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Black Friday é a data do varejo que mais cresce no Brasil

Apesar de apresentar crescimento menor nos últimos três anos, a Black Friday continua se destacando em relação às demais datas comerciais no Brasil, principalmente no e-commerce. Levantamento do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) mostra que em 2017, a sexta-feira de descontos cresceu 9% em relação à mesma data no ano anterior, taxa superior à registrada no Natal e Dia das Mães, por exemplo, que cresceram, respectivamente, 3% e 2,3% na mesma comparação.

O estudo também mostra que e-commerce é o principal canal de compras durante a Black Friday. Em 2017, considerando o período de quinta a domingo, o crescimento foi de 21% em relação a 2016. Nas lojas físicas, o crescimento foi de 7% na mesma comparação.

Outro dado em destaque é o aumento de varejistas no e-commerce que passaram a participar da Black Friday. Entre 2012 e 2017 esse número cresceu onze vezes. Na média, os lojistas que participaram da data apresentaram uma performance sete vezes maior que uma sexta comum.

A Black Friday é realizada na quarta sexta-feira do mês de novembro. Neste ano, cairá no dia 23. No Brasil, esta será a sétima edição do evento, que contribui para a alavancagem do varejo.

Cresce a relevância do e-commerce no varejo brasileiro

De 2013 para cá, o varejo brasileiro cresceu 7%, enquanto o avanço médio apenas do e-commerce foi de 17% no país. Os setores de maior destaque no e-commerce foram Drogarias e farmácias, Varejo alimentício especializado (lojas de bebidas, lojas de chocolates, entre outros) e Turismo, que aumentaram 38%, 31% e 25% respectivamente.

Se compararmos o primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2016, os consumidores aumentaram em 45% sua frequência de compras e diminuíram o ticket médio, mostrando que o e-commerce também tem sido usado para compras do dia a dia. A frequência de compras online aumentou de 4,4 em 2016 para 6,41 em 2018. Já o ticket médio online caiu para R$ 137 neste ano, 16% menor que o registrado no primeiro semestre de 2016.

SOBRE O ICVA

O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) acompanha mensalmente a evolução do varejo brasileiro de acordo com a sua receita de vendas, com base em um grupo de mais de 20 setores mapeados pela Cielo, de pequenos lojistas a grandes varejistas, responsáveis por 1,4 milhão de pontos de vendas ativos credenciados à companhia. O peso de cada setor dentro do resultado geral do indicador é definido pelo seu desempenho no mês.

O ICVA foi desenvolvido pela área de Inteligência da Cielo e tem como proposta oferecer mensalmente uma fotografia do comércio varejista do país a partir de informações reais.

COMO É CALCULADO

A Diretoria de Inteligência da Cielo desenvolveu modelos matemáticos e estatísticos que foram aplicados à base da companhia com o objetivo de isolar os efeitos do comportamento competitivo do mercado de credenciamento, como a variação de market share, bem como isolar os efeitos da substituição de cheque e dinheiro no consumo – dessa forma, o indicador não reflete somente a atividade do comércio pelo movimento com cartões, mas, sim, a real dinâmica de consumo no ponto de venda.

Esse índice não é de forma alguma a prévia dos resultados da Cielo, que é impactado por uma série de outras alavancas, tanto de receitas quanto de custos e despesas.

FEBRABAN dá dicas de como aproveitar a Black Friday sem cair em golpes virtuais

Nem bem novembro começa e os sites e lojas virtuais já se agitam com os anúncios de ofertas e promoções que vem marcando o varejo brasileiro nos últimos anos. A razão de toda essa agitação? A Black Friday.

A megaliquidação tradicional nos Estados Unidos é realizada na última sexta-feira de novembro, um dia depois do feriado de ação de graças. Por aqui, os lojistas costumam seguir o calendário dos EUA. Este ano, no entanto, eles resolveram adiantar a data em uma semana e vão concentrar as ofertas no dia 23.

O que à primeira vista representa uma oportunidade para aproveitar os bons preços e adiantar as compras de natal pode esconder alguns perigos. Quadrilhas aproveitam o momento de euforia com o grande volume de ofertas para aplicar golpes que causam grande prejuízo.

Sites e e-mails falsos, ligações e mensagens são algumas das artimanhas usadas pelos golpistas para enganar as pessoas e ter acesso a informações pessoais, como nome completo, CPF, número de cartões de crédito e dados bancários. Por isso, a FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos sempre orienta a população a redobrar os cuidados nas compras feitas em sites de e-commerce neste período.

Este ano, a entidade ampliou os esforços de divulgação e, a partir da segunda quinzena de novembro, uma campanha veiculada nas redes sociais irá chamar a atenção dos consumidores para os principais golpes existentes e como evitá-los. Clique aqui para conferir o vídeo que faz parte da campanha.

Para Adriano Volpini, diretor da comissão de Prevenção a Fraudes, da FEBRABAN, é muito importante tomar cuidado com as informações compartilhadas, especialmente na internet. Ofertas tentadoras escondem, às vezes, links maliciosos que capturam dados pessoais. “Aquele desconto pode custar caro. Desconfie das promoções cujos preços sejam muito menores que o valor real do produto, pois criminosos se utilizam da empolgação dos consumidores em fazer um grande negócio para coletar informações e aplicar golpes que geram grandes prejuízos.”

Como o golpe é realizado

A pessoa recebe um e-mail ou mensagem com ofertas tentadoras e atrativas. Ao clicar, ela é direcionada para um site falso. Acreditando ser a página confiável, ela fornece dados sigilosos, como número de cartão de crédito e senhas. Com essas informações, os bandidos realizam transações, burlam bloqueios de segurança, desbloqueiam novos cartões e confirmam dados.

Outro esquema muito utilizado pelas quadrilhas envolve aplicativos maliciosos. Mais uma vez, a porta o golpe começa com o envio de um e-mail suspeito com um link. Ao clicar, é instalado um vírus e os bandidos ganham acesso ao seu dispositivo. Com essa técnica, comumente chamada de phishing, eles conseguem acessar dados como nomes de usuário e senhas e realizar transações.

Para evitar ser vítima destes tipos de fraudes é importante sempre verificar se o endereço da página é o correto. Uma forma de fazer isso é digitar a URL no navegador ao invés de clicar no link. Além disso, nunca acesse links ou anexos de e-mails suspeitos. Mantenha seu sistema operacional e antivírus sempre atualizados.

Para reduzir os riscos de ser vítima dos golpistas, a FEBRABAN destaca as seguintes orientações:

• Tenha muito cuidado com e-mails de promoções que possuam links. Ao receber um e-mail não solicitado ou de um site no qual não esteja cadastrado para receber promoções, é importante verificar se realmente se trata de uma empresa idônea. Acesse o site digitando os dados no navegador e não clicando no link.

• Ao utilizar sites de busca, verificar cuidadosamente o endereço (URL) para garantir que se trata do site que deseja acessar. Fraudadores utilizam-se de “links patrocinados” para ganhar visibilidade nos resultados de buscas.

• Dar preferência aos sites conhecidos e verificar a reputação de sites não conhecidos, verificando os comentários de clientes que já utilizaram as plataformas.
• Nunca utilize um computador público ou de um estranho para efetuar compras ou colocar seus dados bancários.

• Sempre utilize, em seu computador ou smartphone, softwares e aplicativos originais e mantenha sempre um antivírus atualizado.

Profissional de compras precisa se adequar às novas tecnologias

Por Carolina Cabral

O profissional de compras tem tido um papel cada vez mais estratégico dentro das empresas. A sua valorização é a prova disso. De acordo com um levantamento realizado pela consultoria global de recrutamento Michael Page, a função de coordenador de compras foi um dos cargos mais procurados em posições de média e alta gerência no primeiro semestre deste ano pelas companhias brasileiras.

A demanda por este perfil é reflexo da evolução na forma como as próprias corporações encaram a área de compras – e a tecnologia tem grande participação nesse desenvolvimento. Empresas de todos os portes e segmentos entenderam que a automatização é necessária para que se tornem cada vez mais competitivas. Minimizar erros e ineficiências significa redução de custo, que por sua vez resulta em melhora de produtividade.

Como as empresas estão com essa mentalidade, o profissional da área precisa estar preparado para atender essa demanda. Isso passa pelo entendimento das tecnologias que fazem parte intrínseca desse processo. Ou seja, o domínio das ferramentas corretas aumenta a performance, garante o compliance e a governança e potencializa a redução de custos, além de otimizar o trabalho operacional.

E quando tratamos de redução de custos, falamos em estratégias para obter as melhores negociações para a área de compras. Há pouco tempo, os compradores eram vistos apenas como operacionais pelas empresas. Porém, isso mudou. Com a necessidade de ser especialista e multitarefa, o profissional de compras só conseguirá desempenhar um alto nível e se diferenciar no mercado se usar a tecnologia como fator predominante.

Por isso, faça a tecnologia trabalhar a seu favor. Utilize as ferramentas que executem as tarefas operacionais e que deem visibilidade de indicadores de performance da área. O profissional que tiver conhecimento das soluções disponíveis no mercado e que ajudem a alavancar sua performance, garantirão melhores resultados para a empresa e, consequentemente, será visto de forma diferenciada.

O uso da tecnologia auxilia no relacionamento da área de compras com os seus fornecedores e clientes internos (requisitantes). Para as compras recorrentes, por exemplo, o ideal é ter um acordo comercial com os parceiros que fornecem esses itens e disponibilizá-lo em uma plataforma de supply chain management. Deste modo, solicita-se intuitivamente os itens que são demandados e, de forma automática, emite um pedido ao fornecedor.

Porém, tudo isso só é possível por meio da tecnologia. Nesse caso, a comunicação integrada entre CRMs, ERPs e as plataformas de supply chain management é essencial. Assim, as empresas diminuem os trabalhos operacionais, repetitivos e manuais por processos automatizados, ágeis e seguros.

Por essa razão que o profissional de compras terá que ter um conhecimento macro das demais áreas e a compreensão de como os processos funcionam. Com isso em prática, ocorre diminuição do tempo para executar as tarefas e dá visibilidade e rastreamento de todas as ações, aumentando a segurança das informações. Dessa forma, o objetivo de reduzir os custos operacionais como um todo se torna mais viável.

Em suma, para que o profissional de compras possa se destacar e alcançar os melhores resultados, ele terá sempre que buscar as melhores soluções tecnológicas. Se isso não acontecer, continuará com tarefas operacionais e não terá êxito em ser estratégico. Os três pilares principais (Pessoas, Processos e Tecnologia) precisam evoluir juntos para obter esse resultado.

Carolina Cabral, sócia-diretora da Nimbi, especialista em tecnologia para a cadeia de suprimentos

Compliance e contratações públicas: o conflito entre a lei e a integridade

Por Yuri Sahione

Com a entrada em vigor da Lei Anticorrupção (Lei 12.846/13) e com a promulgação de sucessivas regulamentações pelos entes federativos (União, Estados e Municípios) a prevenção à corrupção e aos atos lesivos contra Administração Pública virou realidade no ambiente de negócios do país.

Ainda que o incentivo dado pela Lei Anticorrupção para a adoção dos programas de integridade não seja dos mais vantajosos – a adoção de programa de integridade pela empresa pode levar à redução da multa, que no âmbito federal pode chegar a 4% -, as empresas passaram a entender que não se trata apenas de garantir a atenuação de uma eventual penalidade, mas de adequação a uma nova postura empresarial.

As empresas que possuem um programa de integridade implementado e ativo diminuem as chances de se verem envolvidas em atos ilícitos. Isso porque são funções típicas do programa: detectar, prevenir e remediar, ou seja, o programa irá identificar os riscos de corrupção a que a empresa está exposta, indicará boas práticas de conduta para mitigar esses riscos, além de promover treinamentos aos colaboradores e à Alta Direção.

Mesmo com a identificação de riscos e com a adoção de medidas para reduzir a probabilidade e o impacto da sua materialização, em se concretizando o risco, a empresa poderá valer-se de suas políticas internas para aplicar as consequências lá previstas, que podem chegar até a demissão por justa causa do funcionário ou a rescisão do contrato, havendo a responsabilidade de terceiros.

Com todos os benefícios que o programa de integridade pode trazer às corporações, na perspectiva de evitação de prejuízos materiais, de imagem ou mesmo para mostrar para a sociedade e parceiros de negócios que a empresa é confiável e socialmente responsável, parece imperativa a implementação do programa pelas empresas.

É fato, contudo, que a Lei não torna obrigatória a implementação do programa pelas empresas. Embora as grandes corporações, como regra geral, exijam de seus contratados a existência de programa ou a adesão aos seus programas, esse tipo de exigência não pode ser implementada pelo Poder Público, ante a falta de lei que a ampare.

Com raras exceções, como no caso do Estado do Rio de Janeiro, que torna obrigatório o programa de integridade para quem queria contratar com a administração estadual, não existe na legislação federal qualquer exigência semelhante, mesmo depois da promulgação da Lei 13.303/16 (Lei das Estatais), que obriga as empresas públicas e sociedades de economias mistas a terem Comitê de Auditoria Estatutário e a adotar as melhores práticas de governança e gestão de riscos.

Se as empresas com participação estatal são obrigadas a fazer a gestão dos seus riscos de integridade, incluindo os decorrentes da relação com terceiros, é natural que, a exemplo da iniciativa privada, possam fazer uma due dilligence e decidir por não contratar ou manter contratos com aqueles terceiros que representem alto risco para o negócio.

O problema é que a Administração Pública, assim como as empresas com participação estatal, estão vinculadas ao princípio da legalidade, ou seja, aos parâmetros e limites definidos em lei, inclusive quanto às questões relacionadas à contratação.

Dessa forma, utilizar o resultado das diligências de integridade como critério para limitar a participação de empresas em certames ou mesmo para escolher o vencedor dentre os competidores participantes não é legal, por objetiva ausência de lei que permita tal restrição nos processos de contratação públicos.

Não havendo lei que ampare a limitação da concorrência, não se pode impedir a participação de empresas que atendam aos requisitos legais e aos critérios do edital, ainda que o risco de integridade seja alto.

Mesmo que a legalidade impeça a restrição da concorrência pelo risco de integridade, empresas têm sido impedidas de participar de concorrências promovidas pela Petrobrás, por falharem no processo de due diligence de integridade, ainda que tais empresas sejam atuais prestadoras de serviços da sociedade de econômica mista.

A questão acabou judicializada, havendo algumas poucas decisões contraditórias de primeira instância. As sentenças que reconhecem a ilegalidade na limitação da participação nas concorrências se fundamentam basicamente na inexistência de previsão legal para justificar a restrição à competição.

Do outro lado, há decisões que reconhecem a autonomia da Petrobrás em estabelecer suas regras de contratação, especialmente porque amparadas nas políticas de prevenção à corrupção aprovadas pelo seu Conselho de Administração e que a postura empresarial de evitar parceiros comerciais que tragam alto risco de integridade está em linha com a nova fase que a empresa vive no pós-Operação Lava-Jato.

A polêmica travada nos tribunais não deveria ter razão de existir, se já houvesse sido promovida a tão anunciada reforma na legislação federal que trata das licitações e contratações públicas em geral.

É contraditório exigir que as empresas com participação estatal tenham uma gestão profissional e adotem as melhores práticas de governança, gestão de riscos e compliance, se estão impedidas de mitigar um conhecido foco de riscos, que deriva da contratação de terceiros.

Enquanto não vier a mudança legislativa, ainda não que desejável a celebração de negócios com empresas que possuem alto grau de risco de integridade, caberá às empresas promover supervisão mais próxima desses prestadores de serviços, quer pelos fiscais dos contratos, quer pela realização de auditorias mais periódicas, em atendimento às obrigações importas pela Lei das Estatais.

Yuri Sahione, advogado especialista em compliance e membro do Conselho Deliberativo do Instituto Compliance Rio (ICRio)

O impacto da nova forma de compensação de créditos tributários na Lei do Bem

por Feliciano Aldazabal, Diretor de Inovação e Marketing da F. Iniciativas

As novas regras da lei 13.670/18 sobre a forma de compensação de créditos tributários estão provocando uma grande discussão no âmbito fiscal, gerando impacto inclusive nas empresas que utilizam algum tipo de incentivo na área de P&D. Isto porque, o sujeito passivo que apurar créditos de Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) não poderá mais compensar os débitos no recolhimento mensal por estimativa. Contudo, nas justificativas do Ministro da Fazenda, fica esclarecido que a vedação para compensar estimativas não retira o direito ao crédito, que ainda pode ser utilizado para compensar débitos de outros tributos.

A Lei 11.196/05, conhecida como Lei do Bem, é um mecanismo criado pelo Governo para incentivar às empresas a garantir e ampliar o investimento em projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e em infraestruturas correlatas. Como pilar estratégico para o desenvolvimento do país, é importante interpretar em que medida a nova Lei, objeto de análise neste artigo, pode afetar à aplicação dos incentivos trazidos na Lei do Bem.

Muitas empresas usufruem do incentivo de IR e CSLL trazido pela Lei do Bem, podendo ser aplicado de duas maneiras: mediante aproveitamento em tempo real ou por meio da geração de crédito tributário. O crédito tributário é gerado quando a entidade, após o pagamento de impostos no fechamento em janeiro, identifica que a quantidade de IR e CSLL paga foi maior do que a obrigação real (por não ter considerado, por exemplo, o incentivo da Lei do Bem a tempo). Antes, nos meses posteriores a esta identificação, a entidade podia utilizar este crédito gerado para reduzir o pagamento mensal por estimativa de IR e CSLL. No entanto, com as mudanças da lei 13.670/18, as empresas terão de esperar até o fechamento do próximo ano para usufruto de tais créditos (ou seja, até o próximo mês de janeiro).

Assim, é importante esclarecer que, quanto ao direito de incentivo procedente da Lei do Bem e do usufruto dele, não há qualquer impedimento para que seja utilizado, seja em tempo real, no momento de encerramento do período ou até como crédito a compensar. Mas, conforme as novas regras de compensação, é relevante levar em consideração este incentivo no planejamento tributário e tentar aplicar ele o mais rápido possível, para evitar gerar crédito, pois as novas regras, aliadas ao limitante do resultado fiscal positivo requerido pela Lei do Bem, podem gerar incertezas quanto ao momento em que este crédito pode ser utilizado. Este limitante (resultado fiscal positivo), unido a este possível adiamento na utilização do incentivo, pode impactar negativamente no efeito desejado pelo Governo quando criada a Lei do Bem, de reinvestir o valor de imposto deixado de pagar em novos projetos e infraestruturas de P&D. Salienta-se que esta afirmação só impacta quando falamos de compensação no IR e CSLL, não tendo implicações em compensações em outros tributos federais, tais como Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), por exemplo.

Black Friday: na reta final ainda dá tempo de garantir ótimas vendas na grande data do varejo

Por Priscilla Erthal, sócia da aceleradora de Negócios Organica

Já faz tempo que a Black Friday se tornou uma das datas mais relevantes do varejo brasileiro. A cada ano, empresas e consumidores têm se preparado com mais informações e desenvolvimento de ações para se prepararem para a data. . Mas se o seu negócio ainda não está pronto, não se preocupe, ainda há tempo para providenciar ações nesta reta final. Pela estimativa da e-bit (empresa que realiza pesquisas online para analisar e entender o perfil e hábitos do consumidor virtual) a data promete um faturamento 15% maior do que em 2017, ou seja, não tem como ficar de fora.

Este ano, a Black Friday acontece no dia 23 de novembro. Na última semana que antecede a data o consumidor costuma segurar as vendas para esperar as melhores promoções do evento. Até a sexta feira, libere algumas promoções bem agressivas como uma degustação. Assim você não fica sem vendas e já mostra para o cliente o apetite da sua loja para a data. Mas importante: sempre deixe as principais ofertas para o grande dia. Os consumidores têm muita expectativa para a sexta-feira, então é importante guardar o que se tem de melhor.

Repare na busca pela pela palavra Black Friday no Brasil ano passado:

Na quinta-feira à noite, a busca aumenta consideravelmente. Uma dica é começar as ações no final deste dia, assim o comércio consegue angariar vendas.

Brincamos no varejo que a a Black Friday é o “Dia da maldade”, ou seja, dia de se arriscar: vale fazer frete grátis, baixar o preço de forma escandalosa, deixar cupom ativo para aumentar o desconto, etc. É uma brincadeira e cabe ao varejista decidir como vai aproveitar.

Olhando para dentro da empresa, é interessante criar uma dinâmica para que toda a equipe consiga acompanhar os resultados. A atualização pode ser via painel, e-mail de hora em hora ou aviso com dados das vendas, estoque e mídias que estão ou não dando resultados. Também é essencial criar alguma ação de engajamento para os colaboradores, todos devem estar juntos pelo mesmo objetivo.

Por último, lembre-se: você terá que ter agilidade nas decisões. Entender qual produto está dando mais resultados, quais não estão dando e substituir é a melhor forma de garantir os resultados esperados.

Proteção de dados é tema de Congresso Internacional em São Paulo

Nos próximos dias 26 e 27 de novembro, São Paulo sediará o Congresso Internacional de Proteção de Dados, que irá discutir os rumos do uso de dados e quais as principais ações que as empresas precisam tomar sobre coleta, gestão e uso de dados pessoais. Organizado pela LEC Legal, Ethics & Compliance e a Associação Brasileira de Proteção de Dados (ABPDados), o evento será realizado World Trade Center (WTC), em São Paulo, e deve receber 300 profissionais.

O encontro tem como foco o fomento, a análise e a visão de especialistas sobre o uso ético e seguro de dados pessoais, que são a moeda da economia digital, sob as mais diversas perspectivas, incluindo jurídica, de compliance, tecnologia, gestão, e negócios. No primeiro dia, durante o Workshop Day, serão realizadas 9 atividades, como “Implementação jurídica da LGPD e a figura do Encarregado (DPO)” divididas em três salas simultâneas. O segundo será dedicado aos painéis, com 7 temas confirmados, como “Data Breach – Como não perder 50 milhões de reais por infração: debate sobre aplicação de sanções e medidas para mitigá-las”.

As discussões em torno do tema também acontecem em um momento em que o volume de dados digitais vazados, por meio de incidentes de segurança ao redor do mundo, mais que dobrou nos últimos meses.

Segundo levantamento da empresa francesa Gemalto, no primeiro semestre do ano, cerca de 4,55 bilhões de registros foram expostos na internet, um avanço de 133% na comparação com o mesmo período de 2017. Isso significa que, a cada minuto, 4.827 dados são perdidos ou roubados. Por hora, são 289 mil e, por dia, quase 7 milhões. Com as novas leis, as empresas precisam estar ainda mais atentas e prontas para se adaptarem, uma vez que o prazo de adequação o país termina em fevereiro de 2020.

De acordo com Marcio El Kalay, sócio da LEC, o evento trará informação suficiente para os profissionais implementarem as metodologias em suas empresas. “Teremos conteúdo prático, com os mais capacitados especialistas da área”, acrescenta.

Segundo Rony Vainzof, fundador e Vice-presidente da ABPDados, o mercado precisa iniciar a adaptação o mais rápido possível. “A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) já pegou. Estamos vivendo uma nova fase do compliance, que agora, além do combate à corrupção, visa o uso ético e seguro dos dados pelas entidades públicas e privadas”, ressalta. Na Europa, as empresas tiveram dois anos para se adequar à lei, e ainda existem companhias fora da meta estipulada.

Com o assunto em alta por conta das últimas leis aprovadas em todo o mundo, a primeira edição do evento no Brasil receberá importantes nomes, como Sophie Kwasny, head of the Data Protection Unit of the Council of Europe, que participará do painel “LGPD x GDPR, EUA e LATAM: o desafio da aplicação extraterritorial de legislações no contexto da economia globalizada”, no dia 27, às 11h25.

Também teremos a presença de Demi Getschko, Conselheiro do CGI.br, Diretor-Presidente do NIC.br e Professor Associado da PUC; Guilherme Roschke, Counsel for International Consumer Protection at the Federal Trade Commission; Daniel Ackerman, Intellectual Property Law Enforcement Coordinator at U.S. Department of Justice; Ilene Patricia de Noronha Najjarian, Procuradora Federal lotada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM); Luana Lund, do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), entre outros convidados.

Com esta nova demanda de governança em proteção de dados e o risco de multas altíssimas, que podem chegar a R$ 50 milhões, as principais empresas que mantém operações no Brasil estarão no Congresso, assim como os grandes players do mercado.

O evento busca auxiliar principalmente os profissionais de Segurança e Tecnologia da Informação, das áreas jurídica, e compliance. Porém, com uma abrangência geral e aplicação em todos os setores da economia, o Congresso conta também com profissionais de demais setores como fundos de investimento, varejo, seguradoras, telecom, serviços, segurança corporativa, automotivo, aviação civil, farmacêutica, financeiro e fomento comercial.

Veja a programação completa no site: http://www.congressodeprotecaodedados.com.br/agenda/

Congresso Internacional de Proteção de Dados

Local: WTC – Av. das Nações Unidas, 12.551 – Brooklin Novo, São Paulo / SP – Brasil

Data: 26 e 27 de novembro de 2018

Horário: das 8h às 18h

Inscrições: http://bit.ly/2Oi64kv

Mais informações: www.congressodeprotecaodedados.com.br

WeWork chega a Belo Horizonte

No dia 22 de novembro, Belo Horizonte se tornará a terceira cidade do Brasil a contar uma unidade da WeWork, maior rede de espaços de trabalho do mundo. A empresa, avaliada em US$ 45 bilhões, inaugura seu novo espaço, que ocupará seis andares do prédio localizado na Rua Sergipe, 1.440, na Savassi – um dos bairros mais emblemáticos da capital mineira. Para marcar a chegada à cidade, a empresa promove um evento de inauguração oficial cuja programação contará com um painel sobre Futuro do Trabalho com participação das empresas mineiras Ferrous, Méliuz e Localiza.

A WeWork Sergipe 1.440 será inaugurada com 100% de ocupação na primeira fase de abertura, com capacidade para 200 posições de trabalho. Até fevereiro de 2019, serão mais de 850 posições. “A abertura da nossa terceira cidade no país é motivo de muito orgulho para todos nós e especialmente para mim, que nasci e cresci aqui em Belo Horizonte. A cultura da WeWork tem muita aderência com o jeito mineiro de ser, pois estimulamos que as pessoas se conectem, conversem, interajam e que daí possam sair bons negócios e até amizades”, afirma. “Além disso, nossa chegada a BH é mais um passo em direção à crescente expansão física da nossa comunidade no Brasil. Esperamos contribuir para conectar nossos membros daqui com os de São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades do mundo, estimulando negócios e, assim, contribuindo para o fomento da economia local”, conclui Mendes.

Entre os primeiros membros estão startups, como a ISQ Brasil, e também empresas mineiras, como a Take, primeiro membro da WeWork em Belo Horizonte. Assim como em qualquer uma das mais de 300 unidades da WeWork no mundo, empresas que pretendam transferir alguma área de negócio ou mesmo a sua sede inteira para o espaço podem esperar ter acesso a muito mais do que apenas um local de trabalho diferenciado – com estrutura que inclui internet de alta velocidade, café e chope à vontade, limpeza e recepção, segurança 24h e muito mais.

“Projetamos nossos espaços para que estimulem a criatividade, a inovação e para que se tornem lugares de conexão entre membros, independentemente de suas áreas de atuação. Nossa comunidade em Belo Horizonte já conta com uma diversidade muito interessante de empresas, desde decoradores e advogados a uma startup que desenvolve projetos para a indústria aeroespacial. Isso sem mencionar a nossa iniciativa focada na indústria de mineração, que já é benchmark para a empresa em nível global”, pontua Mendes.

Hub da Mineração

Cada unidade da WeWork no mundo é diferenciada ao abraçar as características únicas do país e, principalmente, da região onde está inserida – desde elementos de design aplicados aos prédios às particularidades locais das comunidades que se formam nos espaços. No caso de Belo Horizonte, a WeWork chega à cidade com um projeto especial para o setor de mineração, um dos principais do estado. A unidade abrigará o Mining Hub, primeiro hub de inovação para o setor de mineração do país. Com o apoio do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), a iniciativa, inédita no setor em nível global, tem a missão de gerar inovação aplicada aos desafios do segmento, uma das principais atividades econômicas do país. O projeto integra o WeWork Labs, iniciativa global da WeWork para apoio a startups em estágio inicial, trazida ao Brasil no início de 2018.

O programa é dividido em duas frentes: de um lado, a plataforma capacita startups e empreendedores em estágio inicial por meio da oferta de espaços de trabalho e um programa que conta com uma rede de mentores exclusiva, curadoria de conteúdo, ferramentas desenvolvidas internamente e um Labs Manager, responsável por conectar as startups com mentores, clientes e, eventualmente investidores e fundos. Já na frente voltada para grandes empresas, o WeWork Labs se propõe a contribuir para que organizações de qualquer segmento possam se desenvolver e inovar em suas estratégias de atuação a partir da aproximação com essas startups, que poderão apoiá-las de maneira customizada na solução de seus desafios por meio de tecnologia e transformação cultural. Em ambos os casos, a iniciativa conta com parcerias com universidades, aceleradoras, incubadoras, empresas de Venture Capital e especialistas de diversos setores, criando e apoiando um ecossistema de inovação que colabora para o sucesso desses negócios.

No Brasil desde 2017, a empresa, 2ª maior startup do mundo, já conta com onze endereços em duas capitais, São Paulo e Rio de Janeiro, e mais de 12 mil pessoas trabalhando de seus espaços. Além de Belo Horizonte, até o fim do ano, a WeWork pretende chegar a 15 prédios e mais de 15 mil membros no país.

WeWork no mundo

– Uma das maiores startups do mundo, avaliada em US$45 bilhões

– Mais de 320.000 membros

– 335 espaços físicos em 83 cidades e 24 países

– Até o final de 2018, a WeWork projeta que terá aumentado seu número de espaços de trabalho para 400 e seus membros para 400 mil

WeWork no Brasil

– Mais de 12 mil membros

– 11 espaços físicos em São Paulo e no Rio de Janeiro

– Em 2018, além de Belo Horizonte, a empresa inaugura mais 2 prédios, ambos no Rio de Janeiro: Botafogo e Barra da Tijuca.

MIT elege CEO da Agrosmart como uma das jovens mais inovadoras da América Latina

A CEO da Agrosmart, empresa de agricultura digital líder na América Latina, Mariana Vasconcelos, acaba de ser indicada pelo MIT Technology Review como uma das 35 jovens mais inovadoras da América Latina. A publicação tem como principal objetivo reconhecer as principais personalidades promissoras do mundo da tecnologia que impactam a sociedade e transformam a indústria no mundo.

A Agrosmart utiliza Inteligência Artificial e Internet das Coisas para ajudar o produtor rural nas tomadas de decisões na lavoura. Aplicando ciência de dados na cadeia agrícola com uma abordagem proprietária e única, a empresa baseia-se no material genético, tipo de solo e microclima para promover uma agricultura mais produtiva e resiliente ao clima. Por meio de recomendações permite o aumento da produtividade, a redução custos, economia de água, maior rastreabilidade, transparência de cadeia de suprimentos o que chamou a atenção da publicação.

“Esse reconhecimento representa o potencial de impacto da Agrosmart na cadeia de alimentos. Aplicamos a ciência de dados na agricultura com o objetivo de oferecer ferramentas de suporte a tomada de decisão para diferentes stakeholders da cadeia produtiva, desde pequenos agricultores à grandes grupos agrícolas e corporações. Acredito que o papel da tecnologia é essencial na busca de uma agricultura mais produtiva, sustentável e resiliente às mudanças climáticas”, explica Mariana.

Mariana já recebeu diversos prêmios ao longo da sua trajetória profissional, como o Prêmio Raça Forte, promovido pela Revista Globo Rural. A empreendedora também foi selecionada como uma das 100 personalidades mais influentes do agronegócio pela Revista Dinheiro Rural em 2017, foi considerada uma das 50 pessoas que mais impactam o mundo pela Kairos Society 50, além de ganhar um bolsa na Universidade da NASA, entre outros destaques e convites em eventos internacionais, como o Fórum Econômico Mundial.

Identidade soberana e blockchain são temas de debate em São Paulo

Temas em crescente evidência – a gestão de identidade, o uso do blockchain e os criptoativos – despertam muita curiosidade, sobretudo por seu impacto na vida de muitos cidadãos. A Certisign, Autoridade Certificadora líder da América Latina e especialista em identidade digital, falou sobre esses assuntos durante o Fórum Blockmaster 2018, que aconteceu em São Paulo.

O evento, um dos principais encontros da área, reuniu especialistas nacionais e internacionais para comentar as novidades e oportunidades em torno desse segmento, que vem movimentando cifras cada vez maiores.

A diretora de Inovação em Produtos e Mercados da Certisign, Maria Teresa Aarão, ministrou, durante o evento, uma palestra abordando a validação adicional de assinatura em Blockchain e a Identidade Digital Certisign para Blockchain.

“A validação adicional em blockchain funciona como uma extensão das funcionalidades do Portal de Assinaturas compatível com as novas tecnologias, que já conta com milhares de indivíduos e empresas que o utilizam para assinaturas de laudos, diplomas, contratos e qualquer documento digital”, explica a diretora. O segundo produto, por sua vez, é uma evolução do remoteID, Certificado Digital em nuvem da Certisign que será lançado em breve. Essa solução permitirá a associação entre um certificado ICP-Brasil e uma ou mais chaves criptográficas e a associação de uma chave criptográfica Blockchain a uma identidade biométrica validada em uma base pública.

“Um exemplo prático do uso desta solução é quando uma Exchange (corretora de criptomoedas) cria uma conta para um cliente. Ao invés de fazer o processo de onboarding, em que solicitam-se múltiplas telas, selfies e documentos digitalizados, a Exchange poderá pedir aos interessados que apresentem suas identidades Certisign para Blockchain, na qual estas verificações já estarão registradas”, complementa a executiva.

A executiva participou também do painel “Securities: Desafios da segurança nas transações envolvendo criptomoedas”, no qual foram discutidos os crimes mais comuns nas relações P2P e no mercado financeiro, e como a tecnologia pode contribuir para prevenir esses eventos.

Na ocasião, Maria Teresa ressaltou também a importância do Blockchain para reforçar a segurança nessas operações, citando, ainda, o papel da educação para que cada vez mais pessoas atentem-se para fraudes e roubo de dados.

Em tempo: a assinatura digital é gerada a partir do uso do Certificado Digital ICP-Brasil, documento de identificação que garante a autenticidade das informações e adiciona valor jurídico às transações realizadas no meio eletrônico.

Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino: veja alguns exemplos de mulheres inspiradoras

As mulheres têm aumentado sua representatividade no universo empreendedor, porém elas ainda precisam superar algumas barreiras para se equiparar aos homens que resolvem abrir o próprio negócio. Podemos observar tal fato, por exemplo, no InovAtiva Brasil, um programa gratuito de aceleração em larga escala para negócios inovadores de qualquer setor e região do Brasil, realizado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com execução da Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI).

Em 2013, na primeira edição do programa, apenas 5% das startups aceleradas eram comandadas por mulheres e na próxima edição, que ocorre entre os dias 8 e 10 de dezembro, esse percentual deve chegar a 14%.

Visando estimular ainda mais o espírito empreendedor e a liderança feminina, a Organização das Nações Unidas criou, em 2014, o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, celebrado em 19 de novembro. Para comemorar a data e mostrar que o “sexo frágil” também pode conquistar independência financeira e um lugar de destaque no mercado de trabalho, listamos 10 startups comandadas por mulheres e que são referência em seus mercados de atuação:

Boletão – Ariane Tamara Pelicioli da Rosa é a idealizadora e CEO do Boletão, solução que une todos os boletos do usuário em um só e em uma única data mensalmente com o objetivo de oferecer ao usuário uma vida com menos boletos. A empreendedora lidera um time só de mulheres e, mesmo na fase inicial do negócio, o Boletão já recebeu reconhecimentos e participa de programas como AHK Accelerator, Inovativa Brasil, Programa de Aceleração da Visa, entre outros, além de estar no portfólio das startups investidas pelo BMG Uptech;

New Tissue – Bibiana Franzen Matte é sócia-fundadora da New Tissue, uma startup de biotecnologia que realiza testes de produtos cosméticos e farmacêuticos em pele artificial para substituir o uso de animais. Com experiência em pesquisa científica, ela se tornou empreendedora recentemente e já conquistou presença no cenário da inovação brasileira como finalista do InovAtiva Brasil e do 100 Open Startups;

Aya Tech – Fernanda Checchinato, doutora em engenharia é a fundadora e CEO da Aya Tech, especializada em inovações para saúde, como solução para repelir insetos, bactérias e fungos para todas as faixas etárias. A startup já recebeu diversos reconhecimentos nacionais e internacionais: participou das missões Paris e Miami do StartOut Brasil, foi vencedora do Sebrae Like a Boss SP 2018, foi escolhida como um dos 12 destaques no programa InovAtiva Brasil 2018.1 e participou dos processos de aceleração Braskem Labs 2016 e Biostartup Lab 2018;

Workay – Juliana Brito é Co-Fundadora e CEO da Workay, plataforma que oferece experiências positivas em pequenas e médias reformas residenciais. A startup também insere e capacita mulheres no ramo da construção civil. A empreendedora lidera um time de cerca de 30 profissionais parceiras e já recebeu certificações da Shell Iniciativa Jovem, Inovativa Brasil e Instituto Genesis Puc-Rio além de ter passado pelo programa de aceleração da StartupFarm;

Blend Edu – Thalita Gelenske é fundadora e CEO da Blend Edu, startup que visa promover diversidade e inclusão em empresas e escolas. A empreendedora foi reconhecida como a Valuable Young Leader nº1 do Brasil em 2017 pela Eureca e pela Harvard Business Review Brasil e vai representar o país no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. A empresa, por sua vez, foi selecionada para a aceleração do Inovativa de Impacto SocioAmbiental e como semifinalista do desafio Singularity Global Impact Challenge (Singularity University);

Timokids – Fabiany Lima é fundadora do Timokids, startup educacional com a proposta de dialogar com crianças acerca de assuntos difíceis que elas terão de enfrentar ao longo da vida. Temáticas como bullying, assédios e conscientização ambiental são trabalhados em forma de historinhas digitais, como um livro. Segundo dados comprovados pela própria plataforma, o índice de absorção do conteúdo pré e pós aplicação das atividades mostra uma mudança de mais de 30% em conhecimento absorvido pelas crianças entre sete a 10 anos. Com as crianças menores, entre cinco a sete anos, o índice sobe para 52%;

Trustvox – O setor de e-commerce é dominado predominantemente por homens. Essa foi uma das principais dificuldades enfrentadas pela Tatiana Pezoa, CEO da Trustvox, plataforma de certificadora de reviews, ao iniciar o seu negócio. Diante desse cenário, uma das soluções encontradas pela empreendedora foi mostrar para os profissionais da área que ela possuía conhecimento e propriedade sobre aquilo que estava sendo dito. A Trustvox assegura a veracidade de reviews no Brasil, atuando com o propósito de tornar a sinceridade padrão no mercado de e-commerce e, por consequência, gerar cada vez mais vendas aos comerciantes.

Agrosmart – Com apenas 26 anos, Mariana Vasconcelos, CEO da Agrosmart, plataforma de agricultura digital que atua no monitoramento de plantações fornecendo informações em tempo real aos agricultores, coleciona diversos prêmios e homenagens, como uma das 100 personalidades mais influentes do agronegócio de acordo com a Revista Dinheiro Rural, recebeu uma bolsa em Universidade da NASA e convites para participar de eventos do setor, abrindo portas para a internacionalização da empresa, que já possui atuação no México, Israel, Colômbia, EUA, Chile, Argentina, Peru e Colômbia;

Solides – Mônica Hauck, co-fundadora da Solides, HR Tech mineira especializada em gestão comportamental e people analytics, fundou a empresa em 2010 com o objetivo de trazer para o mercado inovação e tecnologia, impactando e mudando o cenário de gestão de pessoas para levar mais resultados estratégicos para o público de RH. A profissional foi vencedora do Prêmio Mulheres Notáveis na categoria Tecnologia e atua como pesquisadora no desenvolvimento dos produtos inovadores produzidos pela empresa, incluindo o sistema Profiler para identificar o Perfil Profissional e Comportamental reconhecido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e pela FINEP como Produto Inovador e certificado pela UFMG com índice maior precisão a 97% e pela USP;

TelaVita – Milene Rosenthal, co-fundadora da TelaVita, marketplace de saúde digital que conecta profissionais da psicologia a pacientes. Por 15 anos, Milene ocupou cargos executivos no setor de RH até que decidiu empreender, levando a psicologia para o ambiente online. Em 2014 ganhou o prêmio Mulheres de Negócio do SEBRAE em 1º lugar.

Gartner anuncia 10 principais tendências estratégicas para Internet das Coisas até 2023

O Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia, anuncia o estudo as principais tendências estratégicas da tecnologia de Internet das Coisas (IoT) que impulsionarão a inovação nos negócios digitais até 2023. As previsões estão no estudo global “Top Strategic IoT Trends and Technologies Through 2023”.

“A IoT continuará a oferecer novas oportunidades de inovação nos negócios digitais durante a próxima década e novas possibilidades serão propiciadas por novas tecnologias ou por tecnologias aprimoradas”, diz Nick Jones, Vice-Presidente de Pesquisas do Gartner, alertando que “os executivos que dominarem as tendências inovadoras de IoT terão a oportunidade de liderar a inovação digital em seus negócios”.

As empresas devem trabalhar para garantir que tenham as habilidades e os parceiros necessários para apoiar as principais tendências e tecnologias emergentes de IoT. Segundo o Gartner, os líderes de TI serão responsáveis em 2023 por três vezes mais endpoints do que o número de dispositivos hoje existentes em suas organizações.

Nesse contexto, o Gartner anuncia as 10 tecnologias e tendências de IoT mais estratégicas e que permitirão gerar novos fluxos de receita e novos modelos de negócios às empresas:

1 – Inteligência Artificial (IA) – O Gartner prevê que 14,2 bilhões de equipamentos conectados estarão em uso em 2019. Esse total chegará a 25 bilhões de dispositivos até 2021, produzindo cada vez mais um imenso volume de informações. “Os dados são o combustível que fortalece a Internet das Coisas e a capacidade das organizações de criarem valor a partir dessa base de informações é o que definirá o sucesso dessas empresas a longo prazo”, afirma Jones. “A Inteligência Artificial será aplicada a uma ampla gama de informações de IoT, incluindo vídeo, imagens estáticas, fala, atividade de tráfego de rede e dados de sensores”. Segundo o analista, o cenário tecnológico da Inteligência Artificial é complexo e continuará assim até 2023, com muitos fornecedores de TI investindo pesado no desenvolvimento de Inteligência Artificial e em serviços baseados em plataformas inteligentes. Apesar dessa complexidade, será possível obter bons resultados com essas tecnologias, em uma ampla gama de situações de IoT. Como resultado, os CIOs (Chief Executive Officers) deveriam adotar em suas organizações ferramentas e habilidades para explorar Inteligência Artificial em sua estratégia de IoT.

2 – IoT social, legal e ética – À medida que a IoT amadurece e se torna amplamente adotada, uma enorme gama de questões sociais, legais e éticas crescerá em importância. Esses pontos incluem a propriedade dos dados e as deduções feitas a partir deles, incluindo tendência algorítmica, privacidade e conformidade com novas leis como o Regulamento Geral de Proteção de Dados (General Data Protection Regulation, GDPR – em inglês). “A implantação bem-sucedida de uma solução de IoT exige que ela não seja apenas tecnicamente eficaz, mas também socialmente aceitável”, disse Jones. “Os CIOs devem, portanto, educar a si mesmos e seus funcionários a respeito e considerar formar grupos, como Conselhos de Ética, para revisar as estratégias corporativas. Os CIOs também devem considerar ter algoritmos-chave e sistemas de inteligência artificial revisados por consultorias externas para identificar potenciais vieses”.

3 – O Valor da Informação (Infonomics) e Transmissão de Dados – Pesquisa do Gartner sobre projetos de IoT mostra que 35% dos entrevistados estavam vendendo ou planejando vender dados coletados por seus produtos e serviços no ano passado. A teoria do Infonomics leva essa monetização de dados adiante, colocando as informações como um ativo comercial estratégico a ser registrado nas contas da empresa. Até 2023, a compra e venda de dados de IoT se tornarão parte essencial de muitos sistemas inteligentes e conectados. Os CIOs devem educar suas organizações sobre os riscos e as oportunidades relacionadas ao comércio de dados para definir as políticas de TI necessárias à orientação de todas as suas operações nesta área.

4 – A Mudança da Rede de Borda Inteligente para a Arquitetura de Malha Inteligente – A mudança de arquiteturas centralizadas e de Nuvem para estruturas de Edge Computing está em pleno andamento por conta da Internet das Coisas. No entanto, esse não é o ponto final, pois o conjunto de camadas associadas à arquitetura de Edge Computing evoluirá para um formato ainda mais desestruturado, composta por uma enorme variedade de dispositivos e serviços conectados em uma malha dinâmica. Com Edge Computing, teremos sistemas de IoT mais flexíveis, inteligentes e responsivos, embora muitas vezes à custa de complexidades adicionais. Os CIOs devem se preparar para o impacto das arquiteturas de malha na infraestrutura, nas habilidades e no fornecimento de TI.

5 – Governança de IoT – Com a contínua expansão da Internet das Coisas, a necessidade de uma estrutura de governança que garanta o comportamento apropriado na criação, armazenamento, uso e exclusão de informações relacionadas a projetos de IoT se tornará cada vez mais importante. A governança abrange desde tarefas técnicas simples, como auditorias de dispositivos e atualizações de firmware, até problemas mais complexos, como o controle de dispositivos e o uso das informações geradas por eles. Os CIOs devem assumir o papel de educar suas organizações sobre a importância da Governança de TI e, em alguns casos, investir em profissionais e em tecnologias que os ajudem na gestão de TI.

6 – A inovação dos Sensores – O mercado de sensores evoluirá continuamente até 2023. Novos sensores permitirão que uma gama ainda mais abrangente de situações e eventos sejam detectados. Os sensores atuais cairão de preço para se tornar mais acessíveis (ou serão empacotados de novas maneiras para suportar novos aplicativos) e novos algoritmos surgirão para extrair e deduzir mais informações das tecnologias de sensores atuais. Os CIOs devem garantir que seus times estejam monitorando as transformações desses componentes para identificar quais novidades podem ajudar na geração de oportunidades e em inovação para os negócios.

7 – Hardware e Sistema Operacional mais confiáveis – As pesquisas do Gartner mostram invariavelmente que a segurança é a área de maior preocupação técnica para organizações que implantam sistemas de IoT. Isso ocorre porque as empresas geralmente não têm controle sobre a origem e a natureza dos programas e equipamentos que estão sendo utilizados nas iniciativas de Internet das Coisas. “No entanto, até 2023, esperamos ver a implantação de combinações de hardware e software que, juntos, criem ambientes de IoT mais confiáveis e seguros”, diz o analista. “O Gartner aconselha os CIOs a colaborarem com os principais executivos de segurança digital para garantir que todo o time participe das decisões que envolvam a compra de dispositivos de IoT e sistemas operacionais incorporados”.

8 – Nova experiência de usuário para IoT – A experiência do usuário de IoT (UX) abrangerá uma vasta lista de tecnologias e técnicas de design. Ela será impulsionada por quatro fatores: novos sensores, novos algoritmos, novas arquiteturas de experiência e contexto e novas experiências sociais detectáveis. Com um número crescente de interações ocorrendo com dispositivos que não têm telas e teclados, os designers de UX das organizações serão obrigados a usar novas tecnologias e adotar novas perspectivas se quiserem criar experiências positivas para os usuários, protegendo seus interesses dos clientes.

9 – Inovação do chip de silício – “Atualmente, a maioria dos endpoints de dispositivos de IoT usa chips de processador convencionais, com arquiteturas ARM de baixa potência, que são particularmente populares. No entanto, os conjuntos de instruções tradicionais e as arquiteturas de memória não são adequados para todas as tarefas que esses itens precisam executar”, afirma Jones. “Por exemplo, o desempenho de redes neurais profundas (DNNs) é frequentemente limitado pela largura de banda da memória, em vez de poder de processamento”. Até 2023, é esperado que novas gerações de chips possam reduzir o consumo de energia necessário para executar uma DNN, permitindo novas arquiteturas de Edge Computing e funções neurais incorporadas a terminais de IoT de baixa potência. Isso suportará a inclusão de novos recursos, como análise de dados integrada com sensores e reconhecimento de fala, em dispositivos de baixo custo e movidos a bateria. Os CIOs são aconselhados a tomar nota dessa tendência, uma vez que os novos chips permitirão incluir novas funções de IA embarcadas, o que por sua vez possibilitará às organizações a oportunidade de criarem produtos e serviços altamente inovadores.

10 – Novas tecnologias de rede sem fio para IoT – A rede de IoT envolve o balanceamento de um conjunto de requisitos que competem entre si, como custo de ponto final, consumo de energia, largura de banda, latência, densidade de conexão, custo operacional, qualidade de serviço e faixa de frequência da conexão. Atualmente, nenhuma tecnologia de rede otimiza tudo isso de maneira única, mas as novas tecnologias de rede de IoT fornecerão aos CIOs mais opções e flexibilidade. Em particular, eles deveriam explorar 5G, a próxima geração de satélites de baixa órbita terrestre e redes de retroespalhamento.

Curso de programação gratuito para mulheres tem inscrições abertas até final do mês

A Laboratória, startup social latino-americana líder em formação e inclusão de mulheres no setor de tecnologia, está com as inscrições abertas para a segunda turma no Brasil até o dia 30 de novembro. As interessadas não precisam ter experiência em tecnologia e precisam atender a requisitos básicos como: ser mulher, maior de 18 anos e ter estudado o ensino médio em instituições públicas ou privadas com bolsa por critério de renda.

Serão 60 vagas e as inscrições para o processo seletivo são realizadas online (selecao.laboratoria.la). As fases de entrevistas e pré-admissão acontecem entre os dias 05/11 e 05/12, e as aulas começarão em janeiro de 2019, em São Paulo. O programa de formação, ou Bootcamp, dura 6 meses, e prepara as 60 alunas para se tornarem programadoras Front-End, com aulas sobre JavaScript, HTML, CSS e UX, entre outras especializações. O programa é encerrado com o evento “Talent Fest”, quando as empresas parceiras dispostas a recrutar talentos propõem desafios reais para que as alunas resolvam.

De acordo com Regina Acher, sócia e diretora responsável pela Laboratória Brasil, o Brasil é um mercado importante para a startup, tanto pela alta demanda por profissionais de tecnologia, quanto pela necessidade de equilíbrio de gêneros. “Estamos muito satisfeitos com o trabalho que estamos realizando com a Laboratória por aqui. O Brasil é o maior mercado de tecnologia da América Latina, pois existe uma grande demanda por mão-de-obra capacitada e, ao mesmo tempo, uma profunda desigualdade de gênero nesse setor. As inscrições para a primeira turma nos mostraram o quanto estamos no caminho certo ao oferecer esse tipo de qualificação às mulheres”, explica Regina.

Fundada no Peru, a organização já formou mais de 850 programadoras, das quais 80% conseguiram trabalho na área de tecnologia, um segmento majoritariamente masculino. As alunas não pagam nada durante o curso e, depois de conseguirem um emprego, elas pagam uma contribuição para que outras mulheres possam ter a mesma oportunidade.

Para saber mais sobre a Laboratória: www.laboratoria.la/br

Como a sua empresa pode se preparar para a Black Friday e evitar problemas de instabilidade no ambiente de TI

Desde que foi implementada no Brasil em 2011 pelo site “Busca Descontos”, a Black Friday se tornou um dos eventos do varejo online e físico mais aguardados pelos consumidores e pelas empresas, quebrando recordes de vendas a cada edição.

Segundo pesquisa encomendada pelo Google, a Black Friday do ano passado movimentou R$ 2,1 bilhões, alta de 10% em relação a 2016. Nos Estados Unidos, filas quilométricas e pessoas se acotovelando entre os corredores das lojas são cenas comuns durante a Black Friday que ocorre tradicionalmente na última sexta-feira do mês de novembro, porém no território brasileiro a data começou como um evento exclusivamente online. Apesar do ambiente online projetar novas oportunidades de negócio, quando não estruturado com uma arquitetura de TI eficiente, o e-commerce pode trazer mais malefícios do que benefícios.

Um dos problemas mais frequentes durante essa época do ano, para o segmento de e-commerce, é a dificuldade de conseguir cobrir e atender com êxito todas as demandas solicitadas. Muitas lojas online não planejam estratégias que ofereçam uma infraestrutura eficiente e preparada para possibilitar que compras sejam feitas sem que sites fiquem fora do ar ou demorem para carregar. Além de fazer um estudo para avaliar o número de usuários suportados em cada seção do site, é necessário pesquisar quais soluções se adequam melhor para cada empresa. De preferência, é recomendável utilizar soluções de escalabilidade em mais de um data center e em regiões diferentes.

“Algumas aplicações tendem a aumentar o tempo de resposta para os clientes, seja por códigos mal escritos ou por um mau planejamento da arquitetura que irá suportar estes picos de acessos inesperados. Por isso, também é importante monitorar a sua hospedagem para verificar o desempenho a fim de mapear possíveis falhas e corrigi-las antes que se tornem permanentes”, explica Diogo Santos, CTO da CorpFlex, empresa especializada em Cloud Corporativa e soluções de outsourcing de TI.

Outro problema frequente é a segurança da arquitetura do e-commerce. Com o surgimento do Big Data, diversas empresas começaram a utilizá-lo como estratégia para aumentar o número de vendas, ao coletarem e analisarem os dados das compras efetuadas. Contudo, não só informações sobre os clientes se tornaram vulneráveis, mas também as informações da companhia podem estar abertas à fraudes e ataques, caso os servidores não estejam protegidos corretamente. Por isso, investir em provedores de nuvem com alto nível de maturidade de segurança e que utilizem tecnologias e processos para aumentar a proteção, como criptografia e redes segmentadas, por exemplo, pode auxiliar a gerenciar esse fluxo de dados sem trazer riscos para nenhum dos dois lados.

“Manter um negócio na web é um desafio diário. Todo empresário deve dispor de uma arquitetura de TI que garanta uma boa performance em oportunidades indispensáveis, como é o caso da Black Friday. Além de reduzir custos, terceirizar serviços de infraestrutura otimiza o tempo de gestores e ajuda a manter o foco no core business”, conclui Diogo Santos.

Abstartups e Samba Tech anunciam palestrantes nacionais e internacionais para CASE 2018

O empreendedorismo nunca esteve tão em alta no Brasil, cada vez mais os brasileiros têm deixado carreiras tradicionais de lado para investir em negócios inovadores. Novas startups surgem todos os dias e quase sempre ocupando espaços não atendidos por grandes corporações ou melhorando processos produtivos por meio da tecnologia.

Para fomentar discussões positivas sobre o ecossistema, a Abstartups, entidade que representa o ecossistema, e a Samba Tech, maior distribuidora de vídeos da América Latina, se juntaram para realização do CASE, maior evento latino-americano voltado para startups, e do Connect Samba, mais completo evento sobre o mercado de vídeos online no Brasil. Esta edição será realizada nos dias 29 e 30 de novembro, no Centro de Eventos PRO MAGNO, em São Paulo.

O CASE 2018 contará com um palco principal, 5 trilhas paralelas, feira de negócios, palestrantes do Brasil e do exterior, mentorias e, claro, o Startup Awards, conhecido como o “Oscar” das startups brasileiras. Além de um palco para o 2° Fórum Startup Indústria.

Entre os empreendedores confirmados estão o Carlos Moyses (CEO do Ifood); Guilherme Martins (CEO do Playkids); Rodrigo Cartacho (CEO da Sympla); Alexandre Souza (Gestor de Projetos do Sebrae SC); Kristen Durham (Director, Office of the CEO da Zendesk). Além do Co- Founder da Yellow, Renato Freitas, e grandes empreendedores internacionais como Ekaterina Skorobogatova, VP de Growth da TheVentureCity e Brett Brohl, diretor de uma das principais aceleradoras do mundo focada no setor de agtechs, a Techstarts Farm to Fork Accelerator.

No palco do Connect Samba estarão Marcos Mion (Apresentador), Marcello Zeni (Vice Presidente da Disney e da ESPN Media Networks); João Palomino (VP de Conteúdo e Produção da ESPN); Antônio Guerreiro (Superintendente de estratégias da Record TV); Renato da Paz (Development manager da Amazon Web Services); Mariana Scalzo (gerente de comunicação corporativa do Grupo Boticário); Bruno Mase (gerente geral na PlayKids); Léo Xavier (CEO da Pontomobi); Flávio Santos (CMP Smartalk e CEO da MField) e Miguel Andorffy (CEO e Founder do MeSalva!).

O evento espera reunir mais de 5 mil pessoas por dia, serão mais de 150 palestrantes. Para os interessados, a programação completa e outras informações podem ser encontradas no http://case.abstartups.com.br/.

Semanas de Inovação Suécia-Brasil chegam à 7ª edição com ampla programação

Para promover a Suécia como aliado estratégico de longo prazo do Brasil em ciência, tecnologia e inovação (CTI), começa nesta segunda-feira (19), em Fortaleza (CE), a 7ª edição das Semanas de Inovação Suécia-Brasil.

Em parceria com entidades, instituições e empresas nacionais e internacionais, a Embaixada da Suécia promoverá, durante duas semanas, encontros de profissionais, acadêmicos e universitários em eventos focados em temas setoriais-chave, como aeronáutica, cidades sustentáveis, silvicultura, estudos na Suécia e mineração, entre outros.

O comitê sueco, liderado pelo Vice-Ministro da Indústria e Tecnologia da Suécia Nicklas Johansson, percorrerá diferentes cidades brasileiras para reforçar e gerar parcerias estratégicas, a exemplo do Projeto Gripen, firmado em 2014, quando o Brasil decidiu adquirir o sistema sueco de caças de combate Gripen NG.

As Semanas de Inovação Suécia-Brasil 2018 ocorrerão de 19 a 30 de novembro com passagens por São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília. O início será em Fortaleza com o seminário “Biogás: Uma cadeia sustentável para o transporte público”, e contará com a presença de Niklas Johansson, do embaixador da Suécia no Brasil, Per-Arne Hjelmborn, do governador do Estado do Ceará, Camilo Santana, do prefeito de Fortaleza, Roberto Claúdio, e do presidente da Cegás, Hugo Figueirêdo.

“Ficamos muito felizes com a parceria que estabelecemos entre os dois países. A cada ano conseguimos avançar em uma agenda positiva na qual as duas economias se fortalecem”, afirma Johansson.

Com uma programação ampla e diversificada, as Semanas de Inovação Suécia-Brasil 2018 terão ainda workshops, palestras e paineis de discussão com foco em Indústria 4.0, pesquisa com grafeno e nanomateriais, Feira de Carreiras para estudantes, sempre com o objetivo de gerar projetos para um futuro sustentável.

O evento é organizado pelo Team Sweden Brazil: Embaixada da Suécia, Conselho Sueco de Investimento e Negócios (Business Sweden), Câmara de Comércio Sueco-Brasileira (Swedcham) e os Consulados Honorários da Suécia, principalmente os de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Para mais informações, confira a programação completa do evento por meio do seguinte link: http://inovacaosueciabrasil.com.br

Parado na Câmara, Projeto de Lei das Antenas prejudica a implantação do 5G no país, alerta Abrintel

A Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel) vê com profunda preocupação o processo de aprovação do PL das Antenas 751/13, que está há quase cinco anos aguardando aprovação na Câmara Municipal de São Paulo. Tal entrave impede, por exemplo, que o Brasil se torne uma das principais referências do continente em relação a serviços de dados e telefonia, capazes de suportar a crescente digitalização das atividades econômicas, além de prejudicar a implantação do 5G no país.

“Hoje, o Brasil tem aproximadamente 92 mil antenas instaladas. De acordo com o levantamento que realizamos é preciso, no mínimo, triplicar este número, para que o país obtenha uma conectividade razoável. Por mais que o Projeto de Lei vise diminuir a burocracia para instalação das antenas em São Paulo, ele está parado há anos na Câmara Municipal. Isso é muito grave, pois impede que as empresas regularizem os ativos e invistam na infraestrutura necessária para a melhoria da comunicação e transferência de dados entre os habitantes”, explica Lourenço Coelho, presidente da Abrintel.

De acordo com pesquisa realizada em 2017 pela Abrintel, a jornada de licenciamento para aprovação de uma torre dura aproximadamente cinco anos. “Mais de mil e duzentos pedidos de instalação aguardam permissão da Prefeitura”, acrescenta Lourenço Coelho que destaca também que cidades como São Paulo, com cerca de 5.600 antenas instaladas, são algumas das mais prejudicadas com a não aprovação de uma legislação compatível com a Lei Geral das Antenas, aprovada pelo congresso nacional em 2015. “Conforme levantamento que realizamos, calcula-se que a relação de qualidade recomendada se situa numa média de 1.500 usuários por antena de transmissão de dados. Portanto, no caso de São Paulo (sobre um cálculo de 12 milhões de habitantes), a proporção é de mais de 2.100 usuários por antena. Se considerarmos a população flutuante, essa proporção pode alcançar até 3.500 usuários, número muito acima do indicado.

Quem sofre mais com essa situação são os bairros periféricos, em especial as regiões sul e leste da capital paulista. Segundo mapeamento realizado no primeiro semestre pela Abrintel, bairros como M. Boi Mirim e Cidade Tiradentes são alguns dos mais afetados com a ausência de antenas.

O executivo também pontua que esses entraves impedem que São Paulo se torne a capital digital do Brasil, por mais que tenha potencial econômico para isso. “Nos últimos anos, mais de R$ 10 bilhões foram investidos em infraestrutura de telecomunicações no País. Até 2021, há um potencial represado de mais de R$ 4 bilhões, capazes de gerar milhares de empregos”, afirma Lourenço Coelho, explicando ainda que os entraves aos novos investimentos prejudicam sobremaneira a empregabilidade dos técnicos especializados em instalação de antenas.

Engajada no desenvolvimento do setor, a Abrintel reafirma o seu compromisso em apoiar o fortalecimento do mercado de infraestrutura de telecomunicações no país. “Há todo um esforço sendo desenvolvido e diversas reuniões com esclarecimentos técnicos já foram realizadas entre os representantes do setor de telecomunicações, a Câmara Municipal e membros do Executivo, no sentido de dirimir as possíveis dúvidas e viabilizar a votação desse projeto prioritário. Nesse sentido, “a Abrintel reitera a importância e urgência do envolvimento das autoridades municipais da capital paulista para que a nova lei seja aprovada e promulgada com urgência, permitindo a expansão e a melhoria contínua da qualidade dos serviços de telecomunicações, fator preponderante para que o Brasil volte a crescer e se torne uma das principais referências digitais da América Latina”, complementa Coelho.

Distribuidores de TI correm para não se tornarem a Blockbuster da 4ª Revolução


Por Francisco Camargo

Mais que um termo da moda, a transformação digital coloca em xeque muitos preceitos e players consolidados no mercado. Como ninguém pretende ser a Blockbuster da vez, o jeito é correr atrás de inovação e de caminhos diversificados para sobreviver em um mundo em revolução e repleto de meandros fiscais, tributários e de incertezas econômicas. Um dos setores mais afetados e que terá que se reinventar completamente é o da distribuição de TI. Especialmente os VAD’s (do inglês Value Added Distributors), Distribuidores de Valor Agregado.

Com a evolução do SaaS “Software-as-a-Service” se transformando no XaaS (X-tudo-como-serviço), a comercialização fica completamente diferente, tendendo a eliminar os terceiros de praticamente todas as negociações.

Nesse modelo e, considerando a cascata de impostos brasileiros, a venda direita aos canais ou mesmo aos clientes finais passa a ser fortemente tentadora para os fabricantes. Some-se a isso o processo crescente de automação no atendimento dos distribuidores, que continua se propagando e pode significar perda de qualidade. Esses fatores implicam em muito mais adição de valor a projetos cirurgicamente endereçados às especificidades de cada cliente / projeto.
Caso contrário, para que intermediários?

Nos Estados Unidos esse cenário está mais bem delineado. Distribuidores mono-vendor, sem agregar nenhum valor, comercializam 300 milhões de dólares por ano, com apenas 20 colaboradores e produtividade de 15 milhões de dólares por colaborador.

No entanto, é preciso entender o contexto americano, onde há segurança jurídica e tributária, impostos muito mais simples e baixos, se comparados com os do Brasil. Sem falar nos juros baixos, que reduzem os custos de manutenção de estoques; importações super simplificadas; margens baixas; automação do atendimento e os canais é que têm que ter equipes técnicas adequadas e bem formadas.

Lá, os distribuidores praticamente não agregam valor para os canais, do ponto de vista de pré-vendas, limitando-se a ter “programas de milhagem” com descontos progressivos em função das vendas dos canais e verba de marketing atrelada a esse programa.

No Brasil, caminhamos para esse cenário, que por outro lado abre nichos para distribuidores de valor agregado que consigam atender os canais brasileiros ao apoiá-los no marketing, comercialização, pré e pós-venda. Infelizmente, na média, os canais brasileiros dispõem de poucos recursos técnicos e financeiros e precisam contar com o apoio do distribuidor.

No Brasil, os VAD’s, os distribuidores de valor agregado, como o nome diz, agregam valor na importação, na análise da tributação mais adequada, no hedge cambial e ainda inserem qualidade técnica aos projetos, o que não é trivial. Ao contrário, exige manter uma estrutura de procurement, importação, logística, fiscal de alta qualidade, bem como estrutura de pré e pós-venda, altamente especializada porque as vendas, cujos ciclos são longos, são consultivas e complexas.

Isso acarreta custos de capacitação contínua, inclusive fora do Brasil, de modo que os colaboradores estejam mais que aptos para atender às revendas e a seus clientes com o que se convencionou chamar de soluções de alfaiataria, sempre com necessidades peculiares a cada projeto.

Além disso, outros três fatores explicam o cenário desafiador da distribuição de TI no Brasil: impostos, taxas de juros e volatilidade do real em relação ao dólar.
A híper especialização necessária aos distribuidores de valor agregado precisa encontrar novas formas de ser remunerada, uma vez que são eles que assumem todos os riscos: de crédito dos canais e seus clientes; de atrasos de pagamentos; de variação cambial, pois compra em dólares e vende em reais; e os riscos tributários, dada a complexidade do sistema de impostos brasileiros, ICMS, Substituição Tributária, Difal, PIS, COFINS, ISS, CPOM’s etc.

VAD’s ainda precisam de quantidades crescentes de capital de giro para financiar seus canais, às escorchantes taxas de juros brasileiras e frente à oscilação do dólar, cujas variações importantes da cotação levam as empresas compradoras a entrar em compasso de espera. E tudo isso com a menor margem da cadeia de valor.

A importância de se ‘mixar’ soluções e serviços com alto valor se mostra um caminho viável para ampliar a rentabilidade, tanto de distribuidores como das revendas. Diante disso, não há como fugir de investimentos fortes em capacitação; parcerias com integradores reconhecidos e saber articular a oferta de soluções que se complementam de modo a entregar o projeto pronto. Nesse sentido, a busca por mostrar elevados níveis de entrega, faz com que cada vez mais sejamos conhecidos por realizar uma distribuição consultiva, com aporte de inteligência às revendas e apoio para que elas ganhem dinheiro, o que fortalece os laços comerciais e amplia as vendas.

Os serviços especializados também ganham força na batalha para a sobrevivência de distribuidores e canais. Nesse sentido, é preciso manter sempre um relacionamento profissional de alto nível com os clientes, nunca os abandonando após a venda da solução. Estar atento à evolução tecnológica para garantir ofertas excepcionais e, obviamente, ter coragem de abandonar a velha tecnologia, os fornecedores tradicionais por um, tecnologicamente inovador, novo fornecedor.

Francisco Camargo, CEO da CLM, distribuidora de valor agregado especializada em segurança da informação e infraestrutura de TI.

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