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Transformação digital ou intensificação digital?

Por Alexandro Barsi

O assunto transformação digital está em alta em quase todas as empresas, que já estão correndo para implementar essa iniciativa. Mas, a questão é: será que elas sabem o real objetivo dessa transformação? Como podemos entender se estamos ou não atingindo esses objetivos?

Um estudo da McKinsey, lançado em outubro de 2018 e chamado Unlocking success in digital transformations, aponta que oito de dez empresas têm iniciativas de transformação digital, o que é um ótimo indicador. Mas, apenas 30% dessas empresas têm tido sucesso efetivo na organização.

A maioria das empresas já entendeu que é uma questão de sobrevivência e está diariamente se provocando e questionando sobre como mudar sua estrutura, acompanhar as tendências do mercado, ampliar os conhecimentos digitais, utilizar novas tecnologias, Mobile, Analytics, IoT, rever processos, garantir entregas ágeis, inserir design no processo, entre outras iniciativas. Mas, ainda assim, existe uma discussão enorme sobre como se transformar e muito pouco se pensa sobre como perceber que está no caminho certo.

Essa transformação nunca deve acabar. Por isso, insisto em usar o termo “intensificação digital” constantemente, como forma de ressaltar que devemos não só tomar iniciativas digitais, mas, principalmente, ter muita efetividade em todas elas.

A transformação é importante e necessária no momento em que vivemos. A intensificação é crucial para obter sucesso no processo e para o reconhecimento de que a sua empresa é digital. Portanto, tenha um planejamento estratégico consistente, em que a tecnologia é um meio de melhorar a produtividade, integrar, otimizar e agilizar a cadeia produtiva, além de simplificar processos.

Por outro lado, pensar em transformação digital e presumir que todos os colaboradores e clientes vão se adaptar às mudanças facilmente e sem impacto na produtividade é um dos maiores erros que as companhias cometem. Se as pessoas não adotam as mudanças, todo o investimento se perde.

Portanto, é importante se questionar: os seus colaboradores sentem que a empresa é digital ou eles ainda voltam para casa achando que todos os aplicativos que usam na vida pessoal são muito mais simples, menos burocráticos e inspiradores do que os que eles têm que usar no dia-a-dia na empresa? Incorporar a inovação na cultura organizacional da empresa também é um grande passo para obter um bom desempenho com as novas ações.

E os seus clientes, estão sendo impactados pelas estratégias digitais? Eles são fiéis à sua marca ou apenas estão conectados à empresa por alguma conveniência?

Conversar e olhar para a jornada de cada um a fim de entender onde realmente é preciso ser relevante, impactante e descobrir as oportunidades de geração de valor para o negócio é essencial para o sucesso dessa transformação e intensificação. Afinal, a sua empresa está no caminho certo quando o cliente realmente é impactado e sente que ela é digital e se preocupa com ele

Já temos alguns casos de sucesso, no Brasil e no mundo, de empresas completamente digitais, onde os clientes conseguem sentir e perceber a facilidade nos serviços e que os processos são pensados para resolver e simplificar a vida de seus clientes, o que acaba os tornando cada vez mais fiéis, além de uma base sólida que não para de crescer.

O que faz a diferença nestas empresas é, de fato, o trabalho sempre focado na intensificação digital e na efetividade dos serviços. Além de colocarem, realmente, o cliente no centro do negócio, enquanto muitas outras empresas ainda estão com o time de marketing colocando o cliente no centro das peças de divulgação.

Hoje, acreditamos que colocar design apenas no processo não é o suficiente. Temos a certeza de que temos que fazer do design O PROCESSO. Que a empatia e o olhar sobre como gerar impacto estejam, de fato, voltados à experiência do cliente e que este, finalmente, consiga perceber, sentir e falar que a sua empresa é digital, que ele ama ser seu cliente, que você entrega uma experiência que parece que foi feita sob medida para ele e que você realmente se preocupa com ele.

E a sua empresa, é digital? Está em plena transformação ou está na fase de intensificação?

Alexandro Barsi, sócio-fundador e CEO da Verity Group, ecossistema de tecnologia com serviços e soluções que atuam de ponta a ponta na jornada da experiência do cliente para acelerar e intensificar a transformação digital.

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SAP traz comunidade Design at Business para o Brasil em parceria com grandes empresas

A SAP traz a Comunidade Design at Business para o Brasil em parceria com as empresas BASF, Natura, Vale, Microsoft Participações, São Martinho, entre outras. O objetivo do grupo, que já reúne mais de 700 agentes de transformação nos 9 países que contam com a iniciativa, é acelerar a inovação engajando as pessoas e transformando a cultura das grandes empresas. A comunidade tem como missão reunir profissionais de qualquer área de atuação para aprender uns com os outros e compartilhar boas práticas de aplicação do design no mundo dos negócios.

A Design at Business Brasil contará com a mesma estrutura criada pela SAP, Phillips e Nestlé na fundação, em 2010. Existem três pilares fundamentais que buscam conectar pessoas para troca de conhecimento e aprendizados, criar grupos de trabalho para encontrar soluções criativas para problemas comuns, e oferecer treinamentos de métodos e ferramentas que possibilitem a inovação com foco nas pessoas.

Entre os temas mapeados para os próximos encontros, presenciais ou online, estão cases de transformação digital, o uso do design thinking para repensar processos ou criar novos modelos e negócio com foco na melhor experiência para o cliente final, o relacionamento e colaboração entre startups e grandes empresas, além de diversas iniciativas para fomentar e amadurecer a cultura de inovação.

“Diversos projetos ao redor mundo estão entregando soluções com tecnologia de ponta em poucas semanas. Porém, apesar de toda a rapidez e o avanço tecnológico, a adoção ainda é lenta. A tecnologia é fundamental, mas acreditamos que a transformação só ocorre quando as pessoas estão com o mindset correto. Transformar a cultura das grandes organizações ainda é o maior desafio. E esperamos que a comunidade possa contribuir para isso, disseminando o conhecimento de como inovar com propósito e atingir resultados tangíveis”, explica Lilian Sanada, líder da prática de design e co-inovação com clientes na SAP Brasil.

A prática do design na SAP teve início em 2004, por influência de Hasso Plattner, fundador da empresa e que criou a primeira escola de design thinking do mundo, a d.School na Universidade de Stanford, em parceria com David Kelley, fundador da IDEO. Desde então, o design vem sendo utilizado para diversos fins dentro da companhia, desde a formatação de novos modelos de negócio, até o desenvolvimento de novas soluções que serão comercializadas em escala ou criadas sob medida em colaboração com clientes.

Petz Lança sistema com Reconhecimento Facial para cães

A Petz inova mais uma vez e lança o primeiro Pet-Commerce com tecnologias de reconhecimento facial e inteligência artificial para cachorros escolherem seus próprios petiscos e brinquedos!

O Pet Commerce já pode ser acessado no site da Petz.

É o cachorro quem interage com a ferramenta! Ele só tem de ficar perto da câmera do computador, do tablet ou do celular. A câmera, através da tecnologia de inteligência artificial, capta a imagem da face e a reação do animal enquanto brinquedos, bolinhas e ossinhos são mostrados em vídeos. É pela reação do cachorro que o sistema identifica se ele gostou ou não do que foi apresentado, estabelecendo o nível de interesse de compra dos produtos, representado por um gráfico de ossinhos.

O projeto foi criado pela Ogilvy Brasil e desenvolvido pelas empresas D2G Tecnologia e Hogarth.

“Quando a Ogilvy nos trouxe essa ideia achamos incrível porque tem tudo a ver com o que a Petz acredita. A ligação entre o tutor e seu cão acontece de diversas formas. Entendemos quem faz festa de aniversário para o animal de estimação, quem conversa com ele. O amor por um pet não tem limites e o Pet-Commerce é prova disso!”, comenta Sergio Zimerman, presidente da Petz.

Milhares de fotos de cachorros foram testadas no sistema de inteligência artificial para execução do projeto. “Escolhemos dezenas de raças e também animais sem raça definida. O olhar, as orelhas apontando em direção à câmera, um animal sem medo e sem desconfiança, que não recue ao ver o site, sinalizam que o cão gostou da brincadeira e se interessou pelo produto mostrado”, explica Leonardo Ogata, adestrador e profissional que auxiliou no treinamento da inteligência artificial.

Para construir a melhor experiência de navegação possível para os cachorros, foi desenvolvido o primeiro UX para usuários caninos. Vários aspectos foram considerados, entre eles, e o mais importante, a visão dos cachorros. Diferente dos humanos, eles enxergam numa escala de amarelos e azuis. Além disso, não prestam atenção em imagens estáticas. Por isso, todos os produtos do Pet-Commerce são apresentados em vídeos e na paleta de amarelos e azuis. O áudio também foi ajustado para percepção do som.

Entrando no site, o consumidor encontra o tutorial sobre o que fazer para que seu cachorro “tenha voz” na hora das compras. É importante, por exemplo, que o som do computador esteja ligado porque a audição dos cães é um sentido bastante sensível. “É indispensável que o cachorro esteja bem e brincando. Não há necessidade de pegá-lo no colo ou segurar a cabeça, o que pode até causar irritação. Basta colocar a câmera bem de frente para que o equipamento possa captar as reações do pet da melhor forma possível”, orienta o adestrador.

Quando a reação captada é positiva, o produto vai para uma pré-seleção no carrinho. A compra, entretanto, só é efetuada depois da decisão do tutor, que deve preencher todos os dados. “Como Pet-Commerce ainda conseguimos estimular as vendas online e trazer novos clientes para a Petz”, destaca Zimerman. O presidente da Petz lembra que o Pet-Commerce é exclusivo para cães, por enquanto.

Inteligência Artificial eleva em 300% chances de empresas obterem crédito

Referência no mercado brasileiro por atender exclusivamente pessoas jurídicas em busca de antecipação de recebíveis – inclusive negativadas –, a fintech Size Soluções Financeiras está investindo em processos de inteligência artificial (IA) para realizar uma robusta análise de risco antes de dar “sinal verde” para uma operação.

Utilizada com sucesso por empresas de alta tecnologia como Uber e Facebook, a IA movimenta, simultaneamente, milhões de algoritmos que cruzam informações de fontes alternativas para se chegar a uma conclusão sobre a reputação do proponente e se ele poderá obter crédito dentro – ou até acima – do valor pretendido.

Além de utilizar dados de birôs de crédito, a Size avalia uma gama de aspectos, por exemplo, o relacionamento das empresas com seus fornecedores; o comportamento nas redes sociais; a presença em sites de avaliação de desempenho e como buscam a resolução das demandas dos clientes; e os dados gerados por bigdata, ou seja, a análise e interpretação de grandes volumes de informações.

“Esse tipo de análise faz com que empresas com boa reputação, mesmo negativadas, tenham 300% a mais de chance de obter crédito, inclusive acima do valor pretendido, se compararmos com o mercado tradicional, que se baseia fortemente na impessoalidade do chamado score de crédito. Para nós, é fundamental conhecer profundamente a empresa que busca o crédito e saber como ela trata os seus clientes”, explica o CEO da fintech, Leandro Zen.

De acordo com o executivo, nos Estados Unidos a inteligência artificial já é amplamente utilizada no mercado por startups como a sua, que trabalham para inovar e otimizar serviços financeiros. Foi lá, por sinal, onde ele participou, no início de abril, da “LendIt Fintech”, maior feira sobre fintechs de crédito do mundo, realizada em San Francisco, na Califórnia.

A principal fonte de receitas dos bancos, nos EUA, vem das operações de crédito, e a relação deles com as fintechs é muito sinérgica, havendo parcerias para a prestação de serviços conjuntos e até a aquisição dessas startups. Hoje, o mercado norte-americano está pelo menos cinco anos mais evoluído do que o brasileiro”, comenta Zen.

4 transformações tecnológicas para o setor financeiro

Por Marco Santos

Há uma transformação surpreendente no mercado financeiro desde o surgimento e aplicação de novas tecnologias, como machine learning, Inteligência Artificial, Open Banking, entre várias outras. Além das melhorias empreendidas no setor, essas novidades apresentam também alguns desafios e oportunidades prováveis para transformar o setor.

Essa nova realidade joga pressão em muitas empresas que lidam com restrições apresentadas por camadas profundas de tecnologias antigas, o que resulta em processos inflexíveis e sufocantes. Está na hora delas se renovarem e se adaptarem às novidades para que continuem no mercado e melhorem suas relações com os consumidores.

Abaixo, estão 4 transformações que terão um impacto significativo no setor de serviços financeiros globais e nos negócios corporativos.

Humanização das jornadas dos clientes

A principal tendência para o segmento financeiro é o pensamento voltado aos momentos de vida dos clientes. As instituições estão começando a orientar seus serviços/produtos e a criar plataformas dedicadas às jornadas dos clientes, tentando compreender cada vez mais o momento em que o consumidor se encontra.

Exemplificando, os bancos, ao invés de simplesmente oferecerem seus produtos, como empréstimo para financiamento de uma casa, querem agora ajudar seus clientes a comprarem uma casa. Ou seja, buscam uma humanização, aproximando-se da realidade do consumidor para não só oferecer mais soluções, mas também auxiliar em todos os processos que envolvem a aquisição de um imóvel, como no exemplo citado. É uma ampliação do User Experience (UX), logo que analisa uma jornada muito maior e mais profunda do momento de vida do consumidor.

Disponibilidade global de novas tecnologias

O mercado financeiro está vendo empresas, startups e fintechs aplicando novas tecnologias, como Inteligência Artificial, machine learning, entre outras, em todos os lugares do mundo.

No Brasil, o setor financeiro tem grande potencial e capacidade de desenvolvimento através da utilização do Open Banking e Open APIs e criação de ecossistemas digitais e plataformas de serviços. Estamos cada vez mais utilizando a Inteligência Artificial para a automação de processos e na melhoria da experiência do cliente, que agora integra também a realidade aumentada.

Defesa contra novos concorrentes desafiadores

No momento, algumas das instituições financeiras mais tradicionais ainda lutam para traçar seu rumo para um programa de transformação digital bem-sucedido. Enquanto isso acontece, novos concorrentes na forma de empresas gigantes, como a Apple, Amazon, Google e PayPal e fintechs inovadoras, estão exercendo influência cada vez maior sobre setores de negócios.

Essas instituições financeiras precisam, agora mais que nunca, se atualizar tecnologicamente para trazer novos serviços para o público e manter a estabilidade no mercado.

Modernização da infraestrutura para automação

Para sobreviverem no mercado, as empresas precisam focar cada vez mais na modernização de toda sua infraestrutura e adotar de vez a nuvem, e todos os benefícios que ela pode oferecer, em suas operações. Novas tecnologias, como Inteligência Artificial, blockchain, Open Banking, conectadas com a aprimoração do gerenciamento e a análise de dados, já são vistas como facilitadoras principais nos serviços financeiros.

As suas utilizações oferecem maior suporte à automação de funções críticas de negócios, como monitoramento de conformidade, melhor gerenciamento de liquidez e dos relatórios regulatórios.

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Inglês fluente pode impactar até 72% no salário

Considerado cada vez mais indispensável nos currículos brasileiros, o inglês já se tornou praticamente obrigatório na formação dos profissionais. Mas afinal, o quanto ele realmente pode impactar nos salários? Segundo dados da 58º Pesquisa salarial da Catho, a fluência de um segundo idioma chega a aumentar o salário em até 72% no caso do inglês e 59% no espanhol.

A depender do nível hierárquico do profissional, o valor percentual do aumento sofre variações, mas reforça a importância de uma segunda língua para aqueles que desejam crescer profissionalmente. Segundo o levantamento, o aumento salarial chega a: 72%, em cargos de gerência, 61% em cargos de coordenação e 59% em cargos técnicos.

Em constante ascensão, as área de tecnologia e negócios são as que mais possuem interfaces com empresas de outros países. A crescente demanda exige que profissionais recorram cada vez a conteúdos externos internacionais para sempre se manterem atualizados. Para Fernando Gaiofatto, gerente da Catho Educação, esses profissionais são mais valorizados pelo mercado porque conseguem realizar as funções do escopo de trabalho em mais de um idioma.

‘Ter um profissional que consiga fazer relatórios, conferências e reuniões com estrangeiros é um grande passo. Eles conseguem conquistar mais espaço no ambiente de trabalho porque são completos. É claro que essa formação é exigida de acordo com a área de atuação profissional, mas ainda assim é importante ressaltar que o inglês e o espanhol são fundamentais aos olhos dos recrutadores”, afirma o Gaiofatto,

Espanhol

Assim como o inglês, o espanhol também impacta diretamente no salário dos profissionais brasileiros. Segundo a pesquisa, possuir fluência do idioma pode aumentar o salário em até 59% nos cargos de coordenador e supervisor. Já em cargos de gerência, esse valor representa 49%, permitindo remuneração média salarial de até R$ 14.945,20.

“O inglês já é esperado por parte dos recrutadores. Logo, possuir outro idioma, no caso, o espanhol, se torna um diferencial ainda maior para o mercado. Esse, de fato, é considerado o segundo idioma mais requisitado pelas empresas, sendo seguido pelo japonês, alemão, italiano e chinês”, explica o gerente da Catho Educação.

O desafio de integrar o Compliance à estratégia de Customer Experience

Por Cristiane Cé, CLO & Compliance e CHRO da Liq

Em um mundo cada vez mais conectado, as pistas e dicas deixadas pelos usuários no mundo digital estão se tornando fontes de negócios extremamente valiosas para as organizações. Afinal de contas, não é segredo para ninguém que o avanço da Internet e da Tecnologia tem permitido que as companhias potencializem suas iniciativas de relacionamento com os consumidores, criando novas oportunidades de abordagem.

Por outro lado, no entanto, nunca falamos tanto sobre os critérios de segurança nas empresas. Estamos diante de uma nova era, com um volume enorme de dados, e muitas questões a serem resolvidas sobre o uso dessas informações.

Esse cenário de explosão do volume de dados e de escalada das ameaças virtuais tem gerado grandes mudanças. Uma delas é o surgimento das leis gerais de segurança e proteção de dados, como a GDPR (General Data Protection Regulation), já em vigor na Europa, e a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), que entrará em vigor no Brasil no próximo ano. O objetivo dessas legislações é modernizar as condições de uso das informações digitais e estabelecer parâmetros mais práticos para o funcionamento das estratégias empresariais, com a clara regulamentação quanto ao direito da privacidade do consumidor em relação à segurança dos seus dados pessoais.

Como resultado, a definição de um programa de Compliance corporativo não é mais apenas um cuidado preventivo pontual. Diante da atual realidade, a aplicação de processos de conformidade se tornou uma obrigação indispensável para que as companhias se organizem e definam as melhores práticas para o uso seguro e efetivo dos ativos digitais.

O desafio agora é encontrar maneiras para melhorar as iniciativas de Customer Experience, garantindo o cumprimento das regras de gestão desses dados – protegendo clientes finais e empresas. Não se trata, então, de abrir mão dos dados digitais, mas sim de alinhar as operações e estruturas às novas exigências do mercado.

Isso porque os clientes estão dispostos a ceder suas informações em troca de experiências positivas e precisam ser bem atendidos. Pesquisas recentes indicaram que aproximadamente 70% dos consumidores em todo o mundo afirmam não ter problemas em entregar seus dados pessoais, desde que as companhias garantam a utilização dessas informações de forma segura, privada e não compartilhada com outras organizações. É esse tipo de cuidado que as companhias devem ter ao traçar suas estratégias de coleta, armazenamento e gestão de insights virtuais.

O relacionamento all-line, com as informações muito mais integradas, está reforçando as oportunidades para o uso estratégico dos insights fornecidos pelos clientes.

Hoje, temos de um lado a constante exigência por inovação; de outro, uma intensa necessidade de se melhorar a segurança ao redor dos processos que usam as novas ferramentas e tecnologias. As empresas devem estar prontas para agir neste cenário, ainda mais diante da ampliação exponencial do volume, variedade e das fontes de dados.

Estar pronto para o mundo digital significa entender como usar as informações de forma correta, em um processo positivo que garanta retorno para os compradores e para as marcas. A fim de garantir uma atuação ética também sob a ótica da privacidade, o uso sustentável e a exploração dos dados devem ser avaliados com criticidade.

Sistema inteligente Pumatronix auxilia no cercamento virtual das cidades


Diante do aumento da frota de veículos em todo o Brasil, que cada vez gera mais congestionamentos, acidentes, furtos e roubos, são cada vez mais necessários softwares, equipamentos eletrônicos que capturam e processam imagens, aplicativos e sistemas que fazem a gestão de informações veiculares em tempo real para o trabalho de fiscalização policial e monitoramento urbano. O número de veículos de todo tipo em circulação no país hoje ultrapassa 101,3 milhões.

Segundo o consultor comercial da Pumatronix Cesar Valle, essas soluções são grandes aliadas da segurança pública brasileira. “Com a posse das informações geradas pelos softwares, os profissionais que atuam na área da segurança ou gestão do trânsito conseguem cruzar as informações do banco de dados gerado com órgãos de trânsito, assim como com fontes de dados das secretarias de segurança. Graças à tecnologia, se há um carro roubado, é possível monitorá-lo. E se existe muito congestionamento, é possível estudar as causas, sempre visando a melhoria do fluxo e a segurança das pessoas”, diz.

O especialista explica que, atualmente, há câmeras com tecnologia de captura de imagens que analisam os dados obtidos, fazem o cruzamento e geram alertas para a polícia. “É a inteligência artificial a favor da segurança nas rodovias e nos centros urbanos. Há cidades que possuem câmeras de captura e processamento de imagem, que possibilitam o que chamamos de ‘cercamento virtual’ ou ‘muralha digital’, isto é, o município é literalmente cercado por câmeras e, se algum carro procurado ou com qualquer outra irregularidade entra ou sai de uma cidade, um alerta é gerado para a polícia, que se comunica com outros municípios a respeito”, conta.

Um bom exemplo acontece na cidade de Vitória (ES), onde o “cerco inteligente de segurança” montado pela prefeitura há cerca de seis meses já permitiu encontrar 65 veículos procurados. Com auxílio do sistema Pumatronix, a cidade tem 18 barreiras com 70 câmeras e sistema de monitoramento por reconhecimento óptico de caracteres (OCR), o que já permitiu montar um banco de dados com todos os veículos que transitam pela cidade.

E o que muda com as placas do Mercosul?

Como a mudança já era esperada a Pumatronix se antecipou e, com pesquisas a respeito do novo modelo de placas do Mercosul, pôde treinar seus algoritmos e adaptar seus sistemas mesmo antes da obrigatoriedade da utilização nos automóveis. Um dos principais desafios colocados é o fato de ela ser refletiva e ainda trabalhar com várias cores, principalmente a vermelha, que acaba causando baixo contraste para os algoritmos de leitura de placa (OCR/LPR). “A nossa câmera tira várias fotos em microssegundos, fator que ajuda na identificação de todo tipo de placa e que permite atingirmos altos índices de assertividade seja de dia ou de noite”, expõe o consultor.

O sistema de captura de imagem da Pumatronix OCR/LPR faz a leitura de placas de qualquer tipo e reconhece os caracteres da mesma forma. Vários estados brasileiros já utilizam o OCR/LPR, como Espírito Santo, São Paulo (Região Metropolitana e interior), Rio de Janeiro (Niterói) e Paraná.

Procura-se emprego no futuro: evento Glimpses, com patrocínio da Catho, promove viagem temporal por meio de experiências sensoriais

Já pensou em dar um passeio pelo futuro? Andar pelas ruas e encontrar cartazes com anúncios de empresas, lançamentos de novos produtos e avisos de segurança. Essa sensação de deslocamento temporal será tema do evento Glimpses, que acontece no dia 2 de maio, a partir das 09h, na Escola Britânica de Artes Criativas (EBAC).

Explorando o cenário do futuro emergente, que mapeia as tendências dos próximos 5 anos, a programação conta com experiência sensoriais e assuntos como tecnologias exponenciais, mudanças nas relações de trabalho por meio da automação, Inteligência Artificial e as novas profissões do futuro.

O ponto alto do evento consiste nas experiências sensoriais dos participantes. Dentre eles o Jogo What if, uma exploração coletiva de futuro alternativo, onde o entretenimento acontece via WhatsApp e permite de forma lúdica e divertida uma coleta de dados para uma visão de futuro.

Após isso, acontece a imersão e sensibilização de cenário futuro. O ambiente do evento é preparado de forma com que os participantes tenham uma sensação de deslocamento temporal. Cartazes de profissões, anúncios de empresas, avisos de segurança, lançamentos de produtos do futuro estão espalhados no ambiente provocando sensações e trazendo informações do que está acontecendo nesse cenário. Todo o material é pautado por tendências e cenários plausíveis do mundo do trabalho nos próximos 20 anos.

Idealizado pela White Rabbit e Rito, em parceria com a Catho, o encontro apresenta mudanças urgentes que já são observados no mundo do emprego e aquelas em que é necessário se preparar. O envelhecimento da população brasileira, a flexibilidade do emprego, possuir múltiplas carreiras profissionais. Esses e outros temas serão pautadas durante o dia.

Programação online

A programação Glimpses também ficará disponível de forma gratuita e online na plataforma do evento Worktalks e no canal da empresa Catho no YouTube, patrocinadora do evento. O vídeo encerra os conteúdos produzidos para a semana do trabalho, que tem como objetivo de proporcionar instrução e informação para trabalhadores, fornecendo vídeos e palestras com profissionais experientes que irão preparar esses candidatos para o mercado profissional.

Data: 02/05

Horário: 9 às 14h

Local: Escola Britânica de Artes Criativas (EBAC) – Rua Mourato Coelho, 1404

Link para ingressos (limitados): http://bit.ly/2J2dyZT

É possível ser feliz no trabalho?

Por Erika Linhares

Quem está há algumas décadas no mercado de trabalho com certeza se recorda de um tempo em que as pessoas afirmavam com orgulho serem workaholics, termo em inglês para designar viciados em trabalho. O funcionário mais produtivo, e aparentemente mais feliz com o emprego, era aquele que chegava antes de todos e saia por último do escritório.

Com o aumento das doenças psiquiátricas relacionadas ao trabalho – entre elas o famoso estresse – e com os novos tempos que exigem do mercado cada vez mais saber se adaptar, inovar e evoluir rapidamente, ser workaholic caiu em desuso. Equilibrar a vida profissional e pessoal, e com isso ter um cérebro oxigenado para criar tornaram-se necessidades e não novidades para as empresas. Afinal, como querer que um funcionário crie e inove se ele está com medo, pressionado, triste e estressado?

Embora muitas organizações já tenham entendido isso, a resolução dessa equação no dia a dia não é simples e tampouco está relacionada apenas à gestão do tempo. A produtividade e a felicidade no trabalho dependem do nosso mindset, isto é, de como olhamos e encaramos a rotina e os desafios do mundo corporativo. Existem os profissionais com um mindset progressivo e outros com um mindset fixo.

Uma das principais características de pessoas com o mindset progressivo é valorizar o que têm e lutar para alcançar seus objetivos. Mesmo ainda tendo ambições de crescimento profissional, elas são dedicadas e gratas ao que possuem hoje. Não acreditam na grama mais verde do vizinho, mas cuidam com capricho das tarefas que lhes são outorgadas.

Já profissionais com o mindset fixo creem que ser feliz no trabalho é fazer apenas aquilo que gostam. Eles enxergam problemas como obstáculos e têm infinitas desculpas para não entregar suas tarefas. Porém, precisamos ensiná-los a serem gratos pelo que têm e a lutarem pelo que desejam, só assim eles entenderão que a única certeza que temos é que os problemas vão existir, mas que somos capazes de solucioná-los.

Os que prosperam no trabalho – e na vida – são os que olham para os problemas como desafios e que tratam com dedicação o que estão fazendo. O profissional com o mindset fixo, por sua vez, sente-se desmotivado a cada problema, com isso vem o desinteresse e o sentimento de incapacidade. Para ele, só existe motivação fazendo o que gosta e o que acredita. Mas a vida não é um conto de fadas e, agindo assim, um belo dia ele recebe a demissão ou se mantém estagnado por muito tempo.

É possível aumentar a produtividade das empresas, com funcionários felizes e prósperos, exercitando mudanças em nosso mindset, entendendo que a felicidade profissional não está nos fatores externos, na mudança do chefe ou no emprego novo, mas na forma como encaramos o trabalho.

As companhias preocupam-se muito com o comportamento de seus clientes, mas esquecem de se preocupar com o comportamento de seus funcionários, que são seu principal ativo! Trabalhar é muito bom: aprendemos, ensinamos, deixamos um legado e nos sentimos úteis, por isso temos que incentivar a criação de culturas e ambientes assim! Afinal, passamos a grande maioria da vida trabalhando, então que seja ótimo, não é?

Erika Linhares,fundadora da B-Have, empresa que oferece mentoria especializada em mudança de comportamento humano nas empresas.

Uber lança segunda edição de hackathon de mobilidade

Uma ideia inovadora, surgida em um fim de semana intenso de programação, pode render uma solução para a mobilidade das cidades, uma boa quantia em dinheiro ou, até, uma vaga de desenvolvedor em uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. Essa é a ideia por trás do Uber Hack, o hackathon (ou maratona de desenvolvimento) promovido pela Uber no Brasil.

Pelo segundo ano seguido, a Uber vai percorrer algumas das principais cidades do país fazendo um convite para a comunidade apaixonada por tecnologia: repensar ou criar projetos urbanos de mobilidade a partir de modelos que podem, inclusive, estar integrados ao aplicativo da Uber.

Os hackathons serão realizados entre maio e julho, em cinco etapas: Porto Alegre, Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Após cerca de 30 horas de criação, a equipe vencedora de cada etapa será escolhida por uma banca julgadora formada por especialistas da Uber, do mercado e membros do poder público local, e levará para casa R$ 10 mil, além de R$ 5 mil em créditos Uber.

Além disso, recrutadores da Uber vão acompanhar todas as etapas do desafio. “Quando, em agosto do ano passado, nós anunciamos a criação do primeiro Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Uber na América Latina, nós nos comprometemos em buscar talentos de todo o Brasil para preencher as vagas abertas. O Uber Hack vai nos ajudar nessa missão: conhecer de perto as pessoas que estão dispostas a pensar o futuro da mobilidade e ver se elas têm o que é preciso para fazer parte do time da Uber no Brasil”, explica Marcello Azambuja, diretor do Centro de Desenvolvimento Tecnológico.

Uma das participantes da etapa de Porto Alegre do Uber Hack em 2018, Larissa Coronet, hoje é coordenadora de marketing na empresa. “Quando eu participei do Uber Hack, não imaginava um dia trabalhar na Uber. Participei porque sou apaixonada por tecnologia e queria testar meus conhecimentos. Mas lá, conhecendo os mentores e toda a equipe da Uber que ajudou no hackathon, eu vi que era uma empresa em que eu realmente gostaria de trabalhar”, relembra Larissa.

Mesmo não tendo vencido o desafio, Larissa se candidatou a uma vaga na empresa alguns meses depois e, durante o processo de seleção, foi reconhecida. “Um dos entrevistadores lembrava de mim do Uber Hack, pois eu tinha apresentado o projeto da minha equipe. Então aquilo acabou me dando uma visibilidade e uma experiência que foram super importantes para a minha seleção”, conta.

“Queremos, mais uma vez, abrir as portas para ideias inovadoras, reafirmando o nosso compromisso com o futuro das cidades, mas com foco nas pessoas que vão criar esse futuro, pensando em uma mobilidade cada vez mais confiável e acessível a todos”, complementa Azambuja.

As inscrições para a primeira etapa, que acontece em Porto Alegre, estarão abertas de 30 de abril a 12 de maio de 2019, pelo uber.com/uberhack. O regulamento completo do Uber Hack e os prazos de inscrições das demais etapas também já estão disponíveis no site.

Etapas do Uber HACK:

18 e 19 de maio: Porto Alegre
25 e 26 de maio: Recife
1 e 2 de junho: São Paulo
29 e 30 de junho: Rio de Janeiro

6 e 7 de julho: Belo Horizonte

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16ª Reatech apresenta dispositivo que proporciona mais autonomia a deficientes visuais com funções de leitura e até reconhecimento facial

No Brasil existem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual. De acordo com o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, são 582 mil cegos e 6 milhões de pessoas com baixa visão. Um pouco mais de 3% da população brasileira tem acesso mais restrito à educação, cultura e ao mercado de trabalho por conta dessas restrições físicas.

Diante dessa realidade, a empresa Mais Autonomia apresenta na 16ª Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, que acontece entre os dias 13 e 16 de junho deste ano no São Paulo Expo, o Orcam MyEye, dispositivo de inteligência e visão artificial que proporciona mais independência às pessoas cegas ou com baixa visão.

A câmera inteligente intuitiva tem o tamanho de um pen drive, pesa apenas 22,5g e fica acoplada à armação de quaisquer óculos. O produto lê a informação disponível de forma prática, fácil e instantânea em qualquer superfície, impressa ou digital, de perto ou de longe, e reproduz em áudio discretamente no ouvido do usuário. Na recente atualização é possível também conectar um outro dispositivo por bluetooth como, por exemplo, fone de ouvido.

De acordo com Doron Sadka, diretor da Mais Autonomia, o dispositivo lê livros, revistas, jornais, cardápios, documentos, placas de ruas, textos no celular, tablets e computadores, embalagens de produtos, letreiros de lojas e placas indicativas. O importante é que a leitura pode ser feita sem acesso à internet. “Ele lê textos e números off-line, o que significa dizer que, mesmo num lugar sem acesso algum à internet, ele desempenha perfeitamente sua função e com sigilo que, muitas vezes, ao estarmos on-line, não temos”, explica o executivo.

Outras funções que ajudarão na autonomia de deficientes visuais estão disponíveis no dispositivo: identificar cores e tonalidades, reconhecer pessoas e gêneros, rostos, informar a data e a hora com o simples gesto de girar o pulso, cédulas de dinheiro (reais, dólares e euros) e identificar produtos pelo código de barras. O aparelho está programado em português, inglês e espanhol, nas vozes feminina e masculina.

Existem outras opções de configuração. “Pode-se programar a velocidade, que vai de 100 a 300 palavras por minuto e é possível cadastrar o nome de até 150 rostos para reconhecimento personalizado. Há também a possibilidade de registrar até 200 embalagens para identificação de produtos. Na leitura de código de barras, são mais de 2,5 milhões pré-cadastrados e o usuário pode cadastrar mais 100 a seu critério”, acrescenta Sadka.

A cidade de São Paulo tem, em média, um milhão de pessoas com deficiência, e a prefeitura adquiriu em 2018 dispositivos para todas as 54 bibliotecas do município, que contam com acervo de cinco milhões de títulos. De acordo com o executivo da Mais Autonomia, o aparelho é um passo importante e vai abrir muitas portas para muita gente “O mundo literalmente se abre a este público por meio do acesso a qualquer livro, fazendo com que ele possa se capacitar e ter, consequentemente, mais autonomia, principalmente no mercado de trabalho. Isto é uma das formas mais importantes de inclusão”, conclui.

16ª Reatech 2019

Data: 13 a 16 de junho

Horário: 13 e 14 de junho: 13h às 20h

15 e 16 de junho: 10h às 19h

Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center

http://reatechbrasil.com.br/16/