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Processos e burocratização são os inimigos da área de TI

Por Frederico Queiroz, da NetSupport

O uso da tecnologia está cada vez mais presente no nosso dia a dia, tanto na nossa vida pessoal quanto profissional, facilitando diversos trâmites que antigamente só eram possíveis de serem feitos de forma manual. Por isso, um dos setores mais estratégicos de uma empresa atualmente é o da Tecnologia da Informação (TI), que, sem dúvidas, é um forte aliado para a inovação e flexibilidade das organizações.

Porém, como tudo tem vantagens e desvantagens, um grande desafio da área é com relação a burocratização dos serviços, que faz com que os processos demorem a ser resolvidos. Atualmente, quando uma organização não tem uma área interna destinada a TI, ela contrata uma pessoa para realizar o serviço que necessita de inúmeras autorizações para a execução do trabalho.

O resultado disso são atrasos nas entregas e na resolução de problemas, gerando insatisfações por parte do cliente, além de aumento nos custos, uma vez que esses profissionais normalmente cobram por hora. Além disso, existem diversas leis federais, estaduais e municipais que impõem regras para que o sistema seja cada vez mais restrito.

Como opção para a resolução desses problemas está a otimização de processos para contratação de profissionais de TI, que é fundamental para que ambas as partes saiam satisfeitas. Atualmente, no mercado diversas startups oferecem serviços mais ágeis, reduzindo a burocracia com a oferta de serviços de acordo com a necessidade e prazo do cliente.

Compreender os processos internos da empresa para a resolução de problemas é o primeiro passo para melhorar o serviço. É necessário investigar quais os tamanhos das documentações, quais os departamentos responsáveis e quais as autorizações necessárias antes de iniciar o trabalho.

Outra atividade primordial para desburocratização é a integração de processos, pois ajuda a otimizar todas as ações entre o profissional de TI e a empresa. Nesses casos, é importante seguir um planejamento concreto para que nada saia do controle. Realizar processos digitalizados e de fácil acesso para todos os setores responsáveis pela aprovação do projeto ou serviço de TI é o melhor caminho para isso.

Outro ponto importante é sempre buscar alternativas e soluções que visam melhorias em todos os setores da companhia, principalmente no setor de TI que diariamente está em evolução. É imprescindível se manter atualizado! A área de tecnologia é o coração de uma empresa e quando não são feitas atualizações constantes, perdemos agilidade.

Em uma área que não para de crescer, é preciso atenção e cuidados para que os processos gerem resultados e aumento na produtividade. Em um mundo, onde a rapidez é um fator importantíssimo para o crescimento do seu negócio, a tecnologia não pode se tornar um empecilho, e sim uma ferramenta estratégica na resolução de dificuldades. Use a seu favor!

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79% dos profissionais aceitariam um emprego de nível hierárquico inferior ao último emprego

Se reinventar tem sido a escolha de muitos profissionais no mercado de trabalho, é o que aponta um levantamento realizado pela Catho. Segundo a Pesquisa dos Profissionais, 79% aceitariam um emprego de nível hierárquico inferior ao último emprego.

A pesquisa ainda aponta outras condições que os profissionais aceitariam apenas para conseguir um emprego: 86% trocariam de carreira e área de atuação, enquanto 73% aceitariam um salário inferior à sua última remuneração.

Se por uma lado encontrar o tão sonhado emprego parece a solução de muitos problemas, por outro, a depender do caso, aceitar as mudanças de área e até mesmo de salário podem resultar em outras questões dentro do trabalho, tais como desmotivação e frustração.

Para Bianca Machado, gerente sênior de Catho, ao longo do processo de encontrar um emprego, o profissional passa por alterações comportamentais. Para cada etapa o profissional reage de forma diferente, sendo guiado por emoções. A busca, a entrevista, o recebimento de proposta e após a contratação, o período de experiência. Durante esse momento ele não avalia criteriosamente as escolhas, pois está motivado a simplesmente estar empregado.

“Após esse período, ele começa a pensar sobre as antigas e atuais e expectativas e, logo, isso acaba pesando bastante na decisão, pois o profissional tem convicção que poderia estar melhor empregado. Nesse momento sentimentos como desmotivação e frustração começam a causar um impacto maior na carreira”, afirma Machado, que listou, ainda, quatro pontos que precisam ser bem avaliados antes do profissional aceitar um trabalho abaixo da expectativa.

Propósito

Você trabalharia em uma empresa do time de futebol adversário ao seu? Parece simples, mas na prática, abrir mão dos próprios valores e propósitos refletem diretamente na carreira profissional.

Localização do trabalho x moradia

Ter que se deslocar muitas horas preso ao trânsito, metrô, ônibus ou trem. Será que o desgaste físico vale realmente a pena? Às vezes, em um primeiro momento a escolha pode parecer propícia, mas é necessário avaliar em longo prazo quais os impactos que ela trará para a vida pessoal do profissional.

Cultura que viabiliza a motivação

Uma empresa com um ótimo clima, oferece férias coletivas, permite flexibilidade de horários e possui creche para os filhos? Seria um sonho! Por vezes, a empresa oferece menos salários e benefícios que o esperado, mas em contrapartida proporciona uma cultura de motivação que faz com que o profissional queira realmente estar ali.

Pacote de benefícios

Vale-transporte, vale-alimentação, plano de saúde, bônus, auxílio-creche, dentre outros. Muitos são os benefícios que as empresas podem oferecer aos funcionários, permitindo equilíbrio entre o salário (às vezes abaixo de expectativa) e o custo de vida. Na hora de se recolocar, esse é mais um ponto que deve ser avaliado e calculado com atenção.

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Contra “mimimi” corporativo, empresa aposta na mudança de mindset de líderes e colaboradores

Ter colaboradores engajados e felizes é um dos grandes desafios das organizações de todos os portes ao redor do mundo. Segundo pesquisa realizada pela Endeavor, o Brasil perde todo ano mais de 42 bilhões de dólares devido à baixa produtividade. A tarefa, muitas vezes delegada ao time de Recursos Humanos, se mostra cada vez mais complexa, exigindo dos líderes novas medidas para conquistar motivação e retenção de talentos.

Para atender a essa crescente demanda por um novo mindset organizacional, a pedagoga Erika Linhares fundou em 2018 a B-Have, empresa que oferece mentoria especializada em mudança de comportamento humano nas empresas. “Ao longo da minha trajetória profissional constatei que um dos principais motivos de empresas e funcionários não crescerem é o famoso ‘mimimi’, geralmente relacionado a dificuldade das pessoas em encarar os problemas como desafios”, explica a especialista.

A metodologia oferecida pela B-Have é pautada pelo movimento #NoMiMiMi, em que organizações e colaboradores aprendem como lidar com as “dores do mundo corporativo”. A B-Have oferece palestras, workshops e cursos através de três produtos: Click Speech, Move on e My Place, os quais entregam mudança de mindset e desenvolvimento de pessoas, e organização para alavancar operações, reduzir perdas e engajar equipes.

Com escritório no Rio de Janeiro, a B-Have atende companhias de todo o Brasil que desejam colaboradores mais autônomos e felizes atuando com a transformação do modelo mental. “As pessoas não estão felizes nas empresas e as empresas, por sua vez, não estão felizes com as pessoas, o que resulta em um ciclo de menor produção e, consequentemente, menor resultado. Mudar o mindset significa mudar também os resultados da empresa”, garante Erika.

Gartner anuncia que o mercado mundial de software de gestão de relacionamento de clientes cresceu 15,6% em 2018

Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, anuncia que os gastos mundiais com o mercado de software de gerenciamento experiência e relacionamento de clientes (CRM – de Customer Relationship Manager, em inglês) cresceram 15,6%, movimentando US$ 48,2 bilhões em 2018. O CRM continua sendo a categoria de software de aplicações corporativas com maior e mais rápido crescimento no cenário global.

No geral, a receita mundial do setor de software de aplicações corporativas totalizou mais de US$ 193,6 bilhões em 2018, representando um aumento de 12,5% em relação ao faturamento de US$ 172,1 bilhões obtido em 2017. O CRM representou quase um quarto dessa receita.

O Gartner indica que aproximadamente 72,9% dos investimentos em CRM, em 2018, foram no formato de Software como Serviço (SaaS), e que este índice deverá crescer para aproximadamente 75% do total das vendas de software de CRM este ano. A expectativa é que em 2019 pontos como agilidade e flexibilidade sejam os grandes impulsionadores do setor, juntamente com a necessidade de serviços remotos e móveis no ambiente comercial.

“O crescimento nas vendas das aplicações em Nuvem caiu ligeiramente em 2018, mas continua registrando números expressivos, com alta de 20%, mantendo-se significativamente acima da taxa de crescimento geral de 15,6% registrada para o CRM”, diz Julian Poulter, Analista Sênior do Gartner. “Como um precursor da oferta em Nuvem, o software de CRM provavelmente está vendo uma redução gradual nas taxas de crescimento das soluções baseadas em Cloud, devido à alta adoção”.

Os cinco principais fornecedores de software de CRM representaram mais de 40% do mercado total em 2018 (ver Tabela). Os cinco principais fornecedores tiveram pouca mudança no ranking em comparação com 2017, embora a Microsoft tenha subido para a quinta posição, deslocando a Genesys por pouco.

Receita Total de Software de CRM, por Fornecedor, no Mundo em 2018 (em Dólares)

Companhia
Vendas – 2018
Participação de Mercado – 2018 (%)
Vendas – 2017
Participação de Mercado – 2017 (%)
Salesforce
US$ 9,4 bilhões
19,5%
US$ 7,6 bilhões
18,3%
SAP
US$ 4,0 bilhões
8,3%
US$ 3,4 bilhões
8,3%
Oracle
US$ 2,6 bilhões
5,5%
US$ 2,4 bilhões
6,0%
Adobe
US$ 2,4 bilhões
5,1%
US$ 2,0 bilhões
4,8%
Microsoft
US$ 1,3 bilhão
2,7%
US$ 1,1 bilhão
2,7%
Outras
US$ 28,3 bilhões
58,8%
US$ 24,9 bilhões
59,9%
Total
US$ 48,2 bilhões
100%
US$ 41,7 bilhões
100%

Fonte: Gartner (junho de 2019)

Todos os subsegmentos do mercado de CRM cresceram mais de 13,7%, com o marketing emergindo como o segmento de crescimento mais rápido, aumentando em 18,8% sua participação e representando mais de 25% de todo o mercado de CRM. O serviço e suporte ao cliente mantém sua posição número 1, contribuindo com 35,7% da receita do mercado de CRM.

“Para explorar as oportunidades significativas deste mercado, os gerentes de produto de provedores de aplicativos CRM devem duplicar as implementações em Nuvem e considerar a possibilidade de adicionar funcionalidades ao segmento de marketing, que está em rápido crescimento”, explica Poulter.

Vero investe R$ 750 milhões para levar Internet ao interior do Brasil

A união de oito provedoras de Internet em uma fusão liderada pela Vinci Partners – gestora de recursos com R$ 26 bilhões – formou a mais nova companhia do setor de telecomunicações do país, a Vero, que nasce com 140 mil clientes atendidos em 39 cidades. O plano agora é levar a operação para 200 municípios em até cinco anos.

Para isso, a Vero vai investir até R$ 750 milhões em recursos aportados pela Vinci Partners, que se tornou a acionista majoritária da companhia. “Além da expansão para novas cidades, a Vero vai buscar oportunidades de aquisições, com foco em negócios que já ofertem qualidade aos clientes e valorização dos funcionários”, afirma o presidente da Vero, Fabiano Ferreira.

Segundo ele, o crescimento da Vero vai ser sustentado por dois fatores principais. De um lado, a demanda reprimida por Banda Larga e Internet no interior do país; de outro, a cultura de atendimento da empresa, herdada das oito companhias que deram origem à fusão.

“Isso pode parecer clichê, mas temos dados para citar. Cerca de 70% de nosso pessoal trabalha no atendimento, na linha de frente da prestação de serviços. Esse é um dos motivos pelos quais cerca de 90% de nossos atendimentos à domicílio ocorrem dentro de um prazo de até seis horas do momento em que o cliente entra um chamado. Estamos presentes em mercados que ou não são atendidos pelas chamadas operadoras nacionais ou são atendidos remotamente. Temos os melhores indicadores de atendimento em todas as cidades em que atuamos”, diz Ferreira, sobre as empresas que deram origem à Vero: BD OnLine, NWNet, Efibra, PowerLine, G4 Telecom, Viaceu, ViaReal e City10.

Os empreendedores que criaram essas empresas já pensavam em buscar um modelo de negócio mais moderno e chegaram a criar uma holding em 2016 para gerar economia de escala e trocar experiências. No ano seguinte, em 2017, perceberam que precisariam de um investidor mais robusto para buscar novos mercados.

Aí entrou a Vinci Partners, firma de private equity que tem em sua carteira de investimentos no mundo grandes negócios de sucesso, como o Burger King, Unidas Rent a Car, Domino’s, rede de pizzarias, e o Cura, de serviços diagnóstico.

A Vero nasceu então com 750 funcionários, 140 mil clientes, distribuídos em 39 cidades mineiras, e 2,4 mil km de fibras ópticas até a residência dos clientes para oferecimento de acesso em banda larga fixa. A rede de fibra atende a 85% dos assinantes – o restante tem tecnologia de radiocomunicação.

Nessas localidades, a Vero detém a liderança, com 31%, em média, de participação de mercado. “Ainda tem muita oportunidade para crescer. Nessas cidades, banda larga é como água e energia elétrica, uma necessidade mesmo”, afirma o presidente da companhia, Fabiano Ferreira.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em março o Brasil registrou 31,4 milhões de acessos em banda larga fixa. Desse total, 6,7 milhões eram de provedores regionais. A penetração da banda larga no Brasil é de 45%, ou pouco mais de 30 milhões de acessos.

Assim, no médio prazo, há espaço para 15 milhões de novos usuários em cinco anos, avalia Fabiano Ferreira. Mas houve já um crescimento de 276% da Banda larga fixa no Brasil de 2007 e 2018. “Essa demanda potencial vai atrair investimentos para o setor”, afirma o executivo.

Aluno do Instituto Mauá de Tecnologia ganha Hackathon CIAB FEBRABAN 2019

O aluno Willian Chan, do curso de Engenharia de Computação do Instituto Mauá de Tecnologia, foi um dos premiados do 3.º Hackathon CIAB FEBRABAN, promovido em 08, 09 e 11 de junho, o dia da grande final, em São Paulo. Eram 130 participantes selecionados, que formaram ao todo cerca de 20 equipes, compostas por profissionais com habilidades em áreas como Negócios, Design, Finanças e Programação.

O projeto vencedor, batizado de Linko, foi desenvolvido por Willian e dois colegas de trabalho. Trata-se de uma plataforma que conecta agricultores de pequeno porte a bancos, facilitando o processo de documentação e agilizando a liberação de crédito rural. “Criamos ainda um hardware embarcado, capaz de coletar informações sobre o plantio e condições climáticas da região”, destacou o aluno da Mauá.

Como prêmio, o grupo ganhou 5 notebooks, US$5,000 em créditos para uso na plataforma AWS, 5 ingressos para a Copa América e reuniões para apresentar o projeto com pelo menos 2 bancos. “Acredito que esses momentos serão muito importantes para avaliar a viabilidade do projeto e realizar modificações em detalhes finos da solução com a ajuda de especialistas no assunto. Também acredito que essa seja uma oportunidade espetacular para transformar nossa plataforma num projeto real que possa ajudar o nicho rural. Será uma experiência incrível levá-lo para frente e, quem sabe, fundar uma empresa!”, afirma Willian.

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Indústria 4.0: a preparação para o futuro

O conceito puro da indústria 4.0 (ou quarta revolução industrial) ainda é bastante distante de muitas empresas no mundo, porém temas como manufatura aditiva, inteligência artificial, internet das coisas, sistemas ciberfísicos e outras tecnologias relacionadas ao assunto estão no centro das discussões quando se trata do futuro da manufatura, tanto quando analisados os recursos técnicos (máquinas e equipamentos) quanto os humanos.

Num país como o Brasil, que perdeu posições no cenário global em produtividade e competitividade nos últimos anos em função das crises político-econômicas e da escassez de investimentos no setor, a quarta revolução representa uma importante oportunidade de retomada do crescimento com a redução dos custos industriais.

Segundo Emerson Narciso — diretor industrial da Hercules Motores Elétricos —, essa visão de futuro é fundamental para as empresas na atualidade: “Por isso, na nossa companhia, trabalhamos para otimizar a utilização dos nossos recursos visando o aumento da competitividade e produtividade. Isso implica dar continuidade na implantação do Lean Manufacturing e de softwares de gestão das informações na fábrica”.

“Para implementar o conceito da indústria 4.0, precisamos assegurar que os fluxos estejam bem definidos e que tenham sido reduzidas as fontes de desperdício. Por isso estamos focados no processo de melhoria contínua baseados nos conceitos do Lean Manufacturing”, explica.

Para Emerson, outro ponto importante é a análise em tempo real das informações na fábrica: “A informação é um bem que tem alto valor em qualquer empresa no mundo atual e na Hercules Motores Elétricos não é diferente: já dispomos de programas que nos ajudam a verificar em tempo real as informações para tomada de decisão na fábrica, tais como eficiência, controle de paradas, qualidade dos lotes produzidos, entre outras. Nos estudos para definição técnica dos novos investimentos, já estamos considerando que as máquinas venham preparadas para essas novas tecnologias”.

“Alinhada aos nossos valores, a evolução contínua dos nossos profissionais é um pilar importante para esse movimento rumo à quarta revolução, por isso temos colaboradores que estudam detalhadamente esses conceitos para inseri-los em nossa fábrica”, destaca.

O diretor explica que a Hercules Motores Elétricos está também avaliando, com frequência, novas políticas públicas que venham a fomentar a implantação de inovações tecnológicas por meio de programas de investimento e financiamento exclusivos para esse fim.

“Esta é, com certeza, uma jornada sem volta, de extrema necessidade para a redução dos custos industriais e aumento de nossa competitividade, e que todos os gestores da manufatura deverão estar atentos para não ficarem de fora desta nova onda mundial”, finaliza Emerson Narciso.

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Cuidado: seu corpo pode estar te traindo nos negócios!

Por Braulio Lalau de Carvalho, CEO da Orbitall, empresa do Grupo Stefanini

Você sabia que o nosso corpo é o responsável por dar sentido a mais da metade do que queremos falar (55%)? Eu descobri isso em um estudo da Universidade da Califórnia (UCLA). Nele, também estava registrado que 38% do que pensamos está traduzido em nosso tom de voz e apenas 7% é revelado por meio da nossa fala.

Quando converso com alguém, tenho por hábito reparar no comportamento geral da pessoa, mas confesso que os dados me impressionaram. Eu imaginava que nosso discurso representasse um pouco mais. Porém, fazendo um retrospecto dos últimos bate-papos que tive, notei que, ainda que inconscientemente, fico realmente muito mais atento ao que as pessoas não expressam por palavras.

Sabe aquela situação de estar conversando com alguém e essa pessoa não parar de consultar as horas no celular? Não sei quanto a você, mas para mim passa a mensagem de que ela precisa ou gostaria de estar em outro lugar. Também me incomoda quando chego empolgado para um encontro e não sou recepcionado com um aperto de mão firme, não existe uma conexão olho no olho durante o bate-papo e há pouca positividade no tom de voz do outro. Tudo isso é linguagem não-verbal.

Talvez, a pessoa não tenha a intenção de despertar sensações controversas, mas é importante ficarmos atentos para que esses comportamentos não interfiram de maneira negativa no desfecho de oportunidades de relacionamento, negócios ou emprego.

É claro que não dá para generalizar. Por exemplo, dizem que braços cruzados passa a ideia de irritação ou rejeição, mas pode ser que a pessoa esteja com frio porque a blusa é fina e o ar condicionado da sala está ligado. A má postura ao sentar também tende a transmitir mensagens negativas, mas pode ser apenas reflexo de uma cadeira desconfortável. Suar em excesso ou gaguejar costuma ser interpretado como indícios de mentira ou desconforto na situação, mas pode ser uma questão de saúde.

O que vale é ter atenção nos gestos e nos comportamentos. Policie-se para manter uma respiração regular e posicionar as mãos sobre a mesa ou próxima ao corpo, sem contorcê-las. Lembre-se: se não agir com tranquilidade, tudo o que você não conseguir, puder ou quiser falar vai ser entregue pelo seu corpo. Nem todas as pessoas estão capacitadas para fazer essa leitura, mas um especialista em recrutamento, por exemplo, estará atento a esses sinais.

Penso que, apesar da existência de vários livros e estudos sobre o tema, não há uma cartilha que garanta 100% de sucesso no nosso desempenho ao nos comunicarmos. Mas, não custa nada pesquisar sobre o assunto e reavaliar nosso comportamento. Paralelamente a isso, sugiro que você se baseie em três regras básicas:

· Prepare-se para os encontros, palestras, entrevista, eventos ou outra atividade qualquer;

· Reserve um tempo na agenda para estar no local de corpo e alma;

· Aja com naturalidade. Agindo assim, você terá mais chances de que sua fala, seu tom de voz e seus gestos estejam em harmonia ao traduzir sua personalidade, seu estado de espírito, seus pensamentos e suas intenções!

Fique de olho na maneira como está se comportando no ambiente de trabalho e tome cuidado para não desperdiçar boas oportunidades.

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Engineering lança Digital Lab para concentrar suas iniciativas de inovação

A Engineering, companhia global de Tecnologia da Informação e Consultoria especializada em Transformação Digital, está ampliando suas iniciativas voltadas às demandas digitais. A empresa reuniu toda a sua estrutura de especialistas e criou uma nova frente, denominada Digital Lab. O objetivo é potencializar essa prática por meio da concentração do time e alavancar os projetos de Transformação Digital, que se tornaram a essência da companhia.

“Esta iniciativa tem importância singular na organização. Além de comportar 25% do time de especialistas digitais presentes na operação brasileira e que estão distribuídos entre os escritórios de São Paulo e de Belo Horizonte, a companhia tem como meta investir no laboratório 20% do seu EBTIDA nos próximos três anos”, comenta Filippo Di Cesare, CEO da Engineering. Além dessa iniciativa na América Latina, a empresa mantém centros de pesquisa e inovação na Europa e nos Estados Unidos.

A estratégia de Transformação Digital da companhia está baseada em uma abordagem focada no framework denominado DigitalOne, que envolve o apoio às empresas no desenvolvimento de seus próprios roadmaps digitais com foco nos objetivos de negócio e no nível de maturidade na jornada da Transformação Digital. “Não é só um diagnóstico. O principal objetivo é desenhar junto com o cliente a sua trajetória, ou seja, o que ele precisa para, de fato, percorrer a jornada da transformação digital, digitalizar os processos e evoluir o nível de maturidade”, explica Filippo.

Três pilares sustentam uma estratégia DigitalOne – Customer Experience, Digital Operation e New Business Models. Nesta estrutura, a Engineering trabalha para que seus clientes promovam experiências personalizadas, ampliem a eficiência operacional e identifiquem novos modelos de negócios e de monetização.

“Com base neste framework, priorizamos as implementações de acordo com a geração de valor do negócio. Todo o processo, desde o assessment até a aplicação das tecnologias, é realizado com base na metodologia ágil, o que permite lidar com imprevisibilidades e mudanças de cenários no decorrer dos percursos”, afirma Rafael Lategahn, Head de Digital Architecture & Innovation da Engineering.

O ambiente do Digital Lab, que atua na arquitetura de soluções, atende tanto à implementação de projetos demandados pelos clientes, como também por meio do conceito de Produto Mínimo Viável, do inglês, Minimum Viable Product, ou simplesmente MVP, que não as versões mínimas de desenvolvimento, como o próprio nome diz, para iniciar a jornada digital do cliente, assim como desenvolve Provas de Conceito (POCs), que antecipam às empresas soluções já testadas, uma iniciativa que ocorre em 80% dos projetos da companhia. No formato de POC, o mercado tem demandado, por exemplo, soluções de análise de sentimento de rede social, assim como plataformas de omnichannel e assistentes virtuais projetada para setores específicos.

“Podemos dizer que o Digital Lab se tornou o coração da companhia. Neste ambiente se respira as inovações que são aplicadas nos clientes para torna-los digitais e guiados por dados para desfrutarem de novos ecossistemas digitais, como Application Programming Interface (API), Inteligência Artificial, Machine Learning, Intelligent Data Platforms, Omni-Channel, Chatbot, Big Data & Analytics, IoT, DevOps, entre outras soluções que impulsionam a jornada digital dos clientes”, finaliza o CEO da companhia.

A educação 4.0 já começou!

Por João Chequer, CEO do Kidsa English

A evolução da tecnologia está em todos os lugares. A indústria 4.0 ganha cada vez mais espaço no mercado nos negócios e agora, essa tendência chegou também no segmento educacional. A chamada “revolução tecnológica” tem mudado a relação do indivíduo com os estímulos digitais, e, por consequência, tem transformado também o modo de aprendizado, de pensamento e de relacionamento nas salas de aula.

Se antes, o aluno entrava na sala e assistia às aulas enquanto o professor ministrava a matéria na frente da sala, hoje, esse modelo é cada vez menos atrativo, principalmente quando se trata da geração alpha, que engloba pessoas que nasceram a partir de 2010. Nesse sentido, o conceito de “aprender fazendo”, que rege a educação 4.0, parece ser o melhor caminho. A pergunta não deve mais ser: qual o papel da tecnologia na educação, mas sim qual é a melhor forma de lidar com ela.

Um dos pilares mais importantes da educação 4.0 é o fácil acesso à informação, bem como a conteúdos personalizados. Esse fator, porém, nos leva a um problema: como garantir que os alunos tenham acesso a dados corretos e seguros?

Neste caso, a própria tecnologia pode ser utilizada para essa questão. Uma das soluções é priorizar os aplicativos aos sites em geral. Isso porque, os apps acabam se tornando opções digitais relativamente mais seguras quando comparado a navegação em sites de vídeo e plataformas digitais, mesmo em suas versões kids. Neles, os alunos têm acesso apenas a conteúdos controlados, produzidos e direcionados.

Além disso, a forma de distribuição dessa também pode ser um fator importante. Games, vídeos, animações, livros digitais e outros conteúdos interativos podem ser recursos muito mais valorizados, com maior interação, do que o modelo tradicional. Hoje, a natureza questionadora e curiosa da maioria dos alunos favorece isso.

Por outro lado, a tecnologia não é tudo e não precisa, nem deve, ser utilizada sozinha. Ela pode ser usada para o desenvolvimento do pensamento crítico e do uso da realidade do aluno para o ensino, esse último é particularmente importante no ensino de línguas. É muito mais fácil aprender uma língua quando ela se baseia na sua vivência, por exemplo, do que em teorias e formatos que não tem nada a ver com o dia a dia do usuário. O mesmo vale para qualquer tipo de aprendizado.

O ensino de línguas, aliás, é um dos grandes beneficiados com a educação 4.0. Aplicativos e tecnologias digitais podem ajudar no aprendizado de línguas desde a primeira infância, o que contribui para a fluência e facilidade de entendimento em outros idiomas. Naturalidade é o segredo para a assimilação nessa época da vida, e as estratégias digitais e lúdicas são ótimos aliados nesse sentido.

É claro que a educação 4.0 ainda tem muitos desafios. A maior parte deles relativos à falta de estrutura nas escolas e a falta de investimento em ferramentas tecnológicas. Mas, ainda assim, alguns pequenos passos podem ser uma alternativa. Muitas plataformas digitais e apps, por exemplo, podem ser usados em casa, em dispositivos móveis dos pais das crianças. Afinal, educação começa no lar. Estimular seu filho a utilizar esses recursos a favor dele pode ser a chave para uma educação diferenciada!

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Cargo X irá proporcionar capital de giro de 100 milhões de reais para transportadoras do agronegócio

A Cargo X, logtech brasileira fundada em 2013 com o objetivo de reescrever a cultura de transporte de carga no Brasil, anuncia que irá proporcionar capital de giro de 100 milhões de reais para transportadoras ainda em 2019. O objetivo é beneficiar transportadoras com foco no agronegócio de todos os tamanhos para que elas possam ter capital suficiente para manter e expandir suas operações e tecnologia para gerir os negócios. Há previsão para que outros setores da economia também sejam beneficiados.

“O agronegócio é muito importante para o País; e requer uma logística cada vez mais eficiente. Aliando o aporte financeiro junto à tecnologia que já oferecemos, acredito estarmos contribuindo muito com o setor”, explica Federico Vega, CEO da Cargo X. De acordo com o CEPEA – Centro de Estudos de Economia Aplicada da USP, o agronegócio representa a maior parcela do PIB brasileiro.

O aporte já começou a ser implementado e, até o momento, R$ 7 milhões foram investidos em pequenas transportadoras. O administrador Abel Crivelaro Júnior, diretor da Transportadora Rodogrãos, é um dos que já foi beneficiado com o capital de giro. “Antes, eu não tinha capital suficiente para atender a algumas demandas de clientes. A parceria com a Cargo X foi, simplesmente, uma revolução no nosso negócio. Com o capital de giro, eu consigo pagar o motorista à vista e, consequentemente, os motoristas preferem embarcar conosco; além disso, a quantidade de carregamentos aumentou e o faturamento também”, explica o administrador.

“Cerca de 95% das transportadoras no Brasil são de pequeno e médio porte. Queremos que elas tenham capital de giro para expandir suas operações, gerando renda e emprego no mercado”, afirma Vega. “Além de capital, oferecemos tecnologia às transportadoras para gestão do frete, tornando o setor mais eficaz e otimizado”, afirma Vega.

Reestruturação para o agronegócio

Para oferecer esse capital, a startup reestruturou todas as suas operações no agronegócio, que agora passa a operar de maneira mais otimizada e focada nas transportadoras do setor. “Mudamos a maneira de operar no setor. Agora, a Cargo X atua no agronegócio oferecendo capital de giro para os transportadores, e atende às empresas ‘embarcadoras’ exclusivamente por meio deste novo modelo”, finaliza Vega.

Diante desse novo contexto, a Cargo X anuncia uma reestruturação e, consequentemente, o fechamento das unidades de transporte, focadas no atendimento ao setor agro, localizadas nos estados de Goiás, Mato Grosso, Pará e Paraná. “Essa mudança se dá devido à nova forma de atuação neste setor, privilegiando a parceria com as transportadoras, ao invés do atendimento direto à empresa ‘embarcadora’. Em contrapartida, a Cargo X anunciou sua expansão, com a abertura, apenas em 2019, de mais 100 vagas de emprego em áreas como Tecnologia, Produto, Machine Learning, Business Intelligence, Vendas, Operações e áreas Administrativas”, explica Vega.

A expectativa é que a Cargo X injete até R$ 300 milhões em capital de giro para as transportadoras até o final de 2020. “Nós não queremos ser reconhecidos como o ‘Uber dos caminhões’, mas sim, como a empresa que ajuda outras transportadoras a tornarem-se elas mesmas um ‘Uber’ em seus mercados, como no agronegócio”, conclui Federico Vega.

Ripple anuncia parceria estratégica com a gigante MoneyGram

A Ripple, líder em soluções baseadas em blockchain corporativo para pagamentos globais, firmou uma parceria estratégica com a MoneyGram, uma das maiores empresas de transferência de recursos do mundo. Por meio do acordo, que terá prazo inicial de dois anos, a Ripple se tornará o parceiro-chave da MoneyGram para remessas internacionais e liquidação de câmbio usando ativos digitais. A Ripple também assumiu o compromisso de capitalizar a MoneyGram em até US$ 50 milhões por um período de até dois anos em troca de participação na companhia.

A parceria está focada no produto xRapid, uma solução para liquidez sob demanda, que reduz a dependência de pré-financiamento (pre-funding) ao permitir que o dinheiro seja enviado de uma moeda e liquidado instantaneamente na moeda de destino. Ele utiliza o XRP como ativo digital “ponte” em tempo real entre as moedas de envio e recebimento.

O XRP é o ativo digital mais eficiente para liquidação, com custos de transação na ordem de centavos em comparação com os outros ativos digitais, que podem girar em torno de até US$ 30 por transação. Da mesma forma, o tempo médio de transação com o XRP é de dois a três segundos, sendo que com outras moedas digitais relevantes esse intervalo é de 15 minutos a uma hora.

“À medida em que a indústria de pagamentos evolui e amadurece, é imperativo continuar a aprimorar nossa plataforma e fornecer a solução mais eficaz para levar fundos do ponto A ao ponto B”, comenta Alex Holmes, Chairman e CEO da MoneyGram. “Por meio do xRapid, teremos a capacidade de liquidar instantaneamente fundos de dólares americanos para outras moedas-destino 24 horas por dia, 7 dias por semana, o que potencialmente pode revolucionar nossas operações e simplificar drasticamente nossa gestão global de liquidez””, acrescenta Holmes.

A MoneyGram opera no mercado global de remessas, de valor aproximado de US$ 600 bilhões, atendendo a milhões de clientes em mais de 200 países e territórios, com diversas moedas. Hoje, a empresa atua em mercados tradicionais de câmbio para cumprir seus compromissos de liquidação, os quais demandam compras antecipadas da maioria das moedas. Por meio da parceria estratégica, a MoneyGram poderá liquidar as principais moedas e sincronizar a disponibilização dos recursos com as necessidades de liquidação, reduzindo custos, melhorando a eficiência do seu balanço e reduzindo o risco.

“Essa parceria estratégica permitirá à MoneyGram expandir ainda mais suas operações, possibilitando que milhões de pessoas em todo o mundo se beneficiem dessa eficiência aprimorada. É um grande marco, contribuindo na transformação dos pagamentos internacionais, e estou ansioso pelos resultados que virão por essa parceria estratégica e de longo prazo entre as nossas empresas”, disse Brad Garlinghouse, CEO da Ripple.