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Capgemini e Efma lançam a FinTechVisor Race 2019, voltada para startups financeiras

A Capgemini e a Efma anunciam a primeira edição da FinTechVisor Race to the Top 2019, competição que oferece às startups[1] participantes a oportunidade de apresentar as mais inovadoras soluções de negócios a um painel de elite, composto por instituições financeiras e influenciadores do setor.

A FinTechVisor Race to the Top 2019 tem o desafio de revelar as mais interessantes inovações desenvolvidas pelas FinTechs, conectando-as a novas oportunidades de mentoria e parcerias. Este é o primeiro concurso do gênero realizado no portal FinTechVisor, lançado no início deste ano para incentivar uma maior colaboração entre as startups e instituições financeiras tradicionais.

Para participar, os candidatos foram convidados a preencher uma página de sua empresa na plataforma FinTechVisor e enviar um vídeo de 90 segundos. O conteúdo deve apresentar a relevância da solução para o mercado, sua inovação e o potencial de negócios nas seguintes categorias: Bancos & Meios de Pagamentos, Financiamento, Seguro de Vida, Seguros para Bens-Vida-Saúde, Criptomoeda & Blockchain, Gestão de Patrimônio, Investimento & Mercados de Capital, RegTech & Cibersegurança, Plataformas & APIs Abertas, Gestão Financeira Pessoal, Contabilidade & Gestão Financeira de Negócios, e Insights & Dados para Serviços Financeiros. Apenas um vídeo por candidato será aceito, mas o conteúdo pode abranger duas categorias. O prazo de inscrições pelo site FinTechVisor se encerra em 1º de fevereiro de 2019.

Uma lista de 10 indicados (um por categoria) será anunciada pela Capgemini e pela Efma no portal FinTechVisor em 12 de fevereiro de 2019. A votação então será aberta a todos os visitantes do site, incluindo membros da Efma, clientes da Capgemini e as próprias FinTechs. Em 7 de março de 2019, durante um webinar online, os três finalistas apresentarão sua solução à um painel com representantes das instituições financeiras e influenciadores do setor, que selecionarão o vencedor geral.

O campeão receberá uma mentoria exclusiva da Capgemini, além de uma oportunidade de apresentar sua solução na conferência “Bank + Fintech”, da Efma (a ser realizada em 2 e 3 de abril de 2019), além de oportunidades promocionais em importantes eventos do setor e de networking com as principais instituições financeiras participantes do painel de jurados. Os vencedores ainda serão convidados a participar do ScaleUp Qualification Program, projeto da Capgemini para as ScaleUps[2] que oferece oportunidades para ganhos em credibilidade e aumento na probabilidade de parcerias bem-sucedidas.

“O futuro dos serviços financeiros reside na parceria efetiva entre FinTechs e instituições tradicionais”, afirmou Elias Ghanem, CTO e Líder para FinTechs da área de serviços financeiros da Capgemini na Europa. “Desenvolvemos o portal FinTechVisor para facilitar a colaboração entre as companhias estabelecidas e as emergentes do mercado, criando um espaço onde as ideias possam ser compartilhadas e as parcerias formadas. O FinTechVisor Race to the Top 2019 dá vida a esse conceito, apresentando as inovações para o mercado”, completa.

“Desde o lançamento do portal FinTechVisor, em maio de 2018, construímos uma forte comunidade de FinTechs inovadoras”, revelou Vincent Bastid, CEO da Efma. “Estamos ansiosos para prover uma nova plataforma para que as FinTechs mostrem a força de suas propostas e ofereçam uma oportunidade renovada para as instituições tradicionais em busca de novos parceiros de negócios”.

Estudo da Cisco mostra que as organizações estão obtendo resultados comerciais de seus investimentos em privacidade de dados

Empresas e organizações em todo o mundo que investiram no amadurecimento de suas práticas de privacidade de dados estão agora obtendo benefícios comerciais tangíveis desses investimentos, de acordo com o Estudo de Benchmark de Privacidade de Dados de 2019 da Cisco. O Estudo valida a ligação entre a boa prática de privacidade e os benefícios comerciais, enquanto os entrevistados relatam atrasos de vendas mais curtos, bem como menores e menos dispendiosas violações de dados.

O Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia (GDPR), que focou em aumentar a proteção da privacidade e dos dados pessoais dos residentes da UE, entrou em vigor em maio de 2018 e com isso as organizações em todo o mundo vêm trabalhando para se adequarem ao GDPR. No Estudo de Benchmark de Privacidade de Dados de 2019 da Cisco, 59% das organizações relataram que atendem a todos ou a maioria dos requisitos, 29% esperam fazer isso dentro de um ano e 9% levarão mais de um ano.

“No ano passado, a importância da privacidade e proteção de dados aumentou dramaticamente. Os dados são a nova moeda e, à medida que o mercado se transforma, vemos as organizações obtendo benefícios comerciais reais de seus investimentos na proteção de seus dados”, disse Michelle Dennedy, Diretora de Privacidade da Cisco. “Na Cisco, acreditamos plenamente tanto na proteção dos nossos clientes como em impulsionar o sucesso comercial, maximizando o valor dos dados e minimizando os riscos”.

Os clientes estão cada vez mais preocupados com o fato de os produtos e serviços que implantam fornecerem proteções de privacidade apropriadas. As organizações que investiram em privacidade de dados para atender ao GDPR mostraram menores atrasos devido a preocupações com a privacidade ao vender para clientes existentes: 3,4 semanas em comparação com 5,4 semanas para as organizações menos preparadas para o GDPR. No geral, o prazo médio de vendas a clientes existentes foi de 3,9 semanas, menor que as 7,8 semanas relatadas há um ano. As organizações preparadas para o GDPR citaram uma menor incidência de violações de dados, um número menor de registros impactados em incidentes de segurança e tempos de inatividade mais curtos do sistema. Eles também se tornaram muito menos propensos a ter uma perda financeira significativa de uma violação de dados. Além disso, 75% dos entrevistados citaram qu e estão obtendo muitos e maiores benefícios de seus investimentos em privacidade, incluindo maior agilidade e inovação resultantes de controles apropriados de dados, obtenção de vantagem competitiva e uma aprimorada eficiência operacional ao terem seus dados organizados e catalogados.

Mais de 3.200 profissionais globais de segurança e privacidade dos principais setores em 18 países responderam à pesquisa da Cisco sobre as práticas de privacidade de suas organizações. Alguns dos principais resultados são:

87% das empresas enfrentam atrasos em seu ciclo de vendas devido a preocupações de clientes ou prospects com a privacidade, maior que os 66% do ano passado. Isso é provavelmente devido à maior conscientização sobre a privacidade provocada pelo GDPR e às frequentes notícias sobre violações de dados.

Os atrasos nas vendas por país variaram de 2,2 a 5,5 semanas, com a Itália, a Turquia e a Rússia no extremo inferior da faixa, e a Espanha, o Brasil e o Canadá no extremo superior. Os atrasos mais longos nas vendas podem ser atribuídos às áreas nas quais os requisitos de privacidade são altos ou estão em transição. As vendas atrasadas podem causar déficits de receita ligados a remuneração, financiamento e relações com investidores. As vendas atrasadas também podem se tornar vendas perdidas se um cliente potencial comprar de um concorrente ou simplesmente decidir não comprar.

Entre os principais motivos citados para atrasos nas vendas estão a investigação das solicitações dos clientes quanto a necessidades de privacidade, a tradução de informações de privacidade nos idiomas dos clientes, instruir os clientes sobre as práticas de privacidade de uma organização, ou reprojetar produtos para atender às necessidades de privacidade do cliente.

Por país, a conformidade com o GDPR variou de 42% a 75%. Espanha, Itália, Reino Unido e França estavam no topo da lista, enquanto a China, o Japão e a Austrália estavam na ponta mais baixa.

Apenas 37% das empresas preparadas para o GDPR tiveram uma violação de dados que tenha custado mais de US$ 500 mil, em comparação com 64% das empresas menos preparadas para o GDPR.

Acesse o Estudo de Benchmark de Privacidade de Dados de 2019 da Cisco (em inglês): Cisco 2019 Data Privacy Benchmark Study.

Universidades internacionais entrevistam candidatos em São Paulo em fevereiro, no The MBA Tour

Interessados em cursar um MBA fora do Brasil terão novamente a chance de iniciar o processo seletivo sem precisar sair do país. O The MBA Tour volta a São Paulo no dia 27 de fevereiro, das 16h45 às 21h30, para o primeiro evento brasileiro do ano. As inscrições são gratuitas e estão disponíveis no site do The MBA Tour; as vagas são limitadas.

O encontro conecta candidatos a algumas das universidades mais renomadas do mundo, impulsionando suas carreiras e apoiando-os no processo de formação executiva.

Durante o evento, os participantes têm acesso a palestras com as equipes de 10 universidades internacionais. Os interessados podem aprender mais sobre os processos de seleção e realizar entrevistas com os diretores de admissão, que estarão presentes para pré-selecionar os candidatos e dar dicas de melhorias.

Além disso, o The MBA Tour oferece a oportunidade de networking com ex-alunos e profissionais das universidades.

A marca The MBA Tour acaba de ser adquirida pela associação global de escolas de pós-graduação em administração GMAC (Graduate Management Admission Council), detentora do GMAT, exame obrigatório para a grande maioria dos candidatos a programas de MBA ao redor do mundo.

Com a aquisição, o evento passa a se tornar mais orientado por dados coletados pelo GMAC, de forma a tornar o The MBA Tour uma experiência ainda mais personalizada e aprofundada.

Confira abaixo a lista de universidades confirmadas para esta edição

York University – Schulich School of Business
IE Business School
Concordia University – JMSB
HEC Montréal
Hult International Business School
Ivey Business School
Queen’s University
Simon Fraser University
University of British Columbia
William & Mary

The MBA Tour

Dia 27 de fevereiro, das 16h45 às 21h30
Hotel Inter-Continental – Alameda Santos, 1123 – Jardins – São Paulo, SP

HRTech recebe investimento de R$ 11,5 milhões liderados por Valor Capital e Maya Capital

No mercado há três anos e com grandes clientes como Ambev, Kraft Heinz e Somos Educação, além de atuação em cinco países, a Gupy, líder de recrutamento com base em Inteligência Artificial no Brasil, acaba de receber um investimento no valor de R$ 11,5 milhões. O novo aporte, feito pelos fundos Valor Capital, com atuação no Brasil e EUA, e Maya Capital, liderado por Lara Lemann e Monica Saggioro configura a HRTech como uma das primeiras em recrutamento a receber investimento Series A no país.

Com o objetivo de aprimorar as soluções do sistema e expandi-lo nacionalmente, o investimento também auxiliará a startup a promover maior eficiência e disrupções no mercado de Recursos Humanos. “O Brasil é o quinto maior mercado de recrutamento e possui características específicas que dificulta a boa atuação de soluções de fora. Com esse investimento vamos evoluir o sistema para oferecermos ainda mais inovações para os nossos clientes e sermos líderes aqui e em breve em novos países”, pontua Mariana Dias, CEO e cofundadora da empresa.

A empresa, que em 2016 foi acelerada pela Wayra, programa de inovação aberta e empreendedorismo da Telefónica, já havia recebido, em 2017, um aporte no valor de R$ 1,5 milhão do fundo de investimento Canary, liderado pelos fundadores do Peixe Urbano, M Square e Printi, e do fundo Yellow Ventures, liderado por Patrick Sigrist, fundador do iFood. A rodada contou ainda com dinheiro de investidores-anjos, que trouxeram, também, importante conhecimento para auxiliar na estratégia de expansão da empresa. “Apesar de termos três anos no mercado, ainda estamos começando, temos muito chão pela frente e cada investimento é único e muito transformador. Além do próprio capital estratégico, cada investimento nos proporciona ampliar o suporte operacional e a conectividade aos mercados globais”, comenta Mariana.

Novos algoritmos de recrutamento e crescimento

Com crescimento de pelo menos 15% ao mês em Receita Recorrente, até o final de 2018, a empresa mais do que quintuplicou suas receitas em relação à 2017. O foco principal da Gupy está em acelerar ao máximo a evolução do seu produto focado na eficiência e experiência de todo o processo de recrutamento e otimizar sua máquina de vendas para alcançar médias empresas e outros grandes nomes do mercado. “Acreditamos que este é o momento para termos uma grande transformação na forma como as empresas contratam. Queremos proporcionar aos nossos usuários as melhores tecnologias, inovações e experiências e assim continuar liderando as disrupções que esse mercado necessita”, destaca Mariana.

Atualmente, o novo algoritmo da plataforma ajuda o recrutador a realizar uma triagem de currículos com 70% menos esforço operacional. Essa tecnologia de Inteligência Artificial faz com que os clientes da Gupy só precisem analisar, em média, os 12 perfis de candidatos mais compatíveis para encontrar aquele ideal para a vaga, ao invés de dezenas e muitas vezes centenas de currículos. Esse mecanismo é uma estratégia para que o RH consiga gerar cada vez mais valor para o negócio. “Pessoas são o bem mais valioso de qualquer organização competitiva, para isso selecionar os melhores talentos não é mais só um papel estratégico do RH, mas também dos CEOs e de todos os gestores. A Gupy existe para tornar fácil e rápido conseguir atrair, gerir o processo de recrutamento e selecionar com alta assertividade os candidatos certos para cada vaga, assim acreditamos que teremos gente mais realizada nas empresas conseguindo impactar suas organizações e o mundo”, explica Guilherme Dias, CMO e cofundador da startup.

Residente duas vezes consecutivas no Programa Google for Statups e selecionados entre 12 startups no mundo para o Google Alumni Summit em Israel no final de 2018, a startup possui, hoje, mais de 60 funcionários e escritório próprio em função do crescimento vertiginoso. A expectativa para este ano, além de aumentar a equipe e as operações no Brasil, é otimizar mais os processos de recrutamento através de algoritmos cada vez mais eficientes e entregar uma experiência inovadora para os candidatos.

Booking.com anuncia as finalistas do Technology Playmaker Awards 2019

Hoje, a Booking.com, uma das maiores empresas de e-commerce do mundo e líder em tecnologia digital, anunciou as finalistas da segunda edição do Booking.com Technology Playmaker Awards. Lançada em setembro de 2017, esta premiação visa reconhecer e homenagear mulheres que trabalham mundo afora ultrapassando barreiras e que através da tecnologia, vêm transformando negócios, setores, comunidades e a sociedade.

A lista completa e informações sobre as principais finalistas estão aqui: http://techplaymakerawards.com/finalists
Este ano, há finalistas de mais de 20 países, incluindo EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Irlanda, Espanha, Holanda, Finlândia, Lituânia, Ucrânia, Canadá, África do Sul, China, Índia, México, Nigéria, Marrocos, Arábia Saudita, Bahrein e Gana, comprovando que mulheres de todas as partes do mundo estão usando a tecnologia de forma original e impactante. Diferentemente da premiação de 2018 em que as inscrições estavam abertas apenas na Europa, a premiação deste ano foi aberta para mulheres do mercado da tecnologia no mundo todo e de qualquer patamar ou campo relacionado à tecnologia.

As sete categorias do Technology Playmaker Awards 2019 foram planejadas para reconhecer o impacto e a contribuição das mulheres do mercado da tecnologia em áreas como empreendedorismo, inovação, impacto na comunidade e liderança, entre outras. As 6 finalistas e a vencedora serão divulgadas em um jantar de gala em Londres, Reino Unido, no dia 13 de março juntamente com o Technology Playmaker de 2019. As finalistas e demais participantes do evento – incluindo mulheres e apoiadoras de empresas de tecnologia, fundadoras de start-ups e profissionais de tecnologia – ouvirão Eileen Burbidge, MBE, venture capitalist (investidora) e sà ³cia fundadora da Passion Capital, bem como Hadeel Ayoub, a vencedora do Technology Playmaker do ano passado e fundadora e CEO da BrightSign, uma start-up de tecnologia que desenvolve inovações para facilitar a comunicação de indivíduos com deficiências verbais.

“Após a nossa primeira premiação do ano passado, recebemos o dobro de inscrições de mulheres do mercado da tecnologia extremamente talentosas e inspiradoras, de quase o dobro de países, resultando em finalistas de alta qualidade,” afirmou Gillian Tans, CEO da Booking.com. “Na lista de finalistas é possível notar a incrível dimensão das conquistas e contribuições que essas mulheres fazem diariamente em vários estágios da carreira na área de tecnologia. Desde jovens empreendedoras que desenvolveram um dispositivo único que, junto com um processamento inteligente de dados, permite que mulheres façam exame de câncer de colo de útero em casa, até uma líder digital que desenvolveu uma plataforma que detecta a localização de uma pessoa após um terremoto, estamos simplesmente impressionados com a dimensão das contribuições que as mulheres do mercado de tecnologia têm feito para a sociedade, comunidade e negócios.”

As vencedoras serão selecionadas por um respeitado grupo de jurados, composto por executivos de empresas de tecnologia multinacionais e start-ups bem sucedidas como Skyscanner, Happn, Booking.com, WeTransfer, Amazon Web Services, Wormhole e All Turtles, além de representantes do ramo acadêmico, do Parlamento Europeu e do mundo da mídia. A vencedora de cada categoria ganhará um prêmio de 5 mil euros. A grande vencedora, que será selecionada entre as ganhadoras das categorias individuais, receberá um prêmio adicional de 10 mil euros.

“Uma pesquisa recente da Booking.com, feita para entender melhor o desafio da diversidade de gêneros no mercado da tecnologia, indicou que 43% das mulheres na área da tecnologia do mundo todo querem ver mais exemplos de mentoras no setor. Homenagear e reconhecer o sucesso das mulheres que têm transformado a área de tecnologia é importante para a Booking.com, pois isso ajuda a valorizar suas trajetórias e incentiva mais mulheres a entrarem nesse ramo e superarem as fronteiras do que elas podem conquistar. Se nós realmente visamos um futuro com mais diversidade e igualdade de gênero, temos que motivar as mulheres nas suas jornadas na área de tecnologia, assim elas podem continuar inovando e inspirando as gerações futuras,” concluiu Gillian Tans.

Stefanini contribui com a transformação digital do Banco Votorantim

Ferramenta de monitoramento Dynatrace colaborou para que a instituição financeira agilizasse processos de pagamentos

Em 2015, a Stefanini, uma das importantes provedoras globais de soluções de negócios baseadas em tecnologia, fez uma parceria com o Banco Votorantim para implementar uma solução capaz de identificar rapidamente a origem de problemas operacionais.

Os resultados do projeto foram bem-sucedidos e, dois anos depois, a tecnologia, que garante mais produtividade entre os colaboradores na aplicação dos processos, auxiliou a instituição financeira no processo de tomada de decisão. “À medida que fomos expandindo o uso da ferramenta Dynatrace, ganhamos sinergia com as áreas de desenvolvimento, que passaram a utilizá-la na hora de definir a estratégia de lançamento de produtos”, afirma Marcelo Toledo, gerente de infraestrutura do Banco Votorantim.

Com o aumento da demanda interna, uma equipe de infraestrutura passou a colaborar com outras áreas no desenvolvimento de dashboards – painéis virtuais que apresentam informações importantes para alcançar um ou mais objetivos de negócio. O escopo do projeto previa o monitoramento tanto no teste de novos produtos quanto na análise de resultados diários. A tecnologia também auxiliou no processo de reformulação do site, uma vez que o banco passou a detectar o total de acessos por celular e o navegador mais utilizado.

Com o projeto em fase de expansão, a ideia é apoiar todas as áreas. Segundo Jean Calixto da Silva, gerente de negócios da Stefanini, essa estratégia é essencial para dar conta das transformações rápidas que acontecem no mundo.

Para a Stefanini, a parceria reforça o seu posicionamento estratégico e intensifica a colaboração com a Dynatrace. “A Stefanini investe cada vez mais em transformação digital para conectar toda a experiência do usuário ao disponibilizar ferramentas inovadoras que ampliem a geração de resultados e a melhoria da experiência com produtos e processos, garantindo um monitoramento em tempo real do comportamento de cada cliente em múltiplos canais de atendimento”, afirma Filipe Cotait, diretor de tecnologia da Stefanini Scala.

Entenda a ferramenta

As plataformas da Dynatrace, reconhecidas pelo Quadrante Mágico do Gartner como líderes em Application Performance Monitoring (APM) pelo 8º ano consecutivo, tornam visíveis informações em tempo real, ajudando as companhias a enxergarem suas aplicações e canais digitais pela perspectiva dos usuários finais. O monitoramento é baseado na experiência dos clientes e impulsionado por Inteligência Artificial, o que garante que as performances digitais, tanto nas navegações feitas pela web quanto nos dispositivos móveis, sejam de alto nível.

A tecnologia possui dashboards intuitivos, que possibilitam acompanhar o que ocorre em cada camada das transações, localizar exceções que possam atrapalhar o funcionamento das aplicações, identificar as causas que geram demora nas respostas e monitorar – de ponta a ponta – a performance de todo o sistema.

Falhas nos sistemas ou até mesmo o atraso em alguns segundos na aplicação on-line são suficientes para fazer o consumidor migrar para o concorrente, algo que a Dynatrace, líder mundial em inteligência de software, está fortemente comprometida em evitar. “Um de nossos principais produtos é o financiamento de veículos. Se o cliente não consegue fazer a simulação rapidamente, acaba dando preferência a outro banco, o que representa uma perda de receita potencial”, acrescenta Toledo.

NRF 2019: o varejo precisa de Customer Success para vender mais

Por Ricardo Pinho, diretor de Customer Success da Linx

“Medimos o sucesso pelas interações com nossos clientes, não pela venda”. A frase de Jeremy King, Chief Information Officer (CIO) e Chief Technology Officer (CTO) do Walmart, durante um dos painéis sobre tendências tecnológicas para o varejo na NRF Big Show 2019 – maior feira dedicada ao varejo em todo o mundo – reflete uma filosofia assertiva que exploramos aqui na Linx.

Isso nos ajuda a desenvolver e ofertar soluções capazes de ajudarem nossos clientes a construir e fidelizar o relacionamento com seus consumidores. Este conceito apresentado pelo executivo esteve presente nas mais diferentes formas, em muitas apresentações de grandes líderes empresariais do varejo global, no encontro realizado em janeiro e sediado na cidade de Nova Iorque (EUA).

Autenticidade, colaboração, relevância e propósito parecem marcar essa fase do chamado “New Retail”, ou novo varejo, que ressurge totalmente modificado. As relações passam a ser mais de longo prazo do que apenas resumidas a poucas transações e a experiência do cliente ganhou mais importância do que a venda em si. Assim, nosso entendimento é de que as marcas têm que apresentar um propósito pra ser relevante aos novos consumidores porque, caso contrário, não serão capazes de sobreviver e prosperar.

A inovação de gigantes

Na novíssima e tecnológica House of Innovation, imensa flaghship inaugurada pela Nike na Quinta Avenida, no Midtown Manhattan, ponto nobre e movimentado do comércio nova-iorquino, os vendedores são bonificados pelo engajamento dos consumidores que atendem com a marca, e não por vendas propriamente ditas.

Na unidade, existe também a possibilidade de o cliente agendar um horário para uma consultoria personalizada com os “Nike Experts” no último – e exclusivo – andar da loja, que soma uma área total de pouco mais de 6 mil metros quadrados. Lá, os clientes ganharam um canal pelo qual podem resolver qualquer problema e tirar qualquer dúvida sobre os produtos, construindo uma relação próspera com seus clientes. Esses colaboradores fazem o trabalho de verdadeiros executivos de Customer Success.

E isso não acontece apenas com gigantes como a empresa de artigo esportivo, o mercado de luxo também está dando o tom desta nova era de engajamento. Duvida? A quase centenária Gucci, dona de uma história baseada em exclusividade e sofisticação, inaugurou em maio de 2018 sua “experience store”, no Soho, outro badalado bairro de Nova Iorque. A intenção da grife italiana é desinibir os visitantes e encorajá-los a interagir com a marca de luxo, algo que para muitas pessoas pode parecer intimidador e inalcançável.

Em vez de seguranças sisudos na porta, o espaço de 930 m² conta com “conectores” (sim, não são chamados de vendedores), cujo objetivo é fazer com que os clientes desenvolvam a melhor experiência possível com todo o luxo exposto nas prateleiras. As contratações dos profissionais para a loja da Gucci são feitas com base no potencial de engajamento com os clientes, e não no track record de vendas do colaborador.

O resultado? Os clientes compram, e compram muito! Os mais VIPs chegam a levar à flagship seus vendedores preferidos para realizar a compra lá, simplesmente porque é a melhor experiência que a marca pode oferecer. A companhia, aliás, estima um crescimento de aproximadamente 35% em 2019.

O modelo de negócios passa por mudanças

Scott Galloway, da L2, instituto de pesquisas controlado pelo Gartner, destacou em seu painel que as empresas crescerão em receita pela conquista e retenção dos clientes. Corroborando essa ideia, a RH New York, espécie de galeria-loja localizada na efervescente região do Meatpacking District, já possui 45% de sua receita advinda de assinaturas.

Os clientes cadastrados no clube de assinatura chegam a ter descontos especialíssimos na aquisição de mobiliário para escritórios e residências. Os negócios da loja vêm crescendo assustadoramente rápido e neste ano projeta receitas na casa dos US$ 100 milhões. Um detalhe curioso: o restaurante localizado dentro da loja já responde por 10% desse faturamento. Tudo isso para encantar o cliente e fazer com que ele queira ir até a loja.

E o que tudo isso tem a ver com Customer Success?

Tudo! Basta olhar o propósito desses varejistas para entender que há uma mudança radical no modelo de atendimento a clientes e consumidores. As diretrizes e os incentivos são todos atrelados à relação de longo prazo. Vende-se não mais ao cliente, mas pelo cliente.

O Chief Marketing Officer (CMO) da Microsoft, Chris Capossela, deu um show em sua palestra mostrando como a companhia teve que se reinventar durante a transformação digital. O case já é bem conhecido pela comunidade de Customer Success, mas assistir ao vídeo que mostra a preocupação de gerar propósito e relevância da marca em seus consumidores foi de arrepiar. Pra quem vendia “caixinhas de CD”, a adaptação ao modelo “mission-driven” na era do Software as a Service (SaaS) está sendo radical.

Não faltaram “coincidências” entre as novidades expostas na NRF, sobre o modelo de atendimento que ampara todas essas iniciativas. Às vezes o termo “Customer Success” não era citado nas palestras, mas nem foi preciso. É um conceito nítido em cada slide, em cada discurso, e provocava em nós, profissionais do sucesso do cliente, a vontade de seguir firmes nesta jornada.

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Soluções em cloud puxam o crescimento da SAP Brasil em 2018

A SAP Brasil teve um ano bastante positivo na receita de soluções em nuvem, que cresceu dois dígitos em relação a 2017. Os contratos firmados em SAP Customer Experience, com soluções voltadas à experiência do cliente conectadas à nuvem, grande aposta estratégica da empresa para o ano, foram o destaque com crescimento de três dígitos e grande adesão do varejo nacional. A companhia fechou o ano com 12.963 clientes em território nacional.

“Os resultados refletem uma maturidade cada vez maior do mercado brasileiro para a digitalização, acompanhando a tendência mundial. O nosso cliente precisa conhecer seu consumidor final, entender o momento dessa relação, saber quando e como fazer o contato e aumentar a taxa de conversão. E é toda essa experiência que CX entrega”, afirma Cristina Palmaka, presidente da SAP Brasil.

Outra linha de grande destaque em cloud foi SAP Fieldglass, que deu um salto significativo em volume de contratos na comparação com 2017. O produto automatiza o processo de gestão de trabalhadores externos, independentes e autônomos, ajudando também no controle de fatura e pagamento. Com a nova lei de terceirizações, o sistema permite que as empresas cumpram todas as determinações com relação à contratação de prestadores de serviço.

Os sistemas de gerenciamento de capital humano registraram avanço de dois dígitos, enquanto a linha SAP Concur, de serviços que simplificam a gestão de viagens e despesas, cresceram três dígitos na comparação com 2017. As soluções de Leonardo, que impulsionam a inovação com machine learning, inteligência artificial, Internet das Coisas e funções analíticas avançadas, também tiveram aumento substancial.

O varejo está entre os setores que contribuíram para o bom desempenho do resultado da subsidiária brasileira, com sólidos três dígitos de avanço em relação a 2017. O mesmo aconteceu nas indústrias de construção, telecomunicações e petróleo e gás. Setores como bens de consumo, bancos e concessionárias de serviços públicos registraram dois dígitos de crescimento. A SAP Brasil avançou também no mercado de pequenas e médias empresas, com as soluções para este segmento, como BusinessOne, subindo dois dígitos.

Último trimestre em linha com resultados do ano

A SAP Brasil apresentou um desempenho no quarto trimestre de 2018 em linha com o resultado do ano, com crescimento de dois dígitos nas soluções em nuvem, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Novamente há grande destaque para as ferramentas de SAP CX (dois dígitos), gestão de capital humano (HCM, dois dígitos), SAP Fieldglass e SAP Concur.

Varejo, ensino superior, construção, química e transporte foram setores de destaque, todos na casa dos três dígitos de crescimento. As pequenas e médias empresas mantiveram o desempenho dos três trimestres anteriores, registrando em todo o ano consistentes dois dígitos de alta na adesão à digitalização, considerando os mesmos períodos de 2017.

Empresas brasileiras seguem se tornando mais inteligentes

A Natura&Co, multinacional brasileira do setor de cosméticos, adquiriu neste último trimestre uma série de soluções como SAP S/4HANA, SAP C/4HANA, SAP Ariba e SAP Concur, com foco na sua unidade de negócios The Body Shop. A marca Natura também vai utilizar as soluções SAP C/4 HANA para realizar campanhas direcionadas, implementar programas de fidelidade e apoiar equipes internas para analisar os hábitos dos clientes, proporcionando melhor experiência.

Outro nome de destaque no portfólio de clientes da SAP é a Braskem. A maior companhia petroquímica das Américas está adotando o SAP Integrated Business Planning para otimizar seu gerenciamento de estoques, aumentando a eficiência, reduzindo o tempo de resposta, otimizando a logística e aumentando o nível de serviço ao cliente. A companhia também passou a usar o SAP Cloud Platform para contar com mais flexibilidade, agilidade e integração com sistemas SAP e não SAP existentes.

Receita global chega a € 24,7 bilhões e lucro vai a 17%

Em nível global, a SAP divulgou um crescimento de 32% em subscrições de serviços em cloud e suporte em 2018, com receita total de € 24,7 bilhões (+5%), incluindo também vendas de licença de software, e um lucro operacional de 17%, chegando a € 5,7 bilhões. A empresa atingiu ou superou todas as métricas, mesmo após várias revisões durante o ano. Para 2019 a projeção é chegar a 39% de alta em nuvem e suporte e manter o crescimento geral. A companhia ambiciona chegar a 2023 com uma receita total de mais de € 35 bilhões.

O CEO global, Bill McDermott, comentou que, com a recém-completada aquisição da empresa de gerenciamento de experiência Qualtrics, a SAP está posicionada para revolucionar a indústria. “Com um histórico recente de crescimento sem precedentes, vamos liderar nossos stakeholders para fechar o gap de experiência. Nossa estratégia é inovadora, completa e exclusiva, e está na vanguarda da economia da experiência”. O CFO global, Luka Mucic, destacou que pela primeira vez os novos pedidos ultrapassaram € 10 bilhões no ano em moeda constante, o que permite prever uma continuidade do forte desempenho.

14 trimestres consecutivos de crescimento em nuvem na América Latina

O desempenho da SAP na América Latina e Caribe segue puxado pelos serviços em nuvem, com 14 trimestres consecutivos de crescimento e mais um ano fechando com crescimento de duplo dígito. Na região os destaques também ficaram com a linha de gestão de terceirizados SAP Fieldglass e a de gerenciamento de viagens e despesas SAP Concur. As linhas SAP SuccessFactors e SAP Customer Experience registraram alta de dois dígitos em relação a 2017.

Mitsubishi Electric cria área para desenvolver IIOT

A Mitsubishi Electric, uma das principais companhias de automação industrial e CNC do mundo, está constantemente inovando para trazer mais produtividade aos seus clientes por meio da tecnologia. A companhia investe anualmente mais de US$ 2 bilhões em P&D em diversas áreas como IIOT, Big Data, Machine Learning e Inteligência Artificial. Como resultado, em 2017 foram registradas mais de 4400 patentes no Japão, sendo a empresa com maior número de registro de patentes no país e entre as maiores do mundo.

“A Mitsubishi Electric desenvolve uma série de produtos e soluções voltados para manufatura avançada visando atingir objetivos claros e mensuráveis, como reduzir o tempo de setup de linhas, diminuir o tempo de parada de máquinas, melhorar a eficiência dos equipamentos e aumentar o índice de qualidade de produtos, por exemplo”, afirma Helio Sugimura, gerente de marketing da divisão de automação industrial.

Todo o portfólio reunido resultou em uma área específica para acompanhar esses temas: a Maisart. “Formada por um conjunto de modelos proprietários de algoritmos de Inteligência Artificial com aplicações em Automação Industrial, é útil principalmente para análise de dados para manutenção preditiva ou, em robótica, para parametrização de robôs”, completa Sugimura.

Nesse sentido, o principal segmento que tem feito uso das soluções da companhia é o de manufatura. Globalmente, a companhia tem aplicado suas novidades em empresas fabricantes de semicondutores – que têm apresentado forte potencial para a companhia, especialmente na região asiática.

“Esperamos crescer e evoluir ainda mais nesse tipo de tecnologia, trazendo as novidades para o Brasil. Para nós, é fundamental desenvolver o que há de mais novo em avanços dentro do ambiente industrial de maneira prática e com diferencial tecnológico”, finaliza Sugimura.

Sucessão nas corporações: herdeiro ou sucessor?

Por Bernt Entschev

Pesquisas apontam que 98% das empresas brasileiras são fundadas por famílias. As corporações, geralmente, surgem a partir de uma ideia, um projeto ou uma necessidade de um indivíduo que a desenvolve e inicia uma organização.

Depois de 20 ou 30 anos de fundação é chegada a hora de ‘passar o bastão’. De minha experiência no segmento, a cada 100 empresas que são desenvolvidas no Brasil, apenas 30 sobrevivem na segunda geração, somente 13 chegam até a terceira e 5 passam para a quarta geração. Os números realmente são assustadores. É por isso até que ouvimos aquele ditado no meio corporativo: “A primeira geração constrói, a segunda consome e a terceira destrói”.

Mas mesmo possuindo um perfil familiar, essas empresas possuem conceitos diferentes. Destaco três deles que são comuns e relevantes: o primeiro e o mais conhecido é a empresa familiar, que existe para sustentar a família e estão preocupados com luxo e caprichos, além da delapidação dos patrimônios herdados; o segundo é a multifamiliar, quando a corporação que é administrada por várias famílias; e a terceira, família empresária, que surgem para competir no mercado.

Enquanto na primeira existe o choque e conflito entre gerações, na terceira é evidente observar muito mais compreensão e apoio entre as gerações. Neste caso, o status da família irá variar de acordo com as possibilidades da organização. Eles pensam, principalmente, na agregação contínua ao valor do negócio, na manutenção do patrimônio e no crescimento e manutenção do patrimônio.

E quando chega a hora de passar o bastão? É o momento de decidir por um herdeiro ou sucessor. A sucessão é um problema tanto para uma empresa familiar ou não. Quando se tem uma empresa de grande porte, por exemplo, isso torna-se bem complicado.

É necessário realizar um planejamento chamado ‘plano de sucessão’, que é longo porque muitas vezes significa ter que formar estas pessoas que irão assumir determinadas posições. Muitas vezes o indivíduo tem potencial, mas precisa desenvolver outras habilidades para a ‘cadeira’ que irá assumir.

O herdeiro recebe de presente, tendo ou não talento, já o sucessor, é aquele que irá administrar tecnicamente e profissionalmente a companhia. Claro, herdeiro e sucessor podem estar na mesma figura. Posso citar um exemplo. No caso de minha empresa, foi desta forma que aconteceu. Meu filho é o herdeiro e sucessor. Foi o escolhido para ser o gestor, mas em um processo de sucessão que levou três anos. Desta forma, caso o herdeiro seja o escolhido, algumas situações precisam ser observadas: o herdeiro só deve entrar na corporação se houver vaga ou se gerar uma vaga na empresa; ele terá que obedecer os mesmos critérios em que os recursos humanos praticam para outros profissionais no ingresso na corporação. Se nesta posição é necessário inglês, o indivíduo precisa falar inglês e mais ainda, terá que receber a remuneração de qualquer profissional daquela função.

Na verdade, o que precisamos ter é o conceito profissional. O ideal é que o herdeiro não atue diretamente com parentes. Ele poderá começar como estagiário, ser testado antes de assumir um cargo de chefia na organização.

Chega um momento que, psicologicamente, o herdeiro começa a ter interesse pelo negócio. É muito difícil colocar em prática a sucessão se o filho não tiver interesse na corporação. A conversa franca com os filhos sobre a passagem da direção da empresa é muito importante neste processo.

E aí entra uma regra de ouro: não esperar morrer para transmitir a herança. Até porque muitos dos colaboradores, de vez em quando, têm ataques de imortalidade, de que todo mundo vai morrer, menos ele.

A sucessão na verdade é um processo e não um determinado evento. Não existe: Hoje é o dia da sucessão! O indivíduo vai entrando na empresa, assumindo responsabilidades gradualmente, conhecendo o negócio, as pessoas, os clientes, fornecedores, bancos, enfim, ele já assumiu, mas em um processo, e não de uma só vez.

Agora quando existe mais de um interessado na família, por exemplo, dois irmãos querendo esta posição de sucessor ou não existe um filho interessado, como fazemos?

A solução, se for da família, é realizar um Assessment, de preferência com uma empresa de consultoria externa. O programa irá possibilitar à empresa uma visão aperfeiçoada e detalhada de seu capital humano, de suma importância em um processo sucessório.

Além do que, se terá bastante independência de raciocínio para julgar, e obviamente, aquele que tiver melhor resultado será o escolhido.

No caso de não termos um herdeiro sucessor, o processo será com a contratação de um sucessor, com candidatos externos. E quando não acontece, o processo deve ser com candidatos externos para se chegar ao sucessor. Um headhunter, por meio de processos, pode identificar o melhor perfil para o cargo.

Bernt Entschev, conselheiro da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná), headhunter e fundador da De Bernt.

Dona da 99, DiDi anuncia joint venture com gigante dos carros elétricos

A DiDi Chuxing, maior plataforma de transporte do mundo e dona da 99 no Brasil, anunciou nesta segunda-feira (28) uma joint venture com a Beijing Electric Vehicle — afiliada da montadora BAIC e maior fabricante de carros elétricos da China. A nova empresa, batizada de JingJu, visa desenvolver os automóveis do futuro combinando frotas de veículos movidos a novas energias e soluções de inteligência artificial.

A JinJu faz parte de uma parceria estratégica formada entre a DiDi e representantes do setor automotivo. A companhia iniciou os programas de cooperação em 2016 e, desde então, desenvolveu uma plataforma colaborativa de serviços para que usuários tenham acesso a diversos serviços num só app — incluindo locações, vendas, abastecimento e manutenção, além do transporte por aplicativo.

A China está acelerando sua transição para novas formas de energia. Enquanto a BAIC anunciou planos para interromper a fabricação e venda de modelos de carros movidos a combustíveis convencionais até 2025, a DiDi hoje é a maior rede compartilhada de veículos elétricos do mundo, com cerca de 400 mil automóveis movidos a nova energia registrados.

Elo anuncia parceria com aceleradora global Plug and Play

Avançando na estratégia de inovação e no propósito de captar novas oportunidades no momento em que são concebidas, a Elo – bandeira 100% brasileira que tem Banco do Brasil, Bradesco e CAIXA como acionistas – anuncia parceria com a Plug and Play, plataforma de inovação global para startups, corporações e investidores, com o objetivo de apoiar iniciativas disruptivas no mercado de pagamentos.

Com atuação em países da Europa, no Vale do Silício (EUA), na Ásia e no Oriente Médio, a Plug and Play seleciona todos os anos as melhores ideias para seu programa de aceleração. A partir de janeiro, a Elo passa a participar ativamente da qualificação destas empresas, bem como a acessar de forma imediata inovações que podem integrar o escopo de produtos e serviços oferecidos pela bandeira.

“Com a parceria, nosso intuito é de nos aproximarmos ainda mais do ecossistema de startups e de soluções inovadoras”, explica Daniel Passarelli, superintendente de Inovação e Produtos da Elo. “Ao nos associarmos ao programa, queremos identificar as melhores oportunidades para desenvolvimento de novas soluções personalizadas para o mercado brasileiro”, completa.

Considerada uma das investidoras em inovação mais ativas dos últimos dois anos, a Plug and Play realizou 222 investimentos em 2018, dos quais 160 foram feitos na América do Norte. Ao se aliar à plataforma, a Elo passa a ter acesso à produção tecnológica de startups em estágio inicial e maduro em todo o mundo, e atrai para o mercado de pagamentos nacional inovações em termos de produtos, processos e modelo de negócios.

“Estamos fortalecendo nossa ponte existente entre o mercado brasileiro e o resto de nossas operações globais, para capacitar ainda mais as corporações e os empresários a colaborarem em oportunidades progressivas”, ilustra Fernando Zornig, Diretor de Programa da Plug and Play em Frankfurt.

Machine Learning e o boom da inteligência artificial

Por Ricardo Weder, Presidente Global da Cabify

Durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, realizado em 2017, Sergey Brin, co-fundador do Google e um dos grandes ícones da tecnologia, disse que a Inteligência Artificial (IA) é uma parte vital de todos os principais projetos em sua empresa. Por sua vez, Stephen Hawking comentou que todos os aspectos da nossa vida serão transformados pela IA.

Filmes de ficção científica e Hollywood fizeram as pessoas pensarem que IA são robôs humanóides que vão conquistar o mundo, mas a realidade é diferente. Então, o que é Inteligência Artificial? Qual é a diferença entre inteligência artificial e machine learning? Por que isso agora tem tanta relevância? Qual é o impacto real que pode ter em nossas vidas?

Definir o que é I A pode ser confuso, já que não é apenas um termo, mas um conjunto de diferentes tecnologias e métodos que buscam treinar máquinas com o objetivo de simular tarefas humanas. Dentro da IA, existem vários subconjuntos de estudos relevantes, como computação cognitiva, visão computacional, processamento de linguagem natural, machine learning entre outros.

Esse último, é o que causa a maior confusão, pois às vezes os termos são usados indiscriminadamente. Machine learning procura por padrões nos dados, isso permite gerar conclusões sem ser explicitamente programado para alcançá-las. Com base nessas conclusões e no feedback obtido, o conhecimento gerado em um novo con junto de dados pode ser usado, criando um círculo de aprendizagem que melhora o algoritmo e sua precisão.

Em termos gerais, IA é a ciência das máquinas que simulam tarefas humanas, enquanto o machine learning é um método de como as máquinas aprendem com os dados. Veja, IA não é algo novo! O conceito vem evoluindo há mais de 70 anos, inspirado pela excitante possibilidade de simular funções cognitivas humanas, especialmente aprendizado e raciocínio.

A partir da teoria computacional de Alan Turing, em 1956, o termo Inteligência Artificial foi cunhado por John McCarthy na conferência de Dartmouth, dando passagem formal à sua área de estudo. Durante as décadas de 50 a 80, as expectativas eram altas, mas os resultados não foram os esperados e a falta de aplicações tangíveis levou à perda de interesse e investimento na área.

O atual boom da Inteligência Artificial é devido aos avanços e aplicações alcançados por meio de técnicas nos padrões de aprendizado profundo. Ele também é acompanhado por um forte crescimento em Big Data, bem como grandes avanços na capacidade de processamento dos computadores, que criou uma nova era para Inteligência Artificial com aplicações tangíveis que marcam o potencial para o futuro.

Na atualidade, as aplicações de IA causam espanto, abrangendo desde veículos autônomos, sistemas capazes de aprimorar a detecção de câncer da pele (melanoma) realizados por especialistas médicos, assistentes como Siri ou Alexa, entre muitos outros. No que diz respeito ao machine learning, atualmente, a maioria dos aplicativos e serviços que você usa onl ine já o utiliza, como: Amazon, Google, Netflix, Spotify, Tinder, Siri, Cabify, Instagram, Facebook, Linkedin, Waze, entre outros. Em termos de negócios, especialmente a capacidade de usar essa tecnologia para prever, a um custo muito menor, muito mais rápido e com maior precisão em praticamente qualquer área, até a previsão de demanda para os quais deve contratar, permitirá às organizações que elas se aproveitem e sejam muito mais eficientes e produtivas e, portanto, tenham claras vantagens competitivas.

Existe um forte debate sobre os benefícios e riscos da IA a longo prazo, mas ela pode ajudar em quase todos os campos. Devemos aproveitar e entender exponencialme nte melhor a informação, assim como automatizar uma série de tarefas resultando em uma melhor utilização dos recursos, melhores decisões e maior geração de valor. É mais interessante entendê-la, não como algo que vai nos substituir, mas como uma ferramenta que irá melhorar e aumentar as nossas competências e com a capacidade de melhorar nossas vidas.

Sem dúvida, essa e outras tecnologias mudarão completamente o futuro. Por isso, é vital modernizar nossos sistemas econômicos e leis para maximizar o valor gerado por eles, permitir uma melhor distribuição da riqueza e oferecer igualdade de oportunidades para garantir o bem-estar social universal.

Minsait revela quais são as tendências em meios de pagamentos na América Latina

Brasil segue com a maior frequência de uso de cartão de crédito na América Latina e deve aumentar participação em meios de pagamento digitais

Os meios de pagamento vão ocupar um papel central no fornecimento de dados para a economia digital nos próximos anos, de acordo com dados da Minsait, empresa Indra dedicada a promover a Transformação Digital. “Mesmo com o movimento de muitos setores para se tornar Data Driven Companies (DDC), o segmento de pagamentos foi pioneiro em adotar um enfoque baseado em dados por causa de alguns fatores como o compliance, o impulso inovador do segmento ou a concorrência do mercado”, afirmam especialistas da Minsait.

Essa é uma conclusão do Informe de Tendências de Meios de Pagamento 2018. Realizado com a colaboração de Analistas Financeiros Internacionais (AFI), o informe conta com as opiniões de numerosos executivos do setor bancário e clientes bancarizados da Espanha, Portugal e América Latina. O estudo completo está disponível no link https://www.minsait.com/es/tendencias-en-medios-de-pago-2018
Uma das principais conclusões é a de que, no âmbito dos meios de pagamento, a inovação impulsionada por novos agentes da indústria e a regulação motivaram os PSP (Payment Service Provider) tradicionais a constituírem novas propostas de valor para os clientes. Em alguns casos estão começando a definir o perímetro dos dados estimados, em outros já se encontram muito avançados em inovações próximas ao conceito Open Banking. Também se confirma o “renascimento” dos códigos QR, que, segundo assinalam os especialistas, já estão sendo utilizados de maneira massiva em muitos países devido a que resolve carências de infraestrutura e conectividade.

Brasileiros buscam usar meios de pagamento digitais em 2019

Os brasileiros já percebem a tendência dos pagamentos digitais e estão dispostos a testar novos meios de pagamento online para fazer compras. De acordo com a pesquisa da Minsait, 56,9% dos consumidores brasileiros têm intenção de usar algum tipo de aplicativo (por exemplo, a carteira virtual) para realizar pagamentos em 2019.

A atitude está em linha com os demais pares latino-americanos. Na Argentina, 53,8% dos consumidores também pretende testar algum meio virtual de pagamentos; no Chile, o porcentual é de 63% e na Colômbia, 67,8%. Os campeões nesse sentido são Peru (72,7%) e República Dominicana (74,4%), mais suscetíveis aos incentivos propostos com essa finalidade.

O espaço para crescer existe. Atualmente, 27,2% dos consumidores brasileiros declaram usar aplicativos como meio de pagamento em estabelecimentos comerciais e 19,3% afirmam usar soluções online para pagamentos P2P. Nos próximos anos, o desafio apontado pelo estudo é o de fazer com que os compradores estejam cada vez mais confortáveis com essas aplicações – ao ponto de desapegarem dos meios tradicionais, como cartões de crédito e dinheiro.

Dessa forma, será possível aproveitar o potencial que o país oferece. Atualmente, o Brasil concentra a maior frequência de compra com cartão de crédito da região (81,6% dos consumidores afirmam usar esse meio “sempre” ou “quase sempre”). O porcentual é distante de seus pares na região, que oscila entre 60% e 70%, à exceção da República Dominicana (cujo índice é de 74,8%).

Como é trabalhar em uma startup: será que me encaixo?

Por Helena Lizo, Head de Finanças & People da Revelo, plataforma de recrutamento digital

Em todo o Brasil, estima-se que existam cerca de seis mil startups. Este número é mais do que o dobro registrado há seis anos e pode ser ainda maior porque muitas delas ainda estão em fase de ideias e nem todas têm um CNPJ próprio.

Com o crescimento acelerado deste novo tipo de negócios, surgem no mercado uma série de oportunidades para trabalhar em empresas que fogem dos padrões tradicionais, com uma estrutura mais enxuta e horizontal, regras mais flexíveis e ambiente colaborativo. Mas afinal, como é trabalhar em uma startup?

Startups permitem maior flexibilidade de rotinas e proporcionam contato real com todas as áreas de atuação da empresa. Elas têm um ambiente rico em termos de conexões e aprendizado, muito importante para os profissionais, independentemente do estágio de carreira em que se encontram.

Engana-se, por exemplo, quem pensa que este é um ambiente reservado apenas para profissionais jovens. De fato, pessoas que estão ingressando no mercado se beneficiam por poder experimentar um modelo de negócios com ampla interação e com mais rapidez de retorno das ações de cada profissional, o que pode contribuir também para a afirmação da escolha profissional destes jovens e percepção da responsabilidade das atividades executadas em sua área. Por outro lado, pessoas com mais experiência, ao trabalharem em startups, conseguem renovar seu conhecimento de negócios, arejar práticas antigas e se manter atualizados com o mercado em um momento profissional de estagnação.

Além disso, por reduzir as barreiras de contato com outras áreas, startups oferecem maiores chances de mudanças horizontais e, com o rápido crescimento dos negócios, também é possível alcançar promoções e movimentações verticais em um curto espaço de tempo. A autogestão, ou o famoso “senso de dono” é muito explorado neste tipo de empresa – e este é o melhor ambiente para experimentar essa habilidade importantíssima para a carreira de todos os profissionais, independentemente de sua idade.

Em comparação com empresas convencionais, onde as equipes têm tarefas bem definidas e rotinas que se encaixam em uma cultura já estruturada, nas startups os processos estão sendo aprimorados e trabalhados para funcionar com escalas crescentes. Esse cenário, que pode parecer caótico para algumas pessoas num primeiro momento, traz mais energia para o dia a dia do trabalho, movimenta as pessoas entre tarefas diversas e transforma os resultados das startups por dentro e por fora. Enquanto empresas mais antigas possuem um crescimento lento e gradual, os avanços dos negócios em startups são exponenciais!

Mas, claro, nem tudo são flores. Trabalhar em startups representa sim um desafio muito grande para profissionais de todas as áreas. Pela lógica do funcionamento da empresa, sobram tarefas que não possuem um responsável óbvio, por isso acabam sendo abraçadas por funcionários independentemente de suas áreas de atuação. Mas nem todos acumulam tarefas por obrigação e sim por afinidade. Existe uma liberdade muito maior em permitir que as pessoas encontrem tarefas soltas pelas quais possuem interesse e cuidem delas. Uma pessoa que trabalha em uma área de vendas, por exemplo, pode ser responsável por organizar os eventos internos de integração.

Em geral, os pontos negativos das startups podem ser contornados com o entendimento do modelo de negócio e a adequação do perfil do profissional à cultura da startup. O mais importante é que o profissional de uma startup tenha em mente que a flexibilidade e organização das suas responsabilidades vão sim impor um alto dinamismo ao trabalho, mas também vão exigir uma boa dose de autogestão e controle das próprias tarefas. Dessa forma, as pessoas devem estar preparadas para atuar em diversas frentes, sem nunca deixar de lado a prioridade de fazer o que amam!

Reconhecimento visual de phishing

Por Tomas Trnka, investigador de Inteligência Artificial da Avast

O phishing continua sendo um meio importante de ataque, porque permite que os cibercriminosos atinjam um grande número de pessoas. Em geral, os cibercriminosos distribuem golpes de phishing fingindo representar empresas confiáveis, nas quais os usuários têm uma alguma conta.

Os sites de phishing podem ser difíceis de identificar. É por isso que, na Avast, usamos inteligência artificial (IA) para detectar golpes de phishing e proteger os nossos usuários contra malware e sites maliciosos.

Sites falsos

Para melhorar os nossos recursos de detecção de phishing, tivemos que seguir a linha de pensamento de um cibercriminoso. Ele cria sites de phishing muito semelhantes aos sites legítimos, para enganar as pessoas com sucesso. As semelhanças visuais são geralmente suficientes para induzir os usuários a inserir as suas credenciais de login e informações sigilosas solicitadas pelo site malicioso.

Embora os nossos mecanismos de detecção marquem sites de phishing com base no conteúdo HTML, os métodos mais sofisticados usados pelos cibercriminosos para criar suas páginas de phishing podem impedir as detecções de antivírus.

Detectando phishing com AI

A vida útil da maioria dos sites de phishing é muito curta, para que os mecanismos de pesquisa os indexem. Isso se reflete na qualificação de um domínio. A popularidade e o histórico de um domínio também podem ser indicadores iniciais de uma página ser segura ou maliciosa. Ao analisar isso e comparar as características visuais do site, podemos decidir se o site é confiável ou malicioso.

O próximo passo é verificar o design do site. Nós tentamos outra abordagem, usando hashes de imagem: um método para compactar dados de imagens (mas ainda assim expressivas) em um espaço menor, como um vetor de tamanho fixo em bytes e com uma métrica simples. Estes métodos ajudam a transmitir as imagens para a nossa inteligência artificial, observando de forma muito detalhada os pixels particulares, bem como os pixels que os rodeiam. Os pixels selecionados pelo nosso algoritmo são chamados de pontos interessantes.

Um problema comum, na detecção desses pontos interessantes em uma imagem, acontece quando ela contém texto. Há muitas variações no texto e nas letras que, por design, criam muitas bordas. Quando uma imagem contém muitas letras, há vários pontos interessantes em uma área pequena, o que pode resultar em falsos positivos, apesar da verificação espacial.

Por esse motivo, criamos um software que pode classificar os patches dentro das imagens e decidir se ele contém texto. Neste caso, a nossa IA evitaria usar pontos de correção como parte do processo de comparação. Todo esse procedimento é automático e, em 99% das vezes, reconhecerá um site de phishing em menos de dez segundos, o que, por sua vez, nos permite bloquear o site malicioso e proteger melhor os nossos usuários.

Sites de phishing identificados

Os sites de phishing evoluíram muito ao longo dos anos, para se tornarem falsificações tão convincentes. Alguns até usam HTTPS, dando aos usuários uma falsa sensação de segurança quando veem o cadeado.

Falhas pequenas em um site de phishing podem parecer óbvias, quando colocadas ao lado de uma página legítima, mas não são tão notórias por si mesmas. Pense na última vez que viu uma página de login de um serviço que você usa com frequência. Você provavelmente tem dificuldade em lembrar de todos os detalhes, que é exatamente o que os golpistas de phishing esperam quando projetam as suas páginas maliciosas.

Como a ameaça se espalha?

Historicamente, a maneira mais comum de espalhar sites de phishing é através de e-mails, mas também são distribuídos por meio de anúncios pagos que aparecem nos resultados de pesquisa. Outros vetores de ataque incluem uma técnica chamada clickbait. Os cibercriminosos costumam usar clickbait nas redes sociais prometendo algo, como um número gratuito, para incentivar os usuários a clicar em links maliciosos.

O que acontece quando um phisher é bem sucedido?

Como acontece em quase todos os ataques cibernéticos, o phishing é usado para ganhos financeiros. Quando os usuários enviam credenciais de login para um site de phishing, os cibercriminosos podem abusar delas de diferentes maneiras, dependendo do tipo de site de phishing. Muitos ataques imitam instituições financeiras, como bancos ou empresas como o PayPal, que podem gerar recompensas financeiras significativas para os cibercriminosos.

Como se proteger

Ao longo de 2018, testemunhamos e-mails maliciosos enviados e incluindo contas comprometidas do MailChimp, golpes de extorsão sexual e campanhas de phishing relacionadas a GDPR (Regulamentos Gerais de Proteção de Dados), entre muitos outros. No futuro, podemos esperar que os ataques de phishing cresçam, tanto em volume quanto com relação às novas técnicas para camuflar os esforços dos cibercriminosos, que desejam roubar dados sigilosos dos usuários.

Abaixo está uma breve lista de verificações que, se seguidas, vão ajudar as pessoas a evitar que sejam vítimas de uma das formas mais bem-sucedidas de ataque cibernético, o pishing:

• Primeiro, instale uma solução antivírus em todos os seus dispositivos, seja PC, smartphone ou Mac. O software antivírus atua como uma rede de segurança, que protege os usuários on-line;

• Não clique em links, nem baixe arquivos de e-mails suspeitos. Evite respondê-los, mesmo que encaminhados por alguém de confiança. Ao invés disso, entre em contato com a empresa, por meio de um canal a parte e verifique se a mensagem realmente foi enviada por ela;

• Insira diretamente a URL de um site no seu navegador sempre que possível, para visitar o site que deseja e, assim, não correr o risco de visitar uma versão falsa;

• Não confie apenas no HTTPS e no cadeado. Embora esses elementos confirmem que a conexão é criptografada, o site ainda pode ser falso. Os cibercriminosos criptografam seus sites de phishing, para enganar ainda mais os usuários, por isso, é importante verificar se o site que você está visitando é, de fato, o verdadeiro.

Lawtechs e Legaltechs: um mercado promissor

As Lawtechs e Legaltechs são empresas que oferecem serviços e produtos para o universo jurídico, e estão ganhando cada vez mais espaço e importância, tanto no cenário internacional quanto no cenário nacional. O mercado dessas empresas atingiu investimento recorde de mais de US$ 1 bilhão no mundo todo, em 2018, nos principais investimentos e M&As pesquisados e catalogados pela pesquisa da Lawgeex, e estão distribuídos em mais de 40 negócios.

O crescimento no setor foi brusco em comparação ao ano anterior, que segundo a mesma pesquisa teve investimento de US$ 233 milhões em empresas jurídicas de TI em 61 negócios.

Boa parte do investimento em 2018 foi em soluções que utilizam Inteligência Artificial, que teve o montante de US$ 362 milhões desse financiamento. Mas, as áreas de atuação das Lawtechs e Legaltechs vêm se diversificando e visam atender especificidades tanto antigas como aquelas decorrentes de novas tecnologias, à exemplo das empresas na categoria de RegTech, TaxTech e Compliance.

Problemas que antes demandava muito tempo e eram difíceis de serem solucionados, hoje podem ser resolvidos como mais facilidade pelos serviços ofertados por essas empresas e os avanços tecnológicos.

O ecossistema e o mercado estão em contínuo crescimento e no Brasil temos um cenário muito forte que favorece essas empresas. Com a Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs – AB2L, as Lawtechs e Legaltechs têm o apoio e o fomento no setor. São conectadas a todo um ecossistema de inovação no universo jurídico, que engloba demodays, hackatons, mentorias, techdays. Além de vários lançamentos de produtos inovadores e o amadurecimento dessas empresas no mercado.

Há um ano e meio a AB2L reunia 20 associados, hoje a associação tem cerca de 400, entre eles 128 LawTechs e 50 em early stage (estágio inicial de validação do seu produto). Porém não só as Lawtechs/Legaltechs fazem parte do ecossistema de inovação, grandes escritórios e departamentos de jurídicos já compreenderam a importância de estarem conectados ao que há de mais novo no cenário de direito e tecnologia. Assim como os profissionais autônomos que perceberam que a atualização à esses novos assuntos é um grande diferencial.

Empresas como Amil, Suzano Papel e Celulose e Klabin fazem parte da AB2L e contam com diversas iniciativas da associação, como os demodays, em que podem conhecer os novas tecnologias e adota-las em seus processos. O mercado é promissor e estar conectado com ele fará toda diferença.

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Falta de registro em carteira de trabalho não gera dano moral a analista de TI

A Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho excluiu da condenação imposta à Sompo Seguros S. A. o pagamento indenização pela falta de registro na carteira de trabalho e do pagamento das verbas rescisórias. Segundo o relator do recurso de revista, ministro Ives Gandra Martins Filho, o dano moral somente pode ser deferido quando houver comprovação da repercussão do ato praticado pelo empregador na imagem, na honra, na intimidade e na vida privada do empregado, o que não ocorreu no caso.

Vínculo

A reclamação trabalhista foi ajuizada por um analista de TI que relatou ter sido contratado pela Yasuda Marítima Seguros S/A em janeiro de 2014 com a promessa de receber R$ 50 por hora. O pagamento era realizado pela Dbsecurity Inovação e Segurança Ltda., mas ele pedia o reconhecimento de vínculo de emprego diretamente com a tomadora do serviço e o pagamento de indenização por dano moral por jamais ter tido a carteira de trabalho assinada.

Dissabores

O juízo da 6ª Vara do Trabalho de São Paulo (SP) declarou nulo o contrato de prestação de serviços por entender que a contratação por meio de empresa interposta configurou fraude, a fim de mascarar a verdadeira relação empregatícia com a tomadora. Assim, reconheceu o vínculo de emprego e determinou a devida anotação na carteira de trabalho do analista de TI e o pagamento de todos os valores devidos, mas negou o pedido de dano moral. De acordo com a sentença, a situação pode ter causado desconforto ao empregado, “porém não o suficiente para a caracterização do dano moral, que não pode ser confundido com os dissabores comuns”.

O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) acolheu os argumentos do analista e deferiu a indenização por dano moral. Para o TRT, no caso de descumprimento da integralidade dos direitos decorrentes do contrato de trabalho, como no caso, onde o empregado “sequer foi registrado”, o empregador “responde pelo dano causado à dignidade do trabalhador”. Assim, foi fixada indenização de R$ 5 mil.

Comprovação

Para o relator do recurso de revista, não há como condenar a empresa ao pagamento de indenização por dano moral com base, exclusivamente, na presunção de ofensa ao princípio da dignidade da pessoa humana. “Caso aceita a tese, toda e qualquer ação trabalhista por não reconhecimento do vínculo e falta do pagamento das verbas rescisórias daria, além do pagamento devido, dano moral, o que não é razoável”, assinalou.

A decisão foi unânime.