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Algar Ventures Open auxilia empresas a crescer em média mais de 100% na 2ª edição de seu programa de aceleração

A Algar Ventures, braço de corporate venture capital do grupo Algar, anuncia o encerramento da 2ª edição do programa de aceleração Algar Ventures Open. Neste ano, o programa contou com a participação de 15 empresas, selecionadas dentre as mais de 640 empresas inscritas, que juntas conquistaram um crescimento de 61% no número de clientes e aumento de 103% no faturamento no período de 6 meses.

O programa, realizado em parceria com a Endeavor – organização global de fomento ao empreendedorismo de alto impacto, teve duração de 6 meses e ofereceu aos empreendedores o diagnóstico da empresa, mentorias pautadas nos desafios, encontros com comunidades de empreendedores e reuniões para a identificação de oportunidades junto à Algar. O processo contou com 44 mentores da Endeavor e mais de 15 executivos C-level da Algar, totalizando cerca de 100 horas de mentorias.

As ações propostas para o desenvolvimento das empresas permitiram que estas conquistassem resultados acima do esperado, atendendo aos KPIs de cada uma que participou do processo. A Scicrop, por exemplo, contou com um aumento de 140% em seu número de clientes, enquanto a Squid aumentou seu faturamento em 293%.

“Os mentores nos proporcionaram conhecimentos que vão ajudar a Squid a crescer de forma muito mais saudável e organizada, e a escalar o negócio muito mais rápido. Além disso, conseguimos nos conectar a pelo menos três empresas dentro do programa, e estamos evoluindo em várias frentes dentro da Algar para gerar negócio”, comenta Felipe Oliva, CSO e co-fundador da Squid.

Os critérios de seleção das empresas foram preestabelecidos por uma comissão formada por executivos da Algar e da Endeavor. “É um enorme prazer ser parceiro do programa Algar Ventures Open. Por meio de mentorias, networking qualificado e oportunidades de conexão entre as empresas, sabemos que o programa foi uma plataforma para alavancar o crescimento dos negócios participantes e movimentar o mercado onde cada uma atua”, diz Luis Felipe Franco, head de aceleração da Endeavor.

As 15 empresas aceleradas na segunda edição do programa são: mLabs, Dom Rock, Agendor, Squid, Solubio, Dentro da História, Scicrop, Enbox, Nazar, CleanCloud, Bela, Huggy, Mediação Online, Grão Direto e Zissou.

A Algar Ventures tem como objetivo identificar oportunidades de investimento em novos negócios e o programa Algar Ventures Open é um projeto que facilita este processo, bem como auxilia as empresas do Grupo a se aproximarem do mundo de inovação e novas soluções. “Queremos caminhar ao lado de empreendedores que apostam no mercado, que estão empenhados em crescer e fazer a diferença. Estamos orgulhosos em ser uma opção para eles e, por isso, buscamos empreendedores inovadores e visionários, dispostos a evoluir”, diz Clau Sganzerla, vice-presidente de Estratégia e Inovação do grupo Algar.

Para celebrar o encerramento do programa de aceleração, a Algar promoveu um evento que contou com a participação de Rafael Duton, co-fundador e conselheiro da Movile, empresa que hoje tem mais de 120 milhões de usuários mensais e está se tornando uma grande holding de tecnologia. “Estamos felizes com o encerramento de mais um ciclo. Acreditamos que essa forma de atuar no mercado contribui tanto para o avanço tecnológico, quanto para a evolução do empreendedorismo”, conclui Clau Sganzerla.

Vantagens do marketplace para prestação de serviços

Por Mario Rolim de Almeida, da Allianz Partners Brasil

Com o aumento da competitividade e a ampla oferta de produtos e serviços, o investimento em plataformas marketplace tem se tornado uma prática cada vez mais popular e eficiente para empresas, parceiros e consumidores. O modelo de negócio reúne diferentes opções de produtos ou serviços em apenas um ambiente digital, onde o cliente encontra variedade e competitividade para adquirir o que desejar. Este modelo é um grande aliado para o consumidor, já que facilita a sua busca por serviços, diminuindo o tempo de pesquisa e auxiliando ele a encontrar o que melhor se encaixa para a necessidade e bolso naquele momento.

Para quem pensa em investir nessa vitrine online, a grande questão é “como se destacar nesse mercado?” A resposta pode parecer complicada em um primeiro momento, mas é um pouco mais simples do que parece. Estudar e conhecer seu público e entender suas reais necessidades. Um bom exemplo é a plataforma Repair4U. O site, administrado pela Allianz Assistance, marca comercial da Allianz Partners, reúne especialistas em serviços residenciais, como pintores, pedreiros, eletricistas, entre outros, com possíveis clientes. Os profissionais, após avaliação e aprovação de uma equipe interna dedicada, garantem maior visibilidade, sem precisar investir na divulgação individual do seu trabalho. Assim, é possível ampliar a carteira de clientes interessados no serviço oferecido.

Quem acessa a plataforma em busca de um serviço sob demanda, além de encontrar diversidade de profissionais, encontra também informações importantes como: dados do profissional, formas de pagamento, fotos de serviços anteriores, além de avaliações e comentários de outros clientes.

Em linhas gerais, tanto para prestação de serviços ou lojas, o marketplace garante que novos clientes conheçam um trabalho ou uma marca, possibilitando serviços rápidos e personalizados, garantindo visibilidade e aumento no faturamento. O modelo, além de auxiliar no crescimento profissional e gerar novas oportunidades, otimiza o crescimento do negócio para atingir metas cada vez mais ousadas.

Projeto catarinense vence concurso Garatea-ISS e vai à Estação Espacial Internacional

Projeto patrocinado pelo Instituto TIM, a Missão Garatéa ISS – maior consórcio espacial brasileiro da atualidade -, anunciou nesta sexta-feira (14) o vencedor do concurso Garatéa-ISS. Foram mais de quatro mil estudantes de 175 escolas inscritos no Student Spaceflight Experiments Program (SSEP), programa norte-americano para incentivar jovens a estudar ciências espaciais. O projeto escolhido foi o Capilaridade vs Gravidade no processo de filtração, feito por alunos do 2º ano do ensino médio do Instituto Federal de Santa Catarina -Campus Xanxerê, SC, e irá voar em um foguete da SpaceX com os astronautas da Agência Espacial Americana (NASA) para a Estação Espacial ISS em 2019.

A proposta vencedora, idealizada pelos estudantes Isabela Dalmolin Battistella, Renata Eliza Valentini Müller, Ricardo Vinícius Brum Cenci e Roberta Debortoli Moreira, consiste em um sistema de filtração cuja inspiração veio do filtro de barro brasileiro, considerado um dos melhores do mundo segundo a revista The Drinking Water Book. Esse filtro tem seu funcionamento baseado na gravidade, que é a responsável por fazer a água passar pela vela, de modo a ser filtrada. O principal componente responsável pela filtração é o carvão ativado.

O objetivo central do experimento é testar um método de filtração independente da gravidade, já que ela não existe no espaço. Para isso, os alunos xanxerenses contam com a capilaridade. A capilaridade é o fenômeno que ocorre em líquidos quando procuram ocupar espaços em um fenômeno diferente da gravidade, como, por exemplo, quando o nível da água de um canudo é maior do que o nível de água do copo em que ele está. Ou quando um guardanapo molhado é colocado em pé e a água segue se infiltrando no tecido do guardanapo para cima. O experimento será feito em um tubo de ensaio. Ele será dividido ao meio por uma camada de carvão ativado, que será o responsável pela filtração. Em um dos extremos ficará uma solução de azul de metileno, que é a substância a ser filtrada, sendo o outro extremo o destino dessa mesma substância já filtrada. Além disso, o experimento terá a presença de um respirador, que passará ao longo de todo o tubo, a fim de regular a pressão interna: o líquido só pode passar para o outro extremo ‘trocando de lugar’ com o ar, ou seja, para o líquido passar, é necessário que passe ar no sentido contrário.

O programa Garatéa-ISS

Resultado de uma parceria da Missão Garatéa com o Centro Nacional para Educação Científica para Terra e Espaço (NCESSE), o programa Garatéa-ISS está em sua segunda edição. A primeira participação brasileira culminou com o envio para o espaço em junho deste ano de um experimento de alunos do Colégio Dante Alighieri, EMEF Perimetral e Projeto Âncora. O estudo do grupo de cinco alunos queria verificar as condições do endurecimento do cimento misturado a plástico verde em ambiente de microgravidade. No dia 29 de junho de 2018, o experimento foi para a Estação Espacial ISS a bordo de um foguete da empresa SpaceX, onde ficou por um mês e retornou no dia 3 de agosto à Terra, para avaliação dos resultados. A ideia do engenheiro espacial Lucas Fonseca, diretor da Missão Garatéa, é a cada ano expandir a participação para que estudantes do Brasil todo possam ter estas experiências.

A Garatéa-ISS é uma iniciativa desenvolvida pela Missão Garatéa em parceria com a Universidade de São Paulo e a Fundação de Apoio à Física e à Química. Em 2018, 4.200 alunos de 175 escolas de todo o Brasil participaram do projeto. Além do Instituto TIM, o projeto também é patrocinado pelas empresas Airvantis e Braskem.

Pesquisa aponta percepção do brasileiro sobre uso da Inteligência Artificial

A Lambda3, empresa referência no setor tecnológico com foco em soluções digitais, divulga hoje (17/12), os resultados de uma pesquisa que teve como objetivo entender a percepção do brasileiro quando o assunto é Inteligência Artificial (IA).

O estudo se desenvolveu em duas fases: a primeira, em 2017 – ano em que o termo Inteligência Artificial (IA) passou a ter destaque com campanhas de marketing, gerando a popularização do Watson (Inteligência Artificial da IBM) e a apresentação de seus serviços cognitivos–, que apontou os insights iniciais sobre o entendimento dos usuários/cidadãos em relação ao tema; e no último trimestre que contemplou os meses de setembro, outubro e novembro de 2018, desta vez com o objetivo de entender o que mudou na visão da sociedade neste intervalo de tempo. Foram analisadas as respostas de mais de mil participantes de todo o país, de diferentes perfis profissionais.

De forma geral, os resultados apontaram uma crescente relação do brasileiro com Inteligência Artificial. As pessoas já utilizam alguns recursos no dia a dia, seja na forma de trabalho ou nos dispositivos portáteis, fato que estimula e facilita o relacionamento com o avanço tecnológico.

Quando questionados sobre as primeiras lembranças que remetem IA, os pesquisados associaram inicialmente as Redes Neurais (28% das menções), ou seja, modelos computacionais inspirados pelo sistema nervoso central do cérebro, capazes de realizar o aprendizado de máquina, bem como o reconhecimento de padrões. “A maior parte das pessoas sabe que as soluções baseadas em Inteligência Artificial simulam a capacidade humana de raciocinar, tomar decisões e resolver problemas”, contextualiza Diego Nogare, Chief Data Officer da Lambda3.

Os Robôs foram a segunda lembrança mais citada (26%). “Falamos aqui de um dispositivo automático [ou grupo de dispositivos] com conexão de realimentação entre sensores, capaz de realizar trabalhos de maneira autônoma ou pré-programada. Geralmente utilizados na realização de tarefas em linha de produção industrial, que dispensa ou não a ação humana, contribuem para o aumento da produtividade e da qualidade dos produtos, proporcionam melhorias na saúde e segurança do trabalhador, bem como redução do consumo de energia e de insumos”, explica Nogare.

Deep Learning – tecnologia utilizada em ferramentas como Google tradutor, reconhecimento de voz (transformação de voz em texto e em dispositivos), assistentes virtuais (como a Siri, da Apple) e reconhecimento de Imagem, utilizado para marcação automática de fotos nas redes sociais como Facebook, e etc. – foi a terceira lembrança que mais remeteu ao tema, com 10,5% das respostas.

A pesquisa também apontou que 7% das pessoas ainda associam esta questão com Ficção Científica. “Por mais que as soluções tecnológicas baseadas em Inteligência Artificial já sejam uma realidade, representadas em jogos, aplicativos de reconhecimento facial, de voz, de segurança, robôs, assistentes virtuais de dispositivos móveis, entre outros recursos, ainda existe quem a confunda com ficção científica, que é um gênero especulativo que se baseia em supostos feitos científicos ou técnicos que poderiam acontecer no futuro”, ressalta.

Em 2018, o estudo retratou o surgimento de um novo segmento de tecnologia como lembrança da população referente à IA, a Indústria 4.0. Passada a fase mais crítica da crise econômica vivenciada no país, as companhias começam a por em prática planos para se adequarem à Indústria 4.0, também conhecida como a Quarta Revolução Industrial, com o objetivo de se tornarem mais competitivas, com foco em otimização e redução de custos de produção. De acordo com Diego Nogare, “esta é a era tecnológica que reduz os limites entre as pessoas, mundos digitais e físicos. Permite que máquinas e seres humanos trabalhem de maneira colaborativa, promovendo a eficiência e minimizando a ociosidade e o desperdício”.

Ao responderem sobre a empresa mais lembrada ao pensar em Inteligência Artificial, nos dois anos os resultados se mantiveram os mesmos em posicionamento de ranking: Google aparece em primeiro lugar, seguido bem próximo de IBM em segundo, Microsoft, Amazon e Facebook, ocupando o terceiro, quarto e quinto lugar, respectivamente.

O estudo também analisou a aplicação das novas soluções digitais nos conceitos de Governança e Compliance, mas apenas 8% dos entrevistados considerou IA importante para prevenção de riscos e boa gestão. “Este resultado mostra uma falta de atenção às questões voltadas à privacidade dos dados de usuários”, afirma Nogare. A GDPR (General Data Protection Regulation) entrou em vigor no dia 25 de maio de 2018 em toda União Europeia. No Brasil, a lei 13.709, que diz respeito à LGPD (Lei Geral de Proteção a Dados) foi sancionada em 14 de agosto deste ano e dispõe de um prazo de 18 meses para que todas as empresas se adequem. “Esta legislação tem impacto direto nas questões de todas as empresas, principalmente na área de Governança e Compliance”, conclui.

Outros insights estão disponíveis no e-book produzido especificamente para a pesquisa. Nele também é possível acessar à íntegra da análise dos dados, através do dashboard da Lambda3.

Seis tendências para cibersegurança em 2019

O ano de 2018 registrou inúmeros casos de vazamento de dados que resultaram em prejuízos financeiros e desgastes para a reputação de grandes empresas. Para a BLOCKBIT, empresa global de produtos de cibersegurança, esses incidentes representam um dos grandes desafios de segurança dos próximos anos.

Segundo Marcel Mathias, Diretor de P&D da BLOCKBIT, no Brasil, a partir de 2019 as empresas precisarão definir investimentos para estar em compliance com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), protegendo clientes de forma adequada, prevenindo o vazamento de dados e evitando severas penalidades.

“As empresas passarão a se preocupar mais com a proteção de dados por conta do reforço da lei. Mas essa é uma mudança boa para o mercado, pois nos últimos anos vimos inúmeros incidentes ocorrer por falta de adoção de medidas de segurança da informação, seja em relação a tecnologia basilar, seja em relação a gestão eficaz”, comenta o executivo.

Principais tendências para 2019

Com base nos principais incidentes de segurança que ocorreram 2018, a BLOCKBIT avaliou seis tendências que deverão guiar a segurança da informação.

Privacidade com transparência

A LGPD determina a adoção de medidas técnicas de segurança, mas não define quais. E para definir medidas adequadas, as empresas precisão aumentar a visibilidade sobre o seu ambiente de TI. As ferramentas de proteção ativa contra ameaças (detecção) serão importantes, mas também as de gestão de vulnerabilidades (prevenção) e registro de atividades (auditoria). Segundo Mathias, “além da proteção, para estar em conformidade as organizações também devem estar preparadas para reportar eventuais incidentes e ataques aos órgãos competentes. Esse estágio também demanda tecnologia integrada a todas as ferramentas e garante não apenas a conformidade com a lei, como mais transparência”.

Menos complexidade na gestão de cibersegurança

“As empresas devem estar preparadas para ameaças cada vez mais avançadas, mas precisam de soluções que simplifiquem suas análises, tornando a tomada de decisão mais ágil”, defende o executivo, para quem os próximos anos serão decisivos para posicionar a segurança da informação como fator estratégico para as empresas. Para investir mais em cibersegurança, o mercado demandará soluções mais integradas, que diminuam a complexidade da gestão de segurança e overhead financeiro e técnico.

Segurança no escopo

Mathias alerta para a necessidade urgente que é adotar segurança desde o escopo de desenvolvimento (security by design) de qualquer produto ou serviço. A internet das Coisas (IoT), a computação em nuvem e as soluções para mobilidade avançam ano a ano e será preciso oferecer uma experiência mais segura para os usuários.

Máquinas inteligentes

Outra tendência crescente é o uso de machine learning. Porém esta é uma faca de dois gumes. Por um lado, a indústria está evoluindo e empregando técnicas baseadas em aprendizado de máquina para detectar ameaças e ataques. Por outro, esse mesmo aprendizado pode ser aplicado pelos criminosos, para desenhar e customizar suas técnicas. Ou seja, como é utilizada para garantir a segurança das informações, a tecnologia também será aplicada para desenvolver ataques cada vez mais sofisticados.

A onda de sequestros continua

Ransomware continuará a preocupar nos próximos anos, porém inaugurando uma nova era de ataques mais direcionados. Com a perspectiva maior retorno financeiro, os alvos serão principalmente as pessoas jurídicas e os ataques mais customizados.

Contudo, a onda de sequestros abrangentes não perderá força, porém a principal ameaça será o criptojacking, um golpe baseado na exploração de dispositivos (mobile e desktop) para minerar criptomoeadas. A diferença desta técnica é que não interessa ao atacante bloquear as funções do dispositivo, como no caso do ransomware. Ao contrário, interessa a exploração anônima de um dispositivo em pleno funcionamento, para minerar por mais tempo.

Em ambos os casos, haverá uma grande demanda de uso de serviços de Threat Intelligence, monitorando atividades na Deep Web, onde há uma rede de troca de informações e venda de aplicações maliciosas para promover estes tipos de ataque.

Atenção às técnicas básicas

Embora não sejam novidades, ataques distribuídos (DDoS), ataques baseados em força bruta e, principalmente, as técnicas a serviço da engenharia social, que focam na camada humana, continuarão crescendo. A evolução dos formatos de phishing e fraudes cibernéticas é um grande ponto de atenção e demanda que as empresas sejam diligentes na gestão de segurança e incentivem os seus usuários a conhecer mais sobre cibersegurança. “O aperfeiçoamento na engenharia social é constante, pois funciona como uma primeira etapa para diversos tipos de golpes, explorando a camada mais suscetível a falhas, que é o usuário”, finaliza Mathias.

A.T. Kearney lista 10 previsões de negócios para 2019

Empresas devem se preparar para acirramento da guerra comercial entre EUA e China, nova valorização dos Bitcoins, epidemia mundial de ansiedade e crise do crédito nos mercados emergentes, entre outras tendências.

O Conselho de Políticas de Negócios Globais (GBPC – Global Business Policy Council) da A.T. Kearney, consultoria de gestão de negócios com mais de 90 anos de trajetória global, acaba de listar as dez tendências e eventos de destaque em 2019, para os quais as empresas precisam se preparar. “São questões que terão implicações significativas no ambiente de negócios no próximo ano, inclusive para o Brasil”, assegura François Santos, sócio da consultoria A.T. Kearney.

Os eventos incluem a guerra comercial entre Estados Unidos e China, o protagonismo dos bitcoins na consolidação do mercado de criptomoedas, o relacionamento Xi-Putin, a epidemia global de ansiedade e a crise de crédito dos mercados emergentes.

“As empresas precisam estar preparadas para 2019, que será um ano conturbado”, afirma Santos.

Conheça as principais previsões para 2019:

Intensificação da guerra comercial EUA x China

Ao longo de 2018, o presidente norte-americano Donald Trump impôs taifas às importações da China. Pequim retaliou com a elevação de tarifas aos produtos americanos e criou um ambienta mais restritivo na China. Mais de 50% das empresas nos EUA afirmam estar enfrentando mais burocracia e inspeções pelas autoridades chinesas. Em dezembro as administrações Trump e Xi concordaram com uma trégua temporária, mas que seguramente retomará forças em 2019. Como resultado, as empresas precisam repensar suas estruturas de suprimentos.

Destaque das Bitcoins no mercado de criptomoedas

Em 2018, todas as criptomoedas perderam muito valor, depois da bolha especulativa em 2016 e 2017 – as dez principais perderam mais de 80%de seu valor conjunto entre janeiro e setembro. A queda se deveu em boa parte a questões ligadas a segurança. O Bitcoin, que em 2016 respondia por 90% de todo o mercado de criptomoedas, viu sua representatividade cair para 33% em fevereiro deste ano. Aos dez anos, completados em outubro de 2018, a moeda deve retomar crescimento em 2019, à medida que as altcoins, como são conhecidas as moedas alternativas ao Bitcoin, perdem a confiança dos investidores. A isso pode-se somar uma regulação menos rígida do setor.

Inovações trazidas para amenizar a crise do lixo

Tornou-se impossível ignorar a dificuldade de lidar com o desperdício em 2018. Tanto é que, ao longo do ano, a China e outros países asiáticos impuseram limites à importação de plásticos. Apesar dos esforços, essas proibições ainda são muito pouco para resolver o desafio representado por esse material, bem como os problemas trazidos pelo imenso volume de lixo produzido em todo o mundo. Segundo o Banco Mundial, a produção global de lixo crescerá 70% entre 2016 e 2050. O desperdício de comida representará a maior parcela desse lixo, mas o crescimento do e-commerce tem gerado um aumento exponencial no descarte de papelão e outros materiais utilizados para empacotar mercadorias. Nos países emergentes, cerca de 90% do lixo é descartado ilegalmente ou queimado. O mundo está reconhecendo essa crise e vem promovendo esforços para criar a economia circular, capaz de reduzir, reutilizar e reciclar o lixo de maneira mais eficiente.

Em 2019, devemos ver uma aceleração das iniciativas de inovação para processos de gerenciamento do lixo em todo o mundo.

Regulamentações para o enxofre impactando a indústria do transporte marítimo

A Organização Marítima Internacional (IMO) trabalha em novas regulamentações ligadas ao enxofre que terão implicações significativas sobre a indústria de transporte marítimo – e em 90% do comércio global que depende dele. A partir de janeiro de 2020, por exemplo, entra em vigor uma regulamentação que proíbe o funcionamento de navios que utilizem combustível com 0,5% de enxofre ou mais em sua composição. Os navios podem fazer adaptações para reduzir emissões, mas devido ao alto custo (entre US$ 1 milhão e US$ 10 milhões por navio), atualmente menos de 3% da frota global já realizou esse investimento.

Esse cenário deve levar a um ambiente de transição em 2019, que pode trazer impactos para além da indústria de transporte marítimo. A cada dia que passa, os valores do combustível ganham volatilidade nas refinarias. As empresas de transporte já começam a alertar para a potencial falta de combustível e os gastos adicionais com combustível estimados em US$ 60 bilhões até 2020.

Epidemia global de ansiedade levará a um mercado de novos produtos

Mais de 300 mil pessoas – cerca de 5% da população mundial – sofrem de depressão ou ansiedade, custando cerca de US$ 1 trilhão à economia mundial. Segundo o Gallup 2018 Global Emotions Report, que ouve pessoas de 146 países, o nível de felicidade está em seu nível mais baixo desde que a pesquisa foi criada, em 2006. Para aliviar os efeitos desse cenário, as pessoas estão buscando soluções além de medicamentos. Em 2019, veremos uma proliferação de novos produtos destinados a combater a ansiedade e depressão nas prateleiras, movimentando um mercado multibilionário.

Crise de crédito nos mercados emergentes

Alguns mercados emergentes, como Argentina, Brasil, Paquistão, África do Sul e Rússia passaram por um sério estresse econômico e financeiro como resultado de dívidas externas e desvalorização cambial. O Fundo Monetário Internacional (FMI) tomou medidas importantes, mas a volatilidade deve continuar em 2019.

Outras previsões incluem da A.T. Kearney incluem:

• Escassez de areia para a indústria da construção

• Efeitos do relacionamento entre Rússia e China

• Uma África mais conectada do que nunca

• Materialização do “Iron Man” real em exoesqueleto

iFood tem 60% de redução de custo com atendimento ao consumidor via WhatsApp

Rapidez, assertividade e fidelização dos clientes. Essas são apenas algumas das vantagens na utilização do WhatsApp Business API. Visando otimizar a comunicação com os estabelecimentos e também com os clientes, o iFood, líder em delivery online de comida na América Latina, utiliza a tecnologia desde março, com projeto e implementação da Wavy, empresa do grupo Movile que reúne mensageria, conteúdo e outros negócios com operadoras de telefonia móvel e TVs.

Os resultados são bastante relevantes: quase 60% de redução de custo na ativação de novos restaurantes. “O principal valor que percebemos foi sem dúvida a penetração de mercado. Hoje, conseguimos um engajamento muito maior tanto com os estabelecimentos, quanto com os clientes. A comunicação por WhatsApp é a garantia de que a mensagem vai chegar ao destino”, afirma Matheus Meira, Gerente de Marketing CRM do iFood.

Com ação da Wavy, uma das seis primeiras empresas no mundo a ter acesso a tecnologia, o iFood utiliza a API do WhatsApp em grande parte de seu ecossistema de comunicação: ativação de novos parceiros, captação de leads, recuperação de carrinho abandonado e até de clientes inativos, divulgação de novas funcionalidades e oportunidade para restaurantes parceiros.

“O iFood é hoje líder em seu segmento em toda a América Latina, e poder fazer parte do crescimento de uma marca que conta com mais de 390 mil pedidos por dia é extremamente satisfatório. A Wavy, sendo uma das primeiras empresas no mundo a ter acesso a essa tecnologia, teve a chance de, na abertura oficial para todo o mercado, trazer um produto já testado e pronto para uso com alto nível de retorno”, garante Bruna Maggion, Head de Marketing da Wavy.

O Whatsapp é um dos principais canais de comunicação do iFood com o objetivo de deixar livre para o cliente/parceiro escolher o melhor ponto de comunicação para cada um além de planos para conectar outras áreas, operações e serviços no canal. “Vivemos intensamente essa era da transformação digital e buscamos ficar sempre à frente em nosso segmento e assim estarmos preparados para as novas demandas do mercado e exigências dos clientes”, finaliza Matheus Meira.

PageGroup lista as 19 profissões mais procuradas em 2019

O PageGroup, referência mundial em recrutamento especializado de executivos de todos os níveis hierárquicos, aponta quais cargos estarão em alta no Brasil em 2019. O levantamento, produzido pelos consultores de carreira da Michael Page e Page Personnel, traz as profissões com maior possibilidade de demanda a partir de análises de mercado e tendências de contratações das empresas para o próximo ano. Os cargos considerados nessa lista são de média e alta gerência e de nível técnico e suporte à gestão.

“Diferente de 2018, onde TI e Digital puxaram a demanda por inovações, atualização de conhecimento, novos profissionais, serviços e produtos, para o ano seguinte as projeções ainda não são conclusivas, não há um desenho para sustentar quais os setores vão se destacar. O setor de Saúde e Ciências da Vida foi uma surpresa, comparado aos últimos três anos. Os segmentos onipresentes Tecnologia, Marketing e Finanças seguem fortes. Se nas esferas político-econômica houver as reais mudanças prometidas durante as companhas deste ano, e o mercado continuar absorvendo as mudanças da Reforma Trabalhista, poderemos ter a reinserção de profissionais no mercado das mais variadas formações, talentos que ainda estão procurando trabalho ou em algum tipo de transição na carreira”, afirma Ricardo Basaglia, diretor geral da Michael Page e Page Personnel.

Para chegar a essa lista, o PageGroup entrevistou cerca de 6 mil profissionais de todo o Brasil para entender quais são suas reais impressões sobre o mercado de trabalho. Os executivos consultados ocupam cargos que vão desde posições de suporte à gestão (Page Personnel) até alta e média gerência (Michael Page). A empresa procurou entender como os profissionais enxergam sua carreira, a posição do empregador no seu desenvolvimento profissional e outros fatores que completam a remuneração.

Confira a lista

Michael Page

Saúde e Life Science

Cargo: Representante/Gerente de Vendas

O que faz: prospecção de potenciais clientes e parceiros, gera demanda e ações promocionais, acompanha a performance e desenvolve a força de vendas, estabelece planos de visitas, realiza análise de concorrentes, estudo de mercado, levantamento de resultados de vendas e demanda, participa de convenções e congressos, desenvolve relacionamento no mercado público e privado.

Perfil da vaga: Desejável formação / especialização em negócios, marketing, comercial ou negociação; idiomas (desejável, mas não imprescindível, isso pode variar pela nacionalidade e demais pré-requisitos da empresa).

Salários: Representante: R$ 5 mil a R$ 8 mil + variável

Gerente de Vendas: R$ 16 mil a 25 mil + variável

Motivo para alta em 2019: peça-chave nas definições de planos táticos e estratégicos comerciais da companhia para o atingimento das metas, aumento nos resultados de vendas e engajamento da equipe comercial.

Cargo: Gerente de Qualidade

O que faz: responsável por implantar o sistema de “Boas Práticas de Fabricação”, preparar a empresa e os colaboradores para auditorias internas e externas.

Revisão, preparação e aprovação de procedimentos, tratamento de não conformidades e controle de mudanças, qualificação de fornecedores e suporte ao departamento de Controle de Qualidade.

Perfil da vaga: Graduação em Farmácia/pós-graduação ou especialização é considerado um diferencial. Idioma desejável de acordo com a necessidade da empresa.

Salário: R$ 17 mil a R$ 25 mil + bônus anual + carro + plano de previdência + pacote de benefícios.

Motivo para alta em 2019: os órgãos regulamentadores como ANVISA, estão cada vez mais exigentes e burocráticos para liberação de produtos e serviços. Portanto é necessário ter a pessoa certa nesta cadeira para ter controle de todos os processos de boas práticas de fabricação, deixar o processo de qualidade 100% correto e assim não ter impacto em outras áreas ou no principal ponto que é o registro e venda dos produtos.

Marketing e Digital

Cargo: Gerente de Marketing de Performance

O que faz: O profissional de performance é responsável por direcionar o investimento no melhor canal para seu negócio, baseando-se em números do negócio e nas ações de marketing de performance realizadas.

Perfil da vaga: precisa conhecer bem a estratégia de marketing e o orçamento do cliente para definir onde investir para ter um retorno saudável nas dezenas de formatos de mídia existentes no mercado. Definição e acompanhamento de indicadores de desempenho é pré-requisito obrigatório.

Salário: R$ 10 mil a R$ 15 mil

Motivo para alta em 2019: Empresas cada vez mais apontam o marketing com uma área estratégica e que controla o retorno de investimentos em diferentes mídias.

Jurídico

Cargo: Advogado Contencioso Legal

O que faz: profissional sênior atuando no contencioso e que cuide da parte processual. Ou seja, cuida de toda a esfera judiciária ou arbitral com o intuito de solucionar um conflito.

Perfil da vaga: capacidade estratégica e de gestão. Trata-se de um profissional que atua mais comumente em escritórios de advocacia, mas que também pode ter importante função em empresas.

Salário: R$ 13 mil a R$ 25 mil.

Motivo para alta em 2019: como consequência de um momento de crise, a tendência de aumentar a quantidade de litígios é evidente. Neste contexto, há maior demanda pelo judiciário, o que resulta em muito trabalho para profissionais da esfera contenciosa. Os advogados de contencioso especializado devem ser ainda mais necessários em um cenário de recuperação, como se espera para este ano, devido a sua capacidade estratégica.

Cargo: Advogado de Compliance

O que faz: Institui normas de governança, defini limites lícitos para conduta de profissionais e para procedimentos da empresa, aplica normas instituídas por matriz estrangeira (podendo ou não fazer adequações locais), fiscalizar operações políticas, fiscais ou morais de assuntos relacionados à empresa, além de dar cursos e treinamentos para ensinar e disseminar o tema internamente.

Perfil da vaga: profissional que passou a atuar tanto em empresas como em escritórios de advocacia, na maioria das vezes um profissional mais sênior.

Salário: R$ 25 mil a R$ 70 mil

Motivo para alta em 2019: em razão das investigações políticas e fiscais ocorridas nos últimos anos no Brasil, as empresas se preparam para este novo cenário de governança mais rígida. Ética passou a ser um valor ainda mais requisitado, tanto pelas empresas, como pelos candidatos.

Financeiro & Tributário

Cargo: Gerente de planejamento Financeiro

O que faz: é o responsável pelo budget, projeções e novos negócios.

Perfil da vaga: domínio completo das rotinas financeiras e do negócio, já com habilidades da era digital, boa capacidade de comunicar resultados e capacidade de relacionamento.

Salário: R$ 14.000,00 a R$ 25.000,00

Motivo para alta em 2018: posição estratégica para tomada de decisão e relacionamento entre as áreas, nesse momento de retomada de mercado, essencial para o crescimento.

Bancos e Serviços Financeiros

Cargo: Gerente de Parcerias e Canais

O que faz: cria as estratégias para atingir as metas de produtos e serviços

Perfil da vaga: capacidade de encontrar novos parceiros comerciais por meio da análise do perfil de empresas e avaliação de nichos de mercado.

Salário: R$ 15.000,00 a R$ 20.000,00

Motivo para alta em 2019: posição estratégica para aumentar a capilaridade dos produtos e serviços ofertados. Com a retomada de mercado, é essencial criar parcerias rentáveis e de alto valor agregado.

Recursos Humanos

Cargo: Business Partner Sênior

O que faz: Influenciador da liderança para as decisões estratégicas com relação às pessoas e melhores práticas de RH, garantindo que estejam sendo aplicadas para a necessidade específica do cliente interno. É a área de Recursos Humanos dentro do negócio, atuando como guardião das políticas e assegurando conformidade dos processos em temas de desenvolvimento de carreira, reconhecimento e recompensa.

Perfil da vaga: Experiência para influenciar os executivos do negócio. Habilidade de influência, visão estratégica, comunicação efetiva e conhecimento de negócio.

Salário: R$ 25 mil a R$ 35 mil

Motivo para alta em 2019: com o mercado voltando a crescer, é a posição essencial para garantir que a empresa esteja seguindo as melhores estratégias. Área mais estratégica para gestão de pessoas.

Tecnologia da Informação

Cargo: Cientista/Engenheiro de Dados

O que faz: profissional dedicado a criar soluções complexas que envolvem: captar, analisar e enxergar tendências em dados (informações) que impactem nos negócios e gerar/prever ondas de crescimento exponencial.

Perfil da vaga: a formação desses profissionais em grande parte está na área de exatas: Matemática, Ciências da Computação, Análise de Sistemas, Estatística, Física. Mas pode haver talentos originados de outros campos, e que dominem as habilidades rígidas do setor.

Salário: R$ 9.000 a R$ 18.000

Motivo para alta em 2019: esta é uma das profissões que faz o elo entre presente e futuro. O Cientista de Dados faz parte de uma nova geração de profissionais analíticos crucial para o mercado. Após a maior onda de transformação digital no Brasil, agora em 2018, essa posição entra de forma definitiva para a cultura do mercado.

Cargo: Desenvolvedor Back-end

O que faz: é o responsável por dinamizar sites de diversas plataformas a partir de linguagens de programação. Organiza as informações visíveis ao usuário.
Perfil: Formação em Engenharia da Computação ou áreas correlatas.

Salário: R$ 7.000 a R$ 13.000

Motivo para alta em 2019: vai atender as empresas de inovação: startups, fintechs e demais ramificações do conceito, como legaltechs, edutech etc. Companhias ligadas a praticamente todos os campos da Tecnologia da Informação. É um profissional básico para os mais diversos serviços tecnológicos.

Cargo: Desenvolvedor Mobile

O que faz: sua missão é programar/criar e reparar aplicativos para plataformas de celular/dispositivos móveis em suas diversas variáveis, incluindo o universo de games.

Perfil: Formação em Engenharia da Computação ou áreas correlatas

Salário: R$ 10.000 a R$ 17.000

Motivo para alta em 2019: todos serviços do mundo analógico (realidade física) estão migrando de algum modo para o campo digital, e aí surge a importância de disponibilizar essas informações em formato móvel, simples, agradável e seguro para os usuários. É um profissional que já está na base dos times tecnológicos.

Vendas

Cargo: Gerente Comercial (Canal Indireto)

O que faz: Responsável por qualificar e gerir o relacionamento, margem e volume de vendas indiretas para distribuidores ou revendas;

Perfil da vaga: Senioridade para entender o modelo de negócio do canal e propor uma solução “ganha-ganha”. Habilidade de influência, boa capacidade analítica, negociação e conciliação.

Salário: de acordo com senioridade pode variar entre R$ 15.000 – 25.000 + bônus e/ou comissões

Motivo para alta em 2019: O modelo de vendas indiretas permite maior capilaridade e penetração em diferentes clientes/regiões. É um modelo com custos fixos menores e que cria um ecossistema de vendas positivo. Essa posição vem crescendo nos mercados de tecnologia e bens de consumo.

Cargo: Gerente de Desenvolvimento de Negócios

O que faz: Esse profissional é responsável por definir a política e estratégia de execução junto a liderança da companhia com foco em buscar novas frentes de negócio, desenvolver contas estratégicas e gerar oportunidades ainda não trabalhadas. É de extrema importância que haja um plano comercial bem elaborado afim de garantir um mapeamento claro de quais mercados atuar e alocar força de vendas.

Perfil da vaga: Profissional “multitarefas” e com perfil consultivo, capaz de desenhar planos de ação a serem executados em campo além de capacidade analítica de acompanhar todos indicadores de performance. Competências comportamentais são fundamentais para esta posição, assim como alta energia, pro atividade, atitude, persuasão, resiliência e boa comunicação.

Salário: R$ 12.000 – 18.000 + bônus e/ou comissões

Motivo para alta em 2019: Área comercial é um dos principais gatilhos em momentos de retomada e crescimento pois passar a receber um investimento e maior respaldo dentro das organizações devido ao foco em aumentar participação de mercado e consequentemente faturamento. Setor de Serviços e Industria vem demandando este perfil com mais frequência.

Page Personnel

Recursos Humanos

Cargo: Especialista em Remuneração

O que faz: analisa (ou cria/atualiza) faixas salariais de diferentes níveis hierárquicos da companhia e valida prática de concorrentes e outros mercados.

Perfil da vaga: é preciso ser analítico para traçar cenários da companhia e confrontar com o mercado. Conhecimento avançado em Excel é primordial.

Salário: R$ 9 mil a R$ 12 mil

Motivo para alta em 2019: Área fundamental para engajar profissionais e tornar a companhia competitiva neste movimento de aquecimento de mercado. Hoje, o RH precisa não apenas atrair talentos, mas sobretudo contribuir para a companhia não perdê-los.

Secretariado/Administração

Cargo: Gerente (Office Manager)

O que faz: gerencia insumos, reparos/reformas nos escritórios da companhia, além de administrar pagamentos e gestão de fornecedores/terceiros.

Perfil da vaga: visão integrada para atuar com diferentes demandas e assuntos de forma simultânea, extrema atenção a detalhes, previsão de falhas, experiência administrativa e financeira.

Salário: R$ 10 mil a R$ 14 mil

Motivo para alta em 2019: as companhias precisarão de foco em custo-benefício de seus recursos operacionais, seja em gestão de pessoas (copa, limpeza, recepção) seja em infraestrutura (ar condicionado, tecnologia). A falta de um profissional dedicado a este papel impacta diretamente no funcionamento do escritório, pois ao sobrecarregar a área de finanças ou secretariado nesta responsabilidade, o fundamental papel preventivo acaba se perdendo.

Marketing & Negócios – Serviços Financeiros

Cargo: Analista de Produtos

O que faz: responsável pelo desenvolvimento ou melhora de algum produto oferecido pela empresa para o cliente final.

Perfil da vaga: capacidade analítica e crítica sobre o funcionamento e desenvolvimento de novos negócios; criatividade para pensar em novos negócios e maneiras de fazer a experiência do cliente mais prazerosa.

Salário: R$ 8 mil a R$ 12 mil

Motivo para alta em 2019: as companhias estão em busca de candidatos com expertise em produtos diferenciados (sejam em grandes bancos ou pequenas empresas de tecnologia). O mercado precisa de mentes e ideias capazes de fazer os consumidores utilizarem mais seus serviços. Assim como em muitas áreas, a experiência do usuário é o que faz uma pessoa utiliza um serviço financeiro ou não.

Negócios/ Vendas – Serviços Financeiros

Cargo: Consultor de Investimentos

O que faz: gerencia uma carteira de investimentos.

Perfil da vaga: perfil altamente comercial para obter mais clientes, alto conhecimento de produtos financeiros para recomendar a melhor opção para seu cliente.

Salário: Fixo a partir de R$ 8 mil + remuneração variável (perfil bem agressivo)

Motivo para alta em 2019: Com o acesso livre de todo tipo de investidor (de médio ou alta renda) a uma cultura de investimento, o profissional que realmente sabe o que dizer e como direcionar pessoas para investir é um grande diferencial. Além disso, o volume de ‘agentes autônomos’ que o mercado necessita atualmente é gigantesco. Profissionais com uma carteira de clientes fiéis e que sabem investir podem atingir muito mais em sua carreira.

Finanças

Cargo: Analista de Controladoria Sênior

O que faz: análise do cenário financeiro atual da empresa utilizando embasamento contábil para analisar/construir Demonstrativo de Resultados do Exercício (P&L) e o Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE).

Perfil da vaga: construir e analisar os principais resultados financeiros da empresa. Inglês fundamental para estruturas de multinacionais.

Salário: R$ 7 mil a R$ 10 mil

Motivo para alta em 2019: as empresas de matriz internacional precisarão de uma controladoria robusta para fundamentar as tomadas de decisão dos seus agentes.

Tributário

Cargo: Especialista Tributário

O que faz: apuração de impostos diretos e indiretos. Atendimento à auditoria. Planejamento tributário da empresa para recuperação de crédito. Disseminação de conhecimento no time.

Perfil da vaga: inglês avançado será diferencial para maior parte das empresas. Ótima comunicação para transitar entre áreas. Pro atividade e ótima interpretação de texto, para pesquisas recorrentes de legislação.

Salário: R$9 mil a R$15 mil

Motivo para alta em 2019: o cenário pós-crise está forçando as empresas a reestruturar área tributária para que consigam planejar 2019 em um novo momento de expansão da economia, ao mesmo tempo reavendo créditos com o governo.

Resistir às inovações digitais será fatal para os negócios em 2019, aponta pesquisa da Protiviti

Resistir às mudanças causadas pela Transformação Digital poderá ser fatal às corporações de economia tradicional no próximo ano, alerta a pesquisa global da consultoria Protiviti, feita em parceria com a Universidade Estadual da Carolina do Norte. O relatório, intitulado “Perspectivas Executivas sobre os Maiores Riscos para 2019”, traz as dez preocupações mais latentes de um grupo de 825 líderes empresarias de diversas economias ao redor do mundo.

O levantamento detectou que, apesar de já estarem cientes dos impactos da Transformação Digital no dia a dia corporativo, as empresas da velha economia estão temerosas com os avanços de organizações nascidas digitalmente.

“As companhias devem estar dispostas a fazer, de maneira rápida, os ajustes necessários em seus modelos de negócios e operações. Negar o atual cenário da transformação digital pode minar unidades de negócio ou até mesmo empresas inteiras” diz Rodrigo Castro, líder da Prática de Gestão de Riscos Corporativos da operação brasileira da Protiviti e porta-voz do relatório no País.

O impacto deste cenário se mostra alarmante ao constatar que nesta edição da pesquisa, que prevê riscos para 2019, o fator disrupção digital saltou da décima posição ocupada em 2018, para o primeiro lugar. Segundo Castro, tal ascensão deixa clara como a agilidade e a escalabilidade estão no topo das prioridades das empresas.

“As companhias tradicionais estão sofrendo para competir com os adversários digitais que operam com mais eficiência, são inovadores em sua essência, conseguem lançar produtos e serviços altamente escaláveis por meio de modelos de negócios ágeis, além de sempre focarem na melhor experiência do cliente”, comenta o porta-voz.

Na sequência da preocupação com os avanços digitais, outra questão que vai tirar o sono dos executivos em 2019 são os desafios ligados à sucessão e à capacidade de atrair e reter talentos, processos que estão sob a influência de um mercado de trabalho cada vez mais restrito e uma maior demanda por conhecimentos digitais especializados.

Mudanças regulatórias e ampliação de controle legais, como a General Data Protection Regulation (GDPR), em países europeus, e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGDP) no Brasil, também são fontes de insegurança para a classe empresarial e alcançou o terceiro lugar na lista.

Vale ressaltar que na relação de riscos globais, as preocupações acerca das condições econômicas saíram da lista dos dez maiores riscos pela primeira vez em sete anos de pesquisa.

Abaixo, veja a lista completa dos dez maiores riscos identificados para os negócios em 2019:

1. Operações existentes alcançando metas de desempenho, competindo com empresas “digitais de nascença”;

2. Desafios de sucessão e capacidade de atrair e reter os melhores talentos;

3. Mudanças regulatórias e rigidez regulatória;

4. Ameaças cibernéticas;

5. Resistência a mudanças no modelo de negócio e na operação;

6. Alta velocidade de inovações radicais e novas tecnologias;

7. Gestão de privacidade/identidade e segurança da informação;

8. Incapacidade de utilizar análises e big data;

9. A cultura da organização talvez não estimule o suficiente uma identificação e escalonamento de eventos de risco a tempo;

10. Manutenção da fidelidade e retenção de clientes

Os riscos na América Latina e América do Sul

O número significativo de respostas de empresas localizadas em diferentes países permitiu que, pela primeira vez, fosse realizada uma análise independente em cada região. Na apuração referente à América Latina e à América do Sul, foram apontados cinco principais riscos. Destes, os três primeiros seguem alinhados com o resultado geral da pesquisa global, porém em ordem distinta. São os seguintes:

1. Resistência a mudanças no modelo de negócio e na operação;

2. Desafios de sucessão e capacidade de atrair e reter os melhores talentos;

3. Dificuldade das operações existentes e infraestrutura de TI alcançarem metas de desempenho e competirem com empresas “digitais de nascença”.

Na sequência dessas preocupações, há outros dois riscos macroeconômicos relatados especificamente nesta região e que são derivados da realidade político-econômica local e por se tratar de países em crise e com constantes interferências governamentais no mercado. São eles:

4. As condições econômicas nos mercados atendidos afetando significativamente as oportunidades de crescimento;

5. Aumento de custos trabalhistas impactando o atingimento das metas de lucratividade.

Mais informações sobre a pesquisa podem ser acessadas através do link www.protiviti.com/toprisks

Empresas familiares brasileiras estão otimistas com o futuro dos negócios, diz KPMG

A maioria das empresas familiares brasileiras (70%) está confiante em relação à situação econômica do próprio negócio nos próximos três anos, apesar das incertezas políticas e instabilidades econômicas, enquanto 23% estão neutras e 7% pessimistas. O dado é reflexo dos resultados obtidos por essas organizações nos últimos seis meses, período em que foram registrados, de forma geral, aumento de receita, lucratividade e quantidade de funcionários.

Essas são algumas das conclusões da 3ª edição da pesquisa “Retratos de família”, conduzida pela KPMG com 217 empresas familiares de 19 estados do País, resultando em um dos conteúdos mais completos e extensos já desenvolvidos sobre o tema. Os respondentes são, em 65% dos casos, membros da família proprietária e 30% são diretores. Os setores mais bem representados são: agronegócio (19%); serviços (12%); atacado e varejo (12%); construção (9%); consumo (exceto atacado e varejo, 8%); bens industriais (6%); saúde e ciências da vida (6%); e transporte (5%).

“Esta nova pesquisa revela indicadores únicos, precisos e atualizados sobre práticas de governança corporativa, anseios, expectativas e perspectivas das empresas familiares brasileiras. Os resultados revelam que os líderes dessas organizações confiam nos seus pontos fortes e prezam pela perenidade do negócio com a manutenção da família no controle da operação”, afirma o sócio-líder de Governança Corporativa e Riscos e CEO do ACI Institute da KPMG no Brasil e na América do Sul, Sidney Ito.

Entre os pontos fortes das empresas destacados pelos respondentes estão: tomada de decisões rápida e flexível (54%); marca forte ou presença de mercado (42%); atendimento ao cliente (40%); capacidade empreendedora (33%); valores e cultura compartilhados (22%); engajamento dos colaboradores (19%); robustez financeira e facilidade no acesso ao capital (14%); visão de longo prazo (13%).

Outro dado relevante do conteúdo, elaborado em conjunto com a Fundação Dom Cabral, é o de maior receptividade sobre a transferência da propriedade da empresa à geração seguinte, revelando uma ansiedade pelo crescimento sustentável e geração de valor para as próximas gerações. Sobre a venda do negócio ou a entrada de investidores institucionais, no entanto, persiste a intenção de preservação de controle na família.

Quando perguntadas sobre mudanças que beneficiariam o negócio, as respostas indicaram redução de impostos (18%), leis trabalhistas mais flexíveis (17%) e legislação fiscal mais simples (14%).

Governança corporativa

A ampla maioria se importa com boas práticas de governança corporativa (85%), harmonia e comunicação entre gerações da família (85%), nível de preparação e capacidade demonstrado pelos sucessores (82%) e comunicação com a família sobre a situação do negócio.

Atualmente, 42% possuem Conselho de Administração, dentre os quais 60% com membros independentes. Em metade dos casos, a Diretoria Executiva é composta por membros da família (53%) e, em 85% das organizações, o diretor-presidente também é membro da família.

Somente 64% têm um Código de Ética elaborado, distribuído e divulgado e 46% têm Canal de Denúncias para comunicação anônima de fraudes, ilegalidades e atos em desacordo com as normas. Sobre o tema sucessão, mais da metade (55%) diz que há familiares da próxima geração com interesse na gestão, mas somente 13% consideram que a próxima geração já está preparada.

Receita e lucratividade

A receita histórica demonstrou tendência positiva, com 56% indicando aumento no último semestre, enquanto 25% mantiveram e 19% perderam receita. Os dados estão alinhados com a pesquisa sobre empresas familiares europeias (“European family business barometer”), também realizada pela KPMG. Lá, 57% dos respondentes cresceram em faturamento e 27% o mantiveram no último ano. Na Europa, 71% dos respondentes também estão confiantes com as perspectivas econômicas da empresa familiar.

“Nesse cenário, a lucratividade também cresceu e, quando comparada com a edição anterior, esta nova pesquisa comprova o cenário favorável às empresas familiares brasileiras e à economia em geral. O sentimento de confiança não foi abalado por eventos externos, como a greve dos caminhoneiros e as eleições gerais. Com essa perspectiva, essas organizações devem seguir aplicando recursos no negócio em que atuam”, afirma o sócio-líder de Mercado Empreendedor e Empresas Familiares da KPMG no Brasil, Sebastian Soares.

A maioria (74%) disse que seu plano estratégico inclui investimentos e, destes, 37% pretendem trazer inovação e 15% pretendem investir na manutenção do negócio atual. Outros 28% preveem destinar recursos financeiros em novos negócios ou produtos e 20% estudam a possibilidades de expansão nacional e internacional.

Preocupações e perspectivas

Apesar das expectativas de investimentos, as preocupações mais relevantes são incerteza política e econômica (61%) e redução na lucratividade (48%). A disputa por talentos é um dos itens que cresce bastante, tendo recebido 26% das respostas.

Quase metade (43%) não têm expectativa de mudança na estrutura societária nos próximos anos, uma queda bastante significativa, pois nos anos anteriores foram registrados índices de 84% (2017) e 87% (2016). Todas as demais opções cresceram em porcentagem, demonstrando maior abertura a mudanças, com destaque para a venda da empresa, que evoluiu de 6% nos anos anteriores para 16% em 2018.

Sobre expansão geográfica, em 2016 apenas 27% pretendiam atuar fora das atuais localidades, índice que saltou para 75% agora, sendo consideradas mais atrativas as regiões Sudeste (44%), Nordeste (29%) e Centro-Oeste (29%). Além disso, 34% ambicionam operar fora do País, sendo 21% na América Latina e 13% em outros países.

Perfil das respondentes

Um terço (35%) das respondentes faturam entre R$ 100 milhões e 499 milhões, 23% até R$ 49 milhões e 19% faturam mais de R$ 1 bilhão. Apenas 18% têm até 20 anos de existência, 40% têm entre 21 e 40 anos, 28% de 41 a 70 anos e 14% mais de 70 anos. Sobre qual geração está à frente da empresa familiar, há prevalência da segunda, com os seguintes dados: 1ª geração (31%), 2ª geração (43%) e 3ª geração (19%).

Grande parte dos respondentes (42%) têm entre 100 e 499 funcionários e 18% contam com até 99 funcionários. A maioria tem controle majoritário, e, dentre elas, 45% têm controle por pessoa física e 22% por pessoa jurídica. A pesquisa pode ser acessada na íntegra no link – http://home.kpmg.com/br/pt/home/insights/2018/11/retratos-de-familia-3a-edicao.html.

boostLAB, do BTG Pactual, abre inscrições para potencialização de startups em nível avançado

O BTG Pactual, maior banco de investimentos da América Latina, abriu inscrições para a terceira edição do boostLAB, programa de potencialização voltado para startups de nível mais maduro, as chamadas scale-ups. A iniciativa, realizada em parceria com a ACE, eleita três vezes como melhor aceleradora da América Latina, prevê a realização de parcerias e projetos piloto com a instituição financeira, empresas parceiras, fornecedores e demais integrantes de seu ecossistema.

Serão seis startups selecionadas para o programa, que tem duração de cinco meses. Nessa edição, o programa de potencialização busca principalmente fintechs, agritechs, legaltechs e startups que atuem com inteligência artificial ou real estate. Durante a seleção, mais importante do que o tamanho do faturamento da empresa é se ela já tem um sólido portfolio de clientes e dedicação integral de pelo menos dois sócios fundadores ao negócio.

Os interessados em participar do programa devem se inscrever por meio do site do boostLAB (www.boostlab.com.br) até o dia 15 de fevereiro de 2019. O boostLAB fica localizado em São Paulo, no WeWork Faria Lima.

A primeira edição do programa foi avaliada em 100 NPS (Net Promoter Score – métrica que tem como objetivo medir a satisfação e lealdade dos clientes) pelas Scale-ups que participaram do programa, pontuação inédita para um programa desse tipo coordenado pela ACE até então.

Um dos pontos fortes do programa é a oportunidade de gerar negócios com o banco e empresas parceiras. Outro ponto de destaque do boostLAB é a proximidade com os sócios e diretores sêniores do BTG Pactual, que oferecem mentoria e dividem suas experiências por meio de um Conselho. Cada um dos sete envolvidos tem um papel fundamental na estrutura do programa e na melhor integração entre as startups e o Grupo. São eles: Frederico Pompeu – que tem dedicação exclusiva ao programa -, Renato Mazzola (Head do Private Equity), Gustavo Roxo (CTO), Marcelo Flora (Head do BTG Pactual Digital), José Vita (Membro do Comitê Executivo), Mateus Carneiro (Head do RH) e André Alves (Head de Marketing).

As Scale-ups também contam com a metodologia de potencialização da ACE e os conselhos de um time de executivos com grande destaque em suas áreas de atuação, como Stelleo Tolda (COO do Mercado Livre), Cláudio Galeazzi, grande referência em reestruturações de empresas no Brasil, e Sônia Hess, ex-CEO da Dudalina, eleita pela revista americana Forbes como a terceira mulher de negócios mais poderosa do Brasil. Quem acaba de se juntar ao time é Joel Rennó, CFO da OLX, empresa global de comércio eletrônico.

Outra novidade é que além de créditos de US$ 10 mil no serviço de nuvem da Amazon (AWS) e US$ 3 mil no da Google, a Oracle também aderiu ao programa, oferecendo créditos de USD 15 mil para as Scale-ups participantes.

Frederico Pompeu, sócio do BTG Pactual responsável pelo boostLAB, conta que está muito feliz com os resultados das edições anteriores. “Já potencializamos 12 empresas e todas tiveram crescimento significativo. Para nós também tem sido um aprendizado conviver com empreendedores tão competentes. A essa altura, já estamos começando a fazer investimentos em algumas empresas e temos parceria com quase todas. Queremos ser o banco desse ecossistema em todas as etapas da vida dos empreendedores e das empresas”, afirma. O KPI (Key Performance Indicator) médio de cada empresa que participou do programa cresceu 233%.

Resultados de edições anteriores

A recém-terminada segunda edição do programa contou com 132 empresas inscritas. Seis delas foram selecionadas e potencializadas: Bxblue, Nexoos, Virtus Pay, Ewally, Digesto e Omie.

A Omie, que é um sistema de ERP (Enterprise Resource Planning), aumentou a receita em 20% e conquistou quatro mil novos clientes durante a potencialização. Além disso, o volume emitido de NF-e de R$ 4 bilhões para R$ 5,1 bilhões ao mês. A empresa oferece um sistema de gestão completo para pequenas e médias empresas com CRM, Finanças, Fluxo de Caixa, NF-e, Estoques e Frente de Loja.

Durante o boostLAB, a Nexoos ampliou seu negócio, passando a ser também um market-place lending, além de peer-to-peer lending. “Tivemos aumento de 30% na receita contra o trimestre anterior. A empresa sai do programa com um nível de maturidade muito maior”, disse Daniel Gomes, CEO e fundador da empresa.

Já a primeira rodada, que aconteceu no primeiro semestre, contou com inscrição de 124 empresas, dentre as quais seis foram escolhidas: Neurotech, Agronow, Clicksign, Finpass [antiga F(X)], Liber Capital e Zigpay.

A Finpass foi uma das empresas que mais se beneficou do programa. Trata-se de um marketplace de crédito para médias e grandes empresas, que utiliza tecnologia de “matching” para tornar esse processo mais inteligente, rápido e efetivo. Ao final da participação no boostLAB, o volume transacionado pela plataforma teve crescimento de 966%.

Jovens talentos enxergam nas startups uma boa oportunidade de trabalho

Por Eduardo Küpper

Em todo o Brasil, estima-se que existam quase 6 mil startups. O número é mais do que o dobro registrado há seis anos, quando o país ainda começava a discutir o modelo e a perceber o nascimento do novo mercado. Em 2012, haviam 2.519 startups cadastradas na Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Em 2017, o número saltou para 5.147.

A crescente presença das startups no país tem atraído jovens profissionais recém-saídos da faculdade, que com frequência enxergam nelas uma alternativa bastante interessante de desenvolvimento profissional. Se há 10 anos os jovens talentos preferiam os programas de trainee de companhias consolidadas, as grandes consultorias e multinacionais, hoje o panorama já não é o mesmo. As empresas tradicionais disputam os melhores talentos com startups que, mesmo com pouco tempo de atuação, já têm grande porte e são conhecidas no mercado.

E quais são os diferenciais que permitem às maiores startups saírem ganhando na briga pelos profissionais mais promissores? Em primeiro lugar, elas também contam com os fatores de atratividade existentes nas empresas convencionais: boa remuneração, visibilidade e excelente marca no currículo. Mas a questão principal, talvez, seja a progressão na carreira. Se nas empresas tradicionais os jovens levam alguns anos para avançar no organograma, nas startups esse processo é mais acelerado, e eles podem tornar-se referência em seu setor de atuação mais rapidamente.

A trajetória do Mateus Pinho é um exemplo disso. Ele foi estagiário em uma empresa do portfólio e virou analista rapidamente, antes mesmo de se formar. Optou por se juntar a outra empresa quando terminou a faculdade e, dado a experiência que havia adquirido, tornou-se gerente da área rapidamente e hoje exerce o cargo de CMO (Chief Marketing Officer). Tudo isso apenas dois anos após a formatura. Caso tivesse optado por estagiar em uma empresa convencional, ele, nesse mesmo período, possivelmente não teria tido a oportunidade de crescer nessa velocidade. Não é a primeira vez que vejo isso, poderia escrever sobre outros casos similares. Mas, obviamente, essa não é a trajetória de todos; apenas os melhores veem isso acontecer.

Assim, as startups podem ser uma opção de carreira rentável e compensadora. Caso tenha uma atuação destacada, o jovem pode, em pouco tempo, progredir para posições de liderança e, possivelmente, adquirir os subsídios (e a visibilidade) necessários para abrir seu próprio negócio. Além disso, é importante lembrar que, ao trabalhar em uma startup, o profissional adquire habilidades que também serão necessárias nas companhias tradicionais. E, embora a posição de liderança numa startup seja diferente de uma empresa maior, se ela crescer rapidamente, em dois ou três anos a pessoa estará numa posição de liderança. Assim, caso queira migrar para uma empresa mais tradicional, ele estará devidamente qualificado e poderá inclusive ocupar um cargo de maior senioridade.

Iniciar a carreira em uma startup de sucesso abre inúmeras possibilidades. O profissional se adaptará desde cedo a uma nova maneira de se fazer negócios, baseada na tecnologia. Com certeza, sua carreira será bem diferente da do colega que optar pelo programa de trainees de uma multinacional…

Eduardo Küpper, MBA pela Wharton Business School e MA em Estudos Internacionais pelo The Lauder Institute, na Universidade da Pensilvânia e Co-fundador da Wharton Alumni Angels Brasil- whartonangels@nbpress.com

Magazine Luiza compra startup de tecnologia para acelerar a transformação digital de empresas analógicas

O Magazine Luiza acaba de anunciar a compra da empresa de desenvolvimento de tecnologia Softbox. Fundada há 13 anos em Uberlândia, Minas Gerais, a Softbox reúne 180 desenvolvedores especialistas em ajudar qualquer tipo de empresa — varejista ou fabricante de bens de consumo — a vender digitalmente ao cliente final. “Hoje, a maioria das empresas brasileiras está excluída do mundo digital, sem acesso a nenhum marketplace”, diz Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza. “Com a incorporação da Softbox, vamos ajudar no processo de transformação digital de companhias analógicas.”

A aquisição permite ao Magazine Luiza ser parceiro do varejista e da indústria em todas as etapas da venda online – desde a chegada ao mundo do varejo digital e integração ao marketplace até a entrega, por meio do Magalu Entregas. Dessa forma, o Magazine Luiza passa a oferecer às empresas brasileiras o chamado Full Commerce.

A compra e a integração da Softbox marcam um novo ciclo de transformação do Magazine Luiza: de varejista multicanal, a companhia passa a ser uma plataforma digital – um ecossistema de empresas, baseado em tecnologia, dados e processos digitais.

A Softbox é a terceira startup de tecnologia adquirida pelo Magalu em pouco mais de um ano, com o objetivo de acelerar o desenvolvimento desse ecossistema. Em meados de 2017, houve a compra da Integra, especializada na integração de e-commerces a marketplaces. E há alguns meses, o Magalu incorporou a Logbee, especializada em logística.

Essas aquisições também são fundamentais para que o Magalu acelere a expansão de seu Marketplace e outros projetos, como o Magalu Entregas e o Magalu Pagamentos. “Nosso propósito, como plataforma, é digitalizar o varejo e a indústria de bens de consumo e, assim, contribuir para a digitalização do país”, diz Trajano.

A Softbox tem, hoje, cerca de 80 clientes, incluindo empresas como Unilever, Coca-Cola, Basf e Red Bull. Seus 180 desenvolvedores estão baseados em Uberlândia e em São Carlos, no interior de São Paulo, importantes centros de formação de profissionais de engenharia e tecnologia. Essa estrutura será integrada ao Luizalabs, laboratório de inovação do Magazine Luiza. Com isso, o Labs passa a contar com cerca de 700 desenvolvedores e especialistas em produtos, instalados em quatro centros: São Paulo, Franca, Uberlândia e São Carlos.

Como desenvolver uma cultura de dados dentro da sua organização

Por Ricardo Fornari, Country Manager da Stibo Systems no Brasil

À medida que as empresas avançam em suas jornadas de renovação tecnológica, encontrar formas de aproveitar as oportunidades trazidas à tona pela transformação digital tem ganhado um novo status, como um dos grandes desafios para as organizações modernas. É esse cenário que os líderes de TI e CDOs (Chiefs Data Information) têm enfrentado, sobretudo, em busca de estratégias que permitam a utilização das informações geradas pelos sistemas automatizados como insights práticos para a geração de melhores negócios.

Para suprir essa demanda, as companhias vêm investindo em soluções de gerenciamento de informações multiplataformas, com recursos que elevem a inteligência de seus negócios, melhorando os resultados e as dinâmicas de suas operações. De acordo com analistas internacionais, até 2020, 80% das organizações deverão iniciar o desenvolvimento de suas competências na gestão de dados.

O sucesso dessa estrutura depende, também, de outro aspecto: o desenvolvimento de uma cultura de dados que englobe toda a operação das empresas. Os CDOs devem notar que o avanço de seus projetos de uso dos dados depende da inclusão de recursos assertivos, com ferramentas analíticas modernas, e, ao mesmo tempo, da participação e entendimento das pessoas em relação aos processos. É por isso que construir um ambiente colaborativo, capaz de engajar e orientar os colaboradores em relação à importância e as vantagens a serem conquistadas a partir do uso prático das informações, é a melhor maneira de fortalecer os investimentos em tecnologia e gerar valor às rotinas de negócios.

Esse é um ponto importante, pois, segundo pesquisas de mercado, a maior parte das empresas brasileiras ainda não conta com uma estrutura clara sobre quais são seus processos e projetos em relação à qualidade de dados. Além disso, as companhias ainda não possuem diretorias específicas para assumir essa responsabilidade, fazendo com que a gestão das informações acabe sendo compartilhada por TI e por várias áreas de negócio.

Por isso, hoje, o desafio de desenvolver uma cultura de dados não envolve apenas a necessidade de tornar as pessoas confortáveis ​​com o uso de insights fornecidos por software. Em paralelo a isso, é preciso garantir que os profissionais sejam capazes de ver, avaliar e transmitir o valor útil do conjunto de dados que está à disposição.

Esse cenário exige que as lideranças promovam cada vez mais uma mentalidade colaborativa em seus ambientes de trabalho, enfatizando como a integração entre profissionais, sistemas e processos pode ser benéfica para o sucesso da companhia e de todos os envolvidos.

Para suportar esse processo e garantir melhores resultados e engajamento, os CDOs deveriam tomar algumas ações básicas. A primeira delas é mostrar, com clareza, quais são os princípios de governança de dados de suas operações, fortalecendo a responsabilidade e a participação de cada colaborador nesse processo. A boa gestão das informações é a força motriz e o resultado desejado em uma cultura de dados sólida, criando uma conexão assertiva e evidente entre as pessoas, os processos e a tecnologia.

Além disso, é necessário romper os silos organizacionais que impedem a colaboração e a otimização de dados. Desbloquear as informações e evitar o represamento de dados é o passo-chave para poder gerar valor à rotina das companhias a partir dos dados fornecidos pelas plataformas inteligentes. Sendo assim, é imperativo que as barreiras técnicas e organizacionais sejam removidas o máximo rápido possível para permitir transparência entre sistemas e departamentos.

Por fim, é preciso que os CDOs apliquem métodos e soluções que agreguem recursos preparados para simplificar a mudança de cultura dentro das organizações. O melhor investimento em longo prazo que os líderes podem fazer para desenvolver uma cultura de dados é elevar a média de conhecimento de dados da organização e imbuir todos os colaboradores com uma sólida mentalidade orientada ao uso de dados.

A inteligência necessária para ajudar esses profissionais já está disponível com a tecnologia. As novas soluções de Master Data Management, por exemplo, oferecem visualização completa de informações, unificando dados gerados por diversas plataformas. Essas ferramentas combinam analiticamente quais são as informações mais específicas e úteis para as companhias e maximizam o acesso dos líderes a esses relatórios e painéis. Dessa forma, é possível acompanhar as jornadas de desenvolvimento de produtos, atendimento aos clientes e até de ciclo de vida da infraestrutura de equipamentos instalados em uma linha de operação, construindo panoramas muito mais assertivos sobre o que deve ser mantido ou alterado.

As soluções de Gestão de Dados Mestres Multidomínio tem tudo para apoiar e conduzir as empresas rumo a Transformação Digital, mostrando como é possível aproveitar os dados como moedas estratégicas para o futuro. Vale dizer, no entanto, que o sucesso de qualquer aplicação depende de um acompanhamento atento e especializado.

Estimular as ações de capacitação interna e os processos de inovação ajudará a potencializar os resultados trazidos pelas novas tecnologias, além de reduzir os possíveis impactos provocados pelas mudanças. Ter o apoio do alto comando da empresa nesse processo de transformação é uma recomendação importante para quem deseja disseminar uma cultura de gestão de dados na sua organização.

Com esse vasto horizonte à frente dos executivos de TI, é interessante destacar que as organizações certamente se depararão com várias demandas e pontos a serem melhorados. Esse, porém, é grande o valor dos dados. Ter um pensamento analítico, com ricas fontes de inteligência colocadas à disposição, sempre deixará claro que as empresas têm que seguir em frente, evoluindo seus trabalhos. É preciso avançar, e uma cultura baseada em dados é, sem dúvida, a melhor maneira de dar o passo certo rumo ao futuro.

Consultoria aponta principais desafios para as empresas com a Lei Geral de Proteção de Dados

Promulgada em agosto de 2018, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é um marco fundamental no setor de Data & Analytics e se soma a uma série de outros instrumentos legais, desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH/1948), passando pelo Marco Civil da Internet brasileira (Lei nº 12.965/2014), até a Regra Geral de Proteção de Dados Europeia (Diretiva 2016/680 & 2016/281), criando um cenário completamente novo para as empresas que operam com dados – basicamente todas, atualmente. É o que apontam os especialistas da Cosin Consulting, consultoria de negócios e tecnologia do grupo Dentsu Aegis Network (DAN) com mais de 2 mil projetos desenvolvidos, Mario Hime e Antonio Cipriano.

“Algumas práticas já eram comuns e existiam regras esparsas, mas o LGPD consolida este cenário criando leis específicas, mecanismos de controle e punições severas. Com isso, as empresas devem se preparar sob pena de riscos financeiros, jurídicos e para sua imagem. Acreditamos também que uma estrutura bem adaptada a esta nova realidade possa gerar uma vantagem competitiva, especialmente no relacionamento com o consumidor”, afirma Mario Hime, vice-presidente da Cosin Consulting. Já Antonio Cipriano, também vice-presidente da Cosin Consulting, completa que “os novos instrumentos legais trouxeram apreensão, mas é preciso ficar claro que a Lei não impõe a confidencialidade ou impossibilidade total de manipulação dos dados. O que é necessário é uma estrita proteção e a necessidade de se pedir o consentimento de pessoas físicas”.

Dentre os pontos de atenção para as empresas, os executivos destacam seis. O primeiro é o já mencionado consentimento explícito do consumidor. Esse processo precisa ser realizado de forma simples, mas efetivo e que possa ser rastreada em caso de necessidade. O segundo ponto – um dos mais descobertos no momento – é a criação de mecanismos de resposta rápida quando o consumidor retira sua autorização para a utilização de dados. O terceiro ponto é relativo à manipulação de dados sensíveis (financeiros, políticos, religiosos) e de menores de idade, que devem ter cuidados ainda mais estritos.

Uma inovação introduzida pelo LGPD (quarto ponto) é a obrigação de informar à Sociedade e às Autoridades em caso de vazamento de dados – um risco real, mesmo com todos os investimentos em segurança digital que estão sendo realizados atualmente. “Esse, talvez, seja o principal ponto de atenção da nova lei. As empresas precisam criar políticas e procedimentos a fim de viabilizar o atendimento desta norma, até para minimizar impactos em sua imagem”, ressalta Mario Hime.

Todos esses elementos trazem à tona novamente a importância de práticas sólidas de segurança da informação (quinto ponto). “Para dar conta deste grande desafio, as empresas devem ter um olhar amplo, considerando esta questão não apenas uma atribuição de TI, mas incluindo todos os departamentos, como RH, Jurídico, Vendas, Controladoria, etc. Recomendamos a criação de regulamentos internos específicos, com prazos, responsabilidade e sanções”, explica Antonio Cipriano. Os próprios dados dos colaboradores merecem atenção, ainda mais em empresas de maior porte (sexto ponto).

Os executivos concluem que “a mudança deve ser tão grande que é necessário que o atendimento à LGPD faça parte do plano de negócios da empresa”.

Tableau lista as principais tendências do BI para 2019

Um novo ano se aproxima. Com os olhos no futuro é hora de avaliar tendências e tecnologias emergentes que moldarão os próximos anos da indústria de business intelligence à medida que as organizações buscarem alternativas inovadoras. 2018 foi um ano de inovações, além de aprimoramentos de produtos e serviços, levando as organizações a uma análise sobre como priorizar uma abordagem moderna de BI que conduza a empresa a obter o máximo valor dos seus dados.

Pensando no quem vem pela frente, Adriano Chemin, vice-presidente da Tableau para América Latina, empresa de software para análise visual de dados, reuniu as principais tendências de Business Intelligence para 2019 e além.

1. Inteligência Artificial Explicável: modelos mais transparentes e maior confiança nos dados

Que a Inteligência artificial (IA) veio para ficar é fato, graças ao aprendizado de máquina empresas conseguem criar clusters de comportamento, identificar tendências de mercado, avaliar riscos, tomar decisões rápidas e automatizar milhões de atividades que antes consumiam tempo e recursos. Não dá pra negar que o IA abriu um mundo de possibilidades para o universo de BI, e que muitas das evoluções que estamos vendo (e que veremos nos próximos anos) foram conquistadas graças às possibilidades oferecidas pela tecnologia de IA.

Por outro lado, quanto mais dependemos da IA, maior é nossa desconfiança quanto à credibilidade das recomendações baseadas em modelos, já que grande parte das ferramentas que utilizam aprendizado de máquina não fornecem uma forma transparente de ver os algoritmos ou a lógica por trás das decisões e das recomendações. É aí que vem o IA Explicável, a prática de compreender e apresentar exibições transparentes dos modelos de aprendizado de máquina. Se é possível questionar seres humanos, por que não ter a mesma opção com o aprendizado de máquina na tomada de decisões?

A IA Explicável permite que o corpo executivo, cientistas e analistas de dados entendam e questionem a forma como o aprendizado de máquina é aplicado no dia a dia de uma empresa, gerando mais transparência e confiabilidade nos resultados.

2. Linguagem natural transformando a dinâmica das organizações: conversas analíticas elevadas a um novo patamar

O processamento de linguagem natural (NLP) está quebrando paradigmas em todos os campos da tecnologia e mudando a forma como as pessoas trabalham, ouvem música, solicitam informações sobre o tempo e, cada vez mais, obtém respostas sobre um painel de dados.

A habilidade de obter respostas por meio de um comando de voz permite que pessoas com todos os níveis de conhecimento possam questionar seus dados, e ao perguntar, obter uma resposta concreta e veloz. Paralelamente, a linguagem natural está evoluindo para dar suporte à conversação analítica, ou seja, a conversa entre o ser humano e o sistema sobre seus dados. O sistema aproveita o contexto da conversa para entender a intenção por trás da consulta do usuário e promover o diálogo, criando uma experiência de conversação cada vez mais natural.

À medida que a linguagem natural evolui com o setor de BI, ela abrirá portas para a adoção de análise e ajudará a transformar ambientes de trabalho em operações autônomas e impulsionadas por dados. O NPL eleva o patamar analítico das organizações como um todo, permitindo que um CEO atarefado, ou um analista de marketing sem tanta destreza com análises numéricas obtenham as respostas que necessitam para executar seu trabalho de forma precisa.

3. Análise acionável: mobilidade dos dados impulsiona ações

Velocidade é palavra-chave na vida de quem trabalha com análise de dados na atualidade, seja no acesso às informações ou no tempo de resposta para executar a ação necessária, tudo precisa estar alinhado em um único fluxo de trabalho e disponível no lugar e no dispositivo que o cientista/analista de dados desejar para que ele possa agir rápido.

Pensando nisso, fornecedores de plataformas de BI oferecem análise em dispositivos móveis, análise incorporada, extensões de painel e APIs que incorporam a análise ao local onde as pessoas executam seu trabalho evitando a troca de aplicativos (ou servidores) desnecessária e melhorando o fluxo de trabalho. A mobilidade permite, por exemplo, que o CEO de uma empresa acompanhe a evolução de seus negócios de qualquer lugar do mundo, e acione sua equipe em tempo real. A incorporação da análise em fluxos de trabalho diversos, leva ao que chamamos de análise acionável, um avanço poderoso que promete atender as necessidades analíticas dos mais diversos departamentos, e empoderar funcionários de diferentes setores por meio de dados contextualizados e sob demanda.

4. Storytelling é a nova linguagem dos dados

Dados são a forma mais poderosa de comunicar uma descoberta, apresentar um insight ou expor seus resultados, e nada como o Storytelling para gerar aquele impacto positivo. Storytelling análitico, ou contar uma história por meio de dados, é uma das tendências mais marcantes do mundo do BI, e uma forma muito mais atraente de expor todas as etapas de suas análises de forma acionável e fácil de entender.

À medida que as empresas criam uma cultura de análise, contar histórias com dados tem ganhado novos significados. Ao invés de apresentar uma conclusão única, o storytelling promove a criação de um diálogo e contribui para uma abordagem coletiva da análise. Com o storytelling, tanto o criador do painel como o público se tornam responsáveis por chegar a uma conclusão sobre o que os dados estão dizendo – estimulando a diversidade de ideias e promovendo o trabalho coletivo ou co-criação de painéis.

5. Comunidade analítica: uma aposta certeira para maximizar a adoção de BI nas empresas

Ter uma plataforma de BI funcionando não significa extrair o máximo potencial dessa ferramenta. E por mais duro que pareça, o fato de alguém, ou um determinado departamento abrir relatórios uma vez ou outra, não significa fazer bom proveito dos dados, e muito menos que essa consulta trará ações concretas ou terá efeitos práticos. De nada adianta ter o BI dos sonhos se não houver adoção massiva da ferramenta.

Em muitas empresas a adoção de uma plataforma de BI de sucesso começa com o alto escalão da empresa e com a percepção de que é preciso integrar as diferentes fontes de dados e extrair valor. E para gerar valor, nada como uma comunidade interna de usuários engajados, e métricas concretas para determinar como as pessoas estão usando a plataforma de BI para causar um impacto nos negócios. Falando em comunidade, empresas do mundo todo já perceberam o poder da co-criação analítica, e como pessoas com um background diferente conseguem trabalhar juntas para estabelecer métricas e descobrir insights por meio dos dados. O BI de autoatendimento democratizou o acesso a informação nas empresas. Agora o desafio é fomentar comunidades engajadas, transformar informação em ação e claro, medir os resultados. E viva o trabalho em equipe!

União para impactar positivamente a economia

Por Maria Teresa Fornea, Co-fundadora e CEO da Bcredi

Há algum tempo a cidade de Curitiba tem se destacado nacionalmente como polo de inovação e empreendedorismo. Não só pelo surgimento de startups – já são 200, segundo o mapeamento mais recente da ParanáTech –, mas também pelo número cada vez maior de eventos na cidade que reúnem diversos setores da sociedade para discutir e promover esses temas.

O Festival de Impacto, cuja primeira edição foi em novembro, provou novamente o pioneirismo curitibano ao dar um passo além e mostrar que inovar também envolve transformar negócios e investimentos para promover impactos sociais e econômicos positivos. O evento reuniu mais de 2 mil pessoas, entre investidores, empreendedores, consultores e o poder público. A união de tantos representantes com o mesmo propósito prova que há cada vez mais consciência e vontade de pessoas e empresas de fazer a diferença no mundo.

Um dos momentos mais marcantes do evento foi a palestra do espanhol Joan Melé, economista, empresário, palestrante internacional e ex-sub-diretor geral da filial espanhola do Tríodos Bank. O banco holandês, considerado pioneiro como banco ético, atua na Europa com a missão de financiar empresas, instituições e projetos que promovam valores culturais e beneficiem a sociedade e o meio ambiente.

Melé falou sobre a relação entre dinheiro e consciência, usando o banco como exemplo. A palestra marcou o início da discussão sobre a implementação de um banco ético no Brasil, com a apresentação de empresas com cunho social que estão abertas para receber investimentos com esse propósito. Esse pode ser o início de um divisor de águas na forma com que o brasileiro pensa o próprio negócio e seus impactos. Essa consciência ainda está se despertando por aqui, mas o Festival de Impacto mostrou o potencial que esse movimento pode ter.

Também discutimos o papel das fintechs na inclusão financeira e a importância da democratização do acesso por meio da inovação. Como uma das palestrantes, tive a oportunidade de apresentar o papel que a Bcredi desempenha para promover impacto positivo nas finanças de empresas e pessoas com uma solução de crédito mais saudável.

Queremos ampliar no Brasil o acesso ao crédito com garantia de imóvel, já muito conhecido nos Estados Unidos e na Europa. Essa é uma opção rápida e descomplicada que possibilita ao cliente contratar até 50% do valor do seu imóvel em crédito para utilizar como quiser com prazo de até 15 anos.

Tendo o imóvel como garantia de pagamento, as taxas são mais baixas e vantajosas se comparadas a outras alternativas (variam de 1,14% a 1,80% ao mês). Com as fintechs que oferecem um processo 100% online, há a possibilidade de obter a aprovação em até dez dias úteis, prazo bem abaixo da média de dois a três meses praticada pelo mercado.

O impacto desse tipo crédito na economia é imenso, por fazer com que as parcelas mensais diminuam, em média, 80%. Conseguimos, assim, fomentar a atividade econômica e o crescimento dos pequenos e médios empresários, que representam a maior parte dos clientes da Bcredi e dos que procuram o crédito com garantia de imóvel. A finalidade do empréstimo contratado é, em sua maioria, a consolidação de dívidas caras em uma mais barata, reforma ou construção e capital de giro.

Entender o impacto que os negócios têm na sociedade faz parte de um processo importante para todos e a Bcredi já nasceu com essa percepção. Por isso participamos do Festival de Impacto: nós acreditamos que o nosso trabalho não envolve apenas crédito, e sim inúmeras possibilidades de impacto positivo na sociedade e na economia.

Consumidores acima dos 60 anos devem ter o maior crescimento nas compras de fim de ano pela internet, segundo Rakuten Digital Commerce

 

Apesar de o mundo online ser dominado pelos jovens, os mais velhos não ficam atrás quando o assunto é comprar na internet. Muito pelo contrário. A geração de consumidores acima dos 60 anos é a que deve apresentar o maior aumento nas compras online neste mês. É o que aponta um levantamento realizado pela Rakuten Digital Commerce, ecossistema de soluções para o comércio eletrônico que atua com mais de 1.200 lojas virtuais no Brasil. Os internautas desta faixa etária devem ter um aumento de 23% no volume de pedidos transacionados em 2018, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Em seguida, deverão se destacar os consumidores com idades entre 30 e 40 anos, com um aumento esperado de 22%. Já o terceiro maior crescimento de consumo online é esperado entre aqueles que se enquadram na faixa dos 20 aos 30 anos, com uma alta de 21%. “O pagamento do 13º salário influencia na predominância de consumidores mais velhos nas compras online para o Natal, assim como a tradição de presentear filhos e netos”, explica René Abe, CEO e Presidente da Rakuten Brasil.

Confira a tabela abaixo:

Compras Online – Fim de Ano 2018
Faixa Etária Crescimento Esperado (Dez18 vs Dez17)
Menos de 20 anos 11%
Entre 20 e 30 anos 21%
Entre 30 e 40 anos 22%
Entre 40 e 50 anos 17%
Entre 50 e 60 anos 8%
Acima de 60 anos 23%

Fonte: Rakuten Digital Commerce

 

Ticket médio

O ticket médio de forma geral deve ser de R$ 290,27, o que representa um aumento de 2,5% em relação ao ano passado. Porém, os consumidores das gerações mais velhas são os que menos vão economizar neste fim de ano: os dados revelam que as pessoas de 40 a 50 anos devem gastar em média R$ 355,06 – ou seja, 2% a mais que no fim de ano de 2017.

Em segundo lugar estão os compradores entre 50 e 60 anos, com expectativa de um ticket médio de R$ 344, seguidos dos maiores de 60 anos, que possuem um ticket médio de R$ 305. “Os jovens costumam comprar com maior frequência pela internet, mas com um ticket médio mais baixo, enquanto que os consumidores mais velhos escolhem produtos mais caros”, afirma o executivo.

Confira a tabela abaixo: 

Ticket médio de compras online – Fim de Ano 2018
Faixa Etária Ticket Médio Variação (Dez 18 vs Dez 17)
Menos de 20 anos R$ 197,51 1,8%
Entre 20 e 30 anos R$ 227,87 – 1,3%
Entre 30 e 40 anos R$ 290,13 1%
Entre 40 e 50 anos R$ 355,06 2%
Entre 50 e 60 anos R$ 344,72 -1%
Acima de 60 anos R$ 305,36 2,5%

Fonte: Rakuten Digital Commerce

Categorias

Considerando os segmentos nesta época do ano, Moda e Acessórios deve liderar como a categoria mais consumida por todas as gerações, exceto por aqueles com idades entre 40 e 50 anos que devem comprar preferencialmente itens do segmento de Livros, Músicas e Vídeos. Para a geração com menos de 20 anos, o segmento de Moda e Acessórios representa mais da metade do total das compras do período (51%).

Já o segmento de Eletrônicos e Informática deve estar no top 5 de todas as gerações, mas indica que fará mais sucesso entre os compradores com até 30 anos. Enquanto o segmento de Perfumes, Saúde e Beleza deve ser o favorito das gerações com mais de 60 anos.

Ao compararmos a performance das categorias em 2017 e a expectativa de crescimento para 2018, independente da geração dos consumidores, o segmento de Brinquedos e Bebês é o que deve apresentar o maior aumento, ano contra ano. Em seguida devem vir Móveis e Decoração, Alimentos e Bebidas, Moda e Acessórios e Perfume, Saúde e Beleza, nesta ordem.

Confira a tabela abaixo:

Categorias – Fim de Ano 2018
Segmento Expectativa de Crescimento (Dez 18 vs Dez 17)
Brinquedos e Bebês 76%
Móveis e Decoração 67%
Alimentos e Bebidas 42%
Moda e Acessórios 29%
Perfume, Saúde e Beleza 21%

Fonte: Rakuten Digital Commerce