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Prefeitura de São Paulo lança programa que vai expandir de 120 para 621 pontos de acesso à rede pública de wi-fi em toda a cidade

A América Net, em parceria com a Prefeitura de São Paulo, anunciou o lançamento nesta quarta feira dia 15 da expansão do Programa WiFi Livre SP. O evento aconteceu na praça Silva Telles, às 10 horas, no Itaim Paulista, zona Leste da cidade.

Até 2020, São Paulo será a metrópole com a maior rede pública de wi-fi da América Latina. A capital paulista conta hoje com 120 pontos de acesso dispostos nas praças e parques, rede que faz com que a administração municipal desembolse R$ 12 milhões ao ano. Com a expansão da rede de conectividade, São Paulo terá 621 pontos de acesso livre e gratuito à internet, incluindo equipamentos públicos e pontos turísticos, sem onerar os cofres públicos.

“Estamos propondo um modelo de financiamento pelo setor privado que economiza recursos públicos e assegura internet de qualidade para todas as regiões, pensando principalmente nas pessoas que não têm condições de ter acesso a um pacote de dados”, destaca Daniel Annenberg, secretário municipal de Inovação e Tecnologia.

A expansão do Programa WiFi Livre SP traz novidades como a conectividade em equipamentos públicos, a modernização da infraestrutura digital já existente e a preocupação em garantir que toda a cidade seja beneficiada.

Mais de trezentos pontos de acesso foram direcionados para regiões de vulnerabilidade social, promovendo a democratização do acesso à internet e a inclusão digital. Postos de saúde, telecentros, clubes desportivos, CEUS, teatros e bibliotecas, além de praças e parques, serão contemplados com internet pública e gratuita, ampliando o perfil das pessoas que utilizam a rede e sua usabilidade. Os 120 pontos já existentes já estão passando por modernização, de forma escalonada, para aumentar a qualidade da navegação e da abrangência do sinal, oferecendo um serviço de conexão ainda melhor para o cidadão.

Atualmente, a Prefeitura de São Paulo, em parceria com a Americanet, já modernizou 36 pontos de WiFi Livre na Zona Leste da cidade. Praças e parques nas regiões da Penha, Itaquera, Itaim Paulista, Cidade Tiradentes, Ermelino Matarazzo, Mooca, Aricanduva, Vila Prudente, Guaianases, São Miguel Paulista, Sapopemba e São Mateus foram contemplados com internet mais rápida e de qualidade. Além da modernização, mais quatro novos pontos de acesso foram instalados nos CEUs Formosa, Água Azul, Inácio Monteiro e na praça Silva Teles.

Para viabilizar essa expansão da conectividade, ao longo de 2017 e 2018, a secretaria municipal de Inovação e Tecnologia realizou estudos, abriu Procedimento Preliminar de Manifestação de Interesse, fez consultas públicas e publicou um edital de credenciamento inovador. Esse edital propõe que as empresas interessadas recebam como contrapartida o direito de explorar modelo de negócios baseado na publicidade digital. Lançado em ?23 de novembro, o documento permite que outras organizações interessadas em ofertar internet gratuita na Capital também firmem parceria com o município, conforme orientações dispostas neste link. bit.ly/EditalWiFiLivreSP

“Esse projeto, de grande alcance de inclusão digital, vai ao encontro do escopo principal da atuação da Americanet: proporcionar acesso de qualidade e velocidade de ultra banda larga ao maior número possível de usuários, estejam em regiões de maior ou menor concentração urbana, atendendo não só empresas como também órgãos públicos, bibliotecas, centros culturais e pontos turísticos. Fizemos um investimento de 20 milhões de reais, pois acreditamos no propósito do projeto”, destaca José Luis Pelosini, vice-presidente da Americanet.

Para melhor atender a população, o programa de Expansão WiFi Livre SP está dividido em duas fases. A primeira, que teve início em março e está em andamento, vai modernizar os 120 pontos já existentes, desonerando os cofres públicos e melhorando a internet ofertada. Com o

novo modelo de credenciamento, a Prefeitura de São Paulo economiza recursos públicos, aumenta a qualidade da navegação e a abrangência do sinal.

A segunda fase tem início a partir de julho, quando se iniciam as instalações de novos pontos em larga escala. De forma pontual, novos pontos serão criados ainda na primeira fase. No entanto, esse processo de criação de novas localidades vai se intensificar em todas as regiões, a partir do segundo semestre deste ano. O acompanhamento do cronograma pode ser feito pelo endereço bit.ly/1rwvDvx

Como vai funcionar o período de modernização dos 120 pontos existentes

Para evitar que a população fique sem acesso ao serviço, a modernização dos pontos existentes será feita de modo gradual, buscando o menor impacto possível no cotidiano das pessoas. A Prefeitura de São Paulo, em parceria com a Americanet, está modernizando cerca de 30 pontos por mês distribuídos em cronograma que será divulgado quinzenalmente para toda a população. Durante o período de transição para modernização dos pontos, há a possibilidade de instabilidade no sinal de internet. Finalizado o processo, a retomada do acesso se dará com mais qualidade e velocidade, obedecendo a proteção de dados dos usuários.

Novidades da modernização. O que melhora?

No modelo anterior, havia a previsão de apenas uma faixa de frequência padrão de 2,4 GHz e não havia previsão de área de abrangência. Com a modernização, a empresa credenciada deverá garantir que a abrangência do sinal cubra, no mínimo, 50% da área de parques e CEUs e 70% das demais localidades, medidas nas faixas de frequências de 2,4 GHz e 5 GHz. Ou seja, o sinal de wi-fi ficará melhor em todas as localidades. Além disso, a Prefeitura de São Paulo atualizou os requisitos tecnológicos para acompanhar novos padrões de wi-fi.

As especificações do programa estabelecem que cada usuário conectado terá uma conexão individual e efetiva de, no mínimo, 512kbps. A conexão segue requisitos de estabilidade, qualidade e cobertura e é suficiente para assistir vídeos, baixar arquivos, fazer videochamadas, realizar cursos online e navegar rapidamente pela internet. Qualquer usuário com smartphone, tablet ou notebook e que possua um chip de celular ativo pode acessar a rede.

Autenticação e veiculação de publicidade

Com a nova modelagem de conexão, será necessário incluir o número de telefone para que o usuário seja autenticado na rede WiFi Livre SP. O sistema vai enviar um código temporário que deverá ser inserido no campo solicitado da tela de início. Após o usuário se autenticar na rede WiFi Livre SP, aparecerá um anúncio publicitário. O usuário poderá pular a publicidade após dez segundos de exibição. A cada meia-hora de navegação, o usuário deverá se autenticar novamente. O uso da internet continua sendo livre e gratuito. A neutralidade da rede é uma premissa do projeto. O cidadão pode acessar qualquer site de seu interesse, inclusive redes sociais, e-mail, compartilhamento de vídeos, downloads e uploads.

Proteção de dados

A Prefeitura de São Paulo, assim como a parceira AmericaNet, não coleta nenhum tipo de dado pessoal durante a navegação. Os dados pessoais dos usuários são invioláveis e as regras do projeto reafirmam essa garantia com respeito à Lei do Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados. Essa situação só será alterada em caso de ordem judicial. Os únicos dados analisados são aqueles que dizem respeito ao controle da qualidade do serviço, como velocidade de conexão, usuários simultâneos, consumo total de banda e pontos de acesso, por exemplo. São dados cuja captura não interfere na privacidade da navegação, servindo para que a prefeitura dimensione o serviço de acordo com o uso verificado em cada localidade.

TOTVS apresenta soluções completas para gestão da saúde na Hospitalar 2019

A TOTVS, líder brasileira no desenvolvimento de software de gestão, demonstra durante a 26ª edição da Hospitalar 2019 um portfólio completo de soluções inovadoras para aprimorar a gestão de processos de hospitais, clínicas e laboratórios, em parceria com a Avatar Soluções em Saúde, empresa de softwares e aplicações em ambiente web para saúde. O evento acontece entre os dias 21 e 24 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Os visitantes poderão conhecer na prática as principais soluções da TOTVS focadas no segmento. Dentre elas, haverá a demonstração do software de gestão Alta Performance e da solução de gerenciamento de processos e recursos de glosas, WebGlosas, focados no ciclo da receita e utilizado na otimização e transparência das cobranças de itens contratados. Já a solução Fluig atua na gestão de workflows permitindo total rastreabilidade dos principais processos hospitalares e clínicos através de uma interface leve e intuitiva.

Outros destaques são as soluções baseadas em Inteligência Artificial para evitar fraudes em processos de autorização de convênios, uso de reconhecimento facial na Gestão de Capital Humano e Big Data aplicado no segmento de saúde.

Os visitantes da Hospitalar 2019 poderão ainda vivenciar na prática uma experiência de Realidade Virtual aplicada em treinamentos por meio da plataforma de educação corporativa Fluig Learning, direcionada ao mercado que está em busca ou já possui certificações.

Serviço:
Data: 21 a 24 de maio – 11h às 20h
Local: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme – São Paulo/SP

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Nova norma para motores IR3 visa mais sustentabilidade

A consciência de que o gasto desenfreado com energia, que é caro e danoso ao meio ambiente, tem ganhado cada vez mais força e, por isso, se tornam emergenciais diversas medidas sustentáveis para reduzir os prejuízos que desequilibram o ecossistema. Esse reconhecimento tem levado pessoas e empresas a buscarem atitudes e aparelhamentos que evitem desperdício de eletricidade. Para fortalecer esse movimento, o Ministério de Minas e Energia (MME) estabeleceu o programa de metas de rendimentos mínimos para motores de indução trifásicos, que são os equipamentos responsáveis pela maior parcela de consumo de energia elétrica do Brasil. A medida faz parte da Portaria Interministerial No- 29, de 26 de janeiro de 2017, que entra em vigor a partir deste ano.

Segundo Leandro Bertolino, gerente de Engenharia da Hercules Motores Elétricos – empresa de Timbó, em Santa Catarina, pertencente ao Grupo Mueller, com 70 anos de mercado, a medida que adota motores IR3 (em substituição aos IR2) trará não somente economia de energia elétrica, mas também dos recursos naturais. Além disso, ocasionará benefícios energéticos e de mercado importantes para a sociedade, colocando o Brasil em um seleto grupo de países que possuem como rendimentos mínimos os da categoria denominada “Premium” e “IE3”.

Segundo ele, o Brasil já estabelece há alguns anos os níveis mínimos de eficiência energética para motores — com foco em economia de energia — por meio dos motores IR2 (Índice de Rendimento 2) e para atender ao próximo nível de rendimento IR3: “Os fabricantes nacionais terão que reformular os seus projetos e fazer investimentos em seus motores, implicando diretamente na quantidade, qualidade e custo dos materiais utilizados, que resultam na melhoria de desempenho geral do motor”.

Bertolino salienta que a nova portaria é exclusiva para motores de indução trifásicos — do tipo gaiola de esquilo — amplamente utilizados na indústria para acionamento de máquinas e equipamentos, não abrangendo motores monofásicos. Essas modificações, além de gerar economia, trarão maior vida útil aos motores, devido a menor temperatura e menor corrente de trabalho. Para atender a essas novas normativas, a Hercules Motores Elétricos está se preparando há dois anos. Além do projeto elétrico aprimorado, também há alguns diferenciais no projeto mecânico como o pé removível que possibilita multi-montagem, motores com bobinagem totalmente de cobre e carcaças de alumínio que proporcionam maior dissipação térmica e menor peso e ainda permitem uma reciclagem muito mais rápida e limpa, diferentemente do ferro fundido.

A Hercules Motores é uma empresa nacional que possui a linha de motores industriais produzida 100% no Brasil com assistência técnica em diversos pontos em todo território.

O engenheiro informa que em setembro os motores com os novos índices já estarão disponíveis ao mercado e destaca que a empresa trabalha com alta eficiência energética e pratica o respeito ao meio ambiente aliado ao avanço da tecnologia dos motores: “O nível de qualidade dos produtos Hercules Motores Elétricos atende totalmente as normas nacionais, fortalecendo a marca perante outros fabricantes”.

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Fórum debate a importância da inovação para as empresas brasileiras

Século 21, mundo globalizado, digital e real unidos conectando máquinas, sistemas e pessoas ao processo produtivo. E como as empresas brasileiras estão se adaptando aos desafios desta nova realidade? Como reagir às mudanças abruptas impostas pela chamada 4ª Revolução Industrial? Estes questionamentos estarão em pauta durante o Fórum “A importância da inovação na economia digital”, que será promovido por VEJA e EXAME, amanhã, 16 de maio, em São Paulo. Na ocasião, especialistas nacionais e internacionais vão debater sobre como lidar com as principais inovações tecnológicas aplicadas aos processos de manufatura.

Representantes das principais instituições de Ciência & Tecnologia do Brasil e do mundo participam do evento. Destaque para a apresentação do livro “Innovation in Brazil: Advancing Development in the 21st Century”, estudo sobre o ecossistema de inovação do Brasil, realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) sob encomenda do SENAI.

Programação:

8h – Credenciamento Welcome Coffee

9h – Abertura Boas vindas

PAULO AFONSO FERREIRA, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em exercício. ANDRÉ LAHOZ MENDONÇA DE BARROS, diretor de redação da revista EXAME.

9h30 – Apresentação do livro “Innovation in Brazil: Advancing Development in the 21st Century”, resultado de estudo sobre o ecossistema de inovação do Brasil, realizado sob encomenda do SENAI

BEN ROSS SCHNEIDER, diretor do Brazil Program – Massachusetts Institute of Technology (MIT)

10h30 – Painel 1: Instituições de ciência e tecnologia e o estímulo à inovação nacional

RAFAEL LUCCHESI, diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) | BrasilDR. HOLGER KOHL, Diretor da Divisão de Gestão Corporativa em Produção de Sistemas e Tecnologias de Design (IPK) |Alemanha

HEIDI BRIDGER, Head do Catapult Network Governance at Innovate |Reino Unido

11h30 – Painel 2 : Incentivo governamental às instituições de ciência e tecnologia

CARLOS PACHECO, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) | Brasil

LAURENS STEEN, Representante para a América Latina da The Netherlands Organisation for Applied Scientific Research (TNO) | Holanda

MARTIN C. SANNE, diretor-executivo do Council for Scentific and Industrial Research (CSIR) | África do Sul

JORGE GUIMARÃES, diretor-presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) | Brasil
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Fórum A importância da inovação na economia digital

Quando: 16 de maio
Local: Palácio Tangará – Sala Cristal
Endereço: Rua Deputado Laércio Corte, 1501 – Vila Andrade, São Paulo
Hora: 8h às 12h30

Lei de Maquila: como o Brasil está perdendo empresas, empregos e renda para o Paraguai

Empresários brasileiros estão atravessando a fronteira com o Paraguai e fugindo da pesada carga tributária nacional, levando com eles arrecadação e empregos. Segundo especialistas, eles saem do país em busca de preços mais baixos e condições favoráveis para produção proporcionadas pela Lei de Maquila, regulamentada em 1997, que isenta de impostos as marcas que importarem maquinário e matéria-prima em território paraguaio e exportarem seus produtos. O imposto cobrado é único, de 1% de valor agregado. A economia na produção do comércio exterior pode chegar a 20%, se comparada ao que se gastaria em solo tupiniquim.

A movimentação de empresários nacionais se intensificou a partir de 2013, quando uma grande campanha em torno deste regime de incentivo foi feita pelo Paraguai. Entre os nomes de peso que chegaram por lá estão: JBS (Friboi), Riachuelo, Vale, Bourbon, Camargo Correa, Eurofarma, Buddemeyer, Cargill, X-Plast e Estrela. A análise do próprio governo estrangeiro é de que, entre 2013 e 2018, sete em cada dez novas fábricas maquiladoras são do Brasil. Até 2017 já eram 124 empresas e, segundo a embaixada brasileira, o total de companhias que pediram instruções de como se mudar para lá cresceu 64% em 2017. Foram 445 consultas ano passado, contra 272 em 2016.

Vantagem para o Paraguai, mas ruim para o Brasil

Se para o Paraguai a Lei de Maquila está atraindo investimentos e benefícios, para o Brasil o cenário não é lá muito positivo. A uma crise econômica tem afetado fortemente a indústria: segundo os últimos dados do IBGE, o setor teve retração de 1,3% em março e a confiança em relação a recuperação do setor teve queda ainda mais expressiva, de 1,8%. Com isso, a perda de arrecadação dessas empresas, que fogem para o país vizinho, é um desastre. É o que afirma o advogado Daniel Strand, da Strand Advogados.

“A lei é muito boa para o Paraguai, mas nós precisamos criar nossos próprios meios de inibir esse tipo de movimento, de empresas brasileiras que vão investir em uma outra nação para produzir, fazendo com que a gente perca, não só dinheiro em arrecadação, mas também em emprego. Há mecanismos de compensação, inclusive tributários, que podem ser feitos. Mas precisamos de uma ação mais efetiva dos nossos governantes e da equipe econômica”, afirma.

A medida econômica do Paraguai é baseada no modelo existente na fronteira do México com os EUA, onde hoje, muitas fábricas norte-americanas atravessaram a fronteira para produzir. Fábricas de confecções e de calçados, indústrias têxteis, indústria plástica, de autopeças, etc. estão entre as principais empresas brasileiras utilizando os benefícios da Lei de Maquila. Só em 2017, nossa nação comprou US$ 1,13 bilhão de produtos do local – todos advindos de companhias que eram anteriormente produtoras em território nacional.

Os principais artigos comercializados foram: materiais elétricos (17%), arroz (14%), e carne bovina (9,8%). Já as exportações para o Paraguai somaram US$ 2,65 bilhões no mesmo período e os produtos mais vendidos foram: manufaturados (10%), adubos e fertilizantes (4,7%), além de máquinas de aparelhos agrícolas (4,0%).

A empresa que se muda não precisa pagar qualquer imposto ou taxa sobre o processo de importação de matérias primas e insumos, suprimentos e bens de capital, fabricação dos produtos. Além disso, o empregador encontra no Paraguai uma legislação trabalhista mais flexível: sem FGTS e contribuição sindical. E, apesar do salário mínimo ser maior que o nacional (US$ 1.200), a mão de obra é mais barata de maneira geral, já que os encargos trabalhistas são da ordem de 30% enquanto, no Brasil, esses encargos alcançam mais de 100% do salário.

O custo de energia elétrica é outra benesse da instalação no Paraguai: chega a ser quase 70% menor do que em nosso solo, o que o torna um ambiente ideal, o que prejudica, em muito, o Brasil.

“As condições no Paraguai já são melhores para empreender de forma geral, pois os custos são muito baixos. O que faz com que a reforma tributária se torne ainda mais importante, pois diminuindo os custos de produção, já teríamos um ambiente mais competitivo e produtos com preços melhores. Mas temos que ter legisladores que queiram legislar pelo país, pela população que votou neles”, reclama Strand.

Nova China

A forte concorrência com a Ásia é outro ponto forte do regime especial da Lei de Maquila. O Paraguai quer substituir cada vez mais os produtos que as empresas brasileiras trazem da China e, de fato, para algumas indústrias que importam dos chineses, está mais barato fabricar no vizinho.

O ganho principal com essa mudança é a competitividade, já que no Brasil cobra-se até 35% de imposto para importar da China, o que torna difícil ‘re-exportar’ o produto pela grande quantidade de impostos a serem pagos.

“Não precisamos de uma Lei de Maquila nacional, mas precisamos tomar medidas que vão diminuir o impacto desse tipo de ação. Acho que uma mudança no IOF, por exemplo, para produtos dessa região pode ser interessante. É pensar mesmo, fazer um estudo sobre o impacto dessa fuga de empresários e agir sobre o assunto”, finaliza o especialista.

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O protagonismo da gestão de pessoas na era digital

Por Valéria Novas, Head of CRM and People Management da Organica

O tempo em que o foco das empresas estava em crescer a produtividade e reduzir os custos olhando basicamente para tecnologia e automação de seus processos internos passou, hoje tudo é automatizado, porém vivemos um momento no qual tudo pode ser copiado com facilidade e rapidez e isso afeta definitivamente a vantagem competitiva e trás para o protagonismo “o como fazer” e não mais “o que fazer”.

Na era digital, a tecnologia permite cada vez mais a agilização e automação de processos, apesar disso ter exigido maior capacitação dos profissionais, sabemos que as competências técnicas são facilmente alcançadas, isso coloca em destaque os chamados soft skills, ou seja, as habilidades mentais, emocionais e sociais que as pessoas desenvolvem ao longo de suas experiências.

Essas competências comportamentais norteiam as atitudes através das quais as pessoas viabilizam suas entregas e agregam valor para a companhia, levando em consideração a forma como acontece as relações interpessoais, criatividade, colaboratividade, inteligência emocional, processo de tomada de decisão, flexibilidade, riscos e até a forma como administram os erros, ou seja, “o como fazer” é o grande diferencial, justamente porque estamos falando de questões particulares geradas pelo aprendizado individual, portanto, mais difíceis de serem reproduzidas pela concorrência.

Nunca foi tão importante fazer uso absoluto das potencialidades humanas como diferencial no mercado, a empresa que consegue entender isso e, fazer uma boa gestão de pessoas, além de canalizar, direcionar e evoluir as características pessoais e valores de seus profissionais, desenvolve uma forma única de experiência para o mercado, elas sairão na frente nessa corrida tão acirrada dos negócios, no entanto, por que a gestão de pessoas é um tema tão desafiador?

Segundo Bergamini e Tassinari, muitos são os executivos que têm dificuldade com problemas humanos no ambiente de trabalho. Normalmente admitem que os problemas técnicos são fáceis de ser solucionados, mas que dificilmente deixam um dia de trabalho com a certeza de que resolveram todos os problemas relacionados às pessoas, esse é o fator de maior preocupação. Existem diversas questões que podem ser individuais ou organizacionais que afetam significativamente o desenvolvimento e a potencialização de conflitos entre as pessoas no ambiente corporativo, tornando o ambiente negativo do ponto de vista emocional e prejudicando a produtividade.

Ao passo que os aspectos comportamentais estão em evidência, as empresas precisam propiciar um ambiente que permita a expressão autêntica dessas competências e com isso atinjam o máximo potencial através das pessoas. Quando as empresas não investem esforços para minimizar fatores geradores de conflitos e não conseguem garantir a sinergia no time de profissionais, entendendo e gerindo as diferenças e aspirações individuais, a maioria das pessoas é afetada, ficam desmotivadas, perdem auto-estima, deixam de evoluir e consequentemente impactam os resultados.

O ponto de partida é compreender a cultura da empresa, conhecer a essência e trabalhar com pessoas alinhadas com ela e que tenham o DNA que levará a companhia a realizar seu propósito. Somente a criação de times sinérgicos do ponto de vista das competências comportamentais garantem alta performance. Saber que na era digital a tecnologia é o meio de atingir eficiência, mas que o grande diferencial competitivo está em construir uma estratégia que dá protagonismo para as pessoas, permitirá criar e evoluir times coesos, com a potencialização das forças individuais trabalhadas de maneira colaborativa e complementar, essa é a melhor receita para contornar os desafios competitivos e ter um negócio bem sucedido.

Mercado Financeiro: características dos profissionais de sucesso

Por Willian Kahler, sócio e assessor Financeiro responsável pela área de expansão e performance da Messem Investimentos

Você já se perguntou o que diferencia um profissional de sucesso dos demais? Acredito que pessoas bem sucedidas possam ter características em comum, dependendo o segmento em que atuam. No mercado financeiro, em específico, algumas habilidades ficam evidentes em profissionais que obtiveram êxito nas suas carreiras.

Há quatro anos, me dedico à área de expansão da Messem Investimentos, escritório credenciado à da XP Investimentos Nesse período, conversei com mais de 400 pessoas apenas da área de finanças que tinham desejo em migrar carreira para a assessoria financeira.

Geralmente, realizamos cerca de duas conversas presenciais com os candidatos, por isso, conheci bons profissionais e ainda tive a oportunidade de participar da transição de alguns deles para a atividade de assessor de investimentos. O fato é que com quanto mais pessoas eu falo, mais evidente ficam esses diferenciais de quem se destaca na performance. Listei alguns deles:

Resiliência
O segmento financeiro é cheio de altos e baixos. Nos últimos anos, quantas turbulências e mudanças tivemos na economia do nosso país? Desde impeachment, até greve dos caminhoneiros – essa que praticamente parou o Brasil por alguns dias -, foram diversos acontecimentos que impactaram todos os setores da nossa economia. O mercado financeiro foi o que reagiu mais rápido a esses eventos. Por esse motivo, concordo com a frase citada no filme Rocky Balboa, pois não se trata do “quão forte você consegue bater e, sim, do quanto aguenta apanhar e levantar, mantendo-se na luta”.

Networking
Quanto mais bem relacionado se é nesse mercado, mais surgem as oportunidades. Cultivar relações, tanto dentro da instituição que trabalha quanto externamente, com parceiros, clientes, é muito importante. A sua rede de relacionamentos é um dos ativos mais importantes nesse ramo.

Execução
Para resolver problemas é importante ter boas ideias. Contudo, ter muitas ideias e não colocá-las em prática, ou colocar muitas iniciativas em campo ao mesmo tempo, é pouco efetivo. Os melhores que conheci possuíam uma capacidade muito forte de execução! Se formos fazer uma analogia simples: imagine uma pessoa que confecciona vasos. Esses profissionais preferem construir vários “vasos imperfeitos” e ir melhorando com o passar do tempo, até que um “vaso bom” surja, ao invés de gastar toda a energia estudando e projetando um “vaso perfeito” que nunca sairá do papel. Assim, quando ele chegar em um modelo mais aperfeiçoado do seu “vaso”, já vai ter a experiência de ter construído outros modelos, enquanto quem planejou por muito tempo e não executou a inda vai ter a dificuldade de testar na prática.

Comunicação
O mercado financeiro é naturalmente complexo, com termos e linguagens bem específicas. Além disso, é composto por profissionais que, em geral, possuem personalidades fortes. Para “vender” uma ideia internamente é preciso ter a desenvoltura de expor seus pontos de vista de uma forma efetiva, não adianta ter uma ótima ideia se os outros não entenderem do que se trata ou não “comprarem” a mesma. Para quem lida com clientes, é preciso ter a capacidade de transformar uma linguagem complexa em algo simples, afinal, ninguém compra o que não conhece.

Possa ser que um bom profissional tenha duas ou três dessas habilidades que mencionei, além de outras que são mais específicas para o tipo de função que o mesmo realiza. Porém, tratando do assessor de investimentos, pude observar que as pessoas que obtiveram maior êxito possuíam de forma latente ao menos a resiliência e execução. As demais você consegue desenvolver e aprender ao longo do tempo se tiver muita dedicação e humildade. O Networking acelera o resultado, mas as duas características que citei são fundamentais para quem pensa em entrar na atividade de assessor de investimentos.

Você se identifica com essas virtudes? Se a resposta for “sim”, provavelmente você já é um profissional de sucesso dentro deste mercado ou é apenas questão de tempo para tornar-se um.

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Em tempos de turbulência no setor aéreo consumidor tem alternativa rápida para buscar por direitos

O transporte aéreo é um dos setores com menor volume de reclamações na plataforma consumidor.gov.br do Governo Federal, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). No entanto, os problemas que passageiros enfrentam junto às companhias são significativos – se não via números oficiais, ao menos em transtornos ao consumidor. Dentro desse cenário de descrença e aparente dificuldade para se buscar por direitos, surge a Liberfly (www.liberfly.com.br), a primeira lawtech especializada em resoluções de transtornos com companhias aéreas no País.

Como nasceu a ideia e seu propósito no mercado

Ari conta que a ideia da startup surge a partir das experiências aéreas malsucedidas dele e de seus sócios. “Desde os tempos de faculdade falávamos quão difícil era a vida dos clientes no setor aéreo. Nós nos incluímos nesse grupo e, felizmente, assim enxergamos um meio de tornar esses direitos atendidos e uma grande oportunidade de negócio”, diz o CEO.Criada a partir de investimento próprio em novembro de 2016 por Ari Moraes Jr. (CEO), César Ferrari (CFO) e Gabriel Zanette (CMO), ambos empreendedores capixabas apaixonados por inovação e soluções alternativas de conflitos, a Liberfly busca através da tecnologia, propor uma forma ágil e assertiva para resgatar a autoestima de consumidores lesados tanto no Brasil e no mundo por problemas ocasionados em decorrência de serviços mal prestados seja antes ou durante voos

Nunca foi tão fácil ir atrás dos direitos com as companhias aéreas

Existem diversos problemas que podem ocorrer para um passageiro se sentir lesado e buscar uma solução indenizatória. Os casos variam entre atrasos de voo, cancelamentos, regras do contrato, execução de voos bem como alterações nos bilhetes e problemas com bagagem. Nesse cenário, a Liberfly entra como intermediadora ao lado dos consumidores lesados, com conhecimento técnico que auxilia a ressarci-los e compensá-los pelos danos causados. Desde a sua fundação, a startup já auxiliou na resolução de mais de 3000 casos com mais de 98% de sucesso.

Como funciona a negociação?

Todo o processo acontece de maneira muito simples e transparente. Basta o consumidor acessar o site da Liberfly – www.liberfly.com.br – e preencher a um formulário relatando seu problema. Com o caso enviado pela plataforma, um dos especialistas da startup retorna a esse chamado para obter mais informações.

A partir desse estágio, toda a burocracia é retirada dos olhos do consumidor, ficando o caso sob a responsabilidade de resolução pela startup– que negocia diretamente com a companhia aérea. Com a reclamação finalizada, o valor conquistado é depositado automaticamente na conta cadastrada pelo consumidor, já com a taxa da prestação de serviço deduzida.

“Apenas 2% dos problemas com as empresas do setor aéreo são reivindicados pelos consumidores no Brasil. Nós queremos levar conhecimento e justiça a todos os passageiros. Com isso em mente, fazemos parte do time que deseja melhorar a qualidade dos serviços prestados. Queremos ir além, sermos o canal mais rápido e seguro para buscar por alternativas positivas aos viajantes de avião”, finaliza Ari.

Existe investimento seguro? Veja os mitos que cercam as diferentes formas de aplicar o seu dinheiro

Por Felipe Medeiros

Diz o ditado: quem não arrisca, não petisca. A sabedoria popular não falha. Mas quando o assunto é dinheiro, poucas pessoas estão dispostas a correr riscos para aumentar sua renda. O máximo que elas fazem é colocar tudo em uma caderneta de poupança ou algum outro produto oferecido pelo banco, que rendem bem menos do que outras diversas aplicações que estão disponíveis. Há uma falsa sensação de segurança nesses tradicionais formatos que impedem que os brasileiros consigam se tornar investidores de verdade e melhorem a rentabilidade de seus investimentos.

Mas nem tudo que é propagado é de fato verdade. Muitas aplicações financeiras rendem mais do que a poupança, garantindo a mesma estabilidade para o poupador. É preciso desmistificar alguns pontos de modo a oferecer maior clareza para aqueles que desejam ver seus rendimentos crescerem com agressividade, mas sem abrir mão da segurança e também da liquidez.

Para esclarecer melhor isso, listei alguns dos principais mitos.

1 – Quem investe em renda fixa não perde dinheiro

Certamente quem possui qualquer tipo de aplicação já ouviu essa frase. A própria expressão “renda fixa” sugere uma garantia de rentabilidade. Mas não é o caso. Ainda que sejam produtos mais conservadores do que os considerados mais arriscados, como a renda variável, esses investimentos também possuem volatilidade e exigem estratégia e planejamento dos usuários. Há situações em que resgatar antecipadamente a aplicação faz com que a pessoa perca um percentual do que foi investido, por exemplo.

2 – É preciso ter muito dinheiro para investir em renda fixa

A democratização de diferentes produtos de renda fixa – sobretudo os que são oferecidos fora do banco – já permite que os investidores realizem pequenos aportes. Seja no Tesouro Direto, que parte de R$ 30, ou em outros investimentos como CDB, RDB, LCI, LCA e LC, é possível iniciar com poucos recursos e ir aumentando com o tempo. Além disso, alguns desses investimentos possuem isenção de imposto e muitas corretoras não cobram taxa de manutenção. É importante ter claro, porém, que quanto maior o valor investido, maior será o seu retorno.

3 – O FGC é um instrumento do governo para assegurar investimentos

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) também é apontado como mais um recurso de segurança para os investimentos de renda fixa, pois dá proteção e fiscalização de investimentos. Entretanto, não é um órgão do governo. Se trata de uma iniciativa privada, sem fins lucrativos, mantida pelas próprias instituições financeiras. Muito se fala que o FGC possui um limite de cobertura por valor investido, o que é verdade. O limite é R$ 250 mil por investidor e por instituição financeira.

4 – O FGC garante todos os tipos de investimentos em renda fixa

Quando falamos de investimentos, não nos limitamos apenas à poupança ou outros formatos da renda fixa. Existem uma série de outros produtos. Porém nem todos os investimentos de renda fixa estão cobertos por esse seguro. Letra de Câmbio (LC); Letras hipotecárias (LH); Letras de crédito imobiliário (LCI); Letra de crédito do agronegócio (LCA); Recibo de depósito bancário (RDB) e certificado de depósito bancário (CDB). Todos esses estão cobertos pelo FGC. Porém, em se tratando de fundos de investimentos em renda fixa, ou até Tesouro Direto, os mesmos já não possuem essa cobertura. Portanto, fique atento.

5 – Investir em imóveis sempre é uma boa opção

Adquirir um imóvel pode não representar apenas a segurança de obter um ativo físico, mas de um negócio que pode se valorizar ao longo do tempo. Essa percepção não é equivocada. Porém, uma série de fatores entram em jogo quando se considera a compra de um imóvel como investimento de médio prazo. Um dos pontos principal é a forma como isso acontece. Vale a pena financiar um imóvel pagando juros? Seria esse o melhor custo de oportunidade? O que muita gente esquece é que os juros representam o custo do dinheiro; ou melhor, o custo de se alugar um recurso que não se possui. Além disso, quem contrai um financiamento paga ainda um seguro de vida, embutido nas próprias parcelas. Se os valores cobrados nas parcelas fossem investidos no mercado financeiro, a compra do imóvel ocorreria mais rapidamente. Isso sem falar no desconto pelo pagamento à vista. Por isso é importante avaliar outras possibilidades.

6 – A Renda Fixa sempre é o melhor investimento de longo prazo

Não há como prever qual tipo de aplicação é mais vantajosa a longo prazo por conta das inúmeras variáveis envolvidas. Entretanto, há diversas estatísticas no mercado que mostram que investimentos em renda variável, como ações, garantem uma melhor rentabilidade de longo prazo. Não é preciso ser especulador para ter sucesso nesta modalidade, basta investir em papéis de empresas sólidas e contar com o apoio de companhias especializadas para entender melhor a flutuação típica do mercado. E se não sabe como escolher boas ações para investir, pode fazer esse investimento contratando um gestor profissional para cuidar disso para você. Outras modalidades são fundos imobiliários, fundos de ações, ETFs, câmbio e ouro.

7 – Não é preciso ajuda para investir em aplicações com maior risco

A euforia de buscar investimentos que prometem grandes retornos financeiros levam muitos investidores a tomarem medidas impulsivas. Isso acontece especialmente na renda variável, como investir em ações negociadas na Bolsa. O interesse das pessoas em buscar opções mais sofisticadas de investimentos não é necessariamente algo negativo. Muito pelo contrário. Porém, é preciso se aventurar com muita cautela. Porque, como diz uma máxima do mercado financeiro, não existe almoço grátis. Para aqueles que não possuem muito conhecimento e investem em ações, por exemplo, existe uma chance enorme destes perderem dinheiro se fizerem isso sozinhas. Nesses casos é fundamental contar com a ajuda de profissionais qualificados, como os consultores, analistas e gestores, para ajudar nesse processo.

Felipe Medeiros, economista e sócio-fundador do Mais Retorno, plataforma de assessoria de investimentos em ativos financeiros

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Governo Federal leva gratuitamente 19 startups para Toronto

As startups que irão participar do 7º ciclo de internacionalização do StartOut Brasil já foram escolhidas. Entre os dias 23 e 28 de junho de 2019, essas empresas farão uma imersão no ecossistema de Toronto, Canadá, para visitar aceleradoras, incubadoras e empresas locais; participar de seminário de oportunidades, reuniões com prestadores de serviços e encontros de negócio organizados pelo programa; além de realizar uma apresentação para possíveis investidores e parceiros.

Ao todo, foram selecionados 15 negócios na categoria “ampla concorrência”, que são startups que nunca participaram ou participaram de apenas um Ciclo do StartOut Brasil; e 4 startups na categoria “graduadas”, composta por empresas que já estiveram em dois ou mais ciclos de imersão oferecidos pelo programa. Essa triagem foi realizada pelos organizadores do programa – Ministério da Economia, Ministério das Relações Exteriores (MRE), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) – junto com avaliadores pertencentes ao ecossistema de destino.

“Após um ano de missões internacionais, os resultados do programa já são visíveis. Temos ao menos 25 negócios facilitados pela participação das startups nos ciclos do primeiro ano do StartOut (Paris, Berlim, Miami e Lisboa). São vendas, parcerias, provas de conceito, acordos de distribuição e exportações (bens e serviços) viabilizados pelo programa. Sem contar os resultados que envolvem melhorias de gestão e inovações nos produtos/serviços para o mercado internacional. Até o momento, o programa realizou 91 atendimentos de startups. A meta é levar 240 empresas para o exterior até 2021”, afirma Igor Nazareth, Subsecretário de Inovação no Ministério da Economia.

Veja abaixo quais foram as startups escolhidas para participar na categoria “ampla concorrência”:

  1. Hype – produz animações para o mercado de entretenimento e cria conteúdos para televisão e cinema;
  2. key2enable Assistive Technology – empodera as pessoas com deficiência para desenvolverem suas competências e individualidades;
  3. Antares Recycling – especializada no desenvolvimento e implementação de soluções sustentáveis para reciclagem e reaproveitamento de resíduos industriais;
  4. InEvent – ajuda empresas a verem o poder de eventos e facilita a gestão de seus processos, a criação de soluções vencedoras e a entrega de experiências incríveis;
  5. Pris – soluções para nortear gestores em decisões capazes de aumentar o valor de seus negócios;
  6. FormulaXR (former Imersão Visual) – conferência virtual imersiva;
  7. Shawee – plataforma de gerenciamento para hackathons;
  8. Filho sem Fila Software Ltda – aplicativo que avisa a escola com antecedência quando os pais estão chegando;
  9. RIO Analytics – Artificial Intelligence for industry – utiliza inteligência artificial para predição de falha de ativos industriais;
  10. Jade Autism – aplicativo que estimula e desenvolve as funções cognitivas de crianças;
  11. Aptah Bioinformatica – empresa de bioinformática que visa reduzir o tempo, custos e riscos gastos no desenvolvimento de medicamentos;
  12. WNutritional – linha de bebidas funcionais, saborosas, livre de conservantes e rica em nutrientes;
  13. MSC MED – oferece metodologias de auxílio no desenvolvimento de projeto para dispositivos médicos implantáveis;
  14. TCL Soluções – desenvolvedora de soluções tecnológicas inovadoras que melhoram o mercado de recebíveis e meios de pagamentos;
  15. dLieve – sistema de monitoramento e gestão de entregas em tempo real.

E as selecionadas como “graduadas”:

  1. Portal Telemedicina LTDA – central médica online que atua unindo tecnologia, medicina e uma equipe incrível para atender clientes em todas as etapas de seu negócio;
  2. Shelfpix Tecnologia LTDA – desenvolvedora de uma tecnologia de ponta aplicada ao monitoramento do ponto de venda por meio do reconhecimento digital de imagens;
  3. Asel Tech – gestora de dutos para indústrias de petróleo, petroquímica e de gás e energia;
  4. Molegolar – startup que possibilita a formação de plantas arquitetônicas que se adaptam às necessidades dos usuários pela combinação de módulos para várias metragens.

Preparação

Para extrair ao máximo o que o Canadá tem a oferecer, as 19 empresas passarão por um processo de preparação para a missão, que dura de seis a oito semanas. Durante esse período, os empreendedores terão consultoria especializada em internacionalização; acesso à plataforma Passaporte para o Mundo da Apex-Brasil; conexão com mentores que conhecem o ecossistema de destino; workshop presencial em São Paulo (dias 24 e 25 de maio) e sessões online de treinamento de pitch.

Ao longo desse período de capacitação, é necessário que as startups tenham participação ativa nas atividades previstas, com dedicação de cerca de três horas por semana ao programa, e que definam o plano de negócios e a estratégia de entrada no mercado-alvo.

Sobre o Canadá

Com 5,5 milhões de habitantes, Toronto é rica em diversidade cultural e a maior cidade do Canadá. Essa nova potência tecnológica está se consolidando graças a união do Governo canadense com universidades, empresas, investidores e empreendedores locais.

Não satisfeito, o país quer continuar evoluindo. Para se tornar líder em pesquisa e desenvolvimento, o Canadá está com as portas abertas para imigrantes que desejam trabalhar com tecnologia nas áreas de deep learningmachine learning, redes neurais e natural language processing.

Próximo Ciclo

Simultaneamente ao evento presencial em São Paulo, ocorre a abertura das inscrições para o próximo ciclo do programa. De 24 de maio a 17 de junho, as startups interessadas em participar em uma imersão em Boston poderão se inscrever no site do programa.

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Orientações para empresa reduzir tributos legalmente

A crise está afetando grande parte das empresas e nessa hora a palavra de ordem é redução de custos. Contudo, uma forma deixar os gastos menores que poucas empresas aplicam corretamente é o planejamento tributário. Sendo que estudos apontam que as empresas pagam até 34% de tributos sobre o lucro, mas todo empresário sabe que esses valores se mostram muito maiores se forem consideradas outras questões como encargos trabalhistas, taxas e outras obrigatoriedade.

Assim, se uma empresa pretende sobreviver à crise, é fundamental a contratação de uma contabilidade que possibilite o melhor planejamento tributário. Sendo fundamental buscar reduções dentro de acordo com as frequentes alterações tributárias às quais as empresas devem se adaptar no país, administrando melhor seus tributos, obtendo maior lucratividade no seu negócio.

Segundo o diretor executivo da Confirp Contabilidade Richard Domingos, “o planejamento tributário é o gerenciamento que busca a redução de impostos, realizados por especialistas, resultando na saúde financeira. Sabe-se que em média 34% do faturamento das empresas é para pagamento de impostos. Com a alta tributação no Brasil além de terem de enfrentar empresas que vivem na informalidade, várias empresas quebram com elevadas dívidas fiscais. Assim, é salutar dizer que é legal a elisão fiscal “.

Quais os principais tipos de tributação?

São três os principais tipos de tributação: Simples Nacional, Presumido ou Real. O diretor explica que “a opção pelo tipo de tributação que a empresa utilizará no próximo ano fiscal pode ser feita até o início do próximo ano, mas, as análises devem ser realizadas com antecedência para que se tenha certeza da opção, diminuindo as chances de erros”. Importante ressaltar que cada caso deve ser analisado individualmente, evidenciando que não existe um modelo exato para a realização de um planejamento tributário já que existem várias variáveis.

Entenda melhor os tipos de tributação

Simples Nacional – é um sistema simplificado e compartilhado de arrecadação, fiscalização e cobrança direcionado para a sobrevivência das micro e pequenas empresas. Para isso, oferece vantagens, como administração mais simples e redução dos valores a seres recolhidos (na maioria dos casos). É ideal para os empresários com altas ou médias margens de lucro e despesas baixas e que possui o consumidor como seu alvo final. Contudo, existem uma série de regras para que se possa enquadrar nessa condição.

Lucro presumido – é um tipo de tributação simples no qual se define a base do cálculo do imposto de renda dos empresários que não têm a obrigação de ser apurado por meio do lucro real. Com o valor do lucro presumido se realiza um cálculo das contribuições federais e dos impostos. Esse sistema é interessante para empresas que possuem as margens reduzidas de lucro, folha salarial de valor baixo, menores despesas operacionais.

Lucro real – nesse sistema tributário é considerado o lucro líquido que engloba o período com ajuste de exclusões, adições, além de compensações descritas ou com a autorização da legislação fiscal. Sendo indicado a que possui lucro menor a 32% da receita bruta. Assim é interessante para as empresas de grande porte com as margens de lucro reduzidas, folha de pagamento baixa, despesas altas, como fretes, energia elétrica, locações e não depende do consumidor. O lucro real é obtido a partir do devido cálculo das contribuições federais e dos impostos, sendo necessário ter uma rígida escrituração contábil, lembrando que os custos devem ser comprovados com o objetivo da realização de uma compensação ou uma dedução.

Como se faz um planejamento tributário?

“De forma simplificada, num planejamento tributário se faz a análise e aplicação de um conjunto de ações, referentes aos negócios, atos jurídicos ou situações materiais que representam numa carga tributária menor e, portanto, resultado econômico maior, normalmente aplicada por pessoa jurídica, visando reduzir a carga tributária”, explica Domingos.

Alguns cuidados são fundamentais para que não se confunda elisão fiscal (Planejamento Tributário) com evasão ilícita (sonegação), pois neste último caso o resultado da redução da carga tributária advém da prática de ato ilícito punível na forma da lei.

Quais os riscos em um planejamento tributário?

“Na ânsia de realizar um planejamento tributário, muitas vezes o empresário se esquece de preocupações básicas para se manter dentro da lei. Para evitar a evasão ilícita, existe lei que possibilita que a autoridade administrativa desconsidere os atos ou negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo, para que não haja”, alerta o diretor executivo da Confirp.

Outro cuidado do empresário é ter em mente que o planejamento tributário é meio preventivo, pois deve ser realizado antes da ocorrência do fato gerador do tributo. “Um exemplo deste tipo de ação é a mudança da empresa de um município ou estado para outro que conceda benefícios fiscais”, detalha Richard Domingos.

Por fim, a valorização dos contadores e advogados das empresas é fundamental para a realização de um planejamento adequado, principalmente por serem eles as pessoas que tem contato mais próximo com a realidade da empresa e com questões judiciais, podendo repassar essas informações para a empresa com maior correção.

E-commerce fatura R$2,2 bilhões no Dia das Mães em 2019, aponta Ebit|Nielsen

O e-commerce faturou R$2,2 bilhões no Dia das Mães em 2019, alta nominal de 5% na comparação ante ao mesmo período do ano anterior, aponta a Ebit|Nielsen, referência em informações sobre o comércio eletrônico brasileiro.

O número de pedidos aumentou 20%, para 5,5 milhões, enquanto o tíquete médio registrou retração de 12%, para R$402. O levantamento compreende as compras realizadas entre os dias 27 de abril e 11 de maio de 2019. “Podemos observar com os resultados que, apesar de maior participação online, os brasileiros estão mais cautelosos nos gastos. Eles procuram manter o orçamento livre de dívidas, deixando para desembolsar mais nas vésperas da data, após pagamento das contas. Não podemos dizer que esse é um comportamento definitivo, mas um indicador, que será confirmado ou não no decorrer do ano. A dica para os varejistas é se preparar para atender de forma criativa essa demanda de última hora no mundo online-conectado.”, diz Ana Szasz, head de Ebit|Nielsen.

De acordo com estimativas da Ebit|Nielsen, o período do Dia das Mães pode corresponder a 3,6% dos R$ 61,2 bilhões previstos em faturamento pelo e-commerce em 2019, sendo a segunda data comemorativa mais importante para o calendário do varejo nacional (perde apenas para Natal, que compreende Black Friday).

Moda e Acessórios, Perfumaria e Cosméticos e Casa & Decoração foram as categorias mais compradas com a intenção de presentear. O ranking do faturamento, por sua vez, foi liderado por Eletrodomésticos, Telefonia/Celulares e Casa & Decoração.