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Ascenty anuncia IBM Cloud em seu portfólio de Cloud Connect

A Ascenty, empresa líder no mercado de data centers com foco na América Latina, anuncia entre suas ofertas de conectividade o acesso dedicado e privado à IBM Cloud, por meio do IBM Cloud Direct Link. Esse novo serviço foi projetado para garantir disponibilidade, segurança e escalabilidade da rede entre os ambientes da IBM Cloud e dos data centers privados.

Com essa nova solução, a Ascenty oferece conexões físicas e diretas à IBM Cloud em sua plataforma de interconexão, bem como a possibilidade de se conectar a outras nuvens públicas por meio da Ascenty Cloud Connect. Essa colaboração cria uma rede privada e segura para que as empresas acessem seus dados e aplicativos na nuvem. A plataforma oferece opções de conexão de alta velocidade que variam de 1 a 10 Gbps, adaptadas às necessidades específicas de cada empresa, além de latências muito baixas. Isso se traduz em desempenho superior, mais controle, maior flexibilidade e escalabilidade ao acessar funções e dados críticos.

Segundo Marcos Siqueira, diretor de Serviços da Ascenty, essa é uma alternativa segura e de alto desempenho para empresas que trabalham em ambientes híbridos: “Com o IBM Cloud Direct Link, além de conectar clientes já hospedados em nossos data centers, também podemos conectar qualquer outro ambiente, físico ou em nuvem, por meio de nossa própria rede de fibra óptica. Várias empresas já operam em ambientes híbridos e de multicloud, e nossas soluções são projetadas para atender a essa demanda”.

“À medida que os negócios entram na próxima fase da jornada para a nuvem, adotar uma estratégia de nuvem híbrida pode ajudar a gerar novos valores de negócios e otimizar processos”, afirma Gabriel Montanti, executivo de ofertas globais da IBM Cloud. “A IBM está colaborando com a Ascenty por meio do crescente programa de provedor de serviços, o IBM Cloud Direct Link, para ajudar as empresas a mover seus dados de forma confiável e segura entre a nuvem e os ambientes locais.”

Ao proporcionar alta velocidade e disponibilidade, a Ascenty oferece novas alternativas para atender aos requisitos da conectividade corporativa. A rede dedicada de 4.500 km de fibra óptica da Ascenty conecta todas as unidades da empresa, localizadas nas principais cidades dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, além da cidade de Fortaleza, aos principais provedores de serviços em nuvem, estabelecendo uma plataforma de interconexão ampla e segura.

Com a recente adição da Ascenty ao seu portfólio global, a Digital Realty, provedora líder global de soluções de data center, colocation e interconexão, continua expandindo seu suporte ao IBM Cloud Direct Link e IBM Cloud para 5 continentes, 21 áreas metropolitanas globais e mais de 29 data centers. Essa nova extensão dos recursos de Direct Link Dedicated, Direct Link Dedicated Hosting e Direct Link Connect permite que os clientes corporativos da Digital Realty se conectem e se expandam globalmente com a IBM Cloud, onde e como seus negócios digitais exigirem.

O IBM Cloud Direct Link foi projetado para garantir a troca segura de dados confidenciais entre a IBM Cloud e outros ambientes. Com o IBM Cloud Direct Link, as empresas podem se beneficiar da conectividade altamente eficiente e segura da IBM Cloud para apoiar sua estratégia híbrida e fornecer acesso a serviços, incluindo infraestrutura de computação, rede e armazenamento, bem como AI, Blockchain e Internet das Coisas (IoT), além de recursos de dados e análises.

Vendas por aplicativo já representam mais de 50% da quantidade de transações do Peixe Urbano

O Peixe Urbano, maior plataforma de ofertas locais, que após a fusão com o Groupon Latam, passou a atuar também no Chile, Argentina, Peru, México e Colômbia, conquistou 51% da quantidade de vendas no Brasil em 2018 através dos aplicativos da empresa. Se comparado com 2017, houve um aumento de 13% na participação dos apps. No aplicativo do Groupon, os resultados em relação à quantidade de vendas também são relevantes, chegam a 50%.

Os números da companhia corroboram com uma pesquisa feita recentemente pela consultora de mídia App Annie, fornecedora líder global de dados e análises móveis, que mostra que o Brasil ocupa o quarto lugar em termos de utilização de aplicativos de compra, com crescimento de 20% nos dois últimos anos. O país fica atrás apenas de Índia, Estados Unidos e Coreia do Sul. No Peixe Urbano, por exemplo, o número de usuários únicos no aplicativo da empresa chegou a quase 6 milhões no ano passado, um aumento de 8% em relação a 2017. Se levarmos em conta o app do Groupon, ultrapassa a marca de 8 milhões.

O relatório anual The State of Mobile in 2019 – guia mais abrangente para empresas que buscam capitalizar a transformação móvel, afirma ainda que “Japão, Brasil e Reino Unido foram os três países em que o consumo de mobile avançou significativamente mais rápido do que o total bruto Produto Interno Bruto (PIB)”. O estudo avaliou dados da App Store e Google Play em todos países em que os serviços estão disponíveis e traçou o comportamento dos usuários brasileiros em relação ao restante do mundo.

O país brasileiro também aparece na lista dos cinco lugares que mais utilizam smartphone no planeta. Esse crescimento de uso mobile reflete à força dos celulares para economia digital. De acordo com um relatório da ONU, divulgado em 2018, pela primeira vez na História, mais de 50% da população mundial – 3,9 bilhões de pessoas – usam a internet; e 96% da população mundial vive dentro do alcance de uma rede móvel.

“Os números mostram que mobile representa uma realidade cada vez mais forte para a economia digital, principalmente em países como o Brasil. Precisamos estar atentos a esta tendência e direcionar esforços para proporcionar uma boa experiência e recursos que simplifiquem a vida dos usuários, desde os primeiros contatos até o pós-compra. Outro fator importante é acompanhar a jornada do usuário e aproveitar cada ponto de contato para enriquecer a experiência, baseado em preferências individuais e personalização de conteúdo, que são fatores importantíssimos para ter sucesso em soluções mobile”, ressalta Marcelo Zeferino, gerente de Produto Mobile do Peixe Urbano.

Atendente virtual da Havan reduz em 80% a fila de atendimento da rede

Desbloqueio de senha, limite e aumento do Cartão Havan, geração de boleto e rastreamento de pedidos são algumas das dúvidas que podem ser respondidas pela Liberdade, a nova atendente virtual da Havan, aos clientes que entrarem em contato por meio do chat disponibilizado no portal da varejista. Em atuação desde dezembro do ano passado, a Liberdade utilizada a tecnologia Watson, que é uma plataforma de serviços cognitivos da IBM para negócios.

O Watson é capaz de analisar e interpretar as perguntas feitas pelos clientes e, assim, aprimorar suas respostas na medida em que ocorrem os atendimentos por meio da ferramenta.

Eder Varela, coordenador de desenvolvimento do Havan Labs, diz que a tecnologia está disponível, atualmente, para os clientes e que em um futuro próximo, a Liberdade será capaz de propor negociações dos débitos do Cartão Havan. A atendente virtual Liberdade também será utilizada internamente para responder perguntas do dia a dia do colaborador Havan, como data de recebimento de PPR, questões de RH, TI e marketing, além de atender os fornecedores, agendando horários com compradores e respondendo questões financeiras e fiscais.

A Inteligência Artificial (IA) proporciona diferentes funcionalidades aos lojistas, pois oferece recomendações personalizadas. A IA possibilita, ainda, que máquinas aprendam com experiências, ajustem-se a novas entradas de dados e performem tarefas como seres humanos. Com a tecnologia, os computadores podem ser treinados para cumprir tarefas específicas ao processar grandes quantidades de dados e reconhecer padrões.

Fórmula 1 na Campus Party

O F1 in Schools, projeto educacional que reúne atividades de aprendizagem ativa e empreendedorismo no ambiente da Fórmula 1, será uma das atrações da Campus Party São Paulo, que ocorre até domingo, 17 de fevereiro. Logo na entrada principal do evento, visitantes vão se deparar com uma pista destinada ao projeto operado no Brasil pela Associação Projetando o Futuro e implementado nas escolas pela ZOOM education for life. No estande do F1, interessados podem acompanhar a fabricação de aerofólios por meio de uma impressora 3D, além de conhecer os portfólios de equipes que participaram do programa e alguns de seus carrinhos.

Sucesso pelo mundo há 15 anos, o F1 in Schools promove o protagonismo de alunos em sala de aula por meio de programas de aprendizagem focados no desenvolvimento do potencial criativo. Voltada para jovens dos níveis Fundamental e Médio, de 12 a 19 anos, a iniciativa desafia os estudantes de todo o Brasil a criarem uma empresa (escuderia) e a utilizarem diversos recursos tecnológicos para projetar, modelar e testar um protótipo de um carro que competirá na modalidade de automobilismo mais popular do mundo.

A edição de 2019 do F1 in Schools terá duas finais regionais em março, sendo uma em São Paulo e uma em Brasília. A final nacional, da qual as equipes vencedoras nas regionais participarão, está prevista para acontecer em abril em São Paulo. A Final Mundial deve acontecer em Dezembro em Abu Dhabi.

Sobre F1 in Schools

Implementado nas escolas pela ZOOM education for life, empresa que desenvolve e implementa soluções de aprendizagem baseadas na cultura Maker, o F1 in Schools é um projeto educacional que reúne atividades de aprendizagem ativa e empreendedorismo no ambiente da Fórmula 1. Fruto de uma parceria da ZOOM com a Associação Projetando o Futuro, a iniciativa é voltada para estudantes dos níveis Fundamental e Médio, de 12 a 19 anos de idade, promovendo a experiência com o Empreendedorismo, contato com Tecnologias e Protagonismo em sala de aula e prepara os estudantes para uma competição de verdade, cujas finais serão realizadas em março (Regional), em abril (Nacional) e, em dezembro, a Final Internacional.

Criado há 15 anos e adotado em 42 países, o F1 in Schools é operado no Brasil pela Associação Projetando o Futuro e implementado pela ZOOM e traz o Empreendedorismo como elemento adicional às atividades originais do programa. As escolas que contratam o programa recebem da ZOOM toda assistência para capacitação dos professores e adaptação do programa na grade curricular das instituições educacionais. Atuando como mentores, os professores estimulam seus alunos a buscarem interação com a comunidade, ampliando a visão de mundo com confiança e responsabilidade ao participarem de todas as fases de construção da empresa (escuderia) até a fase final, quando o carro vai competir da Fórmula 1.

O F1 in Schools estimula o protagonismo do aluno em sala de aula ao propiciar oportunidades para desenvolver recursos como planejamento, flexibilidade na busca de soluções, prever consequências, conviver com as diferenças e respeitá-las, e resiliência para enfrentar dificuldades, além de exercitar a autonomia intelectual do jovem por meio de atividades planejadas que propiciam o uso de diversas habilidades de pensamento como: interpretar, analisar, sintetizar, classificar, relacionar e comparar. “Ao adotar o programa, a escola revitaliza o ensino das matérias, adicionando diferenciais à sua grade escolar, além de proporcionar uma interação mundial entre os seus alunos, com oportunidades para intercâmbios e difusão de conhecimento”, explica Marcos Wesley, CEO da ZOOM.

Além de favorecer que as aulas aconteçam em um ambiente divertido, lúdico e desafiador, o programa incentiva o trabalho em equipe com lições de empreendedorismo e uso de técnicas de crowdfunding, oferece acesso a outras línguas e culturas e estimula a constituição de ética profissional e social. “O F1 in Schools já foi adotado por sete escolas no Brasil e a nossa meta é inserir o programa em 90 instituições até o início do torneio regional. É importante dizer que, além da experiência completa de aprendizado na prática, convivência e interação com outras pessoas de diversos países e suas diferentes culturas e estilos de vida, trata-se de um programa que une escolas, alunos e suas famílias numa competição global e amigável”, diz Marcos Wesley.

Como funciona

São organizadas equipes de até seis alunos que, juntos, devem criar uma microempresa e realizar diversas atividades, como gerenciar o projeto e construção de um modelo de carro da Fórmula 1; desenvolver plano de negócios, marketing e ações em mídias sociais; buscar parceria/patrocínio com o setor privado; e criar ação social. O F1 in School pode ser inserido nas seguintes matérias da grade curricular, tornando o ensino mais próximo da prática:

FÍSICA: projeto, aerodinâmica, atrito, cinemática;

QUÍMICA: teoria dos gases, materiais;

MATEMÁTICA: elaboração de orçamento, controle, planilhas;

PORTUGUÊS: elaboração de portfólio, site, página e textos para Facebook, Plano de Marketing, material para patrocínio;

ARTES: logotipo, criação da marca, artes para postagens no site, Facebook, material promocional, estande;

INGLÊS: entendimento das Regras e Regulamentos do Projeto (original na língua inglesa);

COMUNICAÇÃO: apresentações para patrocinadores, mídia e juízes;

TECNOLOGIAS: projeto em CAD, usinagem de carros, impressão 3D, sistema de eixos e rolamentos.

As premiações para as equipes de melhor desempenho são realizadas dentro das seguintes categorias: • Campeão Geral (maior pontuação geral, próxima a 1000 pontos) • Segundo Colocado • Terceiro Colocado • Carro mais veloz • Melhor Engenharia • Participação Feminina • Patrocínio e Marketing • Pensamento Criativo • Identidade da Equipe • Melhor Colaboração Internacional • Excelência em Espírito Esportivo • Melhor Novato • Estande • Apresentação Verbal • Portfólio • Pesquisa e Desenvolvimento • Mídia Social.

A Associação Projetando o Futuro é uma entidade sem fins lucrativos dedicada a projetos educacionais que ofereçam aos alunos oportunidades de desenvolver práticas de empreendedorismo, uso de programas de engenharia, acesso a tecnologias modernas e contato com empresas de diversas áreas permitindo vivenciar experiências fora das paredes das escolas.

Sobre a ZOOM education for life

Há 22 anos, a ZOOM education for life propõe um modelo diferenciado de educação, focado no desenvolvimento do potencial criativo de crianças, jovens e adultos ao adotar a metodologia do aprender fazendo, que faz com que os alunos sejam colocados como protagonistas de seu próprio aprendizado, expandindo competências e agregando atitudes e valores para toda a vida. Desde 2016, a empresa vem investindo forte na Cultura Maker, criando projetos e produtos nos quais os estudantes se apropriam de muitos saberes antes limitados aos técnicos e engenheiros.

A ZOOM é pioneira e líder no segmento da robótica educacional. Seus programas curriculares e extracurriculares são resultado de forte investimento em pesquisa e desenvolvimento de metodologias ativas de aprendizagem e na formação e acompanhamento presencial dos educadores para o sucesso na aplicação com os alunos.

Os Programas Educacionais da ZOOM buscam transformar a sala de aula em um ambiente no qual os seus alunos se sintam instigados a conectar, construir, analisar e continuar aprendendo, trabalhando com atividades lúdicas e desafiadoras. Como resultado, a ZOOM se tornou líder no segmento da Cultura Maker e STEM (Science, Tecnology, Engineering and Math).

A ZOOM já atendeu mais de 2,5 milhões de estudantes em mais de 8 mil escolas de todo o Brasil, incentivando mais de 150 mil educadores a se engajarem nessa nova forma de ensinar e aprender.

Como reduzir o abandono de carrinho no e-commerce

Por Caio Borges

O abandono de carrinho é um problema que muitos varejistas e sites de e-commerce enfrentam. Segundo estudo da plataforma de e-commerce Barilliance, 73% dos potenciais clientes nos computadores e 85% dos clientes nos celulares abandonam seus carrinhos antes de completar a compra, com reflexo negativo nas vendas, nos lucros e até mesmo na viabilidade do negócio. Converter apenas algumas dessas transações pode repecutir de forma muito positiva nas finanças dessas empresas.

Mas por que os consumidores abandonam seus carrinhos? De acordo com o Instituto Baymard, a jornada de compra como um todo é um fator importante. Altos custos extras, processos complicados de checkout ou ter de criar uma conta afastam potenciais consumidores. Outro fator a ser levado em consideração é que muitos visitantes adicionam itens aos seus carrinhos sem a intenção de comprá-los. Além disso, potenciais clientes também se irritam com prazos de entrega inconvenientes e problemas no pagamento.

Podem ocorrer também problemas técnicos que fogem ao controle dos consumidores, como, por exemplo, quando o site de compras sai do ar ou não carrega ou quando a internet cai. Nesses casos, é interessante mandar um e-mail ou SMS com a compra que estava no carrinho no momento em que houve o problema que impediu a transação de ser concluída. Além de, é claro, verificar a fonte de quaisquer problemas técnicos que impeçam o bom funcionamento do seu e-commerce.

De maneira geral, para resolver o problema do abandono de carrinho, primeiramente é necessário levar os consumidores de volta para a compra que não efetuaram, por meio de incentivos, pequenos descontos agora ou em compras futuras, fretes grátis, amostras grátis ou pontos extras. Isso pode ser feito por diferentes canais, como SMS, Facebook Messenger e também por notificações via push.

A escolha do meio deve ser feita de acordo com as preferências do cliente. Mandar SMS para um cliente que prefere ser notificado por push não será eficaz para resolver a questão do abandono de carrinho, por exemplo.

Por outro lado, múltiplos canais podem ser usados para enfrentar o abandono de carrinho, mas eles precisam trabalhar juntos para ser efetivos. Um exemplo é mandar um alerta por e-mail sobre a compra não efetuada e, paralelamente, oferecer um desconto para o mesmo consumidor via SMS. Essa é uma estratégia de comunicação omnichannel. Para que as empresas do setor se destaquem, é importante engajar o consumidor moderno com conteúdo relevante por meio de um canal de sua preferência. Se não forem capazes de se adaptar, a perda será estratosférica tanto em termos financeiros como no que se refere à reputação de marca, já que, cada vez mais, as prateleiras serão virtuais.

Caio Borges, Sales Manager da Infobip, uma das maiores plataformas próprias de mensageria e comunicação do mundo, com receita anual de US$ 430 milhões.

Vender mais online e disponibilizar os estoques das lojas físicas é tema de palestra na Campus Party 2019

“Vender mais online e disponibilizar os estoques das lojas físicas” é um dos principais desejos dos varejistas. Quem explica é Fabíola Paes, especialista em varejo que no dia 13/2, quarta-feira, às 15 horas, faz palestra na Campus Party 2019 sobre “A nova fase Omnichannel no varejo”. Voltada para quem deseja entender mais sobre tecnologia, inovação e varejo, e sobre esse universo que já movimenta milhões nos últimos anos, a conferência será realizada no palco Startups.

Professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), do Ibmec e da USP-Esalq, parceira do Ecossistema de Startups do Varejo no Oasislab (SP) e uma das fundadoras da startup Neomode, Fabíola relata que apesar da tecnologia estar ao alcance da maioria da população nos centros urbanos, ainda existe muita dúvida entre os profissionais do varejo quando o assunto é investir em inovação.

Assim, ela observa que dentro do chamado Varejo 4.0, existe um conceito se consolidando no Brasil, o de “omnicanalidade”, que consiste em unificar todos os canais de venda (e-commerce, assistente virtuais, aplicativos e lojas físicas) em uma só experiência. Desta forma o cliente pode usar o e-commerce ou app para comprar e a loja física para fazer a retirada dos produtos, ou pode pesquisar na loja física e comprar de madrugada usando a plataforma como uma “prateleira infinita” que além de trazer os produtos e as ofertas, oferece formas de pagamento, entrega e/ou retirada eficaz.

“O varejista conectado tem ilimitadas possibilidades de conquistar seu consumidor dentro ou fora da loja (online). O smartphone, por exemplo, é uma incrível ferramenta que pode auxiliar o varejo a alcançar potenciais clientes com o envio de chamadas e ofertas personalizadas, de acordo com sua geolocalização ou perfil”, destaca.

Conveniência e engajamento

Acostumada a ouvir as “queixas” dos varejistas, Fabíola é uma das responsáveis dentro da equipe da Neomode por buscar soluções ágeis que melhoram a eficiência logística das empresas e ao mesmo tempo ampliam o fluxo de pessoas na loja física e a conversão das vendas – sejam elas nos canais online ou off-line. “Quando falamos de práticas dentro de um varejo contemporâneo pensamos numa loja conectada, onde é possível criar engajamento com os clientes por meio do uso da tecnologia. E um cliente engajado vale muito mais, pois além de promover a marca ele compra cerca de 40% a mais”, relata.

Para a especialista, “a integração das plataformas do negócio é uma boa força extra, uma vez que as pesquisas sobre os produtos agora iniciam pelo smartphone e são concluídas na loja física ou no desktop”. Ela justifica a afirmação ao citar um estudo da Criteo – empresa global de tecnologia e marketing – pelo qual os sistemas via smartphones já respondem por 48% das vendas do varejo web mobile e app e onde 22% das transações em desktop são precedidas de um clique mobile.

“O consumidor está mais à vontade para comprar via smartphones e isso impacta as classes A, B e C. As pesquisas também mostram que 47% dos consumidores conectados se deslocam até os PDV físicos por que desejam experimentar ou ver algo pessoalmente que já viram ou pesquisaram na web”, argumenta.

Clique & Retire e giro mais rápido do estoque

Além de ampliar as vendas, a integração dos canais pode impactar diretamente na administração do estoque e na logística ao transformar as lojas físicas em minicentros de distribuição. Por meio do uso de ferramentas como a geolocalização é possível ofertar ao cliente o chamado Clique & Retire, uma nova modalidade de venda onde o consumidor realiza a compra online (via app, e-commerce ou assistente virtual) e retira o pedido diretamente na loja física, sem enfrentar filas. Em até cinco minutos o pedido está disponível no sistema do caixa da loja. “Isso é bom para o lojista que vê o fluxo de clientes aumentar no PDV e também para o cliente que diminui o tempo de espera pelo produto e os gastos em frete”.

“Por essa razão é tão importante divulgar este novo conceito de varejo que permite estar presente online e offline e conectar todos os canais de venda e relacionamento. O êxito das estratégias também está em conhecer o cliente, seus hábitos e necessidades. Com o uso da inteligência artificial essas informações já são passíveis de levantamento ao mapearmos como ele se relaciona com os canais dentro da plataforma de integração”, conclui.

A Campus Party Brasil 2019 tem cinco dias de duração, 900 palestrantes e 1.000 horas de conteúdo. O evento que está em sua 12ª edição ocorre em São Paulo, de 12 a 17 de fevereiro, no Expo Center Norte. Mais informações em https://brasil.campus-party.org/

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4 soluções para sua empresa investir em 2019

Se você empreende no Brasil, com certeza já se perguntou como manter a sua empresa inovadora e altamente produtiva. Para facilitar a busca por soluções que podem revolucionar o seu negócio e proporcionar melhores resultados, startups de diversos segmentos oferecem boas alternativas.

#1 Plataforma de gerenciamento de processos

Aposte em uma plataforma de gerenciamento de processos capaz de organizar e gerir fluxos de forma independente, estabelecer prazos, acompanhar métricas e designar tarefas, facilitando atividades rotineiras dentro das empresas e otimizando o tempo da equipe. A startup global Pipefy atua nesse segmento e está presente em 150 países.

#2 Plataforma de recrutamento e seleção

Para otimizar tempo e reduzir custos com recrutamento e seleção, busque por plataformas que ofereçam esse serviço. A bola da vez são as startups que se aliam à tecnologia e permitem, por exemplo, que o currículo seja apresentado em vídeo ou as entrevistas sejam realizadas às cegas, garantindo que a contratação se dê pelas habilidades do candidato e não por vieses inconscientes. Uma empresa que exemplifica o modelo acima é a Jobecam.

#3 Benefícios corporativos

Na área da saúde, benefícios corporativos ganham destaque pela inovação. Ouse com a adoção de soluções ligadas à saúde e bem-estar, como serviço de curadoria de lanches saudáveis, orientação nutricional e ações de conscientização que, a longo prazo, reduzem os gastos com plano de saúde e as taxas de absenteísmo. É nessa linha que atua a healthtech Hisnëk.

#4 Equidade de gênero e liderança

Estudos indicam que empresas com ambientes corporativos compostos por forças de trabalho diversificadas apresentam melhor desempenho financeiro. Então, busque por iniciativas que promovam equidade de gênero na equipe e engajem o público feminino na liderança de grupos. O Programa ELAS é a primeira escola do Brasil como foco em liderança feminina.

Sanofi lança desafios para startups

Até 15 de fevereiro, a Sanofi, maior multinacional farmacêutica do mercado brasileiro e que completa 100 anos no País em 2019, recebe inscrições para o desafio VivaTech, voltado para startups nacionais e internacionais. A empresa lançou cinco desafios de saúde, incluindo soluções para o diagnóstico de doenças raras e alternativas para a detecção de sintomas de gripe comum.

Podem participar da seleção empresas com projetos em estágio avançado, com pelo menos um piloto com resultados positivos em um país. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site do evento. A lista de startups selecionadas será divulgada no dia 20 de março.

As empresas selecionadas terão a oportunidade de demonstrar suas soluções no Sanofi Lab, que será realizado entre 16 e 18 de maio, em Paris, na França, durante o evento Viva Technology. Como prêmio, além de entradas para os três dias de evento, essas startups poderão receber ainda coaching, mentoria, financiamento e acesso a expertise interna da Sanofi para desenvolvimento de um plano de crescimento.

Em sua quarta edição, o Viva Technology irá reunir dez mil startups com investidores, empresas e líderes globais em tecnologia. A lista de nomes confirmados para o evento deste ano inclui Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, Satya Nadella, CEO da Microsoft, e Dara Khosrowshani, CEO da UBER.

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Trabalhando em home office – bênção ou maldição?

Por Saskia Stähle-Thamm

Alguns consideram trabalhar em casa uma atividade preguiçosa. Outros o vêem como o futuro do trabalho inovador, e imaginam que em 50 anos escritórios pode não mais existir.

Como é com tudo na vida, você tem que encontrar o equilíbrio certo para tornar o trabalho de casa eficaz. O fato é que está se tornando cada vez mais importante que os funcionários tenham a liberdade de trabalhar em qualquer lugar ao escolher seu futuro empregador. Se as empresas oferecerem aos seus funcionários a oportunidade de trabalhar em casa, isso pode ser uma vantagem competitiva decisiva na luta para encontrar profissionais qualificados. Os funcionários podem economizar tempo de viagem e usá-lo de forma mais produtiva. Muitos trabalhadores home office também afirmam que eles têm muito mais paz de espírito, não são distraídos por colegas e podem, portanto, pensar de forma mais criativa.

“Em empresas com mais de 500 funcionários, apenas 23% têm permissão para trabalhar em casa.”

De acordo com um estudo do Ministério Federal do Trabalho e Assuntos Sociais da Alemanha, há uma tendência ascendente para o uso de escritórios domésticos devido à transformação digital e novas possibilidades de colaboração. No entanto, descobriu-se que em empresas com mais de 500 funcionários, apenas 23% têm permissão para trabalhar em seu escritório em casa. Em empresas com menos de 500 funcionários, o número é de apenas 18%.

Uma razão para essa relutância poderia ser a percepção de que os trabalhadores de um escritório doméstico estão vagando. Nem todos têm a mesma disciplina em casa do que no escritório, e podem ser rapidamente distraídos por tarefas domésticas. Além disso, as empresas temem que os funcionários que trabalham no escritório em casa a longo prazo ou permanentemente possam perder o espírito de equipe. Este é um argumento sério, porque as melhores ideias geralmente vêm de uma equipe, e sessões de brainstorming em grupo geram a maior criatividade. Além disso, para tópicos particularmente sensíveis ou delicados, uma discussão pessoal é mais adequada. Outro argumento de muitas empresas contra o home office é que as precauções de segurança não podem ser seguidas porque o controle sobre o equipamento de TI diminui.

Então, como pode ser encontrado o equilíbrio certo?

“Se existem inúmeras possibilidades de comunicação, elas também devem ser bem pensadas.”

Home office – mas nem sempre

Se as condições locais permitirem, um funcionário não precisará trabalhar permanentemente no escritório em casa. Em vez disso, ele pode combinar com seu supervisor ter de 1 a 2 dias, em que nenhuma reunião exija uma presença pessoal. Esses dias podem então ser gastos trabalhando no escritório em casa.

A comunicação certa é fundamental

Caso contrário, é importante manter a comunicação correta. As modernas ferramentas de colaboração digital ajudam os funcionários a trabalharem juntos virtualmente em equipes e a ficarem sempre atualizados.

Se existem inúmeras possibilidades de comunicação, elas também devem ser bem pensadas. O maior risco que os gerentes vêem nas equipes virtuais é que a comunicação não é cuidadosamente atendida. Por exemplo, se algo é muito urgente, delicado ou sensível por natureza, os funcionários devem sempre escolher pegar o telefone. E-mail simplesmente não pode transportar o tom da comunicação e pode rapidamente causar mal-entendidos. Beat Bühlmann, Gerente Geral da Evernote, afirma em poucas palavras: “Você não envia e-mails para os bombeiros”.

Além disso, ter uma enxurrada de e-mails também pode ser confuso: de acordo com um estudo recente da OTRS Group de 500 funcionários da Alemanha, EUA e Brasil, 32% precisam de uma hora por dia para classificar seus e-mails, 28% afirmam que, com a abundância de e-mails, outras tarefas são repetidamente reprimidas ou esquecidas. Por isso, é importante considerar formas de rastrear a comunicação que não seja e-mail.

Um sistema de tickets pode suportar a comunicação

Buhlmann também avisa que você não tem mais controle sobre seu e-mail depois que ele for enviado. Você não sabe a quem pode ser encaminhado ou quem está no campo CC. Aqui a implementação de um sistema de bilhetagem pode ajudar: isso adiciona estrutura e rastreabilidade à comunicação. Também garante que nenhum detalhe seja perdido durante a comunicação, reduzindo o número de e-mails e fornecendo uma visão geral para todas as partes envolvidas.

A segurança de TI deve ter prioridade

No que diz respeito à segurança de TI, é mais importante do que nunca para os funcionários de escritório doméstico usar equipamento adequado que seja suportado pela empresa. Para garantir que todos os funcionários mantenham-se atualizados com seus hardwares e softwares, em conformidade com os padrões da empresa, recomenda-se um CMDB (Configuration Management Database). Isso captura e documenta todos os recursos operacionais administrados pelo departamento de TI.

Medidas de segurança preventiva, como alteração de senhas e sistemas de backup, devem ser incorporadas aos trabalhadores domésticos. Ao mesmo tempo, os departamentos de TI devem considerar o uso de software como o STORM para poder se comunicar com rapidez e precisão durante ataques de segurança cibernética, mesmo que estejam trabalhando em um escritório doméstico.

Vamos esperar e ver como serão os escritórios daqui a 50 anos, se eles ainda existirem. Mas ao oferecer horários flexíveis, planejar como a comunicação funcionará e incorporar práticas modernas de segurança, trabalhar a partir de escritórios domésticos já deve ser visto como uma possibilidade viável.

Na OTRS, os funcionários geralmente são livres para escolher seu local de trabalho. Isso nos dá a liberdade para produzir quando e onde quisermos. Como é no seu escritório?

Saskia Stähle-Thamm, Gerente Global de Relações Públicas da OTRS Group

(ISC)² recebe inscrições para o Programa de Bolsas de Estudos em Segurança da Informação para Mulheres

O (ISC)², principal instituto do mundo focado em educação e certificações profissionais em Segurança da Informação e Cibersegurança recebe, até o dia 15 de abril, inscrições para seu programa de bolsas de estudos para graduação e pós-graduação direcionado exclusivamente para mulheres. Criado para inspirar mulheres a ingressarem na área de Segurança da Informação, o (ISC)² Women’s Cybersecurity Scholarship Program oferece bolsas de até US$ 6.000 (seis mil dólares) para estudantes de todo o mundo.

“A desigualdade de gênero na área de segurança da informação ainda é uma realidade. Por meio da profissionalização, queremos incentivar e aumentar a presença feminina nesse mercado em alto crescimento”, explica Gina van Dijk, Diretora Regional do (ISC)² América Latina. Segundo o 2018 (ISC)² Cybersecurity Workforce Study, as mulheres representam 24% da força de trabalho da área de cibersegurança em todo o mundo.

As bolsas de estudo serão distribuídas para as candidatas que se qualificarem dentro dos critérios de seleção dos cursos, que incluem itens como rendimento escolar, avaliação de currículo e necessidade financeira, entre outros.

Administradas pelo Center for Cyber Safety and Education, fundação beneficente do (ISC)² voltada para pesquisa e educação em cibersegurança, as bolsas de estudo são abertas para cursos presenciais ou a distância, sendo disponíveis para estudantes de todos os países. Os valores das bolsas serão repassados diretamente às instituições de ensino para custos de mensalidade, taxas e material didático.

Vale destacar, também, que as inscrições para o programa de bolsas para graduação, destinadas a homens e mulheres, estão abertas e vão até o dia 1º de março. O (ISC)² oferece ajuda especial, com cobertura de custos de até US$ 5.000 (cinco mil dólares) por candidato que planeje cursar ou já esteja matriculado em cursos relacionados à Segurança da Informação ou Cibersegurança. Para concorrer as vagas é preciso encaminhar comprovante de rendimento escolar, carta de recomendação, currículo atualizado e uma dissertação sobre o que faz o candidato se destacar e merecer a bolsa de estudos.

Para mais informações sobre as ações, visite o site: http://iamcybersafe.org/scholarships/womens-scholarships/.

Edge Computing: o que é, onde se aplica e qual a relação com a cloud?

Por Alexandre Glikas

Em tradução livre, Edge Computing significa computação de ponta, ou de borda, isto é, um sistema mais próximo que permite às organizações processarem um volume maior de dados de modo mais rápido e eficiente.

Para entender melhor, é importante compreender o atual cenário tecnológico. Estamos mais conectados do que nunca. Portamos e operamos dispositivos, móveis ou não, que geram e processam um grande volume de dados. E tudo fica armazenado na nuvem, o que permite que as informações estejam sempre acessíveis.

No entanto, o aumento de dispositivos conectados leva a uma limitação óbvia e inevitável: o elevado volume de dados deve ser proporcional aos recursos de computação, o que pode acarretar altos custos ao negócio; utilização excessiva da rede; alta latência; indisponibilidade e redução da confiabilidade dos sistemas.

Assim, já começamos a observar iniciativas de empresas que aproximam os serviços de nuvem ao perímetro da rede. Dessa forma, as operações de armazenamento e processamento aproximam-se das fontes dos dados, trazendo resultados mais ágeis. Isso é Edge Computing. A ideia é realocar parte do poder computacional do data center para as extremidades (edges) da rede, incluindo pontos próximos ou o próprio dispositivo.

Por meio dessa tecnologia, os aparelhos IoT podem transmitir dados para um equipamento próximo, como um gateway, capaz de compreender e processar as informações e dar respostas rapidamente, reduzindo a necessidade de transferir dados à nuvem para então devolver o resultado.

Para entender como pode ser aplicado no âmbito corporativo, veja como a necessidade de maior disponibilidade e agilidade estão presentes em nosso cotidiano. Quando usamos um aplicativo para alugar casas, saber como está o clima, fazer agendamentos, pedir táxis, entre outras coisas, ficamos impacientes quando o sistema demora a dar uma resposta ou simplesmente está indisponível. Isso acontece porque ele depende muito do processamento e armazenamento externo, centralizado na nuvem.

Essa demora ou indisponibilidade dentro de uma organização pode impactar na perda de negócios e qualidade operacional. Então, se a empresa implementar uma infraestrutura de edge, por meio de um data center modular local, por exemplo, processos importantes e cargas de trabalho podem ser processados rapidamente, com uma latência quase imperceptível.

Quais impactos traz ao negócio?

Um dos grandes ganhos do Edge Computing para o negócio é a não dependência de um data center distante, bastando ao gestor gerenciar a periferia da rede, ou seja, os pontos próximos de processamento e armazenamento. Mas, assim como toda tecnologia em evolução, aqui também é necessário estar atento a alguns riscos que podem impactar o negócio.

Um deles e talvez o principal, está relacionado à segurança. Se você traz o armazenamento e o processamento para a borda da rede, distribuindo para diversos pontos, aumenta substancialmente o tamanho da superfície exposta a ataques. Eles podem se tornar portas de entrada desprotegidas.

Há também a preocupação com o custo da implementação e o gerenciamento das extremidades. Dentro de um ponto de vista escalável, quanto maior a infraestrutura de TI, maiores serão os valores usados para expandir, operar e monitorar. Os custos acabam crescendo proporcionalmente à ampliação do negócio.

No entanto, essa é apenas uma das perspectivas, pois muitos defenderão o Edge Computing como uma solução mais segura, uma vez que os dados não precisam trafegar na nuvem, permanecendo em um ambiente seguro e controlado.

Edge Computing e cloud: qual a relação?

Por conceito, as duas tecnologias são opostas quando se referem ao local de processamento e armazenamento. Ao passo que a nuvem mantém a operação em um data center central, em um servidor remoto, o Edge Computing realoca o processamento nas bordas da rede, em pontos mais perto dos dispositivos.

Apesar de diferentes, eles não se substituem. Na realidade, são complementares. Por exemplo, regras de análise podem ser criadas em nuvem e, então, enviadas para os dispositivos periféricos para um processamento próximo.

Assim, não se trata de uma discussão acerca de qual tecnologia dominará os próximos anos, mas sim, sobre o que as empresas têm feito hoje para garantir a qualidade, a segurança e a disponibilidade de serviços e informações com base nos recursos já existentes.

Alexandre Glikas, diretor-geral da Locaweb Corp, unidade corporativa da Locaweb.

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Você tem certeza que seus dados estão seguros na internet?

Casos de vazamentos de dados estão cada vez mais frequentes. Analisando apenas os últimos meses, tivemos alguns episódios que colocaram em alerta tanto usuários da internet quanto empresas cujas informações estão armazenadas na nuvem.

Dias atrás, por exemplo, foi descoberto, pelo pesquisador de segurança australiano Troy Hunt, o maior vazamento de e-mails e senhas da história. Segundo o especialista, mais de 772 milhões de e-mails e cerca de 21 milhões de senhas diferentes foram vazadas. Outro fato recente foi a apresentação da ONG austríaca Noyb de uma queixa contra oito empresas digitais internacionais, entre elas gigantes da tecnologia, por suposta “violação estrutural” do Regulamento Geral de Proteção de Dados europeu (RGPD) ao não respeitar o denominado “direito ao acesso” aos dados pessoais.

Seja numa busca rápida na internet por preços mais em conta de produtos, baixando apps que pedem acesso a suas fotos e lista de contatos ou, até mesmo, usando a mesma senha para serviços variados na web, usuários da internet estão sempre deixando “rastros” em plataformas e sites, que indicam que seus dados podem não estar tão seguros assim.

Além de todas as precauções básicas que as pessoas precisam tomar, torna-se cada vez mais fundamental que as empresas também desenvolvam políticas de proteção de dados que garantam a privacidade de seus clientes. Neste sentido, a Lei Geral de Proteção de Dados, aprovada em maio de 2018 no Brasil, pode ser considerada um marco importante para garantir maiores mecanismos de controle e segurança sobre a forma com que as empresas colhem, armazenam e tratam dados.

A LGPD será aplicada a empresas de todos os setores da economia e possui aplicação extraterritorial, ou seja, toda companhia que tiver negócios no país deve se adequar a ela. A lei ainda estabelece como condição o consentimento do usuário para que as empresas coletem informações pessoais, sendo que os titulares podem retificar, cancelar ou até solicitar a exclusão desses dados a qualquer momento. As empresas ainda estão obrigadas a fazer uma notificação ágil de qualquer incidente com estas informações.

Daniel Galante, Managing Director da Claranet Brasil, que é uma provedora de serviços gerenciáveis de TI, afirma que “a LGPD irá mudar o funcionamento e operação das organizações ao estabelecer regras claras sobre coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais, impondo um padrão mais elevado de proteção e penalidades significativas para o não cumprimento da norma”.

Como a lei entra em vigor apenas em 2020, até lá as empresas terão que passar por uma série de adaptações para se adequar a estas novas regras. Neste processo, será fundamental encontrar parceiros confiáveis que tenham expertise e auxiliem nesta transformação. A Claranet, por exemplo, reúne um dos times de segurança mais qualificados do mundo, com mais de 17 anos de mercado em serviços de cybersecurity e treinamento para as maiores marcas.

Para saber mais, acesse http://br.claranet.com/cybersecurity

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Como impulsionar a transformação digital por meio de arquiteturas nativas em Nuvem

Por Michael Allen, Vice-Presidente e Chief Technology Officer da Dynatrace para EMAE

Não há dúvida de que tudo está mudando para os ambientes em Nuvem. As receitas globais de serviços baseados em Cloud Computing atingirão US$ 554 bilhões até 2021. No entanto, embora todos saibam que a movimentação de dados para servidores em Nuvem está se acelerando, muitas organizações ainda enfrentam o desafio de migrar, com êxito, suas aplicações para este novo ambiente digital.

Para que as empresas possam se beneficiar totalmente das vantagens que a Computação em Nuvem tem a oferecer, elas precisam trabalhar mais do que em uma simples operação de “mudança”. As organizações que simplesmente movem suas aplicações existentes diretamente de um ambiente local para as estruturas em Nuvem terão dificuldades com o consumo ineficiente de recursos e com a contínua demanda de otimizar a performance, inovando seus processos com rapidez. No entanto, reconstruir tudo do zero pode ser incrivelmente caro e demorado. Isso deixa a questão: como as organizações podem aumentar suas chances de garantir uma transformação bem-sucedida na era da Computação em Nuvem?

Traçando um curso para a Nuvem

Antes que qualquer decisão seja tomada sobre como migrar aplicações para a Cloud, é importante que as organizações realizem uma ampla avaliação de seu ambiente local. Eles precisam identificar, por exemplo, o que pode ser movido para os servidores baseados em Nuvem e quais dados devem permanecer nos servidores físicos da companhia. Em alguns casos, é possível simplificar a migração das informações com a utilização de soluções SaaS (Software as a Service) dedicadas a garantir a melhor experiência de usuário possível.

Para a migração de aplicações personalizadas para os servidores em Nuvem, no entanto, geralmente a melhor abordagem é reformulá-las em microsserviços e Contêineres. Essas arquiteturas nativas da Computação em Nuvem facilitam o processo para que as organizações consigam aproveitar plenamente os benefícios da Cloud. Eles permitem que as organizações atinjam a agilidade e a flexibilidade, o que significa a oportunidade de dimensionar os recursos e custos de acordo com as flutuações no tráfego de dados a ser gerenciado. Dessa forma, os gastos operacionais e de armazenamento podem ser reduzidos, e a implementação de novas soluções se torna mais rápida.

Nuvens de tempestade à frente

Embora as aplicações de arquitetura nativa em Nuvem apresentem benefícios que superam os tradicionais, o fato é que o desenvolvimento dessas novas aplicações trouxe à tona processos mais complexos e que agregam uma série de desafios e custos para o ecossistema de Nuvem corporativa. Pesquisas indicam que, hoje, as transações na web e em dispositivos móveis cruzam uma média de 35 sistemas de tecnologia diferentes, contra apenas 22 aplicações utilizadas há cinco anos. Em grande parte, isso ocorre porque as organizações estão executando ambientes de Nuvem híbridos e extremamente complexos, com aplicações que se situam em várias plataformas digitais e sistemas locais.

Os microsserviços e Contêineres adicionam ainda mais camadas de complexidade a essa pilha de tecnologia, criando ambientes ainda mais difíceis para se analisar, acompanhar e entender. Esses ambientes também são mais dinâmicos, o que significa que aplicações anteriormente estáticas estão passando por constantes mudanças. O “ruído” extra que isso cria pode tornar infinitamente mais difícil para as empresas identificar e corrigir a causa raiz de quaisquer problemas de performance que surjam.

Combatendo o enigma da complexidade

Como resultado, antes de iniciar o processo de reprojetar aplicações para a Nuvem, as empresas devem analisar como dividir seus dados em microsserviços para garantir que realmente funcionem nesse novo ambiente e forneçam os benefícios de inteligência e resultado desejados. Também deve-se garantir que tenham a capacidade de manter visibilidade e controle de fim a fim sobre a experiência dos usuários, apesar da complexidade adicional que está sendo introduzida em seus ambientes híbridos e de várias Nuvens.

Basear a performance da aplicação antes da migração fornecerá uma imagem clara do comportamento “normal” desses sistemas para que as organizações possam identificar rapidamente quaisquer degradações introduzidas pelo processo de reprojetar aplicativos em microsserviços e Contêineres. Além disso, as empresas precisam de uma maneira para monitorar em tempo real a performance de suas aplicações nativas em Nuvem, permitindo que possíveis problemas possam ser resolvidos antes que a experiência do usuário seja afetada.

As abordagens tradicionais de monitoramento são simplesmente incapazes de fornecer o alto nível de visibilidade exigido pelos complexos ecossistemas nativos de nuvem atuais, o que apresenta um grande risco, pois a performance das aplicações não pode ser garantida – um risco que nenhuma empresa pode se dar ao luxo de assumir.

Céu limpo à frente

Esse desafio só pode ser superado com novos sistemas e abordagens de monitoramento que têm inteligência artificial avançada e automação em seu núcleo. Esses recursos trazem a oportunidade para que as equipes de TI consigam descobrir e analisar as complexas interdependências entre componentes nativos de infraestrutura e de aplicações armazenadas em Nuvem. Isso fornece à empresa uma percepção situacional em tempo real para seus ecossistemas de tecnologia Cloud, facilitando muito a identificação e a correção de problemas de performance antes que eles afetem a experiência do usuário.

Como acontece com qualquer grande mudança tecnológica, a reorganização de aplicações em microsserviços e Contêineres não é isenta de suas armadilhas. No entanto, com as medidas e ferramentas corretas, as empresas poderão colher plenamente os benefícios de versatilidade, agilidade e flexibilidade que a Nuvem Corporativa moderna tem a oferecer. Essa capacidade será uma grande vantagem na corrida pela Transformação Digital que está ocorrendo em todos os setores e em todas as organizações.

Como usar a tecnologia a favor da logística e do seu e-commerce?

Por Alfredo Soares

O segmento de e-commerce está em crescente evolução e novas tecnologias surgem a cada dia para agregar e aumentar, não só as vendas, mas a qualidade das lojas virtuais. Isso tudo traz mais benefícios para os lojistas, criando um elo de confiança entre eles e, com a área da logística, por exemplo, não poderia ser diferente.

Apesar de ser uma das áreas que mais trazem dores de cabeça para as lojas virtuais, é nesse departamento que encontramos os mais diversos desafios e soluções em sua operação. Um dos problemas causados por essa área está relacionado com a integração com os Correios, empresa que desde o ano passado possui uma nova política com pacotes de entregas específicos para o e-commerce, na qual ficamos refém dos serviços prestados por eles.

A realidade é que hoje conseguimos atuar de forma mais independente. Por meio da tecnologia, podemos encontrar soluções inovadoras para resolvermos esses problemas, que infelizmente atinge muitos lojistas principalmente os que são menores, que ainda dependem desse tipo de serviço.

Podemos encontrar no mercado uma variedade de startup de logística que tem como objetivo solucionar esse setor. Como sabemos, essa área dentro de uma loja virtual requer precisão, velocidade, baixo tempo de resposta e um serviço de alto nível. Empresas como a Frenet, Melhor Envio e a Intelipost, apresentam ferramentas tecnológicas que buscam resolver essa demanda que o mercado necessita.

Outras startups vêm sobressaindo em um quesito que é considerado um dos mais importantes nas lojas virtuais, o de entrega. São plataformas que chegam ao mercado para otimizar, não só a experiência final do cliente, mas sim modernizar o setor de e-commerce e proporcionam soluções que facilitam o dia a dia de lojistas e clientes.

Não é só a área de transporte que vem sendo impactada pelas novas tecnologias. Já é possível encontrar no mercado ferramentas para áreas como empacotamento, armazenagem, separação dos produtos e rastreamento. É uma cadeia completa de soluções tecnológicas, que além de baratear os custos, torna sua loja virtual mais eficiente para o seu cliente.

Para reflexão final, como viram, é possível encontrar muitas startups que fomentam o setor de logística no e-commerce. Caso deseje implementar uma dessas soluções em sua loja, veja qual é a sua real necessidade e coloque no papel a sua dor, e então veja se a implementação será eficaz de acordo com a sua realidade e necessidades. Aposto que você vai encontrar uma solução no mercado que se adapte ao que você precisa.

Alfredo Soares, Head Global SMB da VTEX.

2019 será o ano de preparar o terreno para os smart buildings

Por Jaxon Lang

Tendências muito abordadas em 2018, Internet das Coisas, análises de dados, conectividade wireless, mobile edge computing (MEC), cabeamento e definições de novos padrões serão os principais impulsionadores de mudanças no mercado de prédios inteligentes, os chamados smart buildings, nos próximos meses. Elas serão as responsáveis pela convergência e pela tendência de preparação, conforme os prédios se transformam na base para campus e cidades inteligentes. Olhando para o futuro, 2019 será o ano da preparação e convergência, com os administradores e proprietários de edifícios estabelecendo as bases para os futuros desenvolvimentos destinados a atender às novas demandas.

Dados são essenciais para a transformação

Em 2018, muito se falou sobre a importância da integração na transformação de um edifício em um verdadeiro smart building. O advento da Internet das Coisas, no entanto, significou que não se trata apenas de integração de redes e de conectividade, mas também da tecnologia que as complementa. Sensores de IoT, por exemplo, podem suportar volumes altíssimos de dados e também uma variedade de informação que não temos acesso ainda, mas que em um futuro próximo precisaremos. No fim das contas, para a transição para um smart building, será necessário o aproveitamento de todos os dados disponíveis nesses novos sistemas (muitos deles já estão implantados), e de todos os dados do sistema legado de edifícios. E então utilizar essas informações para tomar as decisões que irão otimizar a “saúde” do empreendimento e sua manutenção.

Podemos fazer algumas suposições sobre como isso irá se desenrolar, mas é impossível saber exatamente o que nos espera. O melhor conselho que podemos dar aos donos de negócios é para se adequarem e atualizarem seus sistemas e estruturas para suportar o grande volume de dados, e que também sejam flexíveis o suficiente para permitir o uso de futuros sistemas que serão lançados. Em vez de tentar adivinhar que solução analítica será adotada pelo mercado, a melhor estratégia será habilitar um prédio a gerar o máximo possível de dados, assim oferecendo hoje flexibilidade para a plataforma de análise que virá.

Conectividade wireless

Com a evolução da Internet das Coisas e a crescente geração de dados, veremos fabricantes e revendas disponibilizando dispositivos para todo o tipo de equipamento, desde conexão básica até a coleta de dados, além da convergência de tecnologias. A exigência de latência ultrabaixa em alguns desses dispositivos e de redes com fio e sem fio que permitirão seu funcionamento, vai gerar adoção cada vez maior de MEC, com a capacidade computacional e de armazenamento sendo movida cada vez mais para a borda da rede. E, embora muitos dispositivos de Internet das Coisas, como sensores, não exijam muita largura de banda, todos eles necessitarão de conectividade com redes. Veremos, portanto, um maior uso de conexões wireless dentro dos edifícios, por conexão Wi-fi ou celular, especialmente agora que o 5G está chegando. O suporte na mudança de 1 Gbps para 7-8 Gbps na taxa de transferência por usuário, que é um dos casos de uso do 5G, indica que os donos de edifícios comerciais precisam fazer o upgrade de seus sistemas Cat 5 Ethernet para o Cat6A. O sinal 5G utilizará altas frequências que não conseguem penetrar com qualidade nos edifícios, por isso é necessária uma infraestrutura Cat6A para a adesão da tecnologia 5G.

Cabeamento e padrões

As tendências wireless podem ditar o ritmo de adoção de cabeamento nos edifícios. Energia é outro item que está ditando as mudanças nos edifícios. Por exemplo, em setembro de 2018 foi apresentado o padrão mais recente para Power of Ethernet (PoE) de quatro pares, o IEEE 802.bt, que introduziu dois tipos de energia adicionais – Type 3, para mais de 55 W, e Type 4, entre 90 e 100 Watts. Como resultado, podemos esperar uma proliferação do número de dispositivos com maior foco na entrega de energia em cabeamento estruturado do que com largura de banda.

Os padrões mundiais como esses serão cada vez mais importantes no mercado global, afinal de contas, diferentes regiões possuem exigências diversificadas. Com a abordagem baseada em padrões tecnológicos e na sua implementação, porém, e com conselhos como do IEEE mantendo uma presença global e consciência cultural, será possível para os negócios competirem em um campo relativamente equilibrado, enquanto permanecem suficientemente flexíveis para acomodar diferenças regionais.

Em busca da convergência

Algumas operadoras já começaram a fazer a convergência de redes com fio e sem fio e isso continuará ao longo de 2019 e além. Com as redes wireless cada vez mais predominantes, será necessário, por exemplo, o acompanhamento com suas contrapartes com fios, componentes que tendem a ser envolvidos no backhaul. Desenvolvimentos na tecnologia PoE trarão a convergência entre a entrega de energia e largura de banda, e essa tendência também será vista nas soluções de automação dos edifícios, como o AIM (gerenciamento inteligente da automação, da sigla em inglês), na rede com fio. Enquanto essas soluções são comumente conectadas por links proprietários, podemos esperar uma mudança para a conectividade com base em Ethernet, com fio ou sem fio.

Base para o futuro

Embora muitas dessas tendências já tenham sido discutidas em 2018, podemos colocar 2019 como um ano de preparação antes que muitas delas entrem no mercado com força total. Mesmo que estejam apenas preparando o terreno para estruturas com fio e sem fio, para análise de dados, ou para o cabeamento dentro dos edifícios, decisões são tomadas hoje para empreendimentos que estarão disponíveis pelas próximas décadas. Desenvolvimentos em processos como Internet das coisas, 5G, MEC e novos padrões em PoE significam que a tecnologia está mudando rapidamente, e que nem sempre é possível ter certeza do que está por vir. Nesse cenário, é importante que essa fundação forneça flexibilidade para as tecnologia e serviços que virão a seguir.

Smart building, smart campus, smart city…

É possível ver a transformação começando em edifícios e seguindo para o campus inteligentes e para smart cities. A evolução de prédios tecnológicos para smart buildings está atingindo também a estrutura de universidades em vários edifícios ou mesmo em um mix com centros comerciais que representam o exemplo mais recente de integração em ação. Um smart building usará as informações disponibilizadas pelos sistemas, enquanto o campus inteligente usará as informações fornecidas por esses prédios. Com o uso de redes wireless ou fibra óptica na integração dos empreendimentos imobiliários que compõem essas estruturas, decisões podem ser tomadas para a comunidade como um todo, em áreas como uso da água e de eletricidade. A criação dessas redes, e a integração de cada estágio, irão gerar mais dados, permitindo a tomada de decisões mais abrangentes.

Para o setor de edifícios, 2019 será um ano de muita ação, motivado pelo impacto de tecnologias como a Internet das coisas, assim como novidades com e sem fio. Isso levará à convergência de estruturas e da tecnologia que será adotada não apenas nos prédios, mas nas universidades e nas cidades inteligentes como um todo.

Jaxon Lang, vice-presidente da CommScope

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Para 60% dos empresários, Reforma da Previdência sai do papel e clima é de otimismo com medidas econômicas

Com a perspectiva das medidas econômicas e a reforma da previdência aprovada este ano, o Brasil vai crescer em 2019. É o que mostra pesquisa da Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil) realizada com 550 presidentes e diretores de empresas brasileiras de todos os portes e segmentos. O otimismo do setor privado na aprovação de reformas econômicas está alto. A área que os executivos mais sentem confiança em relação ao novo governo é na economia (61%), com expectativa de aprovação de reformas como a previdenciária e tributária.

A maioria dos empresários acredita que a reforma da Previdência vai ser aprovada esse ano, mas com ressalvas. Essa é a reforma possível para 63% deles, que responderam a pesquisa “Plano de Voo Amcham: perspectivas e análises Brasil 2019”. Para eles, a expectativa é de aprovação de um projeto que não consiga abarcar todos os setores da sociedade, mas que ainda assim terá um impacto positivo nas contas do governo.

“O clima é de otimismo. Detectamos que os empresários brasileiros estão confiante na capacidade do governo de conduzir o comunicar os motivos da reforma e os efeitos que pretendem ser alcançados”, comenta Devorah Vieitas, CEO da Amcham Brasil. A Câmara Americana de Comércio reúne no Brasil 5 mil empresas, em 15 cidades, sendo 85% delas de origem brasileira.

A aprovação de uma reforma estrutural e ampla, que consiga abarcar todos os setores – incluindo militares e todos os servidores públicos – até o final do ano, foi votada por 20% do público. O otimismo do setor privado é grande. Só 16% acham que a reforma ainda enfrentará certa resistência para ser aprovada, provavelmente não sendo aprovada até o fim do ano. E só 2% não acreditam que ela sairá em 2019.

Articulação com o Congresso

Mas, para a reforma sair esse ano, vai ser preciso uma grande capacidade de articulação do governo com o Congresso. Para os empresários, o tema demanda três focos de trabalho do novo governo. O fator crucial para o Governo Bolsonaro endereçar seu texto, pelo menos para 32%, é manter a defesa e o debate da proposta, assumindo a condução da disputa sobre pontos com menores concessões (ex: militares e servidores públicos).

Mas 30% responderam que o fator decisivo será o protagonismo do Presidente na discussão, direcionando seu capital popular para essa pauta estratégica e abrindo mão temporariamente de temas de grande popularidade. Outros 29% acham que é importante dialogar mais com o Congresso, com envolvimento de todas as lideranças partidárias para aprovação da reforma no Congresso, pausando temporariamente o discurso bélico contra opositores.

Só 9% responderam que, antes do grande teste da Previdência, o governodeve priorizar a aprovação de outras pautas, testando e mapeando as alianças costuradas e números de votos conquistados.

Os primeiros 40 dias e outras reformas

A avaliação do governo nos primeiros 40 dias é bem positiva. 60% respondeu que os anúncios de medidas econômicas é positiva, com perspectivas de melhora da economia, geração de empregos e aumento de competitividade. Pouco mais de um terço (36%) achou neutro, uma vez que não houve tempo ou marcos suficientes para avaliação da gestão. E 4% acharam que o começo foi negativo, com pouca perspectiva de crescimento da economia.

Além da Previdência, o governo terá algum folego para aprovar outras reformas. A que tem mais chances de acontecer, para 41%, é um ambicioso programa de privatização e prestação de serviços de infraestrutura. Em seguida, vêm a mudança do sistema tributário (15%), reforma administrativa e liberação comercial (com 13% cada), redução e racionalização dos subsídios concedidos da União, e autonomia do Banco Central (9% cada).

Baixa confiança

Por outro lado, o público está pessimista em relação à atenção que o governo vai dedicar a algumas áreas importantes. 37% dos respondentes estão menos confiantes em medidas para as áreas social e cultural. Em seguida, vêm a área ambiental (24%), educação e saúde (23%) e relações exteriores (10%).

Das reformas com menos chance de acontecer nos próximos 4 anos, a mudança do sistema tributário foi a mais votada, com 37%. Também há baixa expectativa de reforma administrativa (19%), redução e racionalização dos subsídios concedidos da União (17%) e autonomia do Banco Central (15%).

No tema da competividade, os empresários entrevistados pela Amcham esperam medidas importantes. Quase metade (48%) votou na simplificação e redução de carga tributária. O restante ficou dividido entre atração de investimentos (20%), desburocratização (15%), ajuste fiscal (10%) e combate à corrupção (6%).

A PESQUISA

A pesquisa “Plano de Voo Amcham: perspectivas e análises Brasil 2019” foi realizada nesta quinta-feira (7/2) envolvendo 550 presidentes e diretores de empresas brasileiras de todos os portes e segmentos econômicos.

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Retargetly nomeia Mario Rubino de Azevedo como Country Manager no Brasil

A Retargetly, principal fornecedora de soluções de marketing baseadas em dados para o mercado latino-americano, anuncia a abertura de seu escritório no Brasil e elege como líder deste processo Mario Rubino de Azevedo.

“A indústria da publicidade digital no Brasil é conhecida por ter profissionais com práticas de alta performance e, sobretudo, por uma capacidade única para desenvolver soluções, práticas, processos e experiências que funcionam especificamente no mercado local” assinala Mario Rubino. Isso é o que a Retargetly tem como foco principal: O fornecimento de dados específicos às marcas que necessitam entregar a mensagem correta, à pessoa correta, no momento indicado, gerando uma experiência integral e eficiente entre anunciante e consumidor.

Neste sentido, e referindo-se especificamente a combinação entre Big Data e MarTech, o novo Country Manager acrescentou que “vive-se um momento especial no Brasil, a medida que se consolida o uso da tecnologia em publicidade e as companhias embarcaram no intrincado processo de aprender como e em que profundidade usar os dados que possuem”.

A Retargetly traz ao Brasil seus produtos e serviços de categoria mundial, reconhecidos por seus clientes ao redor de toda América Latina em virtude dos resultados obtidos, tais como o governo da Cidade de Buenos Aires, a Renault e a Havas Media. – “Nossos inovadores produtos são capazes de ajudar as agências e as marcas a melhorar seus resultados, com dados que darão tanto visão como possibilidade de atuar”, afirmou Santiago Darmadrail, COO da Companhia.

Hoje a empresa oferece análises de mais de 200 milhões de usuários e um painel de dados que lhes tem permitido obter as taxas de coincidência mais altas do mercado, e é com esse currículo que quer ganhar a maior parte da torta do mercado. “Somos a empresa número um em toda América Latina, com exceção do Brasil, onde há jogadores já muito bem estabelecidos”, indicou Darmandrail, e acrescentou: “2019 será o ano em que vamos mudar isso com nossos dados, produtos, serviços e liderança regional”.

Sobre a escolha de Mario Rubino, o COO indicou que influenciou tanto sua experiência de duas décadas em empreendimentos digitais, como seu pensamento estratégico para compreender o valor de um mercado orientado para os dados a partir de marcas e agências “É uma escolha que reúne duas qualidades que são difíceis de encontrar, a experiência e a vontade de olhar além”, pontuou.

Por sua vez, o novo Country Manager fez referência a duas das quais considera suas mais importantes realizações ao longo de sua carreira: Por um lado ter ajudado a tornar o vertical de classificados automotivos WebMotors o número 1 em todo o Brasil, por outro ter lançado a MediaMath, plataforma de MarTech programática, tendo formado uma equipe vencedora na empresa.

Mario Rubino estudou Física na Universidade Federal do Rio de Janeiro e em seguida se graduou em Administração de Empresas na Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP. Trabalhou 11 anos na WebMotors como diretor comercial e nos últimos dois anos liderou a operação da MediaMath no Brasil como Country Manager.

Cabify e BID Invest anunciam financiamento destinado a impulsionar iniciativas de impacto e desenvolvimento social em países da América Latina

A Cabify e a BID Invest anunciam um financiamento de US$ 70 milhões, concedida pela entidade financeira à plataforma de mobilidade urbana. Trata-se de um acordo inédito e o maior para empresas privadas. As organizações se reuniram em Lima (Peru) para formalizar o anúncio da parceria financeira e foram coanfitriões do painel de especialistas sobre “Desafios e Oportunidades da nova Economia Digital para promover inclusão financeira e previdência social para profissionais autônomos”.

O financiamento permitirá a Cabify reforçar suas ações em favor de cidades mais inteligentes, melhorar a vida dos cidadãos e este projeto em conjunto comprova a preocupação da Cabify em gerar impactos positivos na sociedade. Como startup que nasceu dentro da nova economia digital, a plataforma ocupa hoje uma posição de liderança quando se trata de fornecer soluções para as disparidades econômicas e os desafios sociais e ambientais mais críticos que afetam atualmente os países da América Latina. A operação, a primeira realizada pelo BID Invest e estruturada por meio de produto financeiro inovador para uma empresa de modelo de negócio digital em mobildiade urbana, permitirá que o Grupo BID desempenhe um papel importante na evolução da mobilidade urbana na América Latina e Caribe.

O crédito, que incluiu a mobilização de fundos como o Blue like an Orange Sustainable Capital Fund, será destinado principalmente para três áreas: melhora da mobilidade urbana, permitindo que a Cabify aumente as opções de serviços oferecidos a consumidores e empresas; a otimização da qualidade do serviço; fomento à inovação, tendo um plano para melhorar as oportunidades de renda dos motoristas parceiros e que aumente a inclusão financeira e ajude no acesso a benefícios sociais.

O anúncio do financiamento ocorreu durante o painel “Desafios e Oportunidades da nova Economia Digital”. A Cabify e o BID Invest foram coanfitriões do encontro de especialistas para promover inclusão financeira e previdência social para profissionais independentes no Peru. A Cabify considera ter papel relevante na geração de renda para grupos socioeconômicos de difícil inserção no mercado de trabalho e procura contribuir para a solução de importantes desafios relacionados o bem-estar social e o futuro dos condutores, além de promover sua inclusão financeira e, consequente, melhoria socioeconômica no futuro. Seu modelo de negócios transparente, digital e jurídico permite a rastreabilidade das operações e transações e, portanto, representa uma oportunidade para formalizar a economia na América Latina.

“Olhamos atentamente vários grupos relacionados ao nosso mercado e um deles é o de motoristas parceiros. Entre os principais perfis reunidos no grupo estão jovens, desempregados que tiveram dificuldade em retornar ao mercado de trabalho, pessoas com mais de 45 anos e mulheres que são responsáveis por sustentar a família. Todos encontram na plataforma uma modelo de trabalho autônomo sustentável, flexível e seguro. Acreditamos que colaborando com a luta contra a desigualdade social e econômica, que certamente é um dos principais desafios enfrentados pela região. Os aliados estratégicos, como a BID Invest, nos permitirá replicar nosso impacto positivo não apenas nas cidades, mas também naqueles que dão vida diariamente aos nossos ambientes urbanos”, afirma Juan de Antonio, fundador da Cabify.

“Nós vemos na Cabify um esforço genuíno para contribuir na resolução de alguns dos desafios de desenvolvimento e inclusão financeira na região. As ações para profissionalizar e formalizar grupos, que normalmente estão fora da economia formal e também do sistema bancário e da previdência, são diferenciais chaves do modelo de negócio da empresa e, sem dúvida, um aliado do nosso trabalho”, diz Gema Sacristán, Diretora Geral de Negócios da BID Invest.

O projeto financiado pela BID Invest está alinhado com a missão da Cabify de tornar as cidades um lugar melhor para viver, torná-las mais sustentáveis e também com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e à agenda 2030, os quais foram incluídos nos objetivos da empresa ao aderir o Pacto Global da ONU. “Essas metas são ambiciosas e alcançá-las não será possível sem um esforço com soluções disruptivas, escaláveis e, acima de tudo, que gerem uma transformação sistêmica. E, para isso, não poderíamos contar um aliado melhor que a BID Invest”, conclui Juan Antonio.