiência de nossos clientes e melhora nossa eficiência”, diz Luca Cavalcanti, Diretor Executivo de Inovação e Canais Digitais do Bradesco. “A Rede World Wire endereça esses dois aspectos e, portanto, representa uma oportunidade para o Bradesco e seus clientes”.

“O RCBC está muito satisfeito em ser um dos primeiros a inovar com planos de emitir o Peso, nossa própria moeda estável, na Rede Global, pendente de aprovação final pelos nossos órgãos reguladores”, disse Manny T. Narciso, Primeiro Senior Vice-Presidente do RCBC. “Estamos focados na inovação que agrega valor para nossos clientes e a World Wire representa uma grande oportunidade para transformar e aprimorar nossa infraestrutura de pagamento”.

Atualmente, a World Wire está em produção limitada e disponível em um número crescente de países. Organizações interessadas podem obter mais informações em http://www.ibm.com/blockchain/solutions/world-wire.

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Unisys é nomeada líder no Quadrante Mágico 2019 do Gartner para serviços gerenciados de ambiente de trabalho

A Unisys Corporation (NYSE: UIS) anuncia que o Gartner posicionou a empresa no grupo de líderes em seu Quadrante Mágico 2019 para Serviços Gerenciados para Ambiente de Trabalho, América do Norte, classificando-a entre 21 prestadores de serviços nessa categoria.

O Gartner define serviços gerenciados para ambiente de trabalho (Managed Workplace Services – MWS) como um subconjunto do mercado de terceirização de TI, que inclui tanto o outsourcing tradicional para usuários finais, quanto novos serviços para o ambiente de trabalho digital, que consistem em suporte automatizado e integrado, priorizando a nuvem. O relatório do Gartner colocou a Unisys na posição mais alta do eixo capacidade de execução.

“Com o local de trabalho sendo a linha de frente da mudança digital e do engajamento dos funcionários, serviços inovadores nesse campo dão às organizações uma vantagem competitiva”, afirma o relatório do Gartner.

“Para nós, o reconhecimento do Gartner posicionando a Unisys como líder em serviços gerenciados para o ambiente de trabalho valida nossa abordagem digital com foco em segurança e automação voltada a elevar a produtividade e a satisfação dos colaboradores dos nossos clientes”, comenta Eric Hutto, vice-presidente sênior e presidente de Enterprise Solutions da Unisys. “Acreditamos que esse relatório ilustra como estamos atendendo às necessidades dos profissionais digitais de hoje para colaboração segura e capacidade de usar a automação e a inteligência artificial em benefício de uma força de trabalho mais eficiente”, completa.

O pacote da Unisys para serviços de ambiente de trabalho digital permite transformar plataformas de colaboração do usuário final, serviços e soluções de produtividade em um local de trabalho digital moderno, baseado na nuvem e com recursos de mobilidade, que promove a inovação e a produtividade dos profissionais, além de reduzir custos. O Unisys InteliServe™ converte o service desk tradicional em uma experiência inteligente e centrada no usuário.

“Nossos investimentos em serviços digitais para ambiente de trabalho complementam nossa já consolidada capacidade de execução, gerando valor para os negócios com inovação direcionada”, afirma Mickey Davis, vice-presidente global de serviços digitais para ambiente de trabalho da Unisys. “Nossos métodos de entrega consistentes associados aos nossos investimentos nos permitem não só levar novas tecnologias aos clientes, mas também usar essas inovações para melhorar a experiência dos clientes deles”.

O Quadrante Mágico 2019 para Serviços Gerenciados para Ambiente de Trabalho, América do Norte (publicado em 14 de janeiro de 2019 com autoria de Daniel Barros e Mark Ray) pode ser consultado aqui.

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Andrea Iorio, da L’Oréal, fala sobre as 6 competências para otimizar as vendas na transformação digital

A sociedade está em um contexto de grandes mudanças nas relações de consumo. Capitaneado pela transformação digital, vivenciamos um momento de crescimento exponencial da tecnologia e da inteligência artificial. Por isso, a necessidade de desenvolver novas competências de vendas nunca foi tão urgente. Neste caso, saber ser vendedor é muito importante porque vendas não é apenas um assunto técnico, mas está verdadeiramente relacionado a pessoas.

“Qualquer vendedor tem que estar atento, porque a transformação digital veio não só para alterar o mundo dos negócios, mas para impactar as competências necessárias para um profissional de sucesso; e isso inclui, também ferramentas de vendas, como automações e inteligência artificial. Por isso, é muito importante buscar o desenvolvimento de competências para estar à frente do mercado e ser um profissional de vendas bem-sucedido”, explica Andrea Iorio, especialista em transformação digital. Iorio atualmente é Chief Digital Officer da divisão de produtos profissionais da L’Oréal e ex-Head LatAm do Tinder.

Ou seja, nenhuma tecnologia irá substituir o papel do vendedor, mas sim irá requerer uma série de mudanças no mindset das equipes de vendas: e cada vez mais os soft skills serão fundamentais. Jogo de cintura, ou em termos técnicos, flexibilidade cognitiva, empatia, e entendimento do comportamento humano são todos fatores-chave que serão necessários para que os vendedores tenham sucesso no cenário de transformação digital.

Esta tendência para um bom profissional de vendas está embasada também em pesquisas. O estudo da McKinsey & Company “Skill shifts: Automation and the future of the workforce” indica que existem três conjuntos de habilidades para o futuro: altas habilidades cognitivas, habilidades sociais e emocionais, e habilidades tecnológicas.

O executivo também explica que o alto acesso à informação diminuiu a barreira de entrada de novos negócios, aumentando a competitividade; e, por isso, é imprescindível que o profissional de vendas esteja atento ao comportamento do seu cliente e vá além do mero relacionamento, buscando, de fato, atender às dores do cliente e entregando resultados. “O fácil acesso à informação também deixou o cliente com mais poder de escolha; hoje, ele pode comparar e escolher melhor onde colocar o seu investimento”, completa Iorio.

Dessa forma, se atentar às competências necessárias para uma boa performance de venda envolve desenvolver flexibilidade cognitiva, se especializar em comportamento humano, ter altruísmo digital, apresentar pensamento crítico e mirar no crescimento sustentável. “É um mix de competências do lado humano e de competências de execução”, finaliza o especialista.

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Em expansão, fintech Melhortaxa abre 20 vagas em São Paulo

A Melhortaxa – maior fintech de crédito imobiliário do país – acaba de abrir processo seletivo para 20 vagas de trabalho na capital paulistana, em um momento de rápido crescimento da empresa. Serão selecionados profissionais com perfil técnico que possuam experiência nas áreas de crédito imobiliário e análise jurídica, para atuar na operação da Fintech junto aos clientes. Os currículos devem ser enviados para o e-mail pessoas@melhortaxa.com.br.

“Buscamos pessoas com perfis técnicos para suprir nossa demanda em atendimento e que queiram crescer junto conosco. Neste primeiro trimestre, vamos passar pela primeira vez a marca de mais de 9.000 demandas de clientes, o dobro em relação ao mesmo período no ano passado”, conta Paulo Chebat, diretor-geral Brasil da Melhortaxa.

No portal www.melhortaxa.com.br, os usuários podem comparar, gratuitamente em um só lugar, as ofertas de crédito imobiliário dos bancos brasileiros. A plataforma intermedia o pedido de empréstimo até a assinatura do contrato. Em plena expansão, a empresa origina mensalmente entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões em contratos de crédito imobiliário assinados.

Amazon e Bling se unem para mostrar as vantagens e benefícios de vender em marketplaces

A Amazon, empresa transnacional de comércio eletrônico, em parceria com o Bling, sistema de gestão empresarial (ERP), realizam no dia 22 de março, das 13h às 17h, na sede da Amazon em São Paulo, um evento para mostrar as vantagens e benefícios de vender em marketplaces. Responsável por 68% de todas as vendas no varejo nos EUA, o marketplace chegou ao Brasil com taxas mais competitivas que seus concorrentes.

Com o objetivo de estimular os clientes Bling a iniciar as vendas, o evento será composto por palestras com os profissionais da Amazon, que irão compartilhar seus conhecimentos sobre o ecossistema de comércio eletrônico, gestão, boas práticas de como atuar nesse setor e ter sucesso nas vendas.

De acordo com Sidney Zynger, Diretor de Marketing do Bling, a empresa tem como preocupação proporcionar as melhores ferramentas para que seus clientes tenham sucesso em seu negócio. “A Amazon é um dos maiores players do e-commerce que vem ganhando relevância no mercado brasileiro. Para nós é muito gratificante sermos o primeiro parceiro a realizar esse tipo de ação e acreditamos que seja extremamente importante para oferecermos aos lojistas soluções completas para gerir sua operação da melhor forma possível”.

Com dez anos de mercado, o Bling é uma plataforma ERP que permite aos empreendedores organizarem a gestão do seu negócio com controle total sobre vendas, finanças, estoque, produtos, clientes, pedidos, comissões de vendedores, entre outras funcionalidades.

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Mulheres avançam no mercado de TI com incentivos acadêmicos

Lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive na Tecnologia. Porém, elas vêm encontrando dificuldade para exercer seu potencial nesse setor. No Brasil, apenas 15% das matrículas nos cursos da área são feitas por mulheres, conforme a Pnad, e somente 17% dos programadores são do sexo feminino, de acordo com a Unesco. Em um nível global, apenas 11% dos cargos executivos no Vale do Silício (EUA) estão ocupados por elas. Já um estudo da Harvard Business Review, aponta que 41% das mulheres que trabalham no setor desistem de suas carreiras, contra apenas 17% dos homens.

No Brasil, a Faculdade Impacta, instituição de ensino superior voltada para as áreas de Gestão, Design, Tecnologia da Informação e Mercado Digital, firmou parceria com a Avanade, gigante global de consultoria de TI, para oferecer, no primeiro semestre de 2019, duas bolsas de estudo integrais para alunas de baixa renda no curso de Sistemas de Informação.

Contando todos os cursos oferecidos pela instituição, entre online e presenciais, houve um aumento de cerca de 40% de mulheres matriculadas, sendo 3.017 em 2017 para 5.090 matrículas em 2018. Em 2019, a Impacta já tem quase 900 mulheres oficialmente matriculadas, isso só no primeiro trimestre do ano.

Dentro da faculdade, as estudantes de TI encontram incentivos acadêmicos e sociais para não apenas ingressar na área, mas permanecer e gerar interesse em outras garotas. É o projeto Tech´n Roses – Meninas Digitais, que nasceu em julho de 2018 com a coordenadora pedagógica Ana Cristina dos Santos, e tem o objetivo de desenvolver habilidades comportamentais (softs skills) e habilidades técnicas entre as estudantes. Uma segunda etapa do projeto visa atender meninas de escolas públicas, envolvendo as alunas da Impacta na proposta social e de empoderamento de outras garotas em TI.

“No momento o projeto está focado na formação, conscientização e empoderamento das alunas de tecnologia da Impacta, pois, acreditamos que é preciso primeiro fortalecer nossas alunas, para então impactar outras garotas, promovendo a área de TI como uma possibilidade e uma alternativa de mercado de trabalho”, afirma Ana Cristina.

Fomentar a inovação para o Brasil voltar a crescer

Por Jamile Sabatini Marques, diretora de Inovação e Fomento da Associação Brasileira das Empresas de Software – ABES

A inovação gera competitividade no mercado nacional e internacional, cria novos mercados e gera novas formas de consumo. O fomento à inovação é um dos caminhos fundamentais para o Brasil voltar a crescer.

O austríaco Joseph Schumpeter, (1911), economista e cientista político, já demonstrava a importância de se fomentar o empreendedor inovador – aquele que cria novos mercados e oportunidades de trabalho e propicia o desenvolvimento econômico.

Bancos e agências de desenvolvimento podem fomentar a inovação com financiamentos e taxas mais atrativas, melhorando as formas de garantias e sendo mais flexíveis e compatíveis com a era do conhecimento. Ainda hoje, os bancos continuam com a mentalidade da era industrial no que diz respeito a garantias, o que impede o acesso de empresas de menor porte ao financiamento. Hoje, existem poucas linhas de fomento para MPME (micro, pequenas e médias empresas), sendo que elas já representam mais de 90% das companhias brasileiras.

O País necessita estar em alerta para a transformação que estamos vivendo quanto a forma de consumo, as quais estão mudando de forma muito rápida e o mercado brasileiro precisa estar atento a este movimento. Quando se percebe que hoje assistimos um filme, escutamos uma música, pegamos um táxi, nos comunicamos de forma diferente do que fazíamos há 10 anos, temos que parar para refletir sobre estas mudanças e oportunizar aos empresários brasileiros que também criem e se tornem competitivos. Hoje, somos usuários de muitas tecnologias estrangeiras como Netflix, Spotify, Uber e WhatsAp) os quais são casos de disrupção.

Dentro dessa ideia, faz-se necessário fomentar mão de obra qualificada a fim de criar novos empreendedores e suprir as demandas das empresas que já estão no mercado. Também é essencial para o desenvolvimento do país, aproximar a academia das MPME para que especialistas possam contribuir com a geração de novos produtos.

Países que estão atentos a este tema investem de 2,3% a 4,2% do seu PIB como forma de serem cada vez mais competitivos e ganharem espaço mundial.

Hoje, o Brasil investe menos de 1% do seu PIB em pesquisa e desenvolvimento. Quando aumentar estes investimentos, teremos um país mais próspero e mais competitivo na esfera mundial.

*Por Jamile Sabatini Marques, diretora de Inovação e Fomento da Associação Brasileira das Empresas de Software – ABES

Imagem: Fonte: Marques, 2016. Este framework quer dizer que a partir do conhecimento as pessoas criam seus produtos e serviços. Os empreendedores necessitam de fomento para desenvolverem e levarem sua criatividade ao mercado. Ao chegar ao mercado estes passam da criatividade para a inovação e consequentemente se tornam mais competitivos, pois geram novos mercados e novas formas de consumo e como resultado geram desenvolvimento econômico baseado no conhecimento (DEBC).

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83% dos consumidores brasileiros preferem comprar de empresas que defendem propósitos alinhados aos seus valores, afirma estudo da Accenture

A Accenture (NYSE: ACN) publica estudo que revela que 83% dos consumidores brasileiros preferem adquirir produtos e serviços de empresas que se posicionam em relação a causas alinhadas a seus valores e crenças pessoais — e dispensam as que preferem se manter neutras.

A 14° edição anual da pesquisa Global Consumer Pulse da Accenture Strategy – ‘From Me to We: The Rise of the Purpose-led Brand’ – entrevistou aproximadamente 30 mil consumidores do mundo todo, incluindo 1.564 brasileiros, para entender as expectativas em relação às marcas e empresas. A pesquisa concluiu que as companhias que se posicionam em relação a causas que vão além de seus produtos, que informam seus propósitos e demonstram comprometimento, têm mais chances de atrair consumidores e influenciar decisões de compra, aumentando a competitividade.

“O propósito vai muito além de as empresas simplesmente se posicionarem em relação ao assunto do dia. Ter um propósito é ter um compromisso genuíno e significativo em relação a princípios com os quais os consumidores se importam – como saúde e bem-estar, uso de ingredientes naturais, sustentabilidade ambiental e família – e que sustentam cada decisão de negócios”, afirma Mauro Rubin, líder de Accenture Strategy para a indústria de Produtos. “Nos últimos anos, muitas empresas deixaram de se posicionar por complacência, letargia ou receio de polarização, permitindo o crescimento de competidores de menor porte”.

Propósito influencia decisões de compra

Ao todo, 79% dos consumidores brasileiros querem que as empresas se posicionem em relação a assuntos importantes, envolvendo áreas como sociedade, cultura, meio-ambiente e política. Além disso, 76% afirmam que suas decisões de compras são influenciadas pelos discursos, valores e ações dos líderes das empresas. Os consumidores se sentem atraídos a empresas comprometidas com o uso de ingredientes de qualidade (83%), o bem-estar de seus funcionários (78%) e que acreditam na redução do uso de plástico e na melhoria do meio-ambiente (74%).

Autenticidade e confiança impulsionam crescimento

Hoje, 77% dos consumidores brasileiros afirmam que suas decisões de compra são impulsionadas por valores éticos e autenticidade das empresas. Outro ponto importante é o fato de 87% desejarem maior transparência sobre a origem dos produtos, condições de trabalho mais seguras e uma posição clara em relação a questões como testes em animais.

“Estamos na era da transparência radical, em que os consumidores emitem suas opiniões, valores e crenças e analisam atentamente cada ação e exigem responsabilidade das empresas e de seus líderes. Eles não toleram falta de autenticidade”, explica Mauro Rubin, da Accenture Strategy. “A voz dos consumidores pode alterar a trajetória financeira das empresas. Eles são mais do que simples compradores – são stakeholders ativos que investem tempo e atenção e buscam uma sensação de propósito compartilhado. Espectadores passivos não têm vez nessa nova era”.

Consumidores mudam trajetória de empresas

Ainda de acordo com a pesquisa, 79% dos consumidores brasileiros acreditam que ações individuais de protesto, como boicote a empresas ou desabafos nas redes sociais podem influenciar o comportamento das empresas. Já 34% dos entrevistados já se decepcionaram com a forma de agir de uma empresa e sentiram que a empresa traiu suas crenças. Como resultado, 65% deixaram de fazer negócios com a empresa.

Organizações em busca de conexões mais fortes com seus consumidores e de sustentação de sua competitividade por meio de propósitos devem:

1. Definir os valores defendidos pelo seu negócio: É importante que as empresas se posicionem e mostrem claramente que papel querem ter na vida de seus clientes. Para tal, os líderes devem entender o que move seus clientes, o que leva seus funcionários a trabalharem para eles e os motivos para que outras empresas fechem parcerias com eles. Assim, descobrirão o que torna a empresa única e poderão fazer a diferença.

2. Ser claro e autêntico: Os consumidores não toleram falta de autenticidade. Se o comprometimento da empresa com uma certa causa for sincero, seus princípios irão conduzir cada decisão de negócios. O propósito irá unir consumidores, funcionários e stakeholders. Mas exige uma liderança que entenda que ações valem mais do que palavras.

3. Engajar os consumidores em um nível mais profundo: Com os consumidores se alinhando ativamente a empresas específicas e influenciando seu sucesso, as empresas podem capitalizar essa energia envolvendo os clientes na co-criação de novos produtos e serviços, criando iniciativas ou parcerias e investindo no crescimento da empresa em troca de serviços personalizados de recompensas. Incluir os consumidores em seus ecossistemas de inovação irá ajudar as empresas a se manterem relevantes, identificar novas oportunidades de crescimento e mercados e entregar o que foi prometido.

Para saber mais sobre o estudo, acesse www.accenture.com/BrandPurpose.

Como a performance de software afeta o sucesso das empresas

Por Michael Allen, Vice-Presidente e Chief Technology Officer para EMEA da Dynatrace

As empresas entendem bem a importância de fornecer jornadas perfeitas aos clientes, mas, ainda assim, observamos uma crescente onda de interrupções de serviços digitais e problemas de performance de software nos últimos meses. Embora alguns desses problemas tenham sido pequenos inconvenientes, com os serviços de streaming de vídeo on-line ou sites de mídia social caindo, outros causaram preocupação muito mais séria. Interrupções nos serviços bancários on-line deixaram os clientes impossibilitados de pagar as contas em dia e problemas com os principais sistemas de pagamentos deixaram os compradores impossibilitados de usar seus cartões bancários nos caixas. Até mesmo o deslocamento diário foi afetado, com interrupções no site de ingressos de trens deixando as pessoas impossibilitadas de comprar um ingresso para viajar.

Todos esses problemas prejudicam seriamente a capacidade das pessoas de viver o seu dia a dia. Por isso, eles estão se tornando uma preocupação crescente para empresas e consumidores. Então, se as empresas entendem a importância de evitar esses cenários tão claramente, por que eles estão acontecendo com mais frequência?

A Tecnologia está cada vez mais complexa – A crescente complexidade dos ecossistemas tecnológicos é o maior fator para o aumento de incidentes que afetam a performance das organizações. Os serviços digitais modernos estão baseados em ambientes híbridos, com múltiplas Nuvens, plataformas e tecnologias conectadas. Esses serviços, no geral, são acionados por meio de microsserviços e Contêineres dinâmicos, criando um cenário de constantes mudanças a serem administradas continuamente. Por exemplo: hoje, uma única transação web ou móvel utiliza, em média, 35 diferentes sistemas de tecnologia, sendo que, cinco anos atrás, esse número era de apenas 22. Nesse cenário, com as transações digitais cruzando uma vasta diversidade de componentes e serviços, gerenciar a performance das aplicações de maneira manual se tornou uma tarefa impossível. Afinal, enquanto os sistemas de tecnologia ficam mais complexos, as equipes de TI se veem diante de uma enorme pressão para identificar e resolver rapidamente a origem de qualquer problema. Isso se tornará cada vez mais crítico com o advento de carros sem motorista e dispositivos médicos conectados, que podem causar grandes danos se forem afetados por problemas de desempenho.

A automação pode ajudar a superar os obstáculos de interrupção – Há várias razões pelas quais é impossível para as empresas gerenciarem de forma manual seus ecossistemas digitais. Em primeiro lugar, a infraestrutura e as plataformas de tecnologia estão sendo divididas em várias camadas, fato que exige novas e específicas ferramentas de monitoramento para que as equipes possam ter visibilidade total sobre a performance da rede. Além disso, as novas tecnologias também são altamente dinâmicas e exigem atualização constante dos recursos e padrões de análise. Na prática, é essa relação de mudanças recorrentes que torna impossível para que as equipes acompanhem seus ambientes de TI modernos usando ferramentas de monitoramento tradicionais, que foram construídas para ambientes estáticos. Como resposta, as organizações precisam ser capazes de automatizar o maior número possível de processos e operações de tecnologia. As companhias devem ter a capacidade de detectar automaticamente os problemas e, a partir de então, usar a inteligência artificial (IA) para identificar a causa raiz das falhas com precisão. Os recursos modernos e de automação também podem ajudar as empresas na busca pela correção automática, para que o sistema de monitoramento possa detectar problemas e aplicar correções antes que haja uma interrupção total. Com isso, a pressão das equipes de TI diminuirá, permitindo que os líderes se concentrem em impulsionar a inovação, em vez de gastar horas para determinar de onde vem um problema de performance de software.

Como seguir o caminho de forma inteligente – Embora a mudança para a Nuvem tenha tornado as empresas muito mais ágeis, a verdade é que toda essa transformação aumentou de forma exponencial a complexidade dos ecossistemas digitais. Como resultado, tivemos um enorme impacto na capacidade das organizações de monitorar com êxito a performance de suas redes e de corrigir qualquer problema de maneira rápida e eficiente. Agora, a Inteligência Artificial é a novidade crucial para combater essa situação e devolver a capacidade de análise às empresas. A automação pode tornar o processo de detecção e correção de falhas de desempenho de software muito mais rápido e eficaz. Em última análise, isso permitirá que as equipes de TI forneçam experiências de usuário mais consistentes e positivas, gerando muito mais valor e oportunidades às empresas. As soluções de inteligência de gestão estão disponíveis e é essencial que os CIOs busquem a alta eficiência dos serviços como diferencial competitivo para o sucesso das operações.

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GFT promove Open Day Career

A GFT Brasil promoveu a primeira edição do Open Day – Career, evento que contou com a participação de cerca de 50 jovens que estão na fase de escolha de um curso superior. Com a iniciativa, a companhia alemã de TI para o mercado financeiro quer aumentar o conhecimento e interesse na área de tecnologia, visando a expansão do mercado de trabalho e a formação de novos quadros. Atualmente, o setor tem um déficit de profissionais, com mais de 100 mil vagas em aberto, de acordo com o IDC Brasil.

Ao longo do dia, os jovens estudantes, de escolas técnicas e públicas da região de Barueri, como ETEC Raposo Tavares, ETEC de Barueri, ETEC de Itapevi e alunos do programa Menor Aprendiz do Vale da Benção, além de convidados dos colaboradores da empresa, puderam conhecer o ambiente e a rotina dos profissionais em uma multinacional, ouvir sobre as experiências dos colaboradores e assistir a palestras educativas sobre as possibilidades e desafios em TI.
“Ações assim demonstram a estratégia da GFT em desenvolver um dos pilares de nosso Propósito, Expandir o mercado de TI Brasileiro. Com o advento das tecnologias exponenciais, estamos diante de um chamado para um esforço conjunto da sociedade em torno de um objetivo único: transformar o Brasil no país do Futuro do Trabalho, da inovação e da competitividade digital”, afirma Marco Santos, managing director Latam da GFT.

Visita de Bolsonaro aos EUA: veja as ações de curto prazo que podem agilizar o comércio bilateral

O Brasil tem todas as condições para conseguir resultados concretos de aproximação bilateral de comércio com os Estados Unidos durante a visita do presidente Jair Bolsonaro a Washington, que vai acontecer nos dias 18 e 19 de março. É o que acredita Deborah Vieitas, CEO da Amcham Brasill, a maior Câmara Americana, entre 114 existentes fora dos EUA.

“Uma vez que temos dois presidentes que dão bastante importância ao desenvolvimento do setor privado, nossa expectativa é que se faça um bom programa de trabalho, com objetivos de curto, médio e longo prazos para que esse relacionamento, de fato, ganhe outra dimensão.”

Na primeira semana de março, a CEO da Amcham Brasil se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e levou as propostas de cooperação bilateral que são as mais relevantes para suas 5 mil empresas associadas para o encontro. “Um bom programa de trabalho é a forma mais adequada de conseguir resultados concretos. Falo de uma agenda que traga bom impacto nas relações e não tenha uma complexidade tal que seriam necessários anos para se chegar a um resultado”, resume.

A CEO da Amcham Brasil acompanhará a delegação do presidente Bolsonaro aos EUA como uma das representantes do setor privado. No dia 18, vamos divulgar nos EUA o relatório Brazil and the United States: A Roadmap to a Trade Agreement, sobre as possíveis etapas para um acordo de livre comércio. O documento foi feito em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a US Chamber e será divulgado na segunda-feira (18) durante o Brazil Day in Washington, encontro de empresários e autoridades dos dois países na capital americana.

Resultados de curto prazo

É muito provável que o governo brasileiro comece a dialogar com os Estados Unidos sobre um acordo de livre comércio ou mesmo um acordo de cooperação e facilitação de investimentos, iniciativas que são apoiadas pela Amcham. O que requer entendimentos e negociações que podem chegar a dois ou três anos para finalmente serem concluídos.

Isso não quer dizer que o Brasil não tenha expectativas de curto prazo que não possam ser atingidas no período e, que preparem o terreno para alcançarmos esses acordos, detalha a CEO. “São as ações e entregas intermediárias que lançam as bases para entendimentos duradouros. Precisamos de medidas à curto prazo para trazer um novo folego de diálogo a relação e aquecer negociações para conquistas amplas e ambiciosas. A intenção de um acordo comercial pode até parecer em discurso dos dois presidentes, mas sabemos que ela é completamente dependente desse entusiasmo comercial e bilateral renovado à curto prazo”, comenta Deborah Vieitas.

Alguns tópicos no curto prazo poderiam ter efeito imediato no comércio e investimento entre os dois países. A Amcham listou os temas de impacto rápido e com chance de serem anunciados como prioritários no primeiro encontro entre os presidentes Bolsonaro e Trump:

CEO Fórum – Principal iniciativa em prol do diálogo, o CEO Fórum deve ser reativado. “Criado há 10 anos e interrompido em 2015, é focado em reuniões bilaterais criadas entre grandes empresários dos dois países e seus respectivos Presidentes para encontrar formas de ampliar as relações comerciais e de investimento”, explica Vieitas. Do lado americano, já saíram duas chamadas para apresentação de candidaturas do Federal Reserve e o Ministério de Economia está em definição da seleção de membros brasileiros.

Acordo de Salvaguardas Tecnológicas – com ambos os lados comprometidos, o texto do acordo segue em revisão final com chances de ser assinado durante a visita presidencial, permitindo o uso da base de Alcântara (MA) pelo governo americano. “Se isso for concretizado, pode trazer muitas oportunidades na área de Defesa e dar um belo impulso ao programa espacial brasileiro. É um cenário promissor para a transferência e desenvolvimento de tecnologias”, explica.
Global Entry – adesão do Brasil ao Global Entry, programa de facilitação de vistos para executivos e investidores. “Para que os países possam fazer parte deste programa, é necessária uma troca de informações bilateral. Que, no nosso caso, envolvem Receita Federal e Polícia Federal. Quando se compartilham essas informações, os viajantes que são considerados de baixo risco têm um processo de liberação muito mais rápido através de quiosques eletrônicos”. Pela complexidade de informações trocadas em sistemas, pode não ser assinado durante a visita, mas segue sendo um atual tema de interesse e não controverso para os dois lados.
Operador Econômico Autorizado – Um acordo de reconhecimento mútuo entre o Operador Econômico Autorizado (OEA) brasileiro e o dos EUA traria benefícios imediatos ao comércio, sendo um tópico de grande convergência entre os dois países e dependente apenas do cumprimento das exigências sensíveis de segurança (sendo o único ponto atual de obstáculo). O OEA é uma plataforma que reúne empresas que atuam com importação e exportação e certifica as que são mais assíduas e responsáveis. “É uma ferramenta fundamental para ajudar a cadeia logística a cumprir de forma agilizada as exigências aduaneiras dos dois países. Se houvesse esse acordo de reconhecimento mútuo, as empresas que são tradicionais exportadoras e importadoras acabam recebendo uma classificação que facilitaria e daria muita agilidade ao trânsito de mercadorias que elas têm com os dois países.”

Convergência regulatória – Uma das exigências prévias para fazer trocas comerciais com outro país é estar em conformidade com os padrões técnicos e legais da localidade. Nesse sentido, é importante ampliar o acordo de convergência regulatória com os EUA. O setor de porcelanato conseguiu fazer um acordo desses, que surgiu de um diálogo entre o Departamento de Comércio dos EUA (em inglês, a sigla é DoC) e o ex-MDIC, hoje Ministério da Economia.
“Em comum acordo, os dois países fizeram um alinhamento da regulação permitindo aos brasileiros exportar para lá e vice-versa. Seria muito importante que esse acordo fosse alcançado com outros setores. Para isso, é necessário que haja disposição nos diferentes setores econômicos dos dois países.” O lado americano (DOC) aguarda propostas do Brasil para avançar na agenda.

Diálogos bilaterais – O diálogo setorial também é um mecanismo importante de aproximação. “O diálogo comercial entre o DoC e o Ministério da Economia tem sido dos mais ativos, mas há outras iniciativas, como o da Infraestrutura, da Defesa e de Energia. Esses diálogos é que acabam levando a ações mais concretas de cooperação.” A agenda está em processo de retomada no Ministério da Economia, tendo o seu esforço concentrado na facilitação comercial.

Ações de médio e longo prazos

Para consolidar o diálogo bilateral, Vieitas destaca que ele não depende só do governo e do setor privado, mas também do Congressos americanos e brasileiros. “Precisamos envolver os dois congressos nesse movimento de aproximação. Não se pode ter qualquer ambição de acordo comercial sem iniciar esse envolvimento. Precisamos reativar a Frente Parlamentar Brasil – EUA, bem como o “Brazil Coucus” nos EUA, voltando a reunir os congressistas que estão diretamente implicados na decisão sobre temas da relação bilateral, e que serão responsáveis pelo entendimento aprofundado desses temas”.

Apesar da grande expectativa da obtenção do apoio dos EUA para acessão do Brasil à OCDE, o tema pode até ser citado neste primeiro encontro, mas segue ainda sendo um ponto com necessidade de maior diálogo e influência. “Sabemos que os EUA têm sua própria visão sobre instituições multilaterais, mas isso não impede que possamos receber o apoio americano para a nossa acessão à OCDE, já que ele foi dado à Argentina recentemente.”

A visita de Bolsonaro é a oportunidade para aprofundar a relação, defende a CEO. “Entendemos que esse momento exige um sincero desejo de fazer mais. O que é muito positivo. Como representantes do setor privado, somos espectadores e ao mesmo tempo protagonistas: esperamos coisas boas e sabemos que temos espaço para ampliar a relação comercial e de investimentos com vantagens para ambos os lados.”

Fatos e dados da relação bilateral Brasil-EUA

INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS DIRETOS DOS EUA NO BRASIL*

– As exportações de empresas americanas estabelecidas no Brasil somaram US$ 8,5 bilhões em 2015.

– As empresas americanas geraram US$ 37,2 bilhões em valor agregado ao PIB brasileiro e empregaram 645.800 brasileiros, com um estoque de ativos de US$ 263 bilhões em 2015, e venderam US$ 171,3 bilhões internamente.

– Os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar entre as origens de investimento estrangeiro direto no Brasil . O estoque alcançou US$ 68,2 bilhões. Isso equivale a 3.3% do PIB brasileiro. Entre 2008 e 2017, o IED dos EUA no Brasil cresceu 55.3%.

INVESTIMENTOS BRASILEIROS DIRETOS NOS EUA*

O estoque de IED brasileiro nos Estados Unidos cresceu 356% entre 2008 e 2017, alcançando US$ 42,8 bilhões em 2017. Em 2017, o Brasil foi a 16ª maior investidor nos EUA – à frente do México.

Em 2015, as empresas brasileiras detinham US$ 102,2 bilhões em ativos nos Estados Unidos e empregavam 74.200 pessoas. Comparado com grandes emergentes (China, Índia, Rússia, e México), o Brasil fica em segundo lugar na geração de empregos nos EUA.

As subsidiárias brasileiras venderam US$ 48,3 bilhões no mercado interno, e geraram US$ 7,9 bilhões em valor adicionado ao PIB americano (2015). Entre 2009 e 2015, as empresas brasileiras nos EUA superaram consistentemente empresas de outros grandes emergentes em vendas internas e valor adicionado ao PIB dos EUA.

As subsidiárias brasileiras nos EUA exportaram US$ 5,1 bilhões em 2015, mais que subsidiários de outras grandes economias emergentes (China, México, Índia, Rússia).

*Dados Amcham, Apex e Brazil-US Business Council.

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